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História do Café em Espírito Santo do Pinhal

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NOS PASSOS DO CAFÉ

A História do Café em Espírito Santo do Pinhal


A história do território é ligada aos indígenas caiapós, que ocupavam a região há séculos. A partir de 1700, caravanas
de aventureiros começaram a desbravar a região, na procura de ouro e pedras preciosas. A região do atual município
de Espírito Santo do Pinhal pertencia a uma sesmaria, que foi, em 1728, doada a Jorge Silva Nobre, que buscou
colonizar a região. Pessoas vindas de Mogi das Cruzes e Bragança Paulista iniciaram o povoamento e mineiros
realizaram ocupações para a criação de gado, que, em geral, era vendido para o Rio de Janeiro.

A história de Espírito Santo do Pinhal começa com a religiosidade do fazendeiro Romualdo de Souza Brito. Em 1845,
Brito havia adquirido a Fazenda Pinhal e decidiu, junto com sua esposa, que doaria 40 alqueires da propriedade para
que lá se construísse uma capela.

O desenvolvimento da cafeicultura em Espírito Santo do Pinhal, localizado na região Mogiana, deu-se no contexto
histórico da segunda metade do século XIX e, portanto, no momento em que o cafeicultor paulista assumia um perfil
de empreendedor. Não são aleatórios, portanto, os projetos de imigração, a estrada de ferro, a abolição da
escravatura, o movimento republicano e o desenvolvimento urbano. Tudo isso faz parte de uma visão de progresso
dos famosos cafeicultores do Oeste Paulista, entre os quais estão incluídos os de Espírito Santo do Pinhal.

Atualmente, a cidade ainda preserva grande parte do patrimônio histórico edificado que nos remete a fase áurea do
café, podendo nos contar um pouco da história através deste roteiro.

1- PRAÇA DA INDEPENDÊNCIA
A partir de 1849, iniciou-se a construção da capela que em
1886 já tinha suas paredes laterais e dos fundos em taipa,
telhado em duas águas, construída pelo Vigário Monte
Negro recebendo da Coroa Portuguesa paramentos e a
imagem de São Sebastião que ainda permanece no altar
assim como o crucifixo.

Em 1897 a Matriz recebe a fachada frontal com a torre, que


permanece até hoje. Em 1898 recebe como doação o atual
relógio, poli facetado e importado da Alemanha, ofertado
pelo Capitão Leocádio Gomes de Faria e também o sino
menor, com inscrição “Carlos Sontag I T U – 5/5/1875” e o
maior, colocado acima do relógio com a inscrição
”oferecido por Casemiro Teixeira Vaz, ao Divino e em
memória de D. Pedro II, Imperador Do Brasil - CROUZET,
HILDEBRAND - FOUDEUR A PARIS”. Ambos provenientes da
mesma fundição que fez os sinos da Catedral de Notre
Dame de Paris.

A Praça Da Independência é composta basicamente pela igreja Matriz em sua área central sendo também equipada
com fonte luminosa, obelisco, coreto, duas pérgolas laterais, bancos de madeira em toda sua extensão para
descanso e jardins rebaixados. Seu calçamento é feito de pedras portuguesas que formam diversos desenhos entre
eles os florais.
2 - BANCO DO BRASIL
Banco do Brasil (antiga Caixa Econômica Estadual). Este
prédio, da década de 1950, foi construído para funcionar
como a Coletoria do Estado de São Paulo.

Este é um prédio projetado para esquina e seu


formato lembra uma grande caixa. Possui dois
andares e na sua fachada frontal são 4 janelas
laterais e duas portas, uma sobre a outra. Na outra lateral
de acesso são 12 janelas laterais e também duas portas,
sendo a do andar superior em balcão, mantem-se muito
bem preservado e a coloração predominante é creme.

3 - GALERIA CASARÃO
O prédio conhecido como “Galeria Casarão” foi uma das
primeiras casas de aluguel, de propriedade do Barão de
Motta Paes. Funcionou também como um centro médico,
o SANDU, destinado ao serviço público de saúde. Sofreu
algumas interferências em seu interior e hoje abriga uma
sala de cinema e a Associação Cultural Antônio Benedicto
Machado Florence.

