EMERGÊNCIA
CLIMÁTICA
EBOOK PARA
PROFESSORES
EMERGÊNCIA CLIMÁTICA:
Ebook para professores
Organizadores:
Alessandra Kuraz de Toledo
Eloane Ramos Ribas
Wagner Nicolau Stabel
Gabriella Moreira
Adriana Massae Kataoka
Patricia Carla Giloni de Lima
É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a
fonte e autoria, proibindo qualquer uso para fins comerciais.
Equipe
Organizadores:
Alessandra Kuraz de Toledo
Eloane Ramos Ribas
Wagner Nicolau Stabel
Gabriella Moreira
Adriana Massae Kataoka
Patricia Carla Giloni de Lima
Colaboradores:
Eliza Meyering
Erica de Lima Schran
George Maikon Souza Paes
Giovanna Roberta Vaz Palanca
Mayara Schram
Naele Camila Bolkota
Tabata Kelly Brandini
Revisão:
Dra. Adriana Kataoka
Dra. Patricia Carla Giloni de Lima
Dr. Anderson de Souza Moser
Mestranda Fernanda Fernanda Gurgel Matakas
Revisora:
Ana Karoline Martins
Ilustração capa:
Gabriella Moreira
Ilustrações:
Canva
PREFÁCIO
Caro leitor(a),
O e-book "Emergência Climática: e-book para professores" chega em
um momento crucial de nossa história, onde a compreensão e ação
em relação às mudanças climáticas se tornaram imperativas. Nesse
contexto desafiador, entendo que os professores desempenham um
papel fundamental ao educarem e inspirarem as gerações presentes
e futuras, sobretudo para enfrentarem os desafios socioambientais
que emergem diante desta grave problemática.
Neste guia, as autoras e o autor apresentam a complexa questão da
emergência climática de forma acessível e compreensível, sem abrir
mão do rigor científico. A linguagem foi cuidadosamente elaborada
para ser didática e envolvente, permitindo que os professores
mergulhem nos detalhes das causas, consequências e possíveis
respostas às mudanças climáticas, tanto em uma perspectiva global
quanto local, e possam incorporar esses conhecimentos em suas
práticas educativas.
Sob uma abordagem crítica, torna-se cada vez mais premente que o
contexto educativo problematize as raízes do problema climático em
voga e destaque a urgência de ações transformadoras. Ao mesmo
tempo, é imprescindível que, ao contextualizar as consequências das
mudanças climáticas, professores e alunos possam refletir e atuar
por meio de medidas de mitigação e adaptação frente os impactos
da emergência climática em seu próprio contexto de vida.
Além de analisar o panorama global das mudanças climáticas, este
guia também oferece alternativas de resposta, desde iniciativas
individuais quanto sociais, configurando-se como sugestões práticas
que podem ser incorporadas ao estilo de vida de cada um. Desse
modo, defende-se a ideia de que é através da educação e da ação
coletiva que poderemos enfrentar esse desafio contemporâneo.
Enquanto professor da Educação Básica e pesquisador no campo da
Educação Ambiental e Emergência Climática, destaco o potencial
deste material para o contexto educativo.
Ele não apenas fornece conhecimentos essenciais sobre a
emergência climática, mas também estimula a reflexão crítica e o
engajamento ativo dos sujeitos. Para além de um guia, este recurso
pode inspirar professores e estudantes a se tornarem agentes de
transformação em busca de um futuro sustentável para todos.
Que esta jornada de aprendizado e sensibilização seja o primeiro
passo rumo a um mundo mais justo, equitativo e resiliente para
todos nós.
Anderson de Souza Moser
Professor da Educação Básica
Doutorando em Educação pela Universidade Federal do Paraná
PRÓLOGO
Em pleno século XXI, na “sociedade da informação”, dentre tantas
questões que surgem com acesso à internet, grande parte da
população vive um momento em que se encontra exposta
constantemente a centenas informações, das quais muitas são fake
news e nem sempre consegue filtrar o que é verdadeiro, atual ou até
mesmo útil para nossa compreensão sobre alguns temas.
