Avaliativas LPT
Avaliativas LPT
QUESTÕES
Semana 1
1) A linguagem é uma característica que diferencia o ser humano diante da sua relação com o mundo,
uma vez que ele se coloca na posição de locutor e considera o “outro” como alvo de interlocução.
Assim a palavra escrita atua como instrumento simbólico de representação e de comunicação.
Considerando o exposto, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir.
I. ( ) A escrita pode ser considerada uma das maiores conquistas da civilização e um marco histórico
da humanidade.
II. ( ) A escrita é uma das maiores conquistas da civilização, e a alfabetização é considerada uma
consequência unânime no sistema educacional.
III. ( ) As competências para ler e escrever são processos compreendidos, pela sociedade, como
essenciais e abrangidos pelo sistema educacional.
2) A inserção na cultura escrita, como papel da escola e da universidade, significa muito mais do que
simplesmente copiar modelos ou consumir textos existentes, significa experienciar a interação com o
outro por meio da escrita, como uma relação social. Desse modo é preciso ir além do legado recebido,
não apenas repeti-lo, mas sim construir novos conhecimentos.
Com base nas informações apresentadas, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas
a seguir.
I. ( ) Fazer diferentes resumos das leituras para registrar os conhecimentos é o suficiente para os
alunos que cursam o Ensino Superior.
II. ( ) Deve-se lutar contra os mecanismos de coerção da curiosidade criativa e proporcionar aos
alunos a produção do conhecimento.
III. ( ) Na universidade, em vez de produzir conhecimento, os alunos são levados a repetir aquilo que
os autores já disseram, por meio de resumos e citações.
I. O ensino da escrita no espaço escolar deve priorizar a produção da chamada “redação” de maneira
clara, completa e contextualizada.
II. Ao ensinar a Língua Portuguesa com foco apenas na gramática, o desenvolvimento da produção
textual dos alunos é prejudicado e tolhido.
III. É preciso que a educação enfrente os mecanismos de congelamento da curiosidade criativa com
relação à escrita na escola e na universidade.
4) Quando nos apoiamos na crítica de que os textos utilizados na escola não condizem com a
realidade do aluno, percebemos que, para o ensino da escrita, é preciso que se tenha consciência do
papel social dela. Muitas são as funções sociais da escrita, porém algumas atividades inibem ou não
contribuem para que o papel social da escrita desenvolva-se com êxito.
Dentre essas ações, assinale a proposição de atividade que invalida o processo de ensino e
aprendizagem.
a) Propostas de passagem de falas de personagens para a norma-padrão.
b) Posição de objeto legítimo de uma sociedade.
c) Acolher a variedade linguística das comunidades.
d) Fonte de conhecimento de perspectivas e de mundo.
e) Imitação de textos variados, mas considerados exemplares onde circulam.
Semana 2
1) Gedoz e Costa-Hubes (2012) apresentam a concepção da linguagem como interação, a qual está
associada ao desenvolvimento de competências de reflexão no indivíduo. Tomando essa ideia como
base, um professor escreveu a letra de um funk no quadro para analisar a variedade informal da língua
em relação à culta.
A preocupação básica é levar ao aluno não apenas o conhecimento da gramática de sua língua, mas,
sobretudo, a capacidade de refletir de maneira crítica sobre o mundo que o cerca e, em especial, sobre
a utilização da língua como instrumento de interação social. Isso é feito mediante a compreensão, a
análise, a interpretação e a produção de textos verbais.
Sobre o que foi apresentado, analise as asserções a seguir e as relações propostas entre elas.
I. A atividade, mesmo indiretamente, promoveu uma reflexão entre o estudante e a língua do seu
cotidiano.
PORQUE
II. O professor trouxe uma atividade na qual as regras normativas são utilizadas para analisar uma
variedade da língua.
2) A multimodalidade é uma forma de comunicação que utiliza múltiplos modos para transmitir
informações de forma mais completa e eficaz, e pode ser encontrada em diversos gêneros textuais.
Embora possa apresentar desafios, a multimodalidade é uma ferramenta importante na comunicação
moderna, permitindo que as pessoas transmitam mensagens de maneira mais atraente e envolvente.
Após a leitura da situação apresentada, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I. A prática de análise linguística deve estar fundamentada no princípio: “partir do erro para a
autocorreção”.
PORQUE
II. O ensino gramatical somente tem sentido se auxiliar o aluno, por isso a prática de análise
linguística deve se caracterizar pela retomada do texto produzido na aula de produção para
reescrevê-lo no aspecto tomado como tema da aula de análise.
Considerando o apresentado, observe as afirmações a seguir e relacione-as aos termos aos quais se
referem.
1 - Atividades linguísticas;
2 - Atividades epilinguísticas;
3 - Atividades metalinguísticas.
a) 1 - II; 2 - I; 3 - III.
b) 1 - III; 2 - II; 3 - 1.
c) 1 - III; 2 - I; 3 - II.
d) 1 - I; 2 - III; 3 - II.
e) 1 - I; 2 - II; 3 - III.
6) A _____ foi influenciada pelos estudos do linguista suíço Ferdinand de Saussure. Ele compreende
que a _____, por ser individual, não é do interesse da linguística, pois ele acredita que ela deve focar
na análise da língua, focando na escrita. Já a _____, é compreendida como uma herança da época que
a antecede, possuidora de signos _____ aos indivíduos.
Assinale a alternativa que completa adequadamente as lacunas.
a) linguagem como representação do pensamento — língua — língua — externos.
b) linguagem como instrumento de comunicação — língua — fala — externos.
c) linguagem como representação do pensamento — fala — língua — externos
d) linguagem como instrumento de comunicação — fala — língua — externos
e) linguagem como instrumento de comunicação — fala — língua — internos.
Semana 3
Lucas pediu que cada estudante trouxesse um texto que tenha gostado de ler, podendo ser conto,
romance, novela ou outros. No dia marcado, Miguel, um de seus alunos, mostrou um texto chamado
"Mais do que palavras: guarde um tempo para viver", de um escritor chamado Lexas. Lucas disse que
não conhecia o texto, e Miguel explicou que se tratava de uma famosa fanfic de Harry Potter, a qual
aborda, dentre algumas temáticas, respeito, inclusão, traumas e, também, quadribol. A princípio, Lucas
considerou mandar o estudante fazer o trabalho de novo, pois não havia se esforçado. Todavia mudou
de ideia quando o aluno, ao explicar a história, resgatou elementos da aula sobre narrativas épicas, e
contou como o protagonista da fanfic, Yoh Kneen, precisava superar uma série de desafios.
Sobre o que foi apresentado, analise as asserções a seguir e as relações propostas entre elas.
I.O estudante foi capaz de analisar um texto informal por meio de elementos da narrativa.
PORQUE
II. Ele correlacionou uma série de saberes e apontou como eles estavam presentes na fanfic,
promovendo um diálogo entre a obra e a tradição dos textos literários.
2) Considere a seguinte situação: Dianá, professora de Sociologia, observou que alguns estudantes,
muito participativos em sua aula, apresentavam problemas graves na redação das respostas que eram
feitas nas provas. Ao pedir socorro à professora de Português, esta apontou que os mesmos
estudantes repetiam esses problemas em sua matéria e trouxe um ponto que Dianá não havia
considerado: a participação desses estudantes na aula também está relacionada à pouca competência
linguística, a qual os leva a fazer muitas perguntas até que consigam compreender o que fora ensinado.
