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Avaliação Da Acurácia Dos Métodos Do SCS para Cálculo Da Precipitação Efetiva e Hidrogramas de Cheia

O artigo avalia a acurácia do método SCS para cálculo da precipitação efetiva e hidrogramas de cheia na bacia do ribeirão Serra Azul, Minas Gerais. Os resultados indicam que o método SCS tende a superestimar o volume escoado e as vazões de pico, especialmente em eventos de maior magnitude. Em contraste, o uso de valores de CN calibrados e um hidrograma unitário médio resultou em estimativas mais precisas em comparação com dados observados.
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Avaliação Da Acurácia Dos Métodos Do SCS para Cálculo Da Precipitação Efetiva e Hidrogramas de Cheia

O artigo avalia a acurácia do método SCS para cálculo da precipitação efetiva e hidrogramas de cheia na bacia do ribeirão Serra Azul, Minas Gerais. Os resultados indicam que o método SCS tende a superestimar o volume escoado e as vazões de pico, especialmente em eventos de maior magnitude. Em contraste, o uso de valores de CN calibrados e um hidrograma unitário médio resultou em estimativas mais precisas em comparação com dados observados.
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Revista Brasileira de Recursos Hídricos

Versão On-line ISSN 2318-0331


RBRH vol. 20 no.4 Porto Alegre out./dez. 2015 p. 837 - 848

Avaliação da acurácia dos métodos do SCS para cálculo da precipitação efetiva e


hidrogramas de cheia
Evaluation of the SCS method for effective rainfall and flood hydrograph estimation

Stéphanie Fernandes Cunha, Francisco Eustáquio Oliveira e Silva, Tainá Ulhoa Mota e Mário Cicareli Pinheiro

Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, MG, Brasil


stephaniefernandesc@[Link]; fcoeustaquio@[Link]; tainamota@[Link]; [Link]@[Link]

Recebido: 13/03/15 - Revisado: 04/05/15 - Aceito: 29/06/15

RESUMO

No Brasil, o método do SCS é tradicionalmente utilizado como modelo hidrológico de chuva-vazão. Entretanto, esse modelo foi formulado para bacias com
características específicas de porte, tipos, usos e manejo do solo. O emprego generalizado do método SCS-CN, com base em valores de referência do parâ-
metro CN, tem conduzido a estimativas de vazões de cheia consideradas superestimadas por experientes engenheiros de recursos hídricos. Nesse contexto,
este trabalho avaliou e comparou a precipitação efetiva e os hidrogramas de cheia de projeto resultantes da aplicação da metodologia do SCS com eventos de
chuva e vazão observados na bacia do ribeirão Serra Azul, Minas Gerais. Para tal, a bacia foi modelada segundo dois cenários. No primeiro, utilizou-se
a metodologia do SCS para cálculo da precipitação efetiva, considerando o CN fornecido pelas tabelas do SCS, e o hidrograma unitário sintético proposto
pela mesma instituição. No segundo cenário,aplicou-sea precipitação efetiva considerando valores de CN calibrados a partir de sua variação com a altura
de chuva, e o hidrograma unitário derivado a partir de dados linigráficos. Finalmente os eventos simulados foram comparados com os dados observados. Os
resultados indicam que o método do SCS tende a superestimar o volume escoado e as vazões de pico, principalmente para eventos de maior magnitude, que são
normalmente adotados nas condições de projeto. Em compensação, o modelo ajustado para cálculo do CN em função da chuva combinado com o hidrograma
unitário médio da bacia forneceu resultados com menor erro percentual em relação aos eventos monitorados

Palavras Chave: SCS Curve Number. Método de ajuste assintótico. Hidrograma unitário

ABSTRACT

The SCS rainfall-runoff relation is commonly applied in Brazil as an indirect rainfall-runoff model. However, this model was originally developed for
specific physical basin characteristics. The generalized usage of the SCS rainfall-runoff relation based on reference values of the CN parameter, has led to
overestimated design peak discharges, according to the observation of experienced water resources engineers. This paper evaluates and compares the effective
precipitation and discharge hydrographs calculated by the SCS method with monitored data in the drainage area of a stream called Serra Azul, in Minas
Gerais. To achieve this, the basin was modeled according to the SCS method for computation of the excess precipitation and the SCS synthetic unit hydro-
graph for transformation. Similarly, the basin was modeled using the basin calibrated CN as a function of rainfall and the observed average unit hydrograph.
The results suggest that the SCS method overestimates the runoff and peak discharge, mostly for high precipitation events. On the other hand, the calibrated
CN and average unit hydrograph resulted in a smaller percentage error than the SCS method results.

Keywords: SCS Curve Number. Asymptotic Fitting Method. Unit Hydrograph


RBRH vol. 20 no.4 Porto Alegre out./dez. 2015 p. 837 - 848

Introdução pela existência de cerca de 10 anos de registro de dados linigrá-


ficos e pluviográficos na sub-bacia do ribeirão Serra Azul, a qual
O dimensionamento de estruturas hidráulicas deve integra a bacia representativa de Juatuba – MG.
ser embasado em um minucioso estudo hidrológico, visando
a obtenção de vazões de projeto para determinados períodos
de retorno que garantam a operação eficiente e a segurança hi- Método SCS-CN
dráulica da obra. Nesse caso, o hidrograma da cheia de projeto
pode ser determinado por métodos diretos, os quais utilizam A relação funcional mais empregada para estimação do
dados fluviométricos, ou por métodos indiretos, representados escoamento superficial em bacias não monitoradas é o método
por modelos hidrológicos que transformam a chuva de projeto do Número de Curva (CN) desenvolvido pelo U.S. Departament
em vazão de projeto. Na ausência de dados fluviométricos, si- of Agriculture (USDA) Soil Conservation Service (SCS). O
tuação comum nas pequenas bacias hidrográficas do Brasil, são método é documentado no National Engineering Handbook
utilizados modelos hidrológicos calibrados para outras bacias ou (NEH), Part 630: Hydrology e foi publicado pela primeira vez
baseados em parâmetros tabelados para diferentes características em 1954, sendo então seguido de diversas revisões. Esse modelo
físicas levantadas na área de interesse. chuva-vazão é largamente aceito por sua simplicidade, número
Em geral, para obtenção do hidrograma da cheia de limitado de parâmetros e autoridade da instituição de origem
projeto, aplica-se um método para cálculo da precipitação efetiva (Ponce; Hawkins, 1996).
seguido de uma função de transferência, também denominada De acordo com a documentação do método, seu desen-
hidrograma unitário, que permite a distribuição temporal do volu- volvimento foi fruto de uma série de investigações na primeira
me total de chuva efetiva. Um método comumente aplicado para metade do século 20, sobretudo na década de 1940. Tais inves-
determinação da precipitação efetiva é o método desenvolvido tigações se deram principalmente por meio de experiências de
pelo SCS – Soil Conservation Service (atual NRCS – Natural campo em pequenas bacias rurais na região centro-oeste dos
Resources Conservation Service). O modelo tem como principal EUA. Porém, ao longo dos anos, o método SCS-CN tornou-
parâmetro o CN (Curve Number), que depende da classificação se consagrado na prática cotidiana da engenharia de recursos
hidrológica do solo, das condições antecedentes de umidade e hídricos e teve a gama de suas aplicações estendida a condições
da cobertura do solo. A função de transferência usualmente e contornos muito diversos daqueles empregados em sua con-
aplicada é o hidrograma unitário sintético desenvolvido pela cepção e formulação iniciais.
mesma instituição para a síntese de hidrogramas unitários em O método do SCS assume que, em uma dada bacia
bacias sem monitoramento hidrométrico. As variáveis de entrada hidrográfica, ao longo da duração de um episódio de chuva, são
da função são o intervalo de discretização da chuva, o tempo iguais o quociente do volume instantâneo de escoamento direto
de resposta e a área da bacia. (Q) pelo volume total de chuva (P), e o quociente do volume
Apesar da simplicidade, praticidade e consequente de infiltração (F), acumulado até aquele instante, pelo volume
aceitação do método, existem diversas críticas e dúvidas em máximo potencial de retenção (S). Tal relação é explicitada na
relação à sua generalização. É comum a sua aplicação para Equação 1 que se segue.
bacias com características diferentes daquelas onde foram exe-
𝐹𝐹 𝑄𝑄
cutados os estudos que deram origem ao modelo, bem como 𝑆𝑆
=
𝑃𝑃
(1) (1)
para finalidades que diferem da proposta original. Tais obser-
vações e questionamentos são manifestos por pesquisadores Quando
𝐹𝐹
=
𝑄𝑄 a perda inicial (Ia) é diferente de zero, o volume
(2)
𝑆𝑆 𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎
como Chow, Maidment e Mays (1988), Garen e Moore (2005), de chuva 𝐹𝐹disponível𝑄𝑄 para escoar superficialmente é (P-Ia). Logo,
Hawkins et al. (2009), Mullem et al. (2002), Ponce e Hawkins =
tem-se a seguinte
𝑆𝑆 𝑃𝑃 relação: (1)
𝑃𝑃 = 𝐼𝐼𝑎𝑎 + 𝐹𝐹 + 𝑄𝑄 (3)
(1996), Stewart, Canfield e Hawkins (2012) e Tedela et al. (2012). 𝐹𝐹 𝑄𝑄
𝐹𝐹 =𝑄𝑄 (1)
Ademais, profissionais da área de recursos hídricos no Brasil 𝑆𝑆
=𝑆𝑆 𝑃𝑃
(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎𝑎𝑎 )2
𝑃𝑃−𝐼𝐼
(2) (2)
têm observado que a aplicação deste modelo tem resultado no 𝑄𝑄 = (𝑃𝑃−𝐼𝐼 )+𝑆𝑆 (4)
𝐹𝐹 𝑎𝑎
𝑄𝑄
superdimensionamento de obras hidráulicas, sendo estas pouco E 𝐹𝐹𝐼𝐼da =equação (2) que:
da continuidade, segue-se
𝑃𝑃 = 𝑆𝑆𝑎𝑎 + 𝑄𝑄𝐹𝐹 +
= 𝑃𝑃−𝐼𝐼 𝑎𝑎 𝑄𝑄 (3)
(1)
condizentes com a escala das bacias e com a observação das 𝑆𝑆𝑆𝑆 =𝑃𝑃25400 − 254 (5)
𝐶𝐶𝐶𝐶
enchentes locais. 𝑃𝑃 = 𝐼𝐼
(𝑃𝑃−𝐼𝐼+ )𝐹𝐹
2
+ 𝑄𝑄 (3) (3)
𝑄𝑄 =𝐹𝐹 (𝑃𝑃−𝐼𝐼 𝑎𝑎
= 𝑎𝑎)+𝑆𝑆
𝑎𝑎
𝑄𝑄 (4)(2)
Considerando a demanda por soluções que promovam 𝐼𝐼𝑎𝑎 = 𝜆𝜆𝑆𝑆
𝑆𝑆 𝑃𝑃−𝐼𝐼
𝑎𝑎 (6)
a redução das incertezas associadas ao cálculo de vazões de A𝑄𝑄combinação
(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 )2
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼
25400
das equações 2 e 3 dá(4)origem à equação
projeto por métodos indiretos, a proposta deste artigo é avaliar de escoamento𝑆𝑆 = )+𝑆𝑆
𝐹𝐹𝑎𝑎 +−𝑄𝑄254 do método SCS-CN:
2 superficial
𝑃𝑃 = 𝐼𝐼𝑎𝑎𝑆𝑆 +
𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑
𝐶𝐶𝐶𝐶
(5)
(3)
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼 (7)
a acurácia do método do SCS. Especificamente, o objetivo deste 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑎𝑎 +𝑆𝑆)
25400
2

