EPIDEMIAS
DOCENTE: ARIANE H. YOSHIKAWA
DISCENTES: ANDRESSA FERNANDA ARAUJO ; DAYANE MENDES BONAFE, EVELLYN
BARROZO ROSSI; KAROLAYNE BUENO DE FREITAS; LICIANE DE FATIMA ; MARIA
EDUARDA BRAZ
CATANDUVA - SÃO PAULO
2024
SUMARIO
1- INTRODUÇÃO
2- CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE EPIDEMIOLOGIA
2.1 – EPIDEMIA DE FONTE COMUM
2.2 – EPIDEMIA DE PROPAGAÇÃO PROGRESSIVA
2.3- EPIDEMIA CICLICA
3- CAUSAS DE SURTO
3.1-MECANISMOS DE TRANSMISSÃO
3.2-PADRÃO DE DISSEMINAÇÃO
3.3- MEDIDAS DE CONTROLE E RESPOSTA A SAÚDE PUBLICA
3.4- IMPACTOS SOCIAIS E ECONÔMICOS
4- CONCLUSÃO
5- REFERÊNCIAS
1- INTRODUÇÃO
Definição de Epidemia
A epidemia se caracteriza pela incidência, em curto período, de
grande número de casos de uma doença.
O caráter distintivo das Epidemias está em sua manifestação coletiva e
singular; coletiva enquanto fenômeno que atinge grupos de indivíduos
provocando alterações no modo de "andar a vida" e singular enquanto
ocorrência única na unidade de tempo e espaço em que ocorre.
Uma epidemia surge quando há um aumento repentino e significativo no
número de casos de uma doença ou condição de saúde em uma área
específica, excedendo o limite esperado em um período determinado.
Caracteriza-se pela propagação acelerada de um agente patógeno em uma
região delimitada, afetando uma porcentagem substancial da população em
um curto espaço de tempo.
Uma epidemia se concentra em uma área geográfica mais delimitada,
enquanto um surto é considerado um aumento repentino de casos em uma
localização ainda mais específica e, geralmente, em menor escala, como
uma comunidade, um bairro ou mesmo uma instituição, como uma escola ou
hospital.
Já a pandemia ocorre quando essa disseminação extrapola fronteiras
nacionais e continentais, afetando uma grande proporção da população
mundial.
Pandemias, como a da COVID-19, diferem das epidemias e surtos não
apenas em magnitude e escala, mas também nas estratégias de controle e
mitigação adotadas globalmente.
Tanto a epidemia, como a pandemia e os surtos localizados são eventos
que desafiam os sistemas de saúde, exigindo uma resposta rápida e eficaz
para não afetar a saúde pública.
Neste contexto, é fundamental definir e entender o conceito de epidemia,
suas características e diferenças em relação a pandemias e surtos
localizados, para que possamos desenvolver estratégias eficazes de
prevenção, controle e resposta a esses eventos de saúde pública.
2- CLASSIFICAÇÃO DOS TIPOS DE EPIDEMIOLOGIA
A epidemia de fonte comum se caracteriza pela ocorrência de um surto
em que diversas pessoas são expostas simultaneamente a um agente infeccioso
ou a uma toxina oriunda de uma fonte única, como água contaminada, alimentos
ou ar. Isso difere de uma epidemia transmitida de pessoa para pessoa, onde a
propagação do agente infeccioso acontece diretamente entre indivíduos. Esse
tipo de epidemia é subdividido em dois principais formatos: pontual e contínua.
2.1 – EPIDEMIA DE FONTE COMUM
Epidemia de fonte pontual: ocorre uma exposição única e limitada no
tempo. [3] Um exemplo clássico seria um evento de grande escala, como um
casamento ou outro tipo de festa, onde todos os participantes consomem um
alimento ou água contaminados ao mesmo tempo. Esse tipo de exposição gera
um aumento rápido nos casos logo após o evento, com os sintomas
manifestando-se em um período previsível dependendo do tempo de incubação
do agente causador. O padrão típico observado é o rápido crescimento e queda
nos casos registrados, conhecido como "curva de epidemia em sino". A
identificação do agente e da fonte de contaminação geralmente é facilitada pela
concentração de casos em um espaço temporal específico, possibilitando uma
resposta rápida para evitar novos surtos.
