Conteúdo Programático: Politicas Publicas – CONHECIMENTO GERAL; Democracia e Cidadania –
CONHECIMENTO GERAL; Ética – CONHECIMENTO GERAL; Diversidade e Inclusão – CONHECIMENTO
GERAL; Administração Pública – CONHECIMENTO GERAL; Finanças Públicas – CONHECIMENTO GERAL
Gestão Governamental - EIXO 1 (peso 1); Políticas públicas – EIXO 2 (peso 1);
Sociologia aplicadas ao Trabalho – EIXO 3 (peso 2); Segurança e Saúde do Trabalhador
- EIXO 4 (peso 3); Direito do Trabalho – EIXO 5 (peso 3)
RESUMOS:
3.1 Princípios e valores éticos do serviço público, seus direitos e deveres à luz do artigo 37 da
Constituição Federal de 1988, e do Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder
Executivo Federal (Decreto nº 1.171/1994). 3.2 Governança pública e sistemas de governança (Decreto
nº 9.203, de 22 de novembro de 2017). Gestão de riscos e medidas mitigatórias na Administração
Pública. 3.3 Integridade pública (Decreto nº 11.529/2023). 3.4 Transparência e qualidade na gestão
pública, cidadania e equidade social. 3.5 Governo eletrônico e seu impacto na sociedade e na
Administração Pública. Lei nº 14.129/2021. 3.6 Acesso à informação. Lei nº 12.527/2011. 3.7
Transparência e imparcialidade nos usos da inteligência artificial no âmbito do serviço público.
ÉTICA: é a ciência do comportamento moral dos homens em
sociedade
ética no serviço público é mais relativa e mutável.
NATUREZA DO DECRETO N. 1.171/1994:
NORMATIVO
Cria normas de conduta, conhecidas no Direito como normas
materiais, impondo comportamentos aos servidores.
Leva os servidores a adotar comportamentos que refletem uma
consciência ética elevada, não apenas cumprindo as leis, mas
honrando princípios morais mais amplos.
Por ser um Decreto e não uma Lei, o Código de Ética instituído pelo
1171, não é aplicável aos Estados e Municípios, nem ao Poder
Judiciário ou ao Poder Legislativo, bem como as Forças Armadas
Decreto 1171 é aplicável ao servidor público tanto no sentido amplo quanto no sentido
estrito
O código de Ética é dividido em:
Capítulo 1
Seção 1: REGRAS DEONTOLÓGICAS: representam o padrão ético desejável
na Administração Pública Federal. Tais valores são: dignidade, decoro,
honra, zelo, honestidade, eficácia, consciência dos princípios
morais, bem comum, cortesia, boa vontade, respeito ao cidadão etc
Seção 2: PRINCIPAIS DEVERES: refletem a integridade da função pública e
a busca dos valores que norteiam seu exercício
Seção 3: VEDAÇÕES: atos de improbidade administrativa e como infrações
disciplinares, previstas no Estatuto do Servidor Público
Capítulo 2 –
COMISSÃO DE ÉTICA: composta de 3 TITULARES de cargo efetivo e
3 SUPLENTES – será comunicado a (SAF) Secretaria de Adm Federal
da Presidência da República os membros e serão escolhidos entre os
empregados de quadro permanente.
a cada ano, um integrante da Comissão será substituído
VEDADO OS QUE OCUPAM CARGO COMISSÃO
O dirigente máximo de órgão ou entidade NÃO poderá ser membro
> deve tomar conhecimento da IMPUTAÇÃO (AUTORIA) e do
PROCEDIMENTO do ato susceptível de censura.
> SUPERVISIONAR o código de conduta da alta administração e
comunicar a CEP o descumprimento das normas.
A atuação da Comissão de Ética é independente de instâncias
superiores.
Dúvidas legais devem ser encaminhadas ao jurídico da entidade.
Dúvidas sobre o Código de Ética devem ser resolvidas pela Comissão
de Ética Pública.
Grandes entidades podem nomear representantes de áreas para servir
como ligação com a Comissão.
> As comissões de ética são encarregadas de orientar e
aconselhar sobre a ética profissional do servidor quando este
lida com pessoas ou com o patrimônio público.
COMISSÃO DE ÉTICA SETORIAL é a que compõe cada órgão que DEVE TER
UMA COMISSÃO DE ÉTICA. E atuam como elemento de ligação com a
Comissão de Ética Pública (CEP)
É uma OBRIGAÇÃO a criação da comissão de ética e terá como missão
ORIENTAR E ACONSELHAR sobre a ética do servidor –
com PENALIDADE DE CENSURA: qualquer outra pena que vir na sua prova
apresentada pela Comissão de Ética é errônea.
Cabe às comissões de ética prestar informações a gestão do quadro de
carreiras dos servidores, instruindo a promoção por merecimento prevista
nos planos de carreira
Decreto Autônomo: É um ato normativo emitido pelo Poder Executivo
com força de lei, utilizado para organizar e estruturar a administração
pública. Sua emissão não requer autorização legislativa específica para
cada caso. Sua utilização é excepcional e deve estar expressamente
autorizada pela Constituição. Hipóteses aceitas incluem a organização da
Administração Federal e a extinção de cargos vagos.
Decreto Regulamentar: É um ato administrativo utilizado para detalhar e
assegurar a correta aplicação de uma lei existente. - lealdade à
instituição
A função pública deve ser tida como exercício profissional e,
portanto, se integra na vida particular de cada servidor público.
Assim, os fatos e atos verificados na conduta do dia-a-dia em sua
vida privada poderão acrescer ou diminuir o seu bom conceito na
vida funcional.
