SERMONÁRIO
Sumário
Dia 1. A família como mordomo: primeiro Deus................... 3
Dia 2. Família que honra a Deus............................................. 10
Dia 3. Conhecimento para o orçamento.............................. 18
Dia 4. Sabedoria na vida e na família................................... 26
Dia 5. Sem dever nada............................................................... 34
Dia 6. Contentamento x avareza e consumismo .............. 42
Dia 7. A família de Jesus............................................................ 50
Dia 8. Os bem-aventurados...................................................... 57
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Bullón sobre como preparar e apresentar sermões.
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Publicado pela Casa Publicadora Brasileira
Autor: Demóstenes Neves da Silva
Diagramação: Marcos Castro
Imagens: Freepik
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1
A FAMÍLIA COMO
MORDOMO: PRIMEIRO DEUS
“Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas
þ estas coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6:33
Objetivo do Sermão: Apresentar a mordomia fiel como o objetivo da
vida.
Para refletir: “O dinheiro será sempre escravo ou patrão.”
— Horácio, Roma antiga, 65-8 a.C.
Pergunta de introdução: Como ser fiel na mordomia em família?
Para muitos o objetivo da vida é só ou principalmente material.
Ilustração: Enquanto conversavam, três amigos na roça expunham
suas fantasias de ficarem ricos. - Se eu ficasse rico, compadre -, disse
um deles, - compraria a maior fazenda, só para todo mundo ver como
sou rico -. - E eu -, disse o outro, - iria morar no estrangeiro, sair dessa
vida, fugir de tudo! - O terceiro entrou na conversa com seu ponto de
vista. Disse: - Eu ficaria aqui mesmo e guardaria meu dinheiro, gastaria
quase nada, só pelo prazer de possuir!
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1) A ausência de uma porção suficiente de dinheiro na família
pode conduzir a um quadro de medo pela vulnerabilidade,
vergonha, limitação, tensão, carência e ansiedade que a falta
do necessário à vida pode acarretar. Por outro lado, o dinhei-
ro pode oferecer diversos benefícios para o contexto familiar
como segurança, conforto, poder, posição e aceitação social.
2) Infelizmente, muitos esquecem que bens materiais são ape-
nas um meio e não um fim em si mesmo, e acumulam dinhei-
ro mesmo que não o usufruam ou este não produza os be-
nefícios que poderia oferecer para eles, para a sociedade e
para a obra de Deus. Assim, muitas pessoas acumulam, sem
objetivos mais nobres que não seja o prazer de gastar e se
exibir, como meio de fuga ou para possuir por possuir.
3) Pode-se dizer que, no mundo contemporâneo, o dinheiro não
somente compra vícios, mas se tornou um vício. Para muitos,
não é mais um meio para manter a vida e servir a Deus e ao
próximo, mas um objetivo de vida, em alguns casos, buscado
mesmo ao preço da destruição da própria vida.
4) Assim, pratica-se a idolatria do objeto de poder, chamado
dinheiro, contra a qual Paulo advertiu, alertando que “o amor
ao dinheiro é a raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns
se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com mui-
tas dores” (1Tm 6:10).
Mas, Jesus apontou que o dinheiro pode se tornar um rival de
Deus: “não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mamom) Lc 16:13.
Nesta mensagem vamos refletir sobre a mordomia fiel.
Mas como alcançar o objetivo da mordomia fiel na família?
Primeiro:
I - AGIR COMO MORDOMO DE DEUS
O reino de Deus deve vir primeiro. Ele é o rei e nós Seus súditos.
Súditos devem servir seu Senhor.
1) Apesar do contentamento ser um extraordinário elemento
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da felicidade e espiritualidade, quando se trata de bens ma-
teriais (1Tm 6:5-11) alguns vivem buscando as coisas em pri-
meiro lugar, em vez do Senhor das coisas. Não se reconhe-
cem como mordomos de Deus ou súditos do Seu reino.
2) Lamentavelmente, muitas pessoas estão dispostas a destruir
a reputação, a fé e a própria vida, bem com a dos outros,
para ganhar dinheiro que, talvez, jamais terão oportunidade
e nem necessidade de gastar.
3) Até mesmo líderes religiosos, em nome da teologia da am-
bição, têm proclamado a cilada antibíblica de que sucesso
material é equivalente à fé verdadeira, colocando ganho de
bens como prioridade em vez de fidelidade ao Senhor.
4) O livro da sabedoria ensina que os extremos, particularmente
na vida material, podem ser prejudiciais à vida das pessoas.
5) Por isso, o sábio suplica, em oração, para não receber nem
riqueza, para não ficar arrogante e negar a Deus, e nem po-
breza, para não blasfemar contra o Senhor (Pv 30:8) e não
perder o foco de que o reino deve vir primeiro.
6) O objetivo da vida é ser fiel, servindo a Deus, à família e ao
próximo em necessidade.
a. Muito apropriadamente, mordomia significa “cuidar da
casa”, administrar. É uma palavra portuguesa composta de
“mor” (principal, controle) e “domia” (casa, propriedade).
b. O mordomo é o chefe, encarregado de controlar a casa
ou bens de um senhor que é o verdadeiro proprietário.
Assim, todos na família são mordomos no sentido de ad-
ministradores. Biblicamente, o ser humano é o mordomo,
e Deus é o verdadeiro Dono, o Senhor da casa, ou de tudo
o que existe (Sl 24:1). Ele deve vir primeiro.
7) A palavra “mordomo”, muito usada no Novo Testamento (Lc
16), refere-se a um administrador ou encarregado de bens
materiais. Também se aplica aos encarregados dos tesouros
espirituais, contidos no evangelho (1Co 4:1-2).
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 |5
a. A Bíblia traduz mordomo também como “despenseiro”,
alguém que toma conta da despensa (dos recursos) da
casa e que deve prestar contas ao proprietário. A família
cristã é guardiã da mordomia fiel.
b. Alguns colocam o dinheiro em primeiro lugar, mas a Bí-
blia, ao contrário, declara que “vale mais o pouco que tem
o justo do que as riquezas de muitos ímpios” (Sl 37:16),
indicando que Deus deve ser o primeiro.
c. Riqueza e fé não são incompatíveis, mas vale mais o di-
nheiro com Deus, pois, sem Deus, o dinheiro não valerá
nada no dia do juízo.
Por isso, se declara que o que se espera do despenseiro indivi-
dual ou como família é que este seja encontrado fiel (1Co 4:2).
Que coloque o reino de Deus em primeiro lugar.
Em segundo lugar, é preciso:
II - ENTENDER A ABRANGÊNCIA DA MORDOMIA – O REINO
1) O reino de Deus, além de vir primeiro, abrange tudo. A pa-
lavra Mordomia vem do grego oikonomos que foi translitera-
da para o português como “ecônomo” no sentido de gestor.
Todo ser humano é mordomo, apenas um gestor e usuário,
porque tudo, de fato, pertence a Deus.
a. Assim, todos são mordomos, ou guardiões das coisas do
reino, na casa de Deus, que é o mundo com tudo que nele
há (Sl 24:1). A mensagem é que todos somos responsáveis
para fazer o melhor uso do que Deus colocou em nossas
mãos.
b. A casa, na Bíblia, são todos os bens e dons materiais e
imateriais: o corpo humano e seus sentimentos e pensa-
mentos, a comunidade, a igreja, a família e o mundo que
vivemos, pois o planeta foi dado à humanidade para dele
cuidar e controlar.
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2) O reino de Deus vem primeiro e abrange tudo. As famílias
devem ensinar a responsabilidade e princípios de gestão da
vida em geral: cidadania, sociabilidade, responsabilidade
doméstica e gestão financeira. A família deve ser uma bên-
ção para a igreja, a sociedade e o mundo, através dos seus
descendentes.
a. As famílias cristãs também recebem a responsabilidade
de pregar o amor de Deus por palavra e exemplo.
b. E, nesse aspecto, o dinheiro está no reino de Deus, e é
uma forma prática de experimentar e ensinar aos filhos
a seriedade da vida cristã na fidelidade nos dízimos e
ofertas, pois Deus promete bênçãos aos fiéis (Ml 3:10-12).
c. No fim, todos serão julgados de acordo com a forma
como administraram (mordomia) as coisas do reino de
Deus que abrange tudo.
Finalmente, é importante:
III - OFERECER UMA OFERTA SAGRADA
1) O reino de Deus, como vimos, além de ser o primeiro e abran-
ger tudo, é justiça (Rm 14:17).
Buscar a justiça do reino de Deus é buscar a Cristo (1Co 1:30) que
é nossa justiça, e fazer a entrega a Ele do que somos e do que
temos.
Na Bíblia, a oferta para a obra do evangelho é descrita com a
palavra grega que significa “sacrifício agradável” (Fl 4:18). Uma
analogia espiritual com o sacrifício de Cristo que é nossa justiça.
a. Esse significado, atribuído pelo apóstolo Paulo, aponta
para a espiritualidade do dinheiro, tanto da parte que é
destinada ao serviço do evangelho como da que fica nas
mãos da família.
b. Afinal, uma parte é devolvida para Deus, mas tudo no
mundo pertence a Ele (Sl 24:1).
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2) No dicionário de grego do Novo Testamento, o sacrifício sig-
nifica também “holocausto”, um sacrifício total.
a. Desse modo, quando a família santifica uma parte, reco-
nhece a Deus como dono de tudo.
b. A parte que é doada para a obra de Deus é santa, e a que
fica é sagrada também. Tudo pertence a Deus, e nos é
dado em Cristo, justiça nossa.
Até o pão que comemos e a água que bebemos foram compra-
dos na cruz.
“Mesmo esta vida terrestre devemos à morte de Cristo.
þ (...) A cruz do Calvário acha-se estampada em cada pão.
Reflete-se em toda fonte de água. Tudo isso ensinou
Cristo ao indicar os emblemas de Seu grande sacrifício.”
O desejado de todas as nações, p. 467.
3) Outra ideia, presente na oferta, é que nela também está o
próprio doador.
a. O dinheiro é ganho mediante o uso do corpo, dos talen-
tos, do tempo e de outros bens, que exigiram empenho
pessoal.
b. Entregar a oferta é entregar a energia do corpo, do tempo
e dos talentos. Então, o dinheiro significa a entrega de
nós mesmo.
4) Em geral, toda a ação do corpo para adquirir bens é feita no
tempo. Assim, tem sentido o provérbio que diz que tempo é
dinheiro, porque no dinheiro está a nossa história, e o tempo
para viver e conquistar coisas. O tempo de vida nessa terra
foi comprado na cruz pela justiça de Cristo. O tempo é dEle.
a. Portanto, ao devolver dízimos e ofertas, com sincerida-
de e amor, ou fazer outras coisas para Deus, devolvemos
uma parte do que Ele nos deu.
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b. Também, espiritualmente e psicologicamente, entrega-
mos a nós mesmos e nossa vida, pois tudo represen-
ta Cristo e com Ele estamos no Seu altar, como oferta
sagrada.
Portanto, a entrega coloca o reino de Deus em primeiro lugar,
abrange tudo. A nossa entrega e do que temos é sagrada porque
representa Cristo, nossa justiça.
Conclusão
1) Deus deve ser o primeiro porque somos Seus mordomos.
2) Ele chama a família a dar exemplo de fidelidade em tudo.
3) Quando dedicamos a Deus nosso tempo, talentos, corpo e
bens essa oferta se torna sagrada porque representa Cristo,
além disso deve ser o melhor que temos e podemos ofertar.
Apelo
1) Amigos e irmãos, somos mordomos como indivíduos e em
família. Somos apenas administradores do que realmente
pertence a Deus, por isso Ele deve estar em primeiro lugar.
2) Coloquemos o Senhor em primeiro, e façamos da fidelidade
em tudo, o objetivo de nossa vida.
3) Consagremos a família no altar de Deus como oferta sa-
grada ao Senhor e seja ela uma bênção como exemplo de
fidelidade.
