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Formação de Acólitos e Liturgia

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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO ............................................................................................................4

CAPÍTULO I – SOBRE OS
ACÓLITOS .............................................................................5
1 – Atribuição e Papel
2 – Posições dentro da Santa Missa
3 – Vestes Litúrgicas
4 – Posturas Corporais

CAPÍTULO II - O QUE TODO ACÓLITO DEVE SABER......................................................8


1 – Mandamentos da Lei de Deus
2 – Mandamentos da Igreja
3 – Sacramentos
4 – Pecados Capitais
5 – Obras de Misericórdia Corporais
6 – Obras de Misericórdia Espirituais
7 – Dons do Espírito Santo
8 – Bem-Aventuranças
9 – Símbolos de Fé
10 – O que é Liturgia?

CAPÍTULO III – MINISTROS DE DEUS ........................................................................12

1 – Ministros da Ordem Sacra


1.1 – Bispo
1.2 – Presbítero (Padre)
1.3 – Diáconos

2 – Ministros Particulares
2.1 – Leitores
2.2 – Salmista e Cantores
2.3 – Mestre de Cerimônias (cerimoniário)
2.4 – Acólitos
2.5 – Coroinhas
2.6 – Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística (MESCE)
3 – Funções do Povo de Deus

CAPÍTULO IV – TEMPO LITÚRGICO ...........................................................................16


1 – Duração do Ano Litúrgico

1
2 – Ciclos do Ano Litúrgico
3 – Calculando o Ano Litúrgico
4 – Evangelho e Evangelistas
5 – O Dia Litúrgico em geral
6 – O Domingo
7 – As solenidades, Festas e Memórias
8 – Os dias da Semana
9 – Tempos específicos
10 – Cores Litúrgicas

CAPÍTULO V – SANTA IGREJA DE CRISTO ..................................................................22


1 – Igreja Física
2 – Igreja Espiritual
2.1 Coríntios 12, 12-30
2.2 CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII

CAPÍTULO VI – OBJETOS LITÚRGICOS ......................................................................27


1 – Guia da Estrutura de uma Igreja
2 – Guia de Objetos Litúrgicos
3 – Guia de Livros Litúrgicos

CAPÍTULO VII – MISSA PARTE POR PARTE ................................................................28


1 – Ritos Iniciais
2 – Liturgia da Palavra
3 – Liturgia Eucarística
4 – Ritos de Encerramento

CAPÍTULO VIII –
ACÓLITO .........................................................................................36
1 – Regras Gerais
2 – Posições Corporais

CAPÍTULO IX –ACÓLITO DA PALAVRA ......................................................................40


1 – Antes da Missa
2 – Durante a Celebração
3 – Depois da Missa
4 – Outras considerações

CAPÍTULO X –ACÓLITO DA CREDÊNCIA ....................................................................42


1 – Funções e Atribuições
2 – Antes da Celebração
3 – Durante a Celebração
4 – Ritos Finais

2
CAPÍTULO XI – TURIFERÁRIO ...................................................................................43
1 – Função e Manuseio do Turibulo
2 – Antes da Missa
3 – Durante a Celebração
4 – Depois da Missa

AGRADECIMENTO ...................................................................................................46

3
INTRODUÇÃO

O bom acólito deve apresentar destaque e atitude, porque


sua atuação pode tornar uma celebração mais nobre ou
totalmente sem sentido. Boa parte do conhecimento se
adquire através do estudo da liturgia, no entanto, a
personalidade de um bom acólito somente pode ser
constituída através da sua vida pastoral.
Vale alertar que o uso desta apostila não substitui livros
litúrgicos e tão pouco a formação presencial juntamente
aos já acólitos. Em outras palavras, esta apostila é somente
um material de apoio à formação de jovens acólitos. É
necessário salientar, por isso, a importância da busca
continua dos párocos para o trabalho espiritual. Esta não
são somente recomendações, mas também uma forma de
admitir os limites desta apostila, principalmente no que
tange apoio espiritual. Isto, porque esta ferramenta de
estudo não tem ambição de ser um meio evangelizador,
mas somente um instrumento teórico.
Ao final do curso proposto aqui, o jovem acólito deverá ter a
capacidade de servir numa celebração litúrgica dominando
as qualidades e conceitos necessários para atuar na Santa
Missa. Este é o resultado de um conteúdo reservado para
familiarizar o jovem nas funções ao ofício deacólitos. Sendo
assim, a proposta concretizada neste instrumento se
reservou ao direito de abordar temas de forma simplificada
e didática. Portanto, tudo descrito já deve ser de
conhecimento de jovens com tais propostas.

4
Que Deus lhe guie neste Caminho de Formação!

CAPÍTULO I – SOBRE OS ACÓLITOS

1- Atribuição e Papel
Para que a celebração brilhe pelo decoro, simplicidade e ordem é
preciso um mestre de cerimonias, comumente chamado de
cerimoniário. Ele deve preparar e dirigir, em intima colaboração com
o celebrante e demais pessoas que tem por ofício coordenar as
diferentes partes da mesma celebração, sobretudo no aspecto
pastoral. Para tal haver um, dois ou mesmo uma equipe de
cerimoniários, sendo um deles o mestre de cerimonias e com os
demais acólitos para que cuidam de partes específicas da celebração.
O acólito deve ser perfeito conhecedor da sagrada liturgia, mas deve
ao mesmo tempo ser versado em material pastoral, para saber como
devem ser organizadas as celebrações, quer no sentido de fomentar a
participação frutuosas do povo, que no de promover o decoro das
mesmas. Ele deve observar as leis das celebrações sagradas, de

5
acordo com o seu verdadeiro espírito, bem como as legítimas
tradições da paróquia em questão, que forem de utilidade pastoral.
Deve em tempo oportuno, combinar com os cantores, assistentes,
ministros celebrantes tudo o que cada um tem a fazer e a dizer.
Porém, dentro da própria celebração, deve agir com suma discrição;
não fale sem necessidade; não ocupe o lugar dos diáconos ou dos
assistentes, pondo-se ao lado do celebrante; tudo, numa palavra,
execute com piedade, paciência e diligência. Além destas
orientações, o acólito deve:
 Participar das reuniões, missas e demais compromissos
assumidos;
 Ser pontual tanto nas celebrações quanto nas reuniões;
 Ser cuidadoso e zeloso com as coisas da Igreja e do altar, ou
seja, tratar os paramentos e objetos com respeito, afinal são
materiais usados no sacrifício eucarístico;
 Cultivar o gosto pela liturgia, oração e pela Sagrada Escritura,
reservando momentos diários de orações.

2- Posições dentro da Santa Missa


Dentro da Santa missa, o acólito pode atuar em quatro
posições: Principal; credência; turíbulo; e palavra.

 Acólito Principal (quando não há presente um


cerimoniário): responsável principalmente por
acompanhar o celebrante na condução da Santa Missa,
verificando inclusive o funcionamento de seu microfone. É
responsável também por organizar anteriormente a
celebração, supervisionar e acompanhar os trabalhos dos
demais ministros antes, durante e depois da missa, por
isso deve conhecer a liturgia. Além disto, deve conhecer
intimamente os rituais litúrgicos, em especial o Missal
Romano, organizando e zelando pelo seu bom estado.

 Acólito da Credência: responsável principalmente por


organizar a credência de forma a garantir que haja todos
os objetos necessários. Além disso, deve prestar auxílio
ao acólito principal na organização da Santa Missa, antes,
durante e depois. Ele também deve responder pelos
Acólitos e Coroinhas durante a celebração e deve
supervisionar com maior proximidade os trabalhos dos
demais acólitos.
6
 Acólito da Palavra: responsável principalmente pela
mesa da palavra, ou seja, prepara os leitores e salmista,
organiza o Lecionário e Evangeliário e verifica o
funcionamento dos microfones dos leitores e
comentaristas. A ele também cabe à organização das
procissões e da distribuição da comunhão. Além disso,
nos momentos mais serenos auxiliar o acólito da
credência.

 Turiferário: responsável pelo turíbulo e incenso durante


a Santa Missa. Ele tem o papel de manter os carvões
acesos e utilizar o turíbulo para incensar o povo, as
ofertas e outros santos objetos quando necessário. O
incenso dentro da Santa Missa serve para o proposito de
purificar o ambiente para o Sacrifício Eucarístico e elevar
as orações do povo aos anjos de Deus, assim como
descrito no antigo testamento no salmo 140, 2 e no novo
testamento em Apocalipse 8, 3-4, por isto deve ser
realizado com dignidade e estado de oração.

3- Vestes Litúrgicas
Na atuação de suas funções, o acólito deve estar trajado
obrigatoriamente com calça e sapatos, zelando pela dignidade
eucarística. A veste para as celebrações litúrgicas é composta
por túnica preta e sobrepeliz branca.

4- Posturas corporais
O acólito deve apresentar educação e classe ao se posicionar
durante a celebração, conotando assim a dignidade em servir a
Deus. Para isto segue abaixo algumas instruções gerais:
 Andar calmamente dentro da paróquia;
 Ser discreto durante a celebração;
 Não escorar nas paredes, nem deitar nas cadeiras;
 Evitar conversas paralelas e circulação excessiva no
presbitério;
 Ser organizado e higiênico, ou seja, estar limpo, cabelos
cortados e penteados, unhas cortadas e feitas, devidamente
calçado e bem arrumado;

7
 Lembrar-se de ser acólito também fora da Igreja, afinal Deus
está conosco o tempo todo;
 Zelar pelo silêncio dentro da Igreja e na Sacristia. Manter a
concentração e entrar em espírito de oração antes do
começo dos atos litúrgicos.

CAPÍTULO II – O QUE TODO ACÓLITO DEVE SABER

1 – Mandamentos da Lei de Deus


1º) Amar a Deus sobre todas as coisas
2º) Não tomar seu Santo Nome em vão
3º) Guardar Domingos e Festas
4º) Honrar Pai e Mãe
5º) Não Matar
6º) Não pecar contra a castidade
7º) Não furtar
8º) Não levantar falso testemunha
9º) Não desejar a mulher do próximo
10º) Não cobiçar as coisas alheias
2 – Mandamentos da Igreja
1º) Ouvir Missa inteira nos Domingos e festas de guarda
2º) Confessar-se ao menos uma vez a cada ano
3º) Comungar ao menos pela Páscoa da Ressurreição

8
4º) Jejuar e abster-se de carne quando manda a Santa Madre Igreja e
fazer penitência todas as sextas-feiras
5º) Pagar o Dizimo segundo o costume
3 – Sacramentos
1º) Batismo
2º) Crisma ou Confirmação
3º) Eucaristia
4º) Penitência ou Confissão
5º) Unção dos Enfermos
5º) Ordem
6º) Matrimônio
4 – Pecados Capitais
1º) Soberba;
2º) Avareza;
3º) Luxúria;
4º) Ira;
5º) Gula;
6º) Inveja;
7º) Preguiça;
5 – Obras de Misericórdia Corporais
1º) Dar de comer a quem tem fome
2º) Dar de beber a quem tem sede
3º) Vestir os nus
4º) Dar pousada aos peregrinos
5º) Visitar os enfermos e encarcerados
6º) Remir os cativos
7º) Enterrar os mortos

6 – Obras de Misericórdia Espirituais


1º) Dar bom conselho
2º) Ensinar os Ignorantes
3º) Corrigir os que erram
4º) Consolar os aflitos
5º) Perdoar as injúrias
6º) Sofrer com paciência as fraquezas do próximo
7º) Rogar a Deus pelos vivos e defuntos

