Singularidade da Moda nas Ruas
Singularidade da Moda nas Ruas
A SINGULARIDADE DA MODA
Fantasia nas ruas
A SINGULARIDADE DA MODA
Fantasia nas ruas
AGRADECIMENTOS
Ao meu orientador, o professor Juarez Xavier, que com sensibilidade conseguiu
entender a essência deste trabalho somando conhecimento e técnica que propiciaram a
resolução da equação proposta. Ao amigo e estilista Renato Bolanho que me inseriu no
mundo da moda e se manteve presente e atento enriquecendo este trabalho com história,
experiência e fantasia. À grande amiga Daniela Matarazzo que por anos revisa meus textos
carinhosamente. Agradeço também a minha mãe por ter me alimentado de força no
desenrolar deste trabalho e às “meninas” que encheram minha vida de amizade,
cumplicidade, companheirismo, arte e cultura: Ana Tereza Abreu Fonseca, Carol Pavanello,
Debora Botelho, Julia Pires, Luana Deverchiati, Marina Funari, Natália Clemente, Paulica
Santos e Viviane Cristina.
4
SUMÁRIO
Resumo....................................................................................................................................5
Abstract...................................................................................................................................6
Resumén..................................................................................................................................7
Introdução................................................................................................................................8
1. Moda e sociedade....................................................................................................................9
1.1. A funcionalidade da indumentária..................................................................................9
1.2. Surgimento do conceito de moda..................................................................................10
1.3. Dinâmicas da moda.......................................................................................................10
1.3.1. Lógica econômica.............................................................................................11
1.3.2. Dinâmica social................................................................................................12
1.4. O tempo da moda..........................................................................................................14
2. Poética Visual........................................................................................................................17
2.1. Universal.......................................................................................................................17
2.2. Particular.......................................................................................................................22
2.3. Singular.........................................................................................................................25
Considerações finais..............................................................................................................27
Referências bibliográficas.....................................................................................................28
5
RESUMO
Neste artigo científico a moda é tratada em duas linhas de pesquisa: Moda e Sociedade
e Poética Visual. No primeiro caso, o conceito de efêmero de Gilles Lipovetsky é descrito
paralelamente a dinâmica social e a lógica econômica e, no segundo caso, faz-se uso da
fotografia para incitar o espectador e provocar questionamentos que remetam aos conceitos de
universalidade, particularidade e singularidade. Assim, a comunicação visual pode permitir a
materialização, da essência à existência dos processos de moda nas sociedades
contemporâneas.
6
ABSTRACT
In this scientific article the fashion is treated in two lines of research: Fashion and
Society and Visual Poetics. In the first case, the concept of ephemeral Gilles Lipovetsky is
described alongside the dynamic social and economic logic and the second case, makes use of
the photograph to prompt the viewer and provoke questions which refer to the concepts of
universality, particularity, and singularity. Thus, visual communication can enable the
materialization of the essence of the existence of the processes of fashion in contemporary
societies.
7
RESUMÉN
En este artículo científica, la moda es tratada en dos líneas de investigación: Moda y
Sociedad y Poética Visual. En el primer caso, el concepto de lo efímero Gilles Lipovetsky se
describe junto con la lógica económica y la dinámica social y en el segundo caso, hace uso de
la fotografía para incitar al espectador y provocar preguntas que se refieren a los conceptos de
universalidad, particularidad y singularidad. Por lo tanto, la comunicación visual puede
permitir la visualización de la esencia y de la existencia de los procesos de la moda en las
sociedades contemporáneas
8
INTRODUÇÃO
Este artigo foi pensado e proposto após estudos preliminares sobre economia criativa.
A moda foi apresentada como exemplo e assim surgiram questionamentos sobre sua
influência em diferentes cenários.
A primeira linha de pesquisa, Moda e Sociedade, faz uma investigação preliminar dos
conceitos de moda a partir do filósofo francês Gilles Lipovetsky, onde pode-se observar a
importância da moda nas sociedades ocidentais desde a aristocracia no século XIV onde os
processo sociais e econômicos caminhavam paralelamente à tradições e crenças, até a pós-
modernidade no século XXI, com a quebra da lógica imutável de culto ao passado para dar
lugar às fantasias e às inovações.
1. MODA E SOCIEDADE
A linha de pesquisa Moda e Sociedade busca investigar como se deram o início e o
desenvolvimento dos processos de moda nas sociedades e como as dinâmicas da moda
transformaram relação do homem ocidental com seu semelhante e seu espaço cultural comum.
