N2 GO
1- A toxoplasmose causada pelo T. gondii adquire especial relevância quando infecta
gestante, devido ao elevado risco de acometimento fetal. Assim, recomenda-se para todas
as gestantes a triagem por meio de detecção de anticorpo da classe IgG e IgM na 1º
consulta de pré-natal. Sobre a interpretação de resultados dos exames, é correto afirmar:
a) O IgG reagente e IgM reagente - gestante com infecção recente ou toxoplasmose aguda,
confirmar com avidez de IgG em gestação < 16 semanas.
b) Na presença de anticorpo IgG negativo e IgM positivo, considera-se gestante
provavelmente imune. Recomenda-se continuar pré natal normal.
c) A infecção recente também se confirma quando teste de avidez de IgG para
toxoplasmose for alto (>80%)
d) O IgG reagente e IgM não reagente - Gestante com infecção recente ou toxoplasmose
aguda
e) nenhuma das alternativas
2) Luciana tem 28 anos, menarca aos 12 anos, multiplicidade de parceiros com queixa de
prurido vaginal e lesões verrucosas na vagina. Ao exame ginecológico seu médico identifica
múltiplas lesões verrucosas na vulva e a colposcopia vizualiza lesões de acetato branco e
iodo negativo. De acordo com o quadro clínico, marque a alternativa correta quanto ao
diagnóstico:
a) candidíase
b) HPV, não sendo possível saber o tipo para ambas as lesões
c) HPV 16 e 18, pois são mais frequentes para lesões verrucosas
d) herpes genital
e) clamídia tracomatis
3) paciente 24 anos, amenorreia há 6 meses, apresentando irregularidade menstrual há 3
anos, presença de acne, hirsutismo e edema de MMII. Não iniciou atividade sexual. Exame
físico : IMC 36 kg/m2, escalada de Ferriman = 22, acantose nigricans.
Exame ginecológico normal
USG cistos + de 12 em ambos os ovários
Considerando os critérios de rotterdam, qual a hipótese diagnóstica?
A) SOP - tratamento deve ser feito com pílulas contraceptivas contendo ciproterona
B) hiperprolactinemia
C) Diabetes mellitus
D) SOP - tratamento com mudança de estilo de vida + metformina + espironolactona + ACO
E) hiperplasia adrenal congênita
4) Paciente, 50 anos, apresenta queixas de fogachos intensos há 2 anos, irregularidade
menstrual e ressecamento vaginal, queda da libido, dispareunia. Refere alteração do sono,
irritabilidade e ansiedade.
Dum há 3 meses
Sem antecedentes patológicos
Qual a Hipótese diagnóstica e os exames complementares ?
A) climatério : dosar FSH e estradiol
B) menopausa : dosar prolactina e FSH
C) climatério : não precisa de exames complementares para o diagnóstico
D) menopausa : dosar FSH e TSH
E) menacme : dosar FSH e 17OHP
5) No que se refere a vacina contra o vírus HPV para a prevenção do CA de colo de útero é
correto afirmas:
a) De acordo com o plano nacional de imunização brasileira a vacina é fornecida para
meninas imunocompetentes de 9-14 anos de idade, com 3 doses
b) A vacina disponível no brasil pelo plano nacional de imunização foi desenvolvida contra
o HPV dos tipos 16, 18, 31 e 45
c) A vacina tem efetividade se administrada antes do início da atividade sexual, portanto
não deve ser administrada em indivíduos já sexualmente ativos
d) De acordo com plano nacional de imunização brasileira a vacina é fornecida para
homens e mulheres imunossuprimidas de 9-45 anos de idade com 3 doses
e) De acordo com o plano nacional de imunização brasileira, a vacina é fornecida para
meninos imunocompetentes de 9-14 anos com 3 doses
6) A candidíase é a vulvovaginite, cujo principal sintoma é o prurido intenso, corrimento
branco e grumoso. Esse prurido se deve a qual mecanismo fisiopatológico?
a) Ação direto da cândida no ph vaginal
b) Elevação dos níveis de glicogênio e redução do número de lactobacilos
c) A liberação de histamina da mucosa vaginal promovida pelo contato da cândida
d) Aumento do ph vaginal induzida pela cândida
e) Liberação de aminas pela cândida na mucosa vaginal
7) O gráfico apresentado na imagem a seguir representa as curvas médio de duração do
trabalho de parto de acordo com a paridade
a) As nuliparas estão apresentadas na curva B e as múltiparas na curva A
b) A curva B apresenta ponto de inflexão para aceleração da dilatação cervical com 3 cm de
dilatação
c) não é verificado ponto de inflexão claro na curva nas múltiplas
d) Ambas as curvas de dilatação tem a mesma velocidade
e) Nenhuma das alternativas anteriores
Gabarito: A
8) Puerpera, primipara, no segundo dia pós parto com mucosa hipocorada +/4+, PA 120x70,
mama flácida, saída de colostro, útero indolor de 18 cm, lóquios rubro em pequenas
quantidades, toque vaginal permeável, em 1 polpa. Qual a conduta mais indicada?
a) Estimular amamentação pois a um retardo na apojadura
b) USG pélvico, por ser caso de retenção placentária
c) puerpério fisiológico, alta considerada
d) Revisão de colo para afastar laceração de trajeto
e) Solicitar exames laboratoriais e de imagem para descartar endometrite puerperal
Gabarito: C
9) Sandra, 25 anos, com queixas de ardência e prurido na vulva associado a dispareunia de
superfície. Nega leucorreia há 3 dias. Relata nervosíssimo e ansiedade devido a concurso
que vai realizar. Ao exame físico: edema, eritema vulvar e escoriações. Especular:
leucorreia grumosa e esbranquiçada aderida nas paredes. Ph < 4,5 e teste de Whiff
negativo. Diagnóstico e conduta.
E – Candidíase -> fenticonazol 500mg óvulo vaginal dose única
10) Gráfico de desproporção feto-pélvica. Diagnóstico e conduta
A – Desproporção feto pélvica, cesárea
11) Gestante, 11 semanas, foi ao pré-natal com resultados de exames demonstrados a
seguir: IgG 12, 4 UI/ml; IgM 2,0 UI/ml, avidez 80% qual o diagnósticos e a conduta a serem
adotadas respectivamente.
a) infecção pré-gestacional. Continua no pré-natal habitual
b) infecção recente. Iniciar tratamento com espiramicina
c) não se pode determinar o tempo de infecção. Tratar com espiramicina
d) infecção no 1º trimestre. Encaminhar para o pré-natal de alto risco
12) Paciente de 18 anos deu entrada na emergência com queixa de muita dor na região
genital e com dificuldade de caminhar e fechar as pernas. Relata relação sexual sem
proteção, com parceiro fortuito, há 5 dias atrás. Ao exame observa-se úlceras fundas e
sujas bilaterais em região genital bastante hiperemiada. Apresentando linfonodomegalia à
direita. Com base na história e exame físico, marque o provável diagnósticos e tratamento
proposto.
a) herpes genital, aciclovir oral e tópico
b) sífilis primária, penicilina G benzatina dose única
c) condiloma acuminado, ácido tricloroacético
d) donovanose, azitromicina por 3 semanas
e) cancro mole, azitromicina dose única
13) Paciente,38 anos, relatando atraso menstrual de oito meses, com ondas de calor
noturnas intensas e sudorese. Está preocupada com gravidez apesar de usar camisinha
corretamente, mas já fez dois testes que deram negativos. Ao exame: mamas sem
alteração, útero de tamanho e contornos habituais. Diante dos sintomas a principal hipótese
de agnóstica é:
a - síndrome dos ovários policísticos
B - Amenorreia hipotalâmica
C- gravidez
D- Falência Ovariana prematura
E- prolactina
14) O mecanismo de trabalho de parto pode ser dividido em movimentos que representa as
modificações posição da apresentação fetal durante sua passagem no canal de parto. Na
apresentação cefálica, qual das opções a seguir apresenta esses movimentos e suas
sequência correta durante trabalho de parto
A- primeiro período, segundo período, terceiro período, puerpério
B- insinuação, flexão, descida, rotação interna, desprendimento de cabeça, rotação externa
da cabeça e desprendimento de espáduas
C- insinuação, flexão, descida, rotação interna, desprendimento de cabeça, desprendimento
das espáduas
D - fase latente, fase ativa, período expulsivo
E - insinuação, descida, expulsão do feto
15)
16)
17)
18)
19) RB, 25 anos, balconista, está planejando engravidar há 2 anos. Devido suspeita de
SOP, resolveu se consultar. Assine qual alternativa contempla os critérios de Rotterdam:
A- Oligomenorreia/amenorreia, hiperandrogenismo, ovários policísticos no ultrassom.
B- Hiperandrogenismo, infertilidade, aumento do volume dos ovários com mais de 6
folículos
C- Relação glicose/ insulina em jejum > 3, ovários policísticos, hiperandrogenismo
D- Resistência insulinica, aumento do volume dos ovários com mais de 3 folículos,
irregularidade menstrual
E- Relação LH/FSH >2 oligomenorreia, ovários policísticos no ultrassom
20) MJS, casada, 29 anos, com diagnóstico de infecção aguda de toxoplasmose. Está no
primeiro trimestre de gestação. Qual a abordagem imediata?
A- Iniciar espiramicina 3g/dia
B- Não se trata infecção aguda por toxoplasmose C- Espiramicina 3g/dia + ácido folínico
D - Sulfadiazina 4g/dia + pirimetamina + ácido folínico E - Sulfadiazina 4g/dia + pirimetamina
21)
22)
23)
24) Considere, na tabela a seguir, a idade de quatro pacientes e os seus respectivos
resultados da citologia de colo uterino, coletada pelo médico da UBS.
- paciente I, 26 anos, citologia: atípicas de células escamosas possivelmente não
neoplásico
- paciente II, 37 anos, citologia: lesão intraepitelial de alto grau
- paciente III, 23 anos, lesão intraepitelial de baixo grau
- paciente IV, 30 anos, atipia de células escamosas não podendo afastar alto grau
Segundo as diretrizes brasileiras para rastreamen no to do câncer de colo uterino, o médico
da UBS encaminhará para colposcopia imediatamente as pacientes:
a) II e IV
b) I, II e IV
c) II e III
d) I e IV
e) I e II
25) paciente 24 anos, solteira, nuligesta, sem comorbidades, menstrua a cada 4 meses
desde a Menarca (13 anos, apresenta acne, oleosidade e escala de ferriman = 10; exame
físico ginecológico sem alterações
USG normal
Laboratório DHEAS 17OHP TSH e prolactina normal
Testosterona aumentada
A) o diagnóstico é tumor adrenal
B) não pode fechar diagnóstico de SOP sem alteração ultrassonografica
C) hirsutismo (ferriman 10) + testosterona alta + oligomenorreia com exclusão dos
diagnósticos diferenciais pode fazer diagnóstico de SOP;
D) tratar com ciproterona + etinilestradiol, sem outras recomendações
E) ferriman = 10 não é suficiente para diagnóstico de hiperandrogenismo
26)
27) - MMA tem 60 anos, casada, 8 partos normais, IMC 30, era conhecida como mulher
sorriso. Uma de suas amigas a procurou para saber o motivo de sua ausência nos
encontros semanais para jogar carta. Ela diz que está evitando sair de casa devido à perda
de urina ao tossir, pegar peso e dar suas gargalhadas. O quadro clinico é sugestivo de:
a) Incontinência urinaria de esforço
b) Urgência miccional
c) Fistula vesicovaginal
d) ITU
e) Cistite intersticial
28)
29) Paciente, de 26 anos da entrada no pronto-socorro no plantão anterior com queixa de
disuria e polaciúria. O plantonista anterior solicita rotina de urina que veio negativa, ao
reavaliar a paciente ela relata que apresenta corrimento esbranquiçado em nata de leite
abundante associado a prurido vaginal intenso e ardência vulvar. Informa que o corrimento
não possui odor nega dispareunia e sinusorragia. Qual a hipótese diagnóstica e conduta
adequadas?
a) ITÚ, ciprofloxacino VÓ + aumento da ingestão hídrica+ urocultura de controle
b) vaginite bacteriana, metronidazol VO+ metronidazol vaginal
c) candidíase, amoxilina + clavulanato
d) vaginite bacteriana, ceftriaxona + doxiclina + metronidazol
e) candidíase, fluconazol VO + imisazólico via vaginal
Gabarito: E
30) Paciente 52 anos, queixa de ardência vaginal + irritabilidade + insônia + fogachos. Com
irregularidade menstrual relata oligorreia e fluxo inteso. DUM há 3 meses. Marque as
alternativas corretas.
