O que é Música:
Música é a combinação de ritmo, harmonia e melodia, de maneira
agradável ao ouvido. No sentido amplo é a organização temporal de
sons e silêncios (pausas). No sentido restrito, é a arte de coordenar e
transmitir efeitos sonoros, harmoniosos e esteticamente válidos,
podendo ser transmitida através da voz ou de instrumentos musicais.
A música é uma manifestação artística e cultural de um povo, em
determinada época ou região. A música é um veículo usado para
expressar os sentimentos.
A música evoluiu através dos séculos, resultando numa grande
variedade de gêneros musicais, entre eles, a música sacra ou
religiosa, a erudita ou clássica, a popular e a tradicional ou folclórica.
Cada um dos gêneros musicais possuem uma série de subgêneros e
estilos.
Principais gêneros musicais
Música erudita ou clássica
Música erudita ou clássica é uma música bem elaborada, que foge
das tradições populares. É uma música culta, caracterizada pela
simetria e equilíbrio sonoro. Teve sua origem na necessidade de
aumento do poder expressivo das melodias nos ofícios religiosos.
A música erudita ou clássica é caracterizada por uma música refinada
e agradável, apresentada de forma instrumental, que chegou ao
ápice com os grandes gênios da música, entre eles, Haendel, Bach,
Haydn, Mozar e Beethoven.
A expressão "música clássica" passou a ser usada para representar a
evolução musical no século XIX, chamado século de ouro, dos
grandes compositores.
Ópera
Ópera é uma obra dramática em que o teatro, a música e a poesia se
completam. A ópera é um gênero teatral dramático, encenado junto
com a música instrumental e o canto, no qual se sobressai um solista,
representado por cantores com timbres vocais que vão do mais
agudo até os mais graves.
A ópera é encenada com os elementos do teatro, como enredo,
coreografia e vestuário característico, em conjunto com a música
instrumental e o canto.
Ópera é o plural de opus, que no latim significa obra de arte. A ópera
surgiu na Itália, e é geralmente apresentada em latim ou italiano.
Música popular
Música popular é aquela que tem uma letra predominantemente
romântica, jovem, dançante e com refrões fáceis de memorizar. O
rock foi um dos mais bem sucedidos gêneros da música popular,
seguido da música romântica.
A música popular brasileira recebeu influência de diversas escolas,
entre elas a de João Gilberto, com a precisão técnica e a interpretação
contida, e a escola de Elis Regina, com interpretação sentimental, em
que a emoção importa mais do que a técnica. Michael Jackson e
Madona serviram de parâmetro para o pop americano e para um
grande número de seguidores.
A música popular cantada por grandes nomes do showbiz, com
melodias suaves e ritmos dançantes, se enraizou na cultura da
juventude urbana, virou sucesso comercial e é um dos mais bem
sucedidos gêneros da música contemporânea.
Música tradicional
Música tradicional ou folclórica é aquela que simboliza as tradições e
costumes de um povo, passadas de geração a geração, como parte
dos valores e da identidade de um povo. A música tradicional
representa as crenças e as tradições de uma determinada região.
Grande parte da música folclórica possui letra de fácil memorização e
está ligada às festividades, envolvendo danças típicas de uma
determinada cultura.
A música tradicional ou folclórica, está intimamente ligada à música
popular. O fado, o tango, o samba, o frevo, o forró, a música de viola,
a música sertaneja, o maracatu, o reggae, o blues, entre outras, se
perpetuaram e muitas delas exercem grande influência na música
moderna.
O que é harmonia musical?
A harmonia musical é a combinação de notas de maneira organizada, para gerar sons que
se equilibram entre si. Trata-se de um conjunto de sons dispostos em ordem simultânea ou
sobrepostos concebendo o conceito de verticalidade em música, ou seja, som sobre som.
Se contrapõe à melodia, que é a combinação de sons em ordem sucessiva estabelecendo
a horizontalidade, uma nota após a outra. A relação dessas notas sobrepostas gera
acordes com suas respectivas particularidades.
Com isso, os instrumentos ditos harmônicos como violão, piano e harpa deixam mais
evidente a percepção do conceito de harmonia pois, viabilizam mais facilmente a execução
simultânea de várias notas.
Entender o que é a harmonia musical é importante, visto que isso possibilita uma melhor
compreensão estrutural das músicas. Como mencionamos, isso também é fundamental
para músicos que desejam compor ou fazer arranjos, pois permite selecionar notas a fim
de criar, principalmente, as bases que vão sustentar e equilibrar a melodia.
Qual a relação entre a harmonia e os
acordes?
A formação dos acordes respeita a harmonia musical. Assim, a tríade é a categoria mais
simples de acorde. Ela recebe esse nome por ser formada por três notas distintas: a tônica
(1º grau), a terça (3º grau) e a quinta (5º grau).
Dessa maneira, a tônica é a nota que dá nome ao acorde. As notas são encontradas na
escala cromática da seguinte forma: a terça fica dois tons após a tônica em acordes
maiores e um tom e meio em acordes menores. A quinta sempre é encontrada três tons e
meio após a tônica.
Como exemplo, se fôssemos montar um acorde de Dó maior (C), usaríamos a escala de
Dó maior que é composta pelas sete notas ou sete graus Dó (1ºgrau) – Ré (2ºgrau) – Mi
(3ºgrau) – Fá (4ºgrau) – Sol (5ºgrau) – Lá (6ºgrau) – Si (7ºgrau). Assim o acorde de Dó
Maior (C) é formado com as notas Dó (1ºgrau) – Mi (3ºgrau) – Sol (5ºgrau).
Acordes com notas acrescidas, como as tétrades (aqueles que acrescentam uma quarta
nota), também precisam respeitar a harmonia das notas para conseguirem o efeito
desejado. O acorde representado por Am7, por exemplo, é um lá menor com sétima, ou
seja, ele é formado por quatro notas diferentes, pois foi acrescentada a sétima nota da
escala.
Como a harmonia funciona na música?
Como você pôde notar, a harmonia garante o equilíbrio entre as notas que são tocadas e
faz com que sejam gerados sons que despertem sensações auditivas e sentimentos
diversos no ouvinte. Com isso, ela pode ser usada em muitas variações.
Assim, ela permite a progressão harmônica, ou seja, a sequência de acordes que formam
a base para a música. Ela também indica as notas que vão compor a melodia.
Nesse sentido, conhecer a harmonia musical traz, também, a possibilidade de direcionar o
efeito que se pretende com o discurso musical. A partir do embasamento teórico, por
exemplo, é possível utilizar acordes consonantes nos momentos em que a música requer
relaxamento, ou dissonantes, quando a intenção é gerar tensão.
