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Convenção Coletiva Educação 2022/2023

A Convenção Coletiva de Trabalho 2022/2023, registrada sob o número RS001781/2022, estabelece condições de trabalho para trabalhadores não docentes em instituições de ensino na região de Passo Fundo/RS, com vigência de 01 de março de 2022 a 28 de fevereiro de 2023. O documento define o piso salarial, reajustes, formas de pagamento, e benefícios como 13º salário e vale-transporte. Além disso, inclui cláusulas sobre descontos e adicionais, assegurando direitos dos trabalhadores da educação básica.

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Convenção Coletiva Educação 2022/2023

A Convenção Coletiva de Trabalho 2022/2023, registrada sob o número RS001781/2022, estabelece condições de trabalho para trabalhadores não docentes em instituições de ensino na região de Passo Fundo/RS, com vigência de 01 de março de 2022 a 28 de fevereiro de 2023. O documento define o piso salarial, reajustes, formas de pagamento, e benefícios como 13º salário e vale-transporte. Além disso, inclui cláusulas sobre descontos e adicionais, assegurando direitos dos trabalhadores da educação básica.

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Mediador - Extrato Convenção Coletiva [Link]

CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO 2022/2023

NÚMERO DE REGISTRO NO MTE: RS001781/2022


DATA DE REGISTRO NO MTE: 21/06/2022
NÚMERO DA SOLICITAÇÃO: MR025594/2022
NÚMERO DO PROCESSO: 10264.104593/2022-59
DATA DO PROTOCOLO: 20/06/2022

Confira a autenticidade no endereço [Link]

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DE PASSO FUNDO E


REGIAO, CNPJ n. 90.619.289/0001-14, neste ato representado(a) por seu ;

SINDICATO DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DE 1 E 2 GRAUS, CNPJ n. 92.966.555/0001-00,


neste ato representado(a) por seu ;

celebram a presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, estipulando as condições de trabalho


previstas nas cláusulas seguintes:

CLÁUSULA PRIMEIRA - VIGÊNCIA E DATA-BASE

As partes fixam a vigência da presente Convenção Coletiva de Trabalho no período de 01º de março de
2022 a 28 de fevereiro de 2023 e a data-base da categoria em 01º de março.

CLÁUSULA SEGUNDA - ABRANGÊNCIA

A presente Convenção Coletiva de Trabalho abrangerá a(s) categoria(s) trabalhadores que exerçam suas
atividades laborais não docentes em estabelecimentos ou instituições de ensino, que se dediquem à
educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação superior, educação de jovens e
adultos, educação profissional, educação especial, cursos livres e ensino de idiomas, independente
da forma de contratação para o exercício dessas mesmas atividades, excetuando-se a categoria dos
professores, com abrangência territorial em Água Santa/RS, Almirante Tamandaré do Sul/RS, Alto
Alegre/RS, Aratiba/RS, Áurea/RS, Barão de Cotegipe/RS, Barra do Rio Azul/RS, Barra Funda/RS,
Barracão/RS, Barros Cassal/RS, Benjamin Constant do Sul/RS, Boqueirão do Leão/RS, Cacique
Doble/RS, Camargo/RS, Campinas do Sul/RS, Campos Borges/RS, Carazinho/RS, Carlos Gomes/RS,
Casca/RS, Caseiros/RS, Centenário/RS, Chapada/RS, Charrua/RS, Ciríaco/RS, Colorado/RS,
Constantina/RS, Coqueiros do Sul/RS, Coxilha/RS, Cruzaltense/RS, David Canabarro/RS, Engenho
Velho/RS, Entre Rios do Sul/RS, Erebango/RS, Erechim/RS, Ernestina/RS, Erval Grande/RS,
Espumoso/RS, Estação/RS, Faxinalzinho/RS, Floriano Peixoto/RS, Fontoura Xavier/RS, Gaurama/RS,
Gentil/RS, Getúlio Vargas/RS, Gramado Xavier/RS, Ibiaçá/RS, Ibiraiaras/RS, Ibirapuitã/RS, Ipiranga do
Sul/RS, Itatiba do Sul/RS, Jacuizinho/RS, Jacutinga/RS, Lagoa dos Três Cantos/RS, Lagoa
Vermelha/RS, Lagoão/RS, Machadinho/RS, Marau/RS, Marcelino Ramos/RS, Mariano Moro/RS, Mato
Castelhano/RS, Maximiliano de Almeida/RS, Mormaço/RS, Muliterno/RS, Não-Me-Toque/RS, Nicolau
Vergueiro/RS, Nova Alvorada/RS, Nova Boa Vista/RS, Novo Barreiro/RS, Novo Xingu/RS, Paim
Filho/RS, Passo Fundo/RS, Paulo Bento/RS, Pontão/RS, Ponte Preta/RS, Pouso Novo/RS,
Progresso/RS, Quatro Irmãos/RS, Quinze de Novembro/RS, Ronda Alta/RS, Rondinha/RS,
Sananduva/RS, Santa Cecília do Sul/RS, Santo Antônio do Palma/RS, Santo Antônio do Planalto/RS,
Santo Expedito do Sul/RS, São Domingos do Sul/RS, São João da Urtiga/RS, São José do Herval/RS,
São José do Ouro/RS, São Valentim/RS, Sarandi/RS, Selbach/RS, Sertão/RS, Severiano de
Almeida/RS, Soledade/RS, Tapejara/RS, Tapera/RS, Tio Hugo/RS, Três Arroios/RS, Três Palmeiras/RS,
Tunas/RS, Tupanci do Sul/RS, Vanini/RS, Viadutos/RS, Victor Graeff/RS, Vila Lângaro/RS e Vila
Maria/RS.

SALÁRIOS, REAJUSTES E PAGAMENTO


PISO SALARIAL

CLÁUSULA TERCEIRA - PISO SALARIAL

Nos meses de março, abril, maio e junho de 2022 o piso salarial dos trabalhadores da Educação Básica
terá o valor de R$ 1.591,78 (mil, quinhentos e noventa e um reais e setenta e oito centavos).

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Parágrafo Primeiro: Em 1º de julho de 2022 o valor previsto no caput será reajustado para R$ 1.679,70
(mil, seiscentos e setenta e nove reais e setenta centavos).

Parágrafo Segundo: A diferença salarial retroativa a 1º de março de 2022, se houver, será paga na folha
de maio de 2022.

REAJUSTES/CORREÇÕES SALARIAIS

CLÁUSULA QUARTA - REAJUSTES SALARIAIS

O salário dos trabalhadores da Educação Básica será reajustado em 1º de março de 2022 em 5% (cinco
por cento), incidente sobre o salário devido no mês de fevereiro de 2022.

Parágrafo Primeiro: Em 1º de julho de 2022 será integralizado o percentual de 10,80% (dez inteiros e
oitenta centésimos de inteiro por cento), incidente sobre o salário devido no mês de fevereiro de 2022.

Parágrafo Segundo: A diferença salarial retroativa a 1º de março de 2022, se houver, será paga na folha
de maio de 2022. As escolas que não anteciparam o percentual de reajuste previsto no caput,
alternativamente, poderão efetuar o pagamento de um abono de 6% (seis por cento) para cada mês na
folha de maio de 2022 para quitação dessa diferença. Esse abono deverá ser calculado sobre o salário
devido no mês de fevereiro de 2022.

Parágrafo Terceiro: Entende-se por salário devido no mês de fevereiro de 2022 aquele resultante da
aplicação do índice de reajuste previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2021/2022.

Parágrafo Quarto: O salário de julho de 2022 constituirá a base de cálculo para a data-base de 2023.

Parágrafo Quinto: As diferenças salariais devidas ao trabalhador cuja rescisão de contrato de trabalho
ocorreu antes da data da assinatura da presente Convenção deverão ser pagas em até 30 (trinta) dias após
o registro do presente instrumento coletivo.

