PPG em Química – Ciência e Tecnologia da Sustentabilidade
Tópicos Fundamentais em Química
Modelo de Repulsão de Pares de Elétrons na Camada de
Valência
e
Forças Intermoleculares
1
Modelo de Repulsão de Pares de Elétrons na Camada de
Valência
Estrutura Molecular
Ligação química e geometria
Geometria Molecular
Descreve como os átomos estão distribuídos no espaço
Valence Shell Electron Pair Repulsion
VSEPR
Determina a orientação mais estável dos pares de elétrons ao redor de um
átomo central
2
VSEPR
É uma ampliação do modelo de Lewis, colocando regras que
explicam os ângulos de ligação.
Usando os valores experimentais de ângulos de ligação que
incluem o átomo central de moléculas simples, temos um
conjunto de regras que permite prever a geometria de qualquer
molécula pequena.
Idealizada Aprimorada
Nevil Sidgwick e Hebert Powell Ronald Gillespie e Ronald
Nyholm
(Inglaterra, 1940)
N.V. Sidgwick, H.E. Powell,
(Canadá, 1957)
Proc. R. Soc. A176 (1940) 153
R.J. Gillespie, R.S. Nyholm, Quart.
Rev. Chem. Soc. 11 (1957) 339 3
VSEPR
Arranjo e/ou ângulos de pares de elétrons em
torno de um centro atômico depende do número
de:
v pares de elétrons ligantes
concentrações de e-
v pares de elétrons isolado H N H
Regiões de altas
(não-ligantes) H
v concentração de elétrons associados a ligações
múltiplas
4
VSEPR 1ª regra: repulsão entre os pares de e-
Em geral: ângulos de ligação resultam da colocação dos pares
eletrônicos o mais afastados possível entre si.
As regiões de altas concentrações de elétrons se repelem. Para
reduzir ao máximo essa repulsão. Elas tendem a se afastar o
máximo possível, mantendo a mesma distância do átomo central.
5
Repulsão entre os pares de e- - Analogia: Balões
O volume dos balões representam uma força repulsiva que
impede que outro balão ocupe o mesmo espaço.
As bolas adquirem naturalmente estas formas, que
minimizam as interações entre elas.
Repulsão entre os pares de elétrons
Forte a 90°, mais fraca a 120° e muito fraca a 180°
6
Arranjo de elétrons
O arranjo que localiza os pares de elétrons (da ligação e isolados)
do átomo central na posição mais distante entre si, é denominado
de arranjo de elétrons na molécula.
OS PARES ELETRÔNICOS ISOLADOS SÃO IGNORADOS NA
DETERMINAÇÃO DA GEOMETRIA MOLECULAR, pois não são corpos
massivos como os núcleos.
7
Arranjo de elétrons
Posições das regiões de alta concentração de elétrons (pares
ligantes e não ligantes) em torno do átomo central
3 pares de e- 4 pares de e-
2 pares de e-
5 pares de e- 6 pares de e- 7 pares de e-
8
Geometria molecular
Nomes das formas de moléculas simples e seus ângulos de ligação
Pirâmide
Em T Tetraédrica
trigonal
9
Geometria molecular
Quadrado
Gangorra planar Bipirâmide
Trigonal
Pirâmide
quadrada Octaédrica Bipirâmide
pentagonal
10
Forma e estrutura das moléculas
A: átomo central
Modelo VSEPR básico AXn X: átomo ligado
n: número de grupos X ligados
Ø Moléculas com essa fórmula (AXn) não têm pares de elétrons isolados no
átomo central.
Ø Cada região de elevada densidade eletrônica terá um átomo ligado e a
forma será a mesma do arranjo de elétrons.
Algumas formas geométricas comuns
Tetraédricas;
Octaédricas;
Bipirâmide trigonal;
Nestes casos, os ângulos de ligação já são fixos pela
simetria molecular
11
VSEPR: moléculas com fórmula AXn
Por exemplo, o ângulo H-C-H do metano é 109,5° (ângulo do tetraedro):
Tetraédrica
Os ângulos do FSF do SF6 são 90 e 180o
Octaédrica
E os ângulos Cl-P-Cl do PCl5 são 90, 120 e 180°.
