Geografia e História do Mato Grosso
História do Mato Grosso – Parte I – Período Colonial
Cleber Monteiro
EXERCÍCIOS
001. (FCC/PGE-MT/2016) Considere o trecho a seguir.
“Os colonizadores hispânicos, certamente, haviam transitado por terras que hoje constituem
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, mas nelas não se fixaram, ou, se o fizeram, suas vilas não
progrediram e foram, mais tarde, abandonadas: Puerto de los Reyes, em pleno pantanal mato-
-grossense e Santiago de Xerez, na borda do Pantanal, próximo ao rio Miranda.”
(SIQUEIRA, Elizabeth Madureira. História de Mato Grosso. Cuiabá: Entrelinhas, 2009, p. 5.)
Dentre as razões para que o território mencionado, no século XVI, não tivesse sido colonizado
por espanhóis, está a:
a) ausência de metais preciosos, ainda não encontrados, e o desconhecimento das possibili-
dades de navegação pelos rios existentes.
b) resistência das populações indígenas pressionadas pelo avanço dos conquistadores ibéricos,
e a atração exercida pelas notícias de abundância de prata na região do Peru.
c) oposição à ocupação espanhola pela Companhia de Jesus, empenhada na instalação de
missões lusas, e a dificuldade imposta pelas condições geográficas de solo e relevo.
d) violência dos imediatos ataques bandeirantes, em defesa da posse daquelas terras pela
Coroa portuguesa, e a impossibilidade de praticar a agricultura na região.
e) obediência aos acordos e tratados de fronteira firmados entre Espanha e Portugal, e a proxi-
midade das minas de prata de Potosí e de outras localidades argentinas.
002. (UFMT/PREFEITURA DE RONDONÓPOLIS/2019) A Guerra da Tríplice Aliança, também
conhecida como Guerra do Paraguai, foi o maior e mais importante conflito bélico enfrentado
pelo Império brasileiro. Travada entre os anos de 1864 e 1870, tendo a Província de Mato Gros-
so como um dos cenários das ações militares. É possível identificar, após o final da Guerra,
significativos desdobramentos em Mato Grosso. Quais foram esses desdobramentos?
a) Crescimento do comércio com a Bolívia e início dos trabalhos de construção de uma ligação
ferroviária com São Paulo.
b) Deslocamento do eixo econômico da Província para a região do Araguaia devido à exploração
de borracha e às primeiras tentativas separatistas do sul de Mato Grosso.
c) Expressiva diminuição do número de escravos libertados devido ao engajamento nas tropas
imperiais e fortalecimento político das elites cuiabanas.
d) Maior articulação do sul de Mato Grosso com a economia nacional e a intensificação da
chegada de imigrantes estrangeiros.
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003. (UFMT/PREFEITURA DE RONDONÓPOLIS/2019) Ao longo do tempo, os historiadores
que escreveram a História de Mato Grosso tiveram como foco de análise Cuiabá. Foi a primeira
vila a ser erguida e, no século XIX, passou a ser a capital da já então província de Mato Grosso,
posto que mantém até os dias correntes. Sem dúvida, as conquistas do Cuiabá localizavam-se
num dos pontos mais distantes alcançados pelos súditos da coroa portuguesa no Estado do
Brasil. O povoamento daquelas plagas requereu muito esforço físico e investimento de capitais
e ceifou muitas vidas de seus partícipes – índios, europeus, negros e de seus descendentes.
As narrativas dos fatos ocorridos nas minas do Cuiabá têm privilegiado as agruras.
(LUCÍDIO, J. A. B. A Ocidente do Imenso Brasil: a conquista dos rios Paraguai e Guaporé.1680-1750.)
Dentre as dificuldades que marcaram a ocupação do espaço em torno da bacia do Rio Cuiabá
pelas populações não indígenas, quais podem ser destacadas?
a) Os animais selvagens e os poucos recursos minerais.
b) A fome e as doenças tropicais.
c) A anterior presença jesuítica e a resistência das comunidades quilombolas.
d) A hostilidade indígena e o pouco acesso a fontes de água potável.
004. (UFMT/PREFEITURA DE CÁRCERES/2015) As missões jesuíticas organizadas na Ca-
pitania de Mato Grosso foram extintas repentinamente em 1759 em razão de:
a) conflitos entre bandeirantes e índios residentes nas missões
b) ataque dos índios Guaicuru às missões que abrigavam índios Bororo.
c) ato administrativo do Marquês de Pombal que expulsou os jesuítas do Reino de Portugal.
d) interesse do Governador-Geral nas ricas terras ocupadas pelas missões.
005. (UFMT/POLITEC/2017) O maior conflito militar ocorrido no século XIX em terras sul-a-
mericanas foi a denominada Guerra da Tríplice Aliança ou Guerra do Paraguai que se estendeu
de 1865 até 1870. O início do conflito foi marcado pela invasão da Província de Mato Grosso
pelas tropas paraguaias. Sobre os desdobramentos do conflito em termos da geopolítica
regional, é correto afirmar:
a) Os interesses do capitalismo internacional foram neutralizados devido a políticas de proteção
ao comércio e à indústria.
b) Argentina e Brasil emergiram como as nações dominantes na área da bacia do Prata.
c) Apesar da derrota, o Paraguai manteve sua importância econômica na região devido a sua
indústria têxtil.
d) O Uruguai se tornou o principal aliado dos Estados Unidos no Prata.
006. (UFMT/DETRAN/2015) Mato Grosso também conheceu a escravidão africana. O uso
dessa mão de obra era símbolo de poder em todo o Império. Sobre a presença dos negros
escravizados em Mato Grosso, assinale a afirmativa correta.
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a) Em razão do alto custo dos escravos africanos e do baixo poder econômico de Mato Grosso,
foram raros os registros de posse dessa mão de obra.
b) Em Mato Grosso, o uso dos “negros da terra” restringiu o interesse pelo uso da mão de obra
africana às atividades de ganho.
c) A mão de obra africana em Mato Grosso, dado o seu alto custo, foi utilizada exclusivamente
nas plantações de cana dos grandes engenhos.
d) A sociedade mato-grossense conheceu escravos do eito, de ganho e domésticos, como era
comum em todo o Império.
