UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI
CURSO DE MEDICINA VETERINÁRIA
AISHA JESUS DA SILVA
RA: 12524240703
ALESSANDRA FERREIRA SOARES DA SILVA
RA: 12524232919
JÚLIA MARIA PIRES RAMOS
RA: 1252425761
VITÓRIA ALVES ESTEVES
RA: 12524240695
YASMIN SILVA DO NASCIMENTO
RA: 12524238807
TUBERCULOSE BOVINA
Agravos e Imunidade em Saúde Animal
A3
SÃO PAULO
2024
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Definição:
É uma enfermidade infectocontagiosa, granulomatosa crônica,
debilitante natural e de caráter progressivo em animais de produção,
tornando-a uma grave zoonose. Afeta principalmente bovinos e búfalos, mas
pode também afetar outras espécies de mamíferos, incluindo o homem.
Ela apresenta um grande risco para a saúde pública, além de causar
prejuízos econômicos para a pecuária.
A doença causa os mesmos sinais e sintomas da tuberculose de
origem humana e é caracterizada pela formação de lesões do tipo
granulomatoso, de aspecto nodular, chamado de “tubérculo”.
Surgimento histórico:
Costumava-se acreditar que a tuberculose tivesse origem nos bovinos,
acometendo, posteriormente, os humanos. Essa ideia foi desmistificada com
base em técnicas de sequenciamento de DNA e genoma comparativo entre
espécies do complexo Mycobacterium tuberculosis, no qual foi identificado
um maior número de deleções genômicas no genoma de Mycobacterium
bovis, indicando que essa espécie passou por um processo evolutivo mais
recente em comparação com Mycobacterium tuberculosis.
Sendo assim, uma bactéria comum teria dado origem à espécie M.
tuberculosis, sendo M. bovis a última espécie a surgir na escala
evolucionária. Logo, as técnicas de sequenciamento de DNA indicam que foi
a M. tuberculosis que originou a M. bovis por mutações e deleções, ou seja, a
doença evoluiu da espécie humana para os bovinos.
Agente etiológico:
O agente causador da tuberculose bovina é o Mycobacterium bovis,
que faz parte do complexo Mycobacterium tuberculosis (junto com outras
espécies causadoras de tuberculose em diversos grupos de animais),
pertencente à família Mycobacteriaceae, e considerado um tipo de
“fungo-bactéria” pela estrutura de sua parede celular, que contém alto
conteúdo lipídico, além de sua aparência e crescimento lento em meio de
cultura. O genoma bovis é o que tem maior variação comparado aos outros
do complexo, o que indica seu surgimento mais tardio.
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Microorganismo intracelular, de parasitismo obrigatório, não se
reproduz no ambiente, tem formato bacilar, delgado e alongado, é aeróbio,
imóvel e não produz cápsula, flagelos nem esporos. Sua fase reprodutiva
acontece somente dentro de outro ser vivo, em suas células, porém é capaz
de sobreviver no meio externo por longos períodos. Normalmente encontrado
em grupos, é conhecido como BAAR (bacilo álcool-ácido resistente) pela sua
resistência a corantes comuns e a descolorações feitas com soluções de
álcool-ácidos , sendo esta uma de suas características mais marcantes, e
está relacionada diretamente com a composição de sua parede celular com
alto teor lipídico.
Seu período de evolução e incubação é muito lento (meses após o
contágio) e o aparecimento dos sintomas da doença pode levar anos, com
alguns indivíduos sendo assintomáticos ou com a doença em estágio latente,
em quais casos o hospedeiro portador torna-se importante agente
responsável pela contaminação ambiental e pela manutenção da doença no
meio externo, na natureza.
Seu lento crescimento também é resultado de sua parede celular, que
dificulta a passagem de nutrientes e impede a excreção de resíduos
metabólicos para o meio extra celular.
Não é possível visualizá-la por métodos tintoriais convencionais como
coloração gram. É necessário o uso do método de ziehl-neelsen que resulta
em uma coloração avermelhada por conta da fucsina fenicada, que resiste ao
descoramento por meios álcool-ácidos. Essa dificuldade de coloração
também é resultado de sua parede celular, com alto conteúdo lipídico que
oferece grande resistência à penetração de substâncias.
