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Estruturas e Tipos de Redes Sociais

O documento discute a evolução das redes sociais como um novo suporte para a integração social, superando comunidades tradicionais. Apresenta três matrizes da existência social: comunitária, institucional e reticular, cada uma com suas características e funções. Além disso, define a rede social como um sistema de ligações entre nós, com diferentes tipos e formas de intervenção para promover apoio social.
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Estruturas e Tipos de Redes Sociais

O documento discute a evolução das redes sociais como um novo suporte para a integração social, superando comunidades tradicionais. Apresenta três matrizes da existência social: comunitária, institucional e reticular, cada uma com suas características e funções. Além disso, define a rede social como um sistema de ligações entre nós, com diferentes tipos e formas de intervenção para promover apoio social.
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MODELO DE REDES SOCIAIS

Ela emerge e se desenvolve como uma aplicação da moderna teoria da comunicação à


estrutura de interações que se configura em torno das pessoas.

Na era actual, as redes sociais desbancam as comunidades tradicionais como principal


suporte para a integração social das pessoas.

A rede social é o correlato psicossocial da vida moderna. A vida moderna exige


mobilidade, flexibilidade, plasticidade, deslocamento, fluxo permanente e relações eficazes e
eficientes: a relação entre as pessoas é construída sobre laços fracos, facilmente
instrumentalizados, renováveis, substituíveis.

Esta é a visão do mundo social contemporâneo fornecida pela teoria das redes sociais.
Dentro desta visão, o processo de integração social dos indivíduos é essencialmente concebido
como navegar por uma rede de redes sociais, encontrando nestas e graças a elas o seu lugar
na sociedade, um emprego, um lar, uma família, qualidade de vida, satisfação. de
necessidades, oportunidades, proteção, segurança, apoio, desenvolvimento psicossocial.

AS TRÊS MATRIZES DA EXISTÊNCIA SOCIAL


A existência social humana desenvolve-se em três matrizes fundamentais: a matriz comunitária,
a matriz reticular e a matriz institucional. As características dos processos e estados de
integração social das pessoas dependem em grande medida da articulação, adequação e
equilíbrio entre as três matrizes.

A matriz comunitária
É o espaço de vida das pessoas que proporciona segurança, estabilidade, permanência,
identidade, história, sentimento de pertença, sentido psicológico de comunidade e ligação
emocional ao território comum. É fundamental no processo de socialização e controle social,
proporcionando estruturas de significado mais sólidas às pessoas que a compõem. Também
está mais associado à vida, brincadeira, recreação, recreação e intercâmbio humano. Há
predominância de relações primárias e como sistema social é mais homogêneo, tradicional e
resistente a mudanças.

A matriz institucional
É o espaço de trabalho, das relações mais estruturadas, hierárquicas e
instrumentalizadas entre os indivíduos para a obtenção de objetivos específicos. Nas
matrizes institucionais, o papel atribuído a um indivíduo importa mais do que a sua
personalidade, daí as relações entre as pessoas serem mais frias, mais formais e
pré-programadas. A matriz institucional é regida pela lógica da eficiência e da
eficácia, da otimização e da racionalização, ou seja, pela lógica paradigmática da
modernidade.
A matriz reticular

Por outro lado, é um sistema mais aberto, móvel, flexível, heterogéneo, com menos
estabilidade e mais permanência efémera. A lógica que o atravessa é instrumental,
funcional. A rede é o correlato psicossocial da modernidade. A rede social não fala
mais de território, identidade ou história, fala de troca de recursos, de apoio
recíproco, de contato social, de ganho social, de influência.

O que é uma rede?


A rede é um sistema de ligações entre nós orientado para a troca de apoio social.

Existem cinco componentes básicos para esta definição:

1. Nós
São os componentes entre os quais se estabelecem os vínculos. Os nós podem ser
pessoas, atores sociais, grupos ou organizações (institucionais e comunitárias) 2.
Ligação
É a relação ou vínculo que se estabelece entre os nós. Um vínculo é um episódio de
uma relação social.
No diagrama a seguir encontramos os diferentes tipos de vínculos que
potencialmente podem existir entre as pessoas (Borgatti, ).

TIPOS DE REDES SOCIAIS

REDE SOCIAL FOCAL


Definiremos a rede social focal como o sistema de conversação/ação que se
estrutura em torno de um nó/foco, que pode ser uma pessoa, um casal, uma família,
um pequeno grupo, uma instituição ou organização. Constitui o ecomapa desse
nó/foco, ou seja, o mapa das relações sociais do seu ambiente imediato.