007. (UFMT/DETRAN/2015) A fundação de Vila Bela da Santíssima Trindade por Antônio
Rolim de Moura pode ser entendida como:
a) estratégia da Coroa espanhola para aproximar-se de Portugal.
b) ação repressiva da Coroa portuguesa contra os povos conhecidos como “chiquitanos”.
c) operação de espionagem da Coroa espanhola sobre a prospecção mineral portuguesa.
d) estratégia da Coroa portuguesa para assegurar os territórios a oeste de Tordesilhas para si.
008. (UFMT/DETRAN/2015) A falta de força policial disponível tem sido sério obstáculo à disper-
são e extinção dos quilombos nas cabeceiras do rio Manso. Trato, porém, de meios de batê-los e
extingui-los inteiramente, prendendo os escravos fugidos, desertores e criminosos que ali se acham.
(Relato de Chefe de Polícia Interino da Província de Mato Grosso, Ernesto Júlio Bandeira de Melo, ao Conse-
lheiro Barão de Três Barras, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Justiça. Cuiabá, 29 de março de
1871, fl.5v. Citado por SIQUEIRA, E. M. História de Mato Grosso. Da ancestralidade aos nossos dias. Cuiabá,
Entrelinhas, 2002.)
A partir da leitura do texto acima, analise as afirmativas.
I – Existiram quilombos em Mato Grosso.
II – Escravos fugidos foram tratados como criminosos.
III – Não havia escravidão em Mato Grosso
IV – Resolver os problemas provocados pelas fugas de escravos era responsabilidade exclusiva
dos Proprietários de Engenhos.
Estão corretas as afirmativas
a) III e IV.
b) I e IV.
c) II e III.
d) I e II.
009. (UFMT/DETRAN/2015) Sobre a Guerra da Tríplice Aliança, assinale a afirmativa correta.
a) As forças inimigas foram vencidas pela aliança militar entre mato-grossenses e paraguaios.
b) A numerosa população de Dourados e Nioaque evitou a invasão inimiga.
c) A Província de Mato Grosso precariamente militarizada foi facilmente atacada pelas forças inimigas.
d) Mato Grosso do Sul perdeu grande parte de seu território ao Sul e ao Leste para os invasores.
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010. (UFMT/DETRAN/2015) Sobre a sociedade mato-grossense durante o período colonial,
é correto afirmar:
a) Homens livres pobres, escravos e índios aproximavam-se e mantinham relações de ajuda
mútua e solidariedade.
b) O abundante uso de escravos africanos evitou a perseguição do indígena.
c) As relações entre brancos e índios eram cordiais, enquanto os negros mantiveram-se afas-
tados e marginalizados.
d) A proximidade com a fronteira espanhola produziu grande integração social, étnica, econô-
mica e de gênero.
011. (UFMT/DETRAN/2015) Observe a figura.
O mapa acima mostra os diferentes caminhos ligando São Paulo ao extremo Oeste do Império
Português com destaque para Corumbá e a Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Sobre
as rotas monçoeiras destacadas, analise as afirmativas.
I – Tornaram-se importantes após o surgimento da exploração aurífera nas margens do Rio Cuiabá.
I – Desenvolveram-se como rota de contrabando entre as terras do Império espanhol e São Paulo.
II – Abasteciam o extremo Oeste do Império Português com roupas, sal, ferramentas.
IV – Foram usadas durante todo o período colonial para levar homens para enfrentar os índios
Guaicurús.
Estão corretas as afirmativas:
a) II e IV.
b) II e III.
c) I e III.
d) I e IV.
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012. (SELECON/CÂMARA DE CUIABÁ/2021) O Período Regencial (1831-1840) foi uma das
fases mais ricas e singulares em termos de organização, discussão e participação políticas
da história do Brasil e também a mais agitada e conturbada da história, envolvendo várias
revoltas sociais. Na Província de Mato Grosso, essa fase também foi marcada por tensões.
Em 1834, os liberais mato-grossenses organizaram um enorme levante na cidade de Cuiabá
e em outras localidades da fronteira do Império brasileiro. Nessa rebelião, pretendiam retirar
os portugueses do poder político e econômico.
Essa revolta ficou conhecida como:
a) Revolta dos Malês
b) Rusga
c) Balaiada
d) Cabanagem
013. (SELECON/Câmara De Cuiabá/2021) “Por ordem do governador e capitão general da capi-
tania de Mato Grosso, João de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, foi realizada em 1795
uma diligência para destruir vários quilombos nas águas do Guaporé, na fronteira com a Bolívia.
O diário dessa diligência é um relato minucioso dos acontecimentos e uma oportunidade rara
para a abordagem das relações históricas entre os índios e os negros em Mato Grosso, que têm
passado ao largo dos interesses dos historiadores, apesar das várias transcrições existentes.
O objetivo deste trabalho é, a partir desse relato, fazer uma reflexão antropológica acerca das
categorias caburés e cabixis utilizadas para designar os descendentes de negros e índios, espe-
cialmente Paresi e Nambiquara, que formaram em parte a tradicional população mato-grossense.”
(Maria Fátima Roberto Machado Quilombos, cabixis e caburés: índios e negros em Mato Grosso, p.2 In:)
De acordo com o texto, na história do Mato Grosso, encontravam-se vários quilombos. Estes
eram povoações fortificadas de negros fugidos do cativeiro, dotadas de divisões e organização
interna. Era um movimento amplo e permanente de vivência de povos africanos, principalmente
porque também se açoitavam índios e brancos que se recusavam à submissão, à exploração,
à violência do escravismo. O quilombo mais representativo da história mato-grossense foi o:
a) dos Palmares
b) do Piolho
c) do Leblon
d) dos Kalungas
014. (SELECON/CÂMARA DE CUIABÁ/2021) Durante o período colonial da história mato-gros-
sense, várias expedições e atividades econômicas utilizaram-se da mão de obra dos povos
indígenas com diferentes propósitos. Sobre a exploração dessa mão de obra, pode-se afirmar:
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a) As bandeiras eram expedições exploratórias em busca de metais e pedras preciosos. Tinham,
também, a missão de levar a civilização portuguesa para ajudar no desenvolvimento dos povos
indígenas, respeitando seus costumes e modos de vida.
b) As missões religiosas eram aldeamentos feitos, principalmente, pelos jesuítas, onde os povos
indígenas eram protegidos. Estes não eram explorados e tinham reconhecimento de sua cultura,
não sofrendo, desta maneira, o processo de aculturação.
c) As monções eram expedições de comércio que traziam para Mato Grosso roupas, bebidas,
medicamentos e alimentos variados. Os rios eram a única rota utilizada pelos sertanistas, que
tiveram ajuda dos indígenas, conhecedores da navegação na região.
d) Na mineração aurífera mato-grossense, foi utilizada em larga escala a mão de obra escravi-
zada indígena. Além do mais, esta mão de obra era muito valorizada na povoação do território,
que era utilizada para ocupar as fronteiras.
