MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA CENTRO DE ARTES
E LETRAS
CURSO DE
LETRAS - PORTUGUÊS E LITERATURAS A DISTÂNCIA
Isabel Elaine Dominguez Curbelo
A PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO MÉDIO:
Uma análise dos textos dissertativos argumentativos
São Lourenço do Sul, RS
2017
RESUMO
Esta pesquisa, de natureza qualitativa e observacional, tem como objetivo analisar as condições de
produção de textos escritos por alunos do Ensino Médio de uma escola pública da rede estadual do
município de Santana do Livramento-RS. Durante o Estágio Supervisionado, presenciei aulas e
também pude aplicar um projeto de produção textual na turma a qual estava estagiando junto com a
professora Regente da Disciplina de Língua Portuguesa. Nesta oportunidade foram realizadas
atividades de produção textual, com a intenção de coletar textos dos alunos para analisar as suas
condições de produção. Também foram exploradas as respostas do dos questionários respondidos
pelos professores e o aluno, onde se pode constatar pelas respostas obtidas as dificuldades e entraves
encontrados tanto pelos professores como pelos alunos na realização de atividades de produção
textual foram analisadas as redações selecionadas durante a intervenção realizada na turma do 3º ano
do ensino médio, constatando que as ideias produzidas nos textos dos alunos apresentam-se de forma
artificial, muito a nível de redação escolar. Concluo este trabalho com uma reflexão de que é preciso
voltar-se para uma concepção de ensino que proporcione ao nosso aluno interagir por meio da
linguagem escrita, em diversas situações de uso da língua como forma de interação social.
Palavras-chave: Produção de texto; Argumentação; Escrita; Ensino Médio
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Isabel Elaine Dominguez Curbelo
A PRODUÇÃO TEXTUAL NO ENSINO MÉDIO:
Uma análise dos textos dissertativos argumentativos
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de
Graduação em Letras, da Universidade Federal de Santa
Maria- UFSM, Modalidade EAD, Polo UAB São
Lourenço do Sul como requisito parcial à obtenção do
título de Licenciatura em Letras.
Orientadora: Prof.ª Joceli Cargnelutti
Aprovado em 05 de junho de 2017:
Profª Joceli Cargnelutti,Dra. (UFSM)
_________________________________________
Profª Lara Niederauer Machado (UFSM)
___________________________________________
São Lourenço do Sul, RS
2017
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................ 5
2 JUSTIFICATIVA ......................................................................................................... 6
3 OBJETIVOS................................................................................................................. 6
3.1 OBJETIVO GERAL .......................................................................................................6
3.2 4.2OBJETIVOS ESPECÍFICOS....................................................................................... 6
4.QUESTÃO NORTEADORA ............................................................................................ 6
5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA .................................................................................... 7
6 METODOLOGIA ............................................................. Erro! Indicador não definido.
6.1 INSTRUMENTO DE PESQUISA..................................Erro! Indicador não definido.2
6.1.1QUESTIONÁRIO PROFESSOR ...................................Erro! Indicador não definido.2
6.1.2QUESTIONÁRIO ALUNO..............................................................................................12
7 COLETA DE DADOS E ANALISE DOS RESULTADOS.............................................13
8 CONSIDERAÇÕES FINAIS .......................................................................................... 19
9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................... ..20
ANEXOS..................................................................................................................................21
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1 INTRODUÇÃO
O trabalho com a produção de textos em sala de aula pode ser considerado, pelos
especialistas na atualidade, muito frágil. Esta dificuldade não é exclusiva da aula de
Português, mas parece agravar-se mais nesse espaço, onde é mais visível a desarticulação da
linguagem do seu contexto de produção.
Este trabalho partiu de uma experiência de Estágio Supervisionado do Curso de
Graduação em Letras, da Universidade Federal de Santa Maria- UFSM, Modalidade EAD, na
disciplina de Língua Portuguesa, realizado em uma escola pública da rede estadual de ensino
do município de Santana do Livramento, Rio Grande do Sul, no ano de 2016, através da
observação e intervenção nas aulas de Língua Portuguesa em uma turma do 3º ano do ensino
médio, com o objetivo de analisar textos produzidos por alunos durante o período de estágio
do 3º ano do ensino médio, através da observação e intervenção nas aulas de Língua
Portuguesa, com a finalidade de apresentar o processo de produção textual desenvolvido pelos
mesmos. Como base teórica, valeu-se da revisão bibliográfica nas ideias de Bakhtin (1992),
Antunes (2010), Herreira ( 1999), Garcez ( 1998), Rojo (2005) e os Parâmetros Curriculares
do ensino médio ( 1997, 1998, 1999) como fonte para direcionar e fundamentar este estudo.
