Gametogênese
Fase embrionária
• As células germinativas primordiais (PGCs), são células
que dão origem ao gameta. Possuem a proteína Oct4, pois
gene Oct4 é expresso nessas células. Ele desempenha um
papel na diferenciação das células germinativas
primordiais e na ativação de genes específicos que são
necessários para o desenvolvimento subsequente das
células germinativas.
• As células germinativas primordiais, vão migrar para as
regiões marcadas (cristas gonadais somáticas):
➢ Células GP femininas (córtex): são as únicas
que vão entrando em meiose e sofrendo
diferenciação, por isso já nascem contadas.
➢ Células GP masculina (medula): já nascem com
as células germinativas primordiais.
• Cordões sexuais primários: são estruturas embrionárias
base para a formação dos órgãos reprodutores, que
desempenham um papel fundamental na formação das
gônadas (glândulas sexuais), em embriões masculinos, se
desenvolvem nos testículos. Em femininos, esses cordões
se degeneram e não se desenvolvem nos ovários.
Determinação sexual:
• FDT: fator de desenvolvimento testicular. • A determinação do sexo masculino inicia com
• A determinação primária: ocorre a partir da presença comprometimento (desenvolvimento) das células Sertoli
do cromossomo Y que contém o FDT, que irá determinar via Sry e Fgf9.
o sexo gonadal (XX – ovário, XY – testículo)
• A determinação secundária: é através do controle
hormonal do fenótipo.
Determinação primária:
Cascata gênica do sexo gonadal
• A determinação do sexo feminino inicia com
comprometimento (desenvolvimento) das células
granulosa por R-spondin1 (modulador de Wnt4) e Foxl2.
• O hormônio Anti-Mulleriano (AMH) produzido nas
• É o processo biológico pelo qual o sexo gonadal (os células Sertoli causa a degeneração do ducto Mülleriano.
testículos ou os ovários) de um organismo multicelular é • Testosterona (produzidas pelas células Leydig) faz a
determinado durante o desenvolvimento embrionário. manutenção do ducto Wolffiano
• Essa determinação é controlada por genes. • A testosterona convertida em Di-hidrotestosterona
(DHT) causa a masculinização da genitália externa.
Ovogênese
• É um processo nas gônadas femininas (ovários) que
abrange a formação dos gametas femininos.
• Inicia-se ainda no período pré-natal, com uma pausa
durante o nascimento e termina depois do fim da
maturação sexual (puberdade).
• Suas etapas posteriores continuam ao longo da vida
reprodutiva da mulher até a menopausa, quando a
produção de óvulos cessa.
➢ Fase 1: Período de multiplicação ou germinativo:
• Ocorre no período embrionário até o nascimento.
• Durante o desenvolvimento fetal, as ovogônias
proliferam para formar uma grande população de células,
se multiplicando por mitose.
• As ovogônias inicialmente possuem um número
diplóide de cromossomos (2n), ou seja, possuem um
conjunto completo de cromossomos.
Obs.: Cada ovogônia pode dar origem a um único ovócito
As estruturas genitais masculinas e femininas são idênticas no primário.
início do desenvolvimento embrionário humano (até a 7ª
semana), ou seja, são indiferenciadas. Nas mulheres eles se
desenvolverão nos lábios vaginais e clitóris diferenciados. Mas ➢ Fase 2: Período de crescimento:
no embrião masculino, a produção de um hormônio sexual • Durante esta fase, as ovogônias crescem em tamanho e
masculino, a testosterona, induzirá uma diferenciação durante o acumulam recursos, como citoplasma e organelas,
desenvolvimento embrionário. necessários para o desenvolvimento subsequente.
• Enquanto estão em crescimento, é iniciada a primeira
divisão meiótica (meiose I), mas ela é interrompida na
prófase I e só retornará com a puberdade na primeira
menstruação (Período de maturação).
• Terminada a fase de crescimento, as ovogônias
transformam-se em ovócitos primários (Ovócito I).
• Os ovócitos I possuem o número diplóide de
cromossomos (2n).
• Cada ovócito I é envolto por células foliculares,
formando o folículo primordial.
➢ Fase 3: Período de maturação:
• Envolve a maturação dos ovócitos primários, que ocorre
Determinação sexual secundária: com a puberdade e continua durante a vida reprodutiva da
regulação hormonal do fenótipo sexual mulher.
