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Cap 3
Não demorou para que a diretora da escola aparecesse junto com alguns professores por
causa do alvoroço. Foi um choque quando encontraram a ala Alfa toda bagunçada, com
jovens gritando e esmurrando armários, todos tentando aliviar suas excitações.
Demetria horrorizou-se ao ver sua escola um total caos, ela sempre prezava pela ordem e a
divisão límpida entre seus alunos e seus status. Ela rosnou de raiva, ela amaldiçoou o
infeliz que bagunçou com toda a sua escola.
- Acho melhor nós ligarmos para os bombeiros, ou sei lá quem que poderá ajudar essas
crianças. - A professora de química falou.
Os olhos de Demetria queimavam de ódio, ela apenas gostaria de por as mãos no
arruaceiro que acabou com sua paz.
- Faça isso. - Ela ordenou, com toda a potência na voz que um Alfa poderia ter.
A pequena professora de química apenas assentiu e correu para chamar ajuda.
A mente de Camila era um completo borrão. Tudo a sua volta estava uma completa
bagunça. Seu corpo queimava tanto quanto o inferno, sua intimidade enviava vibrações
intensas pelo seu pequeno corpo, fazendo que constantemente ela tivesse espasmos
sentada no banco daquele carro.
Sua visão estava turva, e a única coisa em que ela conseguia focar era na garota
debruçada sobre o carro. Elas se encaravam com fervor. Camila ansiava pela garota do
lado de fora, desejava poder deslizar sua língua pelo maxilar trancado e fino da garota,
desejava poder beijar a boca firme daquela garota, com certeza ela adoraria embrenhar
seus dedos no cabelo negro daquela garota.
Ela se arrastou pelo banco, tocou o vidro embaçado da janela e gemeu baixinho,
completamente hipnotizada por aquela alfa de olhos verdes.
O cheiro dentro daquele carro era completamente inebriante para Camila. Tudo cheirava a
Alfa. Ela nunca havia sentido algo tão excitante quanto aquele cheiro específico, que
consistia em uma mistura de madeira, menta e algo que Camila jamais havia sentido em
outro alfa. Era um cheiro especial, e ele emanava completamente da Alfa fora do carro.
O sexo de Camila começou a formigar, e então a se fechar contra suas próprias paredes
internas, buscando alivio, buscando algo que a preenchesse.
Camila se assustou com se próprio corpo, gemeu extasiada e se arrastou no banco até
estar deitada com o rosto contra o couro quente do carro.
Suas pernas vacilaram um pouco quando ela se apoiou pelos joelhos e capturou seu sexo
com a mão direita. Ela nunca, jamais, havia se tocado. Era uma sensação nova tocar suas
dobras úmidas e quentes.
Ela olhou diretamente para a Alfa na janela, que parecia estar vidrada na cena de Camila se
tocando ali dentro do seu carro. O olhar da Alfa era de pura luxúria, as bordas de seus olhos
estavam avermelhados, os lábios entreabertos enquanto ela ofegava.
Camila arrastou sua calcinha para o lado e invadiu a si própria com dois de seus dedos,
procurando aliviar-se dos apertos que sentia dentro de si. Gemeu alto, seu corpo se reteve
por uma fração de segundos. A Alfa do lado de fora socou novamente a porta, sua mão
gotejando sangue enquanto ela tentava arrancar a porta do seu próprio carro.
Normani corria com Ally ao seu lado enquanto Troy tentava proteger as duas dos Alfas que
destruíam a escola. Ally estava furiosa, Normani havia contado a ela a ideia estúpida que
ela e Camila botaram em prática.
Ally mais do que tudo estava preocupada com sua amiga, ela apenas rezava para que
Camila estivesse segura e viva.
Eles enfim conseguiram escapar pela saída de emergência, dando de cara com o
estacionamento dos fundos o estacionamento dos Alfas. Eles jamais voltariam para dentro
daquela escola, os gritos dos Alfas podiam ser ouvidos dali.
