MÓDULOS CONTEMPLADOS
ICON - Introdução
AFRA - África
AMEA - América
ASIA - Ásia
EURA - Europa
OCEA - Oceania
POLA - Regiões polares
ESTC - Estudos de Caso
EGCO - Exercícios de geografia dos continentes
CURSO
EXTENSIVO 2017
DISCIPLINA
GEOGRAFI A
CAPÍTULO
GEOGRAFI A DOS CONTI NENTES
PROFESSORES MARCUS BARTELLI E JOÃO
GABRIEL RIBEIRO
GEOGRAFIA DOS CONTINENTES
Os continentes são grandes extensões de terra emersas, limitadas pelas águas de mares e
oceanos. Eles ocupam 150.377.393 quilômetros quadrados, dimensão que corresponde a 29,4%
da superfície total do planeta. Acredita-se que em um determinado período da história da Terra,
houve a formação de uma camada sólida de terras emersas, era o supercontinente, rodeado pelo
mar Panthalassa, chamado de Pangea. Houve um momento em que eles se dividiram e deram
origem a dois continentes chamados de Laurásia e Godwana. A partir daí estes dois continentes
passaram a se fragmentar e dar origem a atual configuração. A teoria da movimentação dos
continentes foi chamada de Deriva Continental e formulada pelo cientista alemão Alfred
Wegener, em 1915.
A atual configuração foi estabelecida há 65 milhões de anos, em decorrência desse
processo de deslocamento da crosta. O movimento constituiu os seis continentes existentes:
África, América, Antártica (ou Antártida), Ásia, Europa e Oceania. A América é subdividida em
três: América do Norte, América Central e América do Sul. Merece ser lembrado que o Ártico,
região de mares e de águas congeladas, não é um continente. Os continentes apresentam
características físicas e humanas bastante diferenciadas.
A crosta terrestre não é contínua, mas dividida em vários blocos, chamados placas
tectônicas. Elas são separadas por grandes fendas vulcânicas em permanente atividade no fundo
do mar. Através dessas fendas, o magma sobe à superfície. Isso expande o fundo do mar e
movimenta, em várias direções, os blocos que formam a superfície. As superfícies continentais
distribuem-se de maneira desigual no globo, correspondendo a 40,4% da área do Hemisfério
Norte e a apenas 14,4% da área do Hemisfério Sul. As regiões polares também são diferentes.
No sul, encontra-se um continente - a Antártica - coberto por espessa camada de gelo. No norte,
existe uma grande depressão, coberta pelo Oceano Ártico.
ÁFRICA
Com extensão territorial de 30.198.835 quilômetros quadrados, o continente africano
abriga aproximadamente 1,1 bilhão de habitantes, distribuídos em 54 países, sendo a Nigéria o
mais populoso: 158,2 milhões de pessoas e a maior economia do continente.
Os países que compõem esse continente são: África do Sul, Angola, Botswana,
Comores, Lesoto, Madagascar, Malawi, Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia,
Zimbabwe, Chade, República do Congo, República Centro-Africana, Congo, Benim, Burkina
Faso, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau,
Guiné-Equatorial, Libéria, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal,
Serra Leoa, Togo, Argélia, Egito, Líbia, Marrocos, Sudão, Tunísia, Burundi, Djibouti, Eritreia,
Etiópia, Quênia Ruanda, Seychelles, Somália, Tanzânia e Uganda.
Continente que abriga as mais antigas evidências da presença do homem moderno no
planeta, a África é seguidamente pilhada, dividida e ocupada pelas potências da Europa a partir
do século XV. Milhões de africanos são escravizados por essas potências, que mantiveram a
exploração dos recursos naturais da região mesmo após o fim da escravidão. As lutas
anticoloniais se desenvolvem principalmente na segunda metade do século XX e se misturam
aos conflitos da Guerra Fria, que opôs os Estados Unidos (EUA) à União Soviética (URSS).
Persistem rivalidades étnicas entre populações de países cuja fronteira foi criada artificialmente
pelas nações europeias, no fim do século XIX.
Esse legado histórico explica por que a África respondia por apenas 3,1 % do Produto
Interno Bruto (PIB) mundial. Nos países ao sul do Deserto do Saara (a África Subsaariana),
quase metade da população (46,8%) vive abaixo da linha de pobreza (com renda inferior a U$
1,25 por dia).
A AIDS é a maior causa de mortes no continente. Em 2014, a África Subsaariana
registrava cerca de 70,6% dos contaminados no mundo e 1,1 milhão de mortos nesse ano. De
acordo com estimativa do Banco Mundial, a AIDS é um significativo elemento de freio ao
crescimento econômico africano. Em 2014, o continente também é atingido por uma epidemia
de ebola. Até o final de novembro havia sido registrados 17.140 casos da doença com 6.069
mortes. A despeito do fim de algumas guerras civis sangrentas (como em Moçambique e
Angola), as disputas por recursos minerais e as rivalidades étnicas, regionais e religiosas
continuam a fomentar conflitos armados que mataram milhões de pessoas e causam migrações
maciças, como na República Democrática do Congo, na Somália e no Sudão.
ASPECT OS NAT UR AIS
A África tem cerca de 30,2 milhões de quilômetros quadrados de extensão e a
maior porcentagem de terras desérticas quentes do globo. Seu relevo se caracteriza pelo
predomínio de imensos planaltos pouco elevados. No sudeste tornam-se mais altos,
formando grandes picos, como o Monte Kilimanjaro (5.895 metros), na Tanzânia. O
Deserto do Saara, no norte, ocupa um terço de todo o território africano. Nele são
registradas temperaturas máximas superiores a 40 ºC. Curiosamente, uma das faixas de
terras mais férteis do g1obo fica nessa área, ao longo das margens do Rio Nilo. Ao sul
deste imenso deserto, estende-se uma faixa semiárida, o Sahel.
Na parte sul do continente encontra-se dois grandes desertos: o de Kalahaari na
parte interiorana; e o da Namíbia, na costa sudoeste africana. Este último tem grande
influência da corrente marítima fria de Benguela.
