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Ciclos Biológicos de Parasitas e Sintomas

O documento descreve os ciclos biológicos de parasitas, incluindo ciclos monóxenico e heteroxênico, e as características de nematoides e platelmintos. Também aborda doenças parasitárias como esquistossomose, teníase, cistercose, enterobíase, ascaridíase, tricuriase, ancilostomose, doença de Chagas e leishmaniose, detalhando sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção. A informação é organizada de forma a fornecer uma visão geral das infecções parasitárias e suas implicações para a saúde.

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Ciclos Biológicos de Parasitas e Sintomas

O documento descreve os ciclos biológicos de parasitas, incluindo ciclos monóxenico e heteroxênico, e as características de nematoides e platelmintos. Também aborda doenças parasitárias como esquistossomose, teníase, cistercose, enterobíase, ascaridíase, tricuriase, ancilostomose, doença de Chagas e leishmaniose, detalhando sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção. A informação é organizada de forma a fornecer uma visão geral das infecções parasitárias e suas implicações para a saúde.

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Quais são os tipos de ciclos biológicos/hospedeiros?

Ciclo monóxenico: o parasita precisa de apenas um hospedeiro para


completar seu ciclo de vida. Ex.: Ascaris Lumbricoides.

Ciclo heteroxênico: o parasita precisa de mais de dois hospedeiros


para completar seu ciclo de vida. Ex.: T. Solium.

Descreva as características do nematoides.

Os nematoides possuem o corpo cilíndrico e alongado. Sua seção


transversal é circular. Contem uma cutícula elástica e rígida que ajuda
a se proteger e se locomover pelo hospedeiro. Seu sistema digestório
é completo, possui boca e ânus, já seu sistema nervoso é simples.
Sua reprodução é sexuada e tem diformismo sexual.

Descreva as características dos platelmintos.

Os platelmintos são vermes achatados dorso-ventralmente. Sua seção


transversal é plana. Seu sistema digestório é incompleto, com uma
única abertura que serve tanto para ingestão, quanto para excreção,
já seu sistema nervoso é mais desenvolvido. Sua reprodução é
assexuada e sexuada e possui diformismo sexual.

Ciclo de loss.

Os ovos contendo larvas L3 contaminam alimentos ou água, sendo


ingeridos pelo hospedeiro. No intestino, as larvas eclodem, penetram
na parede intestinal e migram via corrente sanguínea até os pulmões,
via sistema porta, onde sofrem mudas L4. posteriormente rompem os
capilares e caem nos alvéolos, sofrendo nova muda (L5). Após
migração para a faringe, são expectoradas ou deglutidas, retornando
ao intestino, onde se tornam adultos, acasalam e produzem ovos
eliminados nas fezes, reiniciando o ciclo (L3).

Platelmintos

Xistossomose (S. Mansoni)

Os ovos do esquistossomo são liberados nas fezes ou na urina de uma


pessoa infectada, entrando em corpos d’água. Os ovos liberam
miracídios que infectam caramujos. Dentro dos caramujos, os
esquistossomos se transformam em cercárias, que saem do caramujo
e penetram a pele humana, migrando para os vasos sanguineos, onde
amadurecem e se reproduzem. Os ovos são liberados nas fezes ou
urina e continuam o ciclo.

Sintomas: coceira, erupção cutânea, dor abdominal, diarreia com


sangue, problemas urinários, fibrose hepática, hipertensão portal.

Diagnóstico: Identificação de ovos nas fezes ou urina.

Tratamento: Praziquantel

Prevenção: Evitar contato com águas doces, controle de caramujos


e saneamento básico.

Teníase ( T. solium e T. Saginata)

São ingerido carne de porco ou boi mal cozida ou crua, contendo


cistercos. No intestino, as larvas se desenvolvem em tênias adultas
que soltam proglotes com ovos, que são excretados nas fezes. Esses
ovos contaminam a água e o solo e continuam o ciclo.

Sintomas: Dor abdominal, diarreia e perda de peso.

