Simulado
Criado em: 30/11/2023 às [Link]
1. [Q2215162]
De acordo com a norma-padrão, o acento grave indicador da crase deve ser utilizado obrigatoriamente em
a )As emissões de gases do efeito estufa têm ocasionado as principais mudanças climáticas no planeta.
b )As pesquisas de opinião mostram que, para os brasileiros, a mudança climática é maior ameaça a população do que a violência
urbana.
c ) O aumento da temperatura do planeta é consequência de ações humanas tomadas a partir da Revolução Industrial, no século 18.
d )O Greenpeace trabalha para pressionar governos e empresas a diminuir as emissões de gases de efeito estufa.
e )O aquecimento global pode levar o planeta a situações irreversíveis para a humanidade.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Emprego do sinal indicativo de crase > Regras práticas de ocorrência de crase >
Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 6
2. [Q2215168]
A frase em que o verbo destacado apresenta a regência de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa é:
a )A população daquela região não aprovou às restrições impostas pelos órgãos governamentais para a preservação do meio ambiente.
b )As instituições financeiras costumam a diminuir as taxas de juros para favorecer as possibilidades de empréstimos dos clientes.
c ) O esportista lembrou-se que estava atrasado para o compromisso assumido, no dia anterior, durante o treinamento da equipe.
d )O ato de pesquisar envolve ao trabalho de coleta de dados pelos estudiosos, resultando em benefícios para a ciência.
e )O escritor afeiçoou-se ao estudo da palavra, ao escutar, ainda nos primeiros anos de sua vida, as histórias lidas pela mãe.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Regência nominal > Regência verbal > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 7
3. [Q2215172]
A forma verbal destacada está empregada adequadamente, de acordo com a norma-padrão no que se refere aos verbos impessoais, em:
a )Os estudiosos do mundo inteiro calculam que faz duas décadas que o consumo global ultrapassou a capacidade de recuperação total
do planeta.
b )O alerta repetido pelos interessados na redução da pobreza é: “Quantos anos têm que as políticas econômicas causam um enorme
custo social!”
c ) O curso de engenharia florestal foi inserido no currículo porque faziam três semestres que os alunos demandavam essa nova
formação.
d )Os jornais noticiaram que, durante a conferência sobre o clima, haviam boas oportunidades de discutir temas relevantes para o
planeta.
e )É evidente que, nas questões de mudanças climáticas, tratam-se de opiniões que situam ambientalistas e economistas em grupos
distintos.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 8
4. [Q2215177]
A palavra ou a expressão destacada aparece grafada de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa em:
a )O aquecimento global pode afetar a sobrevivência da população em muitas regiões por que água e comida já se mostram escassas.
b )O Dia Mundial do Meio Ambiente serve para nos lembrar o por quê de todos terem de contribuir para a preservação da natureza.
c ) O principal tema discutido entre governos e organizações é a globalização, por que afeta a vida dos indivíduos.
d )Os especialistas defendem que o clima na Terra tem passado por ciclos de mudanças mas divergem sobre o porquê desse fato.
e )Os cientistas têm estudado o porque de as emissões de gases poluentes na atmosfera estarem relacionadas às mudanças climáticas
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 9
5. [Q2215132]
Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas
A presença de gases de efeito estufa na atmos-
fera tem aumentado cada vez mais nas últimas dé-
cadas. Desde o início da Revolução Industrial, em
1760, a concentração desses gases cresceu mais de
5 30%. Segundo o Painel Intergovernamental de Mu-
danças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim
do século 21, a concentração de CO2 pode chegar ao
dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm
sendo realizados na tentativa de desvendar o que irá
10 acontecer caso as previsões dos cientistas se con
cretizem.
O CO2 , ou gás carbônico, é um dos principais
responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois
forma uma camada que impede que a radiação solar,
15 refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe
no espaço, o que garante as condições de tempera-
tura e clima necessários para a existência da vida na
Terra.
As principais causas desse crescimento alar-
20 mante de gases de efeito estufa estão associadas
à queima de combustíveis fósseis, às mudanças no
uso do solo, à extinção de florestas, transformadas
em áreas agrícolas ou urbanas. Uma consequência
do aumento da concentração desses gases na at-
25 mosfera é a elevação da temperatura em até 5°C em
algumas regiões do planeta até o final do século. Por
exemplo, é esperada uma elevação da temperatura
de até 6°C na região amazônica, além da redução em
45% do volume de chuvas. Essas alterações climáti-
30 cas podem trazer diversas e catastróficas consequên-
cias, como ondas de calor e estiagens ou chuvas
concentradas em determinados períodos.
Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza
e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocor-
35 re porque são as plantas, os animais e os micror-
ganismos que fornecem alimentos, remédios e boa
parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser
humano. Além disso, afetarão, também, as intera-
ções entre espécies, a estrutura dos ecossistemas e
40 a prestação de serviços ambientais, resultando em
grandes — e talvez irreversíveis — impactos à vida na
Terra.
Os efeitos das mudanças climáticas não são
semelhantes em todos os lugares, ou seja, conheci-
45 mentos obtidos em um ambiente não serão necessa-
riamente os mesmos em outros ambientes onde as
espécies são diferentes e organizadas de maneiras
distintas. Por exemplo, embora as espécies de plan-
tas possam apresentar respostas parecidas ao au-
50 mento do CO2 e da temperatura — como altas taxas
de crescimento —, as consequências em um dado
ecossistema podem ser o domínio de uma
espécie com características invasoras, resultando em gran-
des problemas no funcionamento do ecossistema e
55 até na extinção de espécies e perda da biodiversi-
dade.
Pesquisadores de algumas universidades e cen-
tros de pesquisa brasileiros vêm realizando experi-
mentos a fim de conhecer os efeitos das mudanças
60 climáticas em espécies de interesse econômico: nati-
vas, invasoras ou cultivadas. Entre os aspectos mais
importantes a serem compreendidos, estão as altera-
ções no desenvolvimento e na fotossíntese das plan-
tas, e a consequência disso para as espécies que in-
65 teragem com elas. Por exemplo, se algumas plantas
sofrerem estresse pela elevação de temperatura em
determinadas fases do desenvolvimento, o resultado
pode ser devastador, comprometendo totalmente as
colheitas. Esse é um dos aspectos mais preocupan-
70 tes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar
diretamente a disponibilidade de alimentos e a segu-
rança alimentar da humanidade.
Estudos como esses são de grande importân-
cia, pois só de plantas o Brasil tem em seu território
75 mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversi-
dade mundial) em biomas bastante distintos: Ama-
zônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e
Pantanal.
O estado de alerta é mundial e crescente. A pre-
80 ocupação quanto ao futuro do planeta frente às mu-
danças climáticas aumentou o interesse em pesqui-
sas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser
feito para que possamos entender como as espécies
irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático.
85 Assim, a ampliação desses estudos é fundamental
e urgente para que possamos eficientemente nos
adaptar e investir na mitigação dos impactos das mu-
danças climáticas.
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje,
341. 28 out. 2016. Disponível em:< [Link]
[Link]/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_re-
agir_as_mudancas_climaticas>. Acesso em: 05 dez. 2017.
Adaptado.
De acordo com o texto, os cientistas preveem que as alterações climáticas podem causar prejuízos à vida na Terra porque afetarão a
biodiversidade.
O trecho que explica a importância da biodiversidade é:
a )“Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim do século 21, a concentração de CO2
pode chegar ao dobro da atual.” (l. 5-8)
b )“Uma consequência do aumento da concentração desses gases na atmosfera é a elevação da temperatura em até 5°C em algumas
regiões do planeta até o final do século.” (l. 23-26)
c ) “Isso ocorre porque são as plantas, os animais e os microrganismos que fornecem alimentos, remédios e boa parte da matéria-prima
industrial consumida pelo ser humano.” (l. 34-38)
d )“Os efeitos das mudanças climáticas não são semelhantes em todos os lugares, ou seja, conhecimentos obtidos em um ambiente não
serão necessariamente os mesmos em outros ambientes onde as espécies são diferentes e organizadas de maneiras distintas.” (l. 43-
48)
e )“Pesquisadores de algumas universidades e centros de pesquisa brasileiros vêm realizando experimentos a fim de conhecer os efeitos
das mudanças climáticas em espécies de interesse econômico” (l. 57-60)
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 1
6. [Q2215136]
Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas
A presença de gases de efeito estufa na atmos-
fera tem aumentado cada vez mais nas últimas dé-
cadas. Desde o início da Revolução Industrial, em
1760, a concentração desses gases cresceu mais de
5 30%. Segundo o Painel Intergovernamental de Mu-
danças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim
do século 21, a concentração de CO2 pode chegar ao
dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm
sendo realizados na tentativa de desvendar o que irá
10 acontecer caso as previsões dos cientistas se con
cretizem.
O CO2 , ou gás carbônico, é um dos principais
responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois
forma uma camada que impede que a radiação solar,
15 refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe
no espaço, o que garante as condições de tempera-
tura e clima necessários para a existência da vida na
Terra.
As principais causas desse crescimento alar-
20 mante de gases de efeito estufa estão associadas
à queima de combustíveis fósseis, às mudanças no
uso do solo, à extinção de florestas, transformadas
em áreas agrícolas ou urbanas. Uma consequência
do aumento da concentração desses gases na at-
25 mosfera é a elevação da temperatura em até 5°C em
algumas regiões do planeta até o final do século. Por
exemplo, é esperada uma elevação da temperatura
de até 6°C na região amazônica, além da redução em
45% do volume de chuvas. Essas alterações climáti-
30 cas podem trazer diversas e catastróficas consequên-
cias, como ondas de calor e estiagens ou chuvas
concentradas em determinados períodos.
Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza
e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocor-
35 re porque são as plantas, os animais e os micror-
ganismos que fornecem alimentos, remédios e boa
parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser
humano. Além disso, afetarão, também, as intera-
ções entre espécies, a estrutura dos ecossistemas e
40 a prestação de serviços ambientais, resultando em
grandes — e talvez irreversíveis — impactos à vida na
Terra.
Os efeitos das mudanças climáticas não são
semelhantes em todos os lugares, ou seja, conheci-
45 mentos obtidos em um ambiente não serão necessa-
riamente os mesmos em outros ambientes onde as
espécies são diferentes e organizadas de maneiras
distintas. Por exemplo, embora as espécies de plan-
tas possam apresentar respostas parecidas ao au-
50 mento do CO2 e da temperatura — como altas taxas
de crescimento —, as consequências em um dado
ecossistema podem ser o domínio de uma
espécie com características invasoras, resultando em gran-
des problemas no funcionamento do ecossistema e
55 até na extinção de espécies e perda da biodiversi-
dade.
Pesquisadores de algumas universidades e cen-
tros de pesquisa brasileiros vêm realizando experi-
mentos a fim de conhecer os efeitos das mudanças
60 climáticas em espécies de interesse econômico: nati-
vas, invasoras ou cultivadas. Entre os aspectos mais
importantes a serem compreendidos, estão as altera-
ções no desenvolvimento e na fotossíntese das plan-
tas, e a consequência disso para as espécies que in-
65 teragem com elas. Por exemplo, se algumas plantas
sofrerem estresse pela elevação de temperatura em
determinadas fases do desenvolvimento, o resultado
pode ser devastador, comprometendo totalmente as
colheitas. Esse é um dos aspectos mais preocupan-
70 tes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar
diretamente a disponibilidade de alimentos e a segu-
rança alimentar da humanidade.
Estudos como esses são de grande importân-
cia, pois só de plantas o Brasil tem em seu território
75 mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversi-
dade mundial) em biomas bastante distintos: Ama-
zônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e
Pantanal.
O estado de alerta é mundial e crescente. A pre-
80 ocupação quanto ao futuro do planeta frente às mu-
danças climáticas aumentou o interesse em pesqui-
sas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser
feito para que possamos entender como as espécies
irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático.
85 Assim, a ampliação desses estudos é fundamental
e urgente para que possamos eficientemente nos
adaptar e investir na mitigação dos impactos das mu-
danças climáticas.
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje,
341. 28 out. 2016. Disponível em:< [Link]
[Link]/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_re-
agir_as_mudancas_climaticas>. Acesso em: 05 dez. 2017.
Adaptado.
De acordo com o texto, uma das causas do crescimento dos gases do efeito estufa é a seguinte:
a )desaparecimento de espécies provocando perda da biodiversidade natural.
b )domínio de uma espécie com características invasoras em um ecossistema.
c ) elevação da temperatura em até 5 °C em algumas regiões do planeta.
d )extinção de florestas por transformação em áreas agrícolas ou urbanas.
e )redução na disponibilidade de alimentos e na segurança alimentar.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 2
7. [Q2215144]
Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas
A presença de gases de efeito estufa na atmos-
fera tem aumentado cada vez mais nas últimas dé-
cadas. Desde o início da Revolução Industrial, em
1760, a concentração desses gases cresceu mais de
5 30%. Segundo o Painel Intergovernamental de Mu-
danças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim
do século 21, a concentração de CO2 pode chegar ao
dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm
sendo realizados na tentativa de desvendar o que irá
10 acontecer caso as previsões dos cientistas se con
cretizem.
O CO2 , ou gás carbônico, é um dos principais
responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois
forma uma camada que impede que a radiação solar,
15 refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe
no espaço, o que garante as condições de tempera-
tura e clima necessários para a existência da vida na
Terra.
As principais causas desse crescimento alar-
20 mante de gases de efeito estufa estão associadas
à queima de combustíveis fósseis, às mudanças no
uso do solo, à extinção de florestas, transformadas
em áreas agrícolas ou urbanas. Uma consequência
do aumento da concentração desses gases na at-
25 mosfera é a elevação da temperatura em até 5°C em
algumas regiões do planeta até o final do século. Por
exemplo, é esperada uma elevação da temperatura
de até 6°C na região amazônica, além da redução em
45% do volume de chuvas. Essas alterações climáti-
30 cas podem trazer diversas e catastróficas consequên-
cias, como ondas de calor e estiagens ou chuvas
concentradas em determinados períodos.
Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza
e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocor-
35 re porque são as plantas, os animais e os micror-
ganismos que fornecem alimentos, remédios e boa
parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser
humano. Além disso, afetarão, também, as intera-
ções entre espécies, a estrutura dos ecossistemas e
40 a prestação de serviços ambientais, resultando em
grandes — e talvez irreversíveis — impactos à vida na
Terra.
Os efeitos das mudanças climáticas não são
semelhantes em todos os lugares, ou seja, conheci-
45 mentos obtidos em um ambiente não serão necessa-
riamente os mesmos em outros ambientes onde as
espécies são diferentes e organizadas de maneiras
distintas. Por exemplo, embora as espécies de plan-
tas possam apresentar respostas parecidas ao au-
50 mento do CO2 e da temperatura — como altas taxas
de crescimento —, as consequências em um dado
ecossistema podem ser o domínio de uma
espécie com características invasoras, resultando em gran-
des problemas no funcionamento do ecossistema e
55 até na extinção de espécies e perda da biodiversi-
dade.
Pesquisadores de algumas universidades e cen-
tros de pesquisa brasileiros vêm realizando experi-
mentos a fim de conhecer os efeitos das mudanças
60 climáticas em espécies de interesse econômico: nati-
vas, invasoras ou cultivadas. Entre os aspectos mais
importantes a serem compreendidos, estão as altera-
ções no desenvolvimento e na fotossíntese das plan-
tas, e a consequência disso para as espécies que in-
65 teragem com elas. Por exemplo, se algumas plantas
sofrerem estresse pela elevação de temperatura em
determinadas fases do desenvolvimento, o resultado
pode ser devastador, comprometendo totalmente as
colheitas. Esse é um dos aspectos mais preocupan-
70 tes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar
diretamente a disponibilidade de alimentos e a segu-
rança alimentar da humanidade.
Estudos como esses são de grande importân-
cia, pois só de plantas o Brasil tem em seu território
75 mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversi-
dade mundial) em biomas bastante distintos: Ama-
zônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e
Pantanal.
O estado de alerta é mundial e crescente. A pre-
80 ocupação quanto ao futuro do planeta frente às mu-
danças climáticas aumentou o interesse em pesqui-
sas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser
feito para que possamos entender como as espécies
irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático.
85 Assim, a ampliação desses estudos é fundamental
e urgente para que possamos eficientemente nos
adaptar e investir na mitigação dos impactos das mu-
danças climáticas.
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje,
341. 28 out. 2016. Disponível em:< [Link]
[Link]/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_re-
agir_as_mudancas_climaticas>. Acesso em: 05 dez. 2017.
Adaptado.
No trecho do texto “As principais causas desse crescimento alarmante de gases de efeito estufa estão associadas à queima de
combustíveis fósseis, às mudanças no uso do solo, à extinção de florestas”, (l. 19-22), as vírgulas foram usadas para separar os elementos
de uma enumeração.