7 – Dons do Espírito Santo


1º) Sabedoria; 2º) Entendimento;
4º) Conselho; 5º) Fortaleza;
6º) Ciência; 7º) Piedade;
8º) Temor de Deus.
8 – Bem-Aventuranças
9
1º) Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino de
Deus
2º) Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a terra
3º) Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados
4º) Bem-aventurados os que tem fome e sede de justiça, porque eles
serão saciados
5º) Bem-aventurados os que usam da misericórdia porque eles
alcançarão misericórdia
6º) Bem-aventurados os limpo de coração, porque eles verão a Deus
Nosso Senhor
7º) Bem-aventurados os pacíficos, porque ele serão chamados filhos
de Deus
8º) Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da
justiça, porque deles é o reino do céu.
9 – Símbolos de Fé
Os Símbolos de Fé são formulas criadas pela Igreja desde sua origem
e utilizadas para expressar sua própria fé em uma linguagem
normativa e comum a todos os fiéis, eles são chamados também de
“profissões de fé” ou “Credo”. Existem dois tipos de Símbolos de Fé,
sendo o mais antigo o “Símbolo dos Apóstolos” e o segundo o “Credo
Niceno-Constantinopolitano” criado nos Concílios Ecumênicos de
Nicéia (325) e de Constantinopla (381), sendo este segundo ainda
comum a todas as grandes Igrejas do Oriente e do Ocidente. Estes
dois símbolos são apresentados abaixo:

Símbolo dos Apóstolos

Creio em Deus Pai todo-poderoso,


Criador do céu e da terra.
E em Jesus Cristo, seu único Filho, Nosso
Senhor, que foi concebido pelo poder do
Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria;
padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado,
morto e sepultado; desceu à mansão dos
mortos; ressuscitou ao terceiro dia; subiu
aos céus, está sentado à direita de Deus Pai
todo-poderoso, donde há de vir julgar os vivos
e os mortos.
Creio no Espírito Santo, na santa Igreja Católica,
na comunhão dos santos, na remissão pecados,
na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

10
Credo Niceno-Constantinopolitano

Creio em um só Deus, Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra de


todas as coisas visíveis e invisíveis.
Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido
do Pai antes de todos os séculos: Deus de Deus, luz da luz, Deus
verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, consubstancial ao
Pai.
Por ele todas as coisas foram feitas e por nos homens, e para a nossa
salvação, desceu dos céus e se encarnou, pelo Espírito Santo, no seio
da Virgem Maria e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob
Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia
conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita
do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os
mortos; e o seu reino não terá fim.
Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do
Filho, e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, ele que falou pelos
profetas.
Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só
batismo para remissão dos pecados. E espero a ressureição dos
mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

10 – O que é Liturgia?

“Liturgia” quer dizer ação do povo, serviço do povo. A liturgia tem


uma alma: Toda expressão do culto, sem a fé, é um corpo sem alma.
Seria uma religiosidade fingida, que Deus não aceitaria. Com palavras
severas Ele condenou essa falsa piedade dos fariseus: “Este povo me
louva com os lábios, mas seu coração está longe de mim”
(Mt 15, 8).
Liturgia é, pois, o culto público da Igreja, que assume oficialmente as
palavras e os gestos de Jesus, bem como a fé e os sentimentos do
povo de Deus, tornando presente e atuante a Obra da Salvação. A
Liturgia inclui dois elementos: o divino e o humano. Ela nos leva ao
encontro pessoal com Deus, tendo como Mediado o próprio Cristo,
que, nascido de Maria, reúne em Si a Divindade e a Humanidade.
Estas duas dimensões não estão isoladas, uma completa a outra, ou
uma é consequência da outra na medida em que se glorifica a Deus,
se santifica. Na medida em que nos santificamos, glorificamos a
Deus. Elas encontram a sua plenitude dentro da Celebração Litúrgica,
que por sua vez apresenta alguns Elementos Constitutivos:
11
 Assembléia: Conjunto das pessoas que se reúnem para a
Santa Celebração;
 Ministros: Há ministros ordenados – Bispos, Padres, Diáconos
e também ministros não ordenados, nomeados dentro de uma
paroquia a fim de satisfazer as necessidades litúrgicas, são
exemplos: ministros extraordinários da eucarística, ministros da
palavra, ministros do batismo, coroinhas, acólitos, cerimoniários
e ministros para os diversos serviços da celebração litúrgica;
 Proclamação da Palavra de Deus: Leitura de um trecho da
Bíblia, determinado para a celebração;
 Palavra da Igreja (Homilia): Explicação da palavra
proclamada, homilia e orações;
 Ações Simbólicas: Ritos e símbolos mediantes os quais os
fiéis entram em comunhão com Deus;
 Cantos: Indispensável na celebração. Os cantos expressam
harmonia dos cristãos unidos pela mesma fé;
 Espaço: Local da celebração, mas significa também, ocasião
para se reforçar os laços de fraternidade, momento da
organização e busca por melhores condições de vida e
ambienta da festa humana;
 Tempo: é a sucessão de horas do dia e da noite, e também o
instante da graça de Deus – são momentos em que Deus, desde
toda a eternidade, vai realizando seu plano de salvação na
história humana.

CAPÍTULO III - MINISTROS DE DEUS

A Celebração Eucarística constitui uma ação de Cristo e da Igreja, que


é o “sacramento da unidade”, isto é, o povo santo, unido e ordenado
sob a direção do Bispo. Por isso, pertence a todo o Corpo da Igreja e o
manifesta e afeta; mas atinge a cada um dos seus membros de modo

12
diferente, conforme diversidade de ordens, ofícios e da participação
atual. Dessa forma, o povo cristão, “geração escolhida, sacerdócio
real, gente santa, povo de conquista”, manifesta sua organização
coerente e hierárquica. Todos, portanto, quer ministros ordenados,
quer fiéis leigos, exercendo suas funções e ministérios, façam tudo e
só aquilo que lhes compete.

1- Ministros da Ordem Sacra

1.1 – Bispo
Toda celebração legítima da Eucaristia é dirigida pelo Bispo
pessoalmente ou através dos presbíteros, seus auxiliares.
Quando o Bispo está presente à Missa com afluência do
povo, é de máxima conveniência que ele celebre a Eucaristia
e associe a si os presbíteros na sagrada ação como
concelebrantes. Isto se faz, não para aumentar a solenidade
exterior do rito, mas para manifestar mais claramente o
ministério da Igreja, “sacramento da unidade”.
Bispo, investido da plenitude do sacramento da Ordem, rege
a Igreja Particular, como vigário e legado de Cristo em
comunhão e sob a autoridade do Romano Pontífice, ou seja,
do Papa. Com efeito, “os Bispos constituídos pelo Espírito
Santo, são os sucessores dos Apóstolos como pastores das
almas, ... Cristo, na verdade, deu aos Apóstolos e aos seus
sucessores o mandato e o poder de ensinar todas as gentes,
de santificar os homens na verdade e de os apascentar. E
assim, os Bispos foram constituídos, pelo Espírito Santo que
lhes foi dado, verdadeiro e autêntico mestre da fé, pontífice
e pastores”.
Na verdade, o Bispo é “o administrador da graça do supremo
sacerdócio”, e dele dependem, no exercício do seu poder,
tanto os presbíteros, os quais para serem providos
cooperadores da ordem episcopal, são também eles
consagrados verdadeiros sacerdotes do Novo Testamento,
como os diáconos, os quais, ordenados para o ministério,
estão ao serviço do povo de Deus, em comunhão com o
bispo e o seu presbitério.

1.2 – Presbítero
O presbítero, que na Igreja tem o poder sagrado da Ordem
para oferecer o sacrifício em nome de Cristo, também está à
frente do povo fiel reunido, preside à sua oração, anuncia-lhe
a mensagem da salvação, associa a si o povo no
oferecimento do sacrifício a Deus Pai, por Cristo, no Espírito
Santo, dá aos seus irmãos o pão da vida eterna e participa

13
com eles do mesmo alimento. Portanto, quando celebra a
Eucaristia, ele deve servir a Deus e ao povo com dignidade e
humildade, e, pelo seu modo de agir e proferir as palavras
divinas, sugerir aos fiéis uma presença viva de Cristo.
Embora não gozem do sumo pontificado e dependam do
Bispo no exercício do seu poder, a eles estão, todavia,
unidos pela dignidade sacerdotal. Zelosos cooperadores da
ordem episcopal, seu instrumento e auxílio, chamado a
servir o povo de Deus, constituem com o seu Bispo um único
presbitério, e, sob a autoridade dele, santificam e regem a
parte do rebanho do Senhor que lhes foi confiada.

1.3 – Diáconos
Depois do presbítero, o diácono, em virtude da sagrada
ordenação recebida, ocupa o primeiro lugar entre aqueles
que servem na celebração eucarística. A sagrada Ordem do
diaconado, realmente, foi tida em grande apreço na Igreja já
desde os inícios da era apostólica. Na Missa, o diácono tem
partes próprias no anúncio do Evangelho e, por vezes, na
pregação da Palavra de Deus, na proclamação das intenções
da oração universal, servindo o sacerdote na preparação do
altar e na celebração do sacrifício, na distribuição da
Eucaristia aos fiéis, sobretudo sob a espécie do vinho e, por
vezes, na orientação do povo quanto aos gestos e posições
do corpo.
Os diáconos devem ser homens de boa reputação e cheios
de sabedoria, e deve ser tal o seu proceder, mediante o
auxilio de Deus, que sejam reconhecidos como verdadeiros
discípulos daquele que não veio para ser servido, mas para
servir, e viveu no meio dos seus discípulos como quem
serve. Fortalecidos pelo dom do Espírito Santo, prestam a
sua ajuda ao Bispo e seu presbítero, no ministério da
Palavra, do altar e da caridade. Enquanto ministros do altar,
anunciam o Evangelho, servem na celebração do Sacrifício,
distribuem o Corpo e o Sangue do Senhor. Em suma, os
diáconos considerem o Bispo como pai e ajudem-no como ao
próprio Senhor Jesus Cristo, Pontífice para sempre, presente
no meio do seu povo.

2 - Ministros Particulares

2.1 – Leitores
14
O Leitor é instituído para proferir as leituras da sagrada
Escritura, exceto o Evangelho. Pode igualmente propor as
intenções para a oração universal e, faltando o salmista,
proferir o salmo entre as leituras. Na falta de leitor instituído,
sejam delegados outros leigos, realmente capazes de
exercerem esta função e cuidadosamente preparados para
proferir as leituras da Sagrada Escritura, para que os fiéis, ao
ouvirem as leituras divinas, concebam no coração um suave
e vivo afeto pela Sagrada Escritura.

2.2 – Salmista e Cantores


Compete ao salmista proclamar o salmo ou outro cântico
bíblico colocado entre as leituras. Para bem exercer a sua
função é necessário que o salmista saiba salmodiar e tenha
boa pronúncia e dicção. Entre os fiéis, também exerce sua
função litúrgica o grupo dos cantores ou coral. Cabe-lhe
executar as partes que lhe são próprias, conforme diversos
gêneros de cantos, e promover a ativa participação dos fiéis
no canto.

2.3 – Mestre de Cerimônias (Cerimoniário)


O cerimoniário deve preparar e dirigir, em intima
colaboração com o celebrante e demais pessoas que têm por
oficio coordenar as diferentes partes da mesma celebração.
É conveniente, ao menos nas Igrejas Catedrais e outras
Igrejas Maiores, que haja algum mestre de cerimônias, a fim
de que as ações sagradas sejam devidamente organizadas e
exercidas com decoro, ordem e piedade pelos ministros
sagrados e pelos fiéis leigos.

