Composição e Processamento de Carnes e Pescados
Composição e Processamento de Carnes e Pescados
Tecnologia de carnes,
pescados e produtos cárneos
processados
Definição, composição físico-química, estrutura e valor nutritivo de carnes suína, bovina, aves e peixes;
Modificações no post mortem e implicações no processamento;
Fatores importantes no processamento e nas características sensoriais;
Conservação da carne pelo frio;
Processamento de produtos cárneos: Emulsões cárneas, Géis cárneos, Produtos curados;
Parte 2
1 2
3 4
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5 6
7 8
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• Estromais
9 10
ESTRUTURA MUSCULAR
11 12
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13 14
• O tecido conjuntivo permeia o músculo por meio do epimísio, endomísio e • Necessitam de altas concentrações salinas para solubilizarem-se é chamada de
perimísio, sendo que estes estão envolvidos na base do músculo durante a “fração solúvel em sal”, portanto não solubilizam-se no sarcoplasma
contração;
• A actina e miosina representam cerca de 65% do total das proteínas miofibrilares
• O colágeno é a principal proteína do tecido conjuntivo; e aproximadamente 40% do total de proteína muscular
• Normalmente são insolúveis em condições normais de extração (baixas • São proteínas contrateis, reguladoras, estruturais
temperaturas e diferentes concentrações salinas)
• Possuem alta CRA, além de formarem géis, e estabilizarem emulsões
• Alta capacidade de formação de géis termorreversíveis
15 16
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17 18
LIPÍDIOS CARBOIDRATOS
? • Composto por glicogênio muscular;
• É a porção mais variável;
• Facilmente degradável para gerar ATP
• A maioria está na forma de triacilglicerol (TAG), podendo apresentar-se • Pescados: Possuem mucopolissacarídeos existem principalmente na
também na forma de fosfolipídios, ceramidas e gangliosídios;
forma de mucoproteínas no tecido conectivo;
• Quanto aos ácidos graxos que formam os TAG temos:
• SATURADOS: com 12 a 20 átomos de C, sendo os principais o palmitico (C16:0),
esteárico (C18:0) e mistírico (C14:0)
• INSATURADOS: com 14 a 22 átomos de C, sendo os principais o oleico (C18:1),
palmitoléico (C16:1), linoléico (C18:2), linolênico (C18:3) e araquidônico (C20:4), OUTROS COMPONENTES
sendo em geral na forma cis • Aa livres, peptídeos simples, creatinina, creatina 6-Pi, creatina,
• Pescados – Perfil de AG nucleotídeos, nucleosídios
• Vitaminas e minerais
19 20
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MUDANÇAS POST-
MORTEM DO MÚSCULO
Esquema no quadro
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PROCESSOS POST-MORTEM ANÔMALOS: CARNES PSE PROCESSOS POST-MORTEM ANÔMALOS: CARNES DFD
• Carnes PSE (pale, soft and exudative): pálidas, moles e exsudativas; • Carnes DFD (dark, firm and dry): escuras, duras e secas;
• Acentuada hipertermia durante o período post-mortem; • Carne de suínos e bovinos (maior frequência);
• Glicólise rápida => pH baixo e Temperatura (37°C);
• Baixa concentração de glicogênio => redução do pH não é acentuada;
• Caracterizada por glicólise post mortem muito rápida causando uma pH • pH – temperatura: pouca incidência sobre as proteínas sarcoplásmicas
muito baixo quando a temperatura da carne ainda estava elevada e miofibrilares;
• Precipitação das proteínas sarcoplásmicas e menor retenção de água devido
à desnaturação das proteínas miofibrilares; • > capacidade de retenção de água;
• Bom manejo dos animais, redução de estresse durante transporte e abate • Suscetíveis a alterações de origem microbiana;
REDUZ PSE;
• Boas práticas de manejo durante transporte e abate dos animais;
33 34
35 36
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37 38
39 40
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• Flacidez
Pecado fresco • Capacidade de ligar, imobilizar e reter água endógena ou exógena da carne
