0% acharam este documento útil (0 voto)
40 visualizações13 páginas

Ética e Moral: Conceitos e Influências

O documento aborda a relação entre ética e moral, definindo ética como um conjunto de padrões e valores morais, enquanto a moral refere-se às regras que orientam o comportamento humano. Discute a influência da ética na vida cotidiana e apresenta três pensadores fundamentais: Aristóteles, Maquiavel e Kant, que contribuíram para a compreensão da ética ao longo da história. O texto conclui que a moral é uma construção social que precede o direito e é regida por valores que orientam a conduta humana.

Enviado por

denymenezes22
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
40 visualizações13 páginas

Ética e Moral: Conceitos e Influências

O documento aborda a relação entre ética e moral, definindo ética como um conjunto de padrões e valores morais, enquanto a moral refere-se às regras que orientam o comportamento humano. Discute a influência da ética na vida cotidiana e apresenta três pensadores fundamentais: Aristóteles, Maquiavel e Kant, que contribuíram para a compreensão da ética ao longo da história. O texto conclui que a moral é uma construção social que precede o direito e é regida por valores que orientam a conduta humana.

Enviado por

denymenezes22
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAUDE DA I.E.C.A


ITPS-I.E.C.A

TRABALHO EM GRUPO DE ÉTICA E


DEONTOLOGIA PROFISSIONAL

TEMA: ética, moral e a


relação entre a ética e moral
GRUPO Nº 2
TURMA: 11.3
CURSO: EMFERMAGEM GERAL
PERÍODO: TARDE

A DOCENTE

LUBANGO, 2024/2025
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAUDE DA I.E.C.A
ITPS-I.E.C.A

Elementos do Grupo
Nº Nome Nota individual Nota do trabalho
1 Alice Tchissingui
2 Domingas Cangombe
3 Helena Rodrigues
4 Imaculada Higino
5 Jacinta Nambi
6 Joaquim Manuel
7 Júlia Luciano
8 Justa Manuel
9 Laura Calembe
10 Maria Chimuco
11 Natalia Graça
12 Santos da Silva
13 Vieira Paulo
índice
Introdução...................................................................................................................................1
Conceitos.....................................................................................................................................2
Etica.............................................................................................................................................3
influencia da etica na vida dos seres humanos...........................................................................4
Três pensadores fundamentais para entender a ética...............................................................4
Moral...........................................................................................................................................5
Visão dos grandes pensadores....................................................................................................7
Conclusão.....................................................................................................................................9
Bibliografia.................................................................................................................................10
Introdução
Observa-se que a palavra ética passou a fazer parte do vocabulário do homem
comum e está sempre na mídia, demonstrando a vigência de uma preocupação
urgente e universal. Assim sendo durante este trabalho traremos alguns
conceitos sobre a etica, a moral, tambem faremos uma correlação entre a
eticae amoral

1
Conceitos
Ética – é o conjunto de padrões e valores morais de um grupo ou
indivíduo. Contudo, em Filosofia, a ética, filosofia ética ou filosofia moral é a
disciplina filosófica que estuda os fundamentos da ação moral, procurando
justificar a moralidade de uma ação e distinguir as ações morais das ações
imorais e amorais.
A ética tambem pode ser a filosofia moral que é uma área de conhecimento
que tem como objeto de investigação as ações humanas e seus princípios
orientadores.
Moral – para responder sobre a questão sobre o que é moral, é necessário
perceber que a vida em sociedade requer certas regras que orientem a conduta
humana de modo a garantir uma boa convivência.
São os valores morais que determinam o certo e o errado de acordo com a
cultura, a religião e os tabus daquele grupo. O conjunto desses valores é
chamado de moral.