O mesmo ocorre em:
a )“Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim do século 21, a concentração de CO2
pode chegar ao dobro da atual.” (l. 5-8)
b )“Os efeitos das mudanças climáticas não são semelhantes em todos os lugares, ou seja, conhecimentos obtidos em um ambiente não
serão necessariamente os mesmos em outros ambientes onde as espécies são diferentes e organizadas de maneiras distintas.” (l. 43-
48)
c ) “Por exemplo, se algumas plantas sofrerem estresse pela elevação de temperatura em determinadas fases do desenvolvimento, o
resultado pode ser devastador, comprometendo totalmente as colheitas.” (l. 65-69)
d )“Esse é um dos aspectos mais preocupantes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar diretamente a disponibilidade de
alimentos e a segurança alimentar da humanidade.” (l. 69-72)
e )“o Brasil tem em seu território mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversidade mundial) em biomas bastante distintos:
Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.” (l. 74-78)
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 3
8. [Q2215150]
Como as espécies irão reagir às mudanças climáticas
A presença de gases de efeito estufa na atmos-
fera tem aumentado cada vez mais nas últimas dé-
cadas. Desde o início da Revolução Industrial, em
1760, a concentração desses gases cresceu mais de
5 30%. Segundo o Painel Intergovernamental de Mu-
danças do Clima (IPCC, na sigla em inglês), até o fim
do século 21, a concentração de CO2 pode chegar ao
dobro da atual. Desde 2012, diversos estudos vêm
sendo realizados na tentativa de desvendar o que irá
10 acontecer caso as previsões dos cientistas se con
cretizem.
O CO2 , ou gás carbônico, é um dos principais
responsáveis pelo efeito estufa na atmosfera, pois
forma uma camada que impede que a radiação solar,
15 refletida pela superfície em forma de calor, se dissipe
no espaço, o que garante as condições de tempera-
tura e clima necessários para a existência da vida na
Terra.
As principais causas desse crescimento alar-
20 mante de gases de efeito estufa estão associadas
à queima de combustíveis fósseis, às mudanças no
uso do solo, à extinção de florestas, transformadas
em áreas agrícolas ou urbanas. Uma consequência
do aumento da concentração desses gases na at-
25 mosfera é a elevação da temperatura em até 5°C em
algumas regiões do planeta até o final do século. Por
exemplo, é esperada uma elevação da temperatura
de até 6°C na região amazônica, além da redução em
45% do volume de chuvas. Essas alterações climáti-
30 cas podem trazer diversas e catastróficas consequên-
cias, como ondas de calor e estiagens ou chuvas
concentradas em determinados períodos.
Tais fatores afetarão a biodiversidade (riqueza
e variedade do mundo natural) na Terra. Isso ocor-
35 re porque são as plantas, os animais e os micror-
ganismos que fornecem alimentos, remédios e boa
parte da matéria-prima industrial consumida pelo ser
humano. Além disso, afetarão, também, as intera-
ções entre espécies, a estrutura dos ecossistemas e
40 a prestação de serviços ambientais, resultando em
grandes — e talvez irreversíveis — impactos à vida na
Terra.
Os efeitos das mudanças climáticas não são
semelhantes em todos os lugares, ou seja, conheci-
45 mentos obtidos em um ambiente não serão necessa-
riamente os mesmos em outros ambientes onde as
espécies são diferentes e organizadas de maneiras
distintas. Por exemplo, embora as espécies de plan-
tas possam apresentar respostas parecidas ao au-
50 mento do CO2 e da temperatura — como altas taxas
de crescimento —, as consequências em um dado
ecossistema podem ser o domínio de uma
espécie com características invasoras, resultando em gran-
des problemas no funcionamento do ecossistema e
55 até na extinção de espécies e perda da biodiversi-
dade.
Pesquisadores de algumas universidades e cen-
tros de pesquisa brasileiros vêm realizando experi-
mentos a fim de conhecer os efeitos das mudanças
60 climáticas em espécies de interesse econômico: nati-
vas, invasoras ou cultivadas. Entre os aspectos mais
importantes a serem compreendidos, estão as altera-
ções no desenvolvimento e na fotossíntese das plan-
tas, e a consequência disso para as espécies que in-
65 teragem com elas. Por exemplo, se algumas plantas
sofrerem estresse pela elevação de temperatura em
determinadas fases do desenvolvimento, o resultado
pode ser devastador, comprometendo totalmente as
colheitas. Esse é um dos aspectos mais preocupan-
70 tes, no contexto de mudanças climáticas, por afetar
diretamente a disponibilidade de alimentos e a segu-
rança alimentar da humanidade.
Estudos como esses são de grande importân-
cia, pois só de plantas o Brasil tem em seu território
75 mais de 55 mil espécies (cerca de 22% da diversi-
dade mundial) em biomas bastante distintos: Ama-
zônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e
Pantanal.
O estado de alerta é mundial e crescente. A pre-
80 ocupação quanto ao futuro do planeta frente às mu-
danças climáticas aumentou o interesse em pesqui-
sas científicas nessa área, mas ainda há muito a ser
feito para que possamos entender como as espécies
irão se adaptar (ou não) ao novo cenário climático.
85 Assim, a ampliação desses estudos é fundamental
e urgente para que possamos eficientemente nos
adaptar e investir na mitigação dos impactos das mu-
danças climáticas.
BORDIGNON, L.; OKI, Y.; FARIA, A.P. Revista Ciência Hoje,
341. 28 out. 2016. Disponível em:< [Link]
[Link]/revista/materia/id/1104/n/como_as_especies_irao_re-
agir_as_mudancas_climaticas>. Acesso em: 05 dez. 2017.
Adaptado.
No trecho do texto “mas ainda há muito a ser feito para que possamos entender como as espécies irão se adaptar (ou não) ao novo
cenário climático.” (l. 82-84), a palavra destacada é uma forma do verbo “haver” no sentido de “existir”.
A mesma ocorrência, respeitando-se a norma-padrão, verifica-se em:
a )As alterações na fotossíntese das plantas estão entre os aspectos mais importantes há serem estudados nas investigações sobre o
clima.
b )De acordo com o IPCC, há concentração de CO2 pode chegar, até o fim do século 21, ao dobro do que representa nos dias de hoje.
c ) Em razão das consequências das mudanças climáticas na vida do planeta, há atualmente uma grande preocupação com o aumento
do CO2.
d )Estudos que abrangem desde o trabalho de micro-organismos no solo até há fisiologia de eucaliptos nativos estão em andamento
desde o ano de 2012.
e )Pesquisadores brasileiros realizaram diversos experimentos há fim de diminuir os efeitos de alterações do clima nas plantas.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma culta ou norma padrão > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 4
9. [Q2178408]
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo
mundial de dados, criando uma situação inédita na
história recente. As principais potências econômicas
e militares do planeta decidiram partir para a ação
5 ao perceberem que seus segredos começam a ser
divulgados com facilidade e frequência nunca vistas
antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da
espionagem virtual mostram que o essencial é o
10 controle da informação disponível no mundo - não
mais guardar segredos, mas saber o que os outros
sabem ou podem vir a saber. Os estrategistas em
guerra cibernética sabem que a possibilidade de
vazamentos de informações sigilosas é cada vez
15 maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em
dados de tudo o que conhecemos, aumentou de
forma vertiginosa o acervo mundial de informações.
Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil
20 petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04
milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar
apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume
equivalente a 400 vezes o total de páginas web
25 indexadas diariamente pelo Google e 156 vezes o
total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24
horas.
Como não é viável exercer um controle material
sobre o fluxo de dados na internet, os centros
30 mundiais de poder optaram pelo desenvolvimento
de uma batalha pela informação. O manejo dos
grandes dados permite estabelecer correlações entre
fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez
impossíveis de serem alcançados até agora.
35 Como tudo o que fazemos diariamente é
transformado em dados pelo nosso banco, pelo
correio eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de
crédito etc., já somos passíveis de monitoração em
tempo real, em caráter permanente. São esses dados
40 que alimentam os softwares analíticos que produzem
correlações que servem de base para decisões
estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013.
Disponível em: <[Link]
go-aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma-
guerra-virtual-pela-informaçao/.> Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
A forma verbal destacada atende às exigências da norma -padrão da língua portuguesa em:
a )Ao digitar as senhas em público, é necessário que confiremos se há pessoas estranhas nos observando para garantir a segurança
virtual.
b )As informações pessoais deveriam ser digitadas de forma condensada para que cabessem todas no espaço próprio do questionário
socioeconômico.
c ) Os meios eletrônicos contribuem para que os estudantes retenham a maior parte das informações necessárias ao bom desempenho
escolar.
d )Para evitar a espionagem virtual é preciso que nós não consintemos na utilização dos nossos dados pessoais ao instalar novos
aplicativos no celular
e )Quando algum consumidor querer comprar o último modelo de smartphone, pode agredir outros componentes da fila para tomar
seu lugar.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma culta ou norma padrão > Concordância verbal
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Técnico Ambiental Júnior / Questão: 4
10. [Q2178442]
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo
mundial de dados, criando uma situação inédita na
história recente. As principais potências econômicas
e militares do planeta decidiram partir para a ação
5 ao perceberem que seus segredos começam a ser
divulgados com facilidade e frequência nunca vistas
antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da
espionagem virtual mostram que o essencial é o
10 controle da informação disponível no mundo - não
mais guardar segredos, mas saber o que os outros
sabem ou podem vir a saber. Os estrategistas em
guerra cibernética sabem que a possibilidade de
vazamentos de informações sigilosas é cada vez
15 maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em
dados de tudo o que conhecemos, aumentou de
forma vertiginosa o acervo mundial de informações.
Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil
20 petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04
milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar
apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume
equivalente a 400 vezes o total de páginas web
25 indexadas diariamente pelo Google e 156 vezes o
total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24
horas.
Como não é viável exercer um controle material
sobre o fluxo de dados na internet, os centros
30 mundiais de poder optaram pelo desenvolvimento
de uma batalha pela informação. O manejo dos
grandes dados permite estabelecer correlações entre
fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez
impossíveis de serem alcançados até agora.
35 Como tudo o que fazemos diariamente é
transformado em dados pelo nosso banco, pelo
correio eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de
crédito etc., já somos passíveis de monitoração em
tempo real, em caráter permanente. São esses dados
40 que alimentam os softwares analíticos que produzem
correlações que servem de base para decisões
estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013.
Disponível em: <[Link]
go-aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma-
guerra-virtual-pela-informaçao/.> Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
A concordância da forma verbal destacada foi realizada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
a )Com o crescimento da espionagem virtual, é necessário que se promova novos estudos sobre mecanismos de proteção mais eficazes.
b )O rastreamento permanente das invasões cibernéticas de grande porte permite que se suspeitem dos hackers responsáveis.
c ) Para atender às demandas dos usuários de celulares, é preciso que se destinem à pesquisa tecnológica muitos milhões de dólares.
d )Para detectar as consequências mais prejudiciais da guerra virtual pela informação, necessitam-se de estudos mais aprofundados.
e )Se o crescimento das redes sociais assumir uma proporção incontrolável, é aconselhável que se estabeleça novas restrições de
utilização pelos jovens.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Concordância verbal > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Técnico Ambiental Júnior / Questão: 7
11. [Q2203895]
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20---É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <[Link]
defi ciencias-fi [Link]>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização,
com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
O quarto parágrafo do texto aborda
a )a frequência dos congestionamentos
b )as propostas de melhoria da mobilidade
c ) o aumento da população mundial
d )o índice de mortes nas vias urbanas
e )os problemas de mobilidade no Brasil
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Pressupostos e subentendidos > Sentidos do texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Assistente - Área: Logística / Questão: 2
12. [Q2203899]
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20---É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <[Link]
defi ciencias-fi [Link]>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização,
com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
O grupo em que as duas palavras estão grafadas de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa é
a )beleza, querozene
b )burguezia, esquisito
c ) cortesia, pesquiza
d )improvizo, análise
e )represa, paralisia
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma culta ou norma padrão > Ortografia oficial e acentuação gráfica
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Assistente - Área: Logística / Questão: 3
13. [Q2203900]
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20---É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <[Link]
defi ciencias-fi [Link]>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização,
com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
No trecho “é um fator que impede a mobilidade urbana” (l. 18-19), o verbo que expressa o sentido contrário ao da palavra destacada é
a )fechar
b )prender
c ) facilitar
d )atrapalhar
e )interromper
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Assistente - Área: Logística / Questão: 4
14. [Q2203903]
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20---É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <[Link]
defi ciencias-fi [Link]>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização,
com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
A palavra destacada está grafada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
a )As cidades mais populosas têm estimulado, há alguns anos, novos hábitos de vida para melhorar a mobilidade.
b )O aumento do número de carros, verificado a algum tempo, tem causado grandes transtornos às populações urbanas.
c ) O conceito das pessoas sobre conforto, bem-estar e sustentabilidade vai modificar-se daqui há algumas gerações.
d )O debate sobre a questão da mobilidade urbana intensifica-se há cada dia, mas ainda está muito longe de se esgotar.
e )Os habitantes da periferia dos grandes centros estão a tempos esperando soluções para seus problemas de transporte.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Assistente - Área: Logística / Questão: 5
15. [Q2203906]
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20---É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <[Link]
defi ciencias-fi [Link]>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização,
com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o acento grave indicativo da crase é obrigatório na palavra destacada em:
a )A falta de transporte coletivo traz problemas para as pessoas que vivem na periferia.
b )O centro das cidades foi o primeiro espaço a sofrer com o aumento dos carros.
c ) O automóvel acabou por se confirmar como a forma de transporte dominante.
d )Os espaços centrais passaram a ser ocupados somente nos horários de trabalho.
e )Os governos devem buscar soluções adequadas as necessidades das pessoas.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Grave > Acentos > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Assistente - Área: Logística / Questão: 6
16. [Q2203910]
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20---É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <[Link]
defi ciencias-fi [Link]>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização,
com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
A vírgula está empregada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
a )A acessibilidade é a possibilidade que as pessoas, têm de atingir o destino desejado.
b )A mobilidade urbana tem, forte impacto, sobre o espaço e os recursos naturais.
c ) As políticas públicas, devem priorizar os meios de transporte coletivo, nas cidades.
d )Como alertam os pesquisadores, é preciso discutir estratégias de mobilidade urbana.
e )Nos últimos anos aumentou, a insatisfação das pessoas com os engarrafamentos.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Uso da Vírgula > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Assistente - Área: Logística / Questão: 8
17. [Q2203915]
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20---É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <[Link]
defi ciencias-fi [Link]>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização,
com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
A concordância da palavra destacada atende às exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
a )A poluição e as dificuldades de circulação devem ser evitados, principalmente nos centros urbanos.
b )As moradias e a localização do trabalho deveriam ser mais próximos para garantir melhores condições de vida.
c ) Os problemas e as soluções relativas à mobilidade urbana precisam ser discutidos pelas autoridades.
d )Os espaços para pedestres e as ciclovias precisam ser compartilhadas pelas pessoas nas calçadas.
e )Os transportes coletivos e as condições de acessibilidade ainda são precárias nas cidades brasileiras.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Concordância verbal e nominal (sintaxe de concordância) > Norma culta ou norma
padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Assistente - Área: Logística / Questão: 10
18. [Q1804923]
Texto II
A Benzedeira
asdHavia um médico na nossa rua que, quando
atendia um chamado de urgência na vizinhança, o re-
médio para todos os males era só um: Veganin. Certa
vez, Virgínia ficou semanas de cama por conta de um
5iherpes-zóster na perna. A ferida aumentava dia a dia
e o dr. Albano, claro, receitou Veganin, que, claro, não
surtiu resultado. Eis que minha mãe, no desespero,
passou por cima dos conselhos da igreja e chamou
dona Anunciata, que além de costureira, cabeleireira
10ie macumbeira também era benzedeira. A mulher era
obesa, mal passava por uma porta sem que alguém a
empurrasse, usava uma peruca preta tipo lutador de
sumô, porque, diziam, perdera os cabelos num pro-
cesso de alisamento com água sanitária.
15asdSe Anunciata se mostrava péssima cabeleireira,
no quesito benzedeira era indiscutível. Acompanha-
da de um sobrinho magrelinha (com a sofrida missão
do empurra-empurra), a mulher “estourou” no quarto
onde Virgínia estava acamada e imediatamente pe-
20idiu uma caneta-tinteiro vermelha — não podia ser
azul — e circundou a ferida da perna enquanto re-
zava Ave-Marias entremeadas de palavras africanas
entre outros salamaleques. Essa cena deve ter dura-
do não mais que uma hora, mas para mim pareceu o
25idia inteiro. Pois bem, só sei dizer que depois de três
dias a ferida secou completamente, talvez pelo susto
de ter ficado cara a cara com Anunciata, ou porque
o Vaganin do dr. Albano finalmente fez efeito. Em agra-
decimento, minha mãe levou para a milagreira um
30ibolo de fubá que, claro, foi devorado no ato em um
minuto, sendo que para o sobrinho empurra-empurra
que a tudo assistia não sobrou nem um pedacinho.
LEE, Rita. Uma Autobiografia. São Paulo: Globo, 2016, p. 36.
No Texto II, na descrição de como dr. Albano e Anunciata atuaram no tratamento da ferida na perna de Virgínia, a autora deixa implícita a
ideia de que, em relação à cura da perna da moça,
a )Anunciata desempenhou ali o papel mais importante.
b )Anunciata e dr. Albano em nada contribuíram para o fim do problema.
c ) dr. Albano e o remédio que ele sempre receitava foram de vital importância.
d )Anunciata e dr. Albano tiveram papel igualmente decisivo no caso.
e )tanto Anunciata quanto dr. Albano podem ter sido os responsáveis pela solução do caso.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Químico de Petróleo Júnior / Questão: 6
19. [Q1804925]
Texto II
A Benzedeira
asdHavia um médico na nossa rua que, quando
atendia um chamado de urgência na vizinhança, o re-
médio para todos os males era só um: Veganin. Certa
vez, Virgínia ficou semanas de cama por conta de um
5iherpes-zóster na perna. A ferida aumentava dia a dia
e o dr. Albano, claro, receitou Veganin, que, claro, não
surtiu resultado. Eis que minha mãe, no desespero,
passou por cima dos conselhos da igreja e chamou
dona Anunciata, que além de costureira, cabeleireira
10ie macumbeira também era benzedeira. A mulher era
obesa, mal passava por uma porta sem que alguém a
empurrasse, usava uma peruca preta tipo lutador de
sumô, porque, diziam, perdera os cabelos num pro-
cesso de alisamento com água sanitária.
