Estruturas e Tipos de Redes Sociais
Estruturas e Tipos de Redes Sociais
Esta é a visão do mundo social contemporâneo fornecida pela teoria das redes sociais.
Dentro desta visão, o processo de integração social dos indivíduos é essencialmente concebido
como navegar por uma rede de redes sociais, encontrando nestas e graças a elas o seu lugar
na sociedade, um emprego, um lar, uma família, qualidade de vida, satisfação. de
necessidades, oportunidades, proteção, segurança, apoio, desenvolvimento psicossocial.
A matriz comunitária
É o espaço de vida das pessoas que proporciona segurança, estabilidade, permanência,
identidade, história, sentimento de pertença, sentido psicológico de comunidade e ligação
emocional ao território comum. É fundamental no processo de socialização e controle social,
proporcionando estruturas de significado mais sólidas às pessoas que a compõem. Também
está mais associado à vida, brincadeira, recreação, recreação e intercâmbio humano. Há
predominância de relações primárias e como sistema social é mais homogêneo, tradicional e
resistente a mudanças.
A matriz institucional
É o espaço de trabalho, das relações mais estruturadas, hierárquicas e
instrumentalizadas entre os indivíduos para a obtenção de objetivos específicos. Nas
matrizes institucionais, o papel atribuído a um indivíduo importa mais do que a sua
personalidade, daí as relações entre as pessoas serem mais frias, mais formais e
pré-programadas. A matriz institucional é regida pela lógica da eficiência e da
eficácia, da otimização e da racionalização, ou seja, pela lógica paradigmática da
modernidade.
A matriz reticular
Por outro lado, é um sistema mais aberto, móvel, flexível, heterogéneo, com menos
estabilidade e mais permanência efémera. A lógica que o atravessa é instrumental,
funcional. A rede é o correlato psicossocial da modernidade. A rede social não fala
mais de território, identidade ou história, fala de troca de recursos, de apoio
recíproco, de contato social, de ganho social, de influência.
1. Nós
São os componentes entre os quais se estabelecem os vínculos. Os nós podem ser
pessoas, atores sociais, grupos ou organizações (institucionais e comunitárias) 2.
Ligação
É a relação ou vínculo que se estabelece entre os nós. Um vínculo é um episódio de
uma relação social.
No diagrama a seguir encontramos os diferentes tipos de vínculos que
potencialmente podem existir entre as pessoas (Borgatti, ).
Estabilidade
A rede social primária é um sistema em interação contínua.
Dentro da rede primária, as relações humanas são, por um lado, recorrentes,
caracterizadas por sequências repetitivas de comunicação regidas por regras que
conferem estabilidade ao sistema (homeostase) e, por outro, são relações
relativamente duradouras que se traduzem pelo contato visual e tangíveis (núcleo
familiar, relações profissionais cotidianas, amigos, vizinhos, comerciantes altamente
representados no espaço e no tempo, etc.).
A noção de estabilidade refere-se então tanto ao funcionamento interno da rede
como à sua permanência ao longo do tempo. Na verdade, o primeiro significado de
estabilidade implica o segundo, mas o oposto nem sempre é verdadeiro, uma vez
que o conjunto de regras que regem as sequências de comunicação dentro da rede
pode mudar sem que a rede se desintegre.
Percepção individualizada
A rede primária tem alta visibilidade para seus membros. O nó/foco possui uma
percepção individualizada de cada um dos demais participantes de sua rede e por
sua vez é percebido reciprocamente por eles da mesma forma. Dentro desta rede o
sujeito/foco comunica-se com todos os outros, não através de um intermediário,
mas face a face.
A Intervenção em Rede inclui todas aquelas ações que implicam contacto direto da
equipa interveniente com o sujeito/foco (pessoa, casal, família, grupo). Como o
próprio nome indica, a estratégia envolve uma intervenção na rede sujeito/foco com
o propósito de desenvolvê-la.
operacionalmente baseado nos problemas e necessidades deste sujeito/foco, para reconstruí-lo
ou substituí-lo em caso de disfunção e construí-lo quando ele não existir.
Por outro lado, através da Prática em Rede, intervimos numa rede de mediadores sociais
(grupos, organizações, instituições, etc.) com o propósito de gerar contextos que possibilitem o
seu desenvolvimento como sistema de conversação/ação de troca e distribuição de social.
apoiar. Supostamente, esta rede de mediadores tem ramificações para as redes sociais focais,
o que permite canalizar o apoio social para as pessoas ou grupos que dele necessitam.