CENTRO UNIVERSITÁRIO RITTER DOS REIS (UNIRITTER)
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
PRINCÍPIOS DE MODULAÇÃO
(Modulação em Amplitude, Frequência e Fase)
Porto Alegre
2024
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PRINCÍPIOS DE MODULAÇÃO
(Modulação em Amplitude, Frequência e Fase)
Trabalho apresentado como requisito
parcial para aprovação na disciplina de
Princípios de Comunicação.
Orientador: Prof. João Vinicius de Souza Vares.
Porto Alegre
2024
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO............................................................................................4
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA......................................................6
2.1 PRINCÍPIOS DE MODULAÇÃO............................................................................6
2.2 MODULAÇÃO EM AMPLITUDE (AM)...................................................................6
2.2.1 Equação da Modulação AM.................................................6
2.3 MODULAÇÃO EM FREQUÊNCIA (FM)................................................................7
2.4 MODULAÇÃO EM FASE (PM)..............................................................................7
3 METODOLOGIA........................................................................8
3.1 PRÁTICA EM LABORÁTÓRIO..............................................................................8
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS.........................................................12
REFERÊNCIAS.............................................................................................13
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1 INTRODUÇÃO
Os sistemas de telecomunicações utilizados atualmente são essenciais para o
funcionamento da sociedade contemporânea, uma vez que suportam a troca de
informações atendendo a demanda do dia a dia mundial. Esses sistemas operam
com base na transmissão de sinais de ondas eletromagnéticas. Contudo, a
transmissão direta desses sinais tanto digitais quanto analógicos, enfrenta
limitações, como o uso ineficiente da banda de frequência e problemas relacionados
a ruídos e interferências (Haykin, 2008)
A modulação de sinais desempenha um papel fundamental nesse processo.
Trata-se de uma técnica que permite adaptar sinais de baixa frequência, contendo
as informações desejadas, a ondas portadoras de alta frequência, otimizando a
propagação e transmissão desses sinais. Essa abordagem viabiliza o transporte de
informações por diversos meios de comunicação. Além de aumentar o alcance, a
modulação contribui para o gerenciamento eficiente do espectro de frequência
disponível, que é um recurso limitado (Proakis e Manolakis, 2014).
Técnicas de modulação analógica, como AM (Modulação em Amplitude), FM
(Modulação em Frequência) e PM (Modulação em Fase), são ferramentas
essenciais na transmissão de sinais em sistemas de comunicação. A modulação em
amplitude é descrita como uma técnica relativamente simples, em que a amplitude
da onda portadora varia de acordo com o sinal de informação. Essa abordagem,
embora de fácil implementação, apresenta vulnerabilidade a ruídos e interferências,
o que limita sua aplicação em contextos que exigem alta fidelidade e robustez
(Oppenheim e Schafer, 2009).
Por outro lado, as modulações em frequência e fase são analisadas como
alternativas mais resistentes a ruídos, devido à forma como as informações são
incorporadas ao sinal portador. Na modulação em frequência, a frequência da
portadora é ajustada em função do sinal de mensagem, o que a torna ideal para
transmissões como rádio FM e televisão, onde a qualidade do áudio e vídeo é uma
prioridade. Já na modulação por fase, a fase do sinal portador é alterada de acordo
com as variações do sinal de entrada, garantindo maior precisão em cenários que
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demandam transmissão confiável, mesmo em ambientes com alta interferência.
Essas técnicas possuem aplicações distintas e complementares, sendo a escolha da
modulação dependente das exigências específicas de cada sistema de comunicação
(Oppenheim e Schafer, 2009).
Dessa forma, a compreensão das técnicas de modulação é indispensável
para o aprimoramento das telecomunicações. À medida que as demandas por
transmissão de dados aumentam, essas técnicas continuarão a evoluir,
impulsionando avanços em áreas como redes móveis, internet das coisas (IoT) e
comunicação por satélite. A pesquisa contínua e a análise crítica dessas abordagens
garantem o progresso na área, fortalecendo a conectividade global.