• Durante cada ciclo menstrual, através do controle
• Fase 1: Embrionária, com a diferenciação da gônada hormonal, 5 a 12 ovócitos I são estimulados por mês, os
bipotencial e dos ductos. folículos contendo ovócitos I maduros se desenvolvem
• Fase 2: Puberdade, com a intensificação dos hormônios. em folículos de Graaf, mas apenas um chega a sofrer
divisão.
• O ovócito primário dentro do folículo de Graaf, retoma
Início da meiose a meiose I e a completa, resultando na formação de duas
células: um ovócito secundário (n) e o primeiro
Ovogênese: corpúsculo polar (n).
• Ocorre a proliferação mitótica de células germinativas • Durante a ovulação, o ovócito secundário é liberado do
primordiais (ovogônias) e em seguida há uma alta taxa de ovário. Se fertilizado por um espermatozóide, o ovócito
morte celular programada (apoptose). secundário continua a meiose, completando a segunda
• Entra em prófase I de meiose (ovócito primário) na fase divisão meiótica (meiose II) e formando um óvulo
embrionária. maduro (n) e um segundo corpúsculo polar (n).
• Ocorre o bloqueio meiótico na prófase 1 e ele persiste Obs.: Apenas um pequeno número de ovócitos primários
até a ovulação durante a puberdade. amadurecem e é liberado durante a vida reprodutiva de
uma mulher, geralmente um a cada ciclo menstrual.
Espermatogênese: Obs.: A cada meiose, apenas uma das quatro células se
• Sua meiose tem o início na puberdade sob o controle de torna funcional.
testosterona.
Espermatogênese
• É o processo que ocorre nos testículos, com a formação
de espermatozoides a partir das células precursoras
chamadas espermatogônias.
➢ Fase 1: Proliferação ou multiplicação:
• Tem início durante a vida intrauterina, antes mesmo do
nascimento do menino, e se prolonga praticamente por
toda a vida.
• Nesta fase inicial da espermatogênese, as células-tronco
especializadas chamadas espermatogônias se dividem por
meio de mitoses consecutivas.
• Essas mitoses produzem uma grande quantidade de
espermatogônias, garantindo um suprimento constante de
células precursoras para a produção de espermatozóides
ao longo da vida do homem.
• Algumas das espermatogônias resultantes continuam a
ser espermatogônias para manter o pool de
células-tronco, enquanto outras se diferenciam em
Desenvolvimento de folículos no ciclo ovariano: espermatócitos primários.
➢ Fase 2: Crescimento:
• Um pequeno aumento no volume do citoplasma das
espermatogônias as converte em espermatócitos
primários (diplóides) que entram na primeira divisão
meiótica (meiose I).
• A meiose I resulta na formação de duas células
Folículo Primordial: estágio inicial (óvulo imaturo) haploides chamadas espermatócitos secundários, que
rodeado por uma única camada de células foliculares ainda possuem cromossomos duplicados (cromátides
achatadas. irmãs).
2. Folículo Primário: As células foliculares se • Embora a meiose I seja uma divisão reducional, os
multiplicam e formam uma camada mais espessa ao redor espermatócitos secundários são maiores do que os
do ovócito. espermatócitos primários e estão prontos para entrar na
3. Folículo Secundário: começa a se formar um pequeno segunda fase da meiose.
espaço preenchido de líquido antro. Aumento das células
foliculares. ➢ Fase 3: Maturação/Meiose:
4. Folículo Terciário ou Antral: Expansão do antro. O • Os espermatócitos secundários passam pela segunda
conjunto de células foliculares e o ovócito imaturo divisão meiótica (meiose II).
formam uma estrutura mais complexa. • A meiose II é uma divisão equacional, que resulta em
5. Folículo Maduro (folículo de Graaf): é o estágio final quatro células haploides chamadas espermatídios (1n).
do desenvolvimento folicular. O antro é grande, e o • Cada espermatídio possui metade do número de
ovócito atinge a maturidade (ovócito II). Nesse ponto, o cromossomos do pai.
folículo está pronto para ser rompido durante a ovulação. • Os espermatídios não são espermatozóides
Obs.: O saquinho que sobra quando o ovócito II é completamente desenvolvidos, mas são as células
liberado é chamado de corpo lúteo. precursoras que passarão pela espermiogênese para se
tornarem espermatozoides maduros.
➢ Fase 4: Espermiogênese:
• A espermiogênese é a fase final da espermatogênese e
envolve a transformação dos espermatídios em
espermatozóides maduros.
• Durante a espermiogênese, ocorrem várias mudanças
morfológicas, como a formação do flagelo (cauda) para a
locomoção e a compactação do núcleo.
• O citoplasma é reduzido para tornar os espermatozoides
mais leves e mais eficientes na locomoção.