Gráfico 1. Concentração de casos em um espaço temporal específico na
epidemia de fonte comum pontual.
Epidemia de fonte contínua: É aquela em que a exposição ao agente infeccioso
ou à toxina é prolongada e persiste por um período maior. A diferença fundamental
nesse tipo de epidemia é que a fonte de contaminação não é isolada rapidamente,
permitindo que o agente permaneça ativo e continue a causar infecções por um
período prolongado. Um exemplo de epidemia de fonte contínua ocorre em
áreas onde há contaminação de um sistema de abastecimento de água. Pessoas
que consomem essa água ao longo de vários dias ou semanas podem ser
contaminadas, resultando em um padrão mais espaçado e contínuo de casos. A
curva epidêmica, neste caso, apresenta um aumento gradual e uma queda mais
lenta, refletindo o tempo que leva para identificar e eliminar a fonte. Identificar a
fonte em epidemias de fonte contínua pode ser mais desafiador, pois a janela de
exposição é maior, e novos casos continuam a surgir até que a fonte seja
devidamente controlada.
Gráfico 2. Concentração de casos em um espaço temporal específico na
epidemia de fonte comum contínua/persistente.
2.2- Epidemia de Propagação Progressiva
Já a epidemia de propagação progressiva, ou epidemia propagada,
ocorre quando uma doença infecciosa se espalha através da transmissão
direta entre indivíduos.[3] Esse tipo de epidemia é comum em doenças
altamente contagiosas, como a gripe, o sarampo e a COVID-19, onde o
contato próximo entre pessoas facilita a disseminação do agente infeccioso.
[4] Ao contrário das epidemias de fonte comum, nas quais a exposição a uma
única fonte gera um pico rápido de casos, as epidemias propagadas
apresentam um crescimento progressivo. A curva epidêmica geralmente se
manifesta em ondas, onde o número de casos aumenta conforme a doença se
dissemina na população, atingindo um pico antes de começar a decrescer à
medida que menos pessoas suscetíveis estão disponíveis para serem
infectadas.
A velocidade de propagação de uma epidemia progressiva depende de
fatores como a taxa de reprodução do agente infeccioso, o tempo de
incubação, e a taxa de contato entre indivíduos. A taxa de reprodução básica
(R0) é uma medida chave na epidemiologia, pois indica quantas pessoas em
média cada pessoa infectada contagia. Quando o R0 é superior a 1, a doença
tende a se espalhar, enquanto um R0 inferior a 1 indica que a doença
provavelmente se extinguirá com o tempo. Além disso, o comportamento da
população, como o distanciamento social, uso de máscaras e higiene das
mãos, influencia significativamente a transmissão do agente infeccioso. [5]
A transmissão em epidemias propagadas ocorre de diversas formas,
dependendo do agente causador. Vírus respiratórios, por exemplo, são
transmitidos por meio de gotículas no ar e por superfícies contaminadas, o que
facilita a disseminação em ambientes fechados ou com grande circulação de
pessoas, como escolas e transportes públicos. [4] Em contraste, doenças
como o HIV têm transmissão mais limitada, ocorrendo principalmente por
contato direto com fluidos corporais específicos, o que implica uma taxa de
propagação mais lenta. Esses fatores resultam em padrões distintos de
disseminação e exigem abordagens específicas para o controle e mitigação
do surto.
O controle de uma epidemia propagada requer estratégias
abrangentes, como isolamento de casos confirmados, quarentena de pessoas
expostas, e medidas de distanciamento social para reduzir a taxa de
transmissão. A vacinação é uma ferramenta crucial na prevenção de
epidemias propagadas, pois ao aumentar o número de pessoas imunizadas,
reduz-se o número de suscetíveis, dificultando a disseminação da doença.