I – compatível com climatério não sendo necessários exames para confirmação
II- A queixa é devido a irregularidade menstrual e ovulação inconstante
III- está relacionada com variabilidade hormonal e ovulação
Gab: I e III
Questão 1 - toxoplasmose gestacional
A) A espiramicina deve ser administrada quando há soroconversao materna.
B) Se o este de avidez IgG indicar baixo percentual, o tratamento é dispensado.
C) A transmissão vertical é observado na fase crônica da doença.
D) A reação em cadeia de polimerase (PCR) positiva no líquido aminiotixo indica infecção crônica
materna.
E) Confirmado infecção congênita a espiramicina é a droga de escolha para o tratamento
02 - Paciente 16 semanas, IgG + e IgM + para toxoplasmose por método Elisa. Realizado teste de
avidez IgG, com resultado de alta avidez.
Qual a conduta?
a) avisar ser infecção passada;
b) tratar com espiramicina e pedir amniocentese imediata;
c) espiramicina e indicar amniocentese na 20 semana;
d) realizar tratamento fetal, com terapia tripla;
e) fazer rastreio com USG para identificar manifestações.
3) 1. Úlcera indolor, fundo limpo, base infiltrada ocorrendo no local de entrada do treponema
pallium deve ser tratada com uma dose de ceftriaxona 500mg.
2. Úlcera genital ou perianal muito dolorosa com borda irregular, fundo sujo, adenite inguinal,
formando bulbao inflamatório que fistuliza sugere diagnóstico de cancroide e deve tratar com
azitromicina e ceftriaxona.
3. Linfogranulomatose venérea, parece pápula que vira pústula ou úlcera indolor que desaparece
sem deixar sequelas. Com disseminação linfática regional, ocorre fusão dos linfonodos e
fistulizam por vários orifícios. Tratamento com azitromicina e doxiciclina 21 dias.
RESPOSTA LETRA: D (2 e 3 corretas)
04. Durante o exame especular de uma mulher de 25 anos, assintomática, observa-se a presença
de cervicite com sangramento endocervical durante a colega de citologia cervical. O esfregaço
obtido e corado pelo gram mostra diplococos gram negativos no citoplasma de polimorfonucleares
neutrófilos. Conduta é:
A- pesquisar clamídia por meio de biologia molecular
B- enviar material para cultura em meio Tayer-Martin
C- cauterizar o colo com ácido ou energia
D- prescrever azitromicina por 3 dias para o casal
E- prescrever azitromicina ou doxiciclina e ceftriaxona para o casal
5. Mulher de 26 anos, soropositiva, usuária de crack, foi trazida para consulta ginecológica por
estar apresentando verrugas genitais extensas.
Nesse contexto, a conduta considerada INADEQUADA é:
a. Aplicação de ácido tricloroacético 80% até o completo desaparecimento das lesões.
b. Programação de eletrocauterização ou excisão cirúrgica das lesões genitais.
c. Rastreio de outras ISTs tipo sífilis, cervicite, hepatites, HTLV 1 e 2.
d. Coleta de citologia cervical para afastar lesões pr ecursoras de Câncer de colo.
e. Avaliar carga viral e CD4 para prescrição adequada de antiretrovirais.
6. Mulher, 30 anos, apresenta corrimento vaginal com odor fétido há 6 dias após relação sexual
desprotegida com parceiro eventual. Nega atraso menstrual e usa contraceptivo injetável mensal
há 3 anos. Ao exame: corrimento homogêneo bolhoso do tipo peixe podre, teste de aminas
positivo e pH de 5,5.
a) Tricomoníase
b) Vaginite aeróbica
c) Candidíase vaginal
d) Vaginose citolítica
e) Vaginose bacteriana
07. Paciente 37 anos, apresenta corrimento amarelo e espesso acompanhado de prurido,
vulvovaginite. Paciente diabética tratando com metformina. Na microscopia foi observado
pseudohifas.
Além do controle glicêmico, qual tratamento preconizado?
a) Fluconazol 150 mg dose única
b) Miconazol creme 5 dias
c) Clotrimazol
d) Fluconazol 150 mg 1 cp a cada 3 dias
e) Itroconazol 100 mg 2 cp 12/12 horas por 1 dia
8) Primigesta, 34 semanas, refere inchaço nas pernas e mais há 1 semana. Hoje apresenta dor de
cabeça que não melhora com analgésico, dor em região epigástrica e visão embaçada. PA 140 x
90, confirmada após 30 min. Urina I sem proteinúria
A) Crise hipertensiva, hipotensor de ação rápida
B) Pré eclâmpsia grave, sulfato de magnésio
C) Hipertensão gestacional, hidrocloratiazida
D) Pré eclâmpsia leve, hipotensor de ação rápida
E) Eclâmpsia, diazepam EV
9) gestante hipertensa crônica, no terceiro trimestre de gestação. Apresentou crise convulsiva há
30 minutos. Durante exame físico, PA= 150x100, sem outras alterações. O diagnóstico correto e a
medicação indicada são:
A) eclampsia e sulfato de magnésio
B) epilepsia e benzodiazepinico
C) crise hipertensiva e hidralazina intravenosa
D) eclampsia e benzodiazepinico
E) crise hipertensiva e nigerianos via oral
10- Você é o interno escalado para evoluir as pacientes gestantes na enfermaria do alto risco.
Assinale a opção que apresenta os exames que fazem parte da rotina laboratorial para
investigação da hipertensão específica da gestação:
A) Hemograma com plaqueta, DHL, triglicerídeos, creatinina e urina 1
B) Ac úrico, pesquisa de esquizocitos, urocultura
C) Urina 1, creatinina, Ac úrico, hemograma com plaqueta, amilase
D) Hemograma com plaqueta, creatinina, Ac úrico, transaminases, DHL, e proteinúria 24h
E) Transaminases, eletrólitos, função renal e hemograma
11) Mulher 36 anos de idade trouxe exame citológico cervicovaginal mostrando lesão de alta grau.
Realizou colposcopia que evidenciou JEC completamente visível e área de epitélio acetobranco
denso margeando a JEC(11 a 1 ectocervical) - zona de transição tipo 1. Em conformidade com as
diretrizes de rastreamento do CA de colo uterino (2016) pelo M. S. a conduta é:
A) biópsia da atipia colposcópica
B) Cauterização da lesão
C) excisão da ZT
D) Curetagem de canal endocervical
E) Histerectomia
12-
13-
14- Gestante com glicemia de jejum no 1° trimestre de 88mg/dl, e realizou totg com 25 semanas
com glicemias; 90mg/dl (jejum), 160 mg/dl (1h) e 155 mg/dl (2h) por sobrecarga. Diagnóstico?
A) DMG
B) Diabetes clínico (over diabetes)
C) Intolerância à glicose na gravidez
D) Gestação normal
E) Pré- diabetes
15 - Gestante diagnosticada com DG, com 30 semanas, realiza dieta e atividade física durante 15
dias sem sucesso. Glicemia capilar de 95 em jejum, 140 pós prandial.
A) iniciar metformina
B) iniciar insulina
C) iniciar glibenclamida
D) realizar ecocardiofetal
E) realizar USG morfológico
16- Sobre o mecanismo de parto, analise as afirmativas:
I- Na gestação a termo, a situação longitudinal do feto é mais frequente que a situação transversa
e a apresentação cefálica fletida é a mais comum
II- Na apresentação defletida de 3°, a glabela é o ponto de referência fetal (apresentação de fonte)
III- No modo de nádegas (ou agripina), as coxas encontram-se fletidas e aconchegada ao
abdômen, e as pernas fletidas junto às coxas.
Estão corretas:
a) Todas as afirmativas
b) Apenas I
c) Apenas II
d) I e II
e) I e III
17) Analise o partograma da paciente primigesta , grávida de 39s2d:
O diagnóstico é:
a)Parto eutócico
B) Parada secundária dilatação
c) Parada secundária descida
d)Parto prolongado
e) Fase ativa prolongado
18: após interpretar partograma da questão anterior a conduta correta é:
A) estimular deambulação e verticalizarão
B) realizar amniotomia
C) administrar ocitocina
D) usar forceps
E) indicar cesárea
19) Gestante G5P4A0 – 4 partos normais, 40 semanas de gestação, encontra-se em trabalho de
parto franco há algumas horas. Em dado momento verificou-se que apresenta contrações muito
frequentes (5 contrações/ 10 minutos intensas), dilatação total (10cm) e relata sensação
semelhante ao desejo de evacuar. BCF=140bpm. Com isso pode-se inferir que a gestante se
encontra no:
a) primeiro período do trabalho de parto.
b) segundo período do trabalho de parto.
c) desprendimento do polo cefálico.
d) terceiro período do trabalho de parto.
e) puerpério imediato.
20-
21) paciente de 28 anos, sem comorbidades, procura pronto atendimento, referindo sangramento
vaginal há mais de 15 dias. Refere que há 06 meses apresenta irregularidade menstrual com
aumento do fluxo e duração menstrual. Trás exames: ecotransvaginal : útero 60cm3, sem
nodulações, endometrio regular com 10mm espessura, ovários sem alterações com 3,5cm3. Ao
exame ginecológico: colo epitelizado, sangramento abundante com coágulos. De acordo com
história clínica e exame, qual está correta ?
A) hipótese de gravidez descartada pela idade da paciente
B)coagulopatias devem ser descartadas, pois são causas mais comuns nessa faixa etária
C) avaliação endometrial através de curetagem uterina ou biopsia endometrial é mandatário
D) Disfunção ovulatória é principal hipótese para essa faixa etária
E) ressonância magnética da pelve deve ser solicitada para melhor avaliação útero e ovários
22. Mulher, 24 anos, ciclos menstruais irregulares com fluxo intenso com coágulos há 1 ano e
aumento da frequência urinária. Exame físico: abdome com massa de superfície bocelada,
palpável 3 cm acima da sínfise púbica. Toque vaginal: útero aumentado de tamanho, superfície
bocelada, anexos livres. RNM: útero volume 300 cm3 com 2 nódulos submucosos (MUSA 1) em
parede posterior de 2 cm cada e 1 nódulo intramural (MUSA 5) em parede anterior de 6 cm. Qual
a conduta?
a) Histerectomia total abdominal
b) Miomectomia histeroscopica e laparoscópica
c) Histerectomia subtotal laparoscópica
d) prescrever contraceptivo oral combinado
e) inserir SIU levonorgestrel
23. Pac 38anos , G4P3A1, vêm apresentando aumento de intensidade de sangramento há 10m
com comprometimento da qualidade de vida. Relata ter seus ciclos : regulares, acompanhados de
muita cólica desde o último parto há 4 anos . Trouxe exames recentes: USG TV: útero AVD vol
89cm3, endométrio de 15mm com imagem fundida 2,6cm de comprimento com mioma
submucoso, ovários normais . Hb 10,8, Ht 34, VCM 72, Leuc 5.800, plaquetas 220.000, Ferritina
23. Qual primeira conduta ?
A) Histerectomia e correção da anemia
B) Prescrição de ACO
C) Correção da anemia apenas
D) Miomectomia por histeroscopia e reposição de Fe
E) Prescrição de Fe e curetagem uterina
24) mulher de 35 anos, com história pessoal de AVC aos 30 anos, provavelmente devido ao uso
de ACOC, procura atendimento por estar apresentando sangramento de moderada intensidade há
25 dias, depois de ter tido período de amenorreia de 4 meses. Qual a opção terapêutica?
A) acido tranexamico
B) aine
C) pilula combinada
D) progestageno isolado
E) analogo GnRH
25)Mulher, 52 anos, com quadro de amenorreia há 9 meses acompanhada de fogachos há 3
meses, insônia, palpitações e crise de ansiedade. Nega comorbidades e cirurgias prévias.
Antecedentes familiares: avó com CA de mama aos 79 anos. Exame físico sem alterações.
Mamografia BIRADS 2. A conduta adequada é:
a) estrogênio + progesterona
b) ISRS
c) Raloxifeno
d) progesterona isolada
e) amora
26- Mulher 52 a, com sintomas de climatéricos há 2 anos. Histerectomia total por leiomiomas há 6
anos, nega doenças crônicas. AF: mãe com osteoporose, nega CA de mama. Mamografia
BIRADS 2. Densitometria óssea: coluna lombar T- score de - 1,5 desvio padrão e colo do fêmur T
- score - 1,3.