A construção musical tem muitos elementos, que podem ser conhecidos com mais
profundidade. Por isso, as pessoas que desejam ampliar a sua compreensão teórica
precisam entender o que é harmonia na música e que ela se trata de um tópico muito
extenso, mas que permite bastante autonomia para a execução e a composição musical.
Melodia
76 línguas
Artigo
Discussão
Ler
Editar
Ver histórico
Ferramentas
Aspeto
ocultar
Texto
Pequeno
Padrão
Grande
Largura
Padrão
Largura
Nota: Se procura pelo cantor, veja Luis Melodia.
Um compasso da Fuga n.º 17 de J. S. Bach em Lá
bemol, BWV 862, de O Cravo Bem Temperado (Parte I), um exemplo de contraponto.
As duas vozes (melodias) em cada pauta podem ser distinguidas pela direção
das hastes e vigasDuração: 5 segundos.0:05Duração: 0 segundo.0:00Voz 1Duração: 0
segundo.0:00Voz 2Duração: 0 segundo.0:00Voz 3Duração: 0 segundo.0:00Voz 4
Uma melodia (em grego clássico: μελῳδία, melōidía, "cantando"),
[1]
também tom, voz ou linha, é uma sucessão linear de tons musicais que o
ouvinte percebe como uma entidade única. Em seu sentido mais literal, uma
melodia é uma combinação de tom e ritmo, enquanto mais figurativamente, o
termo pode incluir outros elementos musicais, como cor tonal. É o primeiro
plano para o acompanhamento de fundo. Uma linha ou parte não precisa ser
uma melodia de primeiro plano.
As melodias geralmente consistem em uma ou
mais frases ou motivos musicais e geralmente são repetidas ao longo de
uma composição em várias formas. Melodias também podem ser descritas por
seu movimento melódico ou pelas alturas ou intervalos entre as alturas
(predominantemente conjunta ou disjunta ou com restrições adicionais),
alcance de altura, tensão e liberação, continuidade e coerência, cadência e
forma.
Função e elementos
Johann Philipp Kirnberger argumentou:
O verdadeiro objetivo da música – seu empreendimento adequado – é a melodia.
Todas as partes da harmonia têm como objetivo final apenas a bela melodia. Portanto,
a questão de qual é a mais significativa, melodia ou harmonia, é fútil. Sem dúvida, o
meio está subordinado ao fim.
Pauta ou pentagrama é o conjunto de 5 linhas horizontais, paralelas e
equidistantes que formam, entre si, 4 espaços onde são escritas as notas.
A música, como regra geral, é escrita num conjunto de 5 linhas paralelas que
chamamos de PAUTA ou PENTAGRAMA. Pauta é o nome do conjunto de
linhas utilizado para escrever as notas musicais de uma partitura, no sistema
de notação da música ocidental. Atualmente, a pauta contém 5 linhas e por
isso também é chamada às vezes de pentagrama. No início do uso da pauta
usava-se apenas uma linha colorida, datada do século IX. Tempos depois
outras linhas foram sendo acrescentadas, o pentagrama que usamos hoje,
estabelecido no século XI, foi definitivamente usado a partir do século XVII.São
5 linhas e 4 espaços entre elas. As linhas e espaços são contadas de baixo
para cima. (Fonte: Bucher, 2003, p. 10
As pautas surgiram na Idade Média. Foram aperfeiçoadas por Guido
D'Arezzo para representar as alturas das notas musicais, suas durações e o
compasso da música, nos ensinamentos de música e no canto gregoriano. As
primeiras pautas tinham uma única linha e eram colocadas sobre a letra da
canção. A altura era representada pela distância das notas em relação à linha.
Como isso não era muito preciso, o sistema evoluiu gradativamente para uma
pauta de quatro linhas, chamada de tetragrama.[1]
Alleluia in Vigilia Nativitatis
No século XV, uma quinta linha foi adicionada e esta configuração é utilizada
até hoje.
Os símbolos das notas podem ser escritos sobre cada uma das cinco linhas ou
dentro dos quatro espaços da pauta. A altura das notas depende desta
posição.
Se precisarmos representar notas mais graves ou agudas do que as nove
notas representáveis nas linha ou espaços do pentagrama, utilizam-se linhas e
espaços suplementares abaixo ou acima da pauta:
Para definir qual nota ocupa cada linha ou espaço e a faixa das notas
representadas no pentagrama, são utilizadas as claves, que permitem adaptar
a escrita para as diferentes vozes ou instrumentos musicais.
Normalmente, em uma partitura, cada instrumento ou voz é representado por
uma pauta. No entanto alguns instrumentos que possuem grande extensão e
permitem a execução simultânea de melodia e acompanhamento, como
o piano, o órgão ou o acordeão, necessitam de mais de uma pauta. Este
conjunto de duas ou mais pautas é chamado de sistema. A figura abaixo é um
sistema para instrumento de teclado. As duas pautas são lidas
simultaneamente como se fossem uma única.
Em partituras escritas para conjuntos musicais, os sistemas também são
utilizados para representar a execução simultânea de todas as vozes, como na
partitura para coral mostrada a seguir.
Na teoria musical, a clave musical (do latim "clavis": "chave") informa
ao músico como ler a partitura, a clave indica a posição da nota musical na
partitura, informando o nome e altura da nota;[1][2] pois a notação musical ela é
relativa e a nota pode ocupar qualquer linha ou espaço na pauta.[1] Cada tipo de
clave define uma nota diferente de referência, modernamente existem quatro
claves: Dó, Fá, Sol e,[2] neutra/rítmica; que permitem a escrita
para instrumentos/vozes que possuem tessituras diferentes (como graves e os
agudos) evitando uso das linhas suplementares.
As claves mais frequentes e as notas que elas definem como referência, onde a nota
destacada ao final de cada pauta é a nota de referência.
História
Desde o Renascimento até os dias atuais, nota-se as diferenças e alterações
nas claves. No século XVI por exemplo, o uso mais comum se dava pelas
claves de “sol”, "dó" e “fá”, tendo mais destaque a primeira citada, sobretudo
por questões de nível de notação instrumental. Quanto às demais, estas se
encontravam de acordo com a instrumentação utilizada, assim como das
vozes, entretanto dependiam bastante das tessituras uma vez que poderiam
variar e sobretudo dependiam disso. O que de fato revolucionou a notação
musical foi a tipografia de Gutenberg, ocorrendo a padronização da notação,
seguindo os meios de impressão da época. Reduziu a velocidade da evolução
dos símbolos musicais - que sofriam alterações com a irregularidade da cópia a
mão - e consequentemente das claves musicais.