processada é atribuída às proteínas miofibrilares que são influenciadas
Abaixamento
• Amolecimento pelos ingredientes da carne
do frescor
Decomposição • Putrefação • Fatores que interferem na CRA da carne são muitos e podem ter forte
por enzimas impacto no processamento: pH, calor, força iônica e fosfatos
bacterianas
41 42
43 44
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45 46
Carnes maturadas
PROCESSAMENTO
DA CARNE
47 48
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49 50
PRODUTOS CÁRNEOS
PRODUTOS CÁRNEOS
51 52
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• Objetivos: inibição ou suspensão do crescimento microbiano, controle ou • O acondicionamento à vacuo e em atmosferas modificadas é uma
inibição de enzimas tissulares ou microbiana, redução das reações com excelente opção
oxigênio ambiental
53 54
CONGELAMENTO SALGA
• Interessante: O processo de congelamento da carne é iniciado à -1,5oC. À -5oC Baseia-se no princípio da desidratação osmótica;
75% da água está congelada. À -30oC 87% da água está congelada. À -65oC 88%
da água está congelada.
Na salga ocorre a remoção de água dos tecidos e a sua parcial substituição por
• Temperatura ótima de armazenamento -20 a -30oC, à -30oC a vida útil é quase sal, visando conservação do pescado, promovendo a inibição da atividade da
duplicada em relação à -18oC atividade enzimática, tanto das enzimas próprias do pescado como de bactérias.
55 56
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SALGA DEFUMAÇÃO
Salga Seca:
• Razão para defumar os alimentos era originalmente conservá-los;
• Com o rápido desenvolvimento da estocagem frigorífica e facilidades no
congelamento a importância como método de conservação ;
• Atualmente é mais empregada devido aos efeitos atrativos que a fumaça confere
agregando valor ao produto;
• A fumaça tem ação conservante e aromatizante devido aos seus inúmeros
compostos;
• Os fenóis e aldeídos dão aroma específico aos produtos defumados e evitam a
oxidação dos lipídeos e juntamente com os ácidos orgânicos são os principais
responsáveis pela inibição do desenvolvimento dos microrganismos;
• Bactérias patogênicas como Staphylococcus não sobrevivem quando expostas por 1
hora à ação da fumaça;
57 58
Defumação líquida
59 60
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61 62
• FOSFATO
• Aumenta pH – maior CRA – repulsão eletrostática;
• Dissociação acto-miosina;
• Antioxidante
63 64
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• Nitrato nitrito
Nitrosohemocromogênio
• Nitrito NO+H2O Oximioglobina
(rosado e Marrom)
(Vermelho
• NO+Mb NOMb brilhante)
• NO+MetMbNOMetMbNOMb
• NOMb+calor+fumaçaNO hemocromogênio
65 66
67 68
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LEGISLAÇÃO
• Regulamento técnico de identidade e qualidade (RTIQ)
• Exemplos
• Registro de produtos
• Procedimento
69 70
TENDÊNCIAS
• https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/defesa-
agropecuaria/suasa/regulamentos-tecnicos-de-identidade-e- • Redução de Lip;
qualidade-de-produtos-de-origem-animal-1/rtiq-carneos-e-seus-
derivados-1
• Modificação do perfil de Lip;
• Antioxidantes Naturais;
• https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/defesa-
agropecuaria/suasa/regulamentos-tecnicos-de-identidade-e- • Sódio;
qualidade-de-produtos-de-origem-animal-1/rtiq-pescado-e-seus-
derivados
71 72
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PESQUISAS
• Aproveitamento de subprodutos
• Silagem biológica
Tecnologia de leite e
• Hidrolisados
• Aproveitamento de resíduos
produtos lácteos
• Processo de produção Definição, composição físico-química, propriedades e valor nutritivo do leite;
• Aplicações Conservação e tratamento do leite de consumo;
73 74
75 76
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77 78
Proteínas
Lipídios
• 3,5-4,0% • 3,0-3,6%
• Formada por triglicerídeos, ácidos graxos livres e • Podem ser classificadas em dois grupos:
fosofolipídeos;
• Caseínas (-caseína, -caseína, -caseína e -caseína).