Durante epidemias de grande escala, como a pandemia de COVID-19,
estratégias mais intensivas, como o rastreamento de contatos e o
monitoramento contínuo, são fundamentais para identificar e isolar focos de
transmissão ativa.
Gráfico 3. Concentração de casos em um espaço temporal específico
na epidemia de fonte propagada.
2.3 – EPIDEMIA CICLICA
A susceptibilidade ao vírus da dengue é universal. A imunidade é
permanente para um mesmo sorotipo (homóloga). Entretanto, a imunidade
cruzada (heteróloga) existe temporariamente. A fisiopatogênica da resposta
imunológica à infecção aguda por dengue pode ser primária e secundária.
A resposta primária ocorre em pessoas não expostas anteriormente ao
flavivírus, e o título dos anticorpos se eleva lentamente. A resposta secundária
ocorre em pessoas com infecção aguda por dengue, mas que tiveram infecção
prévia por flavivírus, e o título de anticorpos se elevam rapidamente, atingindo
níveis altos. A susceptibilidade, em relação à FHD, não está totalmente
esclarecida. Três teorias mais conhecidas tentam explicar sua ocorrência:
• Teoria de Rosen – relaciona o aparecimento de FHD à virulência da
cepa infectante, de modo que as formas mais graves sejam resultantes de
cepas extremamente virulentas;
• Teoria de Halstead – relaciona a FHD com infecções sequenciais por
diferentes sorotipos do vírus da dengue, após um período de 3 meses a 5
anos. Nessa teoria, a resposta imunológica, na segunda infecção, é
exacerbada, o que resulta numa forma mais grave da doença;
• Teoria integral de multicausalidade – tem sido proposta por autores
cubanos, segundo a qual se aliam vários fatores de risco às teorias de
infecções sequenciais e de virulência da cepa. A interação desses fatores de
risco promoveria condições para a ocorrência da FHD:
• Fatores individuais – menores de 15 anos e lactentes, adultos do sexo
feminino, raça branca, bom estado nutricional, presença de
enfermidades crônicas (diabetes, asma brônquica, anemia falciforme),
preexistência de anticorpos, intensidade da resposta imune anterior;
• Fatores virais – sorotipos circulantes e virulência das cepas;
• Fatores epidemiológicos – existência de população susceptível,
circulação simultânea de dois ou mais sorotipos, presença de vetor
eficiente, alta densidade vetorial, intervalo de tempo calculado entre 3
meses e 5 anos entre duas infecções por sorotipos diferentes, sequência
das infecções (DEN-2 secundário aos outros sorotipos), ampla
circulação do vírus.
No mosquito, após um repasto de sangue infectado, o vírus vai se
localizar nas glândulas salivares da fêmea do mosquito, onde se multiplica
depois de 8 a 12 dias de incubação.
Dessa forma, em áreas com Aedes, o monitoramento do vetor deve ser
realizado rotineiramente para conhecer as áreas infestadas e desencadear as
medidas de controle: • manejo ambiental: mudanças no meio ambiente que
impeçam ou minimizem a propagação do vetor, evitando ou destruindo os
criadouros potenciais do Aedes;
• Participação comunitária, no sentido de evitar a infestação domiciliar
do Aedes, através da redução de criadouros potenciais do vetor (saneamento
domiciliar);
• Controle químico: consiste em tratamento focal (elimina larvas), Peri
focal (em pontos estratégicos de difícil acesso) e por ultra baixo volume
(elimina alados) com uso restrito em epidemias.
Educação em saúde, comunicação e mobilização social É necessário
promover a comunicação e a mobilização social para que a sociedade adquira
conhecimentos sobre como evitar a dengue, participando efetivamente da
eliminação contínua dos criadouros potenciais do mosquito.