015. (SELECON/CÂMARA DE CUIABÁ/2021) Durante o período colonial da história mato-
-grossense, várias atividades econômicas e expedições utilizaram-se da mão de obra dos
povos indígenas com diferentes propósitos. Dentre estas, podem ser citadas as de comércio,
que traziam de São Paulo para o Mato Grosso roupas, bebidas, medicamentos, ferramentas,
alimentos variados, através dos rios que eram navegados com a ajuda dos povos indígenas,
com seus conhecimentos sobre a região. O nome dessas expedições comerciais era:
a) Bandeiras.
b) Missões religiosas.
c) Monções.
d) Entradas.
016. (IADES/INSTITUTO RIO BRANCO/2021) Acerca das relações do império com as repú-
blicas sul-americanas, julgue (C ou E) o item a seguir.
O incidente de Chiquitos, decorrente de atitude oportunista das autoridades de Mato Grosso,
contou com a conivência do governo imperial, pois transmitia imagem de força em um momento
no qual a posse brasileira sobre a Cisplatina voltava a ser contestada pelas potências europeias.
017. (PREFEITURA DE ARENÁPOLIS/2021) Marque a alternativa que completa corretamente
a lacuna do seguinte texto:
“A história registra que os primeiros indícios de Bandeirantes paulistas na região, onde hoje fica a
cidade de Cuiabá, datam de 1673 e 1682, quando da passagem do bandeirante Manoel de Campos
Bicudo pela região. Ele fundou o primeiro povoado da região, no ponto onde o rio Coxipó deságua
no rio Cuiabá, localidade batizada de São Gonçalo. Em 1718, chega ao local, já abandonado, a
bandeira do ______________________________, que depois de uma batalha perdida para os índios
coxiponés, viu-se compensado pela descoberta de ouro, passando a se dedicar ao garimpo.”
(Fonte: https://cidades.ibge.gov.br/ acesso em 17/02/2021).
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a) paulista de Sorocaba, Pascoal Moreira Cabral.
b) bandeirante Manoel de Campos.
c) governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes.
d) representante do Reino de Portugal, Rodrigo César de Menezes.
e) Nenhuma das Alternativas Dadas.
018. (SELECON/PREFEITURA DE CUIABÁ/2019) O sete de abri de 1831, mais do que o Sete
de Setembro de 16822, representou a verdadeira independência nacional, o início do governo
do país por si mesmo, a Coroa agora representada apenas pela figura quase simbólica de uma
criança de cinco anos. O governo do país por si mesmo, levado a efeito pelas regências, reve-
lou-se difícil e conturbado. Rebeliões e revoltas pipocaram por todo o país, algumas lideradas
por grupos de elite, outras pela população tanto urbana como rural, outras ainda por escravos.
CARVALHO, J. Murilo. Documentação política, 1808-1840. In: “Brasiliana da Biblioteca Nacional”. Nova Fron-
teira, 2001.
O período que se iniciou com a abdicação de D. Pedro I foi considerado o mais agitado do
Império. À época foi consolidado o processo de independência, que acabou evidenciando as
divisões no interior das elites dominantes, abrindo espaço para as revoltas, ou de cunho liberal
ou populares. Essa agitação política atingiu inúmeras províncias, incluindo a de Mato Grosso,
que foi palco da revolta conhecida como Rusga, que eclodiu na noite de 30 de maio de 1834.
Considerando-se o conturbado Período Regencial (1831-1840) e as Revoltas Provinciais, em
geral, e a Rusga, em particular, é correto afirmar que:
a) a crise gerada pela abdicação de D. Pedro I acirrou os ânimos entre os que defendiam o retor-
no do Imperador e os defensores da autonomia provincial, que se opunham, em alguns casos,
aos privilégios dos portugueses, em especial os que controlavam o comércio, o que ajuda a
entender uma das causas para a eclosão da Rusga Cuiabense.
b) assim como ocorreu nas Revoltas “Nativistas” coloniais no início do século XVIII (Vila Rica
e Mascates), a Rusga Cuiabense também assumiu um caráter antilusitano, agravado pela cen-
tralização política exercida pelo governo central localizado no Rio de Janeiro que, no entanto,
não temeu pela desintegração do território brasileiro.
c) o conjunto das Revoltas Regenciais, incluindo a Rusga, além de ter sido motivado pela política
centralista imperial, sob os governos dos regentes, propunha a defesa das independências das
províncias, o que ameaçava o projeto unitarista e centralizador, defendido pelas elites agrárias
e escravocratas do Sudeste.
d) a unidade política entre liberais e conservadores durante todo o Período Regencial refletiu-se
nas Revoltas provinciais brasileiras, levando as elites locais e regionais a reivindicarem maior
autonomia política e administrativa, reivindicação que, no caso do Mato Grosso, esteve presente
na Revolta conhecida como Rusga.
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019. (SELECON/PREFEITURA DE CUIABÁ/2019) O mapa apresenta algumas das expedições
que, já em meados do século XVI, embrenharam-se pelo interior da colônia portuguesa, em
especial as empreendidas pelos bandeirantes paulistas a partir do século XVII, que visavam,
entre outros objetivos, o apresamento de nativos, e que foram fundamentais para o processo
de interiorização e expansão do território.
Bandeiras e Expedições de Apresamento (1550-1720)
MONTEIRO, John Manuel. Negros da Terra: índios e bandeirantes nas origens de São Paulo. São Paulo: Com-
panhia das Letras, 1994, p. 13. (Adaptado).