Oremos, agora por esses objetivos.
Questões para refletir:
1) Temos consciência realmente de que mordomia é um dever
cristão de administrar a vida conforme a direção divina?
2) Estamos, de fato, colocando Deus em primeiro lugar e consa-
grando nossa família ao Senhor?
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2
FAMÍLIA QUE HONRA A
DEUS
“Honra ao Senhor com a tua fazenda e com as primícias de toda
þ a tua renda.” Provérbios 3:9
Objetivo do Sermão: Refletir sobre formas de honrar a Deus.
Pergunta de introdução: Como usar os nossos recursos para honrar a
Deus?
Ilustração: Na Bíblia há um impressionante relato relacionado a hon-
rar a Deus. Hofni e Fineias, filhos de Eli, não respeitaram os rituais, o
altar, as ofertas e nem sua consagração pessoal como sacerdotes, pois
se contaminaram com mulheres no tabernáculo e, no entanto, seu pai
não os repreendeu.
Deus, então, os rejeitou para não mais serem sacerdotes, e declarou:
“aos que me honram honrarei”.
Honrar a Deus é abrangente. Envolve tudo o que temos e somos. Tudo
é de Deus, nosso corpo e vida foram consagrados a Ele e devemos
honrá-Lo no que temos e somos. Não fazer isso pode ser fatal (1 Sm
2:27-30). Precisamos refletir se estamos desonrando a Deus em alguma
coisa e buscar corrigir pela Sua graça.
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Analisemos três maneiras da família e todos nós honrarmos a
Deus.
I - COLOCANDO DEUS EM PRIMEIRO LUGAR
As primícias - Muitas vezes a Bíblia diz que Deus é o primeiro. No
Sermão do Monte colocar Deus em primeiro lugar é confiar que
tudo o que precisamos será acrescentado.
“Honra a Deus com as primícias”, ou seja, em primeiro
þ lugar (Pv 3:9).
1) Ele é o primeiro (Suas são as primícias) porque é o Criador, o
dono de tudo e nosso Salvador, por meio de Jesus. Por isso
Ele deve ter a prioridade em todas as coisas (Gn 1; Sl 24:1-2).
Ele é o único e verdadeiro Deus.
2) Outra razão da prioridade divina é o ensino de Jesus, de que
o primeiro e grande mandamento é o que manda “amar ao
Senhor teu Deus de todo o teu coração, toda a tua alma e de
todo o teu pensamento” (Mt 22:36-39).
3) Há uma ordem e importância entre amar a Deus e ao próxi-
mo, indicando o primeiro como o grande mandamento que
aponta Deus como merecendo todo o nosso amor.
4) Portanto, o amor a Deus é o primeiro e grande mandamento
e amar ao próximo é o segundo.
5) Então, o próximo vem em segundo, e Deus em primeiro lugar.
Por isso, Jesus ensinou também a buscar primeiro o reino de
Deus (Mt 6:33).
6) Honrar a Deus traz bênçãos:
a. “Quando os irmãos colocam a Deus em primeiro lugar e
decidem que a Sua casa não mais será desonrada através
de dívidas, Deus os abençoará.” Testemunhos para a igre-
ja, v. 6, p. 102 (grifo adicionado).
b. O Senhor separou uma parte de nossos bens (dízimos
e ofertas) para Sua obra (Ml 3:8-10). Esta obra deve
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proclamar Seu nome, Sua mensagem e Sua salvação a to-
dos os povos (Mt 28:18-20). Assim, todos os nossos bens,
talentos, tempo, e nós mesmos, devemos nos consagrar à
Sua obra porque Deus tem o primeiro lugar.
Vejamos mais:
II - CUIDANDO DA FAMÍLIA
A fazenda = as riquezas, os bens. Nos tempos bíblicos a fazenda
era da família. Deus deu as propriedades para as tribos, clãs e
famílias. O patriarca representava a família e devia proteger e
prover suas necessidades para segurança de todos.
Por isso, depois de retirada a parte de Deus, honrar a Deus com
a fazenda é, também, usar os recursos que recebemos de Deus
para proteger nosso lar. Honramos a Deus cuidando da família
porque são os próximos mais próximos, por laços de sangue, por
proximidade física e por afetos.
Quem não cuida da família desonra a Deus porque age pior do
que incrédulos (1Tm 5:6).
1) Esse é o segredo de sucesso na família: Deus é o primeiro e
depois o próximo. O próximo é o que precisa de ajuda, mas,
na parábola, o próximo foi o que ajudou. Na lei do próximo
da Bíblia, o próximo é o indivíduo que é capaz de ajudar e
ajuda de fato a quem precisa dele (Lc 10:36-37).
2) O próximo é o ajudador, o redentor, o auxiliador, o apoiador
que, na parábola do samaritano, é descrito como aquele que
usa de misericórdia porque é movido de “íntima compaixão”
(Lc 10:33, 36-37).
Assim, o próximo age por amor, e a missão de ajuda, é primeiro
com a família, com amor, porque quem não o faz é pior do que
os descrentes (1Tm 5:8).
3) O próximo é o que serve. O próximo supre as necessidades
básicas de sua família, e sua posição é de honra e de privilé-
gio porque é melhor servir do que ser servido (Mt 20:26-28).
4) A família que coloca a Deus em primeiro lugar e na qual seus
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membros se amam, já é uma família de sucesso porque glo-
rifica a Deus.
5) A família que honra a Deus luta pela sua manutenção regu-
lar e faz o controle de suas finanças, porque sabe que sua
falha pode trazer consequências ruins e fazer seus queridos
sofrerem. Por isso, o bom mordomo, seja pai, mãe ou filhos
na família, trabalha, se aperfeiçoa, planeja, se organiza, tem
orçamento, economiza e é diligente, pois tem consciência de
suas responsabilidades como servo de Deus, cidadão, profis-
sional e membro da família.
6) Ao economizar, o bom mordomo elimina despesas supér-
fluas, compra o necessário, cancela ou renegocia todas as
dívidas, faz poupança para imprevistos como a formiga, e
também sabe que o dinheiro é sagrado e deverá dar contas
a Deus da fidelidade na parte do Senhor.
a. De acordo com a Bíblia, todo administrador fiel da casa
é trabalhador e se prepara para o futuro, como a formiga
(Pv 6:6-8).
b. Outro exemplo é a mulher virtuosa da Bíblia, um modelo
de mordomia diligente, produtiva, confiável, previdente,
organizada e econômica, a qual serve como modelo de
excelência na administração verdadeira dos que servem
a Deus na família (Pv 31:10-31).
Finalmente:
III - NO CUIDADO DOS POBRES
“O justo se informa da causa dos pobres, mas o ímpio
þ nem sequer toma conhecimento.” Pv 29:7
Em terceiro lugar, a forma de honrar a Deus na família, é cuidar
dos pobres e sofredores, porque o serviço aos pobres é ordem
divina e parte da religião pura e sem mácula (Tg 1:27).
A Bíblia diz:
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“O que oprime o pobre insulta àquele que o criou, mas o
þ que se compadece do necessitado o honra.” Pv 14:31
Como funcionava nos tempos bíblicos?
Deus cuidava dos pobres.
1) No Antigo Testamento, Deus proveu a lei da respiga (Dt 24:19-
22; Lv 19:9-10): os pobres colhiam os frutos deixados para trás
na colheita, de modo que podiam manter suas famílias com
essas sobras do campo.
2) Havia também a lei de alimentar-se na plantação de outrem:
(Dt 23:24-25) o pobre podia comer no local, mas não podia le-
var os frutos em vasilhas de qualquer espécie. Sempre havia
algo para comer no meio das plantações.
3) Outra providência divina foi um segundo dízimo requerido
da família.
Deus instituiu esse outro percentual de dez por cento que era
usado para os pobres.
a. Era chamado também de dízimo (Dt 14:28-29; 26:12-13) e
era repartido aos pobres e todos os que não tinham pro-
priedades (inclusive estrangeiros e levitas) a cada tercei-
ro e sexto anos do ciclo de sete anos da lei judaica (expli-
cado em Patriarcas e Profetas, cap. 51).
b. Esse segundo dízimo era outro dízimo usado para devo-
ção e caridade da família. Era diferente do mencionado
por Malaquias que era levado “todo” ao Templo para
manter os levitas.
c. Quanto ao primeiro dízimo, (o dos levitas) os adoradores
não podiam reter, vender, usar e nem trocar esse dízimo
de Malaquias 3 (Lv 27:30-33; Nm 18:20-24; Ml 3:8-11). Esse ia
todo para a Casa do tesouro.
d. Mas o segundo dízimo era para devoção e caridade, por-
que Deus tinha planos que a família ajudasse de forma
direta, planejada e proporcional aos pobres da terra.
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Esses dois dízimos eram distintos um do outro. Tinham origem,
natureza e aplicação diferentes.
4) Outro cuidado era o ano sabático e o jubileu - eram chances
de recuperação financeira para os pobres e endividados da
família.
a. A Palavra de Deus determinou o ano sabático a cada sete
anos (Dt 15:1-5) e um perdão geral e libertação dos servos
no Ano do Jubileu, a cada cinquenta anos.
b. A cada jubileu (50 anos) todas as dívidas eram cancela-
das e as propriedades das famílias, conforme tinham sido
repartidas na divisão da terra de Canaã, voltavam aos do-
nos originais (Lv 25). Assim, o pobre que quisesse, podia
recomeçar sua vida e deixar de ser pobre.
“Vereis que nossa obra é não apenas pregar, mas ao
þ vermos a humanidade sofredora no mundo, devemos
ajudá-los em suas necessidades temporais. Assim
seremos instrumentos nas mãos de Deus.” Beneficência
social, p. 332.
IV – O QUE PODEMOS FAZER HOJE?
1) Dedique prioridade aos pobres e sofredores da família, de-
pois àqueles mais próximos e conhecidos e, finalmente, às
instituições de caridade. Esse é um dever também da família.
a. “O dinheiro também é um encargo de Deus. É dado aos
pais, não para ser usado de modo extravagante para gra-
tificar o orgulho, para a ruína própria e de seus filhos,
mas como meio de fazer o bem a pessoas necessitadas.”
Cristo triunfante, p. 50.
b. Segundo a Bíblia, Deus é o defensor dos pobres e so-
fredores, e cuidar deles é servir diretamente a Jesus (Mt
25:34-40).
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 15
c. O dinheiro “é de grande valor, se for corretamente usado
pode fazer bem na salvação de pessoas, em bênçãos a
outros que são mais pobres do que nós.” Fundamentos
do Lar Cristão, p. 59.
2) Pobres e sofredores são aqueles que precisam de nós para
alcançar a independência ou superar uma fase difícil da vida.
Assim, prefira ações que aliviam e, sempre que possível, inde-
pendam o indivíduo de sua ajuda assistencialista regular.
a. Um exemplo são ações educativas que desenvolvem
competências, que contribuem para a autonomia do indi-
víduo, evitando que ele continue na dependência de aju-
da. A igreja pode desenvolver e oferecer projetos nesse
sentido.
b. Então, ajudar ao necessitado não significa mantê-lo con-
tinuamente com assistencialismo, de modo a torná-lo
dependente de ajuda e sem independência financeira.
c. Os pobres devem ser estimulados e orientados a cresce-
rem financeiramente, a fim de ajudarem outros também.
d. Existem pessoas que são difíceis de ajudar, pois pre-
ferem depender dos outros, não querem trabalhar. Po-
rém, isso não deve desculpar a omissão no auxílio aos
necessitados.
3) Uma oferta especial, à parte dos dízimos e ofertas para a
obra da igreja, deve ser planejada para os necessitados.
a. O cuidado com os pobres não substitui a parte de Deus.
Nem dar dízimo e ofertas substituem a caridade com os
mais fracos. Um não deve ser feito no lugar do outro.
b. Um plano em oração deve ser feito pela família e pode
ser incluído no seu orçamento.