Plano terapêutico:
a) TH estroprogestativa e Bisfosfonato.
b) Terapia estrogênica isolada e exercícios intensos.
c) Bisfosfonatos e Carbonato de Cálcio associado a Vit D.
d) Terapia estrogênica isolada e Carbonato de cálcio + Vit D.
e) Apenas Carbonato de Cálcio e Vit D.
27) Mulher, 49 anos, refere ondas de calor, sudorese noturna, irritabilidade, insônia, cefaleia, dor
óssea e ganho de peso 6kg, há 6 meses. Apresentou corrimento avermelhado por 1 semana, há 3
meses. AP: G2P2A0 - 2 partos normais, DUM há 1 ano e 2 meses. Hipertensão Arterial em
tratamento. Assinale a alternativa CORRETA quanto ao uso de terapia de reposição hormonal
estrogenoprogestageno.
a) Está CI devido à osteoporose
b) Está CI devido a HAS
c) Está CI devido ao sangramento vaginal
d) Está CI devido a cefaleia
e) A paciente não apresenta CI
28) Em relação a terapia hormonal na menopausa, é correto afirmar:
I. Em casos de enxaqueca, risco de trombose e hipertrigliceridemia, a via transdérmica é
preferível.
II. Terapia estroprogestativa via oral reduz colesterol total e LDL, e aumenta HDL.
III. Progesterona micronizada é o progestagênio empregado com menor impacto para sistema
cardiovascular e tem papel na proteção endometrial.
A) I, II, III
B) I, II
C) I, III
D) II, III
E) Nenhuma das alternativas
29. Paciente de 58 anos referindo ondas de calor moderadas, pele seca, atrofia genital e perda de
memória. Recusou terapia hormonal na menopausa aos 48 anos por medo de câncer. Nega
comorbidades, nega câncer de mama. Realizada coleta de citologia oncótica e foi detectado
vagina pálida, seca com petéquias e sangramento fácil, corrimento esverdeado escasso com odor
fétido.
Diante da sintomatologia, qual a conduta adotada:
A) Hidratante vaginal;
B) Terapia com estriol ou promestrieno vaginal;
C) Tibolona;
D) Terapia estroprogestativa por via oral;
E) Terapia estroprogestativa por via transdérmica.
30. A classificação de PALM-COEIN surgiu para auxiliar no tratamento do sangramento uterino
anormal. Em paciente 35 anos apresentando fluxo menstrual intenso com duração 20 dias, a
investigação pelo PALM-COEIN pode ser iniciada, após excluída:
A) gravidez
B) coagulopatia
C) iatrogenia
D) miomatose
E) malignidade
N1 - GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA
1. De acordo com o partograma acima, qual o diagnóstico? (Dilatação parada em 9cm
por mais de 5h)
a. Parada secundária da dilatação
b. Período pélvico prolongado
c. Fase ativa prolongada
d. Parada secundária da descida
2. EDUARDA
a. x
b. x
c. x
d. x
3. Paciente evoluiu com parto normal após as manobras realizadas e apresentou
distócia de ombros. Quais condutas devem ser realizadas imediatamente após o
diagnóstico da distócia de ombros?
a. chamar ajuda e realizar episiotomia mediana
b. esvaziar bexiga e alocar forceps de Piper
c. realizar sinfisiotomia materna sob anestesia local
d. chamar ajuda e realizar manobra de McRoberts
e. encaminhar paciente para cesariana imediata
4. Paciente G.A.P., 82 anos, deu entrada no PS com sangramento vaginal abundante,
com coágulos. Relata menopausa aos 43 anos, sem sangramentos posteriores.
Realizou terapia hormonal VO dos 56 aos 71 anos. USG evidenciou endométrio
espessado, com 2,8 cm (VR < 0,5 cm), heterogêneo. Qual a conduta?
a. Encaminhar a histeroscopia ou biópsia de endométrio por curetagem uterina.
b. Iniciar tratamento com progesterona VO (desogestrel ou drosperinona)
c. Tranquilizar paciente e iniciar ácido tranexâmico 250mg, 02 comprimidos, 3x
ao dia
d. Encaminhar para histerectomia subtotal de urgência
e. Iniciar tratamento com etinilestradiol 35mcg + ciproterona 2mg
5. Mayara, 13 anos, deu entrada na UBS com irregularidade menstrual e SUA. Relata
fluxo intenso e duração de 10 dias, ficando menstruada 3 vezes em 1 mês. Informa
dismenorreia. Relata acne leve, predominantemente em região frontal e mento.
Nega hirsutismo. Ainda não iniciou atividade sexual e a menarca foi aos 12 anos.
Diante do quadro, qual a hipótese diagnóstica ?
a. SOP
b. Miomas
c. Endometriose pélvica infiltrativa
d. Imaturidade do eixo HHO
e. Insuficiência ovariana precoce
JUSTIFICATIVA PARA RECURSO:
xxxxxxxx
Referência: xxxxxx
6. Qual seria sua conduta no caso acima?
a. Iniciar tratamento via oral com pílula combinada de etinilestradiol e
ciproterona.
b. Indicar embolização de artérias uterinas por rádio intervenção.
c. Iniciar tratamento via oral com pílula de progesterona isolada (desogestrel).
d. Orientar que o quadro é passageiro e tende a melhorar com o passar do
tempo.
e. Inserir sistema intrauterino com liberação de levonorgestrel (SIU-LNG).
JUSTIFICATIVA PARA RECURSO:
Se eu me lembro bem, a menina sangrava por 10 dias e 3 vezes ao mês, ou seja,
sangrava durante o mês inteiro. Como não fazer nada nesse caso???
Aguardo a descrição do caso clínico para fazer o recurso.
Referência: xxxxxx
7. Paciente G3P2c, com IG 32 semanas, vem fazer pré natal na UBS e traz exames:
toxoplasmose IgG + e IgM positivo (os dos 1 trimestre estão IgG negativo e IgM
negativo). Qual a conduta?
a. Solicitar teste de açudes de IgG para confirmar infecção pela toxoplasmose
b. Iniciar ampicilina VÓ para tratamento da toxoplasmose
c. Devido IgG positivo, provavelmente se trata de infecção antiga
d. Iniciar esquema tríplice e encaminhar ao pré natal de alto risco
e. Encaminhar para resolução da gestação
8. Paciente primigesta, deu entrada para iniciar pré natal. A idade gestacional pela
DUM é 10 semanas e pelo USG de primeiro trimestre 11 semanas e 3 dias. Trouxe
exames laboratoriais que evidenciaram IgG e IgM positivos para toxoplasmose. A
paciente, ansiosa, pergunta a você qual é o próximo passo. Qual orientação você
daria a essa paciente?
a. Solicitar teste de avidez de IgG. Caso haja alta avidez, tranquilizar a paciente
sobre infecção anterior à gestação. Caso avidez baixa, iniciar tratamento.
b. Indicar amniocentese com PCR do líquido amniótico para comprovação de
infecção, guiará por USG e realizada com idade gestacional de 18 semanas
c. Iniciar pirimetamina, sulfadiazina e ácido folínico, até o final da gestação,
com acompanhamento no ambulatório de gestação de alto risco
d. Tranquilizar a paciente, pois IgG positivo e IgM negativo estamos diante de
infecção antiga, sem necessidade de novos exames
e. Iniciar tratamento com espiramicina e solicitar amniocentese e PCR do
líquido amniótico com 18 semanas para comprovar infecção fetal
TEXTO PARA QUESTÕES 9 E 10:
Paciente S.M, G2P2c, com IG de 33 semanas, deu entrada no PSF com VDRL
positivo (1/64). Refere possuir parceiro fixo, realizou teste rápido para sífilis com
resultado positivo. Realizada USG que não detectou alterações fetais. Não
apresenta queixas no momento.
9. Diante do quadro clínico, avalie as assertivas:
I - Queda de 1 título VDRL
II - Tratamento do parceiro
III - Tratamento até 2 meses antes do parto
IV - Tratamento com penicilina benzatina 7.200.000 UI
V - Profilaxia para sepse neonatal com ampicilina
Quais das assertivas acima são necessárias para considerar a paciente
ADEQUADAMENTE TRATADA?
a. I, II, III, IV e V
b. I, II e IV
c. II e IV
d. I, II e IV
e. III e V
10. Paciente realizou tratamento adequado para sífilis conforme orientação. Retornou
no ano seguinte com nova gestação. Ficou ansiosa porque realizou novo teste
rápido para sífilis com resultado reagente. Solicitado VDRL que resultou ¼. Qual
orientação você dará a essa paciente.
a. Deve iniciar tratamento novamente com penicilina benzatina 1.200.000 UI
em cada nadega por 3 semanas consecutivas.
b. O teste rápido é treponêmico, ou seja, ficará positivo sempre na gestante
devido a presença de anticorpos para sífilis.
c. O teste rápido é não treponêmico, ou seja, ficará positivo sempre na
gestante devido a presença de anticorpos para sífilis.
d. Deve-se solicitar novo VDRL para confirmar infecção pela sífilis primária e
realizar penicilina benzatina 1.200.000 UI em dose única
e. Deve-se realizar dosagem de VDRL no parceiro para verificar reinfecção e
tratar a gestante devido a teste rápido positivo.
11. AM, 38 semanas de gestação, G3P2n. Dor intensa na região vaginal. Nega
contrações vaginais, perda de secreção e prurido no local. Pré natal sem
intercorrências e Movimentação fetal presente. Ao exame físico: inúmeras vesículas
pequenas, agrupadas, presentes no introito vaginal. Paciente com intensa dor à
palpação no local das vesículas. Nega quadro semelhante anteriormente. Qual a sua
hipótese diagnóstica e via de parto para paciente?
a. HD: Donovanose. CD: tto com metronidazol tópico e VO. Parto vaginal e com
indução prévia para evitar transmissão vertical.
b. HD: Herpes genital. CD: tto com aciclovir. Se não houver remissão das
vesículas e herpes ativa, contraindica o parto vaginal.
c. HD: Herpes genital. CD: tto com vanciclovir. Parto vaginal com fórcipe de
alívio.
d. HD: Sífilis primária. CD: tto com PB. Parto vaginal por paciente multípara e
sem contraindicações.
e. HD: Linfogranuloma venéreo. CD: tto com doxiciclina via oral. Parto imediato
por cesárea e bebê deve realizar antibioticoterapia.
12. Paciente L.T.R., 45 anos, da entrada para iniciar o pré natal. É G5P4n, possui idade
gestacional de 10 semanas e 02 dias. Paciente possui HIV positivo há 10 anos, em
tratamento com terapia antirretroviral(TARV) e acompanhamento com infectologista.
Paciente é casada com parceiro também HIV positivo e os filhos anteriores não
contraíram a doença. Possui carga viral indetectável no momento.
Diante do quadro clínico acima, qual seria o tratamento recomendado para a
gestante na gravidez?
a. Suspender a TARV e iniciar efavirenz a partir da 14ª semana;
b. Manter a mesma medicação de TARV que a paciente já estava em uso;
c. Não é necessária realização de TARV devido carga viral indetectável;
d. Manter apenas o dolutegravir devido teratogenicidade das demais
medicações;
e. Associar zidovudina(AZT) via oral à TARV para controle de infecções
oportunistas.