O interesse em desenvolver a pesquisa, fora a intenção de conhecer e aprofundar as
questões que fazem com que existam tantas reclamações por parte dos professores de Língua
Portuguesa que atuam no ensino médio, a respeito da dificuldade de se desenvolver o trabalho
de produção de texto na sala de aula.
Fundamenta-se a produção textual, dentro da linha interacionista, por acreditar que o
ensino-aprendizagem da produção de texto só se efetiva, quando é oportunizado ao aluno
interagir pela linguagem em situações significativas de ensino. Partindo, então, desse
pressuposto, e também por entender a linguagem como forma de interação verbal, é que se
optou por desenvolver a pesquisa.
A analise da pesquisa buscou responder a seguinte questão: Quais os fatores que
influenciam na dificuldade que os alunos do terceiro ano do ensino médio encontram na
disciplina de Língua Portuguesa, quando da produção e leitura de textos argumentativos
dissertativos?
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2 JUSTIFICATIVA
A escolha do tema desta pesquisa justifica-se pela intenção de aprofundar as questões
que são motivos de reclamações por parte dos professores de Língua Portuguesa, no ensino
médio, tendo em vista as dificuldade de realizar o trabalho de produção de texto na sala de
aula.
Frente as constatações de que os alunos apresentam inúmeras dificuldades na
produção textual o que pode ser originado pela falta de leitura ou em alguns casos não são
instigados a escrever, ou não se sentem estimulados a ler e produzir textos.
Partindo, então, desse pressuposto, e também por entender a linguagem como forma
de interação verbal, competência esta fundamental para a compreensão da realidade por parte
do sujeito, é que se optou por abordar a produção textual no ensino médio na pesquisa.
3 OBJETIVOS
3.1 OBJETIVO GERAL
Analisar as dificuldades encontradas por uma turma de alunos do 3º ano do ensino
médio, na produção de textos dissertativos argumentativos.
3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Identificar as principais limitações dos alunos do terceiro ano do ensino médio na escrita,
leitura de textos dissertativos argumentativos.
- Conhecer a opinião dos professores quanto as dificuldades no desenvolvimento da produção
textual no ensino médio
- Conhecer a opinião dos alunos do ensino médio quanto a questão da produção textual
- Realizar uma intervenção em uma turma de 3º ano do ensino médio aplicando exercícios de
produção textual.
4 QUESTÃO NORTEADORA
Quais os fatores que influenciam na dificuldade que os alunos do terceiro ano do
ensino médio encontram na disciplina de Língua Portuguesa, quando da produção e leitura de
textos argumentativos dissertativos?
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5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A escola assume uma grande responsabilidade ao manter e controlar a aprendizagem
com o propósito de superar a crise à expressão escrita dos alunos. Uma atribuição que deve
ser tomada pela escola é fazer com que os alunos tenham acesso a uma aprendizagem mais
significativa, traçando estratégias que promovam a melhoria da expressão escrita e que
contribuam para a resolução das dificuldades que os alunos enfrentam quando escrevem
textos.
Sabemos que a escola tem a função de promover condições para que os alunos
reflitam sobre os conhecimentos construídos ao longo de seu processo de
socialização e possam agir sobre (e com) eles, transformando-os, continuamente, nas
suas ações, conforme as demandas trazidas pelos espaços sociais em que atuam.
Assim, se considerarmos o papel da Língua Portuguesa é o de possibilitar, por
procedimentos sistemáticos, o desenvolvimento das ações de produção de linguagem
em diferentes situações de interação. (MEC,1998, p.27)
A produção textual no ensino médio esbarra em diversos obstáculos, como por
exemplo: falta de informação sobre o assunto, de conhecimento da língua, de gêneros textuais
nas construções coletivas que circulam socialmente.
A produção textual segundo Antunes (2010, p.116) expõe que “a escrita é uma forma
de atuação social entre dois ou mais sujeitos que realizam o exercício do dizer. Tudo isso
significa dizer que a escrita da escola deve ser a escrita de textos”.
Diversos estudos, assim como os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e
Parâmetros Curriculares Nacionais - Ensino Médio (PCNEM) têm buscado desenvolver da
competência discursiva, isto é, a capacidade de o aluno agir linguisticamente de acordo com a
situação discursiva em que ele estiver inserido .
Conforme Herreira (2000) entre os principais problemas apontados pelos professores
como responsáveis pela baixa qualidade dos textos dos alunos, destacam-se: a) falta de
conteúdo por parte do aluno; b) falta de motivação do aluno; c) falta de organização do aluno
para desenvolver o tema; d) falta de conhecimento da língua culta por parte do aluno; e) falta
de motivação por parte do professor; f) deficiência na formação universitária do professor.