79 80
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81 82
• Enzimas
• peroxidase, catalase, fosfatase
• importantes trat. térmico Legislação
https://www.gov.br/agricultura/pt-
• Vitaminas br/assuntos/defesa-
agropecuaria/suasa/regulamentos-tecnicos-
• lipossolúveis de-identidade-e-qualidade-de-produtos-de-
• hidrossolúveis origem-animal-1/rtiq-leite-e-seus-derivados
83 84
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Integral = mínimo 3%
85 86
87 88
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89 90
91 92
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LEITES CONCENTRADOS
• Objetivo:
• Prolongar vida útil;
Leites concentrados • Reduzir custo de armazenamento;
• Oferecer estes produtos como matéria prima para indústria láctica
93 94
RECEPÇÃO DO LEITE
• Leite condensado: produto que se obtém por eliminação parcial da água de constituição
do leite (integral, semi desnatado e desnatado), submetido à um tratamento térmico de FILTRAÇÃO/ CLARIFICAÇÃO
pasteurização e conservado medianete adição de sacarose
PADRONIZAÇÃO
PASTEURIZAÇÃO OU PRÉ AQUECIMENTO
• Doce de Leite: É o produto resultante da cocção de leite com açúcar, podendo ser
adicionado de outras substâncias alimentícias permitidas, até concentração conveniente ADIÇÃO DE SACAROSE
e parcial caramelização
EVAPORADOR
• Leite em pó: É o produto obtido por desidratação do leite de vaca integral, desnatado RESFRIAR
ou parcialmente desnatado e apto para a alimentação humana, mediante processos ENVASE
tecnologicamente adequados.
ARMANEZAMENTO/ CONSERVAÇÃO
95 96
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LEITES CONCENTRADOS
Seleção do leite
LEITES CONCENTRADOS
• DOCE DE LEITE:
Limpeza e preparo do equipamento
• LEITES DESIDRATADOS
Um grau Brix (1°Bx) é Adição leite no tacho
Recepção do leite
igual a 1g de açúcar
Início agitação e aquecimento
por 100 g de solução,
ou 1% de açúcar. Padronização
Adição de 18-20% de sacarose
Adição de 30% de sacarose
Pré-aquecimento
Adição de redutor Adição de redutor
Concentração Pré-concentração
Concentração
Ponto (68-70ºBrix) 1º Ponto (84-86º Brix) Homogeneização
Resfriamento (70º-75ºC) e Bateção manual
envase Desidratação
DOCE DE LEITE EM PASTA 2º Ponto
Embalagem
Envase
DOCE DE LEITE EM BARRA
97 98
LEGISLAÇÃO
e pela bateção e malaxagem, com ou sem modificação biológica de creme pasteurizado derivado
exclusivamente do leite de vaca, por processamento tecnologicamente adequados. A matéria
gorda deverá estar composta exclusivamente de gordura láctea".
Manteiga • Creme: "entende-se como creme de leite o produto lácteo relativamente rico em gordura retirada
do leite por procedimento tecnologicamente adequados, que apresenta a forma de uma emulsão
de gordura em água.
