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Anatomia 3

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Tópicos abordados

  • tendões e ligamentos,
  • sistema musculoesquelético,
  • sistema esquelético,
  • medula óssea,
  • acidentes anatômicos,
  • técnicas de ensino,
  • classificação dos músculos,
  • músculos esqueléticos,
  • movimento muscular,
  • articulações sinoviais
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  • acidentes anatômicos,
  • técnicas de ensino,
  • classificação dos músculos,
  • músculos esqueléticos,
  • movimento muscular,
  • articulações sinoviais

ANATOMIA

HUMANA
UNIDADE III
Sistema
Musculoesquelético
Pedro Xavier
Sistema Musculoesquelético

Introdução
Nesta unidade serão elucidados os fatores relacionados à composição geral
do organismo humano, conceitos gerais acerca dos músculos e dos ossos,
suas particularidades, os acidentes anatômicos e, também, cartilagens e suas
apresentações, assim como o sistema esquelético e seu funcionamento.

Objetivos da Aprendizagem
Ao final do conteúdo, esperamos que você seja capaz de:

• Compreender os conceitos de função, divisão e classificação dos ossos e


músculos, assimilar sobre a funcionalidade das articulações, sua estrutura
anatômica e suas funções.

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Introdução ao Sistema Musculoesquelético
A maioria dos músculos esqueléticos desempenha a função de gerar movimento
esquelético. Alguns músculos estabilizam principalmente os ossos e permitem que
outros músculos esqueléticos se movam com mais eficiência. Para que o movimento
seja harmonioso e eficaz é necessário relaxar os músculos opostos.

Para ligar os músculos aos ossos existem estruturas denominadas tendões. Os tendões
são semelhantes a bandas de tecido conjuntivo que geralmente ligam a parte carnuda
de um músculo a um osso chamado músculo abdominal. Isso é chamado de peritônio.

Os músculos esqueléticos geram movimento aplicando força a tendões e ligamentos


e alongando ossos e outras estruturas. A maioria dos músculos passa por pelo
menos uma articulação e, geralmente, a articulação está ligada aos ossos que a
compõem. Quando os músculos esqueléticos se contraem eles separam os ossos
da articulação, geralmente aproximando-os.

A fixação do tendão de um músculo a um osso que não se move (ponto fixo), durante
a ação, é denominada desafetação; a fixação do outro tendão do músculo a um osso
móvel (ponto móvel) é denominada de inserção. Entretanto, existem momentos em
que esse conceito pode mudar e a desafetação de um músculo se tornar a introdução e
vice-versa. Isso acontece justo no movimento muscular reverso. Durante movimentos
específicos do corpo as ações são revertidas e, consequentemente, as posições da
desafetação e inserção de um músculo específico são alteradas.

Função e Divisão, Classificação dos Ossos do Esqueleto

O sistema esquelético é formado por todos os ossos, as cartilagens e as articulações


do corpo. Um ser humano adulto tem cerca de 207 ossos, que formam o esqueleto
forte e flexível do corpo. O esqueleto no nascimento consiste em aproximadamente
270 ossos, porque muitos são formados por ossos separados que passam pelo
processo de ossificação e fusão para formar um único osso.

Além disso, o número de ossos pode mudar durante a ossificação ou devido a processos
patológicos como a esclerose (fusão anormal entre os ossos) e o desenvolvimento
de osso extra (ou excesso ou aderido). Alterações no número de ossos também são
comuns devido à cirurgia para remover ou fundir ossos.

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Atenção
Cada osso desempenha um papel na função geral do sistema
esquelético. Suas principais características são: proteção de
órgãos vitais como cérebro, medula espinhal, pulmões e coração;
suporte e conformação corporal; armazenamento de sais como
cálcio e fosfato, e a produção de células sanguíneas, tais como as
células tronco.

Histologicamente, o tecido ósseo consiste em osteócitos e uma matriz extracelular


mineralizada. Esses componentes são organizados em osso trabecular e lamelar.
Microscopicamente, a aparência do osso lamelar é densa, sendo mais comum na
superfície do osso, que é chamada de osso compacto.