A população deve ser informada sobre a doença (modo de transmissão,
quadro clínico, tratamento, etc.), sobre o vetor (seus hábitos, criadouros
domiciliares e naturais) e sobre as medidas de prevenção e controle para que
possa adotar um novo comportamento frente ao problema, promovendo ações
de controle da doença.
3- CAUSAS DE SURTOS
Compreender as causas que levam ao surgimento e à propagação de
epidemias é fundamental para a implementação de estratégias eficazes de
prevenção e controle.
Os agentes patogênicos, como vírus, bactérias e parasitas, são os
responsáveis diretos pelos surtos epidêmicos. Além disso, é importante
destacar que as causas dos surtos não atuam isoladamente; elas
interagem de maneira complexa.
Por exemplo, mudanças ambientais,
como a degradação do meio ambiente, podem exacerbar condições
sociais, resultando em uma maior vulnerabilidade da população. Assim,
fatores como a urbanização, o acesso limitado a serviços de saúde e a falta
de informação também desempenham papeis cruciais na suscetibilidade a
surtos.
As principais fontes de dados para essa análise incluem registros de
vigilância epidemiológica, internações hospitalares e atendimentos
ambulatoriais, diagnósticos laboratoriais e dados de mortalidade, além de
estudos anteriores sobre o evento em questão.
É essencial estabelecer uma definição de caso, ou seja, criar um
conjunto de critérios científicos que possibilitem identificar quais
indivíduos têm ou tiveram a doença ou evento a ser investigado, no período
e local específicos, além de excluir aqueles que não estão relacionados ao
surto.
3.1- MECANISMOS DE TRANSMISSÃO
A compreensão dos mecanismos de transmissão de doenças é
essencial para o controle de surtos e epidemias. A transmissão pode
ocorrer de diversas formas, dependendo do agente patogênico, do
hospedeiro e do ambiente.
A transmissão direta ocorre quando um patógeno é transferido de uma
pessoa infectada para um indivíduo suscetível sem intermediários. Isso
pode acontecer por contato físico, como em doenças transmitidas por
fluidos corporais, ou por gotículas respiratórias expelidas durante a
fala, tosse ou espirro.
Por outro lado, a transmissão indireta envolve intermediários que
facilitam a propagação do patógeno. Isso inclui organismos vivos, como
insetos que transmitem doenças ao picar ou entrar em contato com
humanos, como os mosquitos que transmitem dengue e malária.
Além disso, a contaminação de fontes hídricas ou alimentos pode levar à
transmissão de doenças infecciosas, como cólera e hepatite A, assim
como a exposição a objetos ou superfícies contaminadas.
A análise das causas e dos mecanismos de transmissão de doenças é
crucial para o desenvolvimento de intervenções eficazes em saúde pública.
Ao compreender como as doenças se propagam e quais fatores
contribuem para o surgimento de surtos, é possível implementar
estratégias que protejam populações vulneráveis e minimizem os impactos
das epidemias.
Futuros estudos devem continuar a investigar essas interações
complexas, visando a construção de respostas mais robustas e eficientes
diante de crises de saúde.
3.2- PADRÕES DE DISSEMINAÇÃO
os padrões de propagação de doenças descrevem como os agentes patogênicos
se propagam em populações. Esses padrões variam conforme o agente, o
hospedeiro, o ambiente e são categorizados em diferentes tipos.
• TRANSMISSÃO DIRETA : Ela ocorre com o contato direto entre um
individuo infectado e outro saudável. E isso acontece por :
- Contato físico : DST’s, herpes , sífilis e outros
- Gotículas Respiratórias: gripe, COVID-19 (pelo espirro ou tosse).
• TRANSMISSÃO INDIRETA: Ocorre com o envolvimento de intermediários
como objetos, alimentos ou vetores biológicos.
- Fômites : objetos contaminados, como toalhas ou macanetas, podem
transmitir vírus como o norovírus.
- Água e alimentos contaminados : cólera, hepatite A.
Vetores :
- Biológicos: organismos como mosquitos (dengue, malária).