15asdSe Anunciata se mostrava péssima cabeleireira,
no quesito benzedeira era indiscutível. Acompanha-
da de um sobrinho magrelinha (com a sofrida missão
do empurra-empurra), a mulher “estourou” no quarto
onde Virgínia estava acamada e imediatamente pe-
20idiu uma caneta-tinteiro vermelha — não podia ser
azul — e circundou a ferida da perna enquanto re-
zava Ave-Marias entremeadas de palavras africanas
entre outros salamaleques. Essa cena deve ter dura-
do não mais que uma hora, mas para mim pareceu o
25idia inteiro. Pois bem, só sei dizer que depois de três
dias a ferida secou completamente, talvez pelo susto
de ter ficado cara a cara com Anunciata, ou porque
o Vaganin do dr. Albano finalmente fez efeito. Em agra-
decimento, minha mãe levou para a milagreira um
30ibolo de fubá que, claro, foi devorado no ato em um
minuto, sendo que para o sobrinho empurra-empurra
que a tudo assistia não sobrou nem um pedacinho.
LEE, Rita. Uma Autobiografia. São Paulo: Globo, 2016, p. 36.
No Texto II, a relação de oposição de ideias que há entre as orações do período “Essa cena deve ter durado não mais que uma hora, mas
para mim pareceu o dia inteiro” (l.23-25) está mantida conforme as normas da língua-padrão na seguinte reescritura:
a )Embora essa cena devesse ter durado não mais que uma hora, para mim pareceu o dia inteiro.
b )Essa cena, mesmo que tivesse durado não mais que uma hora, mas para mim pareceu o dia inteiro.
c ) Mesmo que essa cena tenha durado não mais que uma hora, ainda que para mim tenha parecido o dia inteiro.
d )Para mim essa cena pareceu durar o dia inteiro, porquanto deve ter durado não mais que uma hora.
e )Pareceu para mim que essa cena durara o dia inteiro, em contrapartida ter durado não mais que uma hora.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Reescrita de frases e parágrafos do texto > Equivalência, substituição, reorganização
e transformação de palavras ou trechos do texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Químico de Petróleo Júnior / Questão: 7
20. [Q1804932]
Texto II
A Benzedeira
asdHavia um médico na nossa rua que, quando
atendia um chamado de urgência na vizinhança, o re-
médio para todos os males era só um: Veganin. Certa
vez, Virgínia ficou semanas de cama por conta de um
5iherpes-zóster na perna. A ferida aumentava dia a dia
e o dr. Albano, claro, receitou Veganin, que, claro, não
surtiu resultado. Eis que minha mãe, no desespero,
passou por cima dos conselhos da igreja e chamou
dona Anunciata, que além de costureira, cabeleireira
10ie macumbeira também era benzedeira. A mulher era
obesa, mal passava por uma porta sem que alguém a
empurrasse, usava uma peruca preta tipo lutador de
sumô, porque, diziam, perdera os cabelos num pro-
cesso de alisamento com água sanitária.
15asdSe Anunciata se mostrava péssima cabeleireira,
no quesito benzedeira era indiscutível. Acompanha-
da de um sobrinho magrelinha (com a sofrida missão
do empurra-empurra), a mulher “estourou” no quarto
onde Virgínia estava acamada e imediatamente pe-
20idiu uma caneta-tinteiro vermelha — não podia ser
azul — e circundou a ferida da perna enquanto re-
zava Ave-Marias entremeadas de palavras africanas
entre outros salamaleques. Essa cena deve ter dura-
do não mais que uma hora, mas para mim pareceu o
25idia inteiro. Pois bem, só sei dizer que depois de três
dias a ferida secou completamente, talvez pelo susto
de ter ficado cara a cara com Anunciata, ou porque
o Vaganin do dr. Albano finalmente fez efeito. Em agra-
decimento, minha mãe levou para a milagreira um
30ibolo de fubá que, claro, foi devorado no ato em um
minuto, sendo que para o sobrinho empurra-empurra
que a tudo assistia não sobrou nem um pedacinho.
LEE, Rita. Uma Autobiografia. São Paulo: Globo, 2016, p. 36.
De acordo com as normas da linguagem padrão, a colocação pronominal está INCORRETA em:
a )Virgínia encontrava-se acamada há semanas.
b )A ferida não se curava com os remédios.
c ) A benzedeira usava uma peruca que não favorecia-a.
d )Imediatamente lhe deram uma caneta-tinteiro vermelha.
e )Enquanto se rezavam Ave-Marias, a ferida era circundada.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Colocação Pronominal > Norma culta ou norma padrão > Morfossintaxe do período
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Químico de Petróleo Júnior / Questão: 9
21. [Q1804901]
Texto I
Portugueses no Rio de Janeiro
asdO Rio de Janeiro é o grande centro da imigração
portuguesa até meados dos anos cinquenta do sé-
culo passado, quando chega a ser a “terceira cidade
portuguesa do mundo”, possuindo 196 mil portugue-
5ises — um décimo de sua população urbana. Ali, os
portugueses dedicam-se ao comércio, sobretudo na
área dos comestíveis, como os cafés, as panifica-
ções, as leitarias, os talhos, além de outros ramos,
como os das papelarias e lojas de vestuários. Fora
10ido comércio, podem exercer as mais variadas profis-
sões, como atividades domésticas ou as de barbeiros
e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais afor-
tunados, aqueles ligados à indústria, voltados para
construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico
15ide bebidas.
asdA sua distribuição pela cidade, apesar da não
formação de guetos, denota uma tendência para
a sua concentração em determinados bairros, escolhi-
dos, muitas das vezes, pela proximidade da zona de
20 trabalho. No Centro da cidade, próximo ao grande
comércio, temos um grupo significativo de patrícios
e algumas associações de porte, como o Real Ga-
binete Português de Leitura e o Liceu Literário Por-
tuguês. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio de Sá,
25iCatumbi e Tijuca, outro ponto de concentração da co-
lônia, se localizam outras associações portuguesas,
como a Casa de Portugal e um grande número de
casas regionais. Há, ainda, pequenas concentrações
nos bairros periféricos da cidade, como Jacarepa-
30iguá, originalmente formado por quintas de pequenos
lavradores; nos subúrbios, como Méier e Engenho
Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo
e restante da zona sul carioca, área nobre da cidade
a partir da década de cinquenta, preferida pelos mais
35iabastados.
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaris-
tas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, Ida
et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de
Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.
Segundo as informações do Texto I, o perfil dos portugueses que habitavam o Rio de Janeiro em meados do século passado está
adequadamente traçado em:
a )Moravam em bairros pobres, próximos a seus locais de trabalho, e tinham profissões simples.
b )Dedicavam-se à formação de grupos literários e folclóricos e se agrupavam em bairros exclusivos para sua comunidade.
c ) Eram trabalhadores de variadas atividades profissionais e procuravam residir em áreas perto de suas zonas de trabalho
d )Ocupavam pontos variados da cidade, distribuindo-se em proporção semelhante por bairros da periferia, do Centro e da zona sul.
e )Tinham profissões que correspondiam às oportunidades de trabalho que recebiam, sem necessidade de alguma formação
especializada.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Químico de Petróleo Júnior / Questão: 1
22. [Q1804903]
Texto I
Portugueses no Rio de Janeiro
asdO Rio de Janeiro é o grande centro da imigração
portuguesa até meados dos anos cinquenta do sé-
culo passado, quando chega a ser a “terceira cidade
portuguesa do mundo”, possuindo 196 mil portugue-
5ises — um décimo de sua população urbana. Ali, os
portugueses dedicam-se ao comércio, sobretudo na
área dos comestíveis, como os cafés, as panifica-
ções, as leitarias, os talhos, além de outros ramos,
como os das papelarias e lojas de vestuários. Fora
10ido comércio, podem exercer as mais variadas profis-
sões, como atividades domésticas ou as de barbeiros
e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais afor-
tunados, aqueles ligados à indústria, voltados para
construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico
15ide bebidas.
asdA sua distribuição pela cidade, apesar da não
formação de guetos, denota uma tendência para
a sua concentração em determinados bairros, escolhi-
dos, muitas das vezes, pela proximidade da zona de
20 trabalho. No Centro da cidade, próximo ao grande
comércio, temos um grupo significativo de patrícios
e algumas associações de porte, como o Real Ga-
binete Português de Leitura e o Liceu Literário Por-
tuguês. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio de Sá,
25iCatumbi e Tijuca, outro ponto de concentração da co-
lônia, se localizam outras associações portuguesas,
como a Casa de Portugal e um grande número de
casas regionais. Há, ainda, pequenas concentrações
nos bairros periféricos da cidade, como Jacarepa-
30iguá, originalmente formado por quintas de pequenos
lavradores; nos subúrbios, como Méier e Engenho
Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo
e restante da zona sul carioca, área nobre da cidade
a partir da década de cinquenta, preferida pelos mais
35iabastados.
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaris-
tas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, Ida
et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de
Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.
Segundo o Texto I, os portugueses somavam 196 mil habitantes na cidade que era a terceira cidade portuguesa do mundo, número que
correspondia a um décimo de sua população urbana.
Isso significa que havia cerca de 1.960.000 habitantes
a )na cidade do Rio de Janeiro.
b )na cidade de Lisboa.
c ) comparando-se o Rio de Janeiro com Lisboa.
d )somando-se o Rio de Janeiro com Lisboa.
e )em todo o mundo português.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Químico de Petróleo Júnior / Questão: 2
23. [Q1804905]
Texto I
Portugueses no Rio de Janeiro
asdO Rio de Janeiro é o grande centro da imigração
portuguesa até meados dos anos cinquenta do sé-
culo passado, quando chega a ser a “terceira cidade
portuguesa do mundo”, possuindo 196 mil portugue-
5ises — um décimo de sua população urbana. Ali, os
portugueses dedicam-se ao comércio, sobretudo na
área dos comestíveis, como os cafés, as panifica-
ções, as leitarias, os talhos, além de outros ramos,
como os das papelarias e lojas de vestuários. Fora
10ido comércio, podem exercer as mais variadas profis-
sões, como atividades domésticas ou as de barbeiros
e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais afor-
tunados, aqueles ligados à indústria, voltados para
construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico
15ide bebidas.
asdA sua distribuição pela cidade, apesar da não
formação de guetos, denota uma tendência para
a sua concentração em determinados bairros, escolhi-
dos, muitas das vezes, pela proximidade da zona de
20 trabalho. No Centro da cidade, próximo ao grande
comércio, temos um grupo significativo de patrícios
e algumas associações de porte, como o Real Ga-
binete Português de Leitura e o Liceu Literário Por-
tuguês. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio de Sá,
25iCatumbi e Tijuca, outro ponto de concentração da co-
lônia, se localizam outras associações portuguesas,
como a Casa de Portugal e um grande número de
casas regionais. Há, ainda, pequenas concentrações
nos bairros periféricos da cidade, como Jacarepa-
30iguá, originalmente formado por quintas de pequenos
lavradores; nos subúrbios, como Méier e Engenho
Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo
e restante da zona sul carioca, área nobre da cidade
a partir da década de cinquenta, preferida pelos mais
35iabastados.
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaris-
tas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, Ida
et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de
Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.
“No Centro da cidade, próximo ao grande comércio, temos um grupo significativo de patrícios e algumas associações de porte” (l. 20-22).
No trecho acima, a autora usou em itálico a palavra destacada para fazer referência aos
a )luso-brasileiros
b )patriotas da cidade
c ) habitantes da cidade
d )imigrantes portugueses
e )compatriotas brasileiros
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Químico de Petróleo Júnior / Questão: 3
24. [Q1804908]
Texto I
Portugueses no Rio de Janeiro
asdO Rio de Janeiro é o grande centro da imigração
portuguesa até meados dos anos cinquenta do sé-
culo passado, quando chega a ser a “terceira cidade
portuguesa do mundo”, possuindo 196 mil portugue-
5ises — um décimo de sua população urbana. Ali, os
portugueses dedicam-se ao comércio, sobretudo na
área dos comestíveis, como os cafés, as panifica-
ções, as leitarias, os talhos, além de outros ramos,
como os das papelarias e lojas de vestuários. Fora
10ido comércio, podem exercer as mais variadas profis-
sões, como atividades domésticas ou as de barbeiros
e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais afor-
tunados, aqueles ligados à indústria, voltados para
construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico
15ide bebidas.
asdA sua distribuição pela cidade, apesar da não
formação de guetos, denota uma tendência para
a sua concentração em determinados bairros, escolhi-
dos, muitas das vezes, pela proximidade da zona de
20 trabalho. No Centro da cidade, próximo ao grande
comércio, temos um grupo significativo de patrícios
e algumas associações de porte, como o Real Ga-
binete Português de Leitura e o Liceu Literário Por-
tuguês. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio de Sá,
25iCatumbi e Tijuca, outro ponto de concentração da co-
lônia, se localizam outras associações portuguesas,
como a Casa de Portugal e um grande número de
casas regionais. Há, ainda, pequenas concentrações
nos bairros periféricos da cidade, como Jacarepa-
30iguá, originalmente formado por quintas de pequenos
lavradores; nos subúrbios, como Méier e Engenho
Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo
e restante da zona sul carioca, área nobre da cidade
a partir da década de cinquenta, preferida pelos mais
35iabastados.
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaris-
tas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, Ida
et alii. 450 Anos de Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de
Janeiro: Ofi cina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.
O texto emprega duas vezes o verbo “haver”, nas linhas 12 e 28. Ambos estão na 3a pessoa do singular, pois são impessoais.
Esse papel gramatical está repetido corretamente em:
a )Ninguém disse que os portugueses havia de saírem da cidade.
b )Se houvessem mais oportunidades, os imigrantes ficariam ricos.
c ) Haveriam de haver imigrantes de outras procedências na cidade.
d )Os imigrantes vieram de Lisboa porque lá não haviam empregos.
e )Os portugueses gostariam de que houvesse mais ofertas de trabalho.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Químico de Petróleo Júnior / Questão: 4
25. [Q1019645]
O título do Texto I é “Penalidade máxima”, pois se refere a uma situação do jogo de futebol em que a possibilidade de acontecer um gol é
bem alta. A segunda palavra empregada no título tem como antônimo a palavra
a )mínima
b )módica
c ) maiúscula
d )descomunal
e )imensurável
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Relações de sinonímia e antonímia (sinônimos e antônimos)
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Conferente / Questão: 6
26. [Q991058]
Texto I
Portugueses no Rio de Janeiro
O Rio de Janeiro é o grande centro da imigração
portuguesa até meados dos anos cinquenta do sé-
culo passado, quando chega a ser a “terceira cidade
portuguesa do mundo”, possuindo 196 mil portugue-
5 ses — um décimo de sua população urbana. Ali, os
portugueses dedicam-se ao comércio, sobretudo na
área dos comestíveis, como os cafés, as panifica-
ções, as leitarias, os talhos, além de outros ramos,
como os das papelarias e lojas de vestuários. Fora
10 do comércio, podem exercer as mais variadas profis-
sões, como atividades domésticas ou as de barbeiros
e alfaiates. Há, de igual forma, entre os mais afor-
tunados, aqueles ligados à indústria, voltados para
construção civil, o mobiliário, a ourivesaria e o fabrico
15 de bebidas.
A sua distribuição pela cidade, apesar da não
formação de guetos, denota uma tendência para a
sua concentração em determinados bairros, escolhi-
dos, muitas das vezes, pela proximidade da zona de
20 trabalho. No Centro da cidade, próximo ao grande
comércio, temos um grupo significativo de patrícios
e algumas associações de porte, como o Real Ga-
binete Português de Leitura e o Liceu Literário Por-
tuguês. Nos bairros da Cidade Nova, Estácio de Sá,
25 Catumbi e Tijuca, outro ponto de concentração da co-
lônia, se localizam outras associações portuguesas,
como a Casa de Portugal e um grande número de
casas regionais. Há, ainda, pequenas concentrações
nos bairros periféricos da cidade, como Jacarepa-
30 guá, originalmente formado por quintas de pequenos
lavradores; nos subúrbios, como Méier e Engenho
Novo; e nas zonas mais privilegiadas, como Botafogo
e restante da zona sul carioca, área nobre da cidade
a partir da década de cinquenta, preferida pelos mais
35 abastados.
PAULO, Heloísa. Portugueses no Rio de Janeiro: salazaristas e opositores em manifestação na cidade. In: ALVES, Ida et alii. 450 Anos de
Portugueses no Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Oficina Raquel, 2017, pp. 260-1. Adaptado.
O texto emprega duas vezes o verbo “haver”, nas linhas 12 e 28. Ambos estão na 3ª pessoa do singular, pois são impessoais.
