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Ordem Social no Direito Constitucional

A aula aborda o tema da Ordem Social no Direito Constitucional, destacando aspectos como seguridade social, meio ambiente e direitos da família, criança, adolescente, idoso e índio. O conteúdo é organizado com base nos objetivos da seguridade social, que inclui saúde, previdência e assistência social, conforme a Constituição Federal de 1988. A aula enfatiza a importância de entender a base e os objetivos da ordem social, além de preparar para questões de concursos relacionados ao tema.

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Ordem Social no Direito Constitucional

A aula aborda o tema da Ordem Social no Direito Constitucional, destacando aspectos como seguridade social, meio ambiente e direitos da família, criança, adolescente, idoso e índio. O conteúdo é organizado com base nos objetivos da seguridade social, que inclui saúde, previdência e assistência social, conforme a Constituição Federal de 1988. A aula enfatiza a importância de entender a base e os objetivos da ordem social, além de preparar para questões de concursos relacionados ao tema.

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Direito Constitucional - PCDF

Aula 6 – Ordem Social


Prof. Frederico Dias

Aula 6

Direito Constitucional
Ordem Social
Professor: Frederico Dias

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Aula 6 – Ordem Social
Prof. Frederico Dias

Aula 6 – Ordem Social

Olá!
Finalmente chegamos à nossa última aula. Hoje o assunto é Ordem Social.
Esse tema de hoje não é tradicional de ser cobrado em concursos de Direito
Constitucional. Muitos nunca estudaram esse tipo de assunto nos cursos
tradicionais (ao contrário do restante do Direito Constitucional, sempre vistos
nos cursos em geral). Adicionalmente, são muitos assuntos espalhados e que,
muitas vezes, não guardam conexão entre si.
Mas a notícia boa é que seu edital selecionou alguns aspectos para serem
abordados no concurso. Ou seja, não cai na prova toda a Ordem Social, mas
apenas os seguintes aspectos: “Ordem social: base e objetivos da ordem social;
seguridade social; meio ambiente; família; criança, adolescente, idoso e índio”.
Tomando por base essa orientação do edital, vejamos qual será a ordem do
nosso estudo de hoje.

Conteúdo

1 – Seguridade Social ............................................................................................................................... 3


1.1 - Financiamento da Seguridade Social ................................................................................................ 10
1.2 – Saúde .............................................................................................................................................. 14
1.3 – Previdência Social............................................................................................................................ 21
1.4 – Assistência Social............................................................................................................................. 28
2 – Meio Ambiente ................................................................................................................................ 32
3 – Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem e do Idoso ............................................................... 39
4 - Lista das Questões Comentadas ........................................................................................................ 48
5- Gabarito ............................................................................................................................................ 58

É importante mencionar que, neste assunto, dificilmente será cobrado algo


distinto da literalidade. Então, não precisamos esperar diferenças ou muita
novidade na forma de cobrança da banca.

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Como já vínhamos fazendo, as questões estão listadas, sem os comentários, no


final da aula, caso você prefira resolvê-las primeiro.
Então, vamos lá!
Como já vimos, no século XX, a sociedade começa a exigir que o Estado
promova ações que assegurassem a todos condições dignas de existência. E, a
partir de então, as Constituições passam a dispor sobre formas de atuação na
área econômica e social.
No nosso caso em particular, a ideia de uma Constituição social materializa-se
no Título VIII da CF/88, denominado ordem social. Esse título aborda vários
assuntos (seguridade social, educação, cultura, desporto, meio ambiente,
família, índios, ciência e tecnologia).
Segundo José Afonso da Silva, o título da ordem social e os direitos
fundamentais constituem o núcleo substancial do regime democrático.
Nesse sentido, nos termos do art. 193 da CF, a ordem social tem como base o
primado do trabalho, e como objetivos o bem-estar e a justiça social.
Sintetizando:

E isso já é importante, pois cai em concursos. Assim, saiba diferenciar base e


objetivos.
Ainda segundo José Afonso da Silva, isso implica que as relações econômicas e
sociais do país devem propiciar trabalho e condição de vida adequada ao
trabalhador e à sua família, e que a riqueza produzida no país, para gerar
justiça social, há de ser distribuída de forma equânime.

1 – Seguridade Social
A Seguridade Social está disciplinada entre os artigos 194 e 204 da CF/88. Ela
compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa: (i) dos Poderes
Públicos e (ii) da sociedade.
Além disso, destina-se a assegurar os direitos relativos à:

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I) à saúde, disciplinada nos arts. 196 a 200 da CF;


II) à previdência, disciplinada nos arts. 201 e 202; e
III) à assistência social, disciplinada nos arts. 203 e 204.
Atenção! É comum as bancas atribuírem à seguridade social como um todo
características que são específicas da previdência, como o caráter contributivo,
por exemplo. Não caia nessa!
Na verdade, o caráter contributivo é característica apenas da previdência
social, como se depreende do art. 201 da CF:
“A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter
contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o
equilíbrio financeiro e atuarial.”
Nesse sentido, a CF dispõe que a saúde é direito de todos e dever do Estado
(art. 196) e que a assistência social será prestada a quem dela necessitar,
independentemente de contribuição à seguridade social (art. 203).
De acordo com o parágrafo único do art. 194 da CF/88, compete ao poder
público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos
seguintes objetivos:
I) Princípio da universalidade da cobertura e do atendimento
Enquanto a universalidade da cobertura refere-se às situações (riscos) cobertas
pelo sistema (doença, invalidez, velhice etc.), a universalidade de atendimento
determina que o sistema atenda a todos que dele precisarem
(independentemente de condição econômica ou classe social).
II) Princípio da uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços
às populações urbanas e rurais
Proíbe discriminações legais arbitrárias entre populações urbanas e rurais (têm
igualmente direito aos mesmos benefícios e serviços).
III) Princípio da seletividade e distributividade na prestação dos
benefícios e serviços
O princípio da seletividade relaciona-se à priorização das situações cobertas a
fim de fornecer atendimento efetivo a quem mais precisa (trata-se do rol de
prestações, da escolha dos serviços e benefícios prestados). O princípio da
distributividade direciona benefícios e serviços aos mais necessitados,
funcionando como redutor de desigualdades sociais.
Ou seja, os princípios da seletividade e da distributividade funcionam como
instrumentos de promoção da igualdade social, em consonância com o princípio

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da solidariedade, que autoriza tratamento desigual aos menos favorecidos como


forma de melhoria em suas condições de vida.
IV) Princípio da irredutibilidade do valor dos benefícios
Concedido o benefício, surge para o segurado o direito de não tê-lo reduzido em
seu valor nominal.
V) Princípio da equidade na forma de participação no custeio
O princípio da equidade relaciona-se com as noções de justiça e igualdade na
forma de custeio. Assim, as contribuições devem ser estabelecidas de acordo a
capacidade econômica. Quem pode mais paga mais, quem pode menos paga
menos.
VI) Princípio da diversidade da base de financiamento
A diversidade da base de financiamento prestigia o princípio da solidariedade,
uma vez que responsabiliza diversos setores da sociedade pelo financiamento
do sistema de seguridade. Assim, as fontes de recursos são variadas, uma vez
que provêm dos orçamentos dos entes federados e de contribuições sociais
sobre empregadores, empresas, trabalhadores, receita de concursos de
prognósticos e importadores de bens ou serviços do exterior.
VII) Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante
gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos
empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados.
Impõe a organização da seguridade social segundo um sistema descentralizado
e democrático.
O esquema abaixo apresenta a estruturação da seguridade social, segundo a
CF/88.

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Sintetizando:

As questões mais tradicionais vão cobrar a memorização desses objetivos.

1. (ESAF/ACE/MDIC/2012) Nos termos da atual redação da Constituição, são


objetivos estabelecidos para a organização da seguridade social, exceto:
a) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços.
b) distinção dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais, conforme
suas peculiaridades.
c) equidade na forma de participação no custeio.
d) irredutibilidade do valor dos benefícios.
e) diversidade da base de financiamento.

Nos termos do art. 194, parágrafo único da CF/88, compete ao Poder Público,
nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes
objetivos:
I - universalidade da cobertura e do atendimento;
II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações
urbanas e rurais;

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III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e


serviços;
IV - irredutibilidade do valor dos benefícios;
V - eqüidade na forma de participação no custeio;
VI - diversidade da base de financiamento;
VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão
quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos
aposentados e do Governo nos órgãos colegiados.
Ou seja, é objetivo da Seguridade Social a uniformidade e equivalência (e
não a distinção) entre os benefícios/serviços às populações urbanas e rurais.
Gabarito: “b”

2. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) A doutrina subdivide a


universalidade em objetiva, significando que o atendimento deve abranger
pessoas de todo o país, no âmbito urbano ou rural, e subjetiva, significando que
a abrangência deve abarcar os riscos sociais e a prevenção do surgimento da
necessidade protetora em qualquer circunstância.

A seguridade social rege-se pelo princípio da universalidade. A vertente objetiva


da universalidade relaciona-se às contingências sociais abrangidas pela
seguridade social, em que se enquadram todas as situações de risco social. Já a
vertente subjetiva do princípio da universalidade relaciona-se com o fato de que
todas as pessoas devem ser atendidas pelo sistema de Seguridade Social
(independentemente de contribuição).
Item errado.

3. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) A distributividade não


é uma consequência da seletividade, na medida em que não se dá mais a quem
mais necessite. A distributividade deve ocorrer de maneira uniforme.

Em primeiro lugar é preciso ter em mente que a prestação do benefício só pode


ser feita de acordo com a capacidade econômico-financeira do sistema como
um todo. Daí a necessidade de se direcionar o serviço às necessidades mais
relevantes. Assim, a seletividade consiste na escolha do rol de prestações do
sistema de seguridade, nos riscos e contingências sociais a serem cobertos. Já
a distributividade direciona a atuação da seguridade para quem mais
necessita.
Item errado.

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4. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) A equidade, na forma


de participação, significa que cada fonte de financiamento há de contribuir com
valores iguais.

O princípio da equidade relaciona-se com as noções de justiça e igualdade na


forma de custeio. Decorre dos princípios da isonomia, bem como da capacidade
econômica do contribuinte prevista no art. 145, § 1º da Constituição Federal.
Assim, não está correto dizer que as fontes de contribuição devam contribuir
sempre com as mesmas parcelas. Pois o princípio da equidade impõe ao
legislador que as contribuições sejam estabelecidas de acordo com as
possibilidades de cada um dos contribuintes, empresa e trabalhador. Podemos
dizer que se cobra mais de quem pode mais (alíquotas e valores mais elevados
dos que apresentam maiores rendimentos).
Item errado.

5. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) Segundo a doutrina, a


descentralização da Administração é concebida pelo ordenamento jurídico
federal como um princípio fundamental da atividade da Administração e deve
efetivar-se em três planos: a) dentro da própria Administração, distinguindo-se
os níveis de direção e os de execução; b) da Administração Central, para as
unidades federadas, mediante agências, delegacias e repartições distribuídas no
território nacional, tanto quanto possível perto dos usuários da Seguridade
Social; c) da Administração Federal, para a órbita privada, mediante contrato
ou concessão.

De fato, podemos considerar três vertentes da descentralização da


Administração: (i) das instâncias gerenciais superiores (direção) para as
inferiores (execução); (ii) do plano federal para os planos estaduais e
municipais (colocando a prestação do serviço mais próxima do usuário); e (iii)
da Administração Pública para o chamado terceiro setor ou mesmo para a
iniciativa privada.
Item certo.

6. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/PC/AP/2010) A seguridade social


compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos
e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à
previdência e à assistência social.

É isso mesmo. De fato, nos termos do art. 194 da CF/88, a seguridade social
compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes

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Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à


saúde, à previdência e à assistência social.
Item certo.

7. (CESPE/AGENTE PENITENCIÁRIO/AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA


PENITENCIÁRIO/SEJUS/ES/2009) A seguridade social tem por finalidade
assegurar exclusivamente os direitos relativos à saúde, mediante um conjunto
integrado de ações de iniciativa tanto do poder público como da sociedade.

A Seguridade Social está disciplinada no art. 194 da CF. A seguridade social


compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa: (i) dos Poderes
Públicos e (ii) da sociedade.
Além disso, destina-se a assegurar os direitos relativos à:
I - saúde;
II – previdência; e
III - assistência social.
Entraremos em cada um desses aspectos logo a seguir. Mas, por enquanto, é
relevante saber que a seguridade social compreende todos os três. Assim,
errada a questão.
Item errado.

8. (CESPE/PROCURADOR/PGEPI/2008) Compete ao poder público, nos


termos da lei, organizar a seguridade social, com base no caráter democrático e
descentralizado da administração, mediante gestão bipartite e com a
participação dos trabalhadores e dos empregadores.

De acordo com o § único do art. 194 da CF compete ao poder público, nos


termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos objetivos listados
nos incisos de I a VII e apresentados no esquema anterior.
Um desses objetivos refere-se ao caráter democrático e descentralizado da
administração, mediante gestão quadripartite, com participação (nos órgãos
colegiados):
I - dos trabalhadores;
II - dos empregadores;
III - dos aposentados; e
IV - do Governo.
Item errado.

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9. (CESPE/OAB/2007) A seguridade social compreende um conjunto


integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade destinadas
a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social, as
quais exigem caráter contributivo.

A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa


dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos
relativos:
I - à saúde, disciplinada nos arts. 196 a 200 da CF;
II - à previdência, disciplinada nos arts. 201 e 202; e
III - à assistência social, disciplinada nos arts. 203 e 204.
É errado, porém, dizer que a seguridade social exige caráter contributivo. Na
verdade, o caráter contributivo é característica apenas da previdência social,
como se depreende do art. 201 da CF:
“A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter
contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o
equilíbrio financeiro e atuarial.”
Atenção! É comum as bancas atribuírem à seguridade social como um todo,
características que são específicas da previdência, como o caráter contributivo.
Não caia nessa!
Aliás, a CF dispõe que a saúde é direito de todos e dever do Estado (art. 196) e
que a assistência social será prestada a quem dela necessitar,
independentemente de contribuição à seguridade social (art. 203).
Item errado.

1.1 - Financiamento da Seguridade Social


O art. 195 da CF explicita como se dará o financiamento da seguridade social.
“Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de
forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos
orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das
seguintes contribuições sociais: (...)”
As formas de financiamento decorrem: (i) do orçamento dos entes federados;
e (ii) de contribuições sociais. Nesse sentido, há participação do governo,
das empresas e dos trabalhadores no custeio da seguridade social, segundo
o princípio da diversidade da base de financiamento.

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É importante conhecer as formas de financiamento da seguridade social


apresentadas no art. 195. Segue abaixo um esquema que pode ajudá-lo a
memorizar esses aspectos, o que não substitui a necessidade de você conhecer
o próprio teor do art. 195.
Sintetizando:

Além dessas fontes de financiamento, lei complementar poderá instituir


outras destinadas a garantir a manutenção ou expansão da seguridade social.
Mas observe um detalhe previsto no § 6°: essa instituição de novas
contribuições deverá respeitar a chamada anterioridade nonagesimal. É
dizer que só poderão ser exigidas após decorridos noventa dias da data da
publicação da lei que as houver instituído ou modificado.
Por outro lado, não estarão sujeitas à anterioridade do exercício financeiro (CF,
art. 150, III, “b”), podendo ser cobradas no mesmo exercício em que tenham
sido instituídas, desde que respeitados os 90 dias.
Devemos destacar duas imunidades previstas nesse art. 195. As contribuições
sociais para a seguridade social não poderão incidir sobre:
I - aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social
(CF, art. 195, II);
Anote-se, aqui, uma importante diferença em relação ao regime próprio de
previdência dos servidores públicos, previsto no art. 40 da Constituição Federal:
os proventos e as pensões concedidas sob o regime próprio de previdência dos
servidores públicos sofrem a incidência de contribuição previdenciária (CF, art.
40, § 18), ao passo que a aposentadoria e a pensão concedidas pelo regime
geral de previdência para os trabalhadores em geral estão imunes à incidência
de contribuição.
II - entidades beneficentes de assistência social que atendam às exigências
estabelecidas em lei (CF, art. 195, § 7°).

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Destaque-se que a pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade


social, como estabelecido em lei, não poderá contratar com o Poder Público
nem dele receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios (CF, art. 195, §
3°).
É de se observar ainda que nenhum benefício ou serviço da seguridade social
poderá ser criado, majorado ou estendido sem a correspondente fonte de
custeio total (CF, art. 195, § 5°).

10. (ESAF/ACE/MDIC/2012) O art. 195 e seus incisos da Constituição, ao


disporem sobre o custeio da seguridade social, passaram a prever contribuição
a cargo dos aposentados e pensionistas, sendo vedado aos Estados-membros
ou Municípios editarem disciplina em contrário.

A seguridade social será financiada mediante recursos orçamentários e


mediante contribuições sociais. Entre essas últimas, destaque-se aquela
proveniente do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não
incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo
regime geral de previdência social de que trata o art. 201.
Sendo assim, as contribuições sociais para a seguridade social não poderão
incidir sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de
previdência social (CF, art. 195, II).
Cabe destacar que há uma distinção em relação ao regime próprio de
previdência dos servidores públicos, previsto no art. 40 da Constituição
Federal: os proventos e as pensões concedidas sob o regime próprio de
previdência dos servidores públicos sofrem a incidência de contribuição
previdenciária (CF, art. 40, § 18), ao passo que a aposentadoria e a pensão
concedidas pelo regime geral de previdência para os trabalhadores em geral
estão imunes à incidência de contribuição.
Item errado.

11. (ESAF/AFRFB/2009) A seguridade social será financiada pela União e pelo


plano gestor dos Estados e Municípios.

De acordo com o art. 195 da CF/88, a seguridade social será financiada por
toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante
recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, e das diversas contribuições sociais previstas na
Constituição.
Item errado.

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12. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) O financiamento vem


de diversas fontes. Ao contrário do que muitos pensam, tal financiamento pode
ser concebido no sentido próprio da palavra, na medida que o retorno ocorre
com juros, não se constituindo, portanto, como uma subvenção.

Segundo o art. 194 da CF/88, a seguridade social compreende ações


relacionadas à saúde, à previdência e à assistência social. Assim, a lógica da
seguridade social não é exatamente a mesma da previdência. Nesse caso, o
retorno da seguridade não ocorre na mesma proporção da contribuição.
Ademais, ao contrário da previdência, a seguridade atende não só aos
contribuintes, mas a todos que necessitem. Daí ser descabido falar-se em
retorno com juros.
Item errado.

13. (CESPE/ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA/MPS/2010) A CF


prevê, expressamente, como fonte de financiamento para a seguridade social, a
contribuição social da empresa incidente sobre o lucro.

O art. 195 da CF explicita como se dará o financiamento da seguridade social.


Assim, a seguridade social será financiada por toda a sociedade mediante
recursos provenientes: (i) dos orçamentos dos entes federados; e (ii) de
contribuições sociais. Segundo a CF, incidirá contribuição social sobre o lucro
das empresas (CF, art.195, I, “c”).
Item certo.

14. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MTE/2008) Sobre a receita de


concursos de prognósticos incide contribuição social destinada a financiar a
seguridade social.

Segundo a CF, incidirá contribuição social sobre a receita de concursos de


prognósticos (CF, art.195, III).
Item certo.

15. (CESPE/TÉCNICO SOCIAL COM FORMAÇÃO EM SERVIÇO


SOCIAL/SEAD/CEHAP/PB/2008) A seguridade é um sistema de cobertura de
contingências sociais destinado a todos os que se encontram em estado de
necessidade, não restringindo os benefícios nem aos contribuintes nem à perda
da capacidade laborativa.

A seguridade social não se restringe ao atendimento aos contribuintes ou


àqueles que tenham perdido sua capacidade de trabalho. A saúde, por exemplo,
é direito de todos (CF, art. 196) e a assistência social será prestada a quem

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dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social (CF,


art. 203).
Item certo.

1.2 – Saúde
Vejamos alguns aspectos relativos ao direito à saúde. Segundo nossa
Constituição, a saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido
mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença
e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para
sua promoção, proteção e recuperação.
Como dever do Estado, caberá à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios aplicar, anualmente, em ações e serviços públicos de saúde recursos
mínimos derivados da aplicação de percentuais calculados sobre (CF, art. 198, §
2º):
I - no caso da União, a receita corrente líquida do respectivo exercício
financeiro, não podendo ser inferior a 15% (quinze por cento);
II - no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação de seus
impostos (previstos no art. 155) e dos recebidos pela União conforme a
repartição das receitas tributárias (CF, arts. 157 e 159, inciso I, alínea a, e
inciso II), deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respectivos
Municípios;
III - no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos
seus impostos (CF, art. 156) e dos recebidos pela União e pelos Estados
conforme a repartição das receitas tributárias (CF, arts. 158 e 159, inciso I,
alínea b e § 3º).
Peço atenção para o item I acima, modificado pela EC 86/2015. Devo lembrar
que o percentual mínimo ali previsto (15%) não é imediatamente exigível,
havendo previsão de aumento progressivo dos percentuais de forma a que os
15% sejam atingidos no quinto exercício financeiro subsequente ao da
promulgação da Emenda Constitucional 86/2015.
Como já visto, a saúde é uma das vertentes da seguridade social que não exige
contribuição, podendo qualquer um se dirigir à rede hospitalar pública e
requerer atendimento.
De acordo com o art. 197, as ações e serviços de saúde são de relevância
pública, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre sua
regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita

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diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de


direito privado.
As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e
hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as
seguintes diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera de governo;
II - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem
prejuízo dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade.
Atenção! Você deve ficar atento para a Emenda Constitucional 63/2010, que
dispõe sobre piso salarial profissional nacional e diretrizes para os Planos de
Carreira de agentes comunitários de saúde e de agentes de combate às
endemias.
Assim, de acordo com a nova redação dada ao § 5° do art. 198 da CF/88:
“§ 5º Leifederaldisporá sobre o regime jurídico, opiso salarialprofissional
nacional, as diretrizespara os Planos de Carreira e a regulamentação das
atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias,
competindo à União, nos termos da lei, prestarassistência financeira
complementaraos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o
cumprimento do referido piso salarial.”
O art. 199 estabelece a forma de participação da iniciativa privada no sistema
de saúde. Assim, as instituições privadas poderão participar de forma
complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante
contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades
filantrópicas e as sem fins lucrativos.
A assistência à saúde é livre às instituições privadas, que poderão participar de
forma complementar do SUS. Todavia, o § 2° do art. 199 veda a destinação de
recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins
lucrativos.
O § 3° do art. 199 veda a participação direta ou indireta de empresas ou
capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos
em lei.
Segundo o § 4°, a lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a
remoção de órgãos, tecidos e substâncias humanas para fins de transplante,
pesquisa e tratamento, bem como a coleta, processamento e transfusão de
sangue e seus derivados, sendo vedado todo tipo de comercialização.