PAGAMENTO DE SALÁRIO – FORMAS E PRAZOS

CLÁUSULA QUINTA - ADIANTAMENTO SALARIAL QUINZENAL

Sempre que o índice inflacionário do mês, medido pelo INPC-IBGE for igual ou ultrapassar de 5% (cinco por
cento), o salário do mês subsequente terá 40% (quarenta por cento) de seu valor bruto pago
antecipadamente, em no máximo 15 (quinze) dias após o pagamento do salário do mês anterior, efetuando-
se os descontos e retenções na segunda parcela do salário.

Parágrafo Único: A vantagem estabelecida nesta cláusula fica condicionada à não superveniência de
legislação que obrigue os estabelecimentos de ensino a posteciparem a cobrança das parcelas dos
encargos educacionais.

CLÁUSULA SEXTA - PRAZO PARA PAGAMENTO DOS SALÁRIOS

O salário dos trabalhadores da Educação Básica será pago, impreterivelmente, até o 5º (quinto) dia útil do
mês subsequente ao vencido.

Parágrafo Único: Para fins da contagem de prazo desta cláusula, o sábado é considerado dia útil, exceto
quando nesse dia recair um feriado.

CLÁUSULA SÉTIMA - PAGAMENTO DE SALÁRIOS EM REDE BANCÁRIA

Os estabelecimentos de ensino efetuarão o pagamento dos salários de seus trabalhadores através de


agência bancária, mediante depósito em conta individual de cada trabalhador, havendo agência ou posto
bancário na localidade.

DESCONTOS SALARIAIS

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CLÁUSULA OITAVA - AUTORIZAÇÃO PARA DESCONTO

Além dos descontos legais e dos previstos na presente Convenção, o empregador poderá efetuar outros
descontos em folha de pagamento, desde que expressa e individualmente autorizados pelo trabalhador.

CLÁUSULA NONA - ADESÃO EXPRESSA DAS INSTITUIÇÕES À LEI 10.820/2003

As instituições de ensino deverão firmar o documento bancário necessário para a efetivação dos
empréstimos desejados por seus trabalhadores, nos termos da Lei nº 10.820/2003.

OUTRAS NORMAS REFERENTES A SALÁRIOS, REAJUSTES, PAGAMENTOS E


CRITÉRIOS PARA CÁLCULO

CLÁUSULA DÉCIMA - COMPROVANTE DE PAGAMENTOS

Todo trabalhador terá o direito de receber da instituição de ensino comprovantes mensais de pagamento,
nos quais deverão constar as verbas percebidas e seus quantitativos, com as respectivas especificações,
bem como os descontos efetuados.

Parágrafo Único: Os comprovantes poderão ser fornecidos, inclusive, de forma eletrônica, desde que, no
local de trabalho, estejam disponíveis equipamentos para acesso e impressão desses comprovantes.

GRATIFICAÇÕES, ADICIONAIS, AUXÍLIOS E OUTROS


13º SALÁRIO

CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA - ANTECIPAÇÃO DO 13º (DÉCIMO TERCEIRO) SALÁRIO

Fica assegurado o pagamento de 50% (cinquenta por cento) do valor do 13º (décimo terceiro) salário até o
dia 05 agosto de 2022, com base na remuneração devida no mês de julho de 2022, independente de
solicitação do trabalhador, devendo a parcela restante ser paga até o dia 15 de dezembro de 2022, dela
descontados tão somente os valores nominais já antecipados.

Parágrafo Primeiro: O pagamento restante desobriga a instituição de ensino de efetuar, no mês de


dezembro de 2022, o pagamento do adiantamento salarial quinzenal previsto na cláusula quinta.

Parágrafo Segundo: A antecipação da primeira parcela, prevista no caput, substitui a vantagem


assegurada pelo artigo 2º da Lei nº. 4.749/65.

ADICIONAL DE HORA-EXTRA

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA - ADICIONAL DE HORAS EXTRAS

Fica assegurado o adicional de trabalho extraordinário no percentual de 50% (cinquenta por cento) para as
duas primeiras horas extras diárias e de 100% (cem por cento) para as demais.

Parágrafo Único. Quando a hora extraordinária se realizar em domingos ou feriados o adicional terá o
percentual de 100% (cem por cento) desde a primeira hora trabalhada.

ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO

CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA - ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO

O trabalhador terá direito a um adicional por tempo de serviço equivalente a 3% (três por cento) do seu
salário-base para cada 4 (quatro) anos de vínculo empregatício com a mesma instituição de ensino,
considerando-se, inclusive, períodos descontínuos, observado o limite de 20% (vinte por cento) de
adicional.

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Parágrafo Único. Ao trabalhador que já tenha completado quadriênio(s) até 30 de abril de 2006 inclusive,
será garantido adicional à base de 4% (quatro por cento) por quadriênio já completado, inserindo-se,
contudo, a partir desta mesma data, no regime previsto no caput da cláusula.

ADICIONAL NOTURNO

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - ADICIONAL NOTURNO

Todos os trabalhadores que laborarem após as 22h farão jus a um adicional de 20% (vinte por cento) sobre
o valor do salário-hora contratual, ressalvadas as vantagens legais.

AUXÍLIO TRANSPORTE

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA - VALE-TRANSPORTE

As instituições de ensino concederão a todos os membros da categoria profissional o vale-transporte, de


acordo com a legislação específica.

AUXÍLIO EDUCAÇÃO

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA - DESCONTO NAS MENSALIDADES ESCOLARES

Os dependentes dos trabalhadores terão desconto no valor de suas mensalidades escolares, nos
estabelecimentos de ensino em que estes mesmos trabalhadores estejam empregados, calculado da
seguinte forma:
a) Um percentual equivalente ao resultado da multiplicação de 2,73 (dois vírgula setenta e três) pelo número
de horas semanais de trabalho constante do contrato de trabalho firmado entre o trabalhador e o
estabelecimento de ensino, limitado este desconto a 90% (noventa por cento) do valor da mensalidade,
quando o trabalhador possuir um dependente;
b) Quando o trabalhador possuir até 3 (três) dependentes, para o 2º (segundo) e o 3º (terceiro), observado
o critério de cálculo estabelecido no item “a”, o desconto fica limitado a 50% (cinquenta por cento) do valor
total da mensalidade;
c) Para o dependente na faixa etária de 02 (dois) a 05 (cinco) anos é assegurado, independente da
existência de outro, um desconto de 75% (setenta e cinco por cento) do valor total da mensalidade.

Parágrafo Primeiro: As disposições desta cláusula aplicam-se também ao próprio trabalhador, quando
empregado em estabelecimento de ensino superior e/ou em estabelecimento que ofereça educação de
jovens e adultos e/ou educação profissional.

Parágrafo Segundo: Nas instituições do ensino superior, o desconto será exigível para apenas 1 (um)
curso de graduação por dependente e/ou para o próprio trabalhador, observados os critérios estipulados às
letras ‘a’ e ‘b’ supra, excetuando-se os cursos de medicina e odontologia, para os quais os descontos serão
de 64% (sessenta e quatro por cento) do valor total, ficando limitado a um curso.

Parágrafo Terceiro: Para efeitos de aplicação do caput, entendem-se como dependentes filhos e/ou
cônjuge/companheiro(a), de acordo com o critério estabelecido na legislação do imposto de renda.

Parágrafo Quarto: No caso de birrepetência na série, o beneficiário perde o direito ao desconto. Nas
instituições do ensino superior, a birrepetência será considerada na mesma disciplina, sendo que a perda do
desconto se dará na respectiva disciplina.

Parágrafo Quinto: Se o trabalhador for imotivadamente despedido, o desconto em seu favor e de seu(s)
dependente(s) será mantido até o final do ano ou semestre letivo que o(s) mesmo(s) estiver(em) cursando.
Esse parágrafo também se aplica à extinção contratual por comum acordo prevista no art. 484-A da CLT.

Parágrafo Sexto: Se o trabalhador vier a falecer, o desconto em favor de seu(s) dependente(s) será
mantido até o final do ano ou semestre letivo que o(s) mesmo(s) estiver(em) cursando.

Parágrafo Sétimo: Os trabalhadores beneficiados por esta cláusula não poderão frequentar mais de 1 (um)
curso concomitantemente.