Dito isso, o objetivo desse e-book é levar até você, professor e
professora, informações sobre a temática da Emergência Climática,
da forma mais clara e sucinta possível sobre cada um dos tópicos
que serão discutidos, mas sem abrir mão da veracidade e do
embasamento científico.
Você encontrará também sugestões de sites, livros e artigos para
aprofundar o seu conhecimento sobre o assunto e uma tirinha de
soluções individuais e sociais, com o intuito de servir como material
para seus alunos.
Acreditamos que a educação integrativa e crítica, seja o que
precisamos para que todos compreendam a importância e
consequências da Emergência Climática no mundo, para o mundo e
para cada um de nós.
Na educação ambiental crítica, a prática educativa forma o sujeito
enquanto ser individual e social, historicamente situado. Não se
reduz a intervenções centradas exclusivamente no indivíduo como
“quando cada um fizer a sua parte...” ou em coletivos abstratos,
onde toda a culpa está no outro, genérico e despersonalizado,
crendo que ele deve mudar primeiro para depois dar lugar as
transformações no mundo (Ministério do Meio Ambiente, 2004). Na
educação crítica analisamos o indivíduo e a sociedade, onde
compreendemos que a responsabilidade difere nos diferentes
âmbitos sociais, mas que sem a luta e conscientização de todos, a
mudança não será possível.
Que tal começarmos discutindo sobre conceitos que muitas
vezes são utilizados de forma equivocada no dia a dia?
O que é efeito estufa e aquecimento global? Eles são
sinônimos?
O EFEITO ESTUFA é um fenômeno natural onde os
gases emitidos naturalmente (como Nitrogênio,
Oxigênio, Carbono, entre outros) se concentram na
atmosfera, absorvendo o calor recebido durante o dia.
Mas qual é a importância desse efeito?
Esse fenômeno é ESSENCIAL à manutenção da vida, pois permite
que o calor recebido durante o dia não se dissipe totalmente no
período da noite, o que mantém a temperatura adequada para o
desenvolvimento e manutenção dos organismos vivos. Caso isso não
acontecesse, a Terra ficaria extremamente fria, em torno de -18°C,
tornando impossível a vida.
Contudo, a emissão de gases poluentes se intensificou com ações
humanas, causando um agravamento no efeito estufa e ocasionando
um outro fenômeno:
O AQUECIMENTO GLOBAL, é um fenômeno a
longo prazo causado pela emissão de gases,
como dióxido de carbono, metano e o óxido nitroso.
Esses gases, quando presentes em grande
quantidade na atmosfera, agravam o EFEITO
ESTUFA, que de um processo natural e
benéfico a vida, passa a ocasionar a elevação da
temperatura do planeta desencadeando então o
aquecimento global.
As consequências vem sendo observadas e discutidas nas últimas
décadas, como: derretimento das calotas polares e consequente
aumento no nível do mar, acidificação dos oceanos, inundações,
desertificações, redução da biodiversidade, entre tantas outras
catástrofes.
Talvez você já tenha ouvido falar em mudanças climáticas ou
crise climática, ao que elas se referem?
As MUDANÇAS CLIMÁTICAS referem-se às
diferentes variações climatológicas que
ocorrem a longo prazo, como regime de chuvas,
aumento e diminuição de temperatura, ventos e
tempestades, por exemplo.
O termo CRISE CLIMÁTICA utilizado como um sinônimo de
mudanças climáticas, transmite a ideia de algo passageiro, de
forma que a sociedade possa vir a acreditar que as variações no
clima tendem a passar. Sabemos, no entanto, que essas mudanças
não são passageiras e de fácil resolução.
Então, qual seria o termo mais apropriado?
O termo EMERGÊNCIA CLIMÁTICA é o mais adequado pois
abrange as situações de forma coerente com a atual realidade.
Vejamos algumas definições:
Emergência climática é "uma situação em que é necessária uma
ação imediata para reduzir ou deter a mudança climática e
evitar danos graves e permanentes ao meio ambiente”
(Oxford University, 2023).