Sobre o que foi apresentado, analise as asserções a seguir e as relações propostas entre elas.
I. A falta de domínio linguístico afeta a compreensão dos estudantes em outras matérias, como
Sociologia.
PORQUE
II. Na correlação entre pensamento, linguagem e leitura, os estudantes apresentam carência na
capacidade de converter o que recepcionam e o que são capazes de interpretar.
3) A cada três anos, são publicados resultados de testes feitos por cerca de meio milhão de crianças de
15 anos de idade, em escolas de todo o mundo, em matemática, leitura, ciências e resolução de
problemas. A tabela do PISA, que classifica os resultados dos testes de estudantes de 65 países, é
levada muito a sério pelos formuladores de políticas e pelo governo.
Sobre a medição da aprendizagem de leitura e escrita, analise as asserções a seguir e as relações
propostas entre elas.
I. O fato de a leitura e a escrita estarem nos programas escolares indica que os alunos, de fato,
aprendem a ler e escrever.
PORQUE
II. Não existem evidências empíricas de que os alunos brasileiros saem da escola sem saber ler e
escrever.
1) Nos processos de coesão, ocorre o fenômeno da construção coletiva do sentido: um termo depende
de outro para estabelecer um significado previamente definido, sem o qual o enlaçamento de ideias
não seria possível.
2) O que difere coesão de coerência nem sempre é tão explícito: aquela conecta os termos; esta, os
sentidos. Devemos ter em mente que o texto vai sendo estruturado pelo recurso a uma série de
termos (adjetivos, pronomes, conjunções etc.), os quais o fazem por meio dos sentidos estabelecidos.
Dessa maneira, ao escrever uma frase como "a menina chegou, tornou-se uma bela moça", aqui eu
estabeleço uma relação lexical de coesão e coerência. Como? ao usar “moça” como sinônimo geral de
outra do gênero feminino; todavia, ao fazê-lo, atribuo-lhe um sentido associado a uma etapa de
maturação da pessoa.
Tendo isso como base, observe a seguinte frase: "ele é rico e tem um temperamento ruim".
Sobre o que foi apresentado, analise as asserções a seguir e as relações propostas entre elas.
I. A coesão, no texto, é feita pela conjunção "e", a qual tem valor aditivo, estabelecendo uma relação
de proximidade semântica entre os termos.
PORQUE
II. Na frase, acrescenta-se nova informação sobre o sujeito da oração, e isso acontece como se uma
coisa fosse indissociável da outra.
Nessa frase, o pronome "esse" executa uma coesão. Com isso em mente, avalie as afirmativas a seguir.
I. Trata-se de uma coesão por referência, ao apontar para elemento que já apareceu no texto.
II. É uma coesão do tipo lexical, pois usa uma palavra para resgatar outra que já aparece no texto.
III. Trata-se de uma elipse, uma vez que remete a um texto que aparece de maneira implícita.
4) Quem pensa que textos formais estão isentos de erros ficaria espantado com a quantidade de
problemas que encontramos nos meios de comunicação, motivo de contratarem equipes de revisores
para analisar um texto antes de ele ser publicado. Tendo isso como base, observe a seguinte frase:
Homem morre em acidente de motosserra, degolado. Segundo a vítima, a motosserra escorregou e
cortou seu pescoço.
I. coesão;
II. coerência;
III. organização textual.
Fonte: SILVA, R. C. B da. Coerência e Coesão de textos argumentativos dos alunos do ensino
médio. Entrepalavras, Fortaleza, v. 7, p 56-82, jan/jun. 2017.
Sobre o que foi apresentado, analise as asserções a seguir e as relações propostas entre elas.
I. O artigo de opinião produzido pelos estudantes conecta-se com a capa, estabelecendo uma relação
discursiva.
PORQUE
II. Há um diálogo entre as informações presentes, de forma que os estudantes começam a
argumentação com a narrativa contada previamente.
Analisando as asserções anteriores conclui-se que:
6) A linguística textual vem se desenvolvendo no Brasil desde o final da década de 1970, tendo um
aumento exponencial de pesquisas na área ainda na década de 1980. São mais de 50 anos de
conhecimento acumulado na área, mas que não é utilizado pelos professores em sua prática docente.
O SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) tem diretrizes sobre o que o aluno deve
aprender no que se refere à produção de textos dissertativos-argumentativos.
Sobre essas aprendizagens, analise as afirmativas a seguir.
7) Para avaliar o nível de proficiência dos estudantes, um professor pediu que eles produzissem um
pequeno parágrafo, no qual relatassem qual seu grande sonho para quando terminassem os estudos.
Por ser professor, ele conseguiu entender as ideias, mas percebeu que os estudantes tinham
problemas para concatenar o que apresentavam e, por isso, preparou uma aula de reforço de coesão
textual, com ênfase em anáforas.
Fonte: SILVA, R. C. B da. Coerência e Coesão de textos argumentativos dos alunos do ensino
médio. Entrepalavras, Fortaleza, v. 7, p 56-82, jan/jun. 2017.
Sobre o que foi apresentado, analise as asserções a seguir e as relações propostas entre elas.
I. A principal dificuldade dos estudantes era a repetição das palavras, revelando pouco domínio dos
elementos coesivos.
PORQUE
II. O exercício de anáfora tem como foco levar o estudante a utilizar corretamente elementos que
resgatam termos anteriores, por meio de referenciação.
Analisando as asserções anteriores conclui-se que:
a) As asserções I e II são falsas.
b) A asserção I é falsa, e a II é verdadeira.
c) As asserções I e II são verdadeiras, mas a II não justifica a I.
d) A asserção I é verdadeira e a II é falsa.
e) As asserções I e II são verdadeiras, e a II justifica a I.
8) Texto e textualidade são conceitos diferentes e que devem estar claros na mente do docente, de
modo que ele possa trabalhar adequadamente o ensino de construção de textos com seus alunos,
enquanto um está preocupado com o ato, o outro preocupa-se com a estrutura desse ato.
I. Texto.
[Link].
9) É possível dizer que muitos sabem escrever – mas escrever corretamente é algo diferente. Grandes
escritores são formados por meio de trabalho duro e paixão por aprender. Todos eles começaram
desde o início. Estudar as práticas cotidianas, aprender a organizar os pensamentos e transformar
essas ideias em uma escrita eficaz podem contribuir no processo.
Sobre os fatores de dificuldade dos alunos em escrever, analise as asserções a seguir e as relações
propostas entre elas.
I. Os alunos conseguem correlacionar as informações que acessam para produzir seus textos.
PORQUE
II. Conhecem os elementos que atribuem textualidade a uma manifestação linguística.
I. A informatividade diz respeito ao grau de novidade ou surpresa que uma informação causa nos
receptores.
II. A informatividade é uma característica relativa e depende do conhecimento prévio dos receptores
sobre o assunto.
III. A informatividade pode ser reduzida no caso de informações repetitivas ou irrelevantes, mas
manter o interesse do leitor.
2) A concepção de texto como lugar de interação e de construção de sentidos é uma abordagem que
enfatiza o caráter social e comunicativo do texto. Nessa perspectiva, o texto é visto como resultado de
uma interação entre indivíduos que compartilham um determinado contexto e propósito
comunicativo.
Com base nas informações apresentadas, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas
a seguir sobre a concepção de texto.