Conclusão
Como vimos, Deus está em primeiro:
1) Ele é o primeiro porque é o Criador e o dono de tudo, por
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isso deve ter a prioridade em todas as coisas (Gn 1; Sl 24:1-2),
incluindo os dízimos e as ofertas.
2) A família é nosso próximo mais próximo e devemos cuidar
dela com dedicação como mandado divino. Negligenciar a
família seria negar a fé (1Tm 5:8).
3) Finalmente, Deus nos diz que temos obrigação para com os
pobres. É nosso papel aliviar suas necessidades, orientar e
encaminhar para departamentos da igreja ou outros a fim de
que se ergam social e financeiramente.
Essas são algumas formas bíblicas de honrar a Deus.
Apelo
Aqueles que desejam tomar essa decisão de honrar a Deus, co-
locando-O em primeiro lugar, cuidando da família e amparando
aos necessitados orem comigo agora.
Questões para refletir:
1) Temos colocado Deus realmente em primeiro lugar em tudo,
inclusive nos dízimos e ofertas?
2) Temos lembrado dos pobres em nosso plano financeiro?
3) Nossa família está bem assistida financeira, social e espiri-
tualmente? Se não, o que está faltando e o que poderia ser
feito de imediato para atender sua necessidade?
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 17
3
CONHECIMENTO PARA O
ORÇAMENTO
“Pelo conhecimento se encherão as câmaras com todos os bens
þ preciosos e agradáveis.” Provérbios 24:4
Objetivo do Sermão: Incentivar a organização financeira da família.
Para refletir: “Ou você controla seu dinheiro, ou ele o abandonará
quando mais precisar dele.”
“Quem não economiza no presente é ladrão de seu próprio futuro.”
Pergunta de introdução: Há bênção e sentido espiritual para a família
pela sua organização financeira?
Ilustração: O casal vinha tendo atritos sérios desde que as finanças da
família pioraram em decorrência de dívidas. As acusações mútuas se
repetiam e o clima familiar se deteriorou significativamente. As coisas
não melhoravam porque ambos contraíam sempre uma nova dívida,
antes mesmo de liquidar completamente compromissos anteriores.
Não tinham mais poupança nem como aumentar a renda.
Na verdade, não possuíam uma noção clara de até onde podiam ir
com os gastos. Com certa frequência, contraiam novo compromisso,
18 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
vivendo sempre apertados financeiramente. Depois de ouvir
alguns conselhos de amigos experientes e familiares, a esposa
desabafou com o marido: “Antes que a dívida nos separe, é me-
lhor nos unir para fazer o orçamento!” Foi a solução.
1) O orçamento é um poderoso instrumento para organizar toda
a vida financeira da família. É preciso ter um plano financeiro
para qualquer empreitada.
a. Jesus mesmo sugeriu isso: Lc14:28-30 - Ao seguir um pla-
no financeiro, os precipitados param de gastar antes de
ganhar o dinheiro, e os exagerados param de gastar mais
do que ganham.
b. Portanto, se você quer ter sucesso financeiro comece a
organizar as coisas e prepare com sua família o orçamen-
to doméstico.
Hoje abordaremos algumas orientações apresentadas pela Pala-
vra de Deus sobre organização financeira da família.
São orientações que explicam porque a organização financeira é
importante, traz bênçãos e tem significado espiritual:
I - PORQUE É A VONTADE DE DEUS
1) Na Bíblia, a administração inteligente é um dom de Deus.
Como o apóstolo recomenda “buscar os melhores dons es-
pirituais” (1Co 12:31), podemos também pedir-Lhe sabedoria
para cuidar de nossas finanças, principalmente em momento
de crise econômica.
a. A busca por sabedoria (que é o conhecimento no sentido
da passagem) é recomendada por Tiago (Tg 1:5). Esse é um
dom polivalente.
A sabedoria atende a qualquer necessidade. Peça-a a Deus!
O sábio declara que “pelo conhecimento se encherão as
þ câmaras com todos os bens preciosos e agradáveis” (Pv
24:4).
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 19
b. A palavra “conhecimento”, no verso citado acima, significa
“percepção, habilidade e discernimento para lidar com os
negócios e com a gestão do dinheiro e das oportunida-
des”. E aí se inclui o orçamento e economia na gestão de
recursos.
c. “Há vitória na multidão de conselheiros”, Pv 24:6. Portan-
to, não se debata sozinho e nem queira reinventar a roda.
Busque ler e consultar pessoas de confiança, entendidas
no assunto, que possam ajudar no orçamento da família.
É nesse sentido que o texto abaixo adverte:
“Foi-me mostrado que vocês, meu irmão e irmã, têm
þ muito que aprender. Não estão vivendo dentro dos
recursos disponíveis. Não aprenderam a economizar.
Se ganham elevado salário, não sabem como fazê-
lo render o máximo possível. Consultam o gosto e o
apetite, em vez da prudência. Às vezes, gastam dinheiro
em certa qualidade de alimento que seus irmãos não
podem pensar em saborear. O dinheiro sai de seu bolso
com muita facilidade. ... A abnegação é uma lição que
ambos ainda necessitam aprender.” Testemunhos para
a igreja, v. 2, p. 432-432.
Outro motivo pelo qual fazer um orçamento com sabedoria é
fundamental:
II - PORQUE TRAZ BÊNÇÃOS
Jesus sugere que fazer orçamento é importante.
“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se
þ assenta primeiro a fazer as contas dos gastos, para ver se
tem com que a acabar?” Lc 14:28.
O texto diz: “Se encherão as tuas câmaras com coisas preciosas
e agradáveis”.
Vejamos alguns benefícios evidentes:
20 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
1) O orçamento revela a situação financeira da família. O orça-
mento é um retrato fiel da condição e potencial financeiro da
família. É uma tomada de consciência para o progresso do lar.
2) Organiza o movimento financeiro da família. Com orçamento
é possível saber até onde se pode ir financeiramente e onde
se deve parar, porque se pratica o consumo consciente e os
gastos são planejados.
3) Ajuda a controlar o consumismo. Uma vez que o dinheiro é
limitado e todos sabem seus limites, previne-se e se desesti-
mula as compras de supérfluos e compras por impulso.
4) Reduz as tensões na família.
a. Uma família com plano financeiro tem os pés em um chão
estável, todos estão conscientes da situação e as dívidas
estão sob controle.
b. O plano orçamentário alivia a ansiedade e as tensões, e
os conflitos tendem a diminuir.
5) Promove a poupança. A provisão para o futuro é assegura-
da, o que proporciona mais tranquilidade aos membros da
família.
6) Melhora a fidelidade cristã, pois o orçamento que segue a
aplicação bíblica dos bens contempla os três deveres peran-
te o Senhor: o dever para com a obra de Deus, com a família
e com os pobres e sofredores, o que é a religião pura (Tg
1:27).
Essas bênçãos são decorrentes de uma vida planejada com
orçamento.
Finalmente:
III - PORQUE INCENTIVA A UNIDADE E EDUCA OS FILHOS
1) A elaboração do orçamento convoca a todos para participa-
rem das responsabilidades do lar, promovendo a unidade
familiar. Isso treina os filhos para uma vida organizada fi-
nanceiramente e para seu futuro lar.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 21
2) Como fazer um orçamento. Existem diversos modelos na In-
ternet. Como começar?
a. Previamente, trace uma avaliação da situação fazendo,
por exemplo, um levantamento inicial de entradas e saí-
das financeiras com os membros da família, pois:
“Todos devem aprender a tomar notas de suas despesas”
þ e “com exatidão.” O lar adventista, p. 374.
b. Conscientize a si mesmo e aos demais da necessidade de
controlar a situação.
c. Conquiste o apoio do grupo familiar.
d. Estabeleça prazos para alcançar metas de economia, gas-
tos etc.
e. Comece a elaboração do orçamento em um momento
marcado: a primeira oportunidade que houver. Não adie.
f. Se conseguir o apoio da mulher ou do marido, ponto para
você.
3) Bom seria você orar sobre isso antes, e meditar sobre como
fazer, inclusive orando pelos membros da família e orando
com eles sobre isso, para não parecer que você quer torturar
a família por simples mesquinharia.
4) De qualquer forma, quando a situação está crítica os núme-
ros clamam, e não mentem afinal, contra fatos não há argu-
mentos. A família tende a cooperar porque é uma questão de
sobrevivência e dignidade.
A dívida escraviza a família e causa muitos males, por isso de-
sonra a Deus.
Vejamos alguns passos importantes:
IV - PASSOS PARA VENCER A DÍVIDA
Comece hoje mesmo a orar, planejar e agir. Eis algumas medidas
práticas:
22 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
1) Use o freio de arrumação.
a. A primeira coisa a fazer, para quem está enrolado finan-
ceiramente é, se possível, dar um “freio de arrumação”
nas dívidas. Não se compra mais nada, salvo o extrema-
mente essencial, por alguns meses.
b. Converse com a esposa (ou marido) e, depois, com os fi-
lhos. Apresente a situação com clareza e peça ajuda para
organizar as finanças do lar.
c. Explique que, depois do “sangue, suor e lágrimas” pode-
rão comer “a fartura da terra de Canaã”.
Porém, por algum tempo, precisam caminhar no deserto da abs-
tenção de tudo o que é supérfluo e até fazer algumas restrições
ao padrão de vida que levam. Esse é o “freio” para arrumar a
casa.
2) O segundo passo é o toque de recolher.
a. No toque de recolher ninguém mais sai para viajar, pas-
sear, excursões etc. Viagens custam caro e é preciso que
todos “se recolham” em casa.
b. Podem passear na casa dos parentes próximos, não mui-
to distantes. Podem dormir na casa dos sogros e passear
onde não se pague ingresso. Recolham-se, porque muito
movimento significa despesa.
c. Evite comer fora de casa. Basta colocar a cabeça na rua
que a gente já tem que pagar alguma coisa.
3) O passo seguinte é a economia de guerra.
a. Na guerra, tudo é direcionado para a batalha. Então, to-
das as energias da família devem ser dirigidas para o
objetivo principal do momento que é sanar as dívidas e
equilibrar as finanças da família.
b. Podem-se comprar coisas, mas somente o suficiente para
os soldados, quer dizer, membros da família, continua-
rem na batalha.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 23
Nenhum excesso, nenhum luxo, nenhum sonho ou vaidade,
nenhum doce caro, nenhum presente. Nada x nada = nada de
compras.
c. Somente o estritamente essencial. Dependendo da in-
tensidade da situação, algum mimo pode ser permitido.
Porém, quanto mais cedo começar o sacrifício e quanto
mais empenho for colocado nessa meta, mais cedo virão
as glórias do sucesso financeiro e a gratificação e bem-
-estar de todos.
4) Agora, vamos para o milagre da multiplicação.
Essa parte é muito importante.
a. As energias criativas e produtivas da família devem ser
desafiadas. É preciso aumentar a renda da família. Fazer
hora extra, ter um emprego adicional, explorar talentos
caseiros e artísticos que podem render alguma coisa. Vale
tudo desde que seja honesto, legal e de boa qualidade.
b. Não tenha vergonha de fazer um bico e vender alguma
coisa que lhe renda um dinheiro extra.
c. Às vezes, nessas situações, as pessoas descobrem voca-
ções e grandes oportunidades, particularmente empre-
endendo negócios de sucesso. Esse é o milagre da multi-
plicação. Quando a família se decide, se une e trabalha,
ela realiza verdadeiros milagres. Então, está na hora de
fazer o milagre da multiplicação.
d. ATENCÃO: Peça orientação de alguém experiente e de
confiança e comece uma poupança em um fundo de
investimento.
Ore ao Senhor e peça Sua bênção e orientação.
Conclusão
Portanto:
Orçamento tem significado espiritual porque:
1) A sabedoria financeira para planejar um orçamento
24 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
familiar é um dom de Deus.