No dicionário de Cambridge “problemas sérios e urgentes que
estão sendo causados ou que podem ser causados por
mudanças no clima do mundo, em particular o aquecimento
do mundo como resultado da atividade humana que
aumenta o nível de dióxido de carbono na atmosfera.”
(Tradução de Carvalho, 2022)
"Essa expressão consiste na gravidade dos riscos climáticos,
que vão de graves à irreversíveis, e a consequente
necessidade de adoção de medidas urgentes e imediatas
para evitá-los ou mitigá-los" (Carvalho, 2022).
Existe algum órgão responsável por trazer informações
sobre esse temas?
Sim o IPCC.
O que é?
O IPCC é o Intergovernmental Panel on Climate
Change (Painel Intergovernamental sobre
Mudança do Clima), criado em 1988, com o
objetivo de “fornecer aos formuladores de
políticas avaliações cientificas regulares sobre a
mudança do clima, suas implicações e possíveis
riscos futuros” (GOV., 2024).
O que ele faz?
O IPCC é responsável pela emissão de
relatórios anuais contendo informações de
novos dados científicos sobre o clima no
mundo. Visa alertar às autoridades politicas
e a demais população sobre as mudanças
climáticas e os possíveis danos futuros.
Alguns dados do IPCC:
Aumento do nível do mar em 1,2 metros ao
longo do século e aumento de cerca de 2,5
metros nos próximos dois séculos;
O Nordeste brasileiro já está se aquecendo
em 2,2ºC, enquanto que no resto do mundo a
média é de 1,2ºC;
Até os dias atuais, o aquecimento no mundo
já foi de 1,2 graus Celsius, mas ao longo do
século o aquecimento pode chegar a 3,5ºC.
Mas afinal, o que aconteceu?
Podemos citar alguns pontos que nos colocaram nesse estado de
emergência climática:
Desrespeito ao meio ambiente
Queima de combustíveis fósseis
Riqueza acumulada Queimadas
Poluição
CAPITALISMO Agronegócio
Atividades humanas
Estimulo ao consumismo
Produção em massa
Segundo Lowy (2013): "A crise econômica e a crise ecológica
resultam do mesmo fenômeno: um sistema que transforma
tudo – a terra, a água, o ar que respiramos, os seres
humanos – em mercadoria, e que não conhece outro critério
que não seja a expansão dos negócios e a acumulação de
lucros."
Talvez você se pergunte: o que isso tem a ver com o clima e o meio
ambiente? Simplesmente TUDO! O meio ambiente é onde estamos
inseridos, vai desde as grandes florestas até o seu quarto, tudo o
que fazemos causa algum impacto e, na maioria das vezes, as
nossas escolhas impactam de forma negativa na estabilidade da
natureza.
Precisamos considerar que a forma como vivemos, as escolhas que
tomamos, a forma como consumimos e pensamos, estão sendo as
causas do problema que estamos enfrentando e enfrentaremos a
cada ano com mais intensidade.
Mas quem são os verdadeiros responsáveis?
Que tal olhar criticamente para as indústrias?
As indústrias exploram a matéria prima natural, muitas vezes sem se
importar com as consequências para o meio ambiente, podemos
começar a analisar criticamente a utilização de combustíveis fósseis,
sendo eles o petróleo, o gás natural e o carvão.
A liberação de gases poluentes da queima de combustíveis
fósseis contribuem para o impacto na emergência climática.
Os combustíveis fósseis são compostos orgânicos e, através da
combustão completa, resultam na liberação de gás carbônico e
água.
A partir dessa liberação ocorre a concentração de gás
carbônico e monóxido de carbono na atmosfera, por
consequência ocorre a poluição ambiental.
Mas não é só o ar que é contaminado, há também a contaminação
da água:
Os corpos hídricos do Brasil possuem como principal poluidora as
indústrias, por meio do despejo irresponsável de toneladas de
resíduos tóxicos. A poluição se dá quando esses efluentes
modificam o aspecto estético, a composição ou a forma do meio
físico. Já a contaminação acontece quando há a mínima ameaça à
saúde de pessoas, animais e plantas.