I. ( ) Quando o sentido se completa é que podemos definir um texto, logo o texto tem caráter
dialógico; é uma construção social que emerge das negociações de significados entre os participantes
da interação.
II. ( ) A construção do sentido no texto é um processo interacional que envolve não apenas a
mobilização de conhecimentos linguísticos mas também de conhecimentos sociais, culturais e
pragmáticos.
III. ( ) Um texto não é simplesmente um conjunto de frases ou enunciados isolados, mas é uma
construção interacional de sentidos construídos individualmente quando um indivíduo escreve e
quando outro lê.
Com base nisso, analise as asserções a seguir e as relações propostas entre elas.
I. Estudando o texto pelo viés da expectativa humana, houve uma quebra na 2ª fonte de
expectativa.
PORQUE
II. O funcionário cometeu uma quebra no uso da linguagem de acordo com as convenções.
4) A informatividade relaciona-se a como os materiais linguísticos que compõem um texto são ou não
esperados ou conhecidos por aqueles que o leem.
Sobre a informatividade, avalie as assertivas a seguir.
6) Ao longo do seu desenvolvimento, a Linguística do Texto (LT) ampliou a sua abordagem inicialmente
voltada para a análise transfrástica, que se concentrava na conexão entre frases. A partir da segunda
metade dos anos 1970, a LT passou a considerar aspectos pragmáticos, que envolvem a interação entre
os usuários da língua e o contexto em que o texto é produzido e interpretado. Na década de 1980, a LT
também incorporou aspectos cognitivos voltados para o estudo dos processos mentais envolvidos na
produção e compreensão de textos, como a ativação de conhecimentos prévios e a inferência de
informações implícitas.
Com base no conceito de informatividade, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas
a seguir.
9) O ensino das habilidades linguísticas e dos conhecimentos sobre o uso da linguagem em contextos
específicos é fundamental para o aprimoramento da escrita de gêneros argumentativos. Diante disso,
o ensino dos aspectos de textualidade, como a informatividade, é essencial para o desenvolvimento da
produção de escrita dos alunos do Ensino Médio.
Com base nas informações apresentadas, identifique se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas
a seguir.
I. ( ) É relevante observar que o ensino deve considerar a importância de articular atividades de cunho
linguístico e epilinguístico no ensino da produção de textos argumentativos.
II. ( ) O estudo e desenvolvimento de atividades sobre os graus de informatividade com a adoção de
uma concepção de escrita como um processo, promove avanços em escritas argumentativas.
III. ( ) Os aspectos gramaticais precisam ser postos estritamente como nomenclaturas para uma
reflexão sobre o funcionamento de tais estruturas na produção e compreensão de textos.
10) Um texto, para ser concebido como tal, precisa apresentar textualidade e ser visto como um todo,
comparando-se a um tecido, que, se separado, deixa de ser um tecido e passa a ser apenas um
embolado de fios.
11) Tendo como base o princípio da informatividade, considere a seguinte situação: Pedro inventou
uma mochila que voa, mas precisa registrar um nome para ela. Depois de dedicar um tempo, resolveu
batizá-la como “aerochila”.
Com base nisso, analise as asserções a seguir e as relações propostas entre elas.
I. Pedro chamou o objeto por esse nome porque o prefixo “aero”, ao seu ver, lembra “voar”, como
“aeronave”, ou coisas associadas a isso, como “aeroporto”.
PORQUE
II. Ao usar esse termo, ele balanceia uma nova informação para atingir o interlocutor, de modo que ele
possa entender o que o produto representa.
12) Todo texto tem um leitor, o qual é hipotético, presumido. Assim, quando produzimos determinado
texto, o fazemos na interação com quem irá recepcioná-lo. Considere, então, a seguinte situação:
determinada autora escreveu um livro no qual uma adolescente escreve, em formato de diário, o
próprio dia a dia. A personagem se refere ao diário como “amigo” e compartilha alegrias, tristezas,
expectativas e frustrações.
13) Podemos criar mensagens de diferentes formas, mas elas devem ter, acima de tudo, sentido. Sem
isso, são partes isoladas que não se conectam. No campo da superfície textual, por exemplo, há um
elemento da textualidade responsável por conectar os elementos entre si, de modo que os termos
remetem uns aos outros, e dessa relação, de acordo com a organização, é possível criar variados
sentidos.
Diante disso, assinale a alternativa correta, que apresenta como esse elemento é conhecido.
a) Informatividade.
b) Coesão.
c) Intertextualidade.
d) Coerência.
e) Intencionalidade.
Semana 6
1) A pragmática volta-se para os estudos sobre os atos de fala, ou seja, ações que aqueles que utilizam
a língua realizam por meio da linguagem, tendo em vista que esta passa a ser considerada como uma
atividade social que envolve intenção e objetiva atingir algum fim.
Nesse sentido, assinale a alternativa que indica o contexto em que o conhecimento das pessoas que se
comunicam é semelhante.
a) Contexto tecnológico.
b) Contexto espacial.
c) Contexto atemporal.
d) Contexto econômico.
e) Contexto sociocognitivo.
Quando eu digo “blusa cara” e “minha cara”, uso palavras que morfologicamente são sinônimas, mas
que são semanticamente antônimas.
I. Todo texto tem um lugar de produção e circulação, e isso obedece a uma qualidade síncrona.
PORQUE
II. O sentido que lhe é atribuído só é possível naquele determinado ponto, sob risco da anacronia
em análises futuras.
3) Um texto é um todo de sentido, e visa transmitir ideias para um receptor. Uma das maneiras de se
produzir sentido é o uso de imagens verbais conhecidas como “figuras de linguagem”.
Com base nisso, leia o texto a seguir: “Pedro corre como uma gazela”.
Assinale a alternativa correta que apresenta o que produz sentido.
a) Hipérbole.
b) Comparação.
c) Elipse.
d) Metonímia.
e) Eufemismo.
6) De acordo com as autoras do texto “Ler e compreender os sentidos do texto”, o contexto pode ser
definido como um conjunto de suposições que são baseadas:
a) nos saberes prévios do falante.
b) nas hipóteses do ouvinte/leitor.
c) nos juízos de valor presentes na sociedade.
d) nos saberes dos interlocutores.
e) nos pressupostos teóricos sobre determinado assunto.
7) A partir do texto de Eni Orlandi, “Discurso, imaginário social e conhecimento”, é possível afirmar
que:
a) a linguagem é transparente.
b) todo discurso é portador de ideologia.
c) apenas alguns discursos fazem referência a outros discursos.
d) o sentido de um discurso independe do momento histórico.
e) a ideologia existe na maior parte dos discursos.
De acordo com a problematização do conceito de adequação linguística, qual dos exercícios a seguir
você escolheria?
a) Explique por que devemos adaptar nossa maneira de falar às situações de comunicação.
b) Comente o sentido da palavra “cas” no terceiro quadrinho.
c) Discuta os impactos negativos da tirinha de Chico Bento para o processo de alfabetização.
d) Passe para a norma culta o texto dos balões.
e) Elenque as palavras escritas em dissonância com a ortografia padrão.
2) No processo de reescrita dos textos podemos identificar muitas situações que precisam ser
mudadas nos textos. Entre elas está:
a) para lembrar que o título do texto é o último detalhe.
b) que os nomes das pessoas não devem ser citados publicamente.
c) que as siglas devem vir escritas por extenso na primeira vez que são usadas no texto.
d) que os artigos científicos exigem mais releituras que os demais gêneros textuais.
e) muitas releituras podem mudar o texto original, é melhor fazer poucas.