2) As famílias que buscarem a orientação divina em oração
serão abençoadas com a sabedoria para planejar suas
finanças.
3) A bênção já começa na união para atender ao desejo de
Deus de se organizar financeiramente.
4) Deus não quer seu povo endividado.
Apelo
Oremos agora pelo auxílio divino, para fazer o orçamento da
família, colocando em prática as instruções da sabedoria nas
questões financeiras.
Questões para refletir:
1) Tem havido sabedoria para fazer orçamento em minha
família?
2) Que barreira pode estar impedindo o orçamento no meu
lar? Como superar essa barreira com sabedoria?
3) Tenho orado a Deus buscando ajuda nesse sentido?
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 25
4
SABEDORIA NA VIDA E NA
FAMÍLIA
“Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, porém um só
þ pecador destrói muitos bens.” Eclesiastes 9:18
Objetivo do Sermão: Incentivar a busca pela sabedoria divina.
Pergunta de introdução: O que é a sabedoria divina?
Para refletir: “O que te fascina te guiará. Por isso, ore para que a única
coisa que te fascine seja Deus e sua glória.” (A. W. Tozer)
Analisemos alguns aspectos da sabedoria na Palavra de Deus.
É tolice a vida sem a direção da sabedoria para glória de Deus.
Ilustração: Um homem, grande negociante, ajuntou enorme patrimô-
nio, e o deixou ao herdeiro, pensando garantir o futuro da família. Com
a fantástica fortuna deixada para o filho, esperava que, bem adminis-
trada pelo herdeiro, garantisse o futuro por muitas gerações. O jovem,
no entanto, passou a gastar prodigamente e, embora esperasse viver e
morrer rico, acabou perdendo a imensa fortuna no curso de uma vida.
26 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
A longevidade lhe pregou uma peça, e viveu bem mais do que
esperava. Como a fortuna acabou bem antes da sua morte, pas-
sou os últimos dias de vida precisando do favor de amigos e
desamparando a família. Foi um desperdiçador porque em seu
egoísmo faltou-lhe a sabedoria e bondade com a obra de Deus e
o próximo no uso da fortuna que herdou.
Realmente a Escritura está certa: “um só pecador destrói mui-
tos bens” (Ec 9:18), não somente bens materiais, mas também
espirituais.
1) A palavra “bens”, nesse texto bíblico, pode se referir a pro-
priedades, ao que é bom, coisas boas, bem-estar, felicidade
ou riquezas, as quais podem ser destruídas pela ausência de
sabedoria.
2) A ausência de sabedoria tem ação mais destrutiva do que
todos os inimigos juntos.
Vejamos alguns aspectos da sabedoria na Escritura Sagrada.
I - SABEDORIA É BONDADE
O texto lido diz que “melhor é a sabedoria do que armas de
guerra” (Ec 9:18), e isso nos lembra o profeta Zacarias quando
disse: “Nem por força e nem por violência, mas pelo meu Espíri-
to, diz o Senhor dos exércitos”.
1) A Bíblia diz para buscar a sabedoria mais do que a tesouros,
e aponta a direção certa: “O temor do Senhor é o princípio da
sabedoria” (Pv 9:10).
2) Tanto no Antigo quanto no Novo Testamentos Deus é defi-
nido como bom (Sl 136:1), e o fruto do seu Espírito está em
“toda bondade”, justiça e verdade (Ef 5:9)
a. Esse fruto do Espírito, a bondade, (Gl 5:22) precisa estar
presente no lar.
b. Precisa haver mais perdão e menos críticas, rancores e
acusações.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 27
c. Precisa haver mais bondade, porque é bom ser bom. É
bom para todos.
3) Da sabedoria divina vem a bondade. Tudo o que temos alcan-
ça seus verdadeiros objetivos quando administramos para
servir a Deus e ao próximo com amor. Sabedoria é bondade.
4) A palavra “sabedoria”, que aparece no versículo que citamos
acima (Ec 9:18), significa de forma ampla “habilidade na guer-
ra, sabedoria na administração, sabedoria e prudência nos
negócios religiosos, sabedoria ética e religiosa”.
5) Podemos pedir sabedoria a Deus (Tg 1:5). Tiago usa o termo
para a sabedoria que se aplica à sabedoria em qualquer ní-
vel, seja material ou espiritual.
a. Portanto, não basta ser produtivo e trabalhador, técnico
e criativo. Não basta ser homem de resultados, é preciso
que em tudo esteja presente a bondade do Espírito Santo
com o próximo e na família.
b. Ilustração: Por exemplo, o diabo é prático, trabalhador,
eficaz e produz muito resultado (para o mal). O diabo é
criativo e mobilizador, mas o diabo não é bom. Ele não
age pela verdade, fidelidade e bondade, portanto, o dia-
bo não tem a sabedoria divina e toda a sua capacidade
não serve para o reino de Deus. O destino do diabo é a
destruição eterna.
Por outro lado, ser bom com todos, principalmente com a famí-
lia, é um alvo dos filhos e filhas de Deus.
“Trabalhai, não para tornar-vos grandes homens; mas,
þ antes, para tornar-vos homens bons e perfeitos, para
que anuncieis as virtudes dAquele que vos chamou das
trevas para a Sua maravilhosa luz.” Minha consagração
hoje, p. 291.
Mas há outro aspecto da sabedoria.
28 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
II - SABEDORIA É FIDELIDADE
A sabedoria que vem de Deus é pura e cheia de bondade e, tam-
bém, fidelidade.
1) O temor do Senhor é o princípio da sabedoria e os que têm
essa sabedoria do Senhor, são fiéis.
a. Tudo é do Senhor (Sl 24:1) e nós somos apenas mordomos
ou despenseiros, e o que se espera de um mordomo é
que seja fiel (1Co 4:2).
Eis a maior necessidade do mundo:
“A maior necessidade do mundo é a de homens - homens
þ que se não comprem nem se vendam; homens que no
íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens
que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato;
homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a
bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes
pelo que é reto, ainda que caiam os céus.” Educação, p.
57.
2) Assim, ser sábio é mais do que eficácia e produtividade ao
administrar as finanças, é ser fiel em tudo o que Deus co-
locou em nossas mãos para edificar Seu reino e abençoar o
próximo e a família.
a. Pessoas bem formadas tecnicamente, inteligentes e pro-
dutivas, mas sem o fruto do Espírito, sem fidelidade no
agir, são destrutivas para a sociedade e para a igreja.
b. Pessoas que não praticam a bondade com fidelidade fa-
rão uma trajetória ruim, de injustiças e enganos, fazendo
pessoas sofrerem.
3) Somente os fiéis herdarão a coroa da vida.
a. Por isso que a Bíblia diz que uma pessoa tola, ou seja, in-
fiel (sem bondade e sem fidelidade) destrói muitas coisas
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 29
boas.
b. Portanto, sejamos fiéis a Deus e ao próximo, seja como
pessoas, seja como família.
Agora, falemos de sabedoria para cuidar de nós mesmos.
III - SABEDORIA PARA CUIDAR DE SI MESMO
Nos dois primeiros pontos desta reflexão falamos da bondade e
fidelidade como dois aspectos da sabedoria nas coisas de Deus
e na relação com nosso próximo.
Agora falemos de fidelidade e bondade aplicadas a você, a nós
mesmos.
Devemos amar a nós mesmos porque o corpo é templo do Espí-
rito Santo. Vamos cuidar desse templo com sabedoria.
Diz o sábio:
“Melhor é a mão cheia com descanso do que ambas as
þ mãos cheias com trabalho, e aflição de espírito.” Ec 4:7-8
Aí está uma importante aplicação da sabedoria.
1) Sabedoria é também cuidar de si mesmo com temperança,
melhorando a qualidade de vida e sendo uma bênção para si
mesmo e para a família.
a. Procure investir em você, porque seu bem-estar se refle-
tirá sobre os demais membros da família e o serviço para
Deus.
b. Seja bom para si mesmo e assim poderá ser bom para os
outros.
2) Ore sobre o assunto, aconselhe-se com gente espiritual e de
confiança. Pergunte-se:
a. Como cuidar de mim mesmo e da minha família?
b. Como posso ser mais fiel a Deus e coerente com minha
fé?
30 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
A vida material e espiritual são indissociáveis. Perder a alma ou
a vida espiritual e material é um preço muito alto na tentativa de
ganhar o pão de cada dia.
“O céu pagará qualquer prejuízo que possamos sofrer
þ para ganhá-lo; mas nada pode pagar o prejuízo de perdê-
lo.” Richard Baxter
3) Eis alguns conselhos para a mordomia fiel no cuidado de
si mesmo:
a. Conselhos sobre seu corpo:
Cuide de si mesmo.
Converse com seu médico francamente e faça os devidos
exames.
Consulte um bom profissional de educação física.
Então, adote um plano de exercício físico regular e ade-
quado à sua idade e saúde.
Assim, duplique sua capacidade cardiorrespiratória, você
terá mais ânimo e vigor no trabalho. Voltará para casa
com disposição e energia para atender a família, se pre-
ciso.
Ao fazer isso, você também economiza em remédios e tra-
tamentos médicos caros.
Observe sua alimentação e descanso, respire profunda-
mente, beba bastante água, descanse com prazer, apro-
veite a luz do sol.
Não se prive de uma boa noite de sono ou um gostoso
cochilo, sempre que possível e necessário.
Melhore a qualidade de vida agora e para o futuro, para ser pro-
dutivo sempre, para glória de Deus, para a família, e pelos que
precisam de você!
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 31
b. Sobre suas emoções:
Limpe a mente e o coração. As más lembranças devem ser
natureza morta. Estão ali, mas não devem mais ter poder
para incomodar seu trajeto de vida ou sua paz e felicida-
de. Delete o colorido das mágoas e empalhe os rancores.
Você não poderá esquecê-los, mas poderá tirar-lhes a
força para lhe fazer mal. São histórias que devem ser dei-
xadas na enciclopédia do passado. Tire lições, mas não
se perturbe mais com elas, por amor a Deus, a você e aos
seus queridos.
Se precisar, ore ao Senhor, não hesite em procurar um
bom profissional terapeuta e se trate. Pensamentos, lem-
branças e emoções são “coisas” que precisam ser arru-
madas e às vezes precisamos de um profissional em ar-
rumação para colocar nossa cabeça em ordem. Nada há
de errado nisso, pois fazemos isso com o corpo, então
podemos fazer com a mente também, para que ambos
tenham saúde.
“Deus não requer que Seu povo se prive do que é
þ realmente necessário à sua saúde e conforto, mas não
aprova a dissipação, extravagância e exibicionismo.” O
lar adventista, p. 378-379.
c. Sobre o dinheiro:
Evite gastar seu dinheiro para fazer fachada e ostentar
como se estivesse competindo com familiares, vizinhos
ou amigos.
Mas, não se prive das coisas boas e do que é realmente
necessário, conforme puder desfrutar.
Economia não significa, necessariamente, martírio. Seja
sábio e use o bom senso no ato de economizar.
32 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
Seja fiel e feliz ao obedecer na parte que pertence a Deus por-
que Ele ama quem dá com alegria (2Co.8:7).
Conclusão
Finalmente, irmãos:
1) Peçamos a Deus sabedoria para agir com bondade e fide-
lidade nas coisas de Deus, com a família, nossos seme-
lhantes e nós mesmos.
2) Não devemos destruir os bens que Deus nos deu, destruir
em decorrência de nossa falta de sabedoria.
3) Cuidemos de nós mesmos para servir a Deus com mais
energia e disposição por mais tempo e melhor qualidade
de vida, e Deus será conosco dando-nos maiores vitórias
espirituais e materiais.
Apelo
1) Deus quer o nosso bem e coloca à nossa disposição Sua
sabedoria para uma vida melhor e mais abundante. E ain-
da há muito mais reservado para você e sua família.
2) Você gostaria de receber essa sabedoria multiforme que
o Senhor oferece?