Segundo os PCNs-LP (BRASIL,1997 p.25), “texto é o produto da atividade discursiva
oral ou escrita que forma um todo significativo e acabado, qualquer que seja sua extensão.”
Diz Antunes (2010), que não há linguagem sem a utilização da escrita, da fala, da
escuta e da leitura. Sendo assim, a condição prévia para um êxito da atividade de escrever é
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ter o que dizer, pois as palavras mediam e fazem ponte entre quem fala e quem escuta entre
quem escreve e quem lê. A escrita e a leitura são formas de interação. Bakhtin define:
O diálogo, no sentido estrito do termo, não constitui, é claro, senão uma das formas,
é verdade que das mais importantes, da interação verbal. Mas pode-se compreender
a palavra „diálogo‟ num sentido amplo, isto é, não apenas como a comunicação em
voz alta, de pessoas colocadas face a face, mas toda comunicação verbal, de
qualquer tipo que seja (BAKHTIN,1992, p. 123)
Quanto à situação de produção em sala de aula segundo Magalhães (2009) “tem-se
verificado que a qualidade das produções escritas está efetivamente relacionada com a
significação que as propostas apresentadas têm na vida social do aluno”.
A íntima relação existente entre interação e linguagem, poder-se-ia afirmar que a sala
de aula seria o ambiente ideal para que se estabelecessem as mais diferentes formas de
interação.
Segundo Garcez:
Uma abordagem do processo de produção escrita deve considerar sua natureza
interativa e procurar desvelar a participação das outras instâncias dialógicas (o
destinatário virtual e o destinatário superior) nos procedimentos adotados pelo
sujeito enunciador. (GARCEZ,1998, P.63)
A linguagem deve ser vista como um processo de interação, então, o ensino deve ser
na direção de ajudar o aluno a refletir e compreender esse processo que lhe permite
estabelecer interlocução com o outro. Assim, “interagir pela linguagem significa realizar uma
atividade discursiva, dizer alguma coisa a alguém, de uma determinada forma, num
determinado contexto histórico e em determinadas circunstâncias de interlocução” (BRASIL,
1998, p.25).
Sobre a questão do interacionismo encontra-se nos PCNs que:
[...] uma rica interação dialogal na sala de aula, dos alunos entre si e entre o
professor e os alunos, é uma excelente estratégia de construção do conhecimento,
pois permite a troca de informações, o confronto de opiniões, a negociação de
sentidos, a avaliação dos processos em que estão envolvidos. (BRASIL, 1998, p.
24).
A escrita como um ato de comunicação, e para tanto um produto da interação social, é
reflexo da realização das estruturas das ideias, e do conhecimento cognitiva da língua.
De acordo com os PCNEM (1999, p.139):
A unidade básica da linguagem verbal é o texto, compreendido como fala e o
discurso que se produz, e a função comunicativa, o principal eixo de sua atualização
e a razão do ato linguístico. O aluno deve ser considerado como produtor de textos,
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aquele que pode ser entendido pelos textos que produz e que o constituem como ser
humano. O texto só existe na sociedade e é produto de uma história social e cultural,
único em cada contexto, porque marca o diálogo entre os interlocutores que o
produzem e entre os outros textos que o compõem. O homem visto como um texto
que constrói textos. (BRASIL,1999, p,139)
Frente a o exposto acima enfatiza–se que há necessidade do produtor e dominar os
gêneros textuais para se comunicar, pois isto lhe dá competência comunicativa em qualquer
esfera, com qualquer interlocutor ou temas do cotidiano, sociais, o falante só escolherá o
gênero se conhecê-lo com propriedade.
Bronckart (1999, p. 48) afirma que “conhecer um gênero de texto também é conhecer
suas condições de uso, sua pertinência, sua eficácia ou, de forma mais geral, sua adequação
em relação às características desse contexto social”
Neste estudo a pesquisadora se propõe a analisar a produção textual com base nos
gêneros argumentativo – dissertativo a partir da intervenção realizada junto a turma na
oportunidade do estágio supervisionado e das produções dos alunos entrevistados. Para tanto
se busca nas teorias conceituar gêneros textuais o que se pode dizer que: O gênero textual é a
forma como a língua é empregada nos textos em suas diversas situações de comunicação.
