REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE VOVÓ EVA
CURSO: ANÁLISES CLÍNICAS
TRABALHO DE
TEMA:
ANEMIA FALCIFORME
12ª CLASSE
TURMA: B
GRUPO: 2
O DOCENTE
________________________
Cristina Joaquim
REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
INSTITUTO TÉCNICO PRIVADO DE SAÚDE VOVÓ EVA
CURSO: ANÁLISES CLÍNICAS
TRABALHO DE
INTEGRANTES
Classificação
11. Claudina Nelito
12. Clementina Alfredo
13. Clementina Segunda
14. Domingos Guimarães
15. Esmeralda Simão
16. Etelvina Cristovão
17. Evando Abilho
18. Fábio Lupassa
19. Fausto Quiteculo
20. Felizarda da Costa
Índice
Introdução ....................................................................................................... 4
A ANEMIA FALCIFORME ................................................................................ 5
Formas dos glóbulos vermelhos ................................................................... 5
Sintomas de anemia falciforme...................................................................... 6
Traço falciforme .............................................................................................. 6
Crise de células falciformes ........................................................................... 6
Complicações .................................................................................................. 7
Diagnóstico de anemia falciforme ................................................................. 7
Triagem ............................................................................................................ 8
Tratamento de anemia falciforme .................................................................. 8
O tratamento visa ............................................................................................ 8
Prevenção da crise falciforme........................................................................ 8
Controle da anemia ......................................................................................... 9
Aliviar os sintomas ......................................................................................... 9
Conclusão ..................................................................................................... 10
Referências Bibliográficas ........................................................................... 11
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Introdução
Anemia falciforme é uma doença hereditária (passa dos pais para os
filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue,
tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm
sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A
hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é
essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo. Essa condição é mais
comum em indivíduos da raça negra.
No presente trabalho, o grupo vai apresentar as causas, diagnostico, e
tratamento, este será o nosso foco de pesquisa.
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A ANEMIA FALCIFORME
A anemia falciforme é uma anomalia genética hereditária da hemoglobina
(a proteína transportadora de oxigênio encontrada em glóbulos vermelhos)
caracterizada por glóbulos vermelhos em forma de foice (meia-lua) e anemia
crônica causada por destruição excessiva dos glóbulos vermelhos anômalos.
A anemia falciforme afeta com mais frequência pessoas com ascendência
afro-americana ou negra. Aproximadamente 8% das pessoas dessa
ascendência nos Estados Unidos têm 1 cópia do gene da anemia falciforme (ou
seja, elas têm o traço falciforme). Pessoas com traço falciforme não
desenvolvem anemia falciforme, mas têm risco mais elevado de certas
complicações, como sangue na urina. Aproximadamente 0,3% das pessoas com
ascendência afro-americana ou negra nos Estados Unidos têm 2 cópias do gene.
Essas pessoas desenvolvem a doença.
Formas dos glóbulos vermelhos
Os glóbulos vermelhos normais são flexíveis, em forma de disco e mais
espessos na periferia do que no centro. Em vários distúrbios hereditários, os
glóbulos vermelhos se tornam esféricos (na esferocitose hereditária), ovais (na
elipcitose hereditária) ou adotam forma de foice (na anemia falciforme).
Na anemia falciforme, os glóbulos vermelhos contêm uma forma anômala
de hemoglobina (a proteína transportadora do oxigênio). A forma alterada da
hemoglobina é denominada hemoglobina S. Quando os glóbulos vermelhos
contêm hemoglobina S, eles podem se deformar e assumir um formato de foice
e ser menos flexíveis. Nem todos os glóbulos vermelhos assumem formato de
foice. As células com formato de foice se tornam mais numerosas quando as
pessoas têm infecções ou baixos níveis de oxigênio no sangue.
As células falciformes são frágeis e têm uma sobrevida curta. As células
danificadas também são eliminadas da circulação. Uma vez que as células em
forma de foice são rígidas e ficam agrupadas, elas têm dificuldade em fluir
através dos vasos sanguíneos menores (capilares). Isso bloqueia o fluxo
sanguíneo e reduz o fornecimento de oxigênio para tecidos nas áreas nas quais
os capilares estão bloqueados. O bloqueio do fluxo sanguíneo pode causar dor
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e, com o tempo, lesões no baço, rins, cérebro, ossos e outros órgãos. Pode
ocorrer insuficiência renal e insuficiência cardíaca.
Sintomas de anemia falciforme
Pessoas com anemia falciforme sempre apresentam algum grau de
anemia (que geralmente causa fadiga, fraqueza e palidez) e podem ter icterícia
(coloração amarelada da pele e do branco dos olhos). Algumas pessoas
apresentam poucos sintomas adicionais. Outras têm sintomas graves e
recorrentes que causam invalidez significativa e morte precoce.
