Livro Texto - Unidade III 3
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Unidade III
7 AÇÕES QUE FAVORECEM O MEIO AMBIENTE E A SAÚDE HUMANA: AÇÕES
DO ÂMBITO DE ENERGIA, ÁGUA E AR
Ser ecologicamente correto ou alfabetizado vai além do conhecimento das atitudes corretas com o
meio ambiente e com a saúde humana, ou seja, inclui atividades no âmbito da preservação desse meio,
o que se refletirá na saúde. Abordaremos as ações que podemos realizar para a melhoria das condições
ambientais, as quais se refletem na saúde do ser humano.
Para que ocorra a captação de água de um manancial e, consequentemente, essa fonte seja destinada
aos seres humanos, é preciso um levantamento de informações para garantir um abastecimento
constante e um tratamento adequado. É necessário analisar o tipo de manancial (fundo de vale,
subterrâneo, superficial) e as condições de sua preservação, ou seja, se ele está próximo de alguma
nascente, se há moradias ao seu redor e a que tipo de fontes de poluição está sujeito. Com base em
tais características, é possível projetar uma estação de tratamento adequada e identificar pontos que
precisam ser adequados na rede de distribuição, como a quantidade de reservatórios para o tamanho
da população assistida por aquela fonte e a integridade das tubulações, pois se existirem rachaduras
ou infiltrações, poderá ocorrer a contaminação da água entre a estação de tratamento e o destino
final (domicílios, indústrias e áreas agrícolas).
Além disso, são realizadas várias análises nas águas dos mananciais e nas estações de tratamento,
garantindo o padrão de qualidade que chega ao consumidor. Dentre as análises, há aquelas que
identificam a presença de microrganismos patogênicos na água. Para tal, a análise mais rápida e barata é
a detecção de coliformes fecais, sendo que os coliformes abrangem vários gêneros de microrganismos. A
bactéria Escherichia coli é a principal e mais abundantemente encontrada, pois é facilmente identificável
por ser uma bactéria termotolerante, isto é, ela tem a característica de fermentar lactose a 44,5º C em
um período de 24 horas, produzindo ácido e gás, os quais podem ser quantificáveis.
A bactéria E. coli está presente no intestino humano e de animais de sangue quente, mas tem
capacidade de multiplicação na água. Ela é atualmente utilizada como o principal indicador de
contaminação fecal, ou seja, sua presença identifica o despejo de esgoto nos corpos de água.
A finalidade do tratamento é transformar a água bruta em potável para que seja adequada ao
consumo humano. Os processos realizados em uma estação de tratamento (ETA) estão representados na
figura a seguir. Com base em dados da Sabesp, essa figura esquematiza o tratamento convencional, que
inclui etapas como: coagulação, floculação, decantação, filtração, desinfecção, reserva e distribuição.
Podemos observar que a água de um manancial é coletada por uma adutora (tubulação de coleta) até a
ETA e atravessa vários tanques.
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Manancial de
abastecimento
Rede de distribuição
(cidade, indústria, campo)
(7) Reservatórios (6)
Figura 24 – Esquema de uma estação de tratamento de água (ETA): 1) Coagulação; 2) Floculação;
3) Decantação; 4) Filtração; 5) Desinfecção; 6) Reservatórios
• Tanque de coagulação: é um tanque de mistura rápida, em que são adicionados vários componentes.
Logo que a água chega à estação de tratamento, ela recebe cloro, para facilitar a retirada de
matéria orgânica e de metais, como ferro e manganês que, na presença do cloro, ficam insolúveis
em água. Ocorre a adição de cloreto férrico ou sulfato de alumínio, com poder coagulante – o que
formará pequenos aglomerados de material –, e a adição de cal para corrigir o pH entre 6,0 e 9,5.
• Tanque de filtração: esses tanques são formados por camadas de areia, antracito (carvão) e
cascalho de diversos tamanhos. Nesse processo ocorre a retirada de impurezas que não foram
sedimentadas na fase anterior.
• Rede de distribuição: são as tubulações e encanamentos que levam a água tratada dos reservatórios
até seu destino final. Para superar os desníveis topográficos, às vezes, são instaladas bombas ou
construídas estações elevatórias.