Esse papel gramatical está repetido corretamente em:
a )Ninguém disse que os portugueses havia de saírem da cidade.
b )Se houvessem mais oportunidades, os imigrantes ficariam ricos.
c ) Haveriam de haver imigrantes de outras procedências na cidade.
d )Os imigrantes vieram de Lisboa porque lá não haviam empregos.
e )Os portugueses gostariam de que houvesse mais ofertas de trabalho.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Verbos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Geofísico Júnior - Área Geologia / Questão: 4
27. [Q1022274]
O uso do pronome relativo destacado está de acordo com a norma-padrão em:
a )Eram artistas de cujos trabalho todos gostavam.
b )A arquitetura, onde é uma arte, faz grandes mestres.
c ) Visitamos obras que os livros faziam menção a elas.
d )Os artistas que todos elogiavam eram sempre os mesmos.
e )Os mestres dentre as quais faziam um bom trabalho eram elogiados.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pronomes
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Profissional Júnior - Área Direito /
Questão: 8
28. [Q1022269]
Velhas casas
Tenho um amigo arquiteto que gosta de me falar
de velhas casas brasileiras, da simplicidade e do gos-
to dos antigos mestres de obra, dos homens práticos
que encheram o Brasil de casarões, de igrejas, de
5 cidades.
O meu amigo vê a casa como um técnico, um
especialista, o homem que ama a sua profissão. Com
ele andei pelos solares de Vassouras. E vi e senti o
seu entusiasmo diante dos velhos sobrados do café.
10 As soluções encontradas pelos antigos, a sobriedade,
a solidez, a marca do lusitano transplantado, sempre
mereciam dele uma crítica de quem admirava tudo e,
às vezes, se espantava. Havia, de fato, grandeza no
que aquela gente fizera.
15 Sérgio Buarque de Hollanda fala no caráter em-
pírico das cidades portuguesas da América. Em con-
fronto com os espanhóis, os portugueses fundaram
as suas cidades com liberdade, dando mais vida,
mais força aos seus criadores. O instinto, a intuição,
20 a necessidade de viver comandava-os. Não seriam
conduzidos por urbanistas, seriam levados pela ne-
cessidade, pelo arrojo, pelos fatos. Mas esta energia
nunca se desmandou. As casas portuguesas nunca
seriam um despropósito. Havia na arquitetura que
25 eles nos legaram um toque de sobriedade que é uma
maravilha de equilíbrio. O barroco, que se excedera
nos interiores das igrejas, contivera-se nos exterio-
res. Era até aí de uma simplicidade tocante. Na arquitetura
residencial quase que ele não se fez sentir. A
30 pureza de linhas, o gosto, o chão dos nossos sobrados
falam de homens que amavam mais a solidez do
que o ornato. Os mestres de obras não eram indivi-
dualistas, artistas que quisessem dar um sinal de sua
personalidade. Eles edificavam, construíam.
REGO, José Lins do. In: O Cravo de Mozart é eterno: crônicas e ensaios. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 303-4. Adaptado
A arquitetura que foi deixada no Brasil por nossos ante-passados tem como marca o(a)
a )equilíbrio e a opulência
b )esplendor e o excesso
c ) ornamento e o bom gosto
d )tamanho e a altura interior
e )sobriedade e a simplicidade
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Profissional Júnior - Área Economia /
Questão: 3
29. [Q1022270]
Velhas casas
Tenho um amigo arquiteto que gosta de me falar
de velhas casas brasileiras, da simplicidade e do gos-
to dos antigos mestres de obra, dos homens práticos
que encheram o Brasil de casarões, de igrejas, de
5 cidades.
O meu amigo vê a casa como um técnico, um
especialista, o homem que ama a sua profissão. Com
ele andei pelos solares de Vassouras. E vi e senti o
seu entusiasmo diante dos velhos sobrados do café.
10 As soluções encontradas pelos antigos, a sobriedade,
a solidez, a marca do lusitano transplantado, sempre
mereciam dele uma crítica de quem admirava tudo e,
às vezes, se espantava. Havia, de fato, grandeza no
que aquela gente fizera.
15 Sérgio Buarque de Hollanda fala no caráter em-
pírico das cidades portuguesas da América. Em con-
fronto com os espanhóis, os portugueses fundaram
as suas cidades com liberdade, dando mais vida,
mais força aos seus criadores. O instinto, a intuição,
20 a necessidade de viver comandava-os. Não seriam
conduzidos por urbanistas, seriam levados pela ne-
cessidade, pelo arrojo, pelos fatos. Mas esta energia
nunca se desmandou. As casas portuguesas nunca
seriam um despropósito. Havia na arquitetura que
25 eles nos legaram um toque de sobriedade que é uma
maravilha de equilíbrio. O barroco, que se excedera
nos interiores das igrejas, contivera-se nos exterio-
res. Era até aí de uma simplicidade tocante. Na arquitetura
residencial quase que ele não se fez sentir. A
30 pureza de linhas, o gosto, o chão dos nossos sobrados
falam de homens que amavam mais a solidez do
que o ornato. Os mestres de obras não eram indivi-
dualistas, artistas que quisessem dar um sinal de sua
personalidade. Eles edificavam, construíam.
REGO, José Lins do. In: O Cravo de Mozart é eterno: crônicas e ensaios. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 303-4. Adaptado
No trecho “Na arquitetura residencial quase que ele não se fez sentir” (l. 28-29), o pronome destacado refere-se ao
a )casario
b )barroco
c ) instinto
d )despropósito
e )mestre de obras
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Profissional Júnior - Área Economia /
Questão: 4
30. [Q1022271]
Velhas casas
Tenho um amigo arquiteto que gosta de me falar
de velhas casas brasileiras, da simplicidade e do gos-
to dos antigos mestres de obra, dos homens práticos
que encheram o Brasil de casarões, de igrejas, de
5 cidades.
O meu amigo vê a casa como um técnico, um
especialista, o homem que ama a sua profissão. Com
ele andei pelos solares de Vassouras. E vi e senti o
seu entusiasmo diante dos velhos sobrados do café.
10 As soluções encontradas pelos antigos, a sobriedade,
a solidez, a marca do lusitano transplantado, sempre
mereciam dele uma crítica de quem admirava tudo e,
às vezes, se espantava. Havia, de fato, grandeza no
que aquela gente fizera.
15 Sérgio Buarque de Hollanda fala no caráter em-
pírico das cidades portuguesas da América. Em con-
fronto com os espanhóis, os portugueses fundaram
as suas cidades com liberdade, dando mais vida,
mais força aos seus criadores. O instinto, a intuição,
20 a necessidade de viver comandava-os. Não seriam
conduzidos por urbanistas, seriam levados pela ne-
cessidade, pelo arrojo, pelos fatos. Mas esta energia
nunca se desmandou. As casas portuguesas nunca
seriam um despropósito. Havia na arquitetura que
25 eles nos legaram um toque de sobriedade que é uma
maravilha de equilíbrio. O barroco, que se excedera
nos interiores das igrejas, contivera-se nos exterio-
res. Era até aí de uma simplicidade tocante. Na arquitetura
residencial quase que ele não se fez sentir. A
30 pureza de linhas, o gosto, o chão dos nossos sobrados
falam de homens que amavam mais a solidez do
que o ornato. Os mestres de obras não eram indivi-
dualistas, artistas que quisessem dar um sinal de sua
personalidade. Eles edificavam, construíam.
REGO, José Lins do. In: O Cravo de Mozart é eterno: crônicas e ensaios. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 303-4. Adaptado
Considere o trecho transcrito a seguir:
“Havia, de fato, grandeza no que aquela gente fizera.” (l. 13-14)
A seguinte reescritura desse trecho altera seu sentido:
a )Havia, de fato, grandeza no que aquela gente tinha feito.
b )Havia, sim, grandeza no que aquela gente fizera.
c ) Havia, de fato, grandeza naquilo que aquela gente fizera.
d )Havia, de fato, astúcia no que aquela gente fizera.
e )Havia, de fato, grandeza no que aquelas pessoas fizeram.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Reescrita de frases e parágrafos do texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Profissional Júnior - Área Economia /
Questão: 5
31. [Q1022273]
Velhas casas
Tenho um amigo arquiteto que gosta de me falar
de velhas casas brasileiras, da simplicidade e do gos-
to dos antigos mestres de obra, dos homens práticos
que encheram o Brasil de casarões, de igrejas, de
5 cidades.
O meu amigo vê a casa como um técnico, um
especialista, o homem que ama a sua profissão. Com
ele andei pelos solares de Vassouras. E vi e senti o
seu entusiasmo diante dos velhos sobrados do café.
10 As soluções encontradas pelos antigos, a sobriedade,
a solidez, a marca do lusitano transplantado, sempre
mereciam dele uma crítica de quem admirava tudo e,
às vezes, se espantava. Havia, de fato, grandeza no
que aquela gente fizera.
15 Sérgio Buarque de Hollanda fala no caráter em-
pírico das cidades portuguesas da América. Em con-
fronto com os espanhóis, os portugueses fundaram
as suas cidades com liberdade, dando mais vida,
mais força aos seus criadores. O instinto, a intuição,
20 a necessidade de viver comandava-os. Não seriam
conduzidos por urbanistas, seriam levados pela ne-
cessidade, pelo arrojo, pelos fatos. Mas esta energia
nunca se desmandou. As casas portuguesas nunca
seriam um despropósito. Havia na arquitetura que
25 eles nos legaram um toque de sobriedade que é uma
maravilha de equilíbrio. O barroco, que se excedera
nos interiores das igrejas, contivera-se nos exterio-
res. Era até aí de uma simplicidade tocante. Na arquitetura
residencial quase que ele não se fez sentir. A
30 pureza de linhas, o gosto, o chão dos nossos sobrados
falam de homens que amavam mais a solidez do
que o ornato. Os mestres de obras não eram indivi-
dualistas, artistas que quisessem dar um sinal de sua
personalidade. Eles edificavam, construíam.
REGO, José Lins do. In: O Cravo de Mozart é eterno: crônicas e ensaios. Rio de Janeiro: José Olympio, 2004, p. 303-4. Adaptado
Na segunda linha do texto, está empregada a expressão “velhas casas brasileiras”.
Caso o redator tivesse escrito “casas velhas brasileiras”, o trecho
a )permaneceria com o mesmo sentido.
b )indicaria que as casas estavam abandonadas.
c ) mostraria as casas como construções populares.
d )inverteria o sentido de casas e de velhas.
e )passaria a indicar as casas como gastas pelo tempo.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Profissional Júnior - Área Economia /
Questão: 7
32. [Q972218]
Do ponto de vista da concordância, a frase em que o verbo está empregado de acordo com as regras da norma-padrão é:
a )Necessitam-se de terapias alternativas.
b )Fazem meses que iniciamos o tratamento.
c ) Concluiu-se os vários trabalhos solicitados.
d )Houve inquietações consideradas corriqueiras.
e )Os Estados Unidos avança nos estudos freudianos.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Concordância verbal
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco da Amazônia S/A BASA - AM / Técnico Científico - Área Tecnologia da Informação /
Questão: 6
33. [Q972214]
Quanto nós merecemos?
Lya Luft
O ser humano é um animal que deu errado em
várias coisas. A maioria das pessoas que conheço,
se fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de
viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas
5 elas aprenderiam a lidar com eles.
Sem querer fazer uma interpretação barata ou
subir além do chinelo: como qualquer pessoa que
tenha lido Freud e companhia, não raro penso nas
rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto
10 nos atrapalhamos por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nas-
cemos para ser bem mais felizes do que somos, mas
nossa cultura, nossa sociedade, nossa família não
nos contaram essa história direito. Fomos onerados
15 com contos de ogros sobre culpa, dívida, deveres e...
mais culpa.
Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a
cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
20____Nessa tona das águas da vida, por cima da qual
nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –,
somos assediados por pensamentos nem sempre
muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nos-
25 so pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa
fenda obscura um letreiro que diz: “Eu não mereço
ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter
alguma segurança e alegria? Não mereço uma boa
família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em
30 meio aos dissabores”. Nada disso. Não nos ensina-
ram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, pos-
sivelmente daremos um jeito de que desmorone – a
não ser que tenhamos aprendido a nos valorizar.
35____Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, mui-
to mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis,
obrigações excessivas e imaginárias. Somos ofus-
cados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa
imaculada e do homem poderoso, pela miragem dos
40 filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do go-
verno sempre confiável. Sofremos sob o peso de
quanto “devemos” a todas essas entidades inventa-
das, pois, afinal, por trás delas existe apenas gente,
tão frágil quanto nós.
45____Esses fantasmas nos questionam, mãos na cin-
tura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas,
está quase conquistando a pessoa amada, está qua-
se equilibrando sua relação com a família, está qua-
50 se obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade
financeira... será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada
falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um
jeito de nos boicotar – coisa que aliás fazemos de-
55 mais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar
da lucidez e da saúde; nos fechamos para os afetos
em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados
em busca de mais dinheiro do que precisaríamos; se
vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e
60 queremos trocar; se uma relação floresce, viramos
críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito
de podar carinho, confiança ou sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa pers-
pectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso,
65 mentira, egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas
como uma opção burra e destrutiva, quem sabe po-
deríamos escolher coisas que nos favorecessem. E
não passar uma vida inteira afastando o que poderia
nos dar alegria, prazer, conforto ou serenidade.
70____No conflitado e obscuro território do inconsciente,
que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e ilu-
minar, ainda nos consideramos maus meninos e me-
ninas, crianças malcomportadas que merecem casti-
go, privação, desperdício de vida. Bom, isso também
75 somos nós: estranho animal que nasceu precisando
urgente de conserto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, ba-
rata, perto de casa – ah, e que não lide com notas
frias?
Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 16
mar. 2018.
“Pessoalmente, acho que merecemos muito: nascemos para ser bem mais felizes do que somos, mas nossa cultura, nossa sociedade,
nossa família não nos contaram essa história direito.” (l. 11-14)
Segundo a autora, para que nós, seres humanos, alcancemos o que merecemos, será necessário
a )aprender a valorizar a nós mesmos.
b )reforçar o mito do homem poderoso.
c ) fechar o nosso coração para os afetos.
d )afastar o que pode nos trazer felicidade.
e )construir armadilhas em nosso subconsciente.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Métodos de raciocínio ou métodos argumentativos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco da Amazônia S/A BASA - AM / Técnico Científico - Área Tecnologia da Informação /
Questão: 2
34. [Q972304]
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o sinal grave indicativo da crase deve ser empregado na palavra destacada em:
a )A intenção da entrevista com o diretor estava relacionada a programação que a empresa pretende desenvolver.
b )As ações destinadas a atrair um número maior de clientes são importantes para garantir a saúde financeira das instituições.
c ) As instituições financeiras deveriam oferecer condições mais favoráveis de empréstimo a quem está fora do mercado formal de
trabalho.
d )As pessoas interessadas em ampliar suas reservas financeiras consideram que vale a pena investir na nova moeda virtual.
e )Os participantes do seminário sobre mercado financeiro foram convidados a comparar as importações e as exportações em 2017.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Emprego do sinal indicativo de crase
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco da Amazônia S/A BASA - AM / Técnico Bancário / Questão: 2
35. [Q981444]
No texto, o autor diz que aprendeu a não ser generoso (l. 9-10).
A circunstância que justifica essa atitude foi o fato de ele
a )sentir-se enganado por um rapaz, que sofrera um acidente.
b )já haver ajudado muitos amigos desempregados.
c ) estar ficando sem dinheiro para ajudar as pessoas que o procuravam.
d )desconfiar de que alguém estava desviando o dinheiro de sua ajuda.
e )ter uma formação muito rígida, voltada unicamente para a família.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Estratégias argumentativas
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Técnico de Instalações / Questão: 1
36. [Q981446]
No penúltimo parágrafo, o autor do texto revela ser autor de novelas, mas reclama
a )do assédio dos fãs.
b )da falta de privacidade quando anda pelas ruas.
c ) dos casos de amor que atribuem a ele nas redes sociais.
d )da necessidade de ter consciência na hora de votar.
e )das versões falsas publicadas na internet das histórias de suas novelas.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Texto expositivo
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Técnico de Instalações / Questão: 3
37. [Q981452]
O emprego do acento indicativo de crase está de acordo com a norma-padrão em:
a )O escritor de novelas não escolhe seus personagens à esmo.
b )A audiência de uma novela se constrói no dia à dia.
c ) Uma boa história pode ser escrita imediatamente ou à prazo.
d )Devido à interferências do público, pode haver mudanças na trama.
e )O novelista ficou aliviado quando entregou a sinopse à emissora.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Emprego do sinal indicativo de crase
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Técnico de Instalações / Questão: 9
38. [Q975579]
De acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, o verbo destacado está corretamente empregado em:
a )No mundo moderno, conferem-se às grandes metrópoles importante papel no desenvolvimento da economia e da geopolítica
mundiais, por estarem no topo da hierarquia urbana.
b )Conforme o grau de influência e importância internacional, classificou-se as 50 maiores cidades em três diferentes classes, a maior
parte delas na Europa.
c ) Há quase duzentos anos, atribuem-se às cidades a responsabilidade de motor propulsor do desenvolvimento e a condição de lugar
privilegiado para os negócios e a cultura.
d )Em centros com grandes aglomerações populacionais, realiza-se negócios nacionais e internacionais, além de um atendimento
bastante diversificado, como jornais, teatros, cinemas, entre outros.
e )Em todos os estudos geopolíticos, considera-se as cidades globais como verdadeiros polos de influência internacional, devido à
presença de sedes de grandes empresas transnacionais e importantes centros de pesquisas.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma culta ou norma padrão > Norma
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Escriturário / Questão: 1
39. [Q975580]
A regência do verbo destacado está de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
a )Para ganhar espaço no mercado imobiliário, os bancos costumam a ampliar prazos e limites e baratear o financiamento da casa
própria.
b )O planejamento econômico é fundamental para o sucesso de um empreendimento familiar, o que envolve ao ato de pesquisar as
melhores oportunidades disponíveis.
c ) Antes de se comprometer com a aquisição de um imóvel acima de sua renda, recomenda-se ao comprador que pesquise melhores
condições de mercado.
d )A inadimplência ocorre quando o cidadão não acata às cláusulas que determinam os prazos dos empréstimos bancários.
e )Grande parte das pessoas que se candidatam a empréstimos bancários aspiram a construção da casa própria.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Regência verbal
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Escriturário / Questão: 2
40. [Q975581]
O pronome destacado foi utilizado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, em:
a )Quando as carreiras tradicionais saturam-se, os futuros profissionais têm de recorrer a outras alternativas.
b )Caso os responsáveis pela limpeza urbana descuidem- se de sua tarefa, muitas doenças transmissíveis podem proliferar.
c ) As empresas têm mantido-se atentas às leis de proteção ambiental vigentes no país poderão ser penalizadas.
d )Os dirigentes devem esforçar-se para que os funcionários tenham consciência de ações de proteção ao meio ambiente.
e )Os trabalhadores das áreas rurais nunca enganaram- -se a respeito da importância da agricultura para a subsistência da humanidade.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Colocação Pronominal
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco do Brasil S.A. BB - BR / Escriturário / Questão: 3
41. [Q966622]
O futuro das cidades
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o re-
presentante regional para a América do Sul do Escri-
tório do Alto Comissariado das Nações Unidas para
os Direitos Humanos disse que um dos principais de-
5 safios da humanidade atualmente é construir centros
urbanos onde haja convivência sem discriminação.
