TEORIAS CRÍTICAS
DA LITERATURA
Nadia Studzinski Estima de Castro
A perspectiva dos
estudos culturais
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste texto, você deve apresentar os seguintes aprendizados:
Descrever a origem dos estudos culturais.
Reconhecer o papel dos estudos culturais para o reconhecimento
de uma nação.
Identificar estudos culturais no Brasil e em outros países.
Introdução
O entendimento sobre as origens dos estudos culturais, no sentido de
compreender de que maneira a disciplina se estabelece no contexto
acadêmico, é importante para entender as influências e as marcas deixadas
por essa trajetória. No Brasil, os estudos culturais foram construídos como
disciplina autônoma (mesmo que estabelecendo conexões com outras,
como literatura e teoria literária) no final dos anos 1990, sob influência
dos estudos do campo desenvolvidos na Inglaterra.
Neste capítulo, você ampliará os seus saberes sobre estudos culturais
a partir do reconhecimento das origens do campo, com o objetivo de
entender seu processo de formação no mundo e a sua consolidação
no contexto brasileiro, e dos autores e produções no país e no mundo.
Da mesma forma, ao longo desta leitura, você conhecerá o papel
dos estudos culturais e sua importância para o reconhecimento de uma
nação, com base nas inter-relações entre cultura e sociedade.
2 A perspectiva dos estudos culturais
1 Origem dos estudos culturais
Originado na Grã-Bretanha, em um contexto sócio-histórico específico,
o campo dos estudos culturais, importante para a formação intelectual dos
sujeitos, apresenta delineamentos que se aproximam dos estudos literários.
Seu objetivo consiste em incluir o estudo da cultura e dos fenômenos da vida
cotidiana a partir de um tipo diferente de acesso à cultura consagrada.
De acordo com Cevasco (2003), os estudos culturais se constituíram como
disciplina na Inglaterra dos anos 1950, embora outras formas de estudo das
culturas tivessem sido desenvolvidas antes desse marco. Contudo, é apenas na
segunda metade do século XX que a etiqueta de disciplina pode ser conferida
ao campo.
Pare e faça um exercício de pesquisa: digite a palavra “cultura” em seu buscador e
observe os resultados encontrados. Uma variedade de informações, não é mesmo?
Por exemplo, até o século XVIII, a palavra “cultura” designava uma atividade, ou seja,
cultura de algo. E hoje? Como o século XXI define a palavra “cultura”? Você a definiria
de que maneira? Última pergunta: ao longo dos séculos, o vocábulo “cultura” faz
referência aos mesmos elementos ou compreende as mudanças históricas, sociais e
econômicas a ele associadas?
Pense nisso!
A partir do século XVIII e em conjunto com a palavra “civilização”,
a palavra “cultura” começou a se modificar, deixando de tratar do treinamento
específico e passando a “[...] designar um processo geral de progresso intelectual
e espiritual tanto na esfera pessoal como na social [...]” (CEVASCO, 2003, p. 9).
Com a Revolução Industrial e suas consequentes mudanças sociais, ao
longo do século XIX, o termo “cultura” passou a se transformar em um que
“[...] enfeixa uma reação e uma crítica — em nome dos valores humanos —
à sociedade em processo acelerado de transformação [...]” (CEVASCO, 2003,
p. 10).
A perspectiva dos estudos culturais 3
Tal sentido, aplicado às artes como aquelas responsáveis por representar
e dar sustentação ao processo geral de desenvolvimento humano, deu-se de
forma mais enfática no século XX, momento a partir do qual a palavra “cul-
tura” passou a representar tanto um ato de cultivar plantas/verduras quanto o
desenvolvimento intelectual e espiritual e estético dos indivíduos, um modo
de vida e, também, um nome que descreve as obras e as práticas artísticas.
Com essa retrospectiva, fica evidente que o termo “cultura” sofre modi-
ficações à medida que ocorrem transformações sociais ao longo da história,
mantendo essas histórias em seus sentidos, além de evidenciar detalhes, nuanças
e conotações de cada período.