As trabéculas, por outro lado, podem ser vistas dentro do osso e são caracterizadas
pela presença de espaços entre estruturas ósseas alongadas, chamadas espículas,
que dão ao osso sua aparência esponjosa. É por isso que esse tipo de tecido é
chamado de osso esponjoso, uma vez que a medula óssea vermelha responsável
pela produção de células sanguíneas (hematopoiese) está localizada nos espaços
entre os ossos esponjosos.

Nesta perspectiva, os ossos são classificados da seguinte forma:

• Esqueleto axial: eixo ósseo que compõe o corpo, formado pelo crânio, pelas
vértebras, pelo esterno, pelas costelas, pela cartilagem costal e pelo osso
hioide.
• Esqueleto apendicular: ossos fixados ao esqueleto axial, sendo formado pela
convolução do cíngulo e pelas partes livres dos membros superiores e infe-
riores em ambos os lados do corpo.

Função e Classificação dos Músculos Estriados Esqueléticos e suas


Funcionalidades

O grupo muscular ou grupo de músculos esqueléticos sob controle voluntário é


chamado de musculatura.

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Músculos esqueléticos

Geram movimento aplicando força a tendões e ligamentos, alongando ossos e


outras estruturas. Os músculos passam por uma articulação, geralmente ligada
a ossos que a compõem.

Ponto de fixação

Conexão do tendão do músculo ao osso móvel (ponto de flexão) chamada de


inserção. No entanto, esse conceito pode mudar e, às vezes, a origem do músculo
se torna sutura e vice-versa.

Função e Classificação das Articulações do Sistema Esquelético

A artrologia é o ramo da anatomia que estuda as articulações do corpo humano e sua


amplitude de movimento. A palavra articulação vem da palavra grega 'arthros', que
significa 'articulação' ou 'conexão' do corpo.

Uma articulação é, portanto, uma união de dois ou mais ossos ou partes ósseas
sólidas que diferem em forma e função e são classificadas de acordo com essas
duas características. Podem ser classificadas em:

Articulações fibrosas: existe uma camada de tecido conjuntivo muito denso e não
padronizado entre as partes da articulação. Esse tipo de articulação já é fixo, razão
pela qual a maioria dos casos de artrose é reparada. Existem algumas exceções,
como as articulações que são formadas por membranas entre os ossos (síndrome).

Articulações cartilaginosas: existe cartilagem entre os ossos. Esses tipos de


articulação têm mobilidade limitada e é por isso que a maioria das pessoas desenvolve
artrite. A exceção aqui é o disco epifisário, que não permite o movimento entre a
epífise e a rádula.

Articulações sinoviais: lubrificação da cavidade com líquido sinovial entre as partes


ósseas. O fluido permite o deslize entre as partes de uma articulação, permitindo
maior tipo e amplitude de movimento, também classificado funcionalmente como
artropatia.

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Articulações Fibrosas
Um exemplo é a sutura. Observa-se a presença de
sulcos nas extremidades dos ossos, e estes são
conectados por um pequeno número de fibras
densas de tecido conjuntivo.

Articulações Fibrosas
Fonte: Freepik (2023).
#pratodosverem: homem de meia idade sendo avaliado na região occipital por um profissional de saúde.

Articulações cartilaginosas
Muitas cartilagens articulares são temporárias e contêm
cartilagem hialina entre os segmentos articulares. Essa
cartilagem geralmente é substituída por tecido ósseo,
como um disco epifisário ou uma placa óssea.

Recortes e Planos Anatômicos


Fonte: Freepik (2023).

#pratodosverem: corpo humano sendo visto integralmente, especificamente destacando a articulação do joelho.

Articulações Sinoviais
São subdivididas em articulação monoaxial, que
são articulações que realizam movimentos em
torno de um eixo. Exemplo: art. úmero-ulnar, art.
femorotibial, e biaxial: quando a articulação realiza
o movimento em torno de dois eixos. Exemplo:
art. rádio-cárpica.
Curiosidades Anatômicas
Fonte: Freepik (2023).

Identificação de Estruturas Anatômicas dos Ossos

Os ossos são classificados de acordo com a sua estrutura anatômica e seu formato,
em três dimensões: largura, altura e comprimento.