Segundo ele, é preciso definir uma agenda urba-
na global porque, em 2050, 75% da população mun-
dial estará concentrada nas cidades e boa parte des-
10 sa população viverá constrita em bairros marginais,
sem condições mínimas de vida.
Embora a cúpula da ONU sobre moradia e ur-
banismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma vi-
são de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não
15 ter integrado uma perspectiva de direitos humanos.
Portanto, os compromissos assumidos na ocasião vi-
raram letra morta.
Duas décadas mais tarde, face a uma enorme
desigualdade, os direitos humanos voltam à discus-
20 são. Desta vez, os estados têm a responsabilidade
histórica de mostrar seu compromisso na matéria.
Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas
de direitos humanos e princípios de participação,
transparência e prestação de contas, bem como não
25 discriminação e respeito à diversidade. Só assim se-
remos capazes de planejar espaços em que as pes-
soas desfrutem do direito a viver sem discriminação,
sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos,
migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com
30 deficiência e outros.
Por conseguinte, é preciso projetar cidades se-
guras, em que a ordem e a segurança cidadã convi-
vam com a liberdade de expressão e a manifestação
pacífica; e em que seja possível convergir em ativida-
35 des sociais e culturais sem suspeição ou susceptibili-
dade a políticas de limpeza social.
Aproveitando o impulso, os governos da América
do Sul devem assumir o compromisso de construir
as cidades do futuro onde seus povos vivam livres
40 de penúrias e possamos exercer nossos direitos em
igualdade de condições. Só assim seremos capazes
de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não
deixar ninguém para trás.
INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: < [Link]
cidades. > Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.
De acordo com o texto, o principal aspecto a ser considerado na construção de uma agenda urbana global é a política de
a )consumo sustentável
b )direitos humanos
c ) discriminação social
d )limpeza social
e )mobilidade urbana
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Técnico de Comercialização Júnior / Questão: 1
42. [Q966623]
O futuro das cidades
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o re-
presentante regional para a América do Sul do Escri-
tório do Alto Comissariado das Nações Unidas para
os Direitos Humanos disse que um dos principais de-
5 safios da humanidade atualmente é construir centros
urbanos onde haja convivência sem discriminação.
Segundo ele, é preciso definir uma agenda urba-
na global porque, em 2050, 75% da população mun-
dial estará concentrada nas cidades e boa parte des-
10 sa população viverá constrita em bairros marginais,
sem condições mínimas de vida.
Embora a cúpula da ONU sobre moradia e ur-
banismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma vi-
são de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não
15 ter integrado uma perspectiva de direitos humanos.
Portanto, os compromissos assumidos na ocasião vi-
raram letra morta.
Duas décadas mais tarde, face a uma enorme
desigualdade, os direitos humanos voltam à discus-
20 são. Desta vez, os estados têm a responsabilidade
histórica de mostrar seu compromisso na matéria.
Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas
de direitos humanos e princípios de participação,
transparência e prestação de contas, bem como não
25 discriminação e respeito à diversidade. Só assim se-
remos capazes de planejar espaços em que as pes-
soas desfrutem do direito a viver sem discriminação,
sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos,
migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com
30 deficiência e outros.
Por conseguinte, é preciso projetar cidades se-
guras, em que a ordem e a segurança cidadã convi-
vam com a liberdade de expressão e a manifestação
pacífica; e em que seja possível convergir em ativida-
35 des sociais e culturais sem suspeição ou susceptibili-
dade a políticas de limpeza social.
Aproveitando o impulso, os governos da América
do Sul devem assumir o compromisso de construir
as cidades do futuro onde seus povos vivam livres
40 de penúrias e possamos exercer nossos direitos em
igualdade de condições. Só assim seremos capazes
de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não
deixar ninguém para trás.
INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: < [Link]
cidades. > Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.
A vírgula está empregada corretamente em:
a )As grandes metrópoles que se destacaram no apoio à sustentabilidade, foram premiadas pelo mundo inteiro.
b )É preciso que futuramente, as cidades tenham melhores condições de vida: habitação, alimentação, saúde, emprego, transporte,
educação.
c ) Não é só o território que acelera o seu processo de urbanização, mas é a própria sociedade brasileira que se transforma cada vez mais
em urbana.
d )Os estados que possuem os menores percentuais de população vivendo em áreas urbanas, estão concentrados nas regiões Norte e
Nordeste.
e )Os passageiros, que dependem do transporte coletivo esperam que o futuro lhes ofereça mais comodidade do que o presente.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Uso da Vírgula
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Técnico de Comercialização Júnior / Questão: 2
43. [Q966625]
O futuro das cidades
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o re-
presentante regional para a América do Sul do Escri-
tório do Alto Comissariado das Nações Unidas para
os Direitos Humanos disse que um dos principais de-
5 safios da humanidade atualmente é construir centros
urbanos onde haja convivência sem discriminação.
Segundo ele, é preciso definir uma agenda urba-
na global porque, em 2050, 75% da população mun-
dial estará concentrada nas cidades e boa parte des-
10 sa população viverá constrita em bairros marginais,
sem condições mínimas de vida.
Embora a cúpula da ONU sobre moradia e ur-
banismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma vi-
são de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não
15 ter integrado uma perspectiva de direitos humanos.
Portanto, os compromissos assumidos na ocasião vi-
raram letra morta.
Duas décadas mais tarde, face a uma enorme
desigualdade, os direitos humanos voltam à discus-
20 são. Desta vez, os estados têm a responsabilidade
histórica de mostrar seu compromisso na matéria.
Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas
de direitos humanos e princípios de participação,
transparência e prestação de contas, bem como não
25 discriminação e respeito à diversidade. Só assim se-
remos capazes de planejar espaços em que as pes-
soas desfrutem do direito a viver sem discriminação,
sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos,
migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com
30 deficiência e outros.
Por conseguinte, é preciso projetar cidades se-
guras, em que a ordem e a segurança cidadã convi-
vam com a liberdade de expressão e a manifestação
pacífica; e em que seja possível convergir em ativida-
35 des sociais e culturais sem suspeição ou susceptibili-
dade a políticas de limpeza social.
Aproveitando o impulso, os governos da América
do Sul devem assumir o compromisso de construir
as cidades do futuro onde seus povos vivam livres
40 de penúrias e possamos exercer nossos direitos em
igualdade de condições. Só assim seremos capazes
de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não
deixar ninguém para trás.
INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: < [Link]
cidades. > Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.
A palavra destacada está corretamente grafada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
a )A existência de indivíduos com suas diferentes culturas faz com que o mundo se torne muito complexo, mais essa convivência só se
tornará possível se as diferenças forem respeitadas.
b )A superlotação das cidades prejudica a qualidade de vida, mais a busca por melhores oportunidades mantém o processo de migração
rural para os centros urbanos.
c ) A tecnologia nos torna muito dependentes porque precisamos dela em todos os momentos, mais ela tem proporcionado grandes
conquistas para a humanidade.
d )As novas tecnologias de comunicação têm contribuído para a vida das pessoas de forma decisiva, mais precisamente nas relações
interpessoais de caráter virtual.
e )As recentes discussões a respeito das desigualdades sociais revelam que ainda falta muito para serem eliminadas, mais é preciso
enfrentar questões fundamentais.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Mas/mais
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Técnico de Comercialização Júnior / Questão: 4
44. [Q966627]
O futuro das cidades
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o re-
presentante regional para a América do Sul do Escri-
tório do Alto Comissariado das Nações Unidas para
os Direitos Humanos disse que um dos principais de-
5 safios da humanidade atualmente é construir centros
urbanos onde haja convivência sem discriminação.
Segundo ele, é preciso definir uma agenda urba-
na global porque, em 2050, 75% da população mun-
dial estará concentrada nas cidades e boa parte des-
10 sa população viverá constrita em bairros marginais,
sem condições mínimas de vida.
Embora a cúpula da ONU sobre moradia e ur-
banismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma vi-
são de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não
15 ter integrado uma perspectiva de direitos humanos.
Portanto, os compromissos assumidos na ocasião vi-
raram letra morta.
Duas décadas mais tarde, face a uma enorme
desigualdade, os direitos humanos voltam à discus-
20 são. Desta vez, os estados têm a responsabilidade
histórica de mostrar seu compromisso na matéria.
Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas
de direitos humanos e princípios de participação,
transparência e prestação de contas, bem como não
25 discriminação e respeito à diversidade. Só assim se-
remos capazes de planejar espaços em que as pes-
soas desfrutem do direito a viver sem discriminação,
sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos,
migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com
30 deficiência e outros.
Por conseguinte, é preciso projetar cidades se-
guras, em que a ordem e a segurança cidadã convi-
vam com a liberdade de expressão e a manifestação
pacífica; e em que seja possível convergir em ativida-
35 des sociais e culturais sem suspeição ou susceptibili-
dade a políticas de limpeza social.
Aproveitando o impulso, os governos da América
do Sul devem assumir o compromisso de construir
as cidades do futuro onde seus povos vivam livres
40 de penúrias e possamos exercer nossos direitos em
igualdade de condições. Só assim seremos capazes
de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não
deixar ninguém para trás.
INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: < [Link]
cidades. > Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.
No trecho “um dos principais desafios da humanidade atualmente é construir centros urbanos onde haja convivência sem discriminação”
(l. 4-6), o pronome relativo onde foi utilizado de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa.
Isso ocorre também em:
a )É necessário garantir respeito à diversidade em todos os espaços onde haja necessidade de convívio social.
b )Todas as questões onde a diversidade de modelos de cidades foi analisada mostraram a necessidade de atingir a sustentabilidade.
c ) O século XXI, de acordo com as propostas da ONU, utilizará modelos inovadores onde o planejamento dos espaços respeitará a
diversidade.
d )Os cientistas debatem ideias onde se evidencia que a cidade do futuro será inadequada à vida humana.
e )Os países assinaram vários tratados para aprovarem propostas onde estejam detalhadas as características das cidades do futuro.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Onde/aonde
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Técnico de Comercialização Júnior / Questão: 6
45. [Q959969]
A palavra ou a expressão destacada aparece corretamente grafada, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, em:
a )A história da energia mostra porquê até a invenção da máquina a vapor a prática de cortar árvores não prejudicava tanto as florestas.
b )A utilização dos combustíveis fósseis aumentou por quê a indústria automobilística vem colocando grande número de veículos
circulando nas cidades.
c ) As pessoas deveriam saber os riscos de um apagão para conhecerem melhor o por quê da necessidade de economizar energia.
d )Os tóxicos ambientais são substâncias prejudiciais por que causam danos aos seres vivos e ao meio ambiente.
e )A energia está associada ao meio ambiente porque toda a sua produção é resultado da utilização das forças oferecidas pela natureza.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Por que/porque/porquê/por quê
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Auxiliar de Saúde / Questão: 9
46. [Q2411004]
Memórias Póstumas de Brás Cubas
..
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 --------— Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
40 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
..
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN:
CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jo-
vens leitores. Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
Com base na leitura do texto, entende-se que o desabafo de Lobo Neves ao longo do texto deve-se à sua insatisfação com a(o)
a )vida pública
b )sua família
c ) seu casamento
d )teatro da época
e ) glamour da sociedade
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Sentidos do texto > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Engenheiro Júnior - Área Mecânica / Questão: 1
47. [Q2411016]
Memórias Póstumas de Brás Cubas
..
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 --------— Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
40 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
..
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN:
CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jo-
vens leitores. Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
A partir da leitura do fragmento do texto: “que ele ouviu com aquela unção religiosa de um desejo que não quer acabar de morrer” (l. 10-
11), infere-se que Lobo Neves
a )estava prestes a morrer.
b )era extremamente religioso.
c ) tinha o desejo de ir para bem longe dali.
d )esperava ainda ter uma atuação política satisfatória.
e )estava sofrendo de uma gravíssima crise de depressão.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Inferência Textual
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Engenheiro Júnior - Área Mecânica / Questão: 4
48. [Q2411021]
Memórias Póstumas de Brás Cubas
..
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 --------— Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
40 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
..
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN:
CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jo-
vens leitores. Rio de Janeiro: Eduerj, 2008.
O trecho do texto “Vira o teatro pelo lado da plateia; e, palavra, que era bonito!” (l. 25-26) faz referência ao fato de Lobo Neves
a )misturar política e lazer.
b )ter uma vida social muito intensa.
c ) poder deslumbrar-se com o teatro.
d )estar saudoso de sua vida como ator.
e )ter ignorado as dificuldades da atividade política.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Sentidos do texto > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Engenheiro Júnior - Área Mecânica / Questão: 5
49. [Q968913]
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 ___ — Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
45 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN: CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jovens leitores. Rio de Janeiro:
Eduerj, 2008.
Com base na leitura do texto, entende-se que o desabafo de Lobo Neves ao longo do texto deve-se à sua insatisfação com a(o)
a )vida pública
b )sua família
c ) seu casamento
d )teatro da época
e ) glamour da sociedade
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Economista Júnior / Questão: 1
50. [Q968916]
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 ___ — Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
45 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN: CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jovens leitores. Rio de Janeiro:
Eduerj, 2008.
A partir da leitura do fragmento do texto: “que ele ouviu com aquela unção religiosa de um desejo que não quer acabar de morrer” (l. 10-
11), infere-se que Lobo Neves
a )estava prestes a morrer.
b )era extremamente religioso.
c ) tinha o desejo de ir para bem longe dali.
d )esperava ainda ter uma atuação política satisfatória.
e )estava sofrendo de uma gravíssima crise de depressão.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Economista Júnior / Questão: 4
51. [Q962429]
O vício da tecnologia
Entusiastas de tecnologia passaram a semana
com os olhos voltados para uma exposição de novi-
dades eletrônicas realizada recentemente nos Esta-
dos Unidos. Entre as inovações, estavam produtos
5 relacionados a experiências de realidade virtual e à
utilização de inteligência artificial — que hoje é um
dos temas que mais desperta interesse em profissio-
nais da área, tendo em vista a ampliação do uso des-
se tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos.
10 __ Mais do que prestar atenção às novidades lan-
çadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos
leva a uma ansiedade tão grande para consumir pro-
dutos que prometem inovação tecnológica. Por que
tanta gente se dispõe a dormir em filas gigantescas
15 só para ser um dos primeiros a comprar um novo mo-
delo de smartphone? Por que nos dispomos a pagar
cifras astronômicas para comprar aparelhos que não
temos sequer certeza de que serão realmente úteis
em nossas rotinas?
20 __ A teoria de um neurocientista da Universidade
de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida
desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em
nosso processo evolutivo como seres humanos, nos-
so cérebro aprendeu a suprir necessidades básicas
25 para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais
como sexo, segurança e status social.
Nesse sentido, a compra de uma novidade tec-
nológica atende a essa última necessidade citada:
nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que
30 momentaneamente, quando surgimos em nossos
círculos sociais com um produto que quase ninguém
ainda possui.
Foi realizado um estudo de mapeamento cere-
bral que mostrou que imagens de produtos tecnoló-
35 gicos ativavam partes do nosso cérebro idênticas às
que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa
se depara com um objeto sagrado. Ou seja, não seria
exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas
é quase uma religião para os mais entusiastas.
40 __ O ato de seguir esse impulso cerebral e com-
prar o mais novo lançamento tecnológico dispara em
nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado
dopamina, responsável por nos causar sensações de
prazer. Ele é liberado quando nosso cérebro identifica
45 algo que represente uma recompensa.
O grande problema é que a busca excessiva
por recompensas pode resultar em comportamentos
impulsivos, que incluem vícios em jogos, apego
excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo.
50 No caso do consumo, podemos observar a situação
problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em
aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade
–– as atualizações de modelos de smartphones, por
exemplo, na maior parte das vezes apresentam
55 poucas mudanças em relação ao modelo anterior,
considerando-se seu preço elevado. Em outros
casos, gasta-se uma quantia absurda em algum
aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade
prática ou inovadora no cotidiano.
