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Aula 04

O documento aborda a definição e a importância dos combustíveis alternativos, destacando a situação atual dos resíduos no Brasil e os desafios enfrentados. Apresenta diferentes métodos de destinação de resíduos, como reciclagem, biotratamento, incineração e coprocessamento, e discute as vantagens e desvantagens de cada um. Além disso, menciona o potencial do hidrogênio como combustível, enfatizando suas propriedades e desafios logísticos.

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Aula 04

O documento aborda a definição e a importância dos combustíveis alternativos, destacando a situação atual dos resíduos no Brasil e os desafios enfrentados. Apresenta diferentes métodos de destinação de resíduos, como reciclagem, biotratamento, incineração e coprocessamento, e discute as vantagens e desvantagens de cada um. Além disso, menciona o potencial do hidrogênio como combustível, enfatizando suas propriedades e desafios logísticos.

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Processos Térmicos e Ecoeficiência

Combustíveis Alternativos

Pedro Ladeira
Eng. Químico, MSc, MBA
(31) 98869-1010
plgladeira@[Link]
Definição

 De acordo com o International Panel for Climate Changes (IPCC) e alinhamentos da

Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, são tradicionais:

- sólidos: carvão, petcoke, lignita

- Líquidos: óleos combustíveis (pesados, leves, incl diesel), petróleo

- Gás: gás natural

 Todos os demais são alternativos

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Aternativos Sólidos e Líquidos

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O Problema

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Situação Atual dos Resíduos no Brasil

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Brasil em Números

Fonte: Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil da ABRELPE , 2016

• Brasil - 3% da população mundial => 6,5% do lixo do mundo.

• São Paulo gasta R$ 6,5 bilhões/ano em aterros ou lixões.

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Brasil em Números

Desafios

• Crescimento populacional

• Manejo adequado dos materiais inservíveis

• Constante desenvolvimento das indústrias

• Minimizar os impactos ambientais

• Desenvolvimento sustentável da sociedade

Fonte: Panorama dos Resíduos Sólidos – Brasil 2014


(Abrelpe)

7
Situação Atual dos Resíduos no Brasil

 De acordo com o International Panel for Climate Changes (IPCC) e alinhamentos da

Guidelines for National Greenhouse Gas Inventories, são tradicionais:

- sólidos: carvão, petcoke, lignita

- Líquidos: óleos combustíveis (pesados, leves, incl diesel), petróleo

- Gás: gás natural

 Todos os demais são alternativos

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Hierarquia de Gestão dos Resíduos

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O que fazer

A sociedade e o planeta precisam


de soluções ambientalmente
seguras para o manejo de
resíduos que sejam viáveis
economicamente e que estejam
ao alcance de todos

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Chamada

EMN050 - Processos Térmicos e Ecoeficiência 11


A Destinação dos Resíduos

Fim de reciclagem
vida

aterro

insumos processo produto

Bio-tratamento

resíduo
incineração

qualidade Co-processamento

EMN050 - Processos Térmicos e Ecoeficiência 12


Reciclagem

Quando viável, é a melhor destinação.

Vários resíduos industriais dispõem de tecnologia e custo que


permitam sua reciclagem, como as latas de alumínio, caixas de
papelão, garrafas de vidro, produtos plásticos e outros.

Muitos resíduos não são economicamente recicláveis e portanto


precisam de uma outra destinação final.

EMN050 - Processos Térmicos e Ecoeficiência 13


Biotratamento

Uso de microrganismos para recuperar áreas degradadas com


produtos químicos orgânicos.

Quando o grau de contaminação é pequeno

Tratamento no local

Restrito a contaminantes
orgânicos

EMN050 - Processos Térmicos e Ecoeficiência 14


Incineração

O processo de incineração promove a queima dos resíduos num


ambiente fechado, onde os fumos da queima passam por um sistema de
lavagem de gases, que garante que nenhum subproduto da queima seja
liberado para a atmosfera.

As cinzas e os produtos usados na lavagem precisam ser destinados, uma


vez que são resíduos deste processo.
Incinerador Gases Tratados

Cinzas ‘Água’ da
Lavagem

EMN050 - Processos Térmicos e Ecoeficiência 15


Aterro

Aterro é um local para disposição de resíduos sem caracterizar disposição


final

Podem oferecer soluções muito baratas

Exemplos de boas práticas:

Exemplos de más práticas:

16
Coprocessamento

O coprocessamento é a técnica de destruição térmica a altas temperaturas em


fornos de clínquer devidamente licenciados para este fim, com aproveitamento
de conteúdo energético e/ou aproveitamento da fração mineral como matéria-
prima, sem a geração de novos resíduos.

17
Fabricação de Cimento e Coprocessamento

18
Coprocessamento

O coprocessamento é a técnica de destruição térmica a altas temperaturas em


fornos de clínquer devidamente licenciados para este fim, com aproveitamento
de conteúdo energético e/ou aproveitamento da fração mineral como matéria-
prima, sem a geração de novos resíduos.

