Informe Afasia
Informe Afasia
DEFINIÇÃO pág. 3
ETIOLOGIA pág. 4
CARACTERIZAÇÃO pág. 5
AVALIAÇÃO pág. 6
INTERVENÇÃO pág. 11
LITERATURA pág. 18
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1. DEFINIÇÃO
Afasia é um distúrbio de linguagem que envolve a perda total ou parcial da
capacidade de formular, expressar e/ou compreender sinais de linguagem, causada por
uma lesão cerebral adquirida, como traumatismo cranioencefálico ou doenças como
meningite, e localizada, normalmente, no córtex cerebral circundando a fissura de
Rolando no hemisfério esquerdo. Pode afetar a linguagem oral e escrita.
Assim, para estabelecer uma afasia, devem ser atendidas as seguintes premissas:
lesão nas áreas de linguagem, a linguagem deve ter sido adquirida e deve haver alteração
na expressão e/ou compreensão da linguagem.
Qualquer causa que produza lesão nas áreas do córtex cerebral destinadas à
produção da linguagem pode causar afasia.
As causas mais comuns de afasia são as seguintes:
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2.
ETIOLOGIA
- Os acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos ocorrem devido
à ruptura da parede arterial.
O acidente vascular cerebral ou acidente vascular cerebral, considerado a causa
principal, pode ser devido à interrupção do fluxo sanguíneo cerebral em decorrência de
isquemia ou ao rompimento de um vaso sanguíneo e ao correspondente vazamento nos
espaços intersticiais dos neurônios, que morrem quando param de funcionar. recebem
oxigênio e nutrientes pela corrente sanguínea ou quando há algum derramamento que
impeça a intercomunicação entre eles. Aproximadamente 30% das pessoas que
sobrevivem a um acidente desse tipo têm afasia. A alteração de linguagem que surge
após um AVC tem sido considerada o principal determinante da qualidade de vida destas
pessoas, por isso a reabilitação é muito importante, com a qual se espera melhorá-la.
• Intoxicações.
• Tumores do Sistema Nervoso Central.
• Infecções localizadas ou difusas do cérebro, como abscesso cerebral ou
encefalite.
Região de
diminuiçã
o do fluxo
sanguíneo
Fornecimento
de sangue ao Interrupção do fornecimento
cérebro de sangue (coágulo
sanguíneo)
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3. CARACTERIZAÇÃO. SINTOMATOLOGIA
Até pouco tempo atrás, a afasia era considerada uma doença do idoso, porém, após os avanços
científicos, passou a ser considerada uma patologia com possibilidade de se manifestar em qualquer
idade e época; Existem fatores que podem contribuir para o seu aparecimento, como tabagismo,
estresse, alcoolismo ou má alimentação.
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4. AVALIAÇÃO
Uma avaliação eficaz será o resultado de um exame completo para chegar a um diagnóstico correto.
Diante de um paciente afásico realizaremos os seguintes passos:
• Exploração da linguagem
• Exame neurológico
• História clínica abrangente do paciente.
Desta forma determinaremos qual a área danificada, o que nos permitirá realizar uma intervenção
adequada na área lesionada.
Em cada paciente afásico exploraremos as seguintes áreas:
• expressão oral
• Compreensão oral
• Compreendendo a linguagem escrita
• Exploração de Escrita
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Afasia de WernickeDeputado
Déficit de Global E Sim
Exploração da compreensão T Ei
Afasia sensorial OC
Compreensão Não deve ser confundido
transcortical DM
Oral com:
Afasia de Broca OE
Sem T • Déficit de produção
compreensão de Motor transcortical R
alteração
• Comprometimento
Ei motor
c
afasia de condução QUAL • memória de curto prazo
QUER
afasia anêmica
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•Reconhecimento de letras
Discriminação de letras e palavras
•Memória de sua grafia
•valor fonético
associação fonética
•Associe o som – palavra
•reconhecimento de palavras
•Compreensão
Aspecto ortográfica
fonológico da leitura de
Discriminação de pseudopalavras Grafema – conversão de fonemas
Compreensão de:
Lendo frases e parágrafos •Orações
• Parágrafos
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movimentos de escrita
Memória de símbolos escritos
Avaliação de redação Formulação do material em:
•Ditado
• narração gratuita
Abaixo descrevemos na tabela a seguir os testes mais utilizados para a evolução do Transtorno
Afásico:
• Linguagem espontânea
• Compreensão auditiva
• Repetição de palavras ou frases
• Nomeação
• Leitura
• Escrita
• Práxis
• Construção
• Cálculo
• Tarefas visuoespaciais
Este teste foi desenvolvido para auxiliar na avaliação de transtornos afásicos de vários tipos. É
composto por um conjunto de testes que se apresentam em quatro séries:
• expressão oral
• Compreensão oral
• Leitura
• Escrita
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problemas de fonética e semântica, Dissintaxe, Reduções e Articulação.