Parágrafo Oitavo: Em caso de atraso do trabalhador no pagamento da parcela que lhe cabe, por período
igual ou superior a 10 (dez) dias, a multa, a correção monetária e os juros a serem acrescidos a essa

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parcela serão calculados sobre o valor integral da mensalidade.

Parágrafo Nono: Nos estabelecimentos empregadores em que o pagamento do salário ocorra após o
vencimento das mensalidades escolares, o prazo estipulado no parágrafo anterior será contado a partir do
pagamento desse salário.

Parágrafo Dez: Essa cláusula não se aplica ao dependente do trabalhador que obtiver bolsa de estudo.

CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA - BOLSA DE ESTUDOS

O trabalhador que porventura obtiver para seu filho(a) a bolsa de estudo prevista pelas normas que
disciplinam a isenção das entidades beneficentes de assistência social no tocante às contribuições para a
seguridade social não fará jus ao benefício previsto na cláusula atinente ao desconto nas mensalidades
nem a qualquer compensação atinente a isso, sendo-lhe possível optar por um ou outro desses benefícios.

AUXÍLIO SAÚDE

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - PLANO DE SAÚDE

Os estabelecimentos de ensino deverão oferecer a seus trabalhadores plano de saúde com ou sem
cláusula de coparticipação do trabalhador em consultas, exames e demais procedimentos, que garanta
atendimento básico em consultas com médicos especializados e exames diagnósticos (todos constantes da
tabela da AMB), atendimento de pronto socorro e atendimento fisiátrico, correspondente ao plano básico
oferecido no mercado. Cabendo ao estabelecimento de ensino a escolha da prestadora de serviços do
plano de saúde por ele ofertado.

Parágrafo Primeiro: Os estabelecimentos de ensino pagarão valor correspondente a 2,5% (dois inteiros e
cinco centésimos de inteiro por cento) da mensalidade do plano por cada hora da carga horária semanal
do trabalhador, até atingir o máximo de 50% (cinquenta por cento) dessa mensalidade.

Parágrafo Segundo: O pagamento da respectiva taxa de inscrição obedecerá aos mesmos critérios
estabelecidos no parágrafo anterior.

Parágrafo Terceiro: A adesão do trabalhador ao plano também implicará a expressa autorização para que
se efetue o desconto integral, em folha de pagamento, da parcela de custeio que lhe corresponder.

Parágrafo Quarto: Em caso de suspensão do contrato individual de trabalho ou de qualquer outro motivo
que impeça o estabelecimento de ensino de efetuar o desconto da parcela de custeio referida no parágrafo
anterior, deverá o trabalhador efetuar o pagamento da sua parcela, para o que lhe será emitido e entregue
boleto bancário específico ou documento de cobrança equivalente.

Parágrafo Quinto: Em tal circunstância, se o trabalhador deixar de efetuar o pagamento de mais de 2


(duas) parcelas, consecutivas ou não, poderá o empregador, observados os prazos e procedimentos
previstos na Lei nº 9.656/98 e a necessária notificação extrajudicial, excluí-lo da sua oferta de plano de
saúde, desonerando-se do respectivo encargo junto à empresa prestadora do pertinente serviço.

Parágrafo Sexto: Quaisquer débitos do trabalhador alusivos ao plano de saúde poderão ser
descontados/compensados, sem limitação de percentual, quando da rescisão de seu contrato de trabalho.

Parágrafo Sétimo: O empregador somente estará obrigado à parcela de custeio que lhe couber vinculada à
área geográfica de cobertura do plano de saúde contratado, cabendo ao trabalhador o pagamento de
eventuais diferenças de custeio do plano e/ou dos serviços, quando os serviços de saúde tenham sido
prestados fora dessa mesma área geográfica.

Parágrafo Oitavo: O plano de saúde poderá cobrar do trabalhador as taxas de coparticipação em


consultas, exames médicos e demais procedimentos. A partir de julho de 2019, no tocante às consultas, o
trabalhador participará até o limite de R$ 30,00 (trinta reais) por consulta. A partir de janeiro de 2020, esse
valor será corrigido uma vez ao ano pelo mesmo índice de reajuste aplicado às mensalidades do plano de
saúde contratado pelo empregador. A coparticipação do trabalhador em exames e demais procedimentos
médicos observará os valores previstos no contrato firmado junto à prestadora de serviços do plano de
saúde.

Parágrafo Nono: O trabalhador poderá optar por um dos planos de saúde ofertados pelo sindicato
profissional. Nesse caso o estabelecimento de ensino efetuará o desconto das contribuições e
mensalidades devidas e providenciará o repasse ao sindicato destinatário, observando os critérios
estipulados nos parágrafos primeiro, quarto, quinto, sexto e sétimo desta cláusula, tendo por referência, se

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mais benéfico para o trabalhador, o preço do plano básico ofertado pelo estabelecimento de ensino.

Parágrafo Dez: Se o estabelecimento de ensino não tiver plano de saúde, contribuirá para o plano
escolhido pelo trabalhador com base nos critérios estipulados nos parágrafos primeiro, quarto, quinto, sexto
e sétimo dessa cláusula, porém tendo como referência o preço do plano básico do trabalhador.

Parágrafo Onze: O estabelecimento de ensino poderá, a qualquer momento, contratar plano de saúde
próprio, mesmo já tendo encaminhado seus trabalhadores a plano de saúde do sindicato profissional,
hipótese na qual serão aplicados os critérios dos parágrafos primeiro e dez desta cláusula.

Parágrafo Doze: A vantagem representada pelo ingresso facultativo em plano de saúde não configurará
salário in natura nem salário de contribuição para fins previdenciários.

OUTROS AUXÍLIOS

CLÁUSULA DÉCIMA NONA - ASSISTÊNCIA JURÍDICA AOS VIGIAS

Os estabelecimentos de ensino prestarão assistência jurídica aos seus trabalhadores na função de vigia,
sempre que, no exercício desta função e em defesa dos legítimos interesses da empresa, praticarem ato
que os leve a responder a qualquer ação penal.

CLÁUSULA VIGÉSIMA - REEMBOLSO EDUCAÇÃO INFANTIL

Os estabelecimentos de ensino da Educação Básica reembolsarão, mensalmente, o trabalhador dos


gastos por ele efetuados em escolas de Educação Infantil, mediante a apresentação de documento contábil
apropriado, no limite de R$ 291,56 (duzentos e noventa e um reais e cinquenta e seis centavos), para
cada filho, a partir do mês de março de 2022, para o trabalhador com carga horária contratual de 30 (trinta)
horas semanais ou mais. Ao trabalhador com carga horária inferior será devido um reembolso proporcional
à sua carga horária contratual.

Parágrafo Primeiro: Em caso de rescisão do contrato de trabalho, o benefício será mantido por mais 30
(trinta) dias, contados da data da comunicação da dispensa ou do pedido de demissão.

Parágrafo Segundo: Na hipótese de ambos os genitores ou responsáveis legais pela(s) criança(s) atuarem
em instituições da mesma entidade mantenedora, um deles fará jus ao benefício integral, na forma prevista
no caput, e outro até o limite do valor da creche. Se o valor da creche ultrapassar de R$ 583,12
(quinhentos e oitenta e três reais e doze centavos) ainda assim o limite do duplo benefício para cada um
dos filhos ficará limitado a este mesmo valor (R$ 583,12).

Parágrafo Terceiro: Os estabelecimentos de ensino ficarão desobrigados do cumprimento desta cláusula


quando o trabalhador optar pelo benefício previsto na alínea "c" da cláusula décima sexta.

Parágrafo Quarto: Para os estabelecimentos de ensino que não reajustaram o reembolso educação infantil
nos meses de março e abril de 2022 em 5%, a partir do mês de maio de 2022 os valores previstos no caput
e no parágrafo segundo dessa cláusula serão reajustados, respectivamente, para R$ 323,05 (trezentos e
vinte e três reais e cinco centavos) e R$ 646,10 (seiscentos e quarenta e seis reais e dez centavos).