A África é cortada ao meio pela linha do Equador e tem quatro quintos do
território situados entre o Trópico de Câncer e o de Capricórnio. Essa localização é de
clima predominantemente equatorial ou tropical. O norte tem climas semiárido e
desértico, com uma faixa litorânea de clima mediterrâneo, também existente no extremo
sul do continente. A distribuição da vegetação obedece aos fatores climáticos: na porção
equatorial úmida há florestas tropicais, que vão perdendo densidade e se transformando
em savanas à medida que avançam para as regiões mais secas, ao norte e ao sul. A
cobertura vegetal do continente vem sendo reduzida em razão do desmatamento. Cerca
de dois terços das florestas originais africanas não existem mais. O litoral é regular, com
pequena quantidade de ilhas. Destacam-se Madagascar (a maior do continente),
Madeira, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Canárias, Comores, Maurício e Seicheles.
ASPECT OS SOCIOECONÔM ICOS
O continente africano tem 1,1 bilhão de habitantes em 2014 e a maior taxa de
crescimento demográfico continental: 2,3% ao ano, no período entre 2010 e 2015.
Enquanto os desertos são praticamente despovoados, o Vale do Rio Nilo, por exemplo,
apresenta uma densidade demográfica média superior a 800 habitantes por quilômetro
quadrado. Há centros urbanos densos, como Cairo (Egito), Lagos (Nigéria), Kinshasa
(República Democrática do Congo), Cartum (Sudão) e Johanesburgo (África do Sul).
Após a Ásia, a África é o segundo continente com o maior número de
deslocados à força, 13 milhões de pessoas, segundo o relatório de 2013 do Alto
Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Todos os anos, milhões
de africanos migram para escapar da pobreza, da seca, da fome e de conflitos armados.
As guerras civis são responsáveis por muitos deslocamentos entre fronteiras e provocam
fuga da população para precários campos de refugiados. Em 2013, a disputa separatista
no Mali, a violência na República Centro-Africana e os conflitos na República
Democrática do Congo provocaram um significativo aumento no número de refugiados
no continente.
A África é o continente menos desenvolvido do planeta. Sua economia é
essencialmente agrícola, baseada principalmente em itens como café, cacau, algodão e
amendoim. As commodities respondem por 80% das exportações do continente. Com
uma economia pouco diversificada, a África apresenta em 2013 um Produto Interno
Bruto (PIB) baixo - 2,3 trilhões de dólares, valor inferior à metade do PIB brasileiro.
Em 2013, a Nigéria superou a África do Sul e passou a ter o maior PIB do continente,
com 522,6 bilhões de dólares.
Nos últimos anos, o continente passa por um ciclo de crescimento. Desde o
início dos anos 2000, o PIB africano registra uma expansão média de 5,5% ao ano. Boa
parte desse desempenho deve-se à exploração de minérios e petróleo e à elevação do
preço dessas commodities no mercado internacional. Países como Angola, Camarões,
Chade, os dois Congos, Guiné Equatorial, Sudão, Gabão, África do Sul e Nigéria estão
entre os principais exportadores de petróleo ou minérios. O interesse nessas matérias-
primas levou a China a intensificar os investimentos no continente, tomando-se o
principal parceiro comercial da África. O crescimento africano também pode ser
creditado à diminuição dos conflitos armados e ao avanço institucional de algumas
democracias, além da maior abertura ao investimento privado.
Contudo, essa escalada econômica ainda enfrenta muitos desafios para se
consolidar. O continente ainda é muito vulnerável às oscilações dos mercados globais
(sobretudo no pós crise econômica de 2008) devido à sua elevada dependência das
exportações commodities. O baixo nível de industrialização não permite a produção de
itens de alto valor agregado. Além disso, muitos veem o interesse estrangeiro no
continente como uma nova forma de colonização. A maior crítica que se faz ao atual
modelo de desenvolvimento africano é que ele não tem se traduzido em redução de
pobreza na mesma proporção.
AMÉRICA
O continente americano possui uma área superior a 42 milhões de quilômetros
quadrados, estando dividido em América do Norte (23,4 milhões de km²), América Central
(735,6 mil km²) e América do Sul (17,8 milhões de km²). A América é formada por 35 países, e
sua população é de 934,3 milhões de habitantes. Um sistema de cadeias montanhosas percorre o
território em sua porção oeste, sem interrupção, desde o Estreito de Magalhães, no extremo sul,
até o Estreito de Bering, no extremo norte: a Cordilheira dos Andes, na América do Sul, e as
Montanhas Rochosas, na América do Norte.
A América do Norte é colonizada principalmente por ingleses e franceses, enquanto
espanhóis e portugueses dominam a maior parte da América Central e da América do Sul. Ao
longo da Cordilheira dos Andes, no sul, viviam anteriormente os povos incas, dizimados pelos
colonizadores espanhóis. Seu mais importante legado arquitetônico é a cidade de pedra de
Machu Picchu, no território do atual Peru. Outras civilizações pré-colombianas (anteriores à
chegada de Colombo à América) muito desenvolvidas eram os maias e os astecas.
Nenhum continente apresenta tamanho desequilíbrio regional quanto a América. Os
Estados Unidos (EUA) e o Canadá são duas das mais desenvolvidas nações mundiais. Os outros
33 países que compõem a América Latina estão num patamar de desenvolvimento econômico e
social bem inferior. Em 2015, EUA e Canadá somavam um Produto Interno Bruto (PIB) de 18,6
trilhões de dólares, ante 06 trilhões de dólares de todos os demais países americanos juntos.
AMÉRIC A D O NORT E
Países: Canadá, Estados Unidos da América (EUA) e México.
Países com grandes territórios, o Canadá e os EUA possuem disponibilidade de
recursos naturais e elevado padrão de vida. Os EUA se destacam como a maior potência
econômica e militar do planeta. O México apresenta perfil de desenvolvimento
semelhante ao das demais nações latino americanas, mas sua economia está cada vez
mais integrada à dos EUA e à do Canadá, graças ao Acordo de Livre Comércio da
América do Norte (Nafta).