Apesar de todo o cuidado no tratamento da água para o abastecimento, é difícil detectar falhas
nas tubulações da rede de distribuição, como rachaduras e infiltrações que poderiam comprometer a
qualidade do tratamento realizado. Em casos em que não há rede de tratamento e a coleta de água
for feita diretamente de poços artesianos ou em locais onde se armazena água da chuva (cisternas),
o tratamento da água poderá ser caseiro, o qual consiste na sua fervura por 20 minutos após o início
da ebulição. Esse processo elimina o oxigênio e pessoas mais sensíveis ao paladar podem perceber
uma alteração de sabor. A solução é agitar a água após a fervura para restituir a aeração. Ele pode ser
complementado pela utilização de filtros.
Esgoto também pode ser chamado de resíduo líquido, água residuária ou simplesmente
dejeto. O tratamento convencional mais utilizado nas Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) é a
técnica de lodos ativados. Esse lodo é composto de bactérias aeróbias que aceleram o processo de
decomposição da matéria orgânica. Tanto a coleta como o tratamento do esgoto visam conservar
os recursos naturais, melhorar as condições sanitárias locais, minimizar focos de poluição e
contaminação e reduzir gastos públicos com o tratamento de doenças, bem como o tratamento
da água para o abastecimento.
O tratamento do esgoto se inicia pela rede coletora nas cidades, áreas industriais ou no campo. Essa
rede leva o material até a ETE, onde o esgoto é direcionado conforme a figura a seguir:
Estação de tratamento de esgoto (ETE)
Rede de coleta
(cidade, indústria, campo) Manancial
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• Tanque de gradeamento: serve como uma peneira, na qual o material maior fica detido e o restante
segue para a segunda etapa.
• Tanque de aeração: também conhecido como reator biológico ou biodigestor, é o local onde o
material permanece em constante agitação para garantir o aporte de oxigênio e para que ocorram
os processos de decomposição por bactérias aeróbias.
• Tanque de decantação primária: tanque em que ocorre a primeira etapa de separação do material líquido
do sólido. A fase líquida segue para a próxima fase, e o material sólido é destinado a aterros sanitários.
E quando não houver rede coletora de tratamento de esgoto? Quais providências podem ser tomadas?
Partindo do princípio de que a decomposição do material orgânico é um processo natural, em áreas rurais
ou urbanas sem tratamento de esgoto podem ser instaladas fossas sépticas. Segundo a Companhia de
Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), fossas sépticas são unidades de tratamento primário dos
esgotos domésticos, nas quais são feitas a separação e a transformação da matéria sólida contida nos esgotos.
Para a instalação caseira, são necessários dois reservatórios: a fossa e o sumidouro. Neles, atualmente,
já se encontram pré-moldados em lojas de material para construção. De dentro do domicílio, deve sair
uma tubulação ligando o vaso sanitário à fossa e depois a ligando ao sumidouro. Dentro da fossa, o
esgoto sofre ação de bactérias decompositoras. O material sólido fica retido no fundo, e a parte líquida
segue para o sumidouro, não permitindo que a parte líquida se infiltre no solo. É importante que apenas
o esgoto do vaso sanitário seja destinado à fossa, uma vez que os detergentes usados no banho e
cozinha podem matar as bactérias, dificultando o processo de decomposição.
Saiba mais
Saindo do âmbito do tratamento de água e esgoto, e partindo para a produção de energia, podemos
destacar como uma ação efetiva a utilização de fontes renováveis, como a energia hidráulica, a eólica e
aquela proveniente do etanol, que são extremamente importantes para a preservação do meio ambiente
e, consequentemente, para a diminuição dos prejuízos à saúde da humanidade.
O Brasil se destaca nesse quesito em relação às outras nações, tendo uma participação considerável
na produção das fontes de energia renováveis citadas anteriormente. Além disso, o Ministério de Minas
e Energia coordena dois projetos de grande importância na tentativa de exercer o uso dos recursos com
consciência e sustentabilidade: Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), cuja
responsabilidade de execução é da Eletrobrás, e o Programa Nacional da Racionalização do uso dos
Derivados do Petróleo e Gás Natural (Conpet), de responsabilidade da Petrobrás, a qual fornece recursos
técnicos, administrativos e financeiros ao programa.