Parágrafo Quinto: Para os estabelecimentos de ensino que reajustaram o reembolso educação infantil no
percentual de 5% (cinco por cento) já a partir do mês de março de 2022, os valores previstos no caput e
parágrafo segundo dessa cláusula serão reajustados, a partir do mês de julho de 2022, respectivamente,
para R$ 323,05 (trezentos e vinte e três reais e cinco centavos) e R$ 646,10 (seiscentos e quarenta e
seis reais e dez centavos).

CONTRATO DE TRABALHO – ADMISSÃO, DEMISSÃO, MODALIDADES


DESLIGAMENTO/DEMISSÃO

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA - EXPLICITAÇÃO DA JUSTA CAUSA

Quando ocorrer despedida por justa causa, a instituição de ensino fornecerá ao trabalhador documento
explicitando as razões do rompimento do contrato, quando solicitado, sob pena de gerar presunção de
despedida imotivada.

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CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA - PARCELAS RESCISÓRIAS

O pagamento das verbas rescisórias deverá ser efetuado em até 10 (dez) dias da notificação da despedida
(dação do aviso prévio), nas hipóteses de ausência de aviso prévio, indenização do mesmo ou dispensa do
cumprimento e, em até 10 (dez) dias do término do cumprimento do aviso prévio quando o mesmo for
trabalhado, limitado a 40 (quarenta) dias da dação do aviso, sob pena de ser paga ao empregado uma
multa diária, equivalente ao salário-dia, sempre que configurada mora do empregador e a quantia for
integralmente certa e líquida.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA - ASSISTÊNCIA NAS RESCISÕES CONTRATUAIS

No município-sede do sindicato profissional e nos municípios-sede das delegacias regionais do mesmo, por
este expressamente credenciadas, será obrigatória a assistência do sindicato nas rescisões contratuais,
inclusive quando as mesmas forem de iniciativa do empregado, desde que este possua 1 (um) ano ou mais
de tempo de serviço no estabelecimento de ensino.

Parágrafo Primeiro: Para os trabalhadores que possuírem de 6 (seis) meses a 1 (um) ano de tempo de
serviço no estabelecimento de ensino, a assistência sindical no ato da extinção contratual será facultativa,
resguardada a opção do trabalhador que deverá ser manifestada, por escrito, no ato da comunicação da
dispensa ou da apresentação do pedido de demissão.

Parágrafo Segundo: Os estabelecimentos de ensino deverão enviar, mensalmente, ao sindicato


profissional, podendo ser em arquivo eletrônico, a relação das extinções contratuais não assistidas pela
entidade sindical.

Parágrafo Terceiro: O sindicato profissional estará dispensado de efetuar ressalvas nos termos de rescisão
de contrato de trabalho, sem que isso importe em plena quitação das parcelas não ressalvadas.

AVISO PRÉVIO

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA - AVISO PRÉVIO DE SESSENTA DIAS

Quando for rescindido o contrato de trabalho do trabalhador da Educação Básica que já tenha 50
(cinquenta) anos de idade será concedido um aviso prévio de no mínimo sessenta dias, podendo, todavia, o
trabalhador deixar o emprego após trinta dias, se isto lhe for conveniente.

Parágrafo Primeiro: Para os trabalhadores admitidos a partir de 1º de março de 2007, o limite de idade
fixado no caput, para o mesmo fim, passa a ser de 60 (sessenta) anos.

Parágrafo Segundo: O direito assegurado no caput não se aplica ao trabalhador já aposentado.

Parágrafo Terceiro: A soma dos dias de aviso previsto nesta cláusula com o aviso prévio proporcional
instituído pela Lei nº 12.506/2011 não poderá ultrapassar 90 (noventa) dias.

ESTÁGIO/APRENDIZAGEM

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA - ESTAGIÁRIOS

A contratação de estagiários deverá observar os parâmetros da Lei nº. 11.788, de 25 de setembro de


2008, e seu regulamento.

RELAÇÕES DE TRABALHO – CONDIÇÕES DE TRABALHO, NORMAS DE


PESSOAL E ESTABILIDADES
ATRIBUIÇÕES DA FUNÇÃO/DESVIO DE FUNÇÃO

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - SUBSTITUIÇÃO

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Sempre que o trabalhador exercer, em substituição, função superior à sua, ainda que em caráter eventual,
deverá o empregador remunerá-lo em quantia correspondente ao salário-base da função do substituído,
excluídos, pois, os acréscimos e vantagens pessoais do substituído.

Parágrafo Primeiro: Para os efeitos desta cláusula, considera-se incluído no salário-base da função
eventual gratificação de função que venha sendo paga ao substituído.

Parágrafo Segundo: A função exercida e o número de dias da substituição deverão ser registrados na
CTPS do trabalhador.

TRANSFERÊNCIA SETOR/EMPRESA

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA - TRANSFERÊNCIAS

O trabalhador somente poderá ser transferido de cargo ou função com o seu consentimento.

ESTABILIDADE MÃE

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA - ESTABILIDADE DA GESTANTE

Fica assegurada a estabilidade da gestante no emprego durante todo o período de gravidez, até 120 (cento
e vinte) dias após o término da licença maternidade, facultando-se à instituição de ensino converter tal
estabilidade em indenização do período correspondente.

Parágrafo Único. Em caso de demissão, a trabalhadora terá o prazo decadencial de 30 (trinta) dias após o
término do aviso prévio para comprovar sua gravidez.

ESTABILIDADE APOSENTADORIA

CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA - ESTABILIDADE DO APOSENTANDO

O trabalhador com 3 (três) anos ou mais de contrato, que estiver, no máximo, a 3 (três) anos da
aposentadoria por tempo de contribuição, proporcional ou integral, ou ainda por idade, gozará de
estabilidade no emprego até a data da aquisição do direito à aposentadoria.

Parágrafo Primeiro: O trabalhador que não informar e comprovar, por escrito, ao estabelecimento de
ensino a aquisição do seu direito à estabilidade no prazo de 90 (noventa) dias, a contar do momento em
que adquirir o direito, perderá a garantia instituída nesta cláusula.

Parágrafo Segundo: O trabalhador poderá exercer a prerrogativa que lhe assegura esta cláusula uma
única vez.

Parágrafo Terceiro: Fica mantido o tempo adicional de até 18 (dezoito) meses previsto nos parágrafos
terceiro e quarto da Convenção Coletiva de Trabalho 2020/2021 para os trabalhadores que preencheram os
requisitos dispostos nesses parágrafos e não manifestaram a desistência prevista no parágrafo quinto da
referida Convenção Coletiva de Trabalho.

Parágrafo Quarto: Havendo divergência entre o trabalhador e seu empregador quanto à contagem do
tempo de contribuição para aquisição do direito aos benefícios mencionados no caput, será concedido um
prazo adicional de 30 (trinta) dias para que o trabalhador obtenha documentação oficial hábil para a
desejada comprovação.

JORNADA DE TRABALHO – DURAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, CONTROLE, FALTAS


COMPENSAÇÃO DE JORNADA

CLÁUSULA TRIGÉSIMA - COMPENSAÇÃO DE HORÁRIO (BANCO DE HORAS)

As instituições de ensino poderão adotar o regime de compensação de horário mediante “sistema de


créditos e débitos de horas trabalhadas”, denominado “banco de horas”.

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Parágrafo Primeiro: A implantação do regime de compensação por sistema de “banco de horas” será
precedida de reunião convocada pela entidade sindical profissional, que será realizada no local de trabalho,
destinada ao esclarecimento dos trabalhadores, sem caráter deliberativo.

Parágrafo Segundo: Realizada a reunião prevista no parágrafo primeiro, será necessária nova reunião de
esclarecimentos em caso de extinção do “banco de horas” implantado ou em caso de alterações no
conteúdo dessa cláusula.

Parágrafo Terceiro: A convocação das reuniões sobre implantação e extinção do “banco de horas” deverá
ser solicitada pelo estabelecimento de ensino ao sindicato profissional, que terá o prazo de 10 (dez) dias
para efetivá-las. Não sendo realizadas no prazo de 10 (dez) dias, contados da solicitação, a implantação ou
a extinção resultarão validadas. Os prazos previstos nesse parágrafo poderão ser objeto de ajuste entre o
estabelecimento de ensino solicitante e o sindicato.