4) Os monitores do projeto “Práticas de leitura e escrita acadêmicas” observaram que, quase em sua
totalidade, os processos de interação de ensino envolvem aulas expositivas e avaliação final.
Sobre a aula expositiva, analise as asserções a seguir e as relações propostas entre elas.
5) É importante saber que a denominada tradicionalização das práticas conduz a reprodução do modo
de fazer o processo de ensino e de aprendizagem, não se estabelecendo uma reflexão sobre a
eficiência dessa prática.
6) A turma do professor Júlio não gostava de ler, e ele tentou promover rodas de leitura na sala,
visando melhorar a capacidade de produção textual dos alunos. Assim, para promover uma atividade,
pediu que cada um trouxesse uma história em quadrinhos de que gostasse e que eles explicassem
sobre o que cada obra falava. Esporadicamente, Júlio fazia colocações, mostrando como aquelas
narrativas visuais tinham vários elementos em comum com os textos literários formais.
7) Um dos principais benefícios do fichamento é a sua capacidade de tornar a leitura mais eficiente e
produtiva. Ao fazer um fichamento, o leitor é forçado a prestar atenção aos detalhes mais importantes
do texto e a resumir as informações de forma clara e concisa. Além disso, o fichamento ajuda a evitar a
perda de informações importantes e facilita a recuperação dessas informações no futuro.
Considerando as diferentes práticas de fichamento na universidade, é preciso propor aos alunos que
façam fichamentos de diferentes textos, pois o estudante ou pesquisador pode comparar as
informações e ideias apresentadas por diferentes autores e identificar lacunas ou pontos de
convergência.
Após observar o problema apresentado, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
Semana 1
1) b.
Justificativa: A afirmativa I é verdadeira, pois é possível considerar a escrita como um marco da
civilização, que promoveu uma ruptura de tempo e espaço em relação à comunicação. A escrita é uma
das maiores conquistas da civilização humana, pois permitiu que informações e conhecimentos
pudessem ser registrados e transmitidos ao longo do tempo, além de possibilitar a comunicação entre
pessoas que não estavam presentes fisicamente. A escrita também desempenhou um papel
importante na construção de identidades culturais e nacionais, uma vez que a padronização e a
normatização da língua escrita contribuíram para a definição de um idioma oficial em diferentes
países.
A afirmativa II é falsa, pois a alfabetização não garante um acesso à sociedade e infelizmente não está
relacionada à unanimidade ou à equidade na educação, já que não são todas as pessoas que são
alfabetizadas. O Brasil ainda conta com grande número de pessoas sem escolarização e, portanto, o
analfabetismo ainda mostra que não se pode considerar unânime a alfabetização.
A afirmativa III é falsa, porque as competências para ler e escrever não são processos compreendidos
pela sociedade como essenciais, pelo contrário, são processos mal compreendidos que carecem de
maior valorização. Essa falta de compreensão é, em grande parte, resultado de uma visão equivocada
do papel da leitura e da escrita na sociedade. Muitas vezes, essas habilidades são vistas apenas como
meios de adquirir informações ou de produzir textos escolares, o que desvaloriza sua relevância para a
vida cotidiana. Além disso o sistema educacional pode contribuir para essa visão reducionista da
leitura e da escrita, ao enfatizar apenas a dimensão instrumental dessas habilidades.
2) c.
Justificativa: A afirmativa I é falsa, porque fazer resumos de leituras não é o suficiente para os alunos
que cursam o Ensino Superior. Embora seja uma prática comum entre os acadêmicos ler textos, realizar
resumos ou reescrever sobre aquilo que leram, o que importa é uma escrita que registre o
conhecimento.
A afirmativa II é verdadeira, já que devem ser evitadas as práticas que causam o congelamento da
criatividade dos alunos nas universidades, pelo contrário, devem ser motivados os processos de escrita
criativa.
A afirmativa III é verdadeira, pois é comum nas universidades a prática de escrever paráfrases ou
citações a partir da leitura de autores estudados, em vez de produzir conhecimento original. Isso pode
ser resultado de vários fatores, como a falta de incentivo para a criatividade e a originalidade na
academia; a ênfase excessiva na memorização e na repetição de informações; ou a falta de tempo e de
recursos para a pesquisa. No entanto é importante lembrar que a reprodução do conhecimento
existente é uma parte essencial do processo de aprendizagem, que deve ser desenvolvida de
diferentes maneiras.
3) a.
Justificativa: A afirmativa I está incorreta, porque a proposta inaugurada pelo prof. Geraldi
transformou o ato de “fazer redação” em sala de aula (percebido como negativo e limitador) em
“produzir textos”. Diante disso há uma mudança na denominação de redação para produção de textos,
que é realizada “para o aluno” e não “para a escola”.
A afirmativa II está correta, pois o ensino não pode estar apenas pautado na gramática da língua
portuguesa, correndo o risco de prejudicar o desenvolvimento da produção escrita dos alunos, por isso
diz-se que a proposta de Geraldi, com base no texto, foi golpeada. A maioria das escolas relega a
segundo plano a atenção ao texto e prioriza a gramática da língua portuguesa.
A afirmativa III está correta, pois é preciso que o ensino da produção de textos garanta o direito ao
movimento, à construção de algo novo. Para enfrentar os processos de congelamento da criatividade
do aluno, os professores precisam adotar práticas de análise e reflexão linguística associadas à
produção textual.
4) e.
Justificativa: É preciso considerar que a escrita pode e deve ser entendida como um ponto de encontro
entre sociedade e escola, pois é um objeto legítimo e, a partir dela, são acolhidas variedades
linguísticas de diferentes comunidades e supridas curiosidades regionais ou propostas de passagem de
falas de personagens para a norma-padrão. Nesse sentido, a imitação de textos acaba não
contribuindo para superar o desenvolvimento do processo de ensino e de aprendizagem da língua.
Semana 2
1) d.
Justificativa: A asserção I é verdadeira, pois o estudante é convidado a analisar a língua na sua forma
prática, em uma variedade linguística utilizada no seu cotidiano, bem como convocado a entender os
elementos constitutivos.
A asserção II é verdadeira, já que é possível compreender o funcionamento da variedade informal da
língua por meio dos instrumentos de análise da norma culta. A asserção II justifica a I porque analisa
variedades informais da língua. Assim apresenta a forma como as regras da língua, em sua maioria
associadas ao uso normativo, também explicam determinados fenômenos do texto informal.
2) b.
Justificativa: Uma história em quadrinhos é um exemplo clássico de texto multimodal, já que utiliza
imagens e textos escritos para contar uma história. As imagens são importantes para transmitir a ação
e os personagens, enquanto o texto escrito fornece diálogos, pensamentos e descrições adicionais. As
histórias em quadrinhos também podem incluir onomatopeias e outros elementos visuais para
enriquecer a experiência do leitor. O anúncio publicitário também é um exemplo de texto multimodal
que pode utilizar imagens, texto escrito, áudio e vídeo para transmitir sua mensagem. Por exemplo, um
anúncio de um carro pode mostrar imagens do veículo em diferentes ângulos, com uma narração
explicando suas características e seus benefícios, enquanto também exibe texto escrito e gráficos para
chamar a atenção do público-alvo.