- Mecânicos: como moscas transportando patógenos.
• TRANSMISSÃO VERTICAL: Ocorre entre gerações, geralmente da mãe para
o feto ou recém-nascido.
- Infecção transplacentária (sífilis congênita, toxoplasmose).
- Durante o parto (HIV).
• TRANSMISSÃO AEREA: O agente infeccioso é transportado por partículas
suspensas no ar, que podem ser inaladas.
- Tuberculose, sarampo e varicela
• DISSEMINAÇÃO COMUNITARIA: Caracteriza-se pela transmissão
contínua em uma população, sem vínculo com casos importados ou
específicos.
- surtos de doenças respiratórias em áreas densamente povoadas.
• DISSEMINAÇÃO ZOONOTICA : Transmissão entre animais e humanos
- Contato Direto : raiva ( mordida de cães infectados.
- Vetores: Febre amarela (mosquito)
- Consumo de alimentos contaminados: brucelose
• DISSEMINAÇÃO EM REDE OU RELACIONAL : Ocorre em grupos que
conversam contatos sociais, como famílias ou comunidades específicas.
- DSTs em grupos de risco específicos.
DISSEMINAÇÃO TEMPORAL E ESPACIAL
Refere-se como a doença se espalha no tempo e espaço
- Epidemias explosivas: doenças de incubação curta, como surtos alimentares.
- Endemias: transmissão contínua em regiões específicas (malária em áreas
tropicais).
- Pandemias: disseminação global, como a COVID-19.
3.3 - MEDIDAS DE CONTROLE E RESPOSTA DA SAÚDE PUBLICA
As medidas de controle visam evitar o contágio de novos casos, por isso é
fundamental tomar devidas providencias:
• Medidas de Prevenção
- Imunização: Campanhas de vacinação para prevenir doenças como sarampo,
poliomielite, gripe e COVID-19.
- Higiene e saneamento: Promoção do acesso à água potável, tratamento de
esgoto e campanhas de higiene pessoal.
- Educação em saúde: Divulgação de informações para mudanças
comportamentais, como uso de preservativos para prevenção de DSTs ou lavagem
das mãos para evitar infecções.
- Controle de vetores: Programas de combate a mosquitos (dengue, zika,
chikungunya) ou roedores (hantavirose).
• Medidas de Vigilância
- Registro de casos de doenças de interesse público (como tuberculose e
HIV).
- Análise de surtos para identificar fontes de infecção e vias de
transmissão.
- Acompanhamento de indicadores de saúde para detecção precoce de
epidemias.
• Controle de Transmissão
- Isolamento: Separação de indivíduos infectados (ex.: tuberculose ativa
ou COVID-19).
- Quarentena: Restrição de movimento de pessoas potencialmente
expostas a patógenos (ex.: contatos próximos em surtos de Ebola).
- Medidas de distanciamento social: Fechamento de escolas, restrição
de aglomerações ou bloqueios em pandemias.
- Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Máscaras, luvas e
outros dispositivos para evitar a transmissão de agentes infecciosos.
• Tratamento e Cuidados Clínicos
- Diagnóstico precoce: testagem ampla para doenças transmissíveis (ex.:
COVID-19, HIV).
- Tratamento específico: Administração de medicamentos, como
antivirais, antibióticos ou antirretrovirais.
- Quimioprofilaxia: Uso de medicamentos preventivos em situações
expostas (ex.: oseltamivir para influenza).
3.4 - IMPACTOS SOCIAIS E ECONOMICOS
Esses impactos podem variar em magnitude dependendo da gravidade da
doença, da duração do surto e da resposta das autoridades. Esses
impactos afetaram indivíduos, comunidades, governos e mercados
globais.
Impactos Sociais
• Saúde e bem-estar da população:
- Morbidade e mortalidade: Alta incidência de casos e mortes afetando
famílias e comunidades, gerando sofrimento emocional e perdas
humanas.
