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02 Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais da Matemática, incluindo conjuntos numéricos, operações aritméticas, e noções de geometria e estatística. Ele detalha os conjuntos de números naturais, inteiros, racionais, irracionais e reais, além de operações como adição, subtração, multiplicação e divisão. O material também inclui exemplos práticos e questões para aplicação dos conceitos apresentados.

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02 Matematica

O documento aborda conceitos fundamentais da Matemática, incluindo conjuntos numéricos, operações aritméticas, e noções de geometria e estatística. Ele detalha os conjuntos de números naturais, inteiros, racionais, irracionais e reais, além de operações como adição, subtração, multiplicação e divisão. O material também inclui exemplos práticos e questões para aplicação dos conceitos apresentados.

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sumário

Prefeitura de Rio Real - BA

Matemática

Conjunto numéricos (Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais)........................ 1


Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, di-
visão, potenciação ou radiciação com números racionais, nas suas representações
fracionária ou decimal..................................................................................................... 21
Sistema de numeração decimal; operações e resoluções de problemas....................... 23
Divisibilidade; Critérios de divisibilidade.......................................................................... 25

Matemática
Mínimo múltiplo comum (MMC), Máximo divisor comum (MDC).................................... 28
Porcentagem; Juros simples e juros compostos............................................................. 32

MATÉRIA
Razão e proporção; Divisão proporcional....................................................................... 36
Regra de três simples e composta.................................................................................. 41
Grandezas e medidas - quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e
massaSistema Métrico Decimal e conversão de unidades............................................. 42
Equações do 1º e 2º grau................................................................................................ 48
Sistema de equações do 1º grau.................................................................................... 53
Noções de funções e relação entre grandezas. Funções: Função do 1º grau, Função
quadrática, Função exponencial e Função logarítmica................................................... 56
Operações com polinômios: Produtos notáveis e Fatoração.......................................... 77
Sequências (numéricas, palavras e imagens); sequências numéricas, sequências de
figuras.............................................................................................................................. 85
Sequências de Fibonacci................................................................................................ 86
Progressões aritmética e geométrica.............................................................................. 88
Noções de Geometria - forma, ângulos, área, perímetro, volume, Teoremas de Pitágo-
ras e de Tales; Relações métricas e trigonométricas nos triângulos retângulos; Área e
Perímetro de figuras planas (triângulos, quadriláteros, círculos e polígonos regulares). 93
Geometria Espacial: relação de Euler, Princípio de Cavalieri, poliedros, prismas, pirâ-
midescilindros e cones, esfera – propriedades, relações, áreas e volumes................... 110
Noções de estatística (moda, média e mediana); Tratamento da informação (interpre-
tação de gráficos e tabelas)............................................................................................ 118
Análise Combinatória Simples (Princípio fundamental da contagem, arranjo simples-
combinação simples, permutação simples, circular e com repetição); Probabilidade,
possibilidades e chances................................................................................................ 129
Questões......................................................................................................................... 136
Gabarito........................................................................................................................... 146
Conjunto numéricos (Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais)

O agrupamento de termos ou elementos que associam características semelhantes é denominado conjunto.


Quando aplicamos essa ideia à matemática, se os elementos com características semelhantes são números,
referimo-nos a esses agrupamentos como conjuntos numéricos.
Em geral, os conjuntos numéricos podem ser representados graficamente ou de maneira extensiva, sendo
esta última a forma mais comum ao lidar com operações matemáticas. Na representação extensiva, os números
são listados entre chaves {}. Caso o conjunto seja infinito, ou seja, contenha uma quantidade incontável de
números, utilizamos reticências após listar alguns exemplos. Exemplo: ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, …}.
Existem cinco conjuntos considerados essenciais, pois são os mais utilizados em problemas e questões
durante o estudo da Matemática. Esses conjuntos são os Naturais, Inteiros, Racionais, Irracionais e Reais.

— CONJUNTO DOS NÚMEROS NATURAIS (ℕ)


O conjunto dos números naturais é simbolizado pela letra N e compreende os números utilizados para
contar e ordenar. Esse conjunto inclui o zero e todos os números positivos, formando uma sequência infinita.
Em termos matemáticos, os números naturais podem ser definidos como ℕ = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, …}
O conjunto dos números naturais pode ser dividido em subconjuntos:
ℕ* = {1, 2, 3, 4…} ou ℕ* = ℕ – {0}: conjunto dos números naturais não nulos, ou sem o zero.
ℕp = {0, 2, 4, 6…}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais pares.
ℕi = {1, 3, 5, 7..}, em que n ∈ ℕ: conjunto dos números naturais ímpares.
P = {2, 3, 5, 7..}: conjunto dos números naturais primos.

Operações com Números Naturais


Praticamente, toda a Matemática é edificada sobre essas duas operações fundamentais: adição e
multiplicação.

Adição de Números Naturais


A primeira operação essencial da Aritmética tem como objetivo reunir em um único número todas as unidades
de dois ou mais números.
Exemplo: 6 + 4 = 10, onde 6 e 4 são as parcelas e 10 é a soma ou o total.

Subtração de Números Naturais


É utilizada quando precisamos retirar uma quantidade de outra; é a operação inversa da adição. A subtração
é válida apenas nos números naturais quando subtraímos o maior número do menor, ou seja, quando quando
a-b tal que a ≥ b.
Exemplo: 200 – 193 = 7, onde 200 é o Minuendo, o 193 Subtraendo e 7 a diferença.
Obs.: o minuendo também é conhecido como aditivo e o subtraendo como subtrativo.

1
Multiplicação de Números Naturais
É a operação que visa adicionar o primeiro número, denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes
quantas são as unidades do segundo número, chamado multiplicador.
Exemplo: 3 x 5 = 15, onde 3 e 5 são os fatores e o 15 produto.
- 3 vezes 5 é somar o número 3 cinco vezes: 3 x 5 = 3 + 3 + 3 + 3 + 3 = 15. Podemos no lugar do “x” (vezes)
utilizar o ponto “. “, para indicar a multiplicação).

Divisão de Números Naturais


Dados dois números naturais, às vezes precisamos saber quantas vezes o segundo está contido no primeiro.
O primeiro número, que é o maior, é chamado de dividendo, e o outro número, que é menor, é o divisor. O
resultado da divisão é chamado de quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente e somarmos o resto,
obtemos o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada, pois nem sempre é possível dividir um número
natural por outro número natural de forma exata. Quando a divisão não é exata, temos um resto diferente de
zero.

Princípios fundamentais em uma divisão de números naturais


– Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve ser menor do que o dividendo. 45 : 9 = 5
– Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o produto do divisor pelo quociente. 45 = 5 x 9
– A divisão de um número natural n por zero não é possível, pois, se admitíssemos que o quociente fosse q,
então poderíamos escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q = 0 o que não é correto! Assim, a divisão
de n por 0 não tem sentido ou ainda é dita impossível.

Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Naturais


Para todo a, b e c em ℕ
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b + a
3) Elemento neutro da adição: a + 0 = a
4) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
5) Comutativa da multiplicação: a.b = b.a
6) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
7) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
8) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab – ac
9) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.

2
Exemplos:
1) Em uma gráfica, a máquina utilizada para imprimir certo tipo de calendário está com defeito, e, após
imprimir 5 calendários perfeitos (P), o próximo sai com defeito (D), conforme mostra o esquema.
Considerando que, ao se imprimir um lote com 5 000 calendários, os cinco primeiros saíram perfeitos e o
sexto saiu com defeito e que essa mesma sequência se manteve durante toda a impressão do lote, é correto
dizer que o número de calendários perfeitos desse lote foi
(A) 3 642.
(B) 3 828.
(C) 4 093.
(D) 4 167.
(E) 4 256.

Solução: Resposta: D.
Vamos dividir 5000 pela sequência repetida (6):
5000 / 6 = 833 + resto 2.
Isto significa que saíram 833. 5 = 4165 calendários perfeitos, mais 2 calendários perfeitos que restaram na
conta de divisão.
Assim, são 4167 calendários perfeitos.
2) João e Maria disputaram a prefeitura de uma determinada cidade que possui apenas duas zonas eleitorais.
Ao final da sua apuração o Tribunal Regional Eleitoral divulgou a seguinte tabela com os resultados da eleição.
A quantidade de eleitores desta cidade é:

1ª Zona Eleitoral 2ª Zona Eleitoral


João 1750 2245
Maria 850 2320
Nulos 150 217
Brancos 18 25
Abstenções 183 175

(A) 3995
(B) 7165
(C) 7532
(D) 7575
(E) 7933

Solução: Resposta: E.
Vamos somar a 1ª Zona: 1750 + 850 + 150 + 18 + 183 = 2951
2ª Zona: 2245 + 2320 + 217 + 25 + 175 = 4982
Somando os dois: 2951 + 4982 = 7933

3
— CONJUNTO DOS NÚMEROS INTEIROS (ℤ)
O conjunto dos números inteiros é denotado pela letra maiúscula Z e compreende os números inteiros
negativos, positivos e o zero.
ℤ = {..., -4, -3, -2, -1, 0, 1, 2, 3, 4,…}

O conjunto dos números inteiros também possui alguns subconjuntos:


ℤ+ = {0, 1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos.
ℤ- = {…-4, -3, -2, -1, 0}: conjunto dos números inteiros não positivos.
ℤ*+ = {1, 2, 3, 4…}: conjunto dos números inteiros não negativos e não nulos, ou seja, sem o zero.
ℤ*- = {… -4, -3, -2, -1}: conjunto dos números inteiros não positivos e não nulos.

Módulo
O módulo de um número inteiro é a distância ou afastamento desse número até o zero, na reta numérica
inteira. Ele é representado pelo símbolo | |.
O módulo de 0 é 0 e indica-se |0| = 0
O módulo de +6 é 6 e indica-se |+6| = 6
O módulo de –3 é 3 e indica-se |–3| = 3
O módulo de qualquer número inteiro, diferente de zero, é sempre positivo.

Números Opostos
Dois números inteiros são considerados opostos quando sua soma resulta em zero; dessa forma, os pontos
que os representam na reta numérica estão equidistantes da origem.
Exemplo: o oposto do número 4 é -4, e o oposto de -4 é 4, pois 4 + (-4) = (-4) + 4 = 0. Em termos gerais, o
oposto, ou simétrico, de “a” é “-a”, e vice-versa; notavelmente, o oposto de zero é o próprio zero.

4
Operações com Números Inteiros

Adição de Números Inteiros


Para facilitar a compreensão dessa operação, associamos a ideia de ganhar aos números inteiros positivos
e a ideia de perder aos números inteiros negativos.
Ganhar 3 + ganhar 5 = ganhar 8 (3 + 5 = 8)
Perder 4 + perder 3 = perder 7 (-4 + (-3) = -7)
Ganhar 5 + perder 3 = ganhar 2 (5 + (-3) = 2)
Perder 5 + ganhar 3 = perder 2 (-5 + 3 = -2)
Observação: O sinal (+) antes do número positivo pode ser omitido, mas o sinal (–) antes do número
negativo nunca pode ser dispensado.

Subtração de Números Inteiros


A subtração é utilizada nos seguintes casos:
– Ao retirarmos uma quantidade de outra quantidade;
– Quando temos duas quantidades e queremos saber a diferença entre elas;
– Quando temos duas quantidades e desejamos saber quanto falta para que uma delas atinja a outra.
A subtração é a operação inversa da adição. Concluímos que subtrair dois números inteiros é equivalente a
adicionar o primeiro com o oposto do segundo.
Observação: todos os parênteses, colchetes, chaves, números, etc., precedidos de sinal negativo têm seu
sinal invertido, ou seja, representam o seu oposto.

Multiplicação de Números Inteiros


A multiplicação funciona como uma forma simplificada de adição quando os números são repetidos.
Podemos entender essa situação como ganhar repetidamente uma determinada quantidade. Por exemplo,
ganhar 1 objeto 15 vezes consecutivas significa ganhar 15 objetos, e essa repetição pode ser indicada pelo
símbolo “x”, ou seja: 1+ 1 +1 + ... + 1 = 15 x 1 = 15.
Se substituirmos o número 1 pelo número 2, obtemos: 2 + 2 + 2 + ... + 2 = 15 x 2 = 30
Na multiplicação, o produto dos números “a” e “b” pode ser indicado por a x b, a . b ou ainda ab sem nenhum
sinal entre as letras.

Divisão de Números Inteiros


Considere o cálculo: - 15/3 = q à 3q = - 15 à q = -5
No exemplo dado, podemos concluir que, para realizar a divisão exata de um número inteiro por outro
número inteiro (diferente de zero), dividimos o módulo do dividendo pelo módulo do divisor.
No conjunto dos números inteiros Z, a divisão não é comutativa, não é associativa, e não possui a propriedade
da existência do elemento neutro. Além disso, não é possível realizar a divisão por zero. Quando dividimos zero
por qualquer número inteiro (diferente de zero), o resultado é sempre zero, pois o produto de qualquer número
inteiro por zero é igual a zero.

5
Regra de sinais

Potenciação de Números Inteiros


A potência an do número inteiro a, é definida como um produto de n fatores iguais. O número a é denominado
a base e o número n é o expoente.
an = a x a x a x a x ... x a , ou seja, a é multiplicado por a n vezes.

– Qualquer potência com uma base positiva resulta em um número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é par, então o resultado é um número inteiro positivo.
– Se a base da potência é negativa e o expoente é ímpar, então o resultado é um número inteiro negativo.

6
Radiciação de Números Inteiros
A radiciação de números inteiros envolve a obtenção da raiz n-ésima (de ordem n) de um número inteiro
a. Esse processo resulta em outro número inteiro não negativo, representado por b, que, quando elevado à
potência n, reproduz o número original a. O índice da raiz é representado por n, e o número a é conhecido como
radicando, posicionado sob o sinal do radical.
A raiz quadrada, de ordem 2, é um exemplo comum. Ela produz um número inteiro não negativo cujo
quadrado é igual ao número original a.
Importante observação: não é possível calcular a raiz quadrada de um número inteiro negativo no conjunto
dos números inteiros.
É importante notar que não há um número inteiro não negativo cujo produto consigo mesmo resulte em um
número negativo.
A raiz cúbica (de ordem 3) de um número inteiro a é a operação que gera outro número inteiro. Esse número,
quando elevado ao cubo, é igual ao número original a. É crucial observar que, ao contrário da raiz quadrada,
não restringimos nossos cálculos apenas a números não negativos.

7
Propriedades da Adição e da Multiplicação dos números Inteiros
Para todo a, b e c em ℤ
1) Associativa da adição: (a + b) + c = a + (b + c)
2) Comutativa da adição: a + b = b +a
3) Elemento neutro da adição : a + 0 = a
4) Elemento oposto da adição: a + (-a) = 0
5) Associativa da multiplicação: (a.b).c = a. (b.c)
6) Comutativa da multiplicação : a.b = b.a
7) Elemento neutro da multiplicação: a.1 = a
8) Distributiva da multiplicação relativamente à adição: a.(b +c ) = ab + ac
9) Distributiva da multiplicação relativamente à subtração: a .(b –c) = ab –ac
10) Elemento inverso da multiplicação: para todo inteiro a ≠ 0, existe um inverso a–1 = 1/a em ℤ, tal que, a
. a = a . (1/a) = 1
–1

11) Fechamento: tanto a adição como a multiplicação de um número natural por outro número natural,
continua como resultado um número natural.

8
Exemplos:
1) Para zelar pelos jovens internados e orientá-los a respeito do uso adequado dos materiais em geral e
dos recursos utilizados em atividades educativas, bem como da preservação predial, realizou-se uma dinâmica
elencando “atitudes positivas” e “atitudes negativas”, no entendimento dos elementos do grupo. Solicitou-se que
cada um classificasse suas atitudes como positiva ou negativa, atribuindo (+4) pontos a cada atitude positiva e
(-1) a cada atitude negativa. Se um jovem classificou como positiva apenas 20 das 50 atitudes anotadas, o total
de pontos atribuídos foi
(A) 50.
(B) 45.
(C) 42.
(D) 36.
(E) 32.

Solução: Resposta: A.
50-20=30 atitudes negativas
20.4=80
30.(-1)=-30
80-30=50
2) Ruth tem somente R$ 2.200,00 e deseja gastar a maior quantidade possível, sem ficar devendo na loja.
Verificou o preço de alguns produtos:
TV: R$ 562,00
DVD: R$ 399,00
Micro-ondas: R$ 429,00
Geladeira: R$ 1.213,00
Na aquisição dos produtos, conforme as condições mencionadas, e pagando a compra em dinheiro, o troco
recebido será de:
(A) R$ 84,00
(B) R$ 74,00
(C) R$ 36,00
(D) R$ 26,00
(E) R$ 16,00

Solução: Resposta: D.
Geladeira + Micro-ondas + DVD = 1213 + 429 + 399 = 2041
Geladeira + Micro-ondas + TV = 1213 + 429 + 562 = 2204, extrapola o orçamento
Geladeira + TV + DVD = 1213 + 562 + 399 = 2174, é a maior quantidade gasta possível dentro do orçamento.
Troco:2200 – 2174 = 26 reais

— CONJUNTO DOS NÚMEROS RACIONAIS (ℚ)


Os números racionais são aqueles que podem ser expressos na forma de fração. Nessa representação, tanto
o numerador quanto o denominador pertencem ao conjunto dos números inteiros, e é fundamental observar
que o denominador não pode ser zero, pois a divisão por zero não está definida.

9
O conjunto dos números racionais é simbolizado por Q. Vale ressaltar que os conjuntos dos números naturais
e inteiros são subconjuntos dos números racionais, uma vez que todos os números naturais e inteiros podem
ser representados por frações. Além desses, os números decimais e as dízimas periódicas também fazem parte
do conjunto dos números racionais.

Representação na reta:

Também temos subconjuntos dos números racionais:


ℚ* = subconjunto dos números racionais não nulos, formado pelos números racionais sem o zero.
ℚ+ = subconjunto dos números racionais não negativos, formado pelos números racionais positivos.
ℚ*+ = subconjunto dos números racionais positivos, formado pelos números racionais positivos e não nulos.
ℚ- = subconjunto dos números racionais não positivos, formado pelos números racionais negativos e o zero.
ℚ*- = subconjunto dos números racionais negativos, formado pelos números racionais negativos e não nulos.

Representação Decimal das Frações


Tomemos um número racional a/b, tal que a não seja múltiplo de b. Para escrevê-lo na forma decimal, basta
efetuar a divisão do numerador pelo denominador.
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um número finito de algarismos. Decimais Exatos:
2/5 = 0,4
1/4 = 0,25
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos algarismos (nem todos nulos), repetindo-se
periodicamente Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1/3 = 0,333...
167/66 = 2,53030...
Existem frações muito simples que são representadas por formas decimais infinitas, com uma característica
especial: existe um período.

10
Uma forma decimal infinita com período de UM dígito pode ser associada a uma soma com infinitos termos
deste tipo:

Para converter uma dízima periódica simples em fração, é suficiente utilizar o dígito 9 no denominador para
cada quantidade de dígitos que compõe o período da dízima.
Exemplos:
1) Seja a dízima 0, 333....
Veja que o período que se repete é apenas 1(formado pelo 3), então vamos colocar um 9 no denominador
e repetir no numerador o período.

Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3/9.


2) Seja a dízima 1, 2343434...
O número 234 é formado pela combinação do ante período com o período. Trata-se de uma dízima periódica
composta, onde há uma parte não repetitiva (ante período) e outra que se repete (período). No exemplo dado,
o ante período é representado pelo número 2, enquanto o período é representado por 34.
Para converter esse número em fração, podemos realizar a seguinte operação: subtrair o ante período do
número original (234 - 2) para obter o numerador, que é 232. O denominador é formado por tantos dígitos 9
quanto o período (dois noves, neste caso) e um dígito 0 para cada dígito no ante período (um zero, neste caso).
Assim, a fração equivalente ao número 234 é 232/990

→ temos uma fração mista, então transformando-a

11
611
Simplificando por 2, obtemos x = , a fração geratriz da dízima 1, 23434...
495

Módulo ou valor absoluto


Refere-se à distância do ponto que representa esse número até o ponto de abscissa zero.

Inverso de um Número Racional

— Operações com números Racionais

Soma (Adição) de Números Racionais

Como cada número racional pode ser expresso como uma fração, ou seja, na forma de a/b, onde “a” e “b”

são números inteiros e “b” não é zero, podemos definir a adição entre números racionais da seguinte forma: a
b
e c , da mesma forma que a soma de frações, através de:
d

Subtração de Números Racionais


A subtração de dois números racionais, representados por a e b, é equivalente à operação de adição do
número p com o oposto de q. Em outras palavras, a – b = a + (-b)

a c ad − b
c
- =
b d bd

12
Multiplicação (produto) de Números Racionais
O produto de dois números racionais é definido considerando que todo número racional pode ser expresso
na forma de uma fração. Dessa forma, o produto de dois números racionais, representados por a e b é obtido
multiplicando-se seus numeradores e denominadores, respectivamente. A expressão geral para o produto de
dois números racionais é a.b. O produto dos números racionais a/b e c/d também pode ser indicado por a/b ×
c/d, a/b.c/d. Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos obedecer à mesma regra de sinais
que vale em toda a Matemática:
Podemos assim concluir que o produto de dois números com o mesmo sinal é positivo, mas o produto de
dois números com sinais diferentes é negativo.

Divisão (Quociente) de Números Racionais


A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação de multiplicação do número p pelo inverso
de q, isto é: p ÷ q = p × q-1

Potenciação de Números Racionais


A potência qn do número racional q é um produto de n fatores iguais. O número q é denominado a base e o
número n é o expoente. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.
qn = q × q × q × q × ... × q, ou seja, q aparece n vezes.

Radiciação de Números Racionais


Se um número é representado como o produto de dois ou mais fatores iguais, cada um desses fatores é
denominado raiz do número. Vale as mesmas propriedades que usamos no conjunto dos Números Inteiros.

Propriedades da Adição e Multiplicação de Números Racionais


1) Fechamento: o conjunto ℚ é fechado para a operação de adição e multiplicação, isto é, a soma e a
multiplicação de dois números racionais ainda é um número racional.
2) Associativa da adição: para todos a, b, c em ℚ: a + ( b + c ) = ( a + b ) + c
3) Comutativa da adição: para todos a, b em ℚ: a + b = b + a
4) Elemento neutro da adição: existe 0 em ℚ, que adicionado a todo q em ℚ, proporciona o próprio q, isto
é: q + 0 = q
5) Elemento oposto: para todo q em ℚ, existe -q em ℚ, tal que q + (–q) = 0

13
6) Associativa da multiplicação: para todos a, b, c em ℚ: a × ( b × c ) = ( a × b ) × c
7) Comutativa da multiplicação: para todos a, b em ℚ: a × b = b × a
8) Elemento neutro da multiplicação: existe 1 em ℚ, que multiplicado por todo q em ℚ, proporciona o próprio
q, isto é: q × 1 = q

a
9) Elemento inverso da multiplicação: Para todo q = em ℚ, q diferente de zero, existe :
b

b a b
q-1 = em ℚ: q × q-1 = 1 x =1
a b a
10) Distributiva da multiplicação: Para todos a, b, c em ℚ: a × ( b + c ) = ( a × b ) + ( a × c )

Exemplos:
1) Na escola onde estudo, 1/4 dos alunos tem a língua portuguesa como disciplina favorita, 9/20 têm a
matemática como favorita e os demais têm ciências como favorita. Sendo assim, qual fração representa os
alunos que têm ciências como disciplina favorita?
(A) 1/4
(B) 3/10
(C) 2/9
(D) 4/5
(E) 3/2

Solução: Resposta: B.
Somando português e matemática:

O que resta gosta de ciências:

2) Simplificando a expressão abaixo

Obtém-se :

(A) ½
(B) 1
(C) 3/2
(D) 2
(E) 3

Solução: Resposta: B.