2.4 – Acólitos
O acólito é instituído para o serviço do altar e para auxiliar o
sacerdote e o diácono. Compete-lhe principalmente preparar
o altar e os vasos sagrados, e, se necessário, distribuir aos
fiéis a Eucaristia, da qual é ministro extraordinário. No
ministério do altar, o acólito possui partes próprias que ele
mesmo deve exercer.
Não havendo acólito instituído, podem ser delegados
ministros leigos para o serviço do altar e ajuda ao sacerdote
e diácono, que levem a cruz, as velas, o turíbulo, o pão, o
vinho e a água; podem ainda ser ministros extraordinários
para a distribuição da sagrada Comunhão.

15
2.5 – Coroinhas
Coroinha é uma criança ou adolescente, que auxilia os
sacerdotes nas funções do altar. Em 1994, o papa João Paulo
II autorizou que meninas também servissem ao altar; a
Encíclica Redemptionis sacramentum prevê essa
circunstância. Atualmente, em algumas paróquias a função
de coroinha é permitida também às meninas, mas sua
autorização deve provir do Ordinário local. No Brasil,
confunde-se "coroinha" com "acólito", todavia, coroinha não
é um ministro instituído, isto é, ordenado pelo Bispo,
característica do acólito.

2.6 – Ministros Extraordinário da Sagrada Comunhão


Eucarística (MESCE):
O ministro extraordinário da comunhão é, um leigo a quem é
dada permissão, de forma temporária ou permanente, de
distribuir a comunhão aos fiéis, na missa ou noutras
circunstâncias, quando não há um ministro ordenado) que o
possa fazer. Chamam-se extraordinários porque só devem
exercer o seu ministério em caso de necessidade, e porque
os ministros ordinários (isto é, habituais) da comunhão são
apenas os fiéis que receberam o sacramento da ordem. Na
verdade, é a estes que compete, por direito, distribuir a
comunhão. Por esse motivo, o nome desta função é ministro
extraordinário da comunhão, e não da Eucaristia, visto que
apenas os sacerdotes são ministros da Eucaristia, e a função
dos ministros extraordinários da comunhão exerce-se
apenas na sua distribuição.

3 – Funções do Povo de Deus

Na celebração da Missa, os fiéis constituem o povo santo, o povo


adquirido e o sacerdócio régio, para dar graças a Deus e oferecer o
sacrifício perfeito, não apenas pelas mãos do sacerdote, mas
também juntamente com ele, e para aprender a oferecer-se a si
próprios. Esforcem-se, pois, por manifestar isto por meio de um
profundo senso religioso e da caridade para com os irmãos que
16
participam da mesma celebração. Por isso, evitem qualquer tipo
de individualismo ou divisão, considerando sempre que todos têm
um único Pai nos céus e, por este motivo, são todos irmãos entre
si.
Formem um único corpo, seja ouvindo a Palavra de Deus, seja
tomando parte nas orações e no canto ou, sobretudo, na oblação
comum do sacrifício e na comum participação da mesa do Senhor.
Tal unidade se manifesta muito bem quando todos os fiéis
realizam em comum os mesmos gestos e assumem as mesmas
atitudes externas. Os fiéis não se recusem a servir com alegria ao
povo de Deus, sempre que solicitados para algum ministério
particular ou função na celebração.

CAPÍTULO IV – TEMPO LITÚRGICO

No decorrer do ano, a Santa Igreja comemora em dias


determinados a Obra da Salvação de Cristo. Cada semana, no
domingo, é recordada a ressureição de Cristo, celebrada também,
uma vez por ano, na Paixão de Cristo, na solenidade máxima da
Páscoa. Durante o ciclo anual desenvolve-se todo o mistério de
Cristo e comemoram-se os aniversários dos Santos.
Nos vários tempos do ano litúrgico, segundo a disciplina
tradicional, a Igreja aperfeiçoa a formação dos fiéis por meio de
piedosos exercícios espirituais e corporais, pela instrução e oração,
e pelas obras e penitência e de misericórdia.

1 – Duração do Ano litúrgico


Desde pequenos aprendemos, na escola ou em casa, que há vários
tipos de “anos”: o ano letivo (período do ano em que há atividades
escolares); o ano civil (o ano oficial que começa no dia 1 de janeiro
e termina no dia 31 de dezembro); o ano solar (período em que
17
ocorrem os movimentos da terra em torno do sol); e outros anos.
Desta mesma forma dentro da liturgia há um ano com limites
distintos dos demais, chamado de ano litúrgico, ele começa no
primeiro dia do Advento e termina na festa de Cristo Rei do
Universo, ou seja, tem seu início e termino em meados do final de
novembro e início de dezembro.

2 – Ciclos do Ano Litúrgico


No ano civil cada ano é diferente do outro: datas em dias da
semana distintos e a existência do ano bissexto. Assim como no
ano civil, o ano litúrgico apresenta variações em relações ao seu
ano, não somente na variação das datas, mas principalmente das
leituras. Isto porque o Ano litúrgico é divido em três grandes ciclos,
cada um correspondente a uma letra e um evangelista: Ano A –
São Mateus; Ano B – São Marcos; Ano C – São Lucas. Quando
percorremos todos os três ciclos conseguimos percorrer também
toda a palavra das Sagradas Escrituras. Mas nos perguntamos, não
são quatro Evangelistas, onde está São João? O Evangelho de São
João, devido a sua característica festiva e solene, é utilizado nas
solenidades e festas no transcorrer dos outros ciclos.

3 – Calculando o Ano Litúrgico


Para se calcular o ano litúrgico em que nos encontramos, devemos
saber se o ano é múltiplo de 3, para isso, somasse todos os
algarismo, caso o resultado seja múltiplo de 3 estamos no ano C
(2010 => 2+0+1+0=3), caso não seja basta verificar se o
resultado é menor do que o múltiplo mais próximo, sendo assim
ano B (2012 => 2+0+1+2=5<6), ou se é maior, sendo assim o
ano A (2011 => 2+0+1+1=4>3).
Além disto, os anos são divididos em pares e impares. Esta divisão
serve como reverência para as leituras da semana, a cada ano
dentro do ciclo litúrgico a leitura da mesma missa será diferente.
Desta forma ao final dos três anos, caso o católico comparece
diariamente a Santa Missa, terá lido a bíblia inteira. Neste caso a
divisão é logica mesmo, por exemplo 2000 => ano par / 2007 =>
ano ímpar.

4 – Evangelho e Evangelistas
Quer dizer boa nova e, realmente, nada do que aconteceu antes
ou depois de Cristo tem a importância da Revelação que o
Evangelho nos traz. As pessoas convertidas logo o percebem.
Todos os que descobrem Jesus sabem disto: o Evangelho é a boa
nova, todas as outras coisas não passam de novidades mais ou
menos interessantes.

18
Os Evangelhos são quatro de: S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S.
João. Tendo cada um o próprio estilo, todos narram a vida de Jesus.
Santo Agostinho vê neste número o símbolo dos quatro pontos
cardeais, que significa que os evangelhos devem ser pregados nos
quatro cantos da terra. O profeta Ezequiel (Ez 1, 5s), falando de
suas visões, afirma que lhe apareceram quatro animais simbólicos:
em um sobressaia o rosto humano, e nos outros, respectivamente,
a cabeça de boi, de águia e de leão - estranhos seres figurativos
dos evangelistas.

São Mateus: Começa seu Evangelho pela série dos antepassados


de quem, como homem, Jesus descende, ele é representado pelo
animal com rosto de homem. Escreveu visando, particularmente,
converter os judeus. Insiste nas profecias messiânicas e demonstra
sua plena realização em Jesus Cristo.

São Marcos: Inicia sua narrativa com a história de São João


Batista, cuja "voz se faz ouvir no deserto", tem, por símbolo, o
leão. Destinou seu Evangelho aos pagãos convertidos, procurando
demonstrar a Divindade de Jesus pelos prodígios que praticou, por
seu comprovado poder sobre os elementos da natureza e sobre os
demônios, cuja inegável representação eram os ídolos do
paganismo.

São Lucas: Inicia seu Evangelho falando do sacerdócio de


Zacarias, sacerdote e sacrificador da Antiga Lei, motivo por que é
designado pelo touro. Foi companheiro de São Paulo. Destinou seu
Evangelho a pagãos e judeus. Narra particularidades que os outros
calaram, principalmente sobre a Virgem Maria.

São João: Inicia seu livro com o belíssimo "No princípio era o
Verbo..." só poderia ser figurado pela águia. Foi o "discípulo
amado" e o que deu maiores provas de fidelidade a seu mestre,
sendo o único a não abandoná-lo em sua paixão. Escreveu com o
fim expresso de demonstrar que Jesus é o Messias prometido no
qual é necessário crer para alcançar a vida eterna.

Os quatro evangelistas se entrelaçam e se completam. No entanto,


diz São João que "muitos outros prodígios fez ainda Jesus, na
presença de seus discípulos, mas que não foram escritos neste
livro". E acrescenta: "Estes, porém, foram escritos, a fim de que
creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo,
tenhais a vida em seu nome"

19
(Jo 20, 30-31).

(Adaptado do site catequisar.com.br)

5 – O Dia Litúrgico em geral


Todos os dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do Povo
de Deus, principalmente pelo Sacrifício Eucarístico e pelo Ofício
Divino. A duração do dia litúrgico se estende desde meia-noite até
a próxima meia-noite. A celebração do domingo e das solenidades,
porém, começa com as vésperas do dia precedente, ou seja, o
Domingo Litúrgico começa aproximadamente às 18h do sábado e
termina meia-noite do domingo.

6 – O Domingo
No primeiro dia de cada semana, que é chamado dia do Senhor ou
domingo, a Igreja, por uma tradição apostólica que tem origem no
próprio dia da Ressurreição de Cristo, celebra o mistério pascal.
Por isso, o domingo deve ser tido como o principal dia de festa.
Por causa de sua especial importância, o domingo só cede sua
celebração às solenidades e às festas do Senhor, contudo, os
domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa gozam de
precedência sobre todas as festas do Senhor e todas as
solenidades. As solenidades que ocorram nestes domingos sejam
antecipadas para sábado.

7 – As solenidades, Festas e Memórias


No ciclo anual, a Igreja, celebrando o mistério de Cristo, venera
também com particular amor a Santa Virgem Maria, Mãe de Deus,
e propõe à piedade dos fiéis as memórias dos Mártires e outros
Santos.
Os Santos de importância universal são celebrados
obrigatoriamente em toda a Igreja; os outros são escritos no
calendário para serem celebrados facultativamente, ou serão
deixados ao culto de alguma Igreja local, nação ou família
religiosa.
As celebrações, que se distinguem segundo sua importância, são
denominadas: solenidade, festa e memória.

20
Solenidades: são constituídas pelos dias mais importantes, cuja
celebração começa no dia precedente com as Primeiras Vésperas.
Algumas solenidades são também enriquecidas com uma Missa
própria para uma Vigília, que deve ser usada na véspera quando
houver Missa Vespertina. As celebrações das duas maiores
solenidades, Páscoa e Natal, prolongam-se por oito dias seguidos.
Ambas as oitavas são regidas por leis próprias;

Festas: são celebradas no limite dos dias naturais, por isso não
tem Primeiras Vésperas, a não ser que se trate de festa do Senhor
que ocorrem nos domingos do Tempo Comum e do Tempo do
Natal, cujo Ofício substitui;

Memórias: obrigatórias ou facultativas; sua celebração, porém, se


harmoniza com a celebração do dia de semana ocorrente, segundo
as normas expostas nas Instruções Gerais sobre o Missal Romano
e a Liturgia das Horas; As memórias obrigatórias que ocorrem na
semana da Quaresma somente são celebradas como facultativas.
Não se pode celebrar várias memorias facultativas no mesmo dia,
neste caso se prioriza apenas uma e se omite as outras;

8 – Os dias da Semana
Os dias que seguem o domingo são chamados dias de semana,
celebram-se de diversos modos, segundo sua importância própria:

21
 Quarta-Feira de Cinzas; os dias de semana da Semana Santa,
de Segunda a Quinta-Feira inclusive, têm preferência a todas as
outras celebrações;

 Os dias de semana do Advento, de 17 a 24 de dezembro


inclusive, e todos os dias de semana da Quaresma têm
preferência às memórias obrigatórias;

 Todos os outros dias de semana cedem o lugar às solenidades e


festas, e se combinam com as memórias.

