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Infância e Adolescência

O documento apresenta uma análise sobre as definições de juventude e adolescência no Brasil, destacando a dificuldade em estabelecer limites claros entre esses conceitos. A transição entre juventude e vida adulta é caracterizada pela busca de autonomia e identidade, influenciada por fatores sociais e culturais. Além disso, discute a complexidade das trajetórias de vida dos jovens contemporâneos, enfatizando a necessidade de políticas públicas que atendam às diversas realidades sociais.

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Infância e Adolescência

O documento apresenta uma análise sobre as definições de juventude e adolescência no Brasil, destacando a dificuldade em estabelecer limites claros entre esses conceitos. A transição entre juventude e vida adulta é caracterizada pela busca de autonomia e identidade, influenciada por fatores sociais e culturais. Além disso, discute a complexidade das trajetórias de vida dos jovens contemporâneos, enfatizando a necessidade de políticas públicas que atendam às diversas realidades sociais.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS


CURSO DE PSICOLOGIA

ANDRESSA FERREIRA DA SILVA

SÍNTESE SOBRE O LIVRO: “JUVENTUDE E ADOLESCÊNCIA NO BRASIL:


REFERÊNCIAS CONCEITUAIS”

São Luís
2024
ANDRESSA FERREIRA DA SILVA

SÍNTESE SOBRE O LIVRO : “JUVENTUDE E ADOLESCÊNCIA NO BRASIL:


REFERÊNCIAS CONCEITUAIS”

Síntese apresentada à disciplina “Psicologia do


Desenvolvimento II” do curso de Psicologia da
Universidade Federal Do Maranhão, como pré-
requisito para a obtenção da primeira nota.
Docente: Prof.° Carlos Santos Leal

São Luís
2024
SÍNTESE SOBRE O LIVRO: “JUVENTUDE E ADOLESCÊNCIA NO BRASIL:
REFERÊNCIAS CONCEITUAIS”

O texto começa abordando que há uma dificuldade em estabelecer quais sãos os limites
da juventude por parte das pessoas e por parte do governo, com isso, fica claro que é necessário
explorar este tema, pois hoje, no Brasil, há um uso concomitante dos termos “adolescência e
juventude” que ora se superpõem, ora constituem campos distintos, mas complementares e ora
traduzem uma disputa por distintas abordagens. Segundo o livro, a noção de juventude pode ser
definida por diferentes pontos de partida, como faixa etária, um período da vida, um contingente
populacional, uma categoria social, uma geração e dentre outros. Partindo da concepção
sociológica, a inserção que marca o fim da juventude abarca, de modo geral, cinco dimensões:
terminar os estudos, viver do próprio trabalho, sair da casa dos pais e estabelecer-se numa
moradia pela qual torna-se responsável ou co-responsável, casar e ter filhos, entretanto, há uma
perda de linearidade desse processo que é colocado como característica da condição juvenil,
fazendo com que essas condições possam ser relativizadas e, isoladamente, não bastam para
caracterizar um ou outro estágio da vida.

Tendo em vista, essa perspectiva, pode-se dizer que a transição entre juventude e vida
adulta é caracterizada pelo processo de tornar-se um “ser” autônomo e esta autonomia refere-
se a bancar todas as implicações das próprias decisões e do próprio existir, tendo a capacidade
de trilhar o próprio caminho, no tempo e espaço em que se encontra, e assumir suas
responsabilidades, sabendo que todo compromisso assumido é escolher um caminho em
detrimento de outro. No Brasil, baseado em critérios estabelecidos pelas Nações Unidas e por
instituições oficiais, como o IBGE, a faixa etária da condição juvenil vai dos 15 aos 24 anos,
considerando a existência de profunda variação de acordo com as situações sociais e trajetórias
pessoais dos indivíduos concretos.

Em termos de “adolescência”, psicólogos costumam usar o termo “adolescente” para


descrever essa estação, bem como suas características: puberdade, oscilações emocionais e
características comportamentais. Já quando sociólogos, demógrafos e historiadores se referem
à categoria social, como segmento da população, como geração no contexto histórico, ou como
atores no espaço público “juventude” é o termo mais usado. No Brasil, as noções de
adolescência e juventude passaram a ser discutidas com maior profundidade nas últimas
décadas, especialmente após a criação do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a
inclusão da juventude nas agendas políticas nacionais. A partir dos anos 1980, o termo
“adolescência” predominou nas discussões públicas, especialmente no contexto das políticas
de proteção social e de direitos das crianças e adolescentes. Este foco foi parte de um
movimento mais amplo, que visava garantir direitos específicos para esse grupo, entendendo a
adolescência como uma fase distinta, que exige cuidados e atenção especiais.

Em algumas ocasiões tem-se usado outras terminologias para evitar sobreposições entre
esses termos, como “a pessoa jovem” e vale ressaltar que nesse período a idade é apenas um
referente demográfico, como cita o exemplo do livro: "um jovem de zona rural não tem a mesma
significação etária que um jovem da cidade, como tampouco os de setores marginalizados e as
classes de altos ingressos econômicos" (Dávila, 2005), pois crescimento e desenvolvimento são
coisas diferentes e alcançar a maior idade não tem haver com completar idade "x". A juventude
é uma condição social com qualidades específicas que se manifesta de diferentes maneiras
segundo as características históricas e sociais de cada indivíduo (Brito, 1996).