trabalho é (i) comparar as precipitações efetivas resultantes da 𝑆𝑆(𝑃𝑃−𝐼𝐼


= )2 − 254 (5) (4) (6)
𝑄𝑄 𝐼𝐼=
𝑎𝑎 = 𝜆𝜆𝑆𝑆𝑎𝑎𝐶𝐶𝐶𝐶 (4)
aplicação do CN ponderado calculado por meio das tabelas do 𝑃𝑃 → ∞,(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑑𝑑𝑑𝑑𝑎𝑎⁄)+𝑆𝑆
𝑑𝑑𝑑𝑑 → 0 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
SCS e os resultantes da aplicação do CN calibrado através de 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝐼𝐼𝑆𝑆𝑎𝑎2𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼
=25400
𝜆𝜆𝑆𝑆
(7)(5) (6)
dados monitorados; (ii) comparar o hidrograma unitário sinté- 𝑇𝑇𝑏𝑏𝑑𝑑𝑑𝑑A 𝑇𝑇𝑆𝑆
= retenção
𝑝𝑝 + =𝑎𝑎𝑇𝑇+𝑆𝑆) − 254 máxima (S), (8)
=2potencial
𝑟𝑟𝐶𝐶𝐶𝐶 2,67 também denominada
2
tico do SCS com o derivado a partir de eventos observados; (iii) índice de 𝑑𝑑𝑑𝑑 armazenamento
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼
𝑆𝑆 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑
ou perdas máximas (7) potenciais, é uma
𝑃𝑃𝑇𝑇 →=𝑑𝑑𝑑𝑑∞ 𝑇𝑇 ,𝐼𝐼 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 →
𝑎𝑎 +𝑆𝑆)
2 0 𝑑𝑑𝑑𝑑
(9)⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
(6)
avaliar a exatidão dos hidrogramas simulados pela aplicação do medida𝑟𝑟da resposta 𝑏𝑏𝑎𝑎 𝑇𝑇𝑝𝑝
− = 𝜆𝜆𝑆𝑆 = 1,67𝑇𝑇
hidrológica
𝑝𝑝 potencial da bacia. Apesar de ser
modelo original e do calibrado. Tais análises foram viabilizadas relacionada com as⁄características do solo 𝑑𝑑𝑑𝑑
e de sua cobertura, S
𝑇𝑇𝑏𝑏 𝑃𝑃= → 𝑇𝑇𝑝𝑝∞ +,𝑆𝑆𝑇𝑇
∆𝐷𝐷 𝑑𝑑𝑑𝑑 =𝑑𝑑𝑑𝑑
2 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑2,67→0 (8) ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑇𝑇𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑝𝑝 = = 2(𝑃𝑃−𝐼𝐼 +𝑟𝑟 𝑇𝑇𝐿𝐿 2 (10)
(7)
𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑎𝑎 +𝑆𝑆)

838 𝑇𝑇𝑟𝑟 𝑇𝑇=


𝑏𝑏 =𝑇𝑇𝑏𝑏𝑇𝑇− 𝑝𝑝 +𝑇𝑇𝑝𝑝𝑇𝑇=
0,208𝐴𝐴
𝑟𝑟 = 2,67
1,67𝑇𝑇 𝑝𝑝 (9)(8)
𝑃𝑃 → 𝑞𝑞𝑝𝑝 ∞ =, 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 → 0
𝑇𝑇𝑝𝑝
(11)
𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑇𝑇 = 𝑇𝑇 − 𝑇𝑇 = 1,67𝑇𝑇 (10)(9)
𝑟𝑟 ∆𝐷𝐷𝑏𝑏 𝑝𝑝 𝑝𝑝
𝑇𝑇𝑝𝑝 = + 𝑇𝑇𝐿𝐿
𝑇𝑇 = 𝑇𝑇2 +5 𝑇𝑇 = 2,67 (8)
𝐹𝐹 𝑄𝑄
Cunha et al.: Avaliação da acurácia dos métodos do SCS para cálculo da precipitação efetiva
𝑆𝑆
=
𝑃𝑃
(1) e hidrogramas de cheia
𝐹𝐹 𝑄𝑄
𝑆𝑆
=
𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎
(2)
não é uma propriedade física identificável, ou seja, é constante antecedente de umidade, especialmente para baixos valores
apenas𝑃𝑃para
= 𝐼𝐼𝑎𝑎uma
+ 𝐹𝐹 precipitação
+ 𝑄𝑄 particular (Mullem
(3) et al., 2002). de CN e/ou alturas de chuva, o que reflete uma variação
Esta variável é transformada em CN através de uma identidade natural. Contudo, há uma falta de diretrizes claras sobre
arbitrária (Equação
(𝑃𝑃−𝐼𝐼 )2 5). O CN varia de 0 a 100 correspondendo como variar a condição antecedente.
𝑄𝑄 = (𝑃𝑃−𝐼𝐼 𝑎𝑎)+𝑆𝑆 (4)
a S = ∞ e S = 0, 𝑎𝑎 respectivamente. 3. A intenção inicial do método era estimar o escoamento
25400
superficial em áreas agrícolas, e por isso tem melhor de-
𝑆𝑆 =
𝐶𝐶𝐶𝐶
− 254 (5) (5) sempenho em tais áreas. Posteriormente, sua aplicação foi
estendida a áreas urbanas. O método não tem bom desem-
O𝐼𝐼𝑎𝑎capítulo
= 𝜆𝜆𝑆𝑆 9 do NEH (NRCS, 2004) fornece tabelas (6) penho em áreas florestais, o que significa que o SCS-CN se
com valores de CN em função do uso e cobertura do solo, clas- adapta melhor em cursos d’água com escoamento de base
sificação 𝑑𝑑𝑑𝑑hidrológica
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼
𝑆𝑆 2 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑 do solo e condição antecedente de umidade.
(7) insignificante, o que geralmente ocorre em rios de primeira
𝑑𝑑𝑑𝑑 2
𝑎𝑎 +𝑆𝑆)
Os valores encontrados nestas tabelas vêm sendo aplicados em e segunda ordem em regiões subúmidas e úmidas, e em
diversas bacias dos EUA e do mundo. Porém uma das ressalvas rios efêmeros em regiões áridas e semiáridas.
𝑃𝑃 → ∞, 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 → 0 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
apresentadas por Ponce e Hawkins (1996) é o fato de o método 4. O método não considera efeitos de escala espacial. Alguns
ter sido desenvolvido utilizando dados de uma região restrita, e, autores constataram que o CN tende a decrescer com
𝑇𝑇𝑏𝑏 = 𝑇𝑇𝑝𝑝 + 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67 (8)
por consequência, recomenda-se cuidado no uso destes valores o aumento da área de drenagem, refletindo o papel das
em outras regiões climáticas e geográficas e ainda estudos locais perdas nas transmissões em canais em regiões semiáridas.
𝑇𝑇𝑟𝑟 = 𝑇𝑇𝑏𝑏 − 𝑇𝑇𝑝𝑝 = 1,67𝑇𝑇𝑝𝑝 (9)
para determinação dos valores de CN. Na falta de diretrizes sobre sua aplicação, assume-se que
A condição∆𝐷𝐷 antecedente de umidade (AMC) na versão o SCS-CN seja aplicado a bacias com menos de 250 km²,
atual do𝑇𝑇𝑝𝑝NEH = é+denominada
2
𝑇𝑇𝐿𝐿 (10)
condição antecedente de escoamento a não ser que exista uma subdivisão de bacias associada a
superficial (ARC). As condições antecedentes de umidade são uma rede de canais naturais.
0,208𝐴𝐴
divididas𝑞𝑞em: 𝑝𝑝 = baixa 𝑇𝑇𝑝𝑝
(11)
umidade (ARC I); condições médias (ARC 5. O método fixa o coeficiente de perda inicial como 0,2, mas
II); e alta umidade (ARC III). Em versões anteriores do NEH este deveria ser interpretado como um parâmetro regional.
é fornecida𝐹𝐹 𝑄𝑄uma 5 tabela que relaciona a AMC com a chuva nos 5 Outros autores ainda acrescentam:
=𝑇𝑇𝑐𝑐 = 3 𝑇𝑇𝐿𝐿 (12)
(1)
dias antecedentes
𝑆𝑆 𝑃𝑃 ao evento de cheia. Contudo o NRCS reconhe- 6. A𝐹𝐹perda 𝑄𝑄 inicial não é linearmente proporcional à retenção
= 𝐹𝐹 (1)𝑄𝑄
ceu problemas
𝐹𝐹 𝑄𝑄
com esta tabela e Hjelmfelt (1991) demonstrou potencial
𝑆𝑆 𝑃𝑃 máxima (Elhakeen; = Papanicolaou, (1)
que não𝑆𝑆 𝑇𝑇= há𝐿𝐿 = 0,6𝑇𝑇𝑐𝑐
correlação entre a retenção (13)
(2) potencial máxima e a 2009; 𝐹𝐹 𝑄𝑄
Jain et al., 2006).
𝑆𝑆 𝑃𝑃
𝑃𝑃−𝐼𝐼 𝑎𝑎 𝐹𝐹 𝑆𝑆 = 𝑄𝑄
𝑃𝑃
(1)
chuva nos 5 dias antecedentes. Portanto a aplicação da mesma 7. Não = é conhecida a amplitude de 𝐹𝐹 (2)
períodos𝑄𝑄 de retorno as-
𝐿𝐿2 0,385
𝑆𝑆 𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 = (2)
para 𝑃𝑃determinação
= 𝑇𝑇 = 𝐹𝐹
𝐼𝐼𝑎𝑎𝑐𝑐 + 0,39+ 𝑄𝑄(da 𝑆𝑆
)condição (14)
antecedente
(3) de umidade não é sociados
𝐹𝐹
=
𝑄𝑄às cheias empregadas para 𝑆𝑆
(2) tabular
𝑃𝑃−𝐼𝐼 𝑎𝑎 os valores de
indicada (Hawkins et al., 2009). 𝑃𝑃CN,
= 𝑆𝑆𝐼𝐼𝑎𝑎portanto
+𝑃𝑃−𝐼𝐼𝐹𝐹 𝑎𝑎+ 𝑄𝑄 não se sabe até quais (3)magnitudes o modelo
𝑃𝑃 =BABU;
𝐼𝐼𝑎𝑎 + 𝐹𝐹 + 𝑄𝑄 (3)
𝑄𝑄+=A 2𝑄𝑄perda
(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 )2 inicial (Ia) consiste principalmente em inter- é aplicável (Mishra; SURESH SINGH, 2007).
𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 − √(4𝑄𝑄2 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)] (15)
(4)
(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 )+𝑆𝑆
cepção, infiltração incipiente a partir do início da chuva e arma- 8. 𝑄𝑄𝑃𝑃 =
Do= ponto 𝐼𝐼 + 𝐹𝐹 + 𝑄𝑄 (3)
(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 ) de vista de sua estrutura conceitual, Chow,
𝑎𝑎 2
(4)(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 )2
zenamento
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ + (100 superficial.
25400 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp O (−𝑘𝑘𝑘𝑘)
método do SCS (16) calcula Ia baseado na Maidment (𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 )+𝑆𝑆
e Mays (1988) apontam 𝑄𝑄 = uma crítica referente ao
(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 )+𝑆𝑆
(4)
Equação 𝑆𝑆6,=onde − 254
𝐶𝐶𝐶𝐶 o valor de λ é fixado como 0,2.
(5) comportamento
(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 )2
𝑄𝑄 = (𝑃𝑃−𝐼𝐼 )+𝑆𝑆 temporal da curva (4)
de infiltração, implícita
25400
𝑆𝑆 = 𝑎𝑎 − 254
na formulação do método. Quando (5)as25400 equações
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 % =
(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
× 100% (17) 𝐶𝐶𝐶𝐶 𝑆𝑆 = − 254 (2) e (3) (5)
𝐼𝐼𝑎𝑎 𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂
= 𝜆𝜆𝑆𝑆 (6) (6) são combinadas 25400 e derivadas em relação ao
𝐶𝐶𝐶𝐶
tempo, consi-
𝑆𝑆 = − 254 (5)
derando𝐼𝐼𝑎𝑎 = 𝜆𝜆𝑆𝑆 que𝐶𝐶𝐶𝐶
Ia e S são constantes, obtém-se: (6)
𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑆𝑆 2 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑 𝐼𝐼𝑎𝑎 = 𝜆𝜆𝑆𝑆
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 30,0𝑑𝑑𝑑𝑑 O(𝑃𝑃−𝐼𝐼
=
+ (100uso desta relação é vantajoso(7)
−𝑎𝑎30,0) pela redução no número
+𝑆𝑆)2 exp(−0,01569𝑃𝑃) 𝐼𝐼𝑎𝑎𝑆𝑆 2= 𝜆𝜆𝑆𝑆 (6)
de parâmetros do modelo.∑𝑛𝑛𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖2 =Porém,
1359,0 sua aplicação
(17) tem sido ques- 𝑑𝑑𝑑𝑑
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼
𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑑𝑑𝑑𝑑 (7)𝑆𝑆 2𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑 (7)
tionada
𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑎𝑎 +𝑆𝑆)
2
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼 (7)
𝑃𝑃 → e∞acredita-se
, 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 → que 0 uma relação 𝑑𝑑𝑑𝑑 simples
⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 e que descreva a 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑆𝑆 2 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑎𝑎 +𝑆𝑆)
2

