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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO

INTERESSADO: Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação


UF: DF
Superior
ASSUNTO: Revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em
Enfermagem, licenciatura e bacharelado.
COMISSÃO: Luiz Roberto Liza Curi (Presidente); Anderson Luiz Bezerra da Silveira
(Relator); Alysson Massote Carvalho, Elizabeth Regina Nunes Guedes, Luciane Bisognin
Ceretta e Mauro Luiz Rabelo (membros).
PROCESSO Nº: 23001.000194/2016-12
PARECER CNE/CES Nº: COLEGIADO: APROVADO EM:
443/2024 CES 3/7/2024

I – RELATÓRIO

Histórico

A Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE)


propôs a criação de comissão para discutir e propor as Diretrizes Curriculares Nacionais para
os Cursos de Graduação em Enfermagem, licenciatura e bacharelado, por meio da Indicação
CNE/CES nº 1, de 28 de janeiro de 2016. Constituída pela Portaria CNE/CES nº 1, de 14 de
março de 2016, pelos seguintes Conselheiros: Luiz Roberto Liza Curi, Presidente; Arthur
Roquete de Macedo, Relator; e Yugo Okida, membro, a Comissão foi formada com a
finalidade de desenvolver estudos e proposições sobre o tema. A recomposição da Comissão
se deu por meio da Portaria CNE/CES nº 3, de 16 de abril de 2020, com os Conselheiros: Luiz
Roberto Liza Curi, Presidente; Marilia Ancona Lopez, Relatora; José Loureiro Lopes e
Robson Maia Lins, membros. A Portaria CNE/CES nº 9, de 18 de agosto de 2020, recompôs a
Comissão, com os Conselheiros: Luiz Roberto Liza Curi, Presidente; Marilia Ancona Lopez,
Relatora; Anderson Luiz Bezerra da Silveira e Robson Maia Lins, membros. A Portaria
CNE/CES nº 1, de 24 de fevereiro de 2022, recompôs a Comissão, sendo integrantes os
Conselheiros: Luiz Roberto Liza Curi, Presidente; Anderson Luiz Bezerra da Silveira, Marilia
Ancona Lopez e Robson Maia Lins, membros. Neste compasso, a Portaria CNE/CES nº 4, de
30 de março de 2022, recompôs a Comissão, com os Conselheiros: Luiz Roberto Liza Curi,
Presidente; Anderson Luiz Bezerra da Silveira, Relator; Marilia Ancona Lopez, Relatora;
Alysson Massote Carvalho e Robson Maia Lins, membros. Por fim, Portaria CNE/CES nº 11,
de 12 de dezembro de 2023, recompôs a atual Comissão, com os Conselheiros: Luiz Roberto
Liza Curi, Presidente; Anderson Luiz Bezerra da Silveira, Relator; Alysson Massote
Carvalho, Elizabeth Regina Nunes Guedes, Luciane Bisognin Ceretta e Mauro Luiz Rabelo,
membros.
A Comissão da CES/CNE, constituída para elaborar as Diretrizes Curriculares
Nacionais (DCNs) para os Cursos de Graduação da área da Saúde, iniciou seus trabalhos
focalizando a elaboração das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação
em Enfermagem, licenciatura e bacharelado. Inicialmente, analisou-se a legislação
educacional e da saúde pertinentes, as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de
Graduação em Enfermagem em vigor (Resolução CNE/CES nº 3, de 7 de novembro de 2001),

Anderson Silveira – 0194 Documento assinado eletronicamente nos termos da legislação vigente
PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

a proposta encaminhada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) (Resolução CNS nº 573, de
31 de janeiro de 2018), bem como as colaborações enviadas por órgãos da área e por
coordenadores de cursos convidados para participar dos debates para discussão das minutas
em construção.
A elaboração das Diretrizes teve como objetivo a definição das habilidades e
competências a serem desenvolvidas no decorrer do curso superior, seguindo as orientações
do CNE para elaboração de DCNs. Esta perspectiva tem o condão de tornar os cursos
flexíveis na composição de seus currículos e na organização de suas atividades didáticas,
conscientizando o formando para a necessidade de aprendizagem e atualização contínuas e
para a colaboração no avanço do conhecimento, saberes e técnicas que promovam a qualidade
da ação em ensino, pesquisa e atuação profissional.
O trabalho da Comissão desenvolveu-se com base em uma postura de respeito aos
profissionais que compõem a área de Enfermagem no país, a partir de sua constituição.
Assim, diversas entidades representativas dos profissionais de Enfermagem, de Instituições de
Educação Superior (IES) públicas e privadas, solicitaram uma audiência com a Comissão,
representada pelo Conselheiro Relator, a qual foi denominada de Comissão de Especialistas
de Ensino da área de Enfermagem, para entregar o documento e alertar ao fato de representar
o posicionamento da área em relação à formação do Profissional em Enfermagem. Desse
modo, a mobilização profissional, resultou na redação conjunta de um documento que foi
encaminhado à Comissão da CES.
O documento, coletivamente construído, serviu de referência para o trabalho da
Comissão na elaboração destas DCNs. As adequações nele realizadas atenderam, como já o
fizeram as DCNs para os Cursos de Enfermagem, licenciatura e bacharelado, expressas na
Resolução CNE/CES nº 3/2001, às orientações da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB), Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que organiza as trajetórias de
formação com fundamento em diretrizes gerais, na discriminação de habilidades e
competências e no incentivo à flexibilização curricular. A Comissão seguiu também a
orientação da CES/CNE de preservar a autonomia institucional na organização de seus cursos
de graduação e oferecer à sociedade um documento que tenha caráter referencial.
A redação da primeira minuta das DCNs foi disponibilizada digitalmente para a
Comissão de Especialistas de Ensino da área de Enfermagem, solicitando-se comentários e
sugestões. Posteriormente, o Conselheiro Relator realizou nova audiência virtual para
apresentar explicações sobre as características de uma nova DCN, a partir do ordenamento
jurídico para a matéria e visão do CNE.
Após todas as explicações e correções no documento e anuência da Comissão de
Especialistas de Ensino da área de Enfermagem, o documento foi publicado para consulta
pública no portal do CNE para colher as contribuições de toda a sociedade envolvida com a
área de Enfermagem. A partir do término da consulta pública, o CNE, a pedido do
Conselheiro Relator, enviou todas as contribuições para a Comissão de Especialistas de
Ensino da área de Enfermagem e solicitou análise das contribuições, além de um quadro com
aquelas que foram ou não acatadas, apresentando as devidas justificativas (ANEXO).
Finalmente, o Conselheiro Relator avaliou todas as contribuições advindas da consulta
pública, além das justificativas da Comissão de Especialistas, e redigiu a minuta final das
DCNs para o Curso de Graduação em Enfermagem, licenciatura e bacharelado, que foi
novamente enviada para uma análise final da Comissão de Especialistas de Ensino da área.

Compromissos com a Saúde Pública

Valorizando a conexão da Educação com a Saúde, as Diretrizes mantêm farta relação


com o Sistema Único de Saúde (SUS) como proposto pela área de Enfermagem, pelo CNS e
já presente em sua Resolução nº 573/2018, como veremos abaixo.
Anderson Silveira – 0194 2
PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

A Lei nº 8.080, de19 de setembro de 1990, instrui:

[...]
Art. 4º O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e
instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e
indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de
Saúde (SUS).

[...]
§ 2º A iniciativa privada poderá participar do Sistema Único de Saúde (SUS),
em caráter complementar.

[...]
Art. 5º São objetivos do Sistema Único de Saúde SUS:
I - a identificação e divulgação dos fatores condicionantes e determinantes da
saúde;
II - a formulação de política de saúde destinada a promover, nos campos
econômico e social, a observância do disposto no § 1º do art. 2º desta lei;
III - a assistência às pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e
recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das
atividades preventivas.

[...]
Art. 7º As ações e serviços públicos de saúde e os serviços privados
contratados ou conveniados que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), são
desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas no art. 198 da Constituição
Federal, obedecendo ainda aos seguintes princípios:
I - universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de
assistência;
II - integralidade de assistência, entendida como conjunto articulado e
contínuo das ações e serviços preventivos e curativos, individuais e coletivos, exigidos
para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema;

[...]
VII - utilização da epidemiologia para o estabelecimento de prioridades, a
alocação de recursos e a orientação programática;

[...]
X - integração em nível executivo das ações de saúde, meio ambiente e
saneamento básico;

[...]
XII - capacidade de resolução dos serviços em todos os níveis de assistência

As Diretrizes apresentadas pela Comissão compartilham os objetivos do SUS em suas


vertentes política, preventiva, educativa, de cuidado e de assistência integral. Salienta,
outrossim, a proposta de ações multidimensionais e interprofissionais exercidas com
qualidade a par das boas práticas nacionais e internacionais da área. Dessa forma, acentuam a
importância de formar um bacharel em Enfermagem que valorize a saúde como direito social
do cidadão, considere as políticas públicas, o contexto social e sanitário do país e os sistemas
de saúde como lócus privilegiado para a sua formação.
Anderson Silveira – 0194 3
PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Ao considerar o sujeito em sua integralidade, as Diretrizes exigem o respeito à


pluralidade de culturas, grupos sociais e indivíduos, às condições ambientais, econômicas e
culturais, individuais e coletivas, à saúde e à promoção da qualidade de vida do ser humano.
A formação para o trabalho humanizado, exercido dentro dos padrões da ética e
bioética e do rigor técnico e científico, completa-se com o preparo para a pesquisa com vistas
à ampliação do conhecimento e a ultrapassagem dos problemas e das lacunas que se fazem
presentes na prática profissional.

O Projeto Pedagógico do Curso de Enfermagem

As Diretrizes objetivam uma formação generalista, crítica, reflexiva, política e ética, a


ser refletida no Projeto Pedagógico do Curso (PPC).
As ações formativas organizar-se-ão ao redor das seguintes áreas formativas: Cuidado
de Enfermagem na Atenção à Saúde Humana; Gestão do Cuidado de Enfermagem e dos
Serviços de Enfermagem e Saúde; Desenvolvimento Profissional em Enfermagem; Pesquisa
em Enfermagem; e Saúde e Educação em Saúde.
A área de Cuidado de Enfermagem na Atenção à Saúde Humana será responsável por
promover competências para uma prática de Enfermagem pautada por pensamento crítico,
raciocínio clínico, acolhimento e comunicação efetiva com usuários, familiares e
comunidades.
A área de Gestão do Cuidado de Enfermagem, dos Serviços de Enfermagem e Saúde
desenvolverá competências para coordenar ações de gerenciamento do cuidado em
Enfermagem nos diferentes níveis de atenção à saúde e contribuir para a formulação de
determinações legais relacionadas ao processo saúde-doença, com base no conhecimento
científico e nos princípios da bioética.
A área de Desenvolvimento Profissional em Enfermagem será responsável por formar
um enfermeiro com competências para avançar no próprio processo formativo e para facilitar
o desenvolvimento dos profissionais que compõem as equipes de Enfermagem.
A área de Investigação e Pesquisa em Enfermagem e Saúde desenvolverá
competências para o uso do pensamento científico no desenvolvimento de ações
investigativas junto a indivíduos, famílias e grupos sociais.
Para o desenvolvimento das competências acima citadas, o aluno se apropriará de
conteúdos relativos às ciências biológicas e da saúde, ciências políticas e sociais, ciências
humanas, ciências exatas e naturais e ciências da enfermagem com ênfase nos fundamentos,
história, teorias e concepções da Enfermagem e sistematização na descrição de processos e
desempenho no cuidado. Temas transversais com conteúdo relativos à educação ambiental e
sustentabilidade; relações étnico-raciais e de gênero, direitos humanos, empreendedorismo;
línguas estrangeiras e Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), entre outros, ampliarão a visão
do futuro enfermeiro fortalecendo o diálogo, trabalho em equipes e colaborações
interprofissionais.
O PPC propiciará o desenvolvimento das competências necessárias para a formação
do enfermeiro por meio de atividades teóricas, teórico-práticas, práticas e estágios. Estas
devem ser flexíveis, propor metodologias ativas, diversificação dos cenários de aprendizagem,
uso adequado de novas tecnologias, em ambientes reais e simulados, a fim de possibilitar uma
formação atualizada.
As atividades de extensão e complementares presentes no PPC visam a elaboração de
projetos em enfermagem, a realização de estudos e cursos complementares; a organização e a
participação em eventos políticos-profissionais, culturais e desportivos, entre outros.
O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) será obrigatório para a integralização
curricular e poderá ser apresentado na forma de relatório de pesquisa, artigo, software, entre
outros.
Anderson Silveira – 0194 4
PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

A Licenciatura em Enfermagem

A oferta de licenciatura, formação de professores de Enfermagem, dar-se-á em um


projeto pedagógico diferenciado, atendendo aos marcos legais vigentes, fundamentando-se
nos seguintes valores, princípios e compromissos: produzir e articular saberes específicos da
área com os conhecimentos históricos, filosófico e metodológicos, para a atuação do professor
de Enfermagem em diferentes níveis; comprometer-se com os princípios da educação
inclusiva; e fomentar a reflexão, a expressão e a construção de contextos de pensamento e
ação pedagógica, críticos e criativos.
A formação de professores de Enfermagem deve levar à compreensão dos
fundamentos científicos da educação e da complexidade da realidade educacional do país e
desenvolver a competência para o uso de práticas e recursos pedagógicos diversos face aos
distintos processos e demandas, fazendo bom uso de tecnologias da informação e
comunicação.
A formação de professores de Enfermagem propiciará o preparo do estudante para
abordar temas no currículo que envolvam conhecimentos, vivências e reflexões
sistematizadas, como História da África e História Indígena, conforme disposto nas Leis nos
10.639, de 9 de janeiro de 2003, e 11.645, de 10 de março de 2008, para ampliação dos
conhecimentos relativos à história e à cultura brasileiras e ao enfrentamento do racismo e do
preconceito.
São competências básicas esperadas do professor de Enfermagem a capacidade de
planejar ações pedagógicas, sistematizar, registrar e avaliar o processo de ensino-
aprendizagem por meio de diferentes estratégias, instrumentos e procedimentos, identificar
questões e problemas socioculturais, educacionais e outros em face a realidades complexas, a
fim de contribuir para a superação de exclusões sociais, étnico-raciais, econômicas, culturais,
religiosas, políticas, de gênero, de portadores de necessidades especiais entre outras,
promover o trabalho em equipes e a cooperação entre atores da instituição educativa, família e
comunidade.
As ações pedagógicas para a formação do professor de Enfermagem serão pautadas
nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores e em outros marcos
legais para o exercício do magistério.
As DCNs para os Cursos de Graduação em Enfermagem, licenciatura e bacharelado,
anexas a este Parecer, constituem, portanto, os referenciais para os cursos de graduação em
Enfermagem, licenciatura e bacharelado. Desse modo, a síntese exposta neste Parecer, com as
várias contribuições coletadas, encontra-se enriquecida nas DCNs, que aprofundam e
desdobram os seus aspectos principais, quais sejam:

• A formação em bacharelado;
• A formação em licenciatura; e
• As diretrizes gerais.

