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Encontro Sedutor na Cabana de Tahran

Jamal, um xeque de Tahran, busca descanso em uma cabana, mas se depara com Delaney, uma mulher afro-americana que também está lá para relaxar. A tensão entre eles aumenta à medida que discutem sobre a propriedade da cabana e suas intenções de ficar. Ambos têm suas próprias razões para querer privacidade, mas a atração mútua é inegável.

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Encontro Sedutor na Cabana de Tahran

Jamal, um xeque de Tahran, busca descanso em uma cabana, mas se depara com Delaney, uma mulher afro-americana que também está lá para relaxar. A tensão entre eles aumenta à medida que discutem sobre a propriedade da cabana e suas intenções de ficar. Ambos têm suas próprias razões para querer privacidade, mas a atração mútua é inegável.

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desejo 513 3/9/2003 12:07 Página 3

Capítulo Um

Jamal inspirou profundamente para se tran-


quilizar e saiu debaixo da mesa. Pôs-se de pé e
limpou o suor da cara; há uma hora que tentava
equilibrar a mesa.
– Ao fim e ao cabo, sou um xeque, não um
biscateiro – disse com frustração, enquanto ati-
rava as ferramentas para dentro da caixa.
Jamal tido ido descansar para a cabana, mas
até àquele momento só conseguira aborrecer-se
e ainda tinha vinte e oito dias pela frente.
Não estava acostumado a não fazer nada; no
seu país, o valor de um homem media-se pelo
seu trabalho diário. A maioria dos seus súbditos
trabalhava de sol a sol, não por obrigação, mas
porque estavam acostumados a tal pelo bem de
Tahran. E embora fosse o filho de um dos xe-
ques mais importantes do mundo, sempre lhe
tinham exigido que trabalhasse tão duro como
as pessoas que o serviam.
Durante os três últimos meses, tinha repre-
sentado o seu país numas importantes negocia-
ções que incluíam outras nações próximas de
Tahran. Quando terminaram e todas as partes
estavam satisfeitas, sentiu a necessidade de esca-
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par para dar um descanso ao seu corpo e à sua


mente.
O ruído da porta de um carro a fechar-se,
captou a atenção de Jamal e rapidamente per-
guntou-se quem seria.
Sabia que não era Philip, o seu colega de
quarto em Harvard, pois ele é que lhe tinha ofe-
recido a cabana, e já tinha partido em lua-de-mel
durante duas semanas. Assim, intrigado, diri-
giu-se até à sala de estar. Ninguém tomaria o des-
vio da auto-estrada a não ser que soubesse da
existência da cabana, que ficava a uns oito quiló-
metros para dentro do bosque.
Quando se aproximou da janela para olhar,
conteve a respiração, sentiu-se hipnotizado, cati-
vado, consumido por uma repentina luxúria.
Uma mulher afro-americana acabava de des-
cer de um carro topo de gama e estava inclinada
sobre o porta bagagens. Não conseguiu ver o
seu traseiro, mas aquilo foi suficiente.
Vestia uns calções curtos que se ajustavam ao
rabo mais sedutor que tinha visto, e já vira mui-
tos ao longo dos seus trinta e quatro anos de
vida, mas nunca um tão bem definido e propor-
cionado. Sem grande esforço imaginou aquele
traseiro apertado contra o seu ventre enquanto
dormiam, e um sorriso desenhou-se nos seus lá-
bios. Quem seria capaz de «dormir» tendo um
corpo como aquele ao seu lado?
Jamal desviou o olhar até aos músculos da
mulher; estavam bem formados, eram firmes e
estavam perfeitamente definidos.
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Por um instante, ficou cravado ao chão en-


