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Entendendo a Depressão Infantil: Causas e Tratamentos

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UNIVERSIDADE CELSO LISBOA

BACHARELADO EM PSICOLOGIA

DEPRESSÃO INFANTIL

Aryane da Silva Ribeiro;


Dilson Jorge Alves dos Santos;
Fabricio Sabino de Azevedo;
Jessica Lima Cabral;
Katlain Victoria de Paula Testa ;
Laís Raíssa Rodrigues Sacramento;
Monica Cassimiro Rodrigues de Sousa;

RESUMO
A depressão infantil tem se tornado cada vez mais comum, configurando-se, na atualidade, como
alvo das principais preocupações em saúde pública. Entretanto, o interesse científico e o
desenvolvimento de intervenções para tratá-lo são poucos e bastante recentes. Dessa maneira, este
trabalho teve como objetivo apresentar os principais objetivos, causas e tratamentos de DI, a fim
de corroborar para conhecimento, eficácia e aprendizado.

INTRODUÇÃO

A depressão infantil é um transtorno psicológico que afeta crianças e adolescentes,


indo além da tristeza temporária. Seus sintomas incluem: humor deprimido,
irritabilidade, perda de interesse em atividades e alterações no sono e apetite. Critérios
diagnósticos variam entre o CID-10 e o DSM-5. É crucial identificar e compreender esses
sinais para intervenção precoce. Tem como objetivos investigar a depressão infantil e
suas implicações, analisar a prevalência e incidência da depressão em crianças, explorar
fatores de risco e proteção, propor estratégias de prevenção e tratamento. Abordaremos a
seguinte questão: Como identificar, compreender e tratar a depressão infantil?

DESENVOLVIMENTO

Depressão infantil trata-se de um distúrbio de humor que vai além da tristeza


normal e temporária. Na perspectiva psicológica, depressão está associada ao
comprometimento da personalidade, baixa autoestima e autoconfiança. A sintomatologia
da depressão infantil é constituída por um conjunto de sintomas que vão sendo
evidenciados ao longo da vida da criança, nem sempre reconhecidos pelos pais,
responsáveis ou demais pessoas do seu convívio. Sabe-se, que os sintomas depressivos
mudam conforme a idade da criança. As crianças com sintomas depressivos têm que lidar
com uma complexa e ampla relação entre seus sintomas e o sofrimento depressivo. Dessa
forma, podem desenvolver problemas de aprendizagem, educacionais, de
desenvolvimento e entretenimento. Em função da depressão, as crianças podem ter
dificuldades em relatar momentos de lazer e de diversão, visto que suas atividades não
lhe trazem expectativas ou sentimentos de prazer, demonstrando-se apáticas frente às
atividades divertidas, próprias da sua idade. Problemas no sistema familiar, fatores
genéticos, abuso físico ou sexual, problemas escolares e separação dos pais também são
considerados fatores de risco para o desenvolvimento do transtorno (Lima, 2004).
Conforme o DSM-5, o TDM caracteriza-se pela persistência de humor deprimido ou de
perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades, por um período mínimo de
duas semanas. Entretanto, em crianças o humor pode ser irritável em vez de triste, porém,
devendo ser diferenciado do padrão de irritabilidade nos casos de frustração. Além disso,
o indivíduo também deve apresentar pelo menos quatro dos seguintes sintomas: alteração
no apetite ou no peso, no sono e na atividade psicomotora; diminuição da energia;
sentimento de desvalia ou culpa; dificuldade para pensar, concentrar-se ou tomar
decisões; e pensamentos recorrentes de morte ou ideação suicida, bem como planos ou
tentativas de suicídio. O episódio ainda deve estar acompanhado de sofrimento ou
prejuízo significativo no funcionamento social, profissional ou em áreas importantes da
vida do indivíduo (APA, 2014). A depressão infantil tomou mais visibilidade em 1960 e
após esse ano começou a aparecer as averiguações na psicopatologia infantil que
demonstrou uma taxa de 0,14% do transtorno em crianças. (BAPTISTA; GOLFETO,
2000, apud RIBEIRO; MACUGLIA; DUTRA, 2013).