60 __ No fim das contas, vale um lembrete que pode
ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um
novo smartphone ou alguma novidade de mercado:
compare o efeito momentâneo da dopamina com o
impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu
65 cartão de crédito com a nova compra.
O choque ao constatar o rombo em seu orça-
mento pode ser suficiente para que você decida pen-
sar duas vezes a respeito da aquisição.
DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
De acordo com o ordenamento das ideias no texto, observa-se que, depois de explicar a função da dopamina no cérebro, o texto se refere
à ideia de que
a )as pessoas podem desenvolver comportamentos impulsivos, como o gasto excessivo de dinheiro em aparelhos eletrônicos que nem
sempre trazem novidade.
b )é preciso refletir sobre as causas de tanta gente se dispor a dormir em filas gigantescas só para ser um dos primeiros a comprar um
novo modelo de smartphone.
c ) o mapeamento cerebral mostra que imagens de produtos tecnológicos ativam as mesmas partes do cérebro que um objeto sagrado
para pessoas religiosas.
d )o nosso cérebro aprendeu a suprir necessidades básicas para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais como sexo, segurança e
status social.
e )os profissionais da área de tecnologia têm demonstrado grande interesse por produtos relacionados a experiências de realidade
virtual e à utilização de inteligência artificial.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Engenheiro de Produção Júnior / Questão: 2
52. [Q962430]
O vício da tecnologia
Entusiastas de tecnologia passaram a semana
com os olhos voltados para uma exposição de novi-
dades eletrônicas realizada recentemente nos Esta-
dos Unidos. Entre as inovações, estavam produtos
5 relacionados a experiências de realidade virtual e à
utilização de inteligência artificial — que hoje é um
dos temas que mais desperta interesse em profissio-
nais da área, tendo em vista a ampliação do uso des-
se tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos.
10 __ Mais do que prestar atenção às novidades lan-
çadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos
leva a uma ansiedade tão grande para consumir pro-
dutos que prometem inovação tecnológica. Por que
tanta gente se dispõe a dormir em filas gigantescas
15 só para ser um dos primeiros a comprar um novo mo-
delo de smartphone? Por que nos dispomos a pagar
cifras astronômicas para comprar aparelhos que não
temos sequer certeza de que serão realmente úteis
em nossas rotinas?
20 __ A teoria de um neurocientista da Universidade
de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida
desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em
nosso processo evolutivo como seres humanos, nos-
so cérebro aprendeu a suprir necessidades básicas
25 para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais
como sexo, segurança e status social.
Nesse sentido, a compra de uma novidade tec-
nológica atende a essa última necessidade citada:
nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que
30 momentaneamente, quando surgimos em nossos
círculos sociais com um produto que quase ninguém
ainda possui.
Foi realizado um estudo de mapeamento cere-
bral que mostrou que imagens de produtos tecnoló-
35 gicos ativavam partes do nosso cérebro idênticas às
que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa
se depara com um objeto sagrado. Ou seja, não seria
exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas
é quase uma religião para os mais entusiastas.
40 __ O ato de seguir esse impulso cerebral e com-
prar o mais novo lançamento tecnológico dispara em
nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado
dopamina, responsável por nos causar sensações de
prazer. Ele é liberado quando nosso cérebro identifica
45 algo que represente uma recompensa.
O grande problema é que a busca excessiva
por recompensas pode resultar em comportamentos
impulsivos, que incluem vícios em jogos, apego
excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo.
50 No caso do consumo, podemos observar a situação
problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em
aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade
–– as atualizações de modelos de smartphones, por
exemplo, na maior parte das vezes apresentam
55 poucas mudanças em relação ao modelo anterior,
considerando-se seu preço elevado. Em outros
casos, gasta-se uma quantia absurda em algum
aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade
prática ou inovadora no cotidiano.
60 __ No fim das contas, vale um lembrete que pode
ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um
novo smartphone ou alguma novidade de mercado:
compare o efeito momentâneo da dopamina com o
impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu
65 cartão de crédito com a nova compra.
O choque ao constatar o rombo em seu orça-
mento pode ser suficiente para que você decida pen-
sar duas vezes a respeito da aquisição.
DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
Alguns adjetivos do texto enfatizam a gravidade do “vício da tecnologia”.
O grupo em que todas as palavras têm essa função é:
a )gigantescas (l. 14), astronômicas (l. 17), desenfreada (l. 22)
b )excessiva (l. 46), impulsivos (l. 48), eletrônicos (l. 52)
c ) absurda (l. 57), inovadora (l. 59), momentâneo (l. 63)
d )prática (l. 59), elevado (l. 56), problematizada (l. 51)
e )suficiente (l. 67), superiores (l. 29), sagrado (l. 37)
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Análise das estruturas linguísticas do texto > Adjetivos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Engenheiro de Produção Júnior / Questão: 3
53. [Q2178383]
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo
mundial de dados, criando uma situação inédita na
história recente. As principais potências econômicas
e militares do planeta decidiram partir para a ação
5 ao perceberem que seus segredos começam a ser
divulgados com facilidade e frequência nunca vistas
antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da
espionagem virtual mostram que o essencial é o
10 controle da informação disponível no mundo - não
mais guardar segredos, mas saber o que os outros
sabem ou podem vir a saber. Os estrategistas em
guerra cibernética sabem que a possibilidade de
vazamentos de informações sigilosas é cada vez
15 maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em
dados de tudo o que conhecemos, aumentou de
forma vertiginosa o acervo mundial de informações.
Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil
20 petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04
milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar
apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume
equivalente a 400 vezes o total de páginas web
25 indexadas diariamente pelo Google e 156 vezes o
total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24
horas.
Como não é viável exercer um controle material
sobre o fluxo de dados na internet, os centros
30 mundiais de poder optaram pelo desenvolvimento
de uma batalha pela informação. O manejo dos
grandes dados permite estabelecer correlações entre
fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez
impossíveis de serem alcançados até agora.
35 Como tudo o que fazemos diariamente é
transformado em dados pelo nosso banco, pelo
correio eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de
crédito etc., já somos passíveis de monitoração em
tempo real, em caráter permanente. São esses dados
40 que alimentam os softwares analíticos que produzem
correlações que servem de base para decisões
estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013.
Disponível em: <[Link]
go-aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma-
guerra-virtual-pela-informaçao/.> Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
De acordo com o texto, o que viabiliza a espionagem virtual é a(o)
a )capacitação de especialistas para a criação de máquinas velozes.
b )centralização do fluxo mundial de dados pelas grandes potências.
c ) criação de sites de entretenimento para a atração dos internautas.
d )datificação de todas as informações geradas pelas pessoas na internet.
e )emprego de softwares que possam capturar as senhas dos usuários.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Sentidos do texto > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Técnico de Operação Júnior / Questão: 2
54. [Q2178374]
“Guerra” virtual pela informação
A internet quebrou a rígida centralização no fluxo
mundial de dados, criando uma situação inédita na
história recente. As principais potências econômicas
e militares do planeta decidiram partir para a ação
5 ao perceberem que seus segredos começam a ser
divulgados com facilidade e frequência nunca vistas
antes.
As mais recentes iniciativas no terreno da
espionagem virtual mostram que o essencial é o
10 controle da informação disponível no mundo - não
mais guardar segredos, mas saber o que os outros
sabem ou podem vir a saber. Os estrategistas em
guerra cibernética sabem que a possibilidade de
vazamentos de informações sigilosas é cada vez
15 maior e eles tendem a se tornar rotineiros.
A datificação, processo de transformação em
dados de tudo o que conhecemos, aumentou de
forma vertiginosa o acervo mundial de informações.
Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil
20 petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04
milhão de gigabytes), dos quais é possível monitorar
apenas 29 petabytes.
Pode parecer muito pouco, mas é um volume
equivalente a 400 vezes o total de páginas web
25 indexadas diariamente pelo Google e 156 vezes o
total de vídeos adicionados ao YouTube a cada 24
horas.
Como não é viável exercer um controle material
sobre o fluxo de dados na internet, os centros
30 mundiais de poder optaram pelo desenvolvimento
de uma batalha pela informação. O manejo dos
grandes dados permite estabelecer correlações entre
fatos, dados e eventos, com amplitude e rapidez
impossíveis de serem alcançados até agora.
35 Como tudo o que fazemos diariamente é
transformado em dados pelo nosso banco, pelo
correio eletrônico, pelo Facebook, pelo cartão de
crédito etc., já somos passíveis de monitoração em
tempo real, em caráter permanente. São esses dados
40 que alimentam os softwares analíticos que produzem
correlações que servem de base para decisões
estratégicas.
CASTILHO, Carlos. Observatório da imprensa. 21/08/2013.
Disponível em: <[Link]
go-aberto/quando-saber-o-que-os-espioes-sabem-gera-uma-
guerra-virtual-pela-informaçao/.> Acesso em: 29 fev. 2018. Adaptado.
O trecho que explica os objetivos da “guerra” virtual descrita no texto é
a )“A internet quebrou a rígida centralização no fluxo mundial de dados, criando uma situação inédita na história recente” (l. 1-3)
b )“As mais recentes iniciativas no terreno da espionagem virtual mostram que o essencial é o controle da informação disponível no
mundo - não mais guardar segredos, mas saber o que os outros sabem ou podem vir a saber” (l. 8-12)
c ) A datificação, processo de transformação em dados de tudo o que conhecemos, aumentou de forma vertiginosa o acervo mundial de
informações.” (l. 16-18)
d )“Diariamente circulam na web pouco mais de 1,8 mil petabytes de dados (um petabyte equivale a 1,04 milhão de gigabytes), dos
quais é possível monitorar apenas 29 petabytes.” (l. 19-22)
e )“Pode parecer muito pouco, mas é um volume equivalente a 400 vezes o total de páginas web indexadas diariamente” (l. 23-25)
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Pressupostos e subentendidos > Sentidos do texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Técnico de Inspeção de Equipamentos e Instalações
Júnior / Questão: 1
55. [Q2215181]
De acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, a forma verbal destacada está adequadamente empregada em:
a )O Brasil tem frutas para todos os gostos, mas outros produtos também são importantes nesses tempos em que se valorizam as
propriedades funcionais dos alimentos.
b )As pesquisas indicam que a economia melhorou um pouco, mas os jovens que se formam ainda tem dificuldade para conseguir
emprego.
c ) A produção de material didático e a possibilidade de comparar imagens de órgãos ou tecidos sadios promete melhorar a formação de
profissionais de medicina.
d )Os Estados Unidos e alguns países europeus vem investindo nas últimas décadas em programas de observação de asteroides
potencialmente perigosos.
e )O crescimento pode melhorar os diversos dilemas do mercado de trabalho no Brasil, mas não vão resolver a situação econômica a
médio prazo.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 10
56. [Q2203888]
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20---É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <[Link]
defi ciencias-fi [Link]>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização,
com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
No segundo parágrafo, o texto defende a necessidade de discutir questões relativas à mobilidade urbana.
Antes disso, o texto refere-se à
a )ampliação da população urbana mundial
b )diminuição da distância entre casa e trabalho
c ) imobilidade urbana causada pelo automóvel
d )importância do investimento em infraestrutura
e )paralisação do trânsito das grandes cidades
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Assistente - Área: Logística / Questão: 1
57. [Q2215155]
De acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, a forma destacada está corretamente empregada em:
a )A destruição de biomas e a redução da biodiversidade acelerados resultam em um perigo irreversível para o planeta.
b )Os órgãos de proteção ambiental e as instituições de pesquisa brasileiros empenham-se em estudar a preservação de espécies
naturais.
c ) As mudanças no uso do solo e o desaparecimento de florestas foram consideradas uma ameaça ao equilíbrio dos ecossistemas.
d )As chuvas torrenciais e as ondas de calor são intensos em certas regiões como consequência de mudanças no clima.
e )As previsões dos cientistas e os estudos sobre a interação entre as espécies realizadas ultimamente são importantes para as futuras
gerações.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Eletricista / Questão: 5
58. [Q2203912]
Mobilidade e acessibilidade desafiam cidades
..
A população do mundo chegou, em 2011, à mar-
ca oficial de 7 bilhões de pessoas. Desse total, parte
cada vez maior vive nas cidades: em 2010, esse con-
tingente superou os 50% dos habitantes do planeta, e
5 até 2050 prevê-se que mais de dois terços da popula
ção mundial será urbana.
No Brasil, a população urbana já representa
84,4% do total, de acordo com o Censo 2010. É pre-
ciso, então, que questões de mobilidade e acessibili-
10 dade urbana passem a ser discutidas.
No passado, a noção de mobilidade era estreita-
mente ligada ao automóvel. Hoje, como resultado, os
moradores de grande maioria das cidades brasileiras
lidam diariamente com congestionamentos insupor-
15 táveis, que causam enormes perdas. Isso, sem falar
no alto índice de mortes em vias urbanas do país.
Depreendemos daí que a dependência do automóvel
como meio de transporte é um fator que impede a
mobilidade urbana.
20---É importante investir em infraestrutura pedestre,
cicloviária e em sistemas mais eficazes e adequados
de ônibus. Ao mesmo tempo, podemos desenvolver
cidades mais acessíveis, onde a maior parte dos ser-
viços esteja próxima às moradias e haja opções de
25 transporte não motorizado para nos locomovermos.
..
BROADUS, V. Portal Mobilize Brasil. 16 jul. 2012. Disponível em: <[Link]
defi ciencias-fi [Link]>. Acesso em: 9 jul. 2018. Adaptado.
..
Glossário:
Mobilidade urbana – É a facilidade de locomoção das entre as diferentes zonas de uma cidade.
Acessibilidade urbana – É a garantia de condições às pessoas portadoras de defi ciência ou com mobilidade reduzida, para a utilização,
com segurança e autonomia, dos espaços públicos.
No trecho “Depreendemos daí que a dependência do automóvel como meio de transporte é um fator que impede” (l.17-18), a palavra em
destaque pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por
a )Aprendemos
b )Concluímos
c ) Destacamos
d )Discutimos
e )Prevemos
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Reescrita de frases e parágrafos do texto > Equivalência, substituição, reorganização
e transformação de palavras ou trechos do texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Assistente - Área: Logística / Questão: 9
59. [Q1019658]
Considerem-se as duas primeiras frases do Texto II, transcritas abaixo.
“A viagem tem uma estruturalidade típica. Há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um trajeto por
lugares, um tempo de duração.” (l. 1-4)
A reescritura de ambas em um único período estaria coerente e teria pontuação correta em:
a )A viagem tem uma estruturalidade típica há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um trajeto por
lugares, um tempo de duração.
b )A viagem tem, uma estruturalidade típica, há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um trajeto por
lugares, um tempo de duração.
c ) A viagem tem uma estruturalidade típica: há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um trajeto por
lugares, um tempo de duração.
d )A viagem tem uma estruturalidade típica, pois, há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um
trajeto por lugares, um tempo de duração.
e )A viagem tem uma estruturalidade típica: e há a escolha do destino, uma finalidade antevista, uma partida e um retorno, um trajeto
por lugares, um tempo de duração.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Pontuação
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Conferente / Questão: 19
60. [Q1019640]
A leitura atenta do Texto I mostra uma longa descrição dos momentos que antecedem uma ação de Lúcio. Que ação é essa?
a )Sair de campo.
b )Cobrar o pênalti.
c ) Comemorar o gol.
d )Agarrar a cobrança.
e )Dar a saída no jogo.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Conferente / Questão: 1
61. [Q981445]
A última frase do segundo parágrafo (l. 28-29) tem a seguinte função na construção do texto:
a )justificar a opção de trabalho das pessoas desempregadas.
b )servir como ilustração para a afirmação contida na frase imediatamente anterior.
c ) complementar com ironia a relação entre violência e trânsito.
d )introduzir um novo argumento para desenvolvê-lo no parágrafo seguinte.
e )apresentar o autor do texto como um analista do mercado de trabalho.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Coesão e coerência
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Técnico de Instalações / Questão: 2
62. [Q980551]
O pronome em destaque está colocado de acordo com a norma-padrão em:
a )Os jovens não dedicam-se suficientemente à leitura.
b )Quando alguém apresentar-se como salvador, é bom pesquisar sobre sua história.
c ) Oferecemos-lhes as melhores condições de pesquisa em nossa biblioteca.
d )É preciso estarmos atentos às notícias, pois elas têm deturpado-se.
e )Encontraremo-nos em condições de discutir a realidade, caso sejamos bons leitores.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Colocação Pronominal
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Profissional de Vendas - Área Júnior /
Questão: 8
63. [Q980544]
De acordo com o texto, quem lê romances e contos tende a ter uma visão mais crítica da realidade, não se deixando enganar com tanta
facilidade, porque
a )é mais suscetível de perceber os descaminhos na ficção literária.
b )tende a minimizar a coerência na versão dos fatos pela mídia.
c ) está mais propenso a ser vítima daquilo que a ele se mostra.
d )está mais preparado para perceber a transfiguração do real.
e )pode perceber a relevância da deturpação do que é literário.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Texto Dissertativo-argumentativo > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Profissional de Vendas - Área Júnior /
Questão: 1
64. [Q959963]
No trecho “vetores de doenças, como o barbeiro (doença de Chagas), o mosquito-palha (leishmaniose) e o mosquito- prego (malária)”,
(l. 27-29), os parênteses foram utilizados com o objetivo de
a )acrescentar uma informação relacionada ao termo anterior.
b )expressar a opinião do autor sobre a temática do texto.
c ) inserir um sinônimo para explicar o sentido de um termo.
d )introduzir uma crítica ao que foi mencionado antes.
e )provocar a reflexão do leitor sobre um termo científico.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Parênteses
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Auxiliar de Saúde / Questão: 3
65. [Q959970]
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o emprego da forma verbal há é adequado em:
a )A melhor forma de salvar o futuro do planeta é persuadir a população de que cabe há cada pessoa o dever de economizar água.
b )A vida das pessoas há muito tempo depende da energia elétrica para a manutenção de aparelhos cada vez mais sofisticados.
c ) O mundo está próximo de uma derrocada devido há escassez de chuvas necessárias para solucionar o problema da seca que atinge a
população.
d )Os estudiosos pesquisam há melhor forma de substituir o uso de combustíveis poluentes por outros que causem menos danos aos
indivíduos.
e )O excesso de ruídos afeta há saúde física e mental, e é o causador da poluição sonora, que é considerada crime ambiental.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Há/a
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Auxiliar de Saúde / Questão: 10
66. [Q1019646]
A última palavra do Texto I poderia ser substituída, sem prejuízo de sentido, por:
a )ágil
b )turva
c ) assustadora
d )importante
e )enorme
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Equivalência, substituição, reorganização e transformação de palavras ou trechos
do texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Conferente / Questão: 7
67. [Q968917]
Memórias Póstumas de Brás Cubas
Lobo Neves, a princípio, metia-me grandes sus-
tos. Pura ilusão! Como adorasse a mulher, não se ve-
xava de mo dizer muitas vezes; achava que Virgília
era a perfeição mesma, um conjunto de qualidades
5 sólidas e finas, amorável, elegante, austera, um mo-
delo. E a confiança não parava aí. De fresta que era,
chegou a porta escancarada. Um dia confessou-me
que trazia uma triste carcoma na existência; faltava-
-lhe a glória pública. Animei-o; disse-lhe muitas coi-
10 sas bonitas, que ele ouviu com aquela unção religiosa
de um desejo que não quer acabar de morrer; então
compreendi que a ambição dele andava cansada de
bater as asas, sem poder abrir o voo. Dias depois
disse-me todos os seus tédios e desfalecimentos, as
15 amarguras engolidas, as raivas sopitadas; contou-me
que a vida política era um tecido de invejas, despei-
tos, intrigas, perfídias, interesses, vaidades. Eviden-
temente havia aí uma crise de melancolia; tratei de
combatê-la.
