Instituto Médio Politécnico Messalo
CRISE ASMÁTICA
EM ADULTOS E CRIANÇAS
2º Grupo 1:
Esmeralda Pius Sancara
Alfo Adamo Muarabo
Amina Gabriel Velia
Preceptores: Cadafi e Jesus
Definições
Asma é uma doença inflamatória crónica, episódica,
caracterizada por hiperreactividade das vias respiratórias, e que
cursa com obstrução (parcial ou total) reversível das mesmas.
Crise Asmática: é o estado em que o paciente se encontra com
exacerbação dos sintomas e sinais de asma.
Status asmático/estado de mal asmático: asma grave,
resistente à terapêutica padrão com broncodilatadores e
corticosteróides.
Etiologia e Factores desencadeantes de uma crise asmática
A etiologia da asma é complexa e multifactorial, envolvendo factores endógenos (predisposição
genética) e factores exógenos.
Os principais factores exógenos desencadeantes de uma crise asmática são;
• Ar frio.
• Exercício físico.
• Alergénios (ácaros da poeira, pólen, pêlos ou fezes de animais).
• Infecções das vias respiratórias superiores (inflamação).
• Stress.
• Medicamentos (AINEs, agentes Beta bloqueadores não selectivos - propranolol).
• Irritantes químicos (perfumes, insecticidas, químicos ocupacionais).
• Fumo do tabaco (incluindo fumadores passivos).
• Alimentos com potencial alergénio (amendoim, mariscos).
Fisiopatologia
A hiperreactividade brônquica é o denominador comum da asma.
A inflamação desempenha um papel fundamental neste processo e
ocasiona:
• Broncoconstrição – contracção da musculatura lisa dos brônquios
• Edema das vias aéreas e deposição de muco – devido a
inflamação
• Perda de líquidos – aumento do trabalho respiratório e inflamação
Fisiopatologia
Quadro Clínico
Os sintomas e sinais típicos da asma são:
Pieira,
Dispneia e
Tosse com intensidade variável.
Outros sintomas como sensação de opressão torácica podem estar presentes.
De referir que os sintomas podem piorar à noite.
• Ao exame físico geral encontra-se taquipneia, taquicardia, tiragem, adejo nasal.
Alguns pacientes apresentam tórax em barril (aumento do diâmetro antero-posterior) e
dedos em baqueta de tambor, indicando cronicidade.
• A palpação torácica pode revelar vibrações vocais normais ou diminuídas.
• A percussão torácica revela hiperssonoridade, mas pode estar normal ou revelar
macissez nos casos em que se complica com atelectasia.
• A auscultação é variável, podendo apresentar: murmúrio vesicular normal ou
diminuído com aumento do tempo expiratório; roncos e sibilos dispersos.
Quadro Clínico
Auscultação é variável, podendo apresentar: murmúrio vesicular normal ou
diminuido com aumento do tempo expiratório; roncos e sibilos dispersos.
Atenção: a ausência de murmúrio vesicular e de sibilos à auscultação
(‘’pulmão silencioso’’), é indicativa de severidade do caso (obstrução severa
do fluxo aéreo que não permite sequer a passagem de pequenas
quantidades de ar). Nestes casos, deve-se agir mais rapidamente.
Para além do ‘’pulmão silencioso’’, outros sinais de gravidade são:
• Cianose;
• Exaustão;
• Confusão mental ou Diminuição do nível de consciência;
• Agitação,;
• Incapacidade de adoptar uma posição;
• Incapacidade para falar ou para se alimentar;
• Bradicardia;
• Hipotensão.
Complicações
As principais complicações de uma crise asmática são;
• Desenvolvimento de Status Asmático.
• nsuficiência respiratória.
• Pneumotórax.
• Pneumomediastino.
• Atelectasia
• Pneumonia (maior predisposição).
• Deformidades torácicas (tórax em tonel/barril) e brônquicas.
• Complicações causadas pelo uso dos corticosteróides (osteoporose,
imunossupressão, aumento do peso, miopatia, catarata, diabetes mellitus).
Exames auxiliares e Diagnóstico
• No hemograma pode-se encontrar eosinofilia, leucocitose com
neutrofilia se o factor desencadeante for infecção bacteriana, ou
linfocitose se for infecção viral.
• A radiografia torácica nas crises é útil para diagnóstico diferencial
(ex: pneumonia e corpo estranho), ou para excluir complicações (ex:
pneumotórax, pneumomediastino e atelectasia).
• Espirometria – se disponível
O diagnóstico é fundamentalmente clínico.
Exames auxiliares e Diagnóstico
Diagnóstico Diferencial
É necessário excluir outras causas de sibilância:
• Agudização de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
• Obstrução das vias respiratórias
• Edema pulmonar:
• Pneumonia
• Insuficiência cardíaca congestiva
Conduta
Os objectivos principais de tratamento da crise asmática são: reverter rapidamente a obstrução
brônquica, o processo inflamatório e garantir uma boa oxigenação pulmonar.
Para tal, é necessário classificar a intensidade da crise e posteriormente manejar rapidamente o
caso, conforme descrito abaixo.
O conhecimento dos factores que aumentam o risco de morte por asma, irá permitir ao TMG
direccionar melhor a sua conduta:
Os principais factores que determinam maior risco de morte por asma são os seguintes:
• Antecedentes de crise asmática severa.
• Duas (02) ou mais hospitalizações por asma no ano anterior.
• Três (03) ou mais visitas à urgência médica por asma no ano anterior.
• Internamento ou visita à urgência por asma no mês anterior.
• Uso de drogas ilícitas (ex: cocaína, heroína)
• Doença psiquiátrica crónica.
• Baixo nível sócio-económico
• Outros problemas médicos significativos, como um ataque cardíaco e outras doenças pulmonares
Tratamento da crise asmática nos cuidados intensivos
O diagrama acima, mostra os critérios de admissão de pacientes aos cuidados [Link]
casos, deve ser feita a estabilização do paciente e transferência imediata para o médico, ou para
uma Unidade Sanitária de referência.
O Tratamento a fazer é:
• Oxigénio 4 – 6 l/min via nasal, usando cânulas, cateteres ou máscaras e observar se estão
bem adaptados.
• Salbutamol (β2 agonista) por nebulizador ou inalado 5mg/ml : diluir 0.5 a 1 ml em soro
fisiológico até perfazer 2-4 ml de solução e inalar até terminar o aerossol (máximo 3 doses).
• Hidrocortisona 200mg EV ou prednisolona 1 a 2 mg/kg (40 a 60 mg) EV
• Aminofilina 240mg/10 ml: 6 mg/kg administrada lentamente, durante 20-30 minutos, ou de
preferência em perfusão com soro fisiológico ou dextrose a 5%, durante 30 min.
Nota: na ausência de salbutamol, usar adrenalina injectável
CRISE ASMÁTICA EM CRIANÇAS
Introdução
Assim como os adultos, as crianças também são frequentemente acometidas pela asma,
contudo, para se fazer o diagnóstico de asma, é necessário diferenciá-lo do
broncoespamo reactivo, uma condição similar a asma e frequente neste grupo etário.
O broncoespasmo reactivo, é uma condição geralmente transitória, que consiste na
obstrução das vias respiratórias inferiores, determinada por estímulos diversos (irritantes,
infecciosos). É muito frequente nas crianças menores de 3 anos. Evolui e passa
espontaneamente por volta dos 5 – 6 anos de idade.
A asma desenvolve-se antes dos 5 anos de idade, com pico entre os 6-11 anos, mas para
se fazer o diagnóstico de asma a criança deve ter pelo menos 5 anos, porque nesta idade
pode-se excluir o broncoespasmo reactivo.
Factores desencadeantes
Os factores desencadeantes são os mesmos que os dos adultos. Destes, as infecções
virais das vias respiratórias são os mais frequentes até os 5 anos, e os alergénios são os
mais frequentes após os 5 anos.
Quadro clínico e complicações
Os principais sinais e sintomas são os mesmos que no adulto: tosse, dispneia e pieira. A
criança maior irá se queixar de opressão torácica e podem estar presentes vómitos.
As complicações também são as mesmas que no adulto, sendo que o quadro clinico
evolui com descompensação mais rapidamente.
Diagnóstico
É igualmente clínico. Devendo-se também prestar atenção aos antecedentes.
Características específicas das diferentes formas de gravidade da asma
Diagnóstico
É necessário excluir outras causas de sibilância e dificuldade respiratória
na criança. As principais são as seguintes:
• Pneumonia
• Aspiração de corpo estranho
• Laringotraqueobronquite (Crupe)
• Epiglotite
• Bronquiolite
Conduta
Tratamento da crise asmática (na criança) nos cuidados intensivos
• Oxigénio: 1-2l/min.
• Salbutamol em solução nebulizável de 5mg/ml: 0,03ml/kg, diluir com 4 ml de soro
fisiológico. Nebulizar com oxigénio (6l/min). Se necessário, repetir a cada 20 min na
primeira hora (até 3 doses).
• Esteróides: Prednisolona 1 a 2 mg/kg EV ou IM
• Aminofilina 240mg/10 ml: 5 a 6 mg/kg (máximo 300 mg) administrada lentamente,
• Durante 20-30 minutos, ou de preferência em perfusão com soro fisiológico ou
dextrose a 5%, durante 30 min. Em seguida, administre dose de manutenção de 5
mg/kg de 6/6 horas.
Não administre a dose de ataque, se nas últimas 24 horas a criança recebeu este
medicamento sob qualquer forma (oral ou injectável).
Suspenda imediatamente a medicação se a criança começar com vómitos,
taquicardia (>180b/min), cefaleia ou convulsões.
• Sempre que es inspirador, tu crias a luz
• As pessoas querem estar perto da luminosidade
• Poder guiar multidões e iluminar
• Pessoas que conseguem influenciar e guiar outras são génios
Valete-poder.2019
OBRIGADO PELA ATENÇÃO DISPENSADA
PRESTEM ATENÇÃO NA AULA DE PNEUMONIA
OBRIGADO