Com base na análise do mapa e considerando outros conhecimentos sobre o assunto, pode-se
afirmar corretamente que:
a) enquanto o objetivo maior dos jesuítas era catequizar os indígenas, as bandeiras de apresa-
mento visavam obter lucros com a venda dos escravos indígenas para as regiões açucareiras,
o que explica a não utilização da mão de obra dos nativos por parte das missões jesuíticas.
b) as bandeiras de apresamento ocorreram principalmente em função da atividade mineradora
do ouro e diamante, sendo necessária uma maior oferta de mão de obra nativa, que teria pre-
dominado sobre a africana nas regiões ricas da colônia, pelo menos até o século XVIII.
c) o período de pleno desenvolvimento das bandeiras de apresamento, durante o século XVII,
decorreu da invasão espanhola no Nordeste colonial e sobre a região de Angola na África, de-
sorganizando tráfico de africanos escravizados para a colônia portuguesa.
d) embora a coroa portuguesa, em função da lógica mercantilista, impusesse o uso de africanos
escravizados na colônia, estimulando o tráfico negreiro, para o colono tornou-se mais vantajoso
o uso de escravos indígenas, resultando daí o interesse nas bandeiras de apresamento.
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020. (SELECON/PREFEITURA DE CUIABÁ/2019) Através das complexas experiências his-
tóricas dos quilombolas se percebem, para além da resistência e dos variados aspectos das
suas vidas sociais, econômicas e culturais, as transformações nas relações entre senhores
e escravos. Ao contrário do isolamento, os mundos criados pelos quilombolas acabaram por
afetar e modificar os mundos dos que permaneciam escravos e toda a sociedade envolvente.
GOMES, Flávio dos Santos. A hidra e os pântanos: mocambos quilombolas e comunidades de fugitivos no
Brasil (século XVII-XIX). São Paulo: Ed. UNESP: Ed. Polis, 2005, p.30.
Sendo a Província de Mato Grosso uma área fronteiriça, isso acabou favorecendo a movimen-
tação de nativos e africanos escravizados, facilitando o processo de formação de quilombos
durante os séculos XVIII e XIX, considerando-se os desafios do acesso e circulação pelos rios
e caminhos nas matas, bem como as reações indígenas contra os colonizadores. Sobre a pre-
sença de quilombos na Província de Mato Grosso, verifica-se o fato de:
a) a condição de escravizado impedir que africanos adquirissem uma capacidade de mobilidade
e negociação que lhes desse posição de privilegiados nas relações sociais na fronteira.
b) a especificidade dessa parte mais a oeste do território, como fronteira geográfica e de gente, ter
presenciado várias nações nativas da região aliadas aos escravos negros nas suas sublevações.
c) a região ser de fronteira, em especial, uma fronteira hidráulica, o que impedia os nativos e os
africanos escravizados de fugirem e de formarem quilombos na província.
d) à época, os quilombos formados, por se localizarem distantes das vilas e cidades, enfrentando
dificuldades de locomoção, serem impedidos de negociar seus produtos excedentes.
021. (IBADE/SEJUDH/2018) O nome Mato Grosso é originário de uma grande extensão de
sete léguas de mato alto, espesso, quase impenetrável, localizado nas margens do rio Galera,
percorrido pela primeira vez em 1734 pelos irmãos:
a) Gonçalves da Fonseca.
b) Freire de Andrade.
c) Xavier de Barros.
d) Caetano Borges.
e) Paes de Barros.
022. (IBADE/SEJUDH/2018) A história de Mato Grosso, no período “colonial”, possui relevância
porque o Brasil defendeu o seu perfil territorial, e consolidou a sua propriedade e posse até os
limites do rio Guaporé e Mamoré durante nove governos. Durante esse período foram reprimidas
as aspirações espanholas de domínio desse território. Depois foi proclamada a independência
do Brasil e, durante os governos imperiais de Dom Pedro I e das Regências (1º Império), fatos im-
portantes ocorreram em Mato Grosso. Dentre eles destacou-se a “Rusga”, que foi um movimento:
a) em defesa das terras portuguesas.
b) de combate do Alegre.
c) de expulsão dos inimigos.
d) em defesa do Forte de Coimbra.
e) nativista de matança de portugueses.
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023. (IBFC/SEDUC-MT/2017) Durante o período colonial no Brasil vários tratados entre a coroa
portuguesa e a coroa espanhola foram assinados com a intenção de se fixar as fronteiras e o
domínio do território. Um desses tratados foi o Tratado de Madri (1750) que tinha por princípio
o direito romano de propriedade, uti possidetis, ita possideatis, que entende que a posse de
algo se faz pelo uso a ele aplicado ou não. Assinale a alternativa que corresponda a como tal
princípio romano influenciou no que hoje conhecemos como Mato Grosso:
a) Pois assim os territórios que estavam em disputa ficaram por direito ao domínio e controle
indígena, que eram de fato os que faziam uso do território atual do Mato Grosso.
b) Acelerou o processo de ocupação da região Centro – Oeste, através de incentivos fiscais,
formação da capitania de Mato Grosso e da nomeação de Vila Bela como capital administrativa
da Capitania, como forma de controlar a invasão jesuítica espanhola no território em questão.
c) Como Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá fora fundada pela coroa portuguesa em 1727,
não houve muitas mudanças na Capitania, que já se caracterizava como principal centro urbano
d) O tratado de Madri não forneceu segurança alguma à coroa portuguesa, o que acarretou a
necessidade de compra do território e o pagamento à ouro aos espanhóis
e) Com a facilidade fiscal oferecida aqueles que se dispusesse a ocupar a região, como a isen-
ção de impostos por dez anos e a anulação de dívidas adquirida em qualquer outra capitania
da colônia, o contingente foi mais do que o esperado, havendo a necessidade de se fundar uma
nova capital, Vila Bela de Santíssima Trindade.
024. (IBFC/SEDUC-MT/2017) Leia o trecho a seguir: “Embarca bicudo, embarca canalha vil
que os brasileiros não querem Bicudos no seu Brasil.”
(in. Correa, Virgilio. História do Mato Grosso.)
