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Recurso Ordinário

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EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DO TRABALHO DA 1º

VARA DO TRABALHO DE CHAPECÓ - SANTA CATARINA

Processo nº: 01234

RECORRENTE, já devidamente qualificado nos autos do processo em epígrafe, por


seu procurador infra-assinado, vem respeitosamente, a Vossa Excelência, com
fulcro no art. 893, II e 895 da CLT, apresentar RECURSO ORDINÁRIO em face de
parte da sentença, com fundamento nos argumentos a seguir aduzidos.

Requer, desde já, seja o presente recurso recebido, autuado e, atendidas as


formalidades de estilo, remetido, juntamente com as razões inclusas, ao exame do
Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, para que seja admitido,
conhecido e provido.

Nestes termos, pede deferimento.

Chapecó/SC, 30 de Maio de 2023

GABRIEL B. S.
OAB: XXXXX

RAZÕES DE RECURSO ORDINÁRIO

Ao Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região

Colenda Câmara Julgadora

Eminente Relator

Recorrente: Fulano de Tal - Reclamado

Recorrido: Ciclano de Tal - Reclamante

PROCESSO: 01234

I. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE
a) DO CABIMENTO

O artigo 1.009 do Código de Processo Civil dispõe que contra sentença cabe
apelação.
A decisão aqui recorrida trata-se de uma sentença, logo o recurso cabível
para impugná-la é o Recurso ordinário aqui interposto.

b) TEMPESTIVIDADE

De acordo com o art. 895, inc. I, o presente recurso é tempestivo, uma vez
que interposto no octídio legal.

c) DO PREPARO

Informa o apelante que recolheu o preparo nos termos do art. 1.007 do CPC.

II. DOS FATOS

A autora foi admitida pela rẻ em 20/05/2011, para exercer as funções de


servente. O contrato de trabalho permanece vigente, conforme cópias do contrato
de trabalho, ficha de registro de empregados e demais documentos em anexo.
Todas as verbas que a autora tinha direito sempre foram quitadas e/ou
depositadas nos termos das Convenções Coletivas apensadas, consoante
comprovam os documentos em anexo, nada podendo reclamar neste particular.
Contudo, a autora ingressou com a presente reclamatória requerendo o
reconhecimento de doença ocupacional, o pagamento de indenização por danos
morais, pensão mensal vitalícia, honorários advocatícios, juros e correção
monetária, e, por fim, assistência judiciária gratuita.
Ocorre, entretanto, que todas as verbas pleiteadas pela autora ou são
indevidas ou já lhe foram remuneradas corretamente, devendo a presente
reclamatória ser julgada improcedente, pelos fatos e fundamentos jurídicos a seguir
expostos.
Aduz a autora que quando auxiliava na mudança de armários e móveis entre
salas, sofreu uma lesão na coluna lombar, que gerou seu afastamento
previdenciário em fevereiro/2017, porém sem emissão da CAT competente. Assim,
postula o reconhecimento de acidente/doença do trabalho, indenização por danos
morais e pensão mensal vitalícia.
Inicialmente, ressalta-se que a ré é uma empresa séria e que atua no ramo
de serviços há diversos anos, primando pelo respeito a seus empregados e
clientes, honrando com o pagamento de salários e contratos firmados. Ademais,
não há nos autos prova do alegado acidente. Veja-se inclusive que a autora sequer
soube informar a data na qual de fato teria ocorrido o acidente alegado na exordial.
Neste sentido, cumpre ressaltar que nos documentos juntados nos autos pelo INSS
(fls. 88-93) constam que o início da doença que supostamente acomete a autora se
deu em 01/10/2010, ou seja, antes de ser contratada pela ré, e neles não consta o
registro de qualquer acidente de trabalho sofrido pela autora. Ao contrário do que
tenta fazer crer na inicial, a ré em momento algum foi negligente com a autora ou a
deixou desamparada. Pelo contrário, respeitou corretamente todos os atestados
médicos entregues pela autora na empresa. Ademais, observa-se que durante a
contratualidade foram realizados todos os exames (anexos), os quais atestaram a
sua aptidão para o trabalho e ausência de doença ocupacional.
Certamente, a autora já tinha uma predisposição a ter as enfermidades
alegadas ou de fato já as possuía no momento da contratação, entretanto omitiu tal
circunstância na realização do exame admissional - como se verifica nos
documentos juntados nos autos pelo INSS (fls. 88-93).
Tanto isto é verdade que o próprio INSS, em que pese as tentativas da autora
de se afastar do trabalho, considerou-a apta ao trabalho desde 2018 (fls. 93-94).
Portanto, não há nexo técnico causal entre as doenças que acometem a
parte autora com as atividades desenvolvidas pela colaboradora na empresa ré.