Parágrafo Quarto: A apuração e liquidação do saldo de horas será feita ao final de cada semestre. O
semestre será considerado no período de 1º de abril a 30 de setembro e de 1º de outubro a 31 de março.

Parágrafo Quinto: No final dos períodos indicados no parágrafo quarto, sendo o empregado credor de
horas extras, deverá receber o valor correspondente, com os adicionais previstos em convenção coletiva.
Se o empregado for devedor de horas de trabalho não poderá sofrer qualquer desconto, iniciando-se nova
contagem, com exceção de eventual saldo negativo de horas de trabalho indicado nos parágrafos décimo
quinto e décimo sexto, que será compensado na forma prevista no parágrafo décimo quinto.

Parágrafo Sexto: Eventuais créditos e débitos de horas, realizadas nos últimos 30 (trinta) dias de cada
semestre, poderão ser transferidos para compensação no primeiro mês do semestre seguinte. Não sendo
compensado nesse período aplica-se em relação a essas horas o disposto no parágrafo quinto.

Parágrafo Sétimo: O prazo para pagamento do saldo do “banco de horas” será na folha de pagamento
subsequente ao fechamento do semestre (5º dia útil de novembro e 5º dia útil de abril).

Parágrafo Oitavo: A jornada de trabalho não poderá exceder o limite de 10 (dez) horas diárias, de segunda
a sexta-feira, e de 8 (oito) horas aos sábados, e as horas compensáveis o limite de 40 (quarenta) ao mês.

Parágrafo Nono: As horas trabalhadas em domingos ou feriados serão computadas em dobro para a
formação do crédito a que se refere o caput, exceto para os empregados cujo contrato de trabalho já prevê
o trabalho em domingos e feriados.

Parágrafo Dez: Para os empregados estudantes, lactantes ou que mantenham filho em creche, a
prorrogação horária contida neste regime compensatório deverá preservar, respectivamente, os horários
escolares, de amamentação ou de deslocamento para buscar o filho, salvo a hipótese, neste último caso, de
que a creche não imponha sobrepreço pelo tempo adicional de permanência da criança.

Parágrafo Onze: Os empregadores que adotarem o “banco de horas” ficam obrigados a manter registro de
frequência, bem como controle de crédito e débito de horas, que deverá ser informado ao empregado
mensalmente.

Parágrafo Doze: Na ocorrência de rescisão contratual, por iniciativa do empregador, no curso do semestre,
será adotado o procedimento ajustado no parágrafo quinto supra, quanto ao banco de horas positivo e as
horas negativas não poderão ser descontadas. Se a iniciativa de rescisão for do empregado e ele for
devedor de horas de trabalho, será descontado o valor correspondente.

Parágrafo Treze: Na ocorrência de rescisão contratual, por iniciativa do empregado, no curso do semestre,
e o mesmo for credor de horas de trabalho, estas serão pagas com os adicionais previstos nessa
Convenção Coletiva de Trabalho.

Parágrafo Quatorze: A faculdade estabelecida nesta cláusula aplica-se a todas as atividades, inclusive
àquelas insalubres, independente da autorização a que se refere o artigo 60 (sessenta) da CLT.

Parágrafo Quinze: Acordam as partes que o prazo estendido de 18 (dezoito) meses para apuração e
liquidação do saldo de horas decorrente da suspensão das atividades presenciais, previsto no parágrafo
quinze da cláusula trigésima da Convenção Coletiva de Trabalho revisanda, será encerrado definitivamente
em 30 de setembro de 2022. Em relação às horas positivas e negativas desse período será aplicado o
disposto no parágrafo quinto da presente cláusula.

Parágrafo Dezesseis: Ficam excetuados do prazo de encerramento previsto no parágrafo quinze dessa
cláusula, o saldo de horas liquidado em período anterior a 30 de setembro de 2022 e o “banco de horas”
decorrente da suspensão das atividades presenciais, cujo prazo de encerramento está previsto em Acordo
Coletivo de Trabalho.

Parágrafo Dezessete: A fim de possibilitar a compensação do saldo negativo do banco de horas, oriundo

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da suspensão das atividades presenciais, que se encerrará em 30 de setembro de 2022, os empregados,


em cuja carga horária esteja ou não previsto trabalho aos sábados, poderão ser convocados para o trabalho
nestes dias, principalmente quando houver atividades letivas e/ou de recuperação de aulas/conteúdos no
estabelecimento de ensino.

Parágrafo Dezoito: Na ocorrência de rescisão contratual por iniciativa do empregado, até o dia 30 de
setembro de 2022, sendo ele devedor de horas de trabalho, o empregador poderá descontar o percentual
de até 20% (vinte por cento) do saldo negativo existente no banco de horas.

INTERVALOS PARA DESCANSO

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA - AUMENTO DO INTERVALO PARA AMAMENTAÇÃO

Quando a amamentação implicar afastamento do local de trabalho, os 2 (dois) descansos especiais


previstos no art. 396 da CLT serão acrescidos de 30 (trinta) minutos cada um.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA - INTERVALOS INTERJORNADAS E INTRAJORNADAS

Tendo presente a decisão judicial proferida em processo movido pelo Ministério Público do Trabalho, o
sindicato profissional manifesta sua anuência em firmar acordos coletivos com instituições patronais
interessadas que se fizerem necessários para ajustar a compatibilização dos intervalos intra e interjornadas,
com o fito de preservar a jornada plena dos trabalhadores.

DESCANSO SEMANAL

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA - CÁLCULO DO REPOUSO SEMANAL REMUNERADO

Os salários mensais dos trabalhadores contratados por hora serão calculados à base de quatro semanas e
meia, a que se acrescerá a remuneração dos repousos semanais e feriados.

CONTROLE DA JORNADA

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA - CONTROLE ELETRÔNICO DA JORNADA DE TRABALHO

As partes convencionam a possibilidade de adoção, pelos estabelecimentos de ensino, do controle


eletrônico da jornada de trabalho dos empregados, observadas as condições e requisitos previstos na
Portaria n. 671, de 08 de novembro de 2021, ou outra que venha a substituir, sem prejuízo da continuidade
da adoção, concomitante ou não, dos meios manuais, mecânicos ou eletrônicos previstos no parágrafo 2º
do art. 74 da CLT.

Parágrafo Primeiro: Os empregados poderão registrar a sua jornada de trabalho diretamente no seu
smartphone, através de aplicativo indicado pelo empregador, a ser baixado no aparelho pelos sistemas
Android ou IOS.

Parágrafo Segundo: A adoção do sistema de controle eletrônico de jornada de trabalho não implicará em
alteração de nenhuma das regras já estipuladas, seja na legislação vigente, seja nas normas coletivas de
trabalho, acerca do cômputo e/ou cálculo da jornada de trabalho dos empregados.

Parágrafo Terceiro: Os empregados poderão acompanhar os registros das jornadas de trabalho através do
respectivo aplicativo, após o registro das mesmas.

Parágrafo Quarto: O sistema de registro eletrônico de jornada deverá registrar fielmente as marcações
efetuadas pelo empregado, não sendo permitidas quaisquer das seguintes ações:

I - restrições de horário à marcação do ponto;

II - marcação automática do ponto, excetuadas as previsões contidas no art. 74, §§ 2º e 4º, da CLT;

III – exigência de autorização prévia para marcação de sobre jornada;

IV - alteração ou eliminação dos dados registrados pelo empregado.

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Parágrafo Quinto: As partes estabelecem que a possibilidade do registro eletrônico da jornada de trabalho
através do aplicativo instalado no smartphone é uma faculdade do empregado, podendo, o mesmo, optar
por efetuar o registro da sua jornada de trabalho através dos equipamentos de registro já existentes no
estabelecimento de ensino.

OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE JORNADA

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA - PASSEIOS, FESTIVIDADES, ATIVIDADES ESPORTIVAS E SAÍDAS


A CAMPO

As horas de passeios, festividades, atividades esportivas e saídas a campo, para os trabalhadores que
desenvolverem atividades de apoio pedagógico nesses eventos, serão computadas e remuneradas pelo
valor da hora normal, independentemente do número de horas trabalhadas, respeitando-se o seguinte
critério de pagamento mínimo, ressalvadas as situações mais benéficas:
a) Quando realizadas de segunda a sábado, em escolas com aulas regulares nestes dias, serão pagas
conforme a carga horária correspondente, sendo descontáveis as horas coincidentes já incluídas na carga
horária contratual.
b) Quando realizadas aos sábados, em escolas que não tenham aulas regulares neste dia, como também
em domingos e feriados, contar-se-ão 05 (cinco) horas para cada turno envolvido.
c) Quando o passeio, festividade, atividade esportiva ou saída a campo, estender-se pelo período noturno,
que, para exclusivo efeito deste cômputo e do respectivo pagamento, inicia às 19h, o trabalhador receberá
as horas noturnas que se acrescerem, observado o limite remuneratório de 05 (cinco) horas por turno,
aplicável, inclusive, quando houver pernoite.

Parágrafo Primeiro: O empregador poderá descontar, nos casos previstos nas alíneas "a" e "b", a carga
horária relativa ao dia e turno de trabalho coincidente com o dia do passeio, festividade, atividade esportiva
ou saída a campo, do total de horas a serem pagas.

Parágrafo Segundo: Ao trabalho realizado nos moldes estabelecidos nessa cláusula poderão ser aplicadas
as disposições relativas ao “sistema de créditos e débitos de horas trabalhadas” estabelecido nesta
convenção, desde que o estabelecimento de ensino tenha adotado previamente o referido sistema.

FÉRIAS E LICENÇAS
DURAÇÃO E CONCESSÃO DE FÉRIAS

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA - PERÍODO DE FÉRIAS - CÔNJUGES E COMPANHEIROS

Serão concedidas férias conjuntas para cônjuges ou companheiros, que vivam maritalmente e que
trabalhem na mesma instituição de ensino.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA - INÍCIO DO PERÍODO DE FÉRIAS

O período de férias coletivas ou individuais somente terá início em dias de sábado quando o trabalhador
neles trabalhe habitualmente, em jornada similar à dos outros dias; em nenhuma hipótese, terá início em
domingo ou feriados.

LICENÇA REMUNERADA

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA - DISPENSA POR GALA OU POR LUTO

Não serão descontadas as faltas compreendidas no período de 09 (nove) dias subsequentes a gala ou ao
luto decorrente de falecimento de pai, mãe, cônjuge, companheiro(a) ou filho(a).

Parágrafo Único. Na hipótese de falecimento de irmão(ã) ou avô(ó), não serão descontadas as faltas
compreendidas no período de 03 (três) dias subsequentes ao evento, e no caso de falecimento de tio(a),
sogro(a), sobrinho(a) ou cunhado(a) será abonado apenas 01 (um) dia de falta.

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CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA - DIA DO TRABALHADOR DO ENSINO PRIVADO

O dia 15 de outubro é considerado dia do trabalhador do ensino privado. Nessa data não haverá atividades,
nem a compensação das respectivas horas não trabalhadas.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA - FERIADO ESCOLAR

Fica assegurada a dispensa das atividades dos trabalhadores sempre que houver feriado escolar, sem que
isso importe em perda de remuneração ou necessidade de compensação de horas, sem prejuízo dos
plantões, serviços essenciais, de vigilância e prestação de serviços.

Parágrafo Primeiro: Caracteriza-se o feriado escolar quando forem suspensas as aulas e não for exigida a
presença do corpo docente na instituição, desde que o motivo da suspensão das aulas não seja a
viabilização de tarefas administrativas e, ainda, neste caso, somente poderá ser exigido o trabalho dos
trabalhadores diretamente envolvidos nestas tarefas.

Parágrafo Segundo: O disposto nesta cláusula não se aplica aos períodos de férias escolares.

Parágrafo Terceiro: A presente cláusula também não se aplica às horas que forem objeto da compensação
de “feriado-ponte” prevista no parágrafo segundo da cláusula 46ª dessa Convenção Coletiva de Trabalho.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA - DISPENSA NASCIMENTO OU ADOÇÃO DE FILHO(A)

Fica assegurada ao trabalhador, por ocasião do nascimento de seu filho(a), uma dispensa ao serviço pelo
período de 8 (oito) dias, sem desconto do salário.

Parágrafo Único: A licença prevista no caput também se estende ao trabalhador adotante mediante
apresentação do termo de guarda judicial.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA - ABONO DE FALTAS POR MOTIVO DE DOENÇA

Serão abonadas, mediante apresentação de atestado médico, as faltas por motivo de doença do
trabalhador.

Parágrafo Único: Em caso de doença de filho(a), pai, mãe, cônjuge ou companheiro(a) que necessitem
acompanhamento do trabalhador, serão abonados, mediante comprovante de atendimento médico ou
hospitalar, até 10 (dez) turnos de trabalho por ano para aqueles trabalhadores com jornada superior a 6
(seis) horas diárias. Para os trabalhadores com jornada igual ou inferior a 6 (seis) horas diárias serão
abonados, mediante comprovante de atendimento médico ou hospitalar, até 5 (cinco) turnos por ano.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA - LICENÇA REMUNERADA - FIM DE ANO

Os trabalhadores terão licença remunerada nos dias 24 e 31 de dezembro.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA - DISPENSA PARA PARTICIPAÇÃO EM


CONGRESSOS/SIMPÓSIOS

Mediante livre entendimento com a direção do estabelecimento o trabalhador poderá ausentar-se do


mesmo, sem prejuízo de sua remuneração, para frequentar curso de especialização, simpósios, encontros,
congressos, etc., relativos à sua área de trabalho.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA - LICENÇA REMUNERADA - EXAMES PREVENTIVOS

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Fica assegurada ao trabalhador a licença remunerada de até 2 (dois) turnos não consecutivos por ano para
a realização de exames de saúde e consultas médicas preventivas.

Parágrafo Único: A licença disposta nesta cláusula fica condicionada à comunicação prévia com, no
mínimo, 2 (dois) dias úteis de antecedência e a sua remuneração estará condicionada à posterior
apresentação do comprovante de comparecimento.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA - COMPENSAÇÃO DO FERIADO-PONTE

Quando o estabelecimento de ensino fizer o chamado “feriado-ponte”, poderá exigir do trabalhador a


compensação da respectiva jornada com a prestação de trabalho em outro dia da semana.

Parágrafo Primeiro: Considera-se dia de “feriado-ponte” quando a aula, em virtude da proximidade de um


feriado, for realocada para outra data predefinida no calendário escolar.

Parágrafo Segundo: A compensação dessas horas ocorrerá na mesma data e turno em que for destinada
ao corpo docente e discente a recuperação deste período de aula, ficando o trabalhador dispensado, sem
prejuízo da sua remuneração, de recuperar as horas de sua jornada de trabalho que eventualmente
excederem a esse turno.

Parágrafo Terceiro: O trabalhador com jornada prevista aos sábados ficará dispensado de laborar nesse
dia quando a sexta-feira anterior for considerado dia de “feriado-ponte”. As horas relativas a esse sábado
poderão ser incluídas no “banco de horas”, se praticado pelo estabelecimento de ensino, ou compensadas,
de comum acordo, ao longo da semana que recair o feriado.

LICENÇA ADOÇÃO

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA - LICENÇA ADOÇÃO

À trabalhadora que adotar criança ou obtiver guarda judicial para sua adoção será concedida licença-
maternidade pelo período de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário.

Parágrafo Único: A licença será concedida mediante apresentação do termo judicial de guarda.

SAÚDE E SEGURANÇA DO TRABALHADOR


CONDIÇÕES DE AMBIENTE DE TRABALHO

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA - SALA PARA OS TRABALHADORES DO ENSINO PRIVADO

Todos os estabelecimentos de ensino deverão reservar, pelo menos, 01 (uma) sala de suas dependências
para o uso dos trabalhadores e de professores.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA - AMBIENTE ESCOLAR

Os estabelecimentos de ensino, por suas direções, dentro das suas prerrogativas legais, deverão atuar no
sentido de prevenir e reprimir condutas discentes e/ou de pais e demais tomadores de serviços
educacionais configuradoras de violência física, psicológica ou moral contra os trabalhadores. Estes, por
sua vez, deverão colaborar com as ações necessárias para a eficácia da atuação preconizada pelas
direções.