A anedota exposta anteriormente foi feita como resultado da Rusga mato grossense, movimento
ocorrido em Mato Grosso no ano de 1834. Sobre isso assinale a alternativa incorreta.
a) Foi uma revolta de cunho nativista, que envolveu tanto a elite como a população mais pobre
b) Tinha como uma de suas reivindicações a expulsão dos Portugueses (chamados bicudos)
c) Ficou conhecida por alguns estudiosos como a “noite de São Bartolomeu mato grossense”
d) Pode se afirmar que a Rusga representou a situação política do Império na época, conside-
rando que ela partidariamente se dividiu em dois os “Sociedade dos zelosos da Independência”
associada aos liberais, em oposição aos “Caramurus” conservadores
e) Pode se dizer que a Rusga efetivou uma brusca mudança social na província de Mato Grosso,
exigindo tanto a independência da região do Mato Grosso para com o Império, assim como o
fim da escravidão.
025. (IBFC/SEDUC-MT/2017) “[...] que uns sertanistas da mesma comarca [de São Paulo]
tinham feito um descobrimento no sertão que dava esperanças de grandezas de ouro e que
este era em um sítio muito perto do Paraguai...”
(CANAVARROS, Otávio. O poder metropolitano em Cuiabá (1727-1752). Cuiabá: UFMT, 2004, p. 168).
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História do Mato Grosso – Parte I – Período Colonial
Cleber Monteiro
Tal trecho é encontrado nas cartas trocadas entre o conselho ultramarino e o rei D. João V e se
referem aos anos iniciais da atual cidade de Cuiabá. Analise as afirmações abaixo e assinale
a alternativa correta:
I – As minas do Coxipó – Mirim, reconhecidas inicialmente por bandeirantes paulistas e os chamados
“reinóis”, deu início em 1722 ao Arraial Senhor Bom Jesus de Cuiabá, e em 1727 foi nomeada Vila.
II – É sabido que a constituição populacional do Arraial Senhor Bom Jesus de Cuiabá, e posteriormente,
da Vila Real de mesmo nome, se caracterizava pela mescla entre indígenas, africanos escravizados,
portugueses, e imigrantes de diversas áreas da colônia, principalmente da capitania de São Paulo.
III – Após a nomeação da Vila Real Senhor Bom Jesus de Cuiabá inúmeras outras Vilas foram
fundadas na Capitania de Mato Grosso devido a mineração, caracterizando-se como uma das
mais populosas regiões da Colônia.
Estão corretas as afirmativas:
a) I apenas.
b) II e III apenas.
c) I e III apenas.
d) II apenas.
e) I e II apenas.
026. (IBFC/SEDUC-MT/2017) Assinale a alternativa que preencha correta e respectivamente
as lacunas.
De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografa e Estatística (IBGE), “em 1718 chega ao local,
já abandonado, a bandeira do paulista de Sorocaba, Pascoal Moreira Cabral, que depois de uma
batalha perdida para os índios __________, viu-se compensado pela descoberta de __________,
passando a se dedicar ao __________.
Em 08 de Abril de 1719, Pascoal Moreira Cabral assina a ata da fundação de Cuiabá, no local
conhecido como Forquilha, às margens do rio Coxipó [...]”
a) Coxiponés,ferro, garimpo.
b) Coxiponés, ouro, garimpo.
c) Indoés, ouro, garimpo.
d) Atalaiá, cobre, garimpo.
e) Maxakali, ferro, garimpo.
027. “As distinções entre o distrito do Mato Grosso e o do Cuiabá, bem como entre suas
respectivas vilas e termos, Vila Bela e Vila Real do Cuiabá, passaram a ser contempladas e
algumas das pesquisas recentes romperam com certa ideia de homogeneidade ambiental,
econômica e política e com generalizações que servissem para toda a capitania. As comu-
nicações estabelecidas por cada distrito, por exemplo, têm sido consideradas, já que são
importantes para a compreensão da experiência histórica da região.”
JESUS. Nauk Maria de. Revista Territórios & Fronteiras, Cuiabá, vol. 5, n. 2, jul.-dez., 2012.
A diversidade e a riqueza da história do Mato Grosso, como avalia a autora do fragmento de
texto, permite afirmar corretamente que:
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a) Mato Grosso teve seu espaço colonizado na primeira metade do século XVIII, sendo o arraial
e depois a Vila Real do Senhor Bom Jesus do Cuiabá os pontos mais avançados até meados da
década de 1730, época em que foram descobertas as minas na região do Guaporé.
b) enquanto a capitania de Mato Grosso, onde estava localizada a capital Vila Bela, mantinha
maiores conexões com as capitanias do Rio de Janeiro e de São Paulo, o Cuiabá, onde estava
a Vila Real do Cuiabá, mantinha maiores ligações com o Grão-Pará.
c) considerada uma capitania fronteira, Mato Grosso situava-se na região central do continente
sul-americano, era habitada por uma pequena diversidade de nações indígenas, tinha a pecuária
como principal atividade e estava localizada em área de fronteira com os domínios hispânicos.
d) os vínculos estabelecidos entre a capitania de Mato Grosso e as distantes capitanias de São
Paulo, do Rio de Janeiro e do Grão-Pará dificultaram a consolidação política de Vila Bela e Vila
do Cuiabá como polos de poder na região à época citada.
028. (IBADE/SEJUDH/2018) Durante a colonização da província de Mato Grosso, a alternativa
econômica nessas terras era advinda da extração de:
a) prata.
b) ouro.
c) esmeralda.
d) bauxita.
e) bronze.
029. (IBFC/PREFEITURA DE CUIABÁ/2019) “O Mato Grosso teve na _____, durante a primeira
metade do século XVIII, o impulso econômico que permitiu a sua consolidação inicial” (GARCIA,
2001). Em relação à atividade econômica desenvolvida no Mato Grosso no período citado,
assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
a) Mineração.
b) Industrialização.
c) Extração do pré-sal.
d) Cafeicultura.
030. (IBFC/PREFEITURA DE CUIABÁ/2019) Considere a seguir as afirmativas relacionadas
à formação do território do Mato Grosso, nos diferentes períodos da história do Brasil e dê
valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).
( ) Conquistas dos bandeirantes, na região do Mato Grosso, foram reconhecidas pelo Tra-
tado de Madrid, em 1750.
( ) A capitania de Mato Grosso foi criada pelo governo colonial português em 1630, des-
membrando-o da província do Amazonas.
( ) A província do Mato Grosso passou a ser chamada de estado do Mato Grosso após a
Proclamação da República, em 1989.