Assim, no contexto da Inglaterra dos anos 1950, ou seja, no momento de
estruturação da disciplina de estudos culturais, a palavra “cultura” indicava
mudança, a reorganização de uma sociedade pós-Segunda Guerra. Nesse
contexto, a palavra vai perdendo a sua conotação de distinção social — cultura
como pertencente a grupos específicos que se diferenciam pelo seu domínio
dos demais — e passa a se direcionar para cultura como um modo de vida,
aplicada, portanto, a uma perspectiva antropológica.
Nesse mesmo período, no campo das artes cultura designa, em certo sen-
tido, “[...] a crítica sobre a criação [...]” (CEVASCO, 2003, p. 11), eixo que
predominava na academia inglesa. Portanto, a disciplina “estudos culturais”
emerge nesse processo de mudança e de entendimento da palavra “cultura”,
tendo como foco a necessidade de debater sobre as relações entre cultura e
sociedade, uma vez que a cultura é dissociada da economia, da ideologia e
da história.
Como as disciplinas existentes até 1950 não davam conta da complexidade
da vida cultural e das influências que sofria e que provocava nas sociedades,
nasce, então, uma disciplina específica, denominada estudos culturais, que
propõe um novo vocabulário e uma nova maneira de observar os modos pelos
quais a cultura foi se modificando conforme as mudanças nas sociedades.
Entre seus objetivos, está o de possibilitar/ampliar o acesso às grandes obras
culturais produzidas no mundo, de modo a atingir a todos, e não apenas
pequenos grupos, pela abertura aos meios de produção cultural.
De acordo com Cevasco (2003, p. 23) “[...] definir cultura é pronunciar-se
sobre o significado de um modo de vida [...]”, um campo amplo de estudo e
de intervenção disponibilizado para os estudos culturais no seu momento de
formação e que influenciará as produções na área.
4 A perspectiva dos estudos culturais
2 Estudos culturais e reconhecimento
de uma nação
A partir de agora, vamos entender um pouco da relação entre os estudos
culturais e o processo de reconhecimento de uma nação. De acordo com
Williams (1961 apud CEVASCO, 2003, p. 12), fica, evidente, então, que não
é mais possível “[...] entender o processo de transformação em que estamos
envolvidos se nos limitarmos a pensar as revoluções democrática, industrial
e cultural como processos separados [...]”.
Ainda para Williams, todo modo de vida, da forma das comunidades até a
organização e os conteúdos que integram a educação, mesmo como estrutura
da família, o status conferido às artes e o entretenimento são profundamente
afetados pelas mudanças (pelo progresso, digamos), pela “[...] interação entre
democracia e indústria e pela extensão das comunicações [...]” (WILLIAMS,
1961 apud CEVASCO, 2003, p. 12).
Assim, percebemos que a revolução cultural faz parte das experiências
mais significativas das pessoas: e é essa complexidade da vida cultural, não
mais respondida por outras disciplinas, que passa a se tornar a busca dos
estudos culturais.
Outra evidência da necessidade de uma disciplina específica reside na
intensificação das revoluções culturais, que não conseguem mais ser entendidas
plenamente apenas quando observadas por disciplinas como política, economia
e comunicação. Assim, cabe aos estudos culturais o desafio de entender as
mudanças causadas por essas revoluções culturais.
Questões mais complexas, “[...] de maior valor humano [...]” (WILLIAMS,
1961 apud CEVASCO, 2003, p. 12) exigem uma nova disciplina, com um
novo vocabulário e uma forma diferente de trabalhar com as complexidades
da vida cultural.