Alguns projetos eólicos já foram implementados no Brasil e confirmaram a viabilidade desse sistema
para produção de energia; mas, demonstraram também a importância do investimento nessa área. A
Carta dos Ventos estabelece diretrizes ao aproveitamento brasileiro dessa fonte, considerando a extensão
territorial do país e suas condições geográficas e climáticas. O documento também é responsável pela
inclusão das regras, da formulação de políticas públicas e dos mecanismos de atração de investimentos
em energia eólica no Brasil. No entanto, somente no ano de 2012, o documento foi revogado, quando
foram estudadas novas formas de atrativos para investimentos dessa fonte de energia, que ainda é
extremamente cara.
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Lembrete
O biodiesel (um tipo de combustível feito a partir de plantas – óleos vegetais – e animais – gordura
animal) foi gerado por pesquisadores brasileiros com o intuito de prevenir maiores danos à atmosfera
terrestre e, consequentemente, diminuir o efeito estufa. Esse combustível, assim como o etanol, favorece
o meio ambiente. No entanto, sua produção em grande escala ainda não é possível, mas algumas
frotas de ônibus da cidade de São Paulo já utilizam esse tipo de combustível em substituição ao diesel
convencional, o qual prejudica drasticamente a atmosfera terrestre.
As ações que visam a melhoria da qualidade do ar são tão importantes quanto as já citadas para a
água e a energia. Existem diversas tecnologias de controle da poluição atmosférica e estratégias para
a diminuição da poluição do ar, sendo que as maiores áreas de aplicação para essas tecnologias são as
indústrias e os veículos automotores. Por exemplo:
• carvão ativado: utilizado na purificação de gases, a fim de remover vapores de óleos, cheiros e
hidrocarbonetos do ar;
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• conversor catalítico: usado para diminuir a toxicidade das emissões dos gases na combustão de
um motor;
• biofiltros: são filtros que contém microrganismos cuja função é degradar os compostos poluentes.
Assim, todas essas estratégias contribuem para a melhoria das condições do ar, da água e do ganho
de energia, as quais se refletem no meio ambiente e, consequentemente, na saúde humana.
Falaremos do gerenciamento dos resíduos sólidos como a primeira opção para diminuir os danos
ao meio ambiente e à saúde da população. Esse gerenciamento tem como função garantir que todos
os resíduos sejam gerados e destinados de forma segura e apropriada. Existem etapas que devem ser
seguidas para que exista uma gestão adequada dos resíduos sólidos. São elas:
• tratamento: determinar quais resíduos podem ser tratados e qual o tipo de tratamento;
Além dos ciclos para o gerenciamento seguro dos resíduos sólidos, tal processo é sustentado por um
conceito, denominado teoria dos 3Rs. São eles:
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Unidade III
• Redução da geração de fonte: essa ação visa a diminuição da produção desses resíduos, por meio
de procedimentos que podem ser implantados tanto em residências quanto em empresas. Esses
procedimentos podem ser simplesmente operacionais ou serem ajustados a tecnologias de ponta
para melhorarem a produção dos produtos.
• Reutilização dos resíduos: visa a reutilização do produto sem alterar sua estrutura. Por exemplo:
utilizar os dois lados da folha de papel.
• Reciclagem dos resíduos: os resíduos são utilizados para criar outros tipos de materiais. Por
exemplo: reciclagem das latas de alumínio para bebidas.
Processo
Resíduo gerado
Caracterização/
classificação Armazenamento temporário
Sim
Precisa de tratamento?
Periculosidade?
Sim
Não Pré-
Reciclagem/ tratamento?
reutilização Armazenamento
interna temporário
Não
Sim Reutilizado/ Destinação
reciclado final
Não
Sim
Reciclagem/ Pré-tratamento Pré-tratamento?
reutilização
interna Não
Destinação final
Como vimos, alguns resíduos precisam passar por tratamento. Discutiremos agora quais os
principais tipos utilizados antes da destinação final de alguns resíduos sólidos, que são os tratamentos
térmicos e os químicos.