Diagnóstico: Identificação de ovos e proglotes nas fezes.

Tratamento: Praziquantel

Prevenção: cozinhar adequadamente a carne de porco e boi.

Cistercose (T. Solium)

Ocorre quando são ingeridos ovos de T. Solium presentes em


alimentos contaminados ou água contaminados com fezes humanas.
Os ovos se transformam em cisticercose que se alojam em diversos
orgãos.

Sintomas: cistercos no cérebro: crises epiléticos, cefaleias e deficits


neurológicos.

Diagnóstico: Exames de imagem

Tratamento: Praziquantel

Prevenção: higiene pessoal e alimentar, saneamento básico.

Nematelmintos

Enterobiase – Oxiuro (E. Vermicularis)


Ocorre por ingestão de alimentos contaminados por ovos. As larvas
eclodem no intestino delgado, migram para o cólon e a fêmea adulta
deposita ovos na região perianal.

Sintomas: prurido anal, irritabilidade, insônia, dor abdominal.

Diagnóstico: Identificação dos ovos com fita adesiva (teste de


Gaham).

Tratamento: Mebendazol

Prevenção: higiene pessoal e dos alimentos. Tratamento de todos os


membros familiares.

Geohelmintíases (doenças parasitárias intestinais)

Ascaridiase (A. Lumbricoides)

Ocorre pela ingestão de ovos embrionados. As larvas migram para os


pulmões, depois para o intestino delgado aonde se tornam adultos.

Sintomas: febre, tosse, dificuldade respiratória, dor abdominal,


diarreia, perda de apetite.

Diagnóstico: Exame microscópico das fezes

Tratamento: Mebendazol

Prevenção: saneamento básico, higiene pessoal e dos alimentos.

Tricuriase (T. Trichiura)

Ocorre pela ingestão de ovos embrionados presentes em alimentos


ou água contaminados. Os ovos eclodem no intestino delgado e as
larvas se estabelecem no coco e cólon.

Sintomas: Dor abdominal, diarreia, prolapso retal e desnutrição.

Diagnóstico: Identificação dos ovos nas fezes.

Tratamento: Mebendazol

Prevenção: Saneamento básico e higiene dos alimentos.

Ancilostomose/Amarelão (A. Nector A. Duodenale)

Ocorre quando as larvas penetram na pele (principalmente os pés) e


migram para o intestino delgado.
Sintomas: Dor abdominal, diarreia, anemia ferropriva e perda de
peso.

Diagnóstico: Identificação dos ovos nas fezes.

Tratamento: Mebendazol

Prevenção: uso de calçados, saneamento básico e higiene pessoal.

Doença de Chagas (Vetor barbeiro) – protozoário flagelado

O parasita invade células, principalmente do coração, esofago e


intestino, transformando-se em amastigotas. As amastigotas se
multiplicam, rompem a célula hospedeira e liberam tripomastigotas
no sangue, infectando novas células. O barbeiro se infecta ao se
alimentar do sangue de um hospedeiro infectado, onde o T. cruzi
completa parte de seu ciclo no intestino do inseto, tornando-se
novamente infeccioso.

Transmissão: o barbeiro transmite o T. Cruzi ao defecar próximo ao


local da picada.

•alimentos contaminados, transfusão de sangue, transplante de


órgãos e transmissão vertical.

Leishmaniose (vetor mosquito palha) – Leishmania

Os promastigotas são fagocitados por macrófagos onde se


transformam em amastigotas. As amastigotas se multiplicam dentro
das células do sistema imune, causando destruição tecidual. O
mosquito se infecta ao picar um hospedeiro infectado. No intestino do
inseto, as amastigotas se transformam novamente em promastigotas,
tornando-se infecciosas.

Leishmaniose tegumentar (feridas na pele) e a leishmaniose visceral


(afeta os órgãos internos)

Transmissão: Transmitido pela picada do mosquito palha, que


infecta humanos e animais ao introduzir a forma promastigota do
parasita.

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