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Quanto a esse último aspecto, você deve ter em mente aquela importante
decisão do Supremo Tribunal Federal, já comentada no nosso curso. O Tribunal
julgou constitucional o art. 5° da Lei federal 11.105/2005 (Lei da
Biossegurança), que permite, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de
células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por
fertilização in vitro e não usados no respectivo procedimento. Nesse caso,
entendeu o STF que deveria prevalecer o direito à saúde e o direito à livre
expressão da atividade científica (ADI 3.510, 28 e 29-5-08).
Vejamos algumas questões.

16. (ESAF/ACE/MDIC/2012) São de relevância pública as ações e serviços de


saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei complementar, sobre
sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita
diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de
direito privado.

Nos termos do art. 197 da CF/88, as ações e serviços de saúde são de


relevância pública, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei, sobre
sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita
diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de
direito privado.
Em suma, a Constituição não exige lei complementar.
Item errado.

17. (ESAF/ACE/MDIC/2012) Entre as diretrizes constitucionais afetas à saúde,


temos a possibilidade da destinação de recursos públicos para auxílio ou
subvenção às instituições privadas com fins lucrativos, desde que, quando
preciso, prestem atendimento público.

A assistência à saúde é livre às instituições privadas, que poderão participar de


forma complementar do SUS. Entretanto, o § 2° do art. 199 da CF/88 veda a
destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às
instituições privadas com fins lucrativos.
Item errado.

18. (ESAF/AFT/2010) A saúde integra o tópico da Constituição Federal que


trata da Ordem Social. A saúde é um direito de todos e dever do Estado. As
ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e
hierarquizada e constituem um sistema único. Sobre a saúde, é correto afirmar
que

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a) lei federal disporá sobre o regime jurídico e a regulamentação das atividades


de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias, vedada a
previsão de piso salarial nacional.
b) o regime jurídico e a regulamentação das atividades de agente comunitário
de saúde e agente de combate às endemias são previstos na Constituição. Tais
regimes e regulamentações são suficientes para garantir as prerrogativas das
duas classes, por tratar-se de um comando normativo constitucional auto-
aplicável.
c) lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional
nacional, as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das
atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias,
competindo à União, nos termos da lei, prestar assistência financeira
complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o
cumprimento do referido piso salarial.
d) lei complementar disporá sobre o regime jurídico e a regulamentação das
atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias,
vedada a previsão de piso salarial nacional.
e) os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes
comunitários de saúde e agentes de combate às endemias sem processo
seletivo público, nas condições previstas na Constituição Federal, avaliando-se
as circunstâncias, de acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições
e requisitos específicos para sua atuação.

A questão foi anulada pela Esaf. Provavelmente por cobrar o conhecimento de


emenda constitucional editada após a publicação do edital. A emenda
constitucional n° 63/2010 deu a seguinte redação ao § 5º do art. 198 da CF/88:
“Lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional nacional,
as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das atividades de
agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias, competindo à
União, nos termos da lei, prestar assistência financeira complementar aos
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o cumprimento do referido
piso salarial.”
Letra (A). De acordo com a nova redação do § 5º do art. 198 da CF/88, Lei
federal disporá também sobre o piso salarial profissional nacional para agente
comunitário de saúde e agente de combate às endemias. Logo, errada a
alternativa.
Letra (B). A Constituição não regulamentou suficientemente o tema. A
Constituição atribui à Lei federal a função de dispor sobre regime jurídico, o

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piso salarial profissional nacional, as diretrizes para os Planos de Carreira e a


regulamentação das atividades. Logo, errada a alternativa.
Letra (C). A questão reproduz corretamente o teor do § 5º do art. 198 da
CF/88. Logo, correta a alternativa.
Letra (D). De acordo com a nova redação do § 5º do art. 198 da CF/88, Lei
federal disporá também sobre o piso salarial profissional nacional para agente
comunitário de saúde e agente de combate às endemias. Ademais, trata-se de
lei ordinária, e não complementar. Logo, errada a alternativa.
Letra (E). Nos termos do § 4º do art. 198 da CF/88, os gestores locais do
sistema único de saúde poderão admitir agentes comunitários de saúde e
agentes de combate às endemias por meio de processo seletivo público, de
acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições e requisitos
específicos para sua atuação. Logo, errada a alternativa, tendo em vista que
será necessário o processo seletivo público.
Gabarito: Anulada.

19. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/PC/AP/2010) A saúde é direito de todos e


dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à
redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e
igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

De acordo com a Constituição, a saúde é direito de todos e dever do Estado,


garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco
de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e
serviços para sua promoção, proteção e recuperação (CF, art. 196).
Item certo.

20. (CESPE/ADMINISTRADOR/MTE/2008) Caso uma clínica privada


especializada em transplante de medula óssea pretenda estender os seus
serviços para o atendimento à população carente, nesse caso, ainda que essa
clínica integre o Sistema Único de Saúde, não poderá receber recursos públicos
para auxílios ou subvenções se tiver fins lucrativos.

A assistência à saúde é livre às instituições privadas, que poderão participar de


forma complementar do SUS. Todavia, o § 2° do art. 199 veda a destinação
de recursos públicos para auxílios ou subvenções às instituições
privadas com fins lucrativos.
Item certo.

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21. (CESPE/AGENTE/PF/2004) As instituições privadas podem participar de


forma complementar do Sistema Único de Saúde mediante contrato de direito
público ou convênio.

Segundo o art. 199, a assistência à saúde é livre à iniciativa privada, sendo


que o § 1° estabelece que as instituições privadas poderão participar de forma
complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante
contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as entidades
filantrópicas e as sem fins lucrativos.
Item certo.

22. (FCC/AGENTE DE DEFENSORIA/ASSISTENTE SOCIAL/DPE-SP/2010) O


Sistema Único de Saúde - SUS deve estar estruturado com ênfase na
participação do setor privado mediante a destinação de recursos públicos para a
subvenção a entidades sem fins lucrativos.

A assertiva está errada, pois não se pode considerar que há ênfase na


participação do setor privado. As instituições privadas poderão participar de
forma complementar do sistema único de saúde, mas segundo diretrizes
deste, mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as
entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos (CF, art. 199, § 1º).
Item errado.

23. (MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA/50º CONCURSO/MPE-MG/2010)


Segundo a Constituição Federal de 1988, é INCORRETO afirmar que
a) a assistência à saúde é livre à iniciativa privada.
b) é facultada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às
instituições privadas com fins lucrativos.
c) as instituições privadas poderão participar de forma complementar do
sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito
público ou convênio.
d) é vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais
estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.

A alternativa “a” está correta, pois, de fato, a assistência à saúde é livre à


iniciativa privada (CF, art. 199, caput).
A alternativa “b” está incorreta, pois é vedada a destinação de recursos
públicos para auxílios ou subvenções às instituições privadas com fins lucrativos
(CF, art. 199, § 2º).

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A alternativa “c” está correta, pois as instituições privadas poderão participar de


forma complementar do sistema único de saúde, segundo diretrizes deste,
mediante contrato de direito público ou convênio, tendo preferência as
entidades filantrópicas e as sem fins lucrativos (CF, art. 199, § 1º).
A alternativa “d” está correta, pois é vedada a participação direta ou indireta de
empresas ou capitais estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos
casos previstos em lei. (CF, art. 199, § 3º).
Gabarito: “b”

24. (FUNJAB-SC/MÉDICO/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/2010 - adaptada)


O artigo 198 da Constituição Federal define o Sistema Único de Saúde – SUS,
constituído por uma rede regionalizada e hierarquizada, integrada por ações e
serviços públicos de saúde.
Assinale a alternativa CORRETA, sobre as diretrizes que organizam o SUS.
a) Participação da comunidade
b) Atendimento integral, com prioridade para os serviços assistenciais, sem
prejuízo das atividades preventivas
c) Atendimento equitativo, com prioridade aos mais necessitados
d) Descentralização, com direção compartilhada em cada esfera de governo

A alternativa “a” está correta, uma vez que a participação da comunidade é


uma das diretrizes do SUS (CF, art. 198, III).
As alternativas “b” e “c” estão erradas. Na verdade, a diretriz correta é
atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas,
sem prejuízo dos serviços assistenciais (CF, art. 198, II).
A alternativa “d” está errada, pois a diretriz correta é descentralização, com
direção única em cada esfera de governo (CF, art. 198, I).
Gabarito: “a”

Para terminarmos os aspectos constitucionais relacionados à saúde, cabe


destacar que ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições,
nos termos da lei (CF, art. 200):
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse
para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos,
imunobiológicos, hemoderivados e outros insumos;

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II - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as de


saúde do trabalhador;
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;
IV - participar da formulação da política e da execução das ações de
saneamento básico;
V - incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e
tecnológico e a inovação;
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor
nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano;
VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e
utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do
trabalho.

1.3 – Previdência Social


A previdência social é uma espécie de seguro social que tem por finalidade
atender às pessoas contra infortúnios que elas possam ter ao longo de sua vida
(como doenças, invalidez, acidentes etc.). Em resumo, como qualquer seguro, a
pessoa recolhe determinada quantia regularmente e tem a proteção contra
esses riscos.
Ou seja, a previdência tem um caráter contributivo. Com isso, os
benefícios não são assegurados a todos os cidadãos.
Outro aspecto é o de que para funcionar o sistema, tem de haver mais pessoas
contribuindo a fim de se formar um montante suficiente para sustentar os
benefícios. Assim, outra característica da previdência é o fato de ela ser
obrigatória.
Lembre-se ainda de que a previdência social tem dois regimes distintos: o
regime geral (art. 201 da CF) e o regime próprio dos servidores públicos (art.
40).
É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de
segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência
(CF, art. 201, § 5º).

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cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e


PREVIDÊNCIA idade avançada

SOCIAL
proteção à maternidade, especialmente à gestante

proteção ao trabalhador em situação de desemprego


involuntário

organizada sob a forma de regime salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes


geral, de caráter contributivo e de dos segurados de baixa renda
filiação obrigatória, observados
critérios que preservem o equilíbrio
financeiro e atuarial, e atenderá, pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao
nos termos da lei, a:
cônjuge ou companheiro e dependentes

É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de


aposentadoria aos beneficiários do regime geral de previdência social,
ressalvados os casos de atividades exercidas sob condições especiais que
prejudiquem a saúde ou a integridade física e quando se tratar de segurados
portadores de deficiência, nos termos definidos em lei complementar (CF, art.
201, § 1º).
Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento do
trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo (CF, art. 201,
§ 2º).
Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de benefício serão
devidamente atualizados, na forma da lei (CF, art. 201, § 3º). Assim, é
assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter
permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei (CF, art. 201, §
4º).
A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor dos
proventos do mês de dezembro de cada ano (CF, art. 201, § 6º).
É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos
da lei, obedecidas as seguintes condições (CF, art. 201, § 7º):
I - trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição,
se mulher;
II - sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se
mulher, reduzido em cinco anos o limite para os trabalhadores rurais de ambos
os sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia
familiar, nestes incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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Os requisitos a que se refere o inciso I serão reduzidos em cinco anos, para o


professor que comprove exclusivamente tempo de efetivo exercício das funções
de magistério na educação infantil e no ensino fundamental e médio (CF, art.
201, § 8º).
Para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo de
contribuição na administração pública e na atividade privada, rural e urbana,
hipótese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão
financeiramente, segundo critérios estabelecidos em lei (CF, art. 201, § 9º).
Segundo o § 10 do art. 201 da Constituição, caberá à Lei disciplinar a cobertura
do risco de acidente do trabalho, a ser atendida concorrentemente pelo regime
geral de previdência social e pelo setor privado.
Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados ao
salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüente repercussão em
benefícios, nos casos e na forma da lei (CF, art. 201, § 11).
Lei disporá sobre sistema especial de inclusão previdenciária para atender a
trabalhadores de baixa renda e àqueles sem renda própria que se dediquem
exclusivamente ao trabalho doméstico no âmbito de sua residência, desde que
pertencentes a famílias de baixa renda, garantindo-lhes acesso a benefícios de
valor igual a um salário-mínimo (CF, art. 201, § 12). Esse sistema especial terá
alíquotas e carências inferiores às vigentes para os demais segurados do regime
geral de previdência social (CF, art. 201, § 13).