Bipirâmide trigonal
12
Ângulos de ligação
Há casos onde os ângulos não são determinados pela
simetria, devendo ser determinados experimentalmente:
Ângulo H-O-H na molécula de água = 104,5°
Ângulo H-N-H na molécula de amônia = 107°
Para isso, dispor de:
Espectroscopia rotacional e vibracional;
Difração de raio X para moléculas maiores;
Ou computacionalmente: cálculos ab initio.
13
Aplicação do modelo VSEPR:
v identificar o átomo central
v escrever a estrutura de Lewis da molécula ou íon
v contar os pares de elétrons de ligação e pares de elétrons
isolados
Arranjo de elétrons (e-)
incluir as posições espaciais de todos os pares de
elétrons (ligantes e isolados)
Geometria molecular
disposição espacial dos átomos
14
Aplicação do modelo VSEPR AXn (n = 2)
Cloreto de Berílio: BeCl2 átomo central: Be
Estrutura de Lewis: não tem pares isolados
Contagem dos e- de valência: de elétrons no átomo central (por quê?):
Be: 2
2Cl: 2(7) = 14 Cl Be Cl
Total: 16 e- de valência
2 pares de elétrons
A posição em que os pares ligantes
(e conseqüentemente os átomos de
cloro) ficam o mais afastados Arranjo de elétrons
possível entre si é quando eles se 2 pares de e-
encontram em lados opostos do ligantes
átomo de berílio. 0 de par isolado
Resultado: a molécula de BeCl2 é linear
(ângulo de ligação igual a 180º) geometria molecular
conforme se verifica
experimentalmente.
Cloreto de berílio, BeCl2
15
Aplicação do modelo VSEPR AXn (n = 3)
Outro exemplo: Trifluoreto de boro, BF3
Três pares ligantes no átomo central (boro) e nenhum par
isolado;
Arranjo de
elétrons
Trifluoreto de boro, BF3
Pelo modelo VSEPR: afastamento máximo dos pares:
Ø Os três pares ligantes devem ocupar os vértices de um
triângulo. O arranjo de elétrons é trigonal planar.
Geometria
Como um átomo de flúor liga-se a um F molecular
dos pares de elétrons, a molécula de
BF3 é trigonal planar, com os três
B
ângulos FBF iguais a 120º, que se
verifica experimentalmente. F F
Trifluoreto de boro, BF3
16
Aplicação do modelo VSEPR AXn (n = 4)
Metano: CH4 átomo central: C
Contagem dos e- de
valência:
C: 4
4H: 4(1) = 4
Total: 8 e- de valência
Geometria molecular 4 pares de elétrons
4 pares de e- Arranjo de elétrons:
ligantes
nenhum de par
isolado
Metano, CH4
Tetraédrica,
com ângulo de 109,5º
17
Aplicação do modelo VSEPR AXn (n = 5)
Pentacloreto de fósforo: PCl5 Átomo central: P
5 pares de elétrons
Arranjo de elétrons:
Geometria molecular
5 pares de e-
ligantes
nenhum de par
isolado
Pentacloreto de fósforo, PCl5
Bipirâmide trigonal
Bipirâmide trigonal
18
Aplicação do modelo VSEPR AXn (n = 6)
Hexafluoreto de enxofre: SF6 Átomo central: S
6 pares de elétrons
Arranjo de elétrons:
Geometria molecular
F
F F
S 6 pares de e-
F F ligantes
nenhum de par
F isolado
Hexafluoreto de enxofre, SF6 Octaédrica
Octaédrica
19
VSEPR: Ligações múltiplas
2ª regra: não se distingue ligação múltipla de ligação simples
Dióxido de carbono: CO2
átomo central: C
Contagem dos e- de
valência: O C O
C: 4
4 pares de elétrons
2O: 2(6) = 12
Total: 16 e- de valência
Arranjo de
Geometria molecular 4 pares de e-
elétrons:
ligantes
O C O 0 de par isolado
Ø Ligação múltipla: é tratada como uma só região de alta concentração de elétrons.