São várias as visões teóricas para os gêneros textuais, dentre elas, Rojo (2005) salienta
que já existe um diálogo realizado pela perspectiva bakhtiniana com outras correntes de
estudo dentro da linguística. Segundo ROJO:
Usamos a expressão gênero textual como uma noção propositalmente vaga para
referir os textos materializados que encontramos em nossa vida diária e que
apresentam características sócio-comunicativas definidas por conteúdos,
propriedades funcionais, estilo e composição característica. Se os tipos textuais são
apenas meia dúzia, os gêneros são inúmeros. (ROJO, 2005, p.187)
Definindo O que é texto Dissertativo Argumentativo pode- se dizer que é um dos tipos
de gêneros textuais, o qual consiste na defesa de uma ideia por meio de argumentos e
explicações, à medida que é dissertativo, seu objetivo central reside na formação de opinião
do leitor, caracteriza-se por tentar convencer ou persuadir o interlocutor da mensagem, sendo
nesse sentido argumentativo.
É fundamentado com argumentos, para influenciar a opinião do leitor ou ouvinte,
tentando convencê-lo de que a ideia defendida está correta. É preciso, portanto,
expor e explicar ideias. Daí a sua dupla natureza: é argumentativo porque defende
uma tese, uma opinião, e é dissertativo porque se utiliza de explicações para
justificá-la. Seu objetivo é, em última análise, convencer ou tentar convencer o
leitor, pela apresentação de razões e pela evidência de provas, à luz de um raciocínio
coerente e consistente. (BRASIL, 2013, P.15,16)
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Para tal, utiliza-se de elementos de coesão textual, como preposições, conjunções,
advérbios, locuções adverbias para estabelecer relações entre termos, parágrafos e no
desenvolvimento do texto.
O texto dissertativo-argumentativo segue o padrão dos modelos de redação, ou seja,
introdução, desenvolvimento e conclusão.
6 METODOLOGIA
Para o desenvolvimento da pesquisa de natureza qualitativa e observacional foi
utilizado o método estudo de caso acompanhado da revisão bibliográfica. A pesquisa de
natureza qualitativa e observacional vem demonstrar, que através do Estágio Supervisionado
realizado junto a uma turma de 3º ano do Ensino Médio foi possível constatar na prática que
ao desenvolver os textos dissertativo-argumentativos, junto aos alunos, estes demonstraram
uma grande defasagem, em nível gramatical, na escrita, oralidade e com pouca vivência de
mundo, não construindo no decorrer de sua aprendizagem uma observação da totalidade de
seu contexto. Com isso sentiu-se a necessidade de se desenvolver um estudo da realidade
trabalhada a partir das dificuldades apresentadas.
A pesquisa demonstra situações vivenciadas no contexto escolar, na qual se realizou
em uma escola de ensino médio da rede estadual de educação do município de Santana do
Livramento- RS, envolvendo 18 alunos do 3º ano do ensino médio do noturno na referida
escola.
O desempenho do estágio que embasa esta pesquisa, partindo do principio da
observação que sofreu uma avaliação por parte da professora orientadora do Curso de
Graduação em Letras, assim com uma reflexão sobre a observação vivenciada, a partir deste
momento iniciou-se a construção dos planejamentos, na qual sofreu uma avaliação através de
feedback para autorização e aplicabilidade do referido estágio.
Após a liberação dos respectivos planos com a determinação do conteúdo a ser
trabalhado iniciou-se a regência de classe, a partir da apresentação de um gênero textual
notícia e apresentação de exemplos de redações do Enem do ano de 2016 com o assunto em
pauta “Violência Contra a Mulher” retiradas da internet, Redações nota 10. Desta forma foi
possível fazer uma análise em conjunto, estagiaria, professora da turma e os alunos
envolvidos na produção textual sobre o assunto abordado, demonstrando aos alunos como é
possível construir um texto de maneira dinâmica e argumentativa.
Durante o estágio na referida turma fora apresentado o tema sobre a violência contra a
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mulher, através da exploração do vídeo retirado do Yotube, “Violência contra a mulher em
Números” o qual explora o assunto, abordando direitos, preconceitos, violência e
discriminação envolvendo a mulher. Antes de assistir o vídeo proposto realizou-se uma
conversa sobre a forma como seria direcionado o trabalho, o qual foi dividido em momentos
conforme apresentado no quadro abaixo:
Quadro 1- Momentos que antecedem a Produção de Textual
Assistimos o vídeo, para aquisiçãos de mais informações
1ºMOMENTO sobre o tema abordado e os educandos pudessem acrescentar
mais conhecimento em sua bagagem;
2º MOMENTO Passamos para a elaboração do texto dissertativo-
argumentativo
3º MOMENTO Os alunos fizeram a entrega para avaliação de seus textos
construídos;
4º MOMENTO Conversa sobre a reescrita de maneira verbalizada,
mostrando aos alunos o que poderia ser mudado;
5º MOMENTO A estagiaria recebeu dos alunos os referidos textos reescritos
Fonte: Autora da pesquisa ( 2017).
