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Evolução da Saúde Pública no Brasil

O documento aborda a evolução da saúde pública no Brasil, destacando a transição de ações desorganizadas para a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990, que consolidou a saúde como um direito universal. A história é marcada por desafios, como desigualdades regionais e crises sanitárias, evidenciados pela pandemia de COVID-19. O texto enfatiza a importância da participação social e políticas públicas eficazes para garantir acesso equitativo à saúde.

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Evolução da Saúde Pública no Brasil

O documento aborda a evolução da saúde pública no Brasil, destacando a transição de ações desorganizadas para a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990, que consolidou a saúde como um direito universal. A história é marcada por desafios, como desigualdades regionais e crises sanitárias, evidenciados pela pandemia de COVID-19. O texto enfatiza a importância da participação social e políticas públicas eficazes para garantir acesso equitativo à saúde.

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1

CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIVERSO GOIÂNIA


CURSO DE ODONTOLOGIA

A HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL

Gabriella de Oliveira Brasil


Isadora Resende De Oliveira
Maria Eduarda Carvalho Alves Calaça
Marcela Chaves Correia

Goiânia
2024
2

A HISTÓRIA DA SAÚDE PÚBLICA NO BRASIL

Gabriella De Oliveira Brasil


Isadora Resende De Oliveira
Maria Eduarda Carvalho Alves Calaça
Marcela Chaves Correia

RESUMO

Inicialmente, as ações de saúde eram desorganizadas, mas a partir da década de


1930, diversas instituições de controle e prevenção de doenças foram criadas,
culminando em 1991 com a Fundação Nacional de Saúde.
A saúde preventiva enfrentou desafios relacionados ao desenvolvimento científico e
tecnológico, à expansão do mercado de assistência médica e à conscientização sobre
direitos de cidadania. A partir da década de 1960, houve uma intensificação na
publicação de normas regulatórias, como a iodação do sal e o controle sanitário de
vacinas, impulsionadas pelo Programa Nacional de Imunização.
O movimento pela redemocratização e a Reforma Sanitária, especialmente na VIII
Conferência Nacional de Saúde de 1986, foram cruciais para a criação do Sistema
Único de Saúde (SUS). Esse evento destacou a importância da participação social e
a defesa dos direitos à saúde, levando à promulgação da Constituição de 1988, que
consagrou a saúde como um direito de todos e dever do estado.
Conclui-se que, embora o Brasil tenha avançado em termos de cidadania e direitos
sociais, a responsabilidade pela saúde pública é compartilhada por toda a sociedade,
exigindo participação e controle contínuos.

PALAVRAS-CHAVES: História, Saúde Pública, Brasil


3

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 4
REVISÃO DE LITERATURA ...................................................................................... 5,6,7
CONCLUSÃO ..........................................................................................................8
REFERÊNCIAS .......................................................................................................9
4

INTRODUÇÃO

A história da saúde pública no Brasil é um campo complexo e dinâmico, que reflete


as transformações sociais, políticas e econômicas do país ao longo dos séculos.
Desde o período colonial, com práticas rudimentares e a influência de doenças
epidêmicas, até a criação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Constituição de 1988,
a saúde pública evoluiu para se tornar um direito fundamental dos cidadãos.
No início, a preocupação com a saúde era limitada, centrando-se em intervenções
esporádicas e em resposta a epidemias. Com a urbanização e a imigração,
especialmente no final do século XIX, surgiram as primeiras campanhas organizadas
de vacinação e saneamento, impulsionadas por figuras como Oswaldo Cruz.
A Constituição de 1988 marcou um ponto de virada, consolidando o acesso à saúde
como um direito universal e estabelecendo um sistema integrado que busca atender
a todas as camadas da população. Contudo, desafios como desigualdades regionais
e a crise financeira do sistema de saúde ainda persistem, evidenciando a necessidade
contínua de avanços e reformas.
Assim, a trajetória da saúde pública no Brasil é marcada por lutas históricas e
conquistas, refletindo a busca por uma sociedade mais justa e saudável.
Sendo assim, o objetivo desse Trabalho de Conclusão de Curso é fazer uma análise
acerca da toxina botulínica e sua aplicação no tratamento reabilitador da Paralisia
Facial de Bell.
5