III. DO DIREITO

Diante do exposto, é imprescindível ressaltar a ausência de fundamentos


para a pretensão de indenização por danos morais. A parte recorrida não
apresentou de forma clara e específica quais danos teriam sido sofridos, nem
evidenciou atos praticados pela recorrente que violem sua intimidade e dignidade,
causando-lhe sofrimento e dor. As alegações do recorrido carecem de
embasamento fático e jurídico, beirando a má-fé, com o intuito de buscar um
enriquecimento ilícito através do Poder Judiciário. A ausência de prova de qualquer
ato ilícito ou conduta negligente por parte da recorrente desautoriza a pretensão de
reparação por danos morais.
Nesse sentido a jurisprudência:

DANO MORAL. INDENIZAÇÃO


INDEVIDA. PRESSUPOSTO. PROVA
CABAL DE ATO PREJUDICIAL À
ESFERA EXTRAPATRIMONIAL DO
TRABALHADOR. Deferimento da
indenização por dano moral pressupõe a
produção, de forma segura e inequívoca,
de prova cabal da prática pelo reclamado
de atos capazes de caracterizar o
alegado abalo extrapatrimonial e, por
conseguinte, ensejar a reparação
pretendida. Inexistente nos autos esses
elementos, não se caracterizam os danos
morais pretendidos. (TRT12 - ROT -
XXXXX-97.2018.5.12.0059 , Rel.
WANDERLEY GODOY JUNIOR , 1ª
Câmara , Data de Assinatura:
07/12/2020).

Além disso, é importante salientar que a própria análise realizada pelo INSS
considerou a parte autora apta para o trabalho desde 2018, o que refuta qualquer
alegação de incapacidade laborativa permanente. A parte reclamante busca a
concessão de indenização por danos materiais na forma de pensão mensal vitalícia,
porém, tais pleitos não encontram amparo nos dispositivos legais aplicáveis.
Conforme estabelecido pelo art. 42 da Lei 8.213/91, o benefício de
aposentadoria por invalidez é concedido somente quando a parte é considerada
"incapaz e insusceptível de reabilitação para o exercício de atividade que lhe
garanta a subsistência". No entanto, no presente caso, a própria análise do INSS
atesta a aptidão da parte autora para o trabalho desde 2018, o que demonstra sua
capacidade de exercer atividades laborativas.
Diante desse cenário, torna-se evidente a falta de respaldo legal para a
concessão de uma pensão mensal vitalícia, uma vez que a parte reclamante não se
enquadra nos requisitos previstos pela legislação previdenciária. Portanto, a
improcedência do pedido de indenização por danos materiais se impõe como
medida adequada e conforme a legislação vigente.

III. DOS PEDIDOS

Isto posto, REQUER:

a) a admissão, recebimento e processamento do presente Recurso Ordinário


nos seus regulares efeitos, vez que preenchidos integralmente os requisitos
de admissibilidade;

b) Diante do exposto, requeremos a improcedência dos pedidos de indenização


por danos morais e materiais formulados pela parte reclamante, tendo em
vista a ausência de comprovação de danos causados pela ré e a falta de
fundamentos jurídicos que respaldam tais pleitos.

c) a reconsideração em relação à sentença proferida no processo em questão,


especificamente no que tange aos honorários advocatícios de sucumbência
fixados no percentual de 15% sobre o valor da condenação. Requer em caso
de condenação que os referidos honorários sejam reduzidos para o mínimo
estabelecido em lei, isto é, 10% sobre o valor da condenação. Embasamos
nosso pedido com base nas disposições contidas no artigo 791-A da CLT,
que prevê a possibilidade de fixação de honorários advocatícios em
percentual mínimo. Ressaltamos que o objetivo da presente solicitação não é
desvalorizar o trabalho dos advogados da parte vencedora, mas sim buscar
uma equidade na distribuição dos ônus processuais, levando em conta as
particularidades deste caso específico.

Termos em que pede deferimento.

Chapecó/SC, 30 de Maio de 2023.

Gabriel B. S.
OAB:xxxxx

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