ASPECTOS NATURAIS
Compreende uma área de 23,4 milhões de km². A América do Norte é uma
vasta extensão de terra de formato triangular. Suas principais elevações são a
Cordilheira do Alasca e as Montanhas Rochosas, a oeste, e a terceira maior bacia
hidrográfica do mundo - a do Mississippi-Missouri - a leste. Na fronteira do Canadá
com os EUA, encontram-se os Grandes Lagos (Superior, Michigan, Eire, Huron e
Ontário ). A maior ilha do continente - e do mundo - situa-se na América do Norte:
Groenlândia, com quase 2,2 milhões de quilômetros quadrados.
Na porção norte, de clima continental frio, predominam as florestas de
coníferas; o centro e o sudeste, de clima continental, são ocupados por florestas
temperadas e pradarias; no sudoeste, há desertos, como o da Califórnia. De acordo com
o World Resources lnstitute, a América do Norte ainda conserva três quartos de suas
florestas originais.
ASPECTOS SOCIOECONÔM ICOS
Há cerca de 481,9 milhões de habitantes no subcontinente em 2014, segundo
estimativa do Fundo de População das Nações Unidas. Por causa do clima frio, a
concentração populacional é baixa no Alasca, na Groenlândia e no norte do Canadá.
Aumenta em direção ao sul, apresentando-se altamente densa em centros urbanos como
Cidade do México, Nova York e Los Angeles. A maioria dos habitantes descende de
colonizadores britânicos, franceses e espanhóis, de escravos africanos e de vários
grupos de imigrantes (italianos, irlandeses, chineses etc.). As principais línguas faladas
são o inglês, o espanhol e o francês.
O subcontinente encontra-se plenamente industrializado, nos Estados Unidos e
no Canadá este processo é mais visível, em menor grau, no México. A região nordeste
dos EUA é a mais industrializada do mundo, sendo chamada de Manufacturing Belt. A
agricultura é altamente mecanizada e responde por grande parcela da produção mundial
de alimentos, com destaque para os cereais, o milho, a soja e a laranja. A América do
Norte possui também vasta reserva de combustíveis fósseis e minérios. A cidade de
Nova York, na costa leste-norte americana, é o principal centro financeiro internacional.
AMÉRIC A CENT RAL
Países: 20. Antígua e Barbuda, Bahamas, Barbados, Belize, Costa Rica, Cuba,
Dominica, El Salvador, Granada,Guatemala, Haiti, Honduras, Jamaica, Nicarágua,
Panamá, República Dominicana, Santa Lúcia, São Cristóvão e Névis, São Vicente e
Granadinas e Trinidad e Tobago.
A região responde por cerca de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB) da
América: em 2013 e sobrevive principalmente da agricultura e do turismo. Abriga
também paraísos fiscais - países ou territórios que não cobram impostos e garantem
anonimato aos investidores para atrair capitais. Pelo Canal do Panamá, a principal
passagem entre o Oceano Atlântico e o Pacífico, circulam 5% de todo o comércio
marítimo mundial. A única nação comunista do continente - Cuba - fica na região, assim
como vários territórios (Estados não independentes), como Aruba (pertencente à
Holanda), Porto Rico (EUA), Montserrat (Reino Unido) e Guadalupe (França).
ASPECTOS NATURAIS
A América Central, com 748,6 mil km², é formada pelo istmo que une a
América do Norte à América do Sul e pelas ilhas do Mar do Caribe. A porção insular é
composta de quatro ilhas maiores, as Grandes Antilhas - Cuba, Porto Rico, Jamaica e
Hispaniola (que abriga Haiti e República Dominicana) - além de incontáveis ilhotas. O
território centro-americano possui relevo montanhoso, com vários vulcões ativos. No
verão, o Caribe é assolado por furacões, com ventos de até 300 km/h. Quase metade das
florestas tropicais da região já foi derrubada.
ASPECTOS SOCIOECONÔM ICOS
A região possui aproximadamente 83,6 milhões de habitantes. A densidade
demográfica apresenta-se alta nas ilhas do Caribe e, no continente, em núcleos urbanos,
como Manágua, Guatemala e Cidade do Panamá. A região é povoada em grande parte
por mestiços, descendentes de índios, africanos e colonizadores europeus. As línguas
mais faladas são o inglês, o espanhol e o francês.
A agricultura emprega a maioria da população. Banana, cana-de-açúcar,
algodão e tabaco têm cultivos intensivos e são produtos de exportação. A
industrialização é incipiente e limita-se ao processamento de produtos agrícolas. Nos
últimos anos ocorre uma expansão do turismo na região do Caribe.
AMÉRIC A D O SUL
Países: 12. Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana,
Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela.
A América do Sul possui vastos recursos naturais e graves problemas
econômicos e sociais. Nas décadas de 1960e1970, a maior parte dos países sul-
americanos estava submetida a ditaduras militares, geralmente apoiadas pelos Estados
Unidos (EUA). Turbulências políticas continuam, a despeito da democratização iniciada
na década de 1980. Nos anos 1990, em razão do alto endividamento interno e externo,
vários países sul-americanos aplicaram as políticas do Fundo Monetário Internacional
(FMI), que comprimiram as contas públicas, mas não eliminaram as crises.
ASPECTOS NATURAIS
Com 17,8 milhões de quilômetros quadrados, a América do Sul une-se à
América do Norte pelo istmo central e separa-se da Antártica pelo Estreito de Drake. A
porção oeste é ocupada pela Cordilheira dos Andes, cujo ponto mais alto é o Pico
Aconcágua (6.960 metros). As planícies centrais abrigam a bacia hidrográfica do
Orinoco, a Amazônica e a do Prata. Na região norte, onde o clima é equatorial,
encontram-se florestas tropicais úmidas. Os rios que descem a Cordilheira dos Andes
em direção ao Oceano Pacífico são, em geral, curtos, enquanto os que correm em
direção ao Atlântico, extensos, como Amazonas, Tocantins, São Francisco, Paraná e da
Prata.
O oeste possui faixas de clima desértico, como na região de Atacama,
influenciada pela corrente marítima fria de Humboldt. Já no sul, há uma zona
temperada, ocupada por florestas subtropicais e pelos pampas argentinos. A América do
Sul preserva quase 70% de suas florestas. A maior mata nativa é a da Amazônia,
seguida das florestas temperadas do Chile e da Argentina.