Após realizou-se um debate na sala de aula direcionado a mensagem do vídeo,
explorando a verbalização e posicionamento dos alunos. Em seguida apresentei aos
educandos os modelos de redações do ENEM do ano de 2016, passando após a explicação do
conteúdo, para que no decorrer da aula os alunos passassem a construção dos textos.
As dificuldades e facilidades na produção de textos foram vistos no decorrer da
realização das atividades propostas, na qual os alunos deixaram claro em seus
posicionamentos e argumentos, de que não estavam preparados para escrever ou, que não
gostavam de escrever, a não familiaridade neste tipo de trabalho.
Os instrumentos utilizados para a coleta de dados foram a observação da postura dos
alunos em relação a atividades de produção de textos nas cinco aulas realizadas pela
estagiária, as respostas obtidas pela aplicação do instrumento de coleta de dados no caso, e a
conversa informal realizada na sala dos professores, com três professores da disciplina de
Língua Portuguesa, as quais são regentes de classe há bastante tempo e, as mesmas aceitaram
responder ao questionário que faz parte da coleta de dados. Também foram convidados seis
alunos do terceiro ano do Ensino Médio noturno, os quais se mostraram disponíveis para
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responderem os questionários apresentados abaixo. Através da observação permitiu-se que
fossem constatadas as dificuldades destes profissionais em trabalhar, com textos dissertativo-
argumentativos, em função da realidade em que estes educandos estão inseridos e outro fator
relevante é a falta de incentivo por parte da família na vivência com a leitura, que é deixada
para a escola fazer este papel.
6 .1 INSTRUMENTO DE PESQUISA
6.1.1QUESTIONÁRIO PROFESSOR
Caro professor, como acadêmica concluinte do curso de Letras gostaria de obter seu
posicionamento quanto a produção de textos dissertativos- argumentativos por parte de seus
alunos do Ensino Médio. Na intenção coletar dados que fundamente esta pesquisa sobre as
questões que envolvem a problemática na produção textual dos alunos solicito a sua
colaboração, respondendo este questionário.
1- É Incentivada A Produção De Textos Nas Suas Aulas?
( ) Muitas Vezes ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não É Incentivada
2-Você Costuma Trabalhar A Produção De Textos Em Suas Aulas?
( ) Muito Vezes ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não É Trabalhada
3- Na Escola São Realizadas Escritas De Textos Frequentemente?
( ) Muitas Vezes ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não São Realizadas
4-Você Segue O Roteiro De Tarefas Do Livro Didático Quanto À Produção De Textos?
( ) Muitas Vezes ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não É Seguido
5-Seus Alunos Gostam De Escrever?
( ) Muito ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não Gostam
6.2 QUESTIONÁRIO ALUNO
Caro aluno, como acadêmica concluinte do curso de Letras gostaria de obter seu
posicionamento, quanto a sua produção de textos dissertativos- argumentativosnas aulas de
Lingua Portuguesa do Ensino Médio.. Na intenção coletar dados que fundamente esta
pesquisa sobre as questões que envolvem a problemática na produção textual solicito a sua
colaboração, respondendo este questionário.
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1 O Professor(A) Incentiva A Produção De Textos?
( ) Muitas Vezes ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não Incentiva
2- A (O) Professor(A) Trabalha Com Produção De Textos?
( ) Muito Vezes ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não Trabalha
3-Você Escreve Frequentemente Textos Na Escola?
( ) Muitas Vezes ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não Escreve
4-Você Realiza As Tarefas Do Livro Didático Quanto À Produção De Textos?
( ) Muito Vezes ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não Realiza
5-Você Gosta De Escrever?
( ) Muito ( ) Razoavelmente ( ) Pouco ( ) Não Gosta
7 COLETA DE DADOS E ANÀLISE DOS RESULTADOS
Na análise e coleta dos resultados da pesquisa utilizou-se as nomenclatura PA, PB, PC,
para preservar a identidade dos respondentes quando se tratar de professor e para identificar
os alunos respondentes da pesquisa utilizou-se E1, E2. E3, E4, E5 e E6. Se fez necessário
também contextualizar os respondentes da pesquisa sendo que: os professores de Língua
Portuguesa, que responderam ao questionário da pesquisa, são profissionais que atuam não só
na escola onde se deu a pesquisa, bem como também pertencem a Rede Particular de Ensino
de Santana do Livramento, em outro período do dia, portanto trabalham mais de 40horas
semanais e com realidades diferentes, sendo que alguns atendem de 6 a 8 turmas.