9 – Tempos específicos

Tempo do Advento: possui característica dupla, sendo um tempo de


preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a
primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um
tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações
para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por
este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como um
tempo de piedosa e alegre expectativa. O tempo do Advento começa
com as Primeiras Vésperas do domingo que cai no dia 30 de
novembro ou no domingo que lhe fica mais próximo, terminando
antes das primeiras vésperas do Natal. Os dias de semana dos dias
17 a 24 de dezembro inclusive visam de modo mais direto a
preparação do Natal do Senhor.

Tempo do Natal: a Igreja nada considera mais venerável, após a


celebração anual do mistério da Páscoa, do que comemorar o Natal
do Senhor e suas primeiras manifestações, o que se realiza no Tempo
do Natal. O tempo do Natal vai das Primeiras Vésperas do Natal do
Senhor ao domingo depois da Epifania ou ao domingo depois do dia 6
de janeiro inclusive. A Missa da Vigília do Natal é celebrada à tarde do
dia 24 de dezembro, antes ou depois das Primeiras Vésperas.

Tempo Comum: além dos tempos que têm característica própria,


restam no ciclo anual trinta e três ou trinta e quatro semanas nas
quais não se celebra nenhum aspecto especial do mistério do Cristo;
comemora-se nelas o próprio mistério de Cristo em sua plenitude,
principalmente aos domingos, este período é chamado de Tempo
Comum. Ele começa na segunda-feira que segue ao domingo depois
do dia 6 de janeiro e se estende até a terça-feira antes da Quaresma
inclusive; recomeça na segunda-feira depois do domingo de
Pentecostes e termina antes das Primeiras Vésperas do 1º domingo
do Advento.

22
Tempo da Quaresma: visa preparar a celebração da Páscoa; a
liturgia quaresmal, com efeito, dispõe para a celebração do mistério
pascal tanto os catecúmenos, pelos diversos graus de iniciação cristã,
como os fiéis, pela comemoração do batismo e pela penitência. O
tempo da Quaresma vai de Quarta-Feira de Cinzas até a Missa na
Ceia do Senhor exclusive. Do início da Quaresma até a Vigília pascal
não se diz o Aleluia.

Tríduo Pascal: começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor,


possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do
domingo da Ressureição. O sagrado Tríduo Pascal resplandece como
o ápice de todo o ano litúrgico. O Tríduo Pascal é composto pela
Sexta-Feira da Paixão do Senhor, Vigília Pascal e a Festa da
Ressureição.

Tempo Pascal: os cinquenta dias entre o domingo da Ressureição e


o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação,
como se fossem um só dia de festa, ou melhor, “como um grande
domingo”. É principalmente nesses dias que se canta o Aleluia.

10 – Cores Litúrgicas
As cores litúrgicas servem para manifestar externamente o caráter
dos mistérios celebrados, e também a consciência de uma vida cristã
que progride com o desenrolar do ano litúrgico.

Branco: usado nos Ofícios e Missas do Tempo pascal e do Natal do


Senhor; além disso, nas celebrações do Senhor, exceto as de sua
Paixão, da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, dos
Santos não Mártires, nas solenidades de Todos os Santos (1º de
novembro), de São João Batista (24 de junho), nas festas de São João
Evangelista (27 de dezembro), da Cátedra de São Pedro (22 de
fevereiro) e da Conversão de São Paulo (25 de janeiro). Esta cor
simboliza a Luz, tipificando a inocência e a pureza, alegria e a glória.
Ela pode ser substituída pelas cores douradas ou prateadas.

Vermelho: é usado no domingo da Paixão e na Sexta-feira da


Semana Santa, no domingo de Pentecostes, nas celebrações da
Paixão do Senhor, nas festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e
nas celebrações dos Santos Mártires. Simboliza as línguas de fogo em
Pentecostes, o sangue derramado por Cristo e pelos mártires, além
de indicar a caridade inflamante.

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Verde: se usa nos Ofícios e Missas do Tempo Comum. Simboliza a
cor das plantas e árvores, ou seja, a cor da vida, além disto,
prenuncia a esperança na vida eterna.

Roxo: é usado no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode também


ser usado nos Ofícios e Missas dos Fiéis defuntos. Significa penitência,
aflição e melancolia, além de representar estado de espera em Cristo.

Preto: pode ser usado, onde for costume, nas Missas dos Fiéis
Defuntos. Significa luto, tristeza e a morte, tudo resumido na
escuridão do sepulcro. Ele pode ser substituído pela cor Roxa.

Rosa: pode ser usado, onde for costume, nos domingos Gaudete (III
do advento) e Laetare (IV da Quaresma). Esta cor pode ser
substituída pela cor Roxa.

Obs.: em dias mais solenes podem ser usadas vestes


sagradas festivas ou mais nobres, mesmo que não sejam da
cor do dia.

CAPÍTULO V – SANTA IGREJA DE CRISTO

1 – Igreja Física
A Igreja é composta por duas dimensões, a física e a espiritual. A
Igreja espiritual faz referência a toda comunidade que compõe este
santuário, as pastorais, devotos e ministros. Além desta, também
existe a Igreja como estrutura física. Este tópico tem como objetivo
orientar o acólito quanto a composição desta dimensão física, para
posteriormente trabalharmos um pouco mais a Igreja Espiritual na
teoria.

Nave: é o interior da igreja. Nela se localizam: o presbitério, a


entrada principal do santuário, a entrada para capela, a entrada da
sacristia. É o local reservado para a comunidade poder assistir as
celebrações.

Presbitério: local mais elevado em relação ao nível do chão dentro


da nave em que estão localizados: o altar, a cadeira do presidente, o
crucifixo e o ambão.

Altar: mesa localizada no presbitério, em que é realizada a santa


ceia. Ela também representa o próprio Jesus na Liturgia, por isso,
sempre que atravessar o Altar, deve-se realizar uma venha.

24
Ambão: mesa localizada no presbitério, em que é realizada a liturgia
da palavra. É o local em que se é pronunciado a palavra de Deus, por
isso ele sempre deve estar localizado em um ponto em que a
transmissão seja mais clara.

Credencia: devido a sua extrema importância, é aconselhável que o


altar tenha sobre ele um número limitado de objetos, a fim de gerar
destaque somente ao Mistério Eucarístico. A credencia, portanto, é
uma mesa auxiliar ao altar, em que ficam todos os objetos. Nas
igrejas antigas se localizava junto ao altar.

Sacristia: local reservado para guardar todos os objetos, vestes e


livros litúrgicos. Além de também ser o local designado para que o
clero e ministros se paramentem antes da celebração. Por ser um
local de meditação pré-celebração é necessário que se guarde um
silencio e respeito neste local.
Capela: nela, como já é de se conhecer, está localizado o sacrário,
com Cristo Eucarístico para adoração. Além disso, também são
realizadas as celebrações com um contingente menor de pessoas. Por
ser o local de descanso de Jesus é necessário extremo respeito,
silencio e contemplação.

Batistério: como o próprio nome já revela, este é o local em que se


realiza o ritual do batismo. Ela é uma sala anexa à nave da igreja em
que se localiza uma pia batismal fixa. Nos santuários em que não há
tal sala, esse ritual é realizado através de uma pia batismal localizado
na própria nave ou no presbitério.

2 – Igreja Espiritual

2.1 Coríntios 12, 12-30

Porque, como o corpo é um todo tendo muitos membros, e todos os


membros do corpo, embora muitos, formam um só corpo, assim
também é Cristo. Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para
formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos

25
fomos impregnados do mesmo Espírito. Assim o corpo não consiste
em um só membro, mas em muitos. Se o pé dissesse: Eu não sou a
mão; por isso, não sou do corpo, acaso deixaria ele de ser do corpo? E
se a orelha dissesse: Eu não sou o olho; por isso, não sou do corpo,
deixaria ela de ser do corpo? Se o corpo todo fosse olho, onde estaria
o ouvido? Se fosse todo ouvido, onde estaria o olfato? Mas Deus
dispôs no corpo cada um dos membros como lhe aprouve. Se todos
fosse um só membro, onde estaria o corpo? Há, pois, muitos
membros, mas um só corpo. O olho não pode dizer à mão: Eu não
preciso de ti; nem a cabeça aos pés: Não necessito de vós. Antes,
pelo contrário, os membros do corpo que parecem os mais fracos, são
os mais necessários. E os membros do corpo que temos por menos
honrosos, a esses cobrimos com mais decoro. Os que em nós são
menos decentes, recatamo-los com maior empenho, ao passo que os
membros decentes não reclamam tal cuidado. Deus dispôs o corpo de
tal modo que deu maior honra aos membros que não a têm, para que
não haja dissensões no corpo e que os membros tenham o mesmo
cuidado uns para com os outros. Se um membro sofre, todos os
membros padecem com ele; e se um membro é tratado com carinho,
todos os outros se congratulam por ele. Ora, vós sois o corpo de
Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros.

2.2 CARTA ENCÍCLICA DO PAPA PIO XII

O CORPO MÍSTICO DE JESUS CRISTO (Adaptado)

Jesus crucificado não só reparou a justiça do Eterno Pai ofendida,


senão que nos mereceu a nós, seus consanguíneos, inefável
abundância de graças. Essas graças podia ele distribuí-las
diretamente por si mesmo a todo o gênero humano. Quis, porém,
comunicá-las por meio da Igreja visível, formada por homens, afim de
que por meio dela todos fossem, em certo modo, seus colaboradores
na distribuição dos divinos frutos da Redenção. E assim como o Verbo
de Deus, para remir os homens com suas dores e tormentos, quis
servir-se da nossa natureza, assim, de modo semelhante, no decurso
dos séculos se serve da Igreja para continuar perenemente a obra
começada.
Ora, para definir e descrever esta verdadeira Igreja de Cristo - que é a
santa, católica, apostólica Igreja romana - nada há mais nobre, nem
mais excelente, nem mais divino do que o conceito expresso na
denominação "corpo místico de Jesus Cristo"; conceito que
imediatamente resulta de quanto nas Sagradas Escrituras e dos
santos Padres frequentemente se ensina.

A Igreja é um "corpo"
26
Corpo único, indiviso, visível

Que a Igreja é um corpo, ensinam-nos muitos passos da sagrada


Escritura: "Cristo, diz o Apóstolo, é a cabeça do corpo da Igreja" (Cl
1,18). Ora, se a Igreja é um corpo, deve necessariamente ser um todo
sem divisão, segundo aquela sentença de Paulo: "Nós, muitos, somos
um só corpo em Cristo" (Rm 12,5). E não só deve ser um todo sem
divisão, mas também algo concreto e visível, como afirma nosso
predecessor de feliz memória Leão XIII, na encíclica "Satis cognitum":
"Pelo fato mesmo que é um corpo, a Igreja torna-se visível aos olhos".
Estão pois longe da verdade revelada os que imaginam a Igreja por
forma, que não se pode tocar nem ver, mas é apenas, como dizem,
uma coisa "pneumática" que une entre si com vínculo invisível muitas
comunidades cristãs, embora separadas na fé.
O corpo requer também multiplicidade de membros, que unidos entre
si se auxiliem mutuamente. E como no nosso corpo mortal, quando
um membro sofre, todos os outros sofrem com ele, e os sãos ajudam
os doentes; assim também na Igreja os membros não vivem cada um
para si, mas socorrem-se e auxiliam-se uns aos outros, tanto para
mútua consolação, como para o crescimento progressivo de todo o
Corpo.

