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Introdução à Stregheria Italiana

Este documento é uma apostila sobre a Stregheria, uma tradição de bruxaria ítalo-americana que combina elementos da bruxaria italiana e neopaganismo. Ele explora a história da Vecchia Religione, suas tradições, a Roda do Ano com seus festivais sazonais e a importância dos esbats, rituais lunares que honram a deusa e suas fases. O conteúdo é protegido e destinado apenas a adeptos da tradição.

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Introdução à Stregheria Italiana

Este documento é uma apostila sobre a Stregheria, uma tradição de bruxaria ítalo-americana que combina elementos da bruxaria italiana e neopaganismo. Ele explora a história da Vecchia Religione, suas tradições, a Roda do Ano com seus festivais sazonais e a importância dos esbats, rituais lunares que honram a deusa e suas fases. O conteúdo é protegido e destinado apenas a adeptos da tradição.

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AVISO AO LEITOR

Este material é propriedade privada do acervo da tradição de bruxaria italiana


Fata Animulare e sua divulgação é expressamente proibida. O conteúdo deste livro está
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indevido deste material será punível ao infrator com medidas que a egrégora achar
necessário.
Neste conteúdo há chaves de proteção onde somente adeptos da tradição poderão
interpretar e realizar as práticas presentes neste arquivo.

Bons estudos.
STREGHERIA

Esta apostila sobre a Stregheria (também conhecida como La Vecchia Religione)


da Itália é desenhada de acordo com o Livro Italian Witchcraft de Raven Grimassi.
Não tenho como intenção, por meio desta apostila, trazer a verdade absoluta
através dos contos e conhecimentos de nossa religião. Tenho como principal intenção
apresentar práticas e conhecimentos praticados por nossos ancestrais há muito tempo
atrás.

“Sempre adicionar, nunca remover”

Provérbio Streghe
Parte 1: A história
da Vecchia Religione
Origem das Streghas

Stregheria é uma tradição de bruxaria ítalo-americana que se origina na Itália e se


desenvolveu nos Estados Unidos, particularmente entre as comunidades de imigrantes
italianos. Também conhecida como "La Vecchia Religione" (A Velha Religião),
Stregheria é uma prática neopagã que combina elementos da bruxaria tradicional italiana
com influências modernas de outras tradições pagãs.
A Vecchia Religione ou Stregheria é a velha religião ligada a Natureza (como a
Wicca), é a bruxaria italiana. Em italiano temos palavras para designar bruxa e bruxo que
seriam, strega e stregone, respectivamente. Há também uma palavra para coven,
boschetto. Na Itália central, as bruxas adoravam a deusa Diana e seu consorte, o deus
Dianus. Fora de Roma, na região dos Montes Albanos, elas se reuniam nas ruínas de um
templo de Diana, às margens do Lago Nemi.
Compreendemos que nossas práticas se baseiam no neopaganismo, ou seja,
trazemos valores e costumes do “pagão” (do latim paganus: “Homem do campo” ou
“camponês”). A stregheria por sua vez, reivindica suas raízes nas antigas práticas
religiosas da Itália pré-cristã, incluindo elementos etruscos e romanos. Atualmente essas
práticas foram revitalizadas e popularizadas no século XX por figuras como Leo Martello
e Raven Grimassi.
No século XIV, uma mulher muito sábia que se “intitulava” Aradia, renasceu a
Velha Religião. Deste esforço, se formaram três tradições, que em origem, eram uma só.
As tradições são conhecidas como Fanarra, Janarra e Tanarra. Coletivamente, são
conhecidas como a Tríade de Tradições.
A Fanarra é original do norte da Itália e são conhecidos como Guardiões dos
Mistérios da Terra; a Janarra e Tanarra são do centro da Itália.
A Janarra é conhecida como Guardiões dos Mistérios da Lua e a Tanarra dos
Mistérios das Estrelas. Cada tradição tem um “líder” chamado Grimas. Ele deve ter
conhecimento das outras duas tradições e sua função é fazer com que a sua tradição
continue.
Existe também a tradição Aridiana, proveniente da vila de Arida – dizem que as
maiores parte dos discípulos de Aradia vieram desta localidade no centro da Itália. As
maiorias dos praticantes modernas da Stregheria seguem essa tradição. Como uma
religião baseada na natureza, os Aridianos reconhecem a polaridade de gênero dentro da
Ordem Natural, e personificam isso como A Deusa e o Deus. O ano é dividido em
meses do Deus (outubro a fevereiro) e meses da Deusa (março a setembro). Ambos,
Deusa e Deus, são reverenciados e são iguais em importância. Um detalhe é que durante
os meses do Deus, os rituais são feitos com robes/túnicas e nos meses da Deusa, sem
roupa alguma. Outra coisa é que durante os meses do Deus, o sacerdote se ocupa de
mais “incumbências” nos esbaths. Os grupos/ covens da tradição Aridiana possuem
diversos cargos. Estes são de Sacerdotessa e Sacerdote; em seguida vem a Dama
D’onore e La Guardiã, que são respectivamente, a Donzela que auxilia a Sacerdotisa
nos rituais, e o Guardião que é responsável pela segurança da Sacerdotisa (o que de fato
é interessante, pois não vivemos mais em uma época de perseguição, ou não
deveríamos). É interessante também ressaltar a similaridade com o sistema gardeniano e
alexandrino. Os sacerdotes são a representação dos Deuses nas encenações dos rituais
Parte 2: A Roda do
Ano
Tradições Anuais