Ø Os dois pares de elétrons permanecem juntos e repelem outros pares (ligados ou
isolados) como se fossem um só.
ØIsto vale tanto para duplas como para triplas ligações.
20
VSEPR: Ligações múltiplas
No caso do ânion carbonato:
a dupla exerce o mesmo
efeito de repulsão do
que as simples, então a
estrutura final é trigonal
Íon Carbonato, CO32-
plana.
Íon Carbonato, CO32-
21
VSEPR: Ligações múltiplas
Ø Ligações múltiplas de dois ou mais pares de elétrons que estão
muito próximos ocupam maior volume (mais espaço) do que um
par de elétrons de ligação simples;
Aumento dos ângulos
ligação-múltipla ligação-múltipla>
> ligação múltipla-ligação simples>
> ligação simples-ligação simples
Volume ocupado
Ligação tripla > dupla > simples
22
VSEPR: Mais de um átomo Central
3ª regra: na existência de mais de um átomo central, as
ligações de cada átomo são tratadas
independentemente.
Ex.: Etileno (eteno). Existem dois centros a se considerar, no caso,
os dois átomos de carbono. A estrutura de Lewis seria a seguinte:
Cada carbono possui três
regiões de concentração de
elétrons: duas ligações simples
e uma dupla. Não existem
pares isolados.
Eteno, C2H4
O arranjo de elétrons em cada
carbono será trigonal planar
Eteno, C2H4
23
VSEPR: Mais de um átomo Central
Previsão da forma de uma molécula que não tem pares isolados
no átomo central.
Ex.: considere o acetileno (etino). Também existem dois centros
(os dois átomos de carbono). A estrutura de Lewis seria a
seguinte:
H C C H
Identifique o arranjo de elétrons em volta de cada átomo de modo a
minimizar as repulsões:
Resp.: Linear, com cada carbono ligando-se a dois outros átomos, sem pares
isolados, com isso, o arranjo dos átomos será linear.
Etino, C2H2
24
Relação entre o modelo VSEPR e estruturas de Lewis
O modelo VSEPR não discrimina ligação simples de múltipla (são
equivalentes).
Então, não importa que estruturas de Lewis contribuem para a
estrutura de ressonância que estamos considerando.
Ex.: íon nitrato. É possível escrever várias estruturas de Lewis
diferentes para o nitrato:
O - O - O -
N N N
O O O O O O
Em todas essas três estruturas, haverão regiões de concentração
de elétrons ao redor do átomo central N, e seria esperado que
cada uma fosse trigonal planar, com as três ligações N-O
equivalentes.
26
Relação entre o modelo VSEPR e estruturas de Lewis
Esse resultado é confirmado experimentalmente (raio X, espec.
vibr.), pois as três ligações possuem o mesmo comprimento,
assim como os ângulos de ligação.
Cálculos computacionais também
confirmam esse fato:
Íon Nitrato, NO3-
Diagrama elpot do íon nitrato,
mostrando a distribuição
simétrica da carga, não se
observa uma ligação dupla, que
teria maior densidade de carga
associada a ela.
Íon Nitrato, NO3-
a equivalência das três ligações é o esperado do híbrido de
ressonância 27
Moléculas com pares de elétrons isolados no átomo central
Os pares de elétrons isolados do átomo central de uma
molécula são regiões de alta densidade eletrônica, devendo ser
considerados na identificação da geometria molecular.
Previsão da geometria molecular usaremos a fórmula VSEPR a
seguir para moléculas com pares de elétrons isolados no átomo
central:
A = átomo central
X = átomo ligado
AXnEm E = par isolado
isto ajudará na identificação das diferentes combinações
de átomos e pares isolados ligados ao átomo central.
Com isso:
BF3 AX3 SO32- AX3E
28
VSEPR: moléculas com fórmula AXnEm
Fato importante: as moléculas que possuem a mesma fórmula
VSEPR possuem essencialmente o mesmo arranjo de elétrons, e
portanto a mesma geometria.