realidade
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 33,2 + (100 não−possa 33,2) ser encontrada (Hjelmfelt, 1991), visto
exp(−0,01687𝑃𝑃)
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼⁄𝑎𝑎 +𝑆𝑆)2
𝑑𝑑𝑑𝑑 ∞, 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑑𝑑𝑑𝑑 → 0
(7)
𝑃𝑃 → 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
que𝑇𝑇muitos fatores ∑físicos
𝑛𝑛 2
da220,5,0
𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖 = (8)(18)
bacia e características do evento de Na Equação 7, quando 𝑃𝑃 → ∞, 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 → 0 , como 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑏𝑏 = 𝑇𝑇𝑝𝑝 + 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67
chuva interagem para determinar a perda inicial. De acordo com → ∞, 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄No
𝑃𝑃esperado. 𝑑𝑑𝑑𝑑 → entanto,
0 quando 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 (intensidade da
𝑇𝑇𝑏𝑏 = 𝑇𝑇𝑝𝑝 + 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67 (8)
Ponce
𝑇𝑇𝑟𝑟 =e Hawkins
𝑇𝑇𝑏𝑏 − 𝑇𝑇𝑝𝑝 =(1996),
1,67𝑇𝑇𝑝𝑝o valor de λ pode (9)ser interpretado como precipitação) aumenta, a taxa𝑇𝑇𝑏𝑏de= infiltração 𝑇𝑇𝑝𝑝 + 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67 aumenta pro- (8)
um parâmetro regional para representar a resposta do método 𝑇𝑇porcionalmente,
𝑏𝑏 = 𝑇𝑇𝑝𝑝 + 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67 o que não possui (8)
sentido físico, quando
𝑇𝑇𝑟𝑟 = 𝑇𝑇𝑏𝑏 − 𝑇𝑇𝑝𝑝 = 1,67𝑇𝑇𝑝𝑝 (9)
às diversidades ∆𝐷𝐷 geológicas e climáticas. Ademais, outros autores comparado à teoria da infiltração. 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 𝑇𝑇𝑏𝑏 − 𝑇𝑇𝑝𝑝 = 1,67𝑇𝑇𝑝𝑝 (9)
𝑇𝑇𝑝𝑝 = + 𝑇𝑇𝐿𝐿 (10)
(Elhakeen; 2 Papanicolaou, 2009), verificaram que Ia 9. 𝑇𝑇O 𝑟𝑟 =fato 𝑏𝑏 de
𝑇𝑇∆𝐷𝐷− 𝑇𝑇 o𝑝𝑝método
= 1,67𝑇𝑇não 𝑝𝑝 se comportar (9)como uma equação de
não é linearmente 0,208𝐴𝐴
proporcional à máxima retenção potencial. 𝑇𝑇𝑝𝑝 = + 𝑇𝑇𝐿𝐿
infiltração 2 indica que o modelo𝑇𝑇é𝑝𝑝(10) inadequado
= + 𝑇𝑇𝐿𝐿 para o cálculo
∆𝐷𝐷
(10)
𝑞𝑞𝑝𝑝Em= resumo, as críticas e inconsistências
𝑇𝑇𝑝𝑝
(11) apresentadas do 𝑇𝑇𝑝𝑝hietograma
∆𝐷𝐷
= 0,208𝐴𝐴 + 𝑇𝑇𝐿𝐿 da precipitação efetiva (10)
2
(Hjelmfelt, 1991).
ao longo do tempo por pesquisadores são apresentadas a seguir. De = 2 com o mesmo autor, (11)
𝑞𝑞𝑝𝑝acordo a utilização
0,208𝐴𝐴 da equação de
𝑇𝑇𝑝𝑝 𝑞𝑞𝑝𝑝 = (11)
As seguintes 𝑇𝑇𝑐𝑐 = são
5
𝑇𝑇𝐿𝐿 listadas por Ponce e(12) Hawkins (1996): escoamento 0,208𝐴𝐴 superficial do SCS-CN com𝑇𝑇𝑝𝑝essa finalidade se
3 𝑞𝑞𝑝𝑝 = (11)
deve 𝑇𝑇𝑐𝑐 mais
= 𝑇𝑇à𝐿𝐿 falta de um método melhor
5 𝑇𝑇𝑝𝑝
(12) 5 do que à confiança
1. O método foi originalmente desenvolvido com dados no processo. 3
O método, como afirmado 𝑇𝑇𝑐𝑐 = 𝑇𝑇𝐿𝐿 por Hawkins et (12)
𝑇𝑇𝐿𝐿 = 0,6𝑇𝑇𝑐𝑐 (13) 5 3
regionais da região centro-oeste dos EUA. Ele foi então al. (2009),
𝑇𝑇𝑐𝑐 = 𝑇𝑇foi 𝐿𝐿 desenvolvido para (12)
cálculo da precipitação
𝑇𝑇𝐿𝐿 = 0,6𝑇𝑇 3
𝑐𝑐 (13)
estendido a outras 𝐿𝐿2 0,385
regiões dos EUA e de outros países sem efetiva total, ou seja, o modelo é𝑇𝑇𝐿𝐿um integrador
= 0,6𝑇𝑇 𝑐𝑐 de todas (13)
as 𝑇𝑇devidas
𝑐𝑐 = 0,39adaptações
( )
𝑆𝑆 nas(14)
tabelas de CN. as perdas
𝑇𝑇𝐿𝐿 = 0,6𝑇𝑇causadas
𝑐𝑐𝐿𝐿2 0,385 por todos os processos
(13) que ocorrem
2. O método é muito sensível à escolha do CN e à condição na𝑇𝑇𝑐𝑐bacia
= 0,39 durante
( ) o evento. (14) 𝐿𝐿2 0,385
𝑆𝑆 𝑇𝑇𝑐𝑐 = 0,39 ( ) (14)
𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄 − √(4𝑄𝑄 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)]2 (15) 𝐿𝐿2 0,385 𝑆𝑆
𝑇𝑇𝑐𝑐 = 0,39 ( ) (14)
𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄 − √(4𝑄𝑄2 +𝑆𝑆 5𝑃𝑃𝑃𝑃)] (15)
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ + (100 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp(−𝑘𝑘𝑘𝑘) (16) 𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄 − √(4𝑄𝑄2 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)]839 (15)
𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄 − √(4𝑄𝑄2 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)] (15)
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ + (100 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp(−𝑘𝑘𝑘𝑘) (16)
(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸) 𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ + (100 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp(−𝑘𝑘𝑘𝑘) (16)
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 % = × 100% (17)
RBRH vol. 20 no.4 Porto Alegre out./dez. 2015 p. 837 - 848

As várias críticas e reparos ao modelo SCS-CN mo- toda a bacia de drenagem.


