Aplicação da ACT: ansiedade
INTRODUÇÃO
● A ansiedade e o medo são respostas humanas naturais e muito importantes
para a nossa sobrevivência.
● A reação de medo é provocada diante da percepção de um perigo real ou
imaginário, gerando uma ação defensiva que motiva e mobiliza o corpo para
fugir da ameaça.
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● A ansiedade pode ser compreendida como um conjunto de reações
fisiológicas e psicológicas, associadas a uma situação de medo excessivo.
Transtornos de Ansiedade
● Na ACT, todos os Transtornos de Ansiedade giram em torno da esquiva
experiencial.
● O que difere os Transtornos de Ansiedade da ansiedade adaptativa é a
frequência e a intensidade dos sintomas ansiosos.
● Os Transtornos de Ansiedade, incluem:
○ Transtorno de Ansiedade de Separação;
○ Mutismo Seletivo;
○ Fobia Específica;
○ Transtorno de Ansiedade Social;
○ Transtorno do Pânico;
○ Agorafobia;
○ Transtorno de Ansiedade Generalizada.
● Em geral, os Transtornos de Ansiedade caracterizam-se por comportamentos
rígidos e/ou ineficazes de esquiva diante de experiências avaliadas como
indesejáveis e/ou dolorosas.
● Níveis elevados de estresse, competitividade, excesso de carga de trabalho,
privação de sono, pressão e outros aspectos pessoais, podem agravar a
ansiedade.
ACT para Ansiedade
● Desde sua formulação inicial, estudos indicam que a ACT trata-se de uma
abordagem possivelmente eficiente para o manejo de Transtornos de
Ansiedade.
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● A ACT tem uma visão sensível ao contexto e às funções dos eventos
psicológicos, mais do que somente à forma como se apresentam, isto é, aos
sintomas.
● Por meio de estratégias de mudanças contextuais e experienciais, busca-se
construir um repertório amplo, flexível e efetivo para a mudança de função
dos eventos aversivos.
● A ACT propõe que o processo natural da mente humana conduz os
indivíduos ao sofrimento, que é uma experiência humana presente cedo ou
tarde em todos os domínios da vida. Tentativas de controle por meio da
esquiva experiencial ocupam papel importante na maximização do sofrimento
natural.
● Ao utilizar a esquiva experiencial para lidar com estímulos
ansiogênicos/aversivos, a obtenção de alívio imediato funciona como um
reforço negativo, o que aumenta a probabilidade do comportamento de
esquiva acontecer e deixar o sujeito preso em um ciclo vicioso que restringe
o repertório comportamental.
● A ACT propõe a busca da mudança na relação dos indivíduos com a
ansiedade e seus eventos dolorosos, ao invés de tentar controlá-los. Para tal,
busca-se desenvolver a flexibilidade psicológica, através de seis processos
interdependentes:
○ aceitação: busca a plena experiência com relação à condição humana,
o contato aberto e consciente com o momento presente, sem defesas
desnecessárias;
○ desfusão cognitiva: implica no distanciamento dos pensamentos, o que
possibilita respostas baseadas em sua utilidade e não em verdades
rígidas da mente;
○ eu como contexto: possibilita a percepção da experiência humana em
constante mudança e considera o indivíduo como o palco onde os
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eventos acontecem;
○ clarificação de valores: busca a reflexão honesta acerca do que de fato
importa na vida, os desejos mais profundos, as direções que
verdadeiramente se deseja seguir;
○ momento presente: diz respeito ao contato direto e contínuo com o
“aqui-e-agora”, com menos julgamentos e mais descrições, tentando
observar os eventos tal como são; e
○ ações comprometidas: busca o comprometimento com
comportamentos alinhados aos valores de vida, ou seja, com o que os
aproxima de uma vida rica e significativa.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, R, B. et al. ACT em grupo para manejo de ansiedade entre universitários:
Ensaio Clínico Randomizado. Psicologia: ciência e profissão [online], v. 42, fev.
2022. Disponível em: [Link] Acesso em: 26
dez. 2023.
APA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5-TR. 5
ed., Texto revisado. Porto Alegre: Artmed, 2023.