20 ___ — Sei o que lhe digo, replicou-me com tristeza.
Não pode imaginar o que tenho passado. Entrei na
política por gosto, por família, por ambição, e um pou-
co por vaidade. Já vê que reuni em mim só todos os
motivos que levam o homem à vida pública; faltou-me
25 só o interesse de outra natureza. Vira o teatro pelo
lado da plateia; e, palavra, que era bonito! Soberbo
cenário, vida, movimento e graça na representação.
Escriturei-me; deram-me um papel que... Mas para
que o estou a fatigar com isto? Deixe-me ficar com as
30 minhas amofinações. Creia que tenho passado horas
e dias... Não há constância de sentimentos, não há
gratidão, não há nada... nada.... nada...
Calou-se, profundamente abatido, com os olhos
no ar, parecendo não ouvir coisa nenhuma, a não ser
35 o eco de seus próprios pensamentos. Após alguns
instantes, ergueu-se e estendeu-me a mão: — O se-
nhor há de rir-se de mim, disse ele; mas desculpe
aquele desabafo; tinha um negócio, que me mordia o
espírito. E ria, de um jeito sombrio e triste; depois pe-
40 diu-me que não referisse a ninguém o que se passara
entre nós; ponderei-lhe que a rigor não se passara
nada. Entraram dois deputados e um chefe político
da paróquia. Lobo Neves recebeu-os com alegria, a
princípio um tanto postiça, mas logo depois natural.
45 No fim de meia hora, ninguém diria que ele não era o
mais afortunado dos homens; conversava, chasque-
ava, e ria, e riam todos.
ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas; IN: CHIARA, A. C. et alli (Orgs.). Machado de Assis para jovens leitores. Rio de Janeiro:
Eduerj, 2008.
O trecho do texto “Vira o teatro pelo lado da plateia; e, palavra, que era bonito!” (l. 25-26) faz referência ao fato de Lobo Neves
a )misturar política e lazer.
b )ter uma vida social muito intensa.
c ) poder deslumbrar-se com o teatro.
d )estar saudoso de sua vida como ator.
e )ter ignorado as dificuldades da atividade política.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Engenheiro Júnior - Área Elétrica / Questão: 5
68. [Q972216]
Quanto nós merecemos?
Lya Luft
O ser humano é um animal que deu errado em
várias coisas. A maioria das pessoas que conheço,
se fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de
viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas
5 elas aprenderiam a lidar com eles.
Sem querer fazer uma interpretação barata ou
subir além do chinelo: como qualquer pessoa que
tenha lido Freud e companhia, não raro penso nas
rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto
10 nos atrapalhamos por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nas-
cemos para ser bem mais felizes do que somos, mas
nossa cultura, nossa sociedade, nossa família não
nos contaram essa história direito. Fomos onerados
15 com contos de ogros sobre culpa, dívida, deveres e...
mais culpa.
Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a
cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
20____Nessa tona das águas da vida, por cima da qual
nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –,
somos assediados por pensamentos nem sempre
muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nos-
25 so pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa
fenda obscura um letreiro que diz: “Eu não mereço
ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter
alguma segurança e alegria? Não mereço uma boa
família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em
30 meio aos dissabores”. Nada disso. Não nos ensina-
ram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, pos-
sivelmente daremos um jeito de que desmorone – a
não ser que tenhamos aprendido a nos valorizar.
35____Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, mui-
to mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis,
obrigações excessivas e imaginárias. Somos ofus-
cados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa
imaculada e do homem poderoso, pela miragem dos
40 filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do go-
verno sempre confiável. Sofremos sob o peso de
quanto “devemos” a todas essas entidades inventa-
das, pois, afinal, por trás delas existe apenas gente,
tão frágil quanto nós.
45____Esses fantasmas nos questionam, mãos na cin-
tura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas,
está quase conquistando a pessoa amada, está qua-
se equilibrando sua relação com a família, está qua-
50 se obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade
financeira... será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada
falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um
jeito de nos boicotar – coisa que aliás fazemos de-
55 mais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar
da lucidez e da saúde; nos fechamos para os afetos
em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados
em busca de mais dinheiro do que precisaríamos; se
vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e
60 queremos trocar; se uma relação floresce, viramos
críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito
de podar carinho, confiança ou sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa pers-
pectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso,
65 mentira, egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas
como uma opção burra e destrutiva, quem sabe po-
deríamos escolher coisas que nos favorecessem. E
não passar uma vida inteira afastando o que poderia
nos dar alegria, prazer, conforto ou serenidade.
70____No conflitado e obscuro território do inconsciente,
que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e ilu-
minar, ainda nos consideramos maus meninos e me-
ninas, crianças malcomportadas que merecem casti-
go, privação, desperdício de vida. Bom, isso também
75 somos nós: estranho animal que nasceu precisando
urgente de conserto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, ba-
rata, perto de casa – ah, e que não lide com notas
frias?
Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 16
mar. 2018.
No trecho “Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada falho tiramos o tapete de nós mesmos” (l. 52-53), a oração reduzida em negrito
apresenta, em relação à oração seguinte, o valor semântico de
a )tempo
b )modo
c ) oposição
d )proporção
e )consequência
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Orações subordinadas reduzidas
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco da Amazônia S/A BASA - AM / Técnico Científico - Área Tecnologia da Informação /
Questão: 4
69. [Q972303]
De acordo com a ordem das ideias apresentadas no texto, observa-se que, depois de explicar os tipos de transações que podem ser feitas
com a bitcoin, o texto se refere
a )à produção descentralizada de bitcoins por milhares de computadores.
b )às alterações de preços que as bitcoins têm sofrido ao longo do tempo.
c ) ao processo de mineração que dá origem às bitcoins, realizado por computadores.
d )ao surgimento de computadores com hardware dedicado à fabricação de bitcoins.
e )aos motivos pelos quais a bitcoin é diferente das outras moedas.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco da Amazônia S/A BASA - AM / Técnico Bancário / Questão: 1
70. [Q959962]
Na organização do texto, antes de afirmar que “A iluminação artificial excessiva, principalmente na área rural, foi associada a uma maior
probabilidade de epidemias por atrair vetores de doenças, como o barbeiro (doença de Chagas), o mosquito-palha (leishmaniose) e o
mosquito- -prego (malária)” (l. 25-29), o autor explica a seguinte característica da poluição luminosa:
a )a desorientação espacial provocada em insetos como mariposa e besouro.
b )a produção de flores, de frutos ou a queda de folhas em épocas inesperadas.
c ) o aparecimento de uma “aura” de luz no horizonte na direção das grandes cidades.
d )o aumento da poluição luminosa relacionado à invenção das lâmpadas LED.
e )o diabetes e outros problemas de saúde provocados por quebras no relógio biológico.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Condutor de Bombeador / Questão: 2
71. [Q962433]
O vício da tecnologia
Entusiastas de tecnologia passaram a semana
com os olhos voltados para uma exposição de novi-
dades eletrônicas realizada recentemente nos Esta-
dos Unidos. Entre as inovações, estavam produtos
5 relacionados a experiências de realidade virtual e à
utilização de inteligência artificial — que hoje é um
dos temas que mais desperta interesse em profissio-
nais da área, tendo em vista a ampliação do uso des-
se tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos.
10 __ Mais do que prestar atenção às novidades lan-
çadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos
leva a uma ansiedade tão grande para consumir pro-
dutos que prometem inovação tecnológica. Por que
tanta gente se dispõe a dormir em filas gigantescas
15 só para ser um dos primeiros a comprar um novo mo-
delo de smartphone? Por que nos dispomos a pagar
cifras astronômicas para comprar aparelhos que não
temos sequer certeza de que serão realmente úteis
em nossas rotinas?
20 __ A teoria de um neurocientista da Universidade
de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida
desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em
nosso processo evolutivo como seres humanos, nos-
so cérebro aprendeu a suprir necessidades básicas
25 para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais
como sexo, segurança e status social.
Nesse sentido, a compra de uma novidade tec-
nológica atende a essa última necessidade citada:
nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que
30 momentaneamente, quando surgimos em nossos
círculos sociais com um produto que quase ninguém
ainda possui.
Foi realizado um estudo de mapeamento cere-
bral que mostrou que imagens de produtos tecnoló-
35 gicos ativavam partes do nosso cérebro idênticas às
que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa
se depara com um objeto sagrado. Ou seja, não seria
exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas
é quase uma religião para os mais entusiastas.
40 __ O ato de seguir esse impulso cerebral e com-
prar o mais novo lançamento tecnológico dispara em
nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado
dopamina, responsável por nos causar sensações de
prazer. Ele é liberado quando nosso cérebro identifica
45 algo que represente uma recompensa.
O grande problema é que a busca excessiva
por recompensas pode resultar em comportamentos
impulsivos, que incluem vícios em jogos, apego
excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo.
50 No caso do consumo, podemos observar a situação
problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em
aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade
–– as atualizações de modelos de smartphones, por
exemplo, na maior parte das vezes apresentam
55 poucas mudanças em relação ao modelo anterior,
considerando-se seu preço elevado. Em outros
casos, gasta-se uma quantia absurda em algum
aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade
prática ou inovadora no cotidiano.
60 __ No fim das contas, vale um lembrete que pode
ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um
novo smartphone ou alguma novidade de mercado:
compare o efeito momentâneo da dopamina com o
impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu
65 cartão de crédito com a nova compra.
O choque ao constatar o rombo em seu orça-
mento pode ser suficiente para que você decida pen-
sar duas vezes a respeito da aquisição.
DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
A ideia a que a expressão destacada se refere está explicitada adequadamente entre colchetes em:
a )“relacionados a experiências de realidade virtual e à utilização de inteligência artificial — que hoje é um dos temas que mais desperta
interesse em profissionais da área” (l. 5-8) [experiências de realidade virtual]
b )“tendo em vista a ampliação do uso desse tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos” (l. 8-9) [inteligência artificial]
c ) “a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada” (l. 27-28) [segurança]
d )“O ato de seguir esse impulso cerebral e comprar o mais novo lançamento tecnológico dispara em nosso cérebro a liberação de um
hormônio chamado dopamina” (l. 40-43) [mapeamento cerebral]
e )“Ele é liberado quando nosso cérebro identifica algo que represente uma recompensa.” (l. 44-45) [impulso cerebral]
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Mecanismos de coesão textual > Análise das estruturas linguísticas do texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Estatístico Júnior / Questão: 6
72. [Q962434]
O vício da tecnologia
Entusiastas de tecnologia passaram a semana
com os olhos voltados para uma exposição de novi-
dades eletrônicas realizada recentemente nos Esta-
dos Unidos. Entre as inovações, estavam produtos
5 relacionados a experiências de realidade virtual e à
utilização de inteligência artificial — que hoje é um
dos temas que mais desperta interesse em profissio-
nais da área, tendo em vista a ampliação do uso des-
se tipo de tecnologia nos mais diversos segmentos.
10 __ Mais do que prestar atenção às novidades lan-
çadas no evento, vale refletir sobre o motivo que nos
leva a uma ansiedade tão grande para consumir pro-
dutos que prometem inovação tecnológica. Por que
tanta gente se dispõe a dormir em filas gigantescas
15 só para ser um dos primeiros a comprar um novo mo-
delo de smartphone? Por que nos dispomos a pagar
cifras astronômicas para comprar aparelhos que não
temos sequer certeza de que serão realmente úteis
em nossas rotinas?
20 __ A teoria de um neurocientista da Universidade
de Oxford (Inglaterra) ajuda a explicar essa “corrida
desenfreada” por novos gadgets. De modo geral, em
nosso processo evolutivo como seres humanos, nos-
so cérebro aprendeu a suprir necessidades básicas
25 para a sobrevivência e a perpetuação da espécie, tais
como sexo, segurança e status social.
Nesse sentido, a compra de uma novidade tec-
nológica atende a essa última necessidade citada:
nós nos sentimos melhores e superiores, ainda que
30 momentaneamente, quando surgimos em nossos
círculos sociais com um produto que quase ninguém
ainda possui.
Foi realizado um estudo de mapeamento cere-
bral que mostrou que imagens de produtos tecnoló-
35 gicos ativavam partes do nosso cérebro idênticas às
que são ativadas quando uma pessoa muito religiosa
se depara com um objeto sagrado. Ou seja, não seria
exagero dizer que o vício em novidades tecnológicas
é quase uma religião para os mais entusiastas.
40 __ O ato de seguir esse impulso cerebral e com-
prar o mais novo lançamento tecnológico dispara em
nosso cérebro a liberação de um hormônio chamado
dopamina, responsável por nos causar sensações de
prazer. Ele é liberado quando nosso cérebro identifica
45 algo que represente uma recompensa.
O grande problema é que a busca excessiva
por recompensas pode resultar em comportamentos
impulsivos, que incluem vícios em jogos, apego
excessivo a redes sociais e até mesmo alcoolismo.
50 No caso do consumo, podemos observar a situação
problematizada aqui: gasto excessivo de dinheiro em
aparelhos eletrônicos que nem sempre trazem novidade
–– as atualizações de modelos de smartphones, por
exemplo, na maior parte das vezes apresentam
55 poucas mudanças em relação ao modelo anterior,
considerando-se seu preço elevado. Em outros
casos, gasta-se uma quantia absurda em algum
aparelho novo que não se sabe se terá tanta utilidade
prática ou inovadora no cotidiano.
60 __ No fim das contas, vale um lembrete que pode
ajudar a conter os impulsos na hora de comprar um
novo smartphone ou alguma novidade de mercado:
compare o efeito momentâneo da dopamina com o
impacto de imaginar como ficarão as faturas do seu
65 cartão de crédito com a nova compra.
O choque ao constatar o rombo em seu orça-
mento pode ser suficiente para que você decida pen-
sar duas vezes a respeito da aquisição.
DANA, S. O Globo. Economia. Rio de Janeiro, 16 jan. 2018. Adaptado.
No trecho “Nesse sentido, a compra de uma novidade tecnológica atende a essa última necessidade citada: nós nos sentimos melhores e
superiores, ainda que momentaneamente, quando surgimos em nossos círculos sociais com um produto que quase ninguém ainda
possui.” (l. 27-32), os dois pontos poderiam ser substituídos, sem alterar a relação entre as ideias, por
a )mas
b )para
c ) embora
d )porque
e )portanto
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Conjunções > Por que/porque/porquê/por quê
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Estatístico Júnior / Questão: 7
73. [Q1019653]
Para a autora do Texto II, a narrativa de viagem depende essencialmente de quais condições?
a )Dos lugares visitados e das pessoas com quem o viajante lidou.
b )Das recordações feitas pelo viajante e dos apontamentos da viagem.
c ) Do domínio que o viajante tem sobre a organização textual de uma narrativa.
d )Do olhar apurado do viajante para as pessoas e as paisagens que conheceu.
e )Dos dados pitorescos e surpreendentes com os quais o viajante teve contato.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Conferente / Questão: 14
74. [Q1019655]
No trecho do Texto II “é orientada por perspectivas do narrador- viajante” (l. 16-17), a palavra perspectivas, nesse contexto, poderia ser
substituída, sem prejuízo de sentido, por
a )ambições
b )expectativas
c ) aspirações
d )profundidades
e )pontos de vista
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Equivalência, substituição, reorganização e transformação de palavras ou trechos
do texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Conferente / Questão: 16
75. [Q1019641]
O Texto I diz que, entre todos os participantes da cena descrita, espectadores da ação que Lúcio devia executar, se destacava a figura
a )do juiz.
b )do velho Gaspar.
c ) dos reservas sentados no banco de alvenaria.
d )dos torcedores trepados nas encostas do morro.
e )do público que se acotovelava do lado de fora do alambrado.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Interpretação de Texto
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Liquigás Distribuidora SA Liquigas Distribuidora SA - BR / Conferente / Questão: 2
76. [Q966631]
O futuro das cidades
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o re-
presentante regional para a América do Sul do Escri-
tório do Alto Comissariado das Nações Unidas para
os Direitos Humanos disse que um dos principais de-
5 safios da humanidade atualmente é construir centros
urbanos onde haja convivência sem discriminação.