DESENHO 09 – ASPECTOS NATURAIS DE TODA AMERICA
ASPECTOS SOCIOECONÔM ICOS
A América do Sul tem 410,6 milhões de habitantes em 2014. Vazios
demográficos (como as densas florestas tropicais, o Deserto de Atacama e as porções
geladas da Patagônia) convivem com regiões de alta densidade populacional, como as
cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires, Lima e Santiago. A população
descende principalmente de espanhóis e portugueses, africanos e indígenas, com alta
porcentagem de mestiços. As principais línguas são o espanhol e o português.
A indústria está centrada no beneficiamento de produtos agrícolas e na
produção de bens de consumo. No Brasil e na Argentina, ela é mais diversificada e
abrange setores como extração e refino de petróleo, siderurgia, metalurgia, química e
automobilística, entre outras. O Brasil é responsável por cerca de três quintos da
produção industrial sul-americana. A mineração no continente inclui a extração de
petróleo (com destaque para o Brasil e a Venezuela), cobre, estanho, manganês, ferro,
zinco, chumbo, alumínio, prata e ouro. No Brasil, destacam-se também a produção de
alumínio e a única mina de urânio explorada na região. A agricultura é intensiva nas
áreas tropicais, onde há cultivos de exportação, como café, cacau, banana, cana-de-
açúcar, algodão e cereais. A pecuária é praticada em larga escala no sul e no centro, e o
Brasil lidera a exportação mundial de carne bovina, além de estar entre os maiores
exportadores de carne suína e de aves.
DESENHO 10 – ASPECTOS ECONOMICOS DE TODA AMERICA
ÁSIA
Países: 45. Afeganistão, Arábia Saudita, Bangladesh, Barein, Brunei, Butão, Camboja,
Catar, Cazaquistão, China, Cingapura, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Emirados Árabes
Unidos, parte asiática da Rússia, Filipinas, Iêmen, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Israel, Japão,
Jordânia, Kuwait, Laos, Líbano, Malásia, Maldivas, Mianmar, Mongólia, Nepal, Omã,
Paquistão, Quirguistão, Síria, Sri Lanka, Tadjiquistão, Tailândia, Taiwan (Formosa), Timor-
Leste, Turcomenistão, parte asiática da Turquia, Uzbequistão e Vietnã.
A Ásia é o maior e o mais populoso continente. Na Cordilheira do Himalaia estão os
pontos mais altos do planeta, em especial o Monte Everest, de 8.844 metros, na fronteira entre o
Nepal e a China. Abriga paisagens inóspitas, como o deserto quente da Arábia e o deserto frio
de Gobi, além da gelada Sibéria. Situam-se no continente asiático algumas das maiores
concentrações humanas, em megacidades como Tóquio (Japão), Mumbai (ex-Bombaim, na
Índia), Xangai (China) e Daca (Bangladesh). Além disso, é o berço de algumas das mais antigas
civilizações e das principais religiões do planeta.
Os recursos naturais do continente são imensos. A Ásia é responsável por quase metade
do petróleo produzido do mundo e possui as maiores reservas conhecidas, nos países do Golfo
Pérsico, principalmente na Arábia Saudita e no Iraque. Outras jazidas petrolíferas com enorme
potencial, situadas na Ásia Central, começam a ser exploradas nos últimos anos. No continente
existem nações com forte produção industrial e de exportação, como Japão, China, Coreia do
Sul e Taiwan, e regiões pouco desenvolvidas, com graves problemas sociais, principalmente na
Ásia Central.
Superados o colonialismo europeu e o período da Guerra Fria, que alimentou guerras
como a da Coreia (1950-1953) e a do Vietnã (1959-1975), mantêm-se alguns embates
envolvendo disputa territorial. São exemplos: o conflito entre israelenses e palestinos no Oriente
Médio e entre a Índia e o Paquistão, na região da Caxemira. Cerca de metade das forças
militares dos EUA pelo mundo encontra-se no continente. Aproximadamente 32 mil delas estão
no Afeganistão, que, sob a acusação de apoiar organizações terroristas, é atacado e militarmente
ocupado por tropas lideradas pelos EUA em 2002. Os EUA também ocuparam militarmente o
Iraque em 2003 e derrubaram o governo de Saddam Hussein, alegando que o país desenvolvia
armas de destruição em massa, o que não foi comprovado. A retirada das tropas do Iraque foi
concluída em dezembro de 2011.
ASPECT OS NAT UR AIS
A Ásia abrange a maior parte dos territórios da Rússia e da Turquia e
corresponde a quase um terço das terras emersas do globo. Maior aproximadamente 45,
milhões de quilômetros quadrados. E limitado ao norte pelo Oceano Ártico, ao sul pelo
Oceano Indico, a leste pelo Oceano Pacífico e a oeste pelos mares Vermelho e
Mediterrâneo e pela Europa, com a qual for1na uma única massa continental. A
fronteira convencional entre Ásia e Europa é determinada pelos Montes Urais, pelo Rio
Ural, pelo Mar Cáspio, pelas montanhas do Cáucaso e pelo Mar Negro. O
desfacelamento da União Soviética (URSS) e outras mudanças políticas e econômicas
ocorridas nos dois continentes, como a expansão da União Europeia (UE), vêm
submetendo essas fronteiras tradicionais a revisões.
A Ásia une-se à África pelo Istmo de Suez, comunica-se com a Oceania pelas
ilhas da Indonésia e separa-se da América pelo Estreito de Bering. O litoral do
continente estende-se por cerca de 250 mil quilômetros. Enquanto a costa meridional é
formada por grandes penínsulas (a Anatólica, a Arábica, a Indiana e a Indochinesa), a
oriental é contornada por uma série de ilhas que delimitam mares costeiros. A costa
setentrional mantém-se congelada quase o ano inteiro.
O relevo asiático apresenta a maior altitude média da Terra (960 metros), em
razão da presença de grandes cadeias montanhosas, entre as quais a Cordilheira do
Himalaia e a do Kunlun, que contornam o planalto do Tibete, conhecido como o teto do
mundo. Há também extensas planícies, além de grandes depressões, como o Mar Morto,
situado a 365 metros abaixo do nível do mar, e o fundo do Lago Baikal, a 1.620 metros.
