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Comandos Eletroeletrônicos Industriais

O documento aborda a instalação de dispositivos de comandos eletroeletrônicos industriais, como chaves seccionadoras, botões e chaves fim de curso, que são essenciais para o funcionamento de máquinas. Também apresenta normas técnicas da ABNT e IEC que padronizam a simbologia desses dispositivos. Além disso, discute a importância da segurança na instalação e operação desses componentes.

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Comandos Eletroeletrônicos Industriais

O documento aborda a instalação de dispositivos de comandos eletroeletrônicos industriais, como chaves seccionadoras, botões e chaves fim de curso, que são essenciais para o funcionamento de máquinas. Também apresenta normas técnicas da ABNT e IEC que padronizam a simbologia desses dispositivos. Além disso, discute a importância da segurança na instalação e operação desses componentes.

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SÉRIE ELETROELETRÔNICA

COMANDOS
ELÉTRICOS
Dispositivos de Comandos
Eletroeletrônicos Industriais

Agora que você já tem os conhecimentos da instalação, da infraestrutura do painel e dos


dispositivos de proteção elétrica, vai conhecer a instalação dos dispositivos de comandos ele-
troeletrônicos industriais presentes em uma máquina.
Os dispositivos de comando são componentes que “ordenam” uma máquina ou um proces-
so a executar uma determinada operação, ao serem acionados pelo usuário.
Vejamos um exemplo: quando você pressiona um botão no painel de comando dentro do
elevador, fornece uma ordem para ele ir até o andar desejado.
Neste capítulo, veremos os seguintes dispositivos de comando: chaves seccionadoras; bo-
tões; chaves fim de curso; sinalizadores sonoros e luminosos; e temporizadores, utilizados no co-
mando de máquinas industriais. Aprender como instalar esses dispositivos é muito importante,
pois são eles que fazem a máquina realizar os movimentos e executar os processos de produção.
Para representar os dispositivos eletroeletrônicos em diagramas e projetos, apresentaremos
símbolos gráficos padronizados por normas técnicas da ABNT e IEC.
A norma IEC 60617 (2012), traz a simbologia dos dispositivos eletroeletrônicos, constituin-
do-se como um padrão internacional que leva em consideração não só as normas europeias,
mas atende também às exigências norte-americanas e japonesas.

Você pode consultar informações sobre normas no site da ABNT, no ende-


SAIBA reço: <[Link] Lá, você consegue consultar as
seguintes normas: NBR, ISO, IEC, NFPA, AMN e JIS. Você também pode ve-
MAIS rificar se alguma norma está em vigor ou se foi cancelada, para isso você
deve saber o número da norma que pretende consultar.
COMANDOS ELÉTRICOS
66

4.1 CHAVES SECCIONADORAS

As chaves seccionadoras são utilizadas para energizar e desenergizar equipa-


mentos e máquinas industriais. Exercem a função de chave geral, porque permi-
tem o desligamento da tensão, normalmente trifásica, do painel elétrico de co-
mando da máquina. A figura a seguir mostra uma chave geral e seus símbolos.

Chave Simbologia Norma


1 3 5
NBR 12523
2 4 6

1 3 5
IEC 60617-7
2 4 6

Figura 35 - Chave seccionadora trifásica e simbologia


Fonte: SENAI-SP (2013)

Atualmente, devido à exigência da NR 10 (2004), encontramos chaves seccio-


nadoras gerais dos painéis que exercem três funções distintas. Conheça essas fun-
ções no quadro a seguir.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
67

Quadro 5 - Chave seccionadora geral com aterramento temporário

CHAVE POSIÇÃO FUNÇÃO

Interrompe a ligação da entrada


da chave com sua saída, abrindo
o circuito e impedindo que a
máquina funcione.

0 - Desligada

Conecta a entrada da chave com


sua saída, permitindo a ener-
gização e o funcionamento da
máquina.

1 - Ligada

Abre o circuito, desconectando


a entrada da saída da chave e
faz a conexão da saída desta ao
condutor de aterramento da rede.
Essa conexão com o aterramento
permite a realização de manuten-
ção segura, devido ao fato de os
componentes do painel estarem
2 - Aterramento
em um potencial elétrico zero.
Se por acaso ocorrer energização
acidental de algum dispositivo do
painel, o profissional que estiver
trabalhando estará protegido, pois
o potencial que surgiu será descar-
regado para o condutor terra,
atuando a proteção do circuito.
COMANDOS ELÉTRICOS
68

4.2 BOTÕES E CHAVES FIM DE CURSO

Os botões e as chaves fim de curso são dispositivos que funcionam sob o mes-
mo princípio, ou seja, quando acionados movimentam seus contatos internos. No
botão, o acionamento é feito manualmente, enquanto que as chaves fim de curso
são acionadas por partes da máquina que se movimentam durante seu funciona-
mento. Vejamos cada um deles.

4.2.1 BOTÕES

Os botões possuem contatos que podem ser: normalmente abertos (NA) e


normalmente fechados (NF):
a) contatos normalmente abertos são conhecidos como contatos NA ou conta-
tos que se fecham (fechadores). Em inglês, se usa a sigla NO (Normally Open); e
b) contatos normalmente fechados são conhecidos como contatos NF ou con-
tatos que se abrem (abridores). Em inglês, se usa a sigla NC (Normally Closed).
A norma NBR IEC 60947-4 (2008) trata de dispositivos de manobra e comando
de baixa tensão e é utilizada pelos fabricantes para a identificação dos terminais
dos dispositivos de comandos elétricos.
Para identificação dos terminais dos botões, a norma usa dois dígitos para cada
contato NA ou NF. O primeiro dígito da identificação, que é a dezena, significa a
sequência, a ordem de numeração do contato: 1º contato, 2º contato e assim por
diante; o segundo dígito, a unidade, significa a função, ou seja, o tipo de contato,
se ele é NA ou se é NF. Se no segundo dígito tivermos 1 e 2, significa que o contato
é NF e se for 3 e 4, significa que é NA.
Na figura a seguir, você pode observar a aplicação das normas de identificação
dos terminais dos contatos NA e NF.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
69

13 21 33 41

S1

14 22 34 42
Figura 36 - Identificação dos terminais dos contatos NA e NF de botões
Fonte: SENAI-SP (2013)

O desenho da figura a seguir ilustra internamente a parte mecânica de aciona-


mento de um botão e seus dois contatos, um NA e outro NF.

botão sem botão acionado


acionamento (repouso) manualmente

botão tipo
cogumelo contato NF

bornes bornes

contato NA
mola
Figura 37 - Disposição interna dos contatos de um botão de comando
Fonte: SENAI-SP (2013)

Encontramos diversos tipos de botões para painel de comando, tais como: bo-
tão com trava, pulsador e giratório. Observe o quadro a seguir.
COMANDOS ELÉTRICOS
70

Quadro 6 - Tipos de botões

BOTÃO SIMBOLOGIA NORMA CARACTERÍSTICAS

O botão com trava pos-


sui um acionador tipo
“cogumelo” que é travado
NBR 12523
quando pressionado, e só
NBR 12519
destrava quando o usuário
gira o acionador no sentido
anti-horário.

Esse botão é instalado em


um ponto de fácil acesso e
o mais próximo possível do
local onde fica o operador
IEC 60617-7
da máquina, para permitir
um fácil acionamento.
Este botão é usado como é
o de emergência.