13. A paciente LTR deseja muito ter um parto normal. Qual seria sua conduta no parto
desta paciente (se a mesma manter carga viral indetectável até o nascimento)
a. O parto normal é contraindicado e deve-se encaminhar a paciente para
realização de cesariana com 38 semanas precedida da infusão de AZT
b. O parto normal é contraindicado e deve-se encaminhar a paciente para
realização de cesariana com 40 semanas, sem necessidade de infusão de
AZT
c. Pode-se realizar o parto normal sem contraindicação, porém há a
recomendação de se realizar amniotomia precoce para diminuir a taxa de
infecção vertical
d. Pode-se realizar o parto normal, porém há a recomendação de se evitar
amniotomia e é necessário abreviar o tempo de parto após rotura de
membrana ovular
e. Pode-se realizar o parto normal, porém deve-se realizar AZT e ampicilina
endovenosa desde o início do trabalho de parto até duas horas após o
nascimento do neonato
14. Maria, 40 anos, G3P2N, deu entrada na unidade com IG 36s e 2 dias e queixa de
nucalgia intensa associada a escotomas cintilantes. Informa epigastralgia e náuseas,
associada a colúria e acolia fecal. Ao exame físico da admissão, PA: 200x120, AU
33 cm, BCF 140, MMII edema 3+/4+. CTG: padrão tranquilizador. De acordo com o
caso acima, avalie as seguintes assertivas:
1. A administração de sulfato de magnésio neste caso é mandatória devido
hipótese de iminência de eclâmpsia
2. Não são necessários exames complementares neste caso e a paciente deve
ser imediatamente encaminhada para cesariana
3. O anti hipertensivo de escolha neste caso é da classe dos inibidores da
enzima conversora de angiotensina, administrado sublingual
4. A síndrome HELLP é uma hipótese diagnóstica neste caso, por isso é
necessário a solicitação de exames complementares
5. A intoxicação pelo sulfato de magnésio cursa com oligúria, diminuição da FR
e abolição do reflexo patelar
Está correto o que se afirma em:
a) I, III, IV, V
b) I, II, V
c) III, VI
d) I, IV,V
e) Falta essa alternativa
15. GABRIELLE
a. x
b. x
c. x
d. x
16. G4 Pn3, IG 39 semanas. Colo pérvio 5 cm, médio e posterior. DU +, BCF 140, AU 35
cm. Expulsão do RN em 2 h, sem intercorrências. Diagnóstico e complicações.
a. taquidistocito, laceração de trajeto
b. distócico, restos placentares e coagulopatias
c. sem anormalidades, sem complicações
d. Taquitócico, laceração trajeto e atonia uterina
e. euticito, laceração de trajeto e restos placentários
17. Paciente G2P1C, com idade gestacional de 13 semanas, hipertensa prévia em uso
de metildopa, deu entrada para iniciar pré-natal na UBS. Paciente possui histórico de
síndrome HELLP em gestação anterior, com óbito neonatal com 25 semanas. Refere
histórico familiar de pré-eclâmpsia. Trouxe consigo uma ultrassonografia de 1º
trimestre evidenciando aumento do IP de artérias uterinas. Qual seria sua conduta?
a. Iniciar Sulfato de Magnésio via oral para evitar pré-eclâmpsia, orientar
atividade física rigorosa e ingesta de 2L de água/dia.
b. Iniciar anlodipino em dose mínima para controle da PA em valores menores
de 100x600 mmHg
c. Iniciar carbonato de cálcio e ácido acetilsalicílico para prevenir pré-eclâmpsia
sobreposta à hipertensão crônica
d. Iniciar magnésio via oral realizar dieta hipossódica, usar meias compressivas
e iniciar anticoagulação
e. Iniciar ácido acetilsalicílico para diminuição da agregação plaquetária e
agendar resolução da gestação com 32 semanas.
Caso clínico para as questões 18, 19 e 20
Mayara, secundigesta, IG 38 sem, em trabalho de parto. Exame físico: Dinâmica
uterina presente (4 / 40'' / 10'), colo pérvio para 6 cm, feto em plano -2 de De Lee,
em OEA. Foi internada e encaminhada à sala de parto.
Após 4 horas, em observação, novo toque evidencia colo pérvio para 7 cm, com
Dinâmica Uterina fraca (2 /10" / 10'), com feto em -2 de De Lee, em OEA.
18. No caso acima, estamos diante de qual distócia funcional?
a. Período pélvico prolongado
b. Fase latente prolongada
c. Fase ativa prolongada
d. Parada secundária da descida
e. Parada secundária da dilatação
19. Qual seria a sua conduta como médico obstetra responsável pelo caso?
a. Encaminhar paciente para resolução do parto via cirúrgica (cesariana)
b. Realizar amniotomia ou infusão de ocitocina para melhorar a dinâmica
uterina
c. Almoçar o fórceps de Simpson para corrigir a variedade de apresentação
OEA
d. Realizar episiotomia médio lateral direita para auxiliar na expulsão fetal
e. Realizar manobra de Kristeller para auxiliar na descida do polo cefálico
JUSTIFICATIVA PARA RECURSO:
xxxxxxxx
Referência: xxxxxx
20. Após o parto, foi observado que o RN pesou 4500g. Quais complicações abaixo é
esperado em casos de neonatos macrossômicos?
a. atonia uterina
b. embolia amniótica
c. eclampsia puerperal
d. diabetes pós- gestacional
e. coagulopatias
Caso clínico para as questões 21,22,23
Sarah, gestante tercigesta, está com idade gestacional de 8 semanas e 2 dias pela
DUM e pelo USG, deu entrada na UBS para iniciar o pré-Natal. Nega queixas no
momento. Refere ter histórico de pré-eclâmpsia em todas as gestações,
permanecendo normotensa após o parto (não fez uso de anti-hipertensivo contínuo).
Ao exame físico da admissão, PA 180 x 100, em duas medidas com intervalo de 4
horas, sem demais achados. Exames laboratoriais de primeiro trimestre sem
alterações.
21. No caso acima, estamos diante de qual diagnóstico?
a. Doença hipertensiva específica da gestação (DHEG)
b. Pré-eclâmpsia moderada
c. Pré-eclâmpsia grave
d. Hipertensão arterial crônica
e. HIpertensão gestacional transitória
22. Qual será a conduta imediata no caso supracitado?
a. Iniciar metildopa, AAS, carbonato de cálcio e encaminhar paciente para alto
risco.
b. Iniciar anlodipino, carbonato de cálcio e manter paciente no risco habitual.
c. Encaminhar paciente para serviço de urgência devido emergência
hipertensiva.
d. Iniciar enalapril, AAS, carbonato de cálcio e encaminhar paciente para
serviço de urgência.
e. Solicitar USG com doppler de artérias uterinas para confirmação diagnóstica.
JUSTIFICATIVA PARA RECURSO:
Não é uma emergência hipertensiva, mas sim, uma urgência hipertensiva, pois não
há nenhum indício de lesão de órgão alvo, logo, não há risco iminente de morte
(paciente nega queixas no momento). A paciente pode ser tratada na própria UBS
com um anti-hipertensivo por via oral, sem necessidade de encaminhamento para
atendimento de urgência, ficando em observação com monitoramento dos níveis
pressóricos e devendo ser encaminhada para retorno ao atendimento ambulatorial
em 07 dias.
Como a paciente refere histórico prévio de pré-eclâmpsia, devemos iniciar a
prevenção de pré-eclâmpsia para a gestação atual utilizando AAS e carbonato de
cálcio. Além disso, com o valor pressórico apresentado antes de 20 semanas de
gestação, podemos classificar a paciente como hipertensa prévia crônica, devendo
iniciar o uso de metildopa e encaminhada ao ambulatório de alto risco. (A paciente
refere ser normotensa, porém, não foi avaliado sobre a aferição de valores
pressóricos prévios).
Dessa forma, a alternativa correta seria a letra A.
Febrasgo 2021, página 1165: "Caracteriza-se por níveis pressóricos elevados (PAS
> 160 mmHg ou PAD > 110 mmHg), capazes de causar lesões permanentes no
sistema nervoso central. Divide-se em urgência e emergência, esta última
apresentando obrigatoriamente a presença de sintomatologia."
Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2020 (SBC)
Página 597: "Tratamento Geral da Crise Hipertensiva: "O tratamento da Urgência
Hipertensiva deverá ser iniciado após um período de observação em ambiente
calmo, condição que ajuda a afastar casos de Pseudocrise Hipertensiva (conduzidos
somente com repouso ou uso de analgésicos ou tranquilizantes)."
Página 583: "O tratamento para emergência hipertensiva na gestante pode ser feito
tanto com nifedipina (10 mg) por via oral quanto com hidralazina IV. Há uma
tendência atual de preferência para a nifedipina 10 mg, que pode ser repetida na
dose de 10 a 20 mg a cada 20 a 30 minutos VO."
Referência:
1. Febrasgo. Ginecologia e Obstetrícia para o médico residente. 2021. 2a ed.
2. Barroso WKS, Rodrigues CIS, Bortolotto LA, Mota-Gomes MA, Brandão AA,
Feitosa ADM, Machado CA, et al. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão
Arterial – 2020. Arq. Bras. Cardiol. 2021;116(3):516-658. Disponível em:
[Link]
/
23. Após alguns meses você se encontra com Sarah no plantão do PS. No momento,
com IG 36S, em uso de metildopa 2g ao dia. Refere cefaléia holocraniana intensa,
fotofobia, epigastralgia, náuseas, edema em membros inferiores, face e mãos.
Trouxe exames laboratoriais recentes: proteinúria 24h 2g. Ao EF: PA 160X90,
edema 3+/4+ em membros inferiores. Vitalidade fetal preservada. Qual HD e
conduta?
a. Hipertensão arterial crônica. CD: aumentar dose de metildopa para 3g/dia,
realizar captopril sublingual para crise hipertensiva, solicitar exames
laboratoriais para afastar síndrome HELLP
b. Doença hipertensiva específica da gestação sobreposta à hipertensão
arterial crônica. CD: hidralazina para crise hipertensiva, agendar cesariana
devido proteinúria aumentada e descontrole pressórico
c. Doença hipertensiva específica da gestação sobreposta a hipertensão
arterial crônica e iminência de eclâmpsia. CD: realizar sulfato de magnésio
EV, hidralazina, exames laboratoriais
d. Doença hipertensiva específica da gestação sobreposta à hipertensão
arterial crônica e iminência de eclâmpsia. CD: realizar sulfato de magnésio,
betametasona e exames laboratoriais
e. Iminência de eclâmpsia. CD: realizar sulfato de magnésio, betametasona,
betabloqueador para reduzir a PA. Agendar cesárea
24. Mulher, 44 anos, deu entrada com queixa de leucorreia amarelada em grande
quantidade. Refere odor fétido, que piora após relação sexual e piora após o uso de
sabonete íntimo. Nega prurido, ardência, disúria e febre. Nega dispareunia e
sinorragia. Ao exame físico, paciente com secreção branco-acinzentada abundante,
com odor fétido, colo sem alterações e sem hiperemia local. Teste de Wiff positivo.
Qual hipotese diagnóstica e conduta?
a. Vaginose citolítica. Conduta: banho de assento com bicarbonato de sódio, 3
vezes por semana.
b. Vaginose bacteriana. Conduta: clindamicina creme vaginal associada a
tratamento via oral.
c. Candidíase vulvovaginal. Conduta: fluconazol via oral e miconazol creme via
vaginal.
d. Vaginose bacteriana. Conduta: metronidazol creme vaginal associado a
tratamento via oral.
e. Tricomoníase. Conduta: tratamento hospitalar com clindamicina e
gentamicina endovenoso.
25. Paciente de 23 anos, informa corrimento vaginal indicado há 5 anos com prurirido
local e ardência vulvovaginal intensa. Nega odor fétido, informa disúria e polaciúria.
Nega sinusorragia e dispareunia. Refere já ter realizado uso de nistatina e fluconazol
via oral. Ao exame físico, presença de secreção grumosa, abundante, aderida as
paredes vaginais com teste de Wiff negativo. Qual seria sua conduta nessa caso?
a. Fluconazol via oral dose única associado a miconazol tópico por 5 noites.
Orientar uso de ducha vaginal de água e bicarbonato de sódio.
b. Início tratamento do parceiro com fluconazol via oral e em região peniana.
Prescrevo fluconazol dose única para paciente.
c. Prescrevo metronidazol creme vaginal por 10 a 14 dias associado a
metronidazol 250mg de 12 em 12h por 14 duas.
d. Oriento paciente com relação a benignidade do quadro e oriento aguardar
resolução espontânea. Oriento uso de sabonete íntimo.
e. Prescrevo fluconazol via oral nos dias 1,4 e 7 associado a azois tópicos por
10 a 14 dias. Oriento manter uso de fluconazol 1 cp por semana por 6
meses.
26. Mulher, 25 anos, coceira genital há 2 dias, relação sem uso de preservativo. lesões
vesiculares dolorosas na vulva, sem evidências de infecção bacteriana.
Tratamento?
a. aciclovir tópico + betametasona
b. valaciclovir ou aciclovir
c. doxiciclina vo
d. cirúrgico
e. cauterizar ácido acético
27. VITOR
a. x
b. x
c. x
d. x
28. Qual seria o diagnóstico mais provável para a paciente?
a. Tricomoníase
b. Doença inflamatória pélvica
c. Gravides ectopica rota
d. Vaginose bacteriana
e. Linfogranuloma venéreo
29. E qual seria o tratamento proposto para paciente do caso supracitado?
a. Metronizadol (realmente estava escrito isso) via oral + Cetoprofeno via oral +
Protetor gástrico
b. Internação e tratamento endovenoso com ampicilina e sulbactam
c. Internação, estabilização e tratamento com gentamicina e clindamicina
d. Tratamento ambulatorial com ceftriaxone + Metronidazol + Doxiciclina
e. Realização de histerectomia + Anexectomia + Antibiótico com tazocin
30. Paciente G2P1C, deu entrada com IG de 8 semanas para iniciar pré natal. Refere ter
passado por uma cesariana há 2 anos por apresentação pélvica. Relata que deseja
tentar o parto normal nessa gestação. Neste caso, qual a orientação dada a
paciente?
a. Não é possível a realização de parto normal devido a iteratividade.
b. É possível parto vaginal e indução de parto com misoprostol via vaginal.
c. Não é possível parto vaginal devido a cesariana anterior e recente.
d. É possível parto vaginal e indução com método de krause.
e. Não é possível parto vaginal devido a feto anterior pélvico.