Já os alunos respondentes da pesquisa são oriundos de bairros afastados da escola, a
maioria encontra-se na faixa etária dos 20 aos 26 anos, são trabalhadores do comércio local e,
alguns desempenham atividades de motoboy, solteiros e com uma característica comum entre
eles encontram-se em defasagem idade /série, pois muitos deixaram de estudar em alguma
etapa de suas vidas.
Os professores quando questionados sobre a preparação para a produção textual,
responderam que propiciam leituras prévias e discussões a respeito do tema, utilizam textos,
artigos de revistas, de jornais, letras de músicas, vídeos etc. Além das perguntas que constam
na pesquisa acima foi possível conversar com os entrevistados sobre algumas questões
importantes para o trabalho com a produção textual junto aos alunos como escolha do tema,
os problemas apresentados e as estratégias de trabalho.
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Quanto à escolha do tema, um professor disse que costuma valer-se de fatos do
cotidiano ou situações que esteja em evidencia na imprensa ou nos telejornais ocorrendo,
trazendo para a sala de aula através de discussão e, partindo desta para a produção textual.
Diz o Prof. A “Costumo buscar temas que estejam mais em evidência no dia a dia da
nossa sociedade.”
Foram unânimes em afirmar que os temas são apresentados por eles aos alunos, às
vezes, são sugeridos dois e, após uma escolha, opta-se por um deles. Nenhum deixa o tema
livre, alegam que o aluno deve ser direcionado.
Segundo o Prof. B “Se deixar o tema por conta deles corre-se o risco de não sair
produção alguma, principalmente com as turmas do noturno”
No que se refere à metodologia empregada para a produção de textos, segundo os
professores entrevistados, basicamente parte da leitura de textos variados trazidos pelo
professor, envolvendo a discussão do assunto, produção (individual ou coletiva), leitura dos
textos produzidos.
Na questão que aborda os principais problemas por parte dos alunos na produção
textual, as respostas foram recorrentes apontando: “Repetição de ideias”, “fuga do assunto”,
“ortografia”, “erros de concordância nominal e verbal”, “pobreza de argumentação e
coerência”, “objetividade”, “clareza nas ideias.”( Prof. A,B,C)
Analisando a questão que aborda as estratégias utilizadas para sanar os problemas
apresentados na produção textual por parte de seus alunos obteve-se como respostas a
seguinte situação:
Prof. A “Procuro realizar a leitura individual com o aluno e juntos a correção, em
seguida a reescrita do texto.”
O Prof. B “Realizo momentos de leitura em voz alta, correção crítica e construtiva e,
propicio tempo para que o aluno possa reescrever seu texto no sentido de melhoria na
produção”.
Prof. C “Sempre que possível se faz, principalmente com os alunos do noturno, uma
correção coletiva após a leitura oral dos textos produzidos, com a oportunidade de sanarem as
dúvidas apontadas quanto as dificuldades encontradas na produção do texto”.
Apontaram também que dependendo da turma é possível realizar a correção em dupla
onde os alunos traçam os textos anotando os possíveis erros encontrados e depois realizam
uma avaliação geral dos textos. Em alguns casos é possível a reescrita do texto do colega.
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Quanto à frequência com a qual trabalham a produção textual, todos responderam que
fazem uso desta atividade por muitas vezes, tendo em vista a carga horária da disciplina. Nas
turmas diurnas essa frequência pode chegar a duas ou três vezes por semana.
Quando perguntados se são realizados escritas de textos frequentemente na escola os
professores entrevistados responderam que muitos alunos se queixam de que não sabem a
finalidade destas produções, e que não se sentem motivados a escreverem, os alunos do
noturno alegam cansaço, perda de tempo e querem sempre deixar a atividade para outra hora.
Já quem trabalha com alunos do diurno do Ensino Médio, apesar destes apresentaram
problemas na produção textual, ainda assim são mais receptivos a este tipo de atividade, e que
a maioria realiza a atividade visando notas ou avaliação do professor apesar de se mostrarem
contraditórios em alegar que são produzidos textos muitas vezes e pouca por parte dos alunos.
Com relação à pergunta relacionada à utilização do roteiro de tarefa do Livro didático,
roteiro este que se encontram nos manuais dos livros didáticos que fornecem um roteiro de
atividades que podem ser exploradas de acordo com o teto, quanto à produção de textos fica
claro que este não é utilizado pelos professores e nem os alunos têm a familiaridade deste tipo
de trabalho em sala de aula. O que pode ser constatado é que o Livro Didático pode ser um
objeto rico no trabalho com relação à produção de textos, apesar de muitas vezes este recurso
não condizer com a realidade a qual o aluno está inserido, mas que serve como bagagem de
informação e que viria a acrescentar no desenvolvimento do trabalho educacional, sendo este
do educador e educando.
