República de Angola
Governo da Província de Icolo & Bengo
Município do Calumbo
Complexo Escolar Privado Isabel & Idalina
TEMA: Revolução Liberal Americana
O Docente
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Francisco Meia Icolo&Bengo2025
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Índice
Integrantes do grupo.....................................................................3
Introdução...............................................................................................4
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Colégio Isabel & Idalina
8ª Classe
Turma: B
Sala: 12
Grupo nº
Integrantes do grupo:
Cotação
Desidério da Costa
Lariel Figueiredo
Moisés de Brito
Sadrach Proênça (Líder do grupo)
Sténio Tavares
Telcio da Costa
Yukelson Soares
Zenildo José
1. Introdução
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A Revolução Liberal Americana, ou Revolução Americana de 1776 foi uma
revolução político-ideológica que ocorreu na América Britânica entre 1765 e
1791. Teve suas raízes na assinatura do Tratado de Paris que, em 1763,
finalizou a Guerra dos Sete Anos. Ao final do conflito, o território do Canadá
foi incorporado pela Grã-Bretanha. Neste contexto as treze colônias
representadas por Massachusetts, Rhode Island, Connecticut, Nova
Hampshire, Nova Jersey, Nova Iorque, Pensilvânia, Delaware, Virgínia,
Maryland, Carolina do Norte, Carolina do Sul e Geórgia começaram a ter
seguidos e crescentes conflitos com a metrópole britânica, pois, devido aos
enormes gastos com a guerra a metrópole aumentou a exploração sobre essas
áreas. Constituiu-se em batalhas desfechadas contra o domínio britânico. O
Movimento de ampla base popular teve como principal motor a burguesia
colonial e levou à proclamação, no dia 4 de julho de 1776, da independência
das Treze Colônias — os Estados Unidos, primeiro país dotado de uma
constituição política escrita codificada e ainda em uso.
Suas causas estavam relacionadas com o endividamento inglês pós guerras e a
consequente cobrança exacerbada de impostos da colônia para o pagamento das
dívidas.
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2. Desenvolvimento
O movimento ganhou força com a formação de um sentimento de identidade
própria nas colônias e o desejo de autodeterminação. Em 1776, os
representantes das colônias, reunidos no Congresso Continental, declararam
sua independência por meio da Declaração de Independência, redigida
principalmente por Thomas Jefferson.
A guerra envolveu batalhas importantes, com apoio militar crucial da França,
que entrou ao lado das colônias. Após a vitória nas batalhas e a assinatura do
Tratado de Paris em 1783, a independência dos Estados Unidos foi
formalmente reconhecida.
Esse evento também deu início ao processo de construção de um novo modelo
de governo, baseado em princípios liberais como a liberdade individual, a
democracia e a separação dos poderes, estabelecendo as bases para a
Constituição dos Estados Unidos de 1787.
Conquistas
Nesse período de guerras ouve conquistas das quais:
• A formação dos Estados Unidos, a primeira república
presidencialista democrática do mundo;
• A inspiração para outros movimentos de independência na América
Latina e na França
• A aplicação dos princípios iluministas, como a separação de poderes,
a liberdade individual e a igualdade social
Revolução Liberal Americana foi consequência do choque de interesses entre a
Inglaterra e as Treze Colônias. A insatisfação dos colonos com a política
exploratória da Inglaterra levou à independência dos Estados Unidos em 1776.