• Ossos longos: têm duas extremidades, chamadas epífises, que se encontram


para expor a espiral. Entre a epífise distal e a epífise proximal existe um es-
paço maior, o disco epifisário, no qual o crescimento ósseo é mediado por
cartilagem hialina em indivíduos jovens. Quando o processo de ossificação
está completo, a placa epifisária é substituída pela linha calcificada, a placa

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epifisária. Ossos longos também contém uma cavidade chamada canal me-
dular. Essa cavidade é preenchida por medula vermelha que, na idade adulta,
é substituída por tecido adiposo que forma a medula amarela.
• Ossos curtos: Apresentam dimensões idênticas. São exemplos os ossos do
carpo e do tarso (cuneiformes).
• Ossos planos: se parecem com lâminas, apresentando baixa altura. São
exemplos a escápula, o osso parietal e o occipital.
• Ossos irregulares: não têm definição de dimensão. São exemplos as vérte-
bras.
• Ossos sesamoides: funcionam como estrutura protetora, não sendo classifi-
cados pelo seu formato, mas pela função. São formados em alguns tendões.
Como exemplo, a patela.

Saiba mais
Alguns autores consideram a sexta classificação, os ossos
pneumáticos. Esses ossos formam uma cavidade revestida por
epitélio ductal que se comunica com a cavidade nasal. Apenas
os ossos frontal, esfenoide, etmoide e maxilar pertencentes
à cabeça possuem essas características e podem ser
considerados ossos pneumáticos. Leia o material de TORTORA,
G. J. Princípios de Anatomia Humana. 10. ed. Rio de Janeiro:
Guanabara Koogan, 2007.

O osso é composto de muitos tecidos diferentes: tecido esquelético, tecido


cartilaginoso, tecido conjuntivo denso, tecido epitelial, tecido adiposo, tecido nervoso
e tecido hematopoiético. O exame microscópico do tecido ósseo distingue o osso
compacto do osso esponjoso.

Embora os elementos constituintes de ambos os tipos de osso sejam semelhantes,


eles estão dispostos de maneira diferente e sua aparência macroscópica varia de
acordo com o tipo considerado. Na matéria óssea compacta, as camadas de tecido
ósseo estão intimamente unidas em suas superfícies sem qualquer interferência de
espaços livres.

Portanto, esse tipo é mais intenso e difícil. No osso esponjoso, os pedaços de osso
de formato e tamanho irregulares estão dispostos com lacunas ou espaços entre
eles, comunicam-se entre si e contém a medula óssea como um canal medular. Os
espaços entre as placas ósseas são chamados de trabéculas.

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Identificação das Estruturas dos Músculos

Sob o microscópio, além da membrana celular (o sarcolema), cada fibra muscular


é cercada por uma fina rede de tecido conjuntivo fibroso chamada endomísio. Esse
tecido ajuda a manter as fibras musculares unidas para que possam se mover
livremente umas sobre as outras.

Os vasos sanguíneos passam por essa área e transportam nutrientes para as fibras.
Em uma escala mais macroscópica, as fibras musculares formam feixes envoltos
por uma espessa camada de tecido conjuntivo. Esse feixe de fibras musculares é um
feixe, e o tecido conjuntivo denso e amorfo que o cobre é chamado de Perimísio.

O perimísio também permite o movimento livre entre os fascículos adjacentes e


suporta os vasos sanguíneos. O músculo é circundado por uma camada relativamente
espessa de epimísio, que é um tecido conjuntivo denso e volumoso que une todos os
feixes musculares para formar os músculos abdominais.

Embora cada camada de tecido conjuntivo tenha três designações diferentes, elas,
na verdade, formam uma rede conectada que está interconectada. Finalmente, os
diferentes tipos de músculos esqueléticos do corpo também são agrupados e
protegidos por uma camada de tecido conjuntivo frouxo e denso chamado fáscia.

Os nervos normalmente entram no músculo junto com os grandes vasos sanguíneos


no músculo em unidades chamadas feixes neurovasculares. Esses feixes entram
no abdômen próximo ao cordão de origem e são distribuídos por canais fibrosos
originalmente formados no septo, e a camada externa entre o abdome afunda,
conecta-os e os divide em grupos.

As fibras motoras iniciam a função contrátil das células musculares, enquanto as


fibras sensoriais fornecem feedback ao sistema nervoso para regular a função motora.
As células nervosas que estimulam a contração das fibras musculares esqueléticas
são chamadas de neurônios motores somáticos ou neurônios motores alfa.