O livro didático pode ser considerado um exemplo de texto multimodal, uma vez que se constitui de
imagens, mas a bula de remédio se utiliza apenas da linguagem verbal. A lista telefônica também não
pode ser considerada um texto multimodal, uma vez que não apresenta imagens, mas nomes,
endereços e números de telefone, se constituindo prioritariamente da linguagem não verbal. Livros
ilustrados para crianças podem ser considerados textos multimodais, pois combinam texto escrito com
ilustrações coloridas para contar uma história, no entanto, notas de rodapé não, como em artigos
científicos ou livros, pois apresentam somente a linguagem verbal.
3) b.
Justificativa: A asserção I é uma proposição verdadeira, pois o ensino deve considerar como objetivo
essencial a análise linguística, que é o processo reflexivo de reescrita do texto do aluno. Sendo assim,
ensinar gramática de maneira isolada não permite que o aluno desenvolva conscientemente suas
habilidades linguísticas.
A asserção II é uma proposição verdadeira e justifica a I, já que a análise linguística se baseia em
textos concretos e com ela se procura descrever as diferentes operações de construção textual. O
objetivo do ensino não deve ser fazer com que o aluno apenas domine a terminologia (embora possa
usá-la), mas que possa compreender os fenômenos linguísticos.
4) e.
Justificativa: A sentença I enquadra-se no conceito 3, pois as atividades metalinguísticas envolvem o
estudo das definições de palavras, das regras gramaticais e das formas de uso da linguagem. Por
exemplo, quando alguém explica o significado de uma palavra ou ensina as regras de conjugação
verbal está envolvido em uma atividade metalinguística.
A sentença II enquadra-se no conceito 2, porque as atividades epilinguísticas estudam a estrutura das
línguas e as formas como as línguas são utilizadas em diferentes contextos sociais. A epilinguística
também pode incluir a análise da história das línguas, bem como a comparação entre as línguas e a
interpretação de textos literários e científicos.
A sentença III enquadra-se no conceito 1, pois as atividades linguísticas são uma parte essencial da
comunicação humana e envolvem a utilização de diferentes habilidades linguísticas, como a
compreensão oral, a produção escrita e a interpretação de signos linguísticos. Em resumo, as
atividades linguísticas são o uso da linguagem em si mesma; a epilinguística é a reflexão sobre a
linguagem e suas características; e a metalinguística é a reflexão sobre como as palavras e as
expressões são utilizadas para descrever a linguagem. Cada uma dessas atividades é essencial para
entender e utilizar a linguagem de forma eficaz e consciente.
5) c.
Justificativa: Está correta a alternativa que indica que a linguagem como instrumento de comunicação
atenta-se à língua, partindo de sua forma e estrutura, assim, ela constitui-se de um sistema que está
fechado, composto por regras e convenções. A linguagem como instrumento de comunicação rechaça
as regras e convenções para se tornar operacionalizável é uma afirmativa incorreta, afinal, ela
baseia-se nas regras e convenções para ser funcional. A concepção de linguagem como instrumento de
comunicação é definida por Bakhtin como “subjetivismo idealista” é uma afirmativa incorreta, afinal,
Bakhtin a define como um objetivismo abstrato, essa denominação ocorre pois os pesquisadores dessa
corrente centram seus estudos no sistema das formas fonéticas, gramaticais e lexicais da língua. A
concepção de linguagem como instrumento de comunicação compreende a enunciação como um ato
coletivo é uma afirmativa incorreta, afinal, nessa concepção, compreende-se a enunciação como um
ato de criação individual e único. A concepção de linguagem como instrumento de comunicação foi
influenciada pelos estudos do linguista russo Mikhail Bakhtin é uma afirmativa incorreta, pois ela é
influenciada pelos estudos do linguista suíço Ferdinand de Saussure.
6) d.
Justificativa: As palavras que completam corretamente as lacunas são: linguagem como representação
do pensamento, fala, língua, externos. Essa concepção é baseada nos estudos de Saussure que, pelo
fato de a língua ser individual, é objeto de estudo da linguística, que tem foco no estudo da escrita. Por
outro lado, o autor acredita que a língua é uma herança cultural que vem carregada de significados de
signos externos aos indivíduos, sendo um sistema de valores que é posto na mente dos falantes. A
linguagem como representação do pensamento não está focada nos códigos da linguística, por isso
esse termo não completa adequadamente a primeira lacuna. Por fim, o termo “internos” não completa
corretamente a última lacuna, pois a língua vem carregada de signos externos a nós.
Semana 3
1) b.
Justificativa: A asserção I é verdadeira, pois o contexto da história é menos relevante do que a forma
como ele apresenta a tipologia textual. O estudante escolheu um texto narrativo, e soube apresentar
como o protagonista, uma das personagens da trama, guiava a história.
A asserção II é verdadeira e justifica a I, porque há um diálogo explícito. A história narrada, na verdade,
é uma maneira de mostrar a capacidade de leitura do estudante. Embora seja um texto informal, o
aluno foi capaz de, por meio da leitura, detectar como os elementos de toda uma tradição literária,
presentes em escritos como os de Borges e Machado de Assis, podem estar presentes em uma obra
como uma fanfic.
2) a.
Justificativa: A asserção I é verdadeira, pois, sendo o domínio da língua uma competência fundamental
para a vida escolar, seu fraco desempenho nela afeta todo o trajeto do estudante. Assim eles são
prejudicados em outras disciplinas que envolvem uma competência de interpretação textual mais
avançada.
A assertiva II é verdadeira e justifica a I, já que a recepção de informações está relacionada à
competência de interpretá-las. Como os estudantes não entendiam plenamente o conteúdo da
professora, participavam mais ativamente para o compreenderem, mas a falha ainda era evidente
quando formulavam e respondiam suas ideias no texto escrito da prova.
3) d.
Justificativa: As duas asserções são falsas. Afinal, o fato de a leitura e a escrita estarem nos programas
escolares não indica que os alunos, de fato, aprendem a ler e escrever, e existem evidências empíricas
de que os alunos brasileiros saem da escola sem saber ler e escrever, como PISA e ENEM, bem como a
análise das produções escrita dos alunos.
Semana 4
1) b.
Justificativa: A asserção I é verdadeira, pois a informação se conecta a algo externo ao texto, deixando
implícita a noção de tempo, já que não indica diretamente a data para fazer referência a “ontem”.
A assertiva II é verdadeira e justifica a I, porque, como essas informações não estão explícitas, só
podem ser inferidas, elas pressupõem a ideia de "ontem", sendo que qualquer dia pode ser ontem.
Logo é uma coesão contextualizada com o momento de emissão do enunciado.
2) d.
Justificativa: A asserção I é falsa, pois a conjunção "e", nessa oração, tem valor adversativo, ao
apresentar informações opostas nesse contexto. Outra frase que tem sentido equivalente seria “ele é
rico, mas tem temperamento ruim”.
A assertiva II é falsa, porque ela apresenta informações como se fossem opostas ao que se espera. No
texto, há a ideia de que alguém deveria ser rico e ter bom temperamento. Para ter valor aditivo,
deveria ser uma construção como “ele é rico e tem bom temperamento”.
3) c.
Justificativa: A afirmativa I está correta, pois ocorre uma referência ao termo antecedente, "país", por
meio do pronome, fenômeno conhecido como “anáfora'', permitindo que o texto resgate a ideia que já
apareceu pela variação das palavras.