Tem altíssima resistência no meio ambiente, à maioria de
desinfetantes comuns e também à lise fagocitária. Pode sobreviver no meio
externo por até 2 anos, sob condições adequadas, como enterrado no solo,
dentro de fezes, urina, sangue, nos estábulos, etc. Na sombra, sobrevive
temperaturas de até 34ºC. Sob exposição direta à luz solar, é destruído em
até 12h. Para sua destruição, é preciso usar fenol orgânico a 3%. Não resiste
à pasteurização mas pode resistir em autoclave até 20min, e em temperatura
de fervura até 5 min.
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Tem a capacidade de interferir na formação de fagolisossomos dentro
de macrófagos e causam o desenvolvimento de granulações, os conhecidos
“tubérculos”, que sofrem calcificação, caseificação ou formam abscessos.
Além disso, produzem ácidos micólicos, principais componentes de sua
parede celular.
Sítio alvo: macrófagos
Hospedeiros:
Alta gama de hospedeiros: bovinos, bubalinos, caprinos, suínos,
ruminantes silvestres como veados e alces, grandes felinos,rinocerontes,
javalis,gnus, impalas, ovinos, equídeos, animais silvestres de menor porte,
como texugos, raposas, esquilos, entre outros, afetando também cães e
gatos e até mesmo humanos, caracterizando-se como patologia altamente
zoonótica.
Parede celular:
Composta por 3 principais macromoléculas e lipídios superficiais:
• Macromoléculas:
• Peptidoglicano (mureina)
• Arabinogalactano (arabinose + galactose)
• Ácidos micólicos (responsável pela sua espessura e retenção de corantes)
Cada um liga-se ao próximo por ligações covalentes, e juntos formam um
complexo considerado o “núcleo da parede celular”.
Lipídios superficiais:
Conteúdo lipídico é 60% do peso seco da célula cera D e o fator corda
ou trealose 6,6-dimicolato.
Fator corda:
Componente da parede que inibe a formação do fagolisossomo
induzida pelos íons cálcio, retarda acidificação do lisossomo, inibe a
respiração e a fosforilação oxidativa dos macrofagos e diminui a produção de
citocinas e oxido nitrico pelos macrofagos.
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Os ácidos micólicos são ácidos gordos complexos e são responsáveis
pela sua aparência cerosa e pela impermeabilização da micobactéria,
dando-lhe resistência a compostos hidrofílicos. Além disso, também tem
participação no grau de patogenicidade do agente. Estes ácidos
encontram-se ligados à membrana celular, mas também, quando acoplados a
um componente carbohidratado, formam uma estrutura típica denominada de
cordão-dimicolato de trealose, um glicolípido que consiste em duas moléculas
de ácidos micólicos (um ácido gordo α-ramificado e β-hidroxilado, com 90
átomos de carbono) com ligações à trealose.
O alto conteúdo lipídico da parede celular da micobactéria é
responsável por importantes efeitos biológicos no hospedeiro, como a
formação do granuloma e a antigenicidade (capacidade de interagir com
linfócitos sensibilizados). Também está relacionado com a resistência e
dificuldade de penetração de corantes anilínicos comuns, além de proteger
contra a ação destruidora de linfócitos.
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Patogenia:
A Patogenia depende da via de infecção, a forma mais comum é a
respiratória, mas independente da porta de entrada, a doença é contagiosa e
progressiva por conta da relação de hipersensibilidade que causa no
hospedeiro, logo, quanto maior a hipersensibilidade, mais grave é a doença.
A reação alérgica à tuberculina é classificada como reação de
hipersensibilidade do tipo IV. É essa reação que possibilita os testes de
diagnósticos com tuberculina intradérmica, pois o sistema reage,
demonstrando sua hipersensibilidade e comprovando contato prévio com o
patógeno. A resposta à tuberculina pode ser observada da seguinte forma:
Reação cutânea: Formação de um edema, que a partir da intensidade
da reação cutânea pode ser determinada pelo do tamanho do endurecimento
ou do engrossamento da pele, devido a ativação das células para combater a
inflamação.
A hipersensibilidade IV pode apresentar a formação de tubérculos
sendo esta a reação granulomatosa.
Reação granulomatosa: Após o reconhecimento dos componentes da
parede celular da M.bovis, induzindo uma resposta de hipersensibilização
que Influência para o processo de formação de tubérculos que evoluem para
uma necrose central, algumas vezes acompanhada por endurecimento local,
na tentativa do organismo de conter o progresso da bactéria.
A hipersensibilidade nesse caso é prejudicial pois agrava o quadro
inflamatório, aspecto fundamental do diagnóstico uma vez que indivíduos
infectados não podem ser mantidos em rebanhos e precisam ser abatidos
pois é uma página sem cura e tratamentos não viáveis.