Linhas e espaços suplementares
As várias claves existem para permitir a escrita para instrumentos musicais ou
vozes, que possuem tessituras diferentes, ou seja, alguns são muito mais
graves ou mais agudos do que os outros. Quando se utilizam apenas as cinco
linhas e quatro espaços da pauta, só é possível representar nove notas
musicais, mas a maior parte dos instrumentos possui uma extensão muito
maior, exigindo a utilização de linhas e espaços suplementares acima ou
abaixo da pauta. O uso de até três linhas suplementares acima ou abaixo é
praticamente inevitável na maior parte das composições, mas se usarmos
muitas linhas suplementares a leitura se torna muito difícil. Assim ao utilizar
claves diferentes podemos fazer com que a maior parte das notas utilizadas
pelo instrumento estejam representadas dentro da pauta e que o mínimo de
linhas suplementares sejam utilizadas.
Embora já tenham existido muitas claves, só três continuam sendo usadas na
notação musical moderna: a clave de sol, a de fá e a de dó. O desenho das
claves sofreu diversas alterações desde sua criação. Em sua forma moderna,
uma clave de sol se assemelha a uma letra "G" maiúscula em sua forma
cursiva. A de fá se assemelha a um "F" e a de Dó parece um "B" maiúsculo ou
dois "C" invertidos, um sobre o outro. A linha indicada pela clave recebe o
nome da clave, ou seja, a clave de Sol, define o Sol da oitava 3 (acima do Dó
central do piano). A clave de fá define que a linha por ela indicada representará
o Fá da oitava 2 e a de do indica o Do-3 (o do central do piano).
Considerando instrumentos como o pianos, que possui um registro um tanto
vasto, são utilizadas duas claves: uma é para a região mais grave e outra para
a região mais aguda. As claves mais utilizadas são a de sol (para representar
registros mais agudos), e a clave de fá (para representar os registros mais
graves).
1. ↑ Ir para:a b «🎵 Clave de sol - o que é e como se aplica na música». MusicDot.
Consultado em 21 de julho de 2022
2. ↑ Ir para:a b Day, Holly; Pilhofer, Michael (25 de março de 2019). Teoria Musical
Para Leigos: Tradução da 3a edição. [S.l.]: Alta Books
Cada uma das claves pode, teoricamente, ocupar qualquer linha na pauta, mas
como apenas algumas possibilitam os melhores resultados, na prática as
posições utilizadas são aquelas mostradas na figura abaixo.
Tipos de claves
A clave indica qual a posição de uma das notas e todas as demais são lidas
seguido como referência a nota base da clave. Cada tipo de clave define uma
nota diferente de referência, assim, a "chave" usada para decifrar a pauta é a
clave. Modernamente existem quatro claves: Dó, Fá, Sol e, neutra/rítmica; que
permitem a escrita para instrumentos/vozes que possuem tessituras diferentes,
pois existem os graves e os agudos, evitando uso das linhas suplementares.
Clave de sol
Ver artigo principal: Clave de sol
Clave de Sol A clave de sol é escrita somente na segunda linha do
pentagrama.
A Clave de sol juntamente com a clave de fá na quarta linha é a mais utilizada
na música atual. Com a posição mostrada na figura, a nota Sol-3 ocupa a
segunda linha de baixo para cima, indicada pelo início do desenho (ponta da
linha curva). Em algumas partituras antigas ou para fins de estudo,
principalmente na França, esta clave também pode ocupar a primeira linha,
permitindo representar uma tessitura ligeiramente mais aguda.
Quando esta clave está na segunda linha, o dó central do piano ocupará a
primeira linha suplementar inferior. Por esta razão, esta clave é utilizada para
representar a mão direita em instrumentos de teclado. Utilizam esta clave, a
maior parte dos instrumentos de madeira(flautas, clarinete, oboé), os metais
mais agudos (trompete, trompa, flugelhorn), bem como o violino, o violão e
alguns instrumentos de percussão obedientes à série harmônica. As vozes
femininas (Soprano e Contralto) também são normalmente escritas em clave
de sol.
Clave de fá
Ver artigo principal: Clave de fá
Clave de Fá, a linha de referência é indicada pelos dois pontos e assume a
nota Fá-2. Esta pode ser escrita na terceira ou quarta linha da partitura; onde a
posição mais frequente é a quarta linha. Com esta configuração, a nota Dó-3
(ou Dó central do piano) ocupa a primeira linha suplementar superior. Por esta
razão, costuma-se dizer que a clave de sol começa onde a de fá termina. Nesta
clave, as notas abaixo da linha central da partitura são os baixos
fundamentais ou contrabaixos maiores.[1]
Esta clave é utilizada na escrita da mão esquerda dos instrumentos de teclado,
instrumentos de registro grave, como o violoncelo, o contrabaixo, o fagote,
o trombone, a tuba e o eufônio em Dó bem como as vozes masculinas
(tenor, barítono e baixo).
Também é possível escrever a clave de fá na terceira linha, possibilitando um
registro ligeiramente mais agudo. No passado a clave nessa posição mais
aguda era utilizada para o barítono, mas seu uso na música atual é raro.
Clave de dó
Ver artigo principal: Clave de dó
Clave de Dó, podendo ser escrita na primeira, ou segunda ou terceira linha do
pentagrama
A nota Dó-3 é indicada pelo centro da figura (o encontro entre os dois Cs
invertidos). Originalmente a clave de dó foi criada para representar as vozes
humanas. Cada voz era escrita com a clave de dó em uma das linhas.
O alto era representado com a clave na terceira linha, o tenor na quarta linha e
o mezzo-soprano era representado com a clave de Dó na segunda linha. Este
uso se tornou cada vez menos frequente e esta clave foi substituída pelas de
sol para as vozes mais agudas e a de fá para as mais graves. Hoje em dia, a
posição mais frequente é a mostrada na figura, com o dó na terceira linha,
representando uma tessitura média, exatamente entre as de sol e fá. Um dos
únicos instrumentos a utilizar esta clave na sua escrita normal é a viola. Esta
clave também pode aparecer ocasionalmente em passagens mais agudas do
violoncelo, trombone e fagote. Seu uso vocal ainda é utilizado quando são
utilizadas partituras antigas.