A Roda do Ano é um conceito central nas tradições pagãs modernas (neopagãs),


o que não deixa nossa tradição isenta destes festivais, que representa o ciclo anual das
estações através de uma série de festivais sazonais. Esses festivais, conhecidos como
sabás, estes são considerados os festivais maiores e celebram os pontos de mudança na
natureza e no ciclo agrícola, dividindo o ano em oito partes principais.

Yule (Solstício de Inverno)


Vamos começar com Yule, que ocorre em torno de 21 de dezembro. Yule é o
solstício de inverno, o dia mais curto e a noite mais longa do ano. Neste momento,
celebramos o renascimento do Sol. É uma época de esperança, pois mesmo na escuridão
mais profunda, a promessa da luz está presente. Nós acendemos fogueiras e velas para
saudar o retorno do Sol, decoramos árvores e trocamos presentes, lembrando que a luz e
a vida sempre retornam.

Imbolc (Candelária)
Em seguida, temos Imbolc, celebrado em 1 ou 2 de fevereiro. Este festival marca
o ponto médio entre o solstício de inverno e o equinócio de primavera. É um tempo de
purificação e renovação. Imbolc é dedicado à deusa Brigid, guardiã do fogo e da cura.
Acendemos velas para trazer luz aos dias ainda escuros e fazemos rituais de limpeza,
preparando nossos lares e nós mesmos para o novo ciclo de crescimento.

Ostara (Equinócio de Primavera)


Ostara acontece em torno de 21 de março, o equinócio de primavera. Nesta data,
dia e noite são iguais, simbolizando equilíbrio e novos começos. Celebramos a fertilidade
da terra que desperta, plantando sementes que crescerão e florescerão. Decoramos ovos,
símbolo de fertilidade e renascimento, e passamos tempo ao ar livre, apreciando o
renascimento da natureza.

Beltane (Maio)
Beltane, celebrado em 1º de maio, é um dos festivais mais vibrantes. É uma
celebração do auge da primavera e da fertilidade. Nesta época, a Terra está cheia de
energia e vida. Acendemos fogueiras e dançamos ao redor do mastro de Beltane, um
símbolo de fertilidade e união. É um tempo para celebrar o amor e a vida, com muitos
casamentos e uniões acontecendo sob a bênção da deusa e do deus.

Litha (Solstício de Verão)


Litha, ou o solstício de verão, ocorre em torno de 21 de junho. Este é o dia mais
longo do ano, quando o Sol está em seu ponto mais alto. Celebramos a abundância da
natureza, com festivais ao ar livre, danças e banquetes. É uma época de grande energia e
poder, um momento para agradecer a generosidade da Terra.