Vias de contaminação Respiratória
Após o ingresso no organismo do hospedeiro pela via respiratória, o
M. Bovis provoca infecção no parênquima pulmonar e sofre fagocitose pelos
macrófagos alveolares, que falham em destruir o patógeno, mas transportam
a bactéria pela circulação linfática até os linfonodos do mediastino, nos quais
se estabelece um novo foco de infecção. Essa infecção inicial constitui o
complexo primário completo, caracterizado por lesão tuberculosa em órgão
parenquimatoso e seus linfonodos satélites, processo que, na medicina
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humana, recebe o nome de complexo de Ghon.
Digestiva
Via oral, após a ingestão do M.bovis, a bactéria pode se multiplicar e
causar lesões nos linfonodos da orofaringe, depois, ela se dissemina pelo
interior dos macrófagos e alcança os linfonodos do mesentério e desenvolve
as lesões tuberculosas. Todavia, mesmo que o M. Bovis possa se multiplicar
na mucosa intestinal, nesse local não vai ter nenhum tipo de lesão
tuberculosa, então o complexo primário não estará completo
Transcorridos 7 a 10 dias da infecção, M. bovis já está se multiplicando
ativamente nos linfonodos satélites. Após 15 dias da infecção, tem início o
processo de sensibilização de linfócitos TCD4+ e TCD8. Mediado por esse
fenômeno, 6 a 8 semanas pós-infecção, o organismo dos animais já está
suficientemente sensibilizado para responder positivamente aos testes de
tuberculinização intradérmica.
Sistema Imunológico
A bactéria ela vai para os linfonodos, porque após a entrada do
hospedeiro (inalação) ocorre um rápido aporte de leucócitos para tentar
defender o animal, e com isso o ocorre a fagocitose ( o microorganismo são
fagocitados),- mas a bactéria não morre dentro das células de defesa, ela se
multiplica, fazendo desse macrofago um veículo para se espalhar para a
circulação linfática até os linfonodos .
Eliminação
O animal infectado pode eliminar o agente em secreções respiratórias
e vaginais, sêmen, fezes, urina e leite.
Transmissão
Um animal pode infectar o outro através de aerossóis ou alimentos
contaminados por fomitê ou secreções ;
Os humanos podem infectar os animais através de aerossóis também,
mas a transmissão é rara; A transmissão dos bovinos ao homem pode
ocorrer através do consumo de leite e seus derivados e, com menor
frequência, através do consumo de carne, mas nos humanos é mais comum
a contaminação pelo leite
Outra forma da doença.
Generalização precoce - que ocorre quando a bactéria escapa do foco
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primário da infecção pelo vaso sanguíneos e linfáticos indo para qualquer
parte do corpo.
Hipersensibilidade:
Cerca de 15 dias após a infecção, ocorre a sensibilização de linfócitos
T em relação a componentes da parede celular do bacilo. É essa reação que
possibilita os testes de diagnósticos com tuberculina intradérmica, pois o
sistema reage, demonstrando sua hipersensibilidade e comprovando contato
prévio com o patógeno.
Essa sensibilização ativa macrófagos, que em resposta secretam
citocinas que estimulam linfócitos T Helper 1 que ativam ainda mais os
macrófagos á infectados, o que resulta na formação das células epitelioides
por macrófagos diferenciados pela estimulação antigênica prolongada e em
seguida a formação de células gigantes de Langerhans.
A hipersensibilidade nesse caso é prejudicial pois agrava o quadro,
aspecto fundamental do diagnóstico uma vez que indivíduos infectados não
podem ser mantidos em rebanhos e precisam ser abatidos.
O binômio imunidade x hipersensibilidade é responsável pela evolução
da tuberculose, fator envolvido no aspecto progressivo da doença em
bovinos. Quanto mais o sistema reage à tuberculina, mais desenvolve a
doença.
Fatores de Virulência:
1) A micobactéria apresenta grande resistência por parte da sua parede
celular:
• Característica BAAR (bacilo álcool-ácido resistente) pela sua
resistência a corantes comuns e a descolorações feitas com soluções de
álcool-ácidos, está relacionada diretamente com a composição de sua parede
celular com alto teor lipídico que oferece grande resistência à penetração de
substâncias.
• Resistência à lise fagocitária (ex: neutrófilos).