Segundo Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente
(PNUMA): “a conservação e
restauração dos espaços naturais,
tanto em terra quanto na água, é
essencial para limitar as emissões de
carbono, proporcionando um terço
do esforço de mitigação necessário
na próxima década”.
E a pecuária? Qual o seu papel?
A pecuária é considerada a principal causadora
do desmatamento na Amazônia. Seu maior
avanço ocorreu após a década de 60 e por
incentivos governamentais.
Hoje enxerga-se suas consequências com as
mesmas áreas sendo utilizadas para plantio de
pastagens.
Os impactos ambientais dessa prática vão desde o modelo de
produção para alimentação dos animais até aos seus dejetos que
podem contaminar o solo, água e estão relacionados a gases que
diminuem a camada de ozônio (camada de gases que por meio do
equilíbrio físico-químico, formam um escudo protetor contra os raios
ultravioletas mais nocivos a vida na terra (Souza, 1985)).
Consideremos ainda, o bem estar animal, que é determinado pelo
sistema que por sua vez é definido pelos sinais da economia em
relação ao produto (Molento, 2005). Visto desse forma, devemos
indagar o quanto o nosso padrão de consumo de carne influencia
essa dinâmica, e o quanto o consumidor tem voz e direito de exigir
melhores condições para os animais?
São escassos os dados sobre o Brasil nesses aspecto então
consideremos uma das grandes potências mundiais: "Considerando
48 estados dos EUA, o espaço total representa 1,9 bilhões de acres.
Segundo estudo, desses 1,9 bilhões de acres: 778 milhões de acres
de terras privadas são usadas para pastagem, 345 milhões de acres
de alimentos para animais, 230 milhões de acres de terras públicas
são usadas para pastagem de gado" (Ecycle, 2020).
"A indústria agropecuária reflete diretamente as
contradições do capitalismo e seus abismos sociais.
Alimentos que poderiam retirar milhões de pessoas da fome
são utilizados para alimentar gado" (Ecycle, 2020).
E o agronegócio? Vamos entender um pouco sobre:
O agronegócio possui um papel fundamental na economia do nosso
país, devido essa relevância, recebe grandes investimentos
governamentais e incentivos de expansão. Essa expansão vêm
acompanhada dos impactos ambientais, como o uso desenfreado de
agrotóxicos e fertilizantes, consumo e contaminação da água, e o
desmatamento e queima das matas nativas (Assad, 2012).
Quando falamos sobre os agrotóxicos, que são
produtos químicos que visam combater
animais e plantas "invasoras", já é aceito pela
literatura que a utilização desses químicos
contaminam o meio ambiente, a água e ainda
acarretam riscos a saúde da população local,
dos aplicadores, que muitas vezes não
compreendem as informações técnicas
contidas nas embalagens (Garcia; Lara, 2020)
e do resto da população pelo consumo de
alimentos carregados desses químicos.
O problema é que os prejuízos não param por aí, consideremos o
desmatamento e queimadas, diretamente ligado ao setor
agropecuário, é a das principais causas de emissão dos gases do
efeito estufa. Consideremos que, as árvores absorvem carbono da
atmosfera para produzirem seu alimento, proveniente da
fotossíntese, e para se construirem em sua biomassa na forma de
madeira, ou seja, quanto mais velha a árvore mais carbono ela tem
armazenado. A partir do momento que essa árvore é derrubada, ou
pior ainda, queimada, esse carbono é liberada para atmosfera,
aumentando o efeito estufa.
Esses atos estão muitas vezes relacionados com a necessidade do
aumento de hectares para plantio de soja. A cultura da soja se
expandiu mais vigorosamente no Brasil nos anos 70 e “atualmente, a
expansão da área plantada tem se dado, sobretudo, no sentido norte
a partir da região central brasileira, ou seja, atingindo diretamente o
bioma frágil correspondente à Floresta Amazônica" (Domingues,
Bermann; Manfredini, 2014).
