Campus Canindé
Sub-Redes: CIDR e VLSM
Protocolos e Roteamento
Prof. [Link]. George Harinson
Sumário
Introdução
CIDR
VLSM
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Introdução
Os endereços IP identificam cada host (ou seja, cada
estação) na rede.
A regra básica é que cada host deve ter um endereço IP
diferente e devem ser utilizados endereços dentro da
mesma faixa.
Um endereço IP é composto de uma sequência de 32 bits,
divididos em 4 grupos de 8 bits cada, chamados de octetos e
cada octeto permite o uso de 256 combinações diferentes
(dois elevado à oitava potência).
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Introdução
Para facilitar a configuração dos endereços, usamos números
de 0 a 255 para representar cada octeto, formando endereços
como [Link] ou [Link].
Isso torna a tarefa de configurar e memorizar os endereços
bem mais fácil do que seria se precisássemos decorar
sequências de números binários.
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Introdução
O endereço IP é dividido em duas partes.
A primeira identifica a rede à qual o host está conectado (necessário,
pois, em uma rede TCP/IP, podemos ter várias redes conectadas entre
si, como no caso da Internet).
A segunda identifica o host propriamente dito dentro da rede.
Obrigatoriamente, os primeiros bits do endereço servirão
para identificar a rede e os últimos servirão para identificar o
computador em si.
Uma máscara de rede ajuda você a saber qual porção do
endereço identifica a rede e qual porção do endereço
identifica o host
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Introdução
4 octetos:
Qualquer divisão fixa limita bastante o número de endereços possíveis.
Grande limitação no caso da Internet, onde existe um número muito
grande de redes diferentes, muitas delas com um número muito grande de
hosts conectados.
Exemplo: grandes provedores de acesso.
Usando apenas o primeiro octeto do endereço, tem-se um grande
número de hosts, mas em compensação pode ter apenas 256 redes
diferentes.
Usando dois octetos para a identificação da rede e dois para a
identificação do host, os endereços possíveis seriam insuficientes,
pois existem muito mais de 65 mil redes diferentes no mundo,
conectadas entre si através da Internet, e não existem muitas redes
com mais de 65 mil hosts.
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Introdução
A primeira solução para o impasse foi a divisão dos
endereços em três classes, onde cada classe reserva um
número diferente de octetos para o endereçamento da
rede.
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Introdução
Atualmente, esta designação não é inteiramente válida, pois
é cada vez mais usado o sistema CIDR, onde são usadas
máscaras variáveis para criar faixas de endereços de
diversos tamanhos.
Por enquanto, vamos entender a divisão tradicional:
Classe A, apenas o primeiro octeto identifica a rede
Classe B são usados os dois primeiros octetos
Classe C (a mais comum) temos os três primeiros octetos reservados
para a rede e apenas o último reservado para a identificação dos
hosts.
Esse sistema é chamado de sistema de classe cheia, ou
classfull.
8
Introdução
9
Introdução
O que diferencia uma classe de endereços da outra é o
valor do primeiro octeto.
Se for um número entre 1 e 126, temos um endereço de
classe A.
Exemplo: [Link]
Se o valor do primeiro octeto for um número entre 128 e
191, então temos um endereço de classe B.
Exemplo: [Link]
Caso primeiro octeto seja um número entre 192 e 223,
teremos um endereço de classe C.
Exemplo: [Link].
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Introdução
Esta é a designação tradicional, abordada nos livros e
manuais.
Problema:
Esta divisão tradicional fazia com que um grande número de
endereços fossem desperdiçados.
Um provedor de acesso que precisasse de 10.000 endereços IP, por
exemplo, precisaria ou utilizar uma faixa de endereços classe B
inteira (65 mil endereços), o que geraria um grande desperdício, ou
utilizar 40 faixas de endereços classe C separadas, o que complicaria
a configuração.
Existia ainda o problema com as faixas de endereços classe A, que
geravam um brutal desperdício de endereços, já que nenhuma
empresa ou organização sozinha chega a utilizar 16 milhões de
endereços IP.