14
1,3333...= 12/9 = 4/3
1,5 = 15/10 = 3/2

— CONJUNTO DOS NÚMEROS IRRACIONAIS (I)


O conceito de números irracionais está vinculado à definição de números racionais. Dessa forma, pertencem
ao conjunto dos números irracionais aqueles que não fazem parte do conjunto dos racionais. Em outras
palavras, um número é ou racional ou irracional, não podendo pertencer a ambos os conjuntos simultaneamente.
Portanto, o conjunto dos números irracionais é o complemento do conjunto dos números racionais no universo
dos números reais. Outra maneira de identificar os números que compõem o conjunto dos números irracionais
é observar que eles não podem ser expressos na forma de fração. Isso ocorre, por exemplo, com decimais
infinitos e raízes não exatas.
A combinação do conjunto dos números irracionais com o conjunto dos números racionais forma um conjunto
denominado conjunto dos números reais, representado por ℝ.
A interseção do conjunto dos números racionais com o conjunto dos números irracionais não possui
elementos em comum e, portanto, é igual ao conjunto vazio (Ø).
De maneira simbólica, temos:

ℚ∪I=ℝ
ℚ∩I=Ø

Classificação dos Números Irracionais


Os números irracionais podem ser classificados em dois tipos principais:
– Números reais algébricos irracionais: Esses números são raízes de polinômios com coeficientes inteiros.
Um número real é considerado algébrico se puder ser expresso por uma quantidade finita de operações como
soma, subtração, multiplicação, divisão e raízes de grau inteiro, utilizando os números inteiros. Por exemplo:

15
É importante observar que a recíproca não é verdadeira; ou seja, nem todo número algébrico pode ser
expresso usando radicais, conforme afirmado pelo teorema de Abel-Ruffini.
– Números reais transcendentes: esses números não são raízes de polinômios com coeficientes inteiros.
Constantes matemáticas como pi (π) e o número de Euler (e) são exemplos de números transcendentes. Pode-
se dizer que há mais números transcendentes do que números algébricos, uma comparação feita na teoria dos
conjuntos usando conjuntos infinitos.
A definição mais abrangente de números algébricos e transcendentes envolve números complexos.

Identificação de números irracionais


Com base nas explicações anteriores, podemos afirmar que:
– Todas as dízimas periódicas são números racionais.
– Todos os números inteiros são racionais.
– Todas as frações ordinárias são números racionais.
– Todas as dízimas não periódicas são números irracionais.
– Todas as raízes inexatas são números irracionais.
– A soma de um número racional com um número irracional é sempre um número irracional.
– A diferença de dois números irracionais pode ser um número racional.

Exemplos:
1) Considere as seguintes afirmações:
I. Para todo número inteiro x, tem-se

II.

III. Efetuando-se obtém-se um número maior que 5.

Relativamente a essas afirmações, é certo que


(A) I,II, e III são verdadeiras.
(B) Apenas I e II são verdadeiras.
(C) Apenas II e III são verdadeiras.
(D) Apenas uma é verdadeira.
(E) I,II e III são falsas.

Solução: Resposta: B.

16
I

II

10x = 4,4444...
- x = 0,4444.....
9x = 4
x = 4/9

III

Portanto, apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.


2) Sejam os números irracionais: x = √3, y = √6, z = √12 e w = √24. Qual das expressões apresenta como
resultado um número natural?
(A) yw – xz.
(B) xw + yz.
(C) xy(w – z).
(D) xz(y + w).

Solução: Resposta: A.
Vamos testar as alternativas:
A)

17
— CONJUNTO DOS NÚMEROS REAIS (ℝ)
O conjunto dos números reais, representado por R, é a fusão do conjunto dos números racionais com o
conjunto dos números irracionais. Vale ressaltar que o conjunto dos números racionais é a combinação dos
conjuntos dos números naturais e inteiros. Podemos afirmar que entre quaisquer dois números reais há uma
infinidade de outros números.
ℝ = ℚ ∪ I, sendo ℚ ∩ I = Ø ( Se um número real é racional, não irracional, e vice-versa).

Entre os conjuntos números reais, temos:


ℝ*= {x ∈ ℝ│x ≠ 0}: conjunto dos números reais não-nulos.
ℝ+ = {x ∈ ℝ│x ≥ 0}: conjunto dos números reais não-negativos.
ℝ*+ = {x ∈ ℝ│x > 0}: conjunto dos números reais positivos.
ℝ- = {x ∈ ℝ│x ≤ 0}: conjunto dos números reais não-positivos.
ℝ*- = {x ∈ ℝ│x < 0}: conjunto dos números reais negativos.
Valem todas as propriedades anteriormente discutidas nos conjuntos anteriores, incluindo os conceitos de
módulo, números opostos e números inversos (quando aplicável).
A representação dos números reais permite estabelecer uma relação de ordem entre eles. Os números
reais positivos são maiores que zero, enquanto os negativos são menores. Expressamos a relação de ordem
da seguinte maneira: Dados dois números reais, a e b,
a≤b↔b–a≥0

Operações com números Reais


Operando com as aproximações, obtemos uma sequência de intervalos fixos que determinam um número
real. Assim, vamos abordar as operações de adição, subtração, multiplicação e divisão.

18
Intervalos reais
O conjunto dos números reais possui subconjuntos chamados intervalos, determinados por meio de
desigualdades. Dados os números a e b, com a < b, temos os seguintes intervalos:
– Bolinha aberta: representa o intervalo aberto (excluindo o número), utilizando os símbolos:
> ; < ou ] ; [

– Bolinha fechada: representa o intervalo fechado (incluindo o número), utilizando os símbolos:


≥ ; ≤ ou [ ; ]
Podemos utilizar ( ) no lugar dos [ ] para indicar as extremidades abertas dos intervalos:
[a, b[ = (a, b);
]a, b] = (a, b];
]a, b[ = (a, b).

a) Em algumas situações, é necessário registrar numericamente variações de valores em sentidos opostos,


ou seja, maiores ou acima de zero (positivos), como as medidas de temperatura ou valores em débito ou em
haver, etc. Esses números, que se estendem indefinidamente tanto para o lado direito (positivos) quanto para
o lado esquerdo (negativos), são chamados números relativos.
b) O valor absoluto de um número relativo é o valor numérico desse número sem levar em consideração o
sinal.
c) O valor simétrico de um número é o mesmo numeral, diferindo apenas no sinal.

— Operações com Números Relativos

Adição e Subtração de Números Relativos


a) Quando os numerais possuem o mesmo sinal, adicione os valores absolutos e conserve o sinal.
b) Se os numerais têm sinais diferentes, subtraia o numeral de menor valor e atribua o sinal do numeral de
maior valor.

19
Multiplicação e Divisão de Números Relativos
a) Se dois números relativos têm o mesmo sinal, o produto e o quociente são sempre positivos.
b) Se os números relativos têm sinais diferentes, o produto e o quociente são sempre negativos.

Exemplos:

1) Na figura abaixo, o ponto que melhor representa a diferença na reta dos números reais é:

(A) P.
(B) Q.
(C) R.
(D) S.

Solução: Resposta: A.

2) Considere m um número real menor que 20 e avalie as afirmações I, II e III:


I- (20 – m) é um número menor que 20.
II- (20 m) é um número maior que 20.
III- (20 m) é um número menor que 20.
É correto afirmar que:
A) I, II e III são verdadeiras.
B) apenas I e II são verdadeiras.
C) I, II e III são falsas.
D) apenas II e III são falsas.
Solução: Resposta: C.
I. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
II. Falso, pois m é Real e pode ser negativo.
III. Falso, pois m é Real e pode ser positivo.

20
Resolução de situações-problema, envolvendo: adição, subtração, multiplicação, di-
visão, potenciação ou radiciação com números racionais, nas suas representações
fracionária ou decimal

A habilidade de resolver problemas matemáticos é aprimorada através da prática e do entendimento dos


conceitos fundamentais. Neste contexto, a manipulação de números racionais, seja em forma fracionária ou
decimal, mostra-se como um aspecto essencial. A familiaridade com essas representações numéricas e a capa-
cidade de transitar entre elas são competências essenciais para a resolução de uma ampla gama de questões
matemáticas. Vejamos alguns exemplos:
01. (Câmara Municipal de São José dos Campos/SP – Analista Técnico Legislativo – Designer Grá-
fico – VUNESP) Em um condomínio, a caixa d’água do bloco A contém 10 000 litros a mais de água do que a
caixa d’água do bloco B. Foram transferidos 2 000 litros de água da caixa d’água do bloco A para a do bloco B,
ficando o bloco A com o dobro de água armazenada em relação ao bloco B. Após a transferência, a diferença
das reservas de água entre as caixas dos blocos A e B, em litros, vale
(A) 4 000.
(B) 4 500.
(C) 5 000.
(D) 5 500.
(E) 6 000.

Resolução:
A = B + 10000 (I)
Transferidos: A – 2000 = 2.B , ou seja, A = 2.B + 2000 ( II )
Substituindo a equação ( II ) na equação ( I ), temos:
2.B + 2000 = B + 10000
2.B – B = 10000 – 2000
B = 8000 litros (no início)
Assim, A = 8000 + 10000 = 18000 litros (no início)
Portanto, após a transferência, fica:
A’ = 18000 – 2000 = 16000 litros
B’ = 8000 + 2000 = 10000 litros
Por fim, a diferença é de : 16000 – 10000 = 6000 litros

Resposta: E.
02. (EBSERH/ HUSM/UFSM/RS – Analista Administrativo – AOCP) Uma revista perdeu 1/5 dos seus
200.000 leitores.
Quantos leitores essa revista perdeu?
(A) 40.000.
(B) 50.000.
(C) 75.000.
(D) 95.000.
(E) 100.000.

21
Resolução:
Observe que os 200.000 leitores representa o todo, daí devemos encontrar 1/5 desses leitores, ou seja,
encontrar 1/5 de 200.000.

1/5 x 200.000 = = .

Desta forma, 40000 representa a quantidade que essa revista perdeu

Resposta: A.
03. (PM/SP – Oficial Administrativo – VUNESP) Uma pessoa está montando um quebra-cabeça que
possui, no total, 512 peças. No 1.º dia foram montados 5/16 do número total de peças e, no 2.º dia foram mon-
tados 3/8 do número de peças restantes. O número de peças que ainda precisam ser montadas para finalizar
o quebra-cabeça é:
(A) 190.
(B) 200.
(C) 210.
(D) 220.
(E) 230.

Resolução:
Neste exercício temos que 512 é o total de peças, e queremos encontrar a parte, portanto é a mesma forma
de resolução do exercício anterior:
No 1.º dia foram montados 5/16 do número total de peças
Logo é 5/16 de 512, ou seja:

Assim, 160 representa a quantidade de peças que foram montadas no primeiro dia. Para o segundo dia
teremos 512 – 160 = 352 peças restantes, então devemos encontrar 3/8 de 352, que foi a quantidade montada
no segundo dia.

Logo, para encontrar quantas peças ainda precisam ser montadas iremos fazer a subtração 352 – 132 =
220.

Resposta: D.
04. (Pref. Maranguape/CE – Prof. de educação básica – Matemática – GR Consultoria e Assessoria)
João gastou R$ 23,00, equivalente a terça parte de 3/5 de sua mesada. Desse modo, a metade do valor da
mesada de João é igual a:
(A) R$ 57,50;
(B) R$ 115,00;
(C) R$ 172,50;
(D) R$ 68,50.

22
Resolução:
Vamos representar a mesada pela letra x.
Como ele gastou a terça parte (que seria 1/3) de 3/5 da mesada (que equivale a 23,00), podemos escrever
da seguinte maneira:

Logo, a metade de 115 = 115/2 = 57,50

Resposta: A.
05. (FINEP – Assistente – CESGRANRIO) Certa praça tem 720 m2 de área. Nessa praça será construído
um chafariz que ocupará 600 dm2.
Que fração da área da praça será ocupada pelo chafariz?
(A) 1/600
(B) 1/120
(C) 1/90
(D) 1/60
(E) 1/12

Resolução:
600 dm² = 6 m²

Resposta: B.

Sistema de numeração decimal; operações e resoluções de problemas

O sistema de numeração decimal é de base 10, ou seja utiliza 10 algarismos (símbolos) diferentes para
representar todos os números.
Formado pelos algarismos 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, é um sistema posicional, ou seja, a posição do algarismo
no número modifica o seu valor.
É o sistema de numeração que nós usamos. Ele foi concebido pelos hindus e divulgado no ocidente pelos
árabes, por isso, é também chamado de «sistema de numeração indo-arábico».

23
Evolução do sistema de numeração decimal

Características
- Possui símbolos diferentes para representar quantidades de 1 a 9 e um símbolo para representar a ausên-
cia de quantidade (zero).
- Como é um sistema posicional, mesmo tendo poucos símbolos, é possível representar todos os números.
- As quantidades são agrupadas de 10 em 10, e recebem as seguintes denominações:
10 unidades = 1 dezena
10 dezenas = 1 centena
10 centenas = 1 unidade de milhar, e assim por diante

Exemplos

Ordens e Classes
No sistema de numeração decimal cada algarismo representa uma ordem, começando da direita para a
esquerda e a cada três ordens temos uma classe.

CLASSE DAS UNIDADES


CLASSE DOS BILHÕES CLASSE DOS MILHÕES CLASSE DOS MILHARES
SIMPLES
12ª 11ª 10ª 9ª 8ª 7ª 6ª 5ª 4ª 3ª 2ª 1ª
ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem ordem
Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades Centenas Dezenas Unidades
de de de de de de de de de Centenas Dezenas Unidades
Bilhão Bilhão Bilhão Milhão Milhão Milhão Milhar Milhar Milhas

24
Para fazer a leitura de números muito grandes, dividimos os algarismos do número em classes (blocos de 3
ordens), colocando um ponto para separar as classes, começando da direita para a esquerda.

Exemplos
1) 57283
Primeiro, separamos os blocos de 3 algarismos da direita para a esquerda e colocamos um ponto para se-
parar o número: 57. 283.
No quadro acima vemos que 57 pertence a classe dos milhares e 283 a classe das unidades simples. Assim,
o número será lido como: cinquenta e sete mil, duzentos e oitenta e três.
2) 12839696
Separando os blocos de 3 algarismos temos: 12.839.696
O número então será lido como: doze milhões, oitocentos e trinta e nove mil, seiscentos e noventa e seis.

Divisibilidade; Critérios de divisibilidade

Os conceitos de múltiplos e divisores de um número natural podem ser estendidos para o conjunto
dos números inteiros1. Ao abordar múltiplos e divisores, estamos nos referindo a conjuntos numéricos que
satisfazem certas condições. Múltiplos são obtidos pela multiplicação por números inteiros, enquanto divisores
são números pelos quais um determinado número é divisível.
Esses conceitos conduzem a subconjuntos dos números inteiros, pois os elementos dos conjuntos de
múltiplos e divisores pertencem ao conjunto dos números inteiros. Para compreender o que são números
primos, é fundamental ter uma compreensão sólida do conceito de divisores.

Múltiplos de um Número
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, o número a é múltiplo de b se, e somente se, existir um
número inteiro k tal que a=b⋅k. Portanto, o conjunto dos múltiplos de a é obtido multiplicando a por todos os
números inteiros, e os resultados dessas multiplicações são os múltiplos de a.
Por exemplo, podemos listar os 12 primeiros múltiplos de 2 da seguinte maneira, multiplicando o número 2
pelos 12 primeiros números inteiros: 2⋅1,2⋅2,2⋅3,…,2⋅12
Isso resulta nos seguintes múltiplos de 2: 2,4,6,…,24
2·1=2
2·2=4
2·3=6
2·4=8
2 · 5 = 10
2 · 6 = 12
2 · 7 = 14
2 · 8 = 16
2 · 9 = 18
2 · 10 = 20
2 · 11 = 22
2 · 12 = 24
1 [Link]
25
Portanto, os múltiplos de 2 são:
M(2) = {2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 16, 18, 20, 22, 24}
Observe que listamos somente os 12 primeiros números, mas poderíamos ter listado quantos fossem
necessários, pois a lista de múltiplos é gerada pela multiplicação do número por todos os inteiros. Assim, o
conjunto dos múltiplos é infinito.
Para verificar se um número é múltiplo de outro, é necessário encontrar um número inteiro de forma que a
multiplicação entre eles resulte no primeiro número. Em outras palavras, a é múltiplo de b se existir um número
inteiro k tal que a=b⋅k. Veja os exemplos:
– O número 49 é múltiplo de 7, pois existe número inteiro que, multiplicado por 7, resulta em 49. 49 = 7 · 7
– O número 324 é múltiplo de 3, pois existe número inteiro que, multiplicado por 3, resulta em 324.
324 = 3 · 108
– O número 523 não é múltiplo de 2, pois não existe número inteiro que, multiplicado por 2, resulte em 523.
523 = 2 · ?”

Múltiplos de 4
Como observamos, para identificar os múltiplos do número 4, é necessário multiplicar o 4 por números
inteiros. Portanto:
4·1=4
4·2=8
4 · 3 = 12
4 · 4 = 16
4 · 5 = 20
4 · 6 = 24
4 · 7 = 28
4 · 8 = 32
4 · 9 = 36
4 · 10 = 40
4 · 11 = 44
4 · 12 = 48
...
Portanto, os múltiplos de 4 são:
M(4) = {4, 8, 12, 16, 20. 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, … }

Divisores de um Número
Sejam a e b dois números inteiros conhecidos, vamos dizer que b é divisor de a se o número b for múltiplo
de a, ou seja, a divisão entre b e a é exata (deve deixar resto 0).
Veja alguns exemplos:
– 22 é múltiplo de 2, então, 2 é divisor de 22.
– 121 não é múltiplo de 10, assim, 10 não é divisor de 121.

26
Critérios de divisibilidade
Critérios de divisibilidade são diretrizes práticas que permitem determinar se um número é divisível por outro
sem realizar a operação de divisão.
– Divisibilidade por 2 ocorre quando um número termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando é um número
par.
– A divisibilidade por 3 ocorre quando a soma dos valores absolutos dos algarismos de um número é
divisível por 3.
– Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando seus dois últimos algarismos formam um número
divisível por 4.
– Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando termina em 0 ou 5.
– Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando é divisível por 2 e por 3 simultaneamente.
– Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando o dobro do seu último algarismo, subtraído do
número sem esse algarismo, resulta em um número múltiplo de 7. Esse processo é repetido até verificar a
divisibilidade.
– Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando seus três últimos algarismos formam um número
divisível por 8.
– Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando a soma dos valores absolutos de seus algarismos
é divisível por 9.
– Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10 quando o algarismo da unidade termina em zero.
– Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11 quando a diferença entre a soma dos algarismos de
posição ímpar e a soma dos algarismos de posição par resulta em um número divisível por 11, ou quando essas
somas são iguais.
– Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando é divisível por 3 e por 4 simultaneamente.
– Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando é divisível por 3 e por 5 simultaneamente.
Para listar os divisores de um número, devemos buscar os números que o dividem. Veja:
– Liste os divisores de 2, 3 e 20.
D(2) = {1, 2}
D(3) = {1, 3}
D(20) = {1, 2, 4, 5, 10, 20}

Propriedade dos Múltiplos e Divisores


Essas propriedades estão associadas à divisão entre dois inteiros. É importante notar que quando um
inteiro é múltiplo de outro, ele é também divisível por esse outro número.
Vamos considerar o algoritmo da divisão para uma melhor compreensão das propriedades:
N=d⋅q+r, onde q e r são números inteiros.
Lembre-se de que:
N: dividendo;
d, divisor;
q: quociente;
r: resto.
– Propriedade 1: A diferença entre o dividendo e o resto (N−r) é um múltiplo do divisor, ou seja, o número d
é um divisor de N−r.

27
– Propriedade 2: A soma entre o dividendo e o resto, acrescida do divisor (N−r+d), é um múltiplo de d,
indicando que d é um divisor de (N−r+d).
Alguns exemplos:
Ao realizar a divisão de 525 por 8, obtemos quociente q = 65 e resto r = 5.
Assim, temos o dividendo N = 525 e o divisor d = 8. Veja que as propriedades são satisfeitas, pois (525 – 5
+ 8) = 528 é divisível por 8 e: 528 = 8 · 66
Exemplo 1: O número de divisores positivos do número 40 é:
(A) 8
(B) 6
(C) 4
(D) 2
(E) 20
Vamos decompor o número 40 em fatores primos.
40 = 23 . 51 ; pela regra temos que devemos adicionar 1 a cada expoente:
3 + 1 = 4 e 1 + 1 = 2 ; então pegamos os resultados e multiplicamos 4.2 = 8, logo temos 8 divisores de 40.

Resposta: A.
Exemplo 2: Considere um número divisível por 6, composto por 3 algarismos distintos e pertencentes ao
conjunto A={3,4,5,6,7}.A quantidade de números que podem ser formados sob tais condições é:
(A) 6
(B) 7
(C) 9
(D) 8
(E) 10
Para ser divisível por 6 precisa ser divisível por 2 e 3 ao mesmo tempo, e por isso deverá ser par também,
e a soma dos seus algarismos deve ser um múltiplo de 3.
Logo os finais devem ser 4 e 6:
354, 456, 534, 546, 564, 576, 654, 756, logo temos 8 números.

Resposta: D.

Mínimo múltiplo comum (MMC), Máximo divisor comum (MDC)

MÁXIMO DIVISOR COMUM


O máximo divisor comum de dois ou mais números naturais não nulos é o maior divisor comum desses
números. Esse conceito é útil em situações onde queremos dividir ou agrupar quantidades da maior forma
possível, sem deixar restos.
Passos para Calcular o MDC:
− Identifique todos os fatores primos comuns entre os números.
− Se houver mais de um fator comum, multiplique-os, usando o menor expoente de cada fator.

28
− Se houver apenas um fator comum, esse fator será o próprio MDC.
Exemplo 1: Calcule o MDC entre 15 e 24.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

15 3 24 2
5 5 12 2
1 6 2
3 3
1

então
15 = 3 . 5
24 = 23 . 3
O único fator comum entre eles é o 3, e ele aparece com o expoente 1 em ambos os números.
Portanto, o MDC(15,24) = 3
Exemplo 2: Calcule o MDC entre 36 e 60
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

36 3 60 2
12 3 30 2
4 2 15 3
2 2 5 5
1 1

então
36 = 22 . 32
60 = 22. 3. 5
Os fatores comuns entre eles são 2 e 3. Para o fator 2, o menor expoente é 2 e para o fator 3, o menor ex-
poente é 1.
Portanto, o MDC(36,60) = 22 . 31 = 4 . 3 = 12

Exemplo 3: CEBRASPE - 2011


O piso de uma sala retangular, medindo 3,52 m × 4,16 m, será revestido com ladrilhos quadrados, de mes-
ma dimensão, inteiros, de forma que não fique espaço vazio entre ladrilhos vizinhos. Os ladrilhos serão escolhi-
dos de modo que tenham a maior dimensão possível. Na situação apresentada, o lado do ladrilho deverá medir
(A) mais de 30 cm.
(B) menos de 15 cm.
(C) mais de 15 cm e menos de 20 cm.
(D) mais de 20 cm e menos de 25 cm.
(E) mais de 25 cm e menos de 30 cm.
As respostas estão em centímetros, então vamos converter as dimensões dessa sala para centímetros:
3,52m = 3,52 × 100 = 352cm
4,16m = 4,16 × 100 = 416cm

29
Agora, para os ladrilhos quadrados se encaixarem perfeitamente nessa sala retangular, a medida do lado
do ladrilho quadrado deverá ser um divisor comum de 352 e 416, que são as dimensões dessa sala. Mas, como
queremos que os ladrilhos tenham a maior dimensão possível, a medida do seu lado deverá ser o maior divisor
comum (MDC) de 352 e 416

352 2 416 2
176 2 208 2
88 2 104 2
44 2 52 2
22 2 26 2
11 11 13 13
1 1

O único fator comum entre eles é o 2, e ele aparece com o expoente 5 em ambos os números.
Portanto, o MDC(352, 416) = 25 = 32.
Resposta: Alternativa A.