O botão pulsador é
acionado manualmente e
NBR 12523 retorna por mola, é o tipo
IEC 60617-7 de botão mais utilizado nos
comandos de máquinas.
Seu uso é geral.

NBR 12523
O botão giratório, ou chave
giratória, é fabricado com
duas ou três posições,
retornável por mola ou com
IEC 60617-7 trava (fixo). Encontramos
ainda com ou sem posição
de zero central.

É bastante utilizado em
NBR 12523
comando para desloca-
mento de partes móveis de
máquinas e para ajustes de
posição.
IEC 60617-7
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
71

Para instalar os botões de comando, você deve medir o diâmetro do corpo e fa-
zer furos no painel com serra-copo, ou outra ferramenta de furação, de acordo com
a medida do botão. Atualmente, os botões são fabricados com diâmetro de corpo
de 22 mm, mas você ainda pode encontrar algum botão mais antigo com 30 mm.
Muitos botões de comando são modulares, de modo que você monta a confi-
guração de acionador, de contatos e de número de posições de acordo com sua
necessidade. Nesse modelo modular, podemos ter, por exemplo, um botão pulsa-
dor com 3 contatos NA e 1 NF, ou ainda, um botão giratório com retorno por mola
com duas posições com 1 NA e 1 NF.
Quando necessitamos de alguns botões em um local remoto de uma máquina e
não dispomos de um painel de comando, podemos contar com as chamadas boto-
eiras, que são caixas que acomodam vários botões. Elas são utilizadas em equipa-
mentos de movimentação de cargas, tais como: pontes rolantes, pórticos e talhas,
comandos remotos para portão, controle de bomba d’água, entre outras aplicações.
Observe a figura a seguir, de uma botoeira.

Figura 38 - Botoeira com três botões de comando


Fonte: SENAI-SP (2013)
COMANDOS ELÉTRICOS
72

1 CAME
FIQUE A cor de cada botão tem um significado específico,
Came é a parte saliente ou portanto, verifique o projeto antes de fazer a instalação
rebaixada da máquina que ALERTA para não colocar em risco a segurança das pessoas.
serve para acionar a chave
de fim de curso.

4.2.2 CHAVES FIM DE CURSO

As chaves de fim de curso, também conhecidas por interruptor de posição, ou


por limite, foram criadas para “avisarem” ao comando quando o came1 da máqui-
na atinge uma determinada posição no curso de deslocamento.
As principais partes das chaves de fim de curso são acionador e contatos. O
acionador recebe o movimento do processo e o transmite aos contatos elétricos
NA e/ou NF, que mudam de posição.
O desenho da figura a seguir ilustra uma chave de fim de curso, e a mecânica
de acionamento de seus dois contatos, um NA e outro NF.

rolete
mecânico contato NF

bornes bornes

contato NA
mola
Figura 39 - Chave de fim de curso – dispositivo e mecanismo dos contatos
Fonte: SENAI-SP (2013)

Existem vários tipos de fins de curso, por exemplo, os que possuem acionado-
res como alavanca, pino, rolete, gatilho e haste. O quadro, a seguir, exemplifica
algumas chaves de fim de curso e suas características.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
73

Quadro 7 - Tipos de fins de curso

CHAVE DE
SIMBOLOGIA NORMA CARACTERÍSTICAS
FIM DE CURSO

Fim de curso acionado


mecanicamente em único
sentido de movimento.
Exemplos:

• o fim de curso de
alavanca com rolete
unidirecional é bem
empregado na automa-
tização de máquinas
operatrizes em geral; e

• o fim de curso de ala-


vanca unidirecional é
normalmente utilizado,
com a finalidade de
proteção, em portas
de painéis elétricos e
tampas de máquinas
que contenham engre-
nagens em movimento
e que, na sua abertura,
NBR 12523 o fim de curso desliga o
circuito.
IEC 60617-7

Fim de curso acionado


mecanicamente em dois
sentidos de movimento,
como por exemplo:

• os fins de curso bidi-


recionais de alavanca
com rolete bidirecional,
rolete escamoteável,
pino com ou sem rolete
e de haste são instala-
dos em máquinas e eq-
uipamentos nos quais o
came passa pelo fim de
curso durante o avanço
e retorno do desloca-
mento.
COMANDOS ELÉTRICOS
74

As chaves de fim de curso são muito utilizadas em aplicações de grande porte de-
vido à sua robustez, característica que permite a instalação em ambientes industriais.
São instaladas por meio de parafusos e devem estar bem fixadas. Em muitos
casos, as chaves de fim de curso são instaladas com a função de segurança, assim,
os testes após a instalação devem ser rigorosos, considerando todas as possíveis
condições de funcionamento para evitar acidentes.
As chaves de fim de curso também são utilizadas em outras aplicações não
industriais. Um exemplo disso são os portões automáticos deslizantes instalados
na portaria das empresas. Nesse caso, temos sempre uma chave de fim de curso
para indicar ao comando que o portão está fechado, e outra para indicar que o
portão está aberto.

4.3 CONTATORES

Os contatores são chaves eletromagnéticas destinadas a ligar ou desligar car-


gas elétricas (tipo lâmpadas, motores, válvulas, entre outras cargas) ou, como de-
fine a norma NBR IEC 60947-4-1(2008, p. 1): “os contatores são destinados a fechar
e abrir circuitos elétricos.” Uma grande vantagem desse dispositivo é permitir o
acionamento a distância, por comando remoto. Veremos, a seguir, os tipos e as
principais características desses dispositivos voltados à instalação em painéis de
comandos industriais.

4.3.1 CONTATORES PRINCIPAIS OU DE POTÊNCIA

O contator principal é utilizado para comandar cargas do circuito principal,


também conhecido por circuito de potência, tais como motores elétricos, resis-
tências de fornos, transformadores, geradores entre outros. Na área industrial ele
é muito utilizado em painéis elétricos no comando das máquinas. A figura a se-
guir apresenta alguns exemplos de contatores para acionamento de motores.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
75

Figura 40 - Modelos de contatores


Fonte: WEG (2013)

Um exemplo bem simples de aplicação ocorre em sistemas de abastecimento


de água. Para acionarmos o motor da bomba de abastecimento a distância preci-
samos de um contator trifásico. O funcionamento é o seguinte: quando o usuário
aperta um botão no painel, a bobina do contator é energizada e produz um cam-
po eletromagnético que puxa o núcleo móvel e o conjunto de contatos móveis,
que, quando se fecham, enviam energia para ligar o motor trifásico e, então, a
bomba inicia o deslocamento de água para a caixa.
Os contatores são compostos basicamente de: núcleo magnético fixo e móvel,
bobina eletromagnética, contatos fixos e móveis, bornes ou terminais, molas e o in-
vólucro externo ou carcaça. Veja a seguir as principais partes internas de um contator.

contato móvel borne

núcleo
contato fixo magnético
móvel

núcleo
magnético
fixo

bobina mola
eletromagnética
Figura 41 - Composição interna de um contator
Fonte: SENAI-SP (2013)
COMANDOS ELÉTRICOS
76

Para executar a instalação, é importante que você conheça a identificação dos


terminais dos contatos e da bobina dos contatores, indicada na norma NBR IEC
60947-4 (2008).
A identificação dos terminais das bobinas é representada por um código al-
fanumérico, ou seja, formado por letras e números. Veja o exemplo a seguir.