REVISÃO DE LITERATURA

Em 1500, a saúde pública no Brasil era praticamente inexistente, refletindo as práticas


rudimentares da época e a falta de conhecimento sobre doenças e suas transmissões.
Durante o período colonial, a saúde da população indígena e dos colonizadores era
marcada por altos índices de mortalidade devido a epidemias e doenças infecciosas,
como a varíola, que foram trazidas pelos europeus.
As condições sanitárias eram precárias, e as intervenções de saúde eram limitadas a
medidas básicas, como o uso de ervas medicinais e práticas de cura tradicional. O
governo colonial não possuía uma estrutura organizada para lidar com a saúde
pública, e as epidemias eram frequentemente tratadas de maneira improvisada.
Somente com a chegada da família real em 1808 e a subsequente preocupação com
a saúde da população é que surgiram os primeiros esforços sistemáticos em saúde
pública, com a criação de instituições que começavam a organizar o atendimento.
Essa transição para um modelo mais estruturado ocorreria nas décadas seguintes,
marcando o início da saúde pública formal no [Link] processos normais de
reorganização fisiológica ocorrem gradualmente, estimados dentre dois a três meses
após a administração.
Entre 1889 e 1930, a saúde pública no Brasil passou por significativas transformações,
refletindo as mudanças políticas e sociais da época.
Com a Proclamação da República em 1889, o novo governo enfrentou desafios
relacionados à urbanização e à imigração, que trouxeram uma série de problemas
sanitários. As cidades, em rápida expansão, não tinham infraestrutura adequada para
lidar com a crescente população.
A partir da década de 1890, o movimento higienista ganhou força, promovendo a ideia
de que a saúde pública era fundamental para o progresso da nação. O governo adotou
medidas para combater epidemias, como varíola e febre amarela, que eram comuns
na época.
Um marco importante foi a atuação de Oswaldo Cruz, que liderou campanhas de
vacinação e combate a surtos de doenças. A “Campanha contra a Febre Amarela” e
a “Campanha de Vacinação” de 1904 foram iniciativas significativas que contribuíram
para a redução das taxas de mortalidade.
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Instituições de saúde começaram a ser criadas, como o Serviço Sanitário Federal em


1904, que teve um papel central na implementação de políticas de saúde pública. A
ênfase na profilaxia e no controle de doenças infecciosas foi uma característica
marcante desse período.
As reformas urbanas, impulsionadas pelo governo, visavam melhorar as condições
sanitárias nas cidades. Isso incluía o saneamento básico, o abastecimento de água
potável e o manejo de esgoto, reconhecendo a relação entre saúde pública e
condições de vida.
O período de 1889 a 1930 foi crucial para a formação da saúde pública no Brasil,
estabelecendo as bases para um sistema mais organizado e abrangente. As
iniciativas higienistas e as campanhas de vacinação foram fundamentais para
enfrentar as epidemias da época e promover a saúde da população.
O nascimento da previdência social no Brasil foi um marco importante na história das
políticas sociais do país, surgindo como resposta às demandas da classe trabalhadora
e integrando-se ao desenvolvimento da saúde pública. Essas iniciativas
estabeleceram as bases para um sistema de proteção que continua a evoluir até hoje.
A previdência social no Brasil começou a tomar forma em 1923 com a criação da
primeira legislação que regulamentava a previdência para os trabalhadores urbanos.
O período de 1930 a 1960 foi caracterizado pela institucionalização das políticas de
saúde, campanhas de vacinação e a criação de sistemas de proteção social.
Foi um período marcado pela ascensão de Getúlio Vargas, que implementou uma
série de reformas sociais e econômicas. A urbanização e a industrialização aceleradas
geraram novos desafios em saúde pública, com o crescimento das cidades e a
concentração da população em áreas urbanas.
Obteve avanços na Saúde Pública, como: Institucionalização da Saúde: Em 1930, foi
criado o Ministério da Saúde, centralizando as políticas de saúde pública. A criação
do Departamento Nacional de Saúde Pública (DNSP) em 1937 fortaleceu as ações de
controle sanitário e combate a epidemias; Campanhas Sanitárias: Durante as décadas
de 1930 e 1940, diversas campanhas de saúde foram implementadas, como a
vacinação em massa contra a varíola e a luta contra a febre amarela e a tuberculose.
Essas campanhas tiveram um impacto significativo na redução das taxas de
mortalidade; Reformas Urbanas: A urbanização levou a um aumento nas demandas
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por saneamento básico, resultando em reformas que melhoraram as condições de