Outra pesquisa demonstrou que a média de desmatamento no
Mato Grosso é de 1.400 hectares por ano (Demambro, 2021). Em
um estado que abriga 3 biomas distintos: amazônico, cerrado e
pantanal, com importância fundamental na sustentabilidade do
ecossistema brasileiro.
Mas qual é a importância dos biomas?
A vida, como conhecemos hoje, depende da
manutenção dos biomas!
"Os Biomas contribuem com o clima das regiões
brasileiras e são fonte de vida e riquezas
naturais. Com tamanha diversidade, a
alimentação humana e muitos medicamentos,
provêm deles" (Beduka, 2019).
Os biomas estão interligados entre si, por isso problemas
como desmatamento da Amazônia, Cerrado, Caatinga, afeta
a vida de todos, mesmo que distantes fisicamente.
“Nesse sentido, mesmo que estejamos à grande distância da
Amazônia, por exemplo, as chuvas que são formadas nesse bioma
trazem muitos benefícios à qualidade de vida de populações que
habitam áreas localizadas em outros biomas” (Junior, 2017 apud
Cunha, 2017).
As mudanças climáticas também estão intrinsecamente relacionadas
com o fenômeno da desertificação. Elas provocam o aumento e a
redução de espécies, ocasionando mudanças na estrutura das
comunidades bióticas, o que implica na perda da biodiversidade,
consequentemente perda de nutrientes e umidade do solo, causando
erosão, perda de fertilidade e subequentemente o fenômeno de
desertificação. No Semiárido brasileiro, a desertificação já se faz
presente em quase sua totalidade (Tavares; Arruda; Silva, 2019)
“Mas não teríamos comida sem o agro”
Você sabia que existe um modelo de produção que não causa os
impactos descritos anteriormente?
O sistema agroecológico, por exemplo, valoriza o
pequeno produtor, se preocupa com a saúde
humana e com o bem estar animal. Além de
valorizar a cultura e o respeito de outros povos,
como os indígenas, com a terra e com a vida.
A transição agroecológica consiste em um
processo gradual de mudança, onde o
manejo e gestão de sistemas passa de um
sistema convencional para um sistema de
produção com princípios, métodos e
tecnologias com base ecológica (Caporal;
Costabeber, 2007).
Vantagens da transição agroecológica:
Independência em relação adubo orgânico, água, sementes e
produção de forragens (Brandão, 2023);
Aumento da biodiversidade animal e vegetal nos sistemas
produtivos (Brandão, 2023).
Redução e racionalização do uso dos agroquímicos e
fertilizantes sintéticos (Torres, 2013);
Substituição de insumos químicos por outros de origem
biológica (Torres, 2013);
Manejo da biodiversidade e redesenho dos sistemas
produtivos (Torres, 2013).
"A importância da criação de novas alternativas de produção
visando o desenvolvimento sustentável e racional dos
recursos naturais necessitam ser colocados em prática para
minimizar os danos causados ao meio ambiente" (Araújo et
al, 2007 apud Abadias; Fonseca; Barbosa, 2020).
Mas quais são as consequências? “Eu não vejo nada”
Nos últimos anos podemos perceber no nosso dia-a-dia como a
emergência climática se faz presente.
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/a-cada-desastre-natural-no-brasil-em-media-34-mil-pessoas-sao-afetadas/
https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/a-cada-desastre-natural-no-brasil-em-media-34-mil-pessoas-sao-afetadas/
FONTE:https://g1.globo.com/mundo/noticia/2022/12/24/megatemp FONTE: https://exame.com/mundo/europa-teve-ao-menos-15-000-
estade-de-inverno-nos-eua-e-canada-afeta-250-milhoes-e-gera- mortes-relacionadas-com-ondas-de-calor-em-2022-diz-oms/
caos.ghtml
E ainda precisamos considerar os impactos a biodiversidade do
planeta. Carlos Taibo em seu livro "Colapso: capitalismo terminal,
transição ecossocial e ecofascismo" compilou dados alarmantes
sobre a biodiversidade no planeta:
Cerca de 30.000 espécies são extintas por ano, ou seja, três
espécies por hora.