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• Resistência no meio ambiente, capaz de sobreviver por longos
períodos com as condições de temperatura e sombra adequadas (por até 2
anos).
• Resistência contra desinfetantes comuns.
• Ácidos micólicos: aparência cerosa e pela impermeabilização da
micobactéria, dando-lhe resistência a compostos hidrofílicos. Além disso,
também tem participação no grau de patogenicidade do agente. Estes ácidos
encontram-se ligados à membrana celular, mas também, quando acoplados a
um componente carbohidratado, formam uma estrutura típica denominada de
cordão- dimicolato de trealose, um glicolípido que consiste em duas
moléculas de ácidos micólicos (um ácido gordo α-ramificado e β-hidroxilado,
com 90 átomos de carbono) com ligações à trealose.
• Alto conteúdo lipídico da parede celular: é responsável por importantes
efeitos biológicos no hospedeiro, como a formação do granuloma e a
antigenicidade (capacidade de interagir com linfócitos sensibilizados).
Também está relacionado com a resistência e dificuldade de penetração de
corantes anilínicos comuns, além de proteger contra a ação destruidora de
linfócitos.
2) Capacidade de sobrevivencia e multiplicacao no interior dos macrofagos (a
cada 25-32h) com diversos mecanismos que acabam inibindo as
características destrutivas do macrófago e o reduzem a meio de transporte
para a micobactéria:
• Cepas mais virulentas liberam catalase, peroxidase, superóxido
dismutase, que inativam o peróxido e protegem o bacilo dos efeitos tóxicos
dos radicais livres de O² produzidos durante a reação oxidativa dos
macrofagos.
• Glicolipídios fenólicos e fosfatidil-inositol que inibem os mecanismos
bactericidas dos macrofagos.
• No dna da micobactéria existe a proteína ESAT-6, mediadora de lise
celular que inibe a produção de interleucina 12 (IL-12) por macrofagos,
afetam a sinalização de receptores de LT CD4 8, e também impedem a
secreção de INF-y.
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• Íons cálcio não são liberados, resultando no bloqueio da mobilização e
associação de proteínas mediadoras da formação do fagolisossomo.
• Produz muita amônia dentro do fagossomo, que alcaliniza o meio do
lisossomo, o que causa redução de sua potência destruidora e propicia a
sobrevivência da micobactéria, caso a fusão do fagossomo com o lisossomo
ainda ocorra.
• Acesso do bacilo ao ferro intracelular, que é quebrado e utilizado como
cofator bactericida. A redução de íons de ferro nos macrófagos causa perda
de sua capacidade bactericida, restrição da maturação do fagossomo e
formação do fagolisossomo.
• Ação de sulfolipídios (lipídios sulfatados) da membrana celular. após a
liberação de derivados sulfatados a partir da glicoproteína da parede celular
(trealose-2-sulfato), a proteína é retida no fagossomo primário pelo bacilo e
impede a fusão com os lisossomos maduros. Também inibem a fosforilação
oxidativa de mitocôndrias dos macrófagos, o que prejudica sua capacidade
fagocitária.
• Fator corda: componente da parede que inibe a formação do
fagolisossomo induzida pelos íons cálcio, retarda acidificação do lisossomo,
inibe a respiração e a fosforilação oxidativa dos macrofagos e diminui a
produção de citocinas e oxido nitrico pelos macrofagos.
Resposta Imunológica:
Introdução:
A respiratória é a via de infecção mais frequente, pela inalação de
aerossois infectados, na qual provoca infecção no parênquima pulmonar.
Os macrófagos alveolares, que falham em destruir o patógeno,
transportam a bactéria pela circulação linfática até os linfonodos do
mediastino, nos quais se estabelece novo foco de infecção.
Na ingestão de água, pastagens e alimentos contaminados, ou
também no cenário onde o bezerro alimenta-se com leite proveniente de
vacas com tuberculose, podem ocorrer infecções pela via digestiva.
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O bacilo provoca, inicialmente, lesões tuberculosas nos linfonodos da
orofaringe, dissemina-se pelo interior dos macrófagos, e alcança os
linfonodos do mesentério, onde desenvolvem lesões tuberculosas.
Imunidade Inata:
No local de ingresso da bactéria, há um rápido aporte de leucócitos,
principalmente neutrófilos, que apresentam capacidade de fagocitose, mas
são incapazes de destruir o agente. Assim, o bacilo pode ser transportado
para diversos locais do organismo hospedeiro.