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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Este módulo divide-se em alguns pontos, com o objetivo ampliar detalhes
importantes para o esclarecimento do estudo. Essa revisão tem como referências
algumas literaturas que mencionam textos importantes que contribuem para o
presente trabalho.
2.1 PRINCÍPIOS DE MODULAÇÃO
O princípio básico da modulação é combinar o sinal de mensagem de baixa
frequência com uma onda portadora de alta frequência, permitindo que o sinal
carregue informações através de diferentes meios, como cabos, fibras ópticas e
ondas de rádio. A eficiência de cada técnica depende das condições do canal e dos
requisitos específicos de qualidade, alcance e resistência a ruídos.
2.2 MODULAÇÃO EM AMPLITUDE (AM)
Na modulação AM, a amplitude da onda portadora varia em função do sinal
de informação, enquanto a frequência e a fase permanecem constantes. Este
método é simples e amplamente utilizado em radiodifusão AM. Sua principal
limitação é a sensibilidade a ruídos, que afetam a amplitude da onda portadora,
prejudicando a qualidade do sinal transmitido.
2.2.1 Equação da Modulação AM
Na modulação em Amplitude tradicional, o sinal modulado
é dado por:
P(t) = Ap * cos(2πft + φ) + O
M(t) = Am * cos(2πft + φ) + O
Onde:
P(t) é o sinal modulado portadora;
M(t) é o sinal modulado mensagem;
Ap é a amplitude da portadora;
Am é o sinal de mensagem;
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f é a frequência da transportadora;
t é o tempo.
O termo Am, o sinal modulante, altera a amplitude da portadora, resultando
no espectro de frequências do sinal modulado. O índice de modulação, m, define a
profundidade da modulação e é dado por:
m=Am/Ap
Onde Am é a amplitude máxima do sinal de informação. Se Am > 1, ocorre
uma sobremodulação, o que causa distorções no sinal recebido (Lathi, 2010).
Figura 1 - Equação da Modulação AM
2.3 MODULAÇÃO EM FREQUÊNCIA (FM)
A modulação FM altera a frequência da onda portadora de acordo com o sinal
de entrada, enquanto a amplitude e a fase permanecem constantes. Essa técnica é
mais resistente a interferências e ruídos, sendo ideal para transmissões de alta
qualidade, como rádio FM e televisão analógica.
2.4 MODULAÇÃO EM FASE (PM)
Na modulação PM, é a fase da onda portadora que varia em função do sinal
de mensagem, enquanto a amplitude e a frequência são mantidas. Essa técnica é
particularmente eficaz em ambientes com alta interferência e em sistemas que
requerem maior precisão na transmissão.
3 METODOLOGIA
Através de prática experimental em laboratório, com o objetivo de demonstrar
o processo de modulação em amplitude (AM), calcular o índice de modulação e
observar as frequências das bandas laterais no espectro do sinal modulado.
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3.1 PRÁTICA EM LABORÁTÓRIO
Em laboratório montamos em grupo a configuração solicitada de
equipamentos necessários para o experimento:
Gerador de funções
Osciloscópio digital
Filtro passa-baixas (opcional, para limpeza do sinal de mensagem)
Resistor e capacitor
Computador com software de análise espectral (opcional)
Cabos e conectores BNC
Figura 2 - Equipamentos montados e sinais já configurados
Conforme a imagem, os geradores foram ligados em série ao osciloscópio
através de cabos e conectores para se realizar a simulação, onde um gerador
simulou a onda portadora e o outro o sinal de mensagem. Cada um dos geradores
com seu sinal, conforme mostrado a seguir.
• Portadora - frequência de 100 kHz e a amplitude de 5 V.
• Mensagem - frequência de 1 kHz e a amplitude de 2 V.