Lammas (Lughnasadh)
Lammas, ou Lughnasadh, é celebrado em 1º de agosto. Este festival marca o início
da colheita, um tempo de agradecer pela abundância dos campos e preparar-se para os
meses de outono e inverno. Fazemos pães e bolos com o primeiro trigo colhido,
celebrando a generosidade da Terra e o trabalho duro que sustenta nossas vidas.

Mabon (Equinócio de Outono)


Mabon ocorre em torno de 21 de setembro, o equinócio de outono. Assim como
Ostara, dia e noite são iguais, mas agora caminhamos em direção ao escurecimento do
ano. É um tempo de agradecer pela colheita completa e refletir sobre o que foi alcançado.
Fazemos festas com os frutos da colheita e preparamos nossos lares para o inverno que
se aproxima.

Samhain (Halloween)
Finalmente, temos Samhain, celebrado em 31 de outubro. Este é um dos festivais
mais importantes e marca o fim do ciclo agrícola e o início do inverno. Samhain é um
tempo para honrar nossos ancestrais e aqueles que já partiram, pois acreditamos que o
véu entre os mundos dos vivos e dos mortos está mais fino. Acendemos velas em memória
dos entes queridos e realizamos rituais de divinação para guiar-nos no novo ciclo.

Esses oito sabás da Roda do Ano nos ajudam a viver em harmonia com os ciclos
da natureza, lembrando-nos de que somos parte de um todo maior. Cada festival nos
oferece a oportunidade de refletir, celebrar e renovar nossa conexão com a Terra e com o
divino. Que possamos seguir esses ciclos com reverência e gratidão, encontrando sempre
renovação e equilíbrio em nossas vidas.

Agora vamos falar sobre os esbats, que são tão essenciais em nossa prática quanto
os sabás. Enquanto os sabás marcam os grandes festivais sazonais da Roda do Ano, os
esbats são celebrações menores, realizadas em cada ciclo lunar. Esses rituais, geralmente
focados na lua cheia, são momentos poderosos para a magia e a conexão espiritual.

O que são os Esbats?

Os esbats são rituais realizados em honra da Lua, particularmente durante a lua


cheia, quando sua energia está mais forte. No entanto, alguns praticantes também realizam
esbats durante outras fases lunares, como a lua nova, lua crescente e lua minguante, cada
uma oferecendo suas próprias energias e propósitos mágicos.

Significado dos Esbats

Os esbats nos permitem trabalhar com as energias lunares, que influenciam nossos
corpos, emoções e práticas mágicas. A Lua é um símbolo da deusa, refletindo sua presença
e poder. Durante os esbats, honramos a deusa em suas várias formas e nos sintonizamos
com os ciclos lunares para crescimento espiritual e realização de desejos.

Fases da Lua e Seus Propósitos

Lua Nova:
Significado: Início de um novo ciclo. É um momento de introspecção e novos
começos.
Trabalhos Mágicos: Iniciação de novos projetos, plantio de sementes de intenção,
definição de metas e purificação.

Lua Crescente:
Significado: Fase de crescimento e expansão. Energia crescente e ativa.
Trabalhos Mágicos: Magias de atração, aumento de prosperidade, saúde e
crescimento pessoal.

Lua Cheia:
Significado: Ponto máximo de energia e poder. A deusa está em seu auge.
Trabalhos Mágicos: Realização de desejos, rituais de cura, proteção e celebração
da abundância. É a fase mais comum para esbats.

Lua Minguante:
Significado: Fase de liberação e conclusão. A energia está diminuindo.
Trabalhos Mágicos: Banimento de negatividade, conclusão de projetos, limpeza
e introspecção.

Os esbats nos mantêm conectados regularmente com o ciclo lunar,


proporcionando oportunidades frequentes para renovação espiritual, reflexão e realização
de desejos. Eles nos lembram de viver em harmonia com os ritmos naturais, respeitando
tanto as fases de crescimento quanto as de liberação.
Ao celebrar os esbats, honramos a deusa e sua influência constante em nossas
vidas. Esses rituais fortalecem nossa prática, oferecendo momentos regulares de
introspecção, conexão e celebração.

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