Clave neutra
Esta clave não tem o mesmo uso das demais. Sua utilização não permite
determinar a altura das linhas e espaços da pauta. Serve apenas para indicar
que a clave será utilizada para representar instrumentos de
percussão de altura não determinada, como uma bateria, um tambor ou um
conjunto de congas. Neste caso as notas são posicionadas arbitrariamente na
pauta, indicando apenas as alturas relativas. Por exemplo em uma bateria,
o bumbo pode ser representado na primeira linha por ser o tambor mais grave
e um chimbal pode estar em uma das linhas mais altas por se tratar de
instrumento mais agudo.
Os instrumentos de percussão afináveis utilizam notação com as claves
melódicas. Os tímpanos por exemplo são escritos na clave de fá.
Na notação musical, um compasso é uma forma de dividir quantitativamente
em grupos os sons de uma composição musical, com base nas batidas e
pausas (pulsos). Os compassos facilitam a execução musical, ao definir a
unidade de tempo, o pulso e o ritmo da composição ou de partes dela.
Muitos estilos musicais ocidentais tradicionais já presumem um determinado
compasso, como a valsa, possui o compasso na forma 3
4, o rock, tipicamente usa os compassos 4
4ou 12
8.
Os compassos são divididos na partitura a partir de linhas verticais desenhadas
sobre a pauta. A soma dos valores temporais das notas e pausas dentro de um
compasso deve ser igual à duração, definida pela fórmula de
compasso (ou fração de compasso, assinatura de tempo, assinatura de
medida)[1] que especifica quantas batidas (pulsos) estão contidas em cada
compasso, e qual o valor da nota é equivalente a uma batida. A fórmula
aparece no início da partitura da composição (as vezes no início de uma seção
quando ocorre mudança na música) como um símbolo de tempo ou numerais
empilhados 4
4.
Em uma fórmula de compasso musical, o número de baixo indica em quantas
partes uma semibreve deve ser dividida para obtermos uma unidade de
duração (na notação atual, nenhuma nota tem valor fixo, por isso todas as
demais durações são definidas como frações de uma semibreve). O número de
cima define quantas unidades de tempo o compasso contém. No exemplo
abaixo estamos perante a um tempo de "quatro por quatro". Isso significa que a
unidade de tempo tem duração de 1/4 da semibreve (uma semínima) e o
compasso tem 4 unidades de tempo. Neste caso, uma semibreve iria ocupar
todo o compasso. Cada compasso pode ter qualquer combinação de notas e
pausas, mas a soma de todas as durações nunca pode ser menor nem maior
que a duração indicada pela fórmula (quatro unidades de tempo neste
exemplo).
Esta alternância de pulsos fortes e fracos cria uma sensação de repetição ou
circularidade. Existem composições que não apresentam ritmo perceptível,
chamadas composições com tempo livre.
Classificações dos compassos
Os compassos podem ser classificados de acordo com dois critérios: se
levarmos em conta as notas que os compõem podemos dividi-los
em simples e compostos. Se por outro lado considerarmos a métrica, eles
podem ser binários, ternários, quaternários ou complexos.
Compasso simples
Compasso simples é aquele em que cada unidade de tempo corresponde à
duração determinada pelo denominador da fórmula de compasso. Por exemplo
um compasso 2/4 possui dois pulsos com duração de 1/4 (uma semínima)
cada. Os tipos mais comuns de compassos simples possuem 2 ou 4 no
denominador (2/2, 2/4, 3/4, 3/8, 4/4 entre outros). Mas também o compasso
unário (1/4) deve fazer parte dos compassos simples. Segundo a escola alemã,
só compassos com um tempo forte são simples, mas a escola francesa
considera também os compassos quaternários como simples, embora eles
tenham dois tempos fortes.
Compasso composto
Compasso composto é aquele em que cada unidade de tempo é subdividida
em três notas, cuja duração é definida pelo denominador da fórmula de
compasso. Por exemplo, no compasso 6/8, o denominador indica que uma
semibreve foi dividida em 8 partes (em colcheias) e o numerador indica
quantas figuras preenchem o compasso, ou seja, o compasso é formado por 6
colcheias. No entanto a métrica deste compasso é binária, ou seja, dois pulsos
por compasso. Por isso cada unidade de tempo não é uma colcheia, mas sim
um grupo de três colcheias (ou uma semínima pontuada). Como cada pulso é
composto de três notas, esse compasso é definido como composto. Segundo a
escola francesa obtém-se um compasso composto multiplicando um compasso
simples pela fracção de 3/2 por exemplo: o compasso 2/4 é binário simples,
(2/4)*(3/2)=6/8 que corresponde a um binário composto. 3/4 é ternário simples,
(3/4)* (3/2) = 9/8 que corresponde a um ternário composto 4/4 é quaternário
simples, (4/4)*(3/2)= 12/8 que corresponde a um quaternário composto.[2]
Segundo a teoria alemã, no entanto, cada compasso com mais de um tempo
forte são compassos compostos, então também o 4/4.[3]
Os exemplos em seguir são compassos compostos considerados pelas duas
escolas:
Dica: quando o compasso e ex: 6/4 ele e binário pois 6 é múltiplo de 2,quando
é 9/4 e ternário pois 9 e múltiplo de 3.
Compasso binário
Célula rítmica formada por dois tempos. O pulso é forte - fraco, ou seja, o
primeiro tempo do compasso é forte e o segundo é fraco.
Um ritmo binário pode ser simples ou composto. Exemplos de binários simples
são os compassos 2/8, 2/4, 2/2. Alguns exemplos de binário composto são 6/4
6/8. (Alguns teóricos incluem também o 4/4 como tipo binário, para eles não
existem compassos quaternários, a não ser que eles tenham um só tempo forte
seguido por três tempos fracos.) Os compassos quaternários contém quatro
pulsações em cada compassos daí o nome quaternário.
O ritmo binário é utilizado em marchas, em algumas composições de música
erudita e de jazz, além de muitos ritmos populares, tais como
o frevo, baião, ska, samba, blues, polca, rumba, fado, bossa nova, etc. Na
forma composta, pode ser encontrado nos minutos e em muitos ritmos latinos.
Compasso ternário
Métrica formada por três tempos, o ternário pode ser simples (por exemplo 3/4,
3/2) ou composto (como 9/8, 9/16, sempre em divisão ternária). Os principais
ritmos a utilizar o ternário simples é a valsa e a guarânia. A forma composta é
usada principalmente em danças medievais, na música erudita e no jazz.
Compasso quaternário
Compõe-se de quatro tempos. Pode ser formada pela aglomeração de dois
binários, simples ou compostos. A aglomeração pode ser notada quando o
primeiro tempo é acentuado, segundo e quarto são fracos e o terceiro tem
intensidade intermediária.