PROVA GO
1) Paciente 22 anos, G3P2A1, DUM – 06/03, procurou atendimento ginecológico com
queixa de dor em hipogástrio, dispareunia e corrimento mucopurulento, com
sangramento hoje de pequena quantidade, nega febre. Ao exame clínico apresenta dor
à palpação profunda em hipogástrio e região de FIE, sem sinais de irritação peritoneal.
Ao exame de toque bimanual apresentou dor à mobilização uterina e leucorreia
importante, sendo o quadro clínico sugestivo de DIP. Analise as alternativas abaixo
e assinale o tratamento recomendado para o casal.
a) Metronidazol 250mg VO de 12/12 hrs por 5 dias + Ceftriaxona 500mg IM dose
única
b) Doxiciclina 100mg VO de 12/12 hrs por 14 dias + Ceftriaxona 250mg IM dose
única
c) Ampicilina 500mg VO de 6/6 hrs por 7 dias + Metronidazol 500mg VO dose
única TTO ideal: doxiciclina 100mg 1cp VO
d) Penicilina benzatina 2.400.000 UI IM dose única 12/12H por 14 dias + metronidazol 500mg
01cp 12/12h por 14 dias + ceftriaxona
500mg IM Dose Única
2) Paciente de 30 anos, G3P3A0, realizou tratamento para CA de mama há 6 meses,
após alguns meses iniciou ciclos menstruais regulares, como ainda não realizou
laqueadura tubária bilateral deseja usar um método contraceptivo seguro, analise as
alternativas abaixo e assinale o método de escolha.
a) Implante transdérmico de progesterona
b) Anel vaginal
c) DIU de cobre
d) DIU de progesterona
3) Visando reduzir o risco de Síndrome da Angústia Respiratória, hemorragia
intraventricular, enterocolite necrotizante, é recomendada, entre 24 e 34 semanas, a
utilização:
a) Salbutamol
b) Betametasona
c) Progesterona
d) Nifedipina
4) Em relação a paciente nulípara, com biópsia de colo uterino revelando carcinoma
invasor com profundidade de invasão de 4mm e extensão de 5mm, a conduta é:
a) Cirurgia de Wertheim-Meigs
b) Histerectomia total tipo II
c) Traquelectomia radical + linfadenectomia pélvica
d) Conização
IA2: entre 3 a 5 mm e 7 mm de extensão (micro invasor).
As opções de tratamento para mulheres que querem manter a fertilidade são:
• Biópsia em cone com remoção dos linfonodos pélvicos.
• Traquelectomia radical com remoção dos linfonodos pélvicos.
As opções de tratamento para mulheres que não querem manter a fertilidade são:
• Radioterapia externa da região pélvica mais braquiterapia.
• Histerectomia radical com remoção dos linfonodos pélvicos.
5) O sinal ou sintoma, que melhor caracteriza o CA de colo avançado é:
a) Edema de membros inferiores
b) Corrimento tipo “água de carne” e sinusorragia
c) Dor lombo sacra Compressão do ureter devido
d) Uremia ao aumento do TU (estádio 3B).
Hidronefrose e insuf. renal
6) Analise as alternativas e assinale o tratamento mais indicado para carcinoma invasivo
de colo do útero em estádio IB 2:
a) Histerectomia e radioterapia exclusiva
b) Quimioterapia nos pacientes com envolvimento de linfonodo regional e
comprometimento parametrial
c) Cirurgia de Wertheim-Meigs podendo ser indicado quimio e radioterapia
adjuvantes
d) Quimio e radioterapia
Estádio IA1 sem invasão do espaço vascular linfático: Se a paciente estiver em idade fértil,
e com o desejo de gestar, pode ser feita a excisão tipo 3 (conização). Caso a paciente não
queira engravidar, será feita a histerectomia tipo 1.
Estádio IA1 com invasão vascular linfática e estádio IA2: Se a paciente desejar engravidar,
será feita traquelectomia radical com dissecção de linfonodos pélvicos; se não,
histerectomia tipo II com dissecção de linfonodos pélvicos.
Estádio IB1 maior ou igual a 5 mm de invasão e menor que 2 cm: Se a paciente desejar
gestar, está indicada traquelectomia radical mais linfadenectomia pélvica; se não,
histerectomia tipo III com dissecção de linfonodos pélvicos.
Estádio IB2: O tratamento é feito com histerectomia radical tipo III (Wertheim-Meigs)
com linfadenectomia pélvica. Se identificados fatores de risco intermediários, realizar
também radioterapia adjuvante.
Estádio IB3: O tratamento preferencial é com quimiorradioterapia primária. Em alguns
casos pode ser feita a histerectomia tipo III com linfadenectomia pélvica e aórtica lateral
mais radioterapia adjuvante.
Estádio IIA1 menor ou igual a 2 cm: Pode ser feita histerectomia tipo III com
linfadenectomia pélvica e aórtica lateral, sendo necessário avaliar a necessidade de
radioterapia.
Estádio IIA1 maior que 2 cm: O tratamento é com quimiorradioterapia primária.
Estádio IIA2 em diante: O tratamento será feito apenas com quimiorradioterapia
primária.
7) Paciente, 53 anos procura ginecologista, pois está sem menstruar desde os 51 anos,
sente “ondas de calor” e ressecamento vaginal. Nega outras queixas. Ela deseja iniciar
terapia de reposição hormonal combinada (estradiol e Noretisterona) via oral. As
alternativas contêm possíveis comorbidades. Assinale a alternativa em que a
comorbidade citada NÃO é contraindicação para Terapia de reposição hormonal:
a) Sangramento vaginal de origem desconhecida
b) Osteoporose
c) Trombose venosa profunda recente, em tratamento com anticoagulante oral
d) Histórico de CA de mama há 2 anos
TH reduz a incidência de fraturas em estudos observacionais e em ensaios clínicos
controlados e randomizados. Revista Eletrônica Acervo Saúde / Electronic Journal
Collection Health
8) Os estudos de prevalência de uso de contraceptivos por mulheres brasileiras em idade
reprodutiva têm mostrado que os contraceptivos hormonais orais estão entro os
métodos contraceptivos mais usados. Com relação a esses métodos, assinale a
alternativa correta:
a) Os contraceptivos hormonais orais contendo apenas progestagênio geralmente
ocasionam ciclos menstruais regulares nas usuárias
b) Os contraceptivos hormonais orais combinados têm na sua composição apenas
progestagênio
c) Mulheres jovens com diabetes sem lesão vascular podem usar contraceptivos
hormonais orais combinados de baixa dose
d) Todos os contraceptivos hormonais orais têm na sua composição um estrogênio
sintético
9) Doença infecciosa, de caráter sistêmico e de evolução crônica, sujeita a surtos de
agudização e períodos de latência. O agente etiológico, é uma espiroqueta de
transmissão predominante sexual ou vertical, podendo produzir, respectivamente, a
forma adquirida ou congênita da doença. Qual a provável patologia?
a) Sífilis
b) Hepatite viral
c) Linfogranuloma venéreo
d) Doença Inflamatória Pélvica
10) Mulher, 35 anos, na 4ª gestação com antecedentes de 3 cesáreas idade gestacional de
36 semanas é admitida com queixa de perda de líquido por via vaginal. Antecedente
pessoais: infecção urinária com 28 semanas e urocultura de controle, coletada com
30 semanas com resultado negativo; pesquisa de estreptococo do grupo B positiva
com 35 semanas. Exame obstétrico: altura uterina = 33cm; batimentos cardíacos
fetais = 148 bpm; dinâmica uterina = presente e esparsa; exame especular = grande
quantidade de líquido claro em fundo de saco vaginal e colo pérvio para 2cm. A
conduta é:
a) Cesárea imediata sem necessidade de antibioticoprofilaxia
b) Expectante por até 24 horas após antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo
B
c) Indução de parto com ocitocina, pois é uma amniorrexe prematura de termo
d) Realização de cesárea após antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo B
11) Mulher de 32 anos de idade, com antecedente de pré-eclâmpsia, está no puerpério
imediato de parto cesáreo. Durante o parto, ocorreu hipotonia uterina que foi revertida
com Misoprostol por via retal. Ainda no centro obstétrico, apresentou crise
convulsiva tônico-clônica generalizada, que cessou após terapêutica adequada. A
paciente foi transferida para recuperação pós anestésica. No momento, está orientada,
sonolenta, em regular estado geral. Útero contraído, com loquiação fisiológica. Os
controles de sinais vitais e diurese estão apresentados a seguir. Hora: 9:30, Pressão
Arterial: 130x80mmHg, Frequência Cardíaca: 90bpm, Frequência Respiratória:
18irpm, Diurese: 25mL/h; 10:30 – 150x90mmHg, 92bpm, 14irpm, 25mL/h; 11:30
150x90mmHg, 100bpm, 13irpm, 8mL/h. Qual a conduta para o caso neste momento?
a) Glucanato de cálcio
b) Transfusão de hemácias
c) Hidratação endovenosa
d) Furosemida endovenosa
-Terapia Anticonvulsivante:
Sulfato de Magnésio
Sinais de intoxicação:
• Abolição do reflexo patelar
• Freqüência respiratória ≤ 14 irpm
• Diurese < 25 ml/h
Riscos: abolição dos reflexos patelares e oligúria → depleção respiratória
Mg maior que 12mEq/L = risco de parada respiratória
Antídoto: GLUCONATO DE CÁLCIO (10-30ml + 100ml SF 0,9% EV em bólus em 30min ou
100ml + 900ml SF 0,9% EV em BIC ACM)
12) A anticoncepção de emergência deve ser usada em situação na qual a mulher
manteve relações sexuais sem proteção contraceptiva e em casos de violência sexual.
Preferencialmente nas primeiras 72 horas após o coito. Sobre o método
anticoncepcional a ser adotado, assinale a alternativa correta.
a) Deve-se preferir o método de Yuzpe (Estrogênio + progesterona) por via oral,
sendo este o mais eficaz e com menos efeitos colaterais
b) O uso de levonorgestrel por via oral parece o método mais eficaz com menos
efeitos colaterais
c) A eficácia de qualquer método é baixa, em torno de 30%, mesmo tomando a
medicação nas primeiras 12 horas após o ato desprotegido
d) O uso de DIU de Cobre é o método mais indicado nessas situações
13)
IG 12 18 24 28 32
Peso 62 64 68 72 76
PA 100x50 90x50 110x70 130x90 150x100
Edema - - + ++ +++
AU 12 16 22 24 26
BCF - 152 156 148 Ausente
Retorno 5 6 4 4 USG de
urgência
O diagnóstico é:
a) Hipertensão arterial crônica, restrição de crescimento e óbito fetal
b) Pré-eclâmpsia, restrição de crescimento e óbito fetal
c) Pré-eclâmpsia complicada com iminência de eclâmpsia e óbito fetal
d) Hipertensão arterial crônica, pré-eclâmpsia e óbito fetal
14) Gestante de 11 semanas, tem resultado de sorologia para toxoplasmose mostrando
IgM positiva, IgG positiva com baixa avidez. Indica-se:
a) Repetir a sorologia em 2 semanas
b) Espiramicina
c) Sulfadiazina + pirimetamina
d) Sulfadiazina + azitromicina
Avidez baixa ou moderada: possibilidade de
infecção adquirida na gestação. Manter a
espiramicina de 8/8 hs e encaminhar para
realização de amniocentese e avaliação do
líquido amniótico por PCR, se possível.