MORALIDADE = EQUILIBRIO ENTRE LEGALIDADE E FINALIDADE
ESFORÇO PELA DISCIPLINA:
cortesia
boa vontade
cuidado
tempo dedicado ao serviço público
Tratar mal uma pessoa que paga seus tributos direta ou
indiretamente significa causar-lhe dano moral
formação de longas filas: GRAVE DANO MORAL
A pena aplicável ao servidor público pela Comissão de Ética é a de
censura e sua fundamentação constará do respectivo parecer,
assinado por todos os seus integrantes, com ciência do faltoso.
Dentre os principais deveres do servidor público, aquele que permite ao
mesmo, diante de duas opções, escolher a mais vantajosa para o bem
comum é: ser probo, reto, leal e justo.
DECRETO N. 9.203/2017:
dispõe sobre a política de governança da administração pública
federal direta, autárquica e fundacional.
Governança pública: de LIDERANÇA, ESTRATÉGIA E CONTROLE
postos em prática para avaliar, direcionar e monitorar a gestão, com
vistas à condução de políticas públicas e à prestação de serviços de
interesse da sociedade
PRINCIPIOS DA GOVERNANÇA: capacidade de resposta,
integridade, confiabilidade, melhoria regulatória,
transparência e prestação de contas e responsabilidade
DIRETRIZES:
>Inovação para resolver problemas sociais com menos recursos.
>Simplificação administrativa e modernização.
>Monitoramento e avaliação constante das políticas.
>Integração entre diferentes níveis do setor público.
>Padrões éticos para agentes públicos.
>Controles internos e prevenção de riscos.
>Avaliação de propostas e custo-benefício.
>Decisões baseadas em evidências e legalidade.
>Boas práticas regulatórias e consulta pública.
>Definição clara de funções e responsabilidades.
>Comunicação aberta e transparente.
Valor público: Produtos e resultados gerados, preservados ou entregues
pelas atividades de uma organização que representem respostas efetivas
e úteis às necessidades ou às demandas de interesse público
Alta administração: Ministros de Estado, ocupantes de cargos de
natureza especial, ocupantes de cargo de nível 6 do Grupo-
Direção e Assessoramento Superiores - DAS e presidentes e
diretores de autarquias, inclusive as especiais, e de fundações públicas ou
autoridades de hierarquia equivalente
MECANISMOS:
formas de acompanhamento de resultados;
soluções para melhoria do desempenho das organizações;
instrumentos de promoção do processo decisório fundamentado em
evidências.
Gestão de riscos: Processo de natureza permanente,
estabelecido, direcionado e monitorado pela alta
administração, que contempla as atividades de identificar,
avaliar e gerenciar potenciais eventos que possam afetar
a organização, destinado a fornecer segurança razoável
quanto à realização de seus objetivos.
COMITÊ INTERMINISTERIAL DE GOVERNANÇA – CIG: tem por
finalidade assessorar o Presidente da República na condução da
política de governança da administração pública federal.
O CIG tem por finalidade ASSESSORAR o Presidente da República:
provar recomendações aos colegiados temáticos para garantir a coerência e a
coordenação dos programas e das políticas de governança específicos
Formado por:
MINISTRO CHEFE DA CASA CIVIL – COORDENADOR
MINISTRO DE ESTADO DA ECONOMIA
MINISTRO DE ESTADO DA CONTROLADORIA GERAL DA UNIÃO
Notas sobre a composição: Os membros do CIG poderão ser substituídos
pelos respectivos Secretários-Executivos.
As reuniões do CIG serão convocadas pelo seu Coordenador.
Representantes de outros órgãos e entidades da administração pública
federal poderão ser convidados a participar de reuniões do CIG, sem direito
a voto.
O quórum de reunião do CIG é de maioria simples dos membros e o
quórum de aprovação é de maioria absoluta.
Além do voto ordinário, o Coordenador do CIG terá o voto de qualidade em
caso de empate.
Competências do CIG (Comitê Interministerial de Governança):
Propor medidas para cumprir os princípios e diretrizes de governança.
Aprovar manuais e guias para implementar esses princípios.
Recomendar a coordenação dos programas de governança.
Incentivar e monitorar as melhores práticas de governança na
administração pública.
Editar resoluções necessárias para suas competências.
Grupos de Trabalho:
Serão compostos por até cinco membros.
Terão duração máxima de um ano.
Limitados a três operando simultaneamente.
Secretaria-Executiva do CIG:
Receber, instruir e encaminhar propostas aos membros do CIG.
Encaminhar pautas e documentações aos membros.
Comunicar datas e formas de reuniões aos membros.
Disponibilizar atas e resoluções em um sítio eletrônico.
Participar do CIG ou grupos de trabalho é serviço público não
remunerado*
Integridade pública refere-se ao alinhamento consistente e à
adesão de valores, princípios e normas éticas comuns para
sustentar e priorizar o interesse público sobre os interesses
privados no setor público.
ética e conduta são medidas de controle da integridade e
devem ser apuradas de forma continuada
PROGRAMA DE INTEGRIDADE: promover a adoção de
medidas e ações institucionais destinadas à prevenção,
à detecção, à punição e à remediação de fraudes e
atos de corrupção
EIXO DO PROGRAMA INTEGRIDADE:
> COMPROMETIMENTO E APOIO DA ALTA ADMINISTRAÇÃO
> EXISTÊNCIA DE UNIDADE RESPONSÁVEL PELA IMPLEMENTAÇÃO
NO ÓRGÃO OU NA ENTIDADE
> ANÁLISE, AVALIAÇÃO E GESTÃO DOS RISCOS ASSOCIADOS AO
TEMA DA INTEGRIDADE
> MONITORAMENTO CONTÍNUO DOS ATRIBUTOS DO PROGRAMA
DE INTEGRIDADE
Plano de Integridade:
Documento aprovado pela alta administração.
Organiza medidas de integridade por período, revisado periodicamente.
