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Manejo de Taquiarritmias: Tipos e Tratamento

O documento aborda diferentes tipos de taquiarritmias, incluindo taquicardia sinusal, paroxística supraventricular, fibrilação atrial, flutter atrial e taquicardia ventricular monomórfica, detalhando características como frequência cardíaca, presença de ondas P e largura do QRS. O manejo das taquicardias é discutido, enfatizando a importância da monitorização, uso de manobras vagais e administração de medicamentos como adenosina e amiodarona, dependendo da estabilidade do paciente. Sinais de instabilidade e intervenções específicas, como cardioversão sincronizada, são também abordados para pacientes instáveis.

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Manejo de Taquiarritmias: Tipos e Tratamento

O documento aborda diferentes tipos de taquiarritmias, incluindo taquicardia sinusal, paroxística supraventricular, fibrilação atrial, flutter atrial e taquicardia ventricular monomórfica, detalhando características como frequência cardíaca, presença de ondas P e largura do QRS. O manejo das taquicardias é discutido, enfatizando a importância da monitorização, uso de manobras vagais e administração de medicamentos como adenosina e amiodarona, dependendo da estabilidade do paciente. Sinais de instabilidade e intervenções específicas, como cardioversão sincronizada, são também abordados para pacientes instáveis.

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TAQUIARRITMIAS

FC > 100bpm, mas no geral o paciente está bem taquicardíaco.


TAQUICARDIA SINUAL: taquicardia bem direitinha. Tem onda P, QRS, onda T. O QRS é
estreito, menos de 3 quadradinhos, o RR é regular, ou seja, o espaço entre um QRS e outro é
regular, não fica variando.
TAQUICARDIA PAROXISTICA SUPRAVENTRICULAR: taquicardia mais de 100 bpm.
O QRS é estreito, o RR é regular, mas não tem onda P. O que muda dela para taqui sinusal é a
não visualização da onda Onda P
FIBRILAÇÃO ATRIAL: o RR é irregular, então continua com FC>100bpm, o QRS é estreito,
não tem onda P. O intervalo entre um R e outro é irregular.
FLUTTER ATRIAL: tem taquicardia maior do que 100, QRS estreito, RR regular e não tem
onda P. O que muda é a presença de ondas F. Entre um QRS e outro, tem as ondas F.
TAQUICARDIA VENTRICULAR MONOMORFICA: essa em específica vai ser uma
taquicardia em que o QRS é largo, então tem um QRS com mais de 3 quadradinhos, RR regular
e não tem onda P
MANEJO TAQUICARDIA
- Coloco paciente na sala vermelha, visualizar vias aéreas, faço MOV (monitorizar, oxigênio,
acesso venoso).

• Monitorizar com capnografia, PA não invasiva, oximetria de pulso.


• Fazer oxigênio se necessário
• Venoclise com 2 acessos periféricos
• Se o paciente estiver estável, pedir um ECG
o SINAIS DE INSTABILIDADE
• Hipotensão
• Sinais de choque - pele fria e pegajosa
• Alteração da consciência de modo agudo
• Dor torácica do tipo anginosa
• IC aguda - turgência jugular, edema de membros inferiores

QRS ESTREITO
o PACIENTE INSTÁVEL
• Dar um choque, do tipo cardioversão sincronizada
• A diferença da cardioversão para desfibrilação é que na cardioversão, aperta o SINC
(botão de sincronizador). Aperta o SINC para evitar que o choque seja aplicado em um
momento em que o coração está relaxando (em refratariedade).
• Para fazer cardioversão, eu explico primeiro o procedimento ao paciente e depois eu
sedo o paciente, aperto SINC e coloco gel nas pás. Pede para todos da equipe de afastar
e aplico o choque.

o PACIENTE ESTÁVEL - diante de uma taqui supra ou flutter atrial.


• Posso começar lançando mão das manobras vagais, como a massagem do seio carotídeo,
que deve ser evitada em idosos. Interessante iniciar auscultando as carótidas porque se
tiver algum sopro, pode indicar que tenha alguma placa aterosclerótica aqui. E, o ideal,
nesse caso, seria não fazer a massagem do seio carotídeo pois pode movimentar a placa
e provocar um AVC. Lembrar que a massagem nunca é feita nos dois lados ao mesmo
tempo porque pode deixar esse paciente hipoperfundido e pode levar a um AVCi.
• Se a massagem do seio carotídeo não funcionou, posso fazer a manobra de valsava
invertida. Nessa manobra eu vou entregar uma seringa ao paciente e peço para ele
assoprar vigorosamente até o embolo de a seringa sair. Isso não vai acontecer, mas é o
tempo necessário que teremos para fazer a elevação das pernas no momento em que o
paciente estiver fazendo esse sopro.
• Caso não resolva, parto para drogas medicamentosas. A 1ª escolha seria a adenosina, 1ª
dose 6mg + 20mL de SF e elevação do membro. A 2ª dose é de 12mg caso a 1ª dose não
tenha resolvido.
• Caso não resolva com adenosina, posso utilizar BCC ou BB.
• Agora se meu paciente tem alguma doença cardíaca estrutural, doença de Chagas ou
alguma outra alteração estrutural, eu preciso utilizar amiodarona ou digoxina.

QRS LARGO
• Considerar a infusão das drogas antiarrítmicas, no caso procainamida, amiodarona e
sotalol.
• No geral se utiliza amiodarona porque a dose dela é mais fixa. Então, vamos fazer 1ª dose
de 150mg por 10 minutos na infusão e, podemos repetir a dose se tiver necessidade
• A procainamida EV pode ser feita, mas a dose dela já varia, indo de 20 a 50 mg/min até
a supressão da arritmia e, a dose máxima é de 17mg/kg

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