Traço falciforme
Em pessoas com traço falciforme, as hemácias não são frágeis e não se
rompem facilmente. O traço falciforme não causa crises de dor.
Pessoas com traço falciforme correm mais risco de doença renal crônica
e embolia pulmonar. Em casos raros, elas podem observar sangue na urina.
Também correm o risco de ter uma forma extremamente rara de câncer renal.
Indivíduos com traço falciforme têm expectativa de vida normal. Em
instâncias raras, casos de morte súbita foram relatados em associação com
atividade física muito extenuante e desidratação grave.
Crise de células falciformes
Qualquer fator que reduza a quantidade de oxigênio no sangue,
temperaturas baixas ou uma doença, podem desencadear uma crise falciforme
(também denominada exacerbação). Uma crise de dor falciforme (vaso-oclusiva)
é um episódio de exacerbação de sintomas e pode incluir piora da anemia, dores
(geralmente no tórax ou nos ossos longos dos braços e das pernas) e, às vezes,
falta de ar. A dor abdominal pode ser intensa e podem ocorrer vômitos, fatores
que devem ser considerados indícios de sequestro esplênico ou hepático. Às
vezes, outras complicações ocorrem, incluindo:
• Crise aplásica: a produção de glóbulos vermelhos na medula óssea para
durante a infecção por alguns vírus;
• Síndrome torácica aguda: causada pelo bloqueio de capilares nos
pulmões ou infecção;
• Sequestro hepático (fígado) ou esplênico agudo (um grande acúmulo de
células em um órgão): Aumento rápido do volume do baço ou do fígado.
A síndrome torácica aguda pode ocorrer em pessoas de todas as idades, mas
é mais comum entre crianças. Geralmente caracteriza-se por dor intensa e
dificuldade respiratória. A síndrome torácica aguda pode ser fatal.
Em crianças, pode ocorrer sequestro agudo de células falciformes no baço
(crise de sequestro) causando aumento do baço e piorando a anemia. O
sequestro hepático (fígado) agudo é menos comum e pode ocorrer em qualquer
idade.
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Complicações
A maioria das pessoas com anemia falciforme desenvolve aumento do
baço durante a infância porque as células falciformes ficam aprisionadas no
baço. Quando a pessoa atinge a adolescência, o baço está com frequência tão
lesionado que encolhe e para de funcionar. Uma vez que o baço ajuda a
combater infecções, as pessoas com anemia falciforme são mais propensas a
desenvolver pneumonia pneumocócica e outras infecções. Infecções,
especialmente as virais, podem reduzir a produção de glóbulos vermelhos, de
maneira que a anemia se torna mais grave.
O tamanho do fígado pode aumentar de modo progressivo ao longo da
vida (causando sensação de inchaço na região superior do abdômen) e
frequentemente se formam cálculos biliares a partir do pigmento produzido pela
fragmentação dos glóbulos vermelhos.
O coração geralmente aumenta, e um coração aumentado é menos eficaz
para bombear sangue para o corpo, o que leva, possivelmente, à insuficiência
cardíaca.
Crianças que sofrem de anemia falciforme costumam ter um tronco
relativamente curto, mas braços, pernas, dedos das mãos e dos pés compridos.
As alterações dos ossos e da medúla óssea podem provocar dores nos ossos,
especialmente nas mãos e nos pés. Podem ocorrer episódios de dor nas
articulações e a articulação do quadril pode ficar tão danificada que precisa ser
substituída.
Circulação ruim na pele pode causar úlceras nas pernas, sobretudo nos
tornozelos. Jovens do sexo masculino podem vir a ter ereções persistentes e,
com frequência, dolorosas (priapismo). Episódios de priapismo podem danificar
permanentemente o pênis, o que faz com que as ereções parem de ocorrer. O
bloqueio dos vasos sanguíneos pode provocar acidentes vasculares cerebrais
que lesionam o sistema nervoso. É possível que a função pulmonar e a renal se
deteriore em adultos mais velhos.
Diagnóstico de anemia falciforme
• Exames de sangue;
• Eletroforese de hemoglobina;
• O teste do pezinho.
Quando os médicos suspeitam de anemia falciforme, fazem exames de
sangue. Glóbulos vermelhos com forma de foice e fragmentos de glóbulos
vermelhos destruídos podem ser vistos em amostras de sangue examinadas ao
microscópio.
Eletroforese da hemoglobina, outro exame de sangue, também é
realizada. Na eletroforese, é usada uma corrente elétrica para separar os
diferentes tipos de hemoglobina e detectar, assim, a presença de hemoglobina
alterada.
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O teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da
maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a
anemia falciforme.
Podem ser necessários mais exames dependendo dos sintomas
específicos que a pessoa apresenta durante a crise. Caso a pessoa tenha
dificuldade para respirar, por exemplo, ou febre, pode ser feita uma radiografia
torácica.