Normani andou em círculos, culpando-se pelo o que havia feito. Levou as mãos até os
ouvidos, tentando afastar aqueles gritos de sua mente. Ally bufava ao seu lado e
constantemente dizia o quanto aquela ideia havia sido estúpida e fútil.
Troy ofegava, não havia sido fácil manter as duas em segurança dentro daquele inferno lá
dentro. Ele afrouxou o nó da gravata borboleta e desabotoou os primeiros botões da camisa
social um pouco amassada. Ele olhou ao redor, tentando bolar um bom plano de fuga.
E foi quando ele viu uma garota socar a porta de um dos muitos carros no estacionamento.
Ele farejou o cheiro do estacionamento, mesmo que seu olfato não fosse tão aguçado
quanto o de um Alfa ou de um Omega, ele com certeza reconheceu o cheiro de Camila.
- Allyson! - Ele gritou com a namorada, fazendo a mesma instantaneamente parar de gritar
com uma Normani chorosa. - A Camila, ela está ali! - Ele apontou para o carro e para a
garota socando o carro.
Ele caminhou em passos largos até a garota, quando chegou finalmente perto, ele tocou
seu ombro direito. Instantaneamente a Alfa se virou segurando o pulso de Troy. O rapaz
tremeu dos pés a cabeça ao ver s olhos da Alfa, completamente negros, sem nenhuma
parte branca.
Troy estava assustado, virou-se para trás, e fez sinal para que Ally não se aproximasse. Ele
olhou para dentro do carro, onde a Alfa já havia voltado a olhar, ele por um segundo desviou
o olhar.
Camila se desmanchava em gemidos enquanto fodia seus dedos dentro de sua boceta.
Lágrimas rolavam por suas bochechas rosadas. Ela estava ofegante.
Troy tentou não se excitar com aquela visão, pois aquilo era errado. Ele novamente tocou o
ombro da Alfa, que apenas rosnou sem tirar os olhos de Camila dentro do carro. Troy
percebeu então que ele precisava afastar aquela Alfa do carro e tirar sua amiga dali.
Ele então em um movimento rápido, capturou a Alfa pelo pescoço, em um aperto de
mata-leão tão forte quanto poderia. A Alfa rosnou tão alto que até Ally sentiu seu corpo ficar
tenso.
A Alfa se debatia contra o aperto de Troy, ela o chutava e tentava a todo custo se aproximar
da janela do carro. Troy usou o resto de sua força para poder, com brutalidade, jogar-se no
chão com a Alfa prensada contra o asfalto do estacionamento.
Ela se debatia ainda mais, gritando e eventualmente rosnando.
O suor de Troy escorria por sua testa e nuca, enquanto ele usava de toda a sua força para
poder pelo menos atordoar a Alfa.
- Ally! - Ele gritou novamente, a pequena garota deu um pequeno pulo, assustada, pois
nunca havia visto o namorado tão agressivo assim. - Tire a Camila de lá de dentro! - Ele
ordenou.
Ally não conseguia se mover, ela estava em choque de medo.
Normani então percebeu o que teria que fazer. Correu até o carro, tirando os saltos no meio
do caminho. Ofegou quando viu o estado da amiga dentro do carro. Afastou a imagem de
Camila se auto fodendo dentro do carro e tentou abrir a porta.
Estava trancada, constatou ela.
Olhou ao redor, procurando algo para poder quebrar a janela. Nada encontrou, além de um
Troy suado batendo a cabeça da Alfa no chão do estacionamento.
O coração de Normani faltava sair pela boca. Ela estava dominada pela adrenalina e pelo
medo.
Ela fechou o punho com força, posicionou o cotovelo um pouco acima de seu ombro, e o
desferiu com força e rapidez contra o vidro do carro. Sentiu um formigamento horrível na
sua pele quanto cacos de vidro a perfuraram, mas ela mal deu bola, pois seu sangue estava
fervendo com a adrenalina.
- Camila! - Ela gritou, mas a amiga não conseguia ouvi-la.
Ela então, com as mãos trêmulas, destrancou a porta por dentro.
Foi o sinal para que Camila acordasse de seu transe. Ela murmurou algo que Normani não
entendeu, e foi apenas questão de minutos para que se jogasse porta a fora, buscando
avidamente a Alfa que a enfeitiçara.