Para isso traça um paralelo histórico entre a vida econômica e social desde o século XIV até o
século XXI, e tem como base principal os conceitos do filosofo francês Gilles Lipovetsky.
1
BÍBLIA ONLINE. Gênesis, disponível no site http://www.bibliaonline.com.br, acessado em 15/12/2010.
10
Com base em Gilles Lipovetsky (1987, p. 30) é possível afirmar que o processo de
distinção social através do vestuário já existia, mas era imposto de outra maneira, “como forma
de repreensão e imposição de força pelo soberano ou pelo conquistador, assim o traje dos mongóis
tornou-se regra na Índia conquistada por eles”. Inteiramente centrada no respeito e na
reprodução minuciosa do passado coletivo, a sociedade primitiva não pode em nenhum caso
deixar manifestarem-se “a sagração das novidades, a fantasia dos particulares, a autonomia
estética da moda”. (idem)
“No Egito antigo o mesmo tipo de toga-túnica comum aos dois sexos
manteve-se por quase quinze séculos com uma permanência quase absoluta;
na Grécia, o peplo, traje feminino de cima, impôs-se das origens até a metade
do século VI antes de nossa era; em Roma, o traje masculino – a toga e a
túnica – persistiu, com variações de detalhes, dos tempos mais remotos até o
final do Império. Mesma estabilidade na China, na Índia, nas civilizações
orientais tradicionais, onde o vestir excepcionalmente admitiu modificações:
o quimono japonês permaneceu inalterado durante séculos; na China, o traje
feminino não sofreu nenhuma verdadeira transformação entre o século XVII e
o século XIX”. (LIPOVETSKY, 1987: p. 29)
Após a Segunda Guerra Mundial alguns países que tinham como tradição o culto ao
passado e religião aderiram a lógica da moda. O oriente serviu de inspiração para o ocidente,
11
Por volta de 1829, o alfaiate francês Barthélemy Thimmonier fabricou o primeiro lote
de máquinas de costura2. Mas a sua introdução no circuito comercial dos costureiros
aconteceu por volta de 1860, durante a revolução industrial sendo um elemento de
desenvolvimento econômico e industrial do setor na Inglaterra e na França. Lipovetsky (1987,
p. 109) enfatiza este como o momento de transição da ordem artesanal para a ordem moderna
burocrática.
2
BARREIRA, Solange. O show da contestação. Disponível em
http://galileu.globo.com/edic/97/arquivog1.htm, acessado em 19/12/2010.
3
“O termo se refere à criação em escala artesanal de modelos exclusivos com bordados exclusivos em pedras e
metais preciosos, por altos preços, para clientes abastados”. WIKIPÉDIA, disponível em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alta costura, acessado em 19/12/2010.
4
LIPOVETSKY, 1987: p. 119
5
Inglês que produziu em Paris, em 1858 o primeiro desfile de moda conhecido, usando modelos, em vez de
cabides, outra novidade na época. O costureiro inglês também inovou ao aplicar seu gosto pessoal nas roupas,
antes dele, o traje era encomendado de acordo com o gosto do freguês e a partir de então, as pessoas puderam
escolher determinadas roupas pelo prestígio do estilista, por exemplo. WIKIPÉDIA, disponível em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Frederick_Worth, acessado em 19/12/2010.
6
WIKIPÉDIA, disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Alta costura, acessado em 19/12/2010.
12
Em 1947, Christian Dior8 lança uma impactante coleção da alta costura e dá inicio a
fase pós-guerra da moda. Para Lipoversky (1987: p. 116) “a alta costura é sem dúvida, uma
empresa industrial e comercial de luxo, cujo objetivo é o lucro e cujas criações incessantes produzem
uma obsolescência propicia à aceleração do consumo”.
“A lei é inexorável: uma firma que não cria regularmente novos modelos
perde em força de penetração no mercado e enfraquece sua marca de
qualidade numa sociedade em que a opinião espontânea dos consumidores é a
de que, por natureza, o novo é superior ao antigo. Os progressos da ciência, a
lógica da concorrência, mas também o gosto dominante pelas novidades
concorrem para o estabelecimento de uma lógica econômica organizada
como moda” (LIPOVETSKY, 1987: p. 185).
De acordo com Gilles Lipovetsky (1987: p. 75), a estética da sedução passa a vigorar
na Europa e está associada a diversos tipos de comportamento humano que são integrantes do
tempo da moda. Desde a aristocracia por volta de 1350, quando o traje masculino e o traje
feminino sofreram grande diferenciação entre os sexos através dos cânones da sedução, esta
lógica vem sendo estabelecida.