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Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.
a) V, F, F.
b) V, V, F.
c) F, V, V.
d) V, F, V.
031. (CESPE/PJC-MT/2017) Nas instruções entregues a dom Rolim de Moura, em 1749, a
metrópole portuguesa revelava claramente que a Capitania Geral de Mato Grosso, instituída
por Carta Régia em 1748, havia sido criada para:
a) exercer maior controle sobre a mais importante e duradoura área de exploração de ouro e
diamantes na colônia.
b) conferir absoluta autonomia a Mato Grosso em relação à administração colonial sediada no
Rio de Janeiro.
c) impedir a chegada de novos forasteiros a Mato Grosso, sobretudo daqueles oriundos dos
domínios espanhóis vizinhos.
d) assegurar obediência ao governo da União Ibérica nos sertões brasileiros, zelando pelo cum-
primento de suas decisões.
e) consolidar e institucionalizar a posse portuguesa na estratégica região de fronteira com os
domínios espanhóis.
032. (CESPE/PJC-MT/2017) A fundação, em 1719, do arraial que deu origem à cidade de
Cuiabá, capital do atual estado de Mato Grosso, está diretamente ligada à ação do paulista
Pascoal Moreira Cabral Leme, cuja bandeira:
a) expulsou os espanhóis, que disputavam o território mato-grossense com os portugueses.
b) descobriu ouro nas margens do rio Coxipó.
c) disseminou reduções indígenas pelos sertões brasileiros.
d) tinha objetivos diferentes das demais bandeiras paulistas.
e) teve como missão povoar a região central da colônia.
033. (IBADE/SEJUDH/2017) A Rusga destaca-se como um importante episódio da história
de Mato Grosso, sendo reflexo de acontecimentos e disputas nacionais. A polarização foi uma
marca da disputa pelo poder que colocou frente a frente as denominadas “Sociedade dos
Zelosos da Independência” e “Sociedade Filantrópica”. Entre as alternativas a seguir, assinale
a que mais se relaciona com a composição da denominada Sociedade Filantrópica.
a) Formada principalmente por bolivianos de língua espanhola.
b) Liderada por brancos pobres e negros libertos com ideias liberais.
c) Aliados ao Regente Feijó contra o governo do Mato Grosso.
d) Agregava liberais e conservadores contra D Pedro I.
e) Com posta por muitos portugueses que defendiam o status quo.
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034. (FCC/PGE-MT/2016) Como parte das consequências da Guerra da Tríplice Aliança no
Mato Grosso, deve-se mencionar, entre outros fatores, a:
a) inundação prolongada sofrida por diversas cidades causadas pela destruição deliberada de
barragens pelas tropas argentinas.
b) lenta recuperação dos danos materiais e perdas resultantes do conflito, viabilizada pelo
auxílio recebido dos governos vizinhos das províncias de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio
de Janeiro.
c) escassez de recursos e precárias condições de subsistência, com grande sofrimento da po-
pulação em decorrência da fome e da disseminação de certas doenças, como a varíola.
d) criação da Guarda Nacional, a partir da experiência militar dos Voluntários da Pátria, visando
reconstruir as cidades prejudicadas e garantir a efetiva defesa da província.
e) redefinição das fronteiras do território do Mato Grosso com a Bolívia, o Paraguai e a provín-
cia de Goiás.
035. (FCC/PGE-MT/2016) A participação do Mato Grosso na guerra da Tríplice Aliança:
a) deu-se como cenário fundamental das batalhas finais, terrestres e fluviais, que resultaram
na derrota das tropas paraguaias comandadas por Solano López, pelos contingentes aliados,
liderados por Bartolomé Mitre.
b) ocorreu de forma direta, mediante a invasão paraguaia em um contexto de muitas tensões,
na região, envolvendo a circulação de navios pela Bacia do Prata.
c) foi importante à medida em que vigoravam, no Mato Grosso, fortes tendências separatistas,
que pretendiam a independência do Estado e geraram ações truculentas do Império Brasileiro
na região, a fim de garantir a unidade territorial.
d) evitou um desfecho desfavorável ao Brasil, uma vez que a resistência militar que se estabe-
leceu nos fortes e vilarejos da região, garantiu o recuo das tropas paraguaias e a rendição de
Solano López na zona de fronteira.
e) contribuiu para o êxito das operações das tropas aliadas, lideradas pela guarda nacional argen-
tina, que montou nesta província uma sólida base militar, com recursos provenientes da Inglaterra.
036. (FCC/PGE-MT/2016) O povoamento do território mato-grossense recebeu notável im-
pulso, no período colonial, com:
a) a abertura dos caminhos em direção ao Grão-Pará, no começo do século XIX.
b) o início dos apresamentos indígenas, no século XVI.
c) a fundação da vila de Cuiabá, no século XVII.
d) a descoberta de ouro no século XVIII.
e) os primeiros povoados jesuíticos, como o arraial da Forquilha, no século XV.
037. (FCC/PGE-MT/2016) Durante o período colonial, o abastecimento dos vilarejos e arraiais
na região do Mato Grosso, distantes dos núcleos de poder colonial, ocorria, em geral, por meio:
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a) das trocas comerciais nas fronteiras, entres colonos brancos do lado espanhol e do lado
português que navegavam livremente os rios da Bacia do Prata e seus afluentes, indiferentes
ao Tratado de Tordesilhas.
b) do sistema de monções, mediante o qual mercadorias, roupas, utensílios e pessoas chegavam
aos vilarejos em embarcações que percorriam os rios da região conformando um amplo circuito.
c) da prática do malón, um comércio clandestino, que contava com a participação acordada
entre índios e espanhóis, estabelecendo rotas informais de contrabando para o fornecimento
de mercadorias aos povoados isolados.
d) do comércio instituído entre as missões e as reduções jesuíticas que promoviam a troca das
“drogas do sertão” e de produtos cultivados pelos indígenas por artefatos, pólvora e mercadorias
úteis à sobrevivência dessas comunidades.
e) das “entradas”, cujo objetivo era garantir a intercomunicação entre os povoados mais longín-
quos, a fim de assegurar o domínio português e a permanência de núcleos de população branca.