tivaram, ao longo dos anos, o aparecimento de diversas pro- 3.
O tempo de duração do escoamento superficial (tempo
postas de alterações da formulação original. Uma extensa lista de base) resultante de uma precipitação efetiva de dada
de propostas é compilada na revisão crítica de Mishra, Suresh duração é constante.
Babu e Singh (2007). A edição especial do Journal of Hydro- 4. As ordenadas do escoamento superficial de mesma duração
logic Engineering editada por Mishra, Pandey e Singh (2012) em tempos correspondentes são diretamente proporcionais
também apresenta uma série de artigos com foco no método ao volume total escoado representado por cada hidrograma.
SCS-CN e suas aplicações convencionais, além dos avanços 5. Para uma determinada bacia, o hidrograma resultante de
recentes incorporando variáveis tais como tempo, intensidade uma dada precipitação efetiva reflete as características
de precipitação e infiltração. permanentes da bacia.
𝐹𝐹 𝐹𝐹 𝐹𝐹𝑄𝑄 𝑄𝑄 𝑄𝑄
Dentre os diversos estudos existentes sobre o método, 𝑆𝑆
=
𝑆𝑆
==
𝑃𝑃
(1)(1)(1)
𝑆𝑆𝑃𝑃 𝑃𝑃
foi aplicado neste trabalho o método de calibração do CN pro- Os dados hidrológicos para elaboração de hidrogramas
𝐹𝐹 𝑄𝑄
posto por Hawkins (1993). A partir de pares chuva-vazão (P:Q) unitários𝐹𝐹 devem == 𝐹𝐹 𝑄𝑄 ser 𝑄𝑄 cuidadosamente selecionados (2)(2)(2) de forma que
𝑆𝑆 𝑆𝑆 𝑆𝑆𝑃𝑃−𝐼𝐼 = 𝑃𝑃−𝐼𝐼 𝑎𝑎
monitorados, o autor verificou que o CN varia com a altura tais suposições sejam 𝑎𝑎𝑃𝑃−𝐼𝐼
𝑎𝑎 aproximadas. Na falta de dados hidrológi-
de chuva, e, na maioria dos casos, apresenta um decaimento cos são𝑃𝑃utilizados hidrogramas unitários sintéticos estabelecidos
𝑃𝑃 ==𝐼𝐼𝑎𝑎= 𝐼𝐼+
𝑎𝑎𝐼𝐼+ 𝐹𝐹+ 𝐹𝐹+𝐹𝐹 + 𝑄𝑄+ 𝑄𝑄 𝑄𝑄 (3)(3)(3)
aproximando um valor constante para maiores alturas, o qual é com base𝑃𝑃em dados
𝑎𝑎 de chuva-vazão de outras bacias.
tomado como um valor representativo do parâmetro. Equações O SCS (𝑃𝑃−𝐼𝐼 possui
2 2
𝑎𝑎 ) 𝑎𝑎 ) )2
um hidrograma unitário adimensional
𝑄𝑄=𝑄𝑄=(𝑃𝑃−𝐼𝐼 (4)(4)
que foi𝑄𝑄desenvolvido
(𝑃𝑃−𝐼𝐼
assintóticas foram então ajustadas de modo a aproximar o valor =
(𝑃𝑃−𝐼𝐼 (𝑃𝑃−𝐼𝐼 𝑎𝑎 )+𝑆𝑆
𝑎𝑎 )+𝑆𝑆 por Mockus (1957).
(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 )+𝑆𝑆
𝑎𝑎
(4) hidrograma pos-
Este
limite de CN. Esse valor constante é considerado o melhor sui forma curvilínea e é expresso por uma razão adimensional
2540025400
ajuste de CN para a bacia. Esta metodologia de calibração do entre a vazão 𝑆𝑆 𝑆𝑆=𝑆𝑆=e=a𝐶𝐶𝐶𝐶 vazão
25400 −− 254 254de pico e entre o(5)tempo (5)(5) e o tempo de
𝐶𝐶𝐶𝐶 𝐶𝐶𝐶𝐶 − 254
valor do CN é denominada Método do Ajuste Assintótico, e tem pico. Os fatores vazão/vazão de pico e tempo/tempo de pico
𝐹𝐹 𝑄𝑄
sido adotada como procedimento padrão pelo Curve Number são fornecidos =𝐼𝐼==𝜆𝜆𝑆𝑆 por 𝜆𝜆𝑆𝑆 tabelas disponíveis no(1) NEH. O hidrograma (6)(6)
𝑆𝑆𝐼𝐼𝑎𝑎 𝑎𝑎
𝐹𝐹 𝑃𝑃𝐼𝐼𝑎𝑎 = 𝜆𝜆𝑆𝑆
𝑄𝑄 (6)
Work Group para determinação do CN a partir de dados locais curvilíneo𝑆𝑆 =pode 𝑃𝑃
ser aproximado por um (1) hidrograma unitário
(Mullem et al., 2002). triangular 𝐹𝐹 equivalente
𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 2𝑆𝑆𝑄𝑄2 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑
=𝑆𝑆=𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑 de mesmo volume. (2) Isto permite que a
(7)(7)
= 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑆𝑆 2 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑 (7)
Aplicando o método do ajuste assintótico, Hawkins base do triângulo
𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑆𝑆
𝐹𝐹
𝑑𝑑𝑑𝑑 (𝑃𝑃−𝐼𝐼
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼
𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑃𝑃−𝐼𝐼
(𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑄𝑄𝑎𝑎 +𝑆𝑆)
𝑎𝑎𝑎𝑎 +𝑆𝑆)seja
2 2
𝑎𝑎 +𝑆𝑆) 2 resolvida em função
(2) do tempo de pico
𝑆𝑆 𝑃𝑃−𝐼𝐼
(1993) descreveu três comportamentos do CN. O primeiro e mais por geometria de𝑎𝑎 triângulos. Desta forma, as seguintes equações
frequente é o comportamento padrão, no qual o CN apresenta 𝑃𝑃 𝑃𝑃→𝑃𝑃
são obtidas: →∞→
= 𝐼𝐼∞ ,+𝑑𝑑𝑑𝑑
,𝑎𝑎 𝑑𝑑𝑑𝑑
∞ ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
,𝐹𝐹 ⁄+𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑄𝑄
→ 𝑑𝑑𝑑𝑑→0→ 00 (3)
𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑃𝑃 = 𝐼𝐼𝑎𝑎 + 𝐹𝐹 + 𝑄𝑄 (3)
declínio com o aumento da altura de chuva aproximando um
𝑇𝑇𝑏𝑏𝑇𝑇𝑄𝑄
=𝑇𝑇= 𝑇𝑇= 𝑇𝑇+ 𝑝𝑝𝑇𝑇+
(𝑃𝑃−𝐼𝐼 𝑇𝑇𝑎𝑎𝑇𝑇)=
2
𝑟𝑟𝑇𝑇= 2,67 2,67 (8)
(4)(8)(8)
valor constante (assintótico), para elevadas alturas de precipitação. 𝑏𝑏=𝑝𝑝 𝑝𝑝𝑎𝑎𝑟𝑟+ = 2,67 (8)
𝑏𝑏
(𝑃𝑃−𝐼𝐼
(𝑃𝑃−𝐼𝐼 )2 𝑟𝑟
𝑎𝑎)+𝑆𝑆
Em casos menos comuns, o CN declina continuamente com o 𝑄𝑄 = (𝑃𝑃−𝐼𝐼 )+𝑆𝑆 (4)
𝑎𝑎
aumento da altura de chuva, sem tendência de aproximação de 𝑇𝑇𝑟𝑟𝑇𝑇=
𝑟𝑟𝑇𝑇= 𝑇𝑇=
𝑟𝑟 𝑏𝑏
𝑇𝑇− 𝑏𝑏𝑇𝑇− 𝑇𝑇𝑝𝑝==1,67𝑇𝑇
𝑇𝑇25400
𝑏𝑏 𝑝𝑝− 𝑇𝑇𝑝𝑝 − = 1,67𝑇𝑇 1,67𝑇𝑇
𝑝𝑝 𝑝𝑝 𝑝𝑝 (9)(9)(9) (9)
𝑆𝑆 =
𝐶𝐶𝐶𝐶
25400
254 (5)
um valor constante, sendo este denominado comportamento 𝑆𝑆 =∆𝐷𝐷 − 254 (5)
∆𝐷𝐷 𝐶𝐶𝐶𝐶
complacente. No último caso, pouco comum, o valor do CN 𝑇𝑇𝑝𝑝𝑇𝑇𝑝𝑝=𝑇𝑇= =2+∆𝐷𝐷 + 𝑇𝑇 𝑇𝑇𝐿𝐿 (10)
(10) (10) (10)
𝐼𝐼𝑝𝑝𝑎𝑎2 = 2𝜆𝜆𝑆𝑆𝐿𝐿+ 𝑇𝑇𝐿𝐿 (6)
aumenta abruptamente e aproxima um valor constante para 𝐼𝐼𝑎𝑎 = 𝜆𝜆𝑆𝑆 (6)
0,208𝐴𝐴
maiores alturas, o que é chamado de comportamento abrupto. 𝑞𝑞𝑝𝑝𝑞𝑞𝑝𝑝= = 0,208𝐴𝐴
𝑆𝑆 2= 0,208𝐴𝐴 (11)
(11) (11)
𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑞𝑞
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼
𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑝𝑝 2 𝑇𝑇𝑝𝑝 𝑝𝑝 𝑇𝑇 𝑇𝑇 (7) (11)
Estudos mais recentes também observaram estes com- 𝑑𝑑𝑑𝑑 𝑆𝑆 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑 +𝑆𝑆)𝑝𝑝2
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 2 (7)
portamentos do CN e avaliaram a precisão de valores tabelados onde: 𝑑𝑑𝑑𝑑 5 5 𝑎𝑎 +𝑆𝑆)

→𝑇𝑇𝑐𝑐∞ 𝑇𝑇= 𝑐𝑐,𝑇𝑇= 𝑇𝑇𝑑𝑑𝑑𝑑


𝑇𝑇3⁄𝐿𝐿base
5 (12)(12)
𝑑𝑑𝑑𝑑(12)
⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
com base no Método de Ajuste Assintótico. Como exemplo Tb = 𝑃𝑃 Tempo 𝑑𝑑𝑑𝑑
𝑐𝑐de
3=
𝐿𝐿𝑇𝑇 →do
3 𝐿𝐿
0 hidrograma triangular;
podem ser citados os trabalhos de D’Asaro, Grillone e Baiamonte 𝑃𝑃 → ∞ , 𝑑𝑑𝑑𝑑
Tr = Tempo de descida do hidrograma triangular;⁄ 𝑑𝑑𝑑𝑑 → 0 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
(2012), Sartori (2010) e Tedela (2012). Tp = 𝑇𝑇Tempo 𝑇𝑇
𝑏𝑏 =𝐿𝐿 𝑇𝑇𝑇𝑇 = =
𝑝𝑝𝐿𝐿+ 0,6𝑇𝑇
de 0,6𝑇𝑇
=𝑇𝑇𝑟𝑟0,6𝑇𝑇𝑐𝑐 =
pico 𝑐𝑐 2,67 (13)
(13)(8)
𝑐𝑐 do hidrograma triangular; (13)
𝐿𝐿𝑇𝑇
TL =𝑇𝑇Tempo 𝑏𝑏 = 𝑇𝑇𝑝𝑝 +de = 2,67 do hidrograma (8)
𝑇𝑇𝑟𝑟retardo triangular.
2 𝐿𝐿20,385 0,385
∆D =𝑇𝑇𝑟𝑟Duração =
𝑇𝑇𝑐𝑐𝑇𝑇𝑇𝑇=𝑐𝑐𝑏𝑏𝑇𝑇=

0,39 𝑇𝑇da
0,39 𝑝𝑝 (= precipitação
𝐿𝐿
(1,67𝑇𝑇 2 0,385
)𝑆𝑆()𝐿𝐿 ) 𝑝𝑝 efetiva
(14)
(14) (9)
unitária;
= 0,39 (14) (9)
Hidrograma Unitário Sintético do qp = 𝑇𝑇 𝑟𝑟 = 𝑇𝑇𝑏𝑏de
Vazão 𝑐𝑐− 𝑇𝑇𝑝𝑝 =𝑆𝑆 1,67𝑇𝑇
pico unitária 𝑆𝑆 𝑝𝑝 em em m3/[Link];