No processo de consolidação dessa disciplina, a relação entre cultura e
sociedade começa a se evidenciar como um campo que necessita de investi-
gação e análises mais diretas. No livro de Williams (1958), por exemplo, são
analisadas as ideias sobre cultura e sociedade em relação às mudanças de
significado dos termos cultura, sociedade, indústria, classe, artes, etc. desde
os primeiros anos da Revolução Industrial até o ano de 1950. Nas ideias que
propõe, essas modificações semânticas evidenciam e traduzem formas de
reação às mudanças sociais e integram as maneiras de reconhecer uma nação
em um dado momento da história.
A perspectiva dos estudos culturais 5
A seguir, apresentamos uma lista composta por três estudos considerados clássicos
da restituição histórica dos discursos sobre a cultura na tradição britânica:
WILLIAMS, R. Cultura e sociedade: 1780-1950. São Paulo: Companhia Editora Nacio-
nal, 1969.
HOGGART, R. Os usos de alfabetização: aspectos da vida da classe trabalhadora.
[S. l.]: Chatto e Windus, 1957.
THOMPSON, E. P. A formação da classe trabalhadora inglesa. São Paulo: Paz & Terra,
2012. (A árvore da liberdade, v. 1).
Essas obras são importantes marcos para os estudos culturais, pois influenciaram a
consolidação da disciplina nas universidades, estendendo seus contextos para outros
países, com a criação de departamentos específicos para a área.
A cultura daquele período, observada pela cultura de seu tempo, carrega
marcas das mudanças sociais. Como expressão da arte, a literatura, por exem-
plo, apresenta em seu processo de consolidação, em cada um dos períodos,
marcas das mudanças sociais. Para ampliar o seu entendimento, observe a
análise proposta por Hauser (1998), considerando as produções culturais em
diferentes períodos para entender a relação entre cultura e sociedade.
Sobre a história social da arte e da literatura, o autor disserta:
A Revolução Industrial começou na Inglaterra, onde teve os mais fecundos
resultados e suscitou os mais ruidosos e veementes protestos. As acusações
contra ela levantadas não impediram, porém, de forma alguma, que as classes
dominantes se opusessem à revolução social com energia e sucesso ainda
maiores. O fracasso dos esforços revolucionários então empreendidos fez com
que, enquanto na França um setor da intelligentsia e a elite literária começavam
a adotar uma atitude antidemocrática após as experiências da Revolução,
as opiniões dos intelectuais ingleses permanecessem, em geral, se nem sempre
revolucionárias, pelo menos radicais. [...] Os franceses continuavam sendo
inflexivelmente racionalistas [...] ao passo que os ingleses tornaram-se de-
sesperados irracionalistas, a despeito de seu radicalismo e sua oposição ao
industrialismo — na verdade, precisamente por causa de sua oposição à classe
dominante — e refugiaram-se no nebuloso idealismo do romantismo alemão
(HAUSER, 1998, p. 834).
6 A perspectiva dos estudos culturais
Especificamente sobre a arte, afirma:
O século XX começa depois da Primeira Guerra Mundial, ou seja, na década
de 20 [...]. Mas, a guerra marca um ponto de mutação no desenvolvimento
somente na medida em que fornece ocasião para uma escolha entre as possi-
bilidades existentes. As três principais correntes na arte do novo século têm
predecessores no período imediatamente anterior: o cubismo em Cézanne
e nos neoclássicos, o expressionismo em Van Gogh e Strindberg, o surre-
alismo em Rimbaud e Lautréamont. A continuidade do desenvolvimento
artístico corresponde a uma certa estabilidade na história econômica e social
do mesmo período.
[...] A história dos anos 30 é a história de um período de crítica social, de
realismo de ativismo, de radicalização de atitudes políticas e da convicção
cada vez mais generalizada de que somente uma revolução radical pode pro-
porcionar algum remédio, por suas palavras, de que os partidos moderados
tiveram a sua vez.
[...] Nada é mais típico da filosofia cultural dominante no período do que a
tentativa de tornar essa “rebelião das massas” responsável pela alienação e
degradação da cultura moderna e o ataque desencadeado contra ela em nome
do espírito e da mente (HAUSER, 1998, p. 959).