Os macrófagos dos tecidos pulmonares ou do trato gastrointestinal
fagocitam os bacilos livres, mesmo aqueles que já sofreram fagocitose pelos
neutrófilos, processo mediado por receptores de manose e TLR (toll-like
receptors) presentes na membrana, particularmente TLR-2, que reconhece
peptidoglicanos, lipoproteínas e glicolipídios da parede celular da bactéria.
Nessa etapa, ocorre a "contradição dos macrófagos", uma vez que,
embora sejam as principais células de defesa contra a tuberculose, a
princípio, não conseguem destruir a bactéria. Isso ocorre devido à ação de
diversos fatores de patogenicidade presentes na espessa membrana celular
e lipoproteica do patógeno e sua capacidade de sobrevivência e multiplicação
no interior dos macrófagos.
A sobrevivência do Mycobacterium bovis dentro dos macrófagos,
apesar da fagocitose inicial, é um dos aspectos mais desafiadores da
infecção por M. bovis.
Após a fagocitose da bactéria pelos macrófagos, o patógeno é
envolvido por uma membrana intracelular formando o fagossomo, que
contém enzimas digestivas e outras moléculas antimicrobianas, que agem
para destruir o patógeno.
No entanto, a formação de fagolisossomo é inibida, devido aos
diversos fatores de hipervirulência da micobactéria. Logo, ao invés do M.
bovis ser destruído dentro do fagossomo, ele sobrevive e se multiplica dentro
do macrófago. Dessa forma, o macrófago, célula fundamental no sistema
imunitário, torna-se um veículo de transporte de M.bovis, com vários fatores
que favorecem a sobrevivência do patógeno no meio intra-macrofágico.
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Como os macrófagos não conseguem eliminar a bactéria, eles liberam
citocinas (como TNF-alfa e IL-12) e quimiocinas que atraem outras células de
defesa para o local da infecção.
Sistema complemento:
Algumas proteínas do complemento, como C3b, auxiliam na
opsonização da bactéria para auxiliar o reconhecimento pelos fagócitos.
O Mycobacterium bovis é resistente à lise direta pelo complexo MAC
(complexo de ataque à membrana). Portanto, na tuberculose bovina, o
sistema complemento não consegue eliminar o patógeno diretamente, mas
pode auxiliar os fagócitos.
Imunidade Adaptativa:
Os monócitos, atraídos pelas quimiocinas, diferenciam-se em
macrófagos e células dendríticas. Eles processam partes do patógeno e
apresentam os antígenos na superfície celular.
Imunidade Humoral:
Contribui de forma indireta no processo de defesa.
Linfócitos B são ativados por antígenos bacterianos, diferenciam-se
em plasmócitos e começam a produzir anticorpos (principalmente IgG e IgM).
Quando os anticorpos são ligados aos antígenos, eles podem ativar a
via clássica do sistema complemento, embora não resulte na destruição da
micobactéria devido sua resistência à MAC. Os anticorpos IgG, ao se ligarem
à bactéria, também podem atuar como opsoninas, facilitando fagócitos.
Imunidade Celular:
Nos linfonodos, os antígenos apresentados pelos macrófagos e
células dendríticas ativam linfócitos T.
Os linfócitos TCD4+ (T helper) e TCD8+ (T citotóxicos) reconhecem os
antígenos e outros constituintes do bacilo, produzindo as citocinas (IFN-γ e
IL-12) considerados potentes ativadores de macrófago. Outras citocinas
também são produzidas:
→ IL-2: recruta linfócitos T e atua em associação com IFN-γ.
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- O IFN-γ impede a dispersão de bacilos fagocitados pelos neutrófilos e
participa da formação do granuloma.
- Animais com deficiência de IFN-γ sofrem processo de tuberculose
disseminada por M.bovis (tuberculose miliar), ou seja, ocorre a
generalização precoce, que origina a tuberculose de pequenos
nódulos difusos por todas as serosas e órgãos do animal afetado.
→ IL-4 e IL-5: ativam macrófagos.
→ IL-6: participa da fase aguda da infecção, associada a TNF-α.
- O TNF-α participa da formação do granuloma tuberculoso, regula o
processo inflamatório e estimula os macrófagos a impedirem a
multiplicação de M.bovis.
Formação de granuloma tuberculoso:
O granuloma tuberculoso é uma hipersensibilidade do organismo na
tentativa de conter o processo infeccioso, a fim de possibilitar a atuação dos
mecanismos de defesa que buscam eliminar M.bovis, além de restringir a
ocorrência de danos aos tecidos periféricos e de lesões por reações
inflamatórias.