3 Fases:
1ª Constituição da unidade de gestão da integridade:
Coordenação, orientação e promoção de ações relacionadas ao programa de
integridade.
2ª Aprovação do Plano de Integridade:
Caracterização do órgão/entidade, estabelecimento de unidades, levantamento de
riscos e formas de monitoramento.
Deve ser aprovado até 29 de março.
3ª Atribuição de competências a unidades para:
Promoção da ética.
Transparência ativa.
Tratamento de conflitos de interesses, nepotismo e denúncias.
Verificação de controles internos e cumprimento de auditorias.
Implementação de procedimentos de responsabilização.
Execução e monitoramento do Programa de Integridade:
Baseado nas medidas definidas no Plano de Integridade.
Busca expandir o alcance para políticas públicas implementadas e fornecedores.
Medidas de Integridade:
Iniciativas da entidade relacionadas à ética e integridade para prevenir,
detectar e corrigir atos de corrupção ou fraude.
Exemplos: treinamentos, canal de denúncias, campanhas de integridade,
políticas internas.
Políticas de Integridade:
Normas internas que abordam temas pertinentes à integridade,
estabelecendo regras e condutas para os colaboradores.
Programa de Integridade:
Conjunto de medidas aprovadas pela alta direção para prevenir, detectar
e remediar fraudes e corrupção, implementadas de forma sistemática e
coordenada.
Valor público se refere aos produtos e resultados produzidos, mantidos
ou fornecidos por uma organização, que representam respostas eficazes
e úteis às necessidades ou demandas do interesse público.
Essas ações devem modificar aspectos da sociedade ou beneficiar grupos
específicos reconhecidos como destinatários legítimos de bens e serviços
públicos.
expressão “tone from the top” (ou “tone at the top”) que pode ser
traduzida por “o exemplo vem de cima”
nenhum código de ética ou de integridade aceitaria defesa de
manifestações de cunho político.
ser probo, reto, leal e justo, demonstrando toda a
integridade
ETICA NO SERVIÇO PUBLICO
A ética e seus 3 fatores:
natureza do indivíduo: ter caráter moral elevado – respeitando e
dignificando cada cidadão
natureza do serviço: conhecimento da legislação e dos procedimentos
que regem seu trabalho, sempre em prol do interesse da população
relação do servidor com o público: ponte entre o Estado e a população.
Confiança é construída a base da ética.
Se relacionando também com a MORAL e o DIREITO: são mais que
regulamentos morais, são normas jurídicas e, como tais, passíveis de
coação.
Max Weber: o Estado moderno é caracterizado pela impessoalidade,
racionalidade e burocracia
John Rawls: A justiça é um princípio básico que deve guiar todas as
instituições sociais, incluindo o Estado
Amartya Sen: O desenvolvimento humano é um conceito amplo que
inclui não apenas a renda, mas também a saúde, a educação e a
liberdade.
Os princípios e valores defendidos por esses autores são essenciais para a
ética no setor público. A impessoalidade, a racionalidade, a
burocracia, a justiça, a igualdade de oportunidades e
o desenvolvimento humano são todos princípios que devem
guiar os funcionários públicos em suas ações.
GOVERNANÇA PÚBLICA:
> Relações Ética
> Transparência
> Conformidade
> Prestação Responsável de Contas
Paridade na Governança: no setor público ou no privado, os
princípios da TRANSPARÊNCIA e PRESTAÇÃO DE CONTAS são
aplicáveis
As Relações Éticas: A conformidade garante que as relações éticas
estejam em sintonia com as leis e regulamentos vigentes
Administração Pública e Interesse Público: Adm Publica é o
meio que o Estado executa as prioridades do governo. A coletividade
reconhece as demandas nas ações governamentais e a efetividade,
no grau em que essas ações refletem o INTERESSE PUBLICO
A Importância da Accountability: PRESTAÇÃO DE CONTAS.
TRANSPARÊNCIA
a lei, por sua natureza, foca na correta realização dos procedimentos,
enquanto o código de ética visa garantir que esses
procedimentos sejam realizados com integridade.
***Código de ética é diferente de Regime Disciplinar.
Regime Disciplinar: é um conjunto de regras que especificam as condutas
inadequadas e as sanções aplicáveis quando tais regras são violada
código de ética em conjunto com a sociedade é um processo contínuo
Corresponsabilidade: incluir a sociedade de reforma ética; todos tem
um papel na construção de uma gestão pública integra
PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS:
LEGALIDADE: Agir DENTRO DA LEI
IMPESSOALIDADE Tratar a todos de maneira IGUAL. Sem
favorecimentos.
MORALIDADE: além de agir dentro da lei, devem agir com ÉTICA e
TRANSPARÊNCIA nas ações
PUBLICIDADE: Ações do serviço público devem ser TRANSPARENTES,
garantindo que os cidadãos sejam informados sobre os atos
administrativos e possam fiscaliza-lo (licitações, editais, pagamentos)
EFICIENCIA: serviço seja exercido com PRESTEZA, rendimento funcional,
buscando a otimização de recursos
Deveres do Servidor Público:
- Prestar Serviços com Zelo e Diligencia
- Manter Conduta Compatível com a Moralidade
Administrativa
- Ser Leal as Instituições
- Respeitar os Direitos e Deveres dos Cidadãos
- Zelar pela Economia Pública
- Manter Sigilo Profissional
- Atualização e Capacitação Constantes
- Impedir e Denunciar Irregularidades
A vida pública se integra à vida privada
A moralidade da Administração Pública está sempre ligada
à ideia de que o fim é sempre o bem comum.
regras imperativas são aquelas que determinam o que "deve
ser" feito, estabelecendo padrões mínimos de conduta. não
são negociáveis.
regras constitutivas: espaço para inovação, criatividade e
adaptação às circunstâncias específicas.
novas formas de atividades que, sem tais regras, seriam
inexistentes.
exemplos de regras imperativas:
Não matar. Não mentir.
exemplos de regras constitutivos:
O código de conduta ética da administração pública
O código de conduta da organização
ÉTICA E CIDADANIA:
conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de
participar ativamente da vida e do governo de seu povo
gozo dos direitos civis e políticos de um Estado
A atitude de ceder um assento a um idoso em um transporte coletivo
constitui um exemplo de comportamento relacionado à cidadania.
