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Coleta e Análise de Material Cérvico-Vaginal

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RELATÓRIO DE PRÁTICA 01

Bruna Eduarda Freitas Monteiro


01467460
RELATÓRIO 02
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS
ENSINO DIGITAL DATA:
______/______/______

RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica

DADOS DO(A) ALUNO(A):

NOME: Bruna Eduarda Freitas Monteiro MATRÍCULA:01467460


CURSO: Farmácia POLO: Boa Viagem
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):

ORIENTAÇÕES GERAIS:

 O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e
 concisa;
 O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema;
 Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado);
 Tamanho: 12;
Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm;
 Espaçamento entre linhas: simples;
 Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado).

TEMA DE AULA: COLETA GINECOLÓGICA E ELEMENTOS CELULARES

RELATÓRIO:

1. COLETA DO MATERIAL CÉRVICO-VAGINAL

A. Qual é o procedimento correto para a coleta do material cérvico-vaginal e


quais são os instrumentos utilizados?
O procedimento inclui algumas especificações como:
1- Preparo do paciente quanto as recomendações prévias que devem ser
seguidas antes da realização do exame, como: evitar duchas e cremes
vaginais ou a realização de relações sexuais nas 48 horas antes à coleta, pois
pode interferir os resultados do exame;
2- No momento da realização do exame, a paciente deve ser posicionada em
decúbito dorsal em posição ginecológica;
3- O profissional inicialmente deve realizar a inspeção externa para verificar a
presença de lesões, sinais de inflamação e/ou secreções anormais;
4- Após a inspeção externa, usa-se um espéculo vaginal esterilizado na vagina
para permitir a visualização do colo do útero;
RELATÓRIO 02
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5- Para a coleta de amostra é utilizado a espátula de Ayre para raspar


suavemente a superfície do colo do útero e da parede vaginal, obtendo
material para análise; escova endocervical para a coleta de células do canal
endocervical; e Swab para coletar secreções vaginais para testes
microbiológicos;
6- O material coletado deve ser transferido para lâminas (exames citológicos) e
para meios de transporte adequados (cultura microbiológica);
7- Após a coleta, o espéculo pode ser removido e o material coletado deve ser
imediatamente fixado (no caso de citologia), com fixador que preserva as
células ou processado de acordo com o tipo de exame solicitado.

B. Quais são os critérios de qualidade para a amostra de material cérvico-


vaginal coletada e como isso pode influenciar o diagnóstico final?
A qualidade da amostra de material cérvico-vaginal coletada é crucial para a
precisão do diagnóstico. Alguns critérios podem afetar o resultado do exame
como: A quantidade de material que deve ser suficiente para permitir uma análise
representativa, evitando escasso material e repetição do exame pela paciente;
excesso de muco, sangue ou células inflamatórias também comprometem a
leitura das células epiteliais na lâmina; a não fixação imediata do material, que
afeta a preservação da integridade celular, ocasionando a degradação e geração
de artefatos, dificultando a interpretação dos resultados; a amostra deve estar
livre de contaminantes, como lubrificantes ou resíduos de duchas vaginais, que
podem interferir na avaliação microscópica. Ademais, é importante que o
profissional se atente para uma adequada identificação e rotulagem das
amostras para evitar erros de identificação que podem comprometer o
diagnóstico e o tratamento subsequente.
Quando esses critérios de qualidade não são atendidos, há um risco
significativo de falsos negativos, os quais lesões ou infecções podem não ser
detectadas, resultando em um diagnóstico incorreto. Amostras mal fixadas, mal
coletadas ou contaminadas podem ainda levar a dificuldades na interpretação ou
à necessidade de repetição do exame, atrasando o diagnóstico e o início do
tratamento adequado.
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C. Descreva as características visuais observadas em cada uma das regiões


anatômicas do colo uterino durante o exame.

Ectocérvice:

 Aparência Normal: revestido por epitélio escamoso estratificado, que tem uma
aparência suave, rosada e uniforme. Nas bordas do orifício externo do colo, o
epitélio pode ser ligeiramente mais pálido.
 Possíveis Alterações Patológicas: a ectocérvice pode apresentar lesões
visíveis, como áreas esbranquiçadas (leucoplasia), erosões, úlceras ou zonas
de sangramento, indicando infecções, inflamações ou alterações pré-
cancerosas.