A afirmativa II está incorreta, porque, para ser uma coesão lexical, deveria haver palavra que a
substituísse com o mesmo valor semântico, no caso, um sinônimo. “País” poderia, por exemplo, ser
substituído por “pátria”, “nação” ou “terra natal”, para configurar esse tipo de coesão.
A afirmativa III está incorreta, já que a elipse deixa subentendido um termo, resgatando-o no texto.
Teríamos uma referência a um termo que não apareceu, mas estaria subentendido.
4) b.
Justificativa: A afirmativa I está incorreta, pois o texto tem elementos de conexão, já que o segundo
período retoma elementos do primeiro. Há, ainda, a utilização da mesma conjugação verbal ao se
referir à vítima.
A afirmativa II está correta, porque ele apresenta falta de coerência ao dizer que a pessoa que
testemunhou o acidente foi a vítima, a qual está morta no momento do relato. Assim temos um erro
de coerência, o qual retrata uma situação impossível.
A afirmativa III está incorreta, visto que o texto apresenta organização sintática adequada, organizando
os elementos na estrutura frasal direta (sujeito + predicado + complementos).
5) a.
Justificativa: A asserção I é verdadeira, pois a capa introduz a ideia a ser apresentada, já que
visualmente carrega uma síntese do argumento principal a ser desenvolvido. O discurso misto,
carregado de elementos verbais e não verbais, contribui para a formação da ideia a ser transmitida,
antecipando o tema do artigo de opinião.
A asserção II é verdadeira e justifica a I, pois há uma relação dialógica entre os elementos intertextuais
e paratextuais, na qual a capa conta parte da argumentação. O trabalho dos estudantes aproveita o
espaço proposto para construir uma narrativa por multimeios textuais.
6) b.
Justificativa: Todas as afirmativas estão corretas, assim, é esperado, pelo SAEB, que, no que se refere à
produção de textos dissertativos-argumentativos, os estudante saibam conectar, de modo adequado, a
seleção de distribuição dos argumentos com a tese; empregar técnicas de coesão referencial,
utilizando retomada pronominal, repetição, substituição ou elipse; utilizar mecanismos de articulação
frasal, fazendo uso de elementos de encaixamento, subordinação e coordenação; aplicar
apropriadamente os tempos e modos verbais; servir-se de recursos próprios do padrão escrito, isto é,
paragrafação, periodização e pontuação); e, por fim, que saibam utilizar a ortografia oficial e as regras
de concordância verbal e nominal vigentes.
7) e.
Justificativa: A asserção I é verdadeira, pois a repetição de palavras indica pouco conhecimento de
elementos coesivos, ou seja, os estudantes repetiam o mesmo léxico e outros elementos coesivos, com
pouca variedade.
A assertiva II é verdadeira e justifica a I, porque a anáfora é utilizar palavras diferentes do mesmo
campo semântico, incluindo pronomes, para resgatar termos do texto. O professor traz esse exercício
como forma de suprir a carência dos estudantes, por isso ensina mecanismos de evitar a repetição do
texto e, assim, organizar melhor as ideias.
8) e.
Justificativa: Está correta a alternativa indicando a correlação I,1 ; II,2 ; I,3 ; I,4 ; II,5. Afinal, são
características do texto (afirmativa I), a sua representação de enunciados pronunciados em diversas
situações cotidianas (afirmativa 1) e o fato de não ser meramente um conjunto de frases (afirmativa 3),
mas, sim, constituindo-se no que as pessoas têm a dizer umas às outras (afirmativa 4). E são
características da textualidade (afirmativa II), as estruturas das atividades sociocomunicativas
(afirmativa 2), assim, deve ser o uso de elementos de unidade semântica, cognitiva e formal que vai
dotar os textos de textualidade (afirmativa 5).
9) a.
Justificativa: As duas asserções são falsas. Afinal, os alunos não conseguem correlacionar as
informações que acessam para produzir seus textos e também não conhecem os elementos que
atribuem textualidade a uma manifestação linguística, sendo estes alguns dos fatores que os levam a
não produzir bons textos.
Semana 5
1) d.
Justificativa: A afirmativa I está correta, pois quanto mais informações novas e surpreendentes uma
apresentação contém, maior será sua informatividade. A informatividade é uma medida da novidade e
da surpresa que uma apresentação oferece aos receptores, sendo um aspecto essencial para manter a
atenção e o interesse do público na comunicação.
A afirmativa II está correta, porque uma informação pode ser nova e surpreendente para uma pessoa,
mas não para outra que já a conheça. A informatividade pode variar dependendo do contexto da
apresentação. Em um ambiente acadêmico, por exemplo, um resultado inesperado em uma pesquisa
pode ser altamente informativo, enquanto em um ambiente de negócios pode não ser tão relevante.
A afirmativa II está incorreta, porque a informatividade também está relacionada à relevância da
informação para o interlocutor. Informações consideradas relevantes para o interlocutor geralmente
são mais informativas do que aquelas que não são relevantes.
2) c.
Justificativa: A afirmativa I é verdadeira, pois um texto tem sempre caráter dialógico, já que pressupõe
um processo de interação social. A definição de texto está diretamente ligada à ideia de que o sentido
só se completa em um contexto dialógico, ou seja, que a construção do sentido emerge de
negociações entre os participantes da interação. Isso significa que o texto não é uma entidade
autônoma e isolada, mas, sim, uma produção social que surge a partir das relações e interações entre
os participantes
A afirmativa II é verdadeira, pois, para a construção dos sentidos do texto, os participantes da
interação precisam considerar o contexto em que o texto é produzido e interpretado, as expectativas
dos interlocutores, as intenções comunicativas subjacentes e as normas socioculturais que regem a
interação. A ideia de que o texto é uma construção social também implica que ele é influenciado por
fatores como o contexto, o conhecimento prévio dos participantes e as intenções comunicativas
envolvidas na interação.
A afirmativa III é falsa, pois não é possível dizer que sentidos são construídos individualmente, já que a
concepção de texto estudada propõe uma concepção de texto com base na interação. O texto é
construído em um processo interativo entre o autor e o leitor, que negociam significados por meio da
linguagem. O significado não está no texto, mas, sim, na relação entre o texto e os participantes da
interação.
3) c.
Justificativa: A asserção I é verdadeira, pois a palavra, em si, utiliza uma premissa que foge das
convenções da língua portuguesa. Embora seja uma palavra aportuguesada, trata-se de uma sigla.
A asserção II é verdadeira, porque, embora um estrangeirismo, espera-se que a pessoa pronuncie de
acordo com o uso comum, de maneira que houve uma siglonimização da palavra “limitada”.
A asserção II justifica a I, pois demonstra como certas convenções linguísticas arbitrárias podem não
representar as premissas comunicativas de dado idioma. Nesse caso, ocorreu uma tentativa de
aportuguesamento diferente da esperada, e o funcionário da loja, pela própria lógica linguística
interna, deduziu que estava correto.
4) d.
Justificativa: A afirmativa I está correta, pois a informatividade é um aspecto imprescindível na
sistematização de proposições para a produção textual. A afirmativa II está correta, pois, em todo o
texto, existe algum nível de informatividade. A afirmativa III está correta, pois o ouvinte ou o leitor
consegue perceber as ordens de informatividade em um processo de comunicação. A afirmativa IV
está incorreta, pois sempre se deve considerar a informatividade nos processos de comunicação.