Os resíduos sólidos que passam por tratamento térmico sofrem processos de incineração (por combustão),
coprocessamento (reutilização em outros métodos), pirólise (decomposição química por calor) e plasma (gás
ionizado por temperatura acima de 3000º). São exemplos de resíduos que passam por esse procedimento:
óleo usado, plástico e borracha, tintas e solventes, cinzas de fornos etc. Já os resíduos sólidos que passam por
tratamento químico sofrem centrifugação, separação gravitacional e redução de partículas.
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Para facilitar o processo de manuseio e acondicionamento, algumas dicas podem ser recomendadas,
independentemente do local de origem desse resíduo.
Além das medidas relatadas, o Conama, por meio da Resolução nº 275 (2001), orientou cores padrão
a fim de facilitar a identificação e a segregação dos resíduos sólidos. A figura a seguir esquematiza essas
cores de acordo com o tipo de resíduo.
Amarelo Azul Branco Cinza Laranja
Lembrete
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Exemplo de aplicação
As condutas de destinação correta dos resíduos começam em casa. Com isso, convidamos você a
refletir se elas existem no seu dia a dia, respondendo a simples questões:
Você separaria os resíduos sólidos gerados em sua residência, mesmo que seu município não realizasse
a coleta seletiva?
Você disponibilizaria tempo para levar esses resíduos separados até um local predeterminado para
o descarte?
Para que exista o aproveitamento e a reciclagem dos resíduos, é necessário que haja um tipo de coleta
especial, denominado coleta seletiva, cuja função é separar o lixo para que seja enviado à reciclagem, isto
é, não misturar materiais recicláveis com o restante do lixo. Essa ação pode ser realizada por um cidadão
ou organizada em comunidades: condomínios, empresas, escolas, clubes e cidades, dentre outras. As
primeiras informações oficiais sobre a coleta seletiva no Brasil aconteceram em 1989 pelo IBGE, que
identificou cerca de 58 programas para tal atividade. Segundo dados do IBGE (2008), atualmente esse
tipo de ação já está implantado em cerca de 50% dos municípios do país. No início, em São Paulo, todos
os resíduos coletados por esse tipo de ação eram enviados para o Centro de Triagem e Reciclagem em
Pinheiros e lá eram separados. Nos dias atuais, esses centros se multiplicaram. Os municípios que ainda
não possuem o serviço de coleta seletiva contam com Postos de Entrega Voluntária (PEVs), para os quais
a população se desloca e deposita o seu lixo.
Em relação aos resíduos de serviços de saúde, a classificação é feita de acordo com as suas
características físicas, químicas, biológicas, estado de matéria e origem, para o seu manejo e
acondicionamento adequados. De acordo com esses aspectos, os resíduos de serviços de saúde são
considerados resíduos perigosos.
Lembrete
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gerenciamento de resíduos de serviços de saúde, atendendo todos os requisitos legais e critérios técnicos
para o planejamento, desde seu o manejo até a segregação e disposição finais.
Em relação ao manejo dos resíduos sólidos de saúde, a ação visa o gerenciamento intra e
extrainstituição de saúde, incluindo as etapas de: classificação, segregação, embalagem/segregação,
identificação, coleta e transporte interno, armazenamento interno (temporário), transporte interno
para o armazenamento externo, armazenamento externo (temporário), transporte externo, tratamento
e disposição final.
A segregação inclui a separação dos resíduos no momento e a local da sua geração, de acordo com
suas características; já o acondicionamento inclui o embalo desses resíduos segregados. Para entendê-
lo, precisamos revisar as classes de resíduos de saúde, que já foram citadas. O acondicionamento dos
resíduos do grupo A deve ser realizado em sacos plásticos com descrição de contaminante; eles devem
estar dentro de recipientes com cantos vivos, tampa articulada e acondicionamento por pedal, feitos
de material liso, resistente, lavável e impermeável, e ser identificados como substância infectante com
fundo branco. Os resíduos do grupo B devem ser isolados em recipientes próprios para a sua atividade
química/física. Os resíduos do grupo C devem ser acondicionados de acordo com as exigências da
Comissão Nacional de Energia Nuclear, sendo que o saco plástico deve conter a cor roxa, com o símbolo
de radiação. Os resíduos do grupo D devem ser mantidos de acordo com aqueles de limpeza urbana,
sendo identificados no que se refere ao símbolo da substância. Já os resíduos do grupo E devem ser
guardados em recipientes com tampa, rígidos e resistentes à punctura, ruptura e vazamento, devendo
ser devidamente identificados com o símbolo de infectante e perfurocortante, além de conter os dizeres
“perfurocortantes”. A figura a seguir esquematiza essas identificações.