Considerações do Relator

A CES/CNE, ao orientar as novas DCNs, recomenda que devem ser contemplados


elementos de fundamentações essenciais na área do conhecimento, do campo do saber ou
profissional, visando proporcionar ao estudante o desenvolvimento intelectual e profissional
autônomos, de modo permanente e ético. Esta competência permite a continuidade do
processo de formação acadêmica e/ou profissional, que não termina, portanto, com a
concessão do diploma de graduação.

Anderson Silveira – 0194 5


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

As DCNs constituem orientações para a elaboração dos currículos que devem ser,
necessariamente, adotadas por todas as IES.
Dentro da perspectiva de assegurar a flexibilidade, a diversidade e a qualidade da
formação oferecida aos estudantes, as diretrizes devem estimular a superação das concepções
antigas e herméticas das grades curriculares – muitas vezes, tidas como meros instrumentos
de transmissão de conhecimento e informações – e garantir sólida formação, geral e
específica, preparando o futuro graduado para enfrentar os desafios das rápidas
transformações da sociedade, do mercado de trabalho e das condições de exercício
profissional.
Desta forma, as DCNs para os Cursos de Graduação em Enfermagem, licenciatura e
bacharelado, possibilitam que os currículos propostos possam estruturar o perfil acadêmico e
profissional dos egressos, em termos de competências, habilidades, atitudes e conhecimentos,
construídos a partir de perspectivas e abordagens contemporâneas de formação pertinente e
compatível com referenciais nacionais e internacionais, tornando-os capazes de atuar com
qualidade, eficiência e resolubilidade nos diversos campos de atuação profissional do
licenciado e do bacharel em Enfermagem.
Nesse contexto, ponderados todos os aspectos legais, os elementos de instrução e as
contribuições apresentadas à Comissão, formulou-se a proposta de DCNs para os Cursos de
Graduação em Enfermagem, licenciatura e bacharelado, apresentada adiante.
É importante assegurar que a implantação das novas DCNs para os Cursos de
Graduação em Enfermagem, licenciatura e bacharelado, a despeito de obrigatórias, deverão
ser estabelecidas de forma gradual pelas IES, pelo que entende-se ser razoável que seja essa
implantação concluída em um prazo máximo de 2 (dois) anos, a partir da publicação desta
Resolução, sem prejuízo de que as IES, querendo e de forma consensual com os colegiados do
curso de graduação em Enfermagem e com a representação discente, possam promover,
proporcionalmente, ajustes nos cursos em andamento.

II – VOTO DA COMISSÃO

A Comissão vota favoravelmente à aprovação das Diretrizes Curriculares Nacionais


do Curso de Graduação em Enfermagem, licenciatura e bacharelado, na forma deste Parecer e
do Projeto de Resolução, anexo, do qual é parte integrante.

Brasília (DF), 3 de julho de 2024.

Conselheiro Luiz Roberto Liza Curi – Presidente

Conselheiro Anderson Luiz Bezerra da Silveira – Relator

Conselheiro Alysson Massote Carvalho – Membro

Conselheira Elizabeth Regina Nunes Guedes – Membro

Conselheira Luciane Bisognin Ceretta – Membro

Conselheiro Mauro Luiz Rabelo – Membro

Anderson Silveira – 0194 6


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

III – DECISÃO DA CÂMARA

A Câmara de Educação Superior aprova, por unanimidade, o voto da Comissão.


Sala das Sessões, em 3 de julho de 2024.

Conselheiro Henrique Sartori de Almeida Prado – Presidente

Conselheiro Paulo Fossatti – Vice-Presidente

Anderson Silveira – 0194 7


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO
CÂMARA DE EDUCAÇÃO SUPERIOR

PROJETO DE RESOLUÇÃO

Institui Diretrizes Curriculares


Nacionais para os Cursos de Graduação
em Enfermagem, licenciatura e
bacharelado, e dá outras providências.

O Presidente da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de


Educação, no uso de suas atribuições legais, tendo em vista o disposto no Art. 9º, § 2º, alínea
‘c’, da Lei nº 4.024, de 20 de dezembro de 1961, com a redação dada pela Lei nº 9.131, de 25
de novembro de 1995, e com fundamento no Parecer CNE/CES nº 443, de 3 de julho de 2024,
homologado por Despacho do Senhor Ministro de Estado da Educação, publicado no DOU
XXXXXX, resolve:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º Ficam instituídas as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de


Graduação em Enfermagem, licenciatura e bacharelado, que estabelecem e definem as
concepções, os princípios, os fundamentos, as condições de oferta e os procedimentos para o
planejamento, a implementação, o desenvolvimento e a avaliação dos cursos de Graduação
em Enfermagem, no âmbito do Sistema de Educação Superior do país, tendo como base legal
a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB vigente e os demais documentos
legais relacionados ao Ensino Superior.
Art. 2º Os cursos de graduação em Enfermagem voltam-se para formar enfermeiras e
enfermeiros que receberão o grau de bacharel em Enfermagem ou o grau de bacharel e
licenciado em Enfermagem.
Art. 3º As Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em
Enfermagem, licenciatura e bacharelado, direcionam a constituição do perfil profissional da
enfermeira e do enfermeiro, em consonância com as perspectivas e abordagens
contemporâneas da educação e do exercício profissional em enfermagem, pautado nos
princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS.

Anderson Silveira – 0194 8


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

CAPÍTULO II
DA FORMAÇÃO EM BACHARELADO

Art. 4º O curso de graduação em Enfermagem, bacharelado, terá carga horária mínima


de 4.000 (quatro mil) horas, com a oferta em consonância com a Resolução vigente para os
cursos da área de saúde e limite mínimo de 5 (cinco) anos para integralização, atendendo a
legislação vigente.
Art. 5º Constituem os princípios gerais da formação do bacharel em Enfermagem:
I - a saúde como direito social do cidadão e dever do Estado;
II - a consideração das políticas públicas no contexto social e sanitário do país e do
SUS como ordenador da formação profissional em saúde, nas esferas pública e privada;
III - a Enfermagem como prática social;
IV - o cuidado como finalidade do processo de trabalho da enfermeira e do
enfermeiro;
V - a atenção integral à saúde, considerando as condições sociais, ambientais,
econômicas, políticas e culturais;
VI - a integralidade em saúde, contemplando ações e serviços no campo da promoção
da saúde, da prevenção de doenças e agravos, do tratamento e da reabilitação, voltados às
necessidades de saúde de pessoas, grupos e comunidades na rede de atenção à saúde;
VII - o respeito a todo tipo de diversidade e à valorização da pluralidade de culturas,
grupos sociais e indivíduos;
VIII - a promoção de práticas inclusivas e de redução das desigualdades étnicas,
raciais, etárias, de gênero e de classes para superação de qualquer forma de exclusão,
preconceito e discriminação;
IX - a promoção da saúde, da qualidade de vida e do bem viver por meio da atenção e
do cuidado de Enfermagem;
X - o agir ético, o rigor técnico-científico e a humanização nas práticas de
Enfermagem;
XI - o trabalho em saúde no contexto da interprofissionalidade;
XII - a pesquisa visando a ampliação do conhecimento e das práticas de Enfermagem;
XIII - a incorporação crítica e constante dos avanços teóricos e práticos da ciência, da
tecnologia e da inovação; e
XIV - o compromisso com a formação dos trabalhadores de Enfermagem na
perspectiva da educação permanente em saúde.
Art. 6º O curso de graduação em Enfermagem, bacharelado, terá como objetivos:
I - a formação generalista, humanista, crítica, reflexiva, política e ético-legal;
II - a formação interdisciplinar e interprofissional que preserve a integralidade
específica do trabalho de Enfermagem;
III - o desenvolvimento das competências necessárias para exercer a profissão com
autonomia e compromisso ético, político, técnico e social; e

Anderson Silveira – 0194 9


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

IV - o domínio das ações próprias e sistematizações decorrentes do conhecimento


científico e tecnológico da área.
Art. 7º O Projeto Pedagógico de Curso – PPC de Graduação em Enfermagem,
bacharelado, será construído em torno dos seguintes eixos norteadores:
I - construção coletiva, garantindo a participação efetiva da comunidade acadêmica,
em consonância com as diretrizes do SUS e as recomendações do Conselho Nacional de
Saúde – CNS;
II - atenção às condições do setor da saúde, pautada em princípios, diretrizes e
políticas públicas internacionais, nacionais e regionais, com vistas a assegurar o acesso, a
equidade, a integralidade, a humanização, a qualidade e a efetividade da atenção à saúde;
III - indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão;
IV - articulação entre teoria e prática;
V - flexibilização curricular;
VI - explicitação das bases filosóficas, teóricas e metodológicas do processo
formativo;
VII - definição de conteúdo essenciais para a formação em diferentes cenários de
aprendizagem, incluindo a comunidade, os serviços de saúde e os ambientes simulados;
VIII - uso de metodologias e/ou estratégias que considerem os estudantes como
sujeitos do processo ensino-aprendizagem e favoreçam sua participação ativa; e
IX - integração ensino, serviço e comunidade.
Art. 8º O egresso do curso de graduação em Enfermagem, bacharelado, terá o perfil
profissional generalista, humanista, crítico, reflexivo, ético, político, com senso de
responsabilidade social e compromisso com a defesa da cidadania, da democracia e da
dignidade humana, tendo o cuidado de Enfermagem como finalidade e com foco nas
necessidades sociais e de saúde e na transformação da sociedade.
Art. 9º O egresso do curso de graduação em Enfermagem, bacharelado, deverá estar
apto a:
I - exercer o cuidado de Enfermagem, individual e coletivo, pautado no conhecimento
científico, em princípios éticos e bioéticos e no compromisso com o bem viver, a
sustentabilidade do planeta e a defesa da diversidade e da dignidade humana.
II - exercer suas atividades de forma humana, ética, crítica e com responsabilidade
social, nos diferentes níveis e complexidades de atenção à saúde e do cuidado de
Enfermagem;
III - exercer sua profissão com autonomia e com foco nas necessidades das pessoas,
famílias, grupos sociais e comunidades;
IV - exercer a gestão do cuidado e dos serviços de Enfermagem e de saúde;
V - reconhecer e intervir sobre as necessidades de saúde de pessoas, famílias, grupos
sociais e comunidades, considerando o perfil epidemiológico e sociodemográfico nacional,
com ênfase em seu contexto e região de atuação, na perspectiva da saúde global;
VI - contribuir para a formulação, implementação e defesa das políticas públicas que
favorecem o SUS, os direitos sociais, a equidade e a redução das desigualdades;
VII - desenvolver educação em saúde e educação permanente em saúde;

Anderson Silveira – 0194 10


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

VIII - agir politicamente na perspectiva de potencializar o exercício da democracia, da


cidadania e da participação nas entidades representativas da profissão; e
IX - incorporar a postura investigativa de modo a participar do desenvolvimento de
pesquisas, assim como aplicar resultados de investigações de interesse para sua área de
atuação.
Art. 10. Com vistas a garantir uma sólida formação e preparar o futuro graduado para
enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade, do mundo do trabalho e das
condições do exercício profissional, o processo formativo no curso de graduação em
Enfermagem, bacharelado, será composto pelas seguintes áreas, desenvolvidas de forma
integrada:
I - Cuidado de Enfermagem na atenção à saúde humana;
II - Gestão do Cuidado e dos serviços de Enfermagem e de saúde;
III - Desenvolvimento Profissional em Enfermagem;
IV - Pesquisa em Enfermagem e saúde; e
V - Educação em saúde.
Art. 11. A área de formação Cuidado de Enfermagem na atenção à saúde humana,
responsável pela construção de saberes que promovam uma prática de Enfermagem pautada
em pensamento crítico, raciocínio clínico, escuta, acolhimento e comunicação efetiva com
pessoas, famílias, grupos sociais e comunidades, contemplará as seguintes competências:
I - praticar ações de Enfermagem em diferentes cenários por meio do Processo de
Enfermagem e de linguagens padronizadas, considerando a legislação e as políticas de saúde
vigentes;
II - operacionalizar, com base em modelos clínico e epidemiológico, ações da
Enfermagem no campo da promoção da saúde, da prevenção de doenças e agravos, do
tratamento e da reabilitação;
III - atuar nas redes de atenção à saúde, com prioridades definidas em função das
vulnerabilidades e dos riscos e agravos à saúde e à vida, considerando a Atenção Primária à
Saúde como ordenadora do cuidado;
IV - integrar equipes interdisciplinares e interprofissionais de saúde com ações
específicas, colaborativas e complementares;
V - promover a escuta, o acolhimento e a comunicação efetiva com pessoas, famílias,
grupos sociais e comunidades; e
VI - desenvolver o cuidado de Enfermagem baseado no raciocínio clínico, no
pensamento crítico, na prática baseada em evidências e na ética para a tomada de decisão.
Art. 12. A área de formação Gestão do Cuidado, dos Serviços de Enfermagem e de
Saúde, responsável pela construção de saberes que promovam o processo de gestão das ações
de Enfermagem, contemplará as seguintes competências:
I - exercer a gestão do cuidado de enfermagem nas Redes de Atenção à Saúde com
base nos indicadores sociais e de saúde, no âmbito individual e coletivo, e em diferentes
contextos;
II - gerenciar as demandas espontâneas e os programas de saúde, considerando os
princípios, diretrizes e políticas de saúde vigentes, as características profissionais dos
trabalhadores de Enfermagem e da saúde, a constituição histórica da Enfermagem, a divisão