99 100
16/12/2024
101 102
Queijos
PROCESSAMENTO DE MANTEIGA
FLUXOGRAMA GERAL
PADRONIZAÇÃO
35-40% de gordura; 0,15% de acidez
do CREME
o o
(fermentação)
o
MOLDAGEM
A baixa temperatura (0 - 5 C)
o
e EMBALAGEM
103 104
16/12/2024
QUEIJOS QUEIJOS
De acordo com a Portaria n°146, de 07 de março de 1996 (DOU
11/03/96): Componentes (%) Leite Queijo Soro
"Entende-se por queijo o produto fresco ou maturado que se obtém
integral prato
por separação parcial do soro do leite ou leite reconstituído (integral,
parcial ou totalmente desnatado), ou de soros lácteos, coagulados
Água 87,0 40,0 93,3
pela ação física do coalho, de enzimas específicas, de bactéria Proteína 3,5 25,5 0,9
específica, de ácidos orgânicos, isolados ou combinados, todos de
qualidade apta para uso alimentar, com ou sem agregação de Gordura 3,8 29,0 0,2
substâncias alimentícias e/ou especiarias e/ou condimentos, aditivos Lactose 5,0 1,8 5,0
especificamente indicados, substâncias aromatizantes e matérias
corantes." Sal (NaCl) --- 1,7 ---
Cinzas 0,7 2,0 0,6
105 106
COALHO
Prensa
Ocorre em 2 estágios
Cura e Maturação
Coagulação Ação proteolítica: coalho
Enzimática pH 6,0 – 6,5
Armazenamento Tempo? Temperatura? Culturas?
Embalagem
107 108
16/12/2024
Meio muito ácido Meio ácido Meio básico Meio muito básico
PI
Ponto isoelétrico
109 110
a b c
Representação esquemática da reação de coagulação do leite. a- micelas com
revestimento de k-caseína intacto; b- remoção parcial da k-caseína pela
quimosina (Q); c- remoção final da k-caseína e início da reação de agregação
micelar.
111 112
16/12/2024
Tratamento do leite
Coagulação
Dessoragem
SALGA
[ ] 1,5 – 2,0%
Funções
Enformagem Tipos
Prensa
Cura e Maturação
Armazenamento
Embalagem
113 114
DEFINIÇÃO
• Definição segundo resolução nº 5, de 13 de novembro de 2000 (*) do
MAA, D.O.U 02/01/2001 (republicação de 27/11/00)
LEITES FERMENTADOS • "Entende-se por Leites Fermentados os produtos resultantes da
fermentação do leite pasteurizado ou esterilizado, por fermentos
lácticos próprios. Os fermentos lácticos aludidos nesse item devem ser
viáveis, ativos e abundantes no produto final durante seu prazo de
validade."
115 116
16/12/2024
cremoris ou streptococcus
Lactis diacetilactis
117 118
IOGURTE - FLUXOGRAMA
Sorvete
119 120
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Bolhas de ar
Cristais de gelo
Glóbulos de gordura
121 122
• Gordura: cremosidade e corpo Ingredientes (leite, azeites, gorduras fundidas, açúcares, água, leite em pó)
Mistura melhora
• Extrato seco desengordurado (ptn): palatabilidade, reduz ponto de RDC nº 267,
capacidade de
2003
congelamento, estabiliza a espuma Pasteurização
incorporação de ar
–melhor corpo;
• Açúcares: sabor e viscosidade – maior capacidade de batimento;
Homogeneização
Congelamento
123 124
16/12/2024
• Defeitos
• deformação;
•
•
formação de grande cristais de gelo;
perda de overrun;
NOVAS TECNOLOGIAS
• descoloração superficial;
• oscilações de temperatura, devido ao
empilhamento inadequado.
INOVAÇÃO NOS PROCESSOS DE OBTENÇÃO, PURIFICAÇÃO E APLICAÇÃO
DE COMPONENTES DO LEITE
Prof. Valdemiro Carlos Sgarbieri
SEMINÁRIO PARANAENSE DE EXCELÊNCIA EM TECNOLOGIA DO LEITE
125 126
LEITE INTEGRAL
Peptídios e Bioatividade das Caseínas
Desnate GORDURA (creme de leite)
Pasteurização
Anti-opióides
Kapa-k 3,5 10
Processos de produção industrial de caseinas e proteinaas de soro: MF = microfiltração; GMP (Res. 1-169): Soro doce
UF = ultrafiltração; DF = diafiltração. Adaptado de Zinsly et al., 2001; Roman e Sgarbieri, 2005b.