MÍNIMO MÚLTIPLO COMUM


O mínimo múltiplo comum (MMC) de dois ou mais números é o menor número, diferente de zero, que é múl-
tiplo comum desses números. Esse conceito é útil em situações onde queremos encontrar a menor quantidade
comum possível que possa ser dividida por ambos os números sem deixar restos.
Passos para Calcular o MMC:
− Decompor os números em fatores primos.
− Multiplicar os fatores comuns e não comuns, utilizando o maior expoente de cada fator.
Exemplo 1: Calcule o MMC entre 15 e 24.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

15 , 24 2
15 , 12 2
15 , 6 2
15 , 3 3
5 , 1 5
1

Para o mmc, fica mais fácil decompor os dois números juntos, iniciando a divisão pelo menor número primo
e aplicando-o aos dois números, mesmo que apenas um seja divisível por ele. Observe que enquanto o 15 não
pode ser dividido, continua aparecendo.
Os fatores primos são: 23, 3 e 5.
Portanto, o MMC(15,24) = 23. 3 . 5 = 8 . 3 . 5 = 120

30
Exemplo 2: Calcule o MMC entre 6, 8 e 14.
Primeiro realizamos a decomposição em fatores primos

6 , 8 , 14 2
3 , 4 , 7 2
3 , 2 , 7 2
3 , 1 , 7 3
1 , 1 , 7 7
1

Os fatores primos são: 23, 3 e 7.


Portanto, o MMC(6, 8, 14) = 23. 3 . 7 = 8 . 3 . 7 = 168

Exemplo 3: VUNESP - 2016


No aeroporto de uma pequena cidade chegam aviões de três companhias aéreas. Os aviões da companhia
A chegam a cada 20 minutos, da companhia B a cada 30 minutos e da companhia C a cada 44 minutos. Em
um domingo, às 7 horas, chegaram aviões das três companhias ao mesmo tempo, situação que voltará a se
repetir, nesse mesmo dia, às
(A) 17h 30min.
(B) 16h 30min.
(C) 17 horas.
(D) 18 horas.
(E) 18h 30min.
Para encontrar o próximo momento em que os aviões das três companhias voltarão a chegar juntos, preci-
samos calcular o mínimo múltiplo comum dos intervalos de chegada: 20, 30 e 44 minutos.

20 , 30 , 44 2
10 , 15 , 22 2
5 , 15 , 11 3
5 , 5 , 11 5
1 , 1 , 11 11
1

Os fatores primos são: 22, 3, 5 e 11.


Portanto, o MMC(20,30,44) = 2² . 3 . 5 . 11 = 660
Encontramos a resposta em minutos: 660 minutos. No entanto, como queremos saber o horário exato em
que os aviões voltarão a se encontrar, precisamos converter esse valor para horas. Sabemos que 1 hora equi-
vale a 60 minutos. Então
660 / 60 = 11 horas
Os aviões das três companhias voltarão a chegar juntos após 11 horas. Como o primeiro encontro ocorreu
às 7 horas, basta somar 11 horas para encontrar o próximo horário de chegada conjunta:
11 + 7 = 18 horas
Resposta: Alternativa D.

31
Porcentagem; Juros simples e juros compostos

PORCENTAGEM
O termo porcentagem se refere a uma fração cujo denominador é 100, representada pelo símbolo (%). Seu
uso é tão comum que a encontramos em praticamente todos os aspectos do dia a dia: nos meios de comunica-
ção, em estatísticas, nas etiquetas de preços, nas máquinas de calcular, e muito mais.
A porcentagem facilita a compreensão de aumentos, reduções e taxas, o que auxilia na resolução de exer-
cícios e situações financeiras cotidianas.

Acréscimo
Se, por exemplo, há um acréscimo de 10% a um determinado valor, podemos calcular o novo valor multipli-
cando esse valor por 1,10, que é o fator de multiplicação. Se o acréscimo for de 20%, multiplicamos por 1,20, e
assim por diante. Veja a tabela abaixo:

ACRÉSCIMO OU LUCRO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 1,10
15% 1,15
20% 1,20
47% 1,47
67% 1,67

Exemplo: Aumentando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 1,10 = R$ 11,00

Desconto
No caso de haver um decréscimo, o fator de multiplicação será:
Fator de Multiplicação = 1 - taxa de desconto (na forma decimal)
Veja a tabela abaixo:

DESCONTO FATOR DE MULTIPLICAÇÃO


10% 0,90
25% 0,75
34% 0,66
60% 0,40
90% 0,10

Exemplo: Descontando 10% no valor de R$10,00 temos:


10 × 0,90 = R$ 9,00

32
Desconto Composto
O desconto composto é aplicado de forma que a taxa de desconto incide sobre o valor já descontado no
período anterior. Para calcular o novo valor após vários períodos de desconto, utilizamos a fórmula:
Vn = V0 × (1 - taxa)n
Onde:
• Vn é o valor após n períodos de desconto.
• V0 é o valor original.
• Taxa é a taxa de desconto por período em forma decimal.
• n é o número de períodos.

DESCONTO FATOR DO 1º PERÍODO FATOR DO 2 º PERÍODO FATOR DO 3º PERÍODO


10% 0,90 0,81 0,729
25% 0,75 0,5625 0,4218
34% 0,66 0,4356 0,2872
60% 0,40 0,16 0,064
90% 0,10 0,01 0,001

Exemplo: Se aplicarmos um desconto composto de 10% ao valor de R$100,00 por dois períodos, teremos:
100 × 0,90 × 0,90 = R$ 81,00

Lucro
Chamamos de lucro em uma transação comercial de compra e venda a diferença entre o preço de venda e
o preço de custo.
Lucro = preço de venda - preço de custo
Podemos expressar o lucro na forma de porcentagem de duas formas:

Exemplo
(DPE/RR – Analista de Sistemas – FCC/2015) Em sala de aula com 25 alunos e 20 alunas, 60% desse
total está com gripe. Se x% das meninas dessa sala estão com gripe, o menor valor possível para x é igual a
(A) 8.
(B) 15.
(C) 10.
(D) 6.
(E) 12.

33
Resolução
45------100%
X-------60%
X=27
O menor número de meninas possíveis para ter gripe é se todos os meninos estiverem gripados, assim
apenas 2 meninas estão.

Resposta: C.

JUROS
Os juros simples e compostos são cálculos efetuados com o objetivo de corrigir os valores envolvidos nas
transações financeiras, isto é, a correção que se faz ao emprestar ou aplicar uma determinada quantia durante
um período de tempo2.
O valor pago ou resgatado dependerá da taxa cobrada pela operação e do período que o dinheiro ficará
emprestado ou aplicado. Quanto maior a taxa e o tempo, maior será este valor.

— Diferença entre Juros Simples e Compostos


Nos juros simples a correção é aplicada a cada período e considera apenas o valor inicial. Nos juros
compostos a correção é feita em cima de valores já corrigidos.
Por isso, os juros compostos também são chamados de juros sobre juros, ou seja, o valor é corrigido sobre
um valor que já foi corrigido.
Sendo assim, para períodos maiores de aplicação ou empréstimo a correção por juros compostos fará com
que o valor final a ser recebido ou pago seja maior que o valor obtido com juros simples.

A maioria das operações financeiras utiliza a correção pelo sistema de juros compostos. Os juros simples se
restringem as operações de curto período.

2 [Link]

34
— Fórmula de Juros Simples
Os juros simples são calculados aplicando a seguinte fórmula:

Sendo:
J: juros.
C: valor inicial da transação, chamado em matemática financeira de capital.
i: taxa de juros (valor normalmente expresso em porcentagem).
t: período da transação.
Podemos ainda calcular o valor total que será resgatado (no caso de uma aplicação) ou o valor a ser quitado
(no caso de um empréstimo) ao final de um período predeterminado.
Esse valor, chamado de montante, é igual a soma do capital com os juros, ou seja:

Podemos substituir o valor de J, na fórmula acima e encontrar a seguinte expressão para o montante:

A fórmula que encontramos é uma função afim, desta forma, o valor do montante cresce linearmente em
função do tempo.
Exemplo: Se o capital de R$ 1 000,00 rende mensalmente R$ 25,00, qual é a taxa anual de juros no sistema
de juros simples?
Solução: Primeiro, vamos identificar cada grandeza indicada no problema.
C = R$ 1 000,00
J = R$ 25,00
t = 1 mês
i=?
Agora que fizemos a identificação de todas as grandezas, podemos substituir na fórmula dos juros:

Entretanto, observe que essa taxa é mensal, pois usamos o período de 1 mês. Para encontrar a taxa anual
precisamos multiplicar esse valor por 12, assim temos:
i = 2,5.12= 30% ao ano

35
— Fórmula de Juros Compostos
O montante capitalizado a juros compostos é encontrado aplicando a seguinte fórmula:

Sendo:
M: montante.
C: capital.
i: taxa de juros.
t: período de tempo.
Diferente dos juros simples, neste tipo de capitalização, a fórmula para o cálculo do montante envolve uma
variação exponencial. Daí se explica que o valor final aumente consideravelmente para períodos maiores.
Exemplo: Calcule o montante produzido por R$ 2 000,00 aplicado à taxa de 4% ao trimestre, após um ano,
no sistema de juros compostos.
Solução: Identificando as informações dadas, temos:
C = 2 000
i = 4% ou 0,04 ao trimestre
t = 1 ano = 4 trimestres
M=?
Substituindo esses valores na fórmula de juros compostos, temos:

Observação: o resultado será tão melhor aproximado quanto o número de casas decimais utilizadas na
potência.
Portanto, ao final de um ano o montante será igual a
R$ 2 339,71.

Razão e proporção; Divisão proporcional

Frequentemente nos deparamos com situações em que é necessáio comparar grandezas, medir variações
e entender como determinadas quantidades se relacionam entre si. Para isso, utilizamos os conceitos de razão
e proporção, que permitem expressar de maneira simples e eficiente essas relações.

RAZÃO
A razão é uma maneira de comparar duas grandezas por meio de uma divisão. Se temos dois números a e
b (com b≠0), a razão entre eles é expressa por a/b ou a:b. Este conceito é utilizado para medir a relação entre
dois valores em diversas situações, como a comparação entre homens e mulheres em uma sala, a relação
entre distâncias percorridas e tempo, entre outros.

36
Exemplo:
Em uma sala de aula há 20 rapazes e 25 moças. A razão entre o número de rapazes e moças é dada por:

Portanto, a razão é 4:5.

Razões Especiais
Algumas razões são usadas em situações práticas para expressar comparações específicas:
− Velocidade Média: A razão entre a distância percorrida e o tempo gasto, representada por:

− Densidade Demográfica: A razão entre o número de habitantes e a área de uma região, dada por:

− Escalas: Usada para representar a proporção entre o tamanho real de um objeto e sua representação em
um mapa ou desenho, como:

PROPORÇÃO
Uma proporção é uma igualdade entre duas razões. Se temos duas razões A\B​e C\D​, dizemos que elas
estão em proporção se:

Esse conceito é frequentemente utilizado para resolver problemas em que duas ou mais relações entre
grandezas são iguais. A propriedade fundamental das proporções é que o produto dos extremos é igual ao
produto dos meios, ou seja:

Exemplo:
Suponha que 3/4​esteja em proporção com 6/8​. Verificamos se há proporção pelo produto dos extremos e
dos meios:
3×8=4×6
Como 24 = 24, a proporção é verdadeira.

37
Exemplo:
Determine o valor de X para que a razão X/3 esteja em proporção com 4/6​. Montando a proporção:

Multiplicando os extremos e os meios:


6X = 3 × 4
6X = 12
X=2

Propriedades das Proporções


Além da propriedade fundamental, as proporções possuem outras propriedades que podem facilitar a reso-
lução de problemas. Algumas das mais importantes são:
− Soma ou diferença dos termos: A soma (ou diferença) dos dois primeiros termos está para o primeiro
(ou segundo) termo assim como a soma (ou diferença) dos dois últimos termos está para o terceiro (ou quarto)
termo. Por exemplo:

− Soma ou diferença dos antecedentes e consequentes: A soma (ou diferença) dos antecedentes está
para a soma (ou diferença) dos consequentes, assim como cada antecedente está para seu respectivo conse-
quente:

GRANDEZAS PROPORCIONAIS
Além de compreender razão e proporção, é importante entender como diferentes grandezas se relacionam
entre si, conforme o comportamento das variáveis envolvidas.

Grandezas Diretamente Proporcionais


Duas grandezas são diretamente proporcionais quando a razão entre seus valores é constante, ou seja,
quando uma grandeza aumenta, a outra também aumenta proporcionalmente. O exemplo clássico é a relação
entre distância percorrida e combustível gasto:

Distância (km) Combustível (litros)


13 1
26 2
39 3
52 4

Nessa situação, quanto mais distância se percorre, mais combustível é gasto. Se a distância dobra, o com-
bustível também dobra.

38
Decomposição em Partes Diretamente Proporcionais
Quando queremos decompor um número M em partes X1,X2,…,Xn que sejam diretamente proporcionais a
p1,p2,…,pn​, a regra geral é distribuir M de acordo com as proporções p1,p2,…,pn​. A fórmula geral para cada parte
Xi é:

Exemplo:
Considere que uma empresa precisa distribuir um bônus de R$1.200,00 entre três funcionários, Ana, Bru-
no e Carla. Os salários mensais de cada um são R$2.000,00, R$3.000,00 e R$5.000,00, respectivamente. O
bônus será distribuído de forma diretamente proporcional aos salários.
Primeiro, somamos os salários:
2.000 + 3.000 + 5.000 = 10.000
Agora, calculamos as partes correspondentes de cada um:
Parte de Ana:

Parte de Bruno:

Parte de Carla:

Portanto, Ana receberá R$240,00, Bruno R$360,00 e Carla R$600,00.

Grandezas Inversamente Proporcionais


Duas grandezas são inversamente proporcionais quando a razão entre os valores da primeira grandeza é
igual ao inverso da razão dos valores correspondentes da segunda. Um exemplo clássico é a relação entre
velocidade e tempo:

Velocidade (m/s) Tempo (s)


5 200
8 125
10 100
16 62,5
20 50

39
Aqui, quanto maior a velocidade, menor o tempo necessário para percorrer uma distância. Se a velocidade
dobra, o tempo cai pela metade.

Decomposição em Partes Inversamente Proporcionais


Para decompor um número M em partes X1,X2,…,Xn​inversamente proporcionais a p1,p2,…,pn, usamos o
inverso das proporções. A ideia é que as partes maiores Xi corresponderão aos menores pi, e vice-versa.
A fórmula para a decomposição inversamente proporcional é:

Exemplo:
Suponha que três operários estão trabalhando em uma obra e precisam dividir igualmente uma tarefa que
envolve 120 horas de trabalho. A produtividade de cada operário (medida em horas para realizar a mesma
tarefa) é de 12 horas, 24 horas e 36 horas, respectivamente. Desejamos dividir as horas de trabalho de forma
inversamente proporcional à produtividade, ou seja, quem tem maior produtividade trabalhará menos horas.
Primeiro, calculamos os inversos das produtividades:

Somamos esses inversos:

Agora, calculamos as partes correspondentes para cada operário:


Parte do 1º operário:

Parte do 2º operário:

Parte do 3º operário:

40
Nesse exemplo, o operário com maior produtividade (1º operário) trabalhará menos horas, enquanto o ope-
rário com menor produtividade (3º operário) trabalhará mais horas.

Regra de três simples e composta

A regra de três é uma ferramenta matemática essencial que permite resolver problemas que envolvem a
proporcionalidade direta ou inversa entre grandezas. Seja no planejamento de uma receita de cozinha, no cál-
culo de distâncias em um mapa ou na gestão financeira, a regra de três surge como um método prático para
encontrar valores desconhecidos a partir de relações conhecidas.

REGRA DE TRÊS SIMPLES


A regra de três simples é utilizada quando temos duas grandezas diretamente proporcionais ou inversamen-
te proporcionais entre si.
Passos utilizados numa regra de três simples:
1º) Construir uma tabela, agrupando as grandezas da mesma espécie em colunas e mantendo na mesma
linha as grandezas de espécies diferentes em correspondência.
2º) Identificar se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.
3º) Montar a proporção e resolver a equação.
Um trem, deslocando-se a uma velocidade média de 400Km/h, faz um determinado percurso em 3 horas.
Em quanto tempo faria esse mesmo percurso, se a velocidade utilizada fosse de 480km/h?
Solução: montando a tabela:
1) Velocidade (Km/h) Tempo (h)

400 ----- 3
480 ----- X

2) Identificação do tipo de relação:

VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↑
480 ↓ ----- X↑

Obs.: como as setas estão invertidas temos que inverter os números mantendo a primeira coluna e inver-
tendo a segunda coluna ou seja o que está em cima vai para baixo e o que está em baixo na segunda coluna
vai para cima

VELOCIDADE Tempo
400 ↓ ----- 3↓
480 ↓ ----- X↓

480x=1200
X=25

41
• Regra de três composta
Regra de três composta é utilizada em problemas com mais de duas grandezas, direta ou inversamente
proporcionais.
Exemplos:
1) Em 8 horas, 20 caminhões descarregam 160m³ de areia. Em 5 horas, quantos caminhões serão neces-
sários para descarregar 125m³?
Solução: montando a tabela, colocando em cada coluna as grandezas de mesma espécie e, em cada linha,
as grandezas de espécies diferentes que se correspondem:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↑
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↑

A seguir, devemos comparar cada grandeza com aquela onde está o x.


Observe que:
Aumentando o número de horas de trabalho, podemos diminuir o número de caminhões. Portanto a relação
é inversamente proporcional (seta para cima na 1ª coluna).
Aumentando o volume de areia, devemos aumentar o número de caminhões. Portanto a relação é direta-
mente proporcional (seta para baixo na 3ª coluna). Devemos igualar a razão que contém o termo x com o pro-
duto das outras razões de acordo com o sentido das setas.
Montando a proporção e resolvendo a equação temos:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


8↑ ----- 20 ↓ ----- 160 ↓
5↑ ----- X↓ ----- 125 ↓

Obs.: Assim devemos inverter a primeira coluna ficando:

HORAS CAMINHÕES VOLUME


8 ----- 20 ----- 160
5 ----- X ----- 125

Logo, serão necessários 25 caminhões

Grandezas e medidas - quantidade, tempo, comprimento, superfície, capacidade e mas-


saSistema Métrico Decimal e conversão de unidades

O sistema de medidas é um conjunto de unidades de quantificação padronizadas que são utilizadas para
expressar a magnitude de grandezas físicas como comprimento, massa, volume, temperatura, entre outras.
Essas unidades permitem que as pessoas comuniquem e compreendam quantidades de maneira clara e
consistente em diferentes contextos e aplicações.

42
O Sistema Internacional de Unidades (SI) é o padrão mais amplamente adotado no mundo, que surgiu da
necessidade de uniformizar as unidades que são utilizadas na maior parte dos países.

COMPRIMENTO
No SI a unidade padrão de comprimento é o metro (m). Atualmente ele é definido como o comprimento da
distância percorrida pela luz no vácuo durante um intervalo de tempo de 1/299.792.458 de um segundo.

UNIDADES DE COMPRIMENTO
km hm dam m dm cm mm
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Os múltiplos do metro são utilizados para medir grandes distâncias, enquanto os submúltiplos, para peque-
nas distâncias. Para medidas milimétricas, em que se exige precisão, utilizamos:

mícron (µ) = 10-6 m angströn (Å) = 10-10 m

Para distâncias astronômicas utilizamos o Ano-luz (distância percorrida pela luz em um ano):
Ano-luz = 9,5 · 1012 km
Exemplos de Transformação
1m=10dm=100cm=1000mm=0,1dam=0,01hm=0,001km
1km=10hm=100dam=1000m
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 10 e para a esquerda
divide por 10.

Exemplo:
(CETRO - 2012 - TJ-RS - Oficial de Transportes) João tem 1,72m de altura e Marcos tem 1,89m. Dessa
forma, é correto afirmar que Marcos tem
Alternativas
(A) 0,17cm a mais do que João.
(B) 0,17cm a menos do que João.
(C) 1,7cm a mais do que João.
(D) 17cm a mais do que João.
(E) 17cm a menos do que João.
Resolução: Marcos = 1,89m = 189cm
João = 1,72m = 172cm
189-172=17cm

Resposta:D

43
SUPERFÍCIE
A medida de superfície é sua área e a unidade fundamental é o metro quadrado(m²).
Para transformar de uma unidade para outra inferior, devemos observar que cada unidade é cem vezes
maior que a unidade imediatamente inferior. Assim, multiplicamos por cem para cada deslocamento de uma
unidade até a desejada.

UNIDADES DE ÁREA
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado Quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

Exemplos de Transformação
1m²=100dm²=10000cm²=1000000mm²
1km²=100hm²=10000dam²=1000000m²
Ou seja, para transformar as unidades, quando “ andamos” para direita multiplica por 100 e para a esquerda
divide por 100.

Exemplo:
(CESGRANRIO - 2005 - INSS - Técnico - Previdenciário) Um terreno de 1 km2 será dividido em 5 lotes,
todos com a mesma área. A área de cada lote, em m2 , será de:
Alternativas
(A) 1 000
(B) 2 000
(C) 20 000
(D) 100 000
(E) 200 000
Resolução: Para calcular a área de um quadrado, basta elevar ao quadrado a medida de um lado.
1 KM = 1000m
1km² = 1000m x 1000m = 1000000m²
Como sao 5 lotes, todos de mesma area
1.000.000/5 = 200.000m

Resposta:E

VOLUME
Os sólidos geométricos são objetos tridimensionais que ocupam lugar no espaço. Por isso, eles possuem
volume. Podemos encontrar sólidos de inúmeras formas, retangulares, circulares, quadrangulares, entre ou-
tras, mas todos irão possuir volume e capacidade.

UNIDADES DE VOLUME
km3 hm3 dam3 m3 dm3 cm3 mm3
Quilômetro Hectômetro Decâmetro Metro Decímetro Centímetro Milímetro
Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico Cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

44
CAPACIDADE
Para medirmos a quantidade de leite, sucos, água, óleo, gasolina, álcool entre outros utilizamos o litro e
seus múltiplos e submúltiplos, unidade de medidas de produtos líquidos.
Se um recipiente tem 1L de capacidade, então seu volume interno é de 1dm³
1L=1dm³

UNIDADES DE CAPACIDADE
kl hl dal l dl cl ml
Quilolitro Hectolitro Decalitro Litro Decilitro Centilitro Mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

Exemplo:
(FCC - 2012 - SEE-MG - Assistente Técnico Educacional - Apoio Técnico) Uma forma de gelo tem 21
compartimentos iguais com capacidade de 8 mL cada. Para encher totalmente com água três formas iguais a
essa é necessário
Alternativas
(A) exatamente um litro.
(B) exatamente meio litro.
(C) mais de um litro.
(D) entre meio litro e um litro.

Resolução:
21 x 3 x 8 = 504 ml = 0,504 L (entre 0,5 e 1L)

Resposta:D

MASSA
No Sistema Internacional de unidades a medida de massa é o quilograma (kg). Um cilindro de platina e irídio
é usado como o padrão universal do quilograma.

UNIDADES DE MASSA
kg hg dag g dg cg mg
Quilograma Hectograma Decagrama Grama Decigrama Centigrama Miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001

Toda vez que andar 1 casa para direita, multiplica por 10 e quando anda para esquerda divide por 10.
E uma outra unidade de massa muito importante é a tonelada
1 tonelada=1000kg

45
Exemplo:
(FUNCAB - 2014 - SEE-AC - Professor EJA I (1º Segmento)) Assinale a alternativa que contém a maior
dentre as massas representadas a seguir.
25kg / 42.000g / 1.234,3 dg / 26.000 cg / 2.000 mg
Alternativas
(A) 25 kg
(B) 42.000 g
(C) 1.234,3 dg
(D) 26.000 cg
(E) 2.000mg
Resolução: Primeiramente você deve passar todas as medidas diferentes para a mesma unidade de medi-
das, pois só assim você conseguirá fazer a comparação de quem é maior
25 kg = 25000g
42.000g= 42000g
26.000 cg = 260g
2.000 mg = 2g
1.234,3 dg = 123,43g

Resposta:B

TEMPO
A unidade fundamental do tempo é o segundo(s).
É usual a medição do tempo em várias unidades, por exemplo: dias, horas, minutos

Transformação de unidades
Deve-se saber:
1 dia=24horas
1hora=60minutos
1 minuto=60segundos
1hora=3600s
Adição de tempo
Exemplo: Estela chegou ao ginásio às 15h 35minutos. Lá, bateu seu recorde de nado livre e fez 1 minuto e
25 segundos. Demorou 30 minutos para chegar em casa. Que horas ela chegou?