A Galeria casarão possui em sua fachada uma


grande porta central e duas janelas de cada lado,
voltadas para a Praça da Independência, para acessar seu interior faz-se necessário subir uma escadaria, visível da
rua. Seu interior foi totalmente remodelado, sendo só a fachada original. Sua cor predominante é rosa com as barras
cor de terra.

4 - RESIDÊNCIA FAMÍLIA MANGILLI


Resquício da residência de Romualdo de Souza
Brito. Da antiga residência do fundador do
Município restou apenas uma grande porta em
madeira maciça e uma placa informativa instalada ao
lado, pois todos os prédios ao lado atualmente são
destinados comércio.
5 - RESIDÊNCIA FAMÍLIA VERGUEIRO
O cultivo do café atinge o auge de sua produção e geração
de riquezas no período da 1ª República, colocando os
paulistas no poder. Esta riqueza e prosperidade são
demonstradas, entre outras formas, na arquitetura. As
linhas arquitetônicas das construções deste período são
mais elaboradas, com abundância de adornos, ostentando
a riqueza de seus proprietários.

Esta imponente residência de esquina possui


belíssimas janelas voltadas para a rua XV de
Novembro todas ornamentadas com colunas,
testeiras em gesso e florais, compondo desenhos
rebuscados, seu portão lateral é forjado em ferro
retorcido e ricamente ornamentado em ramos e
arabescos, sua cor predominante é laranja, com detalhes
destacados na cor branca.

6 – RUA JOSÉ BONIFÁCIO


A Rua José Bonifácio (Rua Direita) sempre foi
comercial. A maioria das construções que resistem
até hoje, datadas do final do século XIX e início do
século XX, eram de propriedade do Barão de Motta Paes, e
apresentam uma forte característica: são, em sua maioria,
sobrados, construídos para funcionar como comércio no
piso térreo e residência na parte superior. Um exemplo é a
“casa dos Motinho”, parentes do Barão de Motta Paes.
7 – PRAÇA RIO BRANCO
Praça Rio Branco (antigo cemitério, do final do século XIX).

Antes da construção do Cemitério Municipal existiam três


cemitérios, sendo: Largo São João; Largo São Benedito e
Praça Rio Branco.

Na Praça Rio Branco localiza-se o “Palácio do Café”, edifício


que funcionou, originalmente, como câmara e cadeia,
prática bastante comum no início da colônia, onde a
administração local portuguesa era chamada de Câmara
Municipal (em nível nacional). Essas câmaras eram
formadas pela elite local e exerciam as três funções –
legislativa, executiva e judiciária (final do século XIX). O
prédio original sofreu intervenções em sua fachada,
recebendo colunas e um frontão de influência grega.

A Praça Rio Branco é composta pelo Palácio do


Café em sua área Central, sendo ele um enorme
prédio composto por dois andares e janelas
basculantes e simétricas em seus 4 lados, nos dois
andares, possui 4 grandes colunas que foram instaladas
posteriormente a sua construção original. É bem
arborizada com araucárias, símbolo do Município e
equipada com bancos para descanso e esculturas.

8 – CÂMARA MUNICIPAL
No entorno da Praça Rio Branco podemos
encontrar várias outras construções com ao
menos a fachada preservada, como o prédio da
Câmara Municipal que ocupa o espaço de um quarteirão e
possui sua frente voltada para os fundos da Praça Rio
Branco/ Palácio do Café. Na parte frontal há um belo
terraço de inverno envidraçado e oito janelas de madeira
emolduradas por traços sóbrios que se destacam na
construção, as janelas laterais, sempre voltadas para rua
mantém o mesmo estilo da fachada.
9 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA BRANDO
Esta construção possui traços da arquitetura
mourisca com arcos em forma de ogiva. A coluna,
o arco e a cúpula são características marcantes
dessa arquitetura, na medida em que as três juntas lhe dão
beleza e originalidade. Atualmente o prédio se divide entre
residencial e comercial.

10 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA STAUT


O casarão destaca-se pelas enormes janelas
laterais em madeira voltadas para a rua com
adornos sóbrios e simétricos, possui ânforas de
decoração ao longo de todo o telhado e um pequeno
jardim que interliga a casa e o portão de entrada.