Todo este processo de construção na aprendizagem vem a relatar uma realidade, na
qual os alunos deixam claro que não gostam de escrever, mas que é visto a falta de incentivo
por parte do professor ao utilizar poucas técnicas adequadas para que este fato mude, talvez
pela própria realidade trabalhada. O que também é possível verificar com este estudo é que
se as metodologias forem aplicadas de maneira mais diversificada e aberta indo ao encontro
ao interesse dos alunos pode ser possível levar a estes á um maior interesse pela escrita e
produção de textos.
O que pode ser visto são poucos os alunos que cultivam o hábito da leitura, por isso a
uma grande maioria não tem conhecimento de mundo, não está informada dos acontecimentos
da atualidade nem da história de seu país, muito menos da história universal, por não terem o
hábito da pesquisa o conhecimento é superficial. Falta conhecimento cientifico e motivação
para esses alunos, com todos os atrativos que a tecnologia da comunicação coloca à
disposição da criança e do jovem, e especificamente a televisão que está ao alcance de todos
os estudantes vai perdendo a motivação pela palavra.
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Analisando as respostas da entrevista com os alunos, quando questionados se a
professora incentiva a produção de textos obteve-se as seguintes respostas:
E1 “ Muitas vezes ela insiste que temos que escrever mas, nem sempre soa como
incentivo e sim insistência”.
E3” as vezes sim”
E2 , E4 “ Poucas vezes somos incentivados”
Na questão 2 que aborda se a (o) professor(a) trabalha com produção de textos? As
respostas apresentadas Foram quase que unânimes, em responder que muito vezes é
trabalhada a produção de texto na sala de aula.
Quando questionados se escreve frequentemente textos na escola? As respostas foram
as seguintes: E1, E3 e E4 “ Razoavelmente”; E2 e E5 “ Pouco”
A questão 4- você realiza as tarefas do livro didático quanto à produção de textos?
A resposta foi um tanto preocupante pois a maioria, quatro respondentes, não realiza e 2
responderam que realizam Pouco.
A Resposta da questão 5 revela a preocupação dos professores pois perguntados se
gostam de escrever os alunos responderam que não gostam de escrever.
Na continuação da análise dos textos produzidos pelos alunos da turma onde realizou-
se o estágio supervisionado, a qual foi selecionada sem um critério pré- determinado e sim
pela disponibilidade da professora regente em aceitar uma estagiária na turma, a na pesquisa
também um dos elementos da análise e a conclusão do texto a qual em sua maioria apresentou
problemas, onde se evidenciou conclusões parciais, sem muita convicção do que deseja
concluir. Poucos foram os textos em que se evidenciaram conclusões pessoais ou
posicionamento sobre o assunto em questão. Percebe-se nas conclusões a falta de argumentos
e coerência do contexto conforme redações em anexo.
O que se constata frente à realidade observada em sala de aula é que a produção
textual no ensino médio perpassa pelos mesmos problemas enfrentados ainda na fase do
ensino fundamental quando o aluno é inserido na atividade de escrever suas redações, sem
que haja uma atividade prévia voltada da leitura para a escrita, que o professor não atua como
mediador dessa atividade, e que a reescrita nem sempre acontece como deveria onde o
professor e o aluno discutem o que foi produzido e o aluno apresenta seus argumentos ou
dificuldades para depois retomar o texto e reescreve-lo procurando sanar as dificuldades
constatadas. O que se constata, é que na maioria das vezes as produções são corrigidas em
casa e devolvidas aos alunos sem que se tenha a preocupação da correção dos erros apontados
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na avaliação. Portanto pode se dizer que a produção de texto não é vista como um trabalho
que exige releituras e reescritas, procedimentos de uma concepção interacionista
Sob a perspectiva interacionista, o ensino da língua exige do professor um
posicionamento diferente. Exige uma reflexão constante sobre sua prática em sala de aula, a
fim de evitar o tratamento artificial da linguagem nas atividades de produção escrita.
As ideias interacionistas deixam clara a necessidade de contextualizar e desafiar os
alunos para que a construção da escrita e a verbalização não se percam já que a uma grande
necessidade dos alunos em evoluir frente à competitividade social e econômica vivenciada.
Segundo Cruz (2005), em sua dissertação de mestrado, “A produção textual no nível
médio: Uma Análise das Condições de Produção”:
O professor precisa compreender que os alunos necessitam de uma razão
significativa para escrever, para responder “para que” e “por que” está escrevendo, e
não somente para obedecer a uma solicitação da professora ou para que ela corrija e
dê uma nota, ou, então, para mostrar que sabem descrever.