A expectativa é que para 2050 METADE das 10 milhões de espécies
existentes sejam extintas.
Consideremos que isso ainda pode se INTENSIFICAR!
Esses são apenas alguns exemplos do que o futuro
nos reserva. A necessidade da criticidade,
sensibilização, da educação ambiental e POLÍTICA
é URGENTE!
Quem sofre?
VOCÊ!
Mas não só você. Seus
amigos, seus familiares, seus
vizinhos, seus colegas, seus
conhecidos, os animais, as
plantas, absolutamente tudo e
todos, o PLANETA INTEIRO.
Apesar de parecer distantes, os
efeitos estão presentes, aqui e
agora, de forma indireta, direta
e, ainda, IRREVERSÍVEL.
Por exemplo, o aumento das
temperaturas favorece a
disseminação de inúmeras
doenças, principalmente
transmitidas por vetores,
como dengue, febre amarela,
malária e leishmaniose.
Portanto VOCÊ corre um risco
maior de se contaminar!
Estima-se que com o aumento de
1,5˚C cerca de 70% dos recifes de
corais morram. Isso trará um
desequilíbrio ambiental
inimaginável, pois os recifes
servem como morada e terreno de
desova pra inúmeras espécies, A
partir do momento que eles
perderem a sua cor, essas
espécies correm sérios riscos.
Quem sofre?
Com os mesmos 1,5˚C, metade do
habitat de insetos, incluindo os que
são importantíssimos para o
processo de polinização, serão
perdidos, impactando não só os
próprios insetos e as plantas que
necessitam desse processo, mas a
nós também já que a agricultura
DEPENDE da polinização.
A medida que as mudanças
climáticas transformam
terrenos produtivos e água em
recursos cada vez mais raros e
escassos, os preços sobem e
os mais pobres e
desfavorecidos sofrem cada
vez mais para conseguir
alimentar a si e sua família.
O direito a alimentação e
moradia digna são
ARRANCADOS DAS PESSOAS
MAIS VULNERÁVEIS devido
aos eventos e desastres
climáticos como desertificação,
inundações e desmoronamentos.
"Ok, mas o que eu posso fazer?"
Pode começar parando para pensar
sobre O QUE E QUEM causa isso,
não devemos aceitar tudo como se
fosse sempre o correto. Começar a
se engajar e tomar atitudes coletivas,
procurar por grupos que, assim como
você, querem mudar isso.
E o que os países têm feito a respeito?
Em 2015 foi estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU)
17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) como parte de
uma agenda mundial para 2030 visando a implementação de
políticas públicas de acordo com as necessidades previstas em
diversas negociações para mitigar a Emergência climática (EMBRAPA,
2023).
FONTE: https://www.climaemcurso.com.br/blog/2020/01/10/e-book-gratuito-agenda-2030/
Mas afinal, porque apesar desse projeto existir desde
2015, ainda não vemos resultados significativos?
Segundo o VII Relatório Luz sobre a Agenda 2030 no Brasil, lançado
em 2023:
“No Brasil o desafio não é menor: nossa avaliação
sobre o ano de 2022 mostra 102 metas (60,35%)
em situação de retrocesso, 14 (8,28%)
ameaçadas, 16 (9,46%) estagnadas em relação
ao período anterior, 29 (17,1%) com progresso
insuficiente, apenas 3 (1,77%) com progresso
satisfatório e 4 (2,36%) delas sem dados
suficientes para classificação, sendo que 1
(0,59%) não se aplica ao Brasil” (p. 07)
Isso, no mínimo, demonstra desinteresse por parte dos governantes
com o tema. No papel existem muitos acordos, mas a realidade é
outra...
Políticas ambientais no Brasil tratam-se de um tema muito sensível,
podemos percebemos interferências políticas e econômicas que
beneficiam apenas uma pequena parcela da população, por isso
vemos poucos esforços para manutenção das áreas naturais e
respeito a comunidades tradicionais. Isso porque, atualmente o PIB
(Produto Interno Bruto) do nosso país está intimamente ligado ao
agronegócio, ou seja, existe uma motivação em distorcer as leis
ambientais pelo bem, a curto prazo, desse setor e do
desenvolvimento nacional (Ayres; Antiqueira; Brando, 2023).