A1 A2
A1

A1

A2

A2
símbolo com
terminais A1 e A2 terminais A1 e A2 identificação
da bobina da bobina dos terminais
(lados opostos) (no mesmo lado) A1 e A2
Figura 42 - Terminais de conexão A1 e A2 da bobina dos contatores
Fonte: WEG (2013)

Quando a bobina for de tensão alternada e a alimentação da rede tiver um


condutor fase e outro neutro, devemos conectar o fase no A1, e o neutro no A2.
Se o sistema de alimentação tiver duas fases, ligamos a primeira fase no terminal
A1 e a segunda no terminal A2. No caso de a bobina ser de tensão contínua, é
interessante conectar o positivo no A1, e o negativo, ou GND ou 0 V, no A2.
Os terminais dos contatores principais ou de potência, de acordo com a mes-
ma norma, são identificados pela seguinte sequência: um número, uma letra
maiúscula e um número. Observe a figura a seguir.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
77

número do primeiro terminal


(entrada) de potência do contator (ímpar) primeiro condutor da rede (L1)

1 / L1

2 / T1

número do primeiro terminal (de saída) primeiro condutor (T1) a ser


de potência do contator (par) conectado ao terminal 1 da carga

Figura 43 - Terminais de conexão dos contatores de potência


Fonte: WEG (2013)

Para conectar os terminais de potência do contator no circuito principal, você


deve conectar os fios que vêm da rede elétrica nos terminais 1/L1, 3/L2 e 5/L3, e
nos terminais 2/T1, 4/T2 e 6/T3, ligando os fios que vão para a carga.
COMANDOS ELÉTRICOS
78

A simbologia de um contator principal com bobina e contatos pode ser vista


na figura a seguir.

Simbologia Norma

A1

5
3
1
NBR 12523

IEC 60617-7

6
4
2
A2

Figura 44 - Simbologia de um contator de potência


Fonte: SENAI-SP (2013)

Os contatores de potência também são chamados de contatores de força ou


de circuito de força.

4.3.2 CONTATORES AUXILIARES

Os contatores auxiliares, ou de comando, são aqueles usados para ligar e


desligar circuitos de baixa potência, pois têm capacidade de corrente da ordem
de no máximo 10 A. São utilizados, também, para fazer a lógica de comando, acio-
nando bobinas dos contatores de potência, lâmpadas do painel e solenoides (bo-
binas) de válvulas.
A identificação da bobina do contator auxiliar é igual à do contator de potên-
cia, e a identificação de seus terminais segue a mesma norma vista anteriormente,
NBR IEC 60947-4 (2008). Observe a figura da sequência.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
79

contatos NAs contatos NFs


normais normais
abertos fechados

(ordem do contato)
1o 2o 3o 4o contato
tipo do contato

13 21 33 41 {
NA = 3 e 4
NF = 1 e 2

KA1

14 22 34 42

contatos NAs contatos NFs


normais normais
abertos fechados
Figura 45 - Identificação dos terminais dos contatores auxiliares
Fonte: WEG (2013)

Você pode ver a simbologia do contator auxiliar na figura a seguir.

Simbologia Norma
13
21

33
41
A1

NBR 12523

IEC 60617-7
A2

14
22

34
42

Figura 46 - Simbologia de um contator auxiliar


Fonte: SENAI-SP (2013)
COMANDOS ELÉTRICOS
80

Nunca utilize contatores auxiliares para acionamento


de cargas de potência, tal como motores elétricos. Caso
FIQUE isto ocorra, ao acionar a carga, o contator pode “colar”
ALERTA ou fundir seus contatos, fazendo com que quando o bo-
tão desliga for pressionado, o motor permaneça ligado,
gerando risco de acidentes.

Quando necessitamos de mais contatos de comando do que o contator dis-


põe, podemos acrescentar blocos aditivos de contatos em alguns modelos de
contatores. Observe exemplos na figura 47.

Figura 47 - Blocos adicionais para contatores


Fonte: WEG (2013)

Os blocos adicionais mais comuns são: 2 NAs, 1NA e 1NF e, em um mesmo


bloco: 2NAs mais 2 NFs, ou ainda 4NAs.

4.4 RELÉS

Relés também são chaves eletromagnéticas destinadas a ligar ou desligar car-


gas elétricas, porém menores que os contatores. São destinados ao acionamento
de cargas de pequeno porte, tais como lâmpadas, LEDs, bobinas de contatores,
válvulas e outros dispositivos eletroeletrônicos.
Os relés possuem contatos que podem ser tipo NA ou NF, ou ainda contato
tipo comutador, também conhecido por contato reversível. Esse contato possui
um terminal comum, um NA e outro NF. Veja exemplos de relés e suas simbolo-
gias na figura a seguir.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
81

RELÉ SIMBOLOGIA NORMA

5V
C-
2R DC
MQ 5VC C
D A
0V 2V
- 3 - 1
1A
0.5
A

NBR 12523

B 1 RC2
M C re
s.
VA
IEC 60617-7
- 125 DC res.
0.5A 30V
1A

Figura 48 - Tipos de relés suas simbologias


Fonte: SENAI-SP (2013)

Encontramos relés com bobina alimentada por tensão contínua (VCC) ou al-
ternada (VCA). Isto permite uma grande variedade de aplicações. Esses relés são
muito utilizados nas áreas industrial e automotiva.
O relé de estado sólido ou contator de estado sólido é um dispositivo ele-
trônico para acionamento de cargas elétricas de potência, tais como motores, for-
nos de resistência entre outras. Ele tem a mesma função que um contator: receber
a tensão de comando e transferir a tensão das entradas de potência para as saídas
que acionam a carga. Ele não possui contatos físicos que se fecham ou se abrem,
pois o acionamento é eletrônico.
Esses relés têm longa vida útil por não terem desgaste mecânico. Não geram
ruído sonoro durante o acionamento da carga e seu consumo é bem menor que
o do contator. Eles são fabricados com um invólucro metálico para dissipar calor
e não sobreaquecerem. Podem também ser instalados diretamente na placa de
montagem do painel de comando para facilitar a dissipação do calor gerado. Veja
um modelo na figura a seguir.
COMANDOS ELÉTRICOS
82

Figura 49 - Exemplo de relé de estado sólido


Fonte: SENAI-SP (2013)

Encontramos três tipos de comando dos relés de estado sólido.


a) Tensão alternada (AC): quando o relé recebe em seus terminais de coman-
do uma tensão alternada ela “fecha” o circuito, enviando a fase da entrada
para a carga. A tensão de comando para funcionamento do relé pode estar
no mesmo potencial da rede ou em potencial diferente, portanto, para se
instalar esse tipo de relé, você tanto pode usar uma fase qualquer da rede
ou instalar um transformador e usar uma fase do secundário deste.
b) Tensão contínua (DC): nesse tipo de comando, o relé entra em funciona-
mento quando recebe tensão contínua em seus terminais de comando com
valores entre 5 VCC e 30 VCC, aproximadamente. Para instalar esse relé, bas-
ta conectar um circuito qualquer que ofereça uma tensão contínua. Você
deve ficar atento à ligação, pois os terminais de comando são polarizados,
ou seja, têm definidos o positivo (+) e o negativo (-).
c) Resistência ôhmica: esse tipo funciona por meio de um potenciômetro co-
nectado em seus terminais de comando, no qual, variando-se o valor da
resistência, varia também a potência da carga conectada à saída do relé.