São alguns exemplos de compasso quaternário simples 4/2, 4/4, 4/8, 4/16. De
quaternários compostos, podemos citar 12/4, 12/8, 12/16.
Compasso complexo ou composto irregular
Uma característica auditiva não nos permite realizar compassos acima de
quatro tempos sem os contar nem subdividir em outros[carece de fontes]. Por isso, os
compassos acima de 4 tempos apresentam sempre uma subdivisão interna em
partes menores ou iguais a 4 tempos.
Alguns compositores utilizam compassos com métricas 5
4, 5/8, 7/8, 10/8, 11/8 e várias outras, trata-se sempre de aglomerações. No
5/4, por exemplo, trata-se da justaposição de um 2/4, seguido de um 3/4 (ou
vice-versa). Outro exemplo é o 7/4 que pode se formar por um 4/4 e um 3/4 e
assim por diante, de tantas maneiras quanto for possível dividir em unidades
binárias, ternárias e quaternárias. Também pode-se dizer compasso irregular
ou alternado.
É interessante notar que o que chamamos de compasso composto são
justaposições de unidades ternárias.
Um exemplo é Electric Feel do MGMT (6
4) Tom Sawyer do Rush e The Ocean do Led Zeppelin (4
4e 7
8). Money de Pink Floyd (7
4), Happiness Is a Warm Gun do The Beatles (4
4, 5
5, 9
8, 10
8), Hey Ya! do Outkast (11
4), 15 passos do Radiohead (5
4).[4]
Compassos complexos particulares
Um interessante tipo de compasso complexo é a justaposição 3/X + 3/X + 2/X,
formando um compasso teoricamente 8/X. Essa subdivisão é muito comum na
música de todo o mundo ocidental e também de diversos outros povos (é a
divisão utilizada, por exemplo, na rumba). Por ter um uso tão amplo, a grafia
8/X nas partituras deu lugar a grafias mais simples, relacionadas mais ao estilo
de cada caso que à correção meticulosa da notação. Em alguns casos o que
aparece na partitura é 2/4 (na verdade 3/16 +3/16 + 2/16); em outros, 4/4 (na
verdade 3/8 + 3/8 + 2/8) ou 2/2 (igualmente, mas com divisão binária). O
número superior indica o número de eventos que acontecem dentro do espaço.
Combinações de complexos
Amplamente utilizado por bandas de rock progressivo, dão grande
complexidade e unicidade às músicas. Exemplos: 4/4, 3/4 (dando a ideia de
7/4); 15/16, 4/4, 7/8, 19/16 (de maior complexidade); 6/8, 6/8, 6/8, 5/8; etc.
Permitindo qualquer combinação de compassos, mesmo sendo apenas entre
os mais simples, amplia-se a concepção de compassos não apenas como
divisões facilitadoras, mas como unidades básicas de uma composição
musical.
Compassos mais utilizados em rock progressivo
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
x 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
/ / / / / / / / / /
/ / / / / / / / / /
y y y y y y y y y y
y y y y y y y y y y
x 1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
/ / / / / / / / / / 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
/ / / / / / / / / /
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2 2 2
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
x 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
/ / / / / / / / / /
/ / / / / / / / / /
4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
4 4 4 4 4 4 4 4 4 4
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
x 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
/ / / / / / / / / /
/ / / / / / / / / /
8 8 8 8 8 8 8 8 8 8
8 8 8 8 8 8 8 8 8 8
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
x 1 2 3 4 5 6 7 8 9
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
/ / / / / / / / / /
/ / / / / / / / / /
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
1 1 1 1 1 1 1 1 1 1
6 6 6 6 6 6 6 6 6 6
6 6 6 6 6 6 6 6 6 6
Compassos correspondentes ou aditivos
Todo o compasso simples tem um correspondente composto e vice-versa. É
fácil encontrar um compasso correspondente através das figuras de tempo.
Levando em conta os compassos 2/4 e 6/8, simples e composto
respectivamente, temos no primeiro a figura de duas semínimas por compasso,
e no segundo, o de duas semínimas pontuadas por compasso (dois pares de
colcheia). Lembrando que apesar da leitura ser de seis colcheias por
compasso, o compasso de 6/8 é um 2/4 composto.
Um compasso simples transforma-se no seu correspondente composto,
fazendo as seguintes operações:
1. Multiplica-se o numerador da fracção por 3 e o denominador por 2;
2. Aplica-se um ponto de aumentação às figuras que preenchem cada tempo;
Um compasso composto transforma-se no seu correspondente simples, pelas
operações inversas:
1. Divide-se o numerador da fracção por 3 e o denominador por 2;
2. Suprime-se o ponto de aumentação às figuras que preenchem cada tempo;
Exemplo:
2/4 (simples) e 6/8 (composto) são correspondentes binários;
3/4 (simples) e 9/8 (composto) são correspondentes ternários;
4/4 (simples) e 12/8 (composto) são correspondentes quaternários.
Compassos irracionais ou não integrais
Segundo Arthur Kampela, os compassos irracionais (ou não integrais) possuem
formula de compasso com denominador sendo um número que não seja
potência de dois, como .
3, .
5, .
6, .
7, .
9.[5] Sistema sugerido por Henry Cowell, onde a semibreve tem novas divisões
além da binária convencional, inspirado nas divisões ordinárias das séries
harmônicas.[5]
Compassos irracionais também são quiálteras fragmentadas (como a tercina e
sextina), onde um compasso de .
5 significa "dois quintos (2/5) de uma quintina de semínima", ou "duas unidades
de quintina de semínima".[6] Compassos assim são formas diferentes de se
escrever uma quiáltera ou mudanças de velocidades.[6] Os compassos
irracionais são baseados em batidas expressas em termos de frações de
batidas completas, como .
5
ou 2
54.
Segundo Brian Ferneyhough, estes são compassos úteis, que podem mudar as
relações de duração entre compassos de uma composição, sem mudar a
notação em si. Embora não seja um padrão, o uso de um compasso irracional
é precedido de um convencional, como em Mnemosyne (1986b).[5]
Segundo Malt apud Kozu, estes compassos são utilizados enquanto
segmentos temporais de diversos tamanhos, como forma de controlar a
evolução da densidade dos eventos.[5] Ou seja, um compasso como de 3
56contém uma estrutura métrica completa (unidades de tempo), porém
internamente o compositor pode trabalhar de diversas forma, no âmbito de
padrões reiterados, subdivisões, dentre outras.[5]
O maior uso de compassos irracionais, como em Carceri d’Invenzion1 (1981-
86) e Lemma-Icon-Epigram (1981) parece estar concentrado nas décadas de
1970 e 1980.[5]
Uma escala musical pode ser definida como:
1) Um grupo de notas musicais que derivam, em parte ou no todo, do material
escrito de uma composição musical;
2) Uma sequência ordenada de tons pela frequência vibratória
de sons (normalmente do som de frequência mais baixa para o de frequência
mais alta), que consiste na manutenção de determinados intervalos entre as
suas notas.