15h 35 minutos
1 minutos 25 segundos
30 minutos
--------------------------------------------------
15h 66 minutos 25 segundos

46
Não podemos ter 66 minutos, então temos que transferir para as horas, sempre que passamos de um para
o outro tem que ser na mesma unidade, temos que passar 1 hora=60 minutos
Então fica: 16h6 minutos 25segundos
Vamos utilizar o mesmo exemplo para fazer a operação inversa.
Subtração
Vamos dizer que sabemos que ela chegou em casa as 16h6 minutos 25 segundos e saiu de casa às 15h 35
minutos. Quanto tempo ficou fora?

11h 60 minutos
16h 6 minutos 25 segundos
-15h 35 min
--------------------------------------------------

Não podemos tirar 6 de 35, então emprestamos, da mesma forma que conta de subtração.
1hora=60 minutos

15h 66 minutos 25 segundos


15h 35 minutos
--------------------------------------------------
0h 31 minutos 25 segundos

Multiplicação
Pedro pensou em estudar durante 2h 40 minutos, mas demorou o dobro disso. Quanto tempo durou o es-
tudo?

2h 40 minutos
x2
----------------------------
4h 80 minutos
OU
5h 20 minutos

Divisão
5h 20 minutos : 2

5h 20 minutos 2

1h 20 minutos 2h 40 minutos
80 minutos
0
1h 20 minutos, transformamos para minutos :60+20=80minutos

47
Exemplo:
(CONESUL - 2008 - CMR-RO - Agente Administrativo) Um intervalo de tempo de 4,15 horas corresponde,
em horas, minutos e segundos a
Alternativas
(A) 4 h 1 min 5 s.
(B) 4 h 15 min 0 s.
(C) 4h 9 min 0 s.
(D) 4 h 10 min 5 s.
(E) 4 h 5 min 1 s. Matemática
Resolução: Transformando 4,15h em minutos = 4,15x60 = 249 minutos.
249min = 4h + 9 minutos

Resposta:C

Equações do 1º e 2º grau

EQUAÇÃO DO 1° GRAU
Na Matemática, uma equação é uma igualdade que envolve uma ou mais incógnitas. O grau de uma equação
é determinado pelo maior expoente da incógnita. Assim, se o maior expoente for 1, a equação será de 1º grau;
se o maior expoente for 2, será de 2º grau; e se o maior expoente for 3, será de 3º grau.
Exemplos:
4x1 + 2 = 16 (equação do 1º grau)
x² + 2x + 4 = 0 (equação do 2º grau)
x³ + 2x² + 5x – 2 = 0 (equação do 3º grau)
No caso da equação do 1º grau, a forma geral é:
ax + b = 0
Onde:
• a e b são números reais, com a ≠ 0 (ou seja, a não pode ser zero);
• x é a incógnita, o valor que queremos encontrar.
É importante ressaltar que uma equação é composta por dois membros:
• O primeiro membro é o lado esquerdo da igualdade
• O segundo membro é o lado direito da igualdade.

Como resolver equações do 1º grau


Para resolver uma equação do 1º grau, nosso objetivo é isolar a incógnita (x) em um dos lados da equação.
Para isso, devemos realizar operações inversas nos dois lados da equação, garantindo que x fique sozinho em
um dos membros.
Passo a passo:
• Identifique o número que está no mesmo lado que a incógnita e veja qual operação está sendo realizada
• Realize a operação inversa no outro lado da igualdade para isolar a incógnita.

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Exemplo: x + 4 = 12
Começamos eliminando o número 4, que está somando no mesmo lado da incógnita x. A operação inversa
será subtrair 4 de ambos os lados da equação.
x + 4 - 4 = 12 - 4
x=8
Portanto, o valor de x é 8.
Exemplo: x - 12 = 20
Aqui, temos x menos 12. Para isolar a incógnita, somamos 12 aos dois lados.
x - 12 + 12 = 20 + 12
x = 32
Portanto, o valor de x é 32.
Exemplo: 4x + 2 = 10
Vamos eliminar o número 2, que está somando no mesmo lado da incógnita x, subtraindo 2 de ambos os
lados da equação:
4x + 2 - 2 = 10 - 2
4x = 8
Agora, x está sendo multiplicado por 4. A operação inversa será dividir ambos os lados da equação por 4:

x=2
Portanto, o valor de x é 2.
Exemplo: −3x = 9
Aqui, temos -3x, onde o coeficiente de x é negativo. Será necessário tornar o coeficiente positivo, multiplicando
ambos os lados por -1:
−3x . (−1) = 9 . (−1)
3x = −9
Agora, x está sendo multiplicado por 3. Para isolar a incógnita, dividimos ambos os lados por 3:

x = -3
Portanto, o valor de x é -3.

Propriedade Fundamental das Equações


A propriedade fundamental das equações, também chamada de regra da balança, diz que podemos realizar
qualquer operação em um lado da equação desde que façamos a mesma operação no outro lado. Isso mantém
a equação “equilibrada” e preserva a igualdade. Essa técnica é especialmente útil, pois resume todas as
operações possíveis em uma única regra simples: o que você faz em um lado da equação, deve ser feito no
outro. Essa regra foi aplicada em todos os exemplos anteriores, onde somamos, subtraímos, multiplicamos ou
dividimos ambos os lados da equação para isolar a incógnita.

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EQUAÇÃO DO 2° GRAU
Uma equação do segundo grau é qualquer equação que pode ser escrita na forma:
ax2 + bx + c = 0
Onde:
• a, b e c são números reais (com a ≠ 0, já que a equação deixaria de ser de 2º grau se a = 0).
• x é a incógnita, cujo valor ou valores devem ser encontrados.

Como resolver equações do 2º grau


As soluções ou raízes da equação ax2 + bx + c = 0 são os valores de x que tornam a equação verdadeira. Uma
equação do 2º grau pode ter até duas soluções reais. Para resolver essas equações, utilizamos principalmente
dois métodos:
• Fórmula de Bhaskara: Método universal, aplicável a qualquer equação do 2º grau.
• Soma e Produto: Método rápido quando as raízes são números inteiros.

Fórmula de Bhaskara
A Fórmula de Bhaskara se baseia no discriminante, representado pela letra grega Δ, e é dada pela fórmula:

Uma vez calculado o valor de Δ, as raízes da equação podem ser encontradas pela fórmula:

Onde o símbolo ± indica que será necessário calcular duas soluções, uma com o sinal positivo e outra com
o sinal negativo.
Exemplo: Encontre as raízes da equação 4x² –4x –24 = 0
Passo 1: Identificar os coeficientes:
• a=4
• b = −4
• c = −24
Passo 2: Calcular o discriminante
Δ = (−4)2−4⋅4⋅(−24)
Δ=16+384=400
Passo 3: Aplicar a Fórmula de Bhaskara:

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As duas soluções serão:

Portanto, as raízes são x1= 3 e x2= −2

Soma e Produto
O método da soma e produto é uma alternativa mais prática quando as raízes da equação são números
inteiros. Ele se baseia na relação entre as raízes x1 e x2, a soma e o produto dessas raízes:
• A soma das raízes é igual a −b/a.
• O produto das raízes é igual a c/a.
Ou seja,

Exemplo: Encontre as soluções para a equação x² –5x + 6 = 0.


Passo 1: Identificar os coeficientes:
• a=1
• b = −5
• c=6
Passo 2: Encontrar dois números que tenham:
Soma = −(−5)/1=5
Produto = 6/1=6
Os números que satisfazem essa condição são
3 e 2, já que 3+2=5 e 3×2=6.
Logo, as soluções são x1= 3 e x2= 2.

Tipos de Equações do 2º Grau


Há dois tipos de equações do 2º grau:
− Equação do 2º grau completa: É aquela que possui todos os coeficientes diferentes de zero, ou seja, a, b
e c estão presentes na equação. O método mais indicado para esse tipo de equação é a Fórmula de Bhaskara.
− Equação do 2º grau incompleta: Uma equação do 2º grau é chamada incompleta quando um ou mais
coeficientes b ou c são iguais a zero.

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Como Resolver Equações do 2º Grau Incompletas
Dependendo de quais coeficientes forem iguais a zero, podemos aplicar métodos mais rápidos e diretos do
que a Fórmula de Bhaskara. Abaixo, veremos como resolver cada tipo de equação incompleta.

1) Quando b = 0
Neste caso, a equação tem a forma:
ax2 + c = 0
O coeficiente b está ausente, o que significa que não há um termo em x. Aqui, a resolução é mais direta:
isolamos x2 e, em seguida, encontramos as raízes extraindo a raiz quadrada de ambos os lados.
Exemplo: Resolver 3x2 −12 = 0.
Passo 1: Isolamos o termo x2:
3x2 = 12
Passo 2: Dividimos ambos os lados por 3:
x2 = 4
Passo 3: Extraímos a raiz quadrada dos dois lados. Lembrando que existem duas soluções possíveis para
x, uma positiva e outra negativa:
x = ±√4
x = ±2
Portanto, as soluções são x1 = 2 e x2 = −2.

2) Quando c = 0
Neste caso, a equação tem a forma:
ax2 + bx = 0
Aqui, o coeficiente c está ausente, o que nos permite colocar o fator comum x em evidência. Isso transforma
a equação em um produto de dois termos iguais a zero. Em seguida, resolvemos cada fator separadamente.
Exemplo: Resolver 2x2 + 5x = 0.
Passo 1: Colocamos x em evidência:
x(2x + 5) = 0
Passo 2: Agora, para que o produto seja zero, um dos fatores deve ser igual a zero. Assim, temos duas
possibilidades:
x = 0 ou 2x +5 = 0
Passo 3: Resolva a segunda equação para encontrar a outra solução:
2x = −5
x = −5/2
Portanto, as soluções são x1 = 0 e x2 = −5/2

3) Quando b = 0 e c = 0
Neste caso, a equação tem a forma mais simples de todas:
ax2 = 0
Aqui, tanto b quanto c são iguais a zero. A solução é ainda mais direta, pois basta dividir ambos os lados por
a e, em seguida, extrair a raiz quadrada de zero.

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Exemplo: Resolver 3x2 = 0.
Passo 1: Dividimos ambos os lados por 3:
x2 = 0
Passo 2: Extraímos a raiz quadrada de ambos os lados:
x = √0
x=0
Portanto, a única solução é x = 0.

Sistema de equações do 1º grau

Um sistema de equação de 1º grau com duas incógnitas é formado por: duas equações de 1º grau com duas
incógnitas diferentes em cada equação. Veja um exemplo:

• Resolução de sistemas
Existem dois métodos de resolução dos sistemas. Vejamos:

• Método da substituição
Consiste em escolher uma das duas equações, isolar uma das incógnitas e substituir na outra equação, veja
como:

Dado o sistema , enumeramos as equações.

Escolhemos a equação 1 (pelo valor da incógnita de x ser 1) e isolamos x. Teremos: x = 20 – y e substituí-


mos na equação 2.
3 (20 – y) + 4y = 72, com isso teremos apenas 1 incógnita. Resolvendo:
60 – 3y + 4y = 72 → -3y + 4y = 72 -60 → y = 12
Para descobrir o valor de x basta substituir 12 na equação x = 20 – y. Logo:
x = 20 – y → x = 20 – 12 →x = 8
Portanto, a solução do sistema é S = (8, 12)

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Método da adição
Esse método consiste em adicionar as duas equações de tal forma que a soma de uma das incógnitas seja
zero. Para que isso aconteça será preciso que multipliquemos algumas vezes as duas equações ou apenas
uma equação por números inteiros para que a soma de uma das incógnitas seja zero.

Dado o sistema

Para adicionarmos as duas equações e a soma de uma das incógnitas de zero, teremos que multiplicar a
primeira equação por – 3.

Teremos:

Adicionando as duas equações:

Para descobrirmos o valor de x basta escolher uma das duas equações e substituir o valor de y encontrado:
x + y = 20 → x + 12 = 20 → x = 20 – 12 → x = 8
Portanto, a solução desse sistema é: S = (8, 12).

Exemplos:
(SABESP – APRENDIZ – FCC) Em uma gincana entre as três equipes de uma escola (amarela, vermelha
e branca), foram arrecadados 1 040 quilogramas de alimentos. A equipe amarela arrecadou 50 quilogramas a
mais que a equipe vermelha e esta arrecadou 30 quilogramas a menos que a equipe branca. A quantidade de
alimentos arrecadada pela equipe vencedora foi, em quilogramas, igual a
(A) 310
(B) 320
(C) 330
(D) 350
(E) 370

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Resolução:
Amarela: x
Vermelha: y
Branca: z
x = y + 50
y = z - 30
z = y + 30

Substituindo a II e a III equação na I:

Substituindo na equação II
x = 320 + 50 = 370
z=320+30=350
A equipe que mais arrecadou foi a amarela com 370kg

Resposta: E
(SABESP – ANALISTA DE GESTÃO I -CONTABILIDADE – FCC) Em um campeonato de futebol, as equi-
pes recebem, em cada jogo, três pontos por vitória, um ponto em caso de empate e nenhum ponto se forem
derrotadas. Após disputar 30 partidas, uma das equipes desse campeonato havia perdido apenas dois jogos e
acumulado 58 pontos. O número de vitórias que essa equipe conquistou, nessas 30 partidas, é igual a
(A) 12
(B) 14
(C) 16
(D) 13

(E) 15

Resolução:
Vitórias: x
Empate: y
Derrotas: 2

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Pelo método da adição temos:

Resposta: E

Noções de funções e relação entre grandezas. Funções: Função do 1º grau, Função


quadrática, Função exponencial e Função logarítmica

Muitas vezes nos deparamos com situações que envolvem uma relação entre grandezas. Assim, o valor
a ser pago na conta de luz depende do consumo medido no período; o tempo de uma viagem de automóvel
depende da velocidade no trajeto.
Como, em geral, trabalhamos com funções numéricas, o domínio e a imagem são conjuntos numéricos, e
podemos definir com mais rigor o que é uma função matemática utilizando a linguagem da teoria dos conjuntos.

CONCEITOS BÁSICOS
Definição: Sejam A e B dois conjuntos não vazios e f uma relação de A em B. Essa relação f é uma função
de A em B quando a cada elemento x do conjunto A está associado um e apenas um elemento y do conjunto B,
sendo assim, um valor de A não pode estar ligado a dois valores de B.

Notação
f: A → B (lê-se: f de A em B).

Representação das Funções


Em uma função f: A → B o conjunto A é chamado de domínio (D) e o conjunto B recebe o nome de
contradomínio (CD).
Um elemento de B relacionado a um elemento de A recebe o nome de imagem pela função. Agrupando
todas as imagens de B temos um conjunto imagem, que é um subconjunto do contradomínio.
Exemplo: observe os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8}, com a função que determina a
relação entre os elementos f: A → B é x → 2x. Sendo assim, f(x) = 2x e cada x do conjunto A é transformado
em 2x no conjunto B.

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Note que o conjunto de A {1, 2, 3, 4} são as entradas, “multiplicar por 2” é a função e os valores de B {2, 4,
6, 8}, que se ligam aos elementos de A, são os valores de saída.
Portanto, para essa função:
- O domínio é {1, 2, 3, 4};
- O contradomínio é {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8};
- O conjunto imagem é {2, 4, 6, 8}.

TIPOS DE FUNÇÕES
As funções recebem classificações de acordo com suas propriedades. Confira a seguir os principais tipos.

— Função Sobrejetora
Na função sobrejetora o contradomínio é igual ao conjunto imagem. Portanto, todo elemento de B é imagem
de pelo menos um elemento de A.
Notação: f: A → B, ocorre a Im(f) = B
Exemplo:

Para a função acima:


- O domínio é {-4, -2, 2, 3};
- O contradomínio é {12, 4, 6};
- O conjunto imagem é {12, 4, 6}.

— Função Injetora
Na função injetora todos os elementos de A possuem correspondentes distintos em B e nenhum dos
elementos de A compartilham de uma mesma imagem em B. Entretanto, podem existir elementos em B que
não estejam relacionados a nenhum elemento de A.

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Exemplo:

Para a função acima:


- O domínio é {0, 3, 5};
- O contradomínio é {1, 2, 5, 8};
- O conjunto imagem é {1, 5, 8}.

— Função Bijetora
Na função bijetora os conjuntos apresentam o mesmo número de elementos relacionados. Essa função
recebe esse nome por ser ao mesmo tempo injetora e sobrejetora.
Exemplo:

Para a função acima:


- O domínio é {-1, 1, 2, 4};
- O contradomínio é {2, 3, 5, 7};
- O conjunto imagem é {2, 3, 5, 7}.

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— Função Inversa
A inversa de uma função f, denotada por f-1, é a função que desfaz a operação executada pela função f.
Vejamos a figura abaixo:

Destacamos que:
– A função f “leva” o valor - 2 até o valor - 16, enquanto que a inversa f-1, “traz de volta” o valor - 16 até o
valor - 2, desfazendo assim o efeito de f sobre - 2.
– Outra maneira de entender essa ideia é a função f associa o valor -16 ao valor -2, enquanto que a inversa,
f-1, associa o valor -2 ao valor -16.
– Dada uma tabela de valores funcionais para f(x), podemos obter uma tabela para a inversa f-1, invertendo
as colunas x e y.
– Se aplicarmos, em qualquer ordem, f e também f-1 a um número qualquer, obtemos esse número de volta.
Seja f: A → B uma função bijetora com domínio A e imagem B. A função inversa f -1 é a função f -1: B → A ,
com domínio B e imagem A tal que:
f-1(f(a)) = a para a ∈ A e f(f-1(b)) = b para b ∈ B
Assim, podemos definir a função inversa f -1 por: x = f -1(y) ↔ y = f(x), para y em B.

Fonte: [Link]

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FUNÇÃO PAR
Quando para todo elemento x pertencente ao domínio temos f(x)=f(-x), ∀ x ∈ D(f). Ou seja, os valores simé-
tricos devem possuir a mesma imagem.

FUNÇÃO ÍMPAR
Quando para todo elemento x pertencente ao domínio, temos f(-x) = -f(x) ∀ x ∈ D(f). Ou seja, os elementos
simétricos do domínio terão imagens simétricas.

IGUALDADE DE FUNÇÕES
Duas funções f:A→B e g:A→B são iguais (escrevemos f=g) se, e somente se, para todo x∈A temos f(x)=-
g(x).

FUNÇÃO AFIM
A função afim, também chamada de função do 1º grau, é uma função f: ℝ→ℝ, definida como f(x) = ax + b,
sendo a e b números reais3. As funções f(x) = x + 5, g(x) = 3√3x - 8 e h(x) = 1/2 x são exemplos de funções afim.
Neste tipo de função, o número a é chamado de coeficiente de x e representa a taxa de crescimento ou taxa
de variação da função. Já o número b é chamado de termo constante.

Gráfico de uma Função do 1º grau


O gráfico de uma função polinomial do 1º grau é uma reta oblíqua aos eixos Ox e Oy. Desta forma, para
construirmos seu gráfico basta encontrarmos pontos que satisfaçam a função.
Exemplo: Construa o gráfico da função f (x) = 2x + 3.
Para construir o gráfico desta função, vamos atribuir valores arbitrários para x, substituir na equação e
calcular o valor correspondente para a f (x).
Sendo assim, iremos calcular a função para os valores de x iguais a: - 2, - 1, 0, 1 e 2. Substituindo esses
valores na função, temos:
f (- 2) = 2. (- 2) + 3 = - 4 + 3 = - 1
f (- 1) = 2 . (- 1) + 3 = - 2 + 3 = 1
3 [Link]

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f (0) = 2 . 0 + 3 = 3
f (1) = 2 . 1 + 3 = 5
f (2) = 2 . 2 + 3 = 7
Os pontos escolhidos e o gráfico da f (x) são apresentados na imagem abaixo:

No exemplo, utilizamos vários pontos para construir o gráfico, entretanto, para definir uma reta bastam dois
pontos.
Para facilitar os cálculos podemos, por exemplo, escolher os pontos (0,y) e (x,0). Nestes pontos, a reta da
função corta o eixo Ox e Oy respectivamente.

Coeficiente Linear e Angular


Como o gráfico de uma função afim é uma reta, o coeficiente a de x é também chamado de coeficiente
angular. Esse valor representa a inclinação da reta em relação ao eixo Ox.
O termo constante b é chamado de coeficiente linear e representa o ponto onde a reta corta o eixo Oy. Pois
sendo x = 0, temos:
y = a.0 + b → y = b
Quando uma função afim apresentar o coeficiente angular igual a zero (a = 0) a função será chamada de
constante. Neste caso, o seu gráfico será uma reta paralela ao eixo Ox.

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Abaixo representamos o gráfico da função constante f (x) = 4:

Ao passo que, quando b = 0 e a = 1 a função é chamada de função identidade. O gráfico da função f (x) = x
(função identidade) é uma reta que passa pela origem (0,0).
Além disso, essa reta é bissetriz do 1º e 3º quadrantes, ou seja, divide os quadrantes em dois ângulos
iguais, conforme indicado na imagem abaixo:

Temos ainda que, quando o coeficiente linear é igual a zero (b = 0), a função afim é chamada de função
linear. Por exemplo as funções f (x) = 2x e g (x) = - 3x são funções lineares.
O gráfico das funções lineares são retas inclinadas que passam pela origem (0,0).

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Representamos abaixo o gráfico da função linear f (x) = - 3x:

Função Crescente e Decrescente


Uma função é crescente quando ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado da f (x) será
também cada vez maior.
Já a função decrescente é aquela que ao atribuirmos valores cada vez maiores para x, o resultado da f (x)
será cada vez menor.
Para identificar se uma função afim é crescente ou decrescente, basta verificar o valor do seu coeficiente
angular.
Se o coeficiente angular for positivo, ou seja, a é maior que zero, a função será crescente. Ao contrário, se
a for negativo, a função será decrescente.
Por exemplo, a função 2x - 4 é crescente, pois a = 2 (valor positivo). Entretanto, a função - 2x + - 4 é
decrescente visto que a = - 2 (negativo). Essas funções estão representadas nos gráficos abaixo:

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FUNÇÃO QUADRÁTICA
A função quadrática, também chamada de função polinomial de 2º grau, é uma função representada pela
seguinte expressão4:
f(x) = ax² + bx + c
Onde a, b e c são números reais e a ≠ 0.
Exemplo:
f(x) = 2x² + 3x + 5,
sendo,
a=2
b=3
c=5
Nesse caso, o polinômio da função quadrática é de grau 2, pois é o maior expoente da variável.

— Como resolver uma função quadrática


Confira abaixo o passo-a-passo por meio um exemplo de resolução da função quadrática:
Exemplo: Determine a, b e c na função quadrática dada por: f(x) = ax² + bx + c, sendo:
f (-1) = 8
f (0) = 4
f (2) = 2
Primeiramente, vamos substituir o x pelos valores de cada função e assim teremos:
f (-1) = 8
a (-1)² + b (–1) + c = 8
a - b + c = 8 (equação I)
f (0) = 4
a . 0² + b . 0 + c = 4
c = 4 (equação II)
f (2) = 2
a . 2² + b . 2 + c = 2
4a + 2b + c = 2 (equação III)
Pela segunda função f (0) = 4, já temos o valor de c = 4.
Assim, vamos substituir o valor obtido para c nas equações I e III para determinar as outras incógnitas (a e
b):
(Equação I)
a-b+4=8
a-b=4
a=b+4
Já que temos a equação de a pela Equação I, vamos substituir na III para determinar o valor de b:

4 [Link]

64
(Equação III)
4a + 2b + 4 = 2
4a + 2b = - 2
4 (b + 4) + 2b = - 2
4b + 16 + 2b = - 2
6b = - 18
b=-3
Por fim, para encontrar o valor de a substituímos os valores de b e c que já foram encontrados. Logo:
(Equação I)
a-b+c=8
a - (- 3) + 4 = 8
a=-3+4
a=1
Sendo assim, os coeficientes da função quadrática dada são:
a=1
b=-3
c=4

— Raízes da Função
As raízes ou zeros da função do segundo grau representam aos valores de x tais que f(x) = 0. As raízes da
função são determinadas pela resolução da equação de segundo grau:
f(x) = ax² +bx + c = 0
Para resolver a equação do 2º grau podemos utilizar vários métodos, sendo um dos mais utilizados é
aplicando a Fórmula de Bhaskara, ou seja:

Exemplo: Encontre os zeros da função f(x) = x² – 5x + 6.