25. (ESAF/ACE/MDIC/2012) Veda-se a filiação ao regime geral de previdência


social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime
próprio de previdência.

De fato, a Constituição é bem clara ao vedar a filiação ao regime geral de


previdência social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante
de regime próprio de previdência (CF, art. 201, § 5º).
Item certo.

26. (ESAF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/MPU/2004) O valor da gratificação


natalina dos aposentados e pensionistas do regime geral de previdência social
corresponderá à média dos proventos ou pensões recebidos ao longo do ano ou
ao valor do provento ou pensão recebido no mês de dezembro de cada ano,
prevalecendo o valor mais favorável.

A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor


dos proventos do mês de dezembro de cada ano (CF, art. 201, § 6º).
Item errado.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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27. (UPENET/AGENTE PENITENCIÁRIO/SERES-PE/2010) A Previdência Social


é organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação
facultativa, observados os critérios que preservam o equilíbrio financeiro e
atuarial.

A assertiva contraria o que estabelece a Constituição Federal. Como já


comentado, a previdência social será organizada sob a forma de regime geral,
de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que
preservem o equilíbrio financeiro e atuarial (CF, art. 201, caput).
Item errado.

28. (CESPE/TÉCNICO SOCIAL COM FORMAÇÃO EM SERVIÇO


SOCIAL/SEAD/CEHAP/PB/2008) A previdência social tem como objetivo básico
assegurar determinados benefícios a todos os cidadãos. Tais benefícios
destinam-se a cobrir eventos de doenças, invalidez e morte, proteger a
maternidade, proteger o trabalhador em situação de desemprego, entre outros.

A previdência social é uma espécie de seguro social que tem por finalidade
atender às pessoas que contribuíram (nesse sentido, os benefícios não são
assegurados a todos os cidadãos).
Item errado.

29. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MTE/2008) Mesmo que um servidor


público federal possua regime próprio de previdência social, ele poderá ser
contribuinte facultativo do regime geral de previdência social.

Como vimos, há dois regimes de previdência: (i) geral; e (ii) próprio dos
servidores públicos.
O art. 201, § 5º, veda o ingresso de pessoa participante do Regime Próprio de
Previdência Social na qualidade de segurado facultativo do Regime Geral da
Previdência Social.
Por outro lado, há a possibilidade de inscrição facultativa de pessoa não
participante de nenhum regime, como a dona de casa que não recebe nenhuma
forma de remuneração, por exemplo.
Item errado.

30. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A previdência social tem


como uma de suas finalidades amparar as pessoas reconhecidamente
hipossuficientes, prestando-lhes auxílio em casos de doença, invalidez, morte e
idade avançada.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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Já vimos as finalidades da previdência social anteriormente. Observa-se entre


elas, a cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada
(art. 201, I).
Item certo.

31. (CESPE/Defensor Público/DPGE/2007) Embora não conste expressamente


no título que trata da ordem social na Constituição Federal, o princípio da
solidariedade é postulado fundamental para a compreensão do regime
financeiro da previdência social brasileira, representado de maneira evidente
pelo pacto das gerações, característica dos sistemas de repartição.

Cheguei a mencionar que para o sistema de previdência social funcionar é


necessário que haja muita gente contribuindo a fim de se formar um montante
suficiente para sustentar os benefícios. Daí decorre o seu caráter obrigatório,
expresso no art. 201.
A isso se refere a assertiva, ao mencionar o princípio da solidariedade. De
maneira simples, podemos dizer que quem contribui hoje ajuda a formar um
montante de recursos que pode sustentar a aposentadoria de outras pessoas
que já não podem trabalhar. Daqui a alguns anos outras pessoas estarão
contribuindo para sustentar a aposentadoria dessa mesma pessoa que contribui
hoje e por aí vai...
Item certo.

32. (CESPE/PROCURADOR/PGEPI/2008) Para efeito de aposentadoria, é


assegurada a contagem, de forma autônoma, do tempo de contribuição na
administração pública ou na atividade privada, rural e urbana, não sendo lícita a
compensação financeira entre os dois sistemas.

A questão está em desacordo com o § 9° do art. 201, já que a contagem do


tempo de contribuição é realizada de forma recíproca, havendo compensação
entre os sistemas.
Nos termos da CF, para efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem
recíproca do tempo de contribuição na administração pública e na atividade
privada, rural e urbana, hipótese em que os diversos regimes de
previdência social se compensarão financeiramente, segundo critérios
estabelecidos em lei.
Item errado.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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Por fim, cabe comentar como a Constituição disciplina a previdência privada, de


caráter complementar.
Segundo o art. 202, o regime de previdência privada, de caráter complementar
e organizado de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência
social, será facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o
benefício contratado, e regulado por lei complementar. Essa lei assegurará ao
participante de planos de benefícios de entidades de previdência privada o
pleno acesso às informações relativas à gestão de seus respectivos planos.
As contribuições do empregador, os benefícios e as condições contratuais
previstas nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das entidades de
previdência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes,
assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não integram a remuneração
dos participantes, nos termos da lei (CF, art. 202, § 2°).
Segundo o § 3º do art. 202 da CF/88, é vedado o aporte de recursos a entidade
de previdência privada pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e
outras entidades públicas, salvo na qualidade de patrocinador, situação na qual,
em hipótese alguma, sua contribuição normal poderá exceder a do segurado.
Por fim, cabe destacar que Lei complementar:
I) disciplinará a relação entre a União, Estados, Distrito Federal ou Municípios,
inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista e empresas
controladas direta ou indiretamente, enquanto patrocinadoras de entidades
fechadas de previdência privada, e suas respectivas entidades fechadas de
previdência privada (CF, art. 202, § 4°); aplicando-se, no que couber, às
empresas privadas permissionárias ou concessionárias de prestação de serviços
públicos, quando patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada
(CF, art. 202, § 5°); e
II) estabelecerá os requisitos para a designação dos membros das diretorias
das entidades fechadas de previdência privada e disciplinará a inserção dos
participantes nos colegiados e instâncias de decisão em que seus interesses
sejam objeto de discussão e deliberação (CF, art. 202, § 6°).

33. (FCC/PROCURADOR ESPECIAL DE CONTAS/TCM-BA/2011) Considere os


seguintes dispositivos da Lei Complementar federal 109, de 2001, que dispõe
sobre o regime de previdência complementar e dá outras providências:
Art. 4o As entidades de previdência complementar são classificadas em
fechadas e abertas, conforme definido nesta Lei Complementar.

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Art. 31. As entidades fechadas são aquelas acessíveis, na forma regulamentada


pelo órgão regulador e fiscalizador, exclusivamente:
I. aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas e aos servidores da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, entes denominados
patrocinadores; e
II. aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional,
classista ou setorial, denominadas instituidores.
Art. 68. As contribuições do empregador, os benefícios e as condições
contratuais previstos nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das
entidades de previdência complementar não integram o contrato de trabalho
dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não
integram a remuneração dos participantes.
A leitura dos dispositivos legais transcritos revela que o contido
a) no artigo 4o é incompatível com a Constituição, que não admite a existência
de entidades fechadas de previdência privada.
b) no artigo 31 é incompatível com a Constituição, que veda o aporte de
recursos a entidade de previdência privada pelos entes da federação, por suas
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e
outras entidades públicas.
c) no artigo 68 é incompatível com a Constituição, que prevê expressamente
que os benefícios das entidades de previdência complementar integram o
contrato de trabalho dos participantes.
d) nos artigos transcritos é incompatível com a disciplina constitucional da
matéria, que não admite sua regulamentação por lei complementar.
e) nos artigos transcritos é compatível com a disciplina constitucional da
matéria.

A alternativa “a” está incorreta, pois não há vedação à existência de entidades


fechadas de previdência privada. Aliás, a Constituição menciona os entes
federados (inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia mista
e empresas controladas) como patrocinadores de entidades fechadas de
previdência privada (CF, art. 202, § 4º).
A alternativa “b” está incorreta, pois é admitido o aporte de recursos a entidade
de previdência privada pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e
outras entidades públicas, desde que na qualidade de patrocinador (CF,

[Link]|Prof. Frederico Dias


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art. 202, § 3º). Ressalte-se que, nessa situação, em hipótese alguma, sua
contribuição normal poderá exceder a do segurado.
A alternativa “c” está incorreta, pois as contribuições do empregador, os
benefícios e as condições contratuais não integram o contrato de trabalho
dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não
integram a remuneração dos participantes, nos termos da lei (CF, art. 202, §
2°).
A alternativa “d” está incorreta, pois o caput do art. 202 da CF/88 fala em Lei
complementar para regular o regime de previdência privada.
A alternativa “e” está correta.
Gabarito: “e”

34. (CESPE/PROCURADOR/AL/ES/2011) É vedado o aporte de recursos


públicos a entidades de previdência privada pela União, pelos estados, pelo DF
e pelos municípios, a qualquer título.

Em realidade, admite-se o aporte de recursos a entidade de previdência privada


pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, fundações,
empresas públicas, sociedades de economia mista e outras entidades públicas,
desde que na qualidade de patrocinador (CF, art. 202, § 3º). Cabe destacar
que, nessa situação, em hipótese alguma, sua contribuição normal poderá
exceder a do segurado.
Item errado.

1.4 – Assistência Social


O art. 203 da CF apresenta os objetivos da assistência social, sendo um deles a
promoção da integração ao mercado de trabalho. O esquema abaixo organiza
as informações constantes no art. 203.

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a proteção à família, à maternidade, à infância, à


adolescência e à velhice

ASSISTÊNCIA
o amparo às crianças e adolescentes carentes
SOCIAL
a promoção da integração ao mercado de trabalho

a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de


deficiência e a promoção de sua integração à vida
comunitária

Prestada a quem dela


a garantia de um I - à pessoa portadora
precisar, de deficiência
salário mínimo de
independentemente de
benefício mensal
contribuição à seguridade II - ao idoso
social, e tem por objetivos:
que comprovem não possuir meios de prover à própria
manutenção ou de tê-la provida por sua família

As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas com


recursos do orçamento da seguridade social, além de outras fontes, e
organizadas com base nas seguintes diretrizes:
I - descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação e as normas
gerais à esfera federal e a coordenação e a execução dos respectivos
programas às esferas estadual e municipal, bem como a entidades beneficentes
e de assistência social;
II - participação da população, por meio de organizações representativas, na
formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis (CF, art.
204).
É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular a programa de apoio à
inclusão e promoção social até cinco décimos por cento de sua receita tributária
líquida, vedada a aplicação desses recursos no pagamento de:
I - despesas com pessoal e encargos sociais;
II - serviço da dívida;
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos
investimentos ou ações apoiados (CF, art. 204, parágrafo único).

