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Magnetismo e Eletromagnetismo

O documento aborda conceitos fundamentais de magnetismo e eletromagnetismo, incluindo a definição de ímãs, tipos de materiais magnéticos e a Lei de Hoopkinson. Ele detalha a geração de campos magnéticos e eletromagnéticos, a função de bobinas e eletroímãs, e a relação entre corrente elétrica e magnetização. Referências bibliográficas são fornecidas para aprofundamento no tema.

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Magnetismo e Eletromagnetismo

O documento aborda conceitos fundamentais de magnetismo e eletromagnetismo, incluindo a definição de ímãs, tipos de materiais magnéticos e a Lei de Hoopkinson. Ele detalha a geração de campos magnéticos e eletromagnéticos, a função de bobinas e eletroímãs, e a relação entre corrente elétrica e magnetização. Referências bibliográficas são fornecidas para aprofundamento no tema.

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Eletricidade Básica

Formador: Eduardo Mendonça

Módulo 10 – Magnetismo e Eletromagnetismo

Objetivo

• Analisar o magnetismo e as suas características.


• Estudar o íman e o campo magnético.
• Verificar os tipos de materiais magnéticos.
• Analisar o eletromagnetismo e as suas características.
• Definir a Lei de Hoopkinson.

Unidade 1
1.1 Magnetismo

Todos conhecemos os efeitos do magnetismo. A bússola da figura 61 é o exemplo mais


conhecido.
O magnetismo é a “propriedade atrativa dos imanes ou magnetes”. DLP (2010, p.1003)

1.2 Permeabilidade Magnética

Esta propriedade permite que certos corpos atraiam materiais ferrosos. Existem materiais
que já possuem essa característica naturalmente ou podem ser fabricados com elas.
Há materiais que facilitam a passagem das linhas magnéticas e outros que as dificultam.
Deste modo, temos uma classificação para determinar esses casos.
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Paramagnéticos – são materiais que possuem suscetibilidade magnética positiva, porém


muito mais fraca que o ferro. Exemplo: alumínio e platina.
Ferromagnéticos – Materiais que adquirem propriedades magnéticas quando sob
influência de campo magnético mostrado na figura 62. Exemplo: ferro, níquel e cobalto.

Diamagnéticos – são materiais observados na figura 63 que possuem imantação


(capacidade de se tornar um íman) negativa. Alguns são repelidos para fora do campo magnético.
Exemplo: cobre, prata, zinco.

1.3 Polos de um íman

O íman da figura 64, possui a propriedade de atrair o ferro, sendo o aço com o níquel e
cobalto um dos melhores. Ele possui polaridade norte(N) e sul(S). Podem ser naturais ou
artificiais.
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1.4 Campo Magnético

As linhas imaginárias que compõem a área de atuação do íman são chamadas linhas de
força magnética. O seu sentido é sempre do pólo norte ao pólo sul e são chamadas de campo
magnético, mostrado na figura 65.

1.5 Fragmentação do Íman

Caso quebre um íman como na figura 66 e cada parte torna-se também num íman, com as
polaridades respectivas.

1.6 Atração e Repulsão

Se aproximarmos dois imanes teremos atração ou repulsão, conforme mostrado na figura


67.
Polaridades iguais repelem-se e polaridades diferentes atraem-se.
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Unidade 2
2.1 Eletromagnetismo

Da mesma forma, que estudamos os campos magnéticos observamos que ao circular uma
corrente elétrica por um fio cria-se um campo eletromagnético com as mesmas características do
campo magnético de um íman possuindo também um campo elétrico.

Observe a figura 68, onde há uma circulação de corrente elétrica (sentido convencional) e
se verifica a geração de um campo eletromagnético, gerando a polaridade Norte e Sul e as linhas
de força.
Pela figura 68 comprovamos que os efeitos produzidos pelo campo eletromagnético é
semelhante ao magnético, possuindo todas as suas características e ainda nos permite ter um
controle da intensidade do campo (aumentando e diminuindo a corrente elétrica). Há ainda a
possibilidade de desligarmos a fonte e cessar o campo gerado.
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2.2 Bobina ou Solenoide

Este componente da figura 69 permite aumentar o campo eletromagnético gerado pela


passagem da corrente elétrica pelo fio da figura 70.

O estudo desta propriedade permitiu o desenvolvimento de componentes como: o


eletroíman, o transformador e o altifalante.

2.3 Eletroíman

Quando colocamos um núcleo de ferro no interior de uma bobina obtemos um eletroíman


mostrado na figura 71, que ao ligar o circuito e permitir a passagem de corrente elétrica ele
adquire todas as características de um “íman”. Porém ao ser desligado termina a sua atração.
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2.4 Relutância (R)

A relutância de um circuito magnético é a oposição que ele oferece à passagem das linhas
de força. Quanto maior for o comprimento (L) maior será a relutância e quanto maior a seção (A)
do fio, menor esta será. Outro fator é a natureza do material, a relutância será maior se a
permeabilidade magnética (µ) também o for.

2.5 Força Magnetomotriz (F)

A magnetização de uma bobina depende do número de voltas (n) e da intensidade da


corrente elétrica (I) que circula. Ela será diretamente proporcional a ambas. Ou seja, se
aumentarmos o número de voltas, ou a corrente, aumentamos a força magnetomotriz (F), caso
contrário diminuirá.

F = n.I

Com base nessas informações vamos analisar a Lei de Hoopkinson.

2.6 Lei de Hoopkinson (H)

Esta lei é semelhante a lei de Ohm para os circuitos elétricos.


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Ao circular corrente cria-se um campo no interior da bobina mostrado na figura 72.

Se houver um núcleo com permeabilidade magnética (µ) terá uma indução magnética (B).
B = µ.H

Originando um fluxo magnético (ɸ) através de uma seção (S) do núcleo.

ɸ=B.S

Em qualquer circuito magnético, o fluxo de indução é igual ao quociente entre a força


magnetomotriz e a relutância (figura 72).
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2.7 Quadro Comparativo


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Referências Bibliográficas

Casa da Moeda (2018). Regras Técnicas das Instalações Elétricas de Baixa Tensão (6ª Ed.).
Lisboa: Imprensa Nacional.

CeramTec, (n.d). Princípio de funcionamento piezoelétrico, perovskite e polarização. Consultado


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CLEMENTE, I. (2006). Ferromagnetismo - Física – InfoEscola. Consultado em outubro 28, 2019,


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DLP (2010). Dicionário da Língua Portuguesa. Porto: Porto Editora.

Dicionário Escolar (2018). Língua Portuguesa. Porto: Porto Editora.

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Sala de Física (n.d.). Circuito de uma Lanterna. Consultado em outubro 28, 2019, em
http://www.geocities.ws/saladefisica10/experimentos/e73.htm.

SOUSA, L.L. (1981). Dicionário Ilustrado de Eletricidade (3ª ed.). Lisboa: Francisco Franco.

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