Sendo:
a=1
b=–5
c=6
Substituindo esses valores na fórmula de Bhaskara, temos:

65
Portanto, as raízes são 2 e 3.
Observe que a quantidade de raízes de uma função quadrática vai depender do valor obtido pela expressão:
Δ = b² – 4. ac, o qual é chamado de discriminante.
Assim,
- Se Δ > 0, a função terá duas raízes reais e distintas (x1 ≠ x2);
- Se Δ < 0, a função não terá uma raiz real;
- Se Δ = 0, a função terá duas raízes reais e iguais (x1 = x2).

— Gráfico da Função Quadrática


O gráfico das funções do 2º grau são curvas que recebem o nome de parábolas. Diferente das funções do
1º grau, onde conhecendo dois pontos é possível traçar o gráfico, nas funções quadráticas são necessários
conhecer vários pontos.
A curva de uma função quadrática corta o eixo x nas raízes ou zeros da função, em no máximo dois pontos
dependendo do valor do discriminante (Δ). Assim, temos:
- Se Δ > 0, o gráfico cortará o eixo x em dois pontos;
- Se Δ < 0, o gráfico não cortará o eixo x;
- Se Δ = 0, a parábola tocará o eixo x em apenas um ponto.
Existe ainda um outro ponto, chamado de vértice da parábola, que é o valor máximo ou mínimo da função.
Este ponto é encontrado usando-se a seguinte fórmula:

O vértice irá representar o ponto de valor máximo da função quando a parábola estiver voltada para baixo e
o valor mínimo quando estiver para cima.
É possível identificar a posição da concavidade da curva analisando apenas o sinal do coeficiente a. Se o
coeficiente for positivo, a concavidade ficará voltada para cima e se for negativo ficará para baixo, ou seja:

Assim, para fazer o esboço do gráfico de uma função do 2º grau, podemos analisar o valor do a, calcular os
zeros da função, seu vértice e o ponto em que a curva corta o eixo y, ou seja, quando x = 0.
A partir dos pares ordenados dados (x, y), podemos construir a parábola num plano cartesiano, por meio da
ligação entre os pontos encontrados.

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FUNÇÃO EXPONENCIAL
Função Exponencial é aquela que a variável está no expoente e cuja base é sempre maior que zero e
diferente de um5.
Essas restrições são necessárias, pois 1 elevado a qualquer número resulta em 1. Assim, em vez de
exponencial, estaríamos diante de uma função constante.
Além disso, a base não pode ser negativa, nem igual a zero, pois para alguns expoentes a função não
estaria definida.
Por exemplo, a base igual a - 3 e o expoente igual a 1/2. Como no conjunto dos números reais não existe
raiz quadrada de número negativo, não existiria imagem da função para esse valor.
Exemplos:
f(x) = 4x
f(x) = (0,1)x
f(x) = (⅔)x
Nos exemplos acima 4, 0,1 e ⅔ são as bases, enquanto x é o expoente.

— Gráfico da Função Exponencial


O gráfico desta função passa pelo ponto (0,1), pois todo número elevado a zero é igual a 1. Além disso, a
curva exponencial não toca no eixo x.
Na função exponencial a base é sempre maior que zero, portanto, a função terá sempre imagem positiva.
Assim sendo, não apresenta pontos nos quadrantes III e IV (imagem negativa).
Abaixo representamos o gráfico da função exponencial.

— Função Crescente ou Decrescente


A função exponencial pode ser crescente ou decrescente.
Será crescente quando a base for maior que 1. Por exemplo, a função y = 2x é uma função crescente.
Para constatar que essa função é crescente, atribuímos valores para x no expoente da função e encontramos
a sua imagem. Os valores encontrados estão na tabela abaixo.

5 [Link]

67
Observando a tabela, notamos que quando aumentamos o valor de x, a sua imagem também aumenta.
Abaixo, representamos o gráfico desta função.

Por sua vez, as funções cujas bases são valores maiores que zero e menores que 1, são decrescentes. Por
exemplo, f(x) = (1/2)x é uma função decrescente.
Calculamos a imagem de alguns valores de x e o resultado encontra-se na tabela abaixo.

68
Notamos que para esta função, enquanto os valores de x aumentam, os valores das respectivas imagens
diminuem. Desta forma, constatamos que a função f(x) = (1/2)x é uma função decrescente.
Com os valores encontrados na tabela, traçamos o gráfico dessa função. Note que quanto maior o x, mais
perto do zero a curva exponencial fica.

• Equação exponencial
Uma equação exponencial é aquela em que a variável x está posicionada no expoente. Exemplos:

Para resolver, precisamos determinar os valores da variável que tornam a expressão verdadeira. Revisaremos
algumas propriedades da potenciação para prosseguir:

69
Vejamos como resolver uma equação exponencial. Exemplos:
1) 2x = 8
1º) Algumas equações podem ser transformadas em outras equivalentes, as quais possuem nos dois
membros potências de mesma base. Neste caso o 8 pode ser transformado em potência de base 2. Fatorando
o 8 obtemos 23 = 8
2º) Aplicando a propriedade da potenciação: 2x = 23 → base iguais, igualamos os expoentes, logo
x=3
2) 2m . 24 = 210
2 m + 4 = 210 → m + 4 = 10 → m = 10 - 4 → m = 6
S = {6}
3) 6 2m – 1 : 6 m – 3 = 64
6 (2m – 1 ) – (m – 3) = 64 → 2m – 1 – m + 3 = 4 → 2m – m = 4 + 1 – 3 → m = 5 – 3 → m = 2
S = {2}

• Inequação exponencial
Semelhante às equações exponenciais, as inequações exponenciais apresentam a variável no expoente,
sendo expressas através de desigualdades como >, <, ≤ ou ≥. Vejamos alguns exemplos:

Resolução de inequação exponencial


Resolver uma inequação exponencial envolve encontrar valores para a variável que atendam à expressão
matemática. Antes de solucionar uma inequação exponencial, é importante analisar as bases de cada lado da
inequação.
Se as bases forem diferentes, converta-as para uma base comum e, então, estabeleça uma inequação com
os expoentes. É essencial prestar atenção às regras dos sinais:

70
Exemplos:
1) 2x ≥ 128
Por fatoração, 128 = 27.
2x ≥ 27 → como as bases são iguais e a > 1, basta formar uma inequação com os expoentes
x≥7
S = {x ∈ R | x ≥ 7}
2) 4x + 4 > 5 . 2x
Perceba que, por fatoração, 4x = 22x e 22x é o mesmo que (2x)². Vamos reescrever a inequação, temos:
(2x)² + 4 > 5 . 2x
Chamando 2x de t, para facilitar a resolução, ficamos com:
t2 + 4 > 5t
t2 – 5t + 4 > 0, observe que caímos em uma equação do 2º grau, resolvendo a equação encontramos as
raízes da mesma t’ = 1 e t’’ = 4. Como a > 0, concavidade fica para cima; e isto também significa que estamos
procurando valores que tornem a inequação positiva, ficamos com:
t < 1 ou t > 4
Retornando a equação inicial:
t = 2x
2x < 1 → x < 0 → lembre-se que todo número elevado a 1 é igual ao próprio número, e que todo número
elevado a zero é igual a 1.
2x > 4 → 2x > 22 → x > 2.
S = {x ∈ R | x < 0 ou x > 2}

FUNÇÃO LOGARÍTMICA
A função logarítmica de base a é definida como f (x) = loga x, com a real, positivo e a ≠ 16. A função inversa
da função logarítmica é a função exponencial.
O logaritmo de um número é definido como o expoente ao qual se deve elevar a base a para obter o número
x, ou seja:

6 [Link]

71
Exemplos:
f (x) = log3 x

g (x) =

h (x) = log10 x = log x

— Gráfico da Função Logarítmica


De uma forma geral, o gráfico da função y = loga x está localizado no I e IV quadrantes, pois a função só é
definida para x > 0.
Além disso, a curva da função logarítmica não toca o eixo y e corta o eixo x no ponto de abscissa igual a 1,
pois y = loga 1 = 0, para qualquer valor de a.
Abaixo, apresentamos o esboço do gráfico da função logarítmica.

— Função Crescente e Decrescente


Uma função logarítmica será crescente quando a base a for maior que 1, ou seja, x1 < x2 ⇔ loga x1 < loga x2.
Por exemplo, a função f (x) = log2 x é uma função crescente, pois a base é igual a 2.
Para verificar que essa função é crescente, atribuímos valores para x na função e calculamos a sua imagem.
Os valores encontrados estão na tabela abaixo.

72
Observando a tabela, notamos que quando o valor de x aumenta, a sua imagem também aumenta. Abaixo,
representamos o gráfico desta função.

Por sua vez, as funções cujas bases são valores maiores que zero e menores que 1 são decrescentes, ou
seja, x1 < x2 ⇔ loga x1 > loga x2. Por exemplo, é uma função decrescente, pois a base é igual a .

Calculamos a imagem de alguns valores de x desta função e o resultado encontra-se na tabela abaixo:

Notamos que, enquanto os valores de x aumentam, os valores das respectivas imagens diminuem. Desta
forma, constatamos que a função é uma função decrescente.

Com os valores encontrados na tabela, traçamos o gráfico dessa função. Note que quanto menor o valor de
x, mais perto do zero a curva logarítmica fica, sem, contudo, cortar o eixo y.

73
• Equação logarítmica
Algumas equações não podem ser simplificadas para uma forma onde ambas as partes possuem a mesma
base apenas utilizando propriedades de potenciação. A solução para essas equações é fundamentada no
conceito de logaritmo.

Existem quatro principais categorias de equações logarítmicas:


1º) Equações que podem ser transformadas em uma igualdade entre dois logaritmos com a mesma base:

Para resolver, basta igualar f(x) a g(x), com ambos sendo maiores que 0.
Exemplo:

Temos que:
2x + 4 = 3x + 1
2x – 3x = 1 – 4
–x=–3
x=3
Portanto, S = {3}

2º) Equações que podem ser simplificadas para uma igualdade entre um logaritmo e um número real:

A solução pode ser obtida impondo-se f(x) = ar.

74
Exemplo:

Pela definição de logaritmo temos:


5x + 2 = 33
5x + 2 = 27
5x = 27 – 2
5x = 25
x=5
Portanto S = {5}.
3º) Equações que são resolvidas por meio de uma mudança de incógnita:
Exemplo:

Vamos fazer a seguinte mudança de incógnita:

Substituindo na equação inicial, ficaremos com:

4º) Equações que envolvem utilização de propriedades ou de mudança de base:


Exemplo:

Fazendo uso das propriedades do logaritmo, podemos reescrever a equação acima da seguinte forma:

Note que para isso utilizamos as seguintes propriedades:

75
Vamos retornar à equação:

Como ficamos com uma igualdade entre dois logaritmos, segue que:
(2x +3)(x + 2) = x2
ou
2x2 + 4x + 3x + 6 = x2
2x2 – x2 + 7x + 6 = 0
x2 + 7x + 6 = 0

x = -1 ou x = - 6
É crucial lembrar que, para a existência do logaritmo, tanto o logaritmando quanto a base devem ser
positivos. Se, após encontrar os valores para x, o logaritmando resultar em um valor negativo, concluí-se que a
equação não possui solução, ou seja, o conjunto solução é vazio (S = ∅).

• Inequação logarítmica
Para resolver uma inequação logarítmica, segue-se um procedimento similar ao da equação logarítmica,
porém, é necessário ter especial atenção quando a base está no intervalo 0 < a < 1, pois isso inverte o sentido
da desigualdade.
Existem dois principais tipos de inequação logarítmica:
1º) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre logaritmos de mesma base:

Neste caso há ainda dois casos a considerar:

Exemplo:

A inequação

Temos a seguinte condição: 0 < 3x – 2 ≤ x.

76
Fazendo cada membro da equação separadamente:
0 < 3x – 2
x > 2/3 (I)
3x – 2 ≤ x
2x ≤ 2
x ≤ 1 (II)
Da interseção de (I) com (II), resulta:
S = { x ϵ R| 2/3 < x ≤ 1}.
2º) Inequações redutíveis a uma desigualdade entre um logaritmo e um número real:

Para resolver uma inequação desse tipo, basta substituir r por ; assim teremos:

Exemplo:

A inequação

S = { x ϵ R| 1/4 < x < 7}.

Operações com polinômios: Produtos notáveis e Fatoração

Denomina-se polinômio a função:

Grau de um polinômio
Se an ≠0, o expoente máximo n é dito grau do polinômio. Indicamos: gr(P)=n
Exemplo
P(x)=7 gr(P)=0
P(x)=7x+1 gr(P)=1

77
Valor Numérico
O valor numérico de um polinômio P(x), para x=a, é o número que se obtém substituindo x por a e efetuando
todas as operações.
Exemplo
P(x)=x³+x²+1 , o valor numérico para P(x), para x=2 é:
P(2)=2³+2²+1=13
O número a é denominado raiz de P(x).

Igualdade de polinômios
Os polinômios p e q em P(x), definidos por:

P(x) = ao + a1x + a2x² + a3x³ +...+ anxn

Q(x) = bo + b1x + b2x² + b3x³ +...+ bnxn


São iguais se, e somente se, para todo k = 0,1,2,3,...,n:

ak = bk

Redução de Termos Semelhantes


Assim como fizemos no caso dos monômios, também podemos fazer a redução de polinômios através da
adição algébrica dos seus termos semelhantes.
No exemplo abaixo realizamos a soma algébrica do primeiro com o terceiro termo, e do segundo com o
quarto termo, reduzindo um polinômio de quatro termos a um outro de apenas dois.
3xy+2a²-xy+3a²=2xy+5a²
Polinômios reduzidos de dois termos também são denominados binômios. Polinômios reduzidos de três
termos, também são denominados trinômios.

Ordenação de um polinômio
A ordem de um polinômio deve ser do maior para o menor expoente.
4x4+2x³-x²+5x-1
Este polinômio não está ordenado:
3x³+4x5-x²

Operações

Adição e Subtração de Polinômios


Para somar dois polinômios, adicionamos os termos com expoentes de mesmo grau. Da mesma forma, para
obter a diferença de dois polinômios, subtraímos os termos com expoentes de mesmo grau.

78
Exemplo

Multiplicação de Polinômios
Para obter o produto de dois polinômios, multiplicamos cada termo de um deles por todos os termos do
outro, somando os coeficientes.

Exemplo

Divisão de Polinômios
Considere P(x) e D(x), não nulos, tais que o grau de P(x) seja maior ou igual ao grau de D(x). Nessas con-
dições, podemos efetuar a divisão de P(x) por D(x), encontrando o polinômio Q(x) e R(x):
P(x)=D(x)⋅Q(x)+R(x)
P(x)=dividendo
Q(x)=quociente
D(x)=divisor
R(x)=resto

Método da Chave

Passos
1. Ordenamos os polinômios segundo as potências decrescentes de x.
2. Dividimos o primeiro termo de P(x) pelo primeiro de D(x), obtendo o primeiro termo de Q(x).
3. Multiplicamos o termo obtido pelo divisor D(x) e subtraímos de P(x).
4. Continuamos até obter um resto de grau menor que o de D(x), ou resto nulo.

79
Exemplo
Divida os polinômios P(x)=6x³-13x²+x+3 por D(x)=2x³-3x-1

Método de Descartes
Consiste basicamente na determinação dos coeficientes do quociente e do resto a partir da identidade:

Exemplo
Divida P(x)=x³-4x²+7x-3 por D(x)=x²-3x+2

Solução
Devemos encontrar Q(x) e R(x) tais que:

Vamos analisar os graus:

Como Gr( R) < Gr(D), devemos impor Gr(R )=Gr(D)-1=2-1=1

Para que haja igualdade:

80
Algoritmo de Briot-Ruffini
Consiste em um dispositivo prático para efetuar a divisão de um polinômio P(x) por um binômio D(x)=x-a

Exemplo
Divida P(x)=3x³-5x+x-2 por D(x)=x-2

Solução

Passos
– Dispõem-se todos os coeficientes de P(x) na chave
– Colocar a esquerda a raiz de D(x)=x-a=0.
– Abaixar o primeiro coeficiente. Em seguida multiplica-se pela raiz a e soma-se o resultado ao segundo
coeficiente de P(x), obtendo o segundo coeficiente. E assim sucessivamente.

Portanto, Q(x)=3x²+x+3 e R(x)=4

Produtos Notáveis

1. O quadrado da soma de dois termos.


Verifiquem a representação e utilização da propriedade da potenciação em seu desenvolvimento.

(a + b)2 = (a + b) . (a + b)
Onde a é o primeiro termo e b é o segundo.
Ao desenvolvermos esse produto, utilizando a propriedade distributiva da multiplicação, teremos:

Exemplos

81
2. O quadrado da diferença de dois termos.
Seguindo o critério do item anterior, temos:

(a - b)2 = (a - b) . (a - b)
Onde a é o primeiro termo e b é o segundo.
Ao desenvolvermos esse produto, utilizando a propriedade distributiva da multiplicação, teremos:

Exemplos:

3. O produto da soma pela diferença de dois termos.


Se tivermos o produto da soma pela diferença de dois termos, poderemos transformá-lo numa diferença de
quadrados.

Exemplos
(4c + 3d).(4c – 3d) = (4c)2 – (3d)2 = 16c2 – 9d2
(x/2 + y).(x/2 – y) = (x/2)2 – y2 = x2/4 – y2
(m + n).(m – n) = m2 – n2

4. O cubo da soma de dois termos.


Consideremos o caso a seguir:
(a + b)3 = (a + b).(a + b)2 → potência de mesma base.
(a + b).(a2 + 2ab + b2) → (a + b)2
Aplicando a propriedade distributiva como nos casos anteriores, teremos:
(a + b)3 = a3 + 3a2b + 3ab2 + b3

Exemplos:
(2x + 2y)3 = (2x)3 + 3.(2x)2.(2y) + 3.(2x).(2y)2 + (2y)3 = 8x3 + 24x2y + 24xy2 + 8y3
(w + 3z)3 = w3 + 3.(w2).(3z) + 3.w.(3z)2 + (3z)3 = w3 + 9w2z + 27wz2 + 27z3
(m + n)3 = m3 + 3m2n + 3mn2 + n3

82
5. O cubo da diferença de dois termos
Acompanhem o caso seguinte:
(a – b)3 = (a - b).(a – b)2 → potência de mesma base.
(a – b).(a2 – 2ab + b2) → (a - b)2
Aplicando a propriedade distributiva como nos casos anteriores, teremos:
(a – b)3 = a3 – 3a2b + 3ab2 – b3

Exemplos
(2 – y)3 = 23 – 3.(22).y + 3.2.y2 – y3 = 8 – 12y + 6y2 – y3 ou y3– 6y2 + 12y – 8
(2w – z)3 = (2w)3 – 3.(2w)2.z + 3.(2w).z2 – z3 = 8w3 – 12w2z + 6wz2 – z3
(c – d)3 = c3 – 3c2d + 3cd2 – d3

Fatoração
Fatorar uma expressão algébrica significa escrevê-la na forma de um produto de expressões mais simples.

Casos de fatoração
Fator Comum:
Ex.: ax + bx + cx = x (a + b + c)
O fator comum é x.
Ex.: 12x³ - 6x²+ 3x = 3x (4x² - 2x + 1)
O fator comum é 3x
Agrupamento:
Ex.: ax + ay + bx + by
Agrupar os termos de modo que em cada grupo haja um fator comum.
(ax + ay) + (bx + by)
Colocar em evidência o fator comum de cada grupo
a(x + y) + b(x + y)
Colocar o fator comum (x + y) em evidência (x + y) (a + b) Este produto é a forma fatorada da expressão
dada
Diferença de Dois Quadrados: a² − b² = (a + b) (a − b)
Trinômio Quadrado Perfeito: a²± 2ab + b² = (a ± b)²
Trinômio do 2º Grau: Supondo x1 e x2 raízes reais do trinômio, temos: ax² + bx + c = a (x - x1) (x - x2), a≠0

MDC e MMC de polinômios


Mínimo Múltiplo Comum entre polinômios, é formado pelo produto dos fatores com os maiores expoentes.
Máximo Divisor Comum é o produto dos fatores primos com o menor expoente.

83
Exemplo
X²+7x+10 e 3x²+12x+12
Primeiro passo é fatorar as expressões:
X²+7x+10=(x+2)(x+5)
3x²+12x+12=3(x²+4x+4)=3(x+2)²
Mmc=3(x+2)²(x+5)
Mdc=x+2

Operação com frações algébricas

Adição e subtração de frações algébricas


Da mesma forma que ocorre com as frações numéricas, as frações algébricas são somadas ou subtraídas
obedecendo dois casos diferentes.

Caso 1: denominadores iguais.


Para adicionar ou subtrair frações algébricas com denominadores iguais, as mesmas regras aplicadas às
frações numéricas aqui são aplicadas também.
(2x2-5)/x2 -(x2+3)/x2 +(9-x2)/x2
(2x2-5-x2-3+9-x2)/x2 =1/x2

Caso 2: denominadores diferentes.


Para adicionar ou subtrair frações algébricas com denominadores diferentes, siga as mesmas orientações
dadas na resolução de frações numéricas de denominadores diferentes.
(3x+1)/(2x-2)-(x+1)/(x-1)
(3x+1)/2(x-1) -2(x+1)/2(x-1)
(3x+1-2x-2)/(2(x-1))=(x-1)/2(x-1) =1/2

Multiplicação de frações algébricas


Para multiplicar ou dividir frações algébricas, usamos o mesmo processo das frações numéricas. Fatorando
os termos da fração e simplificar os fatores comuns.
2x/(x-4)∙3x/(x+5)
Multiplica-se os denominadores e os numeradores.
(6x2)/((x-4)(x+5))=(6x2)/(x2+x-20)

Divisão de frações algébricas


Multiplica-se a primeira pelo inverso da segunda.
7x/(3-4x) ∶x/(x+1)
7x/(3-4x)∙((x+1))/x
7x(x+1)/(3-4x)x=(7x2+7x)/(3x-4x²)

84
Sequências (numéricas, palavras e imagens); sequências numéricas, sequências de
figuras

A lógica sequencial envolve a percepção e interpretação de objetos que induzem a uma sequência,
buscando reconhecer essa sequência e estabelecer sucessores para esses objetos. Frequentemente, essas
questões estão associadas a aspectos aritméticos (sequências numéricas) ou geométricos (construção de
certas figuras). Embora não seja possível sistematizar completamente esse assunto, veremos alguns exemplos
para nos inspirar e resolver outras questões similares.
Exemplo 1: A sequência de números a seguir foi construída com um padrão lógico e é uma sequência
ilimitada:

0, 1, 2, 3, 4, 5, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 30, 31, 32, 33, 34, 35, 40, …
A partir dessas informações, identifique o termo da posição 74 e o termo da posição 95. Qual a soma destes
dois termos?