127 128
16/12/2024
129 130
131 132
16/12/2024
133 134
135 136
16/12/2024
137 138
• Dessolventização do farelo
• A torta saída do extrator, ainda umedecida pelo solvente, recebe o nome de
farelo e têm menos de 2% de óleo.
139 140
16/12/2024
• Refino Físico
141 142
Vácuo
143 144
16/12/2024
Neutralização
REFINO DE ÓLEOS VEGETAIS
Neutralização Lavagem
Para Secagem /
Misturadores
Objetivos da Neutralização
Branqueamento
Misturador De retenção ou Estocagem
Misturador
Vapor
145 146
147 148
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149 150
151 152
16/12/2024
ANTIOXIDANTES
• Definição • Leitura complementar:
• Qualquer substância que, presente em baixas concentrações quando comparada a • A Química dos Óleos e Gorduras e seus Processos de Extração e Refino
um substrato oxidável, atrasa ou inibe a oxidação desse substrato de maneira eficaz.
• Alterações Físicas, Químicas e Nutricionais de Óleos Submetidos ao Processo
• Efeitos de Fritura
• Em alimentos reduzem a oxidação lipídica e consequêntemente a oxidação protéica e
quando usados como suplementos dietéticos reduzem o risco de desenvolvimento
de certas doenças
• Sintéticos ou naturais
• Os antioxidantes podem ser sintéticos ou naturais, alguns dos antioxidantes
sintéticos mais importantes são o hidroxianisol de butila (BHA) e o hidroxitolueno de
butila (BHT) e entre os naturais destacam-se o ácido ascórbico, beta-caroteno e
vitamina E
153 154
de origem vegetal
Definição, classificação, composição, propriedades físico-químicas;
Erva-mate;
Produtos fermentados;
155 156
16/12/2024
157 158
ESTRUTURA DO GRÃO
COMPOSIÇÃO QUÍMICA
• Endosperma: Grão propriamente dito, fornece a maior parte dos carboidratos
(contendo 75% de amido e 1 a 13% de proteína).
• Gérmen: É o embrião de uma nova planta. Rico em proteínas, gordura, vitaminas (E, C
e Compl. B) e minerais (Fe).
159 160
16/12/2024
161 162
163 164
16/12/2024
165 166
167 168
16/12/2024
169 170
BENEFICIAMENTO DE CEREAIS
• Lembrando:
171 172
16/12/2024
173 174
175 176
16/12/2024
177 178
179 180
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AMIDO E FÉCULA
“Fécula e amido são sinônimos mas o amido é a substancia amilácea
encontrada nos grãos e fécula encontrada nas raízes e tubérculos.”
181 182
183 184
16/12/2024
185 186
187 188
16/12/2024
PROCESSO DE FABRICAÇÃO
Outros Ingredientes opcionais:
Fibras; Mistura dos ingredientes Moldagem
Produtos cárneos;
Recheio; Fatiamento
Chocolates;
Coberturas; Divisão e boleamento
Embalagem
Condimentos e outros ingredientes que não
descaracterizem o produto.