E nas montanhas da Ásia Central que nascem alguns dos principais rios do continente:
rios Amur, Huang Ho (Rio Amarelo) e Chang Jiang no Oceano Pacífico; Rio Mekong
no Mar da China Meridional; rios Brahmaputra, Ganges e Indo no Oceano Índico. Em
virtude da vastidão do território, da diversidade de relevos e do regime de chuvas
(monções), a Ásia possui muitos tipos de clima: polar, frio, semiárido, frio de
montanha, subtropical, tropical, equatorial e desértico. Como consequência, existe
também uma variedade grande de vegetação: tundra, estepes, florestas de coníferas,
florestas temperadas e florestas tropicais. Aproximadamente 70% das florestas asiáticas
foram desmatadas. Esse índice é o maior entre todos os continentes. Países como
Camboja, Rússia, Indonésia, Laos e Mianmar, no entanto, contém ainda boa parte da
vegetação nativa A Rússia abriga quase três quartos das florestas de coníferas do
mundo, a maior parte na Sibéria.
O território asiático é recortado por várias placas tectônicas, o que torna
diversas partes do continente sujeitas a terremotos, como em regiões do Irã e da China.
Tremores submarinos também afetam a região, gerando tsunamis. Em dezembro de
2004, um terremoto próximo à costa ocidental da Ilha de Sumatra, na costa noroeste da
Indonésia, provoca ondas gigantes, atingindo países como a própria Indonésia, o Sri
Lanka, a Índia e a Tailândia. Mais de 230 mil pessoas morrem. Em março de 2011, um
terremoto seguido de tsunami atinge o noroeste do Japão e deixa cerca de 16 mil mortos
e 3,3 mil desaparecidos.
ASPECTOS SOCIOECONÔM ICOS
O continente asiático é o mais populoso, com 4,3 bilhões de habitantes em
2014. Mas, depois da explosão populacional entre as décadas de 1950e1970, sua taxa de
crescimento demográfico diminui. O índice projetado pelo Fundo de População das
Nações Unidas (Fnuap) não chega a 1 % entre 2010 e 2015. A distribuição da
população é bastante desigual. Mais de 60% dos habitantes se concentram na China e na
Índia. Em contraste com cidades superpovoadas, como Tóquio, Mumbai, Calcutá e
Délhi, existem regiões pouco habitadas ou desabitadas, entre elas a Sibéria, o Tibete e a
Península Arábica.
Os conflitos em curso no continente provocam grandes deslocamentos de
pessoas. De acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para
Refugiados (Acnur), os maiores contingentes recentes de refugiados são formados por
2,5 milhões de emigrados do Afeganistão, além de 4,8 milhões de palestinos e cerca de
05 milhões da Síria.
O continente abriga grande diversidade religiosa, com predominâncias por
região ou país: animismo (Sibéria), hinduísmo e jainismo (Índia), siquismo (Paquistão e
Índia), taoísmo e confucionismo (China), xintoísmo (Japão), budismo (Ásia Centro-
Oriental e Sudeste Asiático), judaísmo (Israel), cristianismo (Rússia, Oriente Médio e
Filipinas) e islamismo (Oriente Médio, Ásia Centro-Ocidental e Indonésia). Há também
grande riqueza étnica e linguística, com idiomas de todos os troncos, exceto o ameríndio
e o africano. O mandarim, o bengali, o hindi, o russo e o japonês, presentes no
continente, integram o grupo das dez línguas mais faladas no mundo.
A Ásia apresenta contrastes econômicos extremos. A porção mais desenvolvida
- que inclui o Japão e parte dos países do Sudeste - registra renda per capita quase 100
vezes maior que a das regiões pobres. No sul do continente, a pobreza atinge proporções
alarmantes: 24,5% da população sobrevive com menos de 1,25 dólar por dia, de acordo
com dados do Banco Mundial. Mais de 50% da força de trabalho no sul asiático está
empregada na agricultura, especialmente nas nações do Subcontinente Indiano (Índia,
Paquistão e Bangladesh).
A China é a nação que mais se industrializa com a abertura econômica iniciada
no fim dos anos 1970, por iniciativa do Partido Comunista Chinês (PCCh), sob a
direção de Deng Xiaoping. O país cria Zonas Economias Especiais (ZEEs) para o
capitalismo, nas quais empresas transnacionais fabricam ou apenas montam produtos
para exportação e são favorecidas pelos baixos salários chineses e por sua conversão
favorável da moeda local, o yuan, para dólares, entre outras facilidades.
Essa abertura econômica permitiu que o PIB chinês mantivesse um crescimento
de 10% em média entre 1990 e 2013. Nos últimos anos o país vive uma desaceleração
da sua economia, mais ainda assim apresenta um bom desempenho em relação a outras
nações.
Além da China, os primeiros países chamados de Tigres Asiáticos (Cingapura,
Hong Kong, Taiwan e Coreia do Sul) e os Novos Tigres Asiáticos (Malásia, Filipinas,
Indonésia e Tailândia) também alcançam taxas excepcionais de crescimento, em torno
de 8%, a partir da década de 1980. A extração mineral é a principal fonte de divisas dos
prósperos países do Golfo Pérsico, que detêm quase 50% das jazidas mundiais de
petróleo e vastas reservas de gás natural. O petróleo começa a ser intensivamente
explorado também na Ásia Central. Nos últimos anos, oleodutos que saem do
Cazaquistão e do Azerbaijão passam a transportar petróleo do Mar Cáspio para a Rússia
e a Europa. A China também investe na construção de gasodutos no continente.
O fim do regime do Taliban no Afeganistão, em 2001, abre perspectivas para
que as grandes empresas petrolíferas retomem o ambicioso plano de construção de
oleodutos, passando pelo país e pelo Paquistão, para escoar a produção da Ásia Central
no Mar da Arábia Contudo, a persistente instabilidade na região ainda impede que o
projeto avance. A atividade extrativista é intensa também na Rússia - que detém um
quinto do gás natural do planeta e grandes reservas conhecidas de petróleo, carvão,
ferro, ouro e diamante, a maior parte situada na Sibéria - e na China, uma das maiores
produtoras mundiais de carvão e petróleo.