No relé de estado sólido, que funciona com comando


FIQUE por resistência ôhmica, você não pode conectar tensão
ALERTA nas entradas de comando, ou seja, entradas do poten-
ciômetro, para não danificá-lo.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
83

Veja as formas de se fazer as ligações em cada tipo de relé de estado sólido


pela figura 50.

fase fase fase


220 V~ carga AC 220 V~ carga AC 220 V~ carga AC
AC AC AC
fase fase fase

1~ saída ~2 1~ saída ~2 1~ saída ~2

VCA VCC R ( Ohms)


3~ entrada ~4 3- entrada +4 3 entrada 4

VAC

comando VAC comando VCC comando por


variação R( )
Figura 50 - Instalação elétrica do relé de estado sólido
Fonte: SENAI-SP (2013)

Devido ao fato de o relé de estado sólido não gerar manutenção e nem ruído
durante o funcionamento, além das aplicações industriais, eles estão sendo muito
utilizados em equipamentos médicos e hospitalares e em Centrais de Processa-
mento de Dados (CPD). Você também encontra relés de estado sólido sendo utili-
zados para acionar cargas trifásicas.

4.5 SINALIZADORES

A sinalização é normalmente utilizada a serviço da segurança e é um recurso


eficiente para advertir as pessoas sobre riscos que surjam durante algum momen-
to do trabalho com máquinas ou equipamentos. Basicamente, encontramos dois
tipos de sinalização: a sonora e a luminosa.

4.5.1 SINALIZADOR SONORO

Podemos utilizar como sinalização sonora as sirenes, quando precisamos de


maior potência sonora, ou buzzers, quando necessitamos de menor intensidade
de som. Esse tipo de sinalização é mais vantajoso comparado à sinalização lu-
minosa, pois chama a atenção mesmo quando a pessoa não está visualizando o
processo ou a máquina. Veja o quadro a seguir.
COMANDOS ELÉTRICOS
84

Quadro 8 - Sinalizadores sonoros

SINALIZADOR SIMBOLOGIA NORMA CARACTERÍSTICAS

Sirene eletrônica de
alta potência sonora,
utilizada para sinalizar si-
tuações de emergência.

IEC 60617-8

Buzzer de baixa potên-


cia sonora, utilizado
para sinalizar alarmes
em pequenos equipa-
mentos.

Um cuidado que você deve ter ao instalar um sinalizador é observar o tipo da


tensão de trabalho. Se for tensão alternada, verifique o valor da tensão da rede
e do sinalizador e se for tensão contínua, observe também a polaridade, ou seja,
tem-se um terminal exclusivo para a conexão do positivo e outro para o negativo.
Normalmente, o fio positivo (+) é vermelho e o negativo (-) é preto.

4.5.2 SINALIZADOR LUMINOSO

Os sinalizadores luminosos são muito utilizados em máquinas e sistemas in-


dustriais devido à sua grande variedade de aplicações. Encontramos esses sinali-
zadores de várias cores, com lâmpadas incandescentes, lâmpadas neon, luz LED,
entre outras. Os modelos que vamos exemplificar aqui são os de embutir em pai-
nel e os de sobrepor, tipo coluna para máquinas. Veja o quadro a seguir.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
85

Quadro 9 - Sinalizadores luminosos

SINALIZADOR SIMBOLOGIA NORMA CARACTERÍSTICAS

O sinalizador luminoso
Sinalizador de embutir de embutir é utilizado
nos painéis de comando
IEC 60617-8 das máquinas, já os de
sobrepor são instalados
em cima das máquinas,
em lugar visível a todos.

Sinalizador de sobrepor

Ao montar um painel, você deve observar na especificação qual tipo de sinali-


zador deve usar: de lâmpada incandescente, de neon ou de LED; o tipo de tensão
de funcionamento: alternada ou contínua; e qual é seu valor de tensão: se é de 24
V, 127 V ou 220 V, por exemplo. Caso a tensão seja contínua, lembre-se da polari-
dade correta, conforme já explicado no item anterior acerca do sinalizador sonoro.
Observe ainda o diâmetro do furo a ser feito no painel para a instalação dos
sinalizadores.

Quando você for montar um painel com sinalização lu-


FIQUE minosa, siga a cor de cada sinalizador de acordo com o
indicado no projeto, pois cada cor indica uma situação,
ALERTA e se não for aplicada corretamente, poderá colocar em
risco a segurança das pessoas.
COMANDOS ELÉTRICOS
86

4.6 TEMPORIZADORES

O temporizador tem a função de temporizar, como o próprio nome sugere


“contar tempo”, ou seja, ele controla eletronicamente o tempo de abertura ou de
fechamento de seus contatos.
Alguns modelos temporizam quando são energizados, e outros quando são
desenergizados. Eles possuem os terminais A1 e A2 para conexão dos condutores
que fazem a energização da parte eletrônica e terminais para conexão dos conta-
tos de comando do temporizador. Veja a figura a seguir.

Figura 51 - Temporizador eletrônico com contatos comutadores


Fonte: SENAI-SP (2013)

Um temporizador possui elemento de comando e contatos de acionamento.


O elemento de comando do temporizador – que chamaremos aqui de “bo-
bina eletrônica”, por conter um circuito eletrônico que faz a função semelhante
à de uma bobina de um relé – é a parte eletrônica que é responsável por fazer a
contagem do tempo e a atuação dos contatos do temporizador. Os contatos de
acionamento, por sua vez, são responsáveis por gerar as mudanças no comando
da máquina.
Os temporizadores são representados por símbolos, sendo que um tempori-
zador temporizado na energização, por exemplo, tanto na norma ABNT quanto
na IEC, tem suas “bobinas eletrônicas” representadas pelo mesmo símbolo. Já os
contatos, de acordo com ABNT, são tratados de forma diferenciada e depende
muito da interpretação do usuário.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
87

Nesse sentido, a norma IEC 60617-7 (2012) utiliza uma forma de mais fácil in-
terpretação: tanto o símbolo da “bobina eletrônica” quanto o de contato infor-
mam se o temporizador é do tipo que atua na energização ou na desenergização.
Assim, se em um diagrama você ver um contato de um temporizador qualquer, só
pelo símbolo do contato você já reconhece o tipo de temporização, se na energi-
zação ou desenergização, não importando se esse contato é NA ou NF.
O quadro a seguir resume a simbologia dos temporizadores.