SCS A =5[𝑃𝑃
Área 𝑇𝑇𝑝𝑝2𝑄𝑄= da∆𝐷𝐷 bacia+ 𝑇𝑇2𝐿𝐿 em 2 + km
2
. (10)
(15)
𝑆𝑆 =𝑆𝑆 =
𝑆𝑆5[𝑃𝑃 ++
= 5[𝑃𝑃 +
2𝑄𝑄 −2𝑄𝑄 −
2
∆𝐷𝐷√(4𝑄𝑄 −
√(4𝑄𝑄
√(4𝑄𝑄 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)]
2+ 5𝑃𝑃𝑃𝑃)]
5𝑃𝑃𝑃𝑃)] (15) (15)
𝑇𝑇𝑝𝑝 = + 𝑇𝑇𝐿𝐿
2
(10)
O hidrograma unitário (HU) representa o hidrograma 𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶 O SCS 0,208𝐴𝐴relaciona o(−𝑘𝑘𝑘𝑘)
tempo de concentração
(11)
(16) (Tc) com o
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶 +𝑞𝑞+ (100
𝑝𝑝 = −−
(100
+ (100 𝐶𝐶𝐶𝐶 𝐶𝐶𝐶𝐶)exp∞ )exp (−𝑘𝑘𝑘𝑘)
)exp (16) (16)
de escoamento superficial correspondente à precipitação efetiva 𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) =∞𝐶𝐶𝐶𝐶 ∞ −∞𝐶𝐶𝐶𝐶 (−𝑘𝑘𝑘𝑘)
tempo de𝑞𝑞∞𝑝𝑝retardo =
0,208𝐴𝐴𝑇𝑇𝑝𝑝 (TL) ∞pela Equação 12.(11)
𝑇𝑇𝑝𝑝
unitária de intensidade constante distribuída uniformemente sobre (𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 %%=%
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 = = 𝑇𝑇 = 𝑇𝑇 5
(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸) ×× 100%
×100%
100% (17)(12)
(17)
a área de drenagem. É um modelo linear concentrado simples 𝑐𝑐 𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂
𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂3 𝐿𝐿
5
𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂
(17) (12)
utilizado como função de transferência de uma bacia hidrográfica ou 𝑇𝑇 𝑐𝑐 =
3
𝑇𝑇 𝐿𝐿 (12)
para gerar hidrogramas de cheias correspondentes a precipitações𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 30,0 + 𝑇𝑇(100 𝐿𝐿 = 0,6𝑇𝑇 𝑐𝑐 exp(−0,01569𝑃𝑃) (13)
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 30,0 + (100 −− 30,0) 30,0) exp(−0,01569𝑃𝑃)
efetivas de quaisquer magnitudes e durações (Pinheiro, 2011). 𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 30,0 𝑇𝑇+𝐿𝐿(100 = 0,6𝑇𝑇 − 30,0) 𝑐𝑐 𝑛𝑛 𝑛𝑛 2 2
exp(−0,01569𝑃𝑃) (13)
(17) (13)
= 1359,0 (17)(17)
∑𝑖𝑖=1∑𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖 = 1359,0
𝑖𝑖 =
∑𝑒𝑒𝑛𝑛𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖21359,0
As suposições intrínsecas do modelo do hidrograma unitário 𝐿𝐿2 0,385
𝑇𝑇𝑐𝑐 = 0,39 ( 2)0,385 (14)
listadas por Chow, Maidment e Mays (1988) são: 𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃)
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) == 33,2
33,2 ++ Para
(100 (100
𝑇𝑇 =−cálculo−
0,39
33,2) 33,2)
𝐿𝐿𝑆𝑆 do tempo de concentração existem diver-
(expexp (−0,01687𝑃𝑃)
)(−0,01687𝑃𝑃) (14)
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 33,2 +𝑐𝑐 (100 − 33,2) 𝑆𝑆 exp (−0,01687𝑃𝑃)
1. A precipitação efetiva tem intensidade constante durante sas fórmulas empíricas ∑𝑛𝑛𝑖𝑖=1
∑2𝑛𝑛𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑛𝑛𝑖𝑖2𝑒𝑒criadas
=
2
𝑖𝑖 𝑒𝑒=
com dados
220,5,0
220,5,0 (18) de diferentes locais
(18)
𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄 − √(4𝑄𝑄 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)] ∑ 2
= 220,5,0 (15) (18)
sua duração. e para diferentes aplicações. 𝑖𝑖=1 𝑖𝑖
Este é um parâmetro difícil de ser
𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄 − √(4𝑄𝑄2 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)] (15)
2. A precipitação efetiva𝑞𝑞é𝑝𝑝𝑞𝑞distribuída
= = uniformemente
,
𝑝𝑝 ,𝑝𝑝 𝑝𝑝 ,
0,198𝐴𝐴/𝑇𝑇 sobre estabelecido considerando sua dependência das características
𝑞𝑞𝑝𝑝0,198𝐴𝐴/𝑇𝑇
𝑝𝑝 = 0,198𝐴𝐴/𝑇𝑇 𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ + (100 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp(−𝑘𝑘𝑘𝑘) (16)
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ + (100 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp(−𝑘𝑘𝑘𝑘) (16)
(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
840 𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 % =
𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂
(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
× 100% (17)
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 % = × 100% (17)
𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂
𝑃𝑃 → ∞, 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 → 0 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑

𝑇𝑇𝑏𝑏 = 𝑇𝑇𝑝𝑝 + 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67 (8)


Cunha et al.: Avaliação da acurácia dos métodos do SCS para cálculo da precipitação efetiva
𝑇𝑇𝑟𝑟 = 𝑇𝑇𝑏𝑏 − 𝑇𝑇𝑝𝑝 = 1,67𝑇𝑇𝑝𝑝 (9) e hidrogramas de cheia
∆𝐷𝐷
𝑇𝑇𝑝𝑝 =
2
+ 𝑇𝑇𝐿𝐿 (10)
da bacia e da chuva, além das incertezas associadas às equações Metodologia
0,208𝐴𝐴
empíricas disponíveis.
𝑞𝑞𝑝𝑝 = Silveira (2005) apresenta
(11)uma comparação
𝑇𝑇𝑝𝑝
das diversas fórmulas encontradas na literatura técnica. Uma Análise e seleção de eventos de chuva e vazão
fórmula comumente 5 utilizada em projetos de engenharia é a
𝑇𝑇𝑐𝑐 = 𝑇𝑇𝐿𝐿 (12)
de Kirpich (Equação 3 14), onde tc corresponde ao tempo de Os dados de cotas utilizados neste estudo são prove-
concentração em horas, L ao comprimento do talvegue principal nientes da estação linigráfica Jardim (40511100), no ribeirão
em km e S à𝑇𝑇𝐿𝐿declividade (13)
= 0,6𝑇𝑇𝑐𝑐 do talvegue em porcentagem. Serra Azul, e os dados pluviográficos foram obtidos nas estações
listadas na tabela 1. Os registros utilizados estão compreendidos
𝐿𝐿2 0,385
𝑇𝑇𝑐𝑐 = 0,39 ( ) (14) (14) no período de 08/01/1997 a 28/05/2008. As séries históricas
𝑆𝑆
de dados linigráficos e pluviográficos foram concedidos pela
𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄 − √(4𝑄𝑄2 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)] (15) CPRM (Serviço Geológico do Brasil) e consistidos tomando por
Área de Estudo referência os dados de cotas com duas leituras diárias e alturas
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ + (100 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp(−𝑘𝑘𝑘𝑘) (16) diárias de precipitação disponibilizados pela ANA (Agência
O presente estudo abrange a bacia hidrográfica defi- Nacional de Águas). As cotas linigráficas foram convertidas
nida pela(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
estação fluviométrica Jardim (40511100) (Figura 1) em vazão por meio das curvas-chave também disponibilizadas
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 % = × 100% (17)
no ribeirão Serra Azul, com área de drenagem de 113 km2,
𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂 pela ANA. A chuva média sobre a bacia foi determinada pelo
situada a montante da barragem de Serra Azul da COPASA método dos polígonos de Thiessen.
(Companhia de Saneamento de Minas Gerais). Essa estação é
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 30,0 + (100 − 30,0) exp(−0,01569𝑃𝑃)
um dos pontos de monitoramento da Bacia(17)
∑𝑛𝑛𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖2 = 1359,0 Representativa de Tabela 1 – Estações utilizadas neste estudo
Juatuba, implantada pelo DNAEE (Departamento de Águas e Código Nome Tipo UTM N UTM E
Energia
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 33,2Elétrica)
+ (100 −no 33,2)início da década de 70, e assim denominada
exp(−0,01687𝑃𝑃) Alto da
por possuir características ∑𝑛𝑛𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖típicas
2 de uma vasta
(18)região localiza- 2044021 Plu. 7776717 562606
= 220,5,0 Boa Vista
da no centro de Minas Gerais, tais como vegetação, geologia, Fazenda
orografia e fácies ocupacionais (BRASIL, 1986). As estações 2044041 Plu. 7777116 553867
Laranjeiras
de monitoramento plúvio-fluviométrico que continuam em 2044052 Jardim Plu. 7783422 561933
operação produziram no ribeirão Serra Azul uma amostra de
2044054 Serra Azul Plu. 7778817 559884
cerca de 10 anos de dados contínuos em durações subdiárias.
40511100 Serra Azul Flu. 7783153 561816

Para que houvesse uma padronização e maior agilidade


no processo, o escoamento de base foi separado através da fer-
ramenta WHAT (Web based Hydrograph Analysis Tool) descrito
em Lim et al. (2005). O método selecionado neste trabalho foi o
mínimo local, que consiste na ligação de mínimos locais através
da comparação da declividade dos hidrogramas.
Foram selecionados ao todo 190 eventos para calibra-
ção do CN e simulação do modelo. Desses, foram escolhidos
58 eventos simples para a derivação do hidrograma unitário da
bacia. O valor mínimo acumulado de precipitação utilizado como
critério de seleção dos eventos foi 10 mm. O limite inferior da
vazão de pico dos eventos selecionados foi em torno de 2 m3/s.