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Coprocessamento – vantagens

 Não gera passivos ambientais


 Permite controle ‘on line’ das emissões
 Novo negócio, para cimenteiros e Estado
 Poupa recursos naturais não-renováveis
 Óleo combustível, coque de petróleo
 Matérias-primas minerais

Elimina variados resíduos de forma segura e definitiva


 A atividade emprega grande número de pessoas
 Limpa a Terra

20
Coprocessamento – destinação dos resíduos

21
Coprocessamento

Blend final Peneiramento


Forno

Após homogeneização
(Blend com especificação
Documentação e para o forno) Preparação / Mistura
Rastreabilidade

Análise Laboratório

Descarga nas Baias


Coprocessamento – por que escolher

23
Coprocessamento – CO2

15.000 toneladas de combustível alternativo equivalem a um redução de


10.000 toneladas de CO2 proveniente de combustíveis fósseis.

Emissões de gases de efeito estufa de


10.000 tons CO2 equivalem a

19.258 [Link] 31.609

milhas toneladas de
carros lixo reciclado
dirigidos por percorridas ou
ou ao contrário
um ano por um carro
médio de aterrado

Carbono sequestrado por

235.107 10.685 74
sementes de
10.000 acres
árvores
de florestas
crescendo ou
em 1 ano
por 10 anos

24
Custo Comparativo

Bio
Aterro Tratamento Incineração Co-processamento

Aproveitamento    
energético
Aproveitamento    
de Materiais
Destruição    
Total
Não geração de    
novos resíduos
Custo relativo
US$ / ton. 40 60 1000 150-1000

25
Análises pertinentes

Traditional and Alternative Fuels: Additionally for AF:


• Net calorific value Physical state:
• “Proximate” Analysis: Particle size
• Moisture content Viscosity
• Ash content Halogens: Cl, Br, F
• Volatile matter Heavy Metals: Hg, Cd, Tl, Cr,..
• Fixed carbon
Flashpoint
Density
• “Ultimate” Analysis:
Explosivity (dust)
• S, (C, H, O, N)
Toxicity
• Ash composition Fluctuations in quality
• Hardness, Grindability

EMN050 - Processos Térmicos e Ecoeficiência 26


Poder Calorífico

Material CV net [MJ/kg]


Pure polyethylene 46
Light oil 42
Heavy oil 40
Tar (by-product) 38
Animal Fat 37
Pure rubber (without inert material) 36
Anthracite 34
Waste oils, various refinery wastes 30 to 40
Petcoke 33
Waste tires 28 to 32
Bituminous coal (low ash) 29
Liquid mix (CSL from SCORIBEL) 20 to 30
Landfill gas 16- 20 MJ/Nm3
Animal meal 15
Impregnated saw dust (25% moisture) 10 to 13
Dried sewage sludge (10% moisture) 10
Domestic refuse (30% moisture) 8.5

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Propriedades e Impactos

Health and Plant Product


Properties Environment
Safety Operation Quality
Physical properties
(granulometry, moisture, X
heterogeneity)
Minor elements
X X
(Cl, F, SO3, Alk, MgO etc)
Trace and heavy
X X X
metals
Organics
X X X
(TOC, toxic components)
Mineralogy
X X
(quartz, mullite etc)

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Hidrogênio
 Excelente reputação

 Depende da fonte de energia


 CO2-friendly (não necessariamente zero)

 Logística desafiadora

 Matéria prima: H2O, CH4...

 Pt, Ir
 Queima
 Preço

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Hidrogênio

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Hidrogênio

 Excelente reputação

Emissão: H2O!!! CH4

H2 + ½ O2 -> H2O

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio

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Hidrogênio

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Hidrogênio

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Hidrogênio

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Hidrogênio

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 Depende da fonte de energia

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Hidrogênio
 CO2-friendly (não necessariamente zero)

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Hidrogênio
 CO2-friendly (não necessariamente zero)

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Hidrogênio
 CO2-friendly (?)

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Hidrogênio
 Logística desafiadora

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Hidrogênio
 Logística desafiadora

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Hidrogênio
 Logística desafiadora

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Hidrogênio
 Matéria prima: H2O, CH4, biomassa

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Hidrogênio
 Matéria prima: H2O, CH4, biomassa

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Hidrogênio

 Pt, Ir

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Hidrogênio

 Queima

 Combustores simples

 Ignição fácil

 Desafio por baixa radiação, prejudicando a transferência de calor por radiação

 Alta emissão de NOx

 Estocagem a alta pressão, embrittlement, vazamentos

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Hidrogênio
 Alto preço

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Atividades

Qual a situação atual do mercado de créditos de Carbono?

Discorra sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos

H2: tema para seminário

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