2
Etica
Na filosofia clássica, a ética não se resumia apenas aos hábitos ou costumes
socialmente definidos e comuns, mas buscava a fundamentação teórica para
encontrar o melhor modo de viver e conviver, isto é, a busca do melhor estilo
de vida, tanto na vida privada quanto em público. A ética incluía a maioria dos
campos de conhecimento que não eram abrangidos
na física, metafísica, estética, na lógica, na dialética e nem na retórica.
Assim, a ética abrangia os campos que atualmente são
denominados antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia, às
]
vezes política, e até mesmo educação física e dietética, em suma, campos
direta ou indiretamente ligados ao que influi na maneira de viver ou estilo de
vida. Um exemplo desta visão clássica da ética pode ser encontrado na
obra Ética, de Spinoza.
Os filósofos tendem a dividir teorias éticas em três áreas: metaética, ética
normativa e ética aplicada.
Porém, com a crescente profissionalização e especialização do conhecimento
que se seguiu à revolução industrial, a maioria dos campos que eram objeto de
estudo da filosofia, particularmente da ética, foram estabelecidos como
disciplinas científicas independentes. Assim, é comum que atualmente a ética
seja definida como "a área da filosofia que se ocupa do estudo das normas
morais nas sociedades humanas" e busca explicar e justificar os costumes de
um determinado agrupamento humano, bem como fornecer subsídios para a
solução de seus dilemas mais comuns. Neste sentido, ética pode ser definida
como a ciência que estuda a conduta humana e a moral é a qualidade desta
conduta, quando julga-se do ponto de vista do Bem e do Mal.
A ética é intrinsecamente relacionada à definição da moralidade, ao
questionamento e julgamento sobre quais são os bons e maus valores no
relacionamento humano (axiologia), pois seu campo de estudo é esclarecer o
que pode ou deve ser uma normatividade de conduta, se há alguma possível
de se definir. Apesar da conotação negativa de moral como vinculada à
obediência a costumes e hábitos recebidos, sua definição essencial é a mesma
de ética e, ao contrário, busca fundamentar as ações morais de
forma racional. A ética também não deve ser confundida com a lei, embora
com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos. Ao contrário do
que ocorre com a lei, nenhum indivíduo pode ser compelido, pelo Estado ou
por outros indivíduos, a cumprir as normas éticas, nem sofrer qualquer sanção
pela desobediência a estas; por outro lado, a lei pode ser omissa quanto a
questões abrangidas no escopo da ética.
Toda cultura e toda sociedade estabelece-se baseada em valores definidos a
partir de uma interpretação do que é o bem e o mal, o certo e o errado.
Essas interpretações são fundamentadas em valores morais socialmente
construídos e cabe à ética, se dedicar ao estudo desses valores.

3
O termo “ética” tem sua origem na Grécia antiga, na palavra ethos, e possui um
duplo significado que influenciou o sentido de ética. Por um lado, ethos
(grafado com a letra grega eta) significa os costumes, os hábitos, ou o lugar em
que se habita. De outro, o ethos (com epsilon) representa o caráter, o
temperamento e a índole dos indivíduos.
Assim, a ética é o estudo dos princípios das ações, representado nos costumes
e hábitos sociais e no caráter individual e coletivo.
Hoje, muitos debates éticos centram-se sobre as questões relativas às ações
em um contexto profissional, um ramo da ética do trabalho chamado de
deontologia (ou ética deontológica).

influencia da etica na vida dos seres humanos


Todo o comportamento humano é orientado por um conjunto de julgamentos
(juízos) que determinam sua interpretação da realidade e o valor das ações.
Assim, os seres humanos são capazes de agir e, principalmente, avaliar essas
ações de acordo com um conjunto de valores construídos culturalmente, que
determinam, em suma, o que é certo e o que é errado.
Desse modo, a ética é responsável pela construção de uma ferramenta de
conhecimento para compreender esses conjuntos de valores.
Enfim, o juízo de valores, base da moralidade, é desenvolvido socialmente e
atua diretamente no cotidiano.
A moral como um conjunto de regras que determinam o comportamento
humano em um determinado período histórico e a ética como a revisão dessas
bases morais e uma projeção do que se pretende alcançar.

Três pensadores fundamentais para entender


a ética
Desde a Antiguidade, os filósofos, estudiosos e pensadores tentam
compreender e analisar os princípios e os valores de uma sociedade e como
eles ocorrem na prática.
Podemos citar vários pensadores, que em distintas épocas refletiram sobre a
ética. Os pré-socráticos, os sofistas, Platão, Sócrates, os Estóicos, os
pensadores Cristãos, Spinoza, Nietzsche, dentre outros dedicaram-se
vivamente ao tema.
Destes pensadores, destacamos Aristóteles, Maquiavel e Kant, por cada uma
representar um momento de virada em relação à produção do tema.
1. Aristóteles
Com a passagem da filosofia naturalista do período pré-socrático para a
filosofia antropológica marcada por Sócrates, o conhecimento volta-se para a
compreensão das relações humanas.