quanto observava através da janela. Mas quando
ela tirou as malas do carro, rapidamente recu-
perou o bom senso. Jamal franziu o rosto, mas
pensou que se preocuparia com as implicações
da bagagem mais tarde. Naquele momento,
queria ver o resto daquela mulher.
Enquanto aquele pensamento cruzou a sua
cabeça, a mulher fechou o porta bagagens e vol-
tou-se. Em apenas uns segundos, Jamal sentiu
que uma onda de calor lhe percorria o corpo;
aquela mulher era incrivelmente bonita. Linda.
Enquanto ela se ajeitava com a bagagem, ele
percorreu-a com o olhar: o cabelo castanho-es-
curo e encaracolado marcava um rosto cor de mel
e caía-lhe até aos ombros, dando-lhe um aspecto
atrevidamente sedutor. Tinha um queixo pe-
queno e redondo e uma boca bem desenhada. De
má vontade afastou o olhar da sua boca e desli-
zou-o pelo pescoço até aos seus redondos e ergui-
dos peitos, para depois continuar até às suas fabu-
losas pernas. Era a personificação da sedução.
Jamal moveu a cabeça ao sentir uma pro-
funda tristeza: sem dúvida alguma aquela mu-
lher tinha-se enganado na cabana, assim que
pensou que já tinha visto o suficiente e que as
suas hormonas não suportariam muito mais,
afastou-se da janela e dirigiu-se para a entrada
da cabana. Enquanto abria a porta e saía para o
alpendre, sentiu a tentação de lhe perguntar se
podiam fazer amor algumas vezes antes de se ir
embora.
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– Posso ajudar-te? – perguntou finalmente,


embora com a voz carregada de intenção.
Delaney Westmoreland levantou a cabeça so-
bressaltada e o seu coração começou a bater
com rapidez ao ver o homem que estava de pé
no alpendre, apoiado contra o aro da porta.
E que homem!
Se se pudesse descrever algum homem como
lindo, seria ele. A luz do entardecer realçava o
bronzeado profundo da sua pele, dando um sig-
nificado autêntico à descrição de alto, moreno e
atraente.
Delaney não tinha muita experiência com os
homens, mas tão pouco lhe fazia falta para se
aperceber de que era um homem do mais sedu-
tor e que qualquer mulher cairia rendida aos
seus pés.
Era alto, facilmente media um metro e oi-
tenta, vestia umas calças de marca compradas na
Europa e uma camisa de corte elegante. Dela-
ney pensou que o traje estava completamente
fora de lugar naquele sítio, algo que não a inco-
modava em absoluto.
Tinha o cabelo escuro, curto e liso. O olhar
dos seus escuros e penetrantes olhos parecia
alerta e inteligente.
Ambos se olharam fixamente.
Delaney pestanejou algumas vezes para se as-
segurar de que não estava a sonhar.
– Quem és tu? – perguntou ela, finalmente.
– Acho que devia ser eu a fazer essa pergunta
– disse ele após uns instantes de silêncio.
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Jamal afastou-se da porta e desceu do alpen-


dre. Enquanto se aproximava, Delaney conteve
a respiração, embora tentasse não o mostrar
mantendo o olhar fixo nele. Apesar de tudo era
um estranho e estavam os dois sozinhos no meio
do bosque, pelo que decidiu ignorar a parte
dela que dizia que não havia nada pior que não
se aproveitar de uma oportunidade tão tenta-
dora e decidiu ser cautelosa.
– Sou Delaney Westmoreland, e tu estás a in-
vadir propriedade privada.
O homem deteve-se diante dela e quando De-
laney levantou a cabeça para o olhar, sentiu uma
sensação quente e agradável no seu interior; de
perto era ainda mais bonito.
– E eu sou Jamal Ari Yassir. Esta cabana per-
tence a um grande amigo meu, pelo que acho que
és tu quem está a invadir propriedade privada.
Delaney semicerrou os olhos, perguntan-
do-se se realmente era amigo de Reggie tal
como afirmava. Será que o primo se tinha es-
quecido que tinha emprestado a cabana
quando lha ofereceu a ela?
– Como se chama o teu amigo?
– Philip Dunbar.
– Philip Dunbar? – perguntou ela, falando
num tom baixo e sedutor.
– Sim. Conhece-lo?
– Sim. Philip e o meu primo, Reggie, foram
sócios durante algum tempo. Foi Reggie quem
me ofereceu a cabana. Tinha-me esquecido que
Philip e ele são co-proprietários.
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– Alguma vez estiveste aqui?