Nas crianças em idade escolar, dos 6/7 até os 12 anos, o padrão mais frequente de
sintomas refere-se às dificuldades acadêmicas e aos problemas de relacionamento com os
colegas (Petersen & Wainer, 2011). O rendimento escolar da criança diminui devido ao
seu desinteresse, falta de concentração e dificuldades de raciocínio (Curatolo & Brasil,
2005). Algumas crianças parecem perdidas no espaço e distraídas por seus diálogos
internos, por isso, a atenção e a concentração são áreas cognitivas que podem ser
prejudicadas, o que pode ser percebido durante as atividades realizadas durante as sessões
ou diante de problemas apresentados para completar as tarefas da terapia realizadas em
casa (Friedberg & McClure, 2004).

Quando a criança tem um ambiente familiar precário, onde as suas necessidades básicas
não são supridas, um local onde não há amor, acolhimento e proteção. A criança utiliza
mecanismos de defesa específicos para lidar com as dificuldades, comprometendo o
desenvolvimento das estruturas de personalidade que estão se formando na infância.
CALDERARO; CARVALHO, 2005).

Se tratando da depressão infantil é necessário fazer uma avaliação extensiva para


compreender todas as causas da patologia. Com isso, um psicólogo pode aplicar
interpretações terapêuticas específicas para crianças, como por exemplo terapia
cognitivo-comportamental infantil, jogos terapêuticos e técnicas expressivas.

O qualificado deve gerar um local acolhedor, criar uma relação de confiança e ajustar os
planos terapêuticas à idade e entendimento da criança. Incluir a família nesse processo
terapêutico é fundamental, permitindo apoio contínuo e trazendo estratégias que deem
resultado para lidar com os desafios emocionais da criança.

Uma dessas estratégias é a terapia cognitivo-comportamental (TCC), que é uma


abordagem psicoterapêutica que se concentra em identificar e mudar padrões de
pensamento disfuncionais e comportamentos negativos. Essa estrutura de tratamento
individual para crianças de 07 a 11 anos insere seus responsáveis no tratamento, que é
feito de 18 sessões com a criança, 08 com responsáveis e 03 sessões com ambas as partes.
As sessões são realizadas em 20 semanas com duração de 50 minutos cada uma.
(PERTERSEN; WAINER, 2011).

A pesquisa mostra que os tratamentos mais eficazes para o transtorno depressivo maior
são a TCC, a psicoterapia de orientação psicodinâmica e a psicoterapia interpessoal
(Bauer et al., 2009; Schwan e Ramires, 2011). A TCC é uma modalidade de tratamento
amplamente testada. Segundo os autores, mais de 500 estudos científicos demonstraram
a eficácia desta terapia para diferentes doenças, incluindo o TDM (Beck, 2013; Petersen
& Wainer, 2011). Existem várias razões para esta afirmação: a TCC é limitada no tempo,
tem uma estrutura clara e utiliza principalmente uma gama de técnicas simples e fáceis
de usar que foram validadas na literatura (Petersen & Wainer, 2011).
Um estudo randomizado de crianças e adolescentes deprimidos comparou os resultados
ao longo de três meses e meio entre dois grupos, um recebendo tratamento baseado em
TCC e o outro recebendo aconselhamento. Resultados significativamente positivos foram
encontrados em ambos os grupos, mas mais ainda no primeiro grupo. Uma revisão
sistemática de seis estudos controlados e randomizados em jovens de 8 a 19 anos
descobriu que os pacientes que receberam TCC experimentaram uma redução de 62%
nos sintomas depressivos, em comparação com uma redução de 36% nos sintomas
depressivos no grupo controle (Bahls, 2002). Isto foi provado repetidas vezes o que
aumenta a eficácia desta abordagem no tratamento do TDM.