Endocérvice:

 Aparência Normal: revestido por epitélio glandular colunar, que é delicado e


de coloração avermelhada e brilhante. Pode ser visível na forma de
secreções claras ou esbranquiçadas saindo do canal.
 Possíveis Alterações Patológicas: Alterações no padrão do muco cervical,
como secreções purulentas, podem ser um sinal de infecção. O epitélio
glandular também pode exibir áreas friáveis (que sangram facilmente) ou
nódulos, que podem ser indicativos de alterações inflamatórias ou
neoplásicas.

Junção Escamocolunar:

 Aparência Normal: Essa área pode apresentar uma transição abrupta entre o
epitélio escamoso rosado e o epitélio colunar avermelhado.
 Possíveis Alterações Patológicas: Áreas de alteração da coloração, como
manchas esbranquiçadas após aplicação de ácido acético (em exames como
a colposcopia), podem indicar lesões pré-cancerosas.

Orifício Externo do Colo Uterino:


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 Aparência Normal: Em mulheres que nunca tiveram filhos, o orifício externo


tende a ser arredondado ou pontiagudo, enquanto em mulheres que já
passaram por partos vaginais, ele pode ter uma aparência mais ovalada ou
alargada. O epitélio ao redor do externo é tipicamente uniforme e rosado.
 Possíveis Alterações Patológicas: O externo pode apresentar secreções
anormais (purulentas ou sanguinolentas), sugerindo infecções ou
inflamações.

Vascularização Cervical:

 Aparência Normal: A vascularização normal do colo do útero é discreta, e


pequenos vasos sanguíneos podem ser visualizados na ectocérvice. O fluxo
sanguíneo é uniforme e sem áreas visíveis de dilatação ou rompimento.
 Possíveis Alterações Patológicas: Áreas de vascularização anormal, como
vasos proeminentes, padrões em mosaico ou pontilhado (quando observados
em exames colposcópicos), podem ser sinais de neoplasia cervical ou
inflamação crônica.

D. Descreva as técnicas de fixação e coloração do material cérvico-vaginal


para análise microscópica.

1. Fixação do Material Cérvico-Vaginal:


A fixação é a primeira etapa após a coleta das células do colo uterino,
garantindo que as estruturas celulares sejam preservadas para que possam ser
analisadas posteriormente ao microscópio.

a) Fixação em Solução de Álcool:


Método mais comum: As lâminas contendo o material coletado são
imediatamente imersas ou pulverizadas com uma solução fixadora, geralmente
composta por etanol a 95% ou álcool isopropílico que desidrata as células e impede
sua autólise, preservando os detalhes morfológicos das estruturas celulares. O
Tempo ideal de fixação é de preferencialmente dentro de 10 segundos, para evitar
artefatos que possam interferir na leitura microscópica.
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b) Fixação com Spray Fixador:


O spray fixador contém álcool e outros agentes que evitam a secagem das
células ao ar. Ele é pulverizado diretamente na lâmina contendo o material celular,
formando uma camada protetora. A vantagem de seu uso é a praticidade,
especialmente em locais sem laboratório próximo, pois o spray pode ser usado
rapidamente após a coleta. No entanto, é necessário atenção, pois a aplicação deve
ser uniforme para garantir que toda a superfície da lâmina esteja coberta e
protegida.
c) Fixação em Meio Líquido (Citologia em Meio Líquido):
Neste método, as células coletadas com a espátula e a escova endocervical
são transferidas para um frasco contendo um meio líquido fixador (geralmente à
base de etanol), em vez de serem espalhadas diretamente em lâminas. Esse
método melhora a preservação celular e permite uma preparação mais uniforme da
amostra, eliminando detritos ou excesso de muco. Esse método também possibilita
o uso da amostra para testes adicionais, como o de HPV.