7
WIKIPÉDIA , disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Moda#cite_ref-13, acessado em 19/12/2010.
8
Além de causar fascínio pela sua elegância e luxo, o conceito do New Look, criado por Dior, vinha carregado
de extravagância e exagero. (...) Isso também ajudou a repercussão do conceito permitindo encerrar a
mentalidade do racionamento no pós-guerra. WIKIPÉDIA, disponível em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Christian_Dior, acessado em 19/12/2010.
9
WIKIPÉDIA, disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Pr%C3%AAt-%C3%A0-porter, acessado em
19/12/2010.
13
Com base em Gilles Lipovetsky, é possível afirmar que no reino da sedução estão: os
psicologismos, com as significações das vestimentas inventadas pela alta costura francesa; o
hedonismo, na constante busca do prazer imediato; o narcisismo, na procura pelo belo; na
autonomia pessoal, o individualismo; e o mimetismo, na ampliação dos fenômenos sociais da
moda para as massas.
10
LIPOVETSKY, 1987: p. 141
14
“Dos favoritos de Henrique III aos dândis do século XIX, das “leoas” às
egérias da moda moderna, o anticonformismo, a fantasia, o desejo de fazer-se
notar não carecem de adeptos nas camadas superiores da sociedade. O look é
menos uma ruptura com essa “tradição” individualista secular do que sua
exacerbação. Agora, todo mundo é convidado a retirar barreiras e misturar
estilos, a liquidar os estereótipos e cópias, a sair das regras e convenções
fossilizadas. Há aí o registro, na ordem da moda da ética hedonista e
hiperindividualista gerada pelos últimos desenvolvimentos da sociedade de
consumo. O look e a sua embriaguês dos artifícios, do espetáculo, da criação,
correspondem a uma sociedade em que os valores culturais primordiais são o
prazer e a liberdade individuais. O que é valorizado é o desvio, a
personalidade criativa, a imagem surpreendente, e não mais a perfeição de
um modelo. Ligado ao impulso do psicologismo, aos desejos de maior
independência e de expressão de si, o look representa a face teatralizada e
estética do neo narcisismo alérgico aos imperativos padronizados e às áreas
homogêneas. De um lado narciso está em busca da interioridade, de
autenticidade, de intimidade psi; do outro, tende a reabilitar o espetáculo de
si mesmo, o exibicionismo lúdico e deslocado, a festa das aparências. Com o
look, a moda recupera sua juventude; basta brincar com o efêmero, brilhar
sem complexo no êxtase de sua própria imagem inventada e renovada à
vontade. Prazeres da metamorfose na espiral da personalização fantasista,
nos jogos barrocos da super diferenciação individualista, no espetáculo
artificialista de si oferecido aos olhares do Outro”. (LIPOVETSKY, 1987: p.
148-149)
O pastiche está ligado à noção de retrô com constante visita aos modelos passados
para serem reinventados no momento presente. Malcolm Barnard destaca a ideia de que não
cabe ao pastiche13 a noção de nostalgia, pois, no pós-modernismo, os estilos antigos estão a
disposição para serem canibalizados e aproveitados. Nostalgia ou retrô, é agora uma empresa
social coletiva, que segundo Barnard, é hoje uma das características definidoras, senão
verdadeiramente compulsórias, da pós-modernidade.
Já a bricolagem14 trabalha com o conceito de “faça você mesmo”, que pode ser
aplicado tanto para junção de trabalhos manuais, quanto para a ideia de livre composição de
estilos a fim de formar novos significados. Um exemplo é a bricolagem de várias culturas
(norte-americana, européia, asiática...) para a formação de uma nova identidade.
13
Imitação livre de estilos passados.
14
WIKIPÉDIA, disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Bricolagem, acessado em 19/12/2010.
MICHAELIS, disponível em http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php, acessado em
20/12/2010..
16
das sensações e do novo” (idem: p. 201). Através do tempo da moda estamos preparados para
uma reciclagem permanente que socializa os seres na mudança.
