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Formação e Função das Plaquetas

Como se dá a formação das plaquetas
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PROBLEMA 2 – SISTEMA HEMATOLÓGICO – PLAQUETAS

1. Definir a formação das plaquetas:

Formação das plaquetas (trombopoiese)

As plaquetas são pequenos fragmentos celulares derivados dos megacariócitos, células grandes localizadas
na medula óssea. A trombopoiese ocorre em várias etapas:

è Diferenciação e maturação dos megacariócitos (megacariocitopoese):

o A parRr das células-tronco hematopoiéRcas, ocorre a diferenciação em megacariócitos sob


esVmulo de citocinas, como a trombopoeRna (TPO).

o A TPO é o principal regulador da trombopoiese, sendo produzida principalmente no Wgado.

o Os megacariócitos passam por endomitoses, aumentando o conteúdo de DNA sem se


dividirem, resultando em células com núcleos poliploides.

è Produção e liberação de plaquetas (trombocitopoese):

o Os megacariócitos estendem prolongamentos citoplasmáRcos denominados proplaquetas,


que se fragmentam no interior dos sinusoides da medula óssea ou diretamente na circulação
sanguínea, originando as plaquetas.

1.1. Definir os componentes estruturais:

Componentes estruturais das plaquetas

As plaquetas têm uma estrutura especializada para desempenhar suas funções hemostáRcas:

à Zona periférica:

o Membrana plasmáEca: Rica em glicoproteínas (GP), como GPIb, GPIIb/IIIa, essenciais para
adesão e agregação plaquetária.

o Bicamada lipídica: Contém fosfolipídeos que parRcipam da coagulação sanguínea, servindo


como superWcie para a aRvação da trombina.

à Citoesqueleto:

o Formado por microtúbulos, filamentos de acRna e proteínas acessórias, confere forma


discóide às plaquetas e facilita sua contração e mudança de forma durante a aRvação.

à Zona organelar:

o Contém grânulos alfa, densos e lisossomos:

§ Grânulos alfa: Armazenam fatores de crescimento (PDGF, TGF-β) e proteínas de


coagulação (fibrinogênio, fator von Willebrand).

§ Grânulos densos: Contêm ADP, ATP, serotonina e cálcio, importantes para amplificação
da resposta plaquetária.
à Sistema canalicular aberto:

o Rede de canais conectados à membrana plasmáRca que facilita a liberação do conteúdo dos
grânulos durante a aRvação.

à Sistema tubular denso:

o Armazena cálcio intracelular e enzimas necessárias para a produção de eicosanoides, como


tromboxano A2.

1.2. Fatores que regulam a formação da plaqueta:

Regulação da formação

A produção de plaquetas é regulada principalmente pela trombopoeRna (TPO), que age nos receptores
MPL expressos nas células progenitoras da medula óssea e nos megacariócitos. Outros fatores
moduladores incluem:

• Citocinas: Interleucinas, como IL-3, IL-6 e IL-11, que contribuem para o crescimento e maturação dos
megacariócitos.

• Consumo de plaquetas: A diminuição do número de plaquetas circulantes esRmula a liberação de


TPO, promovendo maior produção.

• Retroalimentação: As plaquetas e megacariócitos expressam receptores de TPO e podem


"sequestrar" a TPO circulante, reduzindo sua disponibilidade em situações normais.

1.3. Meia vida da plaqueta:

As plaquetas têm uma meia-vida de aproximadamente 7 a 10 dias na circulação sanguínea. Após esse
período, plaquetas senescentes ou disfuncionais são removidas.

1.4. Degradação das plaquetas:

A destruição das plaquetas ocorre principalmente no baço, Wgado e medula óssea, por meio de
macrófagos. O processo envolve:

à Reconhecimento de plaquetas envelhecidas:

o Exposição de fosfaRdilserina na membrana, sinalizando apoptose.

o Modificações nas glicoproteínas de superWcie.

à Fagocitose:

o Macrófagos fagocitam as plaquetas senescentes ou marcadas por anRcorpos.

à Reciclagem de componentes:

o Aminoácidos, lipídios e ferro (da hemoglobina residual) são reaproveitados pelo organismo.