Estou certo de que assim você deseja, então levante onde está
e oremos.
Questões para refletir:
1) Tenho sido sábio no Espírito Santo tratando minha fa-
mília, empregados e outras pessoas com bondade e
fidelidade?
2) Será que na busca de meus objetivos tenho sido frio e
indiferente, sem bondade para com as pessoas?
3) Como posso melhorar no cuidado de mim mesmo, sendo
bom para comigo, de acordo com a temperança bíblica?
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 33
5
SEM DEVER NADA
“A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos
þ ameis uns aos outros.” Romanos 13:8
Objetivo do Sermão: Incentivar uma vida sem dívidas.
A questão da dívida é um tema bíblico.
Para refletir: “É melhor ir dormir sem jantar do que se levantar com
dívidas.” Provérbio judaico
“Quem se livra das dívidas enriquece.” George Herbert
Ilustração: Numa fábula, um homem, à noite, encostou-se na cama,
cansado da vida de árduo trabalho, enquanto maquinava uma manei-
ra fácil de ficar rico, e viver a vida em prazeres. Ali estava, relaxando,
quando o diabo apareceu e lhe fez uma proposta. Logo, penhorou a
alma ao diabo e recebeu como empréstimo um pote de moedas de
ouro.
A saída para não ir para o inferno era investir parte do montante e,
com o rendimento, devolver o pote ao maligno. No entanto, os planos
deram errado. Primeiro, porque o objetivo e o trato era gastar em fes-
tas e prazeres e, segundo, porque o sócio infernal não ajudava para
34 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
que o investimento nos negócios prosperasse.
Assim, no final, não havia mais pote de ouro, nem festas, nem
liberdade, somente o cobrador luciferino com a nota condena-
tória na mão, e as correntes para arrastar o imprudente para as
labaredas profundas. No meio de angústias e lágrimas, falido e
arrependido ele clamou pelo sangue de Jesus que invalidou a
cobrança com seu sacrifício, e repeliu o pretenso credor para
suas trevas sem fim.
Pela manhã, o homem acordou molhado de suor, e se dispôs
a jamais se endividar, no nome de Jesus. Tinha sido um sonho!
Final feliz.
Por que o cristão deve evitar a dívida?
I - PORQUE A FAMÍLIA DEVE SER LIVRE
1) Como um dos maiores inimigos da família, a dívida tem
sido um dos principais motivos de contendas conjugais e
divórcios.
a. A Escritura diz que “o que toma emprestado é servo do
que empresta” (Pv 22:7). A dívida destrói o amor no lar.
Escraviza a família.
b. Ou seja, a dívida de alguém, com sua carga emocional, se
transfere para os outros membros da família, inclusive as
consequências materiais decorrentes.
2) Ser servo, nessa passagem, significa “o escravo que está sob o
domínio de alguém, sujeito a outra pessoa”. Realmente, hoje,
a escravidão da dívida é bem grave porque ela tem poder
para crescer de forma assustadora. Os credores, em geral,
são implacáveis e inflexíveis. Por isso, a Bíblia desaconselha
a fazer dívidas.
3) Alguns se endividam comprando dinheiro por meio de em-
préstimo, outros por meio de compras parceladas, o que, no
final, dá praticamente no mesmo.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 35
Porém:
a. A dívida de compras sem necessidade tende a sobrecar-
regar o orçamento, se avolumar com os juros e prejudicar
as finanças e a paz da família.
b. Seja como for, jamais faça compromissos que sacrifiquem
a manutenção do essencial para a família e o obrigue a fi-
car inadimplente com as obrigações regulares como edu-
cação, saúde, moradia, alimentação etc.
c. Prefira esperar para comprar à vista. Espere uma promo-
ção e pague na hora.
4) Fuja de cartões de crédito, mas se possui algum, evite parce-
lar dívida de cartão. Esse é um pote de ouro luciferino, pois,
em geral, transforma a vida das famílias em um verdadeiro
inferno!
Às vezes só um milagre divino, com muito sacrifício, renúncia
e disciplina, para retirar a família do atoleiro que a dívida se
torna.
Em geral, evite dívidas como quem foge de doença!
“Muitos, muitíssimos, não se têm educado a si mesmos
þ o bastante para manter suas despesas nos limites
de seus rendimentos. Não aprendem a ajustar-se a
circunstâncias, e tomam e tornam a tomar empréstimos,
sobrecarregando-se de débitos, e consequentemente
ficam desencorajados e descoroçoados.” O lar
adventista, p. 374.
Outro motivo:
II - PARA TER HARMONIA NO LAR
1) A harmonia familiar deve ser protegida e alimentada.
2) Dívida estressa, cria ansiedade e tensiona as relações por-
que cria insegurança.
36 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
3) A situação é ruim para a família porque você passou dos limi-
tes de suas possibilidades de gastos e tenta regularizar suas
finanças com empréstimos. Assim fica rolando dívida ou pa-
gando juros altos de cartão de crédito para “tapar o buraco”
financeiro, pelo menos temporariamente. Isso gera estresse.
4) Há empréstimo que pode ser necessário se você está investin-
do em algum negócio, esperando retorno, financiando algum
imóvel ou projeto importante, e as parcelas do pagamento
do empréstimo estão dentro dos seus limites financeiros.
a. Mas, se as parcelas do empréstimo, mesmo para um pro-
jeto positivo, excedem sua possibilidade financeira, você
precisa repensar e evitar o compromisso, cancelá-lo ou
renegociar a dívida.
b. Ambição, consumismo e descontrole nos gastos corroem
relacionamentos e conspiram contra o amor.
O que fazer?
Busque ajuda: Em alguns casos pode ser necessário procurar um
especialista ou conselheiro financeiro de confiança para ajudá-
-lo a resolver a situação. Se assim for, não se sinta constrangido
ou envergonhado por precisar pedir conselhos porque “diante
da honra vai a humildade” (Pv 18:12). Pense nas vantagens de
se beneficiar com a sabedoria e vivência de pessoas mais ex-
perientes ou profissionais da área financeira porque “havendo
muitos conselhos os planos se firmam” (Pv 15:22).
“Se aqueles que não têm tido êxito na vida estivessem
þ dispostos a receber instruções, exercitar-se-iam em
hábitos de abnegação e estrita economia, tendo assim
a satisfação de serem distribuidores e não recebedores
de caridade. Há muito servo negligente. Caso fizessem
o que está em seu poder, experimentariam tão grande
bênção em ajudar os outros que compreenderiam na
verdade que ‘mais bem-aventurada coisa é dar do que
receber’.” Testemunhos para a igreja, vol. 3, p. 400.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 37
5) Empréstimo e endividamento podem decorrer de:
a. Gastos excessivos (falta de planejamento), por imprevis-
tos (acidentes, doenças, sinistros) ou por investimento
fora de suas possibilidades.
b. Mas, normalmente, gastos excessivos indicam a necessi-
dade de fazer orçamento, ou seja, planejar os compro-
missos de modo a não gastar mais do que se ganha, e
nem gastar antes de receber o dinheiro.
Por isso, o melhor é não contrair dívidas.
III - PARA ESTAR EM DIA COM DEUS
A Bíblia diz:
“Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo,
þ tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor;
a quem honra, honra. A ninguém devais coisa alguma, a
não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque
quem ama aos outros cumpriu a lei.” Rm 13:7-8
1) Coloque os compromissos espirituais no orçamento da
família.
a. No que se refere aos compromissos financeiros, deve-se
pagá-los o quanto antes, principalmente com Deus. Nes-
se sentido, a devolução dos dízimos e ofertas não deve
ficar fora, mas dentro do orçamento da família, e serem
entregues regularmente, conforme consta nos compro-
missos das finanças da família.
b. Protelar não traz benefício algum. No que se refere aos
dízimos e ofertas, por exemplo, deve-se dar a esse com-
promisso espiritual a prioridade.
c. As Escrituras lembram que o compromisso com Deus
deve estar em primeiro lugar, por isso a pessoa entregava
ao Templo as primícias das “rendas” (tevuah), ou seja, de
tudo o que fosse aumento de seu patrimônio (Pv 3:9).
38 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
Nessa passagem, a palavra “primícias” significa: “aquilo que é o
primeiro, em lugar, tempo e ordem”. Portanto, o espiritual tem
prioridade sobre o material.
2) Além disso, essas primícias (primícias, prioridade) se referem
a fazenda (bens materiais) com “todas” as rendas.
a. A palavra “todas”, usada pelo livro de Provérbios, signi-
fica, literalmente, “totalidade, tudo”. Isso quer dizer que
dízimos e ofertas incidem sobre tudo o que se tornar
posse de alguém, sem exceção.
b. A palavra “bens” (Pv 3:9), como vimos, refere-se a tudo
quanto é “riqueza, fazenda e bens” que pertence a al-
guém ou venha a pertencer, independente de ser do cam-
po, do rebanho, herdada, doada, comprada ou resultado
da guerra. Tudo era dizimável.
c. Por isso Jacó prometeu que daria o dízimo de “tudo”, sem
fazer restrição nem à forma que fosse adquirido e nem
ao tipo, espécie ou gênero de bens que viesse a possuir.
Excluir algum bem do dever de dizimar, seja o que for, é
inserir na Bíblia uma ideia que está ausente dela.
d. Note o exemplo de Ló: Ele perde suas propriedades pelo
ataque dos reis (Gn 14). A Bíblia diz que eles levaram
“seus bens”.
Nesse caso a palavra bens significa posses e suprimentos “pro-
priedade, bens, posses; termo geral para todos os bens móveis,
rebanhos, estoques, utensílios etc.” E, embora se encontre tex-
tos do período levítico na Bíblia, enfatizando que o dízimo deve
ser de rebanhos e colheitas, isso ocorre, claramente, porque os
tempos descrevem uma sociedade cuja economia se baseava
na agropecuária. Mas, o doador podia trocar o dízimo do campo
por dinheiro, usando o resgate (Lv 27:29-31). Assim, os dízimos
atingem “todos” os bens e posses da pessoa, e isso vai além do
gado, colheitas e coisas, incluindo tudo, como móveis e dinheiro.
e. Exemplo de Abraão - ele deu o dízimo de todos os
“bens” que foram resgatados, incluindo frutos da terra,
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 39
rebanhos, objetos e dinheiro. Nada ficou sem ser dizima-
do por Abraão (Gn 14:20).
f. Santo - Na Bíblia, Deus considera Seu povo como povo
santo quando este guarda os seus mandamentos (Êx 19:6;
Dt 28:9; 1Pe 2:9). O dízimo é santo (Lv 27:30-32) e as ofertas
também são santas (Nm 18:29). A palavra “santo”, indica
que o dízimo e a oferta são consagrados, separados ao
Senhor.
Por isso as coisas sagradas ou santas retidas devem ser devolvi-
das (Lv 5:15-16) e, após isso é feita a expiação com sangue para
que seja concedido o perdão (Lv 5:16).
“Onde quer que tenha havido qualquer negligência de
þ vossa parte em restituir ao Senhor o que Lhe pertence,
arrependei-vos, com contrição de alma, e fazei
restituição...” Conselhos sobre mordomia, p. 63.
Conclusão
Irmãos:
1) Deus nos ama e quer o nosso bem. Seguir Sua Palavra é o
caminho para a paz, felicidade e salvação.
2) Por isso Ele quer que não entremos em dívidas.
3) Porque dívida é inimiga da família, e evitando-a teremos paz
e estaremos em dia com Deus e nosso próximo nesse aspec-
to da vida.
Apelo
1) Hoje podemos decidir colocar em dia nossas dívidas com
Deus e nosso próximo, e pedir ao Senhor que nos ajude a
ordenar as finanças do lar conforme Sua vontade.
2) Oremos pedindo Sua orientação agora.
40 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
Questões para refletir:
1) Se estou endividado, como fazer e que medidas posso tomar
para sanar minhas dívidas sem recorrer a empréstimos que
agravem minha situação?