038. (FCC/PGE-MT/2016) As populações indígenas que habitavam a região do Mato Grosso,
antes da fundação de Cuiabá:
a) encontravam-se praticamente exterminadas em virtude da alta mortandade provocada pela
disseminação de doenças e do ataque sistemático às aldeias empreendidos pelos colonizadores.
b) organizavam-se no Alto Xingu como uma grande e coesa confederação bastante populosa,
que nutria relações culturais e de troca, tanto a Oeste, com os povos do império Inca, como ao
Norte, com os grupos Marajoara.
c) apesar de diversas, eram, em seu maior número, do grupo Bororo, considerados pelos colonizadores
muito violentos por resistirem duramente à catequese jesuítica e possuírem rituais antropofágicos.
d) eram heterogêneas, uma vez que os processos colonizatórios português e espanhol haviam
deslocados grupos indígenas de diferentes troncos linguísticos para o interior do continente.
e) faziam recorrentes alianças entre os diferentes grupos existentes a fim de unirem forças e
se protegerem dos ataques dos bandeirantes, contra os quais agiram de forma ininterrupta, a
ponto de impedir o processo de fundação de vilas e povoados.
039. (FGV/DPE-MT/2015) A presença de escravos africanos, em Mato Grosso, é decorrente
do desenvolvimento da mineração, a partir da primeira metade do século XVIII. Desde o co-
meço, a escravidão foi acompanhada por diversas modalidades de resistência ao trabalho
compulsório, entre as quais a fuga e a organização de quilombos.
Assinale a opção que indica os dois quilombos mato-grossenses mais importantes dos séculos
XVIII e XIX.
a) Piolho e Carucango.
b) Quariterê e Rio Manso.
c) Palmares e Piolho.
d) Carucango e Quariterê.
e) Aldeia da Carlota e Palmares.
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040. (FGV/AL-MT/2013) “...eclodiu a revolta nativista que transformou a pacata comunidade
cuiabana em feras à cata de portugueses, a quem chamavam bicudos. Em Cuiabá, a ‘Socie-
dade dos Zelosos da Independência’ organizou a baderna, visando a invasão das casase
comércios de portugueses.”
(http://www.mteseusmunicipios.com.br/NG/conteudo.php?sid=261&cid=631)
“Foi um movimento de revolta que ocorreu no contexto do Período Regencial brasileiro, na então
Província de Mato Grosso, atuais Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Constitui‐se num reflexo
da então crescente rivalidade entre portugueses e brasileiros. [...]”
(Wikipédia.org)
Os fragmentos acima aludem à revolta conhecida como:
a) A Chacina.
b) A Rusga.
c) A Rebelião do Pantanal.
d) O Impasse da Chapada.
e) A Revolta Planaltina.
041. (FUNCAB/POLITEC-MT/2013) Do período Colonial até o período que antecedeu o Se-
gundo Reinado, os portugueses enfrentaram grandes dificuldades para se manterem na região
do atual estado do Mato Grosso. Em relação ao assunto, é INCORRETO afirmar que:
a) o Tratado de Madrid (1750) reforçou a soberania de Portugal sobre o território.
b) o incremento do bandeirantismo paulista garantiu a ocupação do território à Coroa portugue-
sa, ao mesmo tempo em que ameaçou o controle desta sobre a região.
c) a criação da capitania de Cuiabá, em1748, visava estruturar o poder Real e proteger as fron-
teiras contra os espanhóis.
d) a “Rusga” se caracterizou como movimento de luta dos brasileiros contra os portugueses
na região.
e) o poder colonial na região deslanchou grande ofensiva contra o índio, poupando, contudo,
os negros rebelados.
042. (FGV/AL-MT/2013) Após a abdicação de D. Pedro I e a instalação do governo regencial,
o cenário político do Brasil independente estava polarizado entre setores que disputavam o
poder entre si. Na província de Mato Grosso, esta contenda culmina no conflito chamado
Rusga, em 1834. Assinale a alternativa que descreve corretamente um aspecto da Rusga.
a) O conflito foi polarizado entre dois grupos políticos, os liberais da Sociedade dos Zelosos da
Independência, e os conservadores
b) Os conservadores almejam tomar o poder da província e expulsar os portugueses e outros
estrangeiros chamados de “adotivos”.
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c) Os “rusguentos” conquistaram a autonomia provincial, ao expulsar o governante português
e eleger o novo presidente, que formou um governo provisório republicano
d) Os liberais apoiavam o regresso de D. Pedro I e defendiam a forma de governo monarquista
para a província, em sintonia com os interesses da elite portuguesa.
e) A Rusga foi um movimento revolucionário que lutou pela independência do Brasil e se inspirou
no modelo republicano, então vigente na América Latina.
043. (FGV/AL-MT/2013) A Capitania de Mato Grosso foi criada pela Coroa portuguesa em
1748. No ano seguinte, a rainha D. Mariana Vitória enviou instruções ao Capitão-General D.
Antônio Rolim de Moura Tavares. “Por se ter entendido que Mato Grosso é a chave e o pro-
pugnáculo (...) do Brasil pela parte do Peru, e quanto é importante por esta causa naquele
distrito se faça população numerosa, e haja forças bastantes a conservar os confinantes
em respeito, ordenei se fundasse naquela paragem uma vila e concedi diversos privilégios e
inserções para convidar a gente que ali quisesse ir estabelecer-se (...). E me faças presente
quais outras providências serão próprias para o fim proposto de aumentar e fortalecer a po-
voação daquele território”.
(MENDONÇA. Marcos Carneiro de. Rios Guaporé e Paraguai: primeiras fronteiras definitivas do Brasil. Rio de
Janeiro: Biblioteca Reprográfica Xerox, 1985, p.127.)
Assinale a alternativa que descreve corretamente os interesses da Coroa portuguesa referidos
na instrução citada e relacionados ao processo de formação da capitania de Mato Grosso.
a) A Coroa portuguesa criou a nova capitania para povoar a região e legitimar a pretensão régia
de anexar o Alto Peru e suas minas de prata aos domínios na América.
b) A monarquia lusa dispôs a criação de um governo próprio para a nova capitania de Mato
Grosso, com o objetivo de supervisionar a imigração de camponeses portugueses que iriam
colonizar o Oeste.
c) Na instrução ao Capitão-General D. Antônio Rolim de Moura, determina-se a criação de vilas
para sediar os representantes da Coroa, o que resultou na fundação da Vila de Campo Grande.
d) A Coroa portuguesa buscava efetivar as suas conquistas territoriais e, para isso, fez valer o
Padroado, submetendo os missionários jesuítas à administração do Estado.
e) A instrução está relacionada à preocupação com a defesa da fronteira, o que levou ao des-
membramento da capitania de São Paulo, dando origem às capitanias de Mato Grosso e Goiás.