15) São fatores de risco para prematuridade, exceto:
a) Processos infecciosos, principalmente infecção do trato urinário
b) Fetos com restrição de crescimento intrauterino (RCIU)
c) Colo curto na avaliação ultrassonográfica durante a gestação
d) Parto prematuro em gestação anterior
16) Mulher, 45 anos procura ambulatório de ginecologia referindo dor pélvica,
sangramento vaginal pós-coito e corrimento de odor fétido. Refere nunca ter feito
Colpocitologia. Ao exame, é visualizada lesão tumoral de aproximadamente 6cm,
ocupando até o terço médio da vagina, com paramétrios comprometidos. Segundo a
FIGO, podemos estadiar como:
a) Ib1
b) IIb
c) IIIb
d) Ib2
Estadiamento CLÍNICO - 2018 FIGO
I: só no colo
IA1: até 3mm da membrana basal (micro invasor)
IA2: entre 3 a 5 mm e 7 mm de extensão (micro invasor)
IB1: menor que 2cm – TU visível
IB2: entre 2 a 4cm
IB3: maior que 4cm (radio + quimio)
II: TU invade a vizinhança
IIA: invade 2/3 superior da vagina
IIA1: menor que 4 cm
IIA2: maior que 4cm
IIB: invade paramétrios (duro, empedrado, uni ou bilateral, não vai até a parede ou o osso
ilíaco e não comprime o ureter)
IIIA: invade 1/3 inferior da vagina
IIIB: paramétrios ate a parede pélvica, comprime ureter (HIDRONEFROSE – rim não
funcionante). Obs: é compressão e não obstrução, ficar atento!
IIIC: LFN pélvicos e/ou paraórticos
IVA: invade bexiga e reto
IVB: metástases a distância – fígado, pulmão e intestino.
17) São causas de polidrâmnio:
a) Espinha bífida, insuficiência placentária, atresia de esôfago
b) Gestação gemelar, toxemia gravídica, infecções congênitas
c) Diabetes gestacional, anencefalia, atresia de duodeno
d) Displasia esqueléticas, aloimunização, Colagenose
Causas de polidrâmnio:
Diabetes gestacional: o aumento das quantidades de açúcar no sangue da grávida faz com que o
bebê produza mais urina, aumentando a quantidade de líquido amniótico;
Mal-formações fetais, como anencefalia, atresia esofágica ou duodenal, hérnia diafragmática;
Problemas gastrointestinais no bebê: podem diminuir a capacidade do bebê para absorver o
líquido amniótico;
Crescimento anormal de vasos sanguíneos na placenta: promove uma produção exagerada de
líquido amniótico;
Infecções na grávida ou no bebê como rubéola, citomegalovírus, toxoplasmose ou sífilis;
Doenças cromossômicas como Síndrome de Down ou Síndrome de Edwards;
Anemia fetal, em que há diminuição progressiva da quantidade de hemácias e,
consequentemente, hemoglobina no sangue do bebê em desenvolvimento
18) São achados colposcópicos sugestivos de alterações metaplásicas, exceto:
a) Alterações aceto brancas moderadas
b) Área iodo negativo ou parcialmente positivo
c) Alterações aceto brancas leves
d) Superfície lisa com vasos de calibre uniforme
19) Primigesta de 40 semanas de idade gestacional é admitida em trabalho de parto com
toque vaginal de 4cm, 100% esvaecido, apresentação cefálica em plano -2 de De Lee.
A frequência cardíaca fetal está em 150 bpm, rítmica e a dinâmica uterina se apresenta
com 4 contrações fortes de 45 segundos em 10 minutos. Duas horas após evolui para
parto vaginal sem analgesia. As complicações associadas a essa evolução são:
a) Acretismo placentário, hemorragia do quarto período, hemorragia retiniana no
recém-nascido
b) Hipotonia/atonia uterina, laceração do trajeto e hemorragia cerebral do recém-
nascido
c) Inversão uterina, hipotonia uterina e hemorragia cerebral do recém-nascido
d) Laceração do trajeto, sofrimento fetal rápido e retenção placentária
20) A vaginose bacteriana é caracterizada por desequilíbrio da flora vaginal normal
devido ao aumento exagerado de bactérias anaeróbias de Gardnerella vaginalis,
Bacteroides sp, Mobiluncus sp, Mycoplasma, Peptoestreptococcus sp. Esse aumento
é associado à ausência ou diminuição acentuada de lactobacilos. O quadro clínico
observado neste caso é:
a) Corrimento vaginal, homogêneo, branco acinzentado, geralmente em pequena ou
moderada quantidade, de odor fétido, mais acentuado depois do coito e no período
menstrual
b) Corrimento abundante amarelo-esverdeado, bolhoso e associado a processo
inflamatório importante (vagina e colo uterino) → Tricomoníase
c) Prurido vulvovaginal (principal sintoma e de intensidade variável), associado a
corrimento branco, grumoso, e com aspecto caseoso (leite coalhado), geralmente
aderido à parede vaginal.
d) Após período de incubação variável de um a seis meses surge lesão nodular
subcutânea única ou múltipla na vulva, cuja erosão forma ulceração com base
granulosa de aspecto vermelho vivo e sangramento fácil
VAGINOSE BACTERIANA / GARDNERELLA
Bactéria anaeróbia
Aumenta pH para maior que 4,5 (mais alcalina) → ejaculações, sexo oral, ducha vaginal.
Faz parte da microbiota vaginal (menos que 1%), então só há uma proliferação.
Há uma diminuição dos lactobacilos → morrem devido ao ambiente mais alcalinizado.
Mobiluncus e Prevotella → também podem causar vaginose bacteriana.
Quadro clínico: leucorreia acinzentada, fluida e fétida (peixe podre)
Sintomas pioram pós o coito e no período menstrual
Teste de Whiff/aminas
21) Gestante de 40 semanas, 37 anos de idade, submeteu-se à cesárea iterativa eletiva.
O pré-natal transcorreu sem intercorrências e a paciente não apresentava
comorbidades. Após a dequitação, iniciou quadro de cianose, seguido de dispneia,
hipoxia, hipotensão e parada cardiorrespiratória. A hipótese diagnóstica é de que
tenha ocorrido:
a) Atonia uterina aguda
b) Infarto agudo do miocárdio
c) Embolia amniocaseosa
d) Sangramento intracraniano
Embolia por líquido amniótico
Suspeita-se do diagnóstico da embolia de líquido amniótico quando a tríade clássica se
desenvolve durante o trabalho de parto ou logo após o parto:
• Hipóxia súbita
• Hipotensão
• Coagulopatia
O primeiro sinal pode ser parada cardíaca súbita. Outras pacientes podem subitamente
desenvolver dispneia e apresentar taquicardia, taquipneia e hipotensão. Insuficiência
respiratória, com cianose significativa, hipóxia e crepitações pulmonares, muitas vezes
sucedem-se rapidamente.
22) Quanto ao HPV é correto afirmar:
a) Em mais de 90% das contaminações o vírus não é destruído pelo sistema de defesa
imunológico e provavelmente causará a doença
b) O tabagismo inibe a replicação do vírus HPV, dificultando o surgimento da NIC
e prolongando o estado de portador-são
c) A maioria dos casos de NIC I e NIC II associados ao HPV evoluem para NIC III
ou carcinoma invasor
d) A simples detecção do HPV não implica necessariamente na necessidade de
tratamento, pois depende da existência de uma lesão identificável. Além disso,
pode ocorrer remissão espontânea.
23) Mulher 35 anos, na 4ª gestação com antecedentes de 3 cesáreas, idade gestacional de
38 semanas é admitida com queixa de perda de líquido por via vaginal. Antecedentes
pessoais: infecção urinária com 28 semanas e urocultura de controle, coletada com
30 semanas com resultado negativo; pesquisa de estreptococo do grupo B com 36
semanas. Exame obstétrico: altura uterina = 34 cm; batimentos cardíacos fetais = 148
bpm; dinâmica uterina = ausente; exame especular = grande quantidade de líquido
claro em fundo de saco vaginal e colo aparentemente prévio para 2cm. A conduta é:
a) Realização de cesárea após antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo B
b) Expectante por até 24 horas após antibioticoprofilaxia para estreptococo do grupo
B
c) Cesárea imediata sem necessidade de antibioticoprofilaxia
d) Indução de parto com ocitocina, pois é uma amniorrexe prematura de termo
24) Paciente multípara de 37 anos, tabagista, hipertensa em uso de anti-hipertensivo
regularmente, refere internação em fevereiro deste ano com diagnóstico de trombose
venosa profunda em MIE, ainda em uso de anticoagulante. A paciente procurou
serviço para solicitar prescrição de um método contraceptivo, já que não conseguiu
realizar a laqueadura com cesariana que realizou ano passado, dentre as alternativas
abaixo assinale o método contraindicado para a paciente em questão:
a) Laqueadura tubária
b) DIU de cobre
c) Condom feminino
d) Injetável mensal
25) É sabido que o exame de colposcopia é indicado na presença de alterações celulares
detectadas pelo exame de Colpocitologia oncótica, analise as alternativas a baixo e
assinale a que correta durante sua realização:
a) O iodo utilizado no teste de Shiller tem afinidade pelo glicogênio e quando
aplicado no epitélio do colo uterino é comum surgirem áreas iodo negativas, dessa
forma o teste é considerado negativo
b) Áreas acetobrancas que surgirem após a aplicação do ácido acético a 5% não
necessitam de investigação, pois excluem a presença do vírus HPV
c) Após a realização do teste de Shiller se for detectado área de Iodo negativa, é
imperativo a realização da biópsia
d) Após a aplicação de ácido acético a 5% no colo uterino poderá surgir áreas
acetobrancas pela coagulação de proteínas citoplasmáticas, fenômeno incomum
na presença de vírus HPV
26) Mulher, 29 anos, comparece ao Pronto Atendimento queixando-se de sangramento
vaginal em pequena quantidade há 3 dias. Não se recorda com exatidão da data da
última menstruação, porém acredita que está atrasada. Exame físico: bom estado
geral, corada, FR=16irpm, FC=84bpm, PA=110x80mmHg; abdome: plano, flácido,
indolor à palpação, descompressão brusca negativa. Exame especular: colo uterino
sem lesões macroscópicas, sangramento em “borra de café” em pequena quantidade
coletado em fundo de saco vaginal, ausência de sangramento ativo; toque vaginal:
útero de volume aparentemente normal, colo uterino impérvio, anexos indolores à
mobilização e de volume normal. Teste de β-HCG urinário: positivo.
Ultrassonografia transvaginal realizada no mesmo dia: útero de volume normal,
cavidade endometrial sem alterações com linha endometrial de 10mm, ovários e
anexos sem alterações ecográficas. O Diagnóstico e a conduta são:
a) Aborto completo; alta do pronto atendimento e retorno em 15 dias na UBS
b) Gestação de localização indeterminada solicitar dosagem de β-HCG sérico
quantitativo
c) Gestação ectópica; internação para laparoscopia diagnóstica
d) Aborto completo; retorno para reavaliação ultrassonográfica em 7 dias
27) Em relação ao quadro clínico da questão anterior, assinale a alternativa que não é
considerada diagnóstico diferencial:
a) Cisto simples de ovário de 3cm
b) Prenhez ectópica
c) Torção ovariana
d) Aborto infectado
28) O CA de mama apresenta um grupo de neoplasias epiteliais malignas com grande
diversidade, assinale a alternativa que indica o carcinoma mamário que apresenta pior
prognóstico, caracteriza-se por apresentar anaplasia celular e necrose central, com
maior risco de recorrência na mama ipsilateral após o tratamento.
a) Carcinoma ductal in situ papilar
b) Carcinoma lobular in situ
c) Doença de Paget
d) Carcinoma ductal in situ subtipo histológico comedocarcinoma
29) A candidíase é uma das causas mais comuns de vulvovaginite, e um dos tratamentos
recomendados é:
a) Fluconazol 150mg em dose única
b) Fluconazol 150mg em dose única, e deve sempre tratar o casal
c) Cetoconazol 400mg, VO, diariamente por 14 dias para o casal
d) Creme vaginal de miconazol 2% ao deitar durante 3 noites, ou nistatina creme
vaginal durante 5 noites
Tratamento:
NÃO tratar parceiro se parceiro assintomático.
O homem pode cursar com uma balanite e nesses casos deve tratar o parceiro com o mesmo
tratamento da mulher (creme na glande + prepúcio 1xnoite por 7 noites)
NÃO tratar assintomáticas, nem mesmo grávidas.
Gestantes não se deve usar medicações via oral (VO), somente via vaginal (VV)
Outras opções: cetoconazol, clotrimazol, anfotericina e isoconazol.
