Mixers
Basicamente os mixers, mesas de som, consoles, ou superfícies de controle ou diversas outras que existem por
aí, tem 3 funções básicas:
· Tratar;
· Mixar;
· Endereçar.
Tratar porque os mixers recebem os sinais de microfones, instrumentos ou equipamentos e equiparam estes sinais,
amplificando-os ou mantendo-os nos níveis normais. Permite ainda variar estes níveis, dando-lhes um ganho extra.
No caso dos microfones, existe ainda uma alimentação extra (Phantom Power) para os microfones condensadores.
A equalização e os efeitos (se houver) ainda fazem parte deste processo de tratamento. Além disso podemos alterar
estes sinais com equalização, efeitos entre outros processadores que vão tratar estes sinais.
No caso da mixagem, só podemos utilizar esta idéia se estivermos falando de, ao menos, duas fontes de sinal. Ou
seja, não existe mixer de um canal só.
A mixagem é o processo de ordenamento dos diversos sinais que chegam a uma mesa de som de uma forma
harmônica ou “artística”.
Por exemplo, uma banda de rock. Seriam 7 canais para a bateria (caixa, bumbo, contra-tempo, tambor 1 e 2, surdo
e pratos – overall), mais um para a guitarra, um para o baixo e um para o vocalista. Se o sonoplasta quiser perder o
emprego é só colocar o volume do canal do cantor mais baixo que todo o resto da banda, ou fechar o volume da
guitarra na hora de seu solo. Obviamente a mixagem não é só algo subjetivo, ela responde sim a muitos requisitos
de ordem técnica.
E finalmente endereçar. O endereçamento pode ser chamado também de mandadas ou vias, e têm como finalidade
enviar sinais diferentes para locais diferentes. Sinais iguais para locais diferentes ou sinais iguais para locais iguais.
Complicado? Talvez.
Neste mesmo caso da banda, em um show ao vivo que esta sendo gravado, quais seriam as mandadas? Uma via
mixada com todos os canais estéreo (L + R) para o gravador. Um subgrupo da bateria e do baixo somente para a
monitoração (in ear, caixa de som ou fone) do baixista e do baterista. Uma via mixada com todos os sinais estéreo
(L + R) para o PA (Public Address – endereçamento do público). E outras várias mandadas que o mixer permitir e
que a situação pedir.
Existem diversos tipos de mixers, os quais podemos dividir inicialmente em:
· Analógicos – Basicamente mixers que não possuem processadores em seu sistema. Toda a informação de
áudio é eletrônica;
Figura 50 – Mixer analógico Soundcraft MPM 12/2
· Digitais –
a computadores de alta performace.
Figura 51 – Mixer digital Yamaha O1V/96.
Além destas divisões, existem outras que são:
· Fixas – Mixers
montados para eles e que não podem ser retirados destes;
· Móveis – Mixers que podem ir de um local para outro. Dividem-se em dois tipos:
a) Portáteis – Pequenos e médios, muitas vezes com o uso de baterias. Ideal para dramaturgia ou
documentários. Os modelos digitais já permitem a gravação multipista;
Figura 52 – Mixer digital portátil de 4 canais com unidade de gravação de DVD, HD de 80Gb Fostex PD 204.
b) Linha de shows – Maiores, ideais para shows grandes. Necessitam de AC.
Outros tipos:
· De rádio – Possuem características diferenciadas, como hibridas (conversores de linhas telefônicas para
linhas de áudio), layout mais “clean” (menos possibilidades) e VU´s individuais;
· Superfície de controle – Mixers digitais comandados (e que comandam) softwares de áudio. Equivalentes a
interfaces de áudio (placas de som internas ou externas).
Figura 53 – Superfície de controle ProjectMix da M-Audio.
· De softwares – Softwares profissionais de áudio, também chamadas de DAW (Digital Audio Workstation),
como o Pro Tools, Cubase, Reaper, possuem duas telas principais, que são as de edição e de mixagem.
Esta última com todas as características de um mixer normal visto por cima.
Figura 54 – Telas diversas do Pro Tools.
Conexões e funcionamento:
Na figura acima mostra os 3 setores básicos de um mixer: O de entrada (de A até E), o de saída (N, O e Q) e os
controles individuais dos canais (G até F). Estas conexões são:
· A - Entrada XLR – Onde se insere os plugs ligados ao cabo de microfones ou equipamentos profissionais;
· B – Entrada P10 ou RCA – Entradas para instrumentos (P10) ou equipamentos e para outros equipamentos
não profissionais (RCA);
· C – Entradas P10 ou RCA – Entradas separadas para CD´s, teclados e outros;
· D – LCF (Low Cut Filter – filtro de corte de frequências baixas);
· E – Trim ou Gain – É um ganho extra direto na entrada do canal. Funciona como um fader de entrada;
· F – Fader – Potenciômetro linear que regula o volume do canal;
· G – Aux Send – Botão que direciona o sinal pré-fader (antes de chegar ao fader) para outros lugares, como
saída de fones, efeitos, etc.;
· H, I e J – Equalização (graves, médios e agudos);
· K – Pan Pot (potenciômetro de panorâmica) – Vai definir se o áudio esta sendo enviado para os canais de
saída L, R ou ambos;
· L – Mute – Chaveamento para ligar ou desligar o canal;
· M – Solo – Chaveamento para monitorar (escutar) só o canal ou os canais habilitados, abaixando o volume
de todos os outros;
· N – Saída Master (principal - L/R) da mesa;
· O – Master Fader – Controle geral de mixagem da mesa, que direciona os sinais para as saídas L/R da
mesa (N);
· P – Phone – Entrada para fones de ouvido;
· Q – VU meter – Medidor de nível de áudio;
· R – Controle de volume do fone de ouvido;
S, T e U – Entradas e saídas diversas.