5) d.
Justificativa: A sentença I se enquadra no conceito 2, pois se refere ao grau médio de informatividade
[- previsível]. Um texto com grau médio de informatividade apresenta informações que podem ser
novas ou surpreendentes para alguns leitores, mas não para todos. Esse tipo de texto pode fornecer
detalhes específicos sobre um determinado assunto, explicar conceitos complexos ou apresentar
perspectivas diferentes sobre um tema. O objetivo é fornecer informações úteis e relevantes para os
leitores, sem sobrecarregá-los com muitas informações novas.
A sentença II se enquadra no conceito 1, pois se refere ao grau baixo de informatividade [+ previsível].
Quando falamos de grau baixo de informatividade, estamos nos referindo a mensagens que contêm
informações altamente previsíveis ou já conhecidas pelo destinatário. Isso significa que a mensagem
não oferece muitas informações novas ou surpreendentes, podendo ser considerada repetitiva ou
redundante.
A sentença III se enquadra no conceito 3, pois se refere ao grau alto (aparentemente fora do conjunto
como um todo). Um texto altamente informativo apresenta informações que são completamente
novas ou surpreendentes para os leitores. Esse tipo de texto pode apresentar uma descoberta
científica inovadora, uma nova teoria (ou uma perspectiva em um determinado campo de estudo) ou
uma notícia impactante que ainda não foi amplamente divulgada. Esse tipo de texto é geralmente
considerado interessante e atrativo, pois apresenta informações que vão além do conhecimento
comum.
6) c.
Justificativa: A afirmativa I é verdadeira, pois, durante a década de 1990, a abordagem da LT se
expandiu para incluir aspectos discursivos que consideram o texto uma unidade de sentido. Nesse
período, a LT passou a incorporar uma visão interacionista da língua e da produção de textos em seus
estudos.
A afirmativa II é verdadeira, pois a LT começou a investigar o papel dos sentidos na formação de
identidades e relações de poder. Desse modo, o texto passa a ser considerado também um discurso
que apresenta ideologia, influenciado pelas relações sociais.
A afirmativa III é falsa, porque LT se consolidou como uma disciplina que estuda o texto como uma
unidade complexa, que envolve não apenas aspectos formais mas também contextuais, cognitivos,
pragmáticos e discursivos
7) b.
Justificativa: Um texto com baixo grau de informatividade apresenta informações amplamente
conhecidas ou esperadas pelo público. A placa de “PARE” apresenta uma mensagem com baixa
informatividade, pois contém informações sobre parar no trânsito, que já são conhecidas ou
previsíveis. Esse tipo de grau de informatividade também pode incluir histórias familiares, fatos bem
conhecidos ou informações que já foram divulgadas em outras fontes. Esse tipo de texto é útil para
reforçar informações previamente conhecidas ou para fornecer um contexto geral sobre um
determinado assunto.
Já um texto com grau médio de informatividade apresenta informações que podem ser novas ou
surpreendentes para alguns leitores, mas não para todos. Esse tipo de texto pode fornecer detalhes
específicos sobre um determinado assunto, explicar conceitos complexos ou apresentar perspectivas
diferentes sobre um tema. O objetivo desse tipo de texto é fornecer informações úteis e relevantes
para os leitores, sem sobrecarregá-los com muitas informações novas.
Por sua vez, um texto altamente informativo apresenta informações que são completamente novas ou
surpreendentes para os leitores. Esse tipo de texto pode apresentar uma descoberta científica
inovadora, uma nova teoria ou perspectiva em um determinado campo de estudo ou uma notícia
impactante que ainda não foi amplamente divulgada. Esse tipo de texto é geralmente considerado
interessante e atrativo, pois apresenta informações que vão além do conhecimento comum.
Com relação aos graus normal [reconhecível] e relativo [depende do leitor] eles não fazem parte da
classificação de graus de informatividade.
8) a.
Justificativa: A afirmativa I é verdadeira, porque, quando uma informação é esperada ou já conhecida,
ela tende a ser menos impactante e pode levar o receptor a perder o interesse. Por outro lado, quando
uma informação é nova e surpreendente, ela chama a atenção do receptor e aumenta sua curiosidade.
Além disso, a informatividade também pode ser influenciada pelo contexto em que o texto é
produzido. Por exemplo, em um contexto acadêmico, espera-se que as informações apresentadas
sejam mais complexas e especializadas, enquanto, em um contexto mais popular, as informações
podem ser mais simplificadas e acessíveis.
A afirmativa II é falsa, pois a informatividade não está diretamente relacionada aos elementos de
coesão, já que é possível um texto apresentar informatividade sem elementos coesivos, como é o caso
de placas de trânsito. A informatividade exerce um importante controle na seleção e arranjo de
alternativas no texto, mas não está ligada diretamente à coesão e à coerência. É importante lembrar
que a informatividade não é um valor absoluto, mas, sim, relativo ao conhecimento prévio dos
receptores e ao objetivo do texto. O que é informativo para um receptor pode não ser informativo
para outro, e o que é informativo em um contexto pode não ser informativo em outro.
A afirmativa III é verdadeira, pois a informatividade está relacionada às informações serem mais ou
menos esperadas. É importante considerar o público-alvo e o objetivo do texto ao escolher quais
informações apresentar e como organizá-las. Uma informação pode ser considerada informativa se for
nova ou surpreendente para os receptores, mas também pode ser considerada informativa se for uma
informação conhecida que seja importante para o entendimento do texto.
9) a.
Justificativa: A afirmativa I é verdadeira, pois é preciso desenvolver atividades de reflexão sobre o uso
da língua. O ensino da produção de textos argumentativos envolve a articulação de atividades de
cunho linguístico e epilinguístico. As atividades de cunho linguístico são aquelas que se concentram
nos aspectos formais da língua, como a gramática, a sintaxe e a ortografia. Já as atividades
epilinguísticas se referem aos aspectos relacionados à retórica, à argumentação e ao discurso
persuasivo.
A afirmativa II é verdadeira, pois é preciso estabelecer uma articulação entre as fontes de informação e
os graus de informatividade, com o objetivo de capacitar os estudantes a trabalhar com informações
de forma eficaz e compreender a fonte que estão utilizando em suas produções textuais.
A afirmativa III é falsa, porque os conteúdos gramaticais não devem ser postos estritamente como
nomenclaturas descontextualizadas. É necessário que as atividades propostas em sala de aula
articulem a reflexão ao uso da língua para a produção e compreensão dos textos.
10) d.
Justificativa: A primeira asserção é correta, pois, a probabilidade estatística visa observar que, quanto
mais alternativas viáveis se tem sobre um ponto, maior será o valor atribuído à informação quando
uma delas for eleita, assim, essa noção é trazida para a probabilidade contextual. A segunda asserção é
correta e justifica a primeira, pois os fatos que envolvem o mundo real não podem ser vistos de modo
individualizado, sobre um único ponto de vista, mas, sim, de modo integrado, como pertencentes a um
todo.
11) d.
Justificativa: A asserção I está correta, pois o prefixo “aero” remete, simbolicamente, à ideia de “voar”,
e essa informação pode ser usada por associação às demais vezes em que aparecem.
A asserção II está correta, porque o nome do objeto, mesmo sem muita explicação, resgata uma
informação que pode ser compreendida pelo interlocutor do texto. Pelo princípio da informatividade,
não é difícil perceber o que a palavra quer transmitir.