A depressão é considerada uma das doenças mentais mais prevalentes no mundo. Assim,
os profissionais de saúde estão cada vez mais interessados em compreender intervenções
que tenham demonstrado eficácia significativa na redução dos sintomas e na prevenção
da sua recorrência (Cardoso, 2011). Dentre as possíveis intervenções psicológicas, o
tratamento da deficiência intelectual pode ser estruturado como um programa de
tratamento (PT).

O PT é um conjunto abrangente e integrado de intervenções psicológicas semiestruturad


as que podem ser utilizadas para tratar transtornos mentais específicos (Turra et al.2012)
. Seu uso beneficia o trabalho do psicólogo e reduz o tempo de planejamento do process
o psicológico.
O desenvolvimento e a aplicação de métodos podem analisar sistematicamente as evidê
ncias da eficácia do tratamento e produzir um conjunto de evidências de importância clí
nica e científica (Bauer et al., 2009).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Sendo assim, muitos autores descrevem a depressão como uma doença incapacitante,
porém, por não podermos enxergá-la, sua verdadeira gravidade muitas vezes não é
considerada. A mesma coisa acontece quando se fala em depressão infantil. O interesse
por este tema ainda é relativamente recente, facto evidenciado pelos poucos estudos
dedicados ao desenvolvimento de intervenções direcionadas ao seu tratamento. Essa
questão pode ser discutida em Bahls (2002), Bahls S. e Bahls F. (2003), Curatolo e Brasil
(2005), Fernandes e Castro (2011), Petersen e Wainer (2011) e Schwan e Ramirez (2011).
O uso da TCC para prevenir a recorrência da depressão tem mostrado que o impacto da
depressão tem sido subestimado, apesar de estudos mostrarem seus efeitos negativos em
todo o mundo. Os autores também relatam a depressão como a quarta principal causa de
incapacidade a nível mundial em 1997, destacando a necessidade de psicoterapia segura
e eficaz. Isto sublinha a importância do desenvolvimento de tratamentos psicológicos para
crianças deprimidas.

REFERÊNCIAS

Cruvinel, M., C Boruchovitch, E. (2003). Depressão infantil: uma contribuição para

a prática educacional. Psicologia Escolar e Educacional, 7(1).

Antidepressivos novos para tratar depressão em crianças e adolescentes


(Cochrane).

Depressão infantil: sintomas, como tratar?(Instituto de Psiquiatria do Paraná).

Transtornos depressivos em crianças e adolescentes (Manual MSD).

Depressão infantil: o que é, sintomas, causas e tratamento (Tua Saúde).

SciELO Brasil. (2021). Prevalência de sintomas depressivos em crianças em

idade escolar e sua relação com o rendimento escolar. Disponível em:


https://www.scielo.br/j/pee/a/vN8MSZqVfKnHrBsHCX39NSD/. Acesso em:

13/03/2024.

Revista Brasileira de Terapias Cognitivas. (2020). Terapia cognitivo-

comportamental na depressão infantil: uma proposta de intervenção. Disponível


em:

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56872013000200003. ACESSO EM:13/03/2024.

Psicologia.pt. (2022). Depressão infantil: uma revisão bibliográfica. Disponível


em: https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1091.pdf. Acesso em: 13/03/2024.

UNIFACS. (2023). Depressão infantil e impactos no desenvolvimento do

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https://revistas.unifacs.br/index.php/sepa/article/download/4347/3048.

ACESSO EM: 13/03/2024.

Miriam Cruvinel, Evely Boruchovitch

Revista Psicologia em Pesquisa 3 (1), 2009

https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/141362/000992358.pdf
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Bahls, S. (2002). Aspectos clínicos da depressão em crianças e adolescentes. Jornal de


Pediatria, 78,359-
366.http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2831792&pid=S1808-
5687201300020000300004&lng=pt

Bahls, S. (2004). A depressão em crianças e adolescentes e o seu tratamento. São Paulo:


Lemos
Editorial.http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2831794&pid=S18
08-5687201300020000300005&lng=pt

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