• Linguagem
• memória
• Orientação
• cálculo
TESTE DE FRENCHAY avalia a função motora do membro superior, algumas das tarefas a
serem realizadas são:
EPLA (PALPA): é uma bateria de testes que pode servir como instrumento de avaliação das
habilidades psicolinguísticas de pacientes adultos com afasias adquiridas.
Em cada um dos 58 testes é feita uma breve descrição indicando as variáveis controladas e as
razões pelas quais tal teste é incluído, e são fornecidas possíveis causas ou explicações para os
diferentes padrões de resposta obtidos. Além disso, são feitas algumas sugestões sobre como
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continuar a investigação para obter um relatório mais detalhado. Cada teste é acompanhado de
fichas de apresentação, fichas de coleta e resumo de dados, além de dados normativos de 22
sujeitos sem danos cerebrais.
5. INTERVENÇÃO
Esses exercícios não buscam a resposta correta, mas sim estimulam a atenção à
fala e a produção espontânea de alguns sons. Nos indivíduos que apresentam
supressão de linguagem isso é totalmente necessário, para então abordar a reabilitação
da articulação e a construção de frases.
2. Técnicas de Articulação.
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O objetivo na intervenção articulatória será garantir que ela esteja correta e,
para isso, começaremos com exercícios de diferenciação silábica dentro das palavras.
- O sujeito indicará batendo palmas, batendo na mesa, etc. a estrutura
silábica da palavra (co-che, te-ne-dor,…).
- O próximo passo será tentar pronunciar cada sílaba mesmo que esteja
incorreta. Utilizaremos, a princípio, sílabas simples repetidas (pa-pá, ma-
má, ta-tá,...).
- Em seguida, serão utilizadas palavras dissílabas com consoantes diferentes
e a mesma vogal (da-ma, la-na, pa-ta,...).
- A seguir, você fará exercícios com palavras que variam as vogais,
mantendo as consoantes (pi-pa, be-bo, de-do,...).
Complicaremos progressivamente as combinações até chegarmos a sílabas
diferentes em combinações de mais de duas.
Paralelamente às atividades anteriores, serão necessários trabalhos específicos
em cada junta defeituosa. Os exercícios serão muito numerosos. O esquema a seguir é
o seguinte:
- Exercícios motores dos órgãos articuladores diante do espelho, imitando os
movimentos do reeducador.
- Imitação diante do espelho da posição correta dos órgãos articuladores para
um determinado som. Às vezes será necessário recorrer a abaixadores de
língua, até para que o reeducador auxilie na movimentação dos lábios ou da
língua com as mãos, para que alcancem a posição correta.
- Articulação do som com o sujeito a partir da pronúncia do som pelo
fonoaudiólogo. É útil para conseguir uma articulação correta mostrar
diagramas da posição dos órgãos articuladores.
- Articulação de vogais e sílabas diante do espelho, ao mesmo tempo que
mostra o símbolo escrito.
- Articulação de palavras, com apoio na pronúncia do reeducador, mostrando
ao sujeito a palavra escrita e o desenho que a representa.
- Compare o som incorreto que pode ser produzido com sua articulação
normal através de gravações em fita.
Através dessas técnicas o sujeito poderá articular palavras com certa fluidez e
facilidade. Observa-se que não só as palavras trabalhadas melhoram, mas também
aparecem em sua linguagem espontânea palavras que não foram previamente
analisadas. Isso indica que os mecanismos cerebrais, uma vez iniciado o processo de
sua reorganização, podem continuá-lo sem dependência total do tratamento específico.
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3. Intervenção para Correção de Agrammatismos.
4. Construções de frases.
Os exercícios de construção de frases devem começar quando o sujeito
apresenta certa fluidez em sua articulação, mesmo que esta não atinja a correção total.
Começaremos com aqueles que se referem ao seu preenchimento.
- Frases completas onde a palavra final foi omitida e são facilmente
localizáveis. Usaremos ditados, canções, poemas, etc. Exemplos:
Para quem acorda cedo, Deus...
A cabra sempre puxa o ………………….
O professor ensina seu ………………….
O jogador de futebol marcou ……………………
- Frases completas onde a palavra omitida não é unívoca. Exemplos: Pela
janela você pode ver um …………… No mercado eu comprei
…………………… Conheci Juan em um ……………...
- Frases completas onde as palavras foram excluídas em qualquer ponto de
seu desenvolvimento. Exemplos:
Vou colocar o ……………….. para ver melhor.