Podemos prever
imediatamente a forma (mas
não necessariamente o valor
Íon Sulfito, SO32-
numérico dos ângulos de
AX3E ligação).
A geometria da molécula será diferente da do arranjo de
elétrons, pois somente as posições dos átomos ligados são
levadas em consideração (os átomos são corpos massivos, os
elétrons não !!!)
29
VSEPR: moléculas com fórmula AXnEm
Íon sulfito (SO32-): Arranjo de elétrons:
Quatro regiões de
alta concentração de
elétrons, máximo
afastamento mútuo
Como três dos vértices do tetraedro estão ocupados
par isolado pelos átomos, e um dos vértices é ocupado pelo par
isolado, o íon sulfito é uma pirâmide trigonal.
Observe que a forma do íon é determinada SOMENTE
pela localização dos átomos, embora todos os pares de
elétrons, ligantes ou não, tivessem sido considerados.
2-
Experimentalmente, os ângulos O-S-O são 106°, menores
Íon sulfito, SO3 que 109,5° (arranjo tetraédrico).
30
VSEPR: moléculas com fórmula AXnEm
E quando se tiver um elétron desemparelhado ?
É também uma região de alta densidade de elétrons, e
deve ser tratado com um par isolado.
Veja o caso do NO2, que possui um elétron
desemparelhado:
AX E 2
Arranjo de
elétrons
Geometria molecular
Angular
(incluindo o elétron
desemparelhado)
Dióxido de nitrogênio, NO2
31
VSEPR: moléculas com fórmula AXnEm
O papel dos pares de elétrons isolados
Amônia: NH3 Ø Vamos rever a aproximação de equivalência entre pares
isolados e pares da ligação. Até que ponto ela é razoável?
Ø Na versão final da regra VSEPR, há diferenciação entre
par isolado e par de ligação.
Geometria molecular
AX3E 4 pares de elétrons
Arranjo de
elétrons
Pirâmide Trigonal
A presença do par isolado provoca
1 par de e- isolado
uma distorção do ângulo de 109,5
3 pares de e- ligantes
para 107,5°
32
VSEPR: moléculas com fórmula AXnEm
Água: H2O Arranjo de 4 pares de elétrons
elétrons:
H O H
AX2E2
Geometria molecular
2 pares de e- isolados
2 pares de e- ligantes
A presença de 2 pares de elétrons
isolados provoca uma distorção do
ângulo ainda maior de 109° 5’ para
105°
Angular
33
VSEPR:
O papel dos pares de elétrons isolados
Ø Os ângulos de ligação de moléculas com pares isolados são
sistematicamente menores do que o esperado (como vimos).
Ø Um par de elétrons isolados ocupa mais espaço em torno do
átomo central que um par de elétrons ligante:
v o par de elétrons isolado é atraído por apenas um núcleo
v o par ligante é compartilhado por dois núcleos
Par
isolado Exemplo:
NH3
átomo
Pares de
ligação
34
VSEPR:
Força relativa de Repulsão entre os pares de e-
No modelo VSEPR, os pares isolados
devem ser tratados como exercendo
Arranjo de MAIOR repulsão do que os pares de
elétrons ligação.
Geometria molecular
presença de pares de
elétrons isolados
provoca pequenas
distorções nos Metano, CH4 Amônia, NH3 Água, H2O
ângulos de ligação da 4 pares ligantes 3 pares ligantes 2 pares ligantes
molécula 35
Regras do modelo VSEPR revisto
1) Regiões de alta concentração de elétrons (alta densidade
eletrônica), ocupam posições de máximo afastamento mútuo;
2) Todas as ligações se repelem da mesma maneira, independente do
fato de serem simples, duplas, triplas.
3) A ligação em torno de um átomo central não depende do número
de átomos centrais da molécula;
4) Os pares de elétrons isolados contribuem para a forma da
molécula, embora eles não sejam incluídos na descrição da forma
molecular;
5) Os pares de elétrons isolados exercem uma repulsão maior do que
os pares de elétrons da ligação e tendem a comprimir os ângulos da
ligação.