Corpo composto "orgânica" e "hierarquicamente"

Mais ainda. Como na natureza não basta qualquer aglomerado de


membros para formar um corpo, mas é preciso que seja dotado de
órgãos ou membros com funções distintas e que estejam unidos em
determinada ordem, assim também a Igreja deve chamar-se corpo
sobretudo porque resulta de uma boa e apropriada proporção e
conjunção de partes e é dotada de membros diversos e unidos entre
si. É assim que o Apóstolo descreve a Igreja quando diz: "como num
só corpo temos muitos membros, e os membros não têm todos a

27
mesma função, assim muitos somos um só corpo de Cristo, e todos e
cada um membros uns dos outros"
(Rm 12,4).

Não se julgue, porém, que esta bem ordenada e "orgânica" estrutura


do corpo da Igreja se limita unicamente aos graus da hierarquia; ou,
ao contrário, como pretende outra opinião, consta unicamente de
carismáticos, isto é, dos féis enriquecidos de graus extraordinárias,
que nunca hão de faltar na Igreja. E fora de dúvida que todos os que
neste corpo estão investidos de poder sagrado, são membros
primários e principais, já que são eles que, por instituição do próprio
Redentor, perpetuam os ofícios de Cristo doutor, rei e sacerdote.
Contudo os santos Padres, quando celebram os ministérios, graus,
profissões, estados, ordens, deveres deste corpo místico, não
consideram só os que têm ordens sacras, senão também todos
aqueles que, observando os conselhos evangélicos, se dão à vida
ativa, à contemplativa, ou à mista, segundo o próprio instituto; bem
como os que, vivendo no século, se consagram ativamente a obras de
misericórdia espirituais ou corporais; e, finalmente, também os que
vivem unidos pelo santo matrimônio. Antes é de notar que, sobretudo
nas atuais circunstâncias, os pais e as mães de família, os padrinhos
e madrinhas, e notadamente todos os seculares que prestam o seu
auxílio à hierarquia eclesiástica na dilatação do reino de Cristo,
ocupam um posto honorífico, embora muitas vezes humilde, na
sociedade cristã, e podem muito bem sob a inspiração e com o favor
de Deus subir aos vértices da santidade, que por promessa de Jesus
Cristo nunca faltará na Igreja.

Corpo formado por membros determinados

28
E a esse propósito deve notar-se que assim como Deus no princípio
do mundo dotou o homem de um riquíssimo organismo com que
pudesse sujeitar as outras criaturas e multiplicar-se e encher a terra,
assim ao princípio da era cristã proveu a Igreja dos recursos
necessários para vencer perigos quase inumeráveis e povoar não só
toda a terra, mas também o reino dos céus.
Como membros da Igreja contam-se realmente só aqueles que
receberam o lavacro da regeneração e professam a verdadeira fé,
nem se separaram voluntariamente do organismo do corpo, ou não
foram dele cortados pela legítima autoridade em razão de culpas
gravíssimas. "Todos nós, diz o Apóstolo, fomos batizados num só
Espírito para formar um só Corpo, judeus ou gentios, escravos ou
livres" (l Cor 12,13). Portanto como na verdadeira sociedade dos fiéis
há um só corpo, um só Espírito, um só Senhor, um só batismo, assim
não pode haver senão uma só fé (cf. Ef 4,5), e por isso quem se
recusa a ouvir a Igreja, manda o Senhor que seja tido por gentio e
publicano (cf. Mt 18,17). Por conseguinte os que estão entre si
divididos por motivos de fé ou pelo governo, não podem viver neste
corpo único nem do seu único Espírito divino.

Não se deve, porém, julgar que já durante o tempo da peregrinação


terrestre, o corpo da Igreja, por isso que leva o nome de Cristo,
consta só de membros com perfeita saúde, ou só dos que de fato são
por Deus predestinados à sempiterna felicidade. Por sua infinita
misericórdia o Salvador não recusa lugar no seu corpo místico
àqueles a quem o não recusou outrora no banquete (Mt 9,11; Mc
2,16; Lc 15,2). Nem todos os pecados, embora graves, são de sua
natureza tais que separem o homem do corpo da Igreja como fazem
os cismas, a heresia e a apostasia. Nem perdem de todo a vida
sobrenatural os que pelo pecado perderam a caridade e a graça
santificante e por isso se tornaram incapazes de mérito sobrenatural,
mas conservam a fé e a esperança cristã, e alumiados pela luz
celeste, são divinamente estimulados com íntimas inspirações e
moções do Espírito Santo ao temor salutar, à oração e ao
arrependimento das suas culpas.
Tenha-se, pois, sumo horror ao pecado que mancha os membros
místicos do Redentor; mas o pobre pecador que não se tornou por sua
contumácia indigno da comunhão dos fiéis, seja acolhido com maior
amor, vendo-se nele com caridade operosa um membro enfermo de
Jesus Cristo: Pois que é muito melhor, como nota o bispo de Hipona,
"curá-los no corpo da Igreja, do que amputá-los como membros
incuráveis". "Enquanto o membro está ainda unido ao corpo não há
por que desesperar da sua saúde; uma vez amputado, nem se pode
curar, nem se pode sarar".

29
CAPÍTULO VI – OBJETOS LITURGICOS

1 – Guia da Estrutura de uma Igreja


Na Igreja nem todos os membros desempenham a mesma função.
Esta diversidade de ministérios se manifesta exteriormente no
exercício da celebração pela diversidade das vestes litúrgicas, que
por isso devem ser um sinal da função de cada ministro. Convém que
as vestes litúrgicas contribuam para a beleza da ação sagrada.

2 – Guia de Objetos Litúrgicos


Os objetos litúrgicos trazem sentido e significa de grande valor, por
isso são considerados Vasos Sagrados. Assim como tratamos o altar
com devida reverencia esses vasos também devem ser manuseados
com cuidado e respeito, pois é neles que toda a consagração ocorre.
Neste sentido devemos pensar bem antes de servir de maneira em
pura, pois com as nossas mãos que manuseamos estes objetos.

3 – Guia de Livros Litúrgicos


Os livros litúrgicos são livros que possuem os ritos e os textos para as
diversas celebrações. Por nós coroinhas e por qualquer pessoa devem
ser tratados com cuidado, zelo e, principalmente, respeito, pois é a
partir deles que se proclama a Palavra de Deus e se profere a oração
da Igreja.

Vale lembrar que existem vários tipos de livros litúrgicos, abaixo


somente estão os principais livros:

 Missal romano: livro que é usado pelo sacerdote para a


celebração eucarística. Encontramos no Missal Romano todas
as orações necessárias para se celebrar uma missa.

 Lecionário: livro que contém as leituras para a celebração


eucarística. Não existe apenas um Lecionário. Os principais são:
Dominical, Semanal, Santoral e do Pontifical Romano.

 Lecionário Dominical: contém as leituras para as missas dos


domingos e de algumas festas e solenidades.

 Lecionário Semanal: contém as leituras para os dias de


semana de todo o Ano Litúrgico. A primeira leitura e o salmo
responsorial de cada dia estão classificados por ano ímpar e
ano par. Os evangelhos são os mesmos para os dois anos.

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 Santoral: é o terceiro lecionário, nele contém as leituras para
os dias de Santos. A classificação vai de acordo com o
calendário, ou seja, divido em meses e dias.
 Evangeliário: neste livro estão separados apenas os
Evangelhos. Ele é utilizado principalmente nas grandes
solenidades, em que há uma procissão na hora da proclamação
do evangelho, em que o padre retira o livro do altar e o
deposita sobre o ambão.

CAPÍTULO VII – MISSA PARTE POR PARTE

1 – Ritos Iniciais
Os ritos que precedem a Liturgia da Palavra, isto é, entrada,
saudação, ato penitencial, Kýrie, Glória e a oração do dia, têm caráter
de exórdio, introdução e preparação para a Santa Missa.
A finalidade dos ritos é fazer com que os fiéis, reunindo-se em
assembléia, constituam numa comunhão e se disponham para ouvir
atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia.

Entrada: Reunindo o povo, enquanto o sacerdote entra com o


diácono e os ministros, começa o canto de entrada. A finalidade
desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembléia,
introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a
procissão do sacerdote e dos ministros.
Não havendo canto de entrada, a antífona proposta no Missal é
recitada pelos fiéis, pelo leitor ou pelo próprio sacerdote.

Saudação ao altar e ao povo: Chegando ao presbitério, o


sacerdote, o diácono e os ministros saúdam o altar com uma
inclinação profunda.
Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o
altar, juntamente com ele os ministros que estiverem em cima do
presbitério fazem uma venha profunda ao altar. Se for oportuno, o
sacerdote incensa a cruz e o altar.
Finalizado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira,
com toda a assembléia faz o sinal da cruz, a seguir, pela saudação,
expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação
e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida. Após a
saudação, o celebrante ou outro ministro ordinário faz uma breve
introdução aos fiéis sobre a Missa do Dia.

Ato Penitencial: Após a introdução, o sacerdote convida para o ato


penitencial que, após breve silencio para exame de consciência, é
realizado por toda a assembléia através de uma fórmula de confissão

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geral ou realizado dentro do canto “Senhor, Tende Piedade”. Este
momento é concluído pela absolvição do sacerdote. Cabe lembrar que
tal absolvição não possui a eficácia do sacramento da penitência. No
ato penitencial também pode-se utilizar o rito da aspersão em
recordação do batismo.
Kyrie: Também chamado de “Senhor, Tende Piedade”, só não se
inicia caso já tenha sido proclamado no próprio Ato Penitencial.
Nestes cantos, os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua
misericórdia, é executado normalmente por todos, tomando parte
nele o povo e o grupo de cantores.

Gloria a Deus nas Alturas: Neste canto, a Igreja, congregada no


Espírito santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro. O texto
desse hino NÃO pode ser substituído por outro, por isto cuidado com
os cantos escolhidos. Caso não seja cantado deve ser recitado. Ele
não deve ser entoado nos períodos de Quaresma e Advento.

Oração do Dia: Também chamada de “Oração das Coletas”. Neste


momento o sacerdote convida o povo a rezar, então todos em silêncio
por um instante, conscientes de estarem na presença de Deus,
formulam interiormente seus pedidos. Após o celebrante realizada a
chamada “oração de coleta”, direcionando todos os pedidos a Deus e
enfatizando a índole da celebração. Com o final desta oração também
temos o ponto marco do final dos Ritos Iniciais.

2 – Liturgia da Palavra
A parte principal da Liturgia da Palavra é constituída pelas leituras da
Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo
desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração
universal ou dos fiéis. Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala
ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece
alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha
presente no meio dos fiéis. Pelo silencio e pelos cantos o povo se
apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
alimentado por essa palavra, reza na oração universal pelas
necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro.

O Silêncio: a Liturgia da Palavra deve ser celebrada de tal modo que


favoreça a meditação, por isso deve ser de todo evitada qualquer
pressa que impeça o reconhecimento, integram-na também breves
momentos de silêncio, de acordo com a assembléia reunida, pelos
quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de
Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais
momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se

32
iniciar a própria Liturgia da Palavra, após a primeira e a segunda
leitura, como também após o término da homília.