vida e saúde nas cidades, incluindo o abastecimento de água e a coleta de esgoto.
Entre 1964-1985 a ditadura militar trouxe avanços na saúde pública, mas também
priorizou o desenvolvimento econômico em detrimento da equidade social. A saúde
era vista como um instrumento de controle social. No entanto, surgiram movimentos
de reforma sanitária que defendiam a democratização do acesso à saúde.
A criação do Sistema Único de Saúde (SUS) em 1990 foi um marco na saúde pública
brasileira, consolidando a saúde como um direito universal e uma responsabilidade
do Estado. O SUS foi formalmente instituído pela Lei nº 8.080, de 19 de setembro de
1990. Essa lei definiu os princípios fundamentais do sistema, que incluem:

1. Universalidade: Acesso à saúde para toda a população, sem


discriminação.
2. Integralidade: Atendimento que abrange todos os níveis de cuidado,
desde a prevenção até a recuperação.
3. Equidade: Garantia de que todos recebam atenção proporcional às suas
necessidades, buscando reduzir desigualdades.

Apesar dos desafios, o SUS continua sendo um pilar fundamental na promoção da


saúde e na redução das desigualdades sociais no Brasil.
Nos últimos anos, a saúde pública no Brasil enfrentou desafios como a desigualdade
no acesso aos serviços, o aumento de doenças crônicas e as crises sanitárias,
incluindo a pandemia de COVID-19. Esses desafios evidenciam a necessidade de
políticas públicas que garantam equidade e investimentos em saúde.
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CONCLUSÃO

A história da saúde pública no Brasil é um testemunho das complexas interações entre


sociedade, política e saúde ao longo do tempo. Desde suas origens humildes no
período colonial até a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS) na Constituição
de 1988, o país percorreu um caminho significativo em direção à universalização do
acesso à saúde. As iniciativas de saneamento e vacinação, lideradas por figuras
emblemáticas como Oswaldo Cruz, foram fundamentais na luta contra epidemias e na
construção de um sistema de saúde mais estruturado.
No entanto, os desafios permanecem, evidenciando desigualdades regionais e a
necessidade de um financiamento mais robusto. A pandemia de COVID-19 ressaltou
tanto as fragilidades quanto as potencialidades do sistema de saúde brasileiro,
destacando a importância de políticas públicas eficazes e a colaboração entre
diferentes setores.
Assim, a história da saúde pública no Brasil não é apenas um relato de avanços, mas
também um convite à reflexão sobre as contínuas lutas por equidade e melhoria na
qualidade de vida da população. O caminho à frente exige um comprometimento
renovado para enfrentar os desafios existentes e garantir que a saúde seja um direito
acessível a todos.
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REFERÊNCIAS

Bertolli Filho, Cláudio. "História da saúde pública no Brasil." História da saúde pública
no Brasil. 2004. 71-71.
Nunes, Everardo Duarte. "Sobre a história da saúde pública: idéias e autores." Ciência
& Saúde Coletiva 5 (2000): 251-264.

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