Normani caiu sentada no asfalto, ralando boa parte de sua mão. Ela foi rápida quando viu
que Camila escapava atrás da Alfa. Ela segurou com firmeza os calcanhares de Camila,
fazendo com que ela caísse no chão, tentando a todo custo alcançar a Alfa desacordada
embaixo de Troy.
- Allyson! Pelo amor de tudo que é mais sagrado, encontre ajuda! - Normani gritou para a
amiga ofegante.
Ally voltou a si quando Troy tocou seu braço, ele sabia que havia a assustado. Ally engoliu
em seco e virou-se correndo para dentro da escola.
Mas isso não foi preciso já que três bombeiros haviam aparecido pela porta de emergência.
Dois deles correram até a Alfa e a prenderam pelos pulsos com argolas de plástico,
travando contra a pele clara dela.
O último bombeiro abaixou-se ao lado de Normani. Ele estava suado e ofegante sobre as
roupas vermelhas e pesadas, quando o chamado soou no departamento ele não imaginaria
que teria que conter centenas de Alfas que haviam acabado de entrar no primeiro cio.
Ele foi rápido em pegar Camila pelos pulsos e também prendê-la com as mesmas argolas
de plástico.
Camila aspirou o cheiro de Alfa do homem e gemeu, arrastando-se para mais perto dele.
Graças aos céus o bombeiro já havia selado sua alma com uma ômega, então era quase
nulo o desejo que ele sentia pelo cheiro de Camila.
- Você está machucada? - Ele perguntou para Normani, que apenas assentiu. - Marcos! -
Ele gritou, e um dos bombeiros caminhou até ele, secando o suor da testa. - Leve essa
garota para uma das ambulâncias lá na frente. - O outro homem apenas assentiu e
estendeu a mão para Normani, ajudando-a a caminhar.
- Eu vou levar a Alfa junto com os outros. - O ultimo homem falou, ele era o mais alto, negro
e extremamente musculoso.
Saiu arrastando a Alfa pelos ombros para dentro do colégio.
- Vocês a conhecem? - O bombeiro perguntou a Troy e Ally enquanto segurava Camila
pelos pulsos.
- Sim, ela é nossa amiga. - Troy respondeu e arrastou a mão pela testa, afastando o cabelo
suado.
- Liguem para algum responsável, ela é a única ômega que aparentemente entrou no cio. -
Camila se remexia a cada palavra que o bombeiro soltava.
Instantaneamente, Troy retirou o telefone celular do bolso, caçando o número de Dona Sinu.
- Ela vai ficar bem? - Ally perguntou com a voz fraca.
- Foi sorte que vocês tenham a encontrado antes que a Alfa conseguisse achá-la primeiro. -
Ele falou firme, fazendo Ally engolir a seco.
Troy explicava superficialmente para uma Sinu preocupada no telefone que ela precisava
urgentemente aparecer na escola. Ele desligou o telefone e se aproximou da namorada,
abraçando-a pelos ombros.
- Eu não deveria ter a obrigado a vir - Ally murmurou baixinho, chorando contra o peitoral de
Troy.
- Não foi culpa sua, amor. - Ele tentou confortá-la acariciando suas costas. - Tudo vai ficar
bem. - Ele sussurrou contra os cachos de Ally, mesmo ele tendo a plena certeza de que
nada ficaria bem, já que nada estava bem.
Sinu ficou completamente chocada ao lado do marido quando viu sua filha gemendo dentro
de uma das salas da escola. Ela tentava de todo entender o que havia acontecido com sua
pobre filha.
Camila se contorcia no canto da sala, apertando uma perna contra a outra. Seu corpo
implorando para ser fodido enquanto o suor escorria de sua testa. Seus pulsos sangravam
contra as argolas de plástico que a impediam de se tocar.
Michael engasgou ao ver a filha naquele estado. Ele caminhou até ela e a abraçou, mesmo
que Camila protestasse e se debatesse contra ele.