Leituras Bíblicas: Mediante as leituras é preparada para os fiéis a


mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia.
Por isso, é melhor conservar a disposição das leituras bíblicas pela
qual se manifesta a unidade dos dois Testamentos e da história da
salvação; nem é permitido trocar as leituras e o salmo responsorial,
constituídos da Palavra de Deus, por outros textos não bíblicos.
As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém,
seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, pelo sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a profere a aclamação, e o povo
reunido, por sua resposta, prestam honra à Palavra de Deus, acolhida
com fé e com ânimo agradecido.
A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da Liturgia da
Palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior
veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de
honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anunciá-la,
que se prepara pela benção ou oração, como por parte dos fiéis que,
pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está
presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos
sinais de veneração prestados ao Evangeliário.

Salmo Responsorial: após a primeira leitura segue-se o Salmo


Responsorial, que é parte integrante da Liturgia da Palavra,
constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por
favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo Responsorial
corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário.
De preferência, o Salmo Responsorial será cantado, ao menos no que
se refere ao refrão do povo. Assim, o salmista ou cantor do salmo, do
ambão ou outro lugar adequado, profere os versículos do salmo,
enquanto toda a assembléia escuta sentada, geralmente participando
pelo refrão, a não ser que o salmo seja proferido de modo contínuo,
isto é, sem refrão. Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do
modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus.

Aclamação do Evangelho: após a leitura que antecede


imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto
estabelecido pelas rubricas, conforme exigir o tempo litúrgico. Tal
aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a
assembléia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho,
saúda-o e professa sua fé pelo canto. É cantado por todos de pé:

 O Aleluia é cantado em todo o tempo, exceto na Quaresma. Os


Versículos são tomados do Lecionário ou do Gradual;

33
 No Tempo da Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o
versículo antes do Evangelho proposto no lecionário.

Homilia: é a parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo


indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma
explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de
outro texto do Ordinário. A homília, via de regra é proferida pelo
próprio sacerdote celebrante ou é por ele delegada a um sacerdote
concelebrante ou, ocasionalmente, a um diácono, nunca, porém, a
um leigo. Após a homilia é necessário um breve tempo de silêncio.

Profissão de fé: o símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar


todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da
sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a
regra da fé por meio de fórmula aprovada para o uso litúrgico,
recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua
celebração na Eucarístia.

Oração Universal: nela, o povo responde de certo modo à Palavra


de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva
preces a Deus pela salvação de todos. Cabe ao sacerdote celebrante,
da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com uma breve exortação,
convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui. Normalmente as
intenções são proferidas, do ambão ou de um outro lugar apropriado,
pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo. O povo de
pé, exprime a sua súplica, seja por uma invocação comum após as
intenções proferidas, seja por uma oração em silêncio.

3 – Liturgia Eucarística

Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam


continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o
sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que
o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua
memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e
deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu
Corpo; este é o cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de
mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística
em partes que correspondam às palavras e gestos de Cristo. De fato:

A. Na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com


água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas
mãos;
34
B. Na Oração Eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra
da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de
Cristo;

C. Pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos,


recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um
só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do
próprio Cristo.

Preparação dos Dons: no início da liturgia eucarística são levadas


ao altar as oferendas que se converterão do Corpo e Sangue de
Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro
de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal, as
ambulas, o missal e o cálice.
Também são recebidos o dinheiro ou outros donativos oferecidos
pelos fiéis para os pobres ou para a Igreja, ou recolhidos no recinto
dela; serão, no entanto, colocados em lugar conveniente, fora da
mesa eucarística.
O canto do ofertório acompanha a procissão das oferendas e se
prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o
altar. As normas relativas ao modo de cantar são as mesmas que
para o canto da entrada. O canto pode sempre fazer parte dos ritos
das oferendas.
O pão e o vinho são depositados sobre o altar pelo sacerdote,
proferindo as fórmulas estabelecidas, o sacerdote pode incensar as
oferendas colocadas sobre o altar e, em seguida, a cruz e o próprio
altar, para simbolizar que a oferta da Igreja e a sua oração sobrem,
qual incenso, à presença de Deus. Em seguida, também o sacerdote,
por causa do ministério sagrado e o povo, em razão da dignidade
batismal, podem ser incensados pelo diácono ou por outro ministro.
Por fim, o sacerdote lava as mãos, ao lado do altar, exprimindo por
esse rito o seu desejo de purificação interior.

Oração sobre as Oferendas: Depositadas as oferendas sobre o


altar e terminados os ritos que as acompanham, conclui-se a
preparação dos dons e prepara-se a Oração Eucarística com o convite
aos fiéis a rezarem com o sacerdote e com a oração sobre as
oferendas.
Na Missa se diz uma só oração sobre as oferendas, que termina com a
conclusão mais breve, isto é: Por Cristo, nosso Senhor; se, no final, se
fizer menção do Filho, a conclusão será: Que vive e reina pelos
séculos dos séculos. O povo, unindo-se à oração, a faz sua pela
aclamação Amém.

35
Oração Eucarística: Inicia-se agora a Oração Eucarística, centro e
ápice de toda a celebração, prece de ação de graças e santificação. O
sacerdote convida o povo a elevar os corações ao Senhor na oração e
ação de graças e o associa à prece que dirige a Deus Pai, por Cristo,
no Espírito Santo, em nome de toda a comunidade. O sentido desta
oração é que toda a assembléia se uma com Cristo na proclamação
das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício. A Oração
Eucarística exige que todos a ouçam respeitosamente e em silêncio.

Podem distinguir-se do seguinte modo os principais elementos que


compõem a Oração Eucarística:
a) Ação de graças (expressa principalmente no Prefácio) em que o
sacerdote, em nome de todo o povo santo, glorifica a Deus Pai
e lhe rende graças por toda a obra da salvação ou por um dos
seus aspectos, de acordo com o dia, a festa ou o tempo.

b) A aclamação pela qual toda a assembléia, unindo-se aos


espíritos celestes canta o Santo. Esta aclamação, parte da
própria Oração Eucarística, é proferida por todo o povo com o
sacerdote.

c) A epiclese, na qual a Igreja implora por meio de invocações


especiais a força do Espírito Santa para que os dons oferecidos
pelo ser humano sejam consagrados, isto é, se tornem o Corpo
e o Sangue de Cristo, e que a hóstia imaculada se torne a
salvação daqueles que vão recebê-la em Comunhão.

d) A narrativa da instituição e a consagração, quando pelas


palavras e ações de Cristo se realiza o sacrifício que ele instituiu
na última Ceia, ao oferecer o seu Corpo e Sangue sob as
espécies de pão e vinho, e ao entregá-los aos apóstolos como
comida e bebida, dando-lhes a ordem de perpetuar este
mistério.

e) A anamnese, pela qual, cumprindo a ordem recebida do Cristo


Senhor através dos Apóstolos, a Igreja faz a memória do próprio
Cristo, relembrando principalmente a sua bem-aventurada
paixão, a gloriosa ressureição e a ascensão aos céus.

f) A oblação, pela qual a Igreja, em particular a assembléia


atualmente reunida, realizando esta memória, oferece ao Pai,
no Espírito Santo, a hóstia imaculada; ela deseja, porém, que os
fiéis não apenas ofereçam a hóstia imaculada, mas aprendam a

36
oferecer-se a si próprios, e se aperfeiçoem, cada vez mais, pela
mediação do Cristo, na união com Deus e com o próximo, para
que finalmente Deus seja tudo em todos.

g) As intercessões, pelas quais se exprime que a Eucarística é


celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto celeste como
terrestre, que a oblação é feita por ela e por todos os seus
membros vivos e defuntos, que foram chamados a participar da
redenção e da salvação obtidas pelo Corpo e Sangue de Cristo.

h) A doxologia final que exprime a glorificação de Deus, e é


confirmada e concluída pela aclamação Amém do povo.

Ritos da Comunhão: Sendo a celebração eucarística a ceia


pascal, convém que, segundo a ordem do senhor, o seu Corpo e
Sangue sejam recebidos como alimento espiritual pelos fiéis
devidamente preparados. Esta é a finalidade da fração do pão e os
outros ritos preparatórios, pelos quais os fiéis são imediatamente
encaminhados à Comunhão.

A Oração do Senhor: Na Oração do senhor pede-se o pão de


cada dia, que lembra para os cristãos antes de tudo o pão
eucarístico, e pede-se a purificação dos pecados, a fim de que as
coisas santas sejam verdadeiramente dadas aos santos. O
sacerdote profere o convite, todos os fiéis recitam a oração com o
sacerdote, e o sacerdote acrescenta sozinho o embolismo, que o
povo encerra com a doxologia. Desenvolvendo o último pedido do
Pai-nosso, o embolismo suplica que toda a comunidade dos fiéis
seja libertada do poder do mal.

O convite, a própria oração, o embolismo e a doxologia com que o


povo encerra o rito são cantados ou proferidos em voz alta.

Rito da Paz: Segue-se o rito da paz no qual a Igreja implora a paz


e a unidade para si mesma e para toda a família humana e os fiéis
exprimem entre si a comunhão eclesial e a mútua caridade, antes
de comungar do Sacramento.
Quanto ao próprio sinal de transmissão da paz, seja estabelecido
pelas Conferências dos Bispos, de acordo com a índole e os
costumes dos povos, o modo de realizá-lo. Convém, no entanto,
que cada qual expresse a paz de maneira sóbria apenas aos que
lhe estão mais próximos.

Fração do Pão: O sacerdote parte o pão eucarístico, ajudado, se


for o caso, pelo diácono ou um concelebrante. O gesto da fração
37
realizado por Cristo na última ceia, que no tempo apostólico deu o
nome a toda a ação eucarística, significa que muitos fiéis pela
Comunhão no único pão da vida, que é o Cristo, morto e
ressuscitado pela salvação do mundo, formam um só corpo (1Cor
10, 17). A fração se inicia terminada a transmissão da paz, e é
realizada com a devida reverência, contudo, de modo que não se
prolongue desnecessariamente nem seja considerada de excessiva
importância. Este rito é reservado ao sacerdote e ao diácono.

O sacerdote faz a fração do pão e coloca uma parte da hóstia no


cálice, para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor
na obra da salvação, ou seja, do Corpo vivente e glorioso de Cristo
Jesus. O grupo dos cantores ou o cantor ordinariamente canta ou,
ao menos, diz em voz alta, a súplica Cordeiro de Deus, à qual o
povo responde. A inovação acompanha a fração do pão; por isso,
pode-se repetir quantas vezes for necessário até o final do rito. A
última vez conclui-se com as palavras dai-nos a paz.

Comunhão: O sacerdote prepara-se por uma oração em silêncio


para receber frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo. Os fiéis
fazem o mesmo, rezando em silêncio.
A seguir, o sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a
paterna ou sobre o cálice e convida-os ao banquete de Cristo; e,
unindo-se aos fiéis, faz um ato de humildade, usando as palavras
prescritas do Evangelho.

É muito recomendável que os fiéis, como também o próprio


sacerdote deve fazer, recebam o Corpo do Senhor em hóstia
consagradas na mesma Missa e participem do cálice nos casos
previstos, para que, também através dos sinais, a Comunhão se
manifeste mais claramente como participação no sacrifício
celebrado atualmente.