O crescimento econômico em ritmo acelerado na Índia e na China, nas últimas
décadas, ameaça piorar os problemas ambientais já percebidos no continente, como
consequência do aumento do consumo de energia. A Agência Internacional de Energia
teme que os dois países ampliem seu parque de produção elétrica com novas usinas
movidas a carvão e óleo, que emitem grande quantidade de gases agravantes do efeito
estufa. Em 2010, a China superou os EUA e já é o maior emissor de carbono do mundo,
além de ser o principal consumidor de energia Para reduzir suas emissões, a China tem
priorizado a ampliação do uso da energia hidrelétrica e de outras menos poluentes,
como a eólica, a solar e mesmo a de usinas nucleares.
A Ásia responde por 45% da produção mundial de cereais, com destaque para o
arroz (90% do total global). Mas, ainda assim, precisa importá-los para suprir a
demanda interna, especialmente da China. Entre os principais produtos exportados estão
o chá, a borracha e a cana-de-açúcar. Com o objetivo de integrar sua economia, as
nações asiáticas impulsionam desde 1989 o fórum Cooperação Econômica da Ásia e do
Pacífico (Apec) e mantêm laços cada vez mais fortes com a Europa e a América.
Transformado em bloco econômico nos anos 1990, o organismo tem a perspectiva de
criar até 2020 uma zona de livre-comércio entre seus 20 países membros e Hong Kong
(ex-colônia britânica devolvida à China em 1997). Para isso, o fórum estimula a redução
de taxas e o estabelecimento de normas comuns de produção.
EUROPA
Países: 49. Europa Ocidental: Alemanha, Andorra, Áustria, Bélgica, Chipre, Dinamarca,
Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda (Países Baixos), Irlanda, Islândia, Itália,
Liechtenstein, Luxemburgo, Malta, Mônaco, Noruega, Portugal, Reino Unido, San Marino,
Suécia, Suíça e Vaticano. Europa Oriental: Albânia, Armênia, Azerbaidjão, Belarus, Bósnia-
Herzegóvina, Bulgária, Croácia, Eslováquia, Eslovênia, Estônia, Geórgia, Hungria,
Letônia,Lituânia, Macedônia, Moldávia, Montenegro, Polônia, República Tcheca, Romênia,
Rússia (parte europeia), Sérvia, Ucrânia e Turquia (parte europeia).
DESENHO 13 – MAPA POLITICO
A pequena extensão da Europa – que do ponto de vista geográfico poderia ser
considerada uma península do continente asiático – contrasta com sua enorme importância
histórica. O continente exerce, por séculos, papel hegemônico sobre o resto do mundo.
A diversidade de povos que se estabeleceram na Europa contribuiu para a riqueza
cultural ali presente. Na região se encontram monumentos da Antiguidade (Partenon, na
Grécia), catedrais medievais (Notre Dame, na França), castelos árabes (Alhambra, na Espanha),
palácios absolutistas (Versalhes, na França) e construções modernas (Igreja da Sagrada Família,
na Espanha). O continente é considerado o berço da civilização ocidental. Ali ocorreram o
Renascimento, a Revolução Industrial e a Revolução Francesa, eventos que moldaram a
fisionomia das sociedades modernas, baseadas na cultura humanista, no modo de produção
capitalista e na democracia representativa.
A busca de matérias-primas, de mão de obra barata ou escrava e mercados impulsionou
as monarquias europeias a conquistar militarmente territórios e países além-mar, a partir do
século XV.
A competição entre essas nações fez da Europa também o principal cenário das duas
guerras mundiais ocorridas na primeira metade do século XX. E a correlação de forças
resultante do segundo conflito dividiu por décadas seu território em dois blocos hostis,
capitalista e comunista, na Guerra Fria (1949-1991).
Esses dois blocos correspondem, em linhas gerais, à Europa Ocidental e à Europa
Oriental. A primeira é integrada pelas nações mais ricas do continente, responsáveis
historicamente pelas grandes navegações e pelo desenvolvimento do mercantilismo e do
capitalismo, bem como de instituições democráticas. A segunda é for1nada predominantemente
por países que saíram do bloco comunista e procuram melhorar sua economia nos marcos do
processo de globalização.
A criação da Comunidade Econômica Europeia, atual União Europeia (UE), em 1957, e
o fim da União Soviética inauguram nova fase na história da Europa e redesenham seu mapa
Principal bloco econômico do mundo, a UE reúne 27 nações (pós BREXIT), incluindo onze ex-
comunistas. Atualmente, a UE enfrenta uma grave crise econômica alavancada pelo alto
endividamento dos países do bloco.
ASPECT OS NAT UR AIS
A Europa pertence, com a Ásia, a uma massa de terra conhecida como Eurásia.
O continente europeu tem área de 10 milhões de quilômetros quadrados e é banhado ao
norte pelo Oceano Ártico, a oeste pelo Oceano Atlântico e ao sul pelo Mar
Mediterrâneo. À leste, a fronteira com a Ásia atravessa a Rússia e a Turquia. Esse limite
é determinado pelos Montes Urais, pelo Rio Ural, pelo Mar Cáspio, pelas montanhas do
Cáucaso e pelo Mar Negro. Três nações transcaucasianas (Armênia, Azerbaidjão e
Geórgia), cujos territórios se estendem até a Ásia, são consideradas integrantes do
continente europeu.
O litoral europeu é bastante recortado e apresenta cinco grandes penínsulas -
Ibérica, Itálica, Balcânica, Escandinava e da Jutlândia - e várias ilhas e arquipélagos,
entre os quais as Ilhas Britânicas, a Islândia, a Córsega, a Sicília e Creta.
A maior parte do território europeu é formada por planícies. Mais da metade de
sua extensão está abaixo de 200 metros, e a altitude média é de 340 metros. O relevo
montanhoso prevalece nas porções norte (onde se localizam os Montes Escandinavos e
as cadeias das Ilhas Britânicas) e sul (cortada pelos Pirineus, Alpes, Cárpatos e Bálcãs).
No centro, uma vasta planície se estende, quase sem interrupção, dos Pirineus aos
Montes Urais. O continente não abriga rios extensos: o maior deles, o Volga, tem cerca
de 3,5 mil quilômetros.