2. Coloração do Material Cérvico-Vaginal:


Após a fixação, as lâminas são submetidas a técnicas de coloração para
permitir a visualização das células ao microscópio. A coloração mais comum para
exames citológicos cérvico-vaginais é a coloração de Papanicolau, que destaca as
estruturas celulares, facilitando a identificação de anormalidades.

a) Coloração de Papanicolau (PAP):


A coloração de Papanicolau é uma técnica de múltiplos passos que envolve o
uso de diferentes corantes para tingir o citoplasma, o núcleo e outras estruturas
celulares de maneira diferenciada.
Etapas principais da coloração de Papanicolau:
Hematoxilina: Corante básico que tinge os núcleos celulares de azul-escuro ou roxo.
Isso permite a visualização clara da forma, tamanho e integridade dos núcleos, que
é fundamental na identificação de células neoplásicas.
Corantes citoplasmáticos (Orange G e EA-50): Orange G tinge o citoplasma de
células queratinizadas (células superficiais) em tons de laranja. EA-50 (Eosina
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Azure) mistura de eosina Y e verde-luz e tinge o citoplasma de células não-


queratinizadas em tons de rosa e verde-azulado, ajudando a diferenciar os tipos
celulares (epitélio escamoso, glandular, células inflamatórias). Após a coloração, as
lâminas são imersas em diferentes soluções alcoólicas para remover o excesso de
corante e destacar os contrastes entre os núcleos e o citoplasma.

b) Coloração de Giemsa (opcional em algumas situações):


Em alguns casos, a coloração de Giemsa pode ser utilizada, especialmente
em citologias que visam a detecção de infecções por parasitas ou outras condições
que não são tão claramente visualizadas com a coloração de Papanicolau. O
corante tinge os núcleos de azul e o citoplasma em tons de rosa ou púrpura. É
indicada para detectar infecções, como Trichomonas vaginalis ou células
inflamatórias atípicas.

2. ELEMENTOS CELULARES

A. Quais são as principais características morfológicas das células que


compõem o epitélio escamoso e o epitélio glandular do colo uterino?
As células do epitélio escamoso são grandes, achatadas e queratinizadas na
superfície, enquanto as do epitélio glandular são alongadas e produtoras de
muco, com núcleos basais e citoplasma claro. Essas características são
essenciais para a distinção e a avaliação das amostras cérvico-vaginais durante a
análise citológica.

B. Adicione fotos das células do epitélio escamoso e glandular observadas


durante o exame, destacando suas características distintivas.
Durante a aula prática, foi informado que não há lâminas com células dos
epitélios escamoso e glandular disponíveis. Assim, o docente sugeriu que
inseríssemos uma imagem proveniente de uma fonte publicada como
alternativa.
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Figura 1 – Epitélio escamoso

Legenda: Histologia com coloração HE, aumento de 400x. O epitélio escamoso estratificado não
queratinizado exibe as camadas basal, parabasal, intermediária e superficial. À medida que as
células amadurecem, seu citoplasma se torna mais abundante. Esse processo de maturação
celular é influenciado pela atividade estrogênica. Em mulheres na menopausa sem terapia de
reposição hormonal, o epitélio tende a ser mais fino, frequentemente composto apenas pelas
camadas basal e parabasal. Fonte: Atlas de citopatologia ginecológica, MS, 2014.

Figura 2 – Células escamosas parabasais


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Legenda: Amostra cervical em citologia de meio líquido, aumento de 400x. Células escamosas
parabasais (com formato arredondado), indicadas pela seta, estão próximas a células
intermediárias (com formato poligonal). O citoplasma dessas células normalmente se cora em tons
de azul ou verde (cianofílico). Fonte: Atlas de citopatologia ginecológica, MS, 2014.

Figura 3 - Epitélio glandular endocervical

Legenda: Histologia com coloração HE, aumento de 100x Epitélio colunar simples, mucossecretor
endocervical. Fonte: Atlas de citopatologia ginecológica, MS, 2014.

Figura 4 - Esfregaço cervicovaginal.


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Legenda: Esfregaço cervicovaginal, coloração de Papanicolaou, aumento de 400x. Agrupamentos


de células endocervicais dispostas em "paliçada" são observados. Vistas de lado, essas células
exibem a típica forma colunar, com citoplasma delicado e núcleos localizados na região basal, de
formato arredondado ou oval, contendo cromatina finamente granular. Nota-se a constrição do
citoplasma próxima ao núcleo (indicado pela seta). Fonte: Atlas de citopatologia ginecológica, MS,
2014.

C. Quais são os estágios maturativos das células escamosas do colo uterino e


como cada estágio pode ser identificado microscópicamente?

Os estágios incluem as células basais, parabasais, intermediárias e


superficiais, e cada um deles pode ser identificado microscópicamente com base em
características morfológicas específicas.