Estimação do CN da bacia pelo método do SCS

Os dois principais tipos de solo da bacia – LVd9 (La-


tossolos Vermelhos Distróficos e Argissolos Vermelho-Amarelos
Distróficos) e PVAd9 (Argissolos Vermelho-Amarelos Distróficos
e Cambissolos Háplicos Tb Distróficos) – foram classificados
Figura 1 – Localização da bacia do ribeirão Serra Azul em Jardim. como tipo B a partir dos critérios propostos por Sartori (2010)
Datum SAD 69 para classificação hidrológica de solos brasileiros.
Para a elaboração do mapeamento do uso e ocupação
O relevo na bacia do ribeirão Serra Azul apresenta-se em do solo da bacia foi utilizada a composição de imagens do saté-
sua maioria variando entre ondulado a íngreme com declividade lite Landsat 5-TM de 21 de setembro de 2011. As imagens são
média de 14,65% e máxima de 82,14%. O perfil longitudinal disponibilizadas no website do Instituto Nacional de Pesquisas
obtido com base em cartas topográficas da GeoMINAS na es- Espaciais – INPE ([Link] acesso em
cala 1:50.000 apresenta 22,4 km de comprimento do talvegue, 12/02/2014). A identificação das classes de mapeamento foi
desnível total de 412,9 m e declividade equivalente de 0,65%. realizada através das composições coloridas das bandas 4(R),

841
𝑎𝑎

𝑃𝑃 = 𝐼𝐼𝑎𝑎 + 𝐹𝐹 + 𝑄𝑄 (3)

(𝑃𝑃−𝐼𝐼 )2
𝑄𝑄 = (𝑃𝑃−𝐼𝐼 𝑎𝑎)+𝑆𝑆 (4)
RBRH vol. 20 no.4 Porto
𝐹𝐹 𝑄𝑄 Alegre out./dez. 2015 p. 837 - 848 𝑎𝑎

𝑆𝑆
=
𝑃𝑃
(1)
25400
𝑆𝑆 =
𝐶𝐶𝐶𝐶
− 254 (5)
𝐹𝐹 𝑄𝑄
𝑆𝑆
=
𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎
(2)
5(G) e 3(B). As classes utilizadas foram: Floresta Densa, Re- vazões unitárias. As curvas em𝐼𝐼𝑎𝑎S=foram𝜆𝜆𝑆𝑆 então posicionadas com
florestamento, Cerrado,
𝑃𝑃 = 𝐼𝐼𝑎𝑎 + Área
𝐹𝐹 +Urbana,
𝑄𝑄 Agrícola/Pastagem,
(3) Solo base na origem e obteve-se a curva média. Posteriormente, esta
𝑆𝑆 2 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑
Exposto, Área Degradada e Corpos d’água. última foi transformada no𝑑𝑑𝑑𝑑hidrograma
= (𝑃𝑃−𝐼𝐼 unitário médio da bacia.
(7)
2 𝑑𝑑𝑑𝑑 +𝑆𝑆)2
As classes𝑄𝑄de
=𝐹𝐹uso= 𝑎𝑎e)+𝑆𝑆
𝑄𝑄 𝑎𝑎 )ocupação do solo foram associadas
(𝑃𝑃−𝐼𝐼
(4)(1)
𝑎𝑎

(𝑃𝑃−𝐼𝐼
às classes semelhantes disponíveis na tabela do SCS. O CN
𝑆𝑆 𝑃𝑃 Cenários de modelagem
𝑃𝑃 → ∞,da
𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄bacia
𝑑𝑑𝑑𝑑 → 0 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑
associado a cada classe 𝐹𝐹 foi25400 selecionado considerando condição
𝑄𝑄
𝑆𝑆 =
antecedente de escoamento = − 254 (5)
(2)
𝑆𝑆 𝑎𝑎II. O CN composto foi calculado
𝐶𝐶𝐶𝐶
𝑃𝑃−𝐼𝐼 Na tabela 2 são𝑇𝑇relacionados os cenários e seus respec-
(8)
𝑏𝑏 = 𝑇𝑇𝑝𝑝 + 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67
a partir da média dos CNs ponderada pela porcentagem das tivos parâmetros utilizados para a modelagem da bacia. Foram
𝑃𝑃 =𝐼𝐼𝑎𝑎𝐼𝐼𝑎𝑎=+𝜆𝜆𝑆𝑆
áreas correspondentes. 𝐹𝐹 + 𝑄𝑄 (3) simulados(6)os 190 eventos selecionados para a análise. O (9)
𝑇𝑇𝑟𝑟 = 𝑇𝑇𝑏𝑏 − 𝑇𝑇𝑝𝑝 = 1,67𝑇𝑇𝑝𝑝
CN
2
da curva assintótica varia em função da precipitação efetiva e
Determinação 𝑑𝑑𝑑𝑑
do= CN 𝑆𝑆(𝑃𝑃−𝐼𝐼
𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑
empírico pelo Método
(4) de
2

𝑑𝑑𝑑𝑑𝑄𝑄 =(𝑃𝑃−𝐼𝐼
𝑎𝑎 ) (7) foi determinado para cada evento ∆𝐷𝐷 a partir do modelo analítico
𝑎𝑎 +𝑆𝑆)
(𝑃𝑃−𝐼𝐼
2
𝑎𝑎 )+𝑆𝑆 𝑇𝑇𝑝𝑝 = + 𝑇𝑇𝐿𝐿 (10)
Ajuste Assintótico ajustado aos pares P:CN naturais 2 (Equação 16).

𝑃𝑃 → ∞𝑆𝑆, 𝑑𝑑𝑑𝑑 = ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 →−0254


25400 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄(5)
𝑑𝑑𝑑𝑑 0,208𝐴𝐴
O CN foi calibrado 𝐶𝐶𝐶𝐶 pelo método introduzido por 𝑞𝑞𝑝𝑝de
Tabela 2 – Cenários = modelagem da bacia
𝑇𝑇𝑝𝑝
(11)
Hawkins (1993),𝑇𝑇𝑏𝑏que = 𝑇𝑇considera
𝑝𝑝 + 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67
que o CN varia com (8) a altura
de chuva, e, na maioria𝐼𝐼𝑎𝑎 dos = 𝜆𝜆𝑆𝑆casos, apresenta um decaimento (6) CN 5
Cenário 𝑇𝑇𝑐𝑐 = 𝑇𝑇𝐿𝐿 Ia HU (12)
aproximando um𝑇𝑇 valor constante para maiores alturas, Método Símbolo
3
𝑟𝑟 = 𝑑𝑑𝑑𝑑𝑇𝑇𝑏𝑏 −𝑆𝑆𝑇𝑇 𝑝𝑝 = 1,67𝑇𝑇𝑝𝑝
2 𝑑𝑑𝑑𝑑/𝑑𝑑𝑑𝑑 (9) o qual é 1 SCS CNSCS 0,20.S HUSCS
tomado como um valor = representativo do parâmetro. (7)
O hidro-
HUMÉDIO(13)
2

grama unitário médio da


𝑑𝑑𝑑𝑑 (𝑃𝑃−𝐼𝐼𝑎𝑎 +𝑆𝑆)
2 Assintótico 𝑇𝑇𝐿𝐿CN= ASSINT
0,6𝑇𝑇𝑐𝑐 0,20.S
∆𝐷𝐷bacia foi calculado a partir de eventos
𝑇𝑇𝑝𝑝 = + 𝑇𝑇𝐿𝐿 (10)
monitorados selecionados,
𝑃𝑃 → ∞2, 𝑑𝑑𝑑𝑑e⁄este, 𝑑𝑑𝑑𝑑 → quando
0 adimensionalizado,
𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 𝐿𝐿2 0,385
pôde ser comparado com o0,208𝐴𝐴 hidrograma unitário sintético do SCS. Para comparação 𝑇𝑇dos 𝑐𝑐 = 0,39 ( ) obtidos
resultados
𝑆𝑆
(14)
por cada
A partir dos 𝑞𝑞𝑝𝑝190 = eventos selecionados e da (11) separação cenário, calculou-se a diferença percentual dos parâmetros esti-
𝑇𝑇𝑏𝑏 = 𝑇𝑇𝑝𝑝 +𝑇𝑇𝑝𝑝𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67 (8)
do escoamento de base, foram formados os pares P:Q (preci- mados em relação aos𝑆𝑆 = observados (Equação
5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄 − √(4𝑄𝑄 17). Os parâmetros
2 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)] (15)
pitação total : precipitação
𝑇𝑇𝑟𝑟 = 𝑇𝑇𝑐𝑐 𝑇𝑇=𝑏𝑏 −
5 efetiva) naturais. Os dados foram
𝑇𝑇𝑇𝑇𝐿𝐿𝑝𝑝 = 1,67𝑇𝑇𝑝𝑝 (12)(9) avaliados foram a precipitação efetiva (Pe), o tempo de pico (Tp),
ordenados formando pares3 P:Q de mesma frequência, conforme a vazão de pico𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃)
(Qp) =e o𝐶𝐶𝐶𝐶tempo de base (Tb).(−𝑘𝑘𝑘𝑘)
∞ + (100 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp (16)
proposto pelo método. 𝑇𝑇𝑇𝑇𝑝𝑝𝐿𝐿 =
Para
∆𝐷𝐷 a estimação de S a partir de dados
= 0,6𝑇𝑇 +𝑐𝑐𝑇𝑇𝐿𝐿 (13)
(10)
pluvio-fluviométricos monitorados, 2 a Equação 15 é comumente 𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 % =
(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
× 100% (17) (17)
𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂
utilizada (Hawkins et al.,0,208𝐴𝐴 2009). Nessa equação, a perda inicial
𝐿𝐿2 0,385
é considerada igual a𝑇𝑇𝑐𝑐𝑞𝑞20% ==0,39
𝑝𝑝 da𝑇𝑇𝑝𝑝(retenção
) potencial (11)
(14) máxima.
𝑆𝑆
Resultados
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = e Discussão
30,0 + (100 − 30,0) exp(−0,01569𝑃𝑃)
𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄𝑇𝑇− 5 2
√(4𝑄𝑄
𝑐𝑐 = 𝑇𝑇𝐿𝐿
+ 5𝑃𝑃𝑃𝑃)] (15)
(12) (15) ∑𝑛𝑛𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖2 = 1359,0 (17)
3
CN médio da bacia conforme o método do SCS
Após=a𝐶𝐶𝐶𝐶
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) plotagem
(100 dos
∞ +𝑇𝑇 − 𝐶𝐶𝐶𝐶pares
= 0,6𝑇𝑇 P:CN
∞ )exp(−𝑘𝑘𝑘𝑘) obtidos(16)a(13)
partir dos 𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 33,2 + (100 − 33,2) exp(−0,01687𝑃𝑃)
𝐿𝐿 𝑐𝑐
pares P:Q foi verificado o tipo de comportamento da bacia. A A composição do uso e ocupação ∑𝑛𝑛𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖2do solo da bacia e(18)
= 220,5,0 o
Equação 16%apresenta
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 = o modelo𝐿𝐿2 analítico
(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
× 100%ajustado
0,385 (17) aos pares CN associado à cada classe conforme a classificação proposta pelo
P:CN, que corresponde 𝑇𝑇𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂
𝑐𝑐 = 0,39 ( com
a bacias 𝑆𝑆
(14)
) comportamento
𝑞𝑞𝑝𝑝 = 0,198𝐴𝐴/𝑇𝑇 𝑝𝑝 ,
do tipo SCS são indicados na tabela 3. O CN médio resultante é 65,24.
padrão. O modelo foi ajustado para CN∞ e k. pelo método de
mínimos𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃)quadrados.
=𝑆𝑆30,0
= 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄−−30,0)
+ (100 2 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)]
√(4𝑄𝑄exp(−0,01569𝑃𝑃) (15) Tabela 3 – CN ponderado segundo as tabelas do SCS
∑𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖2 = 1359,0
𝑛𝑛
(17)
(16) (16) % da Área de
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ + (100 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp(−𝑘𝑘𝑘𝑘) Classe CN
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 33,2 + (100 − 33,2) exp(−0,01687𝑃𝑃) Drenagem
∑𝑛𝑛𝑖𝑖=1unitário
𝑒𝑒𝑖𝑖2 = 220,5,0 (18) Floresta Densa 17,4% 55
Derivação do hidrograma
(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎 % = × 100% bacia
da (17) a par-
𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂 Reflorestamento 0,6% 55
tir de eventos monitorados
Cerrado 19,4% 56
Área Urbana 2,9% 85
A partir
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 30,0dos 58 −eventos
+ (100 simples selecionados e da
30,0) exp(−0,01569𝑃𝑃)
Agrícola/Pastagem 57,9% 69
separação do escoamento de base, ∑𝑛𝑛𝑖𝑖=1 𝑒𝑒foram
2
obtidos os(17)
𝑖𝑖 = 1359,0 volumes
Área Degradada 1,9% 86
correspondentes de escoamento superficial. Para cada evento,
33,2 + (100
𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = efetiva exp(−0,01687𝑃𝑃)
− 33,2)calculada Corpo d'água 0,1% 100
a precipitação foi então a partir da divisão do
Solo Exposto 0,5% 86
volume de escoamento superficial pela área da bacia,(18)
∑𝑛𝑛𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖2 = 220,5,0
com as
CN médio 65,24
devidas transformações de unidades.
As ordenadas do hidrograma unitário do evento em
m3/[Link] foram calculadas pela divisão das ordenadas do hidro- Aplicação do método de ajuste assintótico
grama observado pela precipitação efetiva, seguindo o princípio
da proporcionalidade. O intervalo de discretização adotado A figura 2 mostra a curva de ajuste do CN em função
para chuva e para os hidrogramas foi de 30 minutos. Dados da precipitação obtida pelo método de ajuste assintótico. A
os hidrogramas unitários de cada um dos eventos, calculou-se curva ajustada aos dados naturais é dada pela Equação 18 e a
a curva em S para cada um deles a partir da acumulação das ajustada aos ordenados pela Equação 19.