11 – RESIDÊNCIA DOS
MÓRMONS
Outra construção de relevância histórica nesta
região é a Casa dos Mórmons. Este elegante
prédio datado de 1910 preserva apenas sua
fachada original, suas janelas são ricamente ornamentadas
com arcos na parte superior. Sua testeira é desenhada e
assinala a data de sua construção. Possui pinhas de
cimento como ponteiras e ornamentos que lembram
colunas.

12 – ANTIGA VENDA FAMÍLIA MARTORANO


A antiga venda está estrategicamente localizada,
pois servia como entreposto dos moradores da
área rural do Areião, Barthô, Juventina e outras
fazendas. Os traçados das ruas do centro são caminhos de
roças, que se mantiveram, e foram a base para o
desenvolvimento urbano. É um prédio grande, de
arquitetura simples e com poucos adornos na sua
composição.
13 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA FLORENCE
Esta casa foi tombada por ter sido residência (a
partir de 1960) de Arnaldo D’Ávila Florence
membro do 1º CONDEPHAAT e representante da
Cúria Metropolitana de São Paulo. Foi comprada da família
Brigagão que nela residiu desde o começo do sec. XX. Foi
construída no final do XIX. Destaca-se pelas belas pinturas
coloridas em forma de “balões” nos vidros de suas janelas,
também se pode notar na sua construção o porão alto com
“respiras” em ferro feitos para arejar o andar habitável e
também para fácil dedetização, comum à época.

14 – THEATRO AVENIDA
Theatro Avenida – primeiramente projetado com o estilo Politeama, o que permitia ao espaço ser utilizado
para shows, entretenimento, teatro, entre outros. A plateia era plana e as poltronas eram removíveis, o que
permitia o uso do espaço também como “ring” de patinação.

Com o passar do tempo, o espaço foi inutilizado, ficando fechado por quase duas décadas. Em 1982 foi comprado pela
Prefeitura Municipal de Pinhal, com o objetivo de ser restaurado.

Durante este período sofreu intervenções em sua estrutura, tais como o rebaixamento da plateia, sinalizando uma
influência grega. Com isso, acompanhando o rebaixamento da plateia, o palco também foi rebaixado, ampliando-se
assim, seu pé direito.

15 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA VERGUEIRO


A residência na esquina das ruas Jorge Tibiriçá com a Xavier
Ribeiro é mais uma construção do período republicano –
início do século XX – sobrado com varandas e jardins. Uma
interessante característica de sua arquitetura são os
adornos que contornam as portas e janelas, em formato de
ramos de café, o que evidencia o auge do período cafeeiro
em Pinhal.

Esta mansão possui 2 andares e também foi planejada para ser uma construção de esquina. Possui
pequenos terraços laterais em seus dois pavimentos e janelas compostas com floreiras
16 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA COSTA
Esta imponente residência foi construída no início do
século XX e já apresenta características do período
republicano. Representa o auge do café, suas proporções
são mais suntuosas, neste período destacam-se as
mansões rodeadas por jardins.

Esta é uma grande casa de 2 andares, na


coloração rosa, muito usado à época e rodeada
de grandes jardins com árvores centenárias
cercada de muro baixo e grades de ferro forjado.

17 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA COLETTI


A residência localizada na esquina das ruas Jorge Tibiriçá
com a rua Vicente Gonçalves é datada do final do século
XIX, início século XX, mantendo ainda as características
arquitetônicas predominantes no período do Império,
sem recuo ou jardim.

Este imponente casarão possui enormes janelas


idênticas em forma oval com vidros coloridos, o
que simbolizava alto poder aquisitivo na época.
Estão localizadas na parte superior da construção, sendo todas com avanço voltadas para a rua e gradeadas como
pequenos terraços com balaustrada em ferro. Sua cor predominante é magenta.

18 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA SERTÓRIO


A casa azul na esquina das ruas Silvestre Machado e
[Link] pertence ao período da República do Café
com Leite – décadas de 1920-1930 – e também traz as
características pertinentes à época – mansão com jardins
no entorno.

Casarão de coloração azul e branca, destacando


adornos e arabescos das janelas, portas e
terraços.