Nesses pequenos recortes, percebemos que, na arte, é possível encontrar
traduzida a expressão das mudanças sociais e da consolidação das diferentes
formas da sociedade em cada um dos seus tempos: são marcos históricos,
sociais e econômicos traduzidos por diferentes formas de expressão artística.
Em todos esses sentidos, os estudos culturais se configuram como um
campo complexo, em que se envolvem diferentes investigadores, com diversas
formações e olhares de análise para esse campo plural. E isso é natural porque
a disciplina estabelece um compromisso com a ideia complexa que é o fenô-
meno cultural. No processo de investigação, enfatiza-se a produção cultural
em diferentes contextos do mundo a partir de uma reflexão contextual, mas,
ao mesmo tempo, de múltiplas dimensões e contingentes do conhecimento
cultural. Portanto, observa-se que a dinâmica da cultura na relação com a
formação das sociedades é processo complexo, que integra o objetivo do campo.
A perspectiva dos estudos culturais 7
3 Estudos culturais no Brasil e no mundo
A disciplina de estudos culturais tem se expandido no mundo inteiro. Ainda que
Birmingham, na Inglaterra, tenha sido determinante para a institucionalização
dos estudos culturais, demarcando a origem do campo, hoje, além de muitas
universidades britânicas, outras instituições em diversos países já contam com
departamentos próprios para as investigações do campo.
De acordo com Cevasco (2003, p. 157), “[...] os anos 1990 passarão à história
das publicações como o momento Reader de estudos culturais [...]”: trata-se
de um período de antologias extensas, as quais tentam mapear a tradição e
projetar a tradição do futuro dessa disciplina, que ganha cada vez mais espaço
nos espaços acadêmicos.
Na Austrália, por exemplo, constata-se um forte movimento impulsionado
pela migração de professores britânicos, o que também acontece no Canadá.
E, nos Estados Unidos, tem havido uma “[...] explosão de estudos culturais
[...]” (HALL, 1996, p. 273 apud CEVASCO, 2003, p. 155), associada à insti-
tucionalização e à profissionalização associada ao país.
Assim, as produções se tornam mais numerosas, e os estudos culturais
vão ampliando o seu espaço no mundo, diálogos cujo lado produtivo reside
sobretudo “[...] na tentativa de resposta em termos de projeto intelectual às
modificações que marcam a sociedade contemporânea dos meios de comu-
nicação de massa [...]” (CEVASCO, 2003, p. 166).
Portanto, algumas produções reduplicam as características de seu tempo,
apresentando os estudos culturais como mais uma forma de estudar cultura.
Contudo, também existe uma corrente que busca comprovar a teoria de que
“[...] nenhuma hegemonia é capaz de exaurir todo o potencial do conhecimento
[...]” (CEVASCO, 2003, p. 166), havendo trabalhos considerados produtivos
em áreas de estudo ofertadas pelos estudos culturais.
Como exemplo dessas produções, no sentido de trabalhos que trazem
para a reflexão os modos de formação de identidades culturais na cultura
contemporânea, temos Susan Willis, crítica norte-americana que se dedica
a investigar as determinações da realidade em uma sociedade cada vez mais
regida pela mercantilização. Em seus escritos, a autora estuda manifestações da
vida cotidiana nos Estados Unidos como exercício para entender, por exemplo,
como a lógica da mercadoria permeia as atividades humanas.
8 A perspectiva dos estudos culturais
No Brasil, da mesma forma que em outros países, os estudos culturais
tiveram forma antes de a disciplina ser entendida como tal e exportada pelo
mundo anglo-saxão. Pontualmente, Cevasco (2003) associa que o reconheci-
mento institucional da disciplina no Brasil aconteceu em 1998, ano em que a
Associação Brasileira de Literatura Comparada (ABRALIC) reuniu profes-
sores e pesquisadores da área e realizou o congresso com o tema “Literatura
Comparada = Estudos Culturais?”.