2. Rede social e tipo de link


A ligação entre o foco e os nós membros da sua rede pode ser direta ou indireta.
No link direto o contato é presencial, pessoal. No enlace indireto o relacionamento é
estabelecido através de outro nó (nó/ponte).

3. Rede primária/rede secundária


Analisado a partir da dimensão
Primária/Secundária A rede social pode ser vista como composta por dois círculos
concêntricos.
O primeiro destes círculos, o mais próximo do indivíduo, sobretudo a nível emocional
e funcional, é dado pela Rede Social Primária.
O segundo círculo é dado pela rede secundária onde as relações com as pessoas são
consideradas mais “frias”, impessoais, racionais, contratuais, formais.
3.1 Diferenças entre a rede primária e a rede secundária
A rede primária distingue-se da rede secundária pelo tamanho, estabilidade, tipo de
inter-relação e percepção individualizada.
Tamanho
Para uma pessoa, o tamanho (escopo) de sua rede está relacionado ao número de
indivíduos que estão em contato direto com ela. É o conjunto de pessoas com quem
ele mantém interações sociais. A rede primária é geralmente pequena, excepto no
caso de vastas comunidades religiosas ou tribais. Num contexto urbano, a rede
primária tem um âmbito que varia entre 25 e 40 pessoas (rede extensiva) dentro da
qual existe uma rede de 6 a 10 pessoas com as quais existe contacto íntimo
(Desmarais, Laviguer, Blanchet, Roy, 1987) .

Estabilidade
A rede social primária é um sistema em interação contínua.
Dentro da rede primária, as relações humanas são, por um lado, recorrentes,
caracterizadas por sequências repetitivas de comunicação regidas por regras que
conferem estabilidade ao sistema (homeostase) e, por outro, são relações
relativamente duradouras que se traduzem pelo contato visual e tangíveis (núcleo
familiar, relações profissionais cotidianas, amigos, vizinhos, comerciantes altamente
representados no espaço e no tempo, etc.).
A noção de estabilidade refere-se então tanto ao funcionamento interno da rede
como à sua permanência ao longo do tempo. Na verdade, o primeiro significado de
estabilidade implica o segundo, mas o oposto nem sempre é verdadeiro, uma vez
que o conjunto de regras que regem as sequências de comunicação dentro da rede
pode mudar sem que a rede se desintegre.

Percepção individualizada
A rede primária tem alta visibilidade para seus membros. O nó/foco possui uma
percepção individualizada de cada um dos demais participantes de sua rede e por
sua vez é percebido reciprocamente por eles da mesma forma. Dentro desta rede o
sujeito/foco comunica-se com todos os outros, não através de um intermediário,
mas face a face.

REDE SOCIAL ABERTA


Liga ativamente as pessoas ao mundo público, abrindo canais com a comunidade e
as estruturas institucionais da sua sociedade. Estes canais permitem, por um lado,
obter recursos fundamentais para a sua existência como cidadão e, por outro, a
participação ativa, baseada nos seus valores e modelos de sociedade, na tomada de
decisões que dizem respeito à qualidade do seu existência.

FORMAS DE INTERVENÇÃO NA REDE

A Intervenção em Rede inclui todas aquelas ações que implicam contacto direto da
equipa interveniente com o sujeito/foco (pessoa, casal, família, grupo). Como o
próprio nome indica, a estratégia envolve uma intervenção na rede sujeito/foco com
o propósito de desenvolvê-la.
operacionalmente baseado nos problemas e necessidades deste sujeito/foco, para reconstruí-lo
ou substituí-lo em caso de disfunção e construí-lo quando ele não existir.

Por outro lado, através da Prática em Rede, intervimos numa rede de mediadores sociais
(grupos, organizações, instituições, etc.) com o propósito de gerar contextos que possibilitem o
seu desenvolvimento como sistema de conversação/ação de troca e distribuição de social.
apoiar. Supostamente, esta rede de mediadores tem ramificações para as redes sociais focais,
o que permite canalizar o apoio social para as pessoas ou grupos que dele necessitam.

EXTRATO DE "TRABALHO EM E COM REDES"


PS. Victor Martinez
Estude para o Programa "Chile Solidário"
Programa Ponte

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