Após os geradores serem configurados, o osciloscópio mostra já sobrepostos
os sinais da portadora e de mensagem.
De acordo com o solicitado no trabalho precisamos estar com o gerador de
sinal ativado e o canal do sinal de mensagem configurado para modular o sinal
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portador em AM, foi aplicando a modulação ao sinal portador com ajuste no índice
de modulação para 50%. Assim, é possível observar o sinal modulado.
Figura 3 - Sinal Mensagem e Portadora
Para analisar o sinal modulado, foi realizado medições das amplitudes da
portadora junto ao osciloscópio, o qual obtivemos as seguintes medições das
amplitudes, máxima e mínima:
• Amax. – 100.
• Amín. – 35.
Através das amplitudes medidas podemos calcular o índice de modulação
através da equação exposta na imagem abaixo.
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Figura 4 - Cálculo índice de modulação
Obtendo então aproximadamente 50% conforme proposto.
Ainda foi feita uma análise espectral avaliando as bandas laterais e calculado
os índices de modulação.
Figura 5 - Análise Espectral e Índice de Modulação
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O gráfico mostra o espectro do sinal AM ao redor da frequência Portadora
(100 kHz). As bandas laterais superiores e inferiores estão localizadas em:
fp + fm = 101 kHz e fm - fp = 99kHz, confirmando a modulação em amplitude.
Calculando o Índice de Modulação (m) com amplitude máxima (Amáx.):
5V, e amplitude mínima (Amín.): aproximadamente 1V, índice de modulação
Calculado (m):0,8130 ou 81,3%.
O valor alcançado foi superior ao desejado (50%), que pode ser em função de
fatores como a precisão da simulação digital e as diferenças em como o sinal foi
gerado e processado e ainda ressaltar algumas dificuldades que tivemos devido à
falta de conhecimento para operação de todo o conjunto.
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4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O índice de modulação (m) é um parâmetro fundamental nos sistemas de
modulação em amplitude (AM), influenciando diretamente a eficiência espectral, a
imunidade a ruídos e a qualidade do sinal transmitido. Ele é definido como a relação
entre a amplitude do sinal de mensagem e a amplitude da portadora, determinando
como a informação é representada no envelope do sinal modulado.
Quando 𝑚<1 (submodulação), o sistema prioriza a robustez contra distorções
em detrimento da eficiência energética e espectral. Nesta condição, grande parte da
energia do sinal está concentrada na portadora, que não carrega informações,
reduzindo a eficiência da transmissão, mas garantindo a integridade do sinal.
Quando 𝑚=1 (modulação ideal), atinge-se o equilíbrio entre eficiência e
qualidade. O envelope do sinal modulado reflete precisamente o sinal de
mensagem, garantindo uma transmissão sem distorções. As bandas laterais
carregam a energia máxima possível sem comprometer a integridade do sinal.
Por outro lado, quando 𝑚>1 (supermodulação), o sinal sofre distorções
severas, tornando o envelope incapaz de representar corretamente o sinal de
mensagem. Isso impossibilita a demodulação usando detectores de envoltória e
aumenta a interferência em canais adjacentes devido ao espalhamento espectral.
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REFERÊNCIAS
HAYKIN, S. (2008). Communication Systems. John Wiley & Sons.
PROAKIS, J. G., & MANOLAKIS, D. K. (2014). Digital Signal Processing: Principles,
Algorithms, and Applications. Pearson.
CARLSON, A. B., CRILLY, P. B., & RUTLEDGE, J. C. (2002). Communication
Systems: An Introduction to Signals and Noise in Electrical Communication. McGraw-
Hill.
OPPENHEIM, Alan V.; SCHAFER, Ronald W. Processamento de sinais em
tempo discreto. 3ª ed. Pearson, 2009.
LATHI, B. P., DING, Z. Sistemas de comunicações analógicos e digitais modernos.
4. ed. [S.l.]: LTC, 2009.