1. Células Basais: Essas são as células mais jovens e imaturas, localizadas na


camada mais profunda do epitélio escamoso, próxima à membrana basal.
Microscópicamente, são pequenas, com citoplasma escasso e núcleos
grandes e redondos, apresentando uma alta relação núcleo-citoplasma. As
células basais raramente são observadas em esfregaços normais, pois não
se desprendem espontaneamente, mas podem ser vistas em casos de reparo
ou lesão;
2. Células Parabasais: Um pouco mais maduras que as basais, as células
parabasais são encontradas logo acima da camada basal. Elas têm um
citoplasma um pouco mais abundante do que as basais, mas ainda possuem
núcleos grandes e vesiculares. Assim como as células basais, elas não
costumam aparecer em esfregaços de mulheres em idade reprodutiva, mas
são mais frequentes em esfregaços de mulheres pós-menopáusicas, em que
o epitélio é mais atrofiado, ou em casos de inflamação ou lesão;
3. Células Intermediárias: Localizadas nas camadas médias do epitélio
escamoso, as células intermediárias têm citoplasma mais abundante, claro e
com bordas bem definidas. Seus núcleos são menores e mais uniformes em
comparação às células basais e parabasais. Essas células são comuns em
esfregaços de mulheres em idade fértil, especialmente durante a fase
proliferativa do ciclo menstrual. Elas podem ser observadas em grandes
quantidades e têm formato poligonal ou arredondado;
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4. Células Superficiais: São as células mais maduras e estão localizadas na


camada mais externa do epitélio escamoso. Microscópicamente, as células
superficiais são grandes, achatadas, com citoplasma eosinofílico (cor-de-rosa
na coloração de Papanicolau) e núcleos pequenos, picnóticos (muito
condensados) ou, às vezes, ausentes. Elas são frequentemente vistas nos
esfregaços vaginais normais de mulheres em idade reprodutiva,
especialmente durante a fase de ovulação. O grau de maturação dessas
células reflete a influência dos hormônios sexuais femininos, especialmente
os estrogênios;

D. Quais são os elementos não-epiteliais que podem ser encontrados no colo


uterino e qual é sua relevância clínica?

Há diferentes elementos não-epiteliais que podem ser encontrados, tais


como: células inflamatórias como leucócitos, que em elevada quantidade pode
indicar processo inflamatório ativo como cervicite e/ou condição infecciosa causa por
patógenos, como vaginites bacterianas, candidíase, entre outros; a presença de
hemácias em grande quantidade pode indicar sangramentos locais, como trauma da
coleta, menstruação, ou em situações patológicas, cervicite, pólipos, ou lesões
neoplásicas; também pode ser observados microrganismos no colo uterino, e sua
identificação para o diagnóstico de infecções é importante para início de tratamento;
cristais de charcot-leyden são elementos não-epiteliais que possui grande relevância
clínica, pois são formados a partir da degradação de eosinófilos, e aparecem como
estruturas alongadas bipiramidais, que pode indicar condições alérgicas ou
processos inflamatórios, assim como infecções parasitárias.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Saúde. Atlas de Citopatologia Ginecológica: Cervical e
Vaginal. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 12 out. 2024.

PEREIRA, S. M. Citopatologia Ginecológica: Teoria e Prática. 2. ed. Rio de


Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.
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Bruna Eduarda Freitas Monteiro
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RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica

DADOS DO(A) ALUNO(A):

NOME: Bruna Eduarda Freitas Monteiro MATRÍCULA: 01467460


CURSO: Farmácia POLO: Boa Viagem
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A):

ORIENTAÇÕES GERAIS:

 O relatório deve ser elaborado individualmente e deve ser escrito de forma clara e
 concisa;
 O relatório deve conter apenas 01 (uma) lauda por tema;
 Fonte: Arial ou Times New Roman (Normal e Justificado);
 Tamanho: 12;
Margens: Superior 3 cm; Inferior: 2 cm; Esquerda: 3 cm; Direita: 2 cm;
 Espaçamento entre linhas: simples;
 Título: Arial ou Times New Roman (Negrito e Centralizado).