4
Assim, Aristóteles (384 a.C. - 322 a.C.) traz avanços para o desenvolvimento
da ética como uma área própria do conhecimento.
O filósofo buscou investigar sobre os princípios que orientam as ações e o que
seria uma vida virtuosa.
Em sua obra Ética a Nicômaco, Aristóteles escreve sobre sua compreensão
acerca da virtude e da finalidade da vida, a felicidade.
Aristóteles compreende que a ética pode ser ensinada e exercitada e dela
depende a construção de um caminho que conduza ao bem maior, identificado
como a felicidade.
Para isso, as ações devem estar fundamentada na maior das virtudes e base
para todas as outras, a prudência.
2. Maquiavel
Nicolau Maquiavel (1469-1527), em sua obra O Príncipe, foi responsável pela
dissociação da ética dos indivíduos da ética do Estado.
Para Maquiavel, o estado é organizado e opera a partir de uma lógica própria.
Assim, o autor cria uma distinção entre a virtude moral e a virtude política.
Esse pensamento representou uma mudança bastante relevante em relação à
tradição da Idade Média, fortemente baseada na moral cristã, associando o
governo a uma determinação divina.
3. Kant
Immanuel Kant buscou elaborar um modelo ético em que a razão é o
fundamento primordial. Com isso, o autor contrariou a tradição que
compreendia a religião e a figura de Deus, como o princípio supremo da
moralidade.
Kant, em seu livro Fundamentação da Metafísica dos Costumes, afirma que os
exemplos servem apenas como estímulo, assim, não se pode criar modelos
éticos fundamentados na classificação de alguns comportamentos desejados
ou que devem ser evitados.
Para o filósofo, a razão é responsável por governar a vontade e orientar as
ações, sem ferir a ideia de liberdade e autonomia, própria dos seres humanos.
Kant encontra na autonomia e na razão, a fonte do dever e um princípio ético
fundamental, capaz de compreender e formular regras para si mesmo.
O imperativo categórico proposto por Kant é a síntese da operação racional
capaz de guiar as ações humanas a través da ordem (imperativo): Age de tal
maneira que a máxima de sua ação possa ser tomada como máxima universal.

Moral
Moral é um conjunto de regras no convívio. O seu campo de aplicação é maior
do que o campo do Direito. Nem todas as regras Morais são regras jurídicas. O

5
campo da moral é mais amplo. A semelhança que o Direito tem com a Moral é
que ambas são formas de controle social.
Existem algumas teorias que podem explicar melhor o campo de aplicação
entre o Direito e Moral, quais sejam:
 Teoria dos círculos secantes do jurista francês Claude du Pasquier,
segundo a qual Direito e Moral coexistem, não se separam, pois há um
campo de competência comum onde há regras com qualidade jurídica e
que têm caráter moral. Toda norma jurídica tem conteúdo moral, mas
nem todo conteúdo moral tem conteúdo jurídico;
 Teoria dos círculos concêntricos (Jeremy Bentham), segundo a qual a
ordem jurídica estaria incluída totalmente no campo da Moral. Os dois
círculos (Moral e Direito) seriam concêntricos, com o maior pertencendo
à Moral. Assim, o campo moral é mais amplo do que o do Direito e este
se subordina à Moral;
 Teoria do mínimo ético, desenvolvida por Georg Jellinek, segundo a qual
o Direito representa apenas o mínimo de Moral obrigatório para que a
sociedade possa sobreviver.
Os egípcios, os babilônios, os chineses e os próprios gregos não distinguem o
direito da moral e da religião. Para eles o direito confunde-se com
os costumes sociais. Moral, religião e direito são confundidos.
Nos códigos antigos, encontramos não só preceitos jurídicos, como, também,
prescrições morais e religiosas. O direito nesse tempo ainda não havia
adquirido autonomia, talvez porque, como nota Roubier, 'nas sociedades
antigas, a severidade dos costumes e a coação religiosa permitiram obter
espontaneamente o que o direito só conseguiu mais tarde', com muita coerção.
(GUSMÃO, 2007, p. 69)
Conclui-se que a Moral vem antes do Direito, ou da ciência do Direito.
Os romanos, organizadores do direito, definindo-o sob a influência da filosofia
grega, consideraram-no como ars boni et aequi. (arte do bom e equitativo). O
grande jurisconsulto Paulo, talvez fosse melhor simplificar compreendendo a
particularidade do direito, sustentou que non omne quod licet honestum
est. Nem tudo que é lícito é honesto. Nem tudo que é legal é moral. O permitido
pelo direito nem sempre está de acordo com a moral.”(GUSMÃO, 2007, p. 69)
A moral tem por objeto o comportamento humano regido por regras e valores
morais, que se encontram gravados em nossas consciências, e em nenhum
código, comportamento resultante de decisão da vontade que torna o homem,
por ser livre, responsável por sua culpa quando agir contra as regras morais.
O direito é:
 heterônomo: por ser imposto ou garantido pela autoridade competente,
mesmo contra a vontade de seus destinatários;