35. (ESAF/ACE/MDIC/2012) A assistência social será prestada a quem dela


necessitar, mediante contribuição, pois apresenta natureza de seguro social,
sendo ainda realizada mediante recursos do orçamento da seguridade social,
previsto no art. 195 da Constituição, além de outras fontes.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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A assistência social será prestada a quem dela necessitar,


independentemente de contribuição à seguridade social (CF, art. 203).
Nessa linha, as ações governamentais na área da assistência social serão
realizadas com recursos do orçamento da seguridade social, além de outras
fontes (CF, art. 204).
Item errado.

36. (ESAF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/MPU/2004) A assistência social será


prestada a quem dela precisar, independentemente de contribuição à
seguridade social, sendo facultado aos Estados vincular um percentual, definido
na Constituição Federal, de sua receita tributária líquida para o pagamento de
despesas com pessoal contratado para a realização de programas de apoio à
inclusão e promoção social.

Na verdade, o art. 204, parágrafo único da CF/88 faculta aos Estados e ao


Distrito Federal vincular a programa de apoio à inclusão e promoção social até
cinco décimos por cento de sua receita tributária líquida, vedada a aplicação
desses recursos no pagamento de:
I - despesas com pessoal e encargos sociais;
II - serviço da dívida;
III - qualquer outra despesa corrente não vinculada diretamente aos
investimentos ou ações apoiados.
Item errado.

37. (CESPE/ADMINISTRADOR/MTE/2008) A promoção da integração ao


mercado de trabalho é um objetivo da assistência social.

De fato, esse é um dos objetivos da assistência social (CF, art. 203, III).
Item certo.

38. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MTE/2008) Suponha que Maria, de 25


anos de idade, possua deficiência que a incapacita ao trabalho e que, na casa
em que mora, com a mãe e mais cinco irmãos, a renda familiar seja de um
salário mínimo. Nessa situação, Maria tem direito a benefício da assistência
social, no valor de um salário mínimo por mês, mesmo na hipótese de jamais
ter contribuído para a seguridade social.

Muito interessante a situação hipotética apresentada na questão. Pelo art. 203


um dos objetivos da assistência social consiste na garantia de um salário
mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência que comprove
não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua

[Link]|Prof. Frederico Dias


30
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família. Observe que Maria enquadra-se nessa situação, visto que nem ela pode
trabalhar, nem sua família tem condições de sustentá-la.
Ademais, ainda segundo o art. 203, a assistência social independe de
contribuição, sendo prestada a quem dela precisar. Assim, não há óbice em
que Maria receba benefício sem ter jamais contribuído para a seguridade social.
Item certo.

39. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A Constituição Federal


estabelece que a assistência social deve ser prestada a quem dela necessitar,
independentemente de contribuição à seguridade social.

Observe essa característica da assistência social, muito cobrada em concursos.


Diferentemente da previdência social, que tem caráter contributivo, a
assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de
contribuição à seguridade social (art. 203). Não vá errar isso, hein!
Item certo.

40. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) As ações governamentais


na área da assistência social são realizadas com recursos do orçamento da
seguridade social, sendo proibida a obtenção de recursos de outras fontes.

O financiamento da seguridade social será realizado por toda a sociedade, de


forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos
orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e de
contribuições sociais.
O art. 195 lista entre os incisos de I a IV a competência tributária discriminada
para instituição de contribuições sociais para a seguridade social. Essas
contribuições serão materializadas pela edição de lei ordinária.
Já o § 4° do art. 195 institui a competência residual, que possibilita à União,
por meio de lei complementar, criar outras fontes destinadas a garantir a
manutenção ou expansão da seguridade social.
Aliás, aqui vale destacar o seguinte: para a instituição de contribuições sobre as
materialidades já previstas nos incisos do art. 195 da Constituição, a
Constituição só exige lei ordinária; já para a União utilizar-se de sua
competência residual para a instituição de outras fontes destinadas a
manutenção ou expansão da seguridade social, exige-se a edição de lei
complementar (art. 195, § 4º).
Item errado.

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41. (CESPE/PROCURADOR/PGEPI/2008) A assistência social será prestada a


quem dela necessitar, desde que o interessado seja contribuinte da seguridade
social.

De acordo com a CF, a assistência social não tem caráter contributivo. Portanto,
será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição
à seguridade social.
Você acertou essa, não é? Depois de tanto repetir, tomara que ela caia no seu
concurso e você acerte lá também... RS
Item errado.

42. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/RO/2008) A CF


garante, conforme dispuser a lei, o benefício assistencial mensal, de um salário
mínimo, à pessoa idosa, desde que esta comprove não possuir meios de prover
à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família.

Segundo o art. 203, V, a assistência social será prestada a quem dela


necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, garantindo-
se um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora de deficiência e
ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou
de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.
Item certo.

2 – Meio Ambiente
Ao arrepio da doutrina, que não considera o meio ambiente como assunto
propriamente da ordem social, a Constituição inseriu um capítulo específico
sobre meio ambiente dentro da ordem social.
Segundo o art. 225 da CF, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
É de se observar que o meio ambiente é bem de uso comum do povo e não
bem dominial ou bem de uso especial. Fique atento a essa detalhe, pois é
comum a banca fazer essa confusão.
A classificação de bens públicos é assunto de direito administrativo e direito
civil. Mas, em linhas gerais, podemos classificá-los quanto à destinação em (i)
bens de uso comum do povo, (ii) bens de uso especial e (iii) bens dominais.
Segue uma breve descrição.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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Os bens de uso comum do povo são aqueles destinados à utilização de todos,


em igualdade de condições, independentemente de consentimento. Como
exemplos, podemos citar as praias, os mares, as praças e, o mais importante
para nossa prova, o meio ambiente.
Os bens de uso especial são aqueles destinados à execução dos serviços
administrativos, utilizados pela administração para a execução dos serviços
públicos (os prédios utilizados para a prestação dos serviços públicos, por
exemplo).
Por fim, os bens dominiais são os que constituem o patrimônio das pessoas
jurídicas de direito público, como objeto de direito pessoal, ou real, de cada
uma delas (as terras devolutas e os demais bens que não sejam de uso comum
do povo e que não estejam afetados à prestação de algum serviço público, por
exemplo).
Na realidade, para a nossa disciplina, o que importa é você guardar que o meio
ambiente é bem de uso comum do povo.
Segundo a CF, para assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente
equilibrado, incumbe ao Poder Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo
ecológico das espécies e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e
fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material
genético;
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus
componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a
supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que
comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de
impacto ambiental, a que se dará publicidade;
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e
substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio
ambiente;
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a
conscientização pública para a preservação do meio ambiente;

[Link]|Prof. Frederico Dias


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VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que


coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou
submetam os animais a crueldade.
Segundo o § 2º do art. 225 da CF/88, aquele que explorar recursos minerais
fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução
técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei.
E as condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os
infratores, pessoas físicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas,
independentemente da obrigação de reparar os danos causados (CF, art. 225, §
3°).
Segundo o art. 225, § 4°, são patrimônio nacional:
I - a Floresta Amazônica brasileira;
II - a Mata Atlântica
III - a Serra do Mar;
IV - o Pantanal Mato-Grossense; e
V - a Zona Costeira
Além disso, sua utilização deverá ser feita, na forma da lei, dentro de condições
que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos
recursos naturais.
De se destacar que são indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos
Estados, por ações discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas
naturais (CF, art. 225, § 5°).
Segundo o § 6° do art. 225, as usinas que operem com reator nuclear deverão
ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.

43. (CESPE/JUIZ FEDERAL/TRF5/2009) Todos os brasileiros têm direito ao


meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem dominial da União e essencial
à sadia qualidade de vida. Nesse sentido, impõe-se ao poder público e à
coletividade o dever de defender o meio ambiente e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações.

Segundo o art. 225 da CF, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de
vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e
preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Item errado.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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44. (CESPE/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/PRF/2008) O meio ambiente é


bem de uso especial, que a administração pública pode utilizar para a realização
de suas atividades e a consecução de seus fins.

De acordo com o caput do art. 225, o meio ambiente é bem de uso comum do
povo.
Item errado.

45. (CESPE/ANALISTA AMBIENTAL/MMA/2008) A instalação de obra ou


atividade causadora, mesmo que apenas potencialmente, de significativa
degradação do meio ambiente deve ser precedida por estudo de impacto
ambiental, exigindo-se, ainda, o atendimento ao princípio da publicidade.

Segundo a CF, para assegurar a efetividade do direito ao meio ambiente


equilibrado, incumbe ao Poder Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo
ecológico das espécies e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e
fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material
genético;
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus
componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a
supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que
comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade
potencialmente causadora de significativa degradação do meio
ambiente, estudo prévio de impacto ambiental, a que se dará
publicidade;
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e
substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio
ambiente;
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a
conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que
coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou
submetam os animais a crueldade.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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Observe que a instalação de obra ou atividade, mesmo que apenas


potencialmente causadora de significativa degradação, deverá ser precedida de
estudo de impacto ambiental. Deverá ainda ser dada publicidade a esse estudo.
Item certo.

46. (CESPE/ANALISTA AMBIENTAL/MMA/2008) Usinas que se destinam a


operar com reator nuclear só poderão ser instaladas mediante definição do local
específico de seu funcionamento, estabelecida por lei de cada estado ou do
Distrito Federal.

Segundo o § 6° do art. 225, as usinas que operem com reator nuclear deverão
ter sua localização definida em lei federal, sem o que não poderão ser
instaladas.
De se observar que mesmo no caso de serem estaduais, as usinas que operem
com reator nuclear terão sua localização definida por lei federal, de acordo com
expressa previsão constitucional.
Item errado.

(CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/NATAL/2008) Tendo em vista o


tratamento dado pela CF ao meio ambiente, julgue os seguintes itens.
47. (CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/NATAL/2008) A CF prevê
expressamente que a obrigação de preservar o meio ambiente é do poder
público e da coletividade.

Está expresso no caput do art. 225 que todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever
de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Para a doutrina esse aspecto configura um dever de justiça distributiva entre as
gerações, na medida em que as atuais gerações não poderão utilizar o meio
ambiente sem pensar no futuro das gerações posteriores.
Item certo.

48. (CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/NATAL/2008) O direito ao meio


ambiente equilibrado não pode ser considerado direito fundamental, visto que
não integra o rol dos direitos previstos no art. 5º da CF.

Como vimos, o direito ao meio ambiente equilibrado é um direito fundamental


de terceira geração previsto no art. 225.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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Agora, te pergunto: o fato de o direito ao meio ambiente equilibrado não estar


expresso no rol do art. 5° impede que ele seja considerado um direito
fundamental? Não! Cheguei a comentar esse aspecto em outra aula: os direitos
fundamentais não se restringem ao catálogo do art. 5° da CF.
Guarde esse detalhe.
Item errado.

49. (CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/NATAL/2008) Usinas que operem


com reator nuclear devem ter sua localização definida por decreto do presidente
da República, sem o qual não podem ser instaladas.

Tenho certeza de que você acertou essa! Vimos anteriormente que a localização
de usinas que operem com reator nuclear deve ser estabelecida por lei
federal.
Item errado.

50. (CESPE/NÍVEL SUPERIOR/MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA/2008)


A CF prevê expressamente que a floresta amazônica brasileira, a mata
atlântica, a serra do Mar, o pantanal matogrossense e a zona costeira são
patrimônio nacional, e sua utilização será feita dentro de condições que
assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos
recursos naturais.