Vale lembrar que DEMOCRACIA é o sistema político onde o povo é
soberano.
ÉTICA E FUNÇÃO PÚBLICA: INTEGRIDADE
Integridade pública refere-se ao alinhamento consistente e à adesão de
valores, princípios e normas éticas comuns para sustentar e priorizar o
interesse público sobre os interesses privados no setor público.
Plano de integridade - plano que organiza as medidas de integridade a
serem adotadas em determinado período, elaborado por unidade
setorial do Sitai e aprovado pela autoridade máxima do órgão ou da
entidade;
Programa de integridade - conjunto de princípios, normas,
procedimentos e mecanismos de prevenção, detecção e remediação de
práticas de corrupção e fraude, de irregularidades, ilícitos e outros
desvios éticos e de conduta, de violação ou desrespeito a direitos,
valores e princípios que impactem a confiança, a credibilidade e a
reputação institucional;
Funções de integridade - funções constantes nos sistemas de
corregedoria, ouvidoria, controle interno, gestão da ética, transparência
e outras essenciais ao funcionamento do programa de integridade .
LAI - Lei de Acesso à Informação ou u Lei da Transparência Pública
alcança todos entes da federal em caráter nacional – até que não
possuem finalidade lucrativa, mas recebem dinheiro PUBLÍCO
INFORMAÇÃO: dados, processados ou não, que podem ser utilizados para
produção e transmissão de conhecimento, contidos em qualquer meio,
suporte ou formato
DOCUMENTO: unidade de registro de informações, qualquer que seja o
suporte ou formato
INFORMAÇÃO SIGILOSA: aquela submetida temporariamente à restrição
de acesso público em razão de sua imprescindibilidade para a segurança
da sociedade e do Estado
INFORMAÇÃO PESSOAL: aquela relacionada à pessoa natural identificada
ou identificável
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO: conjunto de ações referentes à
produção, recepção, classificação, utilização, acesso, reprodução,
transporte, transmissão, distribuição, arquivamento, armazenamento,
eliminação, avaliação, destinação ou controle da informação
DISPONIBILIDADE: qualidade da informação que pode ser conhecida e
utilizada por indivíduos, equipamentos ou sistemas autorizados
AUTENTICIDADE: qualidade da informação que tenha sido produzida,
expedida, recebida ou modificada por determinado indivíduo
INTEGRIDADE: qualidade da informação não modificada, inclusive
quanto à origem, trânsito e destino
PRIMARIEDADE: qualidade da informação coletada na fonte, com o
máximo de detalhamento possível, sem modificações
Diretrizes do acesso à informação
*publicidade é a regra geral e o sigilo é exceção
*divulgação de informações de interesse público
*utilização de meios de comunicação viabilizados pela tecnologia da
informação
*fomento ao desenvolvimento da cultura de transparência na
administração pública
*desenvolvimento do controle social da administração pública
Exceção para municípios de até 10.000 habitantes
acesso à informação – instrumentos
serviço de informações ao cidadão (SIC): subunidade de cada órgão/entidade
público
atender e orientar o público quanto ao acesso a informações, informar
sobre a tramitação de documentos nas suas respectivas unidades
protocolizar documentos e requerimentos de acesso a informações
audiências ou consultas públicas
incentivo à participação popular ou a outras formas de divulgação
Existe uma importante vedação contida na LAI: os pedidos de acesso à
informação não exigem motivação.
É ilegal um ente público exigir que o interessado indique que necessita
da informação para o propósito A ou B.
A INFORMAÇÃO DEVE SER FORNECIDA DE IMEDIATO.
Caso não seja possível, o órgão terá até 20 dias, prorrogáveis por
mais 10 dias (sendo justificada), comunicando o modo de
consulta, ou razão da recusa ou que não possui a informação
por escrito, o lugar e a forma pela qual se poderá consultar, obter ou reproduzir a
referida informação. Neste caso, o órgão não estará obrigado a fornecer diretamente a
informação ao solicitante (mas apenas indicar onde pode ser obtida), salvo se o
requerente declarar não dispor de meios para realizar por si mesmo tais
procedimentos.
- quando houver negativa do pedido, deverá formalizar a negativa
de acesso, fornecendo ao requerente o inteiro teor da referida
decisão e deverá ser fundamentada. COM POSSIBILIDADE DE
RECURSO: 10 dias e terão 5 dias para se manifestar.
SIGILO:
pôr em risco a defesa e soberania nacional, integridade do território
nacional, risco as negociações e relações internacionais, vida, segurança
e saúde da população, risco as operações estratégicas das forças
armadas
Graus de sigilo:
ultrassecreta: prazo de sigilo 25 anos
competência para solicitar: Presidente da República + Vice Ministros de
Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, Chefes de Missões
Diplomáticas e Consulares permanentes no exterior
secreta: prazo de sigilo 15 anos
competência para solicitar: autoridades mencionadas acima, titulares de
autarquias, fundações públicas ou estatais
reservada: prazo de sigilo 5 anos
competência para solicitar: autoridades mencionadas acima, autoridades que
exerçam funções de direção, comando ou chefia, nível DAS 101.5, ou superior
classificação da informação: ATO FORMAL E MOTIVADO
I - assunto sobre o qual versa a informação;
II - fundamento da classificação;
III - indicação do prazo de sigilo, contado em anos, meses ou dias, ou do evento que defina o
seu termo final
IV - identificação da autoridade que a classificou.
prazo máximo de 100 anos a contar da sua data de produção.