Observação: pode-se prever a direção da distorção, mas
não a sua extensão (intensidade). Deve-se medir
experimentalmente ou computacionalmente.
37
VSEPR: Posição ocupada pelo par isolado
Exemplo:
Considere o IF4+ tipo AX4E arranjo de elétrons
Duas possibilidades de localizar o par isolado:
Axial: Equatorial:
repele fortemente 3 repele
pares ligados fortemente 2
pares ligados
mais estável
36
39
Posição ocupada pelo par isolado prevista pelo modelo VSEPR
Outro exemplo:
Considere o ClF3 tipo AX3E2 arranjo de elétrons
Várias possibilidades de localização dos pares isolados:
40
Posição ocupada pelo par isolado prevista pelo modelo VSEPR
Geometria molecular “forma de T”
Arranjo molecular de menor
F Cl energia
O resultado é que pares de elétrons
isolados, que são mais volumosos que
F os pares de elétrons de ligação,
preferem ocupar posições equatoriais
no lugar de posições axiais.
41
VSEPR
Arranjo de elétrons:
XeF4 AX4E2
Geometria molecular:
ao contrário da
bipirâmide triangular, o
octaedro não tem
nenhuma posição axial e
equatorial distinta
(todas posições são
equivalentes), mas os
dois pares isolados
estão mais distantes
quadrado planar quando se encontram
em lados opostos do
átomo central
43
Relembrando
Todas as moléculas que possuem a mesma fórmula VSEPR
têm sempre a mesma forma, embora possam haver
diferenças nos ângulos de ligação.
Exemplo:
(espécie AX2E) arranjo eletrônico trigonal planar e fórmula molecular
angular.
44
Influência da eletronegatividade
A magnitude das repulsões entre os pares de elétrons
ligantes depende da diferença de eletronegatividade
entre o átomo central e os demais átomos:
NH3 ângulo entre H–N: 107,3o
Geometria molecular
Pirâmide
Trigonal
NF3 ângulo entre F–N: 102,0o
45
Moléculas polares e apolares: diatômicas
Ligação covalente polar: elétrons não igualmente compartilhados, momento dipolar
diferente de zero.
Núcleo atômico
+H―Cl - = 1,1 D Centro de carga
positiva
Centro de carga
Analogamente, negativa
uma molécula polar possui momento dipolar não-nulo
Uma molécula diatômica será polar se sua ligação for polar. Exemplo: HCl
Toda molécula diatômica heteronuclear terá sempre algum momento de dipolo, sendo
portanto moléculas polares.
Porém, uma diatômica
homonuclear (O2, N2, Cl2, etc...),
devido à ligação ser apolar, será
então, apolar.
46
Moléculas polares e apolares: Poliatômicas
No caso de moléculas poliatômicas distinguir entre molécula
polar e ligação polar.
Exemplo: BF3 F
F B res 0
F
Ligação B-F: Molécula:
polar apolar
Por que?
momento de dipolo da ligação = vetor (direção, sentido, magnitude)
momento de dipolo resultante da molécula = resultante da soma
vetorial dos momentos de dipolo das ligações
como os vetores de momento
de dipolo de ligação estão
depende da orientados entre si.
geometria e da
simetria molecular
47
Moléculas polares e apolares: Poliatômicas
Outro exemplo: CO2
As duas ligações C=O são polares. Como fazem entre si um
ângulo de 180º, os momentos de dipolo das ligações se
cancelam mutuamente.
res 0 - -
++
Dióxido de carbono, CO2
Resultado: o CO2 é apolar, mesmo tendo duas ligações
polares.
Observe o diagrama de
potencial eletrostático
Dióxido de carbono, CO2
48
Moléculas polares e apolares: Poliatômicas
E no caso da água (H2O)?
Temos duas ligações O-H polares. Como fazem entre si
um ângulo de 104,5º, os momentos de dipolo das ligações
agora NÃO mais se cancelam mutuamente.
res 0
Resultado: a molécula de água é
polar.
Observe o diagrama de
potencial eletrostático.