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Guerra do sete anos
Com a Guerra dos sete anos terminada com vitória da Inglaterra sobre a
França, o Tratado de Paris de 1763 deixou a nação vencedora na posse de
ricos territórios no continente americano, já colonizados sendo reconhecido o
seu direito de expandir o seu domínio em direção ao interior do continente. Esta
possibilidade agradou aos colonos que prontamente se prepararam para explorar
e aproveitar novas terras, mas para sua grande surpresa, o governo de Londres
por recear desencadear guerras com as nações Índias, determinou que nenhuma
nova exploração ou colonização de territórios pudesse ser feita sem a assinatura
de tratados com os Índios. Foi esta a primeira fonte de conflito entre os colonos
e a Coroa britânica. Os colonos também acusavam os britânicos de manter
exércitos permanentes em território americano e manter um judiciário forjado
com julgamentos simulados e o uso de mercenários para ocupar o território
americano
A Revolução Americana de 1776 teve suas raízes com a assinatura do Tratado
de Paris que em 1763 acabou por finalizar a Guerra dos sete anos
Recursos Ganhados pela Inglaterra após a
Independência na América
Após a guerra contra as Américas Inglaterra obteu vários recursos dos quais:
• Recursos Naturais: As colônias americanas eram ricas em recursos
naturais, como madeira, tabaco, açúcar, algodão, ouro e prata, que eram
valiosos para a economia inglesa. Esses recursos ajudaram a fortalecer a
economia e a indústria britânica;
• Mercados para Produtos Ingleses: As colônias funcionaram como
mercados cativos para os produtos manufaturados da Inglaterra. Isso
gerou um comércio lucrativo, pois as colônias dependiam dos bens
britânicos, enquanto a Inglaterra controlava os fluxos comerciais;
Expansão de Poder e Prestígio: A criação de vastos impérios coloniais
conferiu prestígio e poder à Inglaterra no cenário global. A presença
colonial também significava maior influência política e estratégica, o que
aumentava o poder da Inglaterra na Europa e no mundo;
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• Crescimento Populacional e Religião: A colonização permitiu que a
Inglaterra resolvesse questões demográficas, ao criar novas oportunidades
de assentamento para a população em crescimento. Além disso, as
colônias ofereciam um lugar para grupos religiosos perseguidos na
Inglaterra, como os puritanos, o que ajudou a aliviar tensões internas;
• Aumento do Comércio Transatlântico: A Inglaterra se tornou uma das
principais potências no comércio transatlântico, explorando as rotas
comerciais para a África, América e Ásia. A escravidão, especialmente,
desempenhou um papel crucial nesse comércio, com a Inglaterra
importando grandes quantidades de escravizados para as plantações
americanas;
Riqueza com a Plantações: As plantações de produtos como açúcar,
tabaco e algodão, especialmente nas colônias do sul dos EUA e nas ilhas
do Caribe, geraram grandes lucros para a Inglaterra. As colônias eram
essenciais para abastecer a crescente demanda por esses produtos na
Europa;
Controle de Rotas Marítimas: A presença nas Américas também deu à
Inglaterra o controle de importantes rotas marítimas e portos estratégicos,
como na Jamaica e nas colônias da costa leste dos EUA, facilitando o
comércio global.
Em 1774, houve o 1º Congresso Continental de Filadélfia, onde se resolveu
acabar com o comércio com a Grã-Bretanha enquanto não se restabelecessem os
direitos anteriores a 1763. O mesmo Congresso também redigiu e divulgou
uma Declaração de Direitos.
Houve logo depois, um 2º Congresso em que foi reunido em Filadélfia onde
se decidiu a criação de um exército que seria comandado por George
Washington, fazendeiro e chefe da milícia da Virgínia. Nesse Congresso,
apesar de se manterem leais ao rei os colonos pediram a suspensão das "Leis
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Intoleráveis" e firmaram uma Declaração dos Direitos dos Colonos, no qual
pediram a supressão das limitações ao comércio e à indústria, bem como dos
impostos abusivos. O Rei reagiu, pedindo aos colonos que se submetessem;
estes porém, não se curvaram diante da coroa britânica. O extremar das
posições levou à criação de milícias, à constituição de depósitos de munições e
a um aumento contínuo de tensão que iria irromper em guerra.
As ações militares entre ingleses e os colonos americanos começam em março
de 1775. No decorrer do conflito (Lexington, Concord e batalha de Bunker
Hill), os representantes das colônias reuniram-se no segundo Congresso de
Filadélfia (1775) e Thomas Jefferson, democrata de ideias avançadas redigiu a
Declaração da Independência dos Estados Unidos, promulgada em 4 de
julho de 1776, dando um passo irreversível. Procede-se também à constituição
de um exército, cujo comando é confiado ao fazendeiro George Washington.
Os britânicos, lutando a 5 500 km de casa, enfrentaram problemas de carência
de provisões, comando desunido, comunicação lenta, população hostil e
falta de experiência em combater táticas de guerrilha. A Aliança Francesa
(1778) mudou a natureza da guerra, apesar de ter dado uma ajuda apenas
modesta a Inglaterra. A partir de então, passou a se concentrar nas disputas por
territórios na Europa e nas Índias Ocidentais e Orientais..
O curso da guerra pode ser dividido em duas fases a partir de 1778. A primeira
fase, ao norte, assistiu à captura de Nova York pelos ingleses em 1776, além da
campanha no vale do rio Hudson para isolar a Nova Inglaterra, que culminou
na derrota em Saratoga em 1777 e a captura de Filadélfia em 1777, depois da
vitória na batalha de Brandywine. Apesar das frequentes vitórias, os britânicos
não destruíram os exércitos de Washington ou de Green e não conseguiram
quebrar a resistência norte-americana.