Nos últimos anos, o antigo termo anatômico de mesmo nome foi substituído por um
termo que descreve a estrutura observada. Desta forma, a anatomia torna-se uma
ciência verdadeiramente descritiva e a aprendizagem torna-se mais significativa na
medida em que os conceitos começam a ganhar significado real, mostrando-nos como
são as estruturas, as suas localizações, as suas ligações etc. O nome dos músculos
esqueléticos não é distinto e definido. Padrões são usados ​​para descrevê-lo.

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Por fim, utiliza-se esta tabela, de acordo com Tortora (2007), para classificação dos
músculos esqueléticos.

Classificação dos músculos esqueléticos

Nome Significado Exemplo

Direção: orientação dos fascículos musculares em relação à linha mediana


do corpo

Reto Paralelo à linha mediana M. reto do abdome

Transverso Perpendicular à linha mediana M. transverso do abdome

Oblíquo Diagonal à linha mediana M. oblíquo externo

Dimensão: tamanho relativo do músculo

Máximo O maior M. glúteo máximo

Mínimo O menor M. glúteo mínimo

Longo Longo M. adutor longo

Curto Curto M. adutor curto

Latíssimo O mais largo M. latíssimo do dorso

Longuíssimo O mais longo M. longuíssimo da cabeça

Magno Grande M. adutor magno

Maior Maior M. peitoral maior

Menor Menor M. peitoral menor

Vasto Imenso M. vasto lateral

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Estrutura: forma relativa do músculo

Deltoide Triangular M. deltoide

Trapézio Trapezoide M. trapézio

Serrátil Serrilhado M. serrátil anterior

Romboide Losângico M. romboide maior

Orbicular Circular M. orbicular do olho

Pectíneo Pectiniforme M. pectíneo

Piriforme Piriforme M. piriforme

Platisma Plano Platisma

Quadrado Quadrangular M. quadrado femoral

Grácil Fino M. grácil

Ação: principal ação do músculo

Flexor Diminui o ângulo da articulação M. flexor radial do carpo

Extensor Aumenta o ângulo da articulação M. extensor ulnal do carpo

Abdutor Afasta o osso da linha mediana M. abdutor longo do polegar

Adutor Aproxima o osso da linha mediana M. adutor longo

Levantador Eleva uma parte do corpo M. levantador da escápula

Abaixador Abaixa uma parte do corpo M. abaixador do lábio inferior

Supinador Vira a mão anteriormente M. supinador

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Pronador Vira a mão posteriormente M. pronador redondo

Esfíncter Diminui o tamanho de uma abertura M. esfíncter externo do ânus

Tensor Enrijece uma parte do corpo M. tensor da fáscia lata

Rotador Gira um osso em torno de seu eixo M. rotadores


longo

Número de origens: número de tendões de origem

Bíceps Duas origens M. bíceps braquial

Tríceps Três origens M. tríceps braquial

Quadríceps Quatro origens M. quadríceps femoral

Localização: estrutura próxima à qual um músculo é encontrado. Exemplo:


temporal, um músculo próximo do temporal.

Origem e inserção: locais nos quais o músculo se origina e se insere. Exemplo:


esternocleidomastoideo, que se origina no esterno e na clavícula, inserindo-
se no processo mastoide do temporal.

Fonte: Tortora (2007, p. 366).


#pratodosverem: tabela mostrando a classificação dos músculos esqueléti-
cos.

Saiba mais
Para saber mais sobre o tema, clique aqui e saiba mais.

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Conclusão
Ao final desta unidade, observou-se a importância do estudo da anatomia humana
para as ciências da saúde, bem como os aspectos relacionados aos procedimentos e
às técnicas para a realização deste estudo. Essas são informações fundamentais para
iniciar o estudo específico de cada sistema, órgão e componente do corpo humano.

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Referências
NETTER, F. H. Atlas de anatomia humana. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2019.

MOORE, K. L.; DALLEY, A. F. Anatomia orientada para a clínica. 6. ed. Rio de Janeiro:
Editora Guanabara Koogan, 2011.

PABST, R. S. Atlas de Anatomia Humana. 22 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,


2002. 2 v.

TORTORA, G. J. Princípios de Anatomia Humana. 10. ed. Rio de Janeiro: Guanabara


Koogan, 2007.

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