Em solfejo, as sílabas para representar as notas, de quaisquer escalas,
são: Dó, Dó sustenido, Ré, Ré sustenido, Mi, Fá, Fá sustenido, Sol, Sol
sustenido, Lá, Lá sustenido, Si. As notas Dó sustenido, Ré sustenido, Fá
sustenido, Sol sustenido e Lá sustenido podem também ser representadas
como Ré bemol, Mi bemol, Sol bemol, Lá bemol e Si bemol, respectivamente.
Os termos "sustenido" e "bemol" são utilizados para representar "meio tom
acima" e "meio tom abaixo", respectivamente. As notas musicais, no Mundo
Anglo-Saxônico, são representadas pelas equivalentes seguintes letras: C, D,
E, F, G, A, B, respectivamente, apesar de que, no solfejo, os anglo-saxônicos
preferem usar números, substituindo as sílabas anteriormente mencionadas,
por 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, embora possam também usar as sílabas em vez dos
números. Similarmente, o acidente de sustenido adicionado a uma destas
notas é representado pelo símbolo "♯" na nomenclatura anglo-saxônica;
enquanto o "bemol", adicionado a qualquer nota é representado pelo símbolo
"♭" na nomenclatura anglo-saxônica.
As escalas musicais formam a base necessária para a formação de acordes e
tonalidades. Além disso, pode-se utilizar mais de uma escala para formar linhas
melódicas sobre uma mesma tonalidade, partindo da sonoridade de intervalos
característicos, ou ainda, explorando notas de tensão apropriadas sobre as
cadências harmônicas da tonalidade.
História
A partir da descoberta de artefatos musicais da antiguidade, supõe-se que a
primeira escala desenvolvida tenha sido a escala de cinco sons ou pentatônica,
o que é confirmado pelo estudo de sociedades antigas encontradas
contemporaneamente. Observando-se, no entanto, que a palavra "pentatônica"
é, na verdade, substituída no vocabulário musical, pela palavra "pentafônica",
uma vez que a primeira (pentatônica), remete à ideia de cinco notas tônicas em
uma mesma escala ou tonalidade sonora musical, o que não é a verdade; e a
segunda (pentafônica) refere-se, mais claramente, à escala ou tonalidade
formada por cinco sons ou notas diferentes. No entanto, o termo "pentatônica"
ainda é muito mais utilizado popularmente do que o termo "pentafônica".
As escalas de 7 notas foram prováveis desenvolvimentos da escala
pentatônica e tem-se o registro de sua utilização pelos gregos, apesar de que
qualquer tentativa de resgate da sonoridade dessas escalas tratar-se-á de
exercício puramente especulativo.
A música grega morre junto com o Império Romano, deixando apenas uma
nota de rodapé do que seria todo o sistema musical utilizado à época. O fato é
que, com o surgimento do cristianismo, houve uma adoção dos ritos judaicos, e
essa é a origem do que seria a música ocidental posterior. Na Idade Média, a
elaboração de um sistema de escalas (vem do italiano e significa escada)
levava em conta, não somente a nota fundamental do modo (fundamentalis),
como também a chamada corda de recitação, que era a nota ao redor da qual
a melodia se desenvolvia, sendo essa nota a mais utilizada na música. Essas
escalas foram chamadas de modos eclesiásticos e compunham-se de
quatro: protus, deuterus, tritus e tetrardus.
Esse sistema, chamado modal, não é um sistema totalmente definido; como há
variação da corda de recitação entre duas músicas, elas podem estar dentro de
um mesmo modo, mas se desenvolvem em direções diferentes, sendo
reclassificadas aí, a depender do âmbito em que elas se desenvolveram, como
estando no modo plagal ou autêntico. Além disso, a música poderia muito bem
gravitar entre os modos, o que dificultaria a classificação exata sobre o modo
em que ela está (ou em que modo começou, ou em que modo terminou).
Posteriormente, dois modos receberam a preferência dos compositores (o
modo chamado jônico, ou tritus plagal, e o chamado eólio, ou protus plagal),
sendo estes as origens das escalas diatônicas maior e menor: iniciava-se o
período tonal da música.
A partir do temperamento da música, ocorrido no século XVIII, procurava-se
dar os mesmos valores proporcionais aos intervalos da escala diatônica. Surge
uma nova escala, na qual todas as notas têm o mesmo valor dentro desta:
a escala cromática.
Com o segundo período do romantismo musical (romantismo nacionalista), fez-
se necessária a incorporação de escalas exóticas nas quais as músicas de
muitos países baseavam-se. Às escalas ciganas, já conhecidas séculos antes,
juntam-se escalas mozárabes, russas, eslavas, entre
outras. Debussy incorpora a escala de tons inteiros, também conhecida como
escala hexafônica, a qual divide a oitava em seis intervalos iguais de um tom, à
música. Posteriormente, novas escalas surgiram, com a chamada música
microtonal, além de incorporações de escalas antigas, como a indiana, que
divide a oitava em 22 sons. No Brasil temos a escala nordestina brasileira,
mistura dos modos lídio e mixolídio.
Tipos de Escalas
Escalas modernas, que na cultura ocidental são as mais utilizadas:
Escala cromática
Escala maior
Escala menor
Escala pentatônica ou chinesa
Sendo que a escala menor se divide em 3 :
Escala Menor Natural ou Primitiva
Escala Menor Harmônica
Escala Menor Melódica
Outras escalas são, entre outras:
Escalas gregas ou modos gregos, também chamados modos litúrgicos ou
modos eclesiásticos, como dórico, frígio e lídio.