Parágrafo Primeiro: Direções e trabalhadores, observados os parâmetros de suas respectivas atribuições


e reservada a iniciativa das direções, buscarão incluir a questão disciplinar dentro dos marcos pedagógicos
da escola.

Parágrafo Segundo: Os compromissos aqui pactuados não eximem as escolas e os trabalhadores da


responsabilidade civil que lhes seja atribuível segundo a legislação.

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UNIFORME

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA - GRATUIDADE DE UNIFORME E MATERIAL DE PROTEÇÃO

As instituições de ensino fornecerão gratuitamente fardamento e material de proteção, sempre que for
exigido seu uso ou contribuir para a segurança do trabalhador.

TREINAMENTO PARA PREVENÇÃO DE ACIDENTES E DOENÇAS DO TRABALHO

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA - OFICINA DE SAÚDE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS

Os estabelecimentos de ensino reservarão um dia por ano, à sua escolha, para promoverem oficina
destinada a cuidados com a saúde e prevenção de doenças.

Parágrafo Único: Os estabelecimentos que promoverem a SIPAT poderão nela incluir a oficina prevista no
caput.

PRIMEIROS SOCORROS

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA - PRIMEIROS SOCORROS E REMOÇÃO

Os estabelecimentos de ensino deverão manter medicamentos de primeiros socorros no local de trabalho,


e, em caso de urgência, providenciar, por sua conta, a remoção imediata do acidentado do local de trabalho
para atendimento médico hospitalar, desde que esta remoção possa ser feita no perímetro urbano e por via
rodoviária.

CAMPANHAS EDUCATIVAS SOBRE SAÚDE

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA - EXAMES PERIÓDICOS E OFICINAS

Os sindicatos convenentes se comprometem a realizar trabalho de conscientização para estimular a


participação dos trabalhadores na realização dos exames médicos periódicos e oficinas voltadas à saúde.

OUTRAS NORMAS DE PROTEÇÃO AO ACIDENTADO OU DOENTE

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUARTA - PRONTUÁRIO MÉDICO

Os estabelecimentos de ensino se obrigam a facilitar o acesso dos seus trabalhadores ao respectivo


prontuário médico, encaminhando a pertinente solicitação ao médico responsável.

RELAÇÕES SINDICAIS
ACESSO DO SINDICATO AO LOCAL DE TRABALHO

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA - ACESSO DOS DIRIGENTES SINDICAIS ÀS ESCOLAS

É assegurado o acesso dos dirigentes sindicais do sindicato profissional às escolas, mediante prévia
autorização. Na hipótese de realização de assembleias dos trabalhadores, quando realizadas no
estabelecimento de ensino, fica assegurado o acesso dos dirigentes do sindicato profissional,
independentemente de permissão da direção do estabelecimento.

REPRESENTANTE SINDICAL

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEXTA - DELEGADO SINDICAL

Fica assegurada a existência de delegados sindicais nas instituições particulares de ensino, na proporção

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de 1 (um) para cada 50 (cinquenta) trabalhadores, com mandato de 1 (um) ano, eleito por seus pares, em
assembleia convocada para este fim.

LIBERAÇÃO DE EMPREGADOS PARA ATIVIDADES SINDICAIS

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SÉTIMA - DISPENSA PARA PARTICIPAÇÃO DE REUNIÕES E


ASSEMBLEIAS

As instituições de ensino dispensarão seus trabalhadores do trabalho por 4 (quatro) horas em cada
semestre, sem prejuízo da remuneração, para participação em reuniões e assembleias da categoria, desde
que comunicadas com, no mínimo, 72 (setenta e duas) horas de antecedência.

Parágrafo Único: As reuniões e as assembleias não deverão prejudicar os plantões e serviços essenciais.

CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA OITAVA - CONTRIBUIÇÃO PARA O CUSTEIO DA ATIVIDADE SINDICAL

O desconto da contribuição assistencial, já deliberada em assembleia geral do SINTEE NORTE/RS, em


valor correspondente a 3,5% (três e meio por cento) da remuneração do mês de julho de 2022, terá o
recolhimento datado para o 5º dia útil de agosto de 2022 e será efetuado em consonância com a
legislação vigente na data do desconto, devendo ser operacionalizado com base nos parágrafos a seguir
ajustados.

Parágrafo Primeiro: Os estabelecimentos de ensino recolherão tais valores ao SINTEE NORTE/RS em até
10 (dez) dias úteis subsequentes à efetivação do desconto.

Parágrafo Segundo: Os estabelecimentos de ensino enviarão ao SINTEE NORTE/RS cópia da guia de


recolhimento da contribuição para o custeio das atividades sindicais.

Parágrafo Terceiro: O recolhimento intempestivo acarretará a multa de 0,5% (cinquenta centésimos de


inteiro por cento) ao dia, até o 6º (sexto) dia. A partir do 7º (sétimo) dia, a multa devida terá valor fixo
equivalente a 5% (cinco por cento), na hipótese de a escola pela primeira vez ter descumprido cláusula de
Convenções Coletivas, e equivalente a 10% (dez por cento) quando reincidente, acrescidas da correção
mensal pela variação do INPC-IBGE calculadas, em qualquer das hipóteses, sobre o montante até o efetivo
pagamento.

Parágrafo Quarto: Eventual contrariedade ao desconto, manifestada individualmente pelo empregado, por
carta e/ou meio eletrônico (sindicato@[Link]), com os respectivos avisos de recebimento, ao
SINTEE NORTE/RS, no prazo de até 60 (sessenta) dias contados da data prevista no caput, implicará
responsabilidade do sindicato profissional em restituir o que tenha recebido, com a devida atualização
monetária, devendo fazê-lo diretamente ao empregado.

OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE RELAÇÃO ENTRE SINDICATO E EMPRESA

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA NONA - RELAÇÃO DO QUADRO FUNCIONAL

Fica estabelecida a obrigatoriedade de as instituições de ensino remeterem ao sindicato profissional, até 60


(sessenta) dias após a assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho, a relação dos integrantes de seu
quadro administrativo, devidamente assinada por seu representante legal, e onde conste o nome de cada
trabalhador em ordem alfabética, CPF e endereço eletrônico, facultado o envio dessa relação por meio
eletrônico devendo o sindicato acusar expressamente o recebimento.

OUTRAS DISPOSIÇÕES SOBRE REPRESENTAÇÃO E ORGANIZAÇÃO

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA - QUADROS OU PAINÉIS DE AVISOS

Fica assegurado ao sindicato profissional o direito de afixar seu material de divulgação nos quadros de
avisos das instituições de ensino, desde que não contenha ofensas ou desrespeito a pessoas físicas ou
jurídicas, à ordem jurídica e ao regimento da instituição.

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CLÁUSULA SEXAGÉSIMA PRIMEIRA - SALÁRIO DOS DIRIGENTES SINDICAIS

O salário dos dirigentes sindicais, quando requisitados pelo sindicato profissional, continuará sendo pago
pela instituição de ensino à qual o trabalhador estiver vinculado. O sindicato profissional se obriga a
ressarcir a instituição de ensino até 05 (cinco) dias após o pagamento, no montante do valor pago, inclusive
os encargos sociais, férias, décimo terceiro salário e demais pagamentos exigidos em lei.

DISPOSIÇÕES GERAIS
REGRAS PARA A NEGOCIAÇÃO

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEGUNDA - REABERTURA DAS NEGOCIAÇÕES

As partes acordam em reabrir negociações no mês de setembro de 2022.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA TERCEIRA - COMISSÃO PARITÁRIA

Até o final do mês de agosto de 2022 os sindicatos convenentes constituirão comissão paritária, destinada a
acompanhar a execução do presente acordo e aprofundar a discussão de temas e pretensões que lhes
sejam relevantes, visando a subsidiar a negociação coletiva referente à data-base de 2023.