2) Se não sei como agir e me sinto confuso, a quem poderia
recorrer para pedir orientação de como me organizar e regu-
larizar a minha situação financeira?
3) Tem você orado a Deus sobre isso inclusive em família?
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 41
6
CONTENTAMENTO X
AVAREZA E CONSUMISMO
“Mas é grande ganho a piedade com contentamento. Porque
þ nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada
podemos levar dele.” 1Timóteo 6:6-7
Objetivo do Sermão: Incentivar o contentamento, evitando avareza e
consumismo.
Pergunta de introdução: Como ter contentamento cristão conforme a
Bíblia?
1) O ser humano é insaciável para ter dinheiro e consumir coisas.
Jesus advertiu:
“Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de
þ qualquer não consiste na abundância do que possui” (Lc 12:15).
2) Cuidado com o ímpeto mundano na busca por dinheiro e coisas.
Nosso céu não é aqui.
42 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
Ilustração: Conta-se a fábula, cujo autor não lembro com certe-
za, mas a reproduzo aqui com algumas adaptações minhas, de
um príncipe prestes a casar que foi contemplado com o presen-
te de visitar o céu. Mas, foi advertido pelo anjo que lhe trouxe as
boas-novas, que seria preciso ter muito domínio próprio e saber
renunciar às delícias celestiais para que não perdesse sua vida
na terra.
O anjo explicou que ele poderia ficar no céu somente um dia, o
equivalente a um mês na terra. Mas, as delícias celestiais eram
tão maravilhosas que, para cada dia adicional no céu, o tempo
na terra correria mais rápido ainda, porque cada dia a mais no
céu corresponderia a muito mais tempo ainda fora dele. O anjo
avisou que ele desejaria prolongar até o ponto de viver toda a
sua vida e perder seu casamento e sua história na terra.
O jovem príncipe, porém, fez todas as promessas de que cumpri-
ria o trato e respeitaria o tempo combinado de um dia, pois, se-
gundo o anjo, a cada hora a mais, além do combinado, a vontade
se enfraqueceria para retornar ao mundo dos mortais.
Já no céu, o jovem não suportou a ideia de deixar tanta paz e
alegria, e protelou ao máximo possível o seu retorno para a ter-
ra. Quando voltou para cá, arrebatado pelo anjo, encontrou seu
castelo vazio e ouviu a história do príncipe que desaparecera
fazia cem anos!
3) Deus nos deu muitos prazeres edênicos, quase irresistíveis,
que ainda podem ser desfrutados mesmo neste mundo
imperfeito.
4) O pecado não está em usufruir alegrias lícitas, mas nos ex-
tremos e no descontrole no uso do que é bom.
5) Para muitas pessoas, o céu é o dinheiro e elas não sabem
ser comedidas na sua busca e utilização. Quando percebem,
toda a sua vida passou girando em torno dos bens materiais
que são apenas um meio para cumprir os objetivos da vida,
e perdem, assim, a verdadeira finalidade da existência.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 43
Vejamos algumas reflexões bíblicas sobre o contentamento cris-
tão e o consumismo.
Mas, como ter contentamento?
I - MANTENDO COMUNHÃO COM DEUS
1) A comunhão com Deus é uma experiência no Espírito Santo,
o qual produz temperança (Gl 5:22), fazendo com que nosso
foco fique nas coisas espirituais:
a. Alguém afirmou que a diferença entre o remédio e o ve-
neno é a dose. Assim, ao procurar ganhar dinheiro e ao
gastá-lo, é preciso haver temperança.
b. O cristão deve estar contente na medida certa, porque a
temperança é parte inseparável do fruto do Espírito San-
to na vida (Gl 5:22).
c. A palavra original para contentamento na Bíblia significa
a “condição na qual nenhum auxílio adicional é neces-
sário”, porque já se possui o suficiente para a vida, e a
mente está satisfeita com sua parte (1Tm 6:6).
d. Mas, esse contentamento é dinâmico. Nessa experiência,
a situação de conforto não impede de estar aberto para
progredir de acordo com os princípios da Palavra e se for
para honra e glória de Deus.
2) Por outro lado, o mundo estimula a avareza.
a. Em vez de estar aberto ao progresso sob a orientação
da Escritura, o mundo promove uma sensação constante
de descontentamento motivada pela ambição e vaidade,
tanto para a aquisição como para o uso do dinheiro.
b. Essa relação ansiosa de amor com a coisa (dinheiro) “coi-
sifica” o ser humano que se torna objeto do próprio ob-
jeto. Ao invés de dominar, ele passa a ser dominado pelo
instrumento que criou.
44 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
c. Isso desfigura a imagem de Deus no homem, que foi cria-
do para dominar o mundo e tudo que há nele, e não o
contrário.
d. Somente a comunhão com Deus oferece graça para ven-
cer a avareza e amar a Deus acima de todas as coisas e ao
semelhante como a si mesmo.
Em seguida, devemos:
II – RESISTIR À AVAREZA
1) Falta de comunhão enfraquece a alma, mas comunhão com
Deus dá vitória sobre a avareza.
2) Avareza (amor ao dinheiro) é pecado. É idolatria que rivaliza
com Deus.
“Não podeis servir a dois senhores (...) não podeis servir
þ a Deus e às riquezas.” Mt 6:24
3) Como nasce a avareza?
a. O pecado estabelece uma relação de “amor” entre o ser
humano e o dinheiro, numa afeição subserviente, decor-
rente do prazer que se obtém por possuí-lo e usá-lo.
b. Esse amor não é o mesmo que acontece entre pessoas. O
amor entre seres humanos, no Novo Testamento, geral-
mente é representado pelas palavras gregas filia (frater-
nidade) ou ágape (amor).
c. Porém, o apóstolo usa outra palavra para “amor ao di-
nheiro”: filargueria (amor ao dinheiro, avareza) “que é a
raiz de toda espécie de males; e nessa cobiça alguns se
desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com mui-
tas dores” (1Tm 6:10).
d. O sábio já advertia com muita propriedade que “quem
amar o dinheiro jamais dele se fartará; e quem amar a
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 45
abundância nunca se fartará da renda; também isto é
vaidade” (Ec 5:10).
e. A avareza é uma paixão que nunca se sacia, ela cresce na
medida que você a satisfaz, como verme que destrói o
hospedeiro que o alimenta.
f. O dinheiro, para o que foi acometido da febre da avareza,
é um ídolo que o faz sentir-se como deus e, por isso, peca
duplamente.
g. Por outro lado, aquele que ama a Deus e ao seu próximo
como a si mesmo, usa o dinheiro para imitar o amor de
Deus e servir ao semelhante. Não há paixão pelo dinheiro.
h. Dinheiro é um tipo de poder, mas todo poder pertence a
Deus, portanto, todo dinheiro nos é emprestado por Ele
para servir ao próximo, conforme Ele determinou.
i. Todos, um dia, darão contas ao verdadeiro Dono, do uso
que fizeram desse poder. Nesse sentido a família fiel está
em paz porque seus recursos são para servir a Deus, a
seus membros e aos necessitados, conforme o ensino bí-
blico da administração financeira cristã.
4) Como vencer?
a. Orando por domínio próprio e mortificando o pecado da
avareza.
“Mortificai, pois, os vossos membros, que estão sobre a
þ terra: a prostituição, a impureza, a afeição desordenada,
a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria.” Cl 3:5
Suplicando por domínio próprio, de modo sincero, pedindo a
Deus em oração pelo livramento, como quem suplica pela pró-
pria vida e salvação, venceremos.
“Pedi e dar-se-vos-á...” Mt 7:7.
þ
46 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
b. Interesse pela missão como em Atos 2:
“Essa liberalidade da parte dos crentes foi o resultado
þ do derramamento do Espírito. (...). Um comum interesse
os guiava - o êxito da missão a eles confiada; e a avareza
não tinha lugar em sua vida.” Atos dos apóstolos, p. 39.
c. A prática da liberalidade sistemática:
“A constante prática do plano divino de doação sistemática
þ enfraquece a avareza e estimula a liberalidade. (...) Deus
conhece o perigo que nos rodeia, e nos protegeu com
meios para evitar nossa ruína. Ele requer o constante
exercício da beneficência, a fim de que a força do hábito
em boas obras quebre a força do hábito no sentido
contrário.” Testemunhos para a igreja, p. 548.
Finalmente:
III – SUPERANDO O CONSUMISMO
1) Para ter contentamento cristão, além de comunhão com
Deus e liberalidade para vencer a avareza, é preciso superar
o consumismo dessa sociedade de vaidades.
2) O consumismo é a aquisição de coisas supérfluas, não es-
senciais. É o desperdício do dinheiro para buscar prazeres
sem controle e sem critério bíblico.
a. Por isso, “o que ama os prazeres padecerá; o que ama o
vinho e o azeite nunca enriquecerá” (Pv 21:17).
b. É preciso domínio próprio e sabedoria para renunciar a
gastos desnecessários.
c. O consumismo causa endividamento, ansiedade, e leva à
infidelidade com Deus e Sua obra.
d. Além disso, consumismo é uma compulsão que às ve-
zes precisa de tratamento. Nesse caso deve-se procurar
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 47
ajuda psicológica profissional. E, muitas vezes, pode ser
indicação de que a pessoa quer preencher algum vazio
que somente o contentamento do Espírito Santo pode
preencher.
e. Além disso, consumismo é desperdício de dinheiro por-
que “quem amar a abundância nunca se fartará da renda;
também isto é vaidade” (Ec 5:10).
Então, o consumismo produz endividamento. E o consumismo,
depois, gera consumição da pessoa, da família, da paz e às vezes
da honestidade e da fé, impossibilitando a salvação.
3) Eis algumas reflexões práticas na hora de comprar:
a. Não se precipite na compra. Evite comprar na hora que
der vontade. Melhor aguardar para amadurecer a ideia.
Não caia na precipitação de comprar, pensando que nun-
ca mais vai aparecer oportunidade melhor.
b. Questione a real necessidade e seus motivos ao comprar.
Lembre-se que a ostentação, a vaidade, as propagandas
e promoções criam necessidades irreais. São fantasias
mirabolantes sobre produtos que somente esvaziam sua
conta bancária. No final, ainda entulham sua casa com
coisas inúteis empilhadas nalgum depósito esquecido.
c. Pergunte se pode viver sem o produto. Não compre o que
não melhora realmente seu conforto e de sua família de
forma duradoura, saudável e em coerência com seus va-
lores. Compre somente se sua vida se tornar insuportável
sem a compra.
d. Será que não há uso melhor para o dinheiro no momen-
to? Sempre reveja suas prioridades e verifique se suas
economias estão bem; se seus dízimos e ofertas estão em
dia; se não há alguém realmente carente que você possa
ajudar.
e. Posso comprar com folga, sem me endividar? Finalmente,
certifique-se se dá para comprar sem se envidar. Mesmo
48 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
que seja realmente necessário, não compre se você vai se
endividar.
Conclusão
1) O ser humano sem o Espírito Santo é vítima fácil da avareza
e do consumismo.
2) O verdadeiro lucro da vida é piedade com contentamento. É
amor a Deus sem se deixar dominar por essa incontrolável
busca por dinheiro e consumo a qualquer preço material ou
espiritual.
3) Tanto a Bíblia quanto o dom de profecia nos ensinam que
somente a graça de Deus, pela oração e constante comunhão
no Espírito Santo, pode vencer a avareza e o consumismo.
4) Assim, teremos contentamento nas bênçãos já recebidas e
serviremos a Deus e à Sua obra com alegria, sem inquietação
alguma.
Apelo
1) Temos hoje a oportunidade de tomar a decisão de buscar a
verdadeira alegria de viver segundo Deus deseja.
2) Você pode experimentar a paz e realização do contentamen-
to, e ser livre da pressão e ditadura do pecado da avareza e
do consumismo.
3) Quantos queiram receber essa graça levantem e orem
comigo.