RESPONSABILIDADES DOS AGENTES PÚBLICOS: LAI tipificou condutas
ilícitas que podem ensejar a responsabilidade administrativa dos
agentes envolvidos, resultando na aplicação das sanções previstas
> recusar a fornecer informações
> retardar o fornecimento de informação
> utilizar indevidamente informação
> agir com dolo ou má fé
> acessar, divulgar informação sigilosa
> impor sigilo por proveito ou ocultação de ato ilegal
> ocultar da revisão
> destruir/subtrair documentos com violação de direitos humanos
seguintes sanções:
I - advertência;
II - multa;
III - rescisão do vínculo com o poder público;
IV - suspensão temporária de participar em licitação e impedimento de
contratar com a administração pública por prazo não superior a 2 (dois)
anos;
V - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a
administração pública, até que seja promovida a reabilitação perante a
própria autoridade que aplicou a penalidade
o legislador deixa claro que a multa pode ser aplicada juntamente com
as demais penalidades, exceto com a declaração de inidoneidade
Quando se fala em interesse público se fala em finalidade da
atividade administrativa do Estado.
Sistema de Integridade, Transparência e
Acesso à Informação – SITAI
Este Decreto alcança a administração federal direta, as
autarquias e fundações públicas, mas não as empresas estatais,
instituindo o:
a) SITAI: que é o Sistema de Integridade, Transparência e Acesso
à Informação
b) Política de Transparência e Acesso à Informação da
Administração Pública Federal.
Integridade pública pela OCDE:
alinhamento consistente e a aderência a valores éticos
compartilhados pela sociedade
princípios e normas para garantia e priorização dos
interesses públicos diante dos interesses privados no setor
público
Sitai é composto pelo órgão central (CGU) e pelas unidades setoriais
(Assessorias Especiais de Controle Interno – AECI)
Objetivos:
I - coordenar e articular as atividades relativas à integridade, à
transparência e ao acesso à informação;
II - estabelecer padrões para as práticas e as medidas de
integridade, transparência e acesso à informação;
III - aumentar a simetria de informações e dados nas relações entre
a administração pública federal e a sociedade.
Como além do SITAI, já existem outras estruturas relacionadas à
transparência e integridade,
O Sitai atuará de forma complementar e integrada aos demais sistemas
estruturadores, principalmente aqueles que coordenem as atividades de
instâncias que lhe prestem apoio, de forma a evitar a sobreposição de
esforços, racionalizar os custos e melhorar o desempenho e a qualidade
dos resultados.
DEFINIÇÕES: prevenção, detecção e remediação de
práticas de corrupção e fraude
O programa de integridade representa uma estrutura incentivos
organizacionais – positivos e negativos – que visa orientar e guiar o
comportamento dos agentes públicos de forma a alinhá-los ao interesse
público
Os responsáveis pelas atividades de auditoria interna, corregedoria,
ouvidoria, transparência e prevenção à corrupção “trabalhem juntas e de
forma coordenada, a fim de garantir uma atuação íntegra, minimizando os
possíveis riscos de corrupção”.
Funções da integridade: corregedoria, ouvidoria, controle interno, gestão
da ética, transparência.
Planos de integridade: organiza as medidas de integridade a serem
adotadas em determinado período, elaborado
por unidade
setorial do Sitai e aprovado pela autoridade máxima
do órgão
Estrutura e competência: Sitai é formado pelo órgão central
(CGU) e as unidades setoriais (responsáveis pela gestão
transparência, integridade)
ORGÃO CENTRAL:
Estabelecer normas e procedimentos, Orientar gestão de riscos para integridade.
Supervisionar atividades dos programas de integridade, Coordenar ações conjuntas
entre unidades.
Monitorar e avaliar atuação das unidades, Realizar comunicação e capacitação sobre
integridade, transparência e acesso à informação.
Unidades setoriais do Sitai:
Na adm direta: as unidades são AECI (assessorias especiais de
controle interno)
Nas autarquias e fundações: responsáveis pela gestão da
integridade, da transparência e do acesso à informação, sendo que o
dirigente destas entidades designará uma ou mais unidades
responsáveis
Na alteração de unidade setorial responsável, deverão informá-la à
CGU
As atividades das unidades setoriais do Sitai ficarão sujeitas à:
Assessorar autoridade máxima em assuntos de integridade, transparência e acesso à
informação.
Articular-se com outras unidades.
Coordenar programas de integridade.
Monitorar e avaliar a implementação de medidas.
Propor ações.
Reportar informações à autoridade máxima.
Participar de atividades conjuntas.
Reportar situações ao órgão central.
Supervisionar execução da política de transparência.
Política de Transparência e Acesso à Informação da
Administração possui 3 pilares:
>>transparência passiva: para garantir a prestação de
informações em atendimento a pedidos apresentados à
administração
>>transparência ativa: para garantir a divulgação de
informações nos sítios eletrônicos oficiais – é uma das diretrizes da
LEI DE ACESSO A INFORMAÇÃO
>>abertura de bases de dados produzidos, custodiados ou
acumulados pela Administração Pública: para promover pesquisas,
estudos, inovações, geração de negócios e participação da
sociedade no acompanhamento e na melhoria de políticas e
serviços públicos
princípios e objetivos desta Política de Transparência e
Acesso à Informação
Observância da publicidade como preceito geral e do sigilo como
exceção.
Amplo acesso da sociedade às informações e aos dados da
administração pública federal, com livre utilização.
Primariedade, integralidade, autenticidade e atualidade das
informações disponibilizadas.
Tempestividade no provimento de informações.
Utilização de linguagem acessível e de fácil compreensão.
Ênfase na transparência ativa.
Observância das diretrizes das políticas de Dados Abertos, Governo
Aberto e Governo Digital.