TEMA DE AULA: CITOLOGIA INFLAMATÓRIA E ALTERAÇÕES PRÉ NEOPLASICAS E


NEOPLASICAS

RELATÓRIO:

1. CITOLOGIA INFLAMATÓRIA

A. Descreva quais são os principais micro-organismos que podem causar


infecções no colo uterino, como eles são identificados microscopicamente.
Os principais microrganismos que podem causar infecções no colo uterino
incluem bactérias, fungos, protozoários e vírus, cada um dos quais pode ser
identificado microscopicamente com características específicas, muitas vezes em
exames citológicos como o Papanicolau. A Gardnerella vaginalis é a bactéria
associada à vaginose bacteriana que pode ser identificada pela presença de “clue
cells” (células epiteliais recobertas por bactérias cocobacilares). Essas clue cells,
aparecem como bordas mal definidas, devido ao revestimento bacteriano denso.
A Neisseria gonorrhoeae é uma bactéria diplococo gram-negativa que causa
gonorreia, pode ser identificada pela presença de diplococos intracelulares em
leucócitos. A Candida albicans é o fungo mais comumente responsável por
candidíase vaginal e pode ser identificada na citologia, como leveduras ovais ou
pseudohifas alongadas. Essas estruturas aparecem claramente ao microscópio,
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muitas vezes acompanhadas de um fundo inflamatório com leucócitos e debris


celulares. A Trichomonas vaginalis é um protozoário flagelado que causa
tricomoníase, e é visualizada como uma célula oval ou arredondada com
movimento ativo, frequentemente com flagelos visíveis em exames a fresco. Em
esfregaços corados, pode aparecer de forma irregular, mas a identificação dos
flagelos é mais difícil. O HPV é um vírus de DNA que infecta o epitélio do colo
uterino e é a principal causa do câncer cervical. A infecção por HPV é identificada
pela presença de células coilocitóticas, que são células com grandes vacúolos
perinucleares e núcleos irregulares, características de uma infecção por HPV.
Essas alterações são observadas em esfregaços de Papanicolau e são
indicativas de lesões precursoras de câncer.

B. Adicione fotos dos micro-organismos identificados, destacando suas


características distintivas.

Figura 1 – Lâminas com os principais microrganismos que causam infecções


vaginais e colo uterino.
A D

Legenda: Em A, Gardnerella vaginalis, forma cocobacilar atípica, pleomórfica e dispersa entre os


componentes celulares; em B, Leptothrix, uma bactéria filamentosa associada frequentemente a
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Trichomonas, com longos filamentos bacterianos, finos e retangulares; em C, Candida sp. presença
de pseudo-hifas; em D, Células coilocíticas, características da infecção pelo HPV; e em E,
Trichomonas vaginalis, visualizadas pela a presença de pequenos núcleos excêntricos. Fonte: Barros
et al. (2020).

C. Qual é a importância clínica de identificar corretamente os micro-


organismos que podem causar infestações e infecções no colo uterino?
A identificação correta dos microrganismos que causam infecções e
infestações no colo uterino tem grande importância clínica, pois influencia
diretamente o diagnóstico, o tratamento adequado e a prevenção de
complicações mais graves. A presença de microrganismos patogênicos no trato
genital feminino pode desencadear uma série de consequências para a saúde
reprodutiva e geral da paciente, e, portanto, uma identificação precisa é essencial
para garantir o manejo eficaz.

D. Descreva os micro-organismos observados durante os exames e como eles


afetam o tecido cervical.
Como descrito anteriormente, a Gardnerella vaginalis é a bactéria associada à
vaginose bacteriana que pode ser identificada pela presença de “clue cells”
(células epiteliais recobertas por bactérias cocobacilares que fazem as bordas da
célula parecem borradas. Embora geralmente não causam inflamação cervical
severa, a vaginose bacteriana pode alterar o equilíbrio natural da flora vaginal,
levando a inflamação leve e risco de infecções secundárias. A Neisseria
gonorrhoeae é identificada em esfregaços por diplococos gram-negativos
intracelulares em leucócitos. Essa bactéria causa a cervicite purulenta e intensa
inflamação do tecido cervical, com edema e secreção purulenta. A Candida
albicans pode ser identificada na citologia, como leveduras ovais ou pseudohifas
alongadas. Essa espécie de fungo pode provocar inflamação no colo do útero,
conhecida como cervicite, resultando em sintomas como prurido, vermelhidão,
desconforto e secreção vaginal espessa e esbranquiçada. Assim como a Candida
albicans, a Trichomonas vaginalis também pode causar a cervicite. A T. vaginalis
é um protozoário flagelado que causa tricomoníase, e é visualizada como uma
célula oval ou arredondada com movimento ativo, frequentemente com flagelos
visíveis em exames a fresco. O HPV, por sua vez, é identificado pela presença de
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células coilocitóticas. Afeta o epitélio do colo uterino e é a principal causa do


câncer cervical.