Triagem
São feitos exames de sangue em parentes de pessoas com o distúrbio
porque eles também podem ter anemia ou traço falciforme. Descobrir o traço nas
pessoas pode ser importante para o planejamento familiar, para determinar o
risco de se ter um filho com anemia falciforme.
Podem ser feitos exames durante o início da gravidez para analisar o feto
e permitir o aconselhamento pré-natal para casais com risco de ter filhos com
anemia falciforme. São testadas células fetais obtidas através de amniocentese
ou amostras de vilosidades coriônicas em busca da presença do gene falciforme.
Tratamento de anemia falciforme
• Tratamentos com o objetivo de prevenir crises
• Tratamento de crises e problemas causados por elas
O tratamento visa
• Prevenir crises
• Controlar a anemia
• Aliviar os sintomas
Um transplante de células-tronco pode curar a anemia falciforme. Células
da medula óssea ou células-tronco de um parente ou outro doador que não tem
a anemia falciforme podem ser transplantadas para uma pessoa com a doença.
Esse transplante pode ser curativo.
A terapia genética, uma técnica através da qual são implantados genes
normais em células precursoras (células que produzem células sanguíneas),
está atualmente disponível.
Prevenção da crise falciforme
As pessoas que têm anemia falciforme devem tentar evitar atividades que
reduzam a quantidade de oxigênio no sangue e procurar ajuda médica imediata
mesmo quando apresentarem doenças de menor relevância como, por exemplo,
infecções virais. Uma vez que as pessoas correm mais risco de infecções, elas
devem receber vacinas contra infecções pneumocócicas, meningocócicas,
gripais e por Haemophilus influenza tipo b. A vacinação contra a COVID-19
também é recomendada. As crianças normalmente tomam penicilina por via oral
a até no mínimo os 5 anos de idade.
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Há medicamentos que podem ajudar a controlar a anemia falciforme. Por
exemplo, a hidroxiureia aumenta a produção de uma forma de hemoglobina
encontrada principalmente em fetos e que diminui a quantidade de glóbulos
vermelhos que adquirem forma de foice. Dessa forma, ela reduz a frequência
das crises falciformes e da síndrome torácica aguda.
Outros medicamentos que podem ajudar a controlar os sintomas e as
complicações da anemia falciforme incluem a L-glutamina, o crizanlizumabe e o
voxelotor.
Controle da anemia
As pessoas recebem folato, uma vitamina que ajuda o corpo a fabricar
novos glóbulos vermelhos.
Pode-se administrar transfusões de sangue para corrigir a anemia.
Aliviar os sintomas
As crises falciformes talvez precisem de hospitalização. A pessoa recebe
oxigênio e soluções pela veia (por via intravenosa) conforme necessário e
medicamentos para aliviar a dor. É possível que sejam administradas
transfusões de sangue e oxigênio. Quadros clínicos que possam ter causado a
crise, como infecções, são tratados.
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Conclusão
Depois da pesquisa feita concluímos que a anemia falciforme é uma
doença hereditária, caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do
sangue, tornando-os parecidos com uma foice. A anemia falciforme pode se
manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns
sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais.
Os sintomas geralmente aparecem da seguinte: Crise aplásica, Síndrome
torácica aguda e Sequestro hepático. Caso o indivíduo apresentar estes
sintomas é recomendada se dirigir num hospital, para o melhor
acompanhamento.
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Referências Bibliográficas
Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Doença falciforme: manual do
paciente
Ministério da Saúde. Manual da anemia falciforme para a população.
Anemia falciforme, uma doença caracterizada pela alteração no formato
das hemácias
Publicado em 2015 na revista Saúde em Foco, este artigo é de autoria de
A.C.B. Monteiro et. al.
Anemia falciforme: desafios e avanços na busca de novos fármacos
Publicado em 2012 na revista Química Nova, este artigo é de autoria de
L. Santos e C. Chin
Diagnóstico por imagem na avaliação da anemia falciforme
Publicado em 2008 na revista Ver. Bras. Reumatol., este artigo é de
autoria de M. Yanaguizawa et. al.
Traço Falciforme: estudo comparativo de técnicas laboratoriais utilizadas
para a triagem da doença
Publicado em 2010 na revista Visão acadêmica, este artigo é de autoria
de E. J. Woitowicz, R. Henneberg, P. H. Silva e A. J. Nascimento
Anemia falciforme: abordagem diagnóstica laboratorial
Publicado em 2014 na revista Rev. Ciênc. Saúde Nova Esperança, este
artigo é de autoria de A. K. B. Figueiredo de, et. al.
Anemia falciforme e abordagem laboratorial
Publicado em 2005 na revista Rev. bras. hematol. hemoter., este artigo é
de autoria de KDA Nogueira et. al.
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