Anderson Silveira – 0194 11


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

social e técnica do trabalho e a composição das equipes, a fim de qualificar o processo de


trabalho e seus resultados;
III - desenvolver ações de planejamento, organização, coordenação, monitoramento e
avaliação dos serviços e do processo de trabalho da Enfermagem e da saúde, com base em
princípios e modelos de gestão que permitam o controle e a participação social;
IV - promover a articulação da equipe de Enfermagem com os demais trabalhadores,
com as instituições da rede de atenção à saúde e com outros setores;
V - gerenciar os recursos humanos, físicos, materiais e de informação em serviços de
Enfermagem e de saúde;
VI - promover o uso de instrumentos e tecnologias gerenciais que fortaleçam o
trabalho em equipe, colaborativo e interprofissional;
VII - reconhecer a escuta, o acolhimento e a comunicação como recursos
indispensáveis do trabalho da Enfermagem e a necessidade de garantir a privacidade, a
confidencialidade, o sigilo e a veracidade das informações compartilhadas com usuários,
profissionais e público em geral;
VIII - atuar com base em evidências científicas e princípios humanísticos, políticos e
ético-legais, visando a adoção de procedimentos e práticas com qualidade e segurança;
IX - prever condições materiais, de pessoal e de infraestrutura para a realização do
trabalho de Enfermagem e de saúde, com base nas normas regulamentadoras do trabalho na
Enfermagem e na saúde; e
X - promover ações educativas com os trabalhadores da Enfermagem e de saúde,
orientadas pelos princípios e diretrizes da educação permanente em saúde.
Art. 13. A área de formação Desenvolvimento Profissional em Enfermagem,
responsável pela formação da enfermeira e do enfermeiro, como sujeitos do processo
formativo e promotores do desenvolvimento dos profissionais que compõem a equipe de
Enfermagem, contemplará as seguintes competências:
I - incorporar e promover valores em defesa da vida, do bem viver, da solidariedade,
da justiça social, da cidadania, da democracia, da diversidade e da dignidade humana;
II - promover ações que favoreçam a atualização, a inovação, o desenvolvimento
técnico-científico e tecnológico na área da Enfermagem e da saúde;
III - reconhecer as transformações da área da Enfermagem e da saúde e os
determinantes, do contexto nacional e internacional;
IV - promover o desenvolvimento e a valorização da identidade profissional;
V - defender políticas e ações que promovam condições institucionais adequadas para
o desenvolvimento profissional; e
VI - agir politicamente na perspectiva de potencializar o exercício da democracia, da
cidadania e da participação nas entidades representativas da profissão.
Art.14. A área de formação Pesquisa em Enfermagem e saúde, responsável pela
construção de saberes para o desenvolvimento de ações investigativas junto a pessoas,
famílias, grupos sociais e comunidades contemplará as seguintes competências:
I - propor, planejar e/ou participar de pesquisas, com o objetivo de produzir
conhecimentos e práticas que colaborem para avanços, inovações e transformações do campo
da Enfermagem e da saúde;

Anderson Silveira – 0194 12


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

II - conduzir pesquisas científicas em Enfermagem e saúde orientadas pela ética e


bioética e com fundamentação teórico-metodológica em uma visão crítica da realidade;
III - manter-se atualizado em relação aos avanços da área, com vistas a identificar
evidências científicas para a promoção de práticas de Enfermagem éticas, seguras e de
qualidade; e
IV - divulgar, socializar e popularizar o conhecimento produzido na área de
Enfermagem.
Art. 15. A área de formação Educação em Saúde, responsável pela construção de
saberes relativos à educação em saúde, inerente ao processo de trabalho em Enfermagem, em
uma perspectiva crítica, inclusiva e de fortalecimento da cidadania, contemplará as seguintes
competências:
I - compreender a educação em saúde, sua constituição histórica, seus referenciais
teóricos e suas estratégias para a autonomia dos sujeitos e a transformação social;
II - fundamentar a educação em saúde a partir dos princípios do SUS e dos
pressupostos da Promoção da Saúde e da Educação Popular em Saúde, com ênfase na
intersetorialidade, no controle e participação social;
III - promover práticas de educação em saúde fortalecedoras do SUS e da
emancipação das pessoas, famílias, grupos sociais e comunidades, em prol da melhoria das
condições de vida e do bem viver; e
IV - propor e desenvolver tecnologias educativas em Enfermagem e saúde que
favoreçam a emancipação dos sujeitos e a transformação social.
Art. 16. O curso de graduação em Enfermagem, bacharelado, deve prover
conhecimentos em:
I - Ciências Biológicas e da Saúde – conteúdos relativos a: estrutura e função dos
tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos; bases bioquímicas, farmacológicas, parasitológicas,
microbiológicas e epidemiológicas e bases moleculares e celulares dos processos normais e
alterados, que sirvam à compreensão da vida e da saúde no âmbito coletivo e individual;
II - Ciências Humanas, Políticas e Sociais – conteúdos referentes às diversas
dimensões das relações humanas, políticas e sociais entre pessoas, famílias, grupos sociais e
comunidades, contribuindo para a compreensão crítica dos aspectos socioculturais, políticos,
espirituais, antropológicos, históricos, filosóficos, psicológicos e educacionais envolvidos na
prática de enfermagem;
III - Ciências Exatas conteúdos de matemática, estatística e tecnologias da informação
aplicados à Enfermagem;
IV - Ciências da Enfermagem, contemplando:
a) Fundamentos de Enfermagem: conteúdos referentes à história da Enfermagem, às
teorias de Enfermagem e ao processo de Enfermagem;
b) Processos de cuidar em Enfermagem: conteúdos referentes ao cuidado de
Enfermagem no processo saúde-doença de pessoas, famílias, grupos e comunidades nos
diferentes contextos, fases e cursos da vida, cuidados paliativos e cuidados de fim de vida;
c) Processos de Gestão em Enfermagem e saúde: conteúdos referentes a políticas de
saúde, modelos de atenção e de gestão em saúde, com ênfase no SUS; planejamento,
organização, coordenação, monitoramento e avaliação dos serviços e do processo de trabalho
em Enfermagem e em saúde;

Anderson Silveira – 0194 13


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

d) Processos educativos em Enfermagem e saúde: conteúdos pertinentes à educação


em saúde e à educação permanente em saúde; e
e) Processos investigativos em Enfermagem e saúde: conteúdos relativos a
metodologias e ética na pesquisa, produção e disseminação do conhecimento.
V - Temas Transversais – conteúdos relativos a: bem viver; ética e bioética; relações
étnico-raciais e de gênero; interculturalidade; direitos humanos; educação ambiental e
sustentabilidade; desastres e emergências de saúde; trabalho no mundo contemporâneo;
segurança do paciente; diversidade e inclusão social, contemplando a Língua Brasileira de
Sinais – LIBRAS no ensino, pesquisa e extensão.
Art. 17. Os conteúdos essenciais devem fortalecer a articulação entre a formação e o
trabalho em Enfermagem e saúde, preservando a autonomia técnico-científica, a identidade e
a valorização da enfermeira e do enfermeiro.
Parágrafo único. Os conteúdos transversais, pautados na integralidade do
conhecimento e na interdisciplinaridade devem propiciar o diálogo, o trabalho em equipes e
as colaborações interprofissionais.
Art. 18. O currículo do curso de graduação em Enfermagem, bacharelado, poderá ser
organizado por diferentes estratégias orientadas por componentes, unidades e disciplinas
curriculares; módulos de aprendizagem, ciclos de formação; eixos de competência, sistemas
de créditos; séries anuais ou semestrais, entre outras.
Art. 19. O PPC de Graduação em Enfermagem, bacharelado, deverá contemplar
atividades de ensino-aprendizagem teóricas e teórico-práticas, de forma integrada, desde o
primeiro semestre e ao longo do curso, e o estágio curricular supervisionado obrigatório.
§ 1º As atividades de ensino-aprendizagem teóricas envolvem a interação presencial
entre docente e estudante em processos que promovam reflexões, abstrações e criticidade
sobre o conteúdo disponível na literatura acadêmico-científica.
§ 2º As atividades de ensino-aprendizagem teórico-práticas compreendem toda ação
educacional, acompanhada por docente, realizada em ambiente real e simulado, que reflitam
experiências em Enfermagem e articulem conteúdos teóricos e habilidades práticas em todas
as áreas de formação, conforme as seguintes orientações:
I - devem acontecer de forma presencial, desde o primeiro semestre e ao longo do
curso;
II - devem ocorrer em cenários diversificados das instituições de saúde ou outros
serviços, não sendo substituídas por visitas técnicas ou outros dispositivos restritos ao
processo de observação e descrição da realidade; e
III - devem ser realizadas em laboratórios das ciências biológicas e da saúde, de
habilidades, de simulação e no mundo do trabalho (serviços de saúde e outros espaços que
incluem o trabalho da enfermeira e do enfermeiro):
a) as atividades realizadas em laboratórios de habilidades devem respeitar a relação
estudante/docente de, no máximo, 10 (dez) estudantes para cada docente;
b) as atividades realizadas em laboratórios de simulação devem respeitar uma relação
estudante/docente coerente com a natureza da atividade simulada e a qualidade do processo
ensino-aprendizagem;
c) as atividades teórico-práticas desenvolvidas no mundo do trabalho devem ser
acompanhadas pelo docente da disciplina/componente curricular e respeitar a relação
estudante/docente de, no máximo, 6 (seis) estudantes para cada docente, observando-se as
Anderson Silveira – 0194 14
PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

especificidades e demandas dos serviços de saúde e outros espaços que incluem o trabalho da
enfermeira e do enfermeiro; e
d) as atividades teórico-práticas realizadas no mundo do trabalho, envolvendo as ações
de enfermagem no cuidado, na gestão, na educação em saúde e na educação permanente em
saúde, devem corresponder a, no mínimo, 20% (vinte por cento) da carga horária total do
curso.
Art. 20. O estágio curricular supervisionado obrigatório compreende o período
vivenciado presencialmente e integralmente pelo estudante em instituições de saúde durante o
qual há a consolidação das competências na atenção básica, ambulatorial e hospitalar que lhe
permita conhecer as políticas públicas de saúde, a organização do sistema de saúde e do
trabalho em equipe interprofissional e multidisciplinar, definidas para cada área de formação
do curso de graduação em Enfermagem, bacharelado.
§ 1º O estágio curricular supervisionado deve ser desenvolvido nos 2 (dois) ou 3 (três)
últimos semestres do curso, na rede de atenção à saúde, mediante convênios, parcerias ou
acordos.
§ 2º O estágio curricular supervisionado obrigatório terá como supervisores docentes
enfermeiras e enfermeiros do curso de graduação da IES, com a participação de
preceptoras/preceptores enfermeiras/enfermeiros dos serviços de saúde, observando-se as
especificidades e demandas dos serviços de saúde e outros espaços que incluem o trabalho da
enfermeira e do enfermeiro, atendendo as seguintes orientações:
I - a relação estudante/supervisor docente da IES será de, no máximo, 10 (dez)
estudantes para cada docente; e
II - a relação estudante/enfermeira preceptora e enfermeiro preceptor será de, no
máximo, 2 (dois) estudantes para cada enfermeira.
§ 3º A escolha dos cenários de estágio curricular supervisionado obrigatório deve
adequar-se ao PPC e atender aos princípios ético-legais da formação e da atuação profissional,
privilegiando a interação com pessoas, famílias, grupos sociais, territórios, comunidades e
trabalhadoras/trabalhadores de enfermagem e da saúde.
§ 4º A carga horária mínima do Estágio Curricular Supervisionado obrigatório deverá
totalizar 30% (trinta por cento) da carga horária total do curso de graduação em Enfermagem,
bacharelado, e será assim distribuída na rede de atenção à saúde: 50% (cinquenta por cento)
na atenção primária à saúde e 50% (cinquenta por cento) na atenção hospitalar e/ou serviços
de média complexidade.
§ 5º A carga horária do Estágio Curricular Supervisionado obrigatório deve ser
cumprida integralmente pelo estudante e é requisito para aprovação e obtenção de diploma,
conforme a legislação de estágio vigente.
Art. 21. As ações de ensino mediadas pelas tecnologias de informação e comunicação,
direcionadas aos cursos de graduação em Enfermagem, bacharelado, devem ser utilizadas
como ferramentas pedagógicas de forma crítica, reflexiva e ética.
Art. 22. O PPC de graduação em Enfermagem, bacharelado, contemplará:
I - perspectiva pedagógica crítica e emancipatória, com metodologias ativas e
inovadoras que promovam a articulação ensino, pesquisa e extensão;
II - efetiva inserção comunitária em integração com a diversidade de cenários de
aprendizagem e com o SUS a fim de promover a integralidade da formação generalista; e
III - atividades de extensão e atividades complementares:
Anderson Silveira – 0194 15
PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

a) As atividades de extensão e de integração ensino-serviço que explicitem o


compromisso com o desenvolvimento social, urbano e rural da região em que o curso se situa
devem representar, no mínimo, 10% (dez por cento) da carga horária total do curso.
b) As atividades complementares caracterizam-se pela diversidade e buscam
mecanismos de aproveitamento dos conhecimentos desenvolvidos pelos estudantes, podendo
contemplar: projetos em Enfermagem; estudos e cursos complementares; participação e
organização de eventos; participação em atividades políticas, profissionais, culturais e
desportivas, entre outras, não ultrapassando cinco por cento da carga horária total do curso.
c) As atividades de extensão e as atividades complementares deverão possuir formas
de aproveitamento previstas em regulamento específico.