Enquanto o sacerdote recebe o Sacramento, entoa-se o canto da


comunhão que exprime, pela unidade das vozes, a união espiritual
dos comungantes, demonstra a alegria dos corações e realça mais
a índole “comunitária” da procissão para receber a Eucaristia. O
canto prolonga-se enquanto se ministra a Comunhão aos fiéis.
Havendo, porém, um hino após a Comunhão, encerre-se em tempo
o canto da Comunhão. Haja cuidado para que também os cantores
possam comungar com facilidade.
Terminada a distribuição da Comunhão, se for oportuno, o
sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio. Se desejar,
toda a assembléia pode entoar ainda um salmo ou outro canto de
louvor ou hino.

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Para completar a oração do povo de Deus e encerrar todo o rito da
Comunhão, o sacerdote profere a oração depois da Comunhão, em
que implora os frutos do mistério celebrado.
Na Missa se diz uma só oração depois da Comunhão, que termina
com a conclusão e a aclamação do povo: Amém.

5 – Ritos de Encerramento

Aos ritos de encerramento pertencem:

a. Breves comunicação, se forem necessárias;

b. Saudação e benção do sacerdote que, em certos dias e


ocasiões, é enriquecida e expressa pela oração sobre o povo ou
por outra fórmula mais solene;

c. Despedida do povo pelo diácono ou pelo sacerdote, para que


cada qual retorne às suas boas obras, louvando e bendizendo a
Deus;

d. O beijo ao altar pelo sacerdote e o diácono e, em seguida, a


inclinação profunda ao altar pelo sacerdote, o diácono e os
outros ministros.

CAPÍTULO VIII – ACÓLITO

Estamos chegando ao final da apostila, embora já tenhamos noções


do que é um acólito, de como se relacionar com Deus, seu lugar
39
dentro da Igreja e de tudo que é necessário saber em relação ao
material litúrgico, se faz necessário saber como comportar. Além
disto, é necessário conhecer as obrigações e deveres de cada acólito
de acordo com sua posição dentro da Liturgia. Para tanto este
capítulo irá fornecer material pratico teórico para os conhecimentos
mais técnicos de um acólito.

1 – Regras Gerais

 Seja sempre atento e não se distraia com algo na celebração


que não seja a Eucaristia ou que não seja foco dos acólitos;

 Todos os movimentos devem ser executados sem pressa ou


atraso, ou seja, devem ser
executados de forma natural;

 Manuseie todos os objetos litúrgicos com cuidado para não


deixar cair ou estragar, principalmente os livros, para não
rasgar;

 Caso haja alguma dúvida relativa à celebração, converse


anteriormente com o mestre de celebração, pois elas não
devem surgir durante a Santa Missa;

 Caso haja alguma dúvida sobre o decorrer da missa durante a


celebração, procure tira-la de forma rápida e concisa, sem
atrapalhar a celebração;
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 Limita-se a fazer somente o que foi delegado a sua função.
Nunca exerça a função do próximo, somente auxilie;

 Não converse durante as celebrações, somente dirija o


necessário para que a santa missa ocorra corretamente;

 Cante, responda e louve a Deus com alegria. Ser acólito não é


ser um robô, porem somente uma pessoa discreta;

 Se posicione de forma discreta, não cruze as pernas quando


sentado, não cruze os braços quando em pé, mantenha as
mãos postas sempre que estiver com elas vazias, porque isto é
sinal de atenção, oração e espiritualidade;

 Mantenha certa distância dos demais ministros para não


atrapalhar os trabalhos desenvolvidos;

 Caso esteja segurando algum objeto, não é necessário realizar


as reverencias diante do altar ou santíssimo, somente uma
breve parada, uma vez que a inclinação nestas condições pode
provocar acidentes.

 Permaneça sempre em sua posição. Em um bom grupo de


acólitos, o mestre de cerimonias não necessita ficar se
deslocando do presbitério para solucionar as dificuldades que
surgem.

2 – Posições Corporais

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Como vimos anteriormente rezar requer, além das palavras,
pensamentos e sentimentos, a expressão corpórea. Portanto,
dentro da Celebração as posições e atitudes correspondem a
expressões litúrgicas, com significado e valor devido. Para tanto,
cabe a cada um de nós conhecermos todos os significados, de
forma a se porta corretamente dentro da liturgia.
Os gestos e posições do corpo tanto do sacerdote, do diácono e
dos demais ministros, como do povo devem contribuir para que
toda a celebração resplandeça pelo decoro e nobre simplicidade,
se compreenda a verdadeira e plena significação das suas diversas
partes e se favoreça a participação de todos. Lembrando-se de
assegurar o bem comum espiritual do povo de Deus, do que de
atender aos próprios gostos.

A posição comum do corpo, que todos os participantes devem


observar é sinal da unidade dos membros da comunidade cristã,
reunidos para a Sagrada Liturgia, pois exprime e estimula os
pensamentos e os sentimentos dos participantes. Diante destas
considerações, segue abaixo uma lista com os gestos mais comuns
e importantes da celebração litúrgica:

Estar em pé: é a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de quem


está pronto para obedecer, pronto para ir onde precisar. Indica
também a atitude de quem acolhe o próximo em sua casa. Estar
de pé demonstra prontidão para pôr em prática os ensinamentos
de Jesus. Ao estar em pé o acólito deve manter as mãos juntas e
postas, na altura do ângulo de noventa graus do braço, a não ser
que leve alguma coisa consigo, esta posição é um sinal de oração
e espiritualidade. Ele deve também manter a coluna reta, sem se
apoiar em nada, para desta forma se manter em sentido o tempo
todo;

Estar ajoelhado: é a posição de quem se põe em oração


profunda: “Jesus se afastou deles à distância de um tiro de pedra,
ajoelhou-se e suplicava ao Pai” (Lucas 22, 41). Quando ajoelhado,
o acólito deve manter as mãos postas como descrito na posição
“Estar de pé” anteriormente descrita;

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Prostrar-se: significa estender-se no chão; expressa profundo
sentimento de humildade e também de suplica. Este gesto está
previsto na Sexta-Feira Santa, no início da celebração da Paixão.
Também os que são ordenados diáconos e presbíteros se
prostram. Em algumas ordens ou congregações religiosas se prevê
a prostração na celebração da profissão dos seus votos;

Procissão: é atitude de quem não tem moradia fixa neste mundo,


atitude missionária; não se acomoda, mas se sente peregrino e
caminha na direção dos irmãos e irmãs, principalmente dos que
mais precisam;

Silêncio: indica respeito, atenção, meditação e desejo de ouvir e


aprofundar a palavra de Deus. Oportunamente, como parte da
celebração deve-se observar o silêncio sagrado. A sua natureza
depende do momento que ocorre em cada celebração. Convém
que já antes da própria celebração se conserve o silêncio para que
todos se disponham devota e devidamente para realizarem os
sagrados mistérios.

Inclinação: manifestação de reverência para honrar pessoas ou


símbolos; há duas espécies de inclinações, ou seja, de cabeça e de
corpo. A inclinação de cabeça é feita quando se nomeiam juntas as
três Pessoas Divinas, ao nome de Jesus, da Virgem Maria e do
Santo em cuja honra se celebra a Missa. Já a inclinação de corpo,
ou inclinação profunda, se faz ao altar, às orações “Ó Deus todo-
poderoso, purificai-me” e “De coração contrito”, e no símbolo
durante as palavras “E se encarnou”, além disto também é
utilizada no Cânon Romano (Oração Eucarística I) nas palavras
“Nós vos suplicamos”.

Genuflexão: significa adoração, por isso, se reserva ao Santíssimo


Sacramento, e à santa Cruz, desde a solenidade da Sexta-Feira na

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Paixão do Senhor até o inicio da Vigília Pascal. Ela é realizada
dobrando o joelho direito até o chão. Lembre-se de que ao se levar
a cruz processional e as velas, em vez de genuflexão, se faz
apenas uma inclinação da cabeça.

Reverência ao Santíssimo Sacramento: todos aqueles que


entram na Igreja nunca devem omitir a adoração ao Santíssimo
Sacramento, a não ser que se vá em procissão;

Reverência ao Altar: o Altar é saudado com uma inclinação


profunda por todos
quantos se dirigem ao presbitério, dele se retiram ou passam por
diante do altar.

Reverência ao Bispo: o Bispo é saudado com inclinação


profunda pelos ministros, ou por quantos dele se aproximam por
motivo de serviço ou, depois de prestado esse serviço, se retiram
ou passam diante dele. Evite quando possível, passar entre o Bispo
e o altar, por respeito para com um e para com outro. Em caso de
dúvida a qual dos dois saldar, salde conforme se aproxime mais do
altar ou mais do Bispo.

CAPÍTULO IX – ACÓLITO DA PALAVRA

1 – Antes da Missa
Cabe ao acólito da palavra verificar e testar o microfone das
leituras, mas seu principal papel dentro da celebração é
acompanhar as leituras e procissões. Portanto, na preparação da
missa ele deve organizar o lecionário no ambão, de acordo com as
leituras condizentes da missa em questão. Depois deve procurar
os leitores, sanar as suas dúvidas e ensaiar a subida e descida ao
presbitério, recordando que ao subir no presbitério o leitor se
posiciona a sua direita e ao descer a sua esquerda.

Obs: Caso haja Evangeliário cabe ao cerimoniário a sua


organização e condução na procissão de entrada (este último
somente se houver ausência de seminarista e diácono).

Em relação às procissões ele deve preparar as velas e a cruz


processional para as procissões de entrada e saída, por último
organizar a ambula e a galheta para o ofertório.

2 – Durante a Celebração

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Durante celebração o acólito da palavra deve: organizar as
procissões de entrada e saída; as leituras; o ofertório; e a
consagração.

Procissão de entrada e saída: o acólito da palavra deve


organizar a procissão de entrada e saída. Ela deve respeitar uma
questão hierárquica da Igreja, deve demonstrar simplicidade e
zelo, nela é aconselhável que se entre pareados, mas caso a
necessidade exija pode-se formar trios, como no caso do
cruciferário e do ceriferários.

Abaixo há um gabarito da organização de uma procissão com o


Santo Padre, o Papa, a partir dela é tranqüilo organizar uma
procissão, basta desconsiderar os elementos não existentes, como
por exemplo, desconsiderar os diáconos quando não tiverem:

Leituras: Depois da procissão de entrada o acólito da palavra


deve posicionar-se próximo aos leitores. Assim que o padre
anunciar a Oração de Coleta com o “Oremos”, o acólito deve se
preparar junto ao 1º leitor, com o final da oração, eles se dirige a
frente do altar, realizando a inclinação simples ao altar e sobe para
o ambão, indo sempre o acólito na frente. Caso haja alguém idoso
ou com dificuldades para subir a escadaria o acólito deve ceder o
braço para auxiliá-lo.

O acólito na mesa da palavra deve entregar o microfone ligado ao


leitor e indicar com o dedo qual a leitura será realizado.
Lembrando ao acólito da palavra o dever de acompanhar a leitura
o tempo todo, a fim de indicar onde ela parou caso o leitor se
perca.
Depois de realizada a primeira leitura, o acólito na frente desce
com o leitor atrás, espera o salmista se posicionar junto a dupla,
faz a inclinação para o altar novamente e sobe ao ambão
novamente, porém somente com o salmista. Com o fim do Salmo,
quando em missa dominical, desce com o salmista, aguarda o 2º
leitor e sobe novamente a mesa da palavra.
Com a finalização de todas as leituras, caso haja Evangeliário,
cabe ao acólito da palavra retirar o Lecionário do ambão e
depositá-lo na credência. Caso não haja o Evangeliário, segue-se
como anteriormente, desce com o leitor, realiza a inclinação ao
altar e dirige-se a sua posição original.