Quadro 10 - Temporizadores

COMPONENTE (PARTE) SIMBOLOGIA NORMA

Elemento de comando do NBR 12523


temporizador ativado na IEC 60617-7
A1

energização
A2

Contatos do temporizador IEC 60617-7


ativados na energização

Elemento de comando do NBR 12523


A1

temporizador ativado na IEC 60617-7


desenergização
A2

Contatos do temporizador IEC 60617-7


ativados na desenergização

Muitos modelos de temporizadores possuem contatos comutadores ou rever-


síveis. Nesse caso, o terminal identificado por 15 é o terminal comum, de modo
que os terminais 15 e 16 fazem a função de contato NF, e os terminais 15 e 18
fazem a função de contato NA.
Quanto à instalação física em painéis de comando, os temporizadores pos-
suem encaixe para trilho DIN 35 ou orifícios para fixação por parafusos.
Ao instalar qualquer dispositivo de comando, leia o manual do fabricante. Nele,
você encontra informações técnicas importantes para uma correta instalação.
COMANDOS ELÉTRICOS
88

2 TENSÃO NOMINAL

Tensão Nominal (Un) é o CASOS E RELATOS


valor da tensão especificada
pelo fabricante, por
exemplo, como condição
de funcionamento de um Marcos, um eletricista de uma grande empresa metalúrgica, estava traba-
componente, dispositivo,
equipamento ou sistema lhando na reforma da parte elétrica de uma máquina hidráulica semiauto-
elétrico.
mática. Durante a montagem do painel de comando elétrico, por engano,
instalou um temporizador temporizado na desenergização, no lugar de um
com retardo na energização. Quando a montagem foi concluída, a máqui-
na foi logo testada sem nenhuma avaliação preliminar. Isto ocasionou um
problema: quando o funcionário apertou o botão para iniciar seu funcio-
namento, o motor principal fez um ruído muito forte e quebrou a trava do
sistema transportador.
O pessoal da manutenção foi analisar o problema e constatou que ao iniciar
o funcionamento, a máquina deveria, primeiramente, acionar os solenoides
de destravamento do transportador e, depois de alguns segundos, ligar o
motor principal. Como o temporizador incorreto foi instalado, tanto o mo-
tor quanto a trava foram acionados ao mesmo tempo e, como o motor es-
tava ligado, a trava ficou presa e se quebrou. Nesse caso, temos duas falhas
básicas: uma foi ter instalado o temporizador errado no painel, e a outra foi
não ter testado o painel e todas suas funcionalidades antes de instalá-lo na
máquina. Casos como esse poderiam ser evitados se todos os testes fossem
feitos antes de colocar a máquina em funcionamento.

4.7 CONECTORES

Os conectores ou bornes usados em instalações de comandos eletroeletrôni-


cos industriais são componentes elétricos destinados a fazer a interligação en-
tre os elementos e o quadro de comando. Uma de suas aplicações consiste em
interligar o conjunto de botões instalados na porta com o quadro de comando,
ou interligar o quadro aos motores da máquina. No quadro 11, você tem infor-
mações sobre esse tipo de conector ou borne.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
89

Quadro 11 - Simbologia para conexões elétricas

SIMBOLOGIA NORMA CARACTERÍSTICAS

IEC 60617-3 O conector ou borne é um componente utilizado


dentro dos painéis de comando para interligação
elétrica de dispositivos.

IEC 60617-3 Este símbolo representa uma interligação elétrica a


ser realizada em local determinado pelo técnico.

Esses conectores possuem uma mola, que pode ser metálica ou plástica (de
poliamida), a qual permite seu encaixe através da pressão do próprio corpo do
conector no trilho.
Os conectores são fabricados em diferentes modelos e tamanhos, de acordo
com a faixa de corrente de operação e a secção transversal (bitola) em mm2 dos
condutores.
A tabela a seguir apresenta especificações de um fabricante de conectores.
Nele, você pode observar os dados técnicos importantes sobre esses conectores,
como corrente nominal, tensão nominal2 e faixa de bitola em mm2 dos conduto-
res, de acordo com o tipo de conector.

Tabela 5 - Exemplo de especificações de conectores.


SAK 2 – 4/2 SAK B2,5
TIPO SAK 2,5 SAK 4 SAK 6 SAK 10
(Borne duplo) (Mini borne)

CÓDIGO DA TAMPA AP2 AP3 T2 – 4/2 B2,5

CORRENTE
24 A 32 A 41 A 57 A 32 A 24 A
NOMINAL

TENSÃO
800 V 380 V
NOMINAL

TIPO DE POSTE
EW35
DE FIXAÇÃO

SECÇÃO DOS
0,5...2,5 0,5...4 0,5...6 1,5...10 0,5...4 0,13...4
CONDUTORES (MM²)
COMANDOS ELÉTRICOS
90

3 TORQUE Alguns dados utilizados nesse quadro são meramente ilustrativos, pois eles
mostram de forma genérica as especificações técnicas de um fabricante, para que
É a força de giro aplicada ao
parafuso durante o aperto você tenha uma ideia de como fazer a leitura e a interpretação de catálogos téc-
com a ferramenta, podendo nicos. Acompanhe a explicação.
ser medida em Newton-
metros (Nm).
Observe na tabela 5, por exemplo, a coluna correspondente ao conector de 4
mm para trilho DIN (SAK 4). Se você cruzar com a linha referente à corrente no-
minal, verá que esse conector suporta 32 A. Seguindo a linha de tensão nominal,
4 ESPANAR A ROSCA verá que ele funciona com tensão até 800 V. Podem ainda ser utilizados postes de
fixação tipo EW35 e comporta condutores de secção desde 0,5 mm2 até 4 mm2, ou
Espanar a rosca, segundo o
dicionário Michaelis significa: seja: de 0,5 mm2, 1 mm2, 1,5 mm2, 2,5 mm2 e de 4 mm2.
desgastar-se (parafuso ou
rosca) a ponto de não mais Um aspecto importante que você deve observar quando estiver conectando
segurar. Fonte: <http//
[Link]>. a fiação, é que não se deve conectar condutor de bitola maior que a máxima es-
pecificada no quadro do borne. Pois caso isto ocorra, o parafuso não possibilitará
o aperto necessário, ocasionando pressão insuficiente e contato inadequado do
borne com o condutor.
Ainda na tabela 5, você pode observar que existem outros modelos de conecto-
res: o conector duplo e o mini conector, ambos têm a finalidade de otimizar o espaço
do painel. Existem também conectores específicos, tais como borne para condutor
neutro (na cor azul) e borne para conexão do fio terra (nas cores verde e amarela).
Os conectores para a interligação do fio de aterramento, ou fio terra, são do-
tados de pontos de conexão de entrada e saída do fio de aterramento, e alguns
possuem ainda contato direto com o trilho metálico de fixação, aumentando a efi-
ciência e garantia da conexão. A figura a seguir apresenta um conector em corte
parcial, mostrando esse contato com o trilho metálico aterrado.

Figura 52 - Conector para aterramento com ponto de contato com trilho DIN 35
Fonte: SENAI-SP (2013)
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
91

Vamos ver agora como realizar a fixação do condutor no conector. É simples,


mas para fazer uma boa conexão você deve possuir previamente algumas
informações básicas e aplicar corretamente a técnica: em alguns conectores, usa-
mos parafuso com chave de fenda para aperto, e em outros usamos chave tipo
fenda-Philips, também conhecida como chave cruz. Outros ainda não têm parafu-
sos e usam o sistema de fixação por mola de compressão.
Os conectores com mola trazem as seguintes vantagens: garantir a pressão
adequada ao condutor, além de tornar a montagem mais prática e rápida.

Quando estiver instalando condutores e fazendo uso de


FIQUE alicates para corte de fios e terminais elétricos, não se
ALERTA esqueça de usar óculos de segurança para que as pon-
tas de fio não atinjam seus olhos.