CAPÍTULO III
DA FORMAÇÃO EM LICENCIATURA

Art. 23. É facultado à Enfermagem ofertar licenciatura, fundamentando-se na


Resolução CNE/CP nº 4, de 29 de maio de 2024, que define as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da
Educação Escolar Básica, na especificidade da modalidade Educação Profissional Técnica de
Nível Médio – EPTNM.
§ 1º O curso de graduação em Enfermagem, licenciatura, com a oferta em consonância
com a Resolução vigente para os cursos da área de licenciatura, deve possuir a carga horária
mínima indicada nas legislações vigentes dos órgãos competentes dirigidas à formação de
professores da Educação Básica.
§ 3º a instituição que ministra curso de graduação em Enfermagem, licenciatura,
poderá ofertar cursos voltados à Formação Pedagógica de Graduados não licenciados
seguindo legislações vigentes dos órgãos competentes dirigidas à formação de professores da
Educação Básica.
§ 3º Recomenda-se como prioritária a atuação do licenciado em Enfermagem como
professor na EPTNM, incluindo a supervisão dos estágios nos serviços de saúde e a gestão
pedagógica destes cursos.
§ 4º a enfermeira e o enfermeiro com Formação Pedagógica de Graduados não
licenciados ou, ainda, o bacharel com outra formação pedagógica equivalente à licenciatura
em Enfermagem, conforme legislação específica da formação de professores para a EPTNM,
poderão atuar na docência nessa modalidade.
Art. 24. O projeto pedagógico para a formação de professores de Enfermagem deve
fundamentar-se nos seguintes valores, princípios e compromissos:
I - educação como direito social;
II - formação das trabalhadoras e dos trabalhadores técnicos comprometidos com o
SUS;
III - docência na EPTNM como profissão;
IV - comprometimento com os princípios da educação democrática, justa, inclusiva e
emancipatória dos indivíduos e grupos sociais;

Anderson Silveira – 0194 16


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

V - produção e articulação de saberes específicos da área com os conhecimentos


históricos, políticos, filosóficos, didáticos e metodológicos, para a atuação do professor de
Enfermagem na modalidade EPTNM da Educação Básica e na construção e gestão de
políticas públicas de educação; e
VI - construção da reflexão e de contextos de pensamento e de ações pedagógicas na
perspectiva crítica.
Art. 25. A formação de professores na EPTNM em Enfermagem deve prover
conhecimentos específicos das Ciências da Educação (e outros) e suas interfaces com a
EPTNM em Enfermagem e em outros cursos técnicos correlatos da área de saúde,
contemplando:
I - fundamentos científicos da educação, a partir da integração de diferentes campos de
conhecimento (filosofia, história, sociologia, dentre outros) que permitam apreender distintas
abordagens teóricas, tendo como intenção a compreensão da Educação e, especialmente da
EPTNM, como prática social e articulada a um projeto societário;
II - políticas públicas da Educação Básica no cenário brasileiro, incluindo as
especificidades da EPTNM, que apoiem a compreensão acerca da complexidade da realidade
educacional, contribuindo para a elaboração de políticas que se articulem às finalidades
educacionais promotoras da democracia e da emancipação dos sujeitos;
III - relações trabalho-educação que orientem a apropriação de conceitos que
contextualizam a EPTNM em suas articulações com as relações sociais;
IV - organização dos sistemas e instituições educacionais, com foco na inserção e na
regulação da EPTNM;
V - processos de gestão escolar e pedagógica na EPTNM que subsidiem à docência e a
coordenação de cursos técnicos, incluindo o trabalho coletivo para a elaboração de projetos
político-pedagógicos democráticos, inclusivos e emancipatórios;
VI - fundamentos psicológicos e metodológicos da Educação que orientem a
compreensão do processo ensino-aprendizagem, associado às finalidades educacionais;
VII - formação dos trabalhadores técnicos e auxiliares de enfermagem e suas relações
com as políticas públicas de Educação e de saúde, para a sustentação da defesa do SUS como
eixo orientador da formação e como política pública;
VIII - docência como profissão e suas especificidades na EPTNM, em especial, na
área da Enfermagem e da saúde;
IX - práxis pedagógicas nos diversos cenários formativos na EPTNM em Enfermagem
e saúde, fundamentada nos conhecimentos educacionais e com uso de recursos, incluindo
tecnologias de informação e comunicação, a partir da análise da sua potencialidade para
favorecer o processo ensino-aprendizagem, na perspectiva emancipadora;
X - LIBRAS, conforme a legislação vigente, propiciando relações sociais inclusivas;
XI - história da África e história dos povos indígenas, conforme disposto nas
legislações vigentes, para ampliação dos conhecimentos relativos à história e à cultura
brasileiras e ao enfrentamento do racismo e do preconceito; e
XII - temas transversais como direitos humanos, educação das relações étnico-raciais e
de gênero, educação ambiental, dentre outros, que permitam ampliar a visão para as propostas
curriculares na EPTNM em Enfermagem.

Anderson Silveira – 0194 17


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Parágrafo único. Conforme legislações específicas da formação de professores para a


Educação Básica, estes conhecimentos deverão estar distribuídos ao longo do curso.
Art. 26. A formação de professores de Enfermagem deve promover o desenvolvimento
de habilidades e competências para a prática pedagógica crítica comprometida também com
as relações éticas.
Parágrafo único. São competências básicas esperadas do professor de Enfermagem,
dentre outras:
I - atuar, no contexto da docência e da gestão do ensino, com ética e compromisso, em
defesa da construção de uma sociedade justa, equânime e igualitária;
II - conhecer e analisar criticamente as diretrizes político-legais que regem a Educação
Básica, em especial, a EPTNM, bem como aquelas voltadas à formação da trabalhadora/do
trabalhador técnico de nível médio, de auxiliares de enfermagem e de outros na área da saúde;
III - contribuir para a formação de trabalhadores técnicos de nível médio,
comprometidos com o SUS, tendo em vista dimensões ético-política e técnica;
IV - reconhecer a instituição educativa em sua complexidade e os sujeitos envolvidos
no processo ensino-aprendizagem e na escola, apreendendo-os historicamente e em seus
determinantes e relações, tendo em vista dimensões político-sociais, econômicas, culturais,
pedagógicas e relacionais;
V - no processo educativo, reconhecer e respeitar diversidades étnico-raciais de classes
sociais, religiosas, de necessidades especiais, de diversidade sexual de gênero, de faixa
geracional, entre outras, a fim de contribuir para a superação de quaisquer formas de
exclusão;
VI - atuar no processo de trabalho coletivo na escola, participando da implementação e
do acompanhamento do Projeto Pedagógico do Curso – PPC;
VII - planejar, implementar e avaliar ações educativas, envolvendo conteúdos,
métodos de ensino e avaliação do processo ensino-aprendizagem favoráveis à formação
crítica e emancipadora dos trabalhadores técnicos de nível médio;
VIII - favorecer a construção de articulação teórico-prática e ensino-serviço,
promovendo parceria entre escolas e serviços de saúde nos processos formativos de curso
técnico em Enfermagem e correlatos;
IX - utilizar diversos recursos e estratégias didático-pedagógicos promotores da
formação crítica e emancipadora;
X - atuar na gestão de processos educativos, na organização e na gestão de cursos
técnicos de Enfermagem, favorecendo a construção dos processos de trabalho coletivos;
XI - participar de instâncias propositoras e decisórias em relação às políticas de
EPTNM, implicando-se, principalmente, com as questões pertinentes à área da Enfermagem e
da saúde;
XII - ter participação política, na busca de qualificar a docência na EPTNM,
considerando as relações e condições de trabalho;
XIII - realizar e participar de processos formativos permanentes na escola e demais
espaços educativos; e
XIV - adotar postura investigativa e realizar pesquisa e/ou aplicar resultados de
investigações de interesse da área educacional e específica.

Anderson Silveira – 0194 18


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Art. 27. O estágio curricular supervisionado obrigatório deve ocorrer, prioritariamente,


em escolas técnicas da área da Enfermagem e da saúde, podendo ser complementado em
escolas de Ensino Fundamental e Médio em atividades educativas de Promoção da Saúde.
§ 1º A carga horária do estágio curricular supervisionado obrigatório deve atender às
resoluções da formação de professores da Educação Básica, bem como as normativas das
resoluções específicas sobre estágio.
§ 2º O estágio curricular supervisionado obrigatório será acompanhado por professores
do Curso Técnico em Enfermagem (e de áreas correlatas da saúde), do Ensino Fundamental e
Médio (nas situações de estágio com foco na educação em saúde) e contará com a supervisão
de professores do curso de licenciatura em Enfermagem, a partir de um plano de estágio
organizado em parceria.
§ 3º a escolha das escolas parceiras deve adequar-se ao PPC e atender aos princípios
ético-legais da formação e da atuação profissional docente, privilegiando o contato com
estudantes das escolas de formação técnica da área de enfermagem e de outras correlatas do
campo da saúde.
§ 4º O estágio curricular supervisionado obrigatório permitirá ao estudante exercer as
competências desenvolvidas ao longo do curso.

CAPÍTULO IV
DAS DIRETRIZES GERAIS

Art. 28. O Curso de graduação em Enfermagem deverá constituir um Núcleo Docente


Estruturante – NDE para fins de concepção, consolidação, avaliação, atualização e
aprimoramento do PPC, em conformidade com as bases legais vigentes.
Art. 29. A coordenação do curso e o ensino dos conteúdos específicos da Enfermagem
serão exercidos por enfermeira ou enfermeiro docente da instituição de ensino.
Art. 30. A avaliação do processo ensino-aprendizagem deve possuir caráter
progressivo e formativo por meio de diversificados dispositivos que possibilitem o
acompanhamento do desenvolvimento das competências previstas.
Art. 31. Para conclusão do Curso de graduação em Enfermagem, o estudante deverá
elaborar um TCC, individual ou em dupla, sob orientação de docente da IES.
Parágrafo único. O TCC é obrigatório para a integralização curricular e poderá ser
apresentado na forma de relatório de pesquisa, artigo, software, entre outros.
Art. 32. Os cursos de graduação em Enfermagem deverão contar com Programa de
Formação e Desenvolvimento da Docência em Saúde, com o objetivo de aprimorar e valorizar
o trabalho docente, no que tange às diferentes abordagens pedagógicas, integração dos
conteúdos e qualificação do processo formativo.

CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS

Art. 33. Os cursos de graduação em Enfermagem que estão em funcionamento deverão


adaptar-se a esta Resolução no prazo de 2 (dois) anos, a contar da data de sua publicação.

Anderson Silveira – 0194 19


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Art. 34. Essa Resolução, uma vez em vigor, deve ser observada na oferta dos cursos
presencialmente ou em qualquer modalidade admitida legalmente.
Art. 35. A avaliação deverá seguir o disposto nesta Resolução.
§ 1º Os instrumentos de avaliação dos cursos com vistas à autorização,
reconhecimento e renovação de reconhecimento devem ser adequados a estas DCNs.
§ 2º O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – Inep,
ao organizar o processo avaliativo, deverá levar em consideração os indicadores à luz dos
termos desta Resolução a partir de 120 (cento e vinte) dias da sua publicação.

Art. 36. Fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3, de 7 de novembro de 2001.


Art. 37. Esta Resolução entrará em vigor a partir da data de sua publicação.