842
𝑃𝑃 → ∞, 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑 → 0 𝑑𝑑𝑑𝑑 ⁄𝑑𝑑𝑑𝑑

𝑇𝑇𝑏𝑏 = 𝑇𝑇𝑝𝑝 + 𝑇𝑇𝑟𝑟 = 2,67 (8)


Cunha et al.: Avaliação da acurácia dos métodos do SCS para cálculo da precipitação efetiva
𝑇𝑇𝑟𝑟 = 𝑇𝑇𝑏𝑏 − 𝑇𝑇𝑝𝑝 = 1,67𝑇𝑇𝑝𝑝 (9) e hidrogramas de cheia

∆𝐷𝐷
𝑇𝑇𝑝𝑝 =
2
+ 𝑇𝑇𝐿𝐿 (10)

0,208𝐴𝐴
𝑞𝑞𝑝𝑝 =
𝑇𝑇𝑝𝑝
(11)

5
𝑇𝑇𝑐𝑐 = 𝑇𝑇𝐿𝐿
3
(12)

𝑇𝑇𝐿𝐿 = 0,6𝑇𝑇𝑐𝑐 (13)

𝐿𝐿2 0,385
𝑇𝑇𝑐𝑐 = 0,39 ( )
𝑆𝑆
(14)

𝑆𝑆 = 5[𝑃𝑃 + 2𝑄𝑄 − √(4𝑄𝑄2 + 5𝑃𝑃𝑃𝑃)] (15)

𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ + (100 − 𝐶𝐶𝐶𝐶∞ )exp(−𝑘𝑘𝑘𝑘) (16)

(𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂−𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸𝐸)
𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷𝐷ç𝑎𝑎
Figura 2 – Ajuste % do
= modelo assintótico padrão
× 100%
aos (17)
dados da bacia Figura 3 – Precipitação efetiva observada versus precipitação
𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂𝑂
efetiva simulada pelo método do SCS

𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 30,0 + (100 − 30,0) exp(−0,01569𝑃𝑃)


𝑛𝑛
∑𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖2 = 1359,0 (17) (18)

𝐶𝐶𝐶𝐶(𝑃𝑃) = 33,2 + (100 − 33,2) exp(−0,01687𝑃𝑃)


𝑛𝑛
∑𝑖𝑖=1 𝑒𝑒𝑖𝑖2 = 220,5,0 (18)
(19)
,
Considerando o ajuste natural, o CN da bacia seria 30,0, valor
este relativamente menor que aquele determinado pelas tabe-
las do SCS (65,24). Porém este valor é indicado para grandes
eventos e nenhum dos eventos selecionados na série em estudo
possuem valores suficientemente elevados. Logo, se o valor do
CN de referência for aplicado a pequenos eventos, o escoa-
mento superficial será subestimado. Por outro lado, se um valor
superior ao de referência for adotado para grandes eventos, o
escoamento superficial será superestimado. Esse é um indica-
tivo da supertimação nos cálculos de escoamento superficial a
partir de CNs obtidos pelas tabelas do SCS aplicados a eventos Figura 4 – Precipitação efetiva observada versus precipitação
maiores, normalmente adotados nas condições de projeto. efetiva simulada pelo método do ajuste assintótico

Comparação entre a precipitação efetiva total


observada e a obtida pelo método do SCS Tabela 4 – Estatística descritiva da diferença percentual dos
valores de precipitação efetiva calculados em relação aos
A diferença percentual da precipitação efetiva modelada observados
em relação à observada foi calculada para o método do SCS
utilizando os CNs tabelados (CNSCS) e o modelo do ajuste Precipitação Efetiva - Diferença %
assintótico (CNASSINT). A figura 3 mostra que os valores Estatística CNASSINT CNSCS
Mínimo -68 -100
de Pe calculados pelo método do SCS são predominantemente
Média 24 76
superiores aos observados, principalmente para os eventos com
Máximo 340 3262
maior Pe observada. Esta diferença é verificada pelo afastamento
dos pontos plotados em relação à reta de 45°, que representa o
ajuste perfeito. Os pontos com precipitação efetiva aproximada- destacam que os valores calculados com o CNSCS são em média
mente nula correspondem aos eventos de pequena magnitude, 75% superiores aos observados, enquanto os calculados com
com precipitação inferior ou pouco superior às perdas iniciais. o CNASSINT são em média 25%. Cabe também observar que
Especificamente nestes casos, a precipitação efetiva foi subes- a amplitude da variação é relativamente inferior em relação à
timada pelo método do SCS. verificada nos valores resultantes do CNSCS, como demonstrado
Em contrapartida, os valores obtidos a partir do CNAS- pelos valores de máximo e mínimo e pela dispersão dos pontos
SINT estão mais próximos dos valores observados, como pode em relação à reta de 45°.
ser verificado na figura 4. A tabela 4 resume as diferenças ob- Verificou-se também a relação entre a magnitude do
servadas através de uma estatística descritiva. Estas estatísticas evento de precipitação e as diferenças percentuais das precipita-

843
RBRH vol. 20 no.4 Porto Alegre out./dez. 2015 p. 837 - 848

ções calculadas em relação às observadas. Na figura 5 constata-se A figura 7 apresenta as vazões unitárias acumuladas para
que o método do SCS tende a superestimar a precipitação efetiva cada um dos eventos selecionados posicionados com base na
total para eventos maiores, o que é resultado do decaimento do origem. O hidrograma unitário médio da bacia resultante da curva
CN com o aumento da precipitação. Já para eventos menores, a das vazões unitárias médias acumuladas é exibido na figura 8.
maior parte da precipitação é contabilizada nas perdas iniciais O tempo de pico, a vazão de pico e o tempo de base
e, consequentemente, o escoamento superficial é subestimado. foram calculados a partir do hidrograma unitário médio da bacia
e conforme a metodologia do SCS (Tabela 5). Os valores da
vazão de pico unitária e o tempo de pico da bacia do ribeirão
Serra Azul obtidos pelo hidrograma unitário médio são consi-
deravelmente superiores aos valores encontrados pelo método
do SCS. Considerando que a relação entre o tempo de retardo
e o tempo de concentração proposta pelo SCS (Equação 12) é
válida, o tempo de pico obtido pelo HUMÉDIO é consistente com
o estudo de Drumond (2004), que verificou por meio da técnica
de traçadores que o tempo de concentração da mesma bacia
tende, de forma assintótica, para um valor de aproximadamente

Figura 5 – Diferença percentual dos valores de precipitação


efetiva obtidos pelos valores de CN tabelados em função da
magnitude do evento

Uma análise similar aplicada aos resultados gerados a


partir dos valores do CN do modelo de ajuste assintótico não
permite concluir se o erro está relacionado à magnitude do
evento (Figura 6). A variabilidade da precipitação efetiva obtida
a partir da curva de ajuste assintótico pode estar associada à
dispersão dos pontos em torno da curva, visto que o modelo
do SCS é altamente sensível a variações do referido parâmetro.
A comparação desta figura com a figura 5 também destaca a Figura 7 – Curva S média
amplitude da variação do erro em relação aos valores obtidos
com o CNSCS, como já foi indicado na tabela 5.

Figura 8 – Hidrograma unitário médio


Figura 6 – Diferença percentual dos valores de precipitação
efetiva obtidos pelos valores de CN do modelo em função da
magnitude do evento
Tabela 5 – Comparação entre as características do HUMÉDIO e HUSCS

Comparação entre o hidrograma unitário sintéti- HUMÉDIO HUSCS


co do NRCS e o hidrograma unitário derivado dos qp (m3/[Link]) 2,19 7,10
dados linigráficos Tp (h) 9,5 3,31
Tb (h) 2,80 Tp 2,67 Tp

844
Cunha et al.: Avaliação da acurácia dos métodos do SCS para cálculo da precipitação efetiva
e hidrogramas de cheia

Figura 9 – Comparação entre o hidrograma unitário adimensional para a bacia em estudo e o hidrograma unitário sintético do SCS

Tabela 6 – Estatística descritiva da diferença percentual dos parâmetros calculados em relação aos observados

Tp (%) Qp (%) Tb (%)


Cenário
1 2 1 2 1 2
Mínimo -94 -33 -81 -59 -95 -54
Mediana -16 0 -2,1 -0,1 -18 2,2
Média 20 23 158 4,6 -24 8,4
Máximo 1000 1500 1706 195 87 163