Para leitores, autores e professores que observam os estudos culturais,
a literatura não é absoluta, eterna e atemporal, de maneira a ser dissociada
do social, ou seja, adota-se um ângulo multidisciplinar e diversificado. Seu
projeto político consiste em estabelecer ligações com a realidade social e a
diferença considerando a prática cultural.
Para Cevasco (2003, p. 176), “[...] é possível pensar a formação dos estudos
culturais britânicos em relação ‘diversa, mas não alheia’ como um projeto de
crítica cultural brasileira, e, a partir daí, pensar uma construção de estudos
culturais no Brasil [...]”.
Assim, na Universidade de São Paulo (USP), têm se formado gerações
consecutivas de estudos culturais. Com a Revista Clima (16 números, lançados
entre os anos de 1941 e 1944), por exemplo e para se ter uma ideia da maneira
como os estudos culturais se consolidaram em território nacional, sob influên-
cia dos estudos culturais britânicos, buscou-se uma crítica cultural quanto à
interpretação da realidade nacional em processo de acelerada industrialização.
Nessas análises, não se separava arte de sociedade, distanciando-a da noção
de valores eternos, absolutos e atemporais.
Trata-se uma geração que buscou “[...] desmitificar a retórica liberal e
apontar novos caminhos [...]” (CEVASCO, 2003, p. 179) para o pensamento
sobre as mudanças sociais no Brasil. Uma produção marcante para essa de-
terminação consiste na obra de Caio Prado intitulada Formação do Brasil
contemporâneo, de 1942, a partir da qual se configurou uma tradição de
produção de importantes escritos sobre formações, no sentido de entender
o presente do Brasil como algo estruturado a partir de processos históricos
peculiares ao desenvolvimento de um país considerado periférico. O objetivo
dessas e de outras produções que seguem a mesma linha é o de entender o
funcionamento da cultura no Brasil.
A perspectiva dos estudos culturais 9
A obra Formação do Brasil contemporâneo (PRADO JÚNIOR, 1942), representa um
importante marco para os estudos culturais no Brasil. Sobre ela, indicamos a leitura
do artigo “A formação do Brasil contemporâneo por Caio Prado Júnior: contexto,
epistemologia e hermenêutica de um clássico da historiografia brasileira”, de Vera
Borges de Sá, a partir da qual você pode conhecer mais sobre essa temática.
Deixada como marca dessa geração, permanece a ideia de que “[...] os
projetos culturais são estruturados por um conteúdo histórico-social [...]”
(CEVASCO, 2003, p. 180). Nos moldes da Inglaterra, configura-se a disciplina
de estudos culturais no contexto brasileiro e se modifica a forma ler os produtos
culturais, fazendo da crítica uma atividade que busca o conhecimento mais de-
talhado da realidade social em busca de uma mudança que é, também, política.
As análises propostas de análise literária realizadas por Antonio Candido,
por exemplo, ilustram esse período, bem como as críticas de cinema realizadas
por Paulo Emílio, produções que caracterizam a tradição dos estudos culturais
no Brasil, pois carregam um poderoso aspecto cognitivo e ampliam o entendi-
mento sobre crítica. Assim, temos um modo singular de observar a dinâmica
social, histórica e cultural do Brasil.
CEVASCO, M. E. Dez lições sobre estudos culturais. São Paulo: Boitempo, 2003.
HAUSER, A. História social da arte e da literatura. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
WILLIAMS, R. Culture and society: 1780–1950. [S. l.: s. n., 1958].
Leituras recomendadas
BRITO, J. B. Literatura no cinema. São Paulo: Unimarco, 2006.
CARVALHAL, T. F. (org.). Literatura comparada no mundo: questões e métodos. Porto
Alegre: L&PM, 1997
HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 11. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 1999.
PRADO JÚNIOR, C. Formação do Brasil contemporâneo: colônia. São Paulo: Martins
Fontes, 1942.