Segundo ele, é preciso definir uma agenda urba-
na global porque, em 2050, 75% da população mun-
dial estará concentrada nas cidades e boa parte des-
10 sa população viverá constrita em bairros marginais,
sem condições mínimas de vida.
Embora a cúpula da ONU sobre moradia e ur-
banismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma vi-
são de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não
15 ter integrado uma perspectiva de direitos humanos.
Portanto, os compromissos assumidos na ocasião vi-
raram letra morta.
Duas décadas mais tarde, face a uma enorme
desigualdade, os direitos humanos voltam à discus-
20 são. Desta vez, os estados têm a responsabilidade
histórica de mostrar seu compromisso na matéria.
Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas
de direitos humanos e princípios de participação,
transparência e prestação de contas, bem como não
25 discriminação e respeito à diversidade. Só assim se-
remos capazes de planejar espaços em que as pes-
soas desfrutem do direito a viver sem discriminação,
sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos,
migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com
30 deficiência e outros.
Por conseguinte, é preciso projetar cidades se-
guras, em que a ordem e a segurança cidadã convi-
vam com a liberdade de expressão e a manifestação
pacífica; e em que seja possível convergir em ativida-
35 des sociais e culturais sem suspeição ou susceptibili-
dade a políticas de limpeza social.
Aproveitando o impulso, os governos da América
do Sul devem assumir o compromisso de construir
as cidades do futuro onde seus povos vivam livres
40 de penúrias e possamos exercer nossos direitos em
igualdade de condições. Só assim seremos capazes
de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não
deixar ninguém para trás.
INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: < [Link]
cidades. > Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.
O trecho do texto em que se estabelece uma relação lógica de oposição entre as ideias, marcada pela presença da palavra ou expressão
destacada, é:
a )“Segundo ele, é preciso definir uma agenda urbana global porque, em 2050, 75% da população mundial estará concentrada nas
cidades” (l. 7-9)
b )“Embora a cúpula da ONU sobre moradia e urbanismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma visão de cidades sustentáveis, ela
fracassou” (l. 12-14)
c ) “Portanto, os compromissos assumidos na ocasião viraram letra morta.” (l. 16-17)
d )“Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas de direitos humanos e princípios de participação, transparência e prestação de
contas” (l. 22-24)
e )“Por conseguinte, é preciso projetar cidades seguras, em que a ordem e a segurança cidadã convivam com a liberdade de expressão
e a manifestação pacífica” (l. 31-34)
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Relações de sinonímia e antonímia (sinônimos e antônimos) > Conjunções
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Técnico Químico de Petróleo Júnior / Questão: 10
77. [Q972339]
Considere o texto a seguir.
De acordo com a matéria jornalística, a queda das bolsas dos países emergentes, no momento descrito, está relacionada
fundamentalmente ao(à):
a )resultado negativo divulgado pela Petrobrás
b )resultado aquém do esperado das empresas desses países
c ) peso da Petrobras na mensuração do índice das bolsas desses países
d )recessão em curso na economia brasileira
e )cenário de incerteza com respeito ao ambiente econômico internacional
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Métodos de raciocínio ou métodos argumentativos > Tipologias Textuais
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco da Amazônia S/A BASA - AM / Técnico Bancário / Questão: 37
78. [Q972220]
Na língua escrita, há situações em que algumas palavras e locuções oferecem maior dificuldade, pois podem ser grafadas junto ou
separadamente.
A frase em que a expressão em negrito está corretamente grafada é:
a )Não mereço ter sucesso, tão pouco ser feliz.
b )Nada nos resta se não a angústia de nos saber sabotados.
c ) Procuramos um psicólogo a fim de evitarmos maior sofrimento.
d )Escolhemos a droga, com tudo trata-se de uma opção destrutiva.
e )Conversávamos a cerca de nossas dificuldades com os sentimentos.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Dificuldades da língua portuguesa
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco da Amazônia S/A BASA - AM / Técnico Científico - Área Tecnologia da Informação /
Questão: 8
79. [Q972213]
Quanto nós merecemos?
Lya Luft
O ser humano é um animal que deu errado em
várias coisas. A maioria das pessoas que conheço,
se fizesse uma terapia, ainda que breve, haveria de
viver melhor. Os problemas podiam continuar ali, mas
5 elas aprenderiam a lidar com eles.
Sem querer fazer uma interpretação barata ou
subir além do chinelo: como qualquer pessoa que
tenha lido Freud e companhia, não raro penso nas
rasteiras que o inconsciente nos passa e em quanto
10 nos atrapalhamos por achar que merecemos pouco.
Pessoalmente, acho que merecemos muito: nas-
cemos para ser bem mais felizes do que somos, mas
nossa cultura, nossa sociedade, nossa família não
nos contaram essa história direito. Fomos onerados
15 com contos de ogros sobre culpa, dívida, deveres e...
mais culpa.
Um psicanalista me disse um dia:
– Minha profissão ajuda as pessoas a manter a
cabeça à tona d’água. Milagres ninguém faz.
20____Nessa tona das águas da vida, por cima da qual
nossa cabeça espia – se não naufragamos de vez –,
somos assediados por pensamentos nem sempre
muito inteligentes ou positivos sobre nós mesmos.
As armadilhas do inconsciente, que é onde nos-
25 so pé derrapa, talvez nos façam vislumbrar nessa
fenda obscura um letreiro que diz: “Eu não mereço
ser feliz. Quem sou eu para estar bem, ter saúde, ter
alguma segurança e alegria? Não mereço uma boa
família, afetos razoavelmente seguros, felicidade em
30 meio aos dissabores”. Nada disso. Não nos ensina-
ram que “Deus faz sofrer a quem ama”?
Portanto, se algo começa a ir muito bem, pos-
sivelmente daremos um jeito de que desmorone – a
não ser que tenhamos aprendido a nos valorizar.
35____Vivemos o efeito de muita raiva acumulada, mui-
to mal-entendido nunca explicado, mágoas infantis,
obrigações excessivas e imaginárias. Somos ofus-
cados pelo danoso mito da mãe santa e da esposa
imaculada e do homem poderoso, pela miragem dos
40 filhos mais que perfeitos, do patrão infalível e do go-
verno sempre confiável. Sofremos sob o peso de
quanto “devemos” a todas essas entidades inventa-
das, pois, afinal, por trás delas existe apenas gente,
tão frágil quanto nós.
45____Esses fantasmas nos questionam, mãos na cin-
tura, sobrancelhas iradas:
– Ué, você está quase se livrando das drogas,
está quase conquistando a pessoa amada, está qua-
se equilibrando sua relação com a família, está qua-
50 se obtendo sucesso, vive com alguma tranquilidade
financeira... será que você merece? Veja lá!
Ouvindo isso, assustados réus, num ato nada
falho tiramos o tapete de nós mesmos e damos um
jeito de nos boicotar – coisa que aliás fazemos de-
55 mais nesta curta vida. Escolhemos a droga em lugar
da lucidez e da saúde; nos fechamos para os afetos
em lugar de lhes abrir espaço; corremos atarantados
em busca de mais dinheiro do que precisaríamos; se
vamos bem em uma atividade, ficamos inquietos e
60 queremos trocar; se uma relação floresce, viramos
críticos mordazes ou traímos o outro, dando um jeito
de podar carinho, confiança ou sensualidade.
Se a gente pudesse mudar um pouco essa pers-
pectiva, e não encarar drogas, bebida em excesso,
65 mentira, egoísmo e isolamento como “proibidos”, mas
como uma opção burra e destrutiva, quem sabe po-
deríamos escolher coisas que nos favorecessem. E
não passar uma vida inteira afastando o que poderia
nos dar alegria, prazer, conforto ou serenidade.
70____No conflitado e obscuro território do inconsciente,
que o velho sábio Freud nos ensinaria a arejar e ilu-
minar, ainda nos consideramos maus meninos e me-
ninas, crianças malcomportadas que merecem casti-
go, privação, desperdício de vida. Bom, isso também
75 somos nós: estranho animal que nasceu precisando
urgente de conserto.
Alguém sabe o endereço de uma oficina boa, ba-
rata, perto de casa – ah, e que não lide com notas
frias?
Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 16
mar. 2018.
Ao longo do texto, a autora defende a tese de que nós, seres humanos, somos um estranho animal que nasceu precisando urgentemente
de conserto porque
a )desconsideramos o que diz Freud.
b )mantemos a cabeça à tona d’água.
c ) lemos contos de ogros sobre culpa.
d )adotamos atitudes de autossabotagem.
e )encaramos as drogas como coisa proibida.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Pressupostos e subentendidos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Banco da Amazônia S/A BASA - AM / Técnico Científico - Área Tecnologia da Informação /
Questão: 1
80. [Q966628]
O futuro das cidades
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o re-
presentante regional para a América do Sul do Escri-
tório do Alto Comissariado das Nações Unidas para
os Direitos Humanos disse que um dos principais de-
5 safios da humanidade atualmente é construir centros
urbanos onde haja convivência sem discriminação.
Segundo ele, é preciso definir uma agenda urba-
na global porque, em 2050, 75% da população mun-
dial estará concentrada nas cidades e boa parte des-
10 sa população viverá constrita em bairros marginais,
sem condições mínimas de vida.
Embora a cúpula da ONU sobre moradia e ur-
banismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma vi-
são de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não
15 ter integrado uma perspectiva de direitos humanos.
Portanto, os compromissos assumidos na ocasião vi-
raram letra morta.
Duas décadas mais tarde, face a uma enorme
desigualdade, os direitos humanos voltam à discus-
20 são. Desta vez, os estados têm a responsabilidade
histórica de mostrar seu compromisso na matéria.
Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas
de direitos humanos e princípios de participação,
transparência e prestação de contas, bem como não
25 discriminação e respeito à diversidade. Só assim se-
remos capazes de planejar espaços em que as pes-
soas desfrutem do direito a viver sem discriminação,
sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos,
migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com
30 deficiência e outros.
Por conseguinte, é preciso projetar cidades se-
guras, em que a ordem e a segurança cidadã convi-
vam com a liberdade de expressão e a manifestação
pacífica; e em que seja possível convergir em ativida-
35 des sociais e culturais sem suspeição ou susceptibili-
dade a políticas de limpeza social.
Aproveitando o impulso, os governos da América
do Sul devem assumir o compromisso de construir
as cidades do futuro onde seus povos vivam livres
40 de penúrias e possamos exercer nossos direitos em
igualdade de condições. Só assim seremos capazes
de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não
deixar ninguém para trás.
INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: < [Link]
cidades. > Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.
A forma verbal destacada está empregada de acordo com as exigências da norma-padrão da língua portuguesa em:
a )A discussão sobre os direitos humanos têm evidenciado a necessidade de garantir o acesso de todas as pessoas a uma vida sem
discriminação.
b )A proposta dos cientistas que participam dos congressos internacionais sobre as cidades sustentáveis têm sido rejeitadas pelos
economistas.
c ) O acordo internacional sobre mudanças climáticas aprovado pelos países desenvolvidos podem subsidiar novos hábitos e
compromissos das nações em relação ao desenvolvimento.
d )O enfrentamento dos principais problemas ambientais, sociais e econômicos decorrentes do manejo inadequado dos resíduos
sólidos devem ser iniciados imediatamente.
e )Os avanços obtidos pelo mundo na construção de uma agenda global para enfrentar a explosão urbana planetária em 2050 devem ser
valorizados.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Norma > Norma culta ou norma padrão
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Técnico Químico de Petróleo Júnior / Questão: 7
81. [Q966630]
O futuro das cidades
Em artigo publicado na imprensa brasileira, o re-
presentante regional para a América do Sul do Escri-
tório do Alto Comissariado das Nações Unidas para
os Direitos Humanos disse que um dos principais de-
5 safios da humanidade atualmente é construir centros
urbanos onde haja convivência sem discriminação.
Segundo ele, é preciso definir uma agenda urba-
na global porque, em 2050, 75% da população mun-
dial estará concentrada nas cidades e boa parte des-
10 sa população viverá constrita em bairros marginais,
sem condições mínimas de vida.
Embora a cúpula da ONU sobre moradia e ur-
banismo, Istambul, 1996, tenha apresentado uma vi-
são de cidades sustentáveis, ela fracassou ao não
15 ter integrado uma perspectiva de direitos humanos.
Portanto, os compromissos assumidos na ocasião vi-
raram letra morta.
Duas décadas mais tarde, face a uma enorme
desigualdade, os direitos humanos voltam à discus-
20 são. Desta vez, os estados têm a responsabilidade
histórica de mostrar seu compromisso na matéria.
Para atingir esse objetivo, é preciso definir normas
de direitos humanos e princípios de participação,
transparência e prestação de contas, bem como não
25 discriminação e respeito à diversidade. Só assim se-
remos capazes de planejar espaços em que as pes-
soas desfrutem do direito a viver sem discriminação,
sejam homens, mulheres, crianças, jovens, idosos,
migrantes, indígenas, afrodescendentes, LGBTI, com
30 deficiência e outros.
Por conseguinte, é preciso projetar cidades se-
guras, em que a ordem e a segurança cidadã convi-
vam com a liberdade de expressão e a manifestação
pacífica; e em que seja possível convergir em ativida-
35 des sociais e culturais sem suspeição ou susceptibili-
dade a políticas de limpeza social.
Aproveitando o impulso, os governos da América
do Sul devem assumir o compromisso de construir
as cidades do futuro onde seus povos vivam livres
40 de penúrias e possamos exercer nossos direitos em
igualdade de condições. Só assim seremos capazes
de alcançar o maior objetivo da Agenda 2030: não
deixar ninguém para trás.
INCALCATERRA, Amerigo. 29/09/2016. ONUBR. Nações Unidas do Brasil. Disponível em: < [Link]
cidades. > Acesso em: 10 fev. 2018. Adaptado.
A palavra destacada está corretamente empregada de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
a )As atletas olímpicas se esforçaram para conquistar os títulos cobiçados a poucos dias do encerramento do campeonato.
b )Daqui há menos de dois anos, o Japão será o anfitrião dos Jogos Olímpicos e os preparativos estão adiantados.
c ) Os jogadores brasileiros de futebol estão há poucos meses de se dirigirem à Rússia para participar da Copa do Mundo.
d )Os japoneses comemoravam, a alguns anos, a escolha de Tóquio como sede dos Jogos Olímpicos de 2020, derrotando Istambul e
Madri.
e )Um dos estádios onde serão realizados os Jogos Olímpicos está situado há apenas poucos quilômetros do centro da capital.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Há/a
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petróleo Brasileiro S.A Petrobras - BR / Técnico Químico de Petróleo Júnior / Questão: 9
82. [Q959961]
O texto propõe várias soluções para reduzir a exposição à luz artificial.
Uma solução para proporcionar uma noite melhor de sono é
a )instalar temporizadores e sensores de presença nas casas.
b )reduzir a luz artificial forte nos horários de luz natural.
c ) substituir lâmpadas amareladas por luzes brancas.
d )trocar o celular ou o computador por uma boa revista.
e )utilizar holofotes direcionados que não irradiem luz.
Disciplinas/Assuntos vinculados: Língua Portuguesa > Métodos de raciocínio ou métodos argumentativos
Fonte: Fundação CESGRANRIO - CESGRANRIO 2018 / Petrobras Transporte S.A TRANSPETRO - BR / Condutor de Bombeador / Questão: 1
Gabarito
Criado em: 30/11/2023 às [Link]
(1 = b) (2 = e) (3 = a) (4 = d) (5 = c) (6 = d) (7 = e) (8 = c) (9 = c) (10 = c) (11 = b) (12 = e) (13 = c) (14 = a) (15 = e) (16 = d) (17 = c) (18 = e) (19 = a) (20 = c) (21 = c) (22 = a) (23 = d) (24
= e) (25 = a) (26 = e) (27 = d) (28 = e) (29 = b) (30 = d) (31 = e) (32 = d) (33 = a) (34 = a) (35 = a) (36 = e) (37 = e) (38 = c) (39 = c) (40 = d) (41 = b) (42 = c) (43 = d) (44 = a) (45 = e)
(46 = a) (47 = d) (48 = e) (49 = a) (50 = d) (51 = a) (52 = a) (53 = d) (54 = b) (55 = a) (56 = a) (57 = b) (58 = b) (59 = c) (60 = b) (61 = b) (62 = c) (63 = d) (64 = a) (65 = b) (66 = e) (67 =
e) (68 = a) (69 = b) (70 = c) (71 = b) (72 = d) (73 = b) (74 = e) (75 = b) (76 = b) (77 = e) (78 = c) (79 = d) (80 = e) (81 = a) (82 = d)