Nesse processo é possível observar, por exemplo, no século XXI, o caminhar da moda
ao lado das causas sociais e ambientais em um processo que vem ocorrendo de fora para
dentro. Quando as periferias, as organizações não-governamentais e os movimentos sociais,
mesmo que em pequena escala, mobilizam a sociedade através dos meios de comunicação
para suas causas, como a reivindicação contra a utilização do couro animal, ou quando a
ABVTEX15 cria o Programa de Qualificação de Fornecedores para o Varejo com o objetivo
assegurar melhores práticas de responsabilidade social e de relações do trabalho, vê-se dentro
da forma-moda um processo contra-hegemônico.
É notável também o contexto político nas passarelas, como foi o caso da Semana de
Moda de Milão16, quando estilistas exibiram modelos inspirados em ciganos no momento em
que estes povos eram expulsos pelos governos da Europa, principalmente da França. A
tendência nas passarelas de certa forma amplia o sentido político para outras esferas da
sociedade, na medida que o desfile, por ser calendário oficial de moda mundial, dá ênfase ao
assunto na imprensa do mundo globalizado.
15
Associação Brasileira para o Varejo Têxtil
16
Verão 2010.
17
2. POÉTICA VISUAL
2.1. Universal
Segundo Jorge Wakabara19, o lenço que aparece no desfile virou moda um ano antes
do evento, quando a Urban Outfitters - uma loja que os consumidores inovadores do mundo
compram - vendeu o acessório como um símbolo antiguerra. O fato é que o lenço ganhou
força no mundo da moda a partir do desfile da Balenciaga.
Pode-se afirmar que a categoria universal também existe no uso do lenço pelos
próprios palestinos, pois neste uso é plausível notar a essência e o significado que, além da
denotação por ser um objeto com funcionalidade de proteção contra sol e areia, também é
conotativo, pois carrega a essência da posição política adotada por quem usa o lenço, símbolo
da disputa contra os judeus.
17
Casa de moda criada pelo estilista espanhol Cristóbal Balenciaga, considerado o arquiteto da alta costura pelo
seu amplo conhecimento na confecção dos trajes, utilização de linhas puras e pela busca à perfeição. A casa
tomou força a partir do período pós-guerra quando seu criador se tornou um estilista original e reconhecido da
alta costura parisiense, suas criações são consideradas obras-primas das décadas de 1950 e 1960. A marca está
atrelada à ideia de tecnologia e luxo, trabalha com formas geométricas, mescla contornos gráficos e orgânicos e
usa materiais artificiais e naturais ao mesmo tempo. Sob a direção de Nicolas Ghesquière a Balenciaga pertence
ao Grupo Gucci desde 2001. WIKIPÉDIA, disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Balenciaga, acesso em
20/12/2010. BALENCIAGA, disponível no site http://www.balenciaga.com, acessado em 21/12/2010.
18
WAKABARA, Jorge. Lenços: Você vai se amarrar neles! Disponível em
http://chic.ig.com.br/antigo/materias/446501-447000/446935/446935_1.html, acessado em 20/12/2010.
19
WAKABARA, Jorge. Lenços: Você vai se amarrar neles! Disponível em
http://chic.ig.com.br/antigo/materias/446501-447000/446935/446935_1.html, acessado em 20/12/2010.
20
O CONFESSIONÁRIO, disponível em http://oconfessionario.wordpress.com, acessado em 20/12/2010.
21
WIKIPÉDIA, disponível em http://pt.wikipedia.org/wiki/Keffiyeh, acessado em 20/12/2010.
19
20
22
GOOGLE IMAGENS: Keffiyeh, disponível em
http://www.google.com.br/images?q=keffiyeh&um=1&ie=UTF-
8&source=univ&ei=eDQqTfioAcT38AbJh5zKAQ&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=1&ved=0
CC0QsAQwAA&biw=1280&bih=649, acessado em 21/12/2010. Lenço palestino, disponível em
http://www.google.com.br/images?hl=pt-
br&source=imghp&biw=1280&bih=606&q=len%C3%A7o+palestino&gbv=2&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai
=, acessado em 21/12/2010.
21
23
STYLE SIGHT, disponível em http://www.stylesight.com/, acessado em 21/12/2010.
22
2.2. Particular
O que pode ser exemplificado como característica particular da moda é a adesão por
artistas, editoriais de moda e também o processo de cópia versus criação de outros estilistas
que apresentam suas coleções após os primeiros calendários de moda. A forma como cada
artista ou editorial vai aderir à tendência é um fenômeno particular, visto que este tipo de uso
tem reflexo na realidade da vida cotidiana.