Foco no cidadão para definição de prioridades de transparência ativa
e abertura de dados.
Participação da sociedade na formulação, execução e monitoramento
das políticas públicas.
Transparência ativa: será realizada por meio da divulgação de
dados e informações nos sítios eletrônicos oficiais
I - em cumprimento às normas vigentes; II - por demanda ou
interesse coletivo ou geral da sociedade; e III - por iniciativa dos
órgãos e das entidades.
Dados Abertos: tem a finalidade de prover o catálogo de referência para
a busca e o acesso aos dados públicos e a seus metadados, informações,
aplicativos e serviços relacionados
Transparência passiva: Os órgãos e as entidades responsáveis pelo
tratamento dos pedidos de informação indicarão a existência de
dados pessoais ou de informações sigilosas que impeçam a sua
disponibilização em transparência ativa
serviços públicos aos cidadãos por meio de uso de novas
tecnologias de informação e comunicação (TIC), e
particularmente da internet, caracterizando o chamado
Governo Eletrônico (e-Gov), segundo a definição da OCDE.
a prestação de serviços online aos cidadãos por determinados órgãos
públicos, como a obtenção do extrato de contribuição ao INSS; etc.
A Lei do Governo Digital aplica-se (art. 2º) diretamente à Administração
Pública Federal, incluindo:
I - aos órgãos da administração pública direta federal, abrangendo os
Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo, incluído o Tribunal de Contas
da União, e o Ministério Público da União.
II - às entidades da administração pública indireta federal, incluídas as
empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e
controladas, que prestem serviço público, autarquias e fundações públicas
No que se refere aos Estados, Municípios e ao DF, a aplicação desta Lei
não é automática, pois vai depender de cada um destes entes adotarem
os comandos da Lei 14.129/2021 por meio de atos normativos próprios.
Princípios e diretrizes
**Introdução de serviços digitais acessíveis via dispositivos móveis.
**Centralização de acesso às informações e serviços públicos em uma
plataforma única.
**Transparência na execução dos serviços públicos e monitoramento da
qualidade.
**Incentivo à participação social no controle e fiscalização da
administração pública.
**Prestação de contas direta à população sobre a gestão dos recursos
públicos.
**Uso de linguagem clara e compreensível.
**Otimização de processos de trabalho com tecnologia.
**Atuação integrada entre órgãos e entidades públicas.
**Simplificação dos procedimentos de solicitação, oferta e
acompanhamento dos serviços.
**Eliminação de formalidades e exigências excessivas.
**Imposição imediata de exigências necessárias.
**Presunção de boa-fé do usuário.
**Proteção de dados pessoais.
**Acessibilidade para pessoas com deficiência.
**Qualificação dos servidores públicos para uso das tecnologias digitais.
**Apoio técnico aos entes federados para transformação digital.
**Estímulo ao uso de assinaturas eletrônicas e dados anonimizados.
**Tratamento adequado a idosos.
**Adoção preferencial de tecnologias abertas e livres.
**Promoção do desenvolvimento tecnológico e da inovação no setor
público.
definições importantes relacionadas à modernização e
transparência no serviço público:
Autosserviço: Acesso direto do cidadão a serviços públicos por meio
digital, sem intervenção humana.
Base Nacional de Serviços Públicos: Banco de dados com informações
sobre a oferta de serviços de todos os provedores.
Dados Abertos: Informações disponíveis ao público, estruturadas
digitalmente, acessíveis e disponibilizadas sob licença aberta.
Dado Acessível ao Público: Dados públicos que não estão sob sigilo ou
restrição de acesso.
Formato Aberto: Formato de arquivo não proprietário e de livre
implementação.
Governo como Plataforma: Infraestrutura tecnológica para facilitar o
acesso aos dados públicos e promover interação entre agentes.
Laboratório de Inovação: Espaço para colaboração da sociedade no
desenvolvimento de ideias e ferramentas inovadoras para gestão pública.
Plataformas de Governo Digital: Ferramentas e serviços comuns aos
órgãos para oferta digital de serviços e políticas públicas.
Registros de Referência: Informações precisas e fundamentais para a
prestação de serviços e gestão de políticas públicas.
Transparência Ativa: Disponibilização de dados pela administração pública
sem necessidade de solicitação.
tecnologias de amplo acesso pela população (art. 14), inclusive pela
população de baixa renda ou residente em áreas rurais e isoladas.
Estes serviços digitais serão acessados pela população preferencialmente
por meio do autosserviço (sem necessidade de mediação humana)
Componentes do Governo Digital
Base Nacional de Serviços Públicos
repositório de informações sobre os serviços oferecidos por todos os
provedores públicos em nível nacional.
Cada ente federado poderá contribuir com dados em formato aberto e
interoperável, conforme suas Cartas de Serviços ao Usuário.
Cartas de Serviços ao Usuário
prevista na Lei de Proteção ao Usuário do Serviço Público, a partir da qual
os órgãos públicos informam ao usuário sobre os serviços prestados e as
formas de acesso a esses serviços.
Plataformas de Governo Digital
ferramentas e serviços compartilhados pelos órgãos públicos para
oferecer serviços e políticas digitais.