Resolução:
1. Vemos que a sequência vai de 6 em 6 termos e pula para a dezena seguinte:
• Os primeiros 6 termos vão de 0 a 5
• Do 7º termo ao 12º termo: 10 a 15
• 13º termo ao 18º termo: 20 a 25
2. O padrão segue a multiplicação por 6:
• 6 x 1 = 6 (0 até 5)
• 6 x 2 = 12 (10 até 15)
• 6 x 3 = 18 (20 até 25)
3. O número que multiplica o 6, menos uma unidade, representa a dezena que estamos começando a
contar:
• 6 x 1 → 1 - 1 = 0 (0 até 5)
• 6 x 2 → 2 - 1 = 1 (10 até 15)
• 6 x 3 → 3 - 1 = 2 (20 até 25)
4. Dividindo 74 por 6 e 95 por 6, descobrimos seus valores:
• 74 : 6 = 12 (resto 2)
• 95 : 6 = 15 (resto 5)
5. O termo 74 está dois termos após 6 x 12:
• 6 x 12 → 12 - 1 = 11 (110 até 115)
• O 74º termo está no intervalo de 120 a 125. Portanto, o 74º termo é 121.
6. Da mesma forma, o termo 95 está 5 termos após 6 x 15:
• 6 x 15 → 15 - 1 = 14 (140 até 145)
• O 95º termo está no intervalo de 150 a 155. Portanto, o 95º termo é 154.
7. Soma dos termos: 121 + 154 = 275
Exemplo 2: Analise a sequência a seguir:

85
4; 7; 13; 25; 49
Admitindo-se que a regularidade dessa sequência permaneça a mesma para os números seguintes, é
correto afirmar que o sétimo termo será igual a?

Resolução:
1. Do primeiro termo para o segundo, estamos somando 3.
2. Do segundo termo para o terceiro, estamos somando 6.
3. Do terceiro termo para o quarto, estamos somando 12.
4. quarto termo para o quinto, estamos somando 24.
5. Podemos estabelecer o padrão que estamos multiplicando a soma anterior por 2.
6. Assim, do quinto termo para o sexto, estaríamos somando 48. E do sexto para o sétimo estaríamos
somando 96
7. Sétimo termo: 49 + 48 + 96 = 193
Exemplo 3: Observe a sequência:

O padrão de formação dessa sequência permanece para as figuras seguintes. Desse modo, a figura que
deve ocupar a 131ª posição na sequência é idêntica à qual figura?

Resolução:
1. O padrão retorna para a origem a cada 7 termos.
2. Os termos 14, 21, 28, 35, …, serão os mesmos que o padrão da 7ª figura.
3. Os termos 8, 15, 22, 29, 36, …, serão os mesmos que o padrão da 1ª figura.
4. 131 : 7 = 18 (resto 5)
5. Justamente esse resto 5, será a posição equivalente.
Portanto, a figura da 131ª posição é idêntica a figura da 5ª posição.

Sequências de Fibonacci

O matemático Leonardo Pisa, conhecido como Fibonacci, propôs no século XIII, a sequência numérica: (1,
1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, …). Essa sequência tem uma lei de formação simples: cada elemento, a partir
do terceiro, é obtido somando-se os dois anteriores. Veja: 1 + 1 = 2, 2 + 1 = 3, 3 + 2 = 5 e assim por diante.
Desde o século XIII, muitos matemáticos, além do próprio Fibonacci, dedicaram-se ao estudo da sequência que
foi proposta, e foram encontradas inúmeras aplicações para ela no desenvolvimento de modelos explicativos
de fenômenos naturais.

86
Veja alguns exemplos das aplicações da sequência de Fibonacci e entenda porque ela é conhecida como
uma das maravilhas da Matemática. A partir de dois quadrados de lado 1, podemos obter um retângulo de
lados 2 e 1. Se adicionarmos a esse retângulo um quadrado de lado 2, obtemos um novo retângulo 3 x 2. Se
adicionarmos agora um quadrado de lado 3, obtemos um retângulo 5 x 3. Observe a figura a seguir e veja que
os lados dos quadrados que adicionamos para determinar os retângulos formam a sequência de Fibonacci.

Se utilizarmos um compasso e traçarmos o quarto de circunferência inscrito em cada quadrado, encontrare-


mos uma espiral formada pela concordância de arcos cujos raios são os elementos da sequência de Fibonacci.

O Partenon que foi construído em Atenas pelo célebre arquiteto grego Fidias. A fachada principal do edi-
fício, hoje em ruínas, era um retângulo que continha um quadrado de lado igual à altura. Essa forma sempre
foi considerada satisfatória do ponto de vista estético por suas proporções sendo chamada retângulo áureo ou
retângulo de ouro.

87
Como os dois retângulos indicados na figura são semelhantes temos: (1).

Como: b = y – a (2).
Substituindo (2) em (1) temos: y2 – ay – a2 = 0.
Resolvendo a equação:

em que não convém.

Logo:

Esse número é conhecido como número de ouro e pode ser representado por:

Todo retângulo e que a razão entre o maior e o menor lado for igual a é chamado retângulo áureo como o
caso da fachada do Partenon.

Progressões aritmética e geométrica

Sempre que estabelecemos uma ordem para os elementos de um conjunto, de tal forma que cada elemento
seja associado a uma posição, temos uma sequência.
O primeiro termo da sequência é indicado por a1,o segundo por a2, e o n-ésimo por an.

Termo Geral de uma Sequência


Algumas sequências podem ser expressas mediante uma lei de formação. Isso significa que podemos obter
um termo qualquer da sequência a partir de uma expressão, que relaciona o valor do termo com sua posição.
Para a posição n(n ϵ N*), podemos escrever an=f(n)

PROGRESSÃO ARITMÉTICA
Denomina-se progressão aritmética(PA) a sequência em que cada termo, a partir do segundo, é obtido adicio-
nando-se uma constante r ao termo anterior. Essa constante r chama-se razão da PA.

an = an-1 + r(n ≥ 2)

88
Exemplo
A sequência (2,7,12) é uma PA finita de razão 5:

a1 = 2

a2 = 2 + 5 = 7

a3 = 7 + 5 = 12

Classificação
As progressões aritméticas podem ser classificadas de acordo com o valor da razão r.
r < 0, PA decrescente
r > 0, PA crescente
r = 0, PA constante

Propriedades das Progressões Aritméticas


-Qualquer termo de uma PA, a partir do segundo, é a média aritmética entre o anterior e o posterior.

-A soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.

a1 + an = a2 + an-1 = a3 + an-2

Termo Geral da PA
Podemos escrever os elementos da PA(a1, a2, a3, ..., an,...) da seguinte forma:

a2 = a1 + r

a3 = a2 + r = a1 + 2r

a4 = a3 + r = a1 + 3r
Observe que cada termo é obtido adicionando-se ao primeiro número de razões r igual à posição do termo
menos uma unidade.

an = a1 + (n - 1)r

Soma dos Termos de uma Progressão Aritmética


Considerando a PA finita (6,10, 14, 18, 22, 26, 30, 34).
6 e 34 são extremos, cuja soma é 40

Numa PA finita, a soma de dois termos equidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos.

89
Soma dos Termos
Usando essa propriedade, obtemos a fórmula que permite calcular a soma dos n primeiros termos de uma
progressão aritmética.

Sn - Soma dos primeiros termos

a1 - primeiro termo

an - enésimo termo

n - número de termos

Exemplo
Uma progressão aritmética finita possui 39 termos. O último é igual a 176 e o central e igual a 81. Qual é o
primeiro termo?

Solução
Como esta sucessão possui 39 termos, sabemos que o termo central é o a20, que possui 19 termos à sua
esquerda e mais 19 à sua direita. Então temos os seguintes dados para solucionar a questão:

Sabemos também que a soma de dois termos equidistantes dos extremos de uma P.A. finita é igual à soma
dos seus extremos. Como esta P.A. tem um número ímpar de termos, então o termo central tem exatamente o
valor de metade da soma dos extremos.
Em notação matemática temos:

Assim sendo:
O primeiro termo desta sucessão é igual a -14.

90
PROGRESSÃO GEOMÉTRICA
Denomina-se progressão geométrica(PG) a sequência em que se obtém cada termo, a partir do segundo,
multiplicando o anterior por uma constante q, chamada razão da PG.

Exemplo
Dada a sequência: (4, 8, 16)

a1 = 4

a2 = 4 . 2 = 8

a3 = 8 . 2 = 16

Classificação
As classificações geométricas são classificadas assim:
- Crescente: Quando cada termo é maior que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e q > 1 ou quando a1 < 0
e 0 < q < 1.
- Decrescente: Quando cada termo é menor que o anterior. Isto ocorre quando a1 > 0 e 0 < q < 1 ou quando
a1 < 0 e q > 1.
- Alternante: Quando cada termo apresenta sinal contrário ao do anterior. Isto ocorre quando q < 0.
- Constante: Quando todos os termos são iguais. Isto ocorre quando q = 1. Uma PG constante é também
uma PA de razão r = 0. A PG constante é também chamada de PG estacionaria.
- Singular: Quando zero é um dos seus termos. Isto ocorre quando a1 = 0 ou q = 0.

Termo Geral da PG
Pelo exemplo anterior, podemos perceber que cada termo é obtido multiplicando-se o primeiro por uma
potência cuja base é a razão. Note que o expoente da razão é igual à posição do termo menos uma unidade.

a2 = a1 . q2-1

a3 = a1 . q3-1
Portanto, o termo geral é:

an = a1 . qn-1

Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Finita


Seja a PG finita (a1, a1q, a1q2, ...)de razão q e de soma dos termos Sn:

1º Caso: q=1

Sn = n . a1

2º Caso: q≠1

91
Exemplo
Dada a progressão geométrica (1, 3, 9, 27,..) calcular:
a) A soma dos 6 primeiros termos
b) O valor de n para que a soma dos n primeiros termos seja 29524

Solução:

a1 = 1; q = 3; n = 6

Soma dos Termos de uma Progressão Geométrica Infinita

1º Caso:-1 < q < 1

Quando a PG infinita possui soma finita, dizemos que a série é convergente.

2º Caso: |q| > 1


A PG infinita não possui soma finita, dizemos que a série é divergente

3º Caso: |q| = 1
Também não possui soma finita, portanto divergente

92
Produto dos termos de uma PG finita

Noções de Geometria - forma, ângulos, área, perímetro, volume, Teoremas de Pitágoras


e de Tales; Relações métricas e trigonométricas nos triângulos retângulos; Área e Perí-
metro de figuras planas (triângulos, quadriláteros, círculos e polígonos regulares)

ÂNGULOS
Define-se como a interseção de duas semirretas que compartilham uma origem comum.

Componentes de um ângulo
– Lados: referem-se às semirretas OA e OB.
– Vértice: corresponde ao ponto onde as semirretas se encontram, neste caso, o ponto O.

Ângulo Agudo
Define-se como um ângulo cuja amplitude é inferior a 90 graus.

Ângulo Central
– Na circunferência: refere-se ao ângulo que tem seu vértice localizado no centro da circunferência;
– No polígono: descreve-se como o ângulo formado com vértice no centro de um polígono regular,
estendendo-se seus lados até alcançar vértices consecutivos do polígono.

93
Ângulo Circunscrito: é um ângulo formado por lados que são tangentes à circunferência, com o vértice
localizado fora da mesma.

Ângulo Inscrito: trata-se de um ângulo cujo vértice se encontra sobre a circunferência.

Ângulo Obtuso: refere-se a um ângulo cuja medida excede 90 graus.

Ângulo Raso
Este é um ângulo que mede exatamente 180 graus;
Caracteriza-se por ter lados que são semirretas opostas entre si.

94
Ângulo Reto
É um ângulo que possui uma medida de 90 graus;
É formado por lados que se intersectam em ângulos perpendiculares.

Ângulos Complementares: são dois ângulos cuja soma de suas medidas é de 90 graus.

Ângulos Replementares: dois ângulos são considerados replementares quando a soma de suas medidas
é de 360 graus.

Ângulos Suplementares: são dois ângulos cuja soma das suas medidas é de 180 graus.

Portanto, se x e y representam dois ângulos, então:


– Se x + y = 90°, x e y são Complementares;
– Se x + y = 180°, x e y são Suplementares;
– Se x + y = 360°, x e y são Replementares.

95
Ângulos Congruentes: são ângulos que têm a mesma medida.

Ângulos Opostos pelo Vértice: são formados quando duas linhas se cruzam, sendo iguais em medida

– Ângulos Consecutivos: são aqueles que compartilham um lado comum.


– Ângulos Adjacentes: são ângulos consecutivos que, compartilham um lado e vértice, sem pontos internos
em comum.

Por exemplo, os ângulos AÔB e BÔC, AÔB e AÔC, bem como BÔC e AÔC, formam pares de ângulos
consecutivos.
Os ângulos AÔB e BÔC exemplificam ângulos adjacentes.

POLÍGONOS
Polígonos são linhas fechadas formadas apenas por segmentos de reta que não se cruzam. Ou seja, são
figuras geométricas planas formadas por lados, que, por sua vez, são segmentos de reta.

Elementos de um polígono

96
• Lados: cada um dos segmentos de reta que une vértices consecutivos.
• Vértices: ponto de intersecção de dois lados consecutivos.
• Diagonais: Segmentos que unem dois vértices não consecutivos
• Ângulos internos: ângulos formados por dois lados consecutivos
• Ângulos externos: ângulos formados por um lado e pelo prolongamento do lado a ele consecutivo.
Classificação
Os polígonos são classificados de acordo com o número de lados, conforme a tabela.

Fórmulas
Diagonais de um vértice: dv = n – 3.

Total de diagonais:

Soma dos ângulos internos: Si = (n – 2).180°.


Soma dos ângulos externos: para qualquer polígono o valor da soma dos ângulos externos é uma constan-
te, isto é, Se = 360°.

Polígonos Regulares
Um polígono é chamado de regular quando tem todos os lados congruentes (iguais) e todos os ângulos
congruentes. Para os polígonos regulares temos as seguintes fórmulas, além das quatro acima:

Ângulo interno:

Ângulo externo:

97
Semelhança de Polígonos
Dois polígonos são semelhantes quando os ângulos correspondentes são congruentes e os lados corres-
pondentes são proporcionais.

Exemplo:
Um joalheiro recebe uma encomenda para uma joia poligonal. O comprador exige que o número de diago-
nais seja igual ao número de lados. Sendo assim, o joalheiro deve produzir uma joia:
(A) Triangular
(B) Quadrangular
(C) Pentagonal
(D) Hexagonal
(E) Decagonal

Resolução:
Sendo d o número de diagonais e n o número de lados, devemos ter:

Resposta: C

QUADRILÁTEROS
Quadrilátero é um polígono que satisfaz as seguintes propriedades:
- Tem 4 lados.
- Tem 2 diagonais.
- A soma dos ângulos internos Si = 360º
- A soma dos ângulos externos Se = 360º

98
Tipos de quadriláteros
• Trapézio: 2 lados paralelos. Nesse caso abaixo, AB é paralelo a DC.

Área = [(B + b) . h]⁄2, onde B é a medida da base maior, b é a medida da base menor e h é medida da altura.
• Losango: 4 lados congruentes

Área = (D . d)⁄2, onde D é a medida da diagonal maior e d é a medida da diagonal menor.


• Retângulo: 4 ângulos retos (90º graus)

Área = b.h, onde b é a medida da base e h é a medida da altura.


• Quadrado: 4 lados congruentes e 4 ângulos retos.

Área = L2, onde L é a medida do lado

Observações:
- No retângulo e no quadrado as diagonais são congruentes (iguais)
- No losango e no quadrado as diagonais são perpendiculares entre si (formam ângulo de 90°) e são bisse-
trizes dos ângulos internos (dividem os ângulos ao meio).

TRIÂNGULOS
Um triângulo é uma figura geométrica planas formada por três segmentos de reta que se encontram em três
pontos não alinhados, chamados vértices, e que formam três ângulos internos.

99
Elementos

• Mediana
A mediana de um triângulo é um segmento de reta que liga um vértice ao ponto médio do lado oposto. Todo
triângulo tem três medianas.
Na figura, AM é uma mediana do ∆ABC.

• Bissetriz interna
A bissetriz interna de um triângulo é o segmento que divide um ângulo interno em duas partes iguais e se
estende do vértice desse ângulo até o ponto de interseção com o lado oposto. Todo triângulo tem três bissetri-
zes internas.
Na figura, AS é uma bissetriz interna do ∆ABC.

• Altura
A altura de um triângulo é o segmento que liga um vértice a um ponto da reta suporte do lado oposto e é
perpendicular a esse lado. Todo triângulo tem três alturas.
Na figura, AH é uma altura do ∆ABC.

100
• Mediatriz
A mediatriz de um segmento de reta é a reta perpendicular a esse segmento pelo seu ponto médio.
Na figura, a reta m é a mediatriz de AB.

Logo, a mediatriz de um triângulo é uma reta do plano do triângulo que é mediatriz de um dos seus lados.
Todo triângulo tem três mediatrizes.
Na figura, a reta m é a mediatriz do lado BC do ∆ABC.

Classificação

- Quanto aos lados


• Triângulo escaleno: três lados desiguais.

• Triângulo isósceles: Pelo menos dois lados iguais.

101
• Triângulo equilátero: três lados iguais.

- Quanto aos ângulos


• Triângulo acutângulo: tem os três ângulos agudos.

• Triângulo retângulo: tem um ângulo reto.

• Triângulo obtusângulo: tem um ângulo obtuso

102
Desigualdade entre Lados e ângulos dos triângulos
Num triângulo o comprimento de qualquer lado é menor que a soma dos outros dois.
Em qualquer triângulo, ao maior ângulo opõe-se o maior lado, e vice-versa.

SEMELHANÇA DE TRIÂNGULOS
Dois triângulos são semelhantes se, e somente se, os seus ângulos internos tiverem, respectivamente, as
mesmas medidas, e os lados correspondentes forem proporcionais.

Casos de Semelhança
• 1º Caso: AA(ângulo - ângulo)
Se dois triângulos têm dois ângulos congruentes de vértices correspondentes, então esses triângulos são
congruentes.

• 2º Caso: LAL(lado - ângulo - lado)


Se dois triângulos têm dois lados correspondentes proporcionais e os ângulos compreendidos entre eles
congruentes, então esses dois triângulos são semelhantes.

103
• 3º Caso: LLL (lado - lado - lado)
Se dois triângulos têm os três lado correspondentes proporcionais, então esses dois triângulos são seme-
lhantes.

RELAÇÕES TRIGONOMÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO


Considerando o triângulo retângulo ABC.

AB : hipotenusa = c
BC: cateto oposto a A e adjacente a B = a
AC: cateto adjacente a A e oposto a B = b
Temos:

104
Fórmulas Trigonométricas
Existe uma importante relação entre seno e cosseno de um ângulo, conhecida como relação fundamental.
Considere o triângulo retângulo ABC.

Neste triângulo, temos que: c² = a² + b²


Dividindo os membros por c²

Como

Todo triângulo que tem um ângulo reto é denominado triangulo retângulo.


O triângulo ABC é retângulo em A e seus elementos são:

a: hipotenusa
b e c: catetos
h: altura relativa à hipotenusa
m e n: projeções ortogonais dos catetos sobre a hipotenusa

105
RELAÇÕES MÉTRICAS NO TRIÂNGULO RETÂNGULO
Chamamos relações métricas as relações existentes entre os diversos segmentos desse triângulo. Assim:
• O quadrado de um cateto é igual ao produto da hipotenusa pela projeção desse cateto sobre a hipote-
nusa.
b2 = a . n
c2 = a . m
• O produto dos catetos é igual ao produto da hipotenusa pela altura relativa à hipotenusa.
b.c=a.h
• O quadrado da altura é igual ao produto das projeções dos catetos sobre a hipotenusa.
h2 = m . n
• O quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos (Teorema de Pitágoras).
a2 = b2 + c2

PERÍMETROS E ÁREAS
O estudo do perímetro e da área de figuras planas é fundamental na geometria, proporcionando ferramen-
tas para a compreensão e a aplicação de conceitos matemáticos no cotidiano.
A seguir, exploraremos as fórmulas necessárias para calcular o perímetro e a área de diferentes figuras
geométricas planas, como triângulos, quadrados, retângulos, círculos e outros polígonos, aprofundando nosso
entendimento dessas importantes propriedades.
− Perímetro: Medida total do contorno de uma figura geométrica, somando o comprimento de todos os seus
lados.
− Área: Medida da superfície interna de uma figura geométrica, indicando seu tamanho.

106
TEOREMA DE PITÁGORAS
Em todo triângulo retângulo, o maior lado é chamado de hipotenusa e os outros dois lados são os catetos.
Deste triângulo tiramos a seguinte relação:

“Em todo triângulo retângulo o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos”.

a2 = b2 + c2

Exemplo:
Um barco partiu de um ponto A e navegou 10 milhas para o oeste chegando a um ponto B, depois 5 milhas
para o sul chegando a um ponto C, depois 13 milhas para o leste chagando a um ponto D e finalmente 9 milhas
para o norte chegando a um ponto E. Onde o barco parou relativamente ao ponto de partida?
(A) 3 milhas a sudoeste.
(B) 3 milhas a sudeste.
(C) 4 milhas ao sul.
(D) 5 milhas ao norte.
(E) 5 milhas a nordeste.

Resolução:

x2 = 32 + 42
x2 = 9 + 16
x2 = 25
x=5

107
Como temos duas alternativas com a resposta 5, vamos analisar a direção final do barco em relação ao pon-
to A. A opção (D) 5 milhas ao norte não é correta porque ignora o movimento para o leste que o barco também
fez. Portanto, a direção é nordeste.

Resposta: E

TEOREMA DE TALES
O Teorema de Tales é uma teoria aplicada na geometria acerca do conceito relacionado entre retas parale-
las e transversais.
““Feixes de retas paralelas cortadas ou intersectadas por segmentos transversais formam segmentos “de
retas proporcionalmente correspondentes”.

Teorema da bissetriz interna: A bissetriz de um Ângulo interno de um triângulo divide o lado oposto em
segmentos proporcionais aos respectivos lados adjacentes.

Teorema da bissetriz externa: A bissetriz de um ângulo externo intercepta a reta suporte que contém o
lado oposto, dividindo-o em segmentos proporcionais aos lados adjacentes.

108
Exemplo:

(PUC-RJ) Considere um triângulo ABC retângulo em A, onde . é a bissetriz do ângulo


. Quanto mede ?

(A) 42/5
(B) 21/10
(C) 20/21
(D) 9
(E) 8

Resolução:
Do enunciado temos um triângulo retângulo em A, o vértice A é do ângulo reto. B e C pode ser em qualquer
posição. E primeiro temos que determinar a hipotenusa.

Teorema de Pitágoras:

Pelo teorema da bissetriz interna:

Resposta: A

109
Geometria Espacial: relação de Euler, Princípio de Cavalieri, poliedros, prismas, pirâmi-
descilindros e cones, esfera – propriedades, relações, áreas e volumes

POLIEDROS
São sólidos geométricos ou figuras geométricas espaciais formadas por três elementos básicos: faces,
arestas e vértices. Chamamos de poliedro o sólido limitado por quatro ou mais polígonos planos, pertencentes
a planos diferentes e que têm dois a dois somente uma aresta em comum. Veja alguns exemplos:

Os polígonos são as faces do poliedro; os lados e os vértices dos polígonos são as arestas e os vértices do
poliedro.
Um poliedro é convexo se qualquer reta (não paralela a nenhuma de suas faces) o corta em, no máximo,
dois pontos. Ele não possuí “reentrâncias”. E caso contrário é dito não convexo.

Relação de Euler
Em todo poliedro convexo sendo V o número de vértices, A o número de arestas e F o número de faces,
valem as seguintes relações de Euler:

Poliedro Fechado: V – A + F = 2

Poliedro Aberto: V – A + F = 1
Para calcular o número de arestas de um poliedro temos que multiplicar o número de faces F pelo número
de lados de cada face n e dividir por dois. Quando temos mais de um tipo de face, basta somar os resultados.

A = n.F/2

Poliedros de Platão
Eles satisfazem as seguintes condições:
- todas as faces têm o mesmo número n de arestas;
- todos os ângulos poliédricos têm o mesmo número m de arestas;
- for válida a relação de Euler (V – A + F = 2).

110
Poliedros Regulares
Um poliedro e dito regular quando:
- suas faces são polígonos regulares congruentes;
- seus ângulos poliédricos são congruentes;
Por essas condições e observações podemos afirmar que todos os poliedros de Platão são ditos Poliedros
Regulares.