Sob a influência de IFN-γ, alguns macrófagos diferenciam-se em
células epitelioides (macrófagos modificados), células gigantes
multinucleadas do tipo Langerhans (macrófagos que se fundem) e linfócitos,
caracterizando, assim, o material caseoso central do granuloma. Todo esse
aglomerado celular é circundado por cápsula fina de tecido fibroso.
O grau de encapsulamento fibroso nas infecções por M. bovis
depende da fase da doença e da sua duração. Lesões crônicas tendem a
apresentar maior fibrose, como uma tentativa do organismo de isolar a
infecção. Nas fases mais avançadas, os granulomas formam uma cápsula
fibrosa espessa, acompanhada de neovascularização intensa.
Sendo assim, a lesão clássica tecidual na infecção por M. bovis é
caracterizada pela formação de granuloma, em resposta aos fatores de
virulência do agente em estímulo antigênico crônico, também responsável
pela persistência da infecção.
No centro do granuloma, os macrófagos podem sofrer necrose,
resultando em um material esbranquiçado e pastoso, chamado necrose
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caseosa, que serve como sinal de que o tecido ao redor da bactéria está
morrendo, o que ajuda a conter a infecção, mas pode ser destrutivo para o
tecido pulmonar.
Com o tempo, o granuloma pode se calcificar, formando uma estrutura
rígida devido ao acúmulo de sais de cálcio, processo no qual representa uma
última tentativa do organismo de isolar a infecção, endurecendo a lesão.
Estrutura do granuloma:
• Camada central: onde ocorre a necrose caseosa, contém os bacilos mortos
ou em baixa atividade.
• Camada intermediária: zona de células inflamatórias, que tentam conter a
infecção: macrófagos, macrófagos infectados, macrófagos epitelióides
(macrófagos modificados), linfócitos e células gigantes multinucleadas
(macrófagos fundidos).
• Camada periférica: envolvida por cápsula de tecido fibroso para evitar a
disseminação de m. bovis.
Célula Epitelioide:
O principal constituinte dos granulomas é a célula epitelioide: é um
macrófago aumentado de volume, com núcleo alongado, de cromatina
frouxa, lembrando o de um fibroblasto. Porém, ao contrário dos fibroblastos,
têm citoplasma abundante e róseo, embora de limites imprecisos. A célula
epitelioide difere-se dos macrófagos comuns porque estes são menores, o
núcleo é redondo e o citoplasma é redondo e bem delimitado. Além disso, os
macrófagos são soltos, enquanto as células epitelioides são presas umas às
outras no granuloma. O conjunto lembra vagamente um epitélio (onde as
células também estão aderidas entre si), daí o nome.
Esta célula é considerada um constituinte obrigatório dos granulomas,
logo, se não há célula epitelioide, não há granuloma.
As modificações que levam à transformação do macrófago em célula
epitelioide são complexas. Neste caso, dependem de uma reação imune, isto
é, apresentação de antígenos por macrófagos, interações com linfócitos T e
liberação de várias linfocinas, que atuam sobre os macrófagos modificando a
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expressão de vários genes. Por isso, tomam tempo (alguns dias) para
acontecer.
Célula gigante de Langerhans:
Outro componente muito comum, embora não obrigatório, dos
granulomas é a célula gigante ou gigantócito. Trata-se de um macrófago
volumoso com dezenas de núcleos. Neste caso os gigantócitos tendem a ter
seus núcleos arranjados em ferradura na periferia da célula.
Ocorre necrose do centro caseoso, seu objetivo é a contenção da
bactéria através de um ambiente anaeróbio, porém esse processo é instável
nos bovinos, devido a sua reação de hipersensibilidade à bactéria, que
prevalece sobre a resposta de combate do sistema imunológico. Assim acaba
levando à liquefação desse centro caseoso, o que resulta na ruptura da
cápsula, liberando os bacilos que continuam a disseminação da bovis pela
árvore brônquica e a progressão da doença.
Tubérculos maiores, com mais tempo de evolução apresentam
processo de liquefação do pus caseoso central. essas lesões rangem ao
corte pela presença de cálcio na estrutura da cápsula; tubérculos menores
também tem caseum no interior e cápsula fibrosa mais fina, sem ranger ao
corte.
Citocinas:
Citocina dominante: TNF-a (aumenta a produção de quimiocinas -
regulam o recrutamento de novas células de defesa).