Anderson Silveira – 0194 20


ANEXO

Síntese da Análise das Contribuições da Consulta Pública DCN Enfermagem


GT DCN-ENF ABEn
25 de Junho de 2024

Versão DCN Enfermagem Objeto da Principais Contribuições


Justificativas Respaldo legal/Normativas
Consulta Pública Aceita/Não Aceita
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Ficam instituídas as Diretrizes
Curriculares Nacionais dos Cursos de
Graduação em Enfermagem, que estabelecem
e definem as concepções, os princípios, os
fundamentos, as condições de oferta e os
procedimentos para o planejamento, a
implementação, o desenvolvimento e a
avaliação dos cursos de Graduação em
Enfermagem, no âmbito do Sistema de
Educação Superior do país, tendo como base
legal a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB) vigente e os demais
documentos legais relacionados ao ensino
superior.
Art. 2º Os cursos de Graduação em
Enfermagem voltam-se para formar
enfermeiras e enfermeiros que receberão o
grau de Bacharel em Enfermagem ou o grau
de Bacharel e Licenciado em Enfermagem.
Art. 3º As Diretrizes Curriculares Nacionais
dos Cursos de Graduação em Enfermagem
direcionam a constituição do perfil

Anderson Silveira – 0194 21


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

profissional da enfermeira e do enfermeiro,


em consonância com as perspectivas e
abordagens contemporâneas da educação e do
exercício profissional em enfermagem,
pautado nos princípios e diretrizes do Sistema
Único de Saúde (SUS).
CAPÍTULO II
DA FORMAÇÃO EM BACHARELADO
Resolução Nº 515 de 7 de outubro de
2016:
Art. 1º Posicionar-se contrário à
autorização de todo e qualquer curso de
graduação da área da saúde, ministrado
Na Consulta Pública, dentre as totalmente na modalidade Educação a
manifestações explícitas, 97% Distância (EaD), pelos prejuízos que tais
solicitam a inclusão da modalidade cursos podem oferecer à qualidade da
presencial de ensino como a única formação de seus profissionais, bem
forma de oferta de curso de como pelos riscos que estes profissionais
graduação em enfermagem. possam causar à sociedade, imediato, a
médio e a longo prazos, refletindo uma
O Conselho Nacional de Saúde formação inadequada e sem integração
Art. 4º O curso de Graduação em
(CNS), a Associação Brasileira de ensino/serviço/ comunidade.
Enfermagem, bacharelado, terá carga horária
Acrescentar no Art. 4º a modalidade Enfermagem (ABEn), a Federação
mínima de 4.000 (quatro mil) horas na
presencial. Nacional de Enfermeiros (FNE) e o Resolução Nº 569 de 8 de dezembro de
modalidade presencial e limite mínimo de 5
Contribuição aceita. Conselho Federal de Enfermagem 2017:
(cinco) anos para integralização, atendendo a
defendem (COFEn) defendem a Art. 3º Aprovar os pressupostos,
legislação vigente.
formação de enfermeiras e princípios e diretrizes comuns para a
enfermeiros na modalidade graduação na área da saúde, construídos
presencial, considerando a natureza na perspectiva do controle/participação
vivencial, relacional e a ênfase nas social em saúde, no seu inciso:
experiências teóricas e práticas no XII - Formação presencial e carga
mundo real do trabalho como um horária mínima para cursos de graduação
imperativo para a formação de da área da saúde.
qualidade.
Resolução CNE/CES nº 4, de 6 de
abril de 2009.
Dispõe sobre carga horária mínima e
procedimentos relativos à integralização
e duração dos cursos de graduação em

Anderson Silveira – 0194 22


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Biomedicina, Ciências Biológicas,


Educação Física, Enfermagem,
Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia,
Nutrição e Terapia Ocupacional,
bacharelados, na modalidade
presencial.
Resolução CNE/CES nº 4, de 6 de
abril de 2009.
Dispõe sobre carga horária mínima e
procedimentos relativos à integralização
e duração dos cursos de graduação em
Biomedicina, Ciências Biológicas,
Educação Física, Enfermagem,
Farmácia, Fisioterapia, Fonoaudiologia,
Nutrição e Terapia Ocupacional,
bacharelados, na modalidade presencial.
d) Grupo de CHM entre 3.600h e
4.000h: Limite mínimo para
Sugestão de carga horária total de, no A indicação de carga horária de, no
integralização de 5 (cinco) anos.
mínimo, 4.500 horas e duração do curso mínimo, quatro mil horas e de
Carga horária mínima dos cursos de
entre 4 e 5 anos. integralização em cinco anos tem
graduação considerados da área de
Contribuição não aceita. respaldo legal.
saúde, bacharelados, na
modalidade presencial
Curso Carga Horária Mínima
Biomedicina 3.200
Ciências Biológicas 3.200
Educação Física 3.200
Enfermagem 4.000
Farmácia 4.000
Fisioterapia 4.000
Fonoaudiologia 3.200
Nutrição 3.200
Terapia Ocupacional 3.200
Art. 5º Constituem os princípios gerais da Item V – Incluir dimensão espiritual
formação do Bacharel em Enfermagem: Contribuição aceita. Incluída no item II
I. a saúde como direito social do do Art. 16.
cidadão e dever do Estado; Incluir no item III: Cuidados no fim da
II. a consideração das políticas públicas vida.
no contexto social e sanitário do país e do Contribuição aceita. Porém, incluída no

Anderson Silveira – 0194 23


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Sistema Único de Saúde (SUS) como item IV, letra b, do Art. 16.
ordenador da formação profissional em
saúde, nas esferas pública e privada;
III. a Enfermagem como prática social;
IV. o cuidado como finalidade do
processo de trabalho da enfermeira e do
enfermeiro;
V. a atenção integral à saúde,
considerando as condições sociais,
ambientais, econômicas, políticas e culturais;
VI. a integralidade em saúde,
contemplando ações e serviços no campo da
promoção da saúde, da prevenção de doenças
e agravos, do tratamento e da reabilitação,
voltados às necessidades de saúde de pessoas,
grupos e comunidades na rede de atenção à
saúde;
VII. o respeito a todo tipo de diversidade
e à valorização da pluralidade de culturas,
grupos sociais e indivíduos;
VIII. a promoção de práticas inclusivas e
de redução das desigualdades étnicas, raciais,
etárias, de gênero e de classes para superação
de qualquer forma de exclusão, preconceito e
discriminação;
IX. a promoção da saúde, da qualidade
de vida e do bem viver por meio da atenção e
do cuidado de Enfermagem;
X. o agir ético, o rigor técnico-científico
e a humanização nas práticas de
Enfermagem;
XI. o trabalho em saúde no contexto da
interprofissionalidade;
XII. a pesquisa visando a ampliação do
conhecimento e das práticas de Enfermagem;
XIII. incorporação crítica e constante dos
avanços teóricos e práticos da ciência, da
tecnologia e da inovação;
XIV. o compromisso com a formação dos

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

trabalhadores de Enfermagem na perspectiva


da educação permanente em saúde.
Art. 6º O curso de Graduação em
Enfermagem, bacharelado, terá como
objetivos:
I. a formação generalista, humanista,
crítica, reflexiva, política e ético-legal;
II. a formação interdisciplinar e
interprofissional que preserve a integralidade
específica do trabalho de Enfermagem;
III. o desenvolvimento das competências
necessárias para exercer a profissão com
autonomia e compromisso ético, político,
técnico e social.
IV. o domínio das ações próprias e
sistematizações decorrentes do conhecimento
científico e tecnológico da área.
Art. 7º O Projeto Pedagógico de Curso de - Retirar ou substituir a expressão A indissociabilidade entre Ensino,
Graduação em Enfermagem, bacharelado, indissociabilidade por articulação das Pesquisa e Extensão é um princípio
será construído em torno dos seguintes eixos atividades de ensino, pesquisa/ constitucional.
norteadores: investigação científica e extensão;
I. construção coletiva, garantindo a
participação efetiva da comunidade
acadêmica, em consonância com as diretrizes
do SUS e as recomendações do Conselho
Constituição Federal de 1988:
Nacional de Saúde;
Art. 207. As universidades gozam de
II. atenção às condições do setor da
autonomia didático-científica,
saúde, pautada em princípios, diretrizes e
administrativa e de gestão financeira e
políticas públicas internacionais, nacionais e
patrimonial, e obedecerão ao princípio
regionais, com vistas a assegurar o acesso, a
de indissociabilidade entre ensino,
equidade, a integralidade, a humanização, a
pesquisa e extensão.
qualidade e a efetividade da atenção à saúde;
III. indissociabilidade entre ensino,
pesquisa e extensão;
IV. articulação entre teoria e prática;
V. flexibilização curricular;
VI. explicitação das bases filosóficas, - item III - Adicionar inovação como
teóricas e metodológicas do processo quadripé da universidade.
formativo; Contribuições não aceitas.

Anderson Silveira – 0194 25


PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

VII. definição de conteúdos essenciais


para a formação em diferentes cenários de
aprendizagem, incluindo a comunidade, os
serviços de saúde e os ambientes simulados;
VIII. uso de metodologias e/ou estratégias
que considerem os estudantes como sujeitos
do processo ensino-aprendizagem e
favoreçam sua participação ativa;
IX. integração ensino, serviço e
comunidade.

- Item VIII - expressar os estudantes A ideia do protagonismo do estudante


como pessoas protagonistas do processo. já está contemplada no item VIII.
Contribuição não aceita.

Art. 8º O egresso do curso de Graduação em


Enfermagem, bacharelado, terá o perfil
profissional generalista, humanista, crítico,
- Incluir aspectos científicos e Os aspectos científicos, intelectuais e
reflexivo, ético, político, com senso de
intelectuais, liderança e agente de de liderança são base para a formação
responsabilidade social e compromisso com a
transformação da sociedade no perfil do e estão contemplados nas áreas de
defesa da cidadania, da democracia e da
enfermeiro; formação e nos conteúdos
dignidade humana, tendo o cuidado de
Contribuição parcialmente aceita. curriculares.
enfermagem como finalidade e com foco nas
necessidades sociais e de saúde e na
transformação da sociedade.
Art. 9º O egresso do curso de Graduação em - Incluir no Art. 9º que o Bacharel em A sugestão já está contemplada nos
Enfermagem, bacharelado, deverá estar enfermagem deverá estar apto a realizar itens indicados no Art. 9º e o
apto a: a aplicação do Processo de Enfermagem processo de enfermagem está
I. exercer o cuidado de Enfermagem, nos diferentes contextos de atuação incluído nos art. 11 e 16.
individual e coletivo, pautado no profissional
conhecimento Contribuição não aceita.
científico, em princípios éticos e bioéticos e
no compromisso com o bem viver, a
sustentabilidade do planeta e a defesa da
diversidade e da dignidade humana.
II. exercer suas atividades de forma
humana, ética, crítica e com responsabilidade
social, nos diferentes níveis e complexidades

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

de atenção à saúde e do cuidado de


Enfermagem;
III. exercer sua profissão com autonomia
e com foco nas necessidades das pessoas,
famílias, grupos sociais e comunidades;
IV. exercer a gestão do cuidado e dos
serviços de Enfermagem e de saúde;
V. reconhecer e intervir sobre as
necessidades de saúde de pessoas, famílias,
grupos sociais e comunidades, considerando
o perfil epidemiológico e sociodemográfico
nacional, com ênfase em seu contexto e
região de atuação, na perspectiva da saúde Item V - do Artigo 9º: reconhecer e Entende-se que as questões de saúde,
global; intervir sobre as necessidades de saúde na atualidade, transcendem as
VI. contribuir para a formulação, de pessoas, famílias, grupos sociais e barreiras nacionais e são
implementação e defesa das políticas públicas comunidades, considerando o perfil influenciadas pelos determinantes
que favorecem o SUS, os direitos sociais, a internacional e se integrando à globais. Assim, as enfermeiras e os
equidade e a redução das desigualdades; perspectiva da saúde global" enfermeiros devem ser
VII. desenvolver educação em saúde e Contribuição aceita. preparadas(os) para atuar no contexto
educação permanente em saúde; da saúde global.
VIII. agir politicamente na perspectiva de
potencializar o exercício da democracia, da
cidadania e da participação nas entidades
representativas da profissão;
IX. incorporar a postura investigativa de
modo a participar do desenvolvimento de
pesquisas, assim como aplicar resultados de Item VII – Usar educação para o O termo “educação permanente em Portaria GM/MS nº 1.996, de 20 de
investigações de interesse para sua área de trabalho ao invés de educação saúde” é utilizado no item VII com agosto de 2007. Dispõe sobre as
atuação. permanente em saúde. base na Política Nacional de diretrizes para a implementação da
Contribuição não aceita. Educação Permanente em Saúde. Política Nacional de Educação
Permanente em Saúde e dá outras
providências

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Art. 10 Com vistas a garantir uma sólida


formação e preparar o futuro graduado para
enfrentar os desafios das rápidas
transformações da sociedade, do mundo do
trabalho e das condições do exercício
profissional, o processo formativo no curso
de Graduação em Enfermagem, bacharelado,
será composto pelas seguintes áreas,
desenvolvidas de forma integrada:
I. Cuidado de Enfermagem na atenção
à saúde humana;
II. Gestão do Cuidado e dos serviços de
Enfermagem e de saúde; No inciso I, a atenção à saúde se
Inciso I: inserir o termo “integral” após
III. Desenvolvimento Profissional em refere ao campo de atuação. A
“atenção à saúde”.
Enfermagem; concepção de integralidade está
Contribuição não aceita.
IV. Pesquisa em Enfermagem e saúde; expressa ao longo do texto.
V. Educação em saúde.

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Art. 11 A área de formação Cuidado de


Enfermagem na atenção à saúde humana,
responsável pela construção de saberes que
promovam uma prática de Enfermagem
pautada em pensamento crítico, raciocínio
clínico, escuta, acolhimento e comunicação
efetiva com pessoas, famílias, grupos sociais
e comunidades, contemplará as seguintes
competências:
I. praticar ações de Enfermagem em
diferentes cenários por meio do Processo de
Inserir como competência da Esta sugestão está contemplada no
Enfermagem e de linguagens padronizadas,
enfermagem avaliar, diagnosticar, corpo deste artigo, no inciso I.
considerando a legislação e as políticas de
intervir (com prescrição e intervenção de
saúde vigentes;
enfermagem) para solucionar problemas
II. operacionalizar, com base em
de saúde, garantindo a recuperação ou
modelos clínico e epidemiológico, ações da
reabilitação ou alta do paciente.
Enfermagem no campo da promoção da
Contribuição não aceita.
saúde, da prevenção de doenças e agravos, do
tratamento e da reabilitação.
III. atuar nas redes de atenção à saúde,
com prioridades definidas em função das
vulnerabilidades e dos riscos e agravos à
saúde e à vida, considerando a Atenção
Primária à Saúde como ordenadora do
cuidado;
IV. integrar equipes interdisciplinares e
interprofissionais de saúde com ações
específicas, colaborativas e complementares;
V. promover a escuta, o acolhimento e a
comunicação efetiva com pessoas, famílias,
grupos sociais e comunidades;
Item IV - “integrar equipes
VI. desenvolver o cuidado de
interdisciplinares e interprofissionais de A sugestão dada está dentro da lógica Resolução do Conselho Federal de
Enfermagem baseado no raciocínio clínico,
saúde com ações de cuidados do planejamento da assistência de Enfermagem Nº 736 de 17 de janeiro
no pensamento crítico, na prática baseada em
autônomos, interprofissionais e de enfermagem presente na Resolução de 2024. Dispõe sobre a implementação
evidências e na ética para a tomada de
Programas de Saúde” do Conselho Federal de Enfermagem do Processo de Enfermagem em todo
decisão.
Contribuição não aceita. Nº 736 DE 17 DE JANEIRO DE contexto socioambiental onde ocorre o
2024. No entanto, o inciso trata da cuidado de enfermagem.