189 190
PROCESSO DE FABRICAÇÃO
Mistura dos ingredientes Moldagem
Formulações Forneamento
Massa
de
referência
Resfriamento
Fermentação
Fatiamento
Divisão e boleamento
Embalagem
191 192
16/12/2024
Mistura da massa
193 194
Fermentação
195 196
16/12/2024
Controle da fermentação
197 198
Divisão
199 200
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201 202
Moldagem
Condições controladas
203 204
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205 206
207 208
16/12/2024
209 210
Frutas
COMPOSIÇÃO
DEFINIÇÃO
85% de água;
Frutos de plantas de natureza polposa, aroma próprio, ricos em 5-20% de carboidrato (açúcares solúveis);
açúcares solúveis, de sabor doce e agradável, muitos deles ricos em ↑teor de vitaminas e minerais;
sucos e podem ser consumidos na maioria das vezes crus. ↓teor de proteínas e lipídeos (exceção abacate e
(Ornellas, 2001) frutas oleaginosas);
Ácidos orgânicos e ésteres aromáticos;
Elemento cimentante (celulose + compostos
pécticos).
211 212
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Hortaliças
ELEMENTO CIMENTANTE Definição
213 214
215 216
16/12/2024
Respiração:
Conforme o tipo de respiração que os vegetais podem ser
classificados em :
podem ser colhidos e deixados amadurecer
fora da planta-mãe
a) Climatéricos
b) Não climatéricos.
217 218
- Temperatura
- Composição atmosférica
- Produção de etileno
219 220
16/12/2024
221 222
Transpiração: Transpiração:
- Perda de água.
- Processo biológico que ocorre em tecidos vegetais, se - Antecipação da maturação .
dá pela perda de água. - Senescência (conjunto de mudanças que provocam a deterioração
e a morte da célula vegetal).
- Durante o tempo em que as frutas e hortaliças estão -Comprometimento da qualidade do produto (perda de peso).
ligadas à planta há reposição. -Comprometimento da aparência (enrugados e opacos).
- Comprometimento da textura (mole, flácida).
- Após a colheita: a transpiração continua ocorrendo
(sem reposição).
223 224
16/12/2024
225 226
227 228
16/12/2024
b) Alterações na textura
a) Escurecimento do vegetal: - Substâncias pécticas + celulose + hemicelulose oferecem sustentação aos
tecidos vegetais.
229 230
231 232
16/12/2024
• Corantes naturais
rigidez da parede celular
(hidrólise da pectina)
adstringência e acidez
233 234
- Colheita
Tipos: manual e mecânica
- Ponto de colheita
- Transporte do campo ao galpão de embalamento (packing house)
- Operações no galpão de embalamento
Recepção
Limpeza e sanificação
Padronização e classificação
Embalagem
Rotulagem
- Armazenamento
- Distribuição e comercialização
Transporte e exposição dos produtos em estabelecimentos comerciais.
235 236
16/12/2024
Lavagem SELEÇÃO
237 238
Classificação
• É a separação do produto por tamanho, cor, qualidade de modo a se
obter no final lotes homogêneos e caracterizados de maneira clara e
mensurável.
MÁQUINAS CLASSIFICADORAS
Descartar frutos deformados (A), com depressão do pedúnculo (B) ou com danos causados
por antracnose (C), queimadura por látex (D), ácaros (E), lenticelas vermelhas (F),
queimadura pelo sol (G) e podridão peduncular (H).
239 240
16/12/2024
Embalagens Paletização
241 242
Pré-resfriamento Armazenamento
243 244
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PRODUTOS MINIMAMENTE
PROCESSADOS
PROCESSAMENTO Minimamente
Congelados Polpa de fruta
TECNOLÓGICO processados • Consiste em submeter hortaliças e frutos a
uma ou mais alterações físicas, como
lavagem, descascamento, fatiamento e
corte, tornando-os prontos para o consumo
ou preparo.