49
A forma da molécula define a sua
polaridade:
polar apolar
E no caso destas duas ?
50
Roteiro para identificar a polaridade de uma
moléculas:
a) desenhe a estrutura de Lewis;
b) determine o arranjo de elétrons;
c) identifique a fórmula VSEPR;
d) dê nome às formas moleculares;
e) identifique a polaridade.
o caso (b) mostra como uma molécula poliatômica
homonuclear pode ser polar. 51
Momentos de dipolo de algumas moléculas
57
Forças Intermoleculares
49
Por que Cl2 é gasoso enquanto
Br2 é líquido e I2 é sólido a 25 oC
e 1 atm? Por que flocos de neve têm
6 lados?
Cl2
Br2
I2
Por que gelo flutua na água?
Por que uma molécula pequena
como H2O está no estado líquido
e não gasoso a 25 oC e 1 atm?
50
Forças Químicas
Forças INTRAmoleculares:
Mantêm átomos juntos para
formar moléculas
Forças INTERmoleculares:
Forças entre moléculas ou
entre íons e moléculas
Podem ser agrupadas em forças de curto
alcance e longo alcance
51
Resumo das Forças Químicas
Forças Intermoleculares:
Originam-se do contato não reativo São inversamente proporcionais
entre moléculas à distância entre as moléculas
(forças de curta distância)
52
Energias das Interações
As forças intermoleculares são baseadas em vários tipos de interações
eletrostáticas e são mais fracas que ligações iônicas e covalentes.
Tipo de Interação Energia Envolvida (kJ mol-1)
Iônica 700 - 1100
Covalente 100 - 400
Intermolecular 2 - 42
53
Estados Físicos da Matéria
Lei dos Gases Ideais
PV = nRT
Formação de fases
condensadas
54
Forças Intermoleculares
Relacionadas com propriedades termodinâmicas da matéria
condensada: ponto de fusão, ponto de ebulição e energia
necessária para superar forças atrativas entre partículas
(pressão de vapor, viscosidade, tensão superficial)
55
Forças Intermoleculares
Importantes na solubilidade de gases, líquidos e sólidos
Massa Molar Solubilidade*
Gás (g gás/100 g H2O)
(g/mol)
H2 2,01 0,000160
N2 28,0 0,000190
O2 32,0 0,00434
*20 oC
56
Forças Intermoleculares
Cruciais na formação de estruturas moleculares
de importância biológica
57
Origem das Forças Intermoleculares
Forças eletrostáticas envolvendo cargas, dipolos permanentes
e dipolos induzidos.
Dipolo Permanente Dipolo Induzido
Distorção da nuvem eletrônica de
uma molécula (polarizável) por ação
de carga, dipolo permanente ou
proximidade a outra molécula
Dipolo permanente
Dipolo nulo
Gerados pela união não
simétrica de átomos com
diferentes eletronegatividades
58
Interações Íon-Dipolo Permanente
A água tem momento de dipolo permanente e pode interagir
tanto com cátions quanto com ânions, dando origem
a íons hidratados
59
Interações Íon-Dipolo Permanente
A dissolução de sais metálicos em água decorre da hidratação
dos cátions metálicos
[Fe(H2O)6]3+ [Ni(H2O)6]2+
[M(H2O)6]n+
[Co(H2O)6]2+ [Cu(H2O)6]2+
z
Eíondipolo 2
r
60
Interações Íon-Dipolo Permanente
A atração entre dipolos permanentes e íons depende da carga do íon e
da distância íon-dipolo e é medida pelo Hhidratação
Mn+ + H2O → [M(H2O)x]n+
- H - H - H
••• O
H
•••O •••O
H H
+
Mg2+ Na +
+ +
Cs+
-1922 kJ mol-1 -405 kJ mol-1
-263 kJ mol-1
Interações íon-dipolo são fortes para íons pequenos com carga elevada.