A figura 53 destaca alguns conectores com sistema de parafusos e conectores


sem parafuso, por pressão.

conectores por parafuso conectores por pressão


Figura 53 - Sistemas de fixação dos fios nos conectores
Fonte: SENAI-SP (2013)

Na primeira imagem apresentada, o condutor está sendo conectado por meio


de chave de fenda apertando o parafuso do conector. Na segunda imagem, com
auxílio de uma chave de fenda, o profissional pressiona o mecanismo que libera a
mola para encaixar o condutor.
O torque3 de aperto do parafuso do conector é um detalhe muito importante
que você deve observar durante a instalação. Assim, quando você estiver insta-
lando um condutor, não deve apertar demais o parafuso para não ocorrer o que
chamamos “espanar a rosca4”. Também não deve apertar de menos, porque causa-
rá uma pressão insuficiente no condutor, ocasionando, consequentemente, mau
contato e aquecimento naquele ponto.
COMANDOS ELÉTRICOS
92

Para medir o torque, utilizamos uma ferramenta de-


VOCÊ nominada torquímetro. Existem chaves de fenda com
SABIA? torquímetros incorporados, porém são difíceis de serem
encontradas.

Para você ter uma referência sobre o torque de aperto que deve aplicar em
um parafuso, veja este exemplo: com rosca métrica de 3 mm (M3), e um borne
de 4 mm para trilho DIN de um determinado fabricante, o torque deve ser de,
no mínimo, 0,5 Nm e de, no máximo, 1 Nm. Esse é um dado que você encontra
especificado em norma e em catálogos do fabricante do produto.
Para conectar um condutor em um conector, você deve seguir os seguintes passos:
a) soltar o parafuso localizado na parte de cima do conector com a chave de fenda;
b) decapar o condutor com a medida da parte metálica do terminal elétrico;
c) introduzir o condutor na abertura lateral do conector; e
d) segurar o condutor na posição desejada, apertando o parafuso até que ele
esteja bem fixado.
A figura ilustra dois condutores fixados corretamente no conector.

detalhe da fixação dos condutores


Figura 54 - Conexão correta do condutor no conector industrial
Fonte: SENAI-SP (2013)
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
93

Ao realizar a conexão, não decape demais o cabo para


não deixar o condutor exposto, causando riscos de
FIQUE acidentes elétricos. Também não decape pouco, pois,
quando você for conectá-lo, o parafuso pode prender
ALERTA sua capa causando contato insuficiente. Não é recomen-
dável estanhar a ponta de cabos que serão fixados ao
conector. Para isso, use terminais.

Outro tipo de conector que o instalador vai encontrar é o conector com fusível
de proteção incorporado. Esse conector possui uma base ou porta-fusível para
uso de fusível de vidro, tipo de proteção muito usada em aparelhos eletrônicos
portáteis. Encontramos dois tamanhos de fusível de vidro que são mais usados: 5
mm X 20 mm e os de 6,3 mm X 32 mm, sendo a primeira medida o diâmetro e a
segunda o comprimento (D X C). Observe na figura a seguir um conector fusível
e seu respectivo fusível.

alavanca para fusível de vidro


compartimento
colocação e
do fusível
extração do
fusível
Figura 55 - Conector com fusível e fusível de vidro
Fonte: SENAI-SP (2013)

Quando montamos diversos conectores em um trilho, formamos um conjunto


popularmente conhecido como régua de bornes.

Para saber mais sobre os dispositivos de comando eletroele-


SAIBA trônicos, você pode realizar uma busca na internet pelo nome
MAIS de fabricantes, como por exemplo: Kraus Naimer, Weg, Schnei-
der Eletric, Coel, Contemp, Fusibrás, Siemens e Conexel.
COMANDOS ELÉTRICOS
94

4.8 ACESSÓRIOS PARA RÉGUA DE BORNES

Para montar uma régua de bornes de um painel industrial, você necessitará


de diversos acessórios. Os principais são: tampa, poste, placa separadora, pontes
conectoras (jumpers), identificadores de conectores e de condutores, acessórios
para fixação em painéis de comando e terminais elétricos. A seguir, veja as carac-
terísticas de cada um deles.

4.8.1 TAMPA

Quando montamos uma régua de bornes, após o último conector de uma se-
quencia é necessário colocar uma tampa, pois como já vimos, o conector é fecha-
do em uma lateral e aberto na outra.

FIQUE Imagine o que pode acontecer se você deixar o conec-


tor sem tampa: haverá risco de choque elétrico e curto-
ALERTA -circuito.

A tampa é feita de material plástico e isolante e é encaixada na lateral aberta


do conector. Ela também é utilizada quando temos em uma régua de bornes uma
sequência de conectores de 2,5 mm para trilho DIN e precisamos instalar conec-
tores de 4 mm para trilho DIN, continuando essa sequência.
A figura 56 a seguir mostra a tampa de um conector industrial para trilho DIN.

Figura 56 - Tampa de conector para trilho DIN


Fonte: SENAI-SP (2013)
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
95

4.8.2 POSTE

O poste é uma peça plástica encaixada no trilho e fixada por parafuso, com a
finalidade de garantir que os conectores permaneçam na mesma posição em que
foram instalados no trilho. Em cada extremidade da régua de bornes, deve ser
fixado um poste. Veja a seguir um modelo de poste.

poste EW-2

Figura 57 - Modelo de poste


Fonte: SENAI-SP (2013)

4.8.3 PLACAS SEPARADORAS

As placas separadoras são usadas para dividir conjuntos de conectores com


funções distintas. Imagine uma régua com 5 bornes, exclusiva para conectar os
fios que vão para o painel de comando localizado na porta, e um outro conjunto
com 5 bornes na sequência para conexão dos condutores que vão para os senso-
res que ficam na estrutura da máquina. Eis, aqui, a função das placas separadoras:
separar um conjunto do outro.

Figura 58 - Régua de bornes com conectores divididos por placas separadoras


Fonte: SENAI-SP (2013)
COMANDOS ELÉTRICOS
96

Veja que todos esses bornes podem ser do mesmo tipo e tamanho, porém,
como eles apresentam funções diferentes é aconselhável a colocação de placas
separadoras para formar conjuntos distintos.

4.8.4 PONTE CONECTORA

A ponte conectora é um terminal de interligação entre conectores, também


conhecido como jumper. Serve para distribuir a alimentação sem a necessidade
de se conectar fio externo. Isso facilita e simplifica o trabalho, além de trazer outra
vantagem: deixa livres os dois pontos de conexão do conector. Ela é metálica e
possui, na parte superior, parafusos para fixação nas roscas dos bornes. A figura a
seguir mostra um exemplo dessa ponte conectora.

Figura 59 - Pontes conectoras instaladas em régua de bornes


Fonte: SENAI-SP (2013)

Nas pontes com parafusos, as partes metálicas são expostas e, portanto, neces-
sitam de miniplacas isoladoras entre as pontes.

4.8.5 IDENTIFICADORES PARA CONECTORES

Os identificadores, ou placas de identificação, são pequenas peças plásticas


para identificação dos conectores. Temos identificadores com letras, com números
e com letras e números, cuja função é organizar o painel, facilitando sua monta-
gem e a manutenção. Observe as fotos da figura a seguir.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
97

placas de identificação na cartela

placas de identificação instaladas

Figura 60 - Placas de identificação


Fonte: SENAI-SP (2013)

Eles são destacados da cartela e fixados na parte superior dos conectores por
encaixe.
COMANDOS ELÉTRICOS
98

4.8.6 IDENTIFICADORES PARA CONDUTORES

Os identificadores para condutores são instalados diretamente no condutor.