2. IdenEficar e diferenciar hemostasia primária, secundária e terciária:


A hemostasia é o processo pelo qual o corpo previne e controla sangramentos. Ela ocorre em três etapas
interconectadas: primária, secundária e terciária. Cada uma dessas etapas envolve diferentes
componentes e mecanismos, mas todas colaboram para manter a integridade vascular.

Hemostasia primária

A hemostasia primária é o processo inicial de controle do sangramento, envolvendo a formação do


tampão plaquetário. Ocorre logo após uma lesão vascular e envolve as seguintes etapas:

1. Vasoconstrição reflexa:

o A lesão no endotélio expõe o colágeno subendotelial, esRmulando uma resposta reflexa nos
vasos sanguíneos danificados.

o Ocorre contração do músculo liso vascular, reduzindo temporariamente o fluxo sanguíneo.

2. Adesão plaquetária:

o A glicoproteína GPIb nas plaquetas se liga ao fator von Willebrand (vWF), que é ancorado ao
colágeno exposto.

o Essa ligação estabiliza a adesão inicial das plaquetas ao local da lesão.

3. AEvação plaquetária:

o Após aderirem, as plaquetas mudam de forma (de discóides para esféricas) e liberam o
conteúdo de seus grânulos.

o Grânulos densos liberam ADP, serotonina e cálcio, enquanto os grânulos alfa liberam
fibrinogênio e fatores de crescimento.
o A aRvação também esRmula a síntese de tromboxano A2 (TXA2), que promove a agregação
plaquetária.

4. Agregação plaquetária:

o O ADP e o TXA2 atraem mais plaquetas para o local da lesão, aumentando o número de
plaquetas aderidas.

o A glicoproteína GPIIb/IIIa nas plaquetas ligadas conecta-se ao fibrinogênio, formando pontes


entre as plaquetas e criando o tampão plaquetário.

Resultado: O tampão plaquetário temporário sela o local da lesão, mas ainda é instável e pode ser
deslocado.

Hemostasia secundária

A hemostasia secundária é responsável por estabilizar o tampão plaquetário, formando uma rede de
fibrina que o consolida. Isso envolve a aRvação da cascata de coagulação, dividida em três vias principais:

1. Via intrínseca:

o ARvada por contato do sangue com superWcies carregadas negaRvamente, como colágeno
subendotelial.

o Envolve os fatores XII, XI, IX e VIII.

o Testada no laboratório pelo tempo de tromboplasEna parcial aEvada (TTPa).

2. Via extrínseca:

o ARvada pela exposição do fator tecidual (FT) em células danificadas.

o Envolve os fatores VII e III (fator tecidual).

o Testada no laboratório pelo tempo de protrombina (TP).

3. Via comum:

o Ambas as vias convergem para aRvar o fator X, que junto ao fator V, cálcio e fosfolipídios,
forma a protrombinase.

o A protrombinase converte protrombina (fator II) em trombina.

o A trombina converte fibrinogênio em fibrina e aRva o fator XIII, que estabiliza a rede de fibrina.

Resultado: A fibrina reforça o tampão plaquetário, formando um coágulo estável e resistente ao fluxo
sanguíneo.

Hemostasia terciária
A hemostasia terciária (ou fibrinólise) é o processo de dissolução do coágulo quando a reparação do
tecido foi concluída, prevenindo obstruções vasculares desnecessárias. Inclui:

1. AEvação do sistema fibrinolíEco:

o A plasmina, a enzima responsável pela degradação da fibrina, é aRvada a parRr do


plasminogênio.

o Essa aRvação é mediada por:

§ ARvadores teciduais do plasminogênio (tPA), produzidos pelo endotélio.

§ Uroquinase (uPA), liberada por células endoteliais e outras células.

2. Degradação do coágulo:

o A plasmina quebra a fibrina em produtos de degradação da fibrina (PDF), como o dímero-D.

o A lise do coágulo libera o fluxo sanguíneo e restaura a função vascular.

3. Regulação da fibrinólise:

o Inibidores como o inibidor do aRvador do plasminogênio-1 (PAI-1) e a alfa-2-anRplasmina


controlam a aRvidade da plasmina, evitando fibrinólise excessiva.