A segunda fase desviou as atenções britânicas para o sul, onde grande número
de legalistas podiam ser recrutados. Filadélfia foi abandonada em 1778 e
Washington acampou em West Point a fim de ameaçar os quartéis-generais
britânicos em Nova York. Após a captura de Charleston em 1780 por Clinton
Cornwallis, perseguiu em vão o exército do sul sob a liderança do general
Greene antes de seu próprio exército render-se em Yorktown, Virgínia em
outubro de 1781, terminando efetivamente com as hostilidades. A paz e a
independência do novo país (constituído pelas treze colónias da costa atlântica)
foi reconhecida pelo Tratado de Paris.
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Mais tarde, em 1812 e 1815, ocorreu uma nova guerra entre os Estados Unidos e o Reino Unido.
Essa guerra consolidou a independência norte-americana.
Atritos
Mas, pouco depois, surgiram novos atritos. Procurando restaurar o equilíbrio financeiro, a
metrópole apertava as malhas do pacto colonial com vários atos. Em 1750 fora proibida a fundição
de ferro nas colônias; em 1754 proibiram-se a fabricação de tecido e o contrabando. Apesar de
vencer a Guerra dos Sete Anos, a Grã-Bretanha impôs novas medidas restritivas às treze colônias.
Em 1765 foi aprovado um decreto regulamentando a obrigação de abrigar e sustentar tropas
britânicas em solo americano (prática que pesava muito sobre as finanças coloniais). Foram ainda
criadas a Lei do Selo que acrescentou um imposto de selo sobre jornais, documentos legais e oficiais
etc., e os Atos de Townshend, que procuravam limitar e mesmo impedir que os americanos
continuassem suas relações comerciais com outras regiões que não a Inglaterra.
Em 1773, o Parlamento britânico concedeu o monopólio do comércio do chá à Companhia das Índias
Orientais, da qual muitas personalidades britânicas possuíam ações. Os comerciantes rebeldes
norte-americanos que se sentiram prejudicados disfarçaram-se de índios peles-vermelhas,
assaltaram os navios da companhia que estavam no porto de Boston e lançaram o carregamento de
chá no mar (Festa do Chá de Boston). A Grã-Bretanha reagiu de imediato com um conjunto de leis
que os americanos chamaram de "Leis Intoleráveis" (1774): fechamento do porto de Boston;
indenização à companhia prejudicada e o julgamento dos envolvidos, na metrópole.
As reações dos colonos foram, de início, exaltadas, mas pacíficas: exigiram o direito de eleger
representantes para o Parlamento de Londres (para poderem discutir e votar as leis que lhes diziam
respeito), passando depois a atos de boicote às mercadorias britânicas. Esta guerra econômica
desencadearia motins e forçou o governo a alguns recuos, que contudo não satisfizeram os colonos.
O conflito agravou-se com a presença de tropas enviadas para conter os protestos. Como resposta,
em 1774 os representantes das colônias americanas, exceto Geórgia, enviaram seus delegados a
Filadélfia, num primeiro Congresso Continental que, a partir daí, embora com divergências no seu
seio, foi a voz política dos colonos.
A Declaração da Independência dos Estados Unidos.
Pela primeira vez na história da expansão europeia, uma colônia tornava-se independente dos
países por meio de um ato revolucionário. E fazia-o não só proclamando ao mundo, no documento
histórico aprovado no dia 4 de Julho, o direito à independência e à livre escolha de cada povo e de
cada pessoa ("o direito à vida, à liberdade e à procura da felicidade" são definidos como inalienáveis
e de origem divina), mas ainda construindo uma federação de estados dotados de uma grande
autonomia e aprovando uma constituição política (a primeira da História mundial) onde se
consignavam os direitos individuais dos cidadãos, se definiam os limites dos poderes dos diversos
estados e do governo federal, e se estabelecia um sistema de equilíbrio entre os poderes legislativo,
judiciário e executivo de modo a impedir a supremacia de qualquer deles, além de outras
disposições inovadoras. O sucesso norte-americano foi descrito como tendo influenciado a
Revolução Francesa (1789) e as subsequentes revoluções na Europa e América do Sul.
Os pensamentos iluministas influenciaram no novo governo americano.
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3. Conclusão
A revolução americana levou a independência das treze colônias e ao surgimento dos Estados
Unidos da América como nação durante o século XVIII a partir de 1776.
A revolução americana aconteceu em decorrência da insatisfação dos colonos com algumas medidas
que estavam sendo tomadas pela metrópole, ou seja, Inglaterra.
Então esse choque de interesses acabou levando a uma mobilização dos colonos que lutaram pela
independência.
Além disso, a revolução americana também foi motivada pelos ideais Iluministas que estavam sendo
difundidos na Europa como em outras partes do mundo na época.
Esses conflitos de interesses começaram a se manifestar a partir da guerra dos 7 anos (1757 e 1763).
Esse conflito aconteceu em diversas partes do mundo.
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