ATENÇÃO
MATERIAL RADIOATIVO
Os resíduos químicos, que também são considerados perigosos, não podem ser descartados no lixo
comum e devem ter um tratamento prévio antes do destino final. São exemplos o hidrocarboneto
halogenado, o composto inflamável em água, os explosivos (como azidas e peróxidos), os polímeros
que se solubilizam em água formando gel, os materiais que possuem reatividade com a água, os
produtos químicos malcheirosos, os nitrocompostos, o brometo de etídio, o formol e os materiais
contaminados com produtos químicos perigosos, como materiais de vidro, papel de filtro, luvas e
outros materiais descartáveis.
Considerando que todos os resíduos classificados como perigosos causam danos ao meio
ambiente e à saúde humana, foi adotada uma simbologia relacionada ao risco que eles podem gerar.
Essa simbologia foi criada pela National Fire Protection Association (NFPA), dos EUA, e é também
conhecida como diagrama de Hommel. O diagrama caracteriza e sinaliza o risco que determinado
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resíduo possui para o meio ambiente e para a saúde. Ele deve ser fixado na embalagem em que
os resíduos forem desprezados a fim de facilitar para quem for manuseá-lo, diminuindo riscos de
contaminação com o produto que vai ser desprezado. Ainda, na figura a seguir, podemos observar
a classificação (números ou letras) desses riscos, que devem compor o centro de cada losango, de
acordo com o resíduo perigoso a ser desprezado.
Inflamabilidade
4 – Abaixo de 23º C
3 – Abaixo de 38º C
2 – Abaixo de 93º C
1 – Acima de 93º C
0 – Não inflamável
Inflamabilidade
Riscos à saúde Reatividade
4 – Letal 4 – Pode explodir
3 – Muito perigoso 3 – Pode explodir com choque mecânico
Risco à saúde Reatividade
2 – Perigoso 2 – Reação química violenta
1 – Risco leve 1 – Instável se aquecido
0 – Material normal 0 – Estável
Riscos específicos
Riscos específicos
OX – Oxidante
ACID – Ácido
ALK – Álcali (Base)
COR – Corrosivo
W – Não misture com água
Se utilizarmos todas essas fontes de forma segura ao meio ambiente, os danos e agravos à
saúde serão minimizados. Um dos elementos que sofrerá menos com esse tipo de ação é o solo.
Muitos fatores contribuem para a contaminação do solo, incluindo a disposição inadequada dos
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resíduos sólidos. Portanto, para preservar a qualidade do solo, devemos tratar os resíduos de
origem residencial e industrial, acondicioná-los em recipientes próprios e seguros, colaborar com
a reciclagem e o reúso dos resíduos, cultivar organicamente (sem uso de agrotóxicos) e proteger
as florestas, em todos os aspectos.
Quando o solo estiver contaminado, será possível realizar a sua descontaminação. Para tal, antes do
ato de descontaminação, é necessário afastar os indivíduos do local, remover a fonte de contaminação
e bloquear as vias de interferência, isolando a área. Após esses procedimentos, a descontaminação
pode acontecer in situ, que se trata da descontaminação do local removendo os contaminantes do
solo com o uso de meios como água e ar. Esses veículos de transporte são então tratados por via
química, biológica ou mecânica, e vão novamente introduzidos no local descontaminado. Outro tipo
é o ex situ, que remove o solo contaminado de modo que ele possa ser submetido à descontaminação.
Lembrete
Conforme comentado, a saúde do trabalhador está envolvida com diversos fatores e a prevenção de
acidentes somente é conseguida com o uso de equipamentos de proteção individual (EPIs). Em relação
a esses equipamentos, existe uma lista bem extensa, dividida pelo tipo de proteção gerada por eles,
conforme demonstrado no quadro a seguir.