30) Em relação ao DIU usado como anticonceptivo pela mulher, é correto afirmar:
a) Somente podem usar esse método as mulheres que já têm filhos
b) É obrigatória a avaliação periódica mensal por 2 anos das usuárias de DIU com
USG, para ver a exata localização do dispositivo
c) O DIU T cu 380 a tem uma duração aprovada de 5 anos, após ser inserido no útero
da mulher
d) Segundo a OMS o risco aumentado para DIP, nas usuárias de DIU geralmente
ocorre nos primeiros dias após a inserção, devido a risco de contaminação.
Um pequeno percentual de mulheres poderá desenvolver quadro infeccioso após a colocação
do DIU. A infecção pélvica, quando relacionada com o uso do DIU com cobre (inserção),
geralmente ocorre no primeiro mês de uso.
REALIZAÇÃO DE ULTRASSONOGRAFIA: Não é obrigatória a solicitação de ultrassom
anteriormente e após a inserção do DIU com cobre; Previamente à inserção, entretanto, deverá
ser realizada em casos selecionados, como exemplo, na suspeição de má formação uterina ou
para a investigação de sangramento uterino anormal sem diagnóstico. Se disponível, a
ultrassonografia poderá ser solicitada para confirmação do bom posicionamento do DIU após a
sua inserção. Também pode ser utilizada para identificar a presença do DIU quando da ausência
de fio visível na cérvix ou nos casos de fio com comprimento mais longo que aquele registrado
no momento da inserção.
MANUAL TÉCNICO PARA PROFISSIONAIS DE SAÚDE – DIU COM COBRE T Cu 380 A
31) Na investigação da amenorreia deve ser realizado a anamnese minuciosa e exame
clínico detalhado frente a uma paciente em amenorreia secundária. Assinale a
alternativa que NÃO corresponde ao exame necessário para investigação.
a) Dosagem de FSH e se aumentado (> 20U/L pensar em causa hipotalâmica)
b) Dosagem de prolactina
c) BHCG FSH aumentado → Causa ovariana
d) Dosagem de TSH
32) Paciente com gestação tubária integra podem ser candidatas ao tratamento
medicamentoso com metotrexato. Mas, esse tratamento está contraindicado nos
casos de:
a) Dosagem de beta-HCG = 5000U/mL
b) Ausência de atividade cardíaca fetal
c) Paciente portadora de insuficiência renal
d) Paciente hemodinamicamente estável
As contra-indicações absolutas são: gravidez intra-uterina; imunodeficiência; anemia moderada
para intensa, leucopenia ou trombocitopenia; sensibilidade prévia ao MTX, na vigência de doença
pulmonar e úlcera péptica; disfunção importante hepática e renal; amamentação.
As contra-indicações relativas são: batimentos cardíacos fetais detectados pela USTV, β-hCG
inicial >5.000 mUI/mL, declínio dos títulos da β-hCG no intervalo de 24/48 horas antes do
tratamento, recusa em receber transfusão sangüínea e impossibilidade de dar continuidade ao
acompanhamento.
Rev Bras Ginecol Obstet. 2008; 30(3):149-59 151
33) Paciente 21 anos G2P2A0, chega à UBS no 50º dia de cesariana solicitando a
prescrição de um método contraceptivo, refere o uso de condom há 1 semana, mas
não está confortável em relação a segurança desse método, nega tabagismo e ou
doenças pré-existentes. Refere ainda amamentação exclusiva em seio materno.
Dentre as alternativas abaixo, assinale a alternativa que corresponde ao método
contraindicado neste período.
a) Adesivo transdérmico
b) Injeção trimestral
c) DIU de progesterona
d) Progestagênio oral em baixas doses
34) Mulher de 30 anos, quartigesta, tercípara, com duas cesáreas anteriores, realiza
ultrassom de rotina com 16 semanas que mostra placenta recobrindo o orifício interno
do colo uterino. O diagnóstico e conduta são:
a) Placenta prévia; solicitar ressonância magnética para investigar acretismo
placentário
b) Inserção baixa da placenta; solicitar ressonância magnética para investigar
acretismo placentário
c) Inserção baixa da placenta; repetir exame de USG com 28 semanas
d) Placenta prévia; seguimento pré-natal de alto risco
Placenta próxima ou sobre o orifício interno do colo confirmada após 28 semanas
Se a placenta tiver baixa antes das 28 semanas é porque está ocorrendo migração
placentária. Então, eu repito o USG após 28 semanas
35) Paciente, 24 anos, G3P2A1, vai à emergência com quadro de febre e secreção vaginal
de odor fétido. Refere que há 20 dias realizou abortamento provocado em ambiente
não hospitalar. Qual a melhor conduta?
a) Antibiótico EV e curetagem uterina
b) Histerectomia abdominal com antibioticoterapia
c) Misoprostol, curetagem uterina e confirmar esvaziamento uterino por ultrassom
d) Tratar ambulatorialmente com ciprofloxacina e metronidazol
36) Uma paciente de 20 anos G2P1A1 chega à UBS com desejo de usar a pílula
combinada, nega patologias, fumo e alergia medicamentosa, sendo então prescrito o
método desejado. Sabe-se que a pílula combinada apresenta algumas vantagens, além
da proteção contra gestação indesejada. Analise as alternativas abaixo e assinale a
que representa os efeitos benéficos das pílulas.
a) Diminui o risco de CA de ovário e de incidência de doença benigna da mama
b) Diminui o risco de DM II e de CA de endométrio
c) Diminui a TPM e o volume de miomas uterinos
d) Diminui o volume do fluxo menstrual e o risco de CA de colo de útero
37) Em relação às neoplasias intraepiteliais cervicais (NIC/SIL) diagnosticadas pela
citologia cervicovaginal e colposcopia, pode-se afirmar que:
a) Para NIC I/SIL de baixo grau, a conduta é histerectomia sempre
b) NIC II/SIL de alto grau, a conduta é sempre expectante
c) Para NIC III/SIL de alto grau com biópsia confirmatória, a conduta é Conização
ou histerectomia tipo I
d) NIC III/SIL de alto grau com colposcopia insatisfatória a conduta é cauterização
Tratamento NIC 1: 85% regride em até 2 anos.
Fazer citologia oncotica de 6/6m por 2 anos
Exérese da zona de transformação (conização / caf / leep)
NIC 2 e 3 → caf/conização
Tratamento NIC 2 e 3: exérese da zona de transformação
CAF /LEEP: tira com a alça de cater, tem baixa morbidade, quando fácil visualização da lesão,
mexe na arquitetura do colo uterino
Conização: tira com o bisturi. Desfecho obstétrico ruim (aborto).
Imunossuprimidos = colposcopia direto.
Menor que 25 anos: Papanicolau com LSIL → repetir com 3 anos.
38) Tercigesta, secundípara, de 39 anos, encontra-se com 14 semanas de gravidez em
primeira consulta de pré-natal. AP: pré-eclâmpsia em gestação anterior, HAS
controlada com metildopa 750mg por dia. Qual a conduta sobre a utilização de ácido
acetilsalicílico na gestação:
a) Prescrever aspirina (500mg ao dia) para redução da incidência de eclâmpsia
b) Prescrever aspirina (500mg ao dia) para redução da incidência de hipertensão
gestacional
c) Prescrever aspirina (100mg ao dia) para redução da incidência de pré-eclâmpsia
d) Prescrever aspirina (100mg ao dia) para redução da incidência de parto pré-termo,
antes da 34 semanas de gravidez
Prevenção da pré-eclâmpsia:
Grupo de risco: Cálcio 1 a 2g/dia – até a 20° semana
AAS 60-150mg/dia – entre 12 a 38 semanas (1cp de 100mg 1xdia)
Grau A de recomendação: redução de 10-30%
Pós-parto: se compensada manter as mesmas medicações, exceto atenolol devido excreção no
leite materno.
39) Secundigesta, a termo, em trabalho de parto há mais de 12 horas, apresenta dor
intensa súbita, em baixo ventre. Ao exame, observam-se queda acentuada da PA e
sangramento vaginal moderado. Ao toque, observa-se dilatação total e
apresentação em De Lee -3, os batimentos cardíacos fetais não são audíveis.
Conduta:
a) Infusão de ocitocina
b) Hiperflexão das coxas e compressão suprapúbica
c) Parto cesárea
d) Fórceps de Kielland
40) Gestante com glicemia de jejum no primeiro trimestre de 88mg/dL realiza teste de
tolerância oral à glicose (GTT 75g) com 25 semanas, com as glicemias: 90mg/dL
(jejum), 160mg/dL (1h), e 140mg/dL (2h) pós-sobrecarga. O diagnóstico é:
a) Gestação normal
b) Diabetes clínico (overt diabetes)
c) Diabetes mellitus gestacional
d) Intolerância à glicose na gravidez
41) Mulher de 45 anos procura ambulatório de ginecologia referindo dor pélvica,
sangramento vaginal pós-coito e corrimento de odor fétido. Refere nunca ter feito
Colpocitologia. Ao exame, é visualizada lesão tumoral de aproximadamente 6cm,
ocupando até o terço médio da vagina, com paramétrios comprometidos. Segundo
a FIGO, podemos estadiar como:
a) Ib1
b) IIb
c) IIIb
d) Ib2
42) São achados colposcópicos sugestivos de alterações metaplásicas, exceto:
a) Alterações acetobrancas moderadas
b) Área iodo negativo ou parcialmente positivo
c) Alterações acetobrancas leves
d) Superfície lisa com vasos de calibre uniforme
43) Em relação a tricomoníase marque a alternativa que caracteriza a infecção:
a) Pode haver acometimento uretral, causando disúria e polaciúria
b) É achado incomum a presença de colpite
c) Os homens são geralmente sintomáticos, apresentando frequentemente um
quadro de uretrite
d) É incomum a presença de hiperemia e ardência vaginal
44) A terapia de reposição hormonal do climatério sintomático em mulheres
histerectomizadas deve ser realizada com:
a) Estrogênio + progestogênio cíclico
b) Estrogênio isolado
c) Não se utiliza terapia de reposição hormonal em pacientes histerectomizadas
d) Progestogênio isolado
Para mulheres histerectomizadas, preconiza-se apenas o uso de estrogênios conjugados (de
0,3 a 0,625 mg/dia por via oral), ou 17 Beta-estradiol (25 µg a 50 µg/ dia ou 0,5g a 1,5g, por via
transdérmica, na forma de adesivo ou gel, respectivamente), ininterruptamente.
Manual de Atenção à Mulher no Climatério / Menopausa
45) Em relação a paciente nulípara, com biópsia de colo uterino revelando carcinoma
invasor com invasão de 2mm, sem invasão do espaço vascular linfático, a conduta é:
a) Conização
b) Traquelectomia radical + linfadenectomia pélvica
c) Cirurgia de Wertheim-Meigs
d) Radioterapia
46) Paciente 45 anos, G4P4A0, realizou citologia sugestiva de lesão intraepitelial de
alto grau, após a colposcopia + e satisfatória, recebeu o resultado de biópsia de
carcinoma espinocelular invasor de colo uterino Grau II. Qual o tipo viral mais
frequente nessas lesões?
a) 31 e 33
b) 6 e 35
c) 16 e 18
d) 11 e 6
Dentre os HPV de alto risco oncogênico, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de
câncer do colo do útero. Já os HPV 6 e 11, encontrados em 90% dos condilomas genitais e
papilomas laríngeos, são considerados não oncogênicos.
47) Na Cardiotocografia, são considerados sinais de sofrimento fetal os seguintes
achados:
a) Taquicardia durante contração uterina
b) 160 batimentos fetais por minuto
c) Desaceleração tardia
d) 120 batimentos fetais por minuto
48) Uma gestante de 32 semanas de gravidez procura o hospital referindo perda de líquido
via vaginal. O exame especular revela conteúdo transparente fétido, discretamente
aumentado, porém sem a visualização da saída de líquido pelo orifício cervical.