Como estava chovendo, Juan pegou o …………… para sair para o
……………
Tudo isso será feito por escrito e somente oralmente. Esses exercícios não
requerem grande atividade por parte do sujeito. Uma vez realizadas com certa
facilidade, passamos à construção de frases a partir de um verbo.
- São mostradas imagens que representam ações (comer, trabalhar, rir, etc.).
O reeducador pronuncia a forma verbal e o sujeito a repete e oferece a
imagem correspondente (por exemplo: “comer”).
- O sujeito é auxiliado pelo reeducador e, valendo-se de imagens, estabelece
relações das palavras com os verbos expressos e os anota
esquematicamente. Exemplo: “comer”.
o cachorro Sorvete
Coma, quem? O homem Comer o De
A mulher quê? Trigo
O pássaro Pão De
CarnePor exemplo: o
A partir dessas relações agora você pode estruturar frases elementares.
cachorro come carne, o pássaro come trigo,…
- O processo continua a complicar-se, estabelecendo novas
relações das palavras com aquelas já trabalhadas. Exemplo:
Mercado Amarelo
macio Espinho
Duro Campo
Carne Vitela Trigo
Colheita
Apetitoso Colheita
Face Seca
cru Agricultor
assado Água
Dessa forma progressiva, o número de palavras nas frases é aumentado e utilizado em
diferentes contextos estruturais.
O sujeito deve anotar esses esquemas de relações entre palavras e, a partir deles, tentar
estruturar frases isoladas e até chegar a constituir uma história coerente. Às vezes é necessário
que o paciente expresse a frase corretamente, por isso deve ser auxiliado na sua organização
com apoio externo.
- Ele vê uma foto e pede para nos contar o que vê,
expressando-o com uma frase organizada. Exemplo: A mulher compra carne.
- Se você não conseguir organizar uma frase que expresse o conteúdo de
da ficha, apresentamos os três elementos principais da ficha inicial em imagens
independentes:
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- Incorpore palavras curtas e simples em relação à situação
e atividade que o sujeito executa (“bom, assim, correto, sim, não, excelente trabalho,
continuar, etc.”). A associação destes com a tarefa que está sendo realizada ajuda a
compreender o seu significado e a responder adequadamente às palavras ouvidas.
- Mostre em imagens, bem como auditivamente, para ajudar em
sua compreensão, instruções simples que devem ser dadas durante as sessões de
reabilitação. Exemplos: “me dá o caderno”, “pega o lápis”, “senta”, etc.
- Faça-o reconhecer as palavras corretas que ele emite, dentro
seu jargão incoerente. Utilizaremos gravações do seu idioma para que você possa ouvi-
las diversas vezes, tentando combinar as palavras corretas com as imagens que as
representam.
Os exercícios de “conflito” são muito úteis; isto é, pedir para você colocar o dedo em um
grupo de objetos que não está lá.
Com este exercício obtém-se a base necessária para poder intervir no distúrbio da
compreensão auditiva; isto é, o não reconhecimento dos fonemas que compõem as palavras.
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auxílio do espelho.
10. O sujeito pretende pronunciar o som [b].
À medida que as sessões avançam, o sujeito realizará todo esse procedimento com
cada vez mais independência, diminuindo a função orientadora do reeducador e passando
para a execução de atividades mais difíceis. Por exemplo:
Localize a letra correspondente ao primeiro som da palavra.
1. O paciente vê a imagem de um objeto e várias letras
diferente.
2. O reeducador faz os movimentos apropriados ao
a pronúncia, sem emitir sons, do nome do objeto e do sujeito atenta para a
posição dos órgãos articuladores.
3. Em seguida, você será solicitado a mostrar a primeira letra do
nome do objeto.
4. O reeducador faz o mesmo que no passo 2, mas desta vez apenas
com a carta.
5. O sujeito, diante do espelho, pronuncia o som da letra.
pesar – beijar –
mesa – passar – pá
A intervenção fonoaudiológica deve ser iniciada o mais breve possível, uma vez
passado o período de doença aguda causada pela lesão. É claro que deve-se buscar a
empatia entre o afásico e o reeducador, uma vez que o primeiro é propenso à depressão. O
fonoaudiólogo deve motivá-lo adequadamente para que tenha uma atitude positiva perante
o trabalho e um desejo de melhoria, condições fundamentais para o sucesso da
reabilitação. O prognóstico de recuperação não é o mesmo para todos, dada a
complexidade do problema e o número de variáveis envolvidas (idade do paciente,
extensão da lesão, riqueza do ambiente pós-lesão, etc.).
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Orientações para a família.
LITERATURA.
WEBGRAFIA:
- [Link]/lnk_causas.html.
- [Link]/af_causas.html
- [Link]
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