- Sobrecarga do sistema de saúde: Hospitais lotados e falta de recursos
dificultam o acesso a cuidados médicos para outras condições.
- Saúde mental: Aumento de casos de ansiedade, depressão e estresse
pós-traumático devido ao isolamento social e perdas humanas.
• Educação
- Fechamento de escolas: Interrupções na educação, especialmente em
comunidades com acesso limitado à tecnologia.
• Alterações no Cotidiano
- Mudanças de comportamento: Adoção de novos hábitos, como uso de
máscaras e distanciamento físico.
- Perda de rituais sociais: Cancelamento de eventos culturais, religiosos e
esportivos.
IMPACTOS ECONÔMICOS
• Interrupções no Mercado de Trabalho
- Desemprego em massa: Empresas fecham ou controle de operações,
especialmente em setores como turismo, varejo e hospitalidade.
- Precarização do trabalho: Maior dependência de empregos informais ou
temporários.
• Redução da Produção e Consumo
- Queda na produtividade: Ausências por doença, quarentena ou medo de
exposição ao risco.
- Mudanças nos padrões de consumo: Diminuição de gastos em bens e
serviços não essenciais.
• Impacto nas Finanças Públicas
- Aumento dos gastos governamentais: Investimentos em saúde, auxílio
emergencial e pacotes econômicos de recuperação.
- Queda na arrecadação: Menor receita tributária devido à desaceleração
econômica.
• Colapso de Setores Específicos
- Turismo e aviação: Restrições de viagens e quedas na demanda.
- Pequenos negócios: Empresas com baixa liquidez enfrentam
dificuldades para sobreviver.
• Mudanças Estruturais na Economia
- Digitalização acelerada: Adoção de trabalho remoto, educação online e
comércio eletrônico.
- Reconfiguração de cadeias de fornecimento: Redução da dependência
de mercados globais em prol de fornecedores locais.
• Desafios à Saúde Pública
-Doenças negligenciadas: Outras condições de saúde recebem menos
atenção, como vacinação infantil e tratamento de doenças crônicas.
-Preparação para crises futuras: Investimento em vigilância
epidemiológica e infraestrutura de saúde.
4- CONCLUSÃO
A conclusão destaca a importância da investigação epidemiológica de
campo em saúde pública, enfatizando que sua eficácia depende da
mobilização rápida de recursos. Palmer (1995) aponta três razões
principais para essa necessidade:
- Intervenção Rápida: A identificação ágil de produtos contaminados
pode prevenir muitos casos e hospitalizações, reduzindo o impacto
socioeconômico de epidemias.
- Retrospectividade da Investigação: O sucesso depende da coleta de
dados próxima ao evento, já que a investigação é sempre retrospectiva.
- Janela de Oportunidade: Em alguns surtos, o tempo para investigar é
muito curto, exigindo uma resposta imediata.
Além disso, o texto menciona que a investigação deve ser baseada em
princípios epidemiológicos sólidos, já que a identificação prematura de
fatores de risco pode afetar a credibilidade das autoridades de saúde. As
repercussões sociais e econômicas das descobertas podem ser
significativas, influenciando políticas de saúde pública e normas
sanitárias.
A investigação de surtos é apresentada como um modelo prático de
pesquisa comunitária e treinamento em serviço, com exemplos
históricos notáveis. O texto também diferencia entre estudos
experimentais e não-experimentais, abordando os métodos utilizados na
investigação epidemiológica.
Finalmente, a investigação epidemiológica de campo é definida como a
aplicação de princípios e métodos para responder a problemas de saúde
inesperados, com um foco na agilidade e rigor. O uso de tecnologia,
como software e sistemas de informação geográfica, é destacado como
valioso, mas a eficácia da investigação depende fundamentalmente do
trabalho humano.
5- REFERÊNCIAS
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7. Módulo de Princípios de Epidemiologia para o Controle de Enfermidades
(MOPECE) Investigação epidemiológica de campo: aplicação ao estudo de
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