• O acrossomo, uma vesícula que contém enzimas
essenciais para a fertilização, é formado.
• Ao final da espermiogênese, os espermatozoides são
liberados nos túbulos seminíferos e, posteriormente,
armazenados nos epidídimos até serem ejaculados Ovogênese X Espermatogênese
durante o ato sexual.
• A espermatogênese é um processo contínuo, enquanto a
ovogênese está relacionada ao ciclo reprodutivo da
mulher;
• Na espermatogênese, cada espermatogônia produz 4
espermatozóides. Na ovogênese, cada ovogônia dá
origem a apenas 1 ovócito e 3 células inviáveis
denominadas corpúsculos polares;
• A produção de gametas masculinos é um processo que
se continua até a velhice, enquanto que a produção de
gametas femininos cessa com a menopausa;
• O espermatozóide é uma célula pequena e móvel,
enquanto que o ovócito é uma célula grande e sem
mobilidade;
• Quanto à constituição cromossômica, existem dois tipos
de espermatozoides: 23,X ou 23,Y. A mulher só produz
um tipo de gameta quanto à constituição cromossômica:
23,X.
Túbulo seminífero:
• Os túbulos seminíferos são estruturas microscópicas
encontradas nos testículos dos homens e são os locais
onde ocorre a maior parte da espermatogênese, ou seja, a
produção de espermatozoides. Nos túbulos são
encontradas as células de Leydig e as células de Sertoli.
• Células de Leydig: estão localizadas nos espaços
intersticiais entre os túbulos seminíferos nos testículos. A
principal função das células de Leydig é a produção e
secreção do hormônio sexual masculino, a testosterona.
• Células de Sertoli: são células especializadas
encontradas nos túbulos seminíferos dos testículos. Elas
fornecem um ambiente de suporte físico e nutricional
para as células germinativas em desenvolvimento,
incluindo espermatogônias, espermatócitos e
espermatídios.
RESUMO
Ovogênese Espermatogênese
➢ Início no período pré-natal até o nascimento: ➢ Início no período pré-natal até o nascimento:
Fase 1: multiplicação Fase 1: Proliferação ou multiplicação:
• São denominadas de ovogônias (2n); • São denominadas de espermatogônias (2n).
• Se multiplicam por mitose consecutivas. • Se multiplicam por mitoses consecutivas.
Fase 2: crescimento • Algumas das espermatogônias resultantes continuam a
• Se iniciam com ovogônias (2n); ser espermatogônias, enquanto outras se diferenciam na
• Crescem em tamanho e acumulam recursos; fase de crescimento em espermatócitos I (2n).
• É iniciada a primeira divisão meiótica (meiose I);
• É interrompida na prófase I; ➢ Após a puberdade
• Ao fim desta fase, as ovogônias transformam-se em Fase 2: Crescimento:
Ovócito I (2n), que é envolto por células foliculares • Se iniciam com espermatogônias (2n);
(folículo primordial). • Pequeno aumento no volume do citoplasma das
espermatogônias as converte em espermatócitos I (2n).
➢ Após a puberdade • É iniciada a primeira divisão meiótica (meiose I);
Fase 3: maturação • Transforma-se em espermatócitos II (1n).
• Maturação dos ovócitos I (2n); Fase 3: Maturação/Meiose:
• Folículos contendo ovócitos I (2n) maduros se • Os espermatócitos II (1n) entra na meiose II.
desenvolvem em folículos de Graaf (2n), mas apenas um • A meiose II, resulta em quatro espermatídios (1n).
chega a sofrer divisão; • Espermatídios não são espermatozoides completamente
• Retoma a meiose I e a completa; desenvolvidos.
• Resulta na formação de duas células: um ovócito II (n) Fase 4: Espermiogênese:
e o primeiro corpúsculo polar (n). • Transformação dos espermatídios em espermatozóides
• Ovócito II (n) é liberado do ovário (durante a ovulação). maduros (1n).
• Se fertilizado por um espermatozóide, o ovócito II (n) • Ocorrem mudanças morfológicas como: formação do
continua a meiose (meiose II) e formando um óvulo flagelo e acrossomo, compactação do núcleo e redução
maduro (n) e um segundo corpúsculo polar (n). do citoplasma.
Obs.: A cada meiose, apenas uma das quatro células se • Ao final da espermiogênese, os espermatozoides são
torna funcional. liberados nos túbulos seminíferos e, posteriormente,
armazenados nos epidídimos até serem ejaculados
durante o ato sexual.