Devem incluir uma ferramenta de solicitação e acompanhamento de
serviços, além de um painel de monitoramento de desempenho.
redes de conhecimento: I - gerar, compartilhar e disseminar
conhecimento e experiências; II - formular propostas de padrões, políticas,
guias e manuais; III - discutir sobre os desafios enfrentados e as
possibilidades de ação quanto ao Governo Digital e à eficiência pública; IV
- prospectar novas tecnologia
manter atualizadas as: Cartas de Serviços ao Usuário, Base Nacional de
Serviços Públicos ,Plataformas de Governo Digital, informações
institucionais, comunicações de interesse público
monitorar e implementar ações de melhoria dos serviços públicos
prestados com base nos resultados da avaliação de satisfação dos
usuários
integrar os serviços públicos às ferramentas de notificação aos usuários,
de assinatura eletrônica e de meios de pagamento digitais (quando
aplicáveis)
eliminar as exigências desnecessárias ao usuário quanto à apresentação
de informações e de documentos comprobatórios prescindíveis inclusive
por meio da interoperabilidade de dados
o envio do documento for assinado eletronicamente, será
presumida a autenticidade destes documentos apresentados pelo
usuário
Ponto importante é que a Lei do Governo Digital elegeu o número do CPF
ou do CNPJ como única exigência de identificação nos bancos de dados
de serviços públicos
Government as a Platform (GaaP) - ou Governo como Plataforma -
representa um fenômeno em escala mundial que se baseia no
desenvolvimento de serviços digitais por meio do compartilhamento de
dados e da colaboração entre órgãos públicos e entidades privadas.
Qualquer interessado poderá apresentar pedido de abertura de bases de
dados da administração pública, que deverá conter os dados de contato
do requerente e a especificação da base de dados requerida.
mecanismo de interoperabilidade (capacidade de sistemas,
softwares ou dispositivos diferentes trabalharem juntos de forma eficiente
e eficaz.) com a finalidade de:
I - aprimorar a gestão de políticas públicas;
II - aumentar a confiabilidade dos cadastros de cidadãos existentes na
administração pública, por meio de mecanismos de manutenção da
integridade e da segurança da informação no tratamento das bases de
dados, tornando-as devidamente qualificadas e consistentes;
III - viabilizar a criação de meios unificados de identificação do cidadão
para a prestação de serviços públicos;
IV - facilitar a interoperabilidade de dados entre os órgãos de governo;
V - realizar o tratamento de informações das bases de dados a partir do
número de inscrição do cidadão no CPF
Percebam que a ferramenta de notificação do usuário deve ter meios
para comprovar a autoria, a emissão da mensagem e o seu recebimento,
mas não que o usuário efetivamente leu a mensagem.
Ex: Enviar e-mail com o IPTU, ou multa
***conservarão os dados de envio e de recebimento por 5 anos, pelo
menos
**auditoria interna adiciona valor e melhoria as operações das
organizações
FORMATO ABERTO: Modo de arquivo não proprietário, cuja
especificação esteja documentada publicamente e seja de livre
conhecimento e implementação, livre de patentes ou de qualquer outra
restrição legal quanto à sua utilização
DADOS ABERTOS: Dados acessíveis ao público, representados em meio
digital, estruturados em formato aberto, processáveis por máquina,
referenciados na internet e disponibilizados sob licença aberta que
permita sua livre utilização, consumo ou tratamento por qualquer pessoa,
física ou jurídica.
registros de referência: informação íntegra e precisa oriunda de uma ou
mais fontes de dados, centralizadas ou descentralizadas, sobre
elementos fundamentais para a prestação de serviços e para a gestão de
políticas públicas;
QUALIDADE:
MEDIDA DE DESEMPENHO.
Excelência: se refere ao padrão mais elevado de desempenho em
qualquer campo, sendo o ideal mais elevado.
Especificações: são a qualidade planejada, descrevendo "como" o produto
ou serviço deve ser.
Conformidade: se o que foi planejado foi executado, chamado de
qualidade de conformação.
Adequação ao Uso: qualidade de projeto e ausência de deficiências (ou
ausência de defeitos)
Qualidade de projeto: características do produto que atendem as
necessidades ou interesses do cliente. Quanto mais o produto for capaz
de cumprir a finalidade, mais elevada é a qualidade do projeto.
Ausência de deficiências: Quanto maior o número de deficiências, mais
baixa é a qualidade
Qualidade: Adequação do uso. Grau de ajuste. Atender requisitos.
Satisfação do cliente.
Gestão da qualidade: gerir a qualidade. Projetar e elaborar
processos/serviços que atendam a necessidade. Produzir fielmente as
características do projeto. Avaliar satisfação do consumidor
Gerenciamento da Rotina: por objetivo padronizar os processos da
organização, para que eles funcionem em sintonia.
Gerenciamento para Melhoria: objetivo fornecer condições para que a
organização melhore seus processos e aumente a sua competitividade.
Abordagens da Qualidade
Desempenho – Características Secundárias – Conformidade –
Durabilidade – Confiabilidade – Estética – Assistência Técnica (Pos
venda) e Qualidade Recebida
Gurus da Qualidade
Shewhart: "A qualidade é subjetiva e objetiva"
>Desenvolveu o gráfico de controle (carta de controle) para detectar variações
nos processos.
>Foi primeiro a utilizar métodos estatísticos para o controle dos processos (Pai
do Controle Estatístico da Qualidade)
>Foi responsável por criar o do Ciclo PDCA
Deming: A qualidadeé “a satisfação das necessidades do
cliente em primeiro lugar”.
***Defendia a busca pela qualidade e por sua melhoria contínua.
***Percebeu que o Ciclo PDCA era uma ferramenta que se ajustava muito bem
à ideia de “melhoria contínua”.
***Aprimorou e difundiu o Ciclo PDCA. A qualidade deve ser orientada pela
busca do atendimento das necessidades dos clientes.
Juran: A qualidade é “adequação ao uso”
Foi o primeiro teórico a destacar os “Custos da Qualidade”.
Os “custos” para se obter a qualidade podem ser classificados em 0 categorias:
Custos decorrentes de Falhas; Custos de Prevenção; Custos de Avaliação
Propôs também a Trilogia da Qualidade: Planejamento, Controle e Melhoria
Feigenbaum: A qualidade é a “composição total das características de
marketing, projeto, produção e manutenção dos bens e serviços, através
dos quais os produtos atenderão às expectativas do cliente”.