044. (UNEMAT/2016) A criação da capitania de Mato Grosso insere-se no âmbito das medi-
das de caráter militar para impedir o avanço dos espanhóis sobre o Vale do Guaporé. Essas
medidas diziam respeito à montagem de um aparato administrativo e militar, estruturado a
partir da segunda metade do século XVIII. A garantia da posse foi viabilizada por meio de
medidas que visavam posteriormente o caráter de povoamento.
PERARO, Maria Adenir. Bastardos do Império: família e sociedade em Mato Grosso no século XIX. São Paulo:
Contexto, 2001.
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Entre as medidas tomadas pelo primeiro governador da capitania do Mato Grosso, D. Antônio
Rolim de Moura, empossado em 1751, estava:
a) a fundação de Cuiabá como Capital de Mato Grosso.
b) o aumento das taxas de impostos para novos moradores da nova capitania.
c) a fundação da capital do Mato Grosso e de aldeias administradas por “índios mansos”, além
da promoção de incentivos fiscais para moradores e colonos.
d) a ocupação do território efetivada por meio da criação de povoados sem a participação de
indígenas.
e) o incentivo à produção econômica da nova capitania exclusivamente pela extração de ouro.
045. (UFMT/2008) A Rusga em Mato Grosso, portanto, foi um dos mais precoces movimentos
regenciais, visto que deflagrado em 1834. Mesmo tendo sido uma luta armada travada no
interior das elites, ela engrossou uma movimentação mais ampla, tendo sido plural em suas
reivindicações e expressões.
(SIQUEIRA, E. M. História de Mato Grosso. Cuiabá: Entrelinhas, 2002.)
Sobre o movimento A Rusga, assinale a afirmativa correta.
a) Propôs a abolição do trabalho escravo com o objetivo de conseguir a adesão não só dos
cativos, mas também dos grupos abolicionistas.
b) O principal alvo dos revoltosos foi a elite comercial e os pequenos proprietários.
c) Em seu momento de maior radicalização, os líderes do movimento pretenderam a indepen-
dência da província.
d) Significou a reação das elites da província à promulgação da Constituição Imperial.
e) Foi também impulsionada pela questão da cor, pois os revoltosos, em sua maioria mulatos
ou crioulos, sentiam-se inferiorizados em relação à população branca.
046. (IF-MT/2017) Foi também impulsionada pela questão da cor, pois os revoltosos, em
sua maioria mulatos ou crioulos, sentiam-se inferiorizados em relação à população branca.
a) As monções eram rotas terrestres que visavam facilitar o deslocamento de grupos sociais,
alimentos, bebidas, escravos através do uso da estrada de terra Vila Boa – Vil aRealdoCuiabá.
b) A introdução do gado em 1736, via rota terrestre, contribuiu para o desenvolvimento das
monções, sobretudo com a utilização da força da tração animal para as cargas de mercadorias.
c) As monções vinham pelo Sul, saindo de São Paulo, e pelo Norte, saindo de Belém, utilizando
os rios como caminhos até Vila Real do Cuiabá e Vila Bela da Santíssima Trindade.
d) O abastecimento hidroviário era feito apenas uma vez por ano, mesmo com a rapidez das
viagens pelos rios, que duravam cerca de sete dias, por causa dos constantes ataques indígenas.
e) Os batelões e canoas eram embarcações de pouca valia para as monções, pois os rios pouco
foram utilizados para o deslocamento de pessoas e mercadorias à capitania de Mato Grosso.
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047. (UNEMAT/2010) “Os escravos constituíam aquilo que o cronista Antonil denominou, em
sua obra Cultura e opulência do Brasil (1967), ‘as mãos e os pés dos senhores do engenho’.
No caso de Mato Grosso, os negros africanos atuaram como trabalhadores dos engenhos de
açúcar, das fazendas de lavoura e, sobretudo, junto aos trabalhos de mineração”
(SIQUEIRA, Elizabeth Madureira. História de Mato Grosso: da ancestralidade aos dias atuais. Cuiabá: Entreli-
nhas, 2002. p.120).
Sobre a história da presença negra em Mato Grosso, assinale a alternativa incorreta.
a) Em Mato Grosso tivemos a presença de “escravos de eito”, “escravos de ganho” e “escravos
domésticos”.
b) Em Mato Grosso, assim como em todo o Brasil, o número de quilombos foi grande e o mais
famoso deles foi o chamado Piolho ou Quariterê, situado na região do rio Guaporé, próximo
ao rio Piolho. Era constituído de uma aldeia composta de negros escravizados, índios, crioulos
e caburés.
c) Os quilombos em Mato Grosso, mesmo sofrendo perseguições e até destruição total, só
existiram durante o período colonial, pois durante a província não há registros sobre movimento
de quilombolas em território mato-grossense.
d) Na região de Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, conhecida como Santana da Cha-
pada e Lugar dos Guimarães, havia quilombos, pois nesta região foram instaladas fazendas de
engenhos, as quais exigiam abundante mão de obra escrava africana.
e) Os quilombos em Mato Grosso não eram constituídos apenas de escravos africanos, mas
também de homens livres, pobres, dentre os quais podemos destacar os soldados desertores,
índios e criminosos.
048. (INÉDITA/2022) Durante as monções, um dos maiores perigos enfrentados eram os
ataques de sociedades indígenas, motivo pelo qual os viajantes preferiam percorrer o trajeto
em comboio para minimizar os possíveis ataques.
049. (INÉDITA/2022) Os metais descobertos em Cuiabá no período colonial não despertaram
grandes temores as autoridades metropolitanas e em seus representantes na Colônia em
relação aos espanhóis. Eles acreditavam que a região não seria alvo de cobiça espanhola,
pois os espanhóis já tinham saído daquela região.
050. (INÉDITA/2020) Durante o período colonial a economia do Mato Grosso era baseada,
exclusivamente, na produção aurífera.
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