A questão está de acordo com o § 4° do art. 225. Segundo esse parágrafo, (i) a
Floresta Amazônica brasileira, (ii) a Mata Atlântica, (iii) a Serra do Mar, (iv) o
Pantanal Mato-Grossense e (v) a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua
utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a
preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.
Item certo.

51. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A Constituição Federal não


consagrou como obrigação do poder público a defesa, preservação e garantia
de efetividade do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado.

A questão está errada, já que está expresso na CF o dever de o poder público


defender preservar e garantir a efetividade do direito ao meio ambiente
equilibrado.
Na verdade, não é outro o sentido do caput do art. 225, bem como de seu § 1°:
Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder

[Link]|Prof. Frederico Dias


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Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e


futuras gerações.
Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao Poder Público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo
ecológico das espécies e ecossistemas;
II - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e
fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material
genético;
III - definir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus
componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a
supressão permitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que
comprometa a integridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
IV - exigir, na forma da lei, para instalação de obra ou atividade potencialmente
causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de
impacto ambiental, a que se dará publicidade;
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, métodos e
substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio
ambiente;
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a
conscientização pública para a preservação do meio ambiente;
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que
coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou
submetam os animais a crueldade.
Observe também que, nos termos do art. 200, VII, compete ao sistema único
de saúde colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do
trabalho. Assim, o direto à saúde engloba também a proteção do local em que o
trabalhador exerce sua atividade.
Item errado.

52. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) Para a instalação de obras


que possam causar dano significativo ao meio ambiente, é desnecessária a
realização de estudo prévio de impacto ambiental.

A questão está incorreta, pois está em desacordo com o comando constitucional


que exige, para instalação de obra ou atividade potencialmente causadora de
significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de impacto
ambiental, a que se dará publicidade (art. 225, § 1°, IV).

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Item errado.

3 – Família, da Criança, do Adolescente, do Jovem e do Idoso


Esses assuntos encontram-se regulados pelos arts. 226 a 230 da CF/88, que
devem ser conhecidos por você.
O art. 226 reúne os comandos constitucionais relativos à família.
Os §§ 3° e 4° tratam do que a CF entende por entidade familiar. Assim, para
efeito da proteção do Estado, são reconhecidas como entidade familiar:
I - a união estável entre o homem e a mulher;
II - a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado. Sendo assim, o
Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a
integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas
relações (CF, art. 226, § 8°).
O casamento é civil e gratuita a celebração, mas pode ser dissolvido pelo
divórcio (CF, art. 226, § 6°). Além disso, o casamento religioso tem efeito civil,
nos termos da lei.
Nos termos da Constituição, os direitos e deveres referentes à sociedade
conjugal são exercidos igualmente pelo homem e pela mulher (CF, art. 226, §
5°).
No § 7º, a CF trata do planejamento familiar. Assim, fundado nos princípios da
dignidade da pessoa humana e da paternidade responsável, o planejamento
familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos
educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer
forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.
A Constituição Federal, notadamente no art. 227, inova na proteção à criança e
ao adolescente ao adotar a doutrina da proteção integral. Antes disso, o
ordenamento jurídico não assegurava especificamente às crianças e aos
adolescentes direitos fundamentais, mas sim à família, à qual cabia a obrigação
de tutela dos menores.
Nesta concepção antiga, a responsabilidade sobre o menor era exclusiva da
família, abstendo-se o Estado e a sociedade de qualquer dever.
Com a Carta Magna de 1988, que se lastrou na Declaração Universal dos
Direitos das Crianças da ONU de 1959, o menor passa a ser sujeito de direitos,
tendo acesso irrestrito e privilegiado à Justiça.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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O Estado e a sociedade tornam-se também responsáveis pela tutela dos direitos


da criança e do adolescente, de acordo com o teor do art. 227, reproduzido a
seguir:
“É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao
adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à
alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade,
ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-
los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência,
crueldade e opressão.”
Assim, o Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da
criança, do adolescente e do jovem, admitida a participação de entidades não
governamentais, mediante políticas específicas e obedecendo aos seguintes
preceitos:
I) aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na
assistência materno-infantil;
II) criação de programas de prevenção e atendimento especializado para as
pessoas portadoras de deficiência física, sensorial ou mental, bem como de
integração social do adolescente e do jovem portador de deficiência, mediante o
treinamento para o trabalho e a convivência, e a facilitação do acesso aos bens
e serviços coletivos, com a eliminação de obstáculos arquitetônicos e de todas
as formas de discriminação.
A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edifícios de uso
público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir
acesso adequado às pessoas portadoras de deficiência(CF, art. 227, §
2°).
O direito a proteção especial abrangerá os seguintes aspectos:
I - idade mínima de quatorze anos para admissão ao trabalho, observado o
disposto no art. 7º, XXXIII da Constituição (trabalho na condição de aprendiz
para os maiores de quatorze anos);
II - garantia de direitos previdenciários e trabalhistas;
III - garantia de acesso do trabalhador adolescente e jovem à escola;
IV - garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional,
igualdade na relação processual e defesa técnica por profissional habilitado,
segundo dispuser a legislação tutelar específica;

[Link]|Prof. Frederico Dias


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V - obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à


condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de
qualquer medida privativa da liberdade;
VI - estímulo do Poder Público, através de assistência jurídica, incentivos fiscais
e subsídios, nos termos da lei, ao acolhimento, sob a forma de guarda, de
criança ou adolescente órfão ou abandonado;
VII - programas de prevenção e atendimento especializado à criança, ao
adolescente e ao jovem dependente de entorpecentes e drogas afins.
A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança
e do adolescente (CF, art. 227, § 4°).
A adoção será assistida pelo Poder Público, na forma da lei, que estabelecerá
casos e condições de sua efetivação por parte de estrangeiros (CF, art. 227, §
5°). Segundo a Constituição os filhos, havidos ou não da relação do casamento,
ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer
designações discriminatórias relativas à filiação (CF, art. 227, § 6°).
A lei estabelecerá (CF, art. 227, § 8°):
I - o estatuto da juventude, destinado a regular os direitos dos jovens;
II - o plano nacional de juventude, de duração decenal, visando à articulação
das várias esferas do poder público para a execução de políticas públicas.
Antes de resolvermos as questões, é interessante falarmos sobre o que a
Constituição entende por família, segundo interpretação do STF que ganhou
muita notoriedade.
Para o STF, o caput do art. 226 confere à família, base da sociedade, especial
proteção do Estado. E esse termo “família” pode ser considerado como um
núcleo doméstico, pouco importando se formal ou informalmente constituída,
ou se integrada por casais heteroafetivos ou por pares homoafetivos.
Significa dizer que a Constituição não limita a formação da “família” a casais
heteroafetivos nem a formalidade cartorária, celebração civil ou liturgia
religiosa.
Em resumo, guarde isto: segundo a nova interpretação do STF, a Constituição
garante a isonomia entre casais heteroafetivos e pares homoafetivos, que
dispõem de igual direito subjetivo à formação de uma família.
Ainda não caiu essa interpretação em provas. Quem sabe não vem na sua?

[Link]|Prof. Frederico Dias


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53. (ESAF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/MPU/2004) A entidade familiar, nos


termos da Constituição Federal, pode ser a união estável entre homem e
mulher ou a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.

Para efeito da proteção do Estado, são reconhecidas como entidade familiar


(CF, art. 226, §§ 3° e 4°):
I - a união estável entre o homem e a mulher;
II - a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
Item certo.

54. (CESPE/AGENTE/PF/2004) A Constituição Federal, em respeito à livre


decisão do casal, veda qualquer forma de participação do Estado no
planejamento familiar.

Observe o teor do art. 226, § 7°:


Fundado nos princípios da dignidade da pessoa humana e da paternidade
responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao
Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício
desse direito, vedada qualquer forma coercitiva por parte de instituições
oficiais ou privadas.
É vedada a atuação estatal de vertente coercitiva, violando a intimidade e a
dignidade do casal. Mas é errado dizer que não haverá qualquer participação
por parte do Estado.
Com efeito, compete ao Estado propiciar recursos educacionais e científicos
para o exercício do planejamento familiar.
Item errado.

55. (CESPE/DELEGADO DE POLÍCIA/POLÍCIA CIVIL/PB/2008) O Estado deve


interferir no planejamento familiar quando o casal não tiver condições
econômicas de criar os seus filhos.

Como vimos anteriormente, o planejamento familiar é livre decisão do casal. A


interferência do Estado está restrita ao ato de propiciar recursos educacionais e
científicos para o exercício desse direito, estando vedada qualquer forma
coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas (art. 226, §7°).
Item errado.

56. (CESPE/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/PRF/2008) A comunidade


formada por qualquer dos pais e seus descendentes é considerada entidade
familiar.

[Link]|Prof. Frederico Dias


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Os §§ 3° e 4° do art. 226 tratam do que a CF entende por entidade familiar.


Assim, para efeito da proteção do Estado, são reconhecidas como entidade
familiar:
I - a união estável entre o homem e a mulher;
II - a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
Portanto, correta a questão.
Item certo.

57. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A proteção especial às


crianças e aos adolescentes, conferida pela Carta Magna, não abrange o
respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da
aplicação de qualquer medida privativa de liberdade.

A Constituição garante à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta


prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à
convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Além disso, é garantido o direito à proteção especial, que abrangerá, entre
outros aspectos, a obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e
respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da
aplicação de qualquer medida privativa da liberdade (CF, art. 227, § 3°, V).
Item errado.

58. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A comunidade formada por


qualquer dos pais e seus descendentes não está prevista na Constituição
Federal brasileira como entidade familiar.

Já vimos que a CF assegura a condição de entidade familiar à comunidade


formada por qualquer dos pais e seus descendentes (art. 226, § 4°).
Assim, são reconhecidos direitos à família monoparental, incluindo mães e pais
solteiros e famílias constituídas por inseminação artifical, produção
independente etc.
Item errado.

59. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A Constituição Federal, para


efeito da proteção do Estado, reconheceu juridicamente a união estável entre
homem e mulher, garantindo-lhe proteção e determinando ao legislador
infraconstitucional a edição de lei que facilite sua conversão em casamento.

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Para efeito de proteção do Estado, a Constituição reconhece como entidade


familiar também a união estável entre o homem e a mulher (§ 3º do art. 226),
devendo a lei facilitar sua conversão em casamento.
Item certo.

60. (CESPE/JUIZ FEDERAL/TRF5/2009) Lei brasileira que institua forma de


coagir famílias pobres a não terem mais que dois filhos não está em
desconformidade material com a CF.

Lei que permita ao Estado atuação no sentido de interferir coercitivamente no


planejamento familiar será flagrantemente inconstitucional, por desrespeito ao
§ 7° do art. 226 da CF.
O referido comando constitucional baseia-se nos princípios da dignidade da
pessoa humana e da paternidade responsável para estatuir que o planejamento
familiar é livre decisão do casal.
Ao Estado competirá apenas propiciar recursos educacionais e científicos para o
exercício desse direito, estando expressamente vedada qualquer forma
coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.
Caro aluno, é de se observar que são muitos os aspectos a conhecer sobre a
ordem social na Constituição. Entretanto, alguns assuntos têm uma maior
incidência em provas, como você já deve ter percebido. Fique atento a esses
comandos constitucionais hein...
É aí que você nos pergunta: “Eu preciso decorar esses incisos e parágrafos que
costumam cair nas provas?” Claro que não! Você precisa apenas memorizá-
los... rs
Item errado.