Ademais, faz-se necessário esforços do setor industrial e privado no
país, não somente em criar propagandas onde afirmem ser
empresas “verdes” e “ambientalmente corretas” mas que de fato,
para além do marketing, estejam de acordo com os ODS, em busca
do desenvolvimento sustentável por meio de práticas sustentáveis.
Para isso precisamos de leis ambientais mais rígidas, fiscalização e
aplicação do que está previsto na constituição, não mais visando o
econômico, mas o socioambiental. Bem como, mais projetos de
fomento para estimular a transição ecológica.
pensando em todas as consequÊncias DAS
MUDANÇAS CLIMÁTICAS...
Utilize
O que você transporte
pode fazer coletivo ou
por mim? bicicleta
Separe e
recicle Plante
seu lixo árvores
Consuma Evite compras
mais vegetais desnecessárias
e menos
carne
Evite utilizar
Use produtos
copos e canudos
descartáveis biodegradáveis
Não Economize
desperdice energia
água
Não jogue os
rejeitos no A mudança
meio
começa por
ambiente
você
E
coletivamente? Promoção de
Quais ações feiras rurais,
podem ser incentivando o
realizadas? produtor
familiar
Cobrar Tomar
responsabilidade decisões coerentes
política e justas
Mas você É preciso ter
sabe como pensamentos
fazer isso? críticos
Defender Ler a
seus direitos constituição
Escolher alguém Participar
que defenda seus das reuniões
interesses
da câmara
Promover ou ATÉ A
participar de Essas são
PRÓXIMA
ações na algumas
PESSOAL!
comunidade sugestões
Gostariamos de frizar o quão importante é o papel dos
professores e professoras nesse momento em que
precisamos do maior engajamento possível para
entendermos e agirmos para apaziguar as consequências da
emergência climática.
Muitas vezes pensamos que falar sobre o mundo e a vida é uma
função estritamente relacionada aos professores de
Ciências/Biologia. Entretanto, para alcançarmos cada vez mais
nossos alunos e comunidades, precisamos introduzir esse tema no
cotidiano de todos.
Sabemos que a educação é um dos meios mais potentes e
grandiosos para mudar o mundo, pois ela é capaz de atingir um
grande número de vidas e de desenvolver cidadãos autônomos.
Mas como fazer isso? Para ajudarmos nossos alunos a pensarem
mais e aceitarem menos, primeiro necessitamos fazer o mesmo.
Precisamos nos questionar mais sobre as notícias que vemos, sobre
as consequências que vivemos, encontrar respostas e verificar se
elas realmente fazem sentido ou se estão mascaradas e amenizadas.
Após abrirmos os olhos, conseguiremos enxergar o nosso papel no
mundo, mas também o papel de outras pessoas, como de grandes
empresas e governos. Somente após essa reflexão, que deve ser
constante, conseguiremos expressar essa realidade aos alunos.
Você, professor de Matemática, pode incluir em suas aulas as
perspectivas econômicas que nos aguardam com o aumento de
desastres naturais, como isso pode afetar os gastos do governo, a
inflação e refletir no salário e no bolso de todos nós.
Professor de Geografia, você pode mostrar como os humanos tem
causado mudanças ambientais em uma velocidade jamais vista
antes. Projeções de como o mundo era e como será em milhões de
anos é uma ótima forma de correlacionar com as mudanças que
vemos hoje. Se demorou milhões de anos para os polos se
formarem, e em teoria, demoraria mais milhões de anos para
derreterem, como podemos explicar esse aumento súbito na
temperatura se não apontando a relação humana nisso?
Que professor de Sociologia poderia se esquivar da magnitude da
mudança de comportamento que teremos em algumas décadas com
as perspectivas de mudança do meio em que vivemos, e que nos
aguardam?
A Arte pode beneficiar a causa da Educação Ambiental com a
sensibilização e imersão dos alunos em questões tão importantes por
meio da arte.