A realidade constatada entre os entrevistados nos leva a pensar a respeito das
dificuldades que permeiam o ensino de Língua Portuguesa, pois se sabe que a demanda do
trabalho nesta disciplina é bastante árdua no que tange a correção dos trabalhos dos alunos, o
que nem sempre é possível dar um retorno mais breve ou até mesmo a exposição desta
produção acaba prejudicada, sem que haja uma motivação maior para que o aluno sinta prazer
em produzir seus textos. O uso de metodologias ainda tradicionais que ao pensamento destes
profissionais torna mais fácil desenvolver o trabalho com os alunos sem a utilização de uma
contextualização que poderia ser conseguida de maneira dinâmica na utilização de recursos
midiáticos como Data show ou a utilização da Internet em sala de aula, na qual a maioria dos
alunos domina, mas que não são incentivados a utilizar sites de pesquisa como recurso,
podendo desta forma acrescentar conhecimento e construção de conceitos próprios.
Com esta realidade podemos visualizar a necessidade de levar em conta o contexto
em que professores e alunos estão inseridos, já que o tempo dos profissionais que permeiam o
ensino de Língua Portuguesa não possibilita a construção dinâmica e criativa de textos
dissertativo-argumentativo ou o interesse em organizar uma metodologia diversificada
utilizando novas formas de trabalhar e incentivar essa construção e não apenas na intenção
avaliativa, deixando esta construção mais interessante e ao mesmo tempo encontramos alunos
que não possuem o objetivo de concluir o ensino médio para continuar seus estudos com a
preocupação em direcionar-se a um curso superior e sim preocupado apenas em poder
trabalhar para ajudar a família ou sustentar-se. Podemos também observar a base familiar que
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muitas vezes não incentivam estes alunos a ler e escrever de maneira correta, muitas vezes por
não terem condições educacionais, sociais e financeiras, construindo desta forma uma
caminhada deficitária, na qual este papel é passado para as instituições escolares, com isso
encontramos uma grande defasagem com relação ao nível gramatical, na escrita, oralidade e
com pouca vivência de mundo. Sendo possível também constatar na construção dos textos
dissertativo-argumentativos em anexo, a falta de argumentação adequada, e muitas vezes o
posicionamento pessoal sem uma fundamentação mais consistente sobre o assunto abordado,
fazendo colocações pessoais e utilizando vocabulário inadequado.
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CONSIDERAÇÕES FINAIS
Retomando o objetivo desta pesquisa Analisar as dificuldades encontradas por uma
turma de alunos do 3º ano do ensino médio, na produção de textos dissertativos
argumentativos, que partiu de um trabalho de estágio na qual foi possível constatar a
defasagem da escrita, desinteresse em escrever, falta de informação e construção de textos
dissertativo-argumentativos a visualização da avaliação como meta para uma construção
pedagógica em que o direcionar o assunto na construção de redações é mais viável frente aos
alunos, pois a liberdade de escrever em uma turma do ensino médio do noturno pode não
render bons frutos, pude concluir que a produção textual que envolve o gênero dissertativo
argumentativo ainda é considerado um problema tanto nas questões que envolvem o gosto
pela leitura por parte dos alunos, bem como o interesse destes em relação a escrita
Considero ter atingido os objetivos propostos na pesquisa, buscando responder a
questão norteadora da pesquisa: Quais os fatores que influenciam na dificuldade que os alunos
do terceiro ano do ensino médio encontram na disciplina de Língua Portuguesa, quando da
produção e leitura de textos argumentativos dissertativos?
Durante o Estágio Supervisionado que resultou neste estudo realizado em uma turma
do 3º ano do ensino médio, muitas foram as reclamações dos alunos para a não realização de
atividades de produção textual.
Frente a esta realidade é possíveis demonstrar para futuros profissionais em Língua
Portuguesa a necessidade de aventurar-se em uma metodologia mais diversificada e dinâmica,
levando o aluno a pensar e a construir seu próprio conceito, mesmo que este processo seja
mais trabalhoso, mas que a falta de tempo e outros aspectos não impeçam o incentivo a escrita
e a oralidade diante da construção de textos, assim como o uso das técnicas de correção destes
levem os alunos a terem consciência de seus próprios erros e que possam melhorar e a
considerar a possibilidade de escrita de maneira mais dinâmica e criativa.
Devemos como futuros profissionais em educação nos desafiar todos os dias para
poder desafiar nosso aluno a construir e não apenas repetir conhecimento.
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ANEXOS
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