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

inserção da enfermeira e do
enfermeiro nas equipes de saúde.

Inserir competência para


empreendedorismo, consultório de
enfermagem e prática avançada de
enfermagem. Empreendedorismo e demais formas
Contribuição não aceita. de trabalho estão contempladas no
Art. 16, inciso V, sobre o trabalho no
Acrescentar, além da ética, a bioética. mundo contemporâneo.
Contribuição não aceita.

Ética e bioética já estão contempladas


Incluir um novo item para cuidados como temas transversais, no Art. 16,
paliativos. inciso V.
Contribuição parcialmente aceita.

Os cuidados paliativos foram


inseridos no Art. 16, inciso IV -
Ciências da Enfermagem, letra b -
Processos de Cuidar.

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Art. 12 A área de formação Gestão do


Cuidado, dos Serviços de Enfermagem e de
Saúde, responsável pela construção de
saberes que promovam o processo de gestão
das ações de Enfermagem, contemplará as
seguintes competências:
I. exercer a gestão do cuidado de
enfermagem nas Redes de Atenção à Saúde
com base nos indicadores sociais e de saúde,
no âmbito individual e coletivo, e em
diferentes contextos;
II. gerenciar as demandas espontâneas e
os programas de saúde, considerando os
princípios, diretrizes e políticas de saúde
vigentes, as características profissionais dos
trabalhadores de Enfermagem e da saúde, a
constituição histórica da Enfermagem, a
divisão social e técnica do trabalho e a
composição das equipes, a fim de qualificar o
processo de trabalho e seus resultados;
III. desenvolver ações de planejamento,
organização, coordenação, monitoramento e
avaliação dos serviços e do processo de
trabalho da Enfermagem e da saúde, com
base em princípios e modelos de gestão que
permitam o controle e a participação social;
IV. promover a articulação da equipe de
Enfermagem com os demais trabalhadores,
com as instituições da rede de atenção à
saúde e com outros setores;
V. gerenciar os recursos humanos,
físicos, materiais e de informação em serviços
de Enfermagem e de saúde;
VI. promover o uso de instrumentos e
tecnologias gerenciais que fortaleçam o
trabalho em equipe, colaborativo e
interprofissional;
VII. reconhecer a escuta, o acolhimento e
a comunicação como recursos indispensáveis

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

do trabalho da Enfermagem e a necessidade


de garantir a privacidade, a confidencialidade,
o sigilo e a veracidade das informações
compartilhadas com usuários, profissionais e
público em geral;
VIII. atuar com base em evidências
científicas e princípios humanísticos,
políticos e ético-legais, visando a adoção de
procedimentos e práticas com qualidade e
segurança;
IX. prever condições materiais, de
pessoal e de infraestrutura para a realização
do trabalho de Enfermagem e de saúde, com
base nas normas regulamentadoras do
trabalho na Enfermagem e na saúde;
X. promover ações educativas com os
trabalhadores da Enfermagem e de saúde,
orientadas pelos princípios e diretrizes da
educação permanente em saúde.
Art. 13 A área de formação Desenvolvimento Substituir ‘desenvolverá’ por
Profissional em Enfermagem, responsável ‘contemplará’, como por exemplo, no
pela formação da enfermeira e do enfermeiro, Artigo 13, 14, etc.
como sujeitos do processo formativo e Contribuição aceita.
promotores do desenvolvimento dos
profissionais que compõem a equipe de
Enfermagem, contemplará as seguintes
competências:
I. incorporar e promover valores em
defesa da vida, do bem viver, da
Tornar o texto mais claro.
solidariedade, da justiça social, da cidadania,
da democracia, da diversidade e da dignidade
humana;
II. promover ações que favoreçam a
atualização, a inovação, o desenvolvimento
técnico-científico e tecnológico na área da
Enfermagem e da saúde;
III. reconhecer as transformações da área
da Enfermagem e da saúde e os
determinantes, do contexto nacional e

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

internacional;
IV. promover o desenvolvimento e a
valorização da identidade profissional;
V. defender políticas e ações que
promovam condições institucionais
adequadas para o desenvolvimento
profissional;
VI. agir politicamente na perspectiva de
potencializar o exercício da democracia, da
cidadania e da participação nas entidades
representativas da profissão.
Art.14 A área de formação Pesquisa em
Enfermagem e saúde, responsável pela
construção de saberes para o
desenvolvimento de ações investigativas
junto a pessoas, famílias, grupos sociais e
comunidades contemplará as seguintes
competências:
I. propor, planejar e/ou participar de
pesquisas, com o objetivo de produzir
conhecimentos e práticas que colaborem para
avanços, inovações e transformações do
campo da Enfermagem e da saúde;
Realizados ajustes na redação do Art.
II. conduzir pesquisas científicas em
14.
Enfermagem e saúde orientadas pela ética e
bioética e com fundamentação teórico-
metodológica em uma visão crítica da
realidade;
III. manter-se atualizado em relação aos
avanços da área, com vistas a identificar
evidências científicas para a promoção de
práticas de Enfermagem éticas, seguras e de
qualidade;
IV. divulgar, socializar e popularizar o
conhecimento produzido na área de
Enfermagem.
Art. 15 A área de formação Educação em
Saúde, responsável pela construção de
saberes relativos à educação em saúde,

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

inerente ao processo de trabalho em


Enfermagem, em uma perspectiva crítica,
inclusiva e de fortalecimento da cidadania,
contemplará as seguintes competências:
I. compreender a educação em saúde,
sua constituição histórica, seus referenciais
teóricos e suas estratégias para a autonomia
dos sujeitos e a transformação social;
II. fundamentar a educação em saúde a
partir dos princípios do SUS e dos
pressupostos da Promoção da Saúde e da
Educação Popular em Saúde, com ênfase na
intersetorialidade, no controle e participação Item II: “fundamentar a educação em Entende-se a importância dos Portaria nº 687 MS/GM, de 30 de
social; saúde a partir dos princípios do SUS, das pressupostos da promoção da saúde março de 2006.
III. promover práticas de educação em estratégias de Promoção da Saúde, para a formação da enfermeira e do Aprova a Política de Promoção da
saúde fortalecedoras do SUS e da trazidas pela OMS, e dos pressupostos enfermeiro na perspectiva de superar Saúde.
emancipação das pessoas, famílias, grupos da Educação Popular em Saúde, com o modelo biologicista e a lógica
sociais e comunidades, em prol da melhoria ênfase na intersetorialidade, no controle hospitalocêntrica, em consonância Portaria nº 2.446, de 11 de novembro
das condições de vida e do bem viver; e na participação social;” com a Política Nacional de Promoção de 2014.
IV. propor e desenvolver tecnologias Contribuição parcialmente aceita. da Saúde. Redefine a Política Nacional de
educativas em Enfermagem e saúde que Promoção da Saúde (PNPS).
favoreçam a emancipação dos sujeitos e a
transformação social.

Item IV: ‘propor e desenvolver


tecnologias educativas em Enfermagem Com relação ao item IV - A
e saúde que favoreçam a emancipação transformação social é vista por uma
das pessoas e a transformação social, perspectiva mais ampliada do ponto
sempre em direção de uma vida mais de vista político-econômico.
saudável e digna.’
Contribuição não aceita.
Art. 16 O Curso de Graduação em Foi realizada uma alteração na
Enfermagem, bacharelado, deve prover redação do artigo para torná-lo mais
conhecimentos em: compreensível.
I. Ciências Biológicas e da Saúde -
conteúdos relativos a: estrutura e função dos Incluir: "devem necessariamente prover Os termos ‘devem’ e
tecidos, órgãos, sistemas e aparelhos; bases conhecimentos teóricos e práticos em ‘necessariamente’ são redundantes.
bioquímicas, farmacológicas, parasitológicas, todos os campos e cenários Com relação aos termos ‘teórico’ e

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

microbiológicas e epidemiológicas e bases enumerados." ‘prático’, estes são tratados no Art.


moleculares e celulares dos processos Contribuição não aceita. 19.
normais e alterados, que sirvam à
compreensão da vida e da saúde no âmbito Inserir termo ‘presencial’. O termo ‘presencial’ está incluído no
coletivo e individual. Contribuição não aceita. Art. 4.
II. Ciências Humanas, Políticas e
Sociais - conteúdos referentes às diversas Incluir no inciso I “práticas avançadas” Contribuição não coerente com o
dimensões das relações humanas, políticas e Contribuição não aceita. inciso.
sociais entre pessoas, famílias, grupos sociais
e comunidades, contribuindo para a Incluir no inciso I: para a utilização de
compreensão crítica dos aspectos práticas integrativas e complementares Apesar da importância das práticas
socioculturais, políticos, espirituais, em saúde; integrativas e complementares, trata-
antropológicos, históricos, filosóficos, Contribuição não aceita. se de detalhamento que poderão ser
psicológicos e educacionais envolvidos na feitos nos projetos pedagógicos de
prática de enfermagem. curso.
III. Ciências Exatas - conteúdos de
matemática, estatística e tecnologias da
informação aplicados à Enfermagem.
IV. Ciências da Enfermagem
contemplando: - Alterar “informática aplicada à
a) Fundamentos de Enfermagem: enfermagem” para tecnologia da Aceitou-se a Tecnologia da
conteúdos referentes à história da informação e comunicação (TIC). Informação como área de
Enfermagem, às teorias de Enfermagem e ao Contribuição parcialmente aceita. conhecimento que compõe as
processo de Enfermagem; ciências exatas.
b) Processos de cuidar em - Incluir conteúdos detalhados do campo
Enfermagem: conteúdos referentes ao da informática; Conteúdos transversais O conhecimento do campo da
cuidado de Enfermagem no processo saúde- sobre Inteligência Artificial nos Tecnologia da Informação está
doença de pessoas, famílias, grupos e processos do cuidado humano; contemplado nas Ciências Exatas
comunidades nos diferentes contextos, fases e Integração de Tecnologias Avançadas; aplicadas à Enfermagem e o
cursos da vida, cuidados paliativos e cuidados Foco em Habilidades Digitais. detalhamento do conteúdo deve ser
de fim de vida. Contribuições não aceitas. objeto dos projetos pedagógicos dos
c) Processos de Gestão em cursos.
Enfermagem e saúde: conteúdos referentes a Item IV, b: Incluir o termo ‘Curso de
políticas de saúde, modelos de atenção e de Vida’.
gestão em saúde, com ênfase no SUS; Item V: - Acrescentar inclusão social, As contribuições para os itens VI e V
planejamento, organização, coordenação, uso de língua brasileira de sinais; ampliam a perspectiva do processo de
monitoramento e avaliação dos serviços e do - acrescentar a "segurança do paciente” cuidar em enfermagem.
processo de trabalho em Enfermagem e em - Incluir o tema Desastres/ Catástrofes;
saúde; - Incluir contextos interculturais.

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

d) Processos educativos em Contribuições aceitas


Enfermagem e saúde: conteúdos pertinentes à
educação em saúde e à educação permanente
em saúde;
e) Processos investigativos em
Enfermagem e saúde: conteúdos relativos a
metodologias e ética na pesquisa, produção e Item V, incluir: sociedade
disseminação do conhecimento. contemporânea; saúde global; A saúde global e as vulnerabilidades
V. Temas Transversais - conteúdos vulnerabilidades. estão contempladas, respectivamente
relativos a: bem viver; ética e bioética; Contribuição parcialmente aceita. no artigo 9 e artigo 11.
relações étnico-raciais e de gênero;
interculturalidade; direitos humanos;
educação ambiental e sustentabilidade;
desastres e emergências de saúde; trabalho no
mundo contemporâneo; segurança do
paciente; diversidade e inclusão social, Item V: incluir “Diversidade e inclusão Incluído o termo ‘diversidade’, uma
contemplando a Língua Brasileira de Sinais social - no ensino, pesquisa, extensão e vez que se reconhece a diversidade
(LIBRAS) - no ensino, pesquisa e extensão. inovação”. como um princípio fundamental para
Contribuição parcialmente aceita. a inclusão. O termo ‘inovação’ não
foi aceito, porque o inciso V trata dos Constituição Federal de 1988: Art.
pilares constitucionais da 207.
universidade: ensino, pesquisa e
extensão.

- Incluir conteúdos Saúde Mental e Entende-se que esses conteúdos já


Psiquiatria; Conteúdos de Centro estão incluídos no cuidado de
material e esterilização; Detalhar os enfermagem nos diferentes contextos
contextos e fases da vida; e seu detalhamento deve ser
- Incluir comunicação assertiva e escuta contemplado nos projetos
ativa pedagógicos dos cursos.
Contribuições não aceitas

- Incluir temáticas relacionadas a Entende-se que esses conteúdos já


Desenvolvimento de marca pessoal; estão incluídos no tema trabalho no
Marketing e posicionamento no mercado mundo contemporâneo e sua
de trabalho; Gestão Financeira para especificidade deve ser contemplada
Profissionais de Saúde; Princípios nos projetos pedagógicos dos cursos.
básicos de finanças pessoais e
empresariais; Mentoria e coaching;

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Acompanhamento por profissionais


experientes para desenvolvimento de
carreira; Relações no mundo digital e
virtual (tecnosocialidade); Educação
empreendedora; Educação digital.
Contribuições não aceitas.

- Incluir a temática de pessoas com


deficiências físicas, sensoriais, Temáticas contidas nos temas
intelectuais, mentais, múltiplas, além do transversais ‘Diversidade, inclusão
transtorno do espectro autista e outras social’, podendo ser objeto de
condições; detalhamento dos projetos
- Implementar matérias pouco pedagógicos de curso.
abordadas: saúde dos indígenas, saúde
da população LGBTQIAPN+,
dificuldades e necessidades de saúde em
populações em situação de
vulnerabilidade social, etc.
Contribuições não aceitas.