Questões para refletir:
1) Tenho comportamento consumista e gasto dinheiro em coi-
sas que não são realmente necessárias?
2) Tenho dedicado tempo para minha vida espiritual, lendo a
Bíblia, orando e me envolvendo com a obra de Cristo, ou mi-
nha busca por coisas materiais tem me impedido de buscar
o reino de Deus?
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 49
7
A FAMÍLIA DE JESUS
“Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus
þ caminhos. Pois comerás do trabalho das tuas mãos; feliz serás,
e te irá bem.” Sl 128:1-2
Objetivo do Sermão: Incentivar a consagração da família a Jesus.
Para pensar: “A família abençoada é aquela onde reina a paz, e paz
não é sinônimo de dinheiro, é onde está Jesus, o rei da paz.”
O salmo 128 é um salmo sobre alguém que teme ao Senhor e contém
as bem-aventuranças sobre a família, a mulher e os filhos.
Descreve uma família do Senhor, onde Ele é amado e servido. Uma
família onde Deus habita. Uma família onde Ele mora.
Temer ao Senhor é andar com Ele, e se consagrar para que habite ali,
porque somos templos dEle, pelo Espírito Santo (1Co 3:16).
Por razões que muitas vezes desconhecemos, nem sempre temos as
vantagens e benefícios materiais que desejamos nesta vida.
Ilustração: Nas tradições apócrifas, Jesus é retratado fazendo milagres
infantis espetaculares quando era menino. Ele transforma passarinhos
50 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
de barro em passarinhos de verdade e riachos barrentos em la-
gos de água pura. Embora essa parte seja ficção, parece que,
em todas as épocas, o ser humano está mais interessado nos
milagres e vantagens que Jesus pode oferecer do que em Sua
presença e poder para santificar a vida.
Infelizmente, para muitos pregadores dos dias atuais, o que in-
teressa é o poder divino do Salvador para conceder benefícios
materiais e enriquecer os devotos ou eles mesmos.
Mas, há algo melhor, que é o principal:
O que há de mais importante e valioso em Jesus é Sua presença
que santifica e enche a vida da família da atmosfera divina.
Por isso, a maior bem-aventurança que toda família pode ter é
Sua presença constante, é ser uma família de Jesus.
Pergunta de introdução: Mas, qual é a família de Jesus?
Bem, temos uma que todos conhecem:
I – A FAMÍLIA ONDE JESUS VIVEU
Aquela família foi privilegiada!
Era uma família que pertencia ao Senhor e que deixou exemplos
para nós hoje.
A família onde Jesus nasceu foi a mais abençoada da Terra.
Por quê?
1) Porque Jesus estava com eles o tempo todo.
a. A família de Jesus adorava. A família foi visitar o Templo
como adoradora, e frequentava a sinagoga. Jesus tinha o
costume de ir à sinagoga aos sábados (Lc 4:16).
b. A família de Jesus orava. A Bíblia diz: “Todos estes per-
severavam unanimemente em oração e súplicas, com as
mulheres, e Maria mãe de Jesus, e com seus irmãos.” At
1:14.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 51
C. A família de Jesus ofertava. Mesmo sendo pobres, ofer-
taram um cordeiro e uma pombinha (Lv 12:6-7; Lv 12:8),
conforme a bênção que tinham.
d. Na família de Jesus havia obediência aos pais (Lc 2:51).
e. Jesus era o centro da família. O Criador do universo vi-
veu naquela humilde moradia. A família mais pobre era a
mais rica porque Jesus era o centro da família. Louvado
seja Deus por Jesus ter descido do céu e morado numa
família humana.
E quem é a família de Jesus hoje?
II – A FAMÍLIA QUE SE CONSAGRA A ELE
1) A família que se consagra a Jesus pertence a Ele. Nenhum
Éden subsiste à separação de Deus sem se tornar, mais cedo
ou mais tarde, em um triste vale de lágrimas.
a. Veja o que aconteceu com o paraíso por causa do pecado!
b. Mas, para aqueles que amam e andam com Deus, há um
banquete posto, mesmo na tribulação e, cedo ou tarde, a
família verá face a face o próprio Jesus.
Portanto, bênção e felicidade é ter Jesus.
Assim:
2) A família que recebe a Jesus é bem-aventurada. Por quê?
a. Porque Deus é a bênção da família, seu escudo e galar-
dão (Gn 15:1). A bênção está na presença do Senhor, e não
apenas nas coisas que a família tem.
b. Porque a família também se torna uma bênção. A famí-
lia somente se torna uma bênção com a presença dEle,
e sem Ele qualquer tesouro nada vale. Com Ele a família
pode ser uma bênção em toda parte (Gn 12:2-3).
c. Porque a bênção é abundante. Somente nos Salmos a Bí-
blia menciona “abençoar” e “bendizer” 68 vezes, tanto re-
ferindo-se a Deus abençoando, como sendo considerado
52 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
“Bendito” pelos Seus servos e todos os povos. Há várias
formas de Deus nos abençoar.
d. Porque há uma bênção especial a cada semana. Deus
criou o sábado, o abençoou (barak), santificou (Gn 2:1-3) e
essa bênção foi ratificada nos dez mandamentos (Êx 20:8-
11). O sábado se tornou parte do concerto, para que os
gentios e eunucos tivessem “um nome melhor do que o
de filhos e filhas”, “um nome eterno, que nunca se apa-
gará” (Is 56:1-7). A bênção do sábado é para os gentios
também. Foi o dia que Jesus guardou. Como no Éden, o
Senhor (Gn 3:8), ainda hoje, abençoa seu povo com sua
presença especial a cada sábado, porque é o sábado “do
Senhor teu Deus” (Ex 20:8-11). É a presença especial de
Jesus a cada semana.
e. Porque é bênção para as gerações. Essa bênção (barak)
também veio sobre Abraão para que, pelo seu descen-
dente, Jesus, a salvação fosse extensiva a todos que O
aceitassem pela fé (Gn 12:2; 28:18).
Essa bênção é indestrutível, contra a qual nenhum poder
na terra pode resistir. Temos graça em Jesus, O qual ilu-
mina a todo homem que vem ao mundo (Jo 1:9) para que
todo o que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna
(Jo 3:16).
A bênção de ser uma bênção é uma dádiva a cada família que
recebe Jesus.
3) Bênção na fidelidade nos dízimos e ofertas.
a. Quando Abraão dizimou, ele praticou um ato por sua fa-
mília. Ele era o patriarca e, portanto, respondia em tudo
no lugar dos seus. Dizimar traz bem-aventurança (Ml
3:12).
b. Depois disso, ainda devolveu noventa por cento dos des-
pojos da guerra para o rei de Sodoma, ficando sem nada
do que conquistara (Gn 14:19-23). O que importava para
ele era a bênção do Senhor.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 53
c. Em seguida, o Senhor reafirmou que Ele mesmo era o “es-
cudo” e o “grandíssimo galardão” de Abraão (Gn 14:20-24
e 15:1). Foi abençoado depois de ficar sem nada na em-
preitada, porque tinha o Senhor.
d. Jacó, neto de Abraão, fez o voto de ser fiel no dízimo con-
forme ele havia visto no exemplo do seu avô (Gn 28:22).
Jacó aprendeu sobre o dízimo com sua família. Abraão
ordenou bem a sua casa (Gn 18:19).
e. Jesus incentivava a devolução do dízimo porque era as-
sim na sua família (Mt 23:33). Famílias fiéis são famílias
abençoadas.
4) Bênção nas necessidades e perigos.
a. Deus livrou a família de Jesus e guarda a nossa. No salmo
23 a bênção é Ele, o Pastor, que protege e guia.
b. Ainda existe fome e sede, mas Ele as sacia; ainda há ini-
migos, mas Ele, a seu tempo, os submete e prepara a
mesa e oferece um cálice que transborda; ainda há o vale
da sombra da morte, mas Ele ainda está conosco para
nos consolar e nos conceder bondade e misericórdia e,
no final, nos dar o privilégio de habitar na Sua casa para
sempre.
c. A bênção é Ele, e quando Ele está presente tudo o mais é
acessório. Ele é o principal.
É assim com a família que tem a Jesus. Seja ela incompleta ou
reconstruída, se aceitou a Jesus, ela tem tudo.
5) A família de Jesus não desistiu da missão de salvar.
a. E a nossa família, com Jesus, não desiste dos seus errantes.
b. Alguém pode cair, mas cai no caminho aos pés do Re-
dentor, pois o Caminho é Jesus e, se alguém cair, Jesus
o levanta. Sua mão estará sempre estendida para o que
precisa de ajuda.
54 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
c. A bênção de Deus na família também alcançará seus
membros errantes e desviados, essa bênção não voltará
vazia no resgate dos sinceros.
d. Não é uma família perfeita, mas a família que tem Jesus
é uma família contrita e lutadora, que não desiste e que,
apesar de percalços e tribulações, no final vencerá pela
graça dAquele que prometeu que “de maneira alguma te
deixarei, nunca, jamais te abandonarei” (Hb 13:5).
e. Uma família que tem Jesus é como a família de Jesus há
dois mil anos , que adora, oferta, é fiel até o fim e não
desiste. A família onde Jesus está é família de Jesus.
Poesia: Quando Jesus está
“Com Jesus na família é tudo alegria
e consolo, até na provação,
mas quando não está,
tudo é tristeza e é profunda a solidão!
Sem Ele tudo é vazio, mas com Ele tudo tem sentido,
Você tem paz e esperança,
e cura para o coração ferido.
Com Jesus há salvação e consolo verdadeiro,
Só experimente Sua presença bendita, e ande com Ele o dia inteiro!
Que diferença a família abençoada
onde se percebe luz!
Luz que faz a diferença pela presença,
Presença do Senhor Jesus! DNS, 2024
“Unicamente a presença de Cristo pode tornar homens
þ e mulheres felizes. (...) O lar se torna como um Éden de
bem-aventurança; a família, um belo símbolo da família
no céu.” O lar adventista, p. 28.
Portanto, a maior bênção é ter a presença de Jesus na família,
porque a família que tem Jesus tem tudo.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 55
Conclusão
1) Jesus tem duas famílias: Aquela na qual nasceu. Que o ama-
va, adorava, ofertava e prosseguia com Ele nos momentos fá-
ceis e difíceis. Aquela foi uma família abençoada de verdade.
2) A outra família de Jesus é a sua família, porque você O acei-
tou como Salvador e O levou para sua casa. E sua família é
abençoada com sua presença porque você tem Jesus, você
louva, você abençoa, você é fiel e segura na mão divina. Seja
fiel e abençoe sua família!
3) Deus quer famílias fiéis e abençoadas, ou membros fiéis que,
mesmo em famílias divididas, são luz e bênção.
Apelo
1) Você pode ser membro de uma família na qual todos servem
ao Senhor. Uma família unida no amor, adoração, fidelidade
nas ofertas, no testemunho. Uma bênção!
2) Mas, se você é o único crente na família, não desanime. Seja
fiel e uma bênção, dê testemunho, ame a Jesus e clame a Ele
em oração. Ele ouvirá você e haverá bênção!
3) Vamos consagrar nossa família a Jesus mais uma vez hoje?
4) Quem assim desejar levante e ore comigo.
Questões para refletir:
1) Tenho orado sem cessar e fervorosamente pela minha famí-
lia para que seja de Jesus?
2) O que preciso melhorar em mim e na minha família para que
eu seja uma bênção para ela, e ela se torne um testemunho
de fidelidade a Deus?
56 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
8
OS BEM-AVENTURADOS
“E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós
þ sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.” Ml 3:12
Objetivo do Sermão: Refletir sobre ser bem-aventurado em qualquer
situação.
Pergunta de introdução: O que significa ser bem-aventurado?
Analisemos alguns significados bíblicos para a bem-aventurança.
1) A família bem-aventurada é a família fiel. É um privilégio ser fiel.