6
 bilateral: em virtude de se operar entre indivíduos (partes) que se
colocam como sujeitos, um de direitos e outro de obrigações;
 coercível: porque o dever jurídico deve ser cumprido sob pena de sofrer
o devedor os efeitos da sanção organizada, aplicável pelos órgãos
especializados da sociedade.
A moral é:
 autônoma pois é imposta pela consciência ao homem;
 unilateral: por dizer respeito apenas ao indivíduo;
 incoercível: o dever moral não é exigível por ninguém, reduzindo-se a
dever de consciência.
Origem
A moral humana sempre foi alvo de curiosidade e investigação. Foram vários
os filósofos que propuseram origens e desdobramentos dela. Há quem acredite
que a moral do homem tem origens biológicas, empíricas ou é inserida no
momento do nascimento. Dentre tais divergências, em seu texto "A Marcha dos
Pinguins' e a origem da moral" diz que a moral não surge de forma natural,
como na benevolência dos animais sugerida por muitos pensadores, mas da
capacidade do ser humano de se colocar no lugar do semelhante, e fazer com
que as experiências do outro enriqueçam as suas.

Visão dos grandes pensadores


Adam Smith
Para Adam Smith, os princípios morais derivam das experiências históricas.
Segundo ele, os sentimentos que determinaram a Revolução Industrial e seus
processos produtivos foram: paixões sensíveis particulares (apetite sexual,
raiva, inveja, simpatia), amor próprio ou egoísmo, benevolência, que se
relaciona à inclinação direcionada para o social e a consciência, ou razão, que
orienta o cálculo racional. As regras estabelecidas pela sociedade foram
aplicadas à medida que se tornaram eficientes e úteis.
David Hume
David Hume observou a moral de forma empírica. Demonstrou que a moral
está intimamente ligada à paixão e não à razão. Diferentemente do que
supunham seus precedentes, não haveria um bem superior pelo qual a
humanidade se pautasse. Para Hume, o impulso básico para as ações
humanas consiste em obter prazer e impedir a dor. No que consiste a moral, o
filósofo defende que a experiência (empírica) promove o entendimento
humano. O desejo sugere impressão, ideia e, portanto, é provocada pela
necessidade induzindo à liberdade.

7
Immanuel Kant
Diferentemente do que afirmava Hume, Kant defendia a razão como base da
moral. Partindo do princípio de identidade, o comportamento humano está
relacionado com a identificação no outro, ou seja, a ação das pessoas
influencia no comportamento do indivíduo, tornando-se dessa forma o
comportamento uma lei universal.

8
Conclusão
No entanto podemos assim concluir que tal como na etica tanto quanto na
moral observamos vario autores pioneiros destas filosofias, assim podemos
nomear os seguintes: Adam Smith, David Hume e Immanuel Kant

9
Bibliografia
GUSMÃO, Paulo Dourado. Introdução ao estudo do direito, 28º Edição.
GUSMÃO, Paulo Dourado. Introdução ao estudo do direito, 39º Edição. 2007.
BATSON, D., & Ahmad, N. (2008). Altruism: Myth or Reality?. In-Mind
Magazine, 6.
HUME, David. Uma investigação sobre os princípios da moral. Apêndice IV De
algumas disputas verbais, Tradução: José Oscar de Almeida Marques.
KANT, Immanuel. Crítica da faculdade do juízo. Tradução de Valério Rohden e
António Marques. Rio de Janeiro, RJ: Forense Universitária, 1993.
SALVI, Gaetano. As grandes religiões – Das origens ao mundo de hoje. Editora
Caminho, 2001, Itália

10

Você também pode gostar