Escala cigana
Escala hexafônica ou Escala de tons inteiros
Escala árabe, uma escala de 17 notas com passos menores do que um
semitom
Outras escalas exóticas
Outra maneira de sistematizar as escalas são a separação em
Escalas diatônicas com 5 tons e dois semitons (como as escalas maiores,
menores, ciganas e modos gregos)
Escalas artificiais (como a cromática com 12 semitons)
Escalas exóticas de outras culturas
Nomes
Os nomes das notas musicais, que representam os sons da escala
diatônica de Dó, foram batizadas pelo monge beneditino e teórico
musical italiano Guido d'Arezzo (992—1050), regente do coro da Catedral
de Arezzo, que por volta de 1025 utilizou a primeira sílaba de cada verso de um
hino cantochão “Ut queant laxis” ou “Hymnus in Iohannem“, em devoção a São
João Batista.[1][2]
UT queant laxis
REsonare fibris
MIra gestorum
FAmuli tuorum
SOLve polluti
LAbii reatum
Sancte Ioannes
Que significa: "Para que teus grandes servos, possam ressoar claramente a
maravilha dos teus feitos, limpe nossos lábios impuros, ó São João.". Os fiéis
da Igreja Católica Romana rezam este hino, composto pelo historiador e monge
beneditino lombardo Paulo Diácono,[1][2] no qual cada frase era cantada um grau
acima na escala, celebrando a festa da Natividade de São João (24 de Junho).
[1]
Criando o mnemônico Ut-Re-Mi-Fa-Sol-La-Si. No século XVII, João Batista
Doni alterou o UT para Dó, para facilitar o solfejo, com a terminação da sílaba
em vogal,[3] baseado na proposta de Giusepe DONI,[2]
Referências
1. ↑ Ir para:a b c «A origem dos nomes das notas musicais: um hino católico a São
João Batista!». Organização Aleteia SAS. 27 de junho de 2018. Consultado
em 18 de agosto de 2020
2. ↑ Ir para:a b c «Música: de onde vem o Dó, Ré, Mi, Fá, Sol, Lá, Si». Whiplash.
Consultado em 18 de agosto de 2020
3. ↑ Artigo sobre o hino a São João Batista de Guido d'Arezzo
Referências
1. ↑ Edwin Gordon, Rhythm: Contrasting the Implications of Audiation and
Notation (Chicago: GIA Publications, 2000): 111. ISBN 1579990983.
2. ↑ Med, Bohumil (1996). Teoria da música 4ª ed. Brasília: Musimed.
p. 119ss. ISBN 85-85886-02-1
3. ↑ Med, Bohumil (1996). Teoria da música 4ª ed. Brasília: Musimed.
p. 181ss. ISBN 85-85886-02-1
4. ↑ «Exemplos de Assinaturas de Tempos Ímpares & Os Músicos que os Amam
- Aprenda Piano | Joytunes Blog | Maternidad y todo». Consultado em 25 de
maio de 2022
5. ↑ Ir para:a b c d e f SANTOS, LUCAS ALBUQUERQUE MATIAS (2021). «RITMO EM
ARTHUR KAMPELA E BRIAN FERNEYHOUGH» (PDF). São Paulo (Brasil):
UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” -
UNESP. INSTITUTO DE ARTES
6. ↑ Ir para:a b Erro de citação: Etiqueta <ref> inválida; não foi fornecido texto
para as refs de nome :02
Referências
1. ↑ Drehmer, Júlio (18 de fevereiro de 2014). Teoria Musical Avançada. [S.l.]:
Clube de Autores
Referências
1. ↑ La ideia del norte (13 de dezembro de 2007). «Neumas». Consultado em 18
de setembro de 2012 Texto "Língua:espanhol" ignorado (ajuda)
Bibliografia
Apel, Willi. Harvard Dictionary of Music, 2nd ed., pp. 517–19.
Cole, Simon (2020). just BE here – the guide to musicking mindfulness
Edwards, Arthur C. The Art of Melody, pp. xix–xxx.
Holst, Imogen(1962/2008). Tune, Faber and Faber, London. ISBN 0-571-
24198-0.
nl (1955). A Textbook of Melody: A course in functional melodic
analysis, American Institute of Musicology.
Szabolcsi, Bence (1965). A History of Melody, Barrie and Rockliff, London.
Trippett, David (2013). Wagner's Melodies. Cambridge University Press.
Trippett, David (2019). "Melody" in The Oxford Handbook to Critical
Concepts in Music Theory. Oxford University Press.
A armadura da clave (português brasileiro) ou armação de clave (português europeu) é o conjunto
de acidentes colocados ao lado da clave na pauta musical, indicando que as
notas correspondentes à localização na pauta onde a armadura foi escrita,
devem ser tocadas de maneira consistente um semitom acima ou abaixo de
seu valor natural, (por exemplo, as notas brancas do piano) conforme se
usem sustenidos ou bemóis, respectivamente, na armadura. A armadura
geralmente é escrita imediatamente após a clave no início da pauta musical
embora possa aparecer em outro local da partitura, especialmente após
um compasso iniciado por uma barra dupla.
Esta é a escala em si maior, escrita com os acidentes que identificam
a tonalidade
e aqui a mesma escala (as mesmas notas são tocadas) escrita usando-se a
armadura da clave.
O efeito da armadura, isto é as notas que ela afeta, transformando-as em
sustenidos ou bemóis, permanece por toda a peça ou movimento, a menos que
seja anulado por outra armadura. Por exemplo, uma armadura com cinco
sustenidos é colocada no início de uma peça. Todo lá que aparecer na música
em qualquer oitava será executado como um lá sustenido, a menos que
precedido por algum acidente . Por exemplo, o lá na escala acima —; a
penúltima nota —; é tocado como um lá sustenido mesmo estando uma oitava
acima da posição onde o sustenido na nota lá foi indicado na armadura.
Geralmente, quando há apenas um sustenido, este deve ser o fá sustenido. A
seqüência de sustenidos e de bemóis é rígida em música desde o período de
prática comum (1600 a 1900). A ordem dos sustenidos e bemóis é mostrada a
seguir. No século XX, compositores como Bartók e Rzewski (ver abaixo)
começaram a fazer experimentações com armaduras não convencionais que
não obedeciam à ordem padrão.
Nas partituras que contêm mais de um instrumento, a escrita para todos os
instrumentos é feita com a mesma armadura. Exceções:
Se o instrumento é um instrumento transpositor (em que a música tem que
ser escrita numa tonalidade diferente);
Se o instrumento é um instrumento de percussão, sem tonalidade definida;
Por convenção, muitos compositores omitem a armadura nas partes
da trompa. Isto talvez seja uma reminiscência do passado, dos primeiros
dias dos metais, quando se acrescentavam extensões curvas às trompas
para aumentar o comprimento do tubo, alterando a tonalidade do
instrumento;
Nas partituras do século XV, "armaduras parciais" nas quais as diferentes
vozes, têm armaduras diferentes, são bastante comuns; entretanto isto se
deriva dos hexacordes diferentes em que as partes foram implicitamente
escritas e o uso da expressão armadura pode ser engandor a música desse
período e anteriores.