Obs.: Cabe ao acólito da palavra organizar tudo antes da missa de


forma que não haja erro durante a celebração, porém, caso algum
dos leitores não se posicione corretamente durante a celebração, o

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acólito da palavra não deve tentar corrigir, ele deve deixar a
celebração correr. Lembre-se errar é natural e humano, mas se for
para errar erre com categoria e discrição, principalmente quando
há outras pessoas envolvidas.

Ofertório: Após as leituras a próxima tarefa do acólito da palavra


é a condução do ofertório junto com o acólito da credência.

Consagração: Quando a missa solene é prestigiada com a figura


do turiferário, cabe ao acólito da palavra conduzi-lo até a escadaria
na frente do altar para incensar o vinho e a hóstia que serão
transformadas em sangue e corpo de Cristo. Esta condução e feita
na oração anterior à consagração e retorna depois das palavras:
“Eis o mistério da Fé”.

3 – Depois da Missa
Depois da celebração cabe ao acólito da palavra guardar o
microfone do ambão, o lecionário e o Evangeliário, como também
auxiliar o resto da equipe caso necessitem.

4 – Outras considerações
Em algumas celebrações poderá haver mais de um acólito da
palavra. Quando houver dois, fica um incumbido apenas da mesa
da palavra e o outro das procissões. Desta forma há uma
recorrência menor de erros e cruzamento de funções.

CAPÍTULO X – ACÓLITO DA CREDÊNCIA

1 – Funções e Atribuições
O acólito da Credencia é tão importante quanto o acólito principal.
Ele também necessita conhecer todo o rito da celebração,
apresentar um amplo conhecimento de liturgia e ter uma
personalidade ativa diante dos desafios. Sua responsabilidade é
supervisionar os trabalhos relacionados com a credência durante
toda a celebração, como também antes e depois, zelando pela a
dignidade dos objetos litúrgicos. Além disto, ele auxilia
diretamente o acólito principal na supervisão dos demais acólitos.

2 – Antes da Celebração
O acólito da credencia deve preparar, juntamente com o acólito
principal, o missal romano, como também estudar e repassar o

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ritual em questão. Em caso de celebrações solenes em ocasiões
especiais, aconselha-se que o ritual também seja passado
juntamente ao celebrante.
Além disso, o acólito da credencia deve auxiliar os ministros da
preparação dos objetos litúrgicos. Deve também verificar com a
equipe de celebração se haverá algo extra litúrgico, como entrada
de algum objeto, oração do dizimista, sorteio ou peças teatrais.
Caso tenha, avisar o acólito principal. Por último, ele deve preparar
os coroinhas.

3 – Durante a Celebração

Ritos Iniciais: Na procissão de entrada o acólito da credência


deve substituir algum outro caso necessite ou se posicionar na
frente dos ministros e atrás dos coroinhas. Assim que o acólito
chegar a credencia e o celebrante a sua cadeira presidencial,
deve-se enviar o Missal. O Celebrante começa a missa realizando
um sinal da cruz e saudando todos os presentes, ao final o Missal
retornará a credencia. Na oração de coleta o acólito da credencia
deve enviar novamente o missal logo após o convite do celebrante
a esta oração: “OREMOS”, que será devolvido após a oração.

Liturgia da Palavra: A participação do acólito da credência nesta


liturgia ocorre quando há Evangeliário. Neste momento ele
necessitará enviar dois coroinhas com as velas que deverá ser
entrega ao acólito principal. Após a homilia, segue-se a Profissão
de Fé.

Liturgia Eucarística: Neste momento o acólito da credencia deve


pedir para que os coroinhas auxiliem – o na credência com os
objetos litúrgicos. Ele deve também pedir aos coroinhas que
recolham do altar, durante a preparação das ofertas, a ambula
vazia e a galheta já utilizada.
Deve também preparar os coroinhas para a Jarra de Água, bacia e
toalha para que o padre purifique as mãos.

Ritos Finais: quando o celebrante retorna a sua cadeira, o acólito


da credência pode retornar ao seu lugar.

4 – Ritos Finais
O acólito da credência, mesmo que o padre já tenha se trocado,
somente tira sua veste depois de guardar todos os objetos
litúrgicos, e auxiliado os ministros no que for preciso.
Ao final de tudo isso, se dirige ao santíssimo e realiza mais um
momento de oração, desta vez para agradecer pelo seu

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desempenho na celebração, agradecendo pelos os bons momentos
e retirando as lições dos momentos de tribulação. Somente depois
deste momento, se o padre já tiver se trocado, ele retira sua veste
e finaliza seu serviço.

CAPÍTULO XI – TURIFERÁRIO

1 – Função e Manuseio do Turibulo

Função: o turiferário tem seu significado cravado nas próprias


Sagradas Escrituras. Para compreender melhor qual sua
importância, vamos observa-las:

 Salmo 140, 1-2 => Salmo de Davi. Senhor, eu vos chamo,


vinde logo em meu socorro; escutai a minha voz quando vos
invoco. Que minha oração suba até vós como a fumaça do
incenso, que minhas mãos estendidas para vós sejam como
a oferenda da tarde.

 Apocalipse 8, 3 => Adiantou-se outro anjo e pôs-se junto ao


altar, com um turíbulo de ouro na mão. Foram-lhe dados
muitos perfumes, para que os oferecesse com as orações de
todos os santos no altar de ouro, que está adiante do trono.
A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as
orações dos santos, diante de Deus.

Visto as duas passagens acima, resumimos as funções do turiferário


em elevar as orações da assembléia, oferecendo-as através do
incenso ao altar do senhor.

Manuseio: Ao caminha com o turibulo, o turiferário deve segurar,


com a mão esquerda, a parte superior das correntes que sustentam o
turíbulo, e, com a direita, segura as mesmas correntes todas juntas
perto do turíbulo, de modo a poder comodamente lança-lo e puxa-lo
para si. Tenha o cuidado de lança-lo com gravidade e decoro, sem
mover o corpo ou a cabeça, enquanto movimenta o turíbulo pra a
frente ou para trás; a mão esquerda, que segura a parte superior das
correntes, mantém-na firme e segura diante do peito; a mão e o
braço direito move-os calma e lentamente com o turíbulo. Porém,
caso o turiferário não tenha naveteiro a disposição, deve segurar
ambas as coisas; neste caso, segura na mão esquerda o turíbulo.

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Incensando: todas as vezes que for incensar, deve fazer reverencia
a coisa ou pessoa, e incensa-la seguindo a regra de ductos abaixo
descrita e a seguinte ordem: primeiro incensar a esquerda, depois a
direita e por fim o centro. Quando for se apresentar para que o
celebrante coloque incenso, caso este esteja em pé, o turiferário deve
se colocar em pé, caso este esteja sentado, o turiferário deve se
colocar ajoelhado.

Ductos: Ductos é o movimento que se realiza com o turibulo para


incensar coisas e objetos. Ele é composto por dois lançamentos de
turibulo, conforme explicado no tópico de manuseio, devido a isto o
nome de Ducto. Existem duas formas de incensar, com três ductos e
com dois ductos.

Três Ductos: Com três ductos devemos incensar: o Santíssimo


Sacramento, a relíquia da Santa Cruz e as imagens do Senhor
solenemente expostas, as oferendas, a cruz do altar, o livro dos
Evangelhos, o círio pascal, o Bispo ou presbítero celebrante, a
autoridade civil oficialmente presente na sagrada celebração, o coro e
o povo, por fim, o corpo de defunto.

Dois Ductos: Com dois ductos devemos incensar: relíquias e as


imagens dos Santos expostos a pública veneração. Distinto das
demais coisas e pessoas, o altar é incensado com ductos sucessivos
do turíbulo. Além disto vale lembrar que o santíssimo sacramento
deve ser incensado de joelhos.

2 – Antes da Missa
As funções do acólito Turiferário é mais pratica do que teórica, um
bom turiferário é aquele que conhece bem a missa para saber a hora
de agir. Cabe a ele antes da missa acender o Turíbulo verificar a
quantidade de incenso na naveta e escolher um naveteiro caso haja
coroinhas suficientes. Após isto é necessário se por a par da oração
eucarística da celebração em questão para conhecer quando ocorre a
consagração, porque é necessário ao turiferário incensar a Hóstia e o
Vinho.

4 – Durante a Celebração

Ritos Iniciais: o inicio da celebração antes de se posicionar na


procissão de entrada, o acólito do turíbulo deve ir ao encontro do
Celebrante para que este coloque incenso e abençoe o turíbulo.
Depois ele se posiciona logo à frente da cruz processional.
Ao chegar a frente ao presbitério, faz a inclinação de cabeça ao altar
e se posiciona em cima do presbitério, depois que o Celebrante beijar

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o altar se aproxime do Celebrante para que este coloque incenso
novamente abençoe, entregue o turíbulo posteriormente ao diácono,
caso não tenha, entregue diretamente ao Celebrante. Depois que o
Celebrante incensa o altar, a cruz e se for o caso o círio e alguma
imagem, ao retornar a posição inicial, o turiferário deve ir ao seu
encontro buscar o turíbulo e guardar.

Liturgia da Palavra: Na liturgia da palavra o turiferário deve


reorganizar o turíbulo durante o salmo e a segunda leitura. Depois da
segunda leitura, com o início do canto do Evangelho, o turiferário
deve subir ao presbitério e ir de encontro ao celebrante para que este
coloque incenso e abençoe. Caso o celebrante esteja sentado, cabe
ao turiferário se ajoelhar para facilitar o processo. Depois de
depositado o incenso o acólito deve se dirigir ao ambão.
Após o anuncio do Evangelho, o turíbulo é passado ao Proclamador,
ele incensará o evangelho e devolverá o turíbulo, neste instante o
acólito deve permanecer parado, aguardando a leitura do Evangelho,
podendo somente se retirar após a conclusão do Evangelho e início
da Homilia.

Ofertório: A próxima atuação do turiferário se dá no ofertório.


Enquanto as ofertas são preparadas sobre o Altar, o turiferário deve
estar pronto para atuar. Depois que o celebrante recebe as ofertas e
as oferece a Deus, o turiferário deve ir de encontro a ele.
Neste momento o celebrante incensa as ofertas e o altar, depois que
voltar, ele entregará o turíbulo ao diácono, este irá incensar o
celebrante e os demais sacerdotes, depois lhe entregará o turíbulo,
neste momento deve se posicionar na frente do corredor central e irá
incensar a assembléia.

OBS.: Caso não haja diácono, o turiferário terá de incensar o


Celebrante, os demais sacerdotes para somente depois incensar
assembléia.

Consagração: Na comunhão cabe ao acólito se posicionar em frente


ao altar e embaixo do presbitério, logo no início da Consagração,
antes do padre proclamar: “Naquela Noite...”. Após ajoelhar, o
naveteiro deve colocar incenso e o turiferário deve incensar as
ofertas cada vez que o padre ergue-las (Três ductos, já que se trata
da eucarística).

Ritos Finais: A última participação do turiferário será sair na


procissão com o turibulo, semelhante a procissão de entrada.

4 – Depois da Missa

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Depois da missa cabe ao turiferário limpar o turibulo. Não utilize água
e jogue a cinzas em um ambiente adequado. Depois disso guarde-o,
somente depois disto é permitido ao turiferário finalizar seu serviço.

AGRADECIMENTO

Chegamos ao fim da nossa formação. Agora resta


verificar suas habilidades na prática, mas lembre-se,
seja confiante, você já é um acólito e Deus estará
sempre contigo.
Não esqueça que não existe receita de bolo para ser um
Bom Cristão, mas sim setas como esta apostila e
pessoas como o seu formador. Quem de fato faz o
caminho para encontrar Deus é você mesmo, então
nunca deixe de procurar esta intimidade com Ele.

Boa sorte e leve a luz de Cristo para quem precisa!!!!

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