Exemplo:
(PUC/RS) Um poliedro convexo tem cinco faces triangulares e três pentagonais. O número de arestas e o
número de vértices deste poliedro são, respectivamente:
(A) 30 e 40
(B) 30 e 24
(C) 30 e 8
(D) 15 e 25
(E) 15 e 9

Resolução:
O poliedro tem 5 faces triangulares e 3 faces pentagonais, logo, tem um total de 8 faces (F = 8). Como cada
triângulo tem 3 lados e o pentágono 5 lados. Temos:

Resposta: E

111
Não Poliedros

Os sólidos acima são. São considerados não planos pois possuem suas superfícies curvas.
Cilindro: tem duas bases geometricamente iguais definidas por curvas fechadas em superfície lateral curva.
Cone: tem uma só base definida por uma linha curva fechada e uma superfície lateral curva.
Esfera: é formada por uma única superfície curva.

PRINCIPIO DE CAVALIERI
Bonaventura Cavalieri foi um matemático italiano, discípulo de Galileu, que criou um método capaz de de-
terminar áreas e volumes de sólidos com muita facilidade, denominado princípio de Cavalieri. Este princípio
consiste em estabelecer que dois sólidos com a mesma altura têm volumes iguais se as secções planas de
iguais altura possuírem a mesma área.
Vejamos:
Suponhamos a existência de uma coleção de chapas retangulares (paralelepípedos retângulos) de mesmas
dimensões, e consequentemente, de mesmo volume. Imaginemos ainda a formação de dois sólidos com essa
coleção de chapas.

Tanto em A como em B, a parte do espaço ocupado, ou seja, o volume ocupado, pela coleção de chapas é
o mesmo, isto é, os sólidos A e B tem o mesmo volume.
Mas se imaginarmos esses sólidos com base num mesmo plano α e situados num mesmo semiespaço dos
determinados por α.

112
Qualquer plano β, secante aos sólidos A e B, paralelo a α, determina em A e em B superfícies de áreas
iguais (superfícies equivalentes). A mesma ideia pode ser estendida para duas pilhas com igual número de
moedas congruentes.

Dois sólidos, nos quais todo plano secante, paralelo a um dado plano, determina superfícies de áreas
iguais (superfícies equivalentes), são sólidos de volumes iguais (sólidos equivalentes).

A aplicação do princípio de Cavalieri, em geral, implica na colocação dos sólidos com base num mesmo
plano, paralelo ao qual estão as secções de áreas iguais (que é possível usando a congruência).

VOLUMES E ÁREAS
O volume é uma propriedade fundamental dos sólidos geométricos, representando o espaço que ocupam.
Este conceito é essencial tanto para aplicações práticas quanto teóricas, permitindo-nos calcular a capacidade
de recipientes, a eficiência de embalagens e muito mais.

Cilindros
Considere dois planos, α e β, paralelos, um círculo de centro O contido num deles, e uma reta s concorrente
com os dois.
Chamamos cilindro o sólido determinado pela reunião de todos os segmentos paralelos a s, com extremida-
des no círculo e no outro plano.

113
Classificação
Reto: Um cilindro se diz reto ou de revolução quando as geratrizes são perpendiculares às bases.
Quando a altura é igual a 2R(raio da base) o cilindro é equilátero.
Oblíquo: faces laterais oblíquas ao plano da base.

Área
Área da base: Sb=πr²

Volume

Cones
Na figura, temos um plano α, um círculo contido em α, um ponto V que não pertence ao plano.
A figura geométrica formada pela reunião de todos os segmentos de reta que tem uma extremidade no pon-
to V e a outra num ponto do círculo denomina-se cone circular.

114
Classificação
-Reto: eixo VO perpendicular à base;
Pode ser obtido pela rotação de um triângulo retângulo em torno de um de seus catetos. Por isso o cone
reto é também chamado de cone de revolução.
Quando a geratriz de um cone reto é 2R, esse cone é denominado cone equilátero.

g2 = h2 + r2
-Oblíquo: eixo não é perpendicular

Área

Volume

Pirâmides
As pirâmides são também classificadas quanto ao número de lados da base.

115
Área e Volume

Área lateral: Sl = n. área de um triângulo


Onde n = quantidade de lados

Stotal = Sb + Sl

Prismas
Considere dois planos α e β paralelos, um polígono R contido em α e uma reta r concorrente aos dois.

Chamamos prisma o sólido determinado pela reunião de todos os segmentos paralelos a r, com extremida-
des no polígono R e no plano β.

Assim, um prisma é um poliedro com duas faces congruentes e paralelas cujas outras faces são paralelo-
gramos obtidos ligando-se os vértices correspondentes das duas faces paralelas.

Classificação
Reto: Quando as arestas laterais são perpendiculares às bases
Oblíquo: quando as faces laterais são oblíquas à base.

116
PRISMA RETO PRISMA OBLÍQUO

Classificação pelo polígono da base

TRIANGULAR QUADRANGULAR

E assim por diante...

Paralelepípedos
Os prismas cujas bases são paralelogramos denominam-se paralelepípedos.

PARALELEPÍPEDO RETO PARALELEPÍPEDO OBLÍQUO

Cubo é todo paralelepípedo retângulo com seis faces quadradas.

117
Prisma Regular
Se o prisma for reto e as bases forem polígonos regulares, o prisma é dito regular.
As faces laterais são retângulos congruentes e as bases são congruentes (triângulo equilátero, hexágono
regular,...)

Área

Área cubo: St = 6a2

Área paralelepípedo: St = 2(ab + ac + bc)

A área de um prisma: St = 2Sb + St


Onde: St = área total
Sb = área da base
Sl = área lateral, soma-se todas as áreas das faces laterais.

Volume

Paralelepípedo: V = a . b . c

Cubo: V = a³

Demais: V = Sb . h

Noções de estatística (moda, média e mediana); Tratamento da informação (interpreta-


ção de gráficos e tabelas)

MEDIDAS DE TENDÊNCIA CENTRAL


As medidas de tendência central são estatísticas que resumem um conjunto de dados, representando o
ponto central em torno do qual os dados estão distribuídos. Essas medidas são fundamentais na análise esta-
tística, pois fornecem uma visão concisa da informação contida em uma grande quantidade de dados. As três
medidas de tendência central mais comuns são a média aritmética, a mediana e a moda.

Média aritmética (x)


A média aritmética nos permite resumir um conjunto de números em um único valor representativo. Existem
dois tipos principais de média: a média aritmética simples e a média aritmética ponderada.

– Média simples
A média aritmética simples é calculada somando todos os valores de um conjunto e dividindo essa soma
pelo número total de elementos. Ela é utilizada quando todos os valores têm a mesma importância.
Fórmula:

118
Onde:
− x é a média aritmética.
− ∑xi é a soma de todos os valores do conjunto.
− n é o número total de elementos.
Exemplo: Calcule a média das notas de cinco alunos em uma prova. As notas são:

ALUNO NOTA
Aluno 1 6,0
Aluno 2 7,5
Aluno 3 8,0
Aluno 4 9,0
Aluno 5 7,0

Passo 1: Somar todas as notas


6,0 + 7,5 + 8,0 + 9,0 + 7,0 = 37,5
Passo 2: Dividir a soma pelo número de alunos

x= = 7,5.

Portanto, a média simples das notas é 7,5.

– Média Ponderada
A média ponderada é usada quando cada valor possui um “peso” diferente, representando a sua importân-
cia relativa. Cada valor é multiplicado pelo seu peso antes de somar e dividir pelo total dos pesos.
Fórmula:

Onde:
− xp é a média ponderada.
− xi são os valores do conjunto.
− pi são os pesos atribuídos a cada valor.
− ∑(xi ⋅ pi) é a soma dos produtos dos valores pelos seus respectivos pesos.
− ∑ pi é a soma dos pesos.
Exemplo: Um aluno realizou três avaliações em uma disciplina, e cada avaliação tem um peso diferente na
composição da média final. Calcule a média ponderada:

AVALIAÇÃO NOTA PESO


Avaliação 1 7,0 2
Avaliação 2 8,5 3
Avaliação 3 9,0 5

119
Passo 1: Multiplicar cada nota pelo seu peso
7,0 × 2 = 14,0
8,0 × 3 = 24,0
9,0 × 5 = 45,0
Passo 2: Somar os produtos obtidos
14,0 + 24,0 + 45,0 = 83,0
Passo 3: Somar todos os pesos
2 + 3 + 5 = 10
Passo 4: Dividir a soma dos produtos pela soma dos pesos

xp = = 8,3

Portanto, a média ponderada é 8,3.

Mediana (Md)
A mediana é um valor estatístico que representa o ponto médio de um conjunto de dados organizados em
ordem crescente ou decrescente. Ela divide o conjunto ao meio, de forma que metade dos elementos é menor
ou igual à mediana e a outra metade é maior ou igual à mediana. Existem duas situações a serem consideradas
ao determinar a mediana: quando o número de elementos (n) é ímpar e quando é par.
– Conjunto com n Ímpar: Quando o número de elementos do conjunto é ímpar, a mediana é o elemento
que se encontra no meio do conjunto, ou seja, aquele que tem o mesmo número de valores à sua frente e atrás.
– Conjunto com n Par: Quando o número de elementos do conjunto é par, a mediana é a média aritmética
dos dois valores centrais do conjunto.
Exemplo: Determine a mediana do conjunto de dados {12, 3, 7, 10, 21, 18, 23}
Passo 1: Ordenar os dados em ordem crescente
3,7,10,12,18,21,23
Passo 2: Determinar a mediana
Neste conjunto, temos 7 elementos (n = 7), que é um número ímpar. O valor que está no meio é 12.
Portanto, a mediana é Md = 12.
Exemplo: Determine a mediana do conjunto de dados {10, 12, 3, 7, 18, 23, 21, 25}.
Passo 1: Ordenar os dados em ordem crescente
3,7,10,12,18,21,23,25
Passo 2: Determinar a mediana
Neste conjunto, temos 8 elementos (n = 8), que é um número par. Os valores centrais são 12 e 18.
Passo 3: Calcular a média dos valores centrais

Md = ​= 15

Portanto, a mediana é 15.

120
Moda (Mo)
A moda é o valor que aparece com mais frequência em um conjunto de dados. Dependendo da distribuição
dos valores, um conjunto pode ter:
– Nenhuma moda: Quando todos os valores ocorrem com a mesma frequência.
– Uma moda: Quando um único valor se destaca por aparecer mais vezes que os demais.
– Múltiplas modas: Quando dois ou mais valores têm a mesma frequência máxima, caracterizando um
conjunto multimodal.
Exemplo: Considere o conjunto de dados {3, 8, 8, 8, 6, 9, 31}.
Aqui, o número 8 aparece três vezes, que é mais do que qualquer outro valor no conjunto.
Portanto, a moda é 8
Exemplo: Considere o conjunto de dados {1, 2, 9, 6, 3, 5}.
Neste caso, cada número aparece exatamente uma vez, sem nenhuma repetição.
Portanto, a moda não existe

TABELAS E GRÁFICOS
Em nosso dia a dia, somos constantemente expostos a uma vasta gama de informações, muitas vezes
expressas de forma visual por meio de tabelas e gráficos. Esses recursos estão presentes nos noticiários
televisivos, em jornais, revistas e até em redes sociais. Tabelas e gráficos são ferramentas fundamentais da
linguagem matemática e desempenham um papel crucial na organização e apresentação de dados de maneira
clara e acessível.
A capacidade de ler e interpretar essas representações é essencial para compreender as informações ao
nosso redor. A área da Matemática que se dedica a coletar, organizar e apresentar dados numéricos, e que
permite tirar conclusões a partir deles, é conhecida como Estatística.

Tabelas
As tabelas apresentam informações organizadas em linhas e colunas, o que facilita a leitura e interpretação
de dados. Geralmente, são utilizadas quando há necessidade de comparar informações ou listar dados de ma-
neira ordenada.

Fonte: SEBRAE
Nas tabelas, é comum encontrarmos um título, que destaca a principal informação apresentada, e uma fon-
te, que identifica de onde os dados foram obtidos

121
Gráficos
Ao contrário das tabelas, que mostram os dados de forma mais textual e organizada, os gráficos oferecem
uma representação visual, facilitando a compreensão de padrões, tendências e comparações de maneira mais
rápida e intuitiva.

Tipos de Gráficos
Existem vários tipos de gráficos, e cada um é utilizado de acordo com o tipo de dado e o objetivo da apre-
sentação.
− Gráfico de linhas: são utilizados, em geral, para representar a variação de uma grandeza em certo pe-
ríodo de tempo.
Os gráficos de linhas são utilizados, em geral, para representar a variação de uma grandeza ao longo do
tempo. São ideais para mostrar tendências e evoluções. Marcamos os pontos determinados pelos pares orde-
nados (classe, frequência) e os conectamos por segmentos de reta.

− Gráfico de barras: Também conhecidos como gráficos de colunas, os gráficos de barras são utilizados
para comparar quantidades entre diferentes categorias. Eles são divididos em dois tipos:
• Gráfico de barras verticais: As barras são desenhadas verticalmente, e a altura de cada uma representa
o valor da frequência.

122
• Gráfico de barras horizontais: As barras são desenhadas horizontalmente, sendo a largura de cada bar-
ra proporcional ao valor representado.

Em um gráfico de colunas, cada barra deve ser proporcional à informação por ela representada.
− Gráfico de setores (ou Pizza): Gráficos de setores são utilizados para representar a relação entre as par-
tes e o todo. O círculo é dividido em setores, e a medida de cada setor é proporcional à frequência da categoria
representada. A fórmula para o ângulo central de um setor é dada por:

Onde:
• F é a frequência da classe
• Ft é a frequência total
• α é o ângulo central em graus
Exemplo:

Para encontrar a frequência relativa, podemos fazer uma regra de três simples:
400 --- 100%
160 --- x
x = 160 .100/ 400 = 40%, e assim sucessivamente.

123
Aplicando a fórmula teremos:

Como o gráfico é de setores, os dados percentuais serão distribuídos levando-se em conta a proporção da
área a ser representada relacionada aos valores das porcentagens. A área representativa no gráfico será de-
marcada da seguinte maneira:

Com as informações, traçamos os ângulos da circunferência e assim montamos o gráfico:

124
− Pictograma ou gráficos pictóricos: Os pictogramas utilizam imagens ilustrativas para representar da-
dos. São comuns em jornais e revistas, e têm a vantagem de tornar a leitura mais atraente e intuitiva.

− Histograma: O histograma é composto por retângulos contíguos, onde a base de cada retângulo repre-
senta uma faixa de valores da variável, e a área do retângulo corresponde à frequência dessa faixa. Ao contrá-
rio dos gráficos de barras, o histograma é usado para dados contínuos.

− Polígono de Frequência: O polígono de frequência é semelhante ao histograma, mas é construído co-


nectando os pontos médios das classes com segmentos de reta. É utilizado para visualizar a distribuição dos
dados de forma contínua.

125
− Gráfico de Ogiva: A ogiva é utilizada para representar a distribuição de frequências acumuladas. Ge-
ralmente, é uma curva ascendente que conecta os pontos extremos de cada classe, mostrando a evolução
cumulativa dos dados.

− Cartograma: O cartograma é uma representação gráfica sobre uma carta geográfica, utilizada para
correlacionar dados estatísticos com áreas geográficas ou políticas.

Interpretação de tabelas e gráficos


Para interpretar corretamente tabelas e gráficos, siga estas diretrizes:
1. Identifique as informações nos eixos: No caso dos gráficos, observe os eixos vertical e horizontal para
entender quais variáveis estão sendo representadas.
2. Analise os pontos ou barras isoladamente: Observe os valores específicos antes de tirar conclusões.
3. Leia atentamente o enunciado: A leitura completa do enunciado ou legenda pode fornecer informações
cruciais para a interpretação correta.
4. Cuidado com a escala: Verifique se os eixos utilizam a mesma escala, evitando distorções na análise.

126
Exemplos:
1. (Enem) O termo agronegócio não se refere apenas à agricultura e à pecuária, pois as atividades ligadas
a essa produção incluem fornecedores de equipamentos, serviços para a zona rural, industrialização e comer-
cialização dos produtos.
O gráfico seguinte mostra a participação percentual do agronegócio no PIB brasileiro:

Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA). Almanaque abril 2010. São Paulo: Abril, ano
36 (adaptado)
Esse gráfico foi usado em uma palestra na qual o orador ressaltou uma queda da participação do agronegó-
cio no PIB brasileiro e a posterior recuperação dessa participação, em termos percentuais. Segundo o gráfico,
o período de queda ocorreu entre os anos de:
A) 1998 e 2001.
B) 2001 e 2003.
C) 2003 e 2006.
D) 2003 e 2007.
E) 2003 e 2008.

Resolução:
De acordo com o gráfico fornecido, a participação do agronegócio no PIB brasileiro apresentou uma queda
entre os anos de 2003 e 2006. Essa informação pode ser obtida por meio de uma análise detalhada dos valores
no gráfico: em 2003, a participação era de 28,28%, reduzindo-se para 27,79% em 2004. No ano seguinte, 2005,
essa queda continuou, com a participação caindo para 25,83%, até atingir seu ponto mais baixo em 2006, com
23,92%. Após esse período, observa-se uma recuperação, com a participação voltando a crescer nos anos
subsequentes.

Resposta: Alternativa C.

127
2. (Enem) O gráfico mostra a variação da extensão média de gelo marítimo, em milhões de quilômetros
quadrados, comparando dados dos anos 1995, 1998, 2000, 2005 e 2007. Os dados correspondem aos meses
de junho a setembro. O Ártico começa a recobrar o gelo quando termina o verão, em meados de setembro. O
gelo do mar atua como o sistema de resfriamento da Terra, refletindo quase toda a luz solar de volta ao espaço.
Águas de oceanos escuros, por sua vez, absorvem a luz solar e reforçam o aquecimento do Ártico, ocasionan-
do derretimento crescente do gelo.

Com base no gráfico e nas informações do texto, é possível inferir que houve maior aquecimento global em:
(A)1995.
(B)1998.
(C) 2000.
(D)2005.
(E)2007.

Resolução:
O enunciado oferece uma informação crucial para a resolução da questão, ao associar a camada de gelo
marítimo à capacidade de refletir a luz solar e, assim, contribuir para o resfriamento da Terra. Portanto, quanto
menor a extensão do gelo marítimo, menor será a quantidade de luz refletida e, consequentemente, maior será
o aquecimento global. De acordo com o gráfico, o ano que apresenta a menor extensão de gelo marítimo é
2007, o que indica que esse foi o ano de maior aquecimento global no período analisado.

Resposta: Alternativa E.
3. No gráfico abaixo, encontra-se representada, em bilhões de reais, a arrecadação de impostos federais no
período de 2003 a 2006. Nesse período, a arrecadação anual de impostos federais:

128
(A) nunca ultrapassou os 400 bilhões de reais.
(B) sempre foi superior a 300 bilhões de reais.
(C) manteve-se constante nos quatro anos.
(D) foi maior em 2006 que nos outros anos.
(E) chegou a ser inferior a 200 bilhões de reais.

Resolução:
Analisando cada alternativa temos que a única resposta correta é a D.

Resposta: Alternativa D.

Análise Combinatória Simples (Princípio fundamental da contagem, arranjo simples-


combinação simples, permutação simples, circular e com repetição); Probabilidade,
possibilidades e chances

ANÁLISE COMBINATÓRIA
A análise combinatória ou combinatória é a parte da Matemática que estuda métodos e técnicas que
permitem resolver problemas relacionados com contagem7.
Muito utilizada nos estudos sobre probabilidade, ela faz análise das possibilidades e das combinações
possíveis entre um conjunto de elementos.

— Princípio Fundamental da Contagem


O princípio fundamental da contagem, também chamado de princípio multiplicativo, postula que:
“quando um evento é composto por n etapas sucessivas e independentes, de tal modo que as possibilidades
da primeira etapa é x e as possibilidades da segunda etapa é y, resulta no número total de possibilidades de o
evento ocorrer, dado pelo produto (x) . (y)”.
Em resumo, no princípio fundamental da contagem, multiplica-se o número de opções entre as escolhas
que lhe são apresentadas.
Exemplo: Uma lanchonete vende uma promoção de lanche a um preço único. No lanche, estão incluídos um
sanduíche, uma bebida e uma sobremesa. São oferecidas três opções de sanduíches: hambúrguer especial,
sanduíche vegetariano e cachorro-quente completo. Como opção de bebida pode-se escolher 2 tipos: suco
de maçã ou guaraná. Para a sobremesa, existem quatro opções: cupcake de cereja, cupcake de chocolate,
cupcake de morango e cupcake de baunilha. Considerando todas as opções oferecidas, de quantas maneiras
um cliente pode escolher o seu lanche?
Solução: Podemos começar a resolução do problema apresentado, construindo uma árvore de possibilidades,
conforme ilustrado abaixo:

7 [Link]

129
Acompanhando o diagrama, podemos diretamente contar quantos tipos diferentes de lanches podemos
escolher. Assim, identificamos que existem 24 combinações possíveis.
Podemos ainda resolver o problema usando o princípio multiplicativo. Para saber quais as diferentes
possibilidades de lanches, basta multiplicar o número de opções de sanduíches, bebidas e sobremesa.
Total de possibilidades: 3.2.4 = 24.
Portanto, temos 24 tipos diferentes de lanches para escolher na promoção.

— Tipos de Combinatória
O princípio fundamental da contagem pode ser usado em grande parte dos problemas relacionados com
contagem. Entretanto, em algumas situações seu uso torna a resolução muito trabalhosa.
Desta maneira, usamos algumas técnicas para resolver problemas com determinadas características.
Basicamente há três tipos de agrupamentos: arranjos, combinações e permutações.
Antes de conhecermos melhor esses procedimentos de cálculo, precisamos definir uma ferramenta muito
utilizada em problemas de contagem, que é o fatorial.
O fatorial de um número natural é definido como o produto deste número por todos os seus antecessores.
Utilizamos o símbolo ! para indicar o fatorial de um número.
Define-se ainda que o fatorial de zero é igual a 1.
Exemplo:
0! = 1.
1! = 1.
3! = 3.2.1 = 6.
7! = [Link].3.2.1 = 5.040.
10! = [Link].[Link].2.1 = 3.628.800.
Note que o valor do fatorial cresce rapidamente, conforme cresce o número. Então, frequentemente usamos
simplificações para efetuar os cálculos de análise combinatória.

— Arranjos
Nos arranjos, os agrupamentos dos elementos dependem da ordem e da natureza dos mesmos.
Para obter o arranjo simples de n elementos tomados, p a p (p ≤ n), utiliza-se a seguinte expressão:

130
Exemplo: Como exemplo de arranjo, podemos pensar na votação para escolher um representante e um
vice-representante de uma turma, com 20 alunos. Sendo que o mais votado será o representante e o segundo
mais votado o vice-representante.
Dessa forma, de quantas maneiras distintas a escolha poderá ser feita? Observe que nesse caso, a ordem
é importante, visto que altera o resultado.

Logo, o arranjo pode ser feito de 380 maneiras diferentes.

— Permutações
As permutações são agrupamentos ordenados, onde o número de elementos (n) do agrupamento é igual ao
número de elementos disponíveis.
Note que a permutação é um caso especial de arranjo, quando o número de elementos é igual ao número
de agrupamentos. Desta maneira, o denominador na fórmula do arranjo é igual a 1 na permutação.
Assim a permutação é expressa pela fórmula:

Exemplo: Para exemplificar, vamos pensar de quantas maneiras diferentes 6 pessoas podem se sentar em
um banco com 6 lugares.
Como a ordem em que irão se sentar é importante e o número de lugares é igual ao número de pessoas,
iremos usar a permutação:

Logo, existem 720 maneiras diferentes para as 6 pessoas se sentarem neste banco.