Eles facilitam a montagem e a manutenção, auxiliando na prevenção de erros
durante as conexões. Podem ser encontrados com letras, com números ou com
letras e números. Os tipos mais comuns são: anilha, plaquetas de encaixe e fita
adesiva de identificação. Veja a seguir cada um desses tipos em detalhes.

Identificador tipo anilha

A anilha é uma espécie de anel plástico com identificação na parte lisa exterior.
São encontradas em tamanhos diferentes para condutores de até 16 mm de sec-
ção, em tiras tubulares pré-partidas prontas para serem destacadas e inseridas no
condutor, conforme mostra a figura a seguir.

tiras de anilhas anilhas instalada


Figura 61 - Anilhas
Fonte: SENAI-SP (2013)

Existe também outro modelo de anilha, em formato de “U”, que é fixada por
encaixe, abraçando o condutor, sendo possível sua instalação em cabos que já
contenham terminais ou que já estejam conectados a bornes.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
99

Identificadores tipo plaqueta plástica

Esses identificadores estão disponíveis em cartelas em branco, sem gravação,


que recebem identificação impressa. Para instalá-los no condutor, você deve des-
tacar a plaqueta da cartela já com a identificação impressa, encaixar no porta-eti-
queta e, por último, inserir o conjunto de etiqueta e de porta-etiqueta no condu-
tor. Observe a figura a seguir.

plaqueta no circuito plaqueta no circuito de comando


de potência
Figura 62 - Identificação tipo plaqueta plástica de encaixe com etiqueta impressa
Fonte: SENAI-SP (2013)

Essa tecnologia de identificação é muito utilizada por grandes empresas de mon-


tagem de painéis elétricos e exige alguns recursos específicos como uma impres-
sora própria e um software para impressão nas plaquetas plásticas de identificação.
Existe ainda um tipo de plaqueta plástica de encaixe na qual as identificações
já vêm impressas, ou seja, encontramos os números, letras e símbolos já gravados
individualmente. No momento de instalar a identificação no condutor, o instala-
dor deve compor a identificação, dígito por dígito, para formar o código completo
da identificação, encaixando-os no porta-etiqueta. Veja a seguir.
COMANDOS ELÉTRICOS
100

Figura 63 - Identificação tipo plaqueta de encaixe


Fonte: SENAI-SP (2013)

O porta-etiqueta é encontrado em diversos tamanhos para atender às diferen-


tes bitolas dos condutores.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
101

Identificadores tipo fita adesiva

Os identificadores tipo fita adesiva são fornecidos em carretéis dispensadores


de fita e sua aplicação é bem simples: você escolhe o número que deseja, puxa a
fita de forma suficiente para dar ao menos uma volta e meia no condutor, corta
a fita puxando-a contra a lâmina de corte existente no próprio carretel e, depois,
cola a identificação no condutor, fazendo movimento circular em torno dele. En-
contramos fitas de diferentes cores e tamanhos para atender à variação de diâme-
tros de condutores. Observe a figura a seguir.

Figura 64 - Carretel porta fita identificadora


Fonte: SENAI-SP (2013)

Essa forma de identificação não tem sido muito utilizada em painéis de co-
mando industriais, em ambientes com a presença de agentes agressivos como
óleo, graxa, aquecimento e vapores químicos.

4.8.7 ACESSÓRIOS PARA FIXAÇÃO DOS CONDUTORES EM PAINÉIS DE


COMANDO

Os suportes autocolantes, as abraçadeiras plásticas e a abraçadeira espiral


duto são importantes acessórios para fixação dos condutores do chicote elétrico5
nas portas, tampas e laterais dos painéis.

Suportes autocolantes

Os suportes autocolantes, também conhecidos como fixadores autoadesivos,


servem de ponto de fixação ao chicote elétrico. Devem ser colados na parte inter-
na da porta do painel para fixar o chicote que interligará os dispositivos do painel.
O suporte possui duas passagens, permitindo a instalação de abraçadeira e do
chicote na posição vertical ou horizontal na porta do painel.
COMANDOS ELÉTRICOS
102

Os suportes possuem fita dupla face em sua base. Para instalá-los, você
deve retirar o papel protetor e colá-los no local desejado. Depois, é só passar a
abraçadeira plástica e prender o chicote. Veja a figura a seguir.

suporte suporte instalado


Figura 65 - Suporte autocolante
Fonte: SENAI-SP (2013)

Para uma perfeita adesão, é muito importante que a superfície esteja limpa, e
livre de poeira e gordura.

Abraçadeiras plásticas

As abraçadeiras plásticas são utilizadas para amarrar os condutores de modo a


formar o chicote elétrico do painel. São fabricadas em nylon em vários tamanhos
e têm boa resistência. No ato da instalação, você ajusta sua medida de acordo
com a quantidade de condutores do chicote. Uma vez instaladas, elas não podem
ser reutilizadas.

Figura 66 - Abraçadeira plástica


Fonte: SENAI-SP (2013)
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
103

Para instalar uma abraçadeira em um chicote elétrico, você deve:


a) pegar a abraçadeira e envolvê-la em torno dos condutores do chicote elétrico;
b) inserir a ponta da abraçadeira na cavidade da trava;
c) puxar a ponta da abraçadeira até prender seguramente os condutores; e
d) cortar a parte da abraçadeira que sobrou com um alicate de corte.
Ao instalar as abraçadeiras, não deixe pontas expostas capazes de causar fe-
rimentos.

Espiral duto

O espiral duto, também denominado abraçadeira espiral duto, é um acessório


feito de material plástico que tem o formato semelhante a uma mola. É outra op-
ção de formação do chicote elétrico.

Figura 67 - Abraçadeira espiral duto


Fonte: SENAI-SP (2013)

Encontrado nas cores branca e preta, e nas medidas de ½”, ¾” e 1”, é usado para
direcionar o chicote elétrico de um painel de comando protegendo o conjunto de
condutores e melhorando a aparência da instalação.
Para instalá-lo, você deve envolver os fios enrolando-os no chicote até o pon-
to desejado.
COMANDOS ELÉTRICOS
104

4.8.8 TERMINAIS ELÉTRICOS

Os terminais elétricos são instalados nos condutores para dar melhor acaba-
mento à instalação, melhorar o contato elétrico, evitar que a identificação se solte
do fio e para evitar que alguns pequenos fios de cobre do cabo escapem do co-
nector, gerando risco de contato com outra superfície condutora.
Para instalar esses terminais nos condutores, utilizamos um alicate manual co-
nhecido por alicate prensa-terminais, que por meio de compressão ou prensa-
gem, fixa o terminal no condutor.
Existem basicamente dois tipos de alicates para essa finalidade, de acordo com
o tipo de terminal a ser instalado:
a) alicate prensa-terminais para terminais de corpo isolado e não isolado; e
b) alicate prensa-terminais para terminal ilhós (ou tubular).
Esses alicates também são conhecidos por alguns instaladores por alicates
crimpadores, devido ao fato de darem nome ao processo de prensagem de termi-
nais como crimpagem de terminais.
Observe na figura a seguir os tipos de terminais de corpo isolado e não isolado
e o alicate prensa-terminais.

terminais alicate prensa-terminais


1 2 3 1 2 3 4

corpo isolado: 1 - pino


2 - anel
3 - forquilha
corpo
não-isolado: 4 - forquilha
Figura 68 - Tipos de Terminais
Fonte: SENAI-SP (2013)

Os terminais são escolhidos de acordo com a bitola do condutor e conforme o


sistema de fixação que se pretende utilizar.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
105

Vamos a alguns exemplos práticos: quando é necessário ligar um condutor


em conectores industriais de painel de comando (popularmente conhecido por
borne SAK), é preciso utilizar o conector de tipo pino. Quando a necessidade é co-
nectar um condutor em um ponto de aterramento do painel no qual é fixado por
parafuso, o ideal é utilizar o terminal de tipo anel e, até em alguns casos, podem
ser utilizados os terminais de tipo forquilha.
Os condutores precisam ser decapados antes da instalação dos terminais. Para
isso, usamos alicates decapadores. Veja um exemplo.