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Introdução
A solução para o problema foi a implantação do
sistema CIDR (abreviação de "Classless Inter-Domain
Routing", que pronunciamos como "cider"), a partir de 1993
Definida na RFC 1519: [Link]
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Sumário
Introdução
Sub-redes
CIDR
VLSM
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Sub-redes
Uma sub-rede é a divisão de uma rede de computadores.
A sub-rede permite criar várias redes lógicas que existem
dentro de uma rede única de classe A, B ou C.
A divisão de uma rede grande em redes menores resulta
num tráfego de rede reduzido, administração simplificada e
melhor performance de rede.
Permite que múltiplas redes físicas utilizem um único prefixo
de rede.
Cada rede física passa a ser uma sub-rede.
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Sub-redes
Novo esquema de divisão
Máscara de sub-rede indica a divisão entre o número de rede + a
sub-rede e o hospedeiro
Exemplo de rede de classe B dividida em 64 sub-redes
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Sub-Redes
A máscara de sub-rede , de 32bits , permite dividir uma
rede específica em sub-redes menores, tornando mais
efetivo o uso de um determinado espaço de endereço
IP.
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Sumário
Introdução
Sub-redes
CIDR
VLSM
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CIDR
No CIDR são utilizadas máscaras de tamanho variável (o
termo em inglês é VLSM, ou Variable-Length Subnet Mask),
que permitem uma flexibilidade muito maior na criação das
faixas de endereços.
Se são necessários apenas 1000 endereços, por exemplo,
poderia ser usada uma máscara /22 (que permite o uso de
1022 endereços), em vez de uma faixa de classe B inteira,
como seria necessário antigamente.
Outra mudança é que as faixas de endereços não precisam
mais iniciar com determinados números.
Uma faixa com máscara /24 (equivalente a uma faixa de endereços
de classe C) pode começar com qualquer dígito e não apenas com de
192 a 223.
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CIDR
O CIDR permite também que várias faixas de endereços
contínuas sejam agrupadas em faixas maiores, de forma a
simplificar a configuração.
Exemplo:
É possível agrupar 8 faixas de endereços com máscara
[Link] (classe C) contínuas em uma única faixa com máscara
/21 que oferece um total de 2045 endereços utilizáveis
(descontando o endereço da rede, endereço de broadcast e o
endereço do gateway).
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CIDR
Os endereços de rede CIDR/VLSM são usados por toda a
Internet pública, mesmo que sejam usados noutros sítios,
particularmente em grandes redes privadas
Um usuário comum de uma Rede local geralmente não vê
isto em prática, já que a sua rede LAN é usualmente
numerada usando endereços privados especiais.
Estas são as faixas de IP reservados para uso em redes
locais:
[Link] a [Link] ([Link] = [Link]/8)
[Link] a [Link] ([Link] = [Link]/12)
[Link] a [Link] ([Link] = [Link]/16)
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VLSM
VLSM (do inglês Variable Length
Subnet Masking), significa Sub-
Redes de Tamanhos Variáveis.
Com a utilização de sub-redes
nós dividimos uma rede (classe
A, B ou C) em várias sub-redes,
cada uma delas com um
tamanho fixo.
Por exemplo, podemos dividir
uma rede classe C em 08 sub-
redes com a máscara /27.
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VLSM
No VLSM, dividi-se as sub-redes em outras
sub-redes, cada uma com o tamanho
necessário para satisfazer os requisitos de
projeto.
Simplificadamente pode-se dizer que se faz
sub-redes das sub-redes.
Na figura ao lado, usando a mesma rede
classe C da figura anterior, dividindo as sub-
redes em outras sub-redes, cada uma delas
com um tamanho específico.
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VLSM
No cálculo de sub-redes de tamanho variável os requisitos
irão variar e teremos que criar novas sub-redes com
tamanhos diferentes.
Deve-se começar o processo de cálculo das sub-redes a
partir dos segmentos com maior quantidade de hosts.