— Combinações
As combinações são subconjuntos em que a ordem dos elementos não é importante, entretanto, são
caracterizadas pela natureza dos mesmos.
Assim, para calcular uma combinação simples de n elementos tomados p a p (p ≤ n), utiliza-se a seguinte
expressão:

Exemplo: A fim de exemplificar, podemos pensar na escolha de 3 membros para formar uma comissão
organizadora de um evento, dentre as 10 pessoas que se candidataram.
De quantas maneiras distintas essa comissão poderá ser formada?
Note que, ao contrário dos arranjos, nas combinações a ordem dos elementos não é relevante. Isso quer
dizer que escolher Maria, João e José é equivalente a escolher João, José e Maria.

131
Observe que para simplificar os cálculos, transformamos o fatorial de 10 em produto, mas conservamos o
fatorial de 7, pois, desta forma, foi possível simplificar com o fatorial de 7 do denominador.
Assim, existem 120 maneiras distintas formar a comissão.

— Probabilidade e Análise Combinatória


A Probabilidade permite analisar ou calcular as chances de obter determinado resultado diante de um
experimento aleatório. São exemplos as chances de um número sair em um lançamento de dados ou a
possibilidade de ganhar na loteria.
A partir disso, a probabilidade é determinada pela razão entre o número de eventos possíveis e número de
eventos favoráveis, sendo apresentada pela seguinte expressão:

Sendo:
P (A): probabilidade de ocorrer um evento A.
n (A): número de resultados favoráveis.
n (Ω): número total de resultados possíveis.
Para encontrar o número de casos possíveis e favoráveis, muitas vezes necessitamos recorrer as fórmulas
estudadas em análise combinatória.
Exemplo: Qual a probabilidade de um apostador ganhar o prêmio máximo da Mega-Sena, fazendo uma
aposta mínima, ou seja, apostar exatamente nos seis números sorteados?
Solução: Como vimos, a probabilidade é calculada pela razão entre os casos favoráveis e os casos possíveis.
Nesta situação, temos apenas um caso favorável, ou seja, apostar exatamente nos seis números sorteados.
Já o número de casos possíveis é calculado levando em consideração que serão sorteados, ao acaso, 6
números, não importando a ordem, de um total de 60 números.
Para fazer esse cálculo, usaremos a fórmula de combinação, conforme indicado abaixo:

Assim, existem 50 063 860 modos distintos de sair o resultado. A probabilidade de acertarmos então será
calculada como:

PROBABILIDADE
A teoria da probabilidade é o campo da Matemática que estuda experimentos ou fenômenos aleatórios e
através dela é possível analisar as chances de um determinado evento ocorrer8.
Quando calculamos a probabilidade, estamos associando um grau de confiança na ocorrência dos resultados
possíveis de experimentos, cujos resultados não podem ser determinados antecipadamente. Probabilidade é a
medida da chance de algo acontecer.
8 [Link]

132
Desta forma, o cálculo da probabilidade associa a ocorrência de um resultado a um valor que varia de 0 a 1
e, quanto mais próximo de 1 estiver o resultado, maior é a certeza da sua ocorrência.
Por exemplo, podemos calcular a probabilidade de uma pessoa comprar um bilhete da loteria premiado ou
conhecer as chances de um casal ter 5 filhos, todos meninos.

— Experimento Aleatório
Um experimento aleatório é aquele que não é possível conhecer qual resultado será encontrado antes de
realizá-lo.
Os acontecimentos deste tipo quando repetidos nas mesmas condições, podem dar resultados diferentes e
essa inconstância é atribuída ao acaso.
Um exemplo de experimento aleatório é jogar um dado não viciado (dado que apresenta uma distribuição
homogênea de massa) para o alto. Ao cair, não é possível prever com total certeza qual das 6 faces estará
voltada para cima.

— Fórmula da Probabilidade
Em um fenômeno aleatório, as possibilidades de ocorrência de um evento são igualmente prováveis.
Sendo assim, podemos encontrar a probabilidade de ocorrer um determinado resultado através da divisão
entre o número de eventos favoráveis e o número total de resultados possíveis:

Sendo:
P(A): probabilidade da ocorrência de um evento A.
n(A): número de casos favoráveis ou, que nos interessam (evento A).
n(Ω): número total de casos possíveis.
O resultado calculado também é conhecido como probabilidade teórica.
Para expressar a probabilidade na forma de porcentagem, basta multiplicar o resultado por 100.
Exemplo: Se lançarmos um dado perfeito, qual a probabilidade de sair um número menor que 3?
Solução: Sendo o dado perfeito, todas as 6 faces têm a mesma chance de caírem voltadas para cima.
Vamos então, aplicar a fórmula da probabilidade.
Para isso, devemos considerar que temos 6 casos possíveis (1, 2, 3, 4, 5, 6) e que o evento “sair um número
menor que 3” tem 2 possibilidades, ou seja, sair o número 1 ou 2. Assim, temos:

Para responder na forma de uma porcentagem, basta multiplicar por 100.

Portanto, a probabilidade de sair um número menor que 3 é de 33%.

133
— Ponto Amostral
Ponto amostral é cada resultado possível gerado por um experimento aleatório.
Exemplo: Seja o experimento aleatório lançar uma moeda e verificar a face voltada para cima, temos os
pontos amostrais cara e coroa. Cada resultado é um ponto amostral.

— Espaço Amostral
Representado pela letra Ω(ômega), o espaço amostral corresponde ao conjunto de todos os pontos
amostrais, ou, resultados possíveis obtidos a partir de um experimento aleatório.
Por exemplo, ao retirar ao acaso uma carta de um baralho, o espaço amostral corresponde às 52 cartas que
compõem este baralho.
Da mesma forma, o espaço amostral ao lançar uma vez um dado, são as seis faces que o compõem:
Ω = {1, 2, 3, 4, 5, 6}.
A quantidade de elementos em um conjunto chama-se cardinalidade, expressa pela letra n seguida do
símbolo do conjunto entre parênteses.
Assim, a cardinalidade do espaço amostral do experimento lançar um dado é n(Ω) = 6.

— Espaço Amostral Equiprovável


Equiprovável significa mesma probabilidade. Em um espaço amostral equiprovável, cada ponto amostral
possui a mesma probabilidade de ocorrência.
Exemplo: Em uma urna com 4 esferas de cores: amarela, azul, preta e branca, ao sortear uma ao acaso,
quais as probabilidades de ocorrência de cada uma ser sorteada?
Sendo experimento honesto, todas as cores possuem a mesma chance de serem sorteadas.

— Tipos de Eventos
Evento é qualquer subconjunto do espaço amostral de um experimento aleatório.

Evento certo
O conjunto do evento é igual ao espaço amostral.
Exemplo: Em uma delegação feminina de atletas, uma ser sorteada ao acaso e ser mulher.

Evento Impossível
O conjunto do evento é vazio.
Exemplo: Imagine que temos uma caixa com bolas numeradas de 1 a 20 e que todas as bolas são vermelhas.
O evento “tirar uma bola vermelha” é um evento certo, pois todas as bolas da caixa são desta cor. Já o
evento “tirar um número maior que 30”, é impossível, visto que o maior número na caixa é 20.

Evento Complementar
Os conjuntos de dois eventos formam todo o espaço amostral, sendo um evento complementar ao outro.
Exemplo: No experimento lançar uma moeda, o espaço amostral é Ω = {cara, coroa}.
Seja o evento A sair cara, A = {cara}, o evento B sair coroa é complementar ao evento A, pois, B={coroa}.
Juntos formam o próprio espaço amostral.

134
Evento Mutuamente Exclusivo
Os conjuntos dos eventos não possuem elementos em comum. A intersecção entre os dois conjuntos é
vazia.
Exemplo: Seja o experimento lançar um dado, os seguintes eventos são mutuamente exclusivos
A: ocorrer um número menor que 5, A = {1, 2, 3, 4}.
B: ocorrer um número maior que 5, A = {6}.

— Adição de probabilidades
Sejam A e B dois eventos de um espaço amostral E, finito e não vazio. Tem-se:

Exemplo
No lançamento de um dado, qual é a probabilidade de se obter um número par ou menor que 5, na face
superior?

Solução
E={1,2,3,4,5,6} n(E)=6
Sejam os eventos
A={2,4,6} n(A)=3
B={1,2,3,4} n(B)=4

— Eventos Simultâneos
Considerando dois eventos, A e B, de um mesmo espaço amostral, a probabilidade de ocorrer A e B é dada
por:

— Probabilidade Condicional
A probabilidade condicional relaciona as probabilidades entre eventos de um espaço amostral equiprovável.
Nestas circunstâncias, a ocorrência do evento A, depende ou, está condicionada a ocorrência do evento B.
A probabilidade do evento A dado o evento B é definida por:

135
Onde o evento B não pode ser vazio.
Exemplo de caso de probabilidade condicional: Em um encontro de colaboradores de uma empresa que
atua na França e no Brasil, um sorteio será realizado e um dos colaboradores receberá um prêmio. Há apenas
colaboradores franceses e brasileiros, homens e mulheres.
Como evento de probabilidade condicional, podemos associar a probabilidade de sortear uma mulher
(evento A) dado que seja francesa (evento B).
Neste caso, queremos saber a probabilidade de ocorrer A (ser mulher), apenas se for francesa (evento B).

Questões

1. Instituto Consulplan - 2024

No mundo a população mundial tem aumentado, exponencialmente nas últimas décadas, chegando a
[Link] habitantes em dezembro de 2023; e com projeção de chegar aos 10 bilhões em 2050. Com base
nos dados apresentados para a população mundial, indique a que classe do sistema de numeração decimal
pertence, respectivamente, os algarismos 1, 0 e 5.
(A) Unidade simples, milhares e milhões.
(B) Milhões, unidade simples e milhares.
(C) Milhares, milhões e unidade simples.
(D) Milhões, milhares e unidade simples.

2. Instituto Consulplan - 2024

Dados do censo IBGE sobre determinado município, em 2022, informam que a população era de 24.102
habitantes e a densidade demográfica era de 75,88 habitantes por quilômetro quadrado. Na comparação com
outros municípios do estado, ficava nas posições 145 e 106 de 853. Já na comparação com municípios de todo
o país, ficava nas posições 1426 e 1010 de 5570.
(Disponível em: [Link] Adaptado.)
Tomando como referência os dados da população estipulada no Censo, qual a soma dos algarismos que
estão localizados na posição das ordens das dezenas, unidades de milhar e centenas?
(A) 4.
(B) 5.
(C) 6.
(D) 7.

3. Gama Consult - 2024

Um designer de interiores está trabalhando na reestruturação de um antigo armazém e deseja reaproveitar


diversos tipos de tubos metálicos que foram desinstalados durante a reforma. O designer possui os seguintes
tubos:
• 24 tubos com 600 cm de comprimento
• 18 tubos com 900 cm de comprimento
• 12 tubos com 1.200 cm de comprimento

136
Ele deseja cortar todos os tubos em segmentos de igual comprimento, sem deixar sobras, e garantir que
os novos segmentos tenham o maior comprimento possível, mas que não excedam 3 metros. Para realizar o
corte, o designer pediu a um especialista que determinasse o comprimento máximo dos novos segmentos que
poderiam ser produzidos e o número total de segmentos de cada comprimento que seriam obtidos.
Baseado nesses requisitos, qual é o comprimento máximo de cada segmento e o número total de segmen-
tos, respectivamente, que serão produzidos?
(A) 280 cm e 170.
(B) 300 cm e 150.
(C) 320 cm e 130.
(D) 340 cm e 110.

4. Gama Consult - 2024

Durante uma caminhada pelas trilhas de Alto Paraíso, um grupo de amigos decide fazer um piquenique.
Eles levam 36 pães de queijo, 24 bananas e 18 laranjas para compartilhar. Se cada pessoa do grupo deve re-
ceber a mesma quantidade de cada item, qual o maior número possível de pessoas que podem participar do
piquenique? (Lembre-se que o Máximo Divisor Comum (MDC) pode te auxiliar a encontrar a resposta).
(A) 6 pessoas
(B) 9 pessoas
(C) 12 pessoas
(D) 18 pessoas

5. VUNESP - 2024

Em países como os Estados Unidos, utiliza-se a polegada como unidade de medida de comprimento, sendo
que 1 polegada corresponde a 2,54 cm. Para uma abordagem sobre diferentes medidas e instrumentos de me-
dição, uma professora utilizou uma corda com 38,1 metros de comprimento e um pedaço de madeira medindo
75 polegadas. Após fazer uma apresentação aos alunos, explicando sobre a polegada, a professora pediu que
eles medissem a corda, utilizando como unidade u de medida o pedaço de madeira. A correta resposta espera-
da pela professora é que a corda tem o comprimento de
(A) 200 u.
(B) 50 u.
(C) 100 u.
(D) 10 u.
(E) 20 u.

6. INQC - 2024

Ao planejar uma viagem em um aplicativo de GPS, o motorista reparou que a duração prevista seria de 4
horas e 28 minutos.
Esse tempo, em minutos, é igual a:
(A) 88
(B) 148
(C) 208
(D) 268

137
7. FAUEL - 2024

A casa de Tereza foi construída sobre um terreno em formato de paralelogramo, como mostra a figura a
seguir.

Qual é a medida da área total do terreno de Tereza?


(A) 120 m².
(B) 180 m².
(C) 216 m².
(D) 460 m².

8. UNIVIDA - 2024

Qual é a área de um quadrado cujo perímetro é igual ao de um retângulo com dimensões de x cm por y cm,
onde x é o maior número natural de um algarismo e y é o menor número natural com dois algarismos?
(A) 90 cm².
(B) 2,25 cm².
(C) 5,0625 cm².
(D) 6,0459 cm².
(E) 2,025 cm².

9. Instituto Access - 2022

O Teorema de Pitágoras é utilizado em diversas aplicações cotidianas. O Teorema afirma que a soma dos
quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa. Por meio dele, é possível calcular a quantidade de
arame que será utilizada para dividir o terreno abaixo em dois. Veja a figura a seguir:

138
Note que a cerca é composta por três faixas de arame.
Com isso, a quantidade de arame utilizada é
(A) 50 m.
(B) 100 m.
(C) 150 m.
(D) 200 m.

10. IBADE - 2024

Gabriel é dono de uma fábrica de materiais de construção e deseja calcular o volume de areia que foi arma-
zenado em um tanque. Para isso, ele estabeleceu as seguintes medidas:

O volume, em m³, de areia nesse tanque é de:


(A) 0,130
(B) 0,325
(C) 0,455
(D) 0,585
(E) 0,715

11. OMNI - 2021

Seja uma pirâmide hexagonal de área da base igual a 5m2 e altura igual a 12m, o volume dela é de:
(A) 20 m3
(B) 20 m2
(C) 60 m3
(D) Nenhuma das alternativas.

12. IPPEC - 2024

Um bloco para anotações e uma caneta esferográfica cristal custam juntos R$2,80 (dois reais e oitenta
centavos). Quanto custa a caneta se o bloco para anotações custa quarenta centavos a mais que a caneta?
(A) R$ 1,10
(B) R$ 1,20
(C) R$ 1,60
(D) R$ 1,16
(E) R$ 0,80

139
13. Faculdade Alfa Umuarama - 2023

Dada a equação de 2º grau a seguir, assinale a resposta que apresenta a SOMA das raízes.
2x2 - 10x -48=0
(A) -24
(B) -5
(C) -10
(D) 5
(E) 10

14. FUNCEPE - 2024

A partir do sistema de 1º grau a seguir, encontre o valor de y.

(A) y = 2.
(B) y = 3.
(C) y = 1.
(D) y = 5.
(E) y = 0.

15. OBJETIVA - 2021

Um posto de combustível está com promoção em prol de uma entidade. Em dias normais, o litro da gasolina
está R$ 4,00, mas, na promoção, abastecendo o carro e doando o valor de R$ 20,00 para uma entidade
beneficente, o litro da gasolina sai por R$ 3,75. A promoção feita pelo posto pode ser descrita por uma função.
Como é chamada essa função e como podemos escrevê-la?
(A) Função de primeiro grau, f(x) = 4x − 3,75x + 20
(B) Função de segundo grau, f(x) = 4x2 − 3,75x + 20
(C) Função de segundo grau, f(x) = 3,75x2 + 20
(D) Função de primeiro grau, f(x) = 3,75x + 20
(E) Função de segundo grau, f(x) = 4x2 + 3,75 + 20

16. OMINI - 2021

As funções exponenciais e logarítmicas, são funções consideradas funções inversas, e seus gráficos
são simétricos em relação a reta y = x. Analise as afirmações abaixo, em relação as funções exponenciais e
logarítmicas.
I. - As funções f(x) = ax e g(x) = logax sempre se intersectam em um único ponto, independente do valor de a.
II. - Se a > 1, o gráfico da a função f(x) = logax é crescente.
III. - Se a < 1, o gráfico da função g(x) = ax é decrescente.

140
Assinale a opção CORRETA acerca das afirmações acima:
(A) Apenas a afirmação I está correta.
(B) Apenas a afirmação II está correta.
(C) Apenas as afirmações II e III estão corretas.
(D) Todas as afirmações estão corretas.

17. IDHTEC - 2023

O número 5 é inversamente proporcional a grandeza B. Se multiplicarmos o 5 pelo próprio 5, devemos, para


manter a razão de proporcionalidade, reduzir o valor de B em
(A) 50%
(B) 60%
(C) 70%
(D) 80%
(E) 90%

18. OBJETIVA - 2023

Certa piscina é abastecida com água por duas mangueiras de igual vazão, demorando 5h para ser comple-
tamente preenchida. Supondo-se que essa piscina seja abastecida por três mangueiras iguais às anteriores, ao
todo, quanto tempo irá levar para essa piscina ser completamente preenchida?
(A) 3h
(B) 3h20min
(C) 3h40min
(D) 4h

19. GS Assessoria e Concursos - 2021

Na construção de um muro 8 pedreiros levaram 12 dias para conclui-lo. Se a disponibilidade para fazer
esse muro fosse de 6 homens em quanto tempo estaria concluído?
(A) 16
(B) 14
(C) 20
(D) 21
(E) 18

20. INSTITUTO MAIS - 2021

Uma empresa de limpeza verificou que 15 funcionárias levam cerca de 3 horas para limpar um espaço
de 3.375 m² de área. Sabendo que um evento ocorrerá em um espaço retangular de perímetro igual a 190
m e comprimento igual a 50 m, é correto afirmar que 20 funcionárias dessa empresa, trabalhando no mesmo
ritmo, para limpar o espaço onde ocorrerá esse evento, levarão
(A) 1 hora e 30 minutos.
(B) 2 horas.

141
(C) 2 horas e 30 minutos.
(D) 3 horas.

21. IUDS - 2022

Gustavo realizou um empréstimo de R$ 520.000,00 a juros simples com taxa de 5% ao mês. Se essa quan-
tia deverá ser totalmente quitada ao final de 12 meses, qual será o valor final dos juros que Gustavo irá pagar?
(A) R$ 156.000,00
(B) R$ 312.000,00
(C) R$ 1560.000,00
(D) R$ 3120.000,00

22. UNIVIDA - 2023

Um investidor divide R$ 10.000,00 em duas partes, aplicando uma em juros simples a uma taxa de 5% ao
ano e a outra em juros compostos a uma taxa de 4% ao ano. Após doze meses, ambas as partes renderam os
mesmos juros, qual foi o capital inicial do investimento no juros compostos?
(A) R$ 6.000,00.
(B) R$ 5.600,00.
(C) R$ 5.555,56.
(D) R$ 5.500,00.
(E) R$ 5.400,32.

23. Avança SP - 2022

Um capital de R$7.500,00 esteve aplicado a juros compostos à taxa de 6%, ao mês. Após um período de
dois meses, os juros obtidos dessa operação era de:
(A) R$1.125,00
(B) R$927,00
(C) R$749,00
(D) R$845,00
(E) R$1.001,00

24. FUNDATEC - 2024

Sendo os polinômios P(x) = x⁴ + 2x³ – x² + 4x + k e Q(x)= x – 2, qual é o valor de k, sabendo que P(x) é
divisível por Q(x)?
(A) 36.
(B) 18.
(C) -18.
(D) -36.
(E) -72.

142
25. FUNDATEC - 2024

Um paralelepípedo reto tem as dimensões x +1 de largura, 2x – 2 de profundidade e x de altura. Qual dos


polinômios listados abaixo expressa o volume desse paralelepípedo?
(A) 2x2 – 2x
(B) 2x3 – 2x
(C) 2x3 + 2x2 – 2x
(D) X3 + 4x2 + 2x
(E) X3 + 4x2 – 4x

26. GUALIMP - 2021

Numa piscina de bolinhas foram colocadas 120 bolas amarelas, 150 bolas azuis, 130 bolas vermelhas e 100
bolas verdes. Com os olhos vendados, uma menina retira bolas da piscina. A probabilidade da:
(A) Primeira bola a ser retirada da piscina ser verde é de 2%.
(B) Primeira bola a ser retirada da piscina ser amarela é de 24%.
(C) Primeira bola a ser retirada da piscina ser vermelha é de 2,6%.
(D) Primeira bola a ser retirada da piscina ser azul é de 25%.

27. CETAP - 2021

Escolhendo a senha de meu celular, foi sugerida a seguinte opção: 2 vogais distintas; 2 algarismos pares e
distintos.
Quantas senhas posso formar com essas opções?
(A) 320
(B) 360
(C) 400
(D) 160

28. FUNDEP - 2021

Uma empresa de reciclagem faz o levantamento das quantidades por tipo de material que coleta por mês e
organiza esses dados em gráficos de barras. O gráfico a seguir apresenta o registro da coleta realizada no mês
de fevereiro de 2020.

143
Analisando o gráfico, é possível afirmar que:
(A) O peso total de materiais de plástico e vidro coletados foi maior que 500 kg.
(B) O peso total de materiais de vidro e papel coletados foi maior que 450 kg.
(C) O peso total de materiais de metal e plástico coletados foi maior que 350 kg.
(D) O peso total de materiais de papel e metal coletados foi maior que 200 kg.

29. UniRV - GO - 2023

Analise a sequência a seguir:


(4, 16, 64, 256, 1.024...)
Podemos afirmar que essa sequência é:
(A) Uma progressão aritmética de razão 12.
(B) Uma progressão aritmética de razão 36.
(C) Uma progressão geométrica de razão 4.
(D) Não é progressão aritmética e nem progressão geométrica.

30. OBJETIVA - 2023

Considerar a seguinte sequência de números: 2, 4, 8, 16, ...


A partir do segundo termo, qual é a regra subjacente que essa sequência de números segue em sua forma-
ção?
(A) Cada número é o quadrado do número anterior.
(B) Cada número é a raiz quadrada do número anterior.
(C) É necessário multiplicar os dois números anteriores para formar o seguinte.
(D) Cada número é o dobro do número anterior.

33. FUNATEC - 2024

Em uma grande caixa é guardada 1500 caixinhas menores, nas cores azul, branca, verde e amarela. Essas
caixinhas menores são alinhadas de quatro em quatro na respectiva sequência: Verde, Azul, Amarelo e Branco.
Qual seria a cor da caixinha na posição 1750º, caso a grande caixa tivesse tal capacidade, e levando em
consideração a sequência de organização apresentada.
(A) Branca.
(B) Azul.
(C) Verde.
(D) Amarela.
34 . Instituto Access - 2024
A sequência a seguir segue um padrão
CONQUISTACONQUISTACONQUISTA...
A letra que corresponde ao 100º termo da sequência é
(A) A.
(B) C.

144
(C) N.
(D) 0.

35. GUALIMP - 2021

Clara possui algumas caixas vazias, nas cores branca e cinza. Ela foi empilhando essas caixas, seguindo
um padrão, conforme mostrado na figura abaixo:

Uma das figuras montadas por ela, possui 107 caixas. Qual foi o número dessa figura montada por ela?
(A) 27.
(B) 35.
(C) 41.
(D) 53.

145
Gabarito

1 C
2 B
3 B
4 A
5 E
6 D
7 B
8 C
9 C
10 C
11 A
12 B
13 D
14 C
15 D
16 B
17 D
18 B
19 A
20 A
21 B
22 C
23 B
24 D
25 B
26 B
27 C
28 D
29 C
30 D
31 B
32 E
33 B
34 B
35 B

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