Resultado: O coágulo é removido, e o vaso sanguíneo retorna à sua função normal após a cicatrização.

Esses três processos interagem para garanRr que o sangramento seja controlado de forma eficaz, com
formação de coágulos apenas onde necessário e sua remoção quando não são mais úteis.

3. IdenEficar e diferenciar as cascatas de coagulação

3.1. descrever as vias (dentro das cascatas)

3.2. fatores que afetam a coagulação (anE-inflamatórios, vit. K)


Cascatas de coagulação e suas vias

A coagulação sanguínea ocorre por meio de uma série de reações enzimáRcas em cascata que culminam na
formação de fibrina, estabilizando o coágulo. A cascata é dividida em via intrínseca (clássica), via extrínseca
(Essular) e via comum, dependendo dos fatores que iniciam e perpetuam o processo.

1. Via intrínseca (clássica)

• Mecanismo de aEvação:

o Inicia-se quando o sangue entra em contato com superWcies carregadas negaRvamente, como
colágeno subendotelial ou superWcies arRficiais.

o Envolve apenas componentes presentes no plasma.

• Fatores envolvidos:

o Fator XII (Hageman): É aRvado ao entrar em contato com a superWcie negaRva.

o Fator XI: ARvado pelo fator XIIa.

o Fator IX: ARvado pelo fator XIa com auxílio de íons cálcio (Ca²⁺).

o Fator VIII: Cofator essencial para o fator IXa formar o complexo enzimáRco que aRva o fator
X.

• Teste laboratorial:

o Avaliado pelo tempo de tromboplasEna parcial aEvada (TTPa).

2. Via extrínseca (Essular)

• Mecanismo de aEvação:

o Iniciada pela exposição do fator tecidual (FT ou fator III), presente nas membranas das células
subendoteliais e danificadas.

o O FT forma um complexo com o fator VII, aRvando-o.

• Fatores envolvidos:

o Fator VII: ARvado ao se ligar ao FT na presença de cálcio.

o O complexo FT/FVIIa aRva diretamente o fator X.

• Teste laboratorial:

o Avaliado pelo tempo de protrombina (TP).


3. Via comum

• Mecanismo de aEvação:

o Ambas as vias (intrínseca e extrínseca) convergem na aRvação do fator X.

o O fator Xa, em complexo com o fator Va, cálcio e fosfolipídios, forma a protrombinase.

• Fatores envolvidos:

o Fator X: ConverRdo em Xa por ambas as vias.

o Fator V: Cofator que acelera a conversão de protrombina em trombina.

o Protrombina (fator II): ConverRda em trombina pela protrombinase.

o Fibrinogênio (fator I): ConverRdo em fibrina insolúvel pela trombina.

o Fator XIII: Estabiliza a fibrina, formando ligações covalentes entre suas moléculas.

• Teste laboratorial:

o Avaliado indiretamente pelo tempo de protrombina (TP) e TTPa.

Fatores que afetam a coagulação

Diversos fatores podem influenciar a cascata de coagulação, alterando sua eficácia ou favorecendo a
trombose. Entre os principais moduladores estão:

1. Vitamina K

• Função:

o Essencial para a carboxilação dos fatores de coagulação dependentes de vitamina K: II


(protrombina), VII, IX, X e proteínas anRcoagulantes C e S.

o Essa modificação pós-traducional permite que os fatores interajam com o cálcio e as


superWcies fosfolipídicas.

• Deficiência:

o Reduz a síntese dos fatores dependentes, prolongando TP e TTPa.

o Comum em recém-nascidos, pacientes em uso de anRcoagulantes como varfarina ou com má


absorção de gorduras.

2. AnE-inflamatórios
• AnE-inflamatórios não esteroidais (AINEs):

o Inibem a enzima ciclo-oxigenase (COX), bloqueando a produção de tromboxano A2 (TXA2).

o O TXA2 é essencial para a agregação plaquetária e a vasoconstrição.

o Exemplos: Aspirina (irreversível) e ibuprofeno (reversível).