A asserção II justifica a primeira, pois, dessa forma, cria-se um grau de informatividade que favorece a
forma como o leitor recepciona novas informações. Então, o nome do objeto, “aerochila”, simplifica a
informação do que o objeto faz, de forma concisa.
12) e.
Justificativa: A afirmativa I está correta, pois o perfil do leitor está explícito no tema da narrativa.
Sendo a leitura uma relação dialógica entre os enunciadores, então, todo texto, um todo de sentido,
tem um leitor específico.
A afirmativa II está incorreta, porque o gênero diário envolve uma tipologia narrativa, uma espécie de
relato confessional, no qual a pessoa registra o próprio cotidiano. Além disso, não é uma narrativa
autobiográfica, mas uma possibilidade narrativa na qual a escritora criar uma autora-personagem, e
como essa narraria seus dramas.
A afirmativa III está incorreta, pois, ao optar pelo gênero diário, a personagem também age como
autora, e o diário é aquele a quem relata a vida. Assim, o diário é transformado em um interlocutor ao
qual a autora fictícia se refere.
13) b.
Justificativa: A intencionalidade é o elemento que determina o “para que” de um texto, o efeito a ser
produzido. A coerência é a forma como o texto possui sentido interno e o transmite. A
intertextualidade é a faculdade de um texto remeter a outros textos. Já a coesão possibilita conectar os
elementos da estrutura superficial de um texto, seus elementos mais concretos, por meio de
elementos como conectivos e demais palavras.
A informatividade está associada à faculdade da mensagem, ao modo como o texto transmite uma
ideia.
Semana 6
1) e.
Justificativa: O contexto sociocognitivo configura-se como resposta correta, pois relaciona-se ao
contexto em que o conhecimento das pessoas é semelhante, de modo que compreendam o que o
outro fala. Os demais contextos apresentados são aspectos circunstanciais que envolvem os falantes
da língua, portanto não se enquadram como resposta correta.
2) b.
Justificativa: A asserção I é verdadeira, pois um texto é produzido na relação com o meio que o cerca.
Isso inclui também a relação entre o emissor e o receptor.
A asserção II é verdadeira, porque um sentido está atrelado a um dado contexto, motivo por que se
deve evitar o anacronismo discursivo. Isso significa que um texto deve ser analisado de acordo com o
contexto de produção.
A asserção II justifica a I, pois o mesmo vale para textos lidos na atualidade e que devem ser
interpretados à luz do momento de criação. Se olharmos textos mais antigos sob a ótica de hoje,
corremos o risco de descontextualizá-los.
3) b.
Justificativa: Trata-se de uma comparação, por ser uma associação explícita para indicar a rapidez de
uma pessoa. Não se trata de eufemismo, pois não há uma suavização de ideias; nem metonímia, por
não tomar o todo pela parte; tampouco hipérbole, por não trazer um exagero textual. E também não
se trata de elipse, por não suprimir textos para deixá-los implícitos.
4) e.
5) b.
6) d.
7) b.
Justificativa: A autora afirma que: “É no discurso que se pode apreender a relação entre linguagem e
ideologia, tendo a noção de sujeito como mediadora: não há discurso sem sujeito nem sujeito sem
ideologia.” (p. 54)
9) b.
10) e.
Justificativa: A tirinha produz um efeito de ironia justamente porque as imagens, que retratam
momentos ativos e brincadeiras excitantes, se contrapõem à narração de Calvin sobre esses momentos
que descreve como tediosos, chatos e monótonos.
11) b.
Justificativa: Todas as demais alternativas contrariam a problematização do conceito de adequação,
conforme discutido no texto de Barzotto.
12) c.
Justificativa: Admiti-las em sala de aula, sem hierarquização ou valoração respeita-se melhor a
Constituição, pois evitam-se os danos causados por julgamentos negativos como o de atribuição de
uma falta de valor ou de inadequação.
13) a.
Semana 7
1) d.
2) c.
Justificativa: As siglas devem vir escritas por extenso na primeira vez que são usadas no texto, pois
podem ser desconhecidas do leitor.
3) e.
4) a.
Justificativa: A primeira asserção é falsa, pois, em uma aula expositiva, o professor é responsável por
transmitir um conhecimento e o aluno é o personagem que memoriza as informações apresentadas. A
segunda asserção é verdadeira, pois, em uma aula expositiva, o conteúdo é organizado e disseminado
de modo progressivo, buscando alcançar o entendimento do aluno.
5) a.
Justificativa: A alternativa que diz que é preciso fidelidade à tradicionalização está incorreta, pois a
reflexão sobre as práticas é incontestável. A alternativa que diz que os hábitos institucionais por parte
dos gestores devem ser mantidos é incorreta, pois, a cada novo cenário, novos hábitos, novas práticas
e novos horizontes devem se abrir. Jamais a reflexão pode ser dispensada, constituindo-se como uma
das melhores formas para pensar em transformação na educação, portanto a alternativa que diz que
escolas que adotam a tradicionalização de práticas podem dispensar a reflexão sobre a aprendizagem
formal está incorreta. A alternativa que aponta a necessidade de se buscar observar e corrigir possíveis
erros cometidos no passado é correta, pois demonstra que, desse modo, temos a oportunidade de
acertar e proporcionar uma melhor aprendizagem. A alternativa que diz que os hábitos dos
professores devem ser mantidos está incorreta, pois é imprescindível que o professor teça reflexões
acerca de suas práticas.
6) a.
Justificativa: A asserção I é verdadeira, pois, por meio das intervenções, o professor apresentou como
os textos mistos trazidos pelos estudantes dialogam com elementos presentes nos clássicos da
literatura. Por usar o princípio da intertextualidade, aprofundou a premissa de que histórias em
quadrinhos são narrativas gráficas.
A asserção II é verdadeira, porque escritores são, antes, leitores, e todo processo de construção textual
envolve a capacidade de dialogar com textos que antecedem o autor.
A asserção II justifica a I, pois os mesmos elementos da narrativa presentes em textos produzidos na
modalidade escrita estão presentes em outros, na modalidade mista. Dessa forma, houve uma
aproximação do texto literário com outros tipos de textos da esfera comunicativa dos estudantes.
7) a.
Justificativa: A asserção I é uma proposição verdadeira, pois o fichamento consiste em registrar, de
forma organizada e resumida, as principais informações de um texto, como autor, título, editora, ano
de publicação, resumo e trechos importantes. Assim, o fichamento é uma técnica útil para registro e
organização de informações de diferentes tipos de texto. Ele pode ser uma ferramenta eficaz para
tornar a leitura mais eficiente, evitar a perda de informações importantes e facilitar a recuperação
dessas informações no futuro. Além disso, o fichamento pode ser uma ferramenta útil para a
organização e planejamento de trabalhos acadêmicos.
A asserção II é uma proposição verdadeira e justifica a I, porque um aspecto altamente benéfico da
prática do fichamento expandido é o treinamento mais elaborado da escrita. Ao se comprometer com
essa prática, os estudantes têm a oportunidade de aprimorar sua capacidade de expressão escrita,
uma habilidade valiosa em qualquer carreira ou área de estudo. Além disso, a prática de fichamento
expandido ajuda os alunos a desenvolver um senso crítico mais aguçado, pois precisam analisar e
sintetizar informações de maneira precisa e objetiva.