Para isso, primeiro deve ser verificada a quantidade de hosts
necessários por sub-rede usando a fórmula:
2𝑏𝑖𝑡𝑠 − 2 ≥ 𝑁ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 ℎ𝑜𝑠𝑡𝑠
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VLSM – Exemplo Prático
Suponha que você trabalhe
como administrador de rede em
uma empresa que tenha
recebido o bloco de endereço IP
[Link]/24 para endereçar
três escritórios, conforme
abaixo.
1 escritório com 50 hosts em
Curitiba
1 escritório com 28 hosts em São
Paulo
1 escritório com 15 hosts no Rio de
Janeiro
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VLSM – Exemplo Prático
Vamos começar a resolução calculando as faixas
de endereços para cada escritório
Curitiba
São 50 hosts, temos que utilizar 6 bits para hosts (2^6=64
> 50).
Utilizando 6 bits para hosts temos 2 bits para sub-rede,
ou seja, teremos uma máscara /26.
Assim nossa nova máscara de rede passa a ser /26:
11111111.11111111.11111111.11000000 = [Link]
Como usamos 2 bits para sub-rede, temos 4 sub-redes de
até 62 hosts. Uma será usada para atender a Curitiba.
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VLSM – Exemplo Prático
Sub-redes disponíveis
[Link] /26 - 11000011.01111101.00000101.00000000
[Link] /26 - 11000011.01111101.00000101.01000000
[Link] /26 - 11000011.01111101.00000101.10000000
[Link] /26 - 11000011.01111101.00000101.11000000
Curitiba
Resultado:
[Link]/26 (11000011.01111101.00000101.00000000)
Endereço de rede é [Link]
Endereço de broadcast é [Link]
Endereço de hosts [Link] a [Link]
26
VLSM – Exemplo Prático
São Paulo
São 28 hosts (2^5=32 > 28).
Utilizamos 5 bits para hosts e 3 para rede, ficando uma máscara
/27.
Podemos utilizar uma das sub-redes /26 que sobraram
Exemplo: [Link]/26 - 11000011.01111101.00000101.01000000
Resultado:
[Link]/27 (11000011.01111101.00000101.01000000)
Endereço de rede é [Link]
Endereço de broadcast é [Link]
Endereço de hosts [Link] a [Link]
27
VLSM – Exemplo Prático
Rio de Janeiro
São 15 hosts.
Ou seja, 5 bits para hosts (2^5=32 > 15) e 5 bits para rede.
Como já utilizamos a rede [Link]/27 para São Paulo,
utilizaremos a próxima para o Rio de Janeiro.
Como usamos um sub-rede /26 e dividimos em duas, vamos
utilizar a que sobrou para o Rio de Janeiro:
Resultado:
[Link]/27 (11000011.01111101.00000101.01100000)
Endereço de rede é [Link]
Endereço de broadcast é [Link]
Endereço de hosts [Link] a [Link]
28
VLSM – Exemplo Prático
Nesse ponto já temos o cálculo das sub-redes para a
LAN de cada escritório
Como em nossa topologia exemplo estamos utilizando
enlace seriais, precisaremos também de sub-redes para
endereçar os links ponto-a-ponto entre as unidades.
Primeiramente vamos calcular os endereços do enlace
entre Curitiba-São Paulo.
Vamos usar a terceira sub-rede /26 disponível - [Link]/26
Precisamos apenas de 2 endereços de hosts (um para cada
interface serial de cada roteador).
2 bits para hosts é o suficiente e ficamos uma máscara /30,
ficando da seguinte forma.
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VLSM – Exemplo Prático
Enlace Curitiba-São Paulo
[Link]/30
Endereço de rede é [Link]
Endereço de broadcast é [Link]
Endereço de hosts [Link] e [Link]
Enlace Curitiba-Rio de Janeiro
[Link]/30
Endereço de rede é [Link]
Endereço de broadcast é [Link]
Endereço de hosts [Link] e [Link]
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VLSM – Exemplo Prático
Nesse ponto já temos todo o
nosso esquema de
endereçamento calculado.
Perceba que a partir de um
bloco contínuo de endereços
classe C padrão ([Link])
conseguimos fazer a divisão
em blocos de endereços
variáveis, otimizando a
utilização dos endereços IP.
Isso graças ao conceito de
VLSM.
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