LTCD4: produção de 2 importantes citocinas:
TNF-a eINF-y
TNF-a (fator necrose tumoral): produção de fator necrose tumoral,
recrutamento de monócitos e formação de células epitelióides
formação do granuloma, regula a inflamação e estimula macrófagos (impedir
disseminação da bactéria) e em associação com a lipoarabinomanana
(lipídico da parede celular b bovis) induz necrose de caseificação no centro
do granuloma.
Inf-y (inferon gama): recrutamento e proliferação de fibroblastos que
envolvem a área da infecção e fazem a cápsula para impedir a disseminação
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do patógeno. Impede a dispersão dos bacilos fagocitados - possivelmente a
sua deficiência nos bovinos pode estar envolvida com a progressão da
doença, pois está presente nos humanos e a doença é bem menos
progressiva.
Sinais clínicos:
BOVINOS
Inicialmente, observa-se rápida evolução dos sinais clínicos, com febre
inconstante, apatia, alteração do apetite, rápido emagrecimento e também há
comprometimento pulmonar. Ao exame clínico, constam-se tosse frequente,
estertores, crepitação, roce pleural e áreas de silêncio.
Manifestação digestória
O único sinal evidente é o emagrecimento progressivo, todavia, o
animal alimenta-se normalmente. Os animais mais lactantes apresentam uma
queda na produção de leite.
Manifestação respiratória
Observa-se intolerância ao exercício e/ou trabalho e cansaço após
esforços mínimos, além de linfonodos retrofaríngeos e supra escapulares
aumentados, podendo resultar em obstrução da faringe.
Ao uso do estetoscópio na região pulmonar, é possível identificar
extensas áreas de silêncio, estertores, roce pleural, tosse crônica e descarga
nasal mucopurulenta.
Mastite tuberculosa
O Mycobacterium bovis também pode infectar o tecido mamário do
bovino, resultando na mastite tuberculosa, que é uma inflamação crônica na
glândula mamária.
O principal sinal clínico desta condição é a hipertrofia, no qual, à
palpação, observa-se aumento de volume e endurecimento típico das lesões
granulomatosas.
BUBALINOS
Evolução clínica similar à dos bovinos, apesar da menor incidência.
EQUINOS
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A tuberculose é rara nos equinos, com quadro clínico pulmonar e
lesões granulomatosas nas vértebras cervicais, com dificuldade de
movimentação e inapetência.
CAPRINOS E OVINOS
Possuem quadro clínico similar aos bovinos e bubalinos. Em caprinos,
a manifestação pulmonar é mais frequente, com grave pneumonia, tosse e
dispneia.
Diagnóstico:
Tuberculinização intradérmica
O imunodiagnóstico é realizado pelos testes alérgicos de
tuberculinização intradérmica, no qual é utilizada a tuberculina, proteína
purificada obtida de caldos de cultura de M. Bovis, que recebe o nome de
PPD (derivado proteico purificado). A tuberculina é injetada sob a pele do
animal e 48 a 72 horas após a aplicação da mesma, o veterinário verifica o
local onde a substância foi injetada. Se o animal tiver sido exposto ao
Mycobacterium bovis, ele terá uma reação inflamatória no local da aplicação,
como um inchaço ou endurecimento, se o animal não tiver sido exposto ao
bacilo da tuberculose, não haverá reação visível.
Dentre os testes que utilizam tuberculina estão o teste da prega
anocaudal (tuberculina inoculada por via intradérmica entre 6-10 cm da base
da cauda), teste cervical simples (inoculação por via intradérmica na região
cervical) e o teste cervical duplo comparativo (utiliza PPD bovino e aviário).
Exame necroscópico
Na necropsia, pode-se observar inicialmente granulomas e pus
caseoso na traqueia e na cavidade torácica. Fragmentos de órgãos de
animais necropsiados submetidos a exames histopatológicos apresentam
lesões características da tuberculose, como envoltório fibroso, necrose
caseosa central, macrófagos epitelioides, células gigantes de Langerhans e
infiltrado de linfócitos.
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Diagnóstico Microbiológico
Consiste no diagnóstico padrão ouro, obtido pela cultura de material
após descontaminação. Como amostras, são utilizados leite, fragmentos de
órgãos, conteúdo de granulomas e caseum, que são incubados em atmosfera
aerobiose a 37ºC durante 90 dias. Após o isolamento, a visualização de
BAAR já é suficiente para afirmar o diagnóstico de rotina.