• CorEcosteroides:

o Reduzem a expressão de citocinas pró-inflamatórias e fatores de coagulação.

o Podem promover sangramentos em longo prazo devido ao impacto na integridade vascular.

3. Cálcio (Ca²⁺)

• Função:

o Cofator essencial para várias etapas da coagulação, incluindo a aRvação dos fatores IX, X e a
formação da protrombinase.

o Níveis baixos de cálcio (hipocalcemia) podem prejudicar a cascata.

4. Medicamentos anEcoagulantes

• Heparina:

o Potencializa a aRvidade da anRtrombina III, inibindo a trombina e o fator Xa.

o Afeta principalmente a via intrínseca e comum.

• Varfarina:

o Inibe a epóxido redutase, prejudicando a reciclagem da vitamina K e reduzindo os fatores


dependentes dela.

o Afeta as vias extrínseca e comum.

• Inibidores diretos do fator Xa (rivaroxabana, apixabana):

o Bloqueiam o fator Xa na via comum, impedindo a formação de trombina.

• Inibidores diretos da trombina (dabigatrana):

o InaRvam diretamente a trombina, impedindo a conversão de fibrinogênio em fibrina.

5. Outras condições e substâncias

• Doenças hepáEcas:
o O Wgado sinteRza a maioria dos fatores de coagulação; sua disfunção resulta em deficiência
de múlRplos fatores.

o Aumenta TP e TTPa.

• Fibrinólise excessiva:

o A hiperaRvidade do sistema fibrinolíRco, por excesso de tPA ou plasmina, pode degradar


fibrina prematuramente, causando sangramento.

• Inflamação e sepsis:

o EsVmulos inflamatórios aumentam a produção de citocinas pró-coagulantes (como IL-6),


aRvando a cascata de coagulação e predispondo à coagulação intravascular disseminada (CID).

• Deficiência de fatores hereditários:

o Exemplo: Hemofilia A (deficiência do fator VIII) e hemofilia B (deficiência do fator IX), que
afetam a via intrínseca.

A cascata de coagulação, embora complexa, é essencial para o equilíbrio hemostáRco. As vias e fatores
moduladores interagem para prevenir sangramentos excessivos e, ao mesmo tempo, evitar a formação
inadequada de coágulos.

è Pode parar na hemostasia primária?

- Independência Inicial: Em algumas situações, especialmente em lesões menores, a hemostasia


primária pode ser suficiente para controlar o sangramento sem a necessidade de progressão para a
hemostasia secundária. Isso é frequentemente observado em pequenos vasos ou em lesões
superficiais.

- Necessidade de Hemostasia Secundária: No entanto, em lesões maiores ou em casos em que há


compromeRmento da função plaquetária ou dos fatores de coagulação, a hemostasia primária pode
não ser suficiente, tornando necessária a aRvação da hemostasia secundária para garanRr a
hemostasia eficaz.

Portanto, não é obrigatório seguir para a hemostasia secundária em todos os casos; a necessidade de
transitar para essa fase depende da gravidade da lesão e da capacidade do sistema hemostáRco do paciente.
Em lesões menores, a hemostasia primária pode ser suficiente, enquanto em lesões mais severas, a
hemostasia secundária se torna essencial para evitar hemorragias significaRvas.

4. IdenEficar os componentes do coagulograma:

4.1. Relacionar com a hemofilia (A e B) e doença de Von Willebrand

Coagulograma: Componentes e Significado

O coagulograma é um exame laboratorial que avalia a funcionalidade da coagulação sanguínea. Ele inclui
testes para diferentes aspectos da cascata de coagulação, sendo essencial para o diagnósRco de
distúrbios hemorrágicos ou trombóRcos. Os principais componentes são:
1. Tempo de Protrombina (TP)

• O que avalia:

o Mede o tempo necessário para a formação do coágulo pela via extrínseca e pela via comum.

o Avalia os fatores de coagulação dependentes de vitamina K: fator VII (via extrínseca) e fatores
II, V, X (via comum).

• Resultados normais: 11-13 segundos (valores podem variar por laboratório).