– Sim, uma. E tu?
Jamal moveu a cabeça e sorriu.
– É a primeira vez que venho – aquele sorriso
fez Delaney conter a respiração. Viu que os seus
olhos estavam outra vez fixos nela, observando-a
e não lhe agradava ser o objecto daquele olhar
penetrante.
– Por que me observas dessa maneira? – per-
guntou Delaney.
– Não me apercebi que te estava a observar –
disse ele.
– Pois estás a fazê-lo – replicou ela, semicer-
rando os olhos. – De onde és? Não pareces da-
qui.
Jamal sorriu.
– Não. Sou do Médio Oriente, de um pe-
queno país chamado Tahran. Já ouviste falar
nele?
– Não. Mas nunca fui boa a geografia. Falas
muito bem a nossa língua para um forasteiro.
Jamal encolheu os ombros.
– Aprendi inglês desde pequeno e depois fui
para Harvard, para a universidade.
– Licenciaste-te em Harvard?
– Sim.
– A que é que te dedicas? – inquiriu ela, per-
guntando-se se não trabalhava para o Governo
Federal.
Jamal cruzou os braços sobre o peito e pen-
sou que as mulheres do Ocidente faziam dema-
siadas perguntas.
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– Ajudo o meu pai a cuidar do meu povo.


– O teu povo?
– Sim. Sou o xeque, príncipe de Tahran. O
meu pai é o Emir.
Delaney sabia que Emir era outra forma de se
referir a um rei.
– Se és o filho de um rei, o que estás a fazer
aqui? Embora seja um sítio bonito, suponho
que te podes permitir algo melhor.
Jamal franziu o rosto.
– Sim, posso, mas Philip ofereceu-me a ca-
bana como símbolo de amizade. Teria sido falta
de educação não aceitar. Além disso, ele sabia
que queria estar só durante algum tempo;
quando a imprensa sabe que estou no teu país,
não me deixa em paz. Pensou que um mês aqui
me faria bem.
– Um mês? – perguntou ela incrédula.
– Sim. Quanto tempo estavas a pensar ficar
aqui?
– Um mês – disse Delaney e ele franziu uma
sobrancelha.
– Pois! Nós os dois sabemos que não pode-
mos ficar aqui juntos, por isso ficarei encantado
em ajudar-te a guardar as tuas malas de novo no
carro.
Delaney pôs os braços na cintura.
– E porque é que tenho de ser eu a ir-me em-
bora?
– Porque eu cheguei primeiro.
Embora tivesse razão, Delaney não quis ad-
miti-lo.
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– Mas tu podes ir para outro lado e eu não.


Reggie ofereceu-me a cabana durante um mês
como prenda de fim de curso.
– Prenda de fim de curso?
– Sim. Licenciei-me em medicina na sexta-feira
passada. Depois de oito anos a estudar sem pa-
rar, pensou que seria bom descansar durante
um mês.
– Tenho a certeza disso.
Delaney suspirou ao dar-se conta de que não
ia ser assim tão fácil persuadi-lo a ir-se embora.
– Há uma forma democrática de solucionar
isto.
– Achas mesmo?
– Sim. Tiramos à sorte. Como preferes?
Aquilo fez Jamal sorrir involuntariamente.
– De nenhuma forma. Sugiro que me deixes
ajudar-te a guardar a bagagem no carro.
Delaney inspirou profundamente. Estava fu-
riosa. Como se atrevia a dizer-lhe o que tinha de
fazer?
Delaney tinha cinco irmãos mais velhos e
desde pequena que tinha aprendido a defen-
der-se dos homens. Resolveria as coisas da
mesma forma que fazia com os seus irmãos: à
base de teimosia.
Assim, cruzou os braços e olhou-o directa-
mente nos olhos.
– Não me vou embora.
Jamal não pareceu afectado pelo comentário.
– Vais, vais.
– Não, não vou.
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Naquele momento, as feições de Jamal endu-