Deus honra os fiéis, e bem-aventurados são aqueles a quem Deus
confia a missão de testemunhar em diferentes condições pessoais
e circunstâncias da vida.
2) Às vezes é um desafio ser fiel na prosperidade. Em meio à abun-
dância de bens e dinheiro o mordomo de Deus precisa ter armadu-
ra com têmpera divina para ficar em pé.
3) Infelizmente, alguns têm tombado na acirrada luta de possuir bens
materiais porque esqueceram que foram colocados ali para serem
testemunhas de Cristo.
4) Mas, muitos ricos e empresários de sucesso têm sido verdadeiros
ministros de Deus e dado não somente do que possuem, porém,
mais importante, têm entregue a si mesmos ao Senhor.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 57
5) Na riqueza ou na pobreza, na rotina da vida comum, no leito
de dor, ou sofrendo humilhação,ou definhando em prisões
e sendo mortos, Deus tem seus campeões e campeãs da fé
para que Seu nome e salvação sejam conhecidos na Terra:
são os bem-aventurados.
6) Há, na Bíblia, pelo menos três significados bíblicos para a
termo grego makarios ou “bem-aventurados”, no sentido de
que são benditos e honrados de Deus.
O primeiro:
I – OS BEM-AVENTURADOS MATERIALMENTE
1) Quando os judeus traduziram a Bíblia da língua hebraica
para o idioma grego (cerca de 200 anos AC) eles usaram, em
Malaquias 3:12, a mesma palavra (makarios) que Jesus usou
nas bem-aventuranças em Mateus 5:1-11. Bem-aventurado
significa feliz, abençoado.
a. Em Malaquias 3:12 há uma ênfase na bem-aventurança
própria para aquele contexto.
“E todas as nações vos chamarão bem-aventurados;
þ porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos
Exércitos.” Ml 3:12
b. Essa mensagem apresenta relação entre fidelidade e ri-
queza material.
A Bíblia relata que as tribos de Israel receberam terras ao
entrarem em Canaã.
A agropecuária era a base econômica da nação israelita.
Na bênção de Malaquias (Ml 3:12), a prosperidade da fa-
mília na agropecuária, era a prosperidade do clã, depois
da tribo e, finalmente, de toda a nação israelita.
c. Assim, o profeta anuncia que, sendo fiéis, todas as nações
58 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
pagãs seriam impressionadas pela prosperidade do povo
de Deus e os chamariam de makarios, “bem-aventura-
dos” (felizes, abençoados) (Ml 4:12).
Portanto, a prosperidade da nação dependia da fidelida-
de da família (Ml 4:5-6).
d. Olhemos para a família e a partir dela poderemos descre-
ver a vida espiritual dos membros da igreja, o presente
e o futuro da obra de Deus, da pregação do evangelho e
do preparo para a volta do Senhor. Família fiel, igreja fiel,
missão fiel, vitória dos fiéis.
e. E se você é sozinho(a) na fé em sua família, lembre-se de
que ela é bem-aventurada por ter você. Não desanime!
f. Ainda falando sobre Malaquias 3:12, Deus prometeu bên-
çãos aos que fossem fiéis para chamar a atenção dos po-
vos para a nação escolhida, a fim de as nações glorifica-
rem o Deus de Israel.
2) Do mesmo modo, o dinheiro da família fiel não é para ser
gasto em “vossos próprios deleites” (Tg 4:3).
a. Mais uma vez a bênção sobre as famílias do antigo Israel
visava evangelizar o mundo, pois chamaria a atenção de
“todas as nações” para a nação do Deus verdadeiro (Ml
3:12).
b. Portanto, a prosperidade nas mãos da família de Deus
tinha, e ainda tem, o objetivo de glorificar a Deus e atrair
todas as nações para Ele.
3) No sentido acima, a prosperidade material deve ser honesta
e diligentemente procurada, para o bem da missão (Mt 28:19)
e para a glória de Deus. Assim, os prósperos materialmente,
que são fiéis, são bem-aventurados.
A seguir, veremos outro significado para a bem-aventurança.
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 59
II – OS FIÉIS NA PERSEGUIÇÃO E INJÚRIA
“Bem-aventurados sois vós... quando vos perseguirem e
þ injuriarem...” Mt 5:11.
Nessa passagem aparecem os fiéis na perseguição.
1) A família também precisa ser fiel se enfrentar crises.
Se ela for perseguida, injuriada e difamada por causa de Jesus e
de sua fé, pode se regozijar porque é grande o seu galardão nos
céus (Mt 5:10-12).
a. Jesus chama essas pessoas de makarios (bem-aventura-
das). Note que entre os judeus, particularmente, a família
e o indivíduo eram indissociáveis. O que se diz do indiví-
duo impacta a família e vice-versa.
b. Por isso que judeus que se convertiam ao cristianismo,
tendiam a ser removidos das famílias para que estas não
fossem identificadas com o convertido ao cristianismo.
c. Assim, também, quando alguém de uma família cristã so-
fria calúnia, difamação e perseguição social, isso afetava
toda a família.
d. Por isso, os perseguidos por causa da justiça que eram
membros de lares cristãos, “levavam” esse opróbrio para
suas famílias que também eram perseguidas.
e. A família fiel, que é perseguida por causa de Cristo, é uma
família makarios (bem-aventurada).
f. Nas provações deve haver algo grande que não consegui-
mos divisar e entender ainda. O certo é que Deus está no
controle. Feliz a família perseguida que continua fiel.
g. Note que os ricos de Malaquias e os perseguidos por cau-
sa de Jesus são bem-aventurados porque, nas duas si-
tuações, o objetivo da fidelidade é dar testemunho que
glorifica a Deus e a salvação de almas seja alcançada.
h. Às vezes, conforme exemplos bíblicos, as tribulações
podem fazer mais pelo evangelho do que a paz e a
prosperidade.
60 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
Por isso, a família não deve desanimar, mas se erguer e erguer-
-se mutuamente, pela fé em Deus.
Ilustração: O apóstolo Paulo usou como ilustração o atletismo
praticado entre os gregos e romanos para ilustrar a carreira cris-
tã. Assim, usaremos uma ilustração tirada dos jogos modernos
para representar a vida espiritual.
Por exemplo, se o conflito espiritual fosse um jogo:
Se o conflito entre o bem e o mal fosse um jogo, e o crente um
jogador em campo, a fidelidade seria a habilidade para fazer
gols espetaculares. Cada crente é um craque em campo, na pros-
peridade ou na dor, é um goleador no time do Senhor Jesus.
Esse é o nosso time, Jesus é nosso Treinador e a vitória já é
nossa!
Prosperidade e perseguição seriam apenas posições diferentes
do mesmo time que sempre vencerá se mantiver a fidelidade
durante o jogo.
A mudança de rico para pobre, ou vice-versa, é apenas alteração
na posição em campo no time da fé, mas a habilidade do time
no jogo continuaria a mesma: Fidelidade!
Joga-se no time da fidelidade com fidelidade, seja na posição de
próspero ou na de perseguido, mas sempre sendo fiel.
Às vezes dói mudar de rico para pobre, às vezes corrompe mudar
de pobre para rico, mas para o crente, é um poderoso testemu-
nho glorificar a Deus, sendo fiel em qualquer das posições que
Ele lhe permitiu jogar nessa vida.
Jogue bem o jogo da fé, irmão! Seja campeã em sua batalha,
irmã!
Não desista!
Não desista!
A coroa da vida, irmãos, a taça da vitória já foi conquistada!
A taça da vida eterna irmãos, já é nossa!
E vivas a Jesus, nosso campeão!
SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025 | 61
Mas, além da bem-aventurança da prosperidade, e a da perse-
guição da injustiça e da injúria, há a bem-aventurança da tragé-
dia múltipla.
Vejamos:
III – OS BEM-AVENTURADOS NAS TRAGÉDIAS
1) Nessa última parte, Deus precisa de gente com “master avan-
çado” em fidelidade para suportar muita provação. Mas, não
tema!
Sua graça nos basta e Ele não nos deixará sozinhos (Mt
28:20). Ele nos guardará de tropeçar (Judas 1:24).
Não nos deixará nem desamparará (Hb 13:5).
2) Essa terceira aplicação da palavra makarios, ou bem-aventu-
rados, na Bíblia, está em Tiago 5:10-11.
“Meus irmãos, tomai por exemplo de aflição e paciência os
þ profetas que falaram em nome do Senhor. Eis que temos
por bem-aventurados os que sofreram. Ouvistes qual foi
a paciência de Jó, e vistes o fim que o Senhor lhe deu;
porque o Senhor é muito misericordioso e piedoso.”Tg
5:10-11.
3) Esse terceiro sentido, também indica que o conceito de bem-
-aventurança (felicidade) na Bíblia é mais amplo do que
prosperidade material, embora a riqueza possa ser um po-
deroso instrumento para o bem.
a. Tiago explica que temos que tomar os profetas como
exemplo de paciência na aflição.
b. Ele menciona que são bem-aventurados ou felizes
(makarios) os que sofreram, e cita a paciência de Jó como
exemplo.
c. Embora mencione o livramento de Jó, o apelo do apóstolo
é para tomar como exemplo a paciência dos profetas na
62 | SEMANA DE REAVIVAMENTO ESPIRITUAL 2025
“aflição” e “sofrimento” como foi o caso de Jó (Tg 5:10-11).
d. Sua ênfase está na paciência no sofrimento, e não no livra-
mento. Esses perseverantes é que são bem-aventurados.
Não porque foram poupados da morte, mesmo porque muitos
profetas e cristãos foram provados sem livramento da morte,
mas porque foram fiéis até o fim e não perderam a fé.
4) Muitos passam por riqueza, pobreza e tragédia sem serem
fiéis a Deus. A virtude, assim, não está no sofrimento em si.
Então, sua experiência não é a verdadeira bem-aventurança.
Portanto, a bem-aventurança verdadeira não é ser rico e nem
perseguido e nem viver uma tragédia na vida, mas ser fiel.
Por isso Deus procura os fiéis da terra para que se assentem com
Ele (Sl 101:6), pois o que Ele espera do mordomo é que ele seja
fiel (1 Co 4:2).
a. Essa é a maior bênção e bem-aventurança para cada
membro da família: “Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a co-
roa da vida.” (Ap 2:10).
b. A fé não recua diante de fatos que a negam, pois a fé vê
além dos fatos (Hb 11:1), porque os fatos da vida são so-
mente aparência.
Por isso que a fé subsiste, mesmo diante de fatos adversos.
Portanto,“toda família que encontre entrada na cidade de Deus,
terá sido fiel obreira em seu lar terrestre, cumprindo as respon-
sabilidades que Cristo lhe confiou.” Nos lugares celestiais, p. 221.
E, poderemos acrescentar a esse texto: fiel a Cristo em tudo e em
qualquer situação.
Conclusão
1) A família é abençoada porque tem Jesus e lhe é fiel, seja
na prosperidade, seja na adversidade; seja na traição ou
decepção.
2) E até mesmo numa dolorosa perda e inesperada tragédia,
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continua fiel a Jesus até a morte, ou até que Ele venha
nos buscar.
Apelo
Deus quer que todas as nações vejam que somos bem-a-
venturados porque em qualquer situação somos fiéis no
nome de Jesus!
Bem-aventurados se estamos bem e prósperos.
Bem-aventurados se somos perseguidos por causa da
justiça e injuriados.
Somos bem-aventurados e honrados por Deus ao teste-
munhar com paciência em meio a múltiplas tragédias.
Irmãos e irmãs:
Deus quer que sejamos bem-aventurados sob quaisquer
circunstâncias.
Os que desejam pedir ao Senhor Jesus essa graça de ser fiéis,
levantem e orem comigo.
Questões para meditar:
1. Quais significados para “bem-aventurado” encontramos
na Bíblia?
2. Será que nos sentimos realmente privilegiados na fideli-
dade a Jesus mesmo diante das provações?
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