Considerando-se este quadro clínico, qual dos exames complementares abaixo
apresenta maior especificidade diagnóstica?
a) Teste
b) Medida ultrassonográfica do índice de líquido amniótico
c) Pesquisa de pH vaginal
d) Pesquisa de alfa-1-microglobulina placentária em meio vaginal
49) O sangramento uterino disfuncional (SUD) é o sangramento que ocorre nos ciclos
anovulatórios desde que sejam excluídas causas anatômicas e orgânicas, sabendo
disso, analise as alternativas abaixo e marque a alteração que NÃO corresponde a
SUD.
a) Hiperplasia endometrial
b) Suspensão do tratamento progestínico
c) Uso de implantes progestínicos
d) Ooforectomia bilateral (privação estrogênica)
50) Durante exame ultrassonográfico de gestante portadora de Diabetes Mellitus
observou-se presença de anomalia fetal. A mais provável dessas anomalias é:
a) Malformação adenomatóide cística pulmonar
b) Síndrome de regressão caudal
c) Polidactilia bilateral
d) Osteogênese imperfeita tipo II
51) Uma paciente de 25 anos, usuária de contraceptivo combinado oral, apresenta quadro
de trombose venosa profunda. Após a resolução do evento, deseja método
contraceptivo e alívio de seus sintomas menstruais intensos. Dentre as opções
disponíveis, ela poderá optar por usar:
a) Pílula contendo estrogênio isolado
b) DIU hormonal
c) Implante contendo estradiol e levonorgestrel
d) Anel vaginal
e) Adesivo transcutâneo
52) Em relação aos miomas uterinos:
a) O estrogênio, especialmente a estrona age diretamente sobre a proliferação celular
dos miomas
b) A progesterona também é responsável pelo crescimento dos miomas
c) Os miomas são provenientes de mutações policlonais nas células do miométrio
d) O risco de degeneração sarcomatosa é em torno de 10% e sempre tem um
prognóstico ruim
e) A degeneração cística é a mais comum e é representada por cistos com material
gelatinoso
53) No estudo da zona de transformação do colo uterino é fisiológico encontrar, exceto:
a) Metaplasia escamosa
b) Cistos de Naboth
c) Mácula rubra
d) Ectrópio
e) Adenose
54) Quanto à vacinação contra o HPV:
a) As vacinas são compostas de partículas semelhantes aos vírus e contém DNA do
HPV sem poder infectante
b) A vacina quadrivalente contém partículas dos HPVs de alto risco 15, 18, 45 e 56
c) O MS disponibiliza a vacina no SUS para mulheres de até 26 anos, sendo utilizada
3 doses em 0, 60 e 180 dias
d) Já faz parte do calendário do MS, a vacina é benéfica e pode ser usada em meninos
e adolescentes.
Vacina quadrivalente (Gardasil): protege contra 4 tipos de vírus do HPV, os vírus 6, 11, 16 e
18. Oferecida gratuitamente pelo SUS para meninas de 9 a 14 anos, e meninos de 11 a 14 anos.
Além disso, o SUS também oferece a vacina do HPV para meninas e mulheres de 9 a 45 anos, e
meninos e homens de 9 a 26 anos, que tenham HIV ou AIDS, ou que receberam transplante de
órgãos, de medula óssea e pessoas em tratamento contra o câncer.
55) Em gestantes HIV positivo, qual o medicamento que sempre deverá ser usado no pré-
natal visando reduzir a transmissão vertical?
a) AZT
b) Clotrimazol
c) Fluconazol
d) Trimetropim
e) Penicilina Benzatina
56) Que exame complementar é determinante na decisão entre parto via vaginal ou
cesariana em paciente gestante HIV positivo fora do trabalho de parto?
a) Urocultura
b) VDRL
c) Carga viral
d) HBsAg
e) Hemograma
57) Na tentativa de reduzir a transmissão vertical da hepatite B, que medida tem sido
efetiva para este fim?
a) Cesariana eletiva somente
b) Imunização ativa do recém-nascido
c) Imunização ativa e passiva do recém-nascido
d) Uso de AZT
e) Uso de nistatina
58) Paciente EDA, G1P0A0, idade gestacional de 40 semanas, foi internada com 5cm de
dilatação, BCF 144bpm, atividade uterina 3 contrações em 10 minutos. Depois de 3
horas encontrava-se com 5cm de dilatação, BCF 140 bpm, atividade uterina 1
contração em 10 minutos.
Qual diagnóstico?
a) Polissitolia
b) Oligossistolia
c) Falso trabalho de parto
d) Tetania
e) Descolamento prematuro de placenta
Qual a melhor conduta?
a) Ocitocina
b) Nifedipina
c) Alta hospitalar
d) Cesariana
Qual a principal complicação?
a) Parto rápido
b) Laceração vulvo-vaginal
c) Descolamento prematuro de placenta
d) Parto prolongado
e) Traumatismo fetal
59) Mulher de 25 anos de idade, primigesta, com idade gestacional de 40 semanas e 6
dias está em período expulsivo de trabalho de parto. Neste momento nota-se distócia
de ombro. Qual das manobras está indicada para a assistência ao caso neste momento?
a) Utilizar o vácuo dorsal
b) Mudar a paciente para decúbito lateral
c) Rebater o feto sobre o ventre materno
d) Pressão suprapúbica e Hiperflexão pernas
60) Paciente de 50 anos, menopausa há 2 anos, vai ao posto de saúde para prevenção.
Qual alternativa abaixo foi visto nos exames desta paciente:
a) Mucosa vaginal pálida, seca, com perda de rugas, pH vaginal acima de 5,0 e
alteração no índice de maturação do epitélio com predomínio de células basais
b) Na dosagem hormonal os níveis de estradiol podem ser normais, elevados ou
baixos
c) Nas mamas, ocorreu a substituição gradual do tecido glandular por tecido
adiposo, com flacidez e ptose
d) Densitometria com diminuição progressiva de densidade mineral óssea, sendo a
perda óssea detectada inicialmente nos sítios com predominância de ossos
cortical, como trocânter maior e colo de fêmur
e) Diminuição dos níveis de gonadotrofinas, principalmente do hormônio FSH,
como indicativo da falta de ovulação
61) O diagnóstico de Diabetes Gestacional tem aumentado bastante nos últimos anos.
Com relação aos fatores de risco, pode-se afirmar que estão relacionados a um risco
aumentado para desenvolvimento de diabetes gestacional.
a) Sobrepeso, hipertrigliceridemia, abortamentos de repetição
b) Hipertensão arterial sistêmica, cardiopatia, êmese gravídica
c) Acantose, antecedente familiar de hipertensão, restrição de crescimento fetal
d) Síndrome de ovários micropolicísticos, infecções urinárias de repetição,
polidrâmnio
e) Antecedente familiar de diabetes Melitus, placenta prévia, óbito fetal anterior
Fatores de risco:
DMG anterior
Idade materna maior ou igual a 35 anos
Obesidade/sobrepeso, gordura centrípeta
Sedentarismo
Feto GIG (acima %90 ou +4kg)
Antecedentes familiar de DM – parentes de primeiro grau
Óbito fetal, sem causa aparente
Malformação fetal em gestação anterior
SOP
HAS, hipertrigliceridemia maior que 250 ou HDL menor que 35
Macrossomia, polidrâmnio, abortamento de repetição
Afro-americanos, nativo-americanos, latinos, americanos asiáticos e islandês pacifico
Na gravidez atual: ganho excessivo de peso, crescimento fetal excessivo ou polidrâmnio na USG
e hemoglobina glicada no primeiro trimestre maior ou igual a 5,9%.
62) Os hormônios secretados pela placenta durante o período gestacional que estão
relacionados ao aumento da resistência periférica a ação da insulina são:
a) Folículo estimulante, prolactina, cortisol
b) Corticotrófico, luteinizante, hormônio do crescimento
c) Lactogênio placentário humano, cortisol e prolactina
d) Estrogênio, progesterona e inibina B
e) Gonadotrofina, prolactina, gonadotrofina coriônica humana
A relativa resistência à insulina da gravidez está relacionada a níveis elevados
de hormônios como lactogênio placentário humano, progesterona, cortisol e
prolactina, que possuem ações antagônicas à insulina.
63) Que exame se mostrou importante no rastreamento de parto prematuro?
a) Cardiotocografia
b) Dopplerfluxometria
c) Medida do colo uterino por ultrassonografia transabdominal
d) Medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal
e) Toque vaginal
64) Em pacientes de risco de parto prematuro, que medicamento deverá ser usado na
tentativa de evitar tal desfecho?
a) Indometacina
b) Progesterona
c) Escopolamina
d) Misoprostol
e) Ácido acetil salicílico
65) Assinale uma causa ou fator de risco para parto prematuro
a) Adenomiose
b) Anencefalia
c) Parto prematuro anterior
d) Anemia
e) Primigesta
66) A ultrassonografia obstétrica é um exame importante durante o pré-natal pela
capacidade de datar a idade gestacional e avaliar o desenvolvimento da gravidez. Em
que época de gravidez a ultrassonografia é mais precisa em datar a idade gestacional?
a) 9 semanas
b) 22 semanas
c) 27 semanas
d) 33 semanas
e) 40 semanas
67) Que medicamento utilizado na gravidez conseguiu causar impacto na sobrevida,
reduzindo as complicações da prematuridade nos recém-nascidos?
a) Indometacina
b) Betametasona
c) Misoprostol
d) Fenobarbital
e) Diclofenaco
68) Mulher de 50 anos apresenta sintomas climatéricos há 3 anos. AP: histerectomia total
por endometriose há 6 anos, ex-tabagista, sedentária, hipertensa controlada. IMC: 25.
AF: mãe com osteoporose, nega câncer de mama familiar. Mamografia: BIRADS 2.
Densitometria óssea: coluna lombar T-score de -1,5 desvio padrão e em colo de fêmur
T-score de -1,3 desvio padrão. O plano terapêutico mais adequado é:
a) Terapia hormonal estroprogestativa e reposição de vitaminas
b) Terapia estrogênica isolada e exercícios físicos e vitaminas
c) Terapia hormonal estroprogestativa, reposição de vitaminas, minerais e atividade
física
d) Terapia estrogênica isolada e carbonato de cálcio associado à vitamina D,
minerais e atividade física
e) Terapia hormonal estroprogestativa, bifosfonados, reposição de vitaminas,
minerais e atividade física.
69) Paciente EDG, 19 anos, referindo edema de membros inferiores e face e aumento na
pressão arterial há duas semanas. Idade gestacional 28 semanas. Ao exame físico:
mucosas normocoradas, eupneica, altura uterina 26cm, BCF 144bpm. Atividade
uterina ausente. PA: 160x110 mmHg. Exames complementares: Hemoglobina =
13,2; plaquetas = 195.000; proteinúria 24hrs = 2000mg; ácido úrico = 7.
Qual o diagnóstico?
a) Doença hipertensiva crônica
b) Feocromocitoma
c) Glomérulo nefrite
d) Pré-eclâmpsia leve
e) Pré-eclâmpsia grave
Qual droga de escolha no controle da crise hipertensiva e manutenção,
respectivamente?
a) Metildopa e nifedipina
b) Hidralazina e metildopa
c) Furosemida e metildopa
d) Propranolol e pindolol
e) Hidralazina e captopril
Qual a droga de escolha no controle e prevenção na vigência de crises convulsivas?
a) Fenobarbital
b) Prometazina
c) Sulfato de magnésio
d) Hidantoína
e) Mepreidina
70) A HELLP síndrome é uma complicação pré-eclâmpsia. Assinale alternativa correta
que contenham as alterações laboratoriais que configuram a tríade clássica da HELLP
síndrome.
a) Leucocitose, eosinofilia e plaquetopenia
b) Hemólise, transaminases elevadas e plaquetopenia
c) Hemólise, leucocitose e plaquetopenia
d) Hemólise, aumento da creatina e plaquetopenia
e) Eosinofilia, hemólise e plaquetopenia
71) Que exame é capaz de detectar de forma precoce sinais de sofrimento fetal e vem
sendo usado como rastreamento de pré-eclâmpsia?
a) Cardiotocografia
b) Dopplerfluxometria
c) Perfil biofísico fetal
d) Mobilograma
e) Amniocentese
72) EMG, com 26 semanas de gravidez, veio em retorno, assintomática com os seguintes
exames: VDRL = 1:54; HIV negativo; HBsAg negativo. Qual a droga de escolha?
a) Eritromicina
b) Penicilina Benzatina
c) Cefalexina
d) Metronidazol
e) Ampicilina
73) Em relação aos métodos anticoncepcionais hormonais combinados e os critérios
médicos de elegibilidade da OMS, assinale a alternativa incorreta.
a) Mulheres com veias varicosas são consideradas categoria 1 para anticoncepcional
combinado
b) Mulheres com hipotireoidismo são consideradas categoria 2 para uso de
anticoncepcional combinado
c) Mulheres hipertensão adequadamente controlada em que a pressão arterial pode
ser avaliada, são consideradas categoria 3 no uso de anticoncepcional combinado
d) Mulheres com histórico familiar de trombose venosa profunda são consideradas
categoria 2 no uso de anticoncepcional combinado
massa anexial menor que 3,5 ou 4mm + BHCG menor que 5.000 + embrião sem BCF +
Gestação ectópica íntegra + provas de função renal e hepática sem alterações