Parágrafo Primeiro: Cada parte designará seus representantes, em número previamente ajustado,
podendo substituí-los ao longo dos trabalhos da comissão, independente da anuência da outra parte.

Parágrafo Segundo: As partes poderão assessorar-se de especialistas, que poderão participar diretamente
dos trabalhos, sob a responsabilidade remuneratória de quem os tenha convidado.

Parágrafo Terceiro: A dinâmica e o método de trabalho da comissão serão por ela própria ajustados,
ficando ressalvado que suas proposições somente poderão ter efeito vinculativo para quaisquer das partes
depois de aprovadas pelas competentes instâncias deliberativas de cada sindicato.

Parágrafo Quarto: A comissão deverá apresentar, até o final da vigência desta Convenção, relatório de
suas atividades e, nos pontos onde houver consenso, sendo o caso, as decorrentes proposições.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUARTA - COMISSÃO PARA ESTUDOS SOBRE PLANO DE CARREIRA E


DE CARGOS E SALÁRIOS

Os sindicatos convenentes assumem o compromisso de constituir uma comissão paritária destinada a


aprofundar as discussões e os estudos sobre a possibilidade de desenvolvimento e implantação de um
Plano de Carreira e de Cargos e Salários no âmbito da Educação Básica.

Parágrafo Primeiro: A primeira reunião desta comissão deverá ocorrer até o final do mês de agosto de
2022.

Parágrafo Segundo: Cada parte designará seus representantes, em número previamente ajustado,
podendo substituí-los ao longo dos trabalhos da comissão, independentemente da anuência da outra parte.

Parágrafo Terceiro: A dinâmica e o método de trabalho da comissão serão por ela própria ajustados,
ficando ressalvado que suas proposições somente poderão ter efeito vinculativo para quaisquer das partes
depois de aprovadas pelas competentes instâncias deliberativas de cada sindicato.

MECANISMOS DE SOLUÇÃO DE CONFLITOS

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA QUINTA - CLÁUSULA DE NEGOCIAÇÃO PRÉVIA

O SINTEE NORTE/RS e o SINEPE/RS reconhecem que o presente acordo é resultado de transigências


recíprocas, configuradoras de transação, estando nesta incluídas as pretensões reciprocamente formuladas
na negociação coletiva. Em decorrência, estabelecem que eventual iniciativa judicial, seja pela via da

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Mediador - Extrato Convenção Coletiva [Link]

representação processual, seja pela via da substituição processual, deverá respeitar os efeitos jurídicos da
transação, devendo ser precedida do esgotamento da negociação entre as partes, devidamente
documentado pelas atas das respectivas reuniões.

Parágrafo Único. Em caso de infração à legislação do trabalho ou às cláusulas da Convenção Coletiva de


Trabalho, as partes estarão desobrigadas de qualquer compromisso de prévia negociação.

APLICAÇÃO DO INSTRUMENTO COLETIVO

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SEXTA - CRITÉRIO DE DEFINIÇÃO SALARIAL

Nos estabelecimentos de ensino em que haja prestação de serviço educacional tanto para a Educação
Básica como para a Educação Superior, cujas regulações trabalhistas, doravante, passam a ser diferentes,
o trabalhador será remunerado com base na regulação atinente ao nível (Educação Básica ou Educação
Superior) em que haja maior número de alunos nesse mesmo estabelecimento.

Parágrafo Primeiro: Mesmo que um determinado trabalhador desse estabelecimento preste serviços
relacionados somente com o nível (Educação Básica ou Educação Superior) em que haja menor número de
alunos, ainda assim será remunerado com base na regra estabelecida no caput.

Parágrafo Segundo: O critério da preponderância do número de alunos estipulado no caput não servirá
para embasar pleitos fundamentados nos institutos da isonomia e/ou da equiparação salarial.

Parágrafo Terceiro: Caso venha a alterar-se esta preponderância ao longo do período revisando, deverá
ser mantida a regulação inicialmente adotada, deixando-se eventual ajuste, se for o caso, para o vindouro
período revisando

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA SÉTIMA - GARANTIA DE DIREITOS ÀS UNIÕES ESTÁVEIS

Fica garantida a extensão dos direitos assegurados na presente Convenção Coletiva de Trabalho às uniões
estáveis de casais, sem discriminação de qualquer natureza.

Parágrafo Primeiro: Para comprovação da união estável, os trabalhadores poderão apresentar declaração
simples com firma reconhecida em cartório ou escritura pública de união estável.

Parágrafo Segundo: É de exclusiva responsabilidade do trabalhador a apresentação de quaisquer outros


documentos necessários à comprovação da união estável que, eventualmente, venham a ser exigidos por
terceiros.

DESCUMPRIMENTO DO INSTRUMENTO COLETIVO

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA OITAVA - MULTA

Ocorrendo descumprimento de obrigação de pagar, prevista em lei ou nesta Convenção Coletiva, para cujo
descumprimento não esteja prevista cominação específica, o infrator pagará ao prejudicado uma multa de
0,5% (cinquenta centésimos de inteiro) ao dia, até o 6º (sexto) dia. A partir do 7º (sétimo) dia, a multa terá o
valor fixo equivalente a 5% (cinco por cento) na hipótese de a escola pela primeira vez ter descumprido
cláusula de Convenções Coletivas e de 10% (dez por cento) quando reincidente, acrescida da correção
mensal baseada na variação do INPC-IBGE, calculada em qualquer das duas hipóteses, sobre o montante
devido, até o efetivo cumprimento.

Parágrafo Primeiro: Em relação às obrigações de fazer, previstas em lei ou nesta Convenção, após 10
(dez) dias contados da notificação da irregularidade, o infrator pagará ao prejudicado, a título de multa, o
valor equivalente a 1/6 (um sexto) da remuneração mensal deste, acrescido de mais 10% (dez por cento) de
multa, até o efetivo cumprimento, ressalvada a hipótese prevista no caput.

Parágrafo Segundo: Na hipótese de extinção do INPC-IBGE, será adotado, para efeito deste acordo, o
indexador que vier a substituí-lo ou outro que venha a ser acordado pelas partes.

CLÁUSULA SEXAGÉSIMA NONA - DIVERGÊNCIAS

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Mediador - Extrato Convenção Coletiva [Link]

Eventuais divergências oriundas da aplicação ou alcance do disposto nesta Convenção serão dirimidas pela
Justiça do Trabalho.

OUTRAS DISPOSIÇÕES

CLÁUSULA SEPTAGÉSIMA - DIREITOS E DEVERES

As partes convenentes, os estabelecimentos de ensino, bem como os trabalhadores beneficiados, deverão


zelar pela boa aplicação e observância do disposto nesta Convenção Coletiva de Trabalho.

CLÁUSULA SEPTAGÉSIMA PRIMEIRA - DEPÓSITO PARA FINS DE REGISTRO E ARQUIVO

Compromete-se o primeiro convenente (SINTEE NORTE/RS) a promover o depósito de uma via da


presente CONVENÇÃO COLETIVA DE TRABALHO, para fins de registro e arquivamento,
na Superintendência Regional do Trabalho, consoante dispõe o artigo 614 da Consolidação das Leis do
Trabalho.

CLÁUSULA SEPTAGÉSIMA SEGUNDA - APLICAÇÃO DO PRESENTE INSTRUMENTO COLETIVO

A presente Convenção Coletiva Trabalho aplica-se às relações de trabalho existentes ou que venham a
existir entre os trabalhadores empregados em estabelecimentos de ensino de Educação Básica (Educação
Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional) e seus
respectivos empregadores situados nos limites da abrangência territorial estabelecidos na cláusula segunda
desta Convenção.

GILMAR JOSE VOLOSKI


MEMBRO DE DIRETORIA COLEGIADA
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DE PASSO FUNDO E REGIAO

BRUNO EIZERIK
PRESIDENTE
SINDICATO DOS ESTABELECIMENTOS DE ENSINO DE 1 E 2 GRAUS

ANEXOS
ANEXO I - ATA DAS ASSEMBLEIAS DOS TRABALHADORES

Anexo (PDF)

A autenticidade deste documento poderá ser confirmada na página do Ministério da Economia na


Internet, no endereço [Link]

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