Selecionamos algumas recomendações para te ajudar a se engajar e
entender mais sobre esse assunto:
SITES
IPCC
https://www.ipcc.ch/
RESCLIMA
https://resclima.info/pt/bem-vindo/
PAINEL BRASILEIRO DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS
http://www.pbmc.coppe.ufrj.br/index.php/en/
OBSERVATÓRIO DO CLIMA
https://www.oc.eco.br/
LIVROS
Biodiversidade e mudanças climáticas no Brasil: levantamento e
sistematização de referências
Autora: Priscila Lemes de Azevedo Silva.
Coleção explorando o Ensino: MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Volume 13 - ensino fundamental e médio / Ministério da Educação.
Leituras dos ODS para um Brasil sustentável
Autores: Andrea Rabinovici, Juliana M. de Barros-Freire, Ruth Goldberg e
Zysman Neiman.
EBOOKS
Novos temas em emergência climática: para os ensinos
Fundamental e Médio.
Organizadores: Edson Grandisoli, Pedro Henrique Campello Torres,
Pedro Roberto Jacobi, Renata Ferraz de Toledo, Sonia Maria Viggiani
Coutinho e Kauê Lopes dos Santos.
Temas atuais em mudanças climáticas para os ensinos
fundamental e médio
Organizadores: Pedro Roberto Jacobi, Edson Grandisoli, Sonia Maria
Viggiani Coutinho, Roberta de Assis Maia e Renata Ferraz de Toledo.
ARTIGOS
Como educar sobre la complejidad de la crisis climatica?
Édgar J. González Gaudiano, Pablo Á. Meira Cartea e José G. Pérez.
A emergência climática no ensino de ciências: os saberes
necessários para uma proposta de trablho pedagógico por
meio da educomunicação científica.
Anderson de Souza Moser, Daniele S. Pedroso, Adriana M. Kataoka e
Marília A. T. Campos.
Mudanças climáticas, mudanças globais: desafios para a
educação.
Antonio Fernando S. Guerra, Pedro Jacobi, Samia N. Sulaiman e
Tiago Nepomuceno.
A emergência climática no ensino de Ciênciasos saberes
necessários para uma proposta de trabalho pedagógico por
meio da educomunicação científica
Anderson de Souza Moser, Daniele Saheb Pedroso, Adriana Massaê
Kataoka, Marília Andrade Torales-Campos
Educar para a emergência climática: prioridades educativas
em tempos de criso socioambiental
Renata de Almeida-Vieira, Antonio García-Vinuesa, Pablo Ángel Meira
Cartea
Mudanças climáticas: caminhos para o Brasil: a construção
de uma sociedade minimamente sustentável requer esforços
da sociedade com colaboração entre a ciência e os
formuladores de políticas públicas
Autor: Paulo Artaxo
DOCUMENTÁRIOS
O nosso planeta 1 (2019) e 2 (2023)
Em busca dos corais (2017)
Cowspiracy – o Segredo da Sustentabilidade (2014)
Disponíveis na Netflix
REFERÊNCIAS E BIBLIOGRAFIAS
UTILIZADAS
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SOBRE OS AUTORES
Adriana Massae Kataoka
Doutora em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos
Docente da Universidade Estadual do Centro-Oeste
Contato:
[email protected] Alessandra Kuraz de Toledo
Bióloga licenciada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste - Unicentro e Técnica
em Agroecologia pelo Instituto Federal do Paraná - IFPR.
Contato:
[email protected] Eloane Ramos Ribas
Bióloga licenciada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste - Unicentro
Contato:
[email protected] Gabriella Moreira
Bióloga licenciada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste - Unicentro
Contato:[email protected]
Patricia Carla Giloni de Lima
Doutora em Ciências da Engenharia Ambiental pela Universidade de São Paulo
Docente da Universidade Estadual do Centro-Oeste
Contato:
[email protected] Wagner Nicolau Stabel
Biólogo licenciado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste - Unicentro
Contato:
[email protected] .