• Razão Normalizada Internacional (INR):

o Padroniza o TP para monitorar o uso de anRcoagulantes orais como a varfarina.

o Valores normais: 0,8-1,2 (fora do uso de anRcoagulantes).

2. Tempo de TromboplasEna Parcial AEvada (TTPa)

• O que avalia:

o Mede o tempo necessário para a formação do coágulo pela via intrínseca e pela via comum.

o Avalia os fatores XII, XI, IX, VIII (via intrínseca) e X, V, II (protrombina) e fibrinogênio (via
comum).

• Resultados normais: 25-35 segundos.

• Prolongamento indica:

o Hemofilia (A ou B), doença de Von Willebrand, ou deficiência de fatores da via intrínseca.

3. Tempo de Trombina (TT)

• O que avalia:

o Mede o tempo necessário para que a trombina converta fibrinogênio em fibrina.

• Resultados normais: 10-15 segundos.

• Prolongamento indica:

o Deficiência de fibrinogênio, disfibrinogenemia ou presença de inibidores (como heparina).

4. Fibrinogênio

• O que avalia:
o Mede a concentração de fibrinogênio no plasma.

• Resultados normais: 200-400 mg/dL.

• Redução indica:

o Coagulação intravascular disseminada (CID), disfunção hepáRca ou fibrinólise excessiva.

5. Dímero-D

• O que avalia:

o Produto de degradação da fibrina.

o Indica aRvação da fibrinólise.

• Resultados normais: < 500 ng/mL (valores podem variar por laboratório).

• Elevação indica:

o Trombose, embolia pulmonar, ou CID.

Coagulograma e Distúrbios Hemorrágicos

1. Hemofilia A e B

• CaracterísEcas gerais:

o Hemofilia A: Deficiência do fator VIII (via intrínseca).

o Hemofilia B: Deficiência do fator IX (via intrínseca).

o Ambas são doenças hereditárias ligadas ao cromossomo X, mais comuns em homens.

• Alterações no coagulograma:

o TTPa: Prolongado (afeta a via intrínseca).

o TP e INR: Normais (via extrínseca não é afetada).

o Fibrinogênio: Normal.

o TT: Normal.

• DiagnósEco diferencial:

o Testes específicos para medir a aRvidade dos fatores VIII e IX confirmam o Rpo de hemofilia.

2. Doença de Von Willebrand


• CaracterísEcas gerais:

o Distúrbio hereditário que afeta o fator de Von Willebrand (vWF).

o O vWF é necessário para a adesão plaquetária e estabiliza o fator VIII na circulação.

o Pode apresentar tanto defeitos qualitaRvos (disfunção do vWF) quanto quanRtaRvos


(deficiência do vWF).

• Alterações no coagulograma:

o TTPa: Levemente prolongado (redução do fator VIII pela instabilidade do vWF).

o TP e INR: Normais.

o Fibrinogênio: Normal.

o TT: Normal.

• Testes específicos:

o Níveis de vWF (anVgeno e aRvidade).

o ARvidade do fator VIII.

o Teste de agregação plaquetária induzida por ristoceRna (avalia função do vWF).

Comparação entre Hemofilia e Doença de Von Willebrand


CaracterísEca Hemofilia A/B Doença de Von Willebrand

Fator afetado VIII (A) ou IX (B) (via intrínseca) vWF e, indiretamente, fator VIII

Herança Ligada ao X Autossômica dominante ou recessiva

TTPa Prolongado Normal ou levemente prolongado

TP/INR Normal Normal

Plaquetas Normal Normal

Manifestações Hematomas profundos, Sangramento mucocutâneo


clínicas hemartroses (gengivas, nariz)

Testes específicos ARvidade de fatores VIII e IX Níveis e função do vWF e fator VIII

Importância clínica
O coagulograma fornece um panorama inicial para idenRficar anormalidades na coagulação, enquanto
testes específicos diferenciam entre doenças como hemofilia e Von Willebrand. Essa diferenciação é
crucial para o manejo adequado, que pode incluir:

• Reposição do fator VIII ou IX na hemofilia.

• Uso de desmopressina (DDAVP) para aumentar o vWF e o fator VIII em algumas formas da doença de
Von Willebrand.

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