Teste ELISA
Para realização deste teste, é coletada uma amostra de sangue do
bovino, geralmente retirada da veia jugular ou da veia coccígea, que é
processado para separar o soro que contém os anticorpos do animal.
O soro coletado é exposto a antígenos específicos da bactéria
Mycobacterium bovis. Se o animal foi exposto à tuberculose, o sistema
imunológico dele terá produzido anticorpos contra essas proteínas.
Tratamento:
O tratamento da mycobacterium bovis, não é levado em consideração,
no entanto prevalecem medidas de controle e erradicação de animais
infectados, já que a doença é causada por uma infecção crônica. O
tratamento medicamentoso não é recomendado, pois a M. bovis é
dificilmente erradicada completamente. Porém há estratégias utilizadas para
o controle e erradicação da tuberculose bovina, elas são: testes diagnósticos,
abate sanitário, quarentena de animais infectados, higiene rigorosa e manejo
adequado.
Cadeia Epidemiológica:
Fonte de infecção
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A fonte principal de infecção é pelo contato com o animal
contaminado, principalmente pela interação com suas secreções. A vaca
gestante é uma considerável fonte da Mycobacterium bovis , pela
Imunossupressão que ocorre durante a prenhes, durante o parto ocorre a
intensa eliminação do patógeno por esse bovino e também no puerpério.
Essa contaminação se dissemina por pastagens e fontes hídricas.
Via de eliminação
O animal tuberculoso pode eliminar o agente com excreções físicas
com secreções respiratórias, secreções produzidas durante a ruminação,
secreções vaginais , sêmen, fezes, urina e leite. Estes bacilos não são
excretados apenas por bovinos com lesões pulmonares abertas, mas
também por animais no período inicial da infecção.
Transmissão
A inalação do bacilo é a rota mais provável e mais importante na
infecção de bovinos. A infecção pela via digestiva é secundária na M.bovis,
que pode ocorrer pelo consumo de pastagens, alimentos ou água
contaminados com secreções ou excreções de animais infectados, como
secreção oronasal, fezes, leite, urina e fômites contaminados. O hábito de
lamber os bezerros recém-nascidos também leva a infecção, pois a bactéria
também pode entrar pelas mucosas do nariz e dos olhos, de forma
semelhante os bezerros alimentados com leite proveniente de vacas com
mastite tuberculosa também são afetados pela infecção. O grande risco para
a saúde pública decorre da ingestão de leite cru ou de produtos lácteos e
vísceras contaminadas com o bacilo provenientes de animais infectados.
Porta de entrada
A porta de entrada mais importante é o trato respiratório, pela inalação
de secreções respiratórias contaminadas. A via digestiva apesar de
secundária também apresenta riscos de infecção que se inicia quando um
animal suscetível ingere o bacilo. A principal forma de entrada da
tuberculose em uma propriedade é pela introdução de animais infectados.
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Quanto maior a frequência de introdução de animais, maior o risco de
entrada da doença no rebanho. Por essa razão, não se deve introduzir no
rebanho animais de condição sanitária desconhecida, sendo imprescindível a
exigência de testes de diagnóstico para tal.
A introdução e a manutenção da doença em um rebanho são
fortemente influenciadas por características da unidade de criação, entre as
quais se destacam o tipo de exploração, o tamanho do rebanho, a densidade
populacional e as práticas zootécnicas e sanitárias. Observa-se que a doença
é mais frequente em rebanhos leiteiros do que em rebanhos de corte.
Suscetíveis
Os bovinos zebuínos demonstram uma resistência superior em
comparação aos taurinos. A idade dos animais é um fator determinante na
suscetibilidade à doença, sendo mais prevalente em indivíduos mais velhos.
Além disso, variáveis como desnutrição, estresse, gestação e infecções
virais, como a diarreia viral bovina, comprometem a resposta imune e
facilitam a progressão da enfermidade.
Ambientes de criação intensiva propiciam contato próximo entre os
animais, favorecendo a propagação de doenças respiratórias. Condições de
manejo em sistemas extensivos, como a concentração de animais em locais
de hidratação ou alimentação, também aumentam a disseminação do
patógeno. M. bovis, agente zoonótico, afecta humanos, causando quadros
graves de tuberculose, sendo crianças, idosos e indivíduos
imunocomprometidos os mais vulneráveis. A vigilância focada na tuberculose
bovina abrange bovinos e búfalos com idade igual ou superior a seis
semanas.
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