15,5 horas. Assim, a sobrestimação da vazão de pico unitária Comparação entre os hidrogramas de cheia simu-
obtida pelo HUSCS está associada principalmente à diferença lados e os observados
entre os tempos de pico dos dois métodos.
Cabe ressaltar que, conforme pode ser visualizado na Para os 190 eventos simulados, foi calculada a diferença
figura 7, há uma dispersão das curvas S em torno da média. percentual dos parâmetros tempo de pico (Tp), vazão de pico
Por consequência, o hidrograma unitário médio não é capaz (Qp) e tempo de base (Tb) em relação aos dados observados. A
de caracterizar bem a resposta da bacia a todos os eventos. tabela 6 apresenta um resumo dos erros percentuais obtidos e
Isso ocorre porque as condições ideais para a determinação os gráficos (Figuras 10 a 15) a dispersão dos dados calculados
do hidrograma unitário raramente ocorrem e a variabilidade em relação aos observados.
espacial e temporal da chuva não é adequadamente representada Como pode ser observado na tabela 6, a média dos erros
através da chuva média calculada pelos polígonos de Thiessen. relativos dos tempos de pico é semelhante para os cenários 1 e
Uma outra limitação dessa metodologia é o posicionamento dos 2. Os maiores erros para ambos os casos em geral estão associa-
hidrogramas unitários com base na origem, que tende a reduzir dos a eventos complexos e são, portanto, consequência da não
o pico e as vazões de cheia (Tucci, 2012). linearidade do comportamento da bacia. Desconsiderando tais
O hidrograma unitário médio foi adimensionalizado para casos, os valores do SCS tendem a ser pouco menores que os
facilitar sua comparação com o hidrograma unitário sintético do obtidos pelo modelo, o que também pode ser observado através
SCS. Na figura 9 é apresentada a comparação entre o HUMÉDIO da análise visual dos hidrogramas simulados.
obtido para a bacia em estudo e o HUSCS. A média dos erros evidencia que o tempo de base é
O hidrograma unitário triangular equivalente ao derivado subestimado pelo método do SCS, enquanto o modelo calibrado
apresenta tempo de base igual a 2,80Tp, em contraposição ao aproxima melhor os valores observados. Porém, o erro máximo
2,67Tp proposto pelo SCS. A fórmula para cálculo da vazão de indica que o modelo calibrado tende a superestimar este parâ-
pico unitária (m3/[Link]) correspondente a esse tempo de base metro, o que é associado ao maior tempo de base do HUMÉDIO.
seria , enquanto o HUSCS propõe 0,208 como fator multiplicador O método do SCS tende a superestimar as vazões de
da razão entre a área e o tempo de pico. pico, porém isso não ocorre para eventos de pequena magnitu-
Como é possível observar pelos hidrogramas unitários de, em que toda ou a maior parte da precipitação é computada
adimensionais, não existe grande diferença entre o HU médio como perda inicial. Observa-se também a grande variabilidade
derivado para a bacia a partir de dados observados e o proposto dos desvios relativos obtidos. Os desvios das vazões de pico
pelo SCS. A diferença se deve principalmente à imprecisão na podem ser atribuídos principalmente ao cálculo da precipitação
estimativa do tempo de concentração, sendo assim demonstrada efetiva, cujo volume é superestimado para maiores eventos, e
a importância do cuidado na estimativa deste parâmetro. à maior vazão de pico unitária decorrente do menor tempo de
pico e de base do HUSCS.

845
RBRH vol. 20 no.4 Porto Alegre out./dez. 2015 p. 837 - 848

Figura10
Figura 10––Tempo
Tempodedebase
basedo
docenário
cenário11versus
versusobservado
observado Figura13
Figura 13––Tempo
Tempodedebase
basedo
docenário
cenário22versus
versusobservado
observado
Figura 10 – Tempo de base do cenário 1 versus observado Figura 13 – Tempo de base do cenário 2 versus observado
Figura
Figura 10
10 –– Tempo
Tempo de
de base
base do
do cenário
cenário 11 versus
versus observado
observado Figura
Figura 13
13 –– Tempo
Tempo de
de base
base do
do cenário
cenário 22 versus
versus observado
observado
Figura
Figura10
10––Tempo
Tempode
debase
basedo
docenário
cenário11versus
versusobservado
observado Figura
Figura13
13––Tempo
Tempode
debase
basedo
docenário
cenário22versus
versusobservado
observado

Figura11
Figura 11––Tempo
Tempodedepico
picocenário
cenário11versus
versusobservado
observado Figura14
Figura 14––Tempo
Tempodedepico
picodo
docenário
cenário22versus
versusobservado
observado

Figura
Figura
Figura 11 –11
11 – Tempo
– Tempo
Tempo de de cenário
de pico
pico pico cenário
cenário 1 versus
11 versus
versus observado
observado
observado Figura14
Figura
Figura 1414 –Tempo
Tempo
–– Tempo de de
picopico
de pico do do cenário
do cenário
cenário 2 versus
22 versus
versus observado
observado
observado
Figura
Figura11
11––Tempo
Tempode
depico
picocenário
cenário11versus
versusobservado
observado Figura
Figura14
14––Tempo
Tempode
depico
picodo
docenário
cenário22versus
versusobservado
observado

Figura12
Figura 12––Vazão
Vazãodedepico
picodo
docenário
cenário11versus
versusobservada
observada Figura15
Figura 15––Vazão
Vazãodedepico
picodo
docenário
cenário22versus
versusobservada
observada

Figura
Figura 12
12 –– Vazão
Vazão de
de pico
pico do
do cenário
cenário 11 versus
versus observada
observada Figura
Figura 15
15 –– Vazão
Vazão de
de pico
pico do
do cenário
cenário 22 versus
versus observada
observada
Figura1212
Figura
Figura12
–Vazão
Vazão
––Vazão de de
depico
pico
picodo
do cenário
docenário
1 versus
cenário11versus
observada
versusobservada
observada
Figura
Figura
Figura15
15 Vazão
– Vazão
15––Vazão de de pico
depico
picodo
do cenário
docenário
2 versus
cenário22versus
observada
versusobservada
observada

846
Cunha et al.: Avaliação da acurácia dos métodos do SCS para cálculo da precipitação efetiva
e hidrogramas de cheia

Considerações Finais pelo fornecimento dos dados linigráficos e pluviográficos.


Agradecimentos também ao professor Mauro Naghettini pela
O método do SCS vem sendo amplamente aplicado revisão e à equipe da Potamos Engenharia e Hidrologia pela
por sua versatilidade e tradição. Entretanto, as vantagens de- colaboração no desenvolvimento do trabalho.
correntes de sua aplicação se contrapõem a erros que podem
acarretar maiores custos às obras hidráulicas. O presente estudo,
embasado por diversos outros autores, demonstra que o método Referências
não apresenta bom desempenho em locais distintos, o que está
associado a sua formulação e parametrização. BRASIL. Ministério das Minas e Energia. Departamento Nacional
Este artigo comparou os volumes de precipitação efetiva de Águas e Energia Elétrica. Divisão de Controle de Recursos
e os hidrogramas resultantes da aplicação da metodologia do SCS Hidricos. 5º Distrito (Brasilia, DF). Bacia representativa de Juatuba:
com eventos de chuva e vazão observados na bacia do ribeirão dados do período 1976-1980. Brasília: DNAEE, 1986. (Série
Serra Azul em Jardim (40511100). Além do método tradicio- E-03).
nal do SCS, foi proposta uma curva de ajuste assintótico para
calibração do parâmetro CN em função da chuva. Deduziu-se CHOW, V. T. C.; MAIDMENT, D. R.; MAYS, L. W. Applied
também o hidrograma unitário a partir dos dados linigráficos e hydrology. 2. ed. New York: McGraw-Hill Higher Education, 1988.
pluviográficos. Os 190 eventos selecionados para análise foram
simulados segundo as duas metodologias mencionadas. D’Asaro, F.; Grillone, G.; Baiamonte, G. Comparison
De acordo com o ajuste assintótico, o CN da bacia between curve number empirical values and curve number
para eventos de grande magnitude seria aproximadamente 30, obtained by handbook tables at basin scale in Sicily, Italy. In:
valor este consideravelmente inferior ao CN equivalente a 65,24 International Conference of Agricultural Engineering, Valencia,
determinado pelas tabelas do SCS. Os resultados das simulações 2012. Proceedings... Valencia: CIGR-AgEng, 2012.
indicam que o método do SCS tende a superestimar o volume
escoado, principalmente para eventos de maior magnitude. Em DRUMOND, M. M. A técnica de traçadores e o seu potencial
compensação, o modelo proposto para cálculo do CN em função para ampliar o conhecimento hidrológico sobre as bacias brasileiras: um
da chuva forneceu resultados com menor erro percentual em estudo aplicado à Bacia Representativa de Juatuba - MG. 2010.
relação aos eventos monitorados. 301 f. Tese (Doutorado em Engenharia Sanitária e Recursos
A combinação do modelo assintótico com o hidrograma Hídricos) – Escola de Engenharia, Universidade Federal de
unitário médio da bacia também gerou hidrogramas com menores Minas Gerais, Belo Horizonte, 2004.
vazões de pico em relação à aplicação do conjunto SCS-CN e
hidrograma unitário sintético do SCS. Contudo, a sobrestimativa Elhakeen, M.; Papanicolaou, A. N. Estimation
das vazões máximas não está necessariamente relacionada à of the Runoff Curve Number via Direct Rainfall Simulator
forma do hidrograma unitário sintético do SCS. O hidrograma Measurements in the State of Iowa, USA. Water Resour. Manag.,
unitário adimensional derivado para a bacia demonstra que a v. 23, n. 12, p. 2455-2473, Jan. 2009. Disponível em: <http://
sobrestimação das vazões de pico está associada principalmente [Link]/article/10.1007/s11269-008-9390-1>. Acesso
à estimativa do tempo de concentração. em: 1 fev. 2014.
Os resultados gerados pela aplicação do modelo ajus-
tado e do hidrograma unitário derivado para a bacia aproximam Garen, D. C.; Moore, D. S. Curve Number hydrology in water
melhor os dados observados, mas ainda apresentam erros con- quality modeling: uses, abuses, and future directions. J. Am. Water
siderados significativos. A validação da metodologia descrita no Resour. Assoc., v. 41 n. 2, p. 377-388, Apr. 2005. Disponível em:
presente artigo deve ser realizada em outras bacias hidrográficas <[Link]
monitoradas, se possível para eventos de maior magnitude. Faz- tb03742.x/abstract>. Acesso em: 15 fev. 2014.
se necessária também a adoção de critérios com maior grau de
padronização para seleção e separação dos eventos observados. HAWKINS, R. H. Asymptotic Determination of Runoff Curve
Os resultados deste estudo permitem concluir que mé- Numbers from Data. J. Irrig. Drainage Eng., v. 119, n. 2, p. 334-
todo do SCS, desenvolvido há mais de cinco décadas, necessita 345, Mar. 1993.
de aprimoramento ou substituição por outras metodologias
desenvolvidas mais recentemente para que as necessidades atuais HAWKINS, R. H.; WARD, T. J.; WOODWARD, D. E.; MULLEM,
sejam atendidas. Os custos de uma aplicação mais criteriosa do J. A. V. Curve number hydrology: state of the practice. Reston: ASCE/
método ou de outros de melhor desempenho são possivelmente EWRI Curve Number Hydrology Task Committee, 2009.
compensados com a redução dos custos decorrentes do superdi-
mensionamento em projetos de engenharia de recursos hídricos. HJELMFELT, A. T. Investigation of Curve Number Procedure.
J. Hydraulic Eng., v. 117, n. 6, p. 725–737, June 1991.

Agradecimentos Jain, M. K.; Mishra S. K.; Babu P. S.; Venugopal,


K.; Singh, V. P. Enhanced runoff curve number model
Os autores agradecem à CPRM e ao Eng. Éber Pinto incorporating storm duration and a nonlinear Ia-S relation. J.

847
RBRH vol. 20 no.4 Porto Alegre out./dez. 2015 p. 837 - 848

Hydrol. Eng., v. 11 n. 6, p. 631-635, Nov. 2006. TEDELA, N. H. Runoff Curve Numbers for 10 Small Forested
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