O clima predominante é o temperado, mas há variações determinadas pela
latitude e pela influência do oceano e da massa continental asiática. O sul apresenta
clima mediterrâneo e vegetação de arbustos. No centro e no leste, o clima é frio. Essa
faixa é ocupada por florestas temperadas e de coníferas. No noroeste prevalece o clima
temperado. O extremo norte tem clima polar e sua vegetação típica é a tundra. Cerca de
40% das florestas europeias foram desmatadas. As maiores extensões de mata nativa
ainda preservadas são de coníferas, na Suécia e na Finlândia.
ASPECT OS SOCIOECONÔM ICOS
A Europa tem 760,3 milhões de habitantes e é o único continente com tendência
de diminuição da população, em razão de taxas de fecundidade baixas e
envelhecimento. Essa tendência é mais forte no Leste Europeu, onde há países, como
Ucrânia, Bulgária e Belarus, que já enfrentam a redução populacional. O mesmo ainda
não ocorre na Europa Ocidental, sobretudo como resultado da entrada permanente de
imigrantes, legais e clandestinos. A forte pressão imigratória no continente provoca
tensões, principalmente quando as taxas de desemprego são elevadas, o que faz com que
diversos países europeus discutam políticas para restringir a imigração legal e reprimir a
ilegal.
A concentração populacional é alta no centro e no oeste e menor nas porções
norte e leste. Metade dos europeus vive em cidades pequenas, com até 5 mil habitantes.
As grandes, como Berlim,
Londres, Madri, Moscou, Paris, Roma e São Petersburgo, concentram um
quarto da população. A maioria dos habitantes fala idiomas do tronco indo-europeu – os
principais são do ramo latino (francês, italiano, espanhol, romeno, português, catalão),
do germânico (alemão, inglês, holandês, sueco, dinamarquês) e do eslavo (russo,
ucraniano, polonês, servo-croata, tcheco, búlgaro). Há também idiomas de outras
famílias linguísticas, como o húngaro, o finlandês e o basco.
Sede da Revolução Industrial, a Europa é o primeiro continente a modernizar
sua economia, e seu parque industrial é um dos mais avançados, assim como sua
tecnologia em agriculturas e criações animais. A Europa Ocidental concentra cerca de
80% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente, fato que expõe os contrastes de
desenvolvimento econômico e social entre os países do Oeste e as nações do Leste.
Após fazer parte do antigo bloco comunista, os Estados da Europa Oriental buscam
aprofundar uma economia de mercado desde os anos 1990. Após uma retração
significativa em suas atividades econômicas durante esse período de adaptação, muitos
países do Leste, como Polônia e Eslovênia, vêm obtendo resultados econômicos mais
expressivos nos últimos anos.
Na indústria, destacam-se os setores: automobilístico, têxtil, químico,
siderúrgico, de telecomunicações, de bens de capital, transportes e bélico. Na
mineração, sobressai a extração de carvão e de minério de ferro. A produção
agropecuária é significativa, mas emprega pequena quantidade de mão de obra, por
causa da utilização intensiva de máquinas e de técnicas avançadas de cultivo. Entre os
principais produtos estão leite, carne bovina e suína, centeio, batata, aveia e trigo. Para
estimular as exportações agrícolas, a União Europeia concede subsídios da ordem de 50
bilhões anuais aos produtores rurais. A medida é contestada na Organização Mundial do
Comércio (OMC) por distorcer o comércio mundial e prejudicar os agricultores de
países mais pobres. Para o período 2014-2020, a previsão é que os subsídios agrícolas
consumam 38% do orçamento total da União Europeia.
De acordo com o Banco Mundial, o PIB da União Europeia gira por volta de 21
trilhões de dólares, o que faz da EU uma força econômica capaz de rivalizar com os
Estados Unidos (que registram PIB de 17,8 trilhões de dólares). Maior polo turístico do
planeta, a Europa recebe mais de 563 milhões de visitantes em 2013, o que representa
52% do total mundial, segundo o balanço da Organização Mundial de Turismo.
OCEANIA
Países: 14. Austrália, Fiji, Ilhas Marshall, Ilhas Salomão, Kiribati, Micronésia, Nauru,
Nova Zelândia, Palau, Papua Nova Guiné, Samoa, Tonga, Tuvalu e Vanuatu.
A Oceania é formada por uma massa continental (a Austrália), a parte leste da Ilha de
Nova Guiné, as ilhas que constituem a Nova Zelândia e pequenas ilhas e atóis que se espalham
pelo Oceano Pacífico. Essas ilhas menores estão divididas em três grupos geográficos: a
Polinésia, no extremo leste, a Melanésia, na região central, e a Micronésia, situada ao norte.
O continente é considerado o paraíso dos mergulhadores, graças à presença dos recifes
de coral que circundam várias ilhas. A maior barreira de coral do mundo, com 1.000
quilômetros de comprimento e 80 quilômetros de largura, fica na costa nordeste da Austrália.
A extensão dos domínios oceânicos do continente equivale à do total oceânico da Ásia,
mas a área de suas terras emersas é inferior à do Brasil.
Há diferenças marcantes entre os países que compõem a Oceania A Austrália e a Nova
Zelândia são nações desenvolvidas. Os demais países possuem economia frágil e dependem de
ajuda externa. Alguns procuram afirmar-se como destino turístico ou paraíso fiscal (isenções de
impostos para atrair capitais de investidores internacionais).
Além de destaque econômico, a Austrália consolida-se como força militar e política da
região, intervindo em conflitos internos de países como Ilhas Salomão, Nauru e Papua Nova
Guiné e Timor-Leste, nação que faz parte da Ásia, em região fronteiriça com a Oceania.
A Oceania enfrenta graves desafios ambientais. Estudos indicam que em um século a
elevação do nível dos oceanos, causada pelo aquecimento global, poderá submergir ilhas e atóis
da região, como Kiribati, Tuvalu e Ilhas Marshall. Preocupa também a poluição de seus mares
por resíduos tóxicos (óleo, pesticidas e fertilizantes) e a contaminação radioativa resultante de
testes nucleares da França e dos Estados Unidos.