O período juvenil também é marcado pela construção de identidade, esse processo se


associa a condicionantes individuais, familiares, sociais, culturais e históricos determinadas,
trazendo consigo as identificações de gênero e papéis sexuais associados, além disso, há a busca
de um reconhecimento de “si próprio” nos outros que sejam significativos ou que se percebem
com características que se desejaria possuir e que estejam na mesma etapa da vida, constituindo
uma identidade geracional. Também há um reconhecimento de si em um grupo social maior,
partilhando situações comuns de vida e convivência, implicando modos de vida,
particularmente práticas sociais juvenis e comportamentos coletivos. O processo de construção
de identidade juvenil se estende como um desafio que, ainda que seja comum aos adolescentes
e jovens (ou à maioria) quanto à emergência da necessidade de diferenciar-se dos demais, e
consequentemente de sentir-se único, não se manifesta da mesma maneira ou de forma
homogênea, ao contrário, a diversidade é a sua principal característica.

Ademais, são apresentados no texto algumas perspectivas analíticas na compreensão da


adolescência e juventude. A primeira delas está relacionada a perspectiva das “gerações e
classes de idade”, que vê a juventude como um fenômeno geracional, como citado
anteriormente. Esse conceito remete ao fato de que os jovens e adolescentes, ao nascerem e
crescerem em um determinado contexto histórico e social, compartilham experiências e
influências similares que os definem como uma geração distinta. Desse modo, esses indivíduos
formam um conjunto de pessoas que vivenciam transformações sociais simultâneas, o que os
torna um grupo com características comuns, mas também com diversidade interna, dependendo
das condições sociais e culturais de cada contexto.

Em seguida, é falado sobre os “estilos de vida juvenil”, destacando como os jovens,


dentro de seu processo de socialização, constroem suas identidades por meio de escolhas de
valores, comportamentos, estéticas e formas de vida que os definem. Esses estilos de vida são
moldados por uma variedade de fatores, incluindo a educação, a família, os amigos, as mídias
e, mais recentemente, as novas tecnologias. Ou seja, o contexto no qual os jovens estão modela
os seus pensamentos, sua sensibilidade, seus comportamentos e atualmente com o advento das
novas tecnologias surgiram novos modos de participação mais globais que introduzem os
adolescentes e jovens em uma nova experiência de socialização, distinta da familiar, da escola
e em geral, as mais comuns, mas esse ponto deve ser tratado com cautela, pois nem todos os
jovens estão expostos da mesma maneira a este processo de globalização.

Outra abordagem relevante é a dos “ritos de passagem infanto/adolescente/juvenil”, que


se refere às transições simbólicas que marcam a passagem da infância para a adolescência e da
adolescência para a vida adulta. Em muitas culturas, os ritos de passagem são eventos sociais
que reconhecem oficialmente os indivíduos como pertencentes a uma nova etapa da vida,
conferindo-lhes novos direitos e responsabilidades. No entanto, em sociedades modernas, esses
ritos nem sempre são formalmente definidos, e os jovens podem experimentar esse processo de
transição de maneira mais fluida, sem cerimônias ou marcos claros, mas ainda assim a ideia de
“ritos de passagem” permanece. Por fim, o texto menciona as trajetórias de vida e novas
condições juvenis, focando nas mudanças no percurso de vida dos jovens, citando que a
transição da adolescência para a vida adulta é mais complexa na contemporaneidade, devido a
fatores como a prolongada permanência no sistema educacional, as dificuldades para ingressar
no mercado de trabalho e as mudanças nas estruturas familiares e sociais, fazendo com que a
trajetória de vida dos jovens seja mais diversificada e menos linear, com diferentes caminhos
possíveis dependendo das oportunidades e obstáculos que os indivíduos encontram ao longo da
vida.

Portanto, fica evidente ao longo do texto que durante a maior parte do século XX, a
juventude no Brasil foi entendida majoritariamente como um estágio de preparação para a vida
adulta, com ênfase em programas educacionais e de qualificação profissional. Isso foi
particularmente notável durante os anos 1950 a 1970, quando as políticas públicas voltadas para
a juventude estavam focadas na formação escolar e no serviço militar, tratando a juventude de
maneira universalista e como um período transitório. Porém, torna-se claro que a juventude não
pode ser abordada apenas como um período preparatório para a vida adulta, pois é uma fase
repleta de desafios específicos, incluindo a inclusão no mercado de trabalho, a formação de uma
identidade própria e a participação política, e que devem ser considerados as diferentes
realidades sociais enfrentadas por esses indivíduos, particularmente os de classes mais baixas
ou das periferias urbanas. Também é importante fazer a diferenciação correta entre os termos
“jovens” e “adolescentes”, para que sejam atendidas as necessidades dos dois grupos, já que a
adolescência envolve uma fase de transformação e busca por autonomia, enquanto que a
juventude está mais associada à consolidação da identidade social e à integração plena na vida
adulta.

REFERÊNCIAS

BRITO LEMUS, Roberto(1996): “Hacia uma sociología de la juventud”. JOVENES, Revista


de Estudios Sobre Juventud Nº1. México: IMJ.

DÁVILA, Oscar; GHIARDO, Felipe; MEDRANO, Carlos. Los desheredados. Trayectorias


de vida y nuevas condiciones juveniles.1. ed.CIDPA, 2005. 294 p.

FREITAS, Maria Virgínia; ABRAMO, Helena Wendel; LEÓN, Oscar Dávila. Juventude e
adolescência no brasil: referencias conceituais. 1. Ed. Ação Educativa. Programa de
Juventude, 2005. 40 p.

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