Figura 69 - Alicate para decapagem de condutores


Fonte: SENAI-SP (2013)

Na figura a seguir, você acompanha cada passo do procedimento para pren-


sagem de terminais de corpo isolado. Saiba que o procedimento é o mesmo para
o não isolado.
COMANDOS ELÉTRICOS
106

Figura 70 - Procedimento de prensagem de terminais


Fonte: SENAI-SP (2013)

Note que o terminal é prensado na parte do corpo que recebe uma cobertu-
ra isolante.
O terminal de tipo ilhós ou tubular é prensado pela ponta metálica, parte que
vai diretamente conectada ao borne. Para instalar esse tipo de terminal, utiliza-
mos outro modelo de alicate, o alicate prensa-ilhós. Na figura a seguir, veja exem-
plos desses terminais e de seu alicate.

Figura 71 - Terminais de tipo ilhós tubular


Fonte: SENAI-SP (2013)

Esse tipo de terminal é instalado em condutores que serão conectados exclusi-


vamente em conectores industriais de painel de comando (SAK).
Na figura a seguir, acompanhe cada etapa de instalação dos terminais de tipo
ilhós ou tubular.
4 DISPOSITIVOS DE COMANDOS ELETROELETRÔNICOS INDUSTRIAIS
107

Figura 72 - Procedimento de prensagem de terminais ilhós tubular


Fonte: SENAI-SP (2013)

Encontramos alicates que possuem mais algumas funcionalidades, por exem-


plo, além de prensar o terminal no condutor, servem também para cortar e deca-
par o condutor.
Agora que você já conhece os acessórios utilizados em um painel de comando
eletroeletrônico, veja como é feita a numeração dos cabos e dos conectores em
um diagrama de comando elétrico.
A numeração dos cabos é feita da seguinte forma: inicia-se pelo circuito de po-
tência numerando as linhas de alimentação com suas respectivas identificações.
Em seguida segue-se uma linha vertical, iniciando pelo número 1, numerando
cada trecho da ligação e ao passar pelo componente o cabo troca de número. Ao
completar a primeira linha horizontal segue-se para a próxima linha do desenho
até completar todo o diagrama elétrico. A numeração dos cabos deve ser feita
com uma fonte de tamanho menor que a utilizada na identificação dos compo-
nentes do diagrama e deve ser posicionado no meio da linha que representa o
cabo elétrico e posicionado perpendicular em relação a ele.
Já os conectores de ligação são identificados pela letra X seguido de um nú-
mero que o identifica na respectiva régua de bornes.
O painel pode ter apenas uma única régua de bornes e neste caso a identifica-
ção fica sendo: X1.1 para o primeiro conector, X1.2 para o segundo conector, X1.3
para o terceiro conector e assim por diante.
Quando houver mais de uma régua de bornes elas são identificadas como X1.y
para a primeira régua, X2.y para a segunda régua, X3.y para a terceira régua e as-
sim por diante, onde y representa o número do borne na régua.
COMANDOS ELÉTRICOS
108

Observe as figuras a seguir, que ilustram um diagrama de comando elétrico


que emprega três réguas de bornes. Uma para a conexão dos cabos de alimen-
tação ao painel, outra para a conexão do motor elétrico ao circuito de potência e
uma terceira régua para a ligação dos botões de comando do painel.

EE
EE
X1f1
EEEE
L1
L1
X1f2 L2
L2
X1f3

L1
L3
L3
X1f4

L2
PE
PE

L3
1 3 5
Q1
EE
E
2 4 6
5
3
1
Identificação
3
5
1

E
EE EE
K10 K20
EE EE
EE
6
4
2
2

4
6

EE
X2f1 X2f2 X2f3 X2f4
E
U1 V1 W1

M1 M
3~ PE

EE

Figura 73 - Identificação dos cabos e conectores no circuito de potência


Fonte: SENAI-SP (2014)
109

~
QQQQQQQQQ
L1 7
L1
F1

7
1
QQQQ Q1
QQQ 2

8
X3M1
1 QQQ

7
8
S0 QQQ

QQQ 2
9
X3M2
QQQ 9
9

9
X3M3 X3M5
9

9
3 13 3 13 33 33

9
9

S1 K10 S2 K20 K10 K20


4 14 4 14
14
10

X3M4 X3M6 34 34
10 14 14
10

X3M7 X3M9
1 1
10

14

S2 S1
2 2

17

18
11

15

X3M8 X3M10
11

15

X3M11 X3M13
21 21

18
A1 A1
17

K20 K10
22 22 E1 E2
16
12

A1 A1
A2 A2
13

13

K10 K20 X3M12 X3M14


A2 A2
13

13
13

L2
13 13
L2
F2 QQ

Figura 74 - Identificação dos cabos e conectores no circuito de comando


Fonte: SENAI-SP (2013)

Para saber mais sobre os acessórios e as ferramentas para


SAIBA instalação em painéis de comando eletroeletrônicos, você
pode realizar uma busca na internet pelo nome de fabrican-
MAIS tes, como: 3M, Crimper, Hellermann, Hollingswort, Phoenix
Contact e Steck.
COMANDOS ELÉTRICOS
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RECAPITULANDO

Neste capítulo, você conheceu os principais dispositivos de comandos ele-


troeletrônicos industriais. Apresentamos características físicas e elétricas
importantes para a instalação de chaves seccionadoras, botões, sinalizado-
res, chaves de fim de curso, contatores e relés, relés de estado sólido, tem-
porizadores e acessórios.
Você viu também acessórios usados na instalação e sua importância para
os painéis de comando eletroeletrônicos industriais.
Apresentamos os tipos de conectores e identificadores de fios, assim como
os procedimentos de instalação dos terminais nos condutores.
Reforçamos a importância desses conhecimentos e procedimentos técni-
cos, pois eles fazem parte do dia a dia nos trabalhos de instalação e monta-
gem de painéis de comando de sistemas eletroeletrônicos industriais.
Máquinas Elétricas Estáticas

Agora que você já tem conhecimento sobre a instalação de dispositivos de comando ele-
troeletrônicos, vai conhecer as máquinas elétricas estáticas industriais.
As máquinas elétricas são equipamentos que funcionam pelo princípio da indução eletro-
magnética. São de grande importância, pois estão presentes em todos os tipos de indústrias.
As máquinas elétricas estáticas são os transformadores e os autotransformadores. Neste ca-
pítulo, vamos estudar somente os transformadores. Os autotransformadores serão abordados
no capítulo que trata de Sistema de partida de motores elétricos com chave compensadora.

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