61. (CESPE/AGENTE DE SEGURANÇA/PREFEITURA DE VITÓRIA/2007) Os


filhos havidos ou não da relação do casamento ou por adoção terão os mesmos
direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias
relativas à filiação.

A assertiva está correta. Observe que se limitou a reproduzir o §6° do art. 227:
“Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os
mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações
discriminatórias relativas à filiação.”
Item certo.

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62. (CESPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRE/TO/2005) A Constituição Federal


define requisitos e prazos mínimos para a dissolução do casamento civil pelo
divórcio: separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou
comprovada separação de fato por mais de dois anos.

A assertiva estava correta antes da Emenda Constitucional 66 de 2010.


Segundo a nova redação do art. 226, § 6° da CF/88, “o casamento pode ser
dissolvido pelo divórcio”.
Assim, com a aprovação da referida emenda, a Constituição passa a não exigir
expressamente prazos para a validade do divórcio.
Item certo.

Vejamos ainda outros dispositivos constitucionais referentes à família.


Nos termos do art. 228 da CF/88, são penalmente inimputáveis os menores de
dezoito anos, sujeitos às normas da legislação especial.
Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os filhos
maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou
enfermidade (CF, art. 229).
Ademais, a Constituição dispõe sobre a proteção ao idoso, nos seguintes
termos.
A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas,
assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e
bem-estar e garantindo-lhes o direito à vida (CF, art. 230). Assim, os
programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em seus
lares.
Por fim, como todo mundo sabe, a Constituição assegura aos maiores de
sessenta e cinco anos a gratuidade dos transportes coletivos urbanos (CF,
art. 230, § 2º).

63. (CESPE/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/PRF/2008) São penalmente


inimputáveis apenas menores de dezesseis anos, sujeitos às normas da
legislação especial.

Essa questão ninguém pode errar, mesmo quem nunca estudou esse assunto,
não é? A discussão sobre a redução da maioridade penal extrapola o direito
constitucional, sendo bastante presente nas nossas vidas.

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Mas, para nós, reles concursandos, o que interessa é que o art. 228 da CF,
estatui que são penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos. Mas
eles estarão sujeitos às normas da legislação especial.
Item errado.

64. (CESPE/AGENTE/DETRAN/DF/2003) A maioridade penal, hoje em dezoito


anos de idade, pode ser alterada por lei ordinária.

Uma lei, ordinária ou complementar, que reduzisse a maioridade penal para 16,
14 ou 12 anos, seria constitucional?
Não, essa lei seria flagrantemente inconstitucional por desrespeito ao art. 228
da CF:
“São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às
normas da legislação especial.”
Item errado.

65. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/RO/2008) A família, a


sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando
sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e
garantindo-lhes o direito à vida e, aos maiores de sessenta anos, a gratuidade
dos transportes coletivos urbanos.

Os direitos dos idosos são regulados no art. 230. A família, a sociedade e o


Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando sua
participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e
garantindo-lhes o direito à vida.
O § 2º garante a gratuidade dos transportes coletivos urbanos aos maiores de
sessenta e cinco anos. Daí o erro da questão.
Além disso, a Constituição Federal estabelece ainda que os programas de
amparo aos idosos sejam executados preferencialmente em seus lares.
Item errado.

66. (CESPE/AGENTE DE SEGURANÇA/PREFEITURA DE VITÓRIA/2007) São


penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, que estão sujeitos às
normas da legislação especial.

A assertiva está de acordo com o art. 228.


Item certo.

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Caro aluno, desejo-lhe uma ótima prova!


Um grande abraço.
Fred Dias

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4 - Lista das Questões Comentadas


1. (ESAF/ACE/MDIC/2012) Nos termos da atual redação da Constituição, são
objetivos estabelecidos para a organização da seguridade social, exceto:
a) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços.
b) distinção dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais, conforme
suas peculiaridades.
c) equidade na forma de participação no custeio.
d) irredutibilidade do valor dos benefícios.
e) diversidade da base de financiamento.
2. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) A doutrina subdivide a
universalidade em objetiva, significando que o atendimento deve abranger
pessoas de todo o país, no âmbito urbano ou rural, e subjetiva, significando que
a abrangência deve abarcar os riscos sociais e a prevenção do surgimento da
necessidade protetora em qualquer circunstância.
3. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) A distributividade não é
uma consequência da seletividade, na medida em que não se dá mais a quem
mais necessite. A distributividade deve ocorrer de maneira uniforme.
4. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) A equidade, na forma
de participação, significa que cada fonte de financiamento há de contribuir com
valores iguais.
5. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) Segundo a doutrina, a
descentralização da Administração é concebida pelo ordenamento jurídico
federal como um princípio fundamental da atividade da Administração e deve
efetivar-se em três planos: a) dentro da própria Administração, distinguindo-se
os níveis de direção e os de execução; b) da Administração Central, para as
unidades federadas, mediante agências, delegacias e repartições distribuídas no
território nacional, tanto quanto possível perto dos usuários da Seguridade
Social; c) da Administração Federal, para a órbita privada, mediante contrato
ou concessão.
6. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/PC/AP/2010) A seguridade social
compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos
e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à
previdência e à assistência social.
7. (CESPE/AGENTE PENITENCIÁRIO/AGENTE DE ESCOLTA E VIGILÂNCIA
PENITENCIÁRIO/SEJUS/ES/2009) A seguridade social tem por finalidade

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assegurar exclusivamente os direitos relativos à saúde, mediante um conjunto


integrado de ações de iniciativa tanto do poder público como da sociedade.
8. (CESPE/PROCURADOR/PGEPI/2008) Compete ao poder público, nos termos
da lei, organizar a seguridade social, com base no caráter democrático e
descentralizado da administração, mediante gestão bipartite e com a
participação dos trabalhadores e dos empregadores.
9. (CESPE/OAB/2007) A seguridade social compreende um conjunto integrado
de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade destinadas a
assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social, as
quais exigem caráter contributivo.
10. (ESAF/ACE/MDIC/2012) O art. 195 e seus incisos da Constituição, ao
disporem sobre o custeio da seguridade social, passaram a prever contribuição
a cargo dos aposentados e pensionistas, sendo vedado aos Estados-membros
ou Municípios editarem disciplina em contrário.
11. (ESAF/AFRFB/2009) A seguridade social será financiada pela União e pelo
plano gestor dos Estados e Municípios.
12. (ESAF/AUDITOR FISCAL DO TRABALHO/MTE/2010) O financiamento vem
de diversas fontes. Ao contrário do que muitos pensam, tal financiamento pode
ser concebido no sentido próprio da palavra, na medida que o retorno ocorre
com juros, não se constituindo, portanto, como uma subvenção.
13. (CESPE/ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA/MPS/2010) A CF
prevê, expressamente, como fonte de financiamento para a seguridade social, a
contribuição social da empresa incidente sobre o lucro.
14. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MTE/2008) Sobre a receita de
concursos de prognósticos incide contribuição social destinada a financiar a
seguridade social.
15. (CESPE/TÉCNICO SOCIAL COM FORMAÇÃO EM SERVIÇO
SOCIAL/SEAD/CEHAP/PB/2008) A seguridade é um sistema de cobertura de
contingências sociais destinado a todos os que se encontram em estado de
necessidade, não restringindo os benefícios nem aos contribuintes nem à perda
da capacidade laborativa.
16. (ESAF/ACE/MDIC/2012) São de relevância pública as ações e serviços de
saúde, cabendo ao Poder Público dispor, nos termos da lei complementar, sobre
sua regulamentação, fiscalização e controle, devendo sua execução ser feita
diretamente ou através de terceiros e, também, por pessoa física ou jurídica de
direito privado.

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17. (ESAF/ACE/MDIC/2012) Entre as diretrizes constitucionais afetas à saúde,


temos a possibilidade da destinação de recursos públicos para auxílio ou
subvenção às instituições privadas com fins lucrativos, desde que, quando
preciso, prestem atendimento público.
18. (ESAF/AFT/2010) A saúde integra o tópico da Constituição Federal que
trata da Ordem Social. A saúde é um direito de todos e dever do Estado. As
ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e
hierarquizada e constituem um sistema único. Sobre a saúde, é correto afirmar
que
a) lei federal disporá sobre o regime jurídico e a regulamentação das atividades
de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias, vedada a
previsão de piso salarial nacional.
b) o regime jurídico e a regulamentação das atividades de agente comunitário
de saúde e agente de combate às endemias são previstos na Constituição. Tais
regimes e regulamentações são suficientes para garantir as prerrogativas das
duas classes, por tratar-se de um comando normativo constitucional auto-
aplicável.
c) lei federal disporá sobre o regime jurídico, o piso salarial profissional
nacional, as diretrizes para os Planos de Carreira e a regulamentação das
atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias,
competindo à União, nos termos da lei, prestar assistência financeira
complementar aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, para o
cumprimento do referido piso salarial.
d) lei complementar disporá sobre o regime jurídico e a regulamentação das
atividades de agente comunitário de saúde e agente de combate às endemias,
vedada a previsão de piso salarial nacional.
e) os gestores locais do sistema único de saúde poderão admitir agentes
comunitários de saúde e agentes de combate às endemias sem processo
seletivo público, nas condições previstas na Constituição Federal, avaliando-se
as circunstâncias, de acordo com a natureza e complexidade de suas atribuições
e requisitos específicos para sua atuação.
19. (FGV/DELEGADO DE POLÍCIA/PC/AP/2010) A saúde é direito de todos e
dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à
redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e
igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.
20. (CESPE/ADMINISTRADOR/MTE/2008) Caso uma clínica privada
especializada em transplante de medula óssea pretenda estender os seus

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serviços para o atendimento à população carente, nesse caso, ainda que essa
clínica integre o Sistema Único de Saúde, não poderá receber recursos públicos
para auxílios ou subvenções se tiver fins lucrativos.
21. (CESPE/AGENTE/PF/2004) As instituições privadas podem participar de
forma complementar do Sistema Único de Saúde mediante contrato de direito
público ou convênio.
22. (FCC/AGENTE DE DEFENSORIA/ASSISTENTE SOCIAL/DPE-SP/2010) O
Sistema Único de Saúde - SUS deve estar estruturado com ênfase na
participação do setor privado mediante a destinação de recursos públicos para a
subvenção a entidades sem fins lucrativos.
23. (MPE-MG/PROMOTOR DE JUSTIÇA/50º CONCURSO/MPE-MG/2010)
Segundo a Constituição Federal de 1988, é INCORRETO afirmar que
a) a assistência à saúde é livre à iniciativa privada.
b) é facultada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às
instituições privadas com fins lucrativos.
c) as instituições privadas poderão participar de forma complementar do
sistema único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito
público ou convênio.
d) é vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais
estrangeiros na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.
24. (FUNJAB-SC/MÉDICO/PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/2010 - adaptada)
O artigo 198 da Constituição Federal define o Sistema Único de Saúde – SUS,
constituído por uma rede regionalizada e hierarquizada, integrada por ações e
serviços públicos de saúde.
Assinale a alternativa CORRETA, sobre as diretrizes que organizam o SUS.
a) Participação da comunidade
b) Atendimento integral, com prioridade para os serviços assistenciais, sem
prejuízo das atividades preventivas
c) Atendimento equitativo, com prioridade aos mais necessitados
d) Descentralização, com direção compartilhada em cada esfera de governo
25. (ESAF/ACE/MDIC/2012) Veda-se a filiação ao regime geral de previdência
social, na qualidade de segurado facultativo, de pessoa participante de regime
próprio de previdência.
26. (ESAF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/MPU/2004) O valor da gratificação
natalina dos aposentados e pensionistas do regime geral de previdência social