>Foi o primeiro a tratar a qualidade de forma sistêmica nas organizações
>Responsável por criar o conceito de Controle Total da Qualidade (TQC – Total
Quality Control).
>A qualidade é um dever de todos, e deve envolver aspectos como a
“uniformidade da produção”, com o objetivo de atender às necessidades dos
clientes.
Crosby: A qualidade é a “conformidade às especificações/exigências”
Responsável por criar o conceito do “zero defeito”
O Programa Zero Defeito (ou Defeito-Zero), é baseado na ideia de “fazer certo
desde a primeira vez”. Crosby escreveu o livro “Quality is Free”
Ishikawa: “Qualidade é satisfazer radicalmente ao cliente, para ser
agressivamente competitivo.”
>Foi responsável por contribuir na formação do conceito de Controle da
Qualidade por Toda a Empresa (CWQC – Company Wide Quality Control)
>Foi o criador dos Círculos da Qualidade (CQC).
>Difundiu 07 importantes ferramentas da qualidade: - Análise de Pareto; -
Diagrama de causa-efeito (Diagrama “espinha de peixe” / Diagrama de
Ishikawa); -Histograma; -Folhas de controle; -Diagramas de escada; -Gráficos
de controle; -Fluxos de controle.
Taguchi: A qualidade é a “diminuição das perdas geradas por um produto,
desde a produção até seu uso pelos clientes.
Foi o primeiro a focar nas atividades de projeto.
Só existe uma maneira de satisfazer as necessidades do cliente, qual seja:
produzindo produtos de qualidade robusta (robust quality).
Propôs a ideia da “função perda da qualidade”: quanto mais as características
de qualidade de um produto se afastam do valor planejado (valor alvo), maior
será a “perda para a sociedade”
Os 14 princípios da qualidade de Deming são:
**Crie constância de propósitos para melhorar produtos e serviços, buscando
competitividade e geração de empregos.
**Adote uma nova filosofia e lidere a mudança.
**Acabe com a dependência da inspeção, construindo qualidade desde o
início.
**Elimine a prática de priorizar negócios com base no preço e estabeleça
relacionamentos de longo prazo.
**Melhore constantemente os sistemas de produção e serviços para diminuir
custos.
**Estabeleça treinamento no trabalho.
**Estabeleça liderança para melhorar o trabalho.
**Elimine o medo para que todos possam trabalhar efetivamente.
**Quebre as barreiras entre os departamentos e promova o trabalho em
equipe.
**Elimine slogans e metas para a força de trabalho e substitua por liderança.
**Remova barreiras que impeçam os trabalhadores de sentirem orgulho de
seu trabalho.
**Remova barreiras que impeçam os gerentes e engenheiros de sentirem
orgulho de seu trabalho.
**Institua um programa de educação e automelhoria vigoroso.
**Envolva todos da organização na tarefa de alcançar a transformação.
ferramentas de gestão:
Folha de Verificação: Coleta dados sobre quantas vezes um problema ocorreu em um
processo em um período de tempo definido, convertendo opiniões em fatos.
Histograma: Gráfico de barras que visualiza a frequência de um evento
(defeito/problema), ajudando a identificar padrões.
Diagrama de Pareto: Regra do 80/20, onde 80% dos resultados (problemas) vêm de
20% das causas, permitindo a priorização das causas mais impactantes.
Diagrama de Ishikawa: Identifica as causas de um problema, também conhecido
como Diagrama de Causa-Efeito (Espinha de Peixe).
Diagrama de Dispersão: Identifica se há relação entre duas variáveis.
Gráfico de Controle: Visualiza a variabilidade de um processo, ajudando a identificar
desvios e não conformidades.
Benchmarking: Analisa práticas de empresas líderes do mercado para
aprimoramento organizacional.
Programa 5S (ou Housekeeping): Promove organização, arrumação, limpeza,
padronização e disciplina no ambiente de trabalho.
Ciclo PDCA: Planeja, executa, verifica e age corretivamente para melhorar
continuamente os processos.
Seis Sigma: Elimina defeitos através da coleta e análise de dados estatísticos, visando
aperfeiçoar os processos e satisfazer os clientes.
Fluxograma: Representa o fluxo de trabalho e atividades de um processo, mostrando o
passo a passo.
GUT: Utilizado para priorizar problemas.
qualidade total está baseada no empowerment
(empoderamento das pessoas)
TQM é um programa de melhoria contínua que tem por objetivo, além
da satisfação dos clientes
Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) é uma instituição sem fins
lucrativos, composta por representantes de diversas organizações
(públicas e privadas), que tem por objetivo disseminar educação e
conhecimento
Modelo de Excelência em Gestão (MEG) A FNQ é responsável por
disseminar o Modelo de Excelência da Gestão (MEG).
O MEG é um Guia de Referência da Gestão para Excelência, que busca
implementar um processo de autoconhecimento na organização
O Modelo de Excelência em Gestão Pública (MEGP), desenvolvido pelo
Gespública, é uma referência internacional para a gestão pública. Ele visa
melhorar a eficiência, eficácia e efetividade das ações governamentais,
utilizando práticas de excelência. Integrando elementos que orientam a
adoção dessas práticas, busca elevar o desempenho e a qualidade da
gestão nas organizações públicas brasileiras.
A gestão participativa consiste de processos de benchmarking que engajam todos os
setores e grupos dentro da organização no sentido de agregar conhecimentos,
identificar desafios, planejar ações e efetuar os processos decisórios.
Para que se caracterize o referido processo encontra-se de acordo com os parâmetros do
Seis Sigma, a ferramenta mais indicada será a Análise de Capacidade
Qual ferramenta utilizada na gestão pela qualidade total avalia a existência de
correlação entre os valores de duas variáveis: Diagrama de dispersão.