Íons pequenos geram sais hidratados
Na2CO3.10H2O x Cs2CO3 (anidro)
61
Interações Dipolo-Dipolo
Envolve moléculas polares com momento de dipolo permanente
Depende da orientação espacial dos dipolos
1 1
Edipolodipolo ab (2 cos a cos b sena senb ) 3
4 r
62
Interações Dipolo-Dipolo:
Ponto de Ebulição
Geralmente o PE de moléculas com dipolo permanente
é maior que o verificado para apolares com similar massa molar
63
Ligações de Hidrogênio
⇨Caso especial de interação dipolo-
dipolo na qual a atração entre os
dipolos é bem mais forte
⇨ Um átomo receptor (A), que possua
um par de elétrons isolado, pode
interagir com um átomo doador (D)
que carrega um hidrogênio ácido
⇨ A e D tem que ser eletronegativos
(N, F e O)
⇨ A idéia de que o hidrogênio
poderia ligar-se a 2 outros átomos
surgiu em 1919-1920 com Lewis e Parâmetros de descrição:
Huggins.
distância D-H (r1)
distância H-A (r2)
ângulo entre D-H-A
64
Ligações de Hidrogênio
65
Ligações de Hidrogênio
D D
A
66
Ligações de Hidrogênio
67
Ligações de Hidrogênio na Água
Por que as ligações de hidrogênio entre moléculas
de água são especialmente fortes?
-0, 820
0, 410 0, 410
Alta polaridade da
ligação O-H e a
presença dos pares
de elétrons no O
68
Ligações de Hidrogênio no Gelo
Água: estrutura parcialmente
ordenada. Ligações de H
constantemente sendo
formadas e rompidas
Gelo: retículo cristalino
rígido
69
Ligações de Hidrogênio no Gelo
Retículo cristalino
aberto
70
Ligações de Hidrogênio
71
Estrutura do DNA Ligações de
Hidrogênio
72
Estrutura do DNA Ligações de
Hidrogênio
73
Interação Íon-Dipolo Induzido
Ocorre quando um íon é introduzido em um meio contendo
moléculas altamente polarizáveis (ex. Xe, I2)
74
Interações Dipolo Permanente -
Dipolo Induzido
⇨ Uma molécula A com dipolo permanente pode induzir um dipolo
numa molécula B apolar que esteja próxima a ela
⇨ A força desta interação vai depender da magnitude do momento
de dipolo de A (A) e da polarizabilidade de B (aB)
75
Interações Dipolo Permanente -
Dipolo Induzido
Dissolução de I2 em etanol
-
I-I I-I
O álcool +
- O temporariamente
R H cria ou INDUZ um -
+ dipolo em I2.
O
R H
+
76
Interações Dipolo Permanente -
Dipolo Induzido
A energia de interação varia com o inverso da quarta potência da
separação entre dipolo permanente-dipolo induzido
1
Edp di 4
r
polar apolar
77
Interações Dipolo Induzido-Dipolo Induzido
Forças de Dispersão de London
Interações fracas, que dependem da polarizabilidade
das moléculas apolares
Também chamados de
dipolos instantâneos
a1 a 2
ELondon 6
Variam com o inverso da sexta
potência da distância r
78
Interações Dipolo Induzido-Dipolo Induzido
Forças de Dispersão de London
Responsáveis pelo estado líquido do Br2 e sólido do I2 na CNTP
79
Interações Dipolo Induzido-Dipolo Induzido
Forças de Dispersão de London
Dependem da polarizabilidade das moléculas apolares
Composto Hvap (kJ mol-1) Ponto de Ebulição
(oC)
N2 5,57 -196
O2 28 -183
I2 41,95 184
C6H6 (benzeno) 30,7 80
80
Interações Dipolo Induzido-Dipolo Induzido
Forças de Dispersão de London
Quanto maior a massa molar, maior a nuvem eletrônica, maior a
polarizabilidade, mais forte a interação, maior o PE
a2
ELondon 6
r
81
Interações Dipolo Induzido-Dipolo Induzido
Forças de Dispersão de London
82
Resumo de Forças
Intermoleculares
íon-íon
íon-dipolo
dipolo-dipolo
forças de dispersão
de London
83
Resumo de Forças
Intermoleculares
84