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corresponderá à média dos proventos ou pensões recebidos ao longo do ano ou


ao valor do provento ou pensão recebido no mês de dezembro de cada ano,
prevalecendo o valor mais favorável.
27. (UPENET/AGENTE PENITENCIÁRIO/SERES-PE/2010) A Previdência Social é
organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação
facultativa, observados os critérios que preservam o equilíbrio financeiro e
atuarial.
28. (CESPE/TÉCNICO SOCIAL COM FORMAÇÃO EM SERVIÇO
SOCIAL/SEAD/CEHAP/PB/2008) A previdência social tem como objetivo básico
assegurar determinados benefícios a todos os cidadãos. Tais benefícios
destinam-se a cobrir eventos de doenças, invalidez e morte, proteger a
maternidade, proteger o trabalhador em situação de desemprego, entre outros.
29. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MTE/2008) Mesmo que um servidor
público federal possua regime próprio de previdência social, ele poderá ser
contribuinte facultativo do regime geral de previdência social.
30. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A previdência social tem
como uma de suas finalidades amparar as pessoas reconhecidamente
hipossuficientes, prestando-lhes auxílio em casos de doença, invalidez, morte e
idade avançada.
31. (CESPE/Defensor Público/DPGE/2007) Embora não conste expressamente
no título que trata da ordem social na Constituição Federal, o princípio da
solidariedade é postulado fundamental para a compreensão do regime
financeiro da previdência social brasileira, representado de maneira evidente
pelo pacto das gerações, característica dos sistemas de repartição.
32. (CESPE/PROCURADOR/PGEPI/2008) Para efeito de aposentadoria, é
assegurada a contagem, de forma autônoma, do tempo de contribuição na
administração pública ou na atividade privada, rural e urbana, não sendo lícita a
compensação financeira entre os dois sistemas.
33. (FCC/PROCURADOR ESPECIAL DE CONTAS/TCM-BA/2011) Considere os
seguintes dispositivos da Lei Complementar federal 109, de 2001, que dispõe
sobre o regime de previdência complementar e dá outras providências:
Art. 4o As entidades de previdência complementar são classificadas em
fechadas e abertas, conforme definido nesta Lei Complementar.
Art. 31. As entidades fechadas são aquelas acessíveis, na forma regulamentada
pelo órgão regulador e fiscalizador, exclusivamente:

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I. aos empregados de uma empresa ou grupo de empresas e aos servidores da


União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, entes denominados
patrocinadores; e
II. aos associados ou membros de pessoas jurídicas de caráter profissional,
classista ou setorial, denominadas instituidores.
Art. 68. As contribuições do empregador, os benefícios e as condições
contratuais previstos nos estatutos, regulamentos e planos de benefícios das
entidades de previdência complementar não integram o contrato de trabalho
dos participantes, assim como, à exceção dos benefícios concedidos, não
integram a remuneração dos participantes.
A leitura dos dispositivos legais transcritos revela que o contido
a) no artigo 4o é incompatível com a Constituição, que não admite a existência
de entidades fechadas de previdência privada.
b) no artigo 31 é incompatível com a Constituição, que veda o aporte de
recursos a entidade de previdência privada pelos entes da federação, por suas
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista e
outras entidades públicas.
c) no artigo 68 é incompatível com a Constituição, que prevê expressamente
que os benefícios das entidades de previdência complementar integram o
contrato de trabalho dos participantes.
d) nos artigos transcritos é incompatível com a disciplina constitucional da
matéria, que não admite sua regulamentação por lei complementar.
e) nos artigos transcritos é compatível com a disciplina constitucional da
matéria.
34. (CESPE/PROCURADOR/AL/ES/2011) É vedado o aporte de recursos
públicos a entidades de previdência privada pela União, pelos estados, pelo DF
e pelos municípios, a qualquer título.
35. (ESAF/ACE/MDIC/2012) A assistência social será prestada a quem dela
necessitar, mediante contribuição, pois apresenta natureza de seguro social,
sendo ainda realizada mediante recursos do orçamento da seguridade social,
previsto no art. 195 da Constituição, além de outras fontes.
36. (ESAF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/MPU/2004) A assistência social será
prestada a quem dela precisar, independentemente de contribuição à
seguridade social, sendo facultado aos Estados vincular um percentual, definido
na Constituição Federal, de sua receita tributária líquida para o pagamento de

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despesas com pessoal contratado para a realização de programas de apoio à


inclusão e promoção social.
37. (CESPE/ADMINISTRADOR/MTE/2008) A promoção da integração ao
mercado de trabalho é um objetivo da assistência social.
38. (CESPE/AGENTE ADMINISTRATIVO/MTE/2008) Suponha que Maria, de 25
anos de idade, possua deficiência que a incapacita ao trabalho e que, na casa
em que mora, com a mãe e mais cinco irmãos, a renda familiar seja de um
salário mínimo. Nessa situação, Maria tem direito a benefício da assistência
social, no valor de um salário mínimo por mês, mesmo na hipótese de jamais
ter contribuído para a seguridade social.
39. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A Constituição Federal
estabelece que a assistência social deve ser prestada a quem dela necessitar,
independentemente de contribuição à seguridade social.
40. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) As ações governamentais na
área da assistência social são realizadas com recursos do orçamento da
seguridade social, sendo proibida a obtenção de recursos de outras fontes.
41. (CESPE/PROCURADOR/PGEPI/2008) A assistência social será prestada a
quem dela necessitar, desde que o interessado seja contribuinte da seguridade
social.
42. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/RO/2008) A CF
garante, conforme dispuser a lei, o benefício assistencial mensal, de um salário
mínimo, à pessoa idosa, desde que esta comprove não possuir meios de prover
à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família.
43. (CESPE/JUIZ FEDERAL/TRF5/2009) Todos os brasileiros têm direito ao
meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem dominial da União e essencial
à sadia qualidade de vida. Nesse sentido, impõe-se ao poder público e à
coletividade o dever de defender o meio ambiente e preservá-lo para as
presentes e futuras gerações.
44. (CESPE/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/PRF/2008) O meio ambiente é
bem de uso especial, que a administração pública pode utilizar para a realização
de suas atividades e a consecução de seus fins.
45. (CESPE/ANALISTA AMBIENTAL/MMA/2008) A instalação de obra ou
atividade causadora, mesmo que apenas potencialmente, de significativa
degradação do meio ambiente deve ser precedida por estudo de impacto
ambiental, exigindo-se, ainda, o atendimento ao princípio da publicidade.

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46. (CESPE/ANALISTA AMBIENTAL/MMA/2008) Usinas que se destinam a


operar com reator nuclear só poderão ser instaladas mediante definição do local
específico de seu funcionamento, estabelecida por lei de cada estado ou do
Distrito Federal.
(CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/NATAL/2008) Tendo em vista o
tratamento dado pela CF ao meio ambiente, julgue os seguintes itens.
47. (CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/NATAL/2008) A CF prevê
expressamente que a obrigação de preservar o meio ambiente é do poder
público e da coletividade.
48. (CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/NATAL/2008) O direito ao meio
ambiente equilibrado não pode ser considerado direito fundamental, visto que
não integra o rol dos direitos previstos no art. 5º da CF.
49. (CESPE/PROCURADOR MUNICIPAL/PGM/NATAL/2008) Usinas que operem
com reator nuclear devem ter sua localização definida por decreto do presidente
da República, sem o qual não podem ser instaladas.
50. (CESPE/NÍVEL SUPERIOR/MINISTÉRIO DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA/2008)
A CF prevê expressamente que a floresta amazônica brasileira, a mata
atlântica, a serra do Mar, o pantanal matogrossense e a zona costeira são
patrimônio nacional, e sua utilização será feita dentro de condições que
assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos
recursos naturais.
51. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A Constituição Federal não
consagrou como obrigação do poder público a defesa, preservação e garantia
de efetividade do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente
equilibrado.
52. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) Para a instalação de obras
que possam causar dano significativo ao meio ambiente, é desnecessária a
realização de estudo prévio de impacto ambiental.
53. (ESAF/ANALISTA ADMINISTRATIVO/MPU/2004) A entidade familiar, nos
termos da Constituição Federal, pode ser a união estável entre homem e
mulher ou a comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes.
54. (CESPE/AGENTE/PF/2004) A Constituição Federal, em respeito à livre
decisão do casal, veda qualquer forma de participação do Estado no
planejamento familiar.

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55. (CESPE/DELEGADO DE POLÍCIA/POLÍCIA CIVIL/PB/2008) O Estado deve


interferir no planejamento familiar quando o casal não tiver condições
econômicas de criar os seus filhos.
56. (CESPE/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/PRF/2008) A comunidade
formada por qualquer dos pais e seus descendentes é considerada entidade
familiar.
57. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A proteção especial às
crianças e aos adolescentes, conferida pela Carta Magna, não abrange o
respeito à condição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da
aplicação de qualquer medida privativa de liberdade.
58. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A comunidade formada por
qualquer dos pais e seus descendentes não está prevista na Constituição
Federal brasileira como entidade familiar.
59. (CESPE/TÉCNICO JUDICIÁRIO/TRE/MA/2005) A Constituição Federal, para
efeito da proteção do Estado, reconheceu juridicamente a união estável entre
homem e mulher, garantindo-lhe proteção e determinando ao legislador
infraconstitucional a edição de lei que facilite sua conversão em casamento.
60. (CESPE/JUIZ FEDERAL/TRF5/2009) Lei brasileira que institua forma de
coagir famílias pobres a não terem mais que dois filhos não está em
desconformidade material com a CF.
61. (CESPE/AGENTE DE SEGURANÇA/PREFEITURA DE VITÓRIA/2007) Os filhos
havidos ou não da relação do casamento ou por adoção terão os mesmos
direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias
relativas à filiação.
62. (CESPE/ANALISTA JUDICIÁRIO/TRE/TO/2005) A Constituição Federal
define requisitos e prazos mínimos para a dissolução do casamento civil pelo
divórcio: separação judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou
comprovada separação de fato por mais de dois anos.
63. (CESPE/POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL/PRF/2008) São penalmente
inimputáveis apenas menores de dezesseis anos, sujeitos às normas da
legislação especial.
64. (CESPE/AGENTE/DETRAN/DF/2003) A maioridade penal, hoje em dezoito
anos de idade, pode ser alterada por lei ordinária.
65. (CESPE/PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO/MPE/RO/2008) A família, a
sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas idosas, assegurando
sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e bem-estar e

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garantindo-lhes o direito à vida e, aos maiores de sessenta anos, a gratuidade


dos transportes coletivos urbanos.
66. (CESPE/AGENTE DE SEGURANÇA/PREFEITURA DE VITÓRIA/2007) São
penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, que estão sujeitos às
normas da legislação especial.

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5- Gabarito

1. B 12. E 23. B 34. E 45. C 56. C


2. E 13. C 24. A 35. E 46. E 57. E
3. E 14. C 25. C 36. E 47. C 58. E
4. E 15. C 26. E 37. C 48. E 59. C
5. C 16. E 27. E 38. C 49. E 60. E
6. C 17. E 28. E 39. C 50. C 61. C
7. E 18. X 29. E 40. E 51. E 62. C
8. E 19. C 30. C 41. E 52. E 63. E
9. E 20. C 31. C 42. C 53. C 64. E
10. E 21. C 32. E 43. E 54. E 65. E
11. E 22. E 33. E 44. E 55. E 66. C

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