receram-se.
– No meu país, as mulheres fazem o que lhes
ordenam.
Delaney olhou-o furiosa.
– Bem-vindo à América, «majestade». Neste
país as mulheres têm direito a expressar a sua
opinião e podem até dizer a um homem onde é
que pode ir.
– Onde ir? – perguntou Jamal arqueando
uma sobrancelha.
– Sim. Como, «vai plantar batatas ou vai cha-
tear outro».
Jamal não pôde evitar rir-se; Delaney Westmo-
reland era, sem dúvida, uma mulher muito atre-
vida.
Tinha aprendido que as mulheres ocidentais
não hesitavam em dizer quando algo as incomo-
dava. No seu país, as mulheres aprendiam desde
pequenas a não mostrar as emoções.
Jamal pensou em utilizar outra aproximação,
uma que não ofendesse a sua inteligência.
– Sê razoável – disse-lhe ele.
Ela olhou-o irritada por saber que aquilo tão
pouco ia resultar.
– Sou razoável. Neste momento, uma cabana
junto a um lago, durante um mês e de forma
gratuita, é mais que razoável. É um sonho tor-
nado realidade. Tu não és o único que precisa
estar só durante algum tempo.
Delaney pensou na família. Ao ter terminado
o curso, davam por garantido que estava qualifi-
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cada para diagnosticar todas as suas doenças e


não conseguiria descansar se soubessem onde
estava. Em caso de emergência, os seus pais sa-
biam como contactá-la e era o suficiente. Dela-
ney gostava da família, mas merecia um des-
canso.
– Porque é que queres estar sozinha?
– É algo pessoal – disse ela franzindo o rosto.
Jamal perguntou-se se se estaria a esconder
de um amante ciumento, ou até de um marido.
Não tinha aliança de casada, mas sabia por ex-
periência que algumas mulheres americanas a
tiravam quando lhes convinha.
– És casada?
– Não. E tu? – perguntou com irritação.
– Ainda não – murmurou ele. – Esperam que
me case antes do meu próximo aniversário.
– Fico contente por ti. Agora sê um príncipe
amável e ajuda-me a levar a minha bagagem
para a cabana. Se não me engano, há três quar-
tos e cada um tem a sua própria casa de banho,
pelo que há espaço suficiente para ambos.
Faço intenção de dormir muito, pelo que de
certeza haverão dias em que nem sequer me
verás.
Jamal olhou-a fixamente.
– E o que acontecerá nos dias em que te vir?
Delaney encolheu os ombros.
– Faz como se não estivesse aqui. De qualquer
forma, se te for muito difícil e sentires que não
estás bem, acho que deves partir – disse ela e
olhou em redor. – Onde está o teu carro?
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Jamal suspirou e perguntou-se como é que


conseguiria que se fosse embora.
– O meu secretário é que o tem – respondeu
secamente. – Está hospedado num hotel a pou-
cos quilómetros daqui. Prefere estar próximo de
mim se eu precisar de alguma coisa.
Delaney arqueou uma sobrancelha ironica-
mente.
– Deve ser muito agradável ser tratado como
um rei.
Jamal ignorou a frieza do seu tom de voz.
– Tem as suas vantagens. Asalum está comigo
desde o dia em que nasci.
Delaney não pôde evitar escutar o profundo
carinho do seu tom de voz.
– Como disse, deve ser agradável.
– Tens a certeza que queres ficar? – pergun-
tou ele.
O seu tom de voz tinha uma nota ligeira-
mente retardada e manteve o olhar em Delaney
com os seus olhos escuros.
Ao escutar aquela voz profunda e sedutora,
Delaney duvidou. Não tinha a certeza, mas não
estava preparada para se ir embora; pelo menos
depois de ter conduzido sete horas para chegar
até ali. Talvez depois de um duche e uma longa
sesta mudasse de opinião.
Encontrou o olhar de Jamal e tremeu pe-
rante a sua intensidade. Um arrepio de desejo
sacudiu-a, da mesma forma que quando o viu
pela primeira vez, de pé no alpendre.
Delaney tinha vinte e cinco anos e era sufi-
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cientemente madura para reconhecer a existên-


cia de hormonas hiperactivas. Mas também era
suficientemente madura para as controlar e não
ceder à tentação. A última coisa que precisava
era uma aventura com um príncipe machista e
esperava que ele também não o quisesse, pelo
que manteve o olhar e levantou o queixo num
gesto desafiante.
– Fico.

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