19 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA SILVA


Na rua Dr. Vergueiro são encontradas outras três
casas do período republicano, uma delas, na
esquina, funciona atualmente como sede da
Polícia Militar. Outra como residência dos Fernandes e esta
residência com a torre onde já funcionou a Câmara
Municipal.
20 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA NEVES
A casa amarela em frente à Escola Estadual
Almeida Vergueiro, na esquina das ruas Vicente
Gonçalves com a Abelardo Cezar já é mais antiga
do que as demais ao redor da escola. Sua construção em
forma de ”L” com pequena fachada frontal ricamente
decorada com testeira e ânforas sendo sua lateral longa e
composta por várias janelas iguais. Era parte integrante
desta residência a tradicional “Pharmácia Neves”.

21 – ESCOLA ESTADUAL DR. ALMEIDA


VERGUEIRO
Escola Estadual Dr. Almeida Vergueiro:
inaugurada em outubro de 1897, é uma típica
escola republicana, refletindo a política de educação
popular que vigorava no período. Foi a primeira escola
pública de Espírito Santo do Pinhal, sendo, por isso,
chamada de “primeiro grupo”, e a terceira escola pública
do Estado de São Paulo.

No Estado de São Paulo existem oito escolas que foram


construídas com as mesmas características da escola Dr. Almeida Vergueiro. Espírito Santo do Pinhal recebeu esta
escola devido à influência política do Dr. Almeida Vergueiro, deputado e fundador do partido Republicano em Pinhal.
O projeto é do arquiteto francês Vitor Dubugras.

22 – CAPELA NOSSA SENHORA ROSA MÍSTICA


Nesta mesma região se encontra a Capela das Brotas, a
primeira capela de Pinhal, erguida em meados do século
XIX em homenagem à Nossa Senhora da Brotas, padroeira
dos agricultores. Recentemente foi atribuído à capela o
nome de Nossa Senhora Rosa Mística.

Construção simples, de duas águas, onde se


destaca em sua fachada apenas uma enorme
porta de madeira entalhada com puxadores em
bronze.

23 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA COLETTI


A casa na esquina das ruas Silvestre Machado com a Xavier
Ribeiro é uma construção do início do século XX, apresenta um
grande jardim, característica das construções deste período.
Pertencia ao Barão de Motta Paes, que a utilizava como casa de
aluguel. Hoje funciona como a sede da ONG Crescer no Campo.

Imponente residência de esquina composta por 12


enormes janelas de madeira em cor azul e vidraças
jateadas em estilo floral e ânforas, sua cor
predominante é rosa, possui amplo terraço lateral voltado ao
jardim.
24 – BIBLIOTECA ABELARDO
VERGUEIRO CÉSAR
O prédio da “Biblioteca Dr. Abelardo Vergueiro César” foi
inaugurado em 1888 para ser a residência de Xavier
Ribeiro. Em 1943 passa a ser museu, sendo sua
inauguração um grande acontecimento onde estiveram
presentes Guilherme de Almeida, Di Cavalcanti e José Lins
do Rego. Abelardo Vergueiro César foi secretário de justiça
do estado de São Paulo na era Vargas.

Palacete de dois pavimentos, onde se destacam as portas do andar superior, todas em balcão com avanço
protegido por ferro forjado ricamente decorado, possibilitando um belíssimo visual que contempla toda a
Praça da Independência vista de cima. Todas as portas e janelas possuem adornos vazados no formato
piramidal.

15 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA DEL GUERRA


Residência da família Del Guerra, na esquina das
ruas Quintino Bocaiúva com a Senador Saraiva é
uma construção da década de 1910, que foge ao
estilo das demais construções do período na cidade. Seu
estilo tem fortes influências da arquitetura austríaca e
alemã onde uma das principais características é a robustez,
a grande inclinação dos telhados em forma de chalé e
jardins planejados.

15 – RESIDÊNCIA FAMÍLIA MARTINI


Residência da família Martini, na esquina das ruas
Quintino Bocaiúva com a Senador Saraiva é uma
construção da década de 1870. Destaca-se por ser
térreo e ocupar meio quarteirão, bem em frente à Praça da
Independência. É ricamente ornamentado em alto relevo,
remetendo a diversos estilos arquitetônicos nos adornos
das janelas, destacando a enorme porta central.

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