- Foi um acidente. - Normani murmurou ao lado de Sinu.
- Foi uma idiotice! - Troy esbravejou contra ela. - Se eu não tivesse parado aquela Alfa, eu
não gostaria nem de imaginar o que seria de Camila agora! - Ally aproximou-se mais do
namorado, e segurou com delicadeza seu braço, tentando acalmá-lo.
- Ela precisa de supressores… - Sinu sussurrou ainda chocada com o estado de sua filha.
- Desculpa ser indelicado. - Um dos enfermeiros tomou a voz e então pigarreou. - Sua filha
precisa saciar a excitação… - Ele tentou ser dócil enquanto tentava explicar para uma mãe
desamparada que sua filha precisava foder. - Vocês compraram algum consolo para ela já,
ou algo que ela possa…
- Chega! - Michael suplicou enquanto tentava levantar a filha do chão. - Nós sabemos como
cuidar da nossa filha. Nós daremos um jeito. - Ele olhou com carinho para sua mulher.
No caminho para casa, Michael parou em um sex shop, completamente envergonhado por
fazer aquilo. Troy e Ally desceram do automóvel, eles caminharam para dentro da loja
pequena e discreta.
Troy ficou parado em um dos cantos da loja, ao lado de um manequim, tentando não olhar
para os brinquedos e objetos insinuativos do local.
Ally foi mais firme e caminhou até o balcão. Uma moça bonita lia um livro. Ela pigarreou e a
moça então a notou.
- Boa noite, o que deseja? - Sua voz era sexy. Troy apenas deu uma espiada na mulher e
então voltou a encarar os próprios sapatos.
- Hum… - Ally não sabia bem como dizer aquilo. - Minha amiga… Ela entrou no primeiro cio
e nós… - A moça sorriu com os lábios vermelhos e saiu de trás da bancada.
- Tudo bem, querida. Isso é normal. - Ela dizia enquanto analisava uma das prateleiras. -
Certo, acho que isso poderá ajudá-la. - Entregou um dos vários consolos da prateleira nas
mãos de Ally.
O negócio era macio e não muito grande. Com alguns botões na sua base. Além de ter uma
cor de pele que fez Ally corar por estar segurando aquilo em suas pequenas mãos.
- Eu não entendo dessas coisas… - Ally sussurrou, e então a atendente percebeu que se
tratava de uma Beta na sua frente.
- Oh, certo. - Ela pigarreou e apoiou o peso em uma das pernas torneadas. - Esse é um
produto novo, especialmente para esse tipo de caso. - Ela explicou enquanto mostrava as
configurações do consolo. - Tem o tamanho certo para uma virgem, e também vem com três
níveis de vibração.
Ally apenas corava e assentia.
- E-Eu vou levar esse. - Ela disse, não querendo ter que ouvir a mulher explicar algum outro
objeto.
- Embrulho pra presente? - Ela perguntou sorridente.
- Acho que não vai precisar. - Ally fez uma careta.
A moça foi até atrás do caixa, e retirou um consolo idêntico, porém dentro da caixa e
intocado por terceiros. Ally pagou e saiu praticamente correndo da loja. Entrou no carro e
segurou as lágrimas quando viu sua amiga presa com os pulsos para trás e murmurando
palavras incoerentes.
Camila se via trancada no próprio quarto. Ela tentou abrir a porta, ela gritava e arranhava
com suas pequenas unhas a madeira. Ela então percebeu que não sairia dali tão cedo.
Seu corpo queimava três vezes mais. Ela arrancou o vestido do corpo junto com suas peças
íntimas. Ela se jogou na cama e começou a se tocar. Arrastou o indicador pelo seu clitóris
duro e pulsante. Mordeu o próprio lábio inferior quando na sua mente veio o cheiro da Alfa,
e quase instantaneamente ela deslizou seu dedo para dentro de si.
Ela conseguia sentir perfeitamente as pulsações de seus músculos. Aquilo não era o
suficiente para ela. Camila precisava de mais dentro de si.
No fundo da sua pouca consciência ela se lembrou de Ally segurando algo e a entregando,
antes de trancar a porta e Camila jogar o objeto no chão para tentar sair dali.