Relação entre a armadura e a tonalidade
A armadura de clave e a tonalidade são objetos diferentes: a armadura
de clave é tão somente um recurso de notação. Ela é conveniente,
principalmente para a música diatônica ou tonal. Algumas peças que mudam a
tonalidade (modulam) inserem uma nova armadura na pauta enquanto que
outras usam acidentes: sinais de bequadro para neutralizar a armadura e
outros sustenidos e bemóis para a nova tonalidade.
Para um dado modo a armadura define a escala diatônica que a obra musical
usa. A maioria das escalas necessitam que algumas notas sejam
consistentemente modificadas por sustenidos ou bemóis. Por exemplo na
tonalidade de sol maior a nota que define o tom é o fá sustenido. Portanto a
armadura associada à tonalidade de sol maior é a armadura com um sustenido.
No entanto, o fato de se ter uma armadura com um sustenido não garante que
a tonalidade da obra seja um sol maior. Muitos outros fatores determinam a
tonalidade de uma peça. Isto é particularmente certo com relação aos tons
menores. A famosa Tocata e Fuga em Ré Menor, BWV 538 (Tocata e Fuga
Dórica) de Bach, é assim chamada porque, embora seja em ré menor, não
possui armadura, implicando que é em Ré Dórico. No lugar da armadura, os sis
bemóis necessários para a tonalidade de ré menor são escritos com acidentes
tantos vezes quantas forem necessárias.
Duas tonalidade que compartilham a mesma armadura são chamadas
de tonalidades relativas.
Quando os modos tais como o lídio e o dórico são escritos utilizando as
armaduras eles são chamados de modos transpostos.
História
O uso de um bemol como armadura se desenvolveu no período medieval, mas
armaduras com mais do que um bemol ou com sustenidos não surgiram antes
do século XVI. A música barroca escrita em tons menores freqüentemente era
escrita com menos bemóis do que os agora associados à suas tonalidades. Por
exemplo, movimentos em dó menor, frequentemente têm dois bemóis na
armadura, porque o lá bemol freqüentemente tem que ser aumentado para o lá
natural (lá bequadro) nas escalas menores harmônica e melódica , assim como
o si bemol, na escala menor melódica.
Tabela de armaduras
A tabela a seguir, ilustra o número de sustenidos e bemóis de cada armadura e
as armaduras do relativo maior para as escalas menores (ver círculo de
quintas). Lembrar de todas as armaduras é relativamente fácil se forem
seguidas as seguintes quatro regras simples:
Dó maior não possui sustenidos nem bemóis;
Um bemol é fá maior;
Para mais de um bemol, o tom maior é o do penúltimo bemol, sempre
bemolizado; e
Para qualquer número de sustenidos, pegue o último sustenido e o
aumente de dois semitons para chegar ao tom maior (lembrando que um
tom = dois semitons). Assim: dó + dois semitons = ré. Mi + dois semitons =
fá sustenido. (O relativo menor é uma terça menor abaixo do tom maior,
independente se a armadura possui sustenidos ou bemóis).
No caso das armaduras com sustenidos, o primeiro sustenido é colocado na
linha do fá (para o tom de sol maior/mi menor). Os sustenidos seguintes são
adicionados, respectivamente nos locais da pauta correspondentes às
notas dó, sol, ré, lá, mi e si. As armaduras de bemóis seguem a seqüência dos
sustenidos na ordem inversa, ou seja: si, mi, lá, ré, sol, dó e fá. Há 15
diferentes armaduras incluindo a armadura vazia de dó maior/lá menor. Esta
seqüência é apresentada no círculo de quintas.
As armaduras com seqüências de sete bemóis ou sete sustenidos, são
raramente utilizadas não só por que as notas nestas tonalidades extremas de
sustenidos ou bemóis são mais difíceis de executar na maioria dos
instrumentos, como, também, porque elas têm equivalências enarmônicas. Por
exemplo, a tonalidade de dó sustenido maior (com sete sustenidos) é
representada de maneira mais simples como ré bemol maior (cinco bemóis).
Modernamente, para os fins práticos, essas tonalidades são iguais por que dó
sustenido e ré bemol são a mesma nota. Entretanto, obras foram escritas
nessas tonalidades extremas, por exemplo, o Prelúdio e Fuga nº 1 de O Cravo
Bem Temperado de Bach, BWV 848 é em dó sustenido maior.
As anteriormente mencionadas 15 armaduras, entretanto, definem apenas
as escalas diatônicas e são, por isso, chamadas de armaduras padrão. Outras
escalas estão escritas com a armadura padrão, acrescidas
dos acidentes requeridos ou com uma armadura não padronizada tal como, por
exemplo, mi bemol, na mão direita e fá bemol e sol bemol (na mão esquerda),
usadas na escala de mi bemol reduzida (mi bemol octatônico) na obra Mãos
Cruzadas de Béla Bártok (nº 99, vol. 4 e Microcosmos) ou si bemol, mi
bemol e fá bemol, usados para a escala dominante frígia em Deus para Uma
Criança Faminta de Frederic Rzewski.
Observe-se que a ausência de uma armadura nem sempre significa que a
música está em dó maior ou lá menor: cada acidente pode ser anotado
explicitamente como requerido ou a peça pode ser modal ou atonal.
Armadura Tom maior Tom menor
Dó maior Lá menor
Sem sustenidos ou
bemóis
Armadura. Tom Maior Tom Menor
Fá maior Ré menor
1 bemol
Si♭ maior Sol menor
2 bemóis
Mi♭ maior Dó menor
3 bemóis
Lá♭ maior Fá menor
4 bemóis
Ré♭ maior Si♭ menor
5 bemóis
Sol♭ maior Mi♭ menor
6 bemóis
Dó♭ maior Lá♭ menor
7 bemóis
Armadura Tom maior Tom menor
Sol maior Mi menor
1 sustenido
Ré maior Si menor
2 sustenidos
Lá maior Fá♯ menor
3 sustenidos
Mi maior Dó♯ menor
4 sustenidos
Si maior Sol♯ menor
5 sustenidos
Fá♯ maior Ré♯ menor
6 sustenidos
Dó♯ maior Lá♯ menor
7 sustenidos
Dicas
Nos sustenidos, o nome da escala se dá a partir da próxima nota onde o
último sustenido está posicionado na armadura.
Nos bemóis, o penúltimo presente na armadura, dá o nome da escala.
....................