2. ALTERAÇÕES PRÉ NEOPLASICAS E NEOPLASICAS

A. Descreva as características morfológicas das alterações pré-malignas


observadas no colo uterino.
As alterações pré-malignas no colo uterino, que são principalmente causadas
pela infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), envolvem
mudanças nas células epiteliais que podem progredir para câncer se não forem
detectadas e tratadas precocemente. Essas alterações são classificadas como
lesões intraepiteliais escamosas (LIE), e são divididas em dois principais tipos:
lesão intraepitelial escamosa de baixo grau (LSIL), que compreende células que
apresentam aumento leve no tamanho do núcleo (anisocariose), com contornos
nucleares irregulares. As células apresentam coilocitose, uma característica típica
de infecção por HPV, com halos perinucleares claros, devido à vacuolização do
citoplasma. Essas células ainda mantêm algumas características normais, mas
apresentam displasia leve; e lesão intraepitelial escamosa de alto grau (HSIL) que
são células mostram displasia moderada a severa, com núcleos maiores e mais
hipercromáticos (coloração nuclear mais intensa), além de perda de polaridade
nuclear. O citoplasma é reduzido em relação ao tamanho do núcleo (relação
núcleo-citoplasma alterada). As bordas celulares são irregulares, com atipias
nucleares significativas, e pode haver mitoses atípicas.

B. Descreva as características morfológicas celulares das neoplasias malignas


observadas no epitélio escamoso e glandular do colo uterino.
As características morfológicas do carcinoma de células escamosas incluem
células com grande variedade de tamanho e formas irregulares atípicas, núcleos
aumentados e hipercromáticos e cromatina densa. Geralmente é observado
atipias nucleares como contornos irregulares e deformados, com figuras de
mitose anômalas. Além disso, as células podem apresentar sinais de
queratinização anômala, com presença de queratina dentro de células malignas
(disqueratose), e queratinização incompleta (paraqueratose). Já o
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adenocarcinoma, as células que revestem as glândulas mostram atipias


significativas. Elas apresentam forma colunares, com perda das características
normais de polaridade celular. Assim como no carcinoma escamoso, as células
glandulares malignas possuem núcleos grandes e citoplasma relativamente
reduzido, com aumento da relação núcleo/citoplasma. Os núcleos são
aumentados e escurecidos, com cromatina densa e irregular. Há um aumento das
figuras de mitose, muitas vezes anormais, indicando proliferação celular
acelerada.

C. Descreva os efeitos celulares causados pelo HPV no tecido cervical.


Como já descrito na questão A, o HPV provoca alterações celulares no tecido
cervical que começam com alterações benignas e reversíveis, como a coilocitose,
e podem progredir para lesões pré-cancerosas (LSIL e HSIL) e, eventualmente,
para o carcinoma invasivo, caso a infecção persista e não seja tratada.

D. Adicione fotos das alterações pré-malignas observadas no colo uterino,


destacando suas características morfológicas

Figura 2 – Imagens do colo do útero normal e com lesões pré-malignas.

A B

Nota: Em A imagem do colo do útero normal; em B alterações sugestivas de lesões pré-malignas.


Fonte: International Agency for Research on Cancer.
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REFERÊNCIAS
BARROS, A. L. S.; LIMA, D. N. O.; AZEVEDO, M. D.; OLIVEIRA, M. L. Técnico em
citopatologia: Caderno de referência 1: Citopatologia ginecológica. Brasília:
Ministério da Saúde; Rio de Janeiro: CEPESC, 2012. Disponível em:
<[Link]
tecnico_citopatologia_caderno_referencia_1.pdf>. Acesso em: 21 out. 2024.

BRASIL. Ministério da Saúde. Atlas de Citopatologia Ginecológica: Cervical e


Vaginal. Brasília: Ministério da Saúde, 2012. Disponível em:
[Link]
Acesso em: 12 out. 2024.

International Agency for Research on Cancer. Cervical cancer prevention: A guide


for community health workers. Lyon: IARC, 2020. Disponível em:
[Link] Acesso em: 12 out. 2024.

PEREIRA, S. M. Citopatologia Ginecológica: Teoria e Prática. 2. ed. Rio de


Janeiro: Guanabara Koogan, 2018.

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