O lenço Balenciaga foi adotado após o desfile por diversos artistas como, por
exemplo, a atriz Cameron Diaz, as atrizes fashionistas24 Mary Kate Olsen e Ashley Olsen, o
ex-jogador David_Beckham, a banda Jonas Brothers, os cantores Sting e Rihanna, pela filha
do ex-candidato presidencial republicano John McCain, Meghan McCain, propagando o
fenômeno para a maioria seguidora25, onde encontra-se o singular da moda.
24
Um seguidor ávido de moda. WIKIPÉDIA , disponível em http://en.wikipedia.org/wiki/Fashionista, acessado
em 19/12/2010.
25
Categoria de consumidores de moda.
26
Inverno/2007.
23
27
LEÃO, Larissa. Fiquem amarrados. Disponível em http://capitabussula.blogspot.com/2009/05/fiquem-
amarrados.html, acessado em 21/12/2010.
24
28
GOOGLE IMAGENS: Keffiyeh, disponível em
http://www.google.com.br/images?q=keffiyeh&um=1&ie=UTF-
8&source=univ&ei=eDQqTfioAcT38AbJh5zKAQ&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=1&ved=0
CC0QsAQwAA&biw=1280&bih=649, acessado em 21/12/2010. Lenço balenciaga, disponível em
http://www.google.com.br/images?um=1&hl=pt-
BR&biw=1280&bih=649&tbs=isch:1&aq=f&aqi=&oq=&gs_rfai=&q=Len%C3%A7o%20balenciaga, acessado
em 21/12/2010. Lenço palestino, disponível em http://www.google.com.br/images?hl=pt-
25
2.3. Singular
Pode-se comparar as categorias de análises aos mitos gregos, onde os mesmos eram
baseados em fatos reais da vida cotidiana. Deuses no Olimpo, e semi-deuses na terra. É pela
relação com o cotidiano das pessoas que estes mitos puderam guiar as sociedades ocidentais,
tanto que seus padrões de beleza ainda são usados no mundo contemporâneo.
Através das fotografias é possível analisar a categoria singular da moda como sendo
um fenômeno tipicamente das ruas, onde a existência pode ser percebida através da
experiência vivida diretamente pelas pessoas. Traços culturais e re-significações se tornam
singulares. A realidade está impregnada quando as categorias de consumidores lentos passam
a fazer uso do objeto.
Com a figura do lenço estampado em jornais, sites, novelas e shows, fica fácil no
cotidiano assimilar e imitar. Na época em que o lenço foi lançado re-significado pela
Balenciaga, o que mais se falava nos sites de moda era sobre as maneiras e possibilidades de
usar o lenço, já que é preciso um jeito especifico de amarrá-lo para que ele fique no formato
de triângulo.
br&source=imghp&biw=1280&bih=606&q=len%C3%A7o+palestino&gbv=2&aq=f&aqi=&aql=&oq=&gs_rfai
=, acessado em 21/12/2010.
29
GENRO FILHO: 1987
26
30
DUS INFERNUS, disponível em http://dusinfernus.files.wordpress.com/2008/08/schmeg1.jpg, acessado em
21/12/2010. LOOKBOOK, disponível em http://lookbook.nu/#more, acessado em 21/12/2010. FLICKR,
disponível em http://www.flickr.com/, acessado em 21/12/2010. GOOGLE IMAGENS: Keffiyeh, disponível
em http://www.google.com.br/images?q=keffiyeh&um=1&ie=UTF-
8&source=univ&ei=eDQqTfioAcT38AbJh5zKAQ&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=1&ved=0
CC0QsAQwAA&biw=1280&bih=649, acessado em 21/12/2010.
27
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O objetivo deste artigo é entender como se dá o processo da moda no século XXI e
como esse processo pode ser aplicado dentro das categorias universal, particular e singular,
tendo em vista que em cada uma das categorias, a moda acontece de forma diversa e com
tipos de “consumidores”, tempo e espaço diferentes. Para isso é preciso antes entender como a
moda começou e se desenvolveu ao longo dos anos tanto pela economia quanto pelo social, já
que essas esferas são intrínsecas.
Na linha de pesquisa Poética Visual, vê-se que as tendências (universal) começam nas
periferias da moda, já que primeiramente apenas algumas pessoas (particular) se apropriam
delas. Nesse sentido, quando o fenômeno é periférico ele carrega em si o universal e o
particular, quando ele se torna hegemônico, nota-se com mais clareza o elemento singular da
moda, sua existência é manifestada nas ruas, onde exprime também a fantasia e a essência
universal no cotidiano.
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