Ela olhou para o chão do quarto e encontrou a caixa retangular e prateada. Com as pernas
bambas ela caminhou até o objeto e seus olhos brilharam ao ver o pênis sintético.
Avidamente ela abriu o embrulho e se fascinou com o objeto. Jogou-se na cama e sorriu
quando deslizou o objeto gelado e macio por suas dobras.
Camila gritou quando começou a deslizar o pênis para dentro de seu pequeno buraco. Ela
sentia como se sua boceta fosse rasgar, mas ela não queria parar, aquilo estava
fodidamente gostoso.
Quando o objeto entrou dentro dela por completo, Camila começou a imaginar que era a
Alfa ali sobre ela, fodendo-a com força e brutalidade. Ela praticamente delirou, e no meio de
seus delírios ela conseguiu visualizar o corpo branco da Alfa sobre ela. Soberano e
majestoso, muito mais forte do que o dela, entrando e saindo dentro de seu corpo,
sussurrando palavras sujas em seu ouvido, marcando seu corpo, mordendo-a, beijando-a.
Camila estava tão imersa em seus delírios que praticamente sentiu o peso da Alfa sobre
seu corpo enquanto ela socava o pênis sintético dentro de sua boceta molhada.
Camila gemeu e ofegou quando seu orgasmo chegou, fazendo com que seu corpo tivesse
espasmos dolorosos em volta do consolo. Ela se encolheu de lado e continuou com o vai e
vem do brinquedo dentro dela, agora imaginando que a Alfa a comia de lado. Imaginou que
a Alfa segurava com firmeza sua perna no ar, enquanto deslizava seu pênis quente dentro
dela, e praticamente sentiu o arfar da Alfa em seu pescoço.
Não demorou para que ela gozasse novamente e depois novamente e assim se seguiu a
noite.
Sete dias se passaram sem que Camila saísse daquele quarto. Ela se auto fodia
constantemente com aquele mesmo consolo, imaginando as diversas posições em que
aquela Alfa poderia fodê-la.
Comia pouco. E sempre que estava na metade da refeição, seu corpo se ascendia e ela
tinha que voltar para o pênis sintético e seus delírios com aquela Alfa.
Acordava no meio da noite sentindo sua excitação escorrer por suas coxas, e lá voltava ela
para seus delírios.
No último dia do cio, Camila teve seu último orgasmo no chuveiro do banheiro de seu
quarto. Ela já tinha plena consciência de todos os seus atos da semana. Ela já estava de
volta ao seu normal.
Chamou por sua mãe, completamente envergonhada. Ela escondeu o consolo, já limpo, no
fundo de seu armário, e engoliu um dos supressores garganta abaixo.
Sinu destrancou a porta com o almoço na mão. Ela sorriu triste quando viu sua filha sentada
contra a cabeceira da cama, vestida com uma calça de moletom e regata. Ela já havia visto
sua filha em diversas situações no decorrer da semana, pois sempre que colocava o almoço
de Camila dentro do quarto, ela de relançe via a filha se fodendo em algum canto do quarto.
Ela afastou as lembranças e depositou a bandeja na cama, que a filha provavelmente havia
limpado.
Camila estava envergonhada. Ela mal olhava para a própria mãe, apenas comia em
silêncio.
Menos de dois dias passaram e a família Cabello se mudou do país. Camila se sentia mal
ali. Ela se sentia péssima, e nem ao menos queria ver seus amigos.
Eles se mudaram para Cuba, onde já tinham família morando por lá.
Camila foi transferida para uma escola apenas de ômegas. E nunca mais tocou no assunto
do ocorrido em Miami. Ela apenas se focou em ter uma outra vida, apagando por completo
seu passado.
A cada dois meses ela entrava no seu ciclo de cio. Seu arsenal de consolos já estava maior,
e ela sempre, sem faltar uma vez sequer, imaginava aquela Alfa de olhos verdes a fodendo.
E assim ela cresceu. Completamente conservadora e confiante. Com um passado que ela
fazia questão de apagar da mente.