ASPECT OS NAT UR AIS
É o menor continente do mundo, com 8,5 milhões de quilômetros quadrados de
área. A Austrália corresponde a cerca de 90% do total emerso, com enormes desertos
secos que se estendem pelo interior. No norte da Austrália e em Papua Nova Guiné, o
clima é tropical, com predomínio de florestas tropicais; na maior parte do território
australiano, o clima é tropical árido, mas é mediterrâneo no sul e temperado no leste. A
Nova Zelândia também apresenta clima temperado. A maioria das demais ilhas da
Oceania é de origem vulcânica, com clima quente e úmido e florestas tropicais. Cerca
de um terço das matas nativas da Oceania foi devastado. As maiores extensões
remanescentes estão em Papua Nova Guiné e na Austrália.
ASPECT OS SOCIOECONÔM ICOS
A Oceania é o menos habitado dos continentes, com 38,1 milhões de pessoas
em 2014, de acordo com o Banco Mundial. Cerca de 60% dessa população vive na
Austrália, onde se concentra em cidades da costa leste. Os descendentes de europeus
(principalmente britânicos) são maioria na Austrália e na Nova Zelândia. Nos dois
países, as minorias indígenas (aborígines australianos e maoris neozelandeses) lutam
pela preservação étnica e cultural de seu povo. As ilhas do Pacífico possuem grande
número de populações nativas, o que possibilita maior preservação de sua cultura e de
seu modo de vida.
As principais economias da região, Austrália e Nova Zelândia, mantêm um
acordo de livre-comércio desde 1983, que elimina tarifas de importação para quaisquer
produtos comercializados entre elas. Em 2010, entra em vigor o pacto de livre-comércio
da Austrália e Nova Zelândia com os dez países-membros da Associação das Nações do
Sudeste Asiático (Asean).
A Austrália se destaca pelo parque industrial avançado e pela extração mineral
(carvão, ferro e ouro). A Nova Zelândia é uma das grandes exportadoras mundiais de lã
e apresenta bom desempenho na produção de carne, leite e derivados. A economia das
ilhas do Pacífico é essencialmente agrícola, com plantações de subsistência e
monoculturas de exportação, principalmente de coco. Nas últimas décadas, a atividade
turística ganha importância.
AS REGIÕES POLARES
O ÁRT ICO
É a região do extremo norte do planeta, formada por uma calota de gelo
perpétuo de águas salinas, e não constitui um continente. Esse manancial de águas
também pode ser chamado de Oceano Ártico, mas há geógrafos que o consideram um
mar. O Ártico abriga o polo magnético da Terra, que fica na área central, mas é móvel.
O paralelo a 66º 33’ Norte delimita o Círculo Polar Ártico, que abrange porções de terra
de sete países. Assim como na Antártica, no Ártico a primavera e o verão duram apenas
de 15 a 30 dias, dependendo da latitude. No inverno, as temperaturas podem chegar a 60
graus negativos.
As alterações climáticas vêm provocando o derretimento da camada de gelo, o
que abre caminho para a exploração comercial das já confirmadas reservas de petróleo e
gás natural na região. Os cinco países vizinhos do Ártico- Rússia, Canadá, Estados
Unidos, Dinarnarca e Noruega.- reivindicam os direitos sobre essas riquezas minerais.
Além disso, o derretimento do gelo ártico pode gerar novas rotas comercias de caráter
permanente.
A ANT ÁRT ICA
A Antártica, também chamada de Antártida, é uma área emersa de terras coberta
por uma enorme camada de gelo. O continente ocupa 14 milhões de quilômetros
quadrados, e 99% de sua superfície é coberta por um manto de gelo que atinge quase 05
quilômetros de espessura e um volume de 25 milhões de quilômetros cúbicos. Essa
massa de gelo é de vital importância, pois soma entre 68% e 70% do total de água doce
do mundo, e sua variação interfere no nível dos oceanos. No inverno, até 18 milhões de
quilômetros quadrados do oceano em torno do continente ficam cobertos por uma fina
camada de gelo.
A Antártica é habitada apenas por pesquisadores de 30 países que mantêm ali
base científica Em 2014, havia 82 bases, algumas compartilhadas por duas nações. O
Brasil mantém no continente a base Comandante Ferraz, que tem 70% de instalações
destruídas por um incêndio em fevereiro de 2012.
O buraco na camada de ozônio na atmosfera, causado pela presença de
clorofluorcarbonetos (CFCs) e de outros poluentes, localiza-se em cima do continente.
Em 2006, o buraco sobre a Antártica atinge tamanho recorde: 29,5 milhões de
quilômetros quadrados. Porém, uma vez que a maioria dos países não emite mais CFCs,
os cientistas acreditam que uma recuperação completa deve ocorrer por volta de 2065.
Outra preocupação dos ambienta1istas é o aumento do número de turistas em navios de
cruzeiros à região, que subiu de 4 mil em 1990/ 1991para 28 mil pessoas no verão de
2013/ 2014, de acordo com a Associação Internacional de Operadores de Turismo da
Antártica.
A Antártica é cercada pelas águas do Oceano Antártico. Possui várias ilhas
adjacentes e abriga o Polo Geográfico Sul, a 90° de latitude Sul, além do Polo
Magnético Sul, cuja localização não é fixa. É o lugar mais frio do globo, com
temperaturas inferiores a O ºC no verão e menores que 80 graus negativos no inverno.
Sob o gelo, há mais de 350 lagos. Entre eles, estende-se o lago doce Vostok, um dos
maiores do mundo, com 14 mil quilômetros quadrados de área.
No que diz respeito a economia, apenas a pesca comercial é regulamentada
desde 1982. O Tratado da Antártica, que entrou em vigor em 1961 e internacionalizou a
região, define seu uso exclusivamente para pesquisas com fins pacíficos. Não são
permitidos exercícios militares, testes nucleares nem depósitos de lixo radioativo. O
Brasil aderiu ao tratado em 1975, e o documento é ratificado por 50 países. Em 1991,
foi assinado o Protocolo de Madri, que entrou em vigor em 1998. Esse documento
proíbe por 50 anos (até 2047) a exploração econômica dos recursos naturais. Sete
nações continuam reivindicando áreas e uma revisão do Tratado da Antártica:
Argentina, Austrália, Chile, França, Noruega, Nova Zelândia e Reino Unido.