Suco e Néctar Compota de fruta Fruta cristalizada Fruta desidratada
• Após serem processados, os produtos
devem apresentar atributos de qualidade,
mantendo o máximo de suas características
Hortaliças em Hortaliças Hortaliças nutritivas e sensoriais, como o frescor,
Doce e Geléia aroma, cor e sabor.
conservas enlatadas desidratadas
245 246
Conceito
Vantagens para o consumidor:
- Maior praticidade no preparo dos alimentos;
- Manutenção das características sensoriais e nutricionais do vegetal fresco;
- Ausência de desperdício devido ao descarte de partes estragadas;
Frutas ou hortaliças que são - Maior segurança na aquisição de hortaliças limpas e embaladas;
- Alta qualidade sanitária.
modificadas fisicamente, mas que
Vantagens para o produtor e distribuidor:
mantêm o seu estado fresco. - Agregação de valor ao produto;
- Produção e distribuição mais racionais;
- Redução de perdas durante armazenamento;
- Redução de custos de transporte, manipulação e acomodação do produto nas
prateleiras.
Associação Internacional de Produtos Minimamente Processados (IFPA)
247 248
16/12/2024
FRUTA MINIMAMENTE
DESVANTAGENS DO PROCESSAMENTO MÍNIMO PROCESSADA
249 250
251 252
16/12/2024
**Congelam./ Câmaras
253 254
• É um produto que atende as necessidades de vários segmentos • As polpas devem manter as características físicas, químicas e
da indústria alimentícia, (indústrias de sucos naturais, sorvetes, organolépticas dos frutos e não devem apresentar nenhuma
laticínios, balas, doces e geléias). sujeira, pedaços de insetos ou parasitas nem resíduos de cascas e
sementes.
255 256
16/12/2024
257 258
259 260
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Recepção
FRUTA CRISTALIZADA OU GLACEADA
Pesagem
Lavagem
É o produto preparado com frutas, nas quais se
Descascamento/remoção de substitui parte da água da sua constituição por
sementes
açúcares, por meio de tecnologia adequada,
Corte e seleção recobrindo-as ou não com uma camada de sacarose
Cozimento (xarope 40° Brix)/drenagem
Fechamento
Tratamento térmico
Resfriamento e
armazenagem
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Recepção
FRUTA DESIDRATADA
Pesagem
Lavagem
Produto obtido pela desidratação quase completa da
Descascamento/remoção de fruta madura, inteira ou em pedaços, por processos
sementes tecnológicos específicos.
Corte e seleção
Escorrimento em peneira
Resfriamento e
armazenagem
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FRUTA DESIDRATADA
Recepção
Seleção
Lavagem
Descascamento
Branqueamento ou uso de
antioxidantes
Fatiamento
Carregamento das
bandejas
Secagem em estufa
ventilada
Embalagem e
armazenamento
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Lavagem
Salmoura
Corte e retirada das sementes
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DESIDRATAÇÃO
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Filtração
Homogeneização (obtenção
de uma pasta)
Formulação (pH, pectina
e açúcar)
Pasta (1) + açúcar (1)
Concentração
Aquecer até fervura
Acondicionamento e
Concentrar esterilização
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conserva” é o produto preparado com as partes comestíveis de e Seleção - As que apresentarem podridões, machas, machucado, ou
outros danos, devem ser descartadas.
hortaliças, como tal definidas nestes padrões, envasadas - Devem ser classificadas de acordo com o grau de
maturação, tamanho e integridade.
praticamente cruas, reidratadas ou pré-cozidas, imersas ou não em
líquido de cobertura apropriado, submetidas a adequado
processamento tecnológico antes ou depois de fechadas - Tem por finalidade a remoção de sujeiras maiores
(areia, barro, terra, folhas, etc.).
hermeticamente nos recipientes utilizados a fim de evitar sua - Deve ser realizada com água potável, com
alteração. concentração de cloro livre de 10 ppm (1 mL de
hipoclorito de sódio a 10% para 10L de água ou 5mL (1
2) Pré-lavagem colher de sopa) de água sanitária com 2,5% de cloro livre
para 10L de água). As hortaliças devem ser mantidas
totalmente imersas.
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- Pode-se acrescentar 0,5% de ácido cítrico (ou 5g b) Colocar os vidros em uma assadeira, com a boca
por litro de água, facilitando a retirada de ar. voltada para cima. Levar ao forno quente por 20
minutos.
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