- Integrar na grade curricular o sistema


endocanabinóide e os cuidados da Dada a sua especificidade, esses
terapia canábica; conteúdos podem ser objeto de
- Incluir Resiliência e Saúde Mental; detalhamento dos projetos
Ética em um Mundo Tecnológico; pedagógicos de curso.
- Incluir Legislação e Advocacy em
Saúde;
Contribuições não aceitas.

Incluir educação interprofissional e


colaborativa. A perspectiva da
Contribuição não aceita interprofissionalidade está
contemplada nos objetivos da
formação da enfermeira/enfermeiro.

Incluir Enfermagem Forense.


Contribuição não aceita. Trata-se de uma especialidade.

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Inserir a formação do técnico de


enfermagem como conteúdo do Trata-se de objeto da formação da
currículo. Licenciatura em Enfermagem.
Contribuição não aceita .
Art. 17 Os conteúdos essenciais devem
fortalecer a articulação entre a formação e o
trabalho em Enfermagem e saúde,
preservando a autonomia técnico-científica, a
identidade e a valorização da enfermeira e do
enfermeiro.
Parágrafo único. Os conteúdos transversais,
pautados na integralidade do conhecimento e
na interdisciplinaridade devem propiciar o
diálogo, o trabalho em equipes e as
colaborações interprofissionais.
Art. 18 O currículo do Curso de Graduação
em Enfermagem, bacharelado, poderá ser
organizado por diferentes estratégias
orientadas por componentes, unidades e
disciplinas curriculares; módulos de
aprendizagem, ciclos de formação; eixos de
competência, sistemas de créditos; séries
anuais ou semestrais, entre outras.
Art. 19 O Projeto Pedagógico do Curso de Foi realizado ajuste na redação do
Graduação em Enfermagem, bacharelado, texto do artigo.
deverá contemplar atividades de ensino-
aprendizagem teóricas e teórico-práticas, de Incluir obrigatoriedade de simulação Entende-se que a simulação é uma
forma integrada, desde o primeiro semestre e realística (de qualidade) antes da prática escolha pedagógica de cada curso.
ao longo do curso, e o estágio curricular clínica (obrigatória).
supervisionado obrigatório. Contribuição não aceita.
§1° - as atividades de ensino-aprendizagem
teóricas envolvem a interação presencial entre Incluir obrigatoriedade de prática em As atividades teórico-práticas já estão
docente e estudante em processos que todas as disciplinas assistenciais. descritas no §2º abrangendo todas as
promovam reflexões, abstrações e criticidade Contribuição não aceita. áreas de formação.
sobre o conteúdo disponível na literatura
acadêmico-científica. §1° - das atividades teóricas: Entende-se que não há dissonância
§2° - as atividades de ensino-aprendizagem - definir 15% de carga horária para entre a interação presencial e o uso de
teórico-práticas compreendem toda ação atividade teórica em formato não TIC. A interação presencial é
educacional, acompanhada por docente, presencial; essencial para a formação, pois se

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realizada em ambiente real e simulado, que - suprimir a expressão “interação constitui, necessariamente, em um
reflitam experiências em Enfermagem e presencial”; processo interpessoal. Ademais, o uso
articulem conteúdos teóricos e habilidades - considerar telepresencialidade e/ou das TIC está contemplado no Art. 21.
práticas em todas as áreas de formação, presencialidade promovida pelo uso de
conforme as seguintes orientações: tecnologias da informação;
I - devem acontecer de forma - considerar 90% de "metodologias"
presencial, desde o primeiro semestre e ao presenciais nas atividades teóricas [...];
longo do Contribuições não aceitas.
curso;
II - devem ocorrer em cenários §2° - das atividades teórico-práticas: São sugestões pontuais que se
diversificados das instituições de saúde ou - considerar 90% de "metodologias" contrapõem à proposta construída
outros serviços, não sendo substituídas por presenciais nas atividades teórico- coletivamente e referendada pela
visitas técnicas ou outros dispositivos práticas; maioria participante da consulta.
restritos ao processo de observação e - as atividades teórico-práticas realizadas Dentre os que se manifestaram com
descrição da realidade; no mundo do trabalho[...] devem relação à carga horária, 92% foram
III- devem ser realizadas em laboratórios das corresponder a, no mínimo, 30% da favoráveis à indicação de 20% da
ciências biológicas e da saúde, de carga horária total do curso. carga horária total do curso para as
habilidades, de simulação e no mundo do Contribuições não aceitas. atividades teórico-práticas no mundo
trabalho (serviços de saúde e outros espaços do trabalho.
que incluem o trabalho da enfermeira e do
enfermeiro):
a) as atividades realizadas em
laboratórios de habilidades devem respeitar a
relação estudante/docente de, no máximo, Sugestões de modificações da redação Foi realizado ajuste na redação do
10/1. do Item III: texto do item III, o que se aproxima
b) as atividades realizadas em laboratórios de - “podem realizar-se em laboratório, em dos termos da avaliação do Instituto
simulação devem respeitar uma relação ambientes simulados e no mundo do Nacional de Pesquisas Educacionais
estudante/docente coerente com a natureza da trabalho (serviços de saúde e outros (INEP).
atividade simulada e a qualidade do processo espaços que incluem o trabalho da
ensino-aprendizagem. enfermeira e do enfermeiro)”;
c) as atividades teórico-práticas - “Devem realizar-se em laboratórios de
desenvolvidas no mundo do trabalho devem habilidades gerais e específicas das
ser acompanhadas pelo docente da ciências biológicas e da saúde";
disciplina/componente curricular e respeitar a Contribuições aceitas.
relação estudante/docente de, no máximo,
6/1, observando-se as especificidades e - Retirar as proporções
demandas dos serviços de saúde e outros estudante/docente no caso de ambientes O item b foi criado para atender a
espaços que incluem o trabalho da enfermeira simulados. sugestão. Reconhece-se a diversidade
e do enfermeiro. Contribuição aceita. de possibilidades da utilização da

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

d) as atividades teórico-práticas simulação no processo ensino-


realizadas no mundo do trabalho, envolvendo aprendizagem. Contudo, reforça-se a
as ações de enfermagem no cuidado, na necessidade de que essas atividades
gestão, na educação em saúde e na educação prezem pela qualidade no seu
permanente em saúde, devem corresponder a, desenvolvimento.
no mínimo, 20% da carga horária total do §2° – item III – letra b – sugere “mundo
curso. do trabalho (práticas assistidas)”; Conflitam com as definições do item
- incluir visitas técnicas ou atividades de II, do mesmo artigo, §2°. Essa
observação. indicação é fruto de discussões
Contribuições não aceitas. coletivas da Enfermagem brasileira
como um imperativo para a formação
de qualidade.

Sobre as proporções docente/aluno:


- Retirar as proporções
- Alterar relação docente/aluno para 1/30 Assegurar uma formação com
(e não 1/10), em laboratórios e adequada proporção docente/aluno. Resolução nº 573, de 31 de janeiro de
ambientes simulados; Essa indicação é fruto de discussões 2018.
- Alterar relação docente/aluno para coletivas da Enfermagem brasileira Aprova o Parecer Técnico nº 28/2018
1/20 em laboratório; como um imperativo para a formação contendo recomendações do Conselho
- Observar relação docente/aluno, em de qualidade. Nacional de Saúde (CNS) à proposta de
situações de cuidado de saúde: no Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN)
cuidado intensivo e semi-intensivo de no para o curso de graduação Bacharelado
máximo 1/4, no cuidado intermediário em Enfermagem.
de 1/8; e no cuidado mínimo de 1/10.
Contribuições não aceitas.

Sugestões distintas de percentuais de


carga horária:
-15% da carga horária total para
atividades teórico-práticas; Na Consulta Pública, das
-20% para estágio; 20% para atividades manifestações explícitas sobre a
teórico-prática no mundo do trabalho e carga horária, 92% foram favoráveis
10% laboratório; à definição da distribuição da carga
-20% da carga horária teórico-prática horária do curso conforme
seja referente a laboratórios, ambientes apresentado na minuta.
simulados e práticas no mundo do
trabalho.

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PROCESSO Nº 23001.000194/2016-12

Contribuições não aceitas


Art. 20 O estágio curricular supervisionado Sugestões distintas sobre a relação
obrigatório compreende o período vivenciado estudante/professor e
presencialmente e integralmente pelo estudante/preceptor:
estudante em instituições de saúde durante o - sugere-se a relação estudante/preceptor
qual há a consolidação das competências na de 10/1;
atenção básica, ambulatorial e hospitalar que - retirar as proporções
lhe permita conhecer as políticas públicas de estudante/supervisor docente da IES de
saúde, a organização do sistema de saúde e do 10/1 e a relação estudante/preceptor de
trabalho em equipe interprofissional e 2/1;
multidisciplinar, definidas para cada área de - relação aluno/professor 5/1;
formação do Curso de Graduação em aluno/preceptor – 4/1;
Enfermagem, bacharelado. - relação 6 alunos/1 professor;
Realizado ajuste no texto do Art. 20.
§1° - o estágio curricular supervisionado deve - a relação estudante preceptor será, no
ser desenvolvido nos dois ou três últimos máximo, 10/1;
Na Consulta Pública, das
semestres do curso, na rede de atenção à - relação entre estudante/preceptor de, no
manifestações explícitas sobre o
saúde, mediante convênios, parcerias ou máximo, 5/1;
estágio curricular supervisionado
acordos. - rever a questão da preceptoria no art.
obrigatório, 91% foram favoráveis à
§2° - o estágio curricular supervisionado 20 de acordo com a lei de estágio e
definição da distribuição da carga
obrigatório terá como supervisores docentes pareceres Cofen.
horária do curso conforme
enfermeiras e enfermeiros do curso de Contribuições não aceitas.
apresentado na minuta. A indicação
graduação da IES, com a participação de
de 30% de carga horária mínima do
preceptoras/preceptores Sugestões distintas sobre a carga
ECS, referendada pela Resolução
enfermeiras/enfermeiros dos serviços de horária:
CNS 573/2018, é fruto de discussões
saúde, observando-se as especificidades e - fixar a carga horária obrigatória de
coletivas da Enfermagem brasileira
demandas dos serviços de saúde e outros estágio curricular em 20%;
como um imperativo para a formação
espaços que incluem o trabalho da enfermeira - estágio supervisionado, no mínimo
de qualidade.
e do enfermeiro, atendendo as seguintes 25%;
orientações: - Carga horária mínima do Estágio
I- a relação estudante/supervisor Curricular Supervisionado 40% da carga
docente da IES será, no máximo, 10/1; horária total do curso;
II- a relação estudante/ enfermeira - Ao invés de fixar o cumprimento da
preceptora e enfermeiro preceptor será, no carga horária de estágio em 50% na
máximo, 2/1. atenção básica e 50% na atenção
§3° - a escolha dos cenários de estágio hospitalar, fixar em pelo menos 20% em
curricular supervisionado obrigatório deve cada;
adequar-se ao Projeto Pedagógico de Curso e - 40% na APS, 40% atenção hospitalar e
atender aos princípios ético-legais da 20% em serviços especializados
formação e da atuação profissional, ofertados na própria instituição;

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privilegiando a interação com pessoas, Contribuições não aceitas.


famílias, grupos sociais, territórios,
comunidades e trabalhadoras/trabalhadores de Outras sugestões:
enfermagem e da saúde. - considerar os ECS nos três últimos
§4° - a carga horária mínima do Estágio semestres;
Curricular Supervisionado obrigatório deverá - O aluno deverá cumprir pelo menos
totalizar 30% (trinta por cento) da carga 75% da carga horária de estágio
horária total do Curso de Graduação em curricular. ( Art 20 § 5);
Enfermagem, bacharelado, e será assim - Parágrafo 4º: retirar a expressão “e/ou”
distribuída na rede de atenção à saúde: 50% e substituindo-a por “e”.
na atenção primária à saúde e 50% na atenção Contribuições não aceitas.
hospitalar e/ou serviços de média
complexidade.
§5° - a carga horária do Estágio Curricular
Supervisionado obrigatório deve ser
cumprida integralmente pelo estudante e é
requisito para aprovação e obtenção de
diploma, conforme a legislação de estágio
vigente.
Art. 21 As ações de ensino mediadas pelas
tecnologias de informação e comunicação,
direcionadas aos cursos de Graduação em
Enfermagem, bacharelado, devem ser
utilizadas como ferramentas pedagógicas de
forma crítica, reflexiva e ética.
Art. 22 O Projeto Pedagógico do Curso de
Graduação em Enfermagem, bacharelado,
contemplará:
I. perspectiva pedagógica crítica e §1º:
Resolução CNE/CES nº 7, de 2018.
emancipatória, com metodologias ativas e - Explicitar que as atividades de
Estabelece as Diretrizes para a Extensão
inovadoras que promovam a articulação extensão e de integração ensino-serviço
na Educação Superior Brasileira e
ensino, pesquisa e extensão. são de natureza teórico-prática. A curricularização da extensão é
regimenta o disposto na Meta 12.7 da
II. efetiva inserção comunitária em Contribuição não aceita. objeto de legislação própria.
Lei nº 13.005/2014, que aprova o Plano
integração com a diversidade de cenários de
Nacional de Educação - PNE 2014-2024
aprendizagem e com o Sistema Único de
e dá outras providências.
Saúde (SUS) a fim de promover a
integralidade da formação generalista.
III. atividades de extensão e atividades
complementares:

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§1º - as atividades de extensão e de


integração ensino-serviço que explicitem o
compromisso com o desenvolvimento social,
urbano e rural da região em que o curso se
situa devem representar, no mínimo, 10%
(dez por cento) da carga horária total do
curso.
§2º - as atividades complementares
caracterizam-se pela diversidade e buscam
mecanismos de aproveitamento dos
conhecimentos desenvolvidos pelos
estudantes, podendo contemplar: projetos em
Enfermagem; estudos e cursos
complementares; participação e organização
de eventos; participação em atividades
políticas, profissionais, culturais e
desportivas, entre outras, não ultrapassando
5% da carga horária total do curso.
§3º - as atividades de extensão e as atividades
complementares deverão possuir formas de
aproveitamento previstas em regulamento
específico.
CAPÍTULO III
DA FORMAÇÃO EM LICENCIATURA
Art. 23 - É facultado à enfermagem ofertar Inserir a Modalidade Presencial. Na Consulta Pública, dentre as
licenciatura, fundamentando-se nas Contribuição aceita. manifestações explícitas, 97%
legislações específicas da formação de solicitam a inclusão da modalidade
professores da educação básica, na presencial de ensino como a única
especificidade da modalidade educação forma de oferta de curso de
profissional técnica de nível médio. graduação em enfermagem.
§ 1º - o curso de graduação em Enfermagem,
licenciatura, deverá ser presencial e possuir a O Conselho Nacional de Saúde Resolução nº 573, de 31 de janeiro de
carga horária mínima indicada nas legislações (CNS), a Associação Brasileira de 2018.
vigentes dos órgãos competentes dirigidas à Enfermagem (ABEn), a Federação Aprova o Parecer Técnico nº 28/2018
formação de professores da Educação Básica. Nacional de Enfermeiros (FNE) e o contendo recomendações do Conselho
a) A instituição que ministra curso de Conselho Federal de Enfermagem Nacional de Saúde (CNS) à proposta de
graduação em Enfermagem, licenciatura, (COFEn) defendem a formação de Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN)
poderá ofertar cursos voltados à Formação enfermeiras e enfermeiros na para o curso de graduação Bacharelado
Pedagógica de Graduados não Licenciados Retirar “facultado” do artigo 23; modalidade presencial considerando em Enfermagem.