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Além do uso dos EPIs, algumas empresas contam com a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
(Cipa), criada em 1944 por Getúlio Vargas. A composição dessa comissão é eleita pelos funcionários da
empresa, os quais, se escolhidos, tornam-se representantes da Cipa. Seu principal objetivo é desenvolver
melhores condições de trabalho, evitando acidentes e colaborando com a saúde dos trabalhadores.
Assim, no dia a dia, os indivíduos que compõem a Cipa são responsáveis por essas condições e a utilizam
como instrumento de organização de todas as condições mencionadas.
Todos esses procedimentos colaboram tanto com o meio ambiente quanto com a saúde das pessoas,
indicando a importância da Saúde Ambiental em todas as áreas da vida humana.
Saiba mais
Resumo
Para que ocorra a captação de água de um manancial e,
consequentemente, essa fonte seja destinada ao abastecimento humano,
é necessário um levantamento de informações que garanta o provimento
constante e um tratamento adequado. É fundamental analisar o tipo
de manancial (fundo de vale, subterrâneo, superficial) e sua condição
de preservação, ou seja, se ele está próximo de alguma nascente, se há
moradias ao seu redor e a que tipo de fontes de poluição está sujeito.
Com base nessas características, é possível projetar uma estação de
tratamento adequada e identificar pontos que precisam ser ajustados na
rede de distribuição, como a quantidade de reservatórios para o tamanho
da população assistida por aquela fonte e a integridade das tubulações
– isso porque, caso haja rachaduras ou infiltrações, pode ocorrer a
contaminação da água entre a estação de tratamento e o destino final
(domicílios, indústrias, áreas agrícolas).
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SAÚDE AMBIENTAL E VIGILÂNCIA SANITÁRIA
Exercícios
I – As operações físicas unitárias são métodos de tratamento nos quais predomina a aplicação de
processos físicos, como gradeamento, mistura, sedimentação, flotação e filtração.
II – Nos tratamentos de esgoto por processos químicos, a remoção ou conversão de poluentes se faz
pela adição de produtos químicos ou por reações químicas, como desinfecção e precipitação.
III – Os processos biológicos de tratamento de esgoto dependem das condições em que se realiza a
atividade biológica para a remoção de poluentes, como o processo de estabilização da matéria orgânica,
no qual os microrganismos convertem a matéria orgânica em gases, água e outros compostos inertes.
A) I, apenas.
B) III, apenas.
C) I e II, apenas.
D) II e III, apenas.
E) I, II e III.
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Justificativa: as três sentenças estão corretas. No tratamento convencional do esgoto, são realizados
processos físicos como retirada do material não orgânico (gradeamento), separação do material mais
denso (sedimentação) e retirada de partículas (flotação/filtração), para depois ser devolvido a natureza.
Em alguns casos nos quais se objetiva acelerar o tratamento das águas residuárias ou quando o esgoto
está misturado com substâncias químicas, apenas a atividade biológica dos microrganismos é insuficiente
para degradar o material, sendo necessária a adição de substâncias para promover novas reações para a
retirada dos poluentes e patógenos. O processo biológico de tratamento de esgoto também é conhecido
como “lodo ativado”, em que os próprios microrganismos existentes no esgoto fazem a decomposição
do material. O material sedimentado nos tanques “lodo” é rico em microrganismos, é reaproveitado,
sendo misturado no material recém-chegado.
III – Deve-se priorizar a restrição à construção de polos de atração e de fontes de poluição, tais como
aeroportos e centros comerciais.
IV – Em algumas áreas, deve ser proibida a presença de certos tipos de fontes que emitam material
particulado, com fixação de placas informativas.
A I, II e III.
B I, II e IV.
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Unidade III
C I, III e V.
D II, IV e V.
E III, IV e V.
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FIGURAS E ILUSTRAÇÕES
Figura 3
Figura 5
Figura 6
Figura 8
Figura 10
Figura 21
Figura 22
REFERÊNCIAS
Audiovisuais
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WEA/Elektra Records, 1981. 7”. Faixa 1.
SANEAMENTO Básico, o Filme. Dir. Jorge Furtado. Brasil: Columbia Pictures, 2007. 112 minutos.
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Textuais
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Exercícios
110
111
112
Informações:
www.sepi.unip.br ou 0800 010 9000