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seguindo legislações vigentes dos órgãos Retirar a licenciatura das DCN. a natureza vivencial, relacional e a
competentes dirigidas à formação de Contribuições não aceitas. ênfase nas experiências teóricas e
professores da Educação Básica. práticas no mundo real do trabalho
§ 2º - recomenda-se como prioritária a como um imperativo para a formação
atuação do Licenciado em Enfermagem como de qualidade.
professor na EPTNM, incluindo a supervisão
dos estágios nos serviços de saúde e a gestão Mantido o termo “facultado” uma vez
pedagógica destes cursos. que não são todas as instituições de
a) a enfermeira e o enfermeiro com Formação ensino superior que oferecem a
Pedagógica de Graduados não Licenciados licenciatura em enfermagem. Das 343
ou, ainda, o Bacharel com outra formação manifestações recebidas, houve
pedagógica equivalente à licenciatura em apenas 01 contribuição na direção de
Enfermagem, conforme legislação específica retirar a licenciatura dessa proposta.
da formação de professores para a EPTNM, Houve também manifestações que
poderão atuar na docência nessa modalidade. valorizaram a sua proposição.

Art. 24 O projeto pedagógico para a


formação de professores de Enfermagem
deve fundamentar-se nos seguintes valores,
princípios e compromissos:
I. educação como direito social;
II. formação das trabalhadoras e dos
trabalhadores técnicos comprometidos com o
SUS;
III. docência na EPTNM como
profissão;
IV. comprometimento com os princípios
da educação democrática, justa, inclusiva e
emancipatória dos indivíduos e grupos
sociais;
V. produção e articulação de saberes
específicos da área com os conhecimentos
históricos, políticos, filosóficos, didáticos e
metodológicos, para a atuação do professor
de Enfermagem na modalidade EPTNM da
Educação Básica e na construção e gestão de
políticas públicas de educação;
VI. construção da reflexão e de

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contextos de pensamento e de ações


pedagógicas na perspectiva crítica.
Art. 25 A formação de professores na
EPTNM em Enfermagem deve prover
conhecimentos específicos das Ciências da
Educação (e outros) e suas interfaces com a
Educação Profissional Técnica de Nível
Médio (EPTNM) em Enfermagem e em
outros cursos técnicos correlatos da área de
saúde, contemplando:
I. fundamentos científicos da educação
a partir da integração de diferentes campos de
conhecimento (filosofia, história, sociologia,
dentre outros) que permitam apreender
distintas abordagens teóricas, tendo como
intenção a compreensão da Educação e,
especialmente da EPTNM, como prática
social e articulada a um projeto societário;
- Incluir comunicação e liderança nos
II. políticas públicas da Educação
temas transversais. Os temas sugeridos estão incluídos
Básica no cenário brasileiro, incluindo as
Contribuição não aceita. no item V. A sugestão consiste em
especificidades da EPTNM, que apoiem a
detalhamentos de conteúdos que
compreensão acerca da complexidade da
extrapolam as DCN.
realidade educacional, contribuindo para a
elaboração de políticas que se articulem às
finalidades educacionais promotoras da
democracia e da emancipação dos sujeitos;
III. relações trabalho-educação que
orientem a apropriação de conceitos que
contextualizam a EPTNM em suas
articulações com as relações sociais;
IV. organização dos sistemas e
instituições educacionais, com foco na
inserção e na regulação da EPTNM;
V. processos de gestão escolar e
pedagógica na EPTNM que subsidiem a
docência e a coordenação de cursos técnicos,
incluindo o trabalho coletivo para a
elaboração de projetos político-pedagógicos
democráticos, inclusivos e emancipatórios;

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VI. fundamentos psicológicos e


metodológicos da Educação que orientem a
compreensão do processo ensino-
aprendizagem, associado às finalidades
educacionais;
VII. formação dos trabalhadores técnicos
e auxiliares de enfermagem e suas relações
com as políticas públicas de Educação e de
saúde, para a sustentação da defesa do SUS
como eixo orientador da formação e como
política pública;
VIII. docência como profissão e suas
especificidades na EPTNM, em especial, na
área da Enfermagem e da saúde;
IX. práxis pedagógica nos diversos
cenários formativos na EPTNM em
Enfermagem e saúde, fundamentada nos
conhecimentos educacionais e com uso de
recursos, incluindo tecnologias de informação
e comunicação, a partir da análise da sua
potencialidade para favorecer o processo
ensino-aprendizagem, na perspectiva
emancipadora;
X. Língua Brasileira de Sinais,
conforme a legislação vigente, propiciando
relações sociais inclusivas;
XI. história da África e história dos
povos indígenas, conforme disposto nas
legislações vigentes, para ampliação dos
conhecimentos relativos à história e à cultura
brasileiras e ao enfrentamento do racismo e
do preconceito;
XII. temas transversais como direitos
humanos, educação das relações étnico-
raciais e de gênero, educação ambiental,
dentre outros, que permitam ampliar a visão
para as propostas curriculares na EPTNM em
Enfermagem.
Parágrafo único. Conforme legislações

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específicas da formação de professores para a


Educação Básica, estes conhecimentos
deverão estar distribuídos ao longo do curso.
Art. 26 A formação de professores de
Enfermagem deve promover o
desenvolvimento de habilidades e
competências para a prática pedagógica
crítica comprometida também com as
relações éticas.
Parágrafo único. São competências básicas
esperadas do professor de Enfermagem,
dentre outras:
I. atuar, no contexto da docência e da
gestão do ensino, com ética e compromisso,
em defesa da construção de uma sociedade
justa, equânime e igualitária;
II. conhecer e analisar criticamente as
diretrizes político-legais que regem a
Educação Básica, em especial, a EPTNM,
bem como aquelas voltadas à formação da
trabalhadora/do trabalhador técnico de nível
médio, de auxiliares de enfermagem e de
outros na área da saúde;
III. contribuir para a formação de
trabalhadores técnicos de nível médio,
comprometidos com o SUS, tendo em vista
dimensões ético-política e técnica;
IV. reconhecer a instituição educativa
em sua complexidade e os sujeitos envolvidos
no processo ensino-aprendizagem e na escola,
apreendendo-os historicamente e em seus
determinantes e relações, tendo em vista
dimensões político-sociais, econômicas,
culturais, pedagógicas e relacionais;
V. no processo educativo, reconhecer e
respeitar diversidades étnico-raciais de
classes sociais, religiosas, de necessidades
especiais, de diversidade sexual de gênero, de
faixa geracional, entre outras, a fim de

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contribuir para a superação de quaisquer


formas de exclusão;
VI. atuar no processo de trabalho
coletivo na escola, participando da
implementação e do acompanhamento do
projeto político pedagógico;
VII. planejar, implementar e avaliar ações
educativas, envolvendo conteúdos, métodos
de ensino e avaliação do processo ensino-
aprendizagem favoráveis à formação crítica e
emancipadora dos trabalhadores técnicos de
nível médio;
VIII. favorecer a construção de articulação
teórico-prática e ensino-serviço, promovendo
parceria entre escolas e serviços de saúde nos
processos formativos de curso técnico em
Enfermagem e correlatos;
IX. utilizar diversos recursos e
estratégias didático-pedagógicos promotores
da formação crítica e emancipadora;
X. atuar na gestão de processos
educativos, na organização e na gestão de
cursos técnicos de Enfermagem, favorecendo
a construção dos processos de trabalho
coletivos;
XI. participar de instâncias propositoras
e decisórias em relação às políticas de
EPTNM, implicando-se, principalmente, com
as questões pertinentes à área da Enfermagem
e da saúde;
XII. ter participação política, na busca de
qualificar a docência na EPTNM,
considerando as relações e condições de
trabalho;
XIII. realizar e participar de processos
formativos permanentes na escola e demais
espaços educativos;
XIV. adotar postura investigativa e
realizar pesquisa e/ou aplicar resultados de

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investigações de interesse da área educacional


e específica.
Art. 27 O estágio curricular supervisionado
obrigatório deve ocorrer, prioritariamente, em
escolas técnicas da área da Enfermagem e da
saúde, podendo ser complementado em
escolas de Ensino Fundamental e Médio em
atividades educativas de Promoção da Saúde.
§1° a carga horária do estágio curricular
supervisionado obrigatório deve atender às
resoluções da formação de professores da
Educação Básica, bem como as normativas
Os alunos podem ser supervisionados
das resoluções específicas sobre estágio.
por professores de áreas diversas,
§2º O estágio curricular supervisionado
uma vez que podem ser inseridos
obrigatório será acompanhado por
também no ensino fundamental e
professores do Curso Técnico em
- Readequar o §2º para “O estágio médio em ações educativas de
Enfermagem (e de áreas correlatas da saúde),
curricular deverá ser acompanhado promoção à saúde. No caso da
do ensino fundamental e médio (nas situações
obrigatoriamente por enfermeiros e inserção obrigatória no curso técnico
de estágio com foco na educação em saúde) e
enfermeiras que atuam como professores em enfermagem, dada a
contará com a supervisão de professores do
do curso técnico de enfermagem”. especificidade da maioria dos
curso de licenciatura em Enfermagem, a
Contribuição não aceita. componentes curriculares,
partir de um plano de estágio organizado em
necessariamente, a supervisão será
parceria.
feita por professor(a) enfermeiro(a),
§3° a escolha das escolas parceiras deve
não havendo necessidade de tal
adequar-se ao Projeto Pedagógico de Curso e
explicitação.
atender aos princípios ético-legais da
formação e da atuação profissional docente,
privilegiando o contato com estudantes das
escolas de formação técnica da área de
enfermagem e de outras correlatas do campo
da saúde.
§4º O estágio curricular supervisionado
obrigatório permitirá ao estudante exercer as
competências desenvolvidas ao longo do
curso.
CAPÍTULO IV
DAS DIRETRIZES GERAIS
Art. 28 O Curso de Graduação em
Enfermagem deverá constituir um Núcleo

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Docente Estruturante para fins de concepção,


consolidação, avaliação, atualização e
aprimoramento do Projeto Pedagógico do
Curso, em conformidade com as bases legais
vigentes.
Art. 29 A coordenação do curso e o ensino
dos conteúdos específicos da Enfermagem
serão exercidos por enfermeira ou enfermeiro
docente da instituição de ensino.
Art. 30 A avaliação do processo ensino-
aprendizagem deve possuir caráter
progressivo e formativo por meio de
diversificados dispositivos, que possibilitem o
acompanhamento do desenvolvimento das
competências previstas.
Art. 31 Para conclusão do Curso de
Graduação em Enfermagem, o estudante
deverá elaborar um Trabalho de Conclusão de
Curso, individual ou em dupla, sob orientação
de docente da IES.
Parágrafo único. O Trabalho de Conclusão de
Curso é obrigatório para a integralização
curricular e poderá ser apresentado na forma
de relatório de pesquisa, artigo, software,
entre outros.
Art. 32 Os cursos de Graduação em
Enfermagem deverão contar com Programa
de Formação e Desenvolvimento da Docência
em Saúde, com o objetivo de aprimorar e
valorizar o trabalho docente, no que tange às
diferentes abordagens pedagógicas,
integração dos conteúdos e qualificação do
processo formativo.
CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 33 Os cursos de graduação em - Alterar prazo de dois para um ano;
Enfermagem que estão em funcionamento - Empregar esta Resolução para cursos Definir o prazo de cumprimento das
deverão adaptar-se a esta Resolução no prazo iniciados no prazo de 5 (cinco) anos a DCN é prerrogativa do CNE.
de 2 (dois) anos, a contar da data de sua contar da data de sua publicação.

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publicação. Contribuições não aceitas.


Art. 34 Esta Resolução entra em vigor na
data de sua publicação, revogando-se o
Parecer CNE/CES Nº 3 de 7 de novembro de
2001 e disposições em contrário.

Observações
Na Consulta Pública, houve um conjunto de manifestações, não incluídas no quadro acima, por se tratarem de assuntos relacionados a
detalhamento de conceitos, conteúdos curriculares, competências, condições de trabalho e organização das instituições de ensino superior,
metodologias e temas, carga horária de disciplinas, cuja especificidade foge ao